COMUNICAÇÃO VISUAL E SINESTESIA: UMA ANÁLISE DA CAMPANHA IMPRESSA PEPSI DARE FOR MORE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "COMUNICAÇÃO VISUAL E SINESTESIA: UMA ANÁLISE DA CAMPANHA IMPRESSA PEPSI DARE FOR MORE"

Transcrição

1 i Faculdade 7 de Setembro Curso de Publicidade e Propaganda FRANCISCO GERSON DO NASCIMENTO NETO COMUNICAÇÃO VISUAL E SINESTESIA: UMA ANÁLISE DA CAMPANHA IMPRESSA PEPSI DARE FOR MORE Orientador: Prof.º Leonardo Macêdo de Paiva FORTALEZA 2008

2 ii Francisco Gerson do Nascimento Neto Comunicação visual e sinestesia: uma análise da campanha impressa Pepsi Dare for more Monografia apresentada à banca examinadora dos trabalhos de conclusão curso de graduação da Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social Publicidade e Propaganda, sob a orientação do Prof.º Leonardo Macêdo de Paiva. Fortaleza 2008

3 iii Aos meus pais pelo apoio quando precisei.

4 4 AGRADECIMENTOS À minha família que em momento algum me desestimulou. Obrigado pelo apoio inigualável. Ao meu pai, Ismael Saraiva Rabelo pela viabilização da minha educação por todos esses anos e por ter se tornado meu melhor amigo depois de muitos anos em constante desentendimento. À minha mãe, Maria Aldonça do Nascimento Saraiva pelos conselhos, pela preocupação diária e por todas as orações feitas com louvor para o bem estar dos seus filhos. Aos meus amigos pela alegria nos momentos mais difíceis. À minha namorada, Paula Brauner, por corrigir a monografia e compreender os momentos de raiva. Obrigado. Ao coordenador, Ismael Furtado, por manter a calma e paciência nos momentos de frustração. Ao orientador Leonardo Paiva pelo companheirismo e pelo estimulo que me deu no momento que pensei em desistir.

5 5 FRANCISCO GERSON DO NASCIMENTO NETO Comunicação visual e sinestesia: uma análise da campanha impressa Pepsi Dare for more Monografia apresentada ao curso de comunicação social da Faculdade 7 Setembro, como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel, com habilitação em Publicidade e Propaganda. Data de aprovação: Fortaleza,. BANCA EXAMINADORA Assinatura: Prof. Ms. Leonardo Macêdo de Paiva Orientador Assinatura: Prof. Carlos Eduardo Bittencourt Membro Assinatura: Prof. Ms. Wladimir Campelo Magalhães Membro

6 6 RESUMO NETO, Francisco Gerson do Nascimento. Comunicação visual e Sinestesia: Uma análise da campanha impressa Pepsi - Dare for more. Fortaleza, Monografia Comunicação Social Publicidade e Propaganda, Faculdade 7 de Setembro. A comunicação visual representa uma das melhores formas de se comunicar entre os seres humanos, não só por sua origem histórica através de pinturas rupestres feitas com ideogramas e pictogramas, mas também por despertar nos dias de hoje lembranças, desejos e fascínios. A visão tornou-se o sentido que o homem mais utiliza desde que se tornou um ser bípede, através dela ele pode ver um mundo novo a cada dia, obtendo em cada olhar, diferentes explicações e significados dos elementos que o rodeia. A publicidade canaliza essas sensações causadas pela visão em seus anúncios que produzem uma sinestesia no consumidor, que significa uma condição neurológica, no qual os cinco sentidos do ser humano se misturam, gerando inúmeras sensações ao ver uma cor, observar a iluminação da peça ou apreciar uma obra de arte. A sinestesia produz no ser humano a emoção que o anúncio se propõe a transmitir, cativando-o e mostrando que está se preocupando com ele, deste modo a publicidade deixa de exigir a compra do produto e passa a transmitir para o consumidor a idéia que está impressa no papel. Sensações que através da visão transformam-se em táteis, gustativas, olfativas e auditivas. Palavras chaves: Comunicação visual, publicidade, mídia impressa, sentidos e sinestesia.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ORIGENS DA COMUNICAÇÃO E DA PUBLICIDADE EVOLUÇÕES DA PUBLICIDADE E PROPAGANDA PUBLICIDADE, UM PASSO À FRENTE VENDE-SE UMA IDÉIA SALTANDO AOS OLHOS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO VISUAL SEMIÓTICA MERGULHO NAS CORES CONSTRUINDO UMA IMAGEM (GESTALT) APROXIME-SE EMOCIONANDO INTRODUZINDO SINESTESIA SINESTESIA PEÇAS QUE GERAM SINESTESIA A PEPSI DESAFIANDO NOSSOS SENTIDOS CONSIDERAÇÕES FINAIS 56 BIBLIOGRAFIA 58

8 8 SUMÁRIO DE FIGURAS FIGURA 01: Teto da Gruta de Altamira. Figura que mostra as pinturas rupestres encontradas na caverna. 14 FIGURA 02: Hieróglifos egípcios. Figura que exemplifica a escrita visual do Egito através de símbolos. 21 FIGURA 03: Laocoonte por El Greco ( ). Figura que exemplifica a pouca utilização das cores, o grande sombreamento e profundidade. 26 FIGURA 04: Triunfo de Vênus por Agnolo Bronzino ( ). Figura que exemplifica a utilização de múltiplas cores. 27 FIGURA 05: Anúncio Skol. Figura que exemplifica a utilização de cores quentes nos anúncios de cerveja. 28 FIGURA 06: Anúncio Heineken. Figura que exemplifica a utilização de cores frias nas propagandas de cerveja, dando a sensação de frio. 29 FIGURA 07: Anúncio Heineken. Figura que exemplifica a utilização de cores frias nas propagandas de cerveja, dando a sensação de frio. 30 FIGURA 08: Piet Mondrian- Composition with Red, Blue and Yellow. Figura que exemplifica a arquitetura e ponto focal. 32 FIGURA 09: Salvador Dalí - A persistência da memória. Figura que exemplifica a utilização de texturas. 32 FIGURA 10: Anúncio impresso Sprite. Figura que mostra a Gestalt das embalagens, gerando sensação sinestésica. 33 FIGURA 11: Pintura de Wladimir Kandinsky - O cavaleiro azul. Figura que exemplifica a utilização de textura na superfície. 43

9 9 FIGURA 12: Coca-cola Lemon (Foto modificada). Figura que exemplifica a diferença entre um anúncio preto e branco para o colorido. 46 FIGURA 13: Coca-cola Lemon (Foto Original). Figura que exemplifica a diferença entre um anúncio preto e branco para o colorido. Mostrando que no anúncio colorido as sensações são mais facilmente manifestadas. 47 FIGURA 14: Outdoor Pepsi - Eu quero é mais. Figura que exemplifica a sinestesia tátil gustativa através da visão. 48 FIGURA 15: Anúncio de revista Smirnoff Extraordinary purity in every drop. Figura que exemplifica a sinestesia tátil gustativa através da visão. 49 FIGURA 16: Anúncio de revista Pepsi - Dare for more (Climbing). Figura que exemplifica um dos perfis aventureiros do público alvo da Pepsi co. 51 FIGURA 17: Anúncio de revista Pepsi - Dare for more (Skiing). Anúncio de revista Pepsi - Dare for more (Climbing). Figura que exemplifica outro perfil aventureiro do público alvo da Pepsi co. 52 FIGURA 18: Anúncio de revista Pepsi - Dare for more (Surfing). Anúncio de revista Pepsi - Dare for more (Climbing). Figura que exemplifica o terceiro perfil aventureiro do público alvo da Pepsi co. 53

10 10 INTRODUÇÃO. Num primeiro momento abordaremos as origens da comunicação, o seu significado e sua importância na história. Linguagens verbais e não verbais, como o alfabeto e a linguagem visual foram desenvolvidos. Como se teve o início da Publicidade, das primeiras campanhas feitas por agências de propaganda e a importância da comunicação visual no nosso dia a dia. No segundo capitulo abordaremos principalmente a comunicação visual, destrinchando os elementos que a compõem. Por exemplo, cor, gestalt, semiótica, persuasão, sensação, percepção e sinestesia. Tais elementos serão abordados no seu período clássico e contemporâneo para mostrar a sua importância no processo histórico. No terceiro capítulo mostraremos e explicaremos o que é sinestesia, sua etimologia e suas principais características e como elas são aplicadas na Publicidade através dos anúncios impressos. Algumas peças de natureza sinestésica serão apresentadas para introduzir o objeto de análise deste trabalho. No quarto capítulo faremos uma análise da campanha impressa Dare for more da Pepsi co. A presente análise englobará todos os elementos apresentados nos capítulos anteriores e mostrando o por que do estudo dos mesmos. Nenhum tipo de imagem nos é tão comum e tão confrontante quanto à imagem publicitária, independente de onde vamos ou estamos, ela nos segue através de cartazes, outdoors, revistas, jornais e panfletos. De fato não há como evitar a observação dos anúncios, principalmente quando nos identificamos com eles. A comunicação até hoje para os estudiosos da área histórica ainda gera algumas interrogações sobre o modo de se comunicar através de imagens. Como os homens eram capazes de transmitir quase que perfeitamente a altura, textura e espessura do animal que iria caçar nas pinturas rupestres? Essa é uma das perguntas que martelam o pensamento dos historiadores. O homem

