PACTO COLETIVO DE TRABALHO PROGRAMA DE INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

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1 PACTO COLETIVO DE TRABALHO PROGRAMA DE INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Entre as partes, de um lado o, SINAENCO - SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA CONSULTIVA, inscrito no CNPJ / , e de outro lado, o SINDICATO DOS EMPREGADOS DE AGENTES AUTÔNOMOS DO COMÉRCIO E EM EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES E PESQUISAS E DE EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS NO ESTADO DE SÃO PAULO, inscrito no CNPJ / e o SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÂO PAULO, inscrito no CNPJ M/F sob nº / , todos com sede em São Paulo Capital, fica estabelecida a presente PACTO COLETIVO DE TRABALHO, destinada especificamente a dispor sobre normas visando o cumprimento do disposto no art 93 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, e Diplomas legais correlatos, entre outros o Decreto n 5.296, de 02 de Dezembro de 2004, aplicável às empresas localizadas na base territorial do Sindicato Suscitante, CONSIDERANDO que o Programa de Ação Interinstitucional da DRT/SP, criado pela Portaria GD/DRT/SP n 700, de , estabeleceu como uma das prioridades para o Estado de São Paulo a inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, ou seja, garantir que a Lei n 8.213/91, também chamada Lei de Cotas, seja cumprida; CONSIDERANDO que este trabalho no Estado de São Paulo vem gerando resultados altamente satisfatórios, sendo que até o momento já se encontram inseridos no mercado de trabalho pessoas com deficiência e empresas cumprindo a lei de Cotas; CONSIDERANDO a real dificuldade das empresas em localizar pessoas com deficiência aptas e capacitadas ao trabalho, de vez que as diversas instituições que tratam destas questões não dispõem de cadastros destas pessoas em número suficiente à demanda; CONSIDERANDO os desafios que temos pela frente, no que se refere à capacitação destas pessoas, real entrave para o mercado de trabalho e ainda, banco de dados disponível às empresas que precisam contratar, além de vários outros desafios; CONSIDERANDO finalmente, conforme o parágrafo 5 do art. 36 do Decreto 3.298/99, de , que "compete ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer sistemática de fiscalização, avaliação e controle das empresas, bem como instituir procedimentos e formulários que propiciem estatísticas sobre o número de empregados portadores de deficiência e de vagas preenchidas, para fins de acompanhamento do disposto no caput deste artigo" ; RESOLVEM, firmar o presente PACTO COLETIVO de trabalho, com propostas alternativas que possam viabilizar a inserção destas pessoas no mercado de trabalho com dignidade, direitos e obrigações, nos seguintes termos: CLÁUSULA 1ª - FORMACAO DE MÃO-DE-OBRA Os Sindicatos signatários e as empresas representadas pelo Sindicato patronal comprometem-se a envidar esforços visando à contratação e a formação de mão-de-obra de Pessoas com Deficiência, por meio de treinamento nas empresas e na entidade patronal, podendo firmar convênios com instituições ou estabelecimentos de ensino, para a ampliação das vagas hoje existentes. CLÁUSULA 2ª- DA ADESÃO PELAS EMPRESAS Será facultada às empresas representadas pelo Sindicato patronal a adesão aos termos da presente PACTO COLETIVO de Trabalho, sem prejuízo do dever de adotar todas as medidas necessárias ao cumprimento de suas cotas, nos termos da lei, dando prosseguimento ao processo de seleção já em andamento, objetivando atender o comando legal relativo ao cumprimento de suas cotas, independentemente das ações adotadas pelos Sindicatos signatários. 1

