UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUÍ ANDRÉ DOMINGOS SCHUSSLER

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1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUÍ ANDRÉ DOMINGOS SCHUSSLER AUTOMAÇÃO DA COLETA DE DADOS EM SISTEMAS DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO CONFORME PADRÃO ONS/CCEE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO IJUÍ 2013

2 ANDRÉ DOMINGOS SCHUSSLER AUTOMAÇÃO DA COLETA DE DADOS EM SISTEMAS DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO CONFORME PADRÃO ONS/CCEE Trabalho de conclusão de curso, apresentado ao Professor Mauricio de Campos e a banca avaliadora, como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Eletricista. Orientador: Mauricio de Campos IJUÍ 2013

3 ANDRÉ DOMINGOS SCHUSSLER AUTOMAÇÃO DA COLETA DE DADOS EM SISTEMAS DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO CONFORME PADRÃO ONS/CCEE Trabalho de conclusão de curso, apresentado ao Professor Mauricio de Campos e a banca avaliadora, como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Eletricista. A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova o Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Elétrica COMISSÃO EXAMINADORA: Mauricio de Campos Orientador Mateus Felzke Schonardie Avaliador Ijuí, 15 de Janeiro de 2013.

4 DEDICATÓRIA Aos meus pais, irmãos e namorada companheiros de todas as horas.

5 AGRADECIMENTOS A Deus por me fortalecer em todos os momentos. À Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul pela oportunidade de estudo. Aos meus pais, Arno Osvaldo e Lenir Schussler por estarem sempre ao meu lado, me incentivando a continuar em frente e não desistir. Agradeço pelo amor, carinho e compreensão. A minha namorada, Luana Michael companheira de todas as horas. Agradeço pelo amor, e apoio em todos os momentos. Ao mestre Mauricio de Campos, pela orientação e supervisão, apoio, amizade e pelos ensinamentos passados durante a minha vida acadêmica. A todos os professores da Engenharia Elétrica da UNIJUÍ, pelo esforço e dedicação para com os alunos durante os anos de faculdade. A todos aqueles que de alguma maneira contribuíram para a realização deste sonho. Muito obrigado!

6 RESUMO A telemedição de energia elétrica já é utilizada há algum tempo. Atualmente no cenário elétrico brasileiro existem aplicações para leitura de medidores eletrônicos de energia elétrica que estão em funcionamento há algum tempo. Essas aplicações foram desenvolvidas para atender demandas especificas de alguns setores de concessionárias, geralmente demandas técnicas do setor de engenharia voltada aos equipamentos e não a trabalhar os dados medidos para geração de informação. O novo cenário do setor energético Brasileiro exige que tecnologias de telemedição sejam empregadas para atender o Mercado Atacadista de Energia. Devido a uma demanda interna da Coperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí LTDA (CERILUZ) foi idealizado uma aplicação para a automação da coleta de dados em Sistemas de Medição para Faturamento de Energia Elétrica (SMF). Esta aplicação será desenvolvida em ambiente SCADA (Supervisory Control and Data Aquisition) com auxílio do software Elipse E3. Através desta aplicação será possível fazer a coleta automática de dados em medidores eletrônicos existentes em SMF s conforme padrão ONS/CCEE. Ainda pela mesma aplicação será possível monitorar grandezas medidas por estes medidores em tempo real, bem como pesquisar dados históricos. Esta aplicação trará inúmeros benefícios ao parque de medidores da empresa e poderá se adaptar com facilidade a outros tipos de medição de sejam dotadas de medidores eletrônicos. Palavras-chave: Telemedição. Ceriluz. ONS. CCEE. SMF. Elipse E3. SCADA.

7 ABSTRACT For years the electrical telemetering has been used. Currently, in Brazilian electric scene, there are applications for reading electronics meters for measuring electrical data, which are already in operation. These applications were developed to attend specific demands of some electric companies, generally technical demands from the engineering sector focused on equipment and not about data mining. The new Brazilian scene of the energy sector requires that telemetering technologies are employed to attend the Wholesale Market of energy. Due to an internal demand of Regional Energy Cooperativeand Development of Ijuí LTDA (Ceriluz), it is designed an application to automate the data collection from the Measurement Systems for Electricity Billing (SMF). This application is developed in SCADA environment (Supervisory Control and Data Acquisition) with the aid of the Ellipse E3 software. Through this application it is possible to perform automatic data collection on the existing SMF's electronic meters, as standard by ONS/CCEE. Still, in the same application, you can monitor these measured data in real time, as well as, search for historical data. This application will bring various benefits to the company and it can easily adapt to other types of measurements, which are equipped with electronic meters. Keywords: Telemetering. Ceriluz.ONS. CCEE. SMF. Ellipse E3. SCADA.

8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Oferta de energia elétrica por fonte Figura 2 Organograma das Instituições do Setor Elétrico Brasileiro Figura 3 Sistema Interligado Nacional (SIN) Figura 4 Mercado cativo de energia elétrica Figura 5 Mercado livre de energia elétrica Figura 6 - Painel de Medição para Faturamento (PMF) - SMF Ceriluz SEIJU Figura 7 - Arquitetura Básica do Sistema de Medição para Faturamento Figura 8 - Coleta ativa A1 Coleta de Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay Figura 9 - Coleta Passiva P3 Coleta através de UCM e Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay Figura 10 Cabine de medição para SMF da Ceiluz na SEIJU Figura 11 Projeto de painel de medição para faturamento Figura 12 Placa de um transformador de corrente utilizado para o SMF Figura 13 - Placa de um transformador de potência utilizado para o SMF Figura 14 - Área de trabalho do Elipse E Figura 15 - Tela inicial da aplicação Figura 16 - Tela configurações iniciais Figura 17 Página inicial módulo parâmetros do medidor Figura 18 Tela modal Dados da Fatura Figura 19 Tela modal Sincronismo Figura 20 Tela modal Constantes de Multiplicação Figura 21 Horário de verão Figura 22 Tela inicial do módulo parametrização do medidor Figura 23 Ajuste do relógio para fatura Figura 24 Tela modal conferência de ajustes do relógio do medidor Figura 25 Tela modal de alteração data e hora do medidor Figura 26 Tela modal de última alteração no medidor Figura 27 Tela modal altera horário de verão Figura 28 Tela modal altera código da UC Figura 29 Tela modal altera constantes de multiplicação Figura 30 Tela modal altera condição da reposição de demanda... 47

9 Figura 31 Tela inicial do módulo de registro de alterações Figura 32 Tela legenda dos códigos de alteração Figura 33 Tela última alteração no medidor Figura 34 Tela filtro dos registros de alterações Figura 35 Mensagem de atualização dos registros Figura 36 Tela diagrama vetorial Figura 37 Ping disparado contra o IP (Medidor ELO) Figura 38 Tela Análise Gráfica Figura 39 Tela Outras Grandezas Figura 40 Tela de configuração da leitura (MT/BT) Figura 41 Tela da coleta de memória de massa Figura 42 Tela de configuração manual da coleta da memória de massa Figura 43 - Calendário para informar data e hora Figura 44 Ativando a coleta automática da memória de massa Figura 45 Desativando coleta automática da memória de massa Figura 46 Tela de registros de coletas Figura 47 Tela Registradores após a Última Reposição de Demanda Figura 48 - Tela Registradores Relativos a Última Reposição de Demanda Figura 49 Tela de Análise Gráfica da Memória de Massa Figura 50 Listagem da Memória de Massa Figura 51 Tela configuração do Send Mail Figura 52 Tela inicial módulo XML Figura 53 Mensagem de criação do arquivo XML da coleta Figura 54 Envio de mensagens pelo Send Mail Figura 55 Tela da escolha de anexos Figura 56 Tela histórico de faltas de energia Figura 57 Tela monitoramento de alarmes Figura 58 Tela monitoramento das grandezas Figura 59 Tela configura RTC/RTP Figura 60 Tela consulta registros de alarmes Figura 61 Desativando os registros de alarmes Figura 62 Ativando os registros de alarmes Figura 63 Topologia básica da rede corporativa para coleta de dados... 74

10 LISTA DE SIGLAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ACL - Ambiente de Contratação Livre ACR - Ambiente de Contratação Regulada ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica BT Baixa Tensão CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CMSE - Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico CNPE - Conselho Nacional de Política Energética COMAE - Conselho do Mercado Atacadista de Energia Elétrica DMCR Demanda Máxima Corrigida Registrada EPE - Empresa de Pesquisa Energética IP - Internet Protoco (Protocolo de interconexão) MME - Ministério de Minas Energia MT Média Tensão NBR - Norma Brasileira ONS Operador Nacional do Sistema Elétrico PCH Pequena Central Hidrelétrica PROINFA Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica RTC Relalção de Transformação de Corrente RTP Relação de Transformação de Potencial SMTP - Simple Mail Transfer Protocol (Protocolo de transferência de correio simples) SQL Structured Query Language (Linguagem de consulta estruturada) TC Transformador de Corrente TCP Transmission Control Protocol (Protocolo de controle de transmissão) THD I Taxa de Distorção Harmônica de Corrente THD V Taxa de Distorção Harmônica de Tensão TP Transformador de Potencial UC Unidade Consumidora UFER - Unidade de faturamento de energia reativa UCM - Unidade Central de Coleta de Medição VPN - Virtual Private Network (Rede privada virtual) XML - EXtensible Markup Language (Linguagem extensível de formatação)