11 11 aperfeiçoou sua linguagem não verbal além da sua linguagem verbal, pois foi através de gestos e da arte que ele conseguiu ultrapassar a barreira do tempo e firmar sua existência nos dias de hoje. Através de elementos presentes na imagem, o consumidor é ludibriado, seja pela cor, arquitetura, arte, textura e etc. Empresas e publicitários do mundo inteiro fazem estudos para conseguir cada vez mais se aproximar com mais intimidade do seu receptor. Farina (2005) faz um estudo sobre as cores para a comunicação, com aplicações positivas, negativas, sobre o uso da gestalt, o cromatismo e a perfeita aplicação de cores nos anúncios. Muitas empresas com o objetivo de se aproximar do seu público alvo cada vez mais, buscam reinventar sua comunicação através das sensações e das emoções expressas nos anúncios de seus produtos. As pessoas que que misturam os sentidos sendo capazes de sentir o gosto da palavra, por exemplo, são o principal foco destes anúncios específicos. Sean Day, Cytowic, entre outros estudiosos da sinestesia tiveram que se esforçar bastante para provar à comunidade científica que a sinestesia não se trata de uma doença, mas de uma condição neurológica que aguça os sentidos humanos e provoca maior interesse pelos objetos que rodeiam o seu dia a dia. A publicidade vem explorando esse tipo de anúncio e consequentemente está cada vez mais se aproximando do consumidor. Essa exploração é bem mais sutil sem que ele se dê conta, invadindo a privacidade do receptor. A publicidade e os anúncios estão criando uma nova imagem de si, se aproximando de fato do consumidor, mas não tão explicitamente. Na busca de uma melhor familiarização com os elementos da comunicação visual aplicada à publicidade com o intuito de apresentar relações sinestésicas com os consumidores, este trabalho aborda a campanha impressa da Pepsi co. nomeada Dare for more, analisando as interações do visual com os outros sentidos fisiológicos explorados através dele na propaganda.

12 12 Eu não sei dizer [...] Então eu escuto [...] Se eu não entender [...] Não vou responder [...] [...] Eu só vou falar [...] Na hora de falar. (João Ricardo / Luli) 1. ORIGENS DA COMUNICAÇÃO E DA PUBLICIDADE. A comunicação representa um dos fenômenos mais importantes da espécie humana, a compreensão, que implica em voltar no tempo e buscar as origens das linguagens e verificar porque ela se modificou ao longo dos anos. As pessoas até hoje têm dificuldade em se comunicar, principalmente quando são utilizadas imagens, tendo em vista os inúmeros significados que podem ser gerados e sua variação de pessoa para pessoa. A comunicação visual esta apoiada nas artes, gestalt, arquitetura, cores e nas texturas; elementos que se complementam para definir seu conceito. Através destes elementos, a comunicação visual e a publicidade estão interagindo com o consumidor criando anúncios sinestésicos. A sinestesia é explicada no campo científico como uma modificação sensorial, uma apuração dos sentidos. Tato, paladar, olfato, visão e audição se misturam formando uma cadeia de sensações e significados quando uma imagem desta natureza é apresentada. Podemos classificar comunicação conforme o dicionário: 1. ato de comunicar; informação, aviso; 2. passagem, caminho, ligação. (ROCHA, 1997: 154). Marques de Melo (1975) resgata o termo comunicação em sua etimologia, comunicação vem do latim communis, comum. O que introduz a idéia de comunhão, comunidade. Já que não estamos estudando especificamente a evolução dos primatas, nem mesmo a gênese humana em si, resta - nos, portanto saber por que se diz que o homem é sabido, já que só os sabidos pensam e falam? [...] Quando e por que um determinado animal poderia ser classificado como homem e quando outro que apresenta estrema semelhança anatômica, não o poderia? (SOUZA BRASIL, 1973: 80) Estudiosos na área de antropologia social e da comunicação até hoje desconhecem a origem da lingüística e da sua evolução, tendo somente hipóteses postas à prova, com pouco conteúdo concreto ainda. Por exemplo,

13 13 se o homem primitivo começou a se comunicar por grunhidos, gestos, gritos ou simplesmente pela combinação destes elementos, assim gerando uma cadeia lingüística. De qualquer forma o homem conseguiu associar sons e gestos para indicar uma ação ou objeto à frente, dando origem ao signo. Qualquer que seja o caso, o que a história mostra é que os homens encontraram a forma de associar um determinado som ou gesto, a um certo objeto ou ação. Assim nasceram os signos, isto é, qualquer coisa que faz referência a outra coisa ou idéia, e a significação, que consiste no uso social dos signos. A invenção de uma certa quantidade de signos levou o homem a criar um processo de organização para combiná-los entre si, caso contrário, a utilização dos signos desordenadamente dificultaria a comunicação. Foi essa combinação que deu origem à linguagem (BORDENAVE, 1982: 24). Bordenave (1982) refere-se à linguagem verbal ou escrita, e não a linguagem visual que no processo de comunicação surgiu muito antes da escrita e chega a ser quase de total domínio popular. Historicamente os homens que habitaram a gruta de Altamira 1 já se comunicavam visualmente com seus semelhantes, visto que, ainda hoje quem visita as grutas são receptores diretos das mensagens transmitidas por seus antepassados. (PELTZER, 1991: 98). Este fato torna ainda mais importante ressaltar que a expressão visual é extremamente importante para o homem. As pinturas da gruta de Altamira foram os primeiros conjuntos de pictogramas encontrados na pré-história por volta de 1879, a realidade desenhada nas pinturas foi questionada por conseguir transmitir uma imagem de imensa semelhança, logo após um período de discurssões a arte foi 1 Altamira é o nome de uma caverna situada a 30 km da cidade de Santander, na Cantábria (Espanha), na qual se conserva um dos conjuntos pictóricos mais importantes da Pré-História. Pertence aos chamados períodos Magdaleniano (entre e anos atrás) e Solutreano ( anos atrás), dentro do Paleolítico Superior, e seu estilo artístico constitui a denominada "escola franco-cantábrica", caracterizada pelo realismo das figuras representadas.

14 14 atribuída aos homens Paleolíticos. Estes homens possuíam grande dom artístico de modo que reproduziam perfeitamente a anatomia dos bichos que habitavam a terra, a sensação de volume, representação de movimento e policromia, por isso tais obras foram tão questionadas, pois na época que elas foram descobertas era praticamente inviável pensar que homens em seu estado de evolução humana teriam tal capacidade intelectual para a arte. (GARCÍA, 1951) Figura 01: Teto da Gruta de Altamira. Figura que mostra as pinturas rupestres encontradas na caverna. Desde as pinturas pré-históricas até hoje, na idade do vídeo e infográfica, nossa vida cotidiana, desde a publicidade televisiva no café da manhã até as últimas notícias no telejornal da meia-noite, está permeada de mensagens visuais [...]. (SANTAELLA E NÖTH 1998: 13). No início do processo de comunicação o homem descrevia passo a passo e em ordem cronológica os acontecimentos do dia, ou seja, um caçador descrevia sua rotina na mesma seqüência dos atos. Se, afiava uma pedra,

15 15 prendia-a à madeira, ia caçar, matava o animal e comia-o, desenhava os pictogramas 2 ou ideogramas 3 para transmitir a mensagem. Há cerca de anos a.c, os egípcios representavam aspectos de sua cultura por meio de desenhos e gravuras colocados nas casas, edifícios e câmaras mortuárias. Os signos sonoros e visuais, como o tantã, o berrante, o gongo e os sinais de fumaça, foram os primeiros a serem utilizados pelo homem a fim de vencer a distância. (PERLES, 2007: 6). O homem se comunicava, mas ainda não tinha evoluído o bastante para vencer a barreira do tempo e arquivar a sua existência lingüística. Somente por volta do século IV a.c o homem através da escrita achou uma solução para o problema da distância, pois mensagens feitas à mão podem ser transportadas para outros locais. Mais do que isso, a escrita inicia uma nova era da história. Poucos especialistas ousam fazer assertivas, e a maior parte das interpretações são tão genéricas e cautelosas que quase nada revela sobre a vida na pré-história (GONTIJO, 2004: 48). Com o estudo da palavra descobriu-se que ela era composta por unidades menores de som, dando origem aos fonemas e assim a capacidade de representar objetos por meio destas unidades. Esta descoberta permitiu o aparecimento da escrita fonográfica, onde na escrita os signos representam sons. A junção destes sons é capaz de descrever objetos e ainda mais, representar idéias. Todas estas descobertas, dos signos serem representados por sons bem menores que as palavras deram origem a uma antiga amiga do homem contemporâneo, a letra. Com as letras surgiu o que conhecemos atualmente por alfabeto, claro bem antes do mesmo sofrer várias alterações. Primeiro surgiram os silabários, 2 s.m. Desenho ou signo de uma escrita pictográfica. / Desenho esquemático normalizado, destinado a significar, especialmente, em locais públicos, certas indicações simples (P.ex., direção da saída, interdição de fumar, localização dos banheiros públicos etc.). 3 s.m. Sinal que exprime a idéia e não os sons da palavra que representa essa idéia: os caracteres egípcios eram ideogramas.

