A PROPÓSITO DO CONCEITO DE LITERATURA NACIONAL

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1 A PROPÓSITO DO CONCEITO DE LITERATURA NACIONAL Anco Márcio Tenório Vieira UFPE [...] não é nada fácil, mesmo para os mais lúcidos ou mais ousados, resistir ao canto da sereia das idéias dominantes. (Evaldo Cabral de Mello) [...] Agora se o meu amigo não está apto a dar uma panorâmica da Literatura Brasileira, se não está por dentro da problemática da obra de Machado de Assis, por exemplo; e, visto que não gosta de Camilo, duvido que esteja... Mas eu gosto muito de Camilo... Sabe uma coisa? A literatura portuguesa não se ficou pelo Camões! Se calhar é isso que aprendem lá em Lisboa? Não me admirava nada. Nós aqui temos uma visão mais abrangente, não é?, mais inclusiva... não descuramos a Literatura Contemporânea, a Atualidade, compreende? Ainda o ano passado dei um seminário sobre Raúl Brandão. Agora a Literatura Brasileira faz muita falta, muita falta... É a base, suponho? Nuno já estava disposto a dizer tudo. O Doutor Aulácio ficou a olhar uns momentos para Nuno, como se dele viesse um cheiro quase impossível de suportar. O que é que o meu amigo já leu da Literatura brasileira A bem dizer, quase nada, pensou Nuno. Uma Aprendizagem de Clarice Lispector. Nuno susteve de novo a respiração. Com uma cara tão roxa que já parecia o falecido Prof. Barroso, o Doutor Aulácio levantou-se e abriu a porta para Nuno sair. Pela boca morre o peixe, compreende? Essa autora não é brasileira. É ucraniana. (LOURENÇO, 2005, p ). Há determinadas frases que valem por um manifesto, e valem porque encerram reflexões que nos obrigam a pensarmos a realidade a partir de outro paradigma, ou apenas porque nos deixam incomodados na nossa confortável posição de escritor ou intelectual. É exemplo do que digo o que lemos num artigo de periódico escrito por Gilberto Freyre (1935, p. 74) História e patriotismo, publicado na década de 20, e depois recolhido em livro nunca reeditado: Artigos de jornal. Neste texto, ele comenta as reformas 1

2 curriculares nas escolas públicas de Nova York, defendidas pelo seu então prefeito, determinando que a partir de então os livros de história glorificassem as vitórias, glórias e virtudes americanas. Freyre, que critica a reforma, defende que a história não deve ser [...] reduzida a vaca de leite do patriotismo. Mais: reduzir a mero instrumento de patriotismo um estudo que tanto pode fazer, quando livre, para criar, entre os povos, simpatia mútua, é roubar-lhe a virtude, além do valor cultural (FREYRE, 1935, p. 75). Freyre sabia o que dizia, pois o que vinham sendo os compêndios de histórias nacionais e com elas as tantas histórias publicadas da literatura pátria, desde o texto inaugural de Ferdinand Denis, em 1826, passando, em meados dos oitocentos, pela obra de Francisco Adolfo de Varnhagen, e chegando, nas últimas décadas do século XIX, aos livros de Sílvio Romero, José Veríssimo e Araripe Júnior, se não exercícios de alteridades que reduziam a produção intelectual do Brasil a vacas de leite do patriotismo? Exercícios apoiados em verdades científicas, em malabarismos intelectuais que encobriam valores antes ideológicos do que científicos, e que tentavam demonstrar a cada página e a cada nome evocado o gênio nacional e, conseqüentemente, a sua pouca dívida para com outras experiências literárias, com outros sistemas literários? Não esquecendo, nesse caso, que reconhecer num escritor pátrio dívidas com outros sistemas intelectuais colocava-o numa posição de lesa-pátria; haja vista a crítica de Sílvio Romero a Machado de Assis, acusando-o de fazer uso, em sua obra, do humor [...] um capricho, uma afetação, uma coisa feita segundo certas receitas e manipulações [...] (ROMERO, 2003, p. 199), um traço de caráter nacional característico, segundo o crítico sergipano, dos povos de clima temperado, particularmente dos escritores ingleses. Mutatis mutandis, atitude não muito diversa a do nacionalismo literário vamos encontrar naqueles que tomam Machado de Assis como o grande escritor brasileiro, e tentando livrá-lo da pecha romeriana de escritor anglicizado, vão defender, a exemplo de Roberto Schwarz (1990), que a forma literária alcançada no seu romance maduro dá-se não por suas filiações literárias e suas reflexões críticas e intertextuais dentro da tradição literária ocidental particularmente a que lhe filia à sátira menipéia ou luciânica, mas por ele ter sabido fundir o que Antonio Candido defende como [...] texto e contexto numa interpretação dialética íntegra [...], ou seja, voltar-se para o 2