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVAS OBJETIVOS DESCRIÇÃO DO TRABALHO COMERCIALIZAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA FUNCIONAMENTO DO MERCADO ELÉTRICO BRASILEIRO Ambiente de contratação regulada (ACR) Ambiente de contratação livre (ACL) Mercado curto prazo Consumidor cativo Consumidor livre Consumidor especial SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO (PRODIST) PROCEDIMENTOS DE REDE (ONS) PROCEDIMENTOS DE COMERCIALIZAÇÃO (CCEE) ARQUITETURA BÁSICA DE UM SMF SMF DA CERILUZ NA SUBESTAÇÃO SEIJU Topologia da coleta existente Topologia da coleta desejada Generalidades Medidor eletrônico elo 2180SE Roteador Alimentação auxiliar Painel de medição para faturamento (PMF) Transformadores de corrente (TC s)... 33

12 Transformadores de potencial (TP s) DESENVOLVIMENTO DA INTERFACE GRÁFICA SOFTWARE ELIPSE E ARQUITETURA DA APLICAÇÃO Módulo configurações iniciais Módulo parâmetros atuais Módulo parametrização do medidor Módulo registros de alterações Módulo página fiscal Módulo coleta da memória de massa Módulo memória de massa Módulo Send Mail Módulo XML Módulo faltas de energia Módulo monitoramento de alarmes Aquisição de Dados Banco de Dados CONSIDERAÇÕES FINAIS BIBLIOGRAFIA... 77

13 1 INTRODUÇÃO Durante a última década o Setor Elétrico Brasileiro sofreu grandes transformações. Com a abertura do mercado, surgiu à possibilidade de um grupo de consumidores optarem pela compra de energia elétrica no mercado livre. Assim estes foram desobrigas da compra junto à distribuidora local no qual suas instalações estejam conectadas. Houve portanto, um grande avanço na possibilidade de reduzir custos para adquirir energia, sendo esta tratada como uma commodity 1. Com a abertura desse mercado tornou-se indispensável à realização de operações para contabilização e liquidação do mercado, obtenção dos dados de medição para manutenção da operação e confiabilidade do processo. Os agentes responsáveis pela garantia desse processo são: o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O primeiro é responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN). Já o segundo tem por finalidade viabilizar a comercialização de energia elétrica no mercado de energia brasileiro, ambos submetidos à fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A regulação feita pela ANEEL segue aos Procedimentos de Distribuição que são documentos elaborados por ela, com a participação dos agentes de distribuição e de outras entidades e associações do setor elétrico nacional, ela também padroniza as atividades técnicas relacionadas ao funcionamento e desempenho dos sistemas de distribuição de energia elétrica. Normalmente os dados de medição de energia para faturamento e outros fins em distribuidoras de energia no Brasil são geralmente lidos em campo por técnicos especializados em datas predeterminadas, demandando uma equipe numerosa para 1 Commodity é um bem fungível, ou seja, é equivalente e trocável por outra igual independentemente de quem a produz.

14 13 a realização das coletas dos dados dentro dos prazos determinados. Geralmente esses dados são direcionados para um determinado setor dentro da concessionária e os utilizará para um determinado fim. Atualmente, em consequência da evolução da telecomunicação, realizar a medição remota é uma questão de se escolher a melhor tecnologia a ser empregada, avaliando sempre a relação custo/benefício de determinada tecnologia. Tecnologia de comunicação derivadas de telefonia fixa, telefonia celular, comunicação por satélite, entre outras, possibilitam uma fácil implementação de sistemas para telemedição de medidores de energia eletrônicos, geralmente empregados em consumidores do grupo A, pontos de fronteira, geração e cogeração. Novas exigências governamentais para viabilizar a comercialização de energia elétrica no sistema interligado nacional apoiam-se fortemente na utilização dessas tecnologias de comunicação para a teleleitura de todos os pontos de medição que participam desse mercado atacadista de energia. Isso intensificou muito o mercado de telemedição. Vários sistemas estão sendo implementados para atender essas exigências. Devido as grandes mudanças que ocorreram nos últimos anos no setor de energia elétrica e a necessidade de se criar um mecanismo para possibilitar a comercialização de energia proporcionou uma grande evolução nos sistemas de telemedição utilizados no Brasil. Uma das principais mudanças foi a desverticalização das empresas do setor elétrico que foram divididas em empresas de transmissão, geração, distribuição e comercialização de energia elétrica e a criação do mercado atacadista de energia elétrica controlada pela CCEE. Agora, todas as empresas que participam desse novo mercado de energia elétrica são obrigadas a informar ao CCEE o consumo de energia elétrica de todos os pontos participantes do sistema de comercialização de energia, estes dados devem ser enviados diariamente e automaticamente. Os pontos de medição que participam do sistema de comercialização são as conexões de fronteiras da transmissão, geradores e cogeradores e clientes de alta tensão que desejam comprar energia direto do mercado (clientes livres). Todos esses pontos de medição devem atender as exigências de normas técnicas vigentes especificas para o mercado, dentre outras exigências, são especificados as arquiteturas de telemedição necessárias para acesso do CCEE para monitoramento do mercado. Dentro desse monitoramento destaca-se para esse trabalho a necessidade de envio diário e automático dos dados

15 14 medidos e canais de comunicação para auditoria dos dados medidores realizados pelo CCEE. A automação deste processo de coleta de dados em Sistemas de Medição para Faturamento (SMF) pode ser feita através de sistemas supervisórios que permitem monitorar e rastrear informações de um processo produtivo ou instalação física. Tais informações são coletadas através de equipamentos de aquisição de dados e em seguida, manipulados, analisados, armazenados e, posteriormente, apresentados ao usuário. Estes sistemas também são chamados de SCADA (Supervisory Control and Data Aquisition). Atualmente, os sistemas de automação industrial utilizam tecnologias de computação e comunicação para automatizar o monitoramento e controle dos processos industriais, efetuando coleta de dados em ambientes complexos, eventualmente dispersos geograficamente, e a respectiva apresentação de modo amigável para o operador, com recursos gráficos elaborados (interfaces homemmáquina) e conteúdo multimídia. Neste contexto surge o conceito de smart metering medição inteligente 2 que está relacionado ao uso da tecnologia para comunicação que permitirá fazer o levantamento dados de medições bastante abrangentes. O objetivo destas medições é possibilitar que a distribuidora possa acessar os dados de que necessitem através de uma interface gráfica padronizada. Outro conceito inserido neste cenário é o smart grid rede inteligente 3 que está relacionado ao uso da tecnologia para uma melhor distribuição de utilidades públicas, sendo a energia elétrica o primeiro serviço público a colocar o conceito em prática. O objetivo das redes inteligentes é aumentar a eficiência da distribuição e melhorar a qualidade da energia fornecida aos consumidores finais. Alguns exemplos de tecnologias Smart Grid e Smart metering são: medição eletrônica e telecomandada de unidades consumidoras, corte e religamento remoto, identificação automática de faltas de energia, telemedição da temperatura dos transformadores em postes, entre outros. O Smart Grid também é alinhado com duas 2 Smart metering ou medição inteligente, em termos gerais é a aplicação de tecnologia da informação para o medições de energia elétrica. 3 Smart grid ou rede inteligente, em termos gerais é a aplicação de tecnologia da informação para o sistema elétrico de potência.

16 15 iniciativas da ANEEL, a tarifa branca (que já está em vigor) e a energia pré-paga (que está em discussão). 1.1 JUSTIFICATIVAS A automação da coleta de dados em medições para faturamento é uma exigência da CCEE conforme procedimento de comercialização de energia elétrica e possibilita que a CCEE e o ONS desempenhem suas funções de garantir estabilidade do setor elétrico brasileiro. Com isso o desenvolvimento ou utilização de uma ferramenta que permita realizar essa coleta torna-se obrigação das distribuidoras de energia elétrica. Neste contexto, pode-se perceber que este sistema de coleta também é uma tendência não só em processos obrigatórios, mas também em outras inúmeras áreas, devido aos benefícios que representam para o sistema elétrico, como a eficiência a redução de custos e a confiabilidade. O novo cenário de comercialização de energia é um grande incentivador dessas tecnologias. Alguns sistemas de telemedição já eram utilizados em algumas empresas, porém hoje existem várias tecnologias de transmissão de dados que possibilitam a maior ampliação de sistemas de telemedição com mais qualidade e custos menores. Logo, o processo de aquisição de dados se torna indispensável pela sua obrigatoriedade e pelo que representa na função de impedir que o mercado de energia elétrica fique desregulado, permitindo que os processos de compra e venda de energia elétrica possuam uma estratégia tendendo manter o equilíbrio. 1.2 OBJETIVOS Este trabalho de conclusão de curso tem o objetivo desenvolver um sistema supervisório com auxílio do software Elipse E3 para automatizar a coleta de dados em sistemas de medição para faturamento. Esta aplicação desenvolvida no ambiente SCADA deverá fazer a coleta de dados em medidores eletrônicos de forma automática, armazenará os dados em um banco de dados e criará um arquivo contendo os dados da coleta no formato XML 4 conforme padrão pré-estabelecido pela CCEE. 4 XML é a abreviação de EXtensible Markaup Languague (Linguagem extensível de formatação). É definida como formato universal para dados estruturados na Web.