2 1 - As empresas deverão encaminhar ao Sindicato Patronal o respectivo termo de adesão, para remessa à Delegacia Regional do Trabalho - DRT/SP, o qual deverá conter o número total de empregados da empresa, de acordo com o CAGED, calculado pela soma dos empregados de todos os seus estabelecimentos (matriz e filiais) além de discriminar a respectiva cota para contratação de Pessoas com Deficiência. 2 - O prazo para remessa do termo de adesão pela empresa ao Sindicato Patronal será de 45 (quarenta e cinco) dias, a contar da data da assinatura da presente PACTO COLETIVO. 3 - O termo de adesão deverá conter cronograma estabelecido neste PACTO, dentro do qual a empresa assumirá o compromisso de cumprir sua cota, observando-se os limites e prazos fixados no presente Pacto Coletivo de Trabalho. 4 - A empresa que aderir ao presente Pacto Coletivo de Trabalho após o prazo de 45 dias previsto no 2 desta cláusula, deverão seguir o cronograma estabelecido neste pacto na etapa em que se encontrar no momento da adesão. CLÁUSULA 3º - DO PREENCHIMENTO DE VAGAS As vagas destinadas para as pessoas com deficiência serão preenchidas por profissionais já qualificados e prontos para contratação, sendo elas por indicação das próprias empresas, encaminhamento de Pessoas com Deficiência pelos Sindicatos signatários, por entidades do terceiro setor e pela procura direta dos próprios interessados. As empresas deverão encaminhar aos Sindicatos signatários os cargos ou funções a serem ocupados por Pessoas com Deficiência, objetivando traçar as diretrizes necessárias para a identificação, seleção e sua contratação, podendo ser necessário à participação do deficiente no respectivo treinamento previsto na cláusula 1º. CLÁUSULA 4º - DO REGIME DE CONTRATACÃO Durante o período de treinamento, previsto na cláusula 3º desta convenção, as empresas contratarão as Pessoas com Deficiência pelo regime celetista, mediante a remuneração do valor correspondente ao saláriomínimo mensal, além de custear o valor da bolsa-estudo, cujo pagamento será feito diretamente à escola responsável pelo treinamento.. CLÁUSULA 5º - DA EFETIVACÃO NA EMPRESA Terminado o período de treinamento, a Pessoa com Deficiência será encaminhada para a empresa que a contratou e custeou sua bolsa, para a efetivação na função. CLÁUSULA 6º - DA ISONOMIA Uma vez efetivada, à Pessoa com Deficiência fica assegurado tratamento isonômico em relação aos demais trabalhadores da empresa, inclusive no que tange aos benefícios contidos na Norma Coletiva geral aplicável aos representados pelo Sindicato Suscitante. CLÁUSULA 7º - DOS BENEFÍCIOS SOCIAIS DURANTE O TREINAMENTO Durante o período de treinamento, as empresas concederão às Pessoas com Deficiência contratadas, além do salário todos os benefícios previstos nas Convenções Coletivas de Trabalho assinadas para a data base Maio 2006 a Abril CLÁUSULA 8º- DO CUMPRIMENTO DE CARGA HORÁRIA As Pessoas com Deficiência que usufruírem da bolsa prevista na cláusula 4º desta norma, ficam obrigados a cumprir a carga horária mínima exigida para cada curso, com freqüência de 75% do total de horas-aula, sob pena de facultar à empresa a rescisão de seu contrato e a suspensão do pagamento da bolsa. CLÁUSULA 9º - DA SUBSTITUIÇÃO Havendo necessidade de substituição no cargo ou função, fica assegurado que a vaga será preenchida por 2

3 outra Pessoa com Deficiência, garantindo-se ao empregado substituto o mesmo salário percebido pelo substituído, salvo se o trabalhador recém-contratado for totalmente inexperiente, hipótese em que lhe será assegurado o salário inicial do cargo ou função, após o período de treinamento de que tratam as cláusulas acima, sendo que durante o período de treinamento ficará assegurado o pagamento do salário mínimo. CLÁUSULA 10º - DO FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E ADEQUAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO As empresas comprometem-se a oferecer às Pessoas com Deficiência, quando necessário à função e exigido pela legislação, os equipamentos de proteção individual adequados à sua condição, bem como instalações físicas, mobiliários e outros equipamentos que permitam sua adaptação ao processo de trabalho, visando o seu conforto e o não agravamento de sua deficiência. CLÁUSULA 11º - DA REMESSA DE DADOS SOBRE CONTRATAÇÃO DE PORTADORES DE DEFICIÊNCIA As empresas, sem prejuízo do seu comparecimento à DRT/SP quando convocadas, enviarão aos Sindicatos signatários, a cada seis meses, por escrito e sob protocolo, a relação das funções ocupadas, bem como a quantificação das quotas cumpridas e pendentes, bem como informações sobre as dificuldades e obstáculos enfrentados, objetivando permitir que os Sindicatos possam informar à Delegacia Regional do Trabalho sobre o cumprimento do acordado neste Pacto Coletivo de Trabalho e nas normas legais. CLÁUSULA 12º - DAS INFORMAÇÕES A DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO Os Sindicatos signatários deverão, a cada seis meses, avaliar o desempenho do disposto no presente Pacto Coletivo de Trabalho, adotando medidas para corrigir eventuais problemas, mantendo o Ministério do Trabalho, através da Delegacia Regional do Trabalho - DRT/SP, a cada seis meses, informado sobre o andamento do cumprimento do aqui pactuado. CLÁUSULA 13º - DA PUBLICIDADE DO PRESENTE AJUSTE Os Sindicatos signatários e as empresas adotarão medidas visando dar publicidade ao disposto no presente Pacto Coletivo de Trabalho, através da distribuição de folhetos informativos em locais de grande circulação de pessoas, a posição de cartazes em locais por onde circulam Pessoas com Deficiência e o grande público, divulgação em sites, em seus jornais, revistas e demais informativos e, por qualquer outro meio de que disponham as entidades signatárias, que possa dar conhecimento ao público em geral sobre o aqui pactuado, objetivando diminuir a discriminação e o preconceito. CLÁUSULA 14º - INÍCIO DA DIVULGAÇÃO Fica estabelecido que os Sindicatos signatários e as empresas representadas pelo Sindicato patronal terão o prazo inicial de sessenta dias para o início da divulgação, a contar da assinatura da presente convenção coletiva de trabalho. CLÁUSULA 15º - DO CUMPRIMENTO DAS COTAS Conforme cronograma que faz parte integrante deste Pacto, as empresas deverão comprovar, perante a fiscalização do trabalho, o cumprimento do Acordado, assumido perante a DRT, nos termos da cláusula 2º e seus parágrafos desta norma coletiva. CLÁUSULA 16º - DA PENALIDADE As empresas que, descumprirem o acordado neste Pacto Coletivo, serão automaticamente dele excluídas, podendo ser fiscalizadas e autuadas, se for o caso. CLÁUSULA 17º - DO CRONOGRAMA E METAS PARA CUMPRIMENTO DA PRESENTE NORMA Implantação do programa total, incluindo conscientização, sensibilização e divulgação: 2 anos da data da assinatura do presente Pacto. 1- Identificação e cadastramento das empresas que participarão do Programa 30 dias. 2- Levantamento do número mínimo de empregados (quota) necessários para atender ao programa 30 dias. 3