3 processo social (o externo) e transformá-lo em [...] elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura [da sua obra], tornando-se, portanto, interno (2000, p. 4). O fato é que o século XIX, mais particularmente o Romantismo, legou muito dos princípios e conceitos que, até os dias que correm, ainda continuam a reger as nossas vidas. Certamente que entre esses tantos conceitos e valores o de Estado-Nação é, se não o mais importante, um dos mais importantes, gerando e, conseqüentemente, subordinando dezenas de outros conceitos, como os de identidades nacional e cultural, nacionalismo, história político-social, história literária, autonomia política dos povos, leis de segurança nacional etc. Falar em Nação é falar de um determinado povo ou de uma determinada etnia que se reconhece por laços comuns: os laços do solo, da língua, do sangue, das tradições, mitos, lendas e crenças. Se eu reconheço em mim e no outro o mesmo solo pátrio de nascimento, o cultivo das mesmas tradições, mitos, lendas e crenças, uma mesma língua de uso comum e, principalmente, que o sangue que corre nas minhas veias é o mesmo que corre nas do outro, eu posso enunciar que eu, assim como esse outro, pertencemos a uma mesma Nação. É a partir dessa tríade ideologicamente construída Nação, Identidade Nacional e Identidade Cultural que se estruturam muitos dos signos que vão reger o dia a dia do mundo moderno, desde a política, passando pela economia e os valores morais e éticos de uma dada sociedade, até o campo das artes, da língua e da religião. O conjunto desses signos e valores constrói o conceito de alteridade. Lembra-nos Patrick J. Geary, que [...] as próprias ferramentas da análise com a qual temos a pretensão de praticar história científica foram inventadas em um ambiente mais amplo de inquietações nacionalistas. Os métodos modernos de pesquisa e escrita da história não são instrumentos neutros da academia, mas ferramentas desenvolvidas especificamente para favorecer os propósitos nacionalistas (2005, p ). Como desdobramento dessa alteridade e dos seus propósitos nacionalistas, o século XIX nos legou um dos seus piores frutos: o racismo. Se até o século XVIII ainda se imputava a inferioridade mental dos que nasceram nos trópicos ao clima quente e úmido, como em parte defendia Montesquieu (1997, p ) na sua Teoria do Clima, realidade essa que o próprio Montesquieu assinalava ser passível de mudança com o 3

4 simples deslocamento geográfico desse nativo dos trópicos em direção ao Norte temperado, com o século XIX a ciência constata que não é só o clima o responsável pelo atraso dos povos tropicais, mas o que chamaríamos hoje de seu patrimônio genético. Constrói-se, assim, o conceito de raça, conceito este que só nos últimos anos foi colocado em suspensão, sendo substituído pelo de etnia. Ou seja, não basta, para que eu me sinta parte de uma Nação, apenas os laços do solo, da língua e do sangue, mas também o de raça. Dentro desse conceito de raça, a ciência oitocentista vai constituir uma escala entre os homens: o branco caucasiano estaria no topo e o negro no degrau mais baixo. E entre o primeiro e o último, entrariam os indígenas, os árabes, indianos, orientais, etc. Lembraria aqui, como triste curiosidade, dentre as idéias do século XVIII que vão fundamentar o racismo do século XIX, o que escreveu o mesmo Montesquieu em sua obra máxima: Do Espírito das Leis, ao justificar a escravidão pela escala racial. [...] tiveram [os europeus] que escravizar os da África, a fim de utilizálos no desbravamento de tantas terras. //[...] Aqueles a que nos referimos são negros da cabeça aos pés e têm o nariz tão achatado, que é quase impossível lamentá-los; têm o nariz tão achatado que é quase impossível condoer-se deles. //Não podemos aceitar a idéia de que Deus, que é um ser muito sábio, tenha introduzido uma alma, sobretudo uma alma boa, num corpo completamente negro. //[...] É impossível supormos que tais gentes sejam homens, pois, se os considerássemos homens, começaríamos a acreditar que nós próprios não somos cristãos. (Montesquieu, 1997, p. 296) Se a raça é um dos pilares da Nação, não será com muito esforço que ela se constituirá num dos fatores de alteridade, de estranhamento, entre os povos de Nações distintas. Se pensarmos em termo de Europa, temos que pensar em dois povos que, grosso modo, são os alvos prioritários do Estado-Nação: os judeus e os ciganos. Ambos se sentem pouco confortáveis com os desdobramentos que o conceito de Nação vai perseguir. Se é verdade que um judeu nascido na França tinha em comum com um outro nativo francês o solo de nascimento e a língua, também é verdade, dentro do conceito de Nação, que eles se distanciam pelo sangue e pela raça (mesmo que saibamos que judeu não é raça, e sim conceito, mas esse é um pormenor de somenos para os exaltados românticos). Como pertencentes a uma outra Nação a judaica, os judeus ainda colocavam em questão os dois outros conceitos caros aos românticos: o de identidade 4