17 16 Embora este seja um procedimento obrigatório a aplicação não se limitará a fazer o processo supracitado, mas também irá disponibilizar ao usuário inúmeras funcionalidades de iteração com os medidores eletrônicos, sendo elas: monitoramento de grandezas elétricas em tempo real pela página fiscal dos medidores, consulta configurações dos medidores, parametrização dos medidores, registros históricos de falta de energia, registros históricos de alterações nos medidores, consulta histórica da memória de massa, tela de alarmes em tempo real, possibilidade de fazer a coleta manualmente, bem como a criação do arquivo XML e envio de mensagens manualmente. Mesmo que o desenvolvimento desta aplicação tenha sido motivada por uma demanda interna da Coperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí LTDA (CERILUZ), também poderá usufruir dela para ampliar o monitoramento de medidores eletrônicos existentes na área de atuação desta permissionária, oferecendo inúmeras vantagens proporcionalizadas pela automação de processos. O foco do sistema de telemedição não deverá ser exclusivamente as demandas técnicas dos medidores, mas à capacidade de geração de informações através das manipulações dos dados que estão disponíveis no sistema. 1.3 DESCRIÇÃO DO TRABALHO O presente trabalho está organizado da seguinte forma: No capítulo 2 será descrito de forma sucinta o funcionamento da comercialização da energia elétrica no Brasil. Será dado ênfase ao funcionamento do mercado elétrico brasileiro explicando o funcionamento dos ambientes de contratação livre e regulado, mercado curto prazo, consumidor cativo, consumidor livre e consumidor especial. No capítulo 3 será introduzido o sistema de medição para faturamento e os procedimentos regulatórios para sua implantação. Também será descrito a arquitetura básica de um SMF e as características do SMF objeto do estudo, tais como: Topologia da coleta existente e desejada, medidor eletrônico, roteador, alimentação auxiliar, painel de medição para faturamento, transformadores de corrente e potencial. Já no capítulo 4 será abordado sobre o desenvolvimento da interface gráfica desenvolvida para coleta de dados em SMF s. Será abordado sobre o software escolhido para o desenvolvimento da aplicação, arquitetura da aplicação, o método de aquisição de dados e o banco de dados utilizado.

18 17 futuros. O Capítulo 5, é apresentado as conclusões finais e proposta de trabalhos

19 2 COMERCIALIZAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA As unidades geradoras no Brasil são, em sua maioria, empreendimentos hidrelétricos. Estes respondem por mais de (76,9%) da oferta de energia do País, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A segunda maior fonte de energia do país é a termelétrica (22,3%), seguida pela eólica (0,9%), conforme ilustrado pela Figura 1. Figura 1 - Oferta de energia elétrica por fonte % 8% 3% 1% 7% 1% 77% HIDRÁULICA BIOMASSA EÓLICA GÁS NATURAL DERIVADOS DO PETRÓLEO NUCLEAR CARVÃO E DERIVADOS Fonte: (Empresa de Pesquisa Energética, 2012) Depois de deixar a usina, independentemente do tipo da fonte geradora, a energia elétrica trafega pela rede de transmissão com tensão nominal acima de 230 kv. No Brasil, esta rede supera os 100 mil km de extensão, o equivalente a mais de duas vezes a circunferência da Terra. Sua grande extensão se explica pela dimensão continental do país e pela distância entre as usinas e os consumidores.

20 19 Quando a energia chega às subestações localizadas nas cidades, a tensão é rebaixada e, depois, por meio de um sistema composto por fios, postes e transformadores, é distribuída aos consumidores. As distribuidoras de energia são o elo entre o setor e a sociedade, visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão a maior parte do suprimento destinado ao abastecimento no país. Outro elo da cadeia são os agentes comercializadores de eletricidade, que não possuem sistemas elétricos, mas estão autorizados a atuar exclusivamente no mercado livre, vendendo ou comprando energia elétrica. Toda a rede de produção e transmissão de energia elétrica das diferentes regiões está interligada e recebe o nome de Sistema Interligado Nacional (SIN), que atende 98% do consumo de eletricidade nacional. Os investidores que atuam na geração, transmissão e distribuição de energia operam por meio de concessões ou autorizações para operar durante um período determinado. Para construir e operar seus empreendimentos, as empresas estão submetidas a regras de várias instituições. Coordenar todo este sistema e garantir segurança e baixo custo é o papel do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O órgão controla os estoques de água das usinas hidrelétricas e prevê as vazões nos rios, além de usar as fontes de geração térmica, nuclear ou eólica para atender o consumo. O ONS também opera a rede de transmissão para a energia chegar aos consumidores e trabalha para evitar blecautes, além de intervir caso alguma falha aconteça. O órgão regulador do setor, criado em 1997, é a Aneel, autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Outros órgãos importantes para o mercado energético são a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A primeira tem a finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no SIN, administrando os contratos de compra e venda de energia elétrica, sua contabilização e liquidação. A EPE presta serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, tais como energia elétrica, petróleo e gás natural e seus derivados, carvão mineral, fontes energéticas renováveis e eficiência energética, dentre outras. Na Figura 2 pode-se verificar como distribuição organizacional das instituições do setor elétrico brasileiro.

21 20 Figura 2 Organograma das Instituições do Setor Elétrico Brasileiro Fonte: (Mercado Atacadista de Energia Elétrica, 2012) Em 2004 o governo brasileiro estabeleceu um novo marco regulatório para o setor elétrico, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) começou a operar em 10 de novembro de 2004 sucedendo ao Mercado Atacadista de Energia (MAE) que já havia sucedido a Administradora de Serviços do Mercado Atacadista de Energia (ASMAE). A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) tem por finalidade viabilizar a comercialização de energia elétrica no mercado de energia brasileiro e efetua a contabilização e a liquidação financeira das operações realizadas no mercado de curto prazo. As Regras e os Procedimentos de Comercialização que regulam as atividades realizadas na CCEE são aprovados pela ANEEL. 2.1 FUNCIONAMENTO DO MERCADO ELÉTRICO BRASILEIRO O Sistema Interligado Nacional (SIN) é formado por empresas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte. Com tamanho e características que permitem considerá-lo único em âmbito mundial, o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil é um sistema hidrotérmico de grande porte, com forte predominância de usinas hidrelétricas e com múltiplos proprietários. A Figura 3 ilustra de forma simplificada a integração entre os sistemas de produção e transmissão para o suprimento do mercado consumidor.

22 21 Figura 3 Sistema Interligado Nacional (SIN) Fonte: (Agência Nacional de Energia Elétrica) As relações comerciais no atual modelo do setor elétrico brasileiro se estabelecem no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL). No Mercado de Curto Prazo, são contabilizadas e liquidadas as diferenças entre os montantes gerados, contratados e consumidos. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) zela pelo bom funcionamento destes três ambientes Ambiente de contratação regulada (ACR) Os leilões de compra de energia elétrica realizados pela CCEE, por delegação da ANEEL, ocupam papel essencial no Ambiente de Contratação Regulada - ACR.

23 22 Os compradores e vendedores de energia participantes dos leilões formalizam suas relações comerciais por meio de contratos registrados no âmbito do ACR. Nos leilões estruturantes definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética - CNPE, os leilões são realizados diretamente pela Aneel. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Os contratos desse ambiente têm regulação específica para aspectos como preço da energia, submercado de registro do contrato e vigência de suprimento, os quais não são passíveis de alterações bilaterais por parte dos agentes. Apesar de não ser contratada em leilões, a energia gerada pela usina binacional de Itaipu e a energia associada ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA) são enquadradas no ACR, pois sua contratação é regulada, com condições específicas definidas pela Aneel. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Ambiente de contratação livre (ACL) No Ambiente de Contratação Livre (ACL), os geradores a título de serviço público, autoprodutores, produtores independentes, comercializadores, importadores e exportadores de energia e os consumidores livres e especiais têm liberdade para negociar a compra de energia, estabelecendo volumes, preços e prazos de suprimento. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Essas operações são pactuadas por meio de Contratos de Compra de Energia no Ambiente Livre. Esses contratos devem ser, obrigatoriamente, registrados na CCEE, instituição responsável por realizar a liquidação financeira das diferenças entre os montantes contratados e os montantes efetivamente consumidos. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Mercado curto prazo Todos os contratos de compra e venda de energia celebrados no mercado tanto no ACR como no ACL devem ser registrados na CCEE, que realiza a medição dos montantes efetivamente produzidos/consumidos por cada agente. As diferenças apuradas, positivas ou negativas, são contabilizadas para posterior liquidação financeira no Mercado de Curto Prazo e valoradas ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

24 23 Assim, o Mercado de Curto Prazo pode ser definido como o segmento da CCEE onde são contabilizadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados pelos agentes e os montantes de geração e de consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) No Mercado de Curto Prazo não existem contratos, ocorrendo a contratação multilateral, conforme as Regras de Comercialização. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Consumidor cativo O consumidor cativo compra energia elétrica de concessionária ou permissionária que tem a concessão para fazer o serviço de distribuição, não tem possibilidade de negociar preço, ficando sujeito às tarifas de fornecimento estabelecidas pela ANEEL, as distribuidoras adquiriram essa energia através de leilões, portanto precisam repassar esses custos ao consumidor. O sistema de compra e consumo do de energia elétrica no mercado cativo funciona conforme ilustra a Figura 4. Figura 4 Mercado cativo de energia elétrica Geração Transmissão Distribuição Consumidor Cativo Consumidor livre O consumidor livre traça estratégias e negocia livremente as condições comerciais de contratação da sua energia, tem possibilidade de escolher preço, prazo, indexação e ter flexibilidade quanto ao montante de consumo e escolhe seu fornecedor de energia, que pode ser um Gerador ou um agente Comercializador. O sistema de compra e consumo do de energia elétrica no mercado livre funciona conforme ilustra a Figura 5.