16 16 que consistiam num conjunto de sinais específicos para representar cada sílaba chegando muito tempo depois ao alfabeto greco-latino. (GONTIJO, 2004: ). Na Idade Média as pessoas continuavam se comunicando oralmente e visualmente, pelo menos boa parte da população, visto que nem todos tinham acesso à escrita, que ainda era restrita aos monges e à burguesia. Com o surgimento do papel, inventado pelos chineses, foram substituídas as pedras e os pergaminhos de couro. A história da escrita tem muito de fascínio. Antes que a tecnologia ocidental de impressão surgisse para disseminar os textos, as cópias manuscritas circulavam entre os poucos que decifravam seus códigos. (PERLES, 2007: 6). Nas expedições que fazia, Alexandre, o Grande, carregava consigo um porta-jóias com a Ilíada de Homero, além disso, uma grande biblioteca com cerca de meio milhão de manuscritos foi erguida na cidade que levou seu nome, Alexandria. (BRIGGS & BURKE, 2004: 19) A socialização e viabilização completa da escrita foram aperfeiçoadas por Johann Gensfleish Gutenberg em meados de 1438 e 1440 quando inventou o sistema de prensa tipográfica que associava os benefícios oferecidos pelo alfabeto romano, composto de pouquíssimas letras e muitas vezes comparados com ideogramas chineses. Este sistema criado não somente deu origem aos livros, mas também aos jornais e folhetins com anúncios. Dava-se então o primeiro passo para a democratização da escrita e, consequentemente, do saber. (PERLES, 2007: 7). Quando foi possível mecanizar esse processo através da prensa e reproduzir em série, o livro tornou-se portátil e o saber extrapolou os limites dos mosteiros, feudos e nações. Ultrapassando barreiras tradicionais de valores e diplomacia. (GONTIJO, 2004: 167). O surgimento do sistema tipográfico gutenberguiano é considerado a origem da comunicação de massas por constituir o primeiro método viável de

17 17 disseminação de idéias e informações a partir de uma única fonte. (PERLES, 2007: 7). O aparecimento e difusão da imprensa também estão diretamente vinculados ao desenvolvimento comercial e industrial das principais cidades da Europa. É com a imprensa que a cultura sai dos claustros e vai para as ruas, permitindo o surgimento do público leitor. Quando uma parte importante desses leitores passa a se interessar pelas publicações políticas e decide se envolver com os assuntos públicos, teremos chegado ao nascimento do público político. (SÁ, 2002: 207). 1.1 EVOLUÇÕES DA PUBLICIDADE E PROPAGANDA. A princípio, a palavra publicidade designava o ato de divulgar, de tornar público. Teve origem no latim publicus (que significa público), dando origem ao termo publicité, em língua francesa. A atividade de anunciar ou publicar um respectivo produto e informação teve início na Antiguidade clássica, época de combates de gladiadores. A luta era anunciada de forma oral feita através de comerciantes de escravos, gados e outros produtos, ressaltando suas virtudes. No início a publicidade, que se prolongou até a Idade Média, era feita pelos comerciantes que através de gritos e gestos procuravam tornar sua mercadoria conhecida pelo público. A utilização de logotipos tão comuns hoje em dia inicia-se nesta época, já utilizando imagens para identificar certos tipos de especiarias e produtos que mais tarde, atualmente se tornariam logomarcas. A atividade publicitária teve início na Antigüidade Clássica, conforme demonstram as tabuletas descobertas em Pompéia. As tabuletas, além de anunciarem combates de gladiadores, faziam referências às diversas casas de banhos existentes na cidade. A primeira etapa da publicidade evidenciava sua atividade a serviço dos mercadores e comerciantes, que procuravam tornar conhecido do público a sua mercadoria. O comerciante se obrigava, então, a identificar o seu estabelecimento com um símbolo; ou seja, uma cabra simbolizava uma leiteria e um escudo de armas significava a existência de uma pousada. Estes símbolos

18 18 tornaram-se mais tarde em emblemas de marca e logotipos. (MUNIZ, 2004:1) A invenção da imprensa mecânica no século XV por Gutenberg, dá marco a uma importantíssima época para a Publicidade: a utilização do papel que mesmo antes dos livros escritos, eram feitos panfletos e folhas volantes, (nessa mesma época surge o primeiro cartaz) que enchiam os olhos do público de informação e signos visuais. Os primeiros anúncios publicitários tinham uma única finalidade que era chamar à atenção do leitor. Neste período a mensagem publicitária não pretendia ser persuasiva e nem sugestiva, apenas informativa. Os primeiros anúncios realizados no século XV tinham como finalidade, única, chamar a atenção do leitor para determinado ponto ou fato, tomando por vezes a forma de uma declaração, como por exemplo, o anúncio publicado no Mercurius Britannicus, a 30 de Setembro de 1658: essa excelente bebida China, aprovada por todos os, chamados chineses, Tay ou Tchá pelos Tea por outras nações, é vendida na cafeteira Cabeça de Sultana, em Sweeting's Rents, pelo Royal Exchange, Londres. (MUNIZ, 2004:2). Conforme se observa, o que evoluiu na publicidade foram os meios e os veículos, não as idéias. Até a Idade Média continuou a utilização da palavra empregada em tabuletas. Na revolução industrial os veículos de comunicação foram modificados, por volta de 1879 com a invenção da lâmpada incandescente por Thomas Alva Edison, a publicidade passou a utilizar os luminosos para chamar a atenção do público. 1.2 PUBLICIDADE, UM PASSO À FRENTE. A criação da primeira agência de propaganda por Voley B. Palmer, deu início a um novo conceito de publicidade, com planejamentos e custos nos anúncios publicados. A primeira campanha realizada foi planejada por John Wanamaker tratava-se de uma empresa que vendia roupas masculinas na Filadélfia, dando uma estrutura até então nunca vista, utilizando além da imprensa, enormes painéis e desfiles de carros. (MUNIZ, 2004)

19 19 Com a industrialização, produção em larga escala e conseqüentemente a necessidade de lucrar, a publicidade aperfeiçoou-se se tornando mais persuasiva e perdendo quase que por completo a função de somente informar. A concorrência desenfreada entre as várias marcas fez com que aparecesse uma publicidade mais agressiva, chamada de publicidade combativa, impondo um produto ao invés de sugeri-lo. Isto desencadeou os grandes excessos visuais nas peças, que só foram barrados com a legislação 4 que regulamentou o ramo publicitário. (MUNIZ, 2004) Nos dias de hoje grande parte das propagandas são sugestivas, e apelam quase que por completo o visual, pois o mundo contemporâneo, seja das marcas, das propagandas, dos meios, é um mundo imagético. A publicidade é dividida em três eras, na era primária limitava-se a informar, sem nenhum argumento ao consumo. Na segunda era foram aplicadas técnicas que desvendavam o gosto do consumidor, conseqüentemente orientando a publicidade a tornar-se mais sugestiva. Na terceira e última era baseando-se em estudos de casos, mercado, psicologia do consumidor, sociologia e psicanálise os apelos publicitários atuam sobre o inconsciente, obrigando-o mesmo que involuntariamente a determinadas ações e a tomar atitudes de consumo. A publicidade contemporânea mitifica e converte em ídolo o objeto de consumo, revestindo-o de atributos que freqüentemente ultrapassam as suas próprias qualidades e a sua própria realidade. (MUNIZ, 2004:2). 1.3 VENDE-SE UMA IDÉIA. Para a criação de uma idéia não é somente utilizado o texto nos dias de hoje, atualmente as agências de propaganda utilizam duplas de criação, sendo um redator e o outro um diretor de arte, mais precisamente o que cuida e gera um visual para atrair o público à mensagem. 4 Associação Brasileira de Propaganda (ABA), Conselho Nacional de Imprensa (CNI) e a Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap).

20 20 No mundo da Publicidade, chama-se "dupla de criação" à que é formada pelo redator e pelo diretor de arte. Essa dupla é responsável pela criação de idéias para os anúncios publicitários. Sua função em uma agência de publicidade é a de criar peças publicitárias de acordo com o briefing 5 trazido e com a supervisão do diretor de criação. (WIKIPEDIA: 2008). Apenas em 1800 deu-se o início desta atividade em equipe, pois anteriormente grande parte dos anúncios, cartazes e folhetins eram quase sempre compostos somente de texto, foi quando um redator mostrou sua peça para um companheiro de trabalho e o mesmo viu que poderia dar um brilho a mais, impondo uma imagem que chamasse mais rapidamente a atenção do consumidor. Pode-se dizer que a partir deste momento em diante passamos a ser uma sociedade mais preocupada com o visual. Desta maneira, para tornar a comunicação publicitária acessível, relevante e persuasiva, considerase que, por meio de anúncios, a imagem pode ilustrar um texto verbal ou o texto pode esclarecer a imagem na forma de um comentário. Em ambos os casos, a imagem parece não ser suficiente sem o texto (SANTAELLA e NÖTH, 1998: 53). 1.4 SALTANDO OS OLHOS As imagens fazem parte de um dos vestígios mais antigos da humanidade, que se prolonga e gera curiosidade até os dias de hoje. O mundo Pré - Histórico é conhecido por suas marcações rupestres, a Antiguidade por suas imagens inscritas em vasos e em diferentes objetos. Mas além das imagens bidimensionais, existem também as imagens tridimensionais, como 5 O briefing é um conjunto de informações passadas em uma reunião para o desenvolvimento de um trabalho, sendo muito utilizadas em Administração, Relações Públicas e na Publicidade. O briefing é uma peça fundamental para a elaboração de uma proposta de pesquisa de mercado. É um elemento chave para o planejamento de todas as etapas da pesquisa de acordo com as necessidades do cliente.

21 21 estátuas e obeliscos 6, que frequentemente identificam a grandeza das grandes civilizações da Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma. Alguns destes vestígios visuais tão antigos têm uma longa história, que antecede em muito a escrita e sua hegemonia nas sociedades. Desprezar esta constatação pode deixar em segundo plano uma grande parte da história humana, ou ao menos de um grande universo de fontes para o seu estudo. (KNAUSS, 2006: 99). Isso significa dizer que no uso público da história, a imagem é um componente de extrema importância, mesmo que seja pouquíssima utilizada como objeto de pesquisa pelos próprios historiadores. É preciso alertar que desde o tempo que fixamos a palavra, a escrita, essa nova cadeia simbólica não veio a substituir a imagem. A proximidade semântica e lingüística entre a expressão visual e escrita sempre foi muito próxima. Ao longo da história são muitos os exemplos em que se encontram registros escritos acompanhados de visuais, os hieróglifos 7 por exemplo, demonstram esta proximidade. 6 s.m. Grande pilar de pedra vertical com quatro faces. &151; As faces são levemente inclinadas, o que faz com que o topo seja menor do que a base. O topo tem a forma de pirâmide e termina num vértice. 7 Hieróglifo é um termo que junta duas palavras gregas: ἱερός (hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita". Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais "sagrados".