5 nacional e o de identidade cultural. Pois, ao contrário do nosso francês nativo, o judeu trazia consigo uma identidade cultural (religiosa, lingüística, alimentar) que prescindia da identidade nacional, do território, do Estado-Nação. Para Jean-Paul Sartre, [...] é o antisemita quem faz o judeu [...] (apud LOMBARDI, 2006, p. 218). Pois, como nota Andréa Lombardi, [...] assumir o judaísmo significa, de certa forma, assumir uma determinada identidade, mudando a identidade anterior. Primo Levi formula isto de forma muito clara: fizeram com que me tornasse judeu. [...] Antes de Hitler eu era só um adolescente burguês. O próprio Freud declarará em 1939: Minha língua é alemã, minha cultura, minha formação são alemãs e eu me via espiritualmente como um alemão até perceber o crescimento do preconceito anti-semita na Alemanha e na Áustria alemã; desde então prefiro definir-me judeu. Nos casos de Primo Levi e naquele de Sigmund Freud, a identificação com o judaísmo é produto de uma escolha, uma reação ao anti-semitismo (LOMBARDI, 2006, p. 218). Em outras palavras, se até o século XVIII o que fazia do judeu um estranho no ninho era o paradigma da fé, questão que aparentemente poderia ser resolvido através de uma solução não menos violenta, pela conversão religiosa, agora os paradigmas se complicavam. Pois se, no Ocidente, a religião perdera parte do seu poder e prestígio depois da Revolução Francesa, deixando de ser uma ameaça aos judeus, nascia agora, com o conceito de Estado-Nação, uma ameaça muito mais sofisticada para si. O judeu e o cigano são exemplos máximos dessa alteridade que os povos de um determinado Estado- Nação têm para com outros povos, etnias e nações. Os desdobramentos desses paradigmas que nascem com o Romantismo são do conhecimento de todos: guerras entre povos, intolerância racial e religiosa, extermínio em massa de judeus e ciganos pelos Nazistas alemães e seus simpatizantes. Mas os conceitos de Nação, Identidade Nacional e Identidade Cultural são responsáveis por outro tipo de alteridade: a da literatura. Se existe um Estado-Nação e, por sua vez, um povo que nele habita, teria que haver, conseqüentemente, uma arte nacional que lhe expressa; dentro dessa arte nacional, aquela que é considerada uma das mais nobres: a literatura. É com o romantismo que surge o conceito de literatura nacional. 5

6 Conceito que se estrutura basicamente em cima de três pontos que, não por acaso, são os mesmos que fundamentam o conceito de Nação: a nacionalidade do escritor, a língua em que ele constrói sua obra e, principalmente e esse é conceito puramente Romântico, a cor local. Junto com o conceito de literatura nacional floresce a necessidade de se escrever, como forma de enquadrinhamento, uma história da literatura pátria. Na verdade, é difícil saber quem nasceu primeiro: se o ovo ou a galinha, isto é, se o conceito de literatura nacional, como desdobramento do conceito de Nação, ou o interesse de historiar a literatura nacional como base das origens de um povo, das suas identidades cultural e nacional. Certamente, uma terminou por alimentar a outra. E, dentro da Escola Romântica, ambas se confundem como irmãos siameses. Lembrando que a idéia de história, enquanto concepção neokantiana, tal como a concebemos nos últimos 200 anos, é também uma invenção romântica, e com ela o que se denomina de historicismo. Esse é o grande marco na história da literatura: a sua historicidade. A literatura deixa de ser matéria-prima dos estudos da Retórica, como vinha sendo até o século XVIII, para ser abordada como um gênero autônomo, isto é, como uma expressão artística de um povo, como algo que mimetiza, em códigos artísticos, a vida, os sentimentos, a paisagem, os caminhos e os descaminhos de uma Nação, e isso desde os tempos imemoriais até o presente momento do historiador da literatura. Falar de uma literatura nacional e tentar encontrar seus inícios é tratar de algo que se confunde com as origens de um povo e a formação de uma língua pátria. Não por acaso os conceitos de literatura nacional, língua e de Nação vão, em vários pontos, se confundir. Mas falar de literatura nacional é também falar de alteridade, é dizer que os princípios que estruturam formalmente a literatura francesa, por exemplo, não são os mesmos que urde a literatura portuguesa. Falar de literatura nacional é também se voltar para o passado; ironicamente um passado ideologicamente construído, cuja idéia de Nação ou de Estado-Nação ainda inexistia no horizonte do conhecimento ou no campo do possível; é tentar buscar nos escritores desse passado quase que imemorial um espírito ou um certo sentimento ou disposição mental, para usar terminologia de André Jolles (1976, p. 88) de nacionalidade antes do próprio conceito ter sido forjado. É dessa forma, nessa busca de encontrar traços de nacionalidade em quem nunca pensou literatura dentro de tal 6