25 24 Figura 5 Mercado livre de energia elétrica Geração Transmissão Distribuição Consumidor Livre Agente comercializador Consumidor especial Os Consumidores Especiais, do mercado livre, são as empresas que podem igualmente adquirir energia elétrica de fornecedores que não seja a concessionária local de distribuição. Para isso, precisam possuir uma demanda contratada igual ou superior a 500 kw e menor que kw. Empresas dessa categoria são atendidas por energia de fontes renováveis, como pequenas centrais hidrelétricas (PCH), usinas de biomassa (como usinas de cana), usinas de energia eólica ou solar, entre outras. Além de exercer sua opção de escolha em aquisição de energia, outra vantagem ao se tornar um consumidor especial é a redução de 50% nas tarifas de uso do sistema de distribuição. Entre os principais segmentos atendidos por essa categoria são indústrias de médio porte e comércio, como shoppings-centers, redes varejistas, instituições financeiras, etc.

26 3 SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO Conforme (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, 2008), um SMF é composto de sistema de comunicação, medidores (principal e retaguarda), transformadores de potencial e de corrente e equipamentos associados, necessários para medir energia ativa e reativa, potência ativa e reativa, tensão, etc., conforme Especificação Técnica do SMF aprovada pela Deliberação COMAE 049/2001. Figura 6 - Painel de Medição para Faturamento (PMF) - SMF Ceriluz SEIJU1 Fonte: Ceriluz Distribuição Para instalação de um SMF é necessário observar e cumprir uma série de procedimentos, conforme comentado nos itens 5.1, 5.2 e 5.3.

27 PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO (PRODIST) Conforme módulo 5 do PRODIST (Agência Nacional de Energia Elétrica, 2011) os seus objetivos são: - Estabelecer os requisitos mínimos para medição das grandezas elétricas do sistema de distribuição aplicáveis ao faturamento, à qualidade da energia elétrica, ao planejamento da expansão e à operação do sistema de distribuição; - Apresentar os requisitos básicos mínimos para a especificação dos materiais, equipamentos, projeto, montagem, comissionamento, inspeção e manutenção dos sistemas de medição; - Estabelecer procedimentos fundamentais para que os sistemas de medição sejam instalados e mantidos dentro dos padrões necessários aos processos de contabilização de energia elétrica, de uso no âmbito das distribuidoras e de contabilização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CCEE; - Verificar que as disposições estejam de acordo com a legislação vigente, as exigências do INMETRO, as normas técnicas da ABNT, tendo sido considerados os Procedimentos de Rede e as Regras e os Procedimentos de Comercialização para os sistemas de medição para faturamento de energia elétrica; 3.2 PROCEDIMENTOS DE REDE (ONS) Conforme procedimentos de rede (Operador Nacional do Sistema Elétrico, 2011) estabelece as responsabilidades, as sistemáticas e os prazos para a elaboração e aprovação de projeto, montagem e comissionamento do SMF, para a manutenção e inspeção desse sistema de medição, para a leitura dos medidores e para certificação de padrões de trabalho do SMF. 3.3 PROCEDIMENTOS DE COMERCIALIZAÇÃO (CCEE) Os dados de medição coletados diariamente pelo Sistema de Coleta de Dados de Energia provenientes dos medidores cadastrados nesse sistema são utilizados pela CCEE no processo de contabilização e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico na apuração dos encargos de uso do sistema de transmissão. A coleta diária dos dados de medição é realizada por meio de: -Acesso direto aos medidores pelo SCDE;

28 27 -Disponibilização de arquivo extensão XML na Unidade Central de Coleta de Medição do agente de medição e envio ao SCDE. Conforme procedimento de comercialização (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, 2012) estabelece responsabilidades, etapas e prazos referentes ao processo de coleta e ajuste de dados de medição no SCDE, realizado pelos agentes de medição. 3.4 ARQUITETURA BÁSICA DE UM SMF A arquitetura básica do sistema de medição para faturamento é subdividida em: -Rede da CCEE; -Rede do Agente de medição; -Rede do Cliente Livre. A Figura 7 ilustra a arquitetura básica de um SMF, a partir dela pode-se perceber como foi desenvolvida a aplicação objeto do estudo. Figura 7 - Arquitetura Básica do Sistema de Medição para Faturamento Fonte: (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

29 SMF DA CERILUZ NA SUBESTAÇÃO SEIJU1 Conforme parecer de Acesso 228/200/2012 do ONS, devido ao barramento de 23kV da SEIJU1 ser compartilhado, o SMF deverá ser implantado nos Alimentadores 203 e 205/206 por parte da CERILUZ Topologia da coleta existente A comunicação para leitura com a CCEE é do tipo ativa, feita a partir da porta serial do medidor através de VPN, conforme ilustrado pela Figura 8. Figura 8 - Coleta ativa A1 Coleta de Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay Fonte: (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Os modelos de coleta de dados de um SMF disponíveis são divididos em coleta ativa e coleta passiva conforme segue abaixo: (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) - Coleta ativa A1 Coleta de Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay; - Coleta Ativa A2 Coleta de Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay; - Coleta Passiva P1 Coleta através de UCM e Inspeção Lógica através de Linha Discada; - Coleta Passiva P2 Coleta através de UCM e Inspeção Lógica através de Linha Discada + Conexão Ethernet na rede do Agente;

30 29 - Coleta Passiva P3 Coleta através de UCM e Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay; - Coleta Passiva P4 - Coleta através de UCM e Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay + Terminal Server Topologia da coleta desejada Tendo em vista a automação do processo de coleta de dados do SMF desejase que o meio de comunicação seja feito através de um canal Internet (broadband) para envio dos XML s pela UCM. O acesso do agente aos medidores para aquisição dos dados na UCM poderá ser feito da maneira que o agente decidir, conforme ilustrado pela Figura 9. Figura 9 - Coleta Passiva P3 Coleta através de UCM e Inspeção Lógica através de VPN ou Frame Relay Fonte: (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) A comunicação de auditoria logica entre a CCEE e o ponto de medição deverá continuar sendo feita através de VPN via Internet, onde o Peer da CCEE conecta no roteador local, fechando uma VPN. Após este canal ser completado, o SCDE da CCEE efetua as medidas de auditoria nos medidores do painel.

31 Generalidades O ponto de medição para faturamento da CERILUZ será formado por 02 medidores de energia para o AL 203 e 02 medidores de energia para o AL 205/206, sendo denominados principal e retaguarda. Os modelos dos equipamentos serão ELO2180SE. O Painel de SMF da Ceriluz contemplando estas medições será instalado na subestação de Ijuí denominada SEIJU1, na sala (cabine) de medição existente, localizada no pátio desta SE conforme ilustrada pela Figura 10. Figura 10 Cabine de medição para SMF da Ceiluz na SEIJU1 Fonte: Ceriluz Distribuição Medidor eletrônico elo 2180SE Foram instalados dois medidores para efetuar a medição de cada barramento, sendo um principal e um de retaguarda, com as seguintes características principais: - Fabricante: ELO; - Modelo: 2180SE; - Ligação: 3Ø a 4 fios;

32 31 - Corrente nominal: 5 A; - Tensão Nominal: 115V (faixa de medição 60 a 254 Vca); - Classe de exatidão: 0,2%; - Carga do circuito de Corrente(1Ø):0,5 VA (5A); - Carga do circuito de potencial: 0,1 VA (120 V); - Alimentação 90 a 280Vca Roteador Foi instalado um roteador VPN, interligado com os medidores eletrônicos, com as seguintes características: - 8 Portas 10/100 Mbps Auto-MDIX; - 1 Porta WAN 10/100 Mbps e 1 Porta DMZ 10/100 Mbps; - Suporta Modems Cabo/DSL com IP Dinâmico, IP Estático (Fixo), PPPoE, PPTP, ou L2TP; - Compatível com Windows 95/98/ME/NT/2000/XP, Unix e Mac; - Suporta até 70 Tuneis IPSec; - Suporta 100 (IPSec, L2TP, PPTP) Sessões Pass-Through Simultâneas (quando cada cliente VPN se conecta a diferente VPN endpoint); - Suporta Conexões VPN PPTP 1 Servidor e 10 Clientes (Microsoft VPN); -Suporta Roteamento Estático, Serviço de DNS Dinâmico (DDNS), Hardware DMZ e Software Multi-DMZ; - Alerta e Logs (Entrada, Saída, Sistema e VPN) por em Tempo Real; - Alimentação: 12Vcc; - Consumo: 800mA Alimentação auxiliar Foi utilizado um nobreak para alimentar o Painel de medição para faturamento (PMF). Este nobreak garantirá a alimentação dos medidores e equipamentos de comunicação em caso de indisponibilidade da alimentação através da tensão secundaria do circuito medido. Abaixo segue as especificações técnicas do nobreak: - Bateria: 60Ah; - Fabricante Bateria: Freedom; - Modelo Bateria: DF1000;

33 32 - Quantidade de baterias: uma peça; - Modelo Carregador de Baterias: GCBF-04 12VCC; - Fabricante: Grameyer; - Alimentação Carregador de Baterias: Vca; - Capacidade do Carregador de Baterias: 5A; - Modelo Inversor: GP ; - Fabricante Inversor: LRI; - Alimentação Inversor: 12VCC; - Tensão de Saída Inversor: 127Vca; - Tempo de autonomia: 22 horas. Para segurança e evitando assim serem feitas modificações com objetivo de alterar a alimentação e medição, alguns pontos foram lacrados, como: caixas de interligação e junção, portas laterais, traseira e frontal do painel, chaves de aferição, eletrodutos e bornes Painel de medição para faturamento (PMF) Os medidores de energia e demais equipamentos serão abrigados em painel especifico para esta finalidade denominado PMF, conforme ilustra a Figura 11. Na parte superior externa deste painel serão abrigados os equipamentos de comunicação em um compartimento exclusivo para este fim, separados fisicamente dos equipamentos de medição. A entrada dos cabos oriundos do pátio da subestação de Ijuí SEIJU1 será pela parte inferior do painel, através de prensa-cabos. O painel será dotado de circuitos de aquecimento, alimentado em 220 Vca e terá as seguintes especificações: - Dimensões Externas: 2200x800x800 mm (altura, largura, profundidade); - Cor: RAL-7032; - Grau de proteção: IP42 - Porta com fecho lingueta com dispositivo para cadeado; - Chave de aferição com facilidade para lacre.

