PISTAS E TRAÇOS DO CORPO SUSPEITO: ]AILTON, O ESTUPRADOR DE ITAMBÉ

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PISTAS E TRAÇOS DO CORPO SUSPEITO: ]AILTON, O ESTUPRADOR DE ITAMBÉ"

Transcrição

1 PISTAS E TRAÇOS DO CORPO SUSPEITO: ]AILTON, O ESTUPRADOR DE ITAMBÉ Nilton MlLANEZ Todo eu sou corpo e nada mais; a alma nâo é mais que um nome para chamar algo do corpo. (NIETZSCHE, 2008, p ). o homem da multidão "Olhava os passantes em massa e neles pensava em função de suas relações gregárias. Em breve, porém, desci a pormenores e examinei com minudente interesse as inúmeras variedades de figura, roupa, ar, andar, rosto e expressão fisionômica." (POE, 2001, p ). Esta é atitude do personagem descrita por Edgard Allan Poe, em 1840, que p.or trás da vidraça de um Café, em Londres, examina diferentes tipos sem rosto que andam de um lado a outro. Em meio a escreventes, batedores de carteira, jogadores profissionais, revendedores judeus, mendigos de rua, mocinhas, prostitutas e ébrios, o observador das ruas, mais um homem da multidão, busca amparo no exame do comportamento corporal e da expressão do rosto de um desconhecido que começa a perseguir com o seu olhar afinado: o homem sem rosto precisa ter sua expressão facial decifrada.. Porém, o sujeito observador se distancia do sujeito observado por meio de um conjunto de técnicas, regras e procedimentos, peculiar à história da expressão no século XIX, marca- 81

2 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de Itambé Nilton Milanez da pela ruptura dos estudos de Charles a expressão das emoções HAROCHE, 1998). do homem Darwin, em 1874, sobre e do animal Paradoxalmente, (COURTINE; essa separação dos olhares dades que enquadram os sujeitos em uma sociedade norma da arte de bem <,lpresentar-se em público, suas faces." O rosto está, pqrt'lnto~ regulada pela salvaguardando, ávido par~ s~~ identificado. Quem é qo, produz um duplo efeito: possibilita ao sujeito uma aproximação muito maior consigo mesmo, forçando-o a controlar suas paixões, bem e quem é do mal ~esp a domesticar seus gestos, à medida que se singulariza no meio da multidão, como também afasta-o de si mesmo, pois está em um que se coloca. A necessidade de se proteger dos rostos sem face das multidões é imperiosa. Por isso, desdesempre houve técnicas de momento histórico no qual a constituição dos saberes científicos e especializados fundam uma ruptura entre o homem orgânico e o decifração homem vamos, então, nos posicionar sensível (COURTINE; HAROCHE, 1998). Isso só mostra cada vez mais que o desejo de não estar só exige o reconhecimento e identificação do outro, evitando o apagamento dos rostos para poder constituir a singularidade dos corpos, estória? No final, dos rostos qlfe requeremj.lma o reconhecimento é essa atitude semiqlógica dos sinais e traços de fac~s suspeitas, 4iant~ dessa história Essas quesrões me perseguiram ao me deparar com a construção J~úm~ a postura, compreender (COURTINE, é preciso estar alerta à morfologia das expressões 2008, p.341), como forma de de de Vitória da Con~ujsta, meio de construção mentos O corpo, nesse sentido, para sabermos movimentos, diferencíã-los é visto como atitudes, comporta- do que pode ser suspeito criminoso daquilo que não é. Exigir uma identificação muito além do que apresentar o. RG. Há uma incitação da visibilidade imediata do sujeito que se apresenta tecnologia das redes denominadas de relacionamento, ou focebook, que funcionam como um registro pela, mídia. que se pode ser chamado por meio da como orkut geral do sujeito, Os sistemas de identificação observador e observado é mantida, nesse caso, por fatores também de semíologia de sensibilidade às expressões, cuja decifração dos traços acaba por criar a identificação de vidas normais e vidas suspeitas. A forma de gerenciamento (FOUCAULT, de controle desses RGs individuais 82 vai do rosto ao produzir o visibiü- poss,uern suas técnicas e elaboração adequando-se à ordem social de nosso tempo. Para, tanto, vou fixar bases sobre uma teoria semioló- permitem corpo como um todo e parece ter por finalidade do. esse tipo de de estratégias Q4e, ao meu ver, seguem a ordem de 11m<\.história dos gica para realizar essa empreitada ampliando portanto, de corpo criminoso. tes da sua intimidade e dando garantias de que todos "são pessoas do bem". A mesma dicotomia estabelecida pelo século XIX entre e profissional, Observarei, vai, hoje, em torno olhares e de suas sensibilidades, sua vida doméstica e pro- de um saber e controle social que determinam os limi- englobando então, da posição do olhar de um sujeito sobre outro, conside- rando a produção e qu,e manufaturam Um conjunto de técnicas serniológicas de deciframento indícios para referenciar e elementos duzem a imagem de um sujeito qqe vai de: suspeito a crimínosopor corp9 proliferadas que a identificam. nos jorna cida- no interior da Bahia. Pretendo, os mecanismos mensurar a periculosidade das fisionomias. Por isso, a identidade de um rosto precisa ser reconhecida imediatamente, traçando-se os um dispositivo Corno Como se constrói d~sç4rsiv~me~te a fig~ra de um corpo suspeito? Como q criminoso pode ser construído ~a, mídia? midiática em torno de q ~t~pr~4qf ~~ I~b~ nais, blogs, fatos em, murais, postes de luz e falas cotidianas as hierarquias." p~p das expressões? seja por meio de identidades marcadamente físicas ou passionais. Se a "[:..] sociedade democrática apaga os indícios físicos tradicionais, embaralha os velhos códigos da sociedade de ordem, banaliza mascara pergunta ;,t um conjunto distinguir em direção ao saber. "Chamemos de conhecimentos e de técnicas que onde estão os signos, definir o que os institui como signos, conhecer seus liames e as leis de seu encadeamento." 2000, p.40),. Isto dito significa que, para Foucault, em As palavras e as coisas, não há uma teoria dos signos que não 83