7 parâmetro, que podemos entender o conflito do escritor português Almeida Garrett, em seu Bosquejo da história da poesia e língua Portuguesa. 1 Publicado em 1826, o Bosquejo de Garrett tinha o intuito de corrigir as incorreções de Friedrich Bouterwek, autor de uma História da poesia e da eloqüência portuguesa, editada em 1805, e de Sismonde de Sismondi, que também tinha escrito em 1813 uma história das literaturas européias ocidentais. Ente elas, as de Portugal e Espanha. O conflito de Garrett, como bom romântico, era encontrar nos escritores que nasceram em território português uma unidade; seja ela temática a busca da cor local seja ela lingüística. Mas tanto no campo temático quanto no lingüístico, ele vai encontrar uma pedra no meio do seu caminho: o Barroco. O Barroco português é filho direto do Barroco espanhol. O Barroco na Espanha vai frutificar, numa dessas coincidências terríveis que a história registra, exatamente no período em que Portugal fica sob julgo político da Espanha: Resultado: a língua portuguesa, que tinha alcançado seu momento maior, enquanto língua de cultura, em 1572, com a obra de Camões Os Lusíadas vê seus melhores talentos não só se afastarem dos princípios que estruturam o neoclassicismo d Os Lusíadas, como registrar muito dos seus poetas adotando a língua espanhola como língua de expressão artística e literária. Ora, como a língua é o mais importante elemento de expressão para caracterizar uma literatura, como ler esses poetas portugueses que trocaram a língua materna pela do conquistador? A solução dada por Garrett é conhecida: ele, assim como fizera Deus com a sua criação Adão e Eva, simplesmente expulsa esses poetas do paraíso (no caso, da história da literatura portuguesa) e, numa posição aparentemente contraditória para um romântico, resgata os árcades como modelos a serem seguidos pelos novos escritores portugueses do seu tempo. Digo contraditória, porque sabemos que o romantismo nasce exatamente como reação aos valores que sedimentam o arcadismo. A máxima arcádica de se cortar, em um verso, tudo que possa parecer excesso será subtraída pelos românticos, que caminharão numa direção completamente oposta: o eu subjetivo não só admite o excesso, como louva-o. Mas por que Garrett resgata os árcades? Simples: porque estes não só 1 Algumas das reflexões sobre Almeida Garrett aqui desenvolvidas encontram-se na minha tese de Doutorado (VIEIRA, 2002, p ). 7