34 33 Figura 11 Projeto de painel de medição para faturamento Fonte: (GRAMEYER Equipamentos Eletrônicos Ltda, 2012) Transformadores de corrente (TC s) Os transformadores de corrente utilizados para o sistema de medição para faturamento tem as seguintes especificações, conforme ilustra a Figura 12:

35 34 Figura 12 Placa de um transformador de corrente utilizado para o SMF Fonte: Ceriluz Distribuição -Corrente Primaria Nominal: 300 A; -Corrente Secundaria Nominal: 5 A; -Relação de Transformação: 60:1; -Classe de Exatidão: 0,3C25; -Frequência: 60 Hz. Observações gerais: 1. Os TC's foram instalados em postes, sendo assim instalados externamente, tendo a possibilidade de lacre na caixa de junção. 2. Os TC s foram fechados em estrela; 3. A interligação dos TC s com o instrumento foi executada com um cabo de formação 4x4,0 mm², blindagem trançada a fio de cobre, isolação 0,6 kv, para interligação das três fases e neutro do TC (sinal e retorno), com veias nas cores vermelha, azul, branca e preta Transformadores de potencial (TP s) Os transformadores de potencial utilizados para o sistema de medição para faturamento tem as seguintes especificações, conforme ilustra a Figura 13:

36 35 Figura 13 - Placa de um transformador de potência utilizado para o SMF Fonte: Ceriluz Distribuição - Tensão Primaria Nominal: 23/ 3 kv; - Tensão Secundaria Nominal: 115 V; - Relação de Transformação: 120:1; - Frequência: 60 Hz; - Classe de Exatidão: 0,3P75. Observações gerais: 1. Os TP s foram instalados em postes, sendo assim instalados externamente, tendo a possibilidade de lacre na caixa de junção. 2. Os TP s foram fechados em estrela; 3. A interligação dos TP s com o instrumento foi feita através de um cabo 4x2,5mm², blindagem trançada a fio de cobre, isolação 0,6 kv, para interligação das três fases mais neutro, com veias nas cores vermelha, azul, branca e preta.

37 4 DESENVOLVIMENTO DA INTERFACE GRÁFICA A interface gráfica é a forma de interação entre o usuário e os medidores, deve permitir a interação do usuário com dispositivos digitais através de elementos gráficos como ícones, objetos de tela 5, telas, quadros e outros indicadores visuais, em contraste a interface de linha de comando. Entre as possibilidades, optou-se pela utilização do software Elipse E3 para o desenvolvimento da interface gráfica, uma vez que se dispunha da licença de edição. Outro fator importante é que existem outras aplicações desenvolvidas no mesmo software funcionando perfeitamente, padronizando-se assim estas aplicações. 4.1 SOFTWARE ELIPSE E3 O Elipse E3 é um sistema de supervisão e controle de processos desenvolvido para atender os atuais requisitos de conectividade, flexibilidade e confiabilidade, sendo ideal para uso em sistemas críticos. Com uma arquitetura de operação em rede que compõe um verdadeiro sistema multicamadas, o software oferece uma plataforma de rápido desenvolvimento de aplicações, alta capacidade de comunicação e garantia de expansão, preservando os investimentos. A solução permite a comunicação com inúmeros protocolos e equipamentos, podendo acomodar tanto os sistemas locais quanto os geograficamente distribuídos. (Elipse Software LTDA, 2012) Na Figura 16 pode-se percebem como é a área de trabalho do Elipse E3 para desenvolvimento de uma aplicação com interface gráfica, nesta figura em questão está representada a tela inicial da aplicação desenvolvida. 5 Objetos de tela são elementos gráficos que podem ser inseridos nas Telas para criar a interface visual com o processo.

38 37 Figura 14 - Área de trabalho do Elipse E3 4.2 ARQUITETURA DA APLICAÇÃO A interface gráfica é composta por 12 módulos de iteração com medidores eletrônicos conforme ilustrado na Figura 15, no entanto a principal função da aplicação e coleta automática de dados que será abordada nos próximos itens. Figura 15 - Tela inicial da aplicação

39 Módulo configurações iniciais O primeiro módulo da aplicação desenvolvida é o responsável pelas configurações iniciais. Nele é possível escolher o medidor que se deseja conectar e informar os seus parâmetros de medição, conforme ilustra a Figura 16. Figura 16 - Tela configurações iniciais Os parâmetros de cada medidor cadastrado na aplicação são os seguintes: RTC BT Relação de transformação de corrente para leituras no secundário do TC; RTC MT - Relação de transformação de corrente para leituras no primário do TC; RTP BT Relação de transformação de potencial para leituras no secundário do TP; RTP MT - Relação de transformação de potencial para leituras no primário do TP; Ke BT Constante eletrônica do medidor; Ke MT Constante eletrônica do medidor;

40 39 Kh MT Constante de calibração; Kh BT Constante de calibração; Tempo de integralização de demanda= Tempo em minutos da integralização dos totalizadores de demanda e consumo; Tempo de integralização de grandezas= Tempo em minutos da integralização dos registros de grandezas. Vale ressaltar que estas informações devem ser preenchidas com atenção devido as rotinas internas da aplicação necessitarem destes valores para apresentar ao usuário leituras com valores corretos. Abaixo segue um breve exemplo de script gerado pela função click do botão concluir da tela mostrada na Figura 16. Sub Concluir_Click() Select case Screen.Item("Canais").ListIndex case 0 Application.GetObject("Dados.RTC_BT").Value= Screen.Item("RTC_BT").Value Application.GetObject("Dados.RTC_MT").Value= Screen.Item("RTC_MT").Value Application.GetObject("Dados.RTP_BT").Value= Screen.Item("RTP_BT").Value Application.GetObject("Dados.RTP_MT").Value= Screen.Item("RTP_MT").Value Application.GetObject("Dados.KE_BT").Value= Screen.Item("KE_BT").Value Application.GetObject("Dados.KE_MT").Value= Screen.Item("KE_MT").Value Application.GetObject("Dados.KH_BT").Value= Screen.Item("KH_BT").Value Application.GetObject("Dados.KH_MT").Value= Screen.Item("KH_MT").Value Application.GetObject("Dados.TEMPO_INT").Value= Screen.Item("INTEG").Value Application.GetObject("Dados.TEMPO_INT_G").Value= Screen.Item("INTEG2").Value Application.GetObject("Dados.FREQUENCIA").Value= Screen.Item("FREQUENCIA").Value Application.GetObject("Dados.Numero_medidor").Value= " " Application.GetObject("Dados.Medidor").Value= "Medidor: TCC - n " Application.GetObject("Instantaneas.[IO.WorkOnline]").Value= 0 Application.GetObject("Instantaneas.[IO.Ethernet.MainIP]").Value= " " Application.GetObject("Instantaneas.[IO.Ethernet.MainPort]").Value= 2180 Application.GetObject("Instantaneas.[IO.WorkOnline]").Value= 1 Application.GetObject("Dados.KC").Value= ((Application.GetObject("Dados.KE_MT").Value*Application.GetObject("Dados.RTC_MT").Value*Application.GetObject("Dados.RTP_MT").Value)/1000) Application.GetObject("Dados.KDM").Value= (Application.GetObject("Dados.FREQUENCIA").Value/Application.GetObject("Dados.TEMPO_INT").Value)*A pplication.getobject("dados.kc").value Application.GetObject("Dados.KDM_G").Value= (Application.GetObject("Dados.FREQUENCIA").Value/Application.GetObject("Dados.TEMPO_INT_G").Value) *Application.GetObject("Dados.KC").Value Application.GetObject("Dados.KI").Value= (Application.GetObject("Dados.FREQUENCIA").Value/Application.GetObject("Dados.TEMPO_INT").Value) Application.GetObject("Dados.KI_G").Value= (Application.GetObject("Dados.FREQUENCIA").Value/Application.GetObject("Dados.TEMPO_INT_G").Value) Application.GetObject("Tags.[IO.WorkOnline]").Value= 0 Application.GetObject("Tags.[IO.Ethernet.MainIP]").Value= " " Application.GetObject("Tags.[IO.Ethernet.MainPort]").Value= 2180 Application.GetObject("Tags.[IO.WorkOnline]").Value= 1...