3 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de Itambé privilegie uma análise dos sentidos a não ser aquela calcada na complexidade e no conjunto das imagens colocadas em uma rede de encadeamentos, tornando a imagem a representação da coisa a que se refere. Nesse sentido, essa vertente semiológica alerta para o reconhecimento e identificação do sujeito por meio de sua representação. Gostaria de apontar, então, dois posicionamentos serniológicos que se ligam e que nos auxiliarão a analisar a intrínseca relação entre a representação da imagem corporal de jailron, seu nível de periculosidade e atividades criminais. O primeiro deles se refere à investigação que Michel Foucault dá ao trato do olhar dentro da cultura médica do século XIX, fundamentada no que o filósofo chamou de golpe de vista (FOUCAULT, a, p.xll) em seu livro O Nascimento da clínica. O golpe de vista faz parte de uma experiência clínica que visa, de um lado, o estabelecimento do homem em relação a si próprio e da linguagem com as coisas nas quais ele se confronta. Essa maneira de olhar para o homem e para as coisas designa previamente um método para a constituição dos discursos, determinado por uma soberania do olhar, que nos diz onde está localizado o mal no corpo. O olhar, assim, é que constrói a verdade por meio da distinção das características e diferenças daquilo que nos aparenta estranho. Instaura-se, dessa maneira, uma ordem do olhar que organizará formas de dizer sobre o sujeito a partir de uma leitura guiada por sintomas. ~utro, elemento importante a se observar é que o "[...] golpe de vista e da ordem não verbal do contato, contato puramente ideal, sem dúvida, porém mais ferino, no fundo, porque atravessa melhor e vai mais longe [...] é o índice que apalpa as profundezas." (FOUCAULT, 2001a, p.138). O espaço dessa investigação, como vemos, é sempre o corpo, que se encontra em evidência, questionando o lugar do que é vísivel e invísivel no espaço corpóreo. Esse m~t~do analítico apesar de utilizado como expressão de percepções médicas, seve-nos para a constituição de visibilidades em outros campos do saber que não somente a medicina, mas também no que se refere às práticas jurídicas. 84 O olhar como investigação não foi somente identificado por Foucault, mas também coroado por Ginzburg (1999), historiador que nos anos 80 registrou os golpes do olhar na arte, na literautra e na medicina em seu artigo Sinais: raizes de um paradigma indiciário. O autor nos apresenta maneiras de olhar para objetos específicos na constituição de um método que tem como linha singular observar os pormenores, os menores detalhes que podem passar despercebidos aum olhar desatento. Esse método é conhecido por método morelliano, paradigmas estabelecidos pelo médico Morelli, no fim do século XIX, cujo objetivo é "[...] apreciar os pormenores em relação à obra de arte." (GINZBURG, 1999, p.145). Buscando distinguir os originais das cópias nos museus da Europa, Morelli lançará toda sua atenção aos índices das obras de arte, atingindo pontos centrais como os lóbulos das orelhas, unhas e formas dos dedos, dos pés e das mãos. Configura-se, assim, um quadro no qual a decifração da leitura está calcada em elementos residuais e marginais, no entanto, essenciais para a captura de indícios reveladores. Ao lado desse método indiciário na história da arte está, também, a aproximação da arte literária desenvolvida por Conan Doyle em suas histórias protagonizadas por Sherlock Holmes. Os indícios agora não são somente úteis para o reconhecimento e atribuição de identidade às obras de pintura italiana, mas servem à decifração de pistas para encontrar a autoria de crimes no seio da literatura. Como um detetive, então, o método deixa claro que o analista deve 'ler' os traços mais particulares em seu objeto de estudo para chegar à conclusão em uma investigação frutuosa. A mesma técnica será utilizada, ainda, por Freud, que acreditava ter encontrado ali um "[...] método aparentado à técnica da psicanálise médica." (FREUD 1999, p.148). apud GINZBURG, Como podemos notar, o que está no ponto das mutações é o olhar que lançamos sobre os objetos, elegendo nossas posições como sujeito. As teorias apresentadas tanto por Foucault quanto os intrincamentos selecionados por Ginzburg abrem as portas para uma semiologia histórica, cujo sentido primeiro parece 85

4 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de Itambé ser compreender e decifrar o corpo por meio de seus signos, ou seja, suas pistas, traços e sinais dentro do quadro de uma perspectiva de identificação, começando com o médico, passando pelo conhecedor de quadros até chegar ao detetive, expressões e mobilidades para a constituição das subjetividades. Retraçar, portanto, a história do detalhe parece delinear um quadro semiológico para a leitura e interpretação do corpo, ferramentas afiadas para a compreensão da produção dos sentidos no interior dos discursos, artes de existência na constituição dos sujeitos e suas subjetividades. Foto 1 - jailton, O estuprador de ltambé. Jekyl e Hyde: a marca do mal Seguindo as pistas de tradução corporal que ventilei anteriormente, quero apresentar a foto de Jailton, o estuprador de Itambé, designação produzida pela mídia de Vitória da Conquista, no mês de outubro de Como nos posicionarmos diante dessa foto l? Para onde olhar? O quê olhar? A imagem parece exigir uma decifração para compreendermos o lugar preenchido pelos sinais de identificação do suspeito. Diante da foto de Jailton, buscamos encontrar os traços que o definem pelos seus atos criminosos. Sabemos, é claro, que não há um criminoso nato, porém nossa maneira de olhar para a representação fotográfica do indivíduo transforma-o em sujeito, incitando-nos a buscar nele sinais físicos de criminalidade em potencial. Paradoxo irrefutável: o corpo acaba sendo ao mesmo tempo material de exame e prova para a constituição do crime pelo qual o indivíduo está sendo acusado. Fonte: Foto postada no blog Sudoeste Hoje de Davi Ferraz (2009). Negro, olhos puxados, boca carnuda, ombros largos, corpo malhado em uma camiseta branca que contrasta e põe em evidência a cor de sua pele. No fundo uma parede azul e o que parece ser a parte do batente de uma porta. Uma cena doméstica, de um homem com os padrões de beleza de nossa época, entre foto cotidiana e sensualidade, se não fosse o fato de se tratar do acusado de vários crimes, desde estupro até assalto a mão armada'. Visto desse jeito, o olhar para a foto se modifica: o objeto é o mesmo, mas nossa posição do lugar para olhá-lo é outra. Seus traço parecem ter, então, que revelar suas (i)moralidades. Mas onde elas estariam? Um detalhe na foto pode ter passado despercebido, mas sua atenção nos é chamada pela intervenção do de um internauta em um blot: olhem, nenhuma pessoa tira foto de frente e aparece a sombra, esse cara deve ser a sombra do DIABO (Arthur) 1 Confira a foto postada no blog Sudoeste Hoje de Davi Ferraz em Disponível em <http://www.sudoestehoje.com.br/web/policia12293-policia-etano-encalco-do-estuprador-de-itambe.html>. Acesso em 15 novo Extrato do texto "PM e Caesg se juntam para capturar o 'Estuprador de Itambé', do dia 08 de outubro de 2009 no blog Sudoeste Hoje de Davi Ferraz (2009). Disponível em <http://www.sudoestehoje.com.br/web/policia/2293- policia-eta-no-encalco-do-estuprador-de-itambe.html>. Acesso em 15 novo Comentário postado no Blog de Ronny Santos (2009). Disponível em: <http:// rsanttos. word press.com/2009/11 /04/estuprador-de-itamb-deixa-conquistensesem-estado-de-pnico/>. Acesso em 15 novo

5 Dar atenção à sombra do corpo de JailtOD, refletida na parede atrás dele, como faz Arthur, demonstra um modo de olhar para o sujeito que vai se dividir em dois: destaca-se a presença do que é visível e o.que está invisível, daquilo que é interior e se expressa na sua exterioridade por um golpe de vista. Essa dicotomia revelaa presença de um corpo e de uma alma, sendo que por meio dela, na interioridade dos sentimentos do corpo, é que poderíamos conhecer as paixões escondidas do suposto criminoso. A tensão entre "[...] interioridade escondida do homem e sua exterioridade manifesta." (COURTINE; HAROCHE, 1988, p.39) é o lugar no qual é possível entrever tudo aquilo que está oculto e que será manifesto. A marca de desidentificação do corpo representada na sombra descaracteriza o sujeito de sua humanidade, apresentando um espaço que se constrói à luz do desconhecido, do estranho, que se transforma em tenebroso e demoníaco. Esse cara deve ser a sombra do DIABO, como enuncia o internauta, é a concl~são a que se chega sobre a imagem em foco. Assim, a imagem da virtualidade do corpo do criminoso será a materialização do conhecimento que se produz acerca dele. Fotografia: da morfologia do corpo à moral dos atos A fotografia traz, portanto, uma produção em torno de si e dos arredores daqueles que a olham. A construção midiática acerca de jailton vai se desvelando a partir dos vestígios iconográficos que partem da rnaterialização de sua foto, ou como disse Barthes (2001, p.103), ao evidenciar o elo entre o político e seus eleitores, "[...] a fotografia é elipse da linguagem e condensação de todo um 'inefável' social [...] em proveito de uma 'maneira de ser', de um estatuto social e moral." Nessa linha, a fotografia nos faz reconhecer em profundidade aquele que nela está representado, mostrando-nos que o que está exposto na foto inclui as motivações, circunstâncias familiares, mentais, eróticas e o estilo da imagem do retrato.. Sob essa perspectiva, a fotografia de jailron impele o seu espectador a uma cumplicidade, exigindo dele o decifrarnenro daquele 88 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de Itambé corpo e de sua moral ali presentes. Como analista, observo a fotografia e os elementos que a constituem como semiologias para a construção e fixação das marcas e valores sócio-históricos daquele corpo suspeito. Entretanto, devo repetir que a leitura da fotografia não se dá de forma isolada e que a constituição de seus sentidos está atrelada a indícios exteriores e- traços já sulcados pelos mecanismos de produção discursiva midiática, reafirmando as suspeitas pelo indivíduo da foto, além de elencar e dar voz aos leitores. Juntos, em uma ciranda, mídia e leitores, sem sabermos quem determinou que papel para quem nesse jogo, (rejconstroem o lugar de jailten na sociedade. Lembro, também, que a leitura que apresento a seguir se adequa a esse escopo discursivo, no qual a imagem do suspeito desencadeia, passando a pertencer ao domínio da anormalidade. Portanto, a mesma pose, olhar, rosto, roupa, cenário poderiam fazer parte da corporalidade de uma propaganda de revista, de jornal ou outdoor de alguma marca famosa, mas o campo discursivo no qual ela se encontra aceita um número e valor de formações em detrimento de outras. Posto isso, podemos compreender que a pose de jaílton, de frente, encarando todo e qualquer cidadão, atribuem-lhe sentidos que soam ameaça e confronto, ao olhar diretamente em nossos olhos do outro lado da foto, da mesma maneira que fazem os animais prontos para o ataque. A camiseta branca, em contraste com sua pele, ressalta a largura de seus ombros e dá destaque aos seus ossos externos, fazendo-nos considerar sua força e possível agressividade. Os lábios grossos, antes de sugerir uma arte erótica, remontam a memórias em que o negro pertenceria a sociedades primitivas ou selvagens, era detentor de um exotismo comparado ao dos animais. O cabelo negro, curto e rente ao crânio estabelece o limite para onde devemos voltar e fixar nossa visão, fazendo-nos retomar aos olhos de jailton. Um olho com formato diferente do outro. O olho da direita nos encara, o da esquerda nos olha atravessado. Essa desarmonia do desenho dos olhos produz um efeito de estranheza que é prolongado pelo fundo azul e o pedaço do possível batente de porta, cujas memórias compartilhadas lançam-nos às cabanas no meio da floresta das histórias infantis, povoadas de bruxas e lobos 89