8 voltam a cultivar a língua de Camões como registram em seus versos a vida portuguesa, além de, dentro do melhor espírito pombalino, fazerem críticas à aristocracia parasitária do seu país. Em outras palavras, para Garrett os árcades lusitanos respondiam aos três princípios que definem uma literatura nacional: o de nascimento, o do uso da língua pátria e o da cor local. No entanto, o enfoque maior de Almeida Garrett vai recair sobre a língua, e isso não é por acaso. Primeiro, porque nem sempre ele vai encontrar cor local nos escritores portugueses do passado, o que o obrigaria a ter de excluir muito mais poetas portugueses do que ele já tinha excluído. Segundo, porque a língua aqui termina por ser um fator de unidade maior da Nação portuguesa e, por sua vez, da sua literatura; mais importante do que a própria temática em si. A língua é o ponto nevrálgico dos limites entre o que vai definir ou caracterizar a literatura portuguesa e, em oposição, a literatura espanhola. O melhor exemplo do que estamos a dizer, o louvor da língua portuguesa, encontra-se na apreciação de Garrett à obra de Cláudio Manuel da Costa. Para ele, [...] o Brasil o deve contar seu primeiro poeta, e Portugal entre um dos melhores. Observa ainda que será no século XVIII que a literatura portuguesa começa [...] a avultar e enriquecer-se com as produções dos engenhos brasileiros (GARRETT, 1963, p. 503). Lamenta, no entanto, que esse enriquecimento não tenha sido mais significativo, já que os poetas brasileiros não souberam aproveitar as ricas sugestões que a natureza que os circundava estava a lhes oferecer. Caso esses poetas tivessem olhado para a natureza brasileira, em vez de cultuarem a educação européia, teriam escrito versos mais originais, [...] mais diferentes imagens, expressões e estilo [...] (GARRETT, 1963, p. 503). Na sua opinião, a educação européia acabou nos brasileiros o espírito nacional, levando-os a terem receio de serem americanos, o que se revelava em muitos dos seus poemas: ora afetados, ora cheios de impropriedades. Aparentemente, parece estranho que Garrett defenda que a literatura escrita no ultramar seja uma extensão da literatura portuguesa e, ao mesmo tempo, cobre, desses poetas nascidos no além-mar, um espírito nacional, mais atenção com a cor local. Para compreendermos essa aparente contradição, faz-se necessário entender que, em Garrett, o que está em questão são dois princípios básicos. O primeiro é que cada artista deve cantar 8

9 a terra em que nasceu e vive (daí sua crítica aos poetas barrocos portugueses), e, no caso dos brasileiros, ela é a americana com suas paisagens, seus costumes e a maneira de ser do seu povo e não o universo pictórico e social portugueses. O segundo princípio, e aqui entra mais uma vez o conceito de Nação, passa pelo paradigma de que A língua e a poesia portuguesa (bem como as outras todas) nasceram gêmeas, e se criaram ao mesmo tempo (GARRETT, 1963, p. 485). Ainda segundo Garrett, de todas as línguas faladas na Penísula Ibérica a exemplo do biscainho, catalão, galego, aragonês, etc., apenas as línguas castelhana e portuguesa [...] tiveram literatura própria e perfeita, linguagem comum e científica, tudo, enfim, quanto constitui e caracteriza (se é lícita a expressão) a independência de uma língua. Perseguindo esse raciocínio, podemos assinalar que, para Garrett, a literatura não é só um meio pelo qual (explorando os vários significados da linguagem) um determinado povo, falante de uma certa língua, se expressa; ela é, principalmente, sob o aspecto de instrumento privilegiado de transmissão de usos, recordações, aspectos sociais, crenças populares e religião dos seus falantes, o momento mais alto dessa língua. Dessa forma, a maneira de ver e retratar o mundo é determinada e particularizada pela língua que se fala. Logo, por [...] mais diferentes imagens, expressões e estilo [...] que possam ser retratados em um poema e, no caso dos brasileiros, acrescente-se a riqueza vocabular indígena e negra enriquecendo a língua lusitana, eles estão subordinados as imagens, expressões e estilos às regras gramaticais e ao universo cultural da língua em uso. Sendo assim, os brasileiros, mesmo politicamente independentes de Portugal (o texto de Garrett, lembre-se, é de Logo, escrito quatro anos após o Grito do Ipiranga), continuariam a ter uma literatura vinculada à de Portugal. Garrett não nega que o engenho é dos brasileiros. Ao se expressarem, porém, em uma língua que já nasceu germinada com uma literatura, todo e qualquer escrito literário produzido no Brasil também será parte da literatura portuguesa, já que aquele é parte intrínseca da língua na qual se expressa. O raciocínio de Garrett se assentava dentro do melhor espírito do seu tempo: o de tomar os estudos filológicos como base da história nacional ou da pré-história do nacionalismo (GEARY, 2005, p. 43) e, por sua vez, de um povo e da sua literatura pátria. O estudo da história e o nacionalismo se fundiram em um único elemento, 9