22 22 Figura 02: Hieróglifos egípcios. Figura que exemplifica a escrita visual do Egito através de símbolos. Os hieróglifos egípcios surgiram por volta do ano 3000 a.c., sendo praticamente contemporâneos da escrita cuneiforme dos sumerianos, habitantes do sul da Mesopotâmia. Somente em 1799, com a descoberta da Pedra Roseta (uma pedra negra de basalto encontrada em Roseta, cidade no Egito), que continha inscrições paralelas em grego e em caracteres hieroglíficos egípcios, foi possível decifrar a escrita egípcia, que era uma mistura de símbolos de três tipos: caracteres figurativos, cópia direta dos objetos (pictogramas); caracteres simbólicos, que exprimiam por vários processos as idéias abstratas (logogramas ou ideogramas); e caracteres fonéticos, que tinham um valor silábico ou alfabético (fonogramas). (HENRIQUES, 2008: 1) Nenhum outro tipo de imagem nos confronta tão freqüentemente como a imagem publicitária, seja em casa ou passeando na rua. Em nenhuma outra sociedade, historicamente falado, houve tanta concentração de mensagens visuais. As imagens publicitárias têm o aspecto de se renovar, de se recriar semanticamente gerando inúmeros significados e assim conseguindo gerar a expectativa do público sobre qual será seu próximo passo. Nós vemos as propagandas quando viramos uma página, uma esquina ou quando um veículo passa por nós, o que não é tão raro de acontecer. Os anúncios publicitários têm o caráter de sempre estarem buscando novos conceitos e terem continua evolução. (BERGER, 1972: 130) Os anúncios publicitários fazem alusão à realidade, gerando na propaganda os nossos desejos, as nossas necessidades, mas este fato já se tornou tão comum que já nem notamos o sistema de manipulação, estamos adaptados a ele como estamos às condições climáticas. Alguns anúncios são tão bem elaborados e segmentados que conseguimos através deles nos imaginar tomando um refrigerante gelado, sentir seu gosto e sua temperatura, mas isso não implica que estamos sendo manipulados e sim que a publicidade

23 23 funciona e nem sempre é agressiva. É de extrema importância não confundirmos publicidade com o prazer e o benefício que são mostrados na propaganda. A publicidade é precisamente efetiva porque alimenta o mundo além do real. Somos tão acostumados a ver essas imagens que dificilmente notamos o seu impacto. Uma pessoa pode notar uma determinada imagem ou a parte da informação porque ela corresponde a algum determinado interesse que ela tem. O fato é que aceitamos a publicidade como aceitamos o nascer do sol todos os dias. A publicidade é uma idéia, conceito, um pensamento, nos oferece uma escolha, o livre-arbítrio de querer ou não o produto que está sendo vendido. A publicidade nunca foi uma proposta de prazer e nem celebração do mesmo. A idéia que gira em torno da publicidade é a de um futuro consumidor. (BERGER, 1972) A publicidade frequentemente é explicada como um meio competitivo que tem por objetivo beneficiar o público (consumidor), e os trabalhadores manufaturados, assim gerando a economia nacional. Por outro lado é estreitamente relacionada ao conceito de liberdade, na Europa Ocidental a Publicidade é diretamente ligada às escolhas que fazemos entre uma marca e outra.

24 24 Numa moldura clara e simples, sou aquilo que se vê (Marcelo Camelo / Rodrigo Amarante). 2. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO VISUAL. Imagens ou edifícios, objetos manufaturados, obras de arte ou figuras do mundo natural, as coisas estão aqui, visíveis. Visíveis, reconhecíveis, nomeáveis e ao mesmo tempo indiferentes ou, no limite, pior ainda, pesadas e entediantes: peças de museu, 'maravilhas' arqueológicas pelas quais o olhar vagueia, mas que nada nos dizem; catedrais, paisagens e castelos massivamente colocados diante de nós e, enquanto tais, impenetráveis - paralisantes. Lembranças da infância e de domingos! De forma tal que, diante disso tudo, o sujeito se desejaria presente de outro modo: pressentimento, para além do visível, não de algo invisível, mas de um suportável que restituiria sentido a todas essas coisas e lhes daria presença diversa. Como se o mundo, além das significações pontuais que lhe atribuímos como conjunto de elementos de depende de princípios de leitura combinados e (bem ou mal) assimilados, começasse repentinamente - ou quem sabe, aos poucos, de bom grado - a fazer sentido de uma maneira toda outra: enquanto 'presença efetiva, envolvente, imediatamente acessível' (PROUST, 1954: 83). Para ludibriar o consumidor e objetivando o sucesso comercial do produto, idéia, empresa ou serviço, os elementos visuais do nosso cotidiano são trabalhados na publicidade de forma imediata e acessível. Cor, Gestalt, Semiótica, Persuasão, Sensação, Percepção e a Sinestesia são conceitos amplamente estudados de forma a garantir tal sucesso. As referências surgem das mais variadas origens. Seja na literatura, pintura, cinema, arquitetura, etc. A propaganda é discutida por profissionais da comunicação por seus significados, que são interpretados de diferentes formas, de acordo com o repertório cultural de cada um. Os anúncios são elaborados para todo e qualquer consumidor. Todo anúncio é segmentado e segue um padrão individual de vendas e persuasão para com o consumidor, enfim, todo e qualquer anúncio de natureza

25 25 visual traz consigo valores lingüísticos e visuais, seja em formas, desenhos, pinturas e texturas que giram em torno de uma cadeia simbólica chamada semiótica. 2.1 SEMIÓTICA. O papel da Semiótica na publicidade é dar uma série de definições, que variam de uma corrente teórica para outra. A linguagem da comunicação visual publicitária é uma linguagem especifica, pois é necessária a observação dos distintos códigos que compõem a peça anunciada. Semiótica é a ciência dos signos [...]. [...] Não são os signos do zodíaco, mas signo, linguagem. A Semiótica é a ciência geral de todas as linguagens. (SANTAELLA, 1999: 8). Uma representação visual das relações que entretêm os traços distintivos da categoria semântica, de uma determinada estrutura. Para construí-lo a semiótica explora uma aquisição essencial da lingüística estrutural: o reconhecimento da existência de dois tipos de relações de oposição em jogo nas linguagens (...) a contradição e contrariedade. (FLOCH, 2001, p.19). Floch (2001) teve destaque no mercado publicitário por suas análises, trabalhando em algumas agências como consultor, tanto no setor de criação quanto no de marketing e ainda hoje é tido por muitos como o criador e um inovador no ramo da teoria discursiva que se presta ao estudo das imagens: a Semiótica visual. 2.2 MERGULHO NAS CORES. O visual, a imagem e a fotografia não teriam o mesmo apreço senão pela cor, conhecida como Color pelos latinos na antiga Roma e na Espanha, pelos franceses de couleur, pelos italianos de colore. O homem se entregou às cores desde o começo de sua história, os chineses e os egípcios sentiam na cor um profundo sentido psicológico. Cada cor pertencia a uma representação simbólica. O homem fazia ligação entre as cores e os Deuses, as cores eram uma necessidade psicológica e não estética. (FARINA, 2005).

26 26 A tendência dos mais sensíveis arquitetos e decoradores da atualidade é colorir um pouco mais o mundo para quebrar os frios e deprimentes espaços cinzentos. É uma preocupação talvez muito bem compreendida e manifestada pelos próprios publicitários, que se esmeram em apresentar peças de propaganda em multivariadas cores, a fim de despertar maior atenção do publico consumidor. (FARINA, 2005: 22). Antigamente a cor não representava somente um elemento decorativo nas artes visuais, ela estava diretamente ligada às expressões dos valores sensuais ou espirituais, somente a partir do Renascimento a cor passou a ser denominada complemento individualizador da obra artística. Um belo exemplo da personificação artística com e sem cor são as obras de El Greco 8 e Agnolo Bronzino 9 pintores renascentistas dos séculos XVII e XVIII. 8 Considerava a cor como o elemento mais importante e incontrolável da pintura, e declarou que a cor tinha primazia sobre a forma. "Acredito que a reprodução da cor é a maior dificuldade da arte." El Greco (notas do pintor, num dos seus comentários). 9 Ele foi essencialmente um pintor palaciano, devotado ao gosto da Corte. Provavelmente por este motivo seu estilo foi particularmente preciosista, de tal forma excessiva que o resultado faz-se frio e impessoal - mais preocupado no cálculo do seu resultado. Também, como representante do maneirismo, Bronzino apóia-se no uso de cores irreais, muitas vezes contrastantes.

27 27 Figura 03: Laocoonte por El Greco ( ). Figura que exemplifica a pouca utilização das cores, o grande sombreamento e profundidade. Figura 04: Triunfo de Vênus por Agnolo Bronzino ( ). Figura que exemplifica a utilização de múltiplas cores. As cores tiveram e ainda tem papel importantíssimo tanto na arte clássica quanto na arte contemporânea. Telas de pinturas, cartazes, comerciais, bebidas, clima, etc. Todos esses tipos de canais sofreram e ainda sofrem grande influência pelo cromatismo das cores, pela forma da qual ela é utilizada para produzir a sinestesia visual nos anúncios, a utilização da cor como principal foco chama ainda mais a atenção do consumidor. As cores são muito importantes em nossa vida, pois elas definem ações e comportamentos. Elas provocam reações corporais e psíquicas, atraem e avisam. (FARINA, 2005: 206) Quando tratamos de cores muitos acham que qualquer cor pode ser aplicada nos anúncios de verão e inverno, pelo contrario, toda e qualquer cor possui sua psicologia, sua correta aplicação e seu significado. Farina em 2005

28 28 no livro Psicodinâmica das cores em comunicação faz um estudo aprofundado das cores e do papel dela na comunicação e na publicidade. Farina (2005) cita a importância da utilização do cromatismo nas peças e a aplicação de cores quentes e frias nos anúncios de bebidas. Existem cores chamadas cores quentes, por exemplo, o vermelho, laranja e o alaranjado, esse tipo de cor desempenha o papel de se aproximar do consumidor, elas dão a impressão de que vão em direção ao observador. São cores que estão diretamente ligadas à temperatura, por isso as propagandas de cerveja possuem tons amarelados e avermelhados, muito calor, sol, verão, suor, esse tipo de sensação é refletida no apelo da sinestesia visual, pois se juntarmos todos os elementos citados acima que fazem parte da psicologia das cores quentes, teremos um único resultado: a sede. Figura 05: Anúncio Skol. Figura que exemplifica a utilização de cores quentes nos anúncios de cerveja.