6 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de ltambé ou até mesmo fazendo-nos retomar os 'cativeiros' dos sequestrados dos dias de hoje. Assim, tipo morfológico e ambiente externo completam o clima de terror das condições que propiciaram a veiculação e circulação daquela foto. A foto de Jailton responde, portanto, a um largo leque de pessoas consideradas suspeitas como nativos de colônias européias, imigrantes, negros, pobres, mendigos, degenerados, prostitutas. O que parece mover a identificação desses sujeitos, segundo Cole (2001), é o desejo de controlar esses corpos suspeitos, por meio de formas de identificação cruéis que visam à visibilidade e irreversabilidade das maneiras de se produzir um criminoso. Dessa forma, a fotografia, uma das mais baratas formas de identificação hoje em dia, pode ser usada para estigmatizar grupos de pessoas, provocando seleção e hierarquização dos sujeitos pelas marcas notórias dos traços que os assemelham dentro de determinados grupos. Esse tipo de atitude face aos indivíduos é análogo ao descrito por Lavater (1807), em A arte de conhecer os homens pela fisionomia, que prescreve como devemos buscar conhecer na organização de cada corpo a superioridade e inferioridade de cada espécie. A questão central desse pensamento, que data do início do século XIX, é que ele toma a interpretação dos signos relacionados à forma e conceitos cristalizados no imaginário sócio-histórico, fazendo proliferar imagens de interdição e segregação na construção do indivíduo perigoso. o monstro e a lei A análise dos detalhes vai-nos levando a caminhos, primeiramente, tortuosos, incongruentes, deixando-nos, às vezes, confusos, mediante a profusão de discursos que vão se formando aqui e ali. No entanto, essa dispersão de discursos vai, aos poucos, formando uma cadeia discursiva que pode ser acompanhada e compreendida por meio de um fio regular, que o ilumina e esclarece: um quadro pintado por uma linguagem mista, que nos é dado a ver sob a ótica da mídia. E o discurso da mídia, portanto, nesse caso, insere o suspeito Jailton no domínio da monstruosidade e da anomalia. 90 Suas paixões interiores, escondidas, se revelariam em seus atos criminosos, cristalizando a relação diabo/estuprado r, corpo/atividade criminosa. Nesse sentido, a representação de seu corpo é tomada em consonância com o crime de estupro do qual é acusado. Estabelecemse, então, padrões de normalidade e anormalidade no interior da sociedade e da história. A anormalidade se estabelece a partir da desordem estabeleci da em relação ao direito a nosso próprio corpo, intimidade resguardada e protegida por lei, cujo desacato é um ato contranatureza. Essa desordem se constitui de modelos já considerados fora do padrão desde o século XIX, quando nos defrontamos com aquilo que é proibido e impossível (FOUCAULT, 2001b), por isso inaceitável. Assim, dentro do domínio da anomalia, o estuprador passa a ser identificado como um monstro. Dessa feita, as possibilidades de leitura que a foto de Jailton nos proporciona em seus vestígios, não se encontram somente na iconografia, mas pode ser também indicada por sinais lingüísticos particulares e fundamentais para a composição do discurso da monstruosidade, exigindo uma investigação histórica semio-linguístico-discursiva, que se delineia a seguir na fala de dois internautas": o monstro 107 Qua, 04 de Novembro de :44 Oaniela Gente será possivel q ninguém vai fazer nada, estou com medo de sair pra trabalhar e ainda fico ensigura preucupada com meus filhos em casa. justiça 256 Qui, 12 de Novembro de :55 hupi [...[espero que lailton esse monstro,que anda a solto seja preso logoe que se faça justiça. 4 Confira comentários postados no b/og Sudoeste Hoje de Davi Ferraz (2009). Disponível em <http://www.sudoestehoje.com.br/web/policia/2293-policia-etano-encalco-do:'estuprador-de-itambe.html>. Acesso em 15 novo

7 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de ltambé No serap de Daniela, a sequência nominal 'O monstro' aparece no lugar do 'assunto' (subject) na estrutura do endereçamento eletrônico. Ao determinar 'monstro' pelo artigo 'O', atribui-lhe singularidade e potência, colocando-o no topo das discussões. Enquanto, o serap de hupi constitue a monstruosidade do suspeito por meio de uma referenciação, 'esse monstro', que nos lança ao reconhecimento de identificação verbal das mais evidentes, Jailton, nominação que novamente singulariza e coloca o corpo criminoso em questão na ordem do dia. O detalhe da escolha do léxico, a particularidade do lugar que ele ocupa e a especificidade do tipo de encadeamento propostos na estrutura do são índices que colocam em zoom o posicionamento dos sujeitos e, sobretudo, o lugar que dão a Jailton no centro da monstruosidade criminosa. Certamente, a mídia exerce, aqui, o exame sobre o suspeito, papel que é cornumente desempenhado pelos discursos médicos e judiciários. Assim, tais depoimentos implicam a anomalia na ordem da lei, produzindo o que Foucault (2001b) denominou de monstro humano. Foucault compreende essa referência no interior de um noção jurídica, sentido amplo do termo, pelo fato de sua existência abarcar dois outros patamares: "[...] não apenas uma violação das leis da sociedade, mas uma violação das leis da natureza." (FOUCAULT, 2001b, p.69). Isso nos faz compreender que o jurídico está, também, entrelaçado ao biológico e determina que o indivíduo precisa ser corrigido pelo seus atos. Essa noção jurídico-biológica introduz um sistema penal no qual "O criminoso é aquele que danifica, perturba a sociedade. O criminoso é o inimigo social." (FOUCAULT, 2002, p.8i). Discurso corroborado pelos seraps de Daniela e hupi. Mas daí fica a pergunta: como a lei vai tratar o criminoso? Quem são os sujeitos envolvidos na confecção e aplicação dessa lei? Que conhecimentos vão surgir do levantamento desses traços? Vejamos, então, mais um depoimento 92 online: estrupo 247 Qui, 12 de Novembro de :21 rhuan carlos abadias esse vagabundo tem que morer esse desgraçado deveria pegar ele e enfiar o pau bem no seu ## ai ele iria ver e sentir ador que as pessoa que ele cometeu o estrupo, e enfiar o braço bem no meio do seu ## fila da puta e depois matalo com um tiro de 12 bem no meio do seu ## encher de tiros seu aronbado vc vai morrer vai morrer vai morrer!!!!!!! Como podemos notar na leitura do de rhuan carlos abadias, o monstro acaba por suscitar violência, ódio e vontade de supressão do indíviduo, eliminado-o da sociedade por meio de sua morte, flagrando o desejo de uma higienização social. Como resultado, temos uma operação discursiva que desencadeia uma forma de exame marcada por uma homogeneidade da reação social (FOUCAULT, 2001b), que visa proteger todo o corpo social. Entretanto, este movimento discursivo provocado pelo sujeito e seu interrelacionamento com a norma e a lei produzem exatamente o caminho contrário da ordem. O monstro, sob essa ótica, é a representação da infração em uma potência altamente elevada que, paradoxalmente, não fará seu ponto de conversão na lei. "O monstro é uma infração que se coloca automaticamente fora da lei." (FOUCAULT, 2001b, p.70). E se olharmos minuciosamente para essa monstruosidade, veremos que ela não tem apenas um monstro, mas dois. De uma parte, temos o criminoso, aquele que rompe com o pacto social, transgredindo os cálculos de si, perdendo a razão e violentando uma lei natural. De outra, temos aquele que assume o lugar do rei soberano, com o direito de deixar viver ou fazer morrer (FOUCAULT, 1988), cuja posição coincide com a do crime, ou seja, é também da ordem da contranatureza. Rhuan age como um déspota, posição compreendida por Foucault (200 I b, p.ii7) como aquela na o indivíduo "[...] impõe sua violência, seus caprichos, sua não-razão, completa: A como lei geral ou como razão de Estado.", e 93