10 lembra-nos Geary (2005, p. 43). O resultado dos estudos filológicos surgidos em 1786 por iniciativa do inglês sir William Jones com desdobramentos na Alemanha de Friedrich von Schlegel, Franz Bopp e Jacob Grimm, além do dinamarquês Rasmus Rask, foi propulsor não somente dos estudos lingüísticos, mas da definição do que era o passado nacional e, principalmente, de como o presente e esse longínquo passado formavam uma só realidade nacional. Estudar a língua pátria nas escolas era a maneira por excelência de se constituir não somente a unidade nacional e cultural de um povo e seu território, mas o próprio sentimento de nação. Lembra-nos mais uma vez Geary: a [...] língua se tornou o veículo do ensino da história nacional do povo que a falava e expressava suas aspirações políticas através dela. No entanto, a nova filologia permitiu que educadores e ideólogos nacionalistas fossem além: ela propiciou a criação de uma história científica nacional que projetava tanto a língua como a ideologia da nação em um passado remoto (2005, p. 46). Ora, ao fazer assertivas tão fortes, Garrett acende o pavio de uma das questões mais polêmicas da história literária do Brasil e de Portugal ao longo do século XIX: a autonomia literária. Ou seja, até que ponto a literatura que vinha sendo escrita no Brasil era brasileira ou simplesmente continuava sendo uma extensão da portuguesa? Para um Brasil que estava construindo seu Estado-Nação, suas identidades Nacional e cultural, como resolver o paradigma da língua. Ferdinand Denis, o pioneiro de uma história da literatura brasileira, tinha sugerido nesse mesmo ano de 1826 que se os brasileiros não podiam se desvencilhar da língua herdada de Portugal que redirecionassem suas atenções para a cor local, potencializando-a. A cor local é que seria o elemento de distinção entre a nascente literatura brasileira e a literatura do ex-colonizador do Brasil. Em suma: Garrett diz que a literatura produzida no Brasil, apesar de falar das coisas brasileiras, é e continuará a ser sempre portuguesa, porque o que define uma dada literatura não é exatamente a temática explorada, e sim a língua em que ela se expressa. E nesse ponto Garrett é coerente: pois ele próprio já não tinha expulsado (cortando na própria carne, para usar expressão corrente) os barrocos portugueses que tinham trocado a língua de Camões pela de Quevedo? Por outro lado, Ferdinand Denis vai dizer que se a língua é importante, como quer Garrett, mais significativo e definidor para a constituição de uma 10

11 literatura pátria, particularmente de uma literatura nascente, é a temática a ser explorada. Essa sim seria o elemento de alteridade entre uma literatura nacional e outra. E aqui parece que entramos num impasse, um impasse eminentemente romântico que perpassará todo o século XIX, percorrerá o XX, e continua a nos assombrar em pleno século XXI. Um impasse romântico, porque esse é o paradigma que alicerça o que entendemos até hoje como literatura nacional. Um paradigma que aprisiona os escritores, os leitores e nos obriga a ler, de maneira implícita ou explícita, as obras literárias não como literatura pura e simples, e sim como a literatura deste ou daquele país. Paradigma que nos obriga o tempo todo a comparar, principalmente nós, povos que fomos colonizados, nossa literatura com outra, o grau de apuro técnico de um escritor pátrio com o mesmo grau de apuro técnico de outro escritor de nacionalidade distinta. De certa forma, podemos dizer que tanto Garrett quanto Denis estão com a razão, mas estão com a razão por subtração. Vejamos. Quando Denis defende que a cor local é o elemento definidor de uma literatura, ele está restringindo todo e qualquer leque de possibilidade de um escritor brasileiro escrever uma obra que não se enquadre dentro da pura e simples representação mimética da sociedade e da paisagem em que este escritor está inserido. Bastaria lembrarmos que escritores como Clarice Lispector, no caso do Brasil, e Franz Kafka, no caso da tchecolosváquia, não encontrariam lugar nesse conceito, posto que são dois escritores que, em suas obras, pouco ou nada encontramos de cor local, de paisagem, de localização geográfica, de costumes sociais das nações que ambos representam. E se nada encontramos desses elementos elencados, como definiríamos ou enquadraríamos suas obras? Bem, se substituirmos o conceito romântico de cor local pelo de cultura talvez possamos começar a dar uma guinada de 180 nesse conceito. Pensar a literatura como expressão de uma dada cultura é reafirmar o que Machado de Assis escreveu na década de 70 dos oitocentos, em célebre ensaio: Instinto de Nacionalidade. Diz Machado Não há dúvida que uma literatura, sobretudo uma literatura nascente, deve principalmente alimentar-se dos assuntos que lhe oferece a sua região; mas não estabeleçamos doutrinas tão absolutas que a empobreçam. O que se deve exigir do escritor antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço. (grifo nosso) 11