29 29 Na figura 05, vemos o anúncio da cerveja Skol que exemplifica a utilização de cores quentes nas propagandas que remetem ao verão e calor. A utilização cromática do vermelho, amarelo e laranja avermelhado nos lembram o sol, praia e mar. Elementos ativos no verão brasileiro. O anúncio gera no consumidor a sinestesia tátil - gustativa, pois sugere na sua imagem um mar de cerveja, e quando o observador tem essa sensação ele se imagina submerso no ambiente assim podendo sentir o gosto da cerveja apresentada no anúncio. Há cores chamadas de cores frias também, por exemplo, o azul, verde e suas tonalidades quando juntamos as duas cores. Seu papel na publicidade torna-se fundamental para acalmar o consumidor e equilibrar a distância e a aproximação dos anúncios, para dar mais espaço ao observador. São especialmente utilizadas em ambientes de estudo e ambientes luxuosos. O azul e suas tonalidades mais claras dão uma sensação de calma e repouso, quanto ao azul no seu tom mais vivo misturada com essa tonalidade mais branda, nos dá a sensação de refrescância, gelado e apetitoso. O branco que é utilizado tanto nos anúncios quentes quanto nos frios é uma cor de neutra, que gera a harmonia e o equilíbrio de cores fortes.

30 30 Figura 06: Anúncio Heineken. Figura que exemplifica a utilização de cores frias nas propagandas de cerveja, dando a sensação de frio. Figura 07: Anúncio Heineken. Figura que exemplifica a utilização de cores frias nas propagandas de cerveja, dando a sensação de frio. O anúncio impresso da cerveja Heineken exemplifica a utilização de cores frias, visto que o produto pertence às condições climáticas de outro país, pois está remetendo ao inverno gelado, dando ao consumidor uma sensação tátil da temperatura da garrafa e da cerveja. A gestalt dos objetos na figura 06 representa a imagem de uma montanha com temperaturas bem baixas, fazendo com que o consumidor se transporte para este ambiente, essa propaganda é de extrema funcionalidade em locais onde o clima é quente. As cores quando aplicadas a todo e qualquer anúncio complementam-se umas com as outras, resultando no cromatismo entre elas, esse cromatismo gera psicologicamente sensações e significados. Por exemplo:

31 31 Vermelho: aumenta a atenção, é estimulante, motivador. Aplicado em anúncios de artigos que indicam energia e calor. Aplicado em anúncios que caracterizam verão e calor. Azul: possui grande poder de atração, é neutralizante nas inquietações do consumidor, acalma-o fisicamente e psicologicamente. Aplicado em anúncios que caracterizam frio. Branco e Azul: Estimulante, oferece uma sensação de tranqüilidade, segurança e estabilidade. Azul e Vermelho: Combinação delicada e de maior importância na Publicidade, por estimular a espiritualidade do consumidor. (FARINA, 2005: 200) Como pôde ser observado acima tratamos somente de três cores que são: Vermelho, Azul e Branco. Essas cores possuem uma perfeita sincronia e absoluto cromatismo, são utilizadas nas propagandas da marca Pepsi, que será nosso objeto de estudo posteriormente. 2.3 CONSTRUINDO UMA IMAGEM (GESTALT) Os anúncios publicitários que geram apelo visual possuem uma arquitetura de elementos que é chamada de Gestalt 10, que remete ao ponto focal 11 do anúncio, este elemento diagramador da arquitetura vem de origem clássica, que por sinal, muito bem trabalhada pelo artista neoplasticista Piet Mondrian que trabalhou com a composição das cores aplicadas à arquitetura 10 A Psicologia da forma, Psicologia da Gestalt, Gestaltismo ou simplesmente Gestalt é uma teoria da psicologia que considera os fenômenos psicológicos como um conjunto autônomo, indivisível e articulado na sua configuração, organização e lei interna. 11 Um ponto focal nos estudos da óptica é uma área onde os diversos raios luminosos que passam por algum refrator estão mais próximos e capazes de formar uma imagem mais clara e definida. A conhecida experiência de se usar uma lente para concentrar os raios solares e aquecer alguma superfície, demonstra a idéia de ponto focal.

32 32 da distribuição dos elementos. Outros artistas que trabalharam a arquitetura e Gestalt foram Salvador Dalí com sua obra mais conhecida, A persistência da memória, da qual trabalhou com textura e diagramação. Figura 08: Piet Mondrian- Composition with Red, Blue and Yellow. Figura que exemplifica a arquitetura e ponto focal. Figura 09: Salvador Dalí - A persistência da memória. Figura que exemplifica a utilização de texturas.

Ementa das disciplinas optativas 2011.1 (em ordem alfabética independente do curso e do turno)

Ementa das disciplinas optativas 2011.1 (em ordem alfabética independente do curso e do turno) Ementa das disciplinas optativas 2011.1 (em ordem alfabética independente do curso e do turno) Disciplina Ementa Pré- requisito C.H. Curso Assessoria de Comunicação Conhecimento geral, reflexão e prática

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS Cultura Brasileira 1º PERÍODO O fenômeno cultural. Cultura(s) no Brasil. Cultura regional e

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04 IMAGENS CONTEMPORÂNEAS: ABORDAGENS ACERCA DA ANÁLISE DA IMAGEM Elis Crokidakis Castro (UFRJ/UNESA/UNIABEU) eliscrokidakis@yahoo.it Caminhei até o horizonte onde me afoguei no azul (Emil de Castro) Para

Leia mais

A INTERATIVIDADE: ALGO MAIS NA SEDUÇÃO PUBLICITÁRIA

A INTERATIVIDADE: ALGO MAIS NA SEDUÇÃO PUBLICITÁRIA A INTERATIVIDADE: ALGO MAIS NA SEDUÇÃO PUBLICITÁRIA Vera Maria Ramos Pinto (PG - UEL / GP Leitura e Ensino- CLCA- UENP/CJ) Anúncios interativos são aqueles criados com a finalidade de levar o leitor a

Leia mais

Identidade Visual do Movimento #Comfiltro 1

Identidade Visual do Movimento #Comfiltro 1 Identidade Visual do Movimento #Comfiltro 1 Rafael Duarte SILVA 2 Adriely Cristiny de Lima CUNHA 3 Rita Carla da Conceição SILVA 4 Paula Apolinário ZAGUI 5 Universidade do Estado do Rio Grande do Norte,

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

QUADRO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA QUADRO ANTERIOR A 2001 ATÉ O CURRICULO VIGENTE NO PRÓPRIO CURSO - 3 primeiros períodos

QUADRO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA QUADRO ANTERIOR A 2001 ATÉ O CURRICULO VIGENTE NO PRÓPRIO CURSO - 3 primeiros períodos QUADRO CURSO D PUBLICIDAD PROPAGANDA QUADRO ANTRIOR A 2001 ATÉ O CURRICULO VIGNT NO PRÓPRIO CURSO - 3 primeiros períodos DISCIPLINA A DISCIPLINA B CÓDIGO DISCIPLINA - 2008 C/H CUR -SO DISCIPLINA C/H CÓDIGO

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

A diagramação é o ato de distribuir os elementos gráficos pontos, linhas, formas, textos, cores, em uma representação gráfica ou digital.

A diagramação é o ato de distribuir os elementos gráficos pontos, linhas, formas, textos, cores, em uma representação gráfica ou digital. Elementos de Diagramação Comunicação Visual A diagramação é o ato de distribuir os elementos gráficos pontos, linhas, formas, textos, cores, em uma representação gráfica ou digital. É construir, estruturar

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp

Leia mais

Projeto Integrado de Comunicação Do Bem Sucos Integrais: Peça de Mídia Impressa Recado do Bem 1

Projeto Integrado de Comunicação Do Bem Sucos Integrais: Peça de Mídia Impressa Recado do Bem 1 Projeto Integrado de Comunicação Do Bem Sucos Integrais: Peça de Mídia Impressa Recado do Bem 1 Amanda DIAS 2 Ana Carolina SACCOMANN 3 Beatriz REBELO 4 Bruna CLARA 5 Isabela SANTOS 6 Nathalia COBRA 7 Antonio

Leia mais

O surgimento da escrita, a invenção e a evolução das artes gráficas

O surgimento da escrita, a invenção e a evolução das artes gráficas O surgimento da escrita, a invenção e a evolução das artes gráficas A humanidade sempre dependeu de se comunicar para poder sobreviver melhor, transmitir os conhecimentos acumulados sempre foi algo muito

Leia mais

A PUBLICIDADE DE FESTAS: RELATÓRIO DE PROJETO DE DESENVOLVIMENTO

A PUBLICIDADE DE FESTAS: RELATÓRIO DE PROJETO DE DESENVOLVIMENTO Universidade Estadual de Campinas Fernanda Resende Serradourada A PUBLICIDADE DE FESTAS: RELATÓRIO DE PROJETO DE DESENVOLVIMENTO INTRODUÇÃO: O Projeto de Desenvolvimento realizado por mim visava à confecção