8 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de Itambé o primeiro monstro jurídico que vemos surgir delinear-se ao novo regime da economia do poder de punir, o primeiro monstro que aparece, o primeiro monstro identificado e qualificado, não é o assassino, não é o estuprador, não é o que infringe as leis da natureza; é o que infringe o pacto social fimdamental. O primeiro monstro é o rei. (FOUCAULT, 2001b, p.118). Estamos diante, então, de um monstro humano na figura de Jailton e de um monstro jurídico na figura de Rhuan, que assume a posição de rei. A materialização desse reinado se materializa em esse vagabundo tem que morer e matalo com um tiro de 12 bem no meio do seu ## encher de tiros seu aronbado vc vai morrer vai morrer vai morrer!!!!!!!,afirmações cujo fundamento histórico se encontra na aplicação da correção sobre o indivíduo, difundida amplamente como prática institucionalizada de um sistema punitivo no seio de nossa sociedade disciplinar. Isso produz o efeito de apagamento do crime em detrimento do criminoso, tendo como fim a extinção do sujeito 'criminoso. Além disso, a promulgação da lei nesse caso se baseia na fonte histórica 'olho por olho, dente por dente', na medida em que o soberano estabelece que esse desgraçado deveria pegar ele e enfiar o pau bem no seu ## ai ele iria ver e sentir ador que as pessoa que ele cometeu o estrupo, reescrevendo a pena de talião (FOUCAULT, 2001 b, p.83), na busca de causar repugnância no próprio sujeito pelo crime que cometeu. ' o tecido dos sentidos Os traços, pistas, indícios e vestígios constituintes dos signos quando colocados em rede, sejam icônicos ou lingüísticos, regimentam o laço entre poder e produção de saber acerca dos sujeitos. O desejo tão irremediável do sujeito pela identificação do outro, de fato, está cercado da constituição de verd~des. Para Foucaulr, o entroncamento do sujeito do conhecimento com sua representação na história é um dos pontos possíveis para o aparecimento de uma verdade. O filósofo sugere olharmos através da historia para 94 compreender "[...] a constituição de um sujeito que não é dado definitivamente, que não é aquilo a partir do que a verdade se dá na história, mas de um jeito que se constitui no interior mesmo da história, e que é a cada instante fundado e refundado pela história." (FOUCAULT, 2002, p.io). Dessa maneira, se efetua, então, uma crítica do sujeito pela história marcada pelos sinais que o compõem. E isso não equivale dizer que estamos diante do real ou da verdade como tal, pois [...] a semiologia não é urna chave, ela não permite apreender diretamente o real, impondo-lhe um transparente geral que o tornaria inteligível: o real, ela busca antes soerguê-lo, em certos pontos e em certos momentos, e ela diz que esses efeitos de solevamento do real são possíveis sem chave: aliás é precisamente quando a semiologia quer ser uma chave que ela não desvenda coisa alguma. (BARTHES, 2002, p.39). A verdade, portanto é uma ilusão. E a realidade não passade efeitos do real. O lugar entre o certo.e o errado, o normal e o patológico, o inocente e o culpado atingem esferas díscursivas que não são homogêneas porque clivadas de tantos inúmeros discursos, enviesados, deslocados, transmutados, cuja origem ou identificação não poderá jamais ser alcançada. Nesse sentido, quando identificar significar 'recuperar a origem de', estaremos fadados à angústia de uma incompletude que se tenta corrigir por meio da invenção, ou seja, fabricação de "[... ] uma série de mecanismos, de pequenos mecanismos." (FOUCAULT, 2002, p.i5), sernio-históricos, aqui levantados e compreendidos como signos no interior REFERÊNCIAS do discurso. BARTHES, R. Aula. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Cultrix, o Mitologias. Tradução de R. Buongermino e P. Souza. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,

9 Pistas e traços do corpo suspeito: [ailton, o estuprador de ltambé COLE, S. A. Suspect identities: a history of fingerprinting and criminal ídentification. Cambridge: Harvard University Press COURTINE, J.-J.; VIGARELLO, G. Identificar: traços, indícios, suspeitas. In: CORBIN, A.; COR TINE, J.-J.; VIGARELLO, G. (Org.) História do corpo: as mutações do olhar: O século XX. Tradução e revisão Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 2008, p FERRAZ, D. Blog Sudoeste Hoje Disponível em: < em: 15 novo2009. FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Tradução de Roberto Cabral de Melo Machado e Eduardo Jardim Morais. Rio de Janeiro: NAU Ed., NIETZSCHE, F. Dos que desprezam o corpo. In: oassim falava Zaratustra. Tradução Mário Ferreira dos Santos. Rio de Janeiro: Vozes, p POE, E. A. O homem das multidões. In:. Edgar Allan Poe: ficção completa, poesia e ensaios. Organização e tradução Oscar Mendes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001, p SANTTOS, R. Blog do Ronny Santtos Disponível em: < estuprador-de-ítamb- -deixa-conquistenses-em-estado-de-pnicol>. Acesso em : 15 novo O nascimento da clínica. Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001a. --- Os anormais. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2001 b. o As palavras e as coisas. Tradução de Salma Tannus Muchail. São Paulo: Martins Fontes, História da sexualidade I: a vontade de saber. Tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal GINZBURG, C. Sinais: raízes de um paradigma indiciário. In: Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São --- Paulo: Companhia das Letras, p HAROCHE, c, COURTINE, J.-J. Histoire du visage. Paris: Payot, LAVATER, G. L'art de connaítre les hommes par Ia physionomie. Imprimerie de Hardy: Paris, v

DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS

DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS Verônica Rodrigues Times 1 Texto e Discurso: delimitando

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Disciplina: LINGUAGEM, DISCURSO E INSTITUIÇÕES DO SISTEMA Regente: Profa. Dra. Mônica da Silva Cruz Carga horária: 60h Número de créditos: 04 Semestre letivo: 2013.1 Datas: terças-feiras, das 14h30min

Leia mais

CORPO E SEXUALIDADE MASCULINA EM DEVIR. Palavras-chave: corpo masculino, sexualidade masculina, Filosofia da Diferença.