41 Módulo parâmetros atuais O módulo Parâmetros atuais é responsável em informar ao usuário as configurações do medidor eletrônico em que a aplicação está conectada. Este módulo é composto de uma tela inicial com alguns dados gerais do medidor conforme ilustra a Figura 17. Figura 17 Página inicial módulo parâmetros do medidor Por este módulo também é possível verificar dados da fatura, sincronismo, constantes de multiplicação e horário de verão configurados nos medidores. Para verificação destes dados basta que o usuário clique sobre os ícones que correspondem aos dados desejados e a aplicação irá apresentar as informações através de telas modais 6. A tela de Dados da Fatura é responsável por informar ao usuário alguns dados como: Data da fatura, número de palavras, dia de fechamento da fatura, intervalo de integralização, etc., conforme ilustrado na Figura Telas modais são janelas que não perdem o foco enquanto estiverem abertas. Isto significa que, depois de aberta, o utilizador deve necessariamente interagir com ela a fim de fechá-la, para então voltar a usar o sistema.

42 41 Figura 18 Tela modal Dados da Fatura A tela Sincronismo além de informar os dados referentes ao estado do sincronismo, intervalo de sincronização e deslocamento GMT, informa o número de série e horário do medidor conectado, conforme ilustra Figura 19. Figura 19 Tela modal Sincronismo Na tela Constantes de multiplicação é apresentado ao usuário as constantes cadastradas para cálculos de demanda e energia, caso algum destes itens não esteja

43 42 cadastrado no medidor a aplicação não retornará valores, conforme ilustrado na Figura 20. Figura 20 Tela modal Constantes de Multiplicação Outra tela disponível para consulta neste módulo é a tela Horário de verão que tem a finalidade de informar ao usuário as configurações do horário de verão do medidor conectado, conforme ilustrado pela Figura 21. Figura 21 Horário de verão

44 Módulo parametrização do medidor O módulo de parametrização do medidor é um módulo de escrita, ou seja, por ele é enviado comandos de alterações para o medidor conectado a aplicação. A tela inicial deste módulo é ilustrada pela Figura 22. Figura 22 Tela inicial do módulo parametrização do medidor A primeira função desse módulo é um comando utilizado para ajuste do relógio do medidor sem fechamento da fatura. A tela deste ajuste é ilustrada pela Figura 23, onde é possível escolher a ação de adiantar ou atrasar o relógio. Para completar a ação é necessário informar o período desejado em segundos e em seguida clicar em Concluir. Figura 23 Ajuste do relógio para fatura

45 44 A partir do clique o relógio do medidor incrementará ou decrementará 1(um) segundo ao relógio do medidor em cada segundo passado. Caso o usuário clique em Fechar a tela modal se fechará e nada acontecerá na aplicação ou no medidor, no entanto se o usuário clicar em Confere abrirá nova tela na aplicação para conferência do relógio do medidor e alguns registros de alterações conforme ilustrado pela Figura 24. Figura 24 Tela modal conferência de ajustes do relógio do medidor Outra opção do módulo de parametrização do medidor é a alteração da data e hora do medidor, conforme ilustra a Figura 25. Este comando pode ser implementado a qualquer momento no medidor escolhido, no entanto a alteração só será efetivada no medidor após a próxima reposição de demanda. Caso o usuário deseje alterar a data será necessário escolher a opção de Alterar data, informar a data e clicar em Concluir. O mesmo procedimento deverá ser feito para alteração da hora, no entanto a opção selecionada deverá ser Alterar hora e informação da hora deverá ser no seu respectivo campo. Se o usuário desejar cancelar a operação basta clicar em Fechar que a tela de parametrização será fechada e nada acontecerá a aplicação e medidor.

46 45 Figura 25 Tela modal de alteração data e hora do medidor Para conferir se a alteração foi absorvida pelo medidor é possível clicar em Confere que será apresentado uma tela ao usuário conforme ilustrado na Figura 26. Figura 26 Tela modal de última alteração no medidor O ajuste do horário de verão também pode ser feito através deste módulo, conforme ilustra a Figura 27. O usuário deverá escolher a ação desejada (ativar ou desativar o horário de verão), caso opte por desativar basta um clique em Concluir após a escolha, no entanto para ativação do horário de verão ou alteração das datas é necessário que o usuário, após a escolha, informe os campos destinados ao dia e mês do fim do horário de inverno e início do horário de verão. Qualquer alteração feita pelo o usuário só serão absorvidas pelo medidor após o fechamento da fatura, até lá o medidor permanecerá com as configurações

47 46 existentes. Ainda pela tela ilustrada na Figura 27 é possível que o usuário desista da alteração clicando em Fechar, ou realize a conferências das configurações de horário de verão do medidor conectado a aplicação. Isto se dá através de um clique no botão Confere, que mostrará ao usuário uma tela igual à ilustrada pela Figura 21. Figura 27 Tela modal altera horário de verão Também é possível fazer alteração da Unidade Consumidora (UC) cadastrada no medidor, ativar ou desativar o seu cadastro. Os procedimentos para as ações possíveis na tela ilustrada pela Figura 28 seguem o mesmo procedimentos das outras telas supracitadas, no entanto o campo para informar o código da UC deverá obrigatoriamente possuir 14(quatorze) dígitos alfanuméricos. Figura 28 Tela modal altera código da UC

48 47 As constantes de multiplicação configuradas nos medidores eletrônicos são imprescindíveis para o correto funcionamento da aplicação. Pelo módulo de parametrização é possível fazer a alteração destas constantes informando os numeradores e denominadores de cada canal de registros do medidor conforme ilustrado pela Figura 29. Da mesma forma que a maioria das alterações esta alteração só terá efeito após o fechamento da fatura no medidor em questão. Figura 29 Tela modal altera constantes de multiplicação A última função deste módulo é a alteração da condição da reposição de demanda. Por esta tela de alteração, ilustrada pela Figura 30 é possível definir se o medidor irá fazer o fechamento automático da fatura ou não. Figura 30 Tela modal altera condição da reposição de demanda

49 48 Normalmente as empresas de distribuição de energia utilização esta opção para fechamento de fatura automática parametrizando para que ela ocorra no primeiro dia à primeira hora de cada mês. A maiorias dos medidores eletrônicos possuem memória de massa para os registros de energia, que possibilita o traçado da curva de carga para armazenamento por mais de 37 dias. Esta tela não é diferente das outras e o usuário também poderá desistir do comando clicando no botão Fechar e nada acontecerá ao medidor. O usuário ainda poderá conferir as configurações do medidor clicando no botão Confere Módulo registros de alterações Os medidores eletrônicos escolhidos para o presente trabalho possuem armazenados em sua memória os registros correspondentes às últimas 20 (vinte) alterações. Através do módulo registro de alterações é possível verificar o registro histórico destas alterações conforme ilustrado na Figura 31. Figura 31 Tela inicial do módulo de registro de alterações Cada vez que o módulo de registros de alterações for aberto a aplicação irá verificar na memória do medidor se houve novas alterações no medidor conectado e caso houver esses registros serão gravados no banco de dados.

50 49 Os registros de alterações são gravados no medidor em formas de códigos numéricos de (00 a 99), onde cada código corresponde a uma alteração. Caso o usuário desejar saber qual foi a alteração feita no medidor é necessário clicar sobre o ícone Legenda que será mostrado uma tela informando o significado de cada código conforme ilustrado na Figura 32. Figura 32 Tela legenda dos códigos de alteração Também é possível por este módulo verificar de forma rápida o registro da última alteração feita no medidor clicando sobre o ícone Última alteração e será mostrada ao usuário uma tela igual à ilustrada pela Figura 33.

51 50 Figura 33 Tela última alteração no medidor Ao abrir o módulo de registros de alterações a aplicação listará todos os registros gravados no banco de dados. Para facilitar a procura dos registros o usuário poderá filtrar a listagem pelo número do medidor, código da alteração ou data através da tela ilustrada pela Figura 34. Figura 34 Tela filtro dos registros de alterações Pelo mesmo módulo ainda é possível atualizar os registros através de um clique no ícone, fazendo isso a aplicação irá verificar se existem novos registros no medidor

52 51 conectado, removerá filtros caso estes existam e listará todos os registros gravados no banco de dados para mostrar ao usuário. Entretanto, para que a atualização de registros tenha sido efetuada com sucesso deverá ser informado ao usuário através de uma mensagem conforme ilustrada pela Figura 35. Figura 35 Mensagem de atualização dos registros Módulo página fiscal O módulo responsável pelo monitoramento instantâneo é chamado de Página Fiscal, este módulo é composto por quatro telas que permitem fazer o monitoramento de grandezas bem como a configuração do lado da leitura (MT ou BT), a primeira das telas é chamada de digrama vetorial, conforme ilustrada na Figura 36. Com esta tela é possível verificar algumas das grandezas instantâneas disponibilizadas pela pagina fiscal do medidor tais como: - Tensão nas fases A, B e C; - Tensão entre fases AB, BC e CA; - Corrente nas fases A, B e C; - Ângulo das fases A, B e C (Fase a sempre é 0 ); - Defasamento angular entre as fases AB, BC e CA; - THD de tensão nas fases A, B e C; - THD de corrente nas fases A, B e C; - Data e hora do medidor; -Temperatura interna do medidor.