12 Em outras palavras, Machado substitui o conceito de cor local por algo mais profundo e complexo, por aquilo que, consciente ou inconscientemente, definirá o homem por toda sua existência: os traços culturais da sua formação. Dessa forma, mesmo que este homem não trate de assuntos da sua região, sua obra vide Clarice e Kafka irá revelar o sentimento íntimo de quem a escreveu. Jorge Luis Borges, um pouco que explicando ou justificando a temática dos seus contos, que passavam sempre em lugares imaginários ou etéreos, lembrava que o mais árabe dos livros árabes era o Alcorão, e que, no entanto, o leitor não iria encontrar em suas páginas nenhuma referência ao camelo. Ou seja, não existia cor local, mas existia algo mais profundo e denso: o sentimento íntimo do povo árabe. Já no caso de Almeida Garrett e sua defesa de que era antes a língua que definia uma literatura nacional do que a pura e simples cor local, podemos dizer que ele também tem razão. Mas assim como Denis, sua razão se dá também por subtração. A literatura, como sabemos, é a arte da palavra por excelência. Um filme pode existir, como existiu durante algumas décadas, pura e simplesmente pela imagem em movimento, a dança apenas pelo gesto, o mesmo podendo acontecer com o teatro (o teatro contemporâneo está aí para não me desmentir). A pintura pela composição das cores (de maneira figurativa ou abstrata), assim como a fotografia pela composição da imagem a ser apreendida. Mas a literatura não, a literatura precisa da palavra, da língua, mesmo quando temos um poema semiológico. Neste, sabemos, precisamos de uma ferramenta para que possamos acessálo: a chave léxica. E a chave léxica é nada mais do que um signo que traz uma palavra que a decifra e, por sua vez, nos possibilita decifrar o poema. Sendo assim, o que define uma literatura enquanto fenômeno de cultura é, de fato, a língua. Se pensarmos dentro desse ponto de vista, podemos subverter o paradigma romântico e dizer que não existe literatura nacional, e sim literatura de língua francesa, ou inglesa, ou, no nosso caso, portuguesa. Porém, vocês podem perguntar, mas não estaríamos caindo nos mesmos pressupostos colocados por Garrett. Eu responderia: não. E não porque eu, ao contrário de Garrett, não vejo a língua como patrimônio de um determinado povo a língua inglesa dos ingleses, a francesa dos franceses e a portuguesa dos portugueses mas sim como 12

13 um patrimônio dos seus falantes: sejam eles brasileiros, portugueses, angolanos, caboverdianos, etc. A língua não tem dono, o dono é qualquer um que a use para expressar o seu universo cultural e, conseqüentemente, se comunicar com outros falantes dessa mesma língua. No entanto, existe uma tentativa de recuperar, dentro de uma roupagem aparentemente generosa, o conceito de língua nacional constituído por Garrett no século XIX: é o que nas últimas décadas os portugueses passaram a chamar de lusofonia. Como é um conceito que tenta unir ou costurar sobre o mesmo guarda-chuva os falantes da língua portuguesa como pertencentes há um mesmo patrimônio cultural, há, assim como havia em Garrett, uma base política que permeia esse conceito. Sob a generosidade de que somos todos falantes de uma mesma língua de cultura, está implícito de que essa língua de cultura tem uma origem Portugal e que antes de qualquer outro povo são os portugueses seus verdadeiros donos. Segundo Fernando Cristóvão, em verbete escrito para o Dicionário temático da lusofonia, O conceito de Lusofonia repousa sobre o significado dos dois elementos que formam a palavra que o exprime; Luso equivalente a lusitano ou Lusitânia, o mesmo é dizer português, Portugal. Quanto a fonia, significa o mesmo que fala, língua. Vem do verbo grego foneo, falar (2005, p. 652),. No entanto, é o próprio Cristóvão que vai lembrar que O conceito de Lusofonia é, porém, em relação ao seu uso, mais amplo e denso do que o simples conceito lingüístico [...]. Usar a palavra Luso, em vez de Português, é já uma forma de ultrapassar o nacionalismo e entrar no domínio do mítico e do simbólico. E onde se revela esse domínio o mítico e do simbólico? Segundo ainda o próprio Cristóvão (2005, p. 653), dentro de Quinto Império cultural. Cito: É este Quinto Império cultural, a que chamamos hoje Lusofonia, uma pátria de humanismo e diálogo, com as raízes mergulhadas nas idéias de Vieira, Pessoa e outros, sem pretensões de estabelecer qualquer hegemonia de dominação. Até porque, como dizia outro sonhador, milenarista do Espírito Santo, Agostinho da Silva, este Quinto Império partilhado não prevê a existência de um qualquer Quinto Imperador. Uma pátria de humanismo e diálogo que parece desconsiderar o mítico e o simbólico dos falantes da língua portuguesa que residem no além-mar, que parece desconsiderar que esse mítico e simbólico não é menos rico e sugestivo do que o mítico e simbólico que forja o 13