CORPO E SEXUALIDADE MASCULINA EM DEVIR. Palavras-chave: corpo masculino, sexualidade masculina, Filosofia da Diferença. CORPO E SEXUALIDADE MASCULINA EM DEVIR Marcelo Valente de Souza (UFPA) RESUMO: O tema da sexualidade masculina toma foco neste estudo por entendermos que ela pouco aparece na literatura. O texto aborda,

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 FORMAÇÃO

Leia mais

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos Luciana Aleva Cressoni PPGPE/UFSCar Depois de uma palavra dita. Às vezes, no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Clarice Lispector

Leia mais

Relações de força: história, retórica, prova

Relações de força: história, retórica, prova resenhas 223 Relações de força: história, retórica, prova autor Carlo Ginzburg cidade São Paulo editora Companhia das Letras ano 2002 O historiador Carlo Ginzburg configura-se com destaque no cenário internacional,

Leia mais

Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas

Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas Título: Adolescência, violência e responsabilidade Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas discussões nos meios de comunicação. O estudo teórico deste tema vem sendo recebido

Leia mais

70% 500.000. De acordo com a nova lei, são crianças e adolescentes. 1. de estupro

70% 500.000. De acordo com a nova lei, são crianças e adolescentes. 1. de estupro O QUE É VIOLÊNCIA SEXUAL Todos os anos, estima-se que 500.000 70% Mulheres das vítimas sejam vítimas de estupro no Brasil, e que outros tantos milhões sofram com abusos e violências sexuais. de estupro

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENSINO EM MATO GROSSO

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENSINO EM MATO GROSSO POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENSINO EM MATO GROSSO Joelma Aparecida Bressanin 1 Este trabalho é resultado de uma reflexão sobre o funcionamento dos programas de formação continuada de professores que desenvolvemos

Leia mais

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA

DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA DITADURA MILITAR: O DISCURSO DE MULHERES NO CONFLITO POR TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA Juliany Teixeira Reis 1 Judite Gonçalves Albuquerque 2 Esta pesquisa foi inicialmente objeto de uma monografia de graduação

Leia mais

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação Marcela Alves de Araújo França CASTANHEIRA Adriano CORREIA Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia

Leia mais

A ESCOLA NA VISÃO DAS CRIANÇAS. SILVEIRA, Débora de Barros - UEMS/UFSCar GT: Educação da Criança de 0 a 6 anos / n. 07 Agencia de Financiadora: CNPq

A ESCOLA NA VISÃO DAS CRIANÇAS. SILVEIRA, Débora de Barros - UEMS/UFSCar GT: Educação da Criança de 0 a 6 anos / n. 07 Agencia de Financiadora: CNPq A ESCOLA NA VISÃO DAS CRIANÇAS SILVEIRA, Débora de Barros - UEMS/UFSCar GT: Educação da Criança de 0 a 6 anos / n. 07 Agencia de Financiadora: CNPq Este trabalho é parte da minha tese de doutorado que

Leia mais

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR.

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. ISSN 2316-7785 SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. Rodrigo Martins de Almeida Instituo Estadual de Educação de Juiz de Fora (IEE/JF) rodrigomartinsdealmeida@yahoo.com.br

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS TEXTO DE APOIO

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS TEXTO DE APOIO AULA 2.2 - A SIGNIFICAÇÃO NA ARTE TEXTO DE APOIO 1. A especificidade da informação estética Teixeira Coelho Netto, ao discutir a informação estética, comparando-a à semântica, levanta aspectos muito interessantes.

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital: a criança e sua dor. Revinter: Rio de Janeiro, 1999.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital: a criança e sua dor. Revinter: Rio de Janeiro, 1999. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital: a criança e sua dor. Revinter: Rio de Janeiro, 1999. Prefácio Só as crianças têm segredos, Dos quais mais tarde já nem lembram! A dor talvez é um deles.

Leia mais

Conceitos Perigosos Uma análise do livro Mentes Perigosas: suas implicações para a Psicologia e o Direito 1

Conceitos Perigosos Uma análise do livro Mentes Perigosas: suas implicações para a Psicologia e o Direito 1 1 Conceitos Perigosos Uma análise do livro Mentes Perigosas: suas implicações para a Psicologia e o Direito 1 Resumo: O conceito de psicopatia é analisado a partir do best seller Mentes Perigosas, de Ana

Leia mais

A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO

A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO BECK, Eliane Maria Cabral (UNIOESTE)² PALAVRAS-CHAVE: interpretação, interlocutor, contexto. Resumo: Pretende-se, com este trabalho, analisar a transmissão de informação expressa

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04 IMAGENS CONTEMPORÂNEAS: ABORDAGENS ACERCA DA ANÁLISE DA IMAGEM Elis Crokidakis Castro (UFRJ/UNESA/UNIABEU) eliscrokidakis@yahoo.it Caminhei até o horizonte onde me afoguei no azul (Emil de Castro) Para

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

Figura 4 FOTO DE UMA SALA DE AULA DO GMU

Figura 4 FOTO DE UMA SALA DE AULA DO GMU 165 campo com a área de 299m (23x13), para a prática de bola ao cesto e voleibol (MACCHERONI, 1942, p.82-4). Figura 4 FOTO DE UMA SALA DE AULA DO GMU FONTE: ARQUIVO DA ESCOLA ESTADUAL DE UBERLÂNDIA Observando

Leia mais

Fotos necessárias para a confecção da estatueta. Rosto

Fotos necessárias para a confecção da estatueta. Rosto Fotos necessárias para a confecção da estatueta Todo o trabalho é referenciado em fotos, ou seja, não nos responsabilizamos por material fotográfico que confecção, para isto criamos este guia, para atender

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 A MATERIALIZAÇÃO

Leia mais

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte PROJETO MUTAÇÕES: O início do século XXI impressiona não apenas pelo volume das mudanças que se efetivaram em todos os campos da ação humana, mas também na velocidade com que elas têm se processado. Em

Leia mais

Composição fotográfica

Composição fotográfica 3. Uso de diagonais 4. Regra dos terços 5. O Ponto Dourado Composição fotográfica 15 dicas para ter imagens com harmonia e proporção. Este tutorial vai ajudá-lo a usar melhor uma câmera fotográfica, compacta

Leia mais

Integração social e Segregação real: uma questão para as medidas socioeducativas no Brasil

Integração social e Segregação real: uma questão para as medidas socioeducativas no Brasil Integração social e Segregação real: uma questão para as medidas socioeducativas no Brasil Fídias Gomes Siqueira 1 Andréa Maris Campos Guerra 2 [...] a gente carecia de querer pensar somente nas coisas

Leia mais

VIOLÊNCIA GRÁFICA: AS ARMAS DE MARCELA TIBONI

VIOLÊNCIA GRÁFICA: AS ARMAS DE MARCELA TIBONI Inhumas, ano 2, n. 12, out 2014 ISSN 2316-8102 VIOLÊNCIA GRÁFICA: AS ARMAS DE MARCELA TIBONI Renan Marcondes Texto escrito a partir da entrevista realizada no dia 5 de agosto de 2014 na CENTRAL Galeria

Leia mais

"Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração"

Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração "Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração" 2 Meta da aula AULA Apresentar os processos de mudança dos valores, dos padrões sociais e das ciências,

Leia mais

Projetos. Outubro 2012

Projetos. Outubro 2012 Projetos Outubro 2012 Assunto de gente grande para gente pequena. No mês de outubro os brasileiros foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores e a Turma da Lagoa não poderia ficar fora deste grande

Leia mais

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança.

LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. LEITURAS DO MEDO: As notícias sobre violência e sua relação com o aumento do sentimento de insegurança. Jaquelaine SOUSA 1 Dalva Borges de SOUZA 2 Programa de Pós-Graduação em Sociologia/Faculdade de Ciências

Leia mais

Como falar com uma pessoa poderá me ajudar?