53 52 Figura 36 Tela diagrama vetorial Estas grandezas estão ajustadas para serem lidas a cada 200ms (tempo de scan), ou seja, a cada 200ms o registro das grandezas é atualizado, na Figura 37 pode-se verificar o tempo de resposta de um dos medidores testado utilizando a função ping. Figura 37 Ping disparado contra o IP (Medidor ELO) Outra funcionalidade desta página é o diagrama fasorial entre as tensões e correntes do sistema medido conforme ilustrado na Figura 36, com ele o usuário

54 53 poderá ter uma melhor compreensão do defasamento angular entre as tensões bem como entre as tensões e correntes. A tela análise gráfica é outra tela do módulo página fiscal, nela é possível analisar as grandezas elétricas em forma de gráfico em tempo real com resoluções de 10 e 60 segundos, 5, 10, 30, 60 e 120 minutos, conforme ilustrado na Figura 38. Figura 38 Tela Análise Gráfica No gráfico é possível representar as tensões, correntes, potências, THD de correntes e tensões, fator de potência, Cosseno Fi e temperatura interna do medidor de forma conjunta ou individual. Também é possível manipular o gráfico para enquadramento de penas específicas, utilizar a ferramenta zoom, verificar valores em pontos e períodos específicos. O gráfico também é dotado de uma legenda que relaciona as penas que nele estão presentes informando o nome da pena, a magnitude da grandeza caso apontado um ponto específico, valor médio, valor mínimo e máximo do enquadramento das penas. Na tela outras grandezas é possível verificar as seguintes grandezas, conforme representado na Figura 39: -Potência ativa fases A, B, C e trifásica; - Potência reativa fases A, B, C e trifásica;

55 54 - Potência aparente quadrática fases A, B, C e trifásica; - Potência aparente vetorial fases A, B, C e trifásica; - Potência distorsiva fases A, B, C e trifásica; -Fator de potência fases A, B, C e trifásica; - Cosseno Fi fases A, B, C e trifásico; - Frequência da rede; - Corrente do neutro; - Temperatura interna do medidor; - Data e hora do medidor. Vale ressaltar que a medição do Cosseno Fi é referente ao cosseno do ângulo entre a fundamental da tensão e a fundamental da corrente. Se não houver distorção harmônica na tensão e corrente, equivale em valor ao fator de potência. Figura 39 Tela Outras Grandezas Outra tela existente no módulo pagina fiscal é a tela de configuração da leitura que está representada na Figura 40, nela é possível escolher se o usuário deseja fazer o monitoramento das grandezas no secundário dos TC s e TP s ou no lado primário. Conforme a ação escolhida pelo usuário à aplicação irá fazer a verificação do cadastro do medidor em questão feito na tela de configurações iniciais conforme

56 55 ilustrado pela Figura 16, a partir desta verificação a aplicação fará as rotinas de cálculo necessárias para apresentar ao usuário os valores desejados. Como pode-se perceber na Figura 40 a tela é muito simples e prática, basta o usuário clicar em MT para obter os valores correspondentes ao lado primário dos TC s e TP s, caso o usuário clicar em BT obter-se-á os valores correspondentes ao secundário, quando for o caso. Figura 40 Tela de configuração da leitura (MT/BT) Módulo coleta da memória de massa Outro módulo da aplicação é da coleta da memória de massa, este módulo possui uma tela inicial conforme ilustrada pela Figura 41. Figura 41 Tela da coleta de memória de massa

57 56 Pela tela inicial é possível fazer a coleta de dados da memória de massa de forma manual e observar o seu andamento. Para fazer a coleta de dados de forma manual é necessário que o usuário clique sobre ícone (Configura coleta), a partir do clique irá aparecer na aplicação um nova tela, conforme ilustra a Figura 42, neste momento o usuário deverá escolher o tipo de coleta. Figura 42 Tela de configuração manual da coleta da memória de massa Caso o usuário opte pela coleta de registradores relativos à última reposição de demanda o próximo passo será clicar em coleta que a aplicação irá verificar no medidor que está conectado ao driver de comunicação qual é o período correspondente à última reposição de demanda. Em conjunto ele efetuará a coleta, armazenará os registros no banco de dados. Caso a coleta ainda não tenha sido feita e registrará no mesmo banco de dados, porém em outra tabela os dados da coleta (Data da coleta, tipo de coleta, usuário, etc.). No entanto, se o usuário optar em fazer a coleta de registros de grandezas do medidor, será necessário posteriormente informar o período nos campos Data Inicial e Data Final. Ao clicar nestes campos a aplicação irá aparecer um calendário para facilitar a informação por parte do usuário, bem como informar os dados de forma correta conforme ilustrado na Figura 43.

58 57 Figura 43 - Calendário para informar data e hora Depois de informar o período desejado basta clicar no botão coleta que a aplicação irá efetuar a coleta da memória de massa do medidor conectado, armazenará no banco de dados em tabelas diferentes cada um dos 12 canais de registros, caso estes ainda não existam e registrará no mesmo banco de dados, porém em outra tabela os dados da coleta (Data da coleta, tipo de coleta, usuário, etc.). Na mesma tela de coleta da memória de massa é possível ativar ou desativar a coleta de dados automática. Caso deseja-se ativar a coleta de dados deverá ser clicado no ícone que aparece na tela de coleta da memória de massa conforme ilustrado pela Figura 44. Figura 44 Ativando a coleta automática da memória de massa Ao clicar no ícone irá aparecer um caixa de mensagem perguntando ao usuário qual é a ação que ele deseja fazer, caso o usuário clique em sim a coleta automática da memória de massa será ativada e o ícone que aparecerá na tela será igual ao

59 58 ilustrado na Figura 45, caso opte pelo não a caixa de mensagem será fechada e nada acontece. Figura 45 Desativando coleta automática da memória de massa Quando a coleta automática da memória de massa encontrar-se ativada a aplicação, esta parametrizada para realizar o processo de coleta automática aos três minutos de cada dia dos registros compreendidos nas últimas 24 horas, para todos os medidores que nela estiverem cadastrados. Posteriormente a aplicação irá criar um arquivo no formato XML no padrão CCEE e salvará dentro de uma pasta do projeto para cada medidor. Depois de salvo a aplicação envia um com o arquivo em anexo para o endereço eletrônico cadastrado no módulo Send Mail. Da mesma forma que é possível ativar a coleta automática da memória de massa também é possível desativá-la, caso está esteja ativada. Desta forma o usuário deverá clicar no ícone que estará visível na tela de coleta da memória de massa conforme ilustra a Figura 45, em seguida aparecerá um caixa de mensagem perguntando ao usuário qual é ação desejada. Ao clicar em sim o usuário irá desativar e coleta automática da memória de massa e o ícone será substituído pelo o representado na Figura 44, no entanto se o usuário clicar em não nada acontecerá. Para verificação dos registros relativos à coleta, basta que o usuário clique no ícone Registros de coletas e o mesmo será redirecionado a tela de registros de coletas conforme ilustra a Figura 46.

60 59 Figura 46 Tela de registros de coletas Nesta tela será possível o usuário verificar todos os registros de coletas feitos com a ajuda dos filtros por tipo de coleta, número do medidor e período. Caso o usuário deseja retornar a tela anterior basta clicar no ícone voltar no canto inferior direito da tela. Ainda na tela de coleta da memória de massa é possível trocar de medidor para realizar a coleta, para realizar esta operação basta que o usuário clique sobre o medidor existente na tela e aparecerá a tela de configurações iniciais conforme ilustrada na Figura Módulo memória de massa O módulo de memória de massa também possui duas telas referentes aos dados de consumo e faturamento. Uma delas é responsável por informar ao usuário os dados de consumo e faturamento correspondentes ao último período de faturamento. A outra, é responsável pelos dados atuais que correspondem ao período posterior à última reposição de demanda. Segue abaixo alguns dos dados apresentados ao usuário pelas referidas telas que estão ilustradas nas Figuras 47 e 48: - Totalizador geral Canal 1, 2 e 3 geral, na ponta, fora ponta e reservado; - Demanda máxima Canal 1, 2 e 3 na ponta, fora ponta e reservado;

61 60 - DMCR na ponta, fora ponta e reservado; - UFER na ponta, fora ponta e reservado. Figura 47 Tela Registradores após a Última Reposição de Demanda Pode-se perceber que as telas são idênticas, no entanto possuem funções diferentes conforme descrito anteriormente. Figura 48 - Tela Registradores Relativos a Última Reposição de Demanda

62 61 Outra funcionalidade deste módulo é representação gráfica dos dados armazenados pelas coletas de dados conforme ilustra a Figura 49. Nesta tela é possível filtrar os dados por um período e medidor desejado, ainda é possível verificar valores de mínimos, máximos e médios das penas plotadas, bem como pontos e períodos específicos, entre outros. Figura 49 Tela de Análise Gráfica da Memória de Massa Para fazer a consulta nesta tela e na tela representada na Figura 21 não é necessário estar conectado ao medidor, devido à consulta ser uma consulta histórica e aplicação faz a consulta diretamente com o banco de dados através de rotinas SQL. Abaixo segue um breve exemplo de rotina SQL para realizar uma consulta histórica: SELECT Massa11.E3TimeStamp,Massa11.Registrador,Massa11.FP_3F,Massa11.PA_3F,Massa11.I_Neutro FROM Massa11 WHERE (( Massa11.E3TimeStamp > #<%datainicial%># AND Massa11.E3TimeStamp < #<%datafinal%># ) AND ( Massa11.Registrador = <%medidor%> )) ORDER BY Massa11.E3TimeStamp ASC Através destas rotinas é possível acessar ao banco de dados e representar os dados ao usuário em forma de gráfico ou em forma de tabelas conforme é mostrado na Figura 50.