Leia mais

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AEE E SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AEE E SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e DMU Shirley Rodrigues Maia Sobre Conceito, Definição e Terminologia A surdocegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas

Leia mais

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS Jair Bevenute Gardas Isabel Corrêa da Mota Silva RESUMO A presente pesquisa tem o objetivo de possibilitar ao leitor um conhecimento específico sobre a história da Ciência

Leia mais

UNIrevista - Vol. 1, n 3 : (julho 2006) ISSN 1809-4651

UNIrevista - Vol. 1, n 3 : (julho 2006) ISSN 1809-4651 ISSN 1809-4651 Imagens na publicidade: significações e persuasão Mestre em Estudos Lingüísticos jupetermann@yahoo.com.br UFSM, RS Resumo A publicidade, como uma prática social persuasiva, coloca em uma

Leia mais

Composição fotográfica

Composição fotográfica Composição fotográfica É a seleção e os arranjos agradáveis dos assuntos dentro da área a ser fotografada. Os arranjos são feitos colocando-se figuras ou objetos em determinadas posições. Às vezes, na

Leia mais

Técnicas de Exposição de Produtos CONCEITO DE EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS A idéia básica: Mostrar ou destacar alguma coisa. Mostrar também significa: Comunicar O produto deve atrair, seduzir, mexer com os sentidos

Leia mais

EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA LET 02630 LÍNGUA PORTUGUESA Noções gerais da língua portuguesa. Leitura e produção de diferentes tipos de textos, em especial os relativos à comunicação de

Leia mais

Identidade visual corporativa e institucional

Identidade visual corporativa e institucional Identidade visual corporativa e institucional O ser humano pensa visualmente! Ao contrário das palavras, as imagens agem diretamente sobre a percepção do cérebro. O homem moderno está cada vez mais privilegiando

Leia mais

TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS

TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO AUTOR(ES): FELIPE

Leia mais

Apresentação da Disciplina

Apresentação da Disciplina Mídia - 2015.1 Nilmar Figueiredo 1 2 3 4 Calendário Acadêmico Comentários Apresentação da Disciplina Sistema de Avaliação 1 - Apresentação da Disciplina O que é Mídia? Departamento de Mídia - Organização

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 DO MARKETING À COMUNICAÇÃO Conceitualmente, Marketing é definido por Kotler

Leia mais

Turma 1222 Unidade Curricular INTERFACE HOMEM-COMPUTADOR Professor CLÁUDIA SANTOS FERNANDES Aula 4 Abordagens Teóricas em IHC

Turma 1222 Unidade Curricular INTERFACE HOMEM-COMPUTADOR Professor CLÁUDIA SANTOS FERNANDES Aula 4 Abordagens Teóricas em IHC Turma 1222 Unidade Curricular INTERFACE HOMEM-COMPUTADOR Professor CLÁUDIA SANTOS FERNANDES Aula 4 Abordagens Teóricas em IHC Introdução -Apesar de IHC ser uma área bastante prática, muitos métodos, modelos

Leia mais

uma das nossas atitudes será tido como não atrativo e estimulará emoções como a aversão.

uma das nossas atitudes será tido como não atrativo e estimulará emoções como a aversão. 28 3 Design e emoção Segundo Norman (2004), as emoções são valiosas para a vida cotidiana de todos os seres humanos. A utilidade e a usabilidade também o são, mas sem a diversão, o prazer, o orgulho e

Leia mais

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa

Introdução ao Programa de Língua Portuguesa 1 MAPLE BEAR INTERMEDIATE - LP Introdução ao Programa de Língua Portuguesa Português é a língua falada no Brasil e é, primeiramente, com ela que pensamos, falamos, brincamos, cantamos e escrevemos. É a

Leia mais

Um Diferente Olhar 1. Bruno Barros de SOUZA 2 Gabriel de Angeli PAZETO 3 Felipe Maciel TESSAROLO 4 Faculdades Integradas São Pedro, Faesa

Um Diferente Olhar 1. Bruno Barros de SOUZA 2 Gabriel de Angeli PAZETO 3 Felipe Maciel TESSAROLO 4 Faculdades Integradas São Pedro, Faesa Um Diferente Olhar 1 Bruno Barros de SOUZA 2 Gabriel de Angeli PAZETO 3 Felipe Maciel TESSAROLO 4 Faculdades Integradas São Pedro, Faesa RESUMO O presente artigo visa apresentar a execução, planejamento

Leia mais

Análise semiótica de campanha publicitária O Boticário

Análise semiótica de campanha publicitária O Boticário Análise semiótica de campanha publicitária O Boticário Jacqueline Calisto Costa Raquel de Paula Pinto Soares RESUMO A abordagem semiótica entende o texto como uma unidade de sentido, independente da linguagem.

Leia mais

A tradição da escrita e a Bíblia

A tradição da escrita e a Bíblia Perspectiva histórica A tradição da escrita e a Bíblia Erní Walter Seibert* Os historiadores ensinam que, anterior à experiência da escrita e mesmo ao lado dela, há sempre uma tradição oral. Prova disso

Leia mais

A Pobreza tem Cor no Brasil: Precisamos Reverter este Quadro 1

A Pobreza tem Cor no Brasil: Precisamos Reverter este Quadro 1 A Pobreza tem Cor no Brasil: Precisamos Reverter este Quadro 1 Andrey Scariott FILIPPI 2 Lucas Paiva de OLIVEIRA 3 Marcelo Barbosa CORRÊA 4 Virgínia FEIX 5 Centro Universitário Metodista do IPA, Porto

Leia mais

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA HISTÓRIA DA ARTE. Colégio Einstein. A evolução do conhecimento. Aluno (a): 9º ano: A [ ] B [ ] Professor: Lucas Salomão

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA HISTÓRIA DA ARTE. Colégio Einstein. A evolução do conhecimento. Aluno (a): 9º ano: A [ ] B [ ] Professor: Lucas Salomão HISTÓRIA DA ARTE Aluno (a): Professor: Lucas Salomão Data: / /2015 9º ano: A [ ] B [ ] ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA Há milhares de anos os povos antigos já se manifestavam artisticamente. Embora ainda não conhecessem

Leia mais

A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS)

A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS) A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS) I. Relações pessoais: 1.- Nenhuma evidencia de dificuldade ou anormalidade nas relações pessoais: O comportamento da criança é adequado a sua idade. Alguma timidez,

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO/ 2013

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO/ 2013 Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: COMUNICAÇÃO SOCIAL BACHARELADO MATRIZ CURRICULAR PUBLICIDADE E PROPAGANDA SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL

Leia mais

COMPUTAÇÃO GRÁFICA CORES. Curso: Tecnológico em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Disciplina: COMPUTAÇÃO GRÁFICA 4º Semestre Prof.

COMPUTAÇÃO GRÁFICA CORES. Curso: Tecnológico em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Disciplina: COMPUTAÇÃO GRÁFICA 4º Semestre Prof. COMPUTAÇÃO GRÁFICA CORES Curso: Tecnológico em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Disciplina: COMPUTAÇÃO GRÁFICA 4º Semestre Prof. AFONSO MADEIRA CORES EM COMPUTAÇÃO GRÁFICA O uso de cores permite melhorar

Leia mais

LUZ E SOMBRA NA ARTE

LUZ E SOMBRA NA ARTE LUZ E SOMBRA NA ARTE A luz e a sombra são elementos fundamentais da linguagem visual. Com elas podemos criar no desenho, na pintura e escultura belíssimos efeitos como o de dilatação do espaço, o de profundidade

Leia mais

Faça viver! 1. Johnny William Mendonça de OLIVEIRA 2. Ramon Moisés de SOUSA 4 Gustavo Henrique Ferreira BITTENCOURT 5

Faça viver! 1. Johnny William Mendonça de OLIVEIRA 2. Ramon Moisés de SOUSA 4 Gustavo Henrique Ferreira BITTENCOURT 5 Faça viver! 1 Johnny William Mendonça de OLIVEIRA 2 Rodrigo Mendonça de OLIVEIRA 3 Ramon Moisés de SOUSA 4 Gustavo Henrique Ferreira BITTENCOURT 5 Universidade Potiguar - UnP, Natal, RN RESUMO O outdoor

Leia mais

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS )

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS ) Thainá Santos Coimbra Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro thainahappy@hotmail.com A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO

Leia mais

BREVE HISTÓRICO DO DESENHO TÉCNICO

BREVE HISTÓRICO DO DESENHO TÉCNICO BACHARELADO EM ENGENHARIA AMBIENTAL EaD UAB/UFSCar BREVE HISTÓRICO DO DESENHO TÉCNICO APOSTILA DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DA UFSCar volume 1 Fevereiro de 2008 1 BREVE HISTÓRICO DO DESENHO TÉCNICO

Leia mais

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua É a palavra que identifica o ser humano, é ela seu substrato que possibilitou a convivência humana

Leia mais

Gestalt. Gestalt é o termo intradutível do alemão utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma.