Como falar com uma pessoa poderá me ajudar? Como falar com uma pessoa poderá me ajudar? Aline Cerdoura Garjaka Encontrei, no seminário de 1976-77, Como viver junto, de Roland Barthes, a seguinte passagem (cito): Portanto, eu dizia É com essas palavras

Leia mais

ESPECULARIDADE NA CONSTITUIÇÃO DO EU E NA RELAÇÃO ANALÍTICA

ESPECULARIDADE NA CONSTITUIÇÃO DO EU E NA RELAÇÃO ANALÍTICA ESPECULARIDADE NA CONSTITUIÇÃO DO EU E NA RELAÇÃO ANALÍTICA aproximar, ao que se segue a descoberta de que o outro no espelho não é real mais uma imagem e 1 Luciane Batista Após uma primeira leitura do

Leia mais

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO CICLO BÁSICO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO CICLO BÁSICO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO CICLO BÁSICO A evolução da fotografia: Da artesanal à digital Cursistas:

Leia mais

A PROFUSÃO DE IMAGENS EM AS MENINAS DE DIEGO VELÁSQUEZ

A PROFUSÃO DE IMAGENS EM AS MENINAS DE DIEGO VELÁSQUEZ A PROFUSÃO DE IMAGENS EM AS MENINAS DE DIEGO VELÁSQUEZ JOÃO MARIA CLAUDINO UFRN O mundo se faz de imagens. Imagens de representação, imagens além da representação, além da referência e além da estética.

Leia mais

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Crianças do Brasil Suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos elaborada por ANA CAROLINA CARVALHO livro de JOSÉ SANTOS ilustrações

Leia mais

PROJETO DE EXTENSÃO CIDADANIA PARA TODOS: PEDOFILIA NA INTERNET 1

PROJETO DE EXTENSÃO CIDADANIA PARA TODOS: PEDOFILIA NA INTERNET 1 PROJETO DE EXTENSÃO CIDADANIA PARA TODOS: PEDOFILIA NA INTERNET 1 Danielli Regina Scarantti 2, Lurdes Aparecida Grossmann 3. 1 Projeto de extensão Cidadania Para Todos realizado no curso de Graduação em

Leia mais

ANÁLISE DO DISCURSO AULA 01: CARACTERIZAÇÃO INICIAL DA ANÁLISE DO DISCURSO TÓPICO 01: O QUE É A ANÁLISE DO DISCURSO MULTIMÍDIA Ligue o som do seu computador! OBS.: Alguns recursos de multimídia utilizados

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

Por uma estética das imagens digitais: um olhar sobre Parallel, videoinstalação de Harun Farocki

Por uma estética das imagens digitais: um olhar sobre Parallel, videoinstalação de Harun Farocki Por uma estética das imagens digitais: um olhar sobre Parallel, videoinstalação de Harun Farocki Jamer Guterres de Mello 1 Resumo Este trabalho pretende demonstrar de que forma as imagens digitais produzem

Leia mais

A TATUAGEM NO SUBMUNDO DO CRIME: UMA LINGUAGEM CODIFICADA

A TATUAGEM NO SUBMUNDO DO CRIME: UMA LINGUAGEM CODIFICADA A TATUAGEM NO SUBMUNDO DO CRIME: UMA LINGUAGEM CODIFICADA Thiago Leonardo Ribeiro (Bolsista PIBIC-FA / PG-CLCA-UENP/CJ) Vera Maria Ramos Pinto (CLCA-UENP/CJ) Grupo de Pesquisa Leitura e Ensino Introdução

Leia mais

A presente mesa é uma forma de ampliar o debate proposto pelo II. Seminário DIREITOS HUMANOS E QUESTÃO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA,

A presente mesa é uma forma de ampliar o debate proposto pelo II. Seminário DIREITOS HUMANOS E QUESTÃO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA, GESTÃO SOCIAL E CONTROLE DA BARBÁRIE Estela Scheinvar Registremos, antes de mais nada, o fato de que os chamados direitos humanos, os droits de l homme [...] nada mais são do que direitos dos membros da

Leia mais

A comunicação de sites de clínicas de cirurgia plástica

A comunicação de sites de clínicas de cirurgia plástica Departamento de Comunicação Social A comunicação de sites de clínicas de cirurgia plástica Aluna: Juliana d Arêde Orientador: José Carlos Rodrigues Introdução A evolução de técnicas estéticas acompanha

Leia mais

4 A resenha de filme na visão dos usuários do gênero

4 A resenha de filme na visão dos usuários do gênero 4 A resenha de filme na visão dos usuários do gênero Neste capítulo, apresentamos a análise dos dados oriundos do contato estabelecido com leitores, editores e críticos, a fim de conhecermos sua visão

Leia mais

Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br]

Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br] FONTE: CRP-RJ DEZEMBRO DE 2006 Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br] Como funciona a terapia junguiana? A Análise junguiana está dentro da

Leia mais

Por Carol Alvarenga, em 17 de junho de 2014, 15h Esquemaria.com.br

Por Carol Alvarenga, em 17 de junho de 2014, 15h Esquemaria.com.br Esquemaria.com.br / Dicas de estudos / 4 mitos sobre estudos: saiba mais como evitar estes erros Talvez você conheça estes mitos sobre estudos, mas você sabe a verdade por trás deles? Hoje eu trago um

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua É a palavra que identifica o ser humano, é ela seu substrato que possibilitou a convivência humana

Leia mais

20º. COLÓQUIO DA ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES CATÓLICOS [APC] Os 20 anos dos Colóquios APC. Cristina Nobre: Duas décadas revisitadas

20º. COLÓQUIO DA ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES CATÓLICOS [APC] Os 20 anos dos Colóquios APC. Cristina Nobre: Duas décadas revisitadas 20.º Colóquio da ACP [12 e 13 de Abril de 2002] Cristina Nobre: Duas décadas revisitadas 1 20º. COLÓQUIO DA ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES CATÓLICOS [APC] "Cultura: mapas velhos, redes novas" (Sociedade de

Leia mais

Palavras-chave: Representação. Homem. Publicidade. Semântica Argumentativa.

Palavras-chave: Representação. Homem. Publicidade. Semântica Argumentativa. REPRESENTAÇÃO MASCULINA NA PUBLICIDADE BRASILEIRA: UM ESTUDO SEMÂNTICO-ARGUMENTATIVO Maria Eliane Gomes Morais (PPGFP-UEPB) Linduarte Pereira Rodrigues (DLA/PPGFP-UEPB) Resumo: A publicidade, assim como

Leia mais

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola)

Há muito tempo eu escuto esse papo furado Dizendo que o samba acabou Só se foi quando o dia clareou. (Paulinho da Viola) Diego Mattoso USP Online - www.usp.br mattoso@usp.br Julho de 2005 USP Notícias http://noticias.usp.br/canalacontece/artigo.php?id=9397 Pesquisa mostra porque o samba é um dos gêneros mais representativos

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO IMAGÉTICA: UMA FORMA DE CONSTRUÇÃO DA PRÓPRIA CIDADANIA

ALFABETIZAÇÃO IMAGÉTICA: UMA FORMA DE CONSTRUÇÃO DA PRÓPRIA CIDADANIA ALFABETIZAÇÃO IMAGÉTICA: UMA FORMA DE CONSTRUÇÃO DA PRÓPRIA CIDADANIA Maria Aparecida Santana Camargo, professora da Universidade de Cruz Alta, RS / UNICRUZ, doutoranda em Educação na Universidade do Vale

Leia mais

www.rockstarsocial.com.br

www.rockstarsocial.com.br 1 1 Todos os Direitos Reservados 2013 Todas As Fotos Usadas Aqui São Apenas Para Descrição. A Cópia Ou Distribuição Do Contéudo Deste Livro É Totalmente Proibida Sem Autorização Prévia Do Autor. AUTOR

Leia mais

O sujeito e o sexual: no contado já está o contador

O sujeito e o sexual: no contado já está o contador O sujeito e o sexual: no contado já está o contador Nilda Martins Sirelli Psicanalista, doutoranda em Memória Social pela UNIRIO, professora do curso de graduação em Psicologia da Universidade Estácio

Leia mais

Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça!

Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça! Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça! Tânia Miranda * A memória histórica constitui uma das mais fortes e sutis formas de dominação. A institucionalização da memória oficial

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO DE PASTORES E LÍDERES (CFPL) ACONSELHAMENTO PASTORAL

CURSO DE FORMAÇÃO DE PASTORES E LÍDERES (CFPL) ACONSELHAMENTO PASTORAL CURSO DE FORMAÇÃO DE PASTORES E LÍDERES (CFPL) ACONSELHAMENTO PASTORAL Vocês sabem ouvir e realizar um Aconselhamento Pastoral (AP) eficaz e eficiente? Sabem as técnicas que podem ser utilizadas no Gabinete

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

A ILUSTRAÇÃO NO LIVRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UM PROJETO EM ANDAMENTO

A ILUSTRAÇÃO NO LIVRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UM PROJETO EM ANDAMENTO A ILUSTRAÇÃO NO LIVRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UM PROJETO EM ANDAMENTO Maria da Graça Cassano 1 1 Dos fatores determinantes para a pesquisa O trabalho com a literatura infanto-juvenil desenvolvido

Leia mais

Projeto Internos: a fotografia no hospital

Projeto Internos: a fotografia no hospital CRIAÇÃO Projeto Internos: a fotografia no hospital Haná Vaisman É impossível ficar três meses lidando com uma pessoa todo dia e falar que ela é só paciente e você só médico. Você acaba tendo preocupações

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1 1 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA Élcio Aloisio FRAGOSO 1 Resumo O novo acordo ortográfico já rendeu uma série de discussões sob pontos de vistas bem distintos. O acordo

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 DO ACONTECIMENTO

Leia mais

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli DIANA + 3 Roteiro de Henry Grazinoli EXT. CALÇADA DO PORTINHO DIA Sombra de Pablo e Dino caminhando pela calçada do portinho de Cabo Frio. A calçada típica da cidade, com suas ondinhas e peixes desenhados.

Leia mais

Bang, Bang 2008. VOZ A (masculina) BANG! Chega disso. Tic-tac-tic-tac.

Bang, Bang 2008. VOZ A (masculina) BANG! Chega disso. Tic-tac-tic-tac. Bang, Bang 2008 Texto de Nuno Ramos reproduzido por alto-falante: (masculina) BANG! Chega disso. Tic-tac-tic-tac. VOZ B (feminina) Domingo, 27 de janeiro de dois mil e lá vai pedrada. BOA NOITE. Está começando.

Leia mais

Oficinas Temáticas: A Potência da Psicologia em um Projeto Educacional de uma ONG

Oficinas Temáticas: A Potência da Psicologia em um Projeto Educacional de uma ONG Oficinas Temáticas: A Potência da Psicologia em um Projeto Educacional de uma ONG Thiago Colmenero Cunha (bolsista PIBEX) colmenerocunha@gmail.com Instituto de Psicologia 10 período Lara Soutto Mayor Vieira

Leia mais

Feitos de histórias: os idosos do Lar São Vicente de Paulo em imagens 1

Feitos de histórias: os idosos do Lar São Vicente de Paulo em imagens 1 Feitos de histórias: os idosos do Lar São Vicente de Paulo em imagens 1 Paula Vieira BAMBERG 2 Ana Carolina Lima SANTOS 3 Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, MG RESUMO: Feitos de histórias é um

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E INSTITUIÇÕES DO SISTEMA DE JUSTIÇA PPGDIR

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E INSTITUIÇÕES DO SISTEMA DE JUSTIÇA PPGDIR Disciplina: LINGUAGEM, DISCURSO E INSTITUIÇÕES DO SISTEMA DE JUSTIÇA. Regente: Profa. Dra. Mônica da Silva Cruz Carga horária: 60h Número de créditos: 04 Semestre letivo: 2013.2 1. EMENTA Bases epistemológicas

Leia mais

Guia do Professor / Vozes da Cidade / Conhecendo.../ Eduardo Guimarães. Conhecendo a Cidade

Guia do Professor / Vozes da Cidade / Conhecendo.../ Eduardo Guimarães. Conhecendo a Cidade Guia do Professor / Vozes da Cidade / Conhecendo.../ Eduardo Guimarães 1 Guia do Professor Episódio Conhecendo a Cidade Programa Vozes da Cidade Apresentação Como já vimos nos trabalhos desenvolvidos para

Leia mais

Apresentado em 2011. Hotel Glória; Caxambu; 35º Encontro Anual da Anpocs.

Apresentado em 2011. Hotel Glória; Caxambu; 35º Encontro Anual da Anpocs. Identidade como panacéia? Em busca de alternativas ao pensamento da diferença. Igor José de Renó Machado Apresentado em 2011. Hotel Glória; Caxambu; 35º Encontro Anual da Anpocs. A partir de uma série

Leia mais

ESPELHO, ESPELHO MEU: HÁ ALGUÉM MAIS IMPORTANTE DO QUE EU? - UM ESTUDO SOBRE O DIÁLOGO NA RELAÇÃO ENTRE PROFESSORA E MÃE EM CRECHE

ESPELHO, ESPELHO MEU: HÁ ALGUÉM MAIS IMPORTANTE DO QUE EU? - UM ESTUDO SOBRE O DIÁLOGO NA RELAÇÃO ENTRE PROFESSORA E MÃE EM CRECHE ESPELHO, ESPELHO MEU: HÁ ALGUÉM MAIS IMPORTANTE DO QUE EU? - UM ESTUDO SOBRE O DIÁLOGO NA RELAÇÃO ENTRE PROFESSORA E MÃE EM CRECHE Márcia Gagliardi Núcleo de Estudos e Pesquisas: Formação de Professores

Leia mais

SOBRE O MEIO AMBIENTE NO CURSO DA CONSTRUÇÃO DA CIDADE: ACERVOS FOTOGRÁFICOS

SOBRE O MEIO AMBIENTE NO CURSO DA CONSTRUÇÃO DA CIDADE: ACERVOS FOTOGRÁFICOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL VI SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1983-2013 Michel Pêcheux: 30 anos de uma presença Porto Alegre, de 15 a 18 de outubro de 2013 SOBRE O MEIO AMBIENTE

Leia mais

Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos, de Eucanaã Ferraz: poesia para não ter medo do desconhecido. Ana Paula Klauck

Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos, de Eucanaã Ferraz: poesia para não ter medo do desconhecido. Ana Paula Klauck Publicado na revista eletrônica Tigre Albino Volume 3, Número 3. 2010. ISSN: 1982-9434 Disponível em: http://www.tigrealbino.com.br/texto.php?idtitulo=08f1c7471182e83b619f12bfa4 27e1e0&&idvolume=9a2be2ed7998330d41811b14e9f81f2d

Leia mais

Panorama Critico #03 - Out/Nov 2009

Panorama Critico #03 - Out/Nov 2009 Lia no infinitivo Vitor Butkus A análise de um objeto artístico pode se valer de procedimentos drásticos, mesmo cruéis. Um bom começo, para amenizar a situação, é a descrição da obra. Por aí, se elabora

Leia mais

MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014

MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014 MIGUEL, L. F.; BIROLLI, F. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014 Karen Capelesso 4 O livro Feminismo e política: uma introdução, de Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli, se vincula

Leia mais

Exercícios para estabelecer o contato com a nossa criança interior

Exercícios para estabelecer o contato com a nossa criança interior Exercícios para estabelecer o contato com a nossa criança interior C omo este é o mês das crianças, decidi propor para aqueles que estão em busca de autoconhecimento, alguns exercícios que ajudam a entrar

Leia mais

II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES

II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES Todos os dias os hospitais do Paraná atendem mais de 100 vítimas de mordida

Leia mais

VEROSSIMILHANÇA: BREVE ROMANCE DE SONHO DE ARTHUR SCHNITZLER E AURA DE CARLOS FUENTES

VEROSSIMILHANÇA: BREVE ROMANCE DE SONHO DE ARTHUR SCHNITZLER E AURA DE CARLOS FUENTES VEROSSIMILHANÇA: BREVE ROMANCE DE SONHO DE ARTHUR SCHNITZLER E AURA DE CARLOS FUENTES Gabriela Silva 1 A questão da verossimilhança tem sido discutida desde Aristóteles, que a definiu na Poética, como

Leia mais

ACERVOS FOTOGRÁFICOS HISTÓRICOS. Organização, Pesquisa e Usos de Documentos Visuais. Aline Lopes de Lacerda alopeslacerda@gmail.