4 3- Adaptação dos cadastros de candidatos considerando as novas condições para a seleção de deficientes/reabilitados 30 dias. 4- Adesão das empresas entrega dos termos de adesão na DRT 45 dias. 5- Definição dos meios e formas de divulgação do programa, concepção do material de divulgação, com avaliações e revisões semestrais 60 dias. 6- Divulgação, conscientização e sensibilização dos participantes do programa durante todo o programa. 7- Levantamento das funções e atividades possíveis de serem preenchidas por deficientes 8- Disponibilização de espaço nos sites, jornais e revistas das entidades sindicais, empresas e filiais para divulgação e orientação para cadastramento dos interessados, com revisões semestrais 60 dias. 9- Mapeamento da localização das empresas, filiais, sua acessibilidade e levantamento de que deficiências podem atender nestes locais 60 dias. 10- Preparação de programa de treinamento para capacitar e preparar as equipes internas das empresas para assegurar a integração da pessoa com deficiência, conforme previsto na cláusula 1º. 12- Avaliação e identificação das instituições governamentais ou não governamentais para a qualificação e formação dos profissionais deficientes, conforme previsto na cláusula 1º. 13- Formação de convênios e parcerias com as instituições qualificadas, conforme previsto na cláusula 1º. 14- Metas para a contratação de pessoas com deficiência ou reabilitados, estabelecimento da porcentagem de contratações, nos próximos 24 meses, apresentados semestralmente aos Sindicatos e a DRT. Até 20% da quota em 6 meses em 13/12/06 Até 50% da quota em 12 meses em 13/06/07 Até 75% da quota em 18 meses em 12/12/07 Até 100% da quota em 24 meses em 16/07/08 Considerando os percentuais acima quando corresponderem a um número inteiro. 15- Reuniões trimestrais de avaliação entidades profissionais, patronais e representantes das empresas- 120 dias. 16- Divulgação trimestralmente dos resultados sobre as contratações 120 dias. 17- Avaliação trimestral dos resultados do treinamento implantado 120 dias Todos os prazos são considerados a partir da assinatura do presente Pacto Coletivo de Trabalho. 4

5 CLÁUSULA 18º - DA VIGÊNCIA O prazo de vigência do presente Pacto Coletivo de Trabalho será de dois anos, com início em 01/08/2006 e término em 31/07/2008. São Paulo, 01 de Agosto de SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA CONSULTIVA SINAENCO JOÂO ANTONIO DEL NERO ANTONIO CARLOS B. F. DE MATOS Vice de Relações Trabalhistas CPF (MF) CPF (MF) SINDICATO DOS EMPREGADOS DE AGENTES AUTÔNOMOS DO COMÉRCIO E EM EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES E PESQUISAS E DE EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS NO ESTADO DE SÃO PAULO FERNANDO BANDEIRA NETO CPF (MF) SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÂO PAULO MURILO CELSO DE CAMPOS PINHEIRO CPF (MF) Como anuente: DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO DE SÃO PAULO. 5

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