Gestalt. Gestalt é o termo intradutível do alemão utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma. Gestalt 29 de setembro de 2006 Gestalt é o termo intradutível do alemão utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma. '''ORIGEM DA PSICOLOGIA DA FORMA''' Durante o

Leia mais

Design Web - Percepção. Elisa Maria Pivetta

Design Web - Percepção. Elisa Maria Pivetta Design Web - Percepção Elisa Maria Pivetta GESTALT Percepção Visual Elisa Maria Pivetta Percepção visual No sentido da psicologia e das ciências cognitivas é uma de várias formas de percepção associadas

Leia mais

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA 1 CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INTRODUÇÃO A PUBLICIDADE E PROPAGANDA... 4 02 HISTÓRIA DA ARTE... 4 03 COMUNICAÇÃO

Leia mais

IMAGENS NO ENSINO DE MATEMÁTICA

IMAGENS NO ENSINO DE MATEMÁTICA IMAGENS NO ENSINO DE MATEMÁTICA Simone da Silva Soria Medina, Ana Maria Petraitis Liblik, Zuleica Faria de Medeiros moni@ufpr.br, ampliblik@gmail.com, zmedeiro@ufpr.br Universidade Federal do Paraná Brasil

Leia mais

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3 COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 3 Índice 1. Semiótica...3 1.1. Conceito... 3 1.2. Objetivos da Semiótica... 4 1.3. Conceitos Básicos... 4 1.3.1. Signo... 4 1.3.2. Índices... 4 1.3.3. Símbolo... 4 1.4. Conceito...

Leia mais

Água Mineral Crystal 1

Água Mineral Crystal 1 Água Mineral Crystal 1 Marcelo CRISTOFOLINI 2 Pagú CORRÊA 3 Camila de OLIVEIRA 4 Diogo da Rosa Schimitz SILVA 5 Adriane Rodrigues DAMACENO 6 Deivi Eduardo OLIARI 7 Marcia Regina ANNUSECK 8 Jorge MANFRINI

Leia mais

Dia Mundial do Café 1. Felipy Procópio CHAVES 2 Enedina Luna MAGALHÃES 3 Alessandra Oliveira ARAÚJO 4 Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE.

Dia Mundial do Café 1. Felipy Procópio CHAVES 2 Enedina Luna MAGALHÃES 3 Alessandra Oliveira ARAÚJO 4 Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE. Dia Mundial do Café 1 Felipy Procópio CHAVES 2 Enedina Luna MAGALHÃES 3 Alessandra Oliveira ARAÚJO 4 Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE. RESUMO Este artigo tem como objetivo descrever o processo

Leia mais

Unidade II ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO. Profa. Ma. Adriana Rosa

Unidade II ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO. Profa. Ma. Adriana Rosa Unidade II ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO Profa. Ma. Adriana Rosa Ementa Propostas para aquisição da língua escrita. Oralidade e comunicação. A escola e o desenvolvimento da linguagem. O ensino da escrita.

Leia mais

REVISÃO GESTALT. Viviane Aiex

REVISÃO GESTALT. Viviane Aiex REVISÃO GESTALT Viviane Aiex 1. Leitura Visual do Objeto pelas Leis da Gestalt 1) Unidades: que são os elementos que configuram a forma; 2) Segregação: que é o ato se separar, perceber ou identificar as

Leia mais

22/04/2015. Publicidade Gráfica. Tipografia. Você sabe qual a importância da Tipografia no mundo em que vivemos?

22/04/2015. Publicidade Gráfica. Tipografia. Você sabe qual a importância da Tipografia no mundo em que vivemos? Publicidade Gráfica Tipografia Você sabe qual a importância da Tipografia no mundo em que vivemos? 1 Capa de Livro Capa de Revista 2 Cartaz Pôster de Filme 3 Grafitte 4 A tipografia do grego typos = forma

Leia mais

PIXEL - DO DESENHO À PINTURA DIGITAL

PIXEL - DO DESENHO À PINTURA DIGITAL F PIXEL - DO DESENHO À PINTURA DIGITAL Carga Horária: 96 horas/aulas Módulo 01: Desenho de observação DESCRIÇÃO: Neste módulo o você irá praticar sua percepção de linhas e formas, bem como a relação entre

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

http://crayonstock.com/19707 Zoonar 12 SEGREDOS PARA CONQUISTAR CLIENTES COM IMAGENS

http://crayonstock.com/19707 Zoonar 12 SEGREDOS PARA CONQUISTAR CLIENTES COM IMAGENS http://crayonstock.com/19707 Zoonar 12 SEGREDOS PARA CONQUISTAR CLIENTES COM IMAGENS Constantemente, somos bombardeados por incontáveis conteúdos visuais. Imagens ilustram websites, redes sociais, folders,

Leia mais

DIREÇÃO DE ARTE Prof. Breno Brito

DIREÇÃO DE ARTE Prof. Breno Brito CURSO: COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA TURMA: CS2/CS3 DIREÇÃO DE ARTE Apostila 4 A TIPOLOGIA APLICADA À PROPAGANDA MARÇO 2009 k A TIPOLOGIA APLICADA À PROPAGANDA Conceitos: Tipologia: Consiste

Leia mais

textos de José Manuel Russo Comunicação e Publicidade

textos de José Manuel Russo Comunicação e Publicidade textos de José Manuel Russo Comunicação e Publicidade COMUNICAÇÃO Comunicar Comunicar é o primeiro acto social do Homem, servindo para satisfazer as suas primeiras necessidades. Semiologia Ciência que

Leia mais

Curso de Web Design MÓDULO I. Programação Visual 13 ACTIVE BRASIL

Curso de Web Design MÓDULO I. Programação Visual 13 ACTIVE BRASIL MÓDULO I Programação Visual 13 ACTIVE BRASIL AULA 1 INTRODUÇÃO A PROGRAMAÇÃO VISUAL Objetivos: Na primeira aula de nosso curso, você entrará em contato com um novo mundo de curiosidades e criatividade,

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO 514502 INTRODUÇÃO AO DESIGN Conceituação e história do desenvolvimento do Design e sua influência nas sociedades contemporâneas no

Leia mais

Emoção CONSTRUÇÃO DE MARCAS

Emoção CONSTRUÇÃO DE MARCAS Emoção Grande parte das nossas decisões de compra são feitas por impulso, de forma irracional, instintiva. Se temos dinheiro, compramos as marcas com as quais nos relacionamos emocionalmente. Cada marca

Leia mais

Gramática Visual. A cor

Gramática Visual. A cor Gramática Visual A cor Os nossos olhos são sensíveis às radiações luminosas propagadas no espaço em diferentes comprimentos de onda, o que origina a percepção visual das coisas que nos rodeiam. Temos

Leia mais

Aspectos Visuais e de Representação de um Slogan 1. Luciana da Silva Souza REINO 2 Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA

Aspectos Visuais e de Representação de um Slogan 1. Luciana da Silva Souza REINO 2 Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA RESUMO Aspectos Visuais e de Representação de um Slogan 1 Luciana da Silva Souza REINO 2 Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA O objetivo deste trabalho foi fazer uma análise dos aspectos visuais

Leia mais

6. Discussão sobre as análises

6. Discussão sobre as análises 6. Discussão sobre as análises Meu objetivo neste capítulo é rever as questões de pesquisa propostas no trabalho e procurar respondê-las com base nas análises dos textos dos aprendizes, associadas aos

Leia mais

Arte Pré Histórica Bisão da Gruta de Altamira Bisão da Gruta de Altamira Réplica Museu Arqueológico Nacional da Espanha Espanha

Arte Pré Histórica Bisão da Gruta de Altamira Bisão da Gruta de Altamira Réplica Museu Arqueológico Nacional da Espanha Espanha Estes textos são produzidos sob patrocínio do Departamento Cultural da Clínica Naturale.Direitos são reservados. A publicação e redistribuição de qualquer conteúdo é proibida sem prévio consentimento.

Leia mais

VERDADEIROS FALSOS CORRETA

VERDADEIROS FALSOS CORRETA Arte Pré-Histórica Questão 01 A religiosidade é um item de bastante relevância no estudo da arte na pré-história. Que alternativa abaixo marca CORRETAMENTE fatos que atestam esta realidade? a) ( ) As pinturas

Leia mais

O marketing olfativo no varejo!

O marketing olfativo no varejo! O marketing olfativo no varejo! Regina Devecchi Perfumista O Marketing Olfativo no varejo. Os departamentos de marketing das empresas buscam a cada dia novas maneiras de atrair seus clientes e torná-los

Leia mais

A IMAGEM COMO TRANSMISSORA DE CONHECIMENTO. Korina Costa

A IMAGEM COMO TRANSMISSORA DE CONHECIMENTO. Korina Costa Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 155 A IMAGEM COMO TRANSMISSORA DE CONHECIMENTO Korina Costa Arquiteta e Urbanista, Especialista em Docência do Ensino

Leia mais

Design gráfico: Programas de Disciplinas e Seus Componentes Pedagógicos.

Design gráfico: Programas de Disciplinas e Seus Componentes Pedagógicos. Design gráfico: Programas de Disciplinas e Seus Componentes Pedagógicos. 1º PERÍODO Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas DISCILINA: Metodologia Científica CARGA CÓDIGO CRÉDITOS HORÁRIA H11900 04

Leia mais

Outdoor 1. Faculdade de Comunicação, Artes e Design do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Salto, SP

Outdoor 1. Faculdade de Comunicação, Artes e Design do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Salto, SP Outdoor 1 Michel KOGA 2 Felippe de MAMBRO 3 Barbara LAVORENTI 4 Thalita CHIARINI 5 Maurilio ZANONI 6 Francisco de ASSIS 7 Ingrid PIETROBOM 8 Luiz CALADO 9 Charles VENTAROLI 10 Natália MORAES 11 Silvia

Leia mais

ESTUDO DE CASO: BRAHMA: NOVA LATA VERMELHA

ESTUDO DE CASO: BRAHMA: NOVA LATA VERMELHA ESTUDO DE CASO: BRAHMA: NOVA LATA VERMELHA Carlos Eduardo Carvalho Cruz Eduardo Borges Ferreira Rudiney Cordeiro Cardoso 1 Resumo: O presente trabalho trata de um estudo de caso com foco na campanha da

Leia mais

Outdoor: Semana Mundial de Aleitamento Materno 1

Outdoor: Semana Mundial de Aleitamento Materno 1 RESUMO Outdoor: Semana Mundial de Aleitamento Materno 1 Adriely Cristiny de Lima CUNHA 2 Rafael Duarte SILVA 3 Rita Carla da Conceição SILVA 4 Paula Apolinário ZAGUI 5 Universidade Do Estado do Rio Grande