14 imaginário português; imaginário este que se revela pouco generoso em acatar e encerrar em suas fileiras outros mitos e símbolos que não sejam os seus. Mais: em se interpenetrarem e se constituírem numa terceira coisa completamente distinta das fontes em diálogos. Os ingleses têm um termo mais generoso do que lusofonia para definir os falantes da sua língua: common wealth (riqueza comum). Ou seja, a língua inglesa é uma riqueza comum a todos os falantes da língua, e não um patrimônio da Inglaterra. Logo, a língua é um código de expressão cultural dos seus falantes, e não um meio que expresse implicitamente apenas os supostos valores míticos e simbólicos dos ingleses Concluindo, o que eu estou tentando colocar é que se o crítico do século XXI continuar a pensar a literatura nacional, hoje, dentro dos parâmetros que foram constituídos no século XIX, ele está se colocando num cinturão de força, numa posição incômoda: a de não saber onde encaixar autores como Jorge Luís Borges, Clarice Lispector e Franz Kafka, para ficarmos nestes três exemplos paradigmáticos. Creio que a melhor maneira de pensarmos o conceito de literatura nacional, é não pensarmos no conceito de literatura nacional. É pensarmos que o que define a nacionalidade de uma obra é a língua. Sendo assim, nós, brasileiros, assim como os portugueses, angolanos, moçambicanos não estamos escrevendo literatura brasileira, portuguesa, angolana ou moçambicana, e sim literatura de expressão de língua portuguesa. Pois é através da língua, com suas regras predefinidas (mas com sua dinâmica própria, com a plasticidade que cada falante, como dono dela, possui de recriá-la, seja literariamente, seja no seu uso diário) que o falante da língua portuguesa vai ter que construir seu universo ficcional. Porém, o que diferencia cada falante dessa língua é que cada um vai, através desse patrimônio comum, expressar o seu sentimento íntimo, seus mitos e símbolos, aquilo que o faz brasileiro, português, angolano ou moçambicano, ou um homem situado num dado tempo e espaço. Em um mundo em que os homens fazem da alteridade a base da intolerância seja ela nacional, religiosa, sexual, étnica ou cultural, onde a diferença é colocada não como algo que possa alargar meus valores culturais, religiosos ou minha orientação sexual, e sim como uma barreira de incomunicabilidade, creio que pensar a literatura como expressão de uma língua é algo mais generoso do que pensá-la como 14

15 expressão de uma Nação, esse conceito do século XIX que se não é caduco é hoje insuficiente para encerrar a complexidade do novo século que nasce, esse conceito que tanto mal nos legou, que tanto mal vem nos legando. Referências bibliográficas: ASSIS, Machado de. Literatura brasileira instinto de nacionalidade. Em:. Crítica literária. Rio de Janeiro; São Paulo; Porto Alegre: W.M. Jackson, 1955 [1873], p (Obras completas de Machado de Assis, v. 29). CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 8 ed. São Paulo: T.A. Queiroz Editor, CRISTOVÃO, Fernando. Lusofonia. Em: e outros. Dicionário temático da lusofonia. Lisboa: Textos Editores, 2005, p FREYRE, Gilberto. História e patriotismo. Em:. Artigos de jornal. Prefácio Luís Jardim. Recife: Edições Mozart, GARRETT, Almeida. Bosquejo da história da poesia e língua portuguesa. Em:. Obras de Almeida Garrett. Porto: Lello & Irmãos, 1963, v. 1, p GEARY, Patrick J. O mito das nações: a invenção do nacionalismo. Tradução Fábio Pinto. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, JOLLES, André. Formas simples. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Cultrix, LOMBARDI, Andréa. Onde está nosso irmão Abel? Em: SELLIGMANN-SILVA, Márcio. História, memória, literatura: o testemunho na era das catástrofes. 1 reimpressão. Campinas: Ed. UNICAMP, 2006, p LOURENÇO, Frederico. O curso das estrelas. 3 ed. Lisboa: Cotovia, MONTESQUIEU. Do espírito das leis. São Paulo: Nova Cultural, 1997, 2 v. v. 1, p (Os Pensadores). ROMERO, Sílvio. O humorista. Em: MACHADO, Ubiratan (org.). Machado de Assis: roteiro da consagração (crítica em vida do autor). Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2003, p SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. São Paulo: Livraria Duas Cidades,

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