ACERVOS FOTOGRÁFICOS HISTÓRICOS. Organização, Pesquisa e Usos de Documentos Visuais. Aline Lopes de Lacerda alopeslacerda@gmail. ACERVOS FOTOGRÁFICOS HISTÓRICOS Organização, Pesquisa e Usos de Documentos Visuais Aline Lopes de Lacerda alopeslacerda@gmail.com Parte I - Fotografia e valor documentário Parte II - A fotografia nos arquivos:

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

JOSÉ SARAMAGO SEGUNDO A MICRO-HISTÓRIA: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ROMANCE MEMORIAL DO CONVENTO (1982)

JOSÉ SARAMAGO SEGUNDO A MICRO-HISTÓRIA: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ROMANCE MEMORIAL DO CONVENTO (1982) JOSÉ SARAMAGO SEGUNDO A MICRO-HISTÓRIA: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ROMANCE MEMORIAL DO CONVENTO (1982) João Gilberto Neves Saraiva Graduando em História UFRN Resumo: O escritor José Saramago (1922-2010)

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este?

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este? Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL maria.schlickmann@unisul.br Palavras iniciais... As reflexões que apresento neste texto são um recorte de estudo que venho realizando na minha tese de doutorado.

Leia mais

Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual

Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual Guilherme Schelb, Promotor de Justiça da Infância em Brasília (1992-1995), especialista em temas da infância e

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

A REVISTA VEJA E A CONSTRUÇÃO DE SUJEITOS SAUDÁVEIS

A REVISTA VEJA E A CONSTRUÇÃO DE SUJEITOS SAUDÁVEIS A REVISTA VEJA E A CONSTRUÇÃO DE SUJEITOS SAUDÁVEIS Lucimar Alberti - UFRGS Introdução Durante o século XX, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, começaram a surgir diversas críticas ao mundo

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DO DISCURSO SIMBOLISTA NO BRASIL

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DO DISCURSO SIMBOLISTA NO BRASIL ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DO DISCURSO SIMBOLISTA NO BRASIL Élcio Aloisio Fragoso 1 INTRODUÇÃO Neste texto, faremos algumas considerações acerca do discurso simbolista no Brasil, relativamente à história

Leia mais

3. Encaminhamento metodológico e sugestões de atividades complementares

3. Encaminhamento metodológico e sugestões de atividades complementares 3. Encaminhamento metodológico e sugestões de atividades complementares UNIDADE 1 BICHO E GENTE, CADA UM TEM UM JEITO DIFERENTE! A proposta deste tema é estimular a criança a perceber as diferenças existentes

Leia mais

Escrita Eficiente sem Plágio

Escrita Eficiente sem Plágio Escrita Eficiente sem Plágio Produza textos originais com qualidade e em tempo recorde Ana Lopes Revisão Rosana Rogeri Segunda Edição 2013 Direitos de cópia O conteúdo deste livro eletrônico tem direitos

Leia mais

Apresentação História da Ciência e Tecnologia. Prof. Esp. Emerson Barão Rodrigues Soldado barao@ifsp.edu.br

Apresentação História da Ciência e Tecnologia. Prof. Esp. Emerson Barão Rodrigues Soldado barao@ifsp.edu.br Apresentação História da Ciência e Tecnologia Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas- Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pós Graduado em Educação Ambiental e Docência no Nível Superior. Cursando

Leia mais

Enunciação e política de línguas no Brasil

Enunciação e política de línguas no Brasil Enunciação e política de línguas no Brasil Eduardo GUIMARÃES Universidade Estadual de Campinas Considerando o fato de que o Brasil é um país multilingüe, tomo como objetivo específico aqui a reflexão sobre

Leia mais

ARGUMENTAÇÃO, TEXTUALIDADE E DESIGNAÇÃO NA SEMÂNTICA DO ACONTECIMENTO: OS SENTIDOS NOS DIFERENTES MODOS DE ESCRAVIDÃO

ARGUMENTAÇÃO, TEXTUALIDADE E DESIGNAÇÃO NA SEMÂNTICA DO ACONTECIMENTO: OS SENTIDOS NOS DIFERENTES MODOS DE ESCRAVIDÃO ARGUMENTAÇÃO, TEXTUALIDADE E DESIGNAÇÃO NA SEMÂNTICA DO ACONTECIMENTO: OS SENTIDOS NOS DIFERENTES MODOS DE ESCRAVIDÃO Soeli Maria Schreiber da SILVA (UFSCar) xoila@terra.com.br Na pesquisa atual desenvolvida

Leia mais

II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES

II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES II CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM CÃES Todos os dias os hospitais do Paraná atendem mais de 100 vítimas de mordida

Leia mais

Aranha é chamado de 'macaco' por torcida do Grêmio

Aranha é chamado de 'macaco' por torcida do Grêmio Aranha é chamado de 'macaco' por torcida do Grêmio Publicado em 28/08/2014, 22:09 / Atualizado em 29/08/2014, 02:38ESPN.com.br O jogo entre Santos e Grêmio terminou 2 a 0 para o time alvinegro, mas a cena

Leia mais

CORPO, CULTURA E ARQUIVO: FAZENDO MOVIMENTAR OS DISCURSOS SOBRE A ANOREXIA NERVOSA

CORPO, CULTURA E ARQUIVO: FAZENDO MOVIMENTAR OS DISCURSOS SOBRE A ANOREXIA NERVOSA CORPO, CULTURA E ARQUIVO: FAZENDO MOVIMENTAR OS DISCURSOS SOBRE A ANOREXIA NERVOSA Mariele Zawierucka Bressan 1 INICIAR É PRECISO... DO CORPO E DA CULTURA: ALGUMAS PONDERAÇÕES Tomamos, em nosso trabalho,

Leia mais

FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROGRAMA GERAL DE COMPONENTE CURRICULAR - PGCC

FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROGRAMA GERAL DE COMPONENTE CURRICULAR - PGCC FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROGRAMA GERAL DE COMPONENTE CURRICULAR - PGCC I. Identificação Área de Concentração: Estudos do Texto e do Discurso Linha de Pesquisa: Discurso, memória e identidade Disciplina:

Leia mais

Fig. 247 Storyboard 2

Fig. 247 Storyboard 2 173 Fig. 247 Storyboard 2 174 Fig. 248 Storyboard 2 Fig. 249 Storyboard 2 175 176 3.2.5 Edição visual e sonora Foram realizadas algumas etapas: análise, seleção e edição da imagem (correção de cor, luz,

Leia mais

Monitoramento de mídia digital Tribunal de Justiça de Pernambuco. Assunto: Veículo: Jornal do Commercio Data: 27/11/2012

Monitoramento de mídia digital Tribunal de Justiça de Pernambuco. Assunto: Veículo: Jornal do Commercio Data: 27/11/2012 Assunto: Veículo: Jornal do Commercio Data: 27/11/2012 Editoria: Caderno C Dia a Dia Assunto: TJPE nomeia novos servidores Veículo: diariodepernambuco.com.br Data: 08/01/2013 Editoria: TJPE nomeia novos

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

Campanha de combate e prevenção à Violência Contra a Mulher.

Campanha de combate e prevenção à Violência Contra a Mulher. Campanha de combate e prevenção à Violência Contra a Mulher. Vamos juntos trabalhar em prol da vida! BRASIL É CAMPEÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NUM RANKING DE 54 PAÍSES fonte: Sociedade Mundial de Vitimologia,

Leia mais

Cao Guimarães: "Não conseguir ficar sozinho é a maior solidão i

Cao Guimarães: Não conseguir ficar sozinho é a maior solidão i Cao Guimarães: "Não conseguir ficar sozinho é a maior solidão i O cineasta mineiro Cao Guimarães, 41, terá seu filme mais recente "Andarilho" (2006) exibido pela primeira vez na Quinzena de Realizadores,

Leia mais