Leia mais

Campanha ONG Animais 1

Campanha ONG Animais 1 Campanha ONG Animais 1 Bruna CARVALHO 2 Carlos VALÉRIO 3 Mayara BARBOSA 4 Rafaela ALVES 5 Renan MADEIRA 6 Romulo SOUZA 7 Marcelo PRADA 8 Paulo César D ELBOUX 9 Faculdade Anhanguera Santa Bárbara, Santa

Leia mais

História da Arte. Exercícios de Sala de Aula

História da Arte. Exercícios de Sala de Aula História da Arte Exercícios de Sala de Aula A arte é um conjunto de procedimentos que são utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como:

Leia mais

Primeiramente podemos classificar três diferentes tipos estruturais de

Primeiramente podemos classificar três diferentes tipos estruturais de VITRINAS 1 INTRODUÇÃO Elegantes e essenciais, as vitrinas são elementos versáteis criados nas mais diversas versões e representam o ponto chave para apresentação do produto a ser vendido nos mais diferentes

Leia mais

Ementário do curso de Design de Moda Grade 2011/1

Ementário do curso de Design de Moda Grade 2011/1 1 1 INTRODUÇÃO AO DESIGN DE MODA Terminologias e conceitos da área. Contextualização e processo de moda. Mercado. Ciência e. 2 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO Leitura analítica e crítica. Gêneros textuais.

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

Psicologia da imagem: Um retrato do discurso persuasivo na Internet

Psicologia da imagem: Um retrato do discurso persuasivo na Internet Psicologia da imagem: Um retrato do discurso persuasivo na Internet Ivone Ferreira O nosso pensar passa pelas imagens. O nosso sentir não as ignora. O nosso agir habituou-se a lidar com elas. José Carlos

Leia mais

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DA CRIANÇA Professor(a), no tema anterior, A criança de seis anos no ensino fundamental, falamos sobre quem são e como são essas crianças que ingressam

Leia mais

Conhecendo o Aluno Surdo e Surdocego

Conhecendo o Aluno Surdo e Surdocego I - [FICHA DE AVALIAÇÃO SOBRE O ALUNO SURDO E/OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA] Usar letra de forma É importante considerarmos que o aluno surdo da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro possui características

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS TEXTO DE APOIO

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS TEXTO DE APOIO AULA 2.2 - A SIGNIFICAÇÃO NA ARTE TEXTO DE APOIO 1. A especificidade da informação estética Teixeira Coelho Netto, ao discutir a informação estética, comparando-a à semântica, levanta aspectos muito interessantes.

Leia mais

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA

CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA 1 CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INTRODUÇÃO A PUBLICIDADE E PROPAGANDA... 4 02 HISTÓRIA DA ARTE... 4 03 COMUNICAÇÃO

Leia mais

Cores em Computação Gráfica

Cores em Computação Gráfica Cores em Computação Gráfica Uso de cores permite melhorar a legibilidade da informação, possibilita gerar imagens realistas, focar atenção do observador, passar emoções e muito mais. Colorimetria Conjunto

Leia mais

RIO 2016 & AS TRÊS GRAÇAS: AS MUITAS FACES

RIO 2016 & AS TRÊS GRAÇAS: AS MUITAS FACES RIO 2016 & AS TRÊS GRAÇAS: AS MUITAS FACES EM UMA MESMA IMAGEM Maria da Glória Weissheimer Professora-Tutora Externa Marinilse Netto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso Artes Visuais

Leia mais

A PRÉ-HISTÓRIA. Período que vai do aparecimento dos seres humanos à invenção da escrita.

A PRÉ-HISTÓRIA. Período que vai do aparecimento dos seres humanos à invenção da escrita. A PRÉ-HISTÓRIA Período que vai do aparecimento dos seres humanos à invenção da escrita. PERÍODO PALEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA LASCADA No começo de sua trajetória, o homem usou sobretudo a pedra (além do

Leia mais

Bacharelado em Moda Matriz Curricular 2010-1

Bacharelado em Moda Matriz Curricular 2010-1 CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA EM JARAGUÁ DO SUL PRÓ-REITORIA ACADÊMICA Bacharelado em Moda Matriz Curricular 2010-1 Fase Cod. Disciplina I II III IV Prérequisitos Carga Horária Teórica

Leia mais

Cerveja Heineken 1. PALAVRAS-CHAVE: Heineken; Fotografia; Latinhas; Festa; Diversão.

Cerveja Heineken 1. PALAVRAS-CHAVE: Heineken; Fotografia; Latinhas; Festa; Diversão. Cerveja Heineken 1 Lais Eloara Nunes 2 Camila Roberta Fernandes 3 Paulo Oliveira 4 Mérsia Alvarinho Casimiro 5 Thayne Cristina dos Santos 6 Cristiane Peixoto Nabarretti. 7 Faculdade Anhanguera de Limeira,

Leia mais

MODA. HABILITAÇÃO: Bacharelado em Moda - habilitação em modelagem e desenvolvimento de produto. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos

MODA. HABILITAÇÃO: Bacharelado em Moda - habilitação em modelagem e desenvolvimento de produto. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos MODA 1. TURNO: Noturno HABILITAÇÃO: Bacharelado em Moda - habilitação em modelagem e desenvolvimento de produto GRAU ACADÊMICO: Bacharel em Moda PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos Máximo = 7 anos 2.

Leia mais

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna:

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna: TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 25 11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na

Leia mais

Relação Cromática de Secundárias sobre a Dinâmica de Matiz

Relação Cromática de Secundárias sobre a Dinâmica de Matiz Relação Cromática de Secundárias sobre a Dinâmica de Matiz Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado à Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito parcial para obtenção

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

DIREÇÃO DE ARTE Prof. Breno Brito

DIREÇÃO DE ARTE Prof. Breno Brito CURSO: COMUNICAÇÃO SOCIAL PUBLICIDADE E PROPAGANDA TURMA: CS2/CS3 DIREÇÃO DE ARTE Apostila 1 INTRODUÇÃO À DIREÇÃO DE ARTE FEVEREIRO 2011 INTRODUÇÃO À DIREÇÃO DE ARTE O QUE FAZ UM DIRETOR DE ARTE? O diretor

Leia mais

Sumário. Introdução... 7

Sumário. Introdução... 7 3 Sumário Introdução... 7 1. Somos especialistas em linguagem corporal... 9 Como os homens se comunicam, 10Comunicação linguística, 10Comunicação não linguística, 10O ato de comunicação, 11Importante:

Leia mais

O Marketing como prática estratégica na comunicação publicitária

O Marketing como prática estratégica na comunicação publicitária O Marketing como prática estratégica na comunicação publicitária Danielle Andrade Sousa Índice 1 O marketing de serviços e a exigência de mercado 1 2 Mas afinal, como ficam publicidade e propaganda? 4

Leia mais

Negociação: conceitos e aplicações práticas. Dante Pinheiro Martinelli Flávia Angeli Ghisi Nielsen Talita Mauad Martins (Organizadores)

Negociação: conceitos e aplicações práticas. Dante Pinheiro Martinelli Flávia Angeli Ghisi Nielsen Talita Mauad Martins (Organizadores) Negociação: conceitos e aplicações práticas Dante Pinheiro Martinelli Flávia Angeli Ghisi Nielsen Talita Mauad Martins (Organizadores) 2 a edição 2009 Comunicação na Negociação Comunicação, visão sistêmica

Leia mais

Alfabetização e Letramento

Alfabetização e Letramento Alfabetização e Letramento Material Teórico A Escrita no Processo de Alfabetização Responsável pelo Conteúdo e Revisor Textual: Profª. Ms Denise Jarcovis Pianheri Unidade A Escrita no Processo de Alfabetização

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

EMENTÁRIO DO CURO DE JORNALISMO

EMENTÁRIO DO CURO DE JORNALISMO EMENTÁRIO DO CURO DE JORNALISMO LET 02630 LÍNGUA PORTUGUESA Noções gerais da língua portuguesa. Leitura e produção de diferentes tipos de textos, em especial os relativos à comunicação de massa. Os tipos

Leia mais

Embalagem do Aromatizador do TJ Criança Abriga

Embalagem do Aromatizador do TJ Criança Abriga Embalagem do Aromatizador do TJ Criança Abriga Raquel do Nascimento DIAS 1 Thais Cristina ROZA 2 Virgínia Felipe MANOEL 3 Lamounier Lucas JÚNIOR 4 Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, MG

Leia mais

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA Suellen Lopes 1 Graduação Universidade Estadual de Londrina su.ellen23@hotmail.com Rovilson José da Silva 2 Universidade Estadual de Londrina rovilson@uel.br

Leia mais

Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XIX Prêmio Expocom 2012 Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação

Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XIX Prêmio Expocom 2012 Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação Não se deixe Alienar 1 Aderlan MIOTTO 2 Alice PAGANINI 3 Emelyn LISTONE 4 Gabriela DIESEL 5 Janaina de MATTOS 6 Luana Carla MEDEIROS 7 Marcio Giusti TREVISOL 8 Maria Augusta PAZINI 9 Marilda SACCOL 10

Leia mais

Observar a paisagem. Nesta aula, vamos verificar como a noção de

Observar a paisagem. Nesta aula, vamos verificar como a noção de A U A UL LA Observar a paisagem Nesta aula, vamos verificar como a noção de paisagem está presente na Geografia. Veremos que a observação da paisagem é o ponto de partida para a compreensão do espaço geográfico,

Leia mais

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria Elany Nogueira da Silva Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo Este presente artigo pretende refletir idéias sobre o brincar na Educação Infantil,

Leia mais