63 62 Figura 50 Listagem da Memória de Massa Os dados listados na tela acima ainda podem ser organizados em forma crescente e decrescente pelo usuário, outra opção que a tela permite é a cópia dos arquivos listados para tratamento em outro software como exemplo o excel Módulo Send Mail Este módulo leva nome de Send Mail devido ao driver utilizado para desenvolvê-lo. Ele é responsável pelo cadastro do servidor SMTP para envio de mensagens automáticas pela aplicação, também é necessário cadastrar neste módulo o do destinatário conforme ilustrado na Figura 51. Caso estes dados não estejam preenchidos a coleta automática da memória de massa dos medidores irá funcionar normalmente bem como a geração do arquivo no formato XML como descrito no item , no entanto os dados da coleta não serão enviados.

64 63 Figura 51 Tela configuração do Send Mail Uma vez informado os dados para este módulo a aplicação irá mantê-los salvos em tags 7 internos enquanto o domínio estiver ativo, caso o domínio seja parado os dados serão perdidos Módulo XML O módulo XML foi desenvolvido a fim de atender o padrão pré-estabelecido pela CEEE mostrado abaixo, conforme Procedimentos de Comercialização. (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, 2008) <?xml version="1.0" encoding="iso "?> <coleta> <medidor> <nmro_serie>ps-0108a003-01</nmro_serie> <nmro_mae>spinstequip31p</nmro_mae> </medidor> <energia const_integ="300"> <leitura_energ data=" " hora="00:05:00"> <e_atv_in>0.005</e_atv_in> <e_atv_out>0.005</e_atv_out> <e_rtv_in>0.002</e_rtv_in> <e_rtv_out>0.010</e_rtv_out> </leitura_energ> (...) Intervalos de coleta de energia 7 Tags são todas as variáveis numéricas ou alfanuméricas envolvidas na aplicação, podendo executar funções computacionais ou representar pontos de entrada/saída de dados do processo que está sendo controlado.

65 64 </energia> <engenharia const_integ="300"> <leitura_eng data=" " hora="00:05:00"> <tensao> <t_fase_a> </t_fase_a> <t_fase_b> </t_fase_b> <t_fase_c> </t_fase_c> </tensao> <corrente> <c_fase_a>4.75</c_fase_a> <c_fase_b>2.65</c_fase_b> <c_fase_c>0.00</c_fase_c> </corrente> </leitura_eng> (...) Intervalos de coleta de engenharia </engenharia> <alarme> <leitura_alme data=" " hora="16:34:33"> <prioridade>25</prioridade> <causa_valor>time Change</causa_valor> <efeito>4725</efeito> <efeito_valor>time Changed</efeito_valor> </leitura_alme> </alarme> </coleta> A tela inicial do módulo XML é ilustrada pela Figura 52, onde estão listados em forma de tabela todos os dados necessários para gerar o arquivo no formato supracitado. Figura 52 Tela inicial módulo XML

66 65 Caso a aplicação esteja parametrizada para efetuar a coleta da memória de massa automática o arquivo é gerado automaticamente. No entanto, se a coleta automática estiver desativada será necessário que o usuário informe o medidor, o período desejado e clique no botão Gera XML na tela ilustrada pela Figura 52. A partir daí o arquivo será criado, salvo em uma pasta do projeto e informado ao usuário através de uma mensagem conforme ilustra a Figura 53 o local onde o arquivo foi salvo e o nome do arquivo gerado. Figura 53 Mensagem de criação do arquivo XML da coleta Da mesma forma que o XML é criado automaticamente quando a coleta está parametrizada para automática é o envio do arquivo. No entanto, para o envio manual o usuário poderá clicar no botão Enviar da tela inicial do módulo e abrirá nova tela como a ilustrada pela Figura 54. Figura 54 Envio de mensagens pelo Send Mail

67 66 Para envio de mensagens como ou sem arquivos em anexos é necessário informar os dados da mesma forma que é feito para envio de um qualquer. Caso o usuário deseje anexar o arquivo da coleta ao clicar na área destinada ao anexo será redirecionado automaticamente para pasta dos arquivos XML s existentes conforme ilustra a Figura 55, a partir daí é só escolher o arquivo desejado. Figura 55 Tela da escolha de anexos Módulo faltas de energia Os medidores utilizados no SMF possuem em sua memória os últimos 20 (vinte) eventos de faltas de energia com interrupção igual o superior a 2 (dois) segundos. Toda vez que o usuário acessar o módulo de registros de falta de energia a aplicação irá verificar junto ao medidor conectado na aplicação se houveram novos eventos, caso tenham ocorrido eles serão gravados no banco de dados. A tela inicial deste módulo, lista todas as faltas ocorridas de todos os medidores cadastrados na aplicação conforme ilustrado pela Figura 56, também são listadas as durações de cada evento em dias e horas.

68 67 Figura 56 Tela histórico de faltas de energia Por este módulo ainda é possível fazer filtros por medidor e período, fazendo com que a procura por eventos seja facilitada. Caso o usuário desejar atualizar os registros basta clicar no botão Atualizar e a aplicação irá verificar junto ao medidor se existem novos registros Módulo monitoramento de alarmes O módulo de monitoramento de alarmes é responsável por monitorar as grandezas elétricas dos medidores existentes no SMF objeto do estudo. A tela inicial deste módulo é a de monitoramento de alarmes ilustrada pela Figura 57, por ela o usuário pode verificar todos os alarmes presentes e não presentes, reconhecidos e não reconhecidos. Vale ressaltar que os alarmes listados nesta tela possuem cores diferentes e caracterizam que o alarme é: -Presente não reconhecido (vermelho); -Presente reconhecido (azul); -Não presente e não reconhecido (preto); -Não presente e reconhecido (sai da tela).

69 68 Os alarmes foram configurados com intuito de prevenir possíveis falhas nos alimentadores e medidores, bem como equipamentos de medição e estão classificados por severidade alta, média e baixa. Figura 57 Tela monitoramento de alarmes A tela de monitoramento de grandezas deste módulo é responsável em apresentar as grandezas elétricas monitoradas pela aplicação ao usuário conforme ilustrada pela Figura 58. As grandezas monitoradas são atualizadas a cada 200ms (mili segundos) em tempo de execução através da página fiscal dos medidores. Para funcionamento deste módulo não é necessário que o usuário esteja com ele aberto devido a cada medidor cadastrado ser conectado por um driver diferente, desta forma o usuário poderá utilizar a aplicação normalmente enquanto ela monitora os alarmes automaticamente de forma autônoma. Caso o servidor de SMTP esteja cadastrado conforme descrito no item a aplicação encaminhará um para o destinatário do cadastro informando o local do alarme e a magnitude da grandeza na hora do evento, assim é possível manter-se informado com relação ao comportamento do sistema elétrico, possibilitando ao usuário tomar decisões que mantenham a segurança e qualidade do mesmo.

70 69 Figura 58 Tela monitoramento das grandezas Outra função existente neste módulo é informação visual de um círculo em vermelho com um número de alarmes em todas as telas deste módulo e na tela inicial junto ao ícone Alarmes, assim o usuário poderá visualizar a ocorrência de novos alarmes na aplicação. Como a tela de monitoramento de grandezas funciona com driver diferente do restante da aplicação para possibilitar o monitoramento de mais de um medidor, a configuração do RTC e RTP é feita pela tela ilustrada na Figura 59 através de um clique sobre o número do medidor na mesma tela. Figura 59 Tela configura RTC/RTP

71 70 Outra tela deste módulo é a de consulta de registros de alarmes onde são listados todos os registros de alarmes que ocorreram enquanto o registro de alarme estiver ativado conforme ilustra a Figura 60. Ao abrir a tela são listados todos os eventos com informações como: Data do evento, mensagem do alarme, usuário, alimentador, etc. Para facilitar a pesquisa dos eventos também é possível utilizar os filtros por alimentador ou período disponíveis nesta tela, fazendo com que o usuário tenha maior facilidade em localizar os eventos desejados. Figura 60 Tela consulta registros de alarmes No mesmo módulo ainda é possível habilitar ou desabilitar os registros de alarmes. Caso o registro esteja habilitado é possível desabilitar os registros clicando sobre o ícone Habilita/Desabilita e aparecerá uma mensagem na tela perguntando ao usuário qual é a opção desejada conforme ilustra a Figura 61. Caso o usuário opte em desativar os registros a aplicação irá interromper a comunicação com os medidores cadastrados e não será possível o monitoramento das grandezas, no entanto se o usuário optar em não desativa nada acontecerá na aplicação.

72 71 Figura 61 Desativando os registros de alarmes Caso a aplicação encontrar-se-á com os registros de alarmes desabilitados é possível habilita-los através de um clique no ícone Habilita/Desabilita e responder a pergunta apresentada ao usuário conforme ilustra a Figura 62. Caso o usuário opte por ativar os registros a aplicação irá se conectar aos medidores cadastrados e começará o monitoramento das grandezas, no entanto se o consumidor optar por não ativar nada acontecerá. Figura 62 Ativando os registros de alarmes Aquisição de Dados A aquisição de dados será feita através do protocolo TCP/IP, também chamado de pilha de protocolos TCP/IP. Seu nome vem de dois protocolos: o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controle de Transmissão) e o IP (Internet Protocol - Protocolo de Interconexão). Para realizar a comunicação entre a interface gráfica e o medidor foi utilizado um driver de comunicação disponibilizado pela Elipse Software, este driver foi

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