PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E FUNCIONAMENTO: A METODOLOGIA EM AD

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1 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E Lucília Maria Abrahão e Sousa 1 USP Dantielli Assumpção Garcia ** Daiana de Oliveira Faria *** Resumo: Este artigo traz uma reflexão sobre a metodologia da Análise de Discurso. Mobilizando as noções de paradigma indiciário (Ginzburg, 1989), escriturística (De Certeau, 1999), e recorte (Orlandi, 1984), as autoras propõem a noção de língua-concha, a qual remete aos indícios, aos furos, às contradições, às falhas, às dobras, às frestas do imenso mar do discurso. Abstract: This article presents a reflection on the methodology of Discourse Analysis. Mobilizing the notions of evidential paradigm (as in Ginzburg, 1989), scripturistics (as in De Certeau, 1999), and cut (as in Orlandi, 1984), the authors propose the notion of shell-language, which refers to the evidence, the holes, the contradictions, the failures, the folds, the cracks in the vast sea of discourse. Enxuta, a concha guarda o mar/ No seu estojo Chico Buarque A concha seca, alguns grãos de areias, os restos de um mergulho que já não há, o mar ausente no de-dentro dela, a concha, a língua: há quem diga ser possível até mesmo ouvir o gemido de mar dentro de uma 93

2 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E concha. Emprestamos a metáfora para tomar aqui a língua como concha que manifesta marcas de rolamentos, de navegação, de rachaduras e de trincados que o analista do discurso precisa escutar. Estamos no campo da metodologia de Michel, cujo cerne não é desenhado pela compreensão de uma mensagem ou conteúdo por meio de modelos prontos, definidos anteriormente a seus objetos, que podem nos levar a uma análise conteudística, onde o que temos a dizer serve apenas para comprovar uma conclusão pré-estabelecida (LAGAZZI, 1988, p.51), mas pela escuta dos modos de inscrição de posições discursivas na ossatura da língua-concha, nosso alicerce, nosso chão, sempre o mar. Materialidade linguística de língua-concha que o analista do discurso coloca na orelha, escuta, desdecifra (e devora); entre ruídos e silêncio se constituem pistas e indícios do discurso. Silêncio que ecoa, que é efeito e que não pode ser apreendido, se não por seus ecos. A língua-concha dá corpo a registros e marcas por onde escorrem efeitos de sentidos, rabiscando regularidades, repetições e desvios, sendo esses nossos objetos de interesse e estudo. Para pensar à moda de Pêcheux, faremos um percurso nos seguintes termos: i. definição de paradigma indiciário; ii. anotações sobre o modo discursivo de pensar a língua como concha; iii. noção de recorte e funcionamento discursivo. O paradigma indiciário começou a ser esboçado por Ginzburg (1989) ao observar os estudos do final do século XIX. A pergunta que se fazia então era a seguinte: como uma tela poderia ser identificada se a sua data e autor eram desconhecidos? E no caso de uma incerteza, como afirmar com precisão quem foi o pintor da obra, como reconhecer certa dose de pertença/pertencimento nesse caso? As características da escola artística não se mostravam suficientes para solucionar impasse desse tipo, tampouco respondiam à questão de situar pintor e obra. É necessário examinar os pormenores mais negligenciáveis (op. cit., p.144) adverte Ginzburg, o qual sinaliza também como o considerado pequeno e desprezível pôde ser anotado nos trabalhos de 94

3 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria Morelli que, nas obras de arte, atentava para detalhes como o formato das unhas, o tamanho do lóbulo da orelha e a forma dos dedos das mãos e dos pés, inaugurando uma interpretação a partir de elementos tidos como marginais, simulando a postura de um detetive que, diante de uma obra de arte, precisa atiçar os olhos para perceber a grandiosidade de detalhes, o minúsculo em movimento, a erva daninha pouco reparada na imensidão de corpos. Esse exemplo ilustra uma postura indagadora (e por que não dizer científica?) que, segundo Ginzburg (op.cit., p ), revisita alguns outros períodos históricos. Em vários momentos, o homem comportouse dessa forma para resolver questões cotidianas, muito embora esse saber nunca tenha chegado ao estatuto científico. O homem como caçador de pistas, como olheiro dos objetos do mundo incógnitos e tantas vezes hostis, como construtor de um meio para sistematizar seus desconhecidos diante do enigma de estar no mundo. Por milênios o homem foi caçador. Durante inúmeras perseguições, ele aprendeu a reconstruir as formas e movimentos das presas invisíveis pelas pegadas na lama, ramos quebrados, bolotas de esterco, tufos de pêlos, plumas emaranhadas, odores estagnados. Aprendeu a farejar, registrar, interpretar e classificar pistas infinitesimais como fios de barba. Aprendeu a fazer operações mentais complexas com rapidez fulminante, no interior de um denso bosque ou numa clareira de ciladas (...) Decifrar ou ler as pistas dos animais são metáforas (GINZBURG, 1989, p ). Ele ainda o completa apontando como as práticas divinatórias e a leitura dos astros encerram esse tracejado de invencionices e interpretações destinadas ao resto, à sobra de algo que não está presente, mas presentificado na marca deixada para trás, ao sinal que ficou... Uma pegada que iremos tomar para nós como analistas do discurso... Os 95

4 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E astros no céu de então, quando lidos nos detalhes de seus arranjos, apontavam previsões sobre mudanças no clima e no desenvolvimento da agricultura, por exemplo. A análise de vestígios dos rastros de animais também implica momentos de defesa humana, sobrevivência ou indiciava a proximidade com o horror da morte; ler sinais e pistas deixadas no oco ausente/presentificador para sobreviver... Perceber a fundura e a umidade da pata no barro, a grossura do pelo deixado na árvore, o tamanho da plumagem derramada no chão, o tamanho da mordida no corpo do animal estraçalhado: por trás desse paradigma indiciário ou divinatório, entrevê-se o gesto talvez mais antigo da história intelectual do gênero humano: o do caçador agachado na lama, que escuta as pistas da presa (GINZBURG, op.cit., p.154). Anota o autor italiano que a medicina também bebeu nessa fonte, ao observar fezes, suores e toda espécie de secreções de pacientes, passando do sintoma ao diagnóstico da doença e à cura num pulo indiciário. Ler os indícios no/do(r) corpo exige perscrutar o detalhe, o sinal, a minúcia que apenas o olhar refinado para o indício, a pista e o sinal pode perceber. Nesses termos todos nós, que trabalhamos com a metodologia da teoria discursiva francesa, encontramo-nos debruçados diante do texto como caçadores de pegadas do sujeito, de secreções de sentidos e de vestígios da estrutura e do acontecimento, tocando os suores do enunciado pelo que escorrega às margens. Não nos interessa a mensagem como bloco fechado, mas as fissuras que ela conserva, o minúsculo de um pêlo esquecido em um passo de equívoco, em uma troca de palavra e de som, em um caco de desarranjo que reclama acuidade de escuta. No que toca ainda um pouco mais o pensamento de Carlo Ginzburg, De Certeau (1999, p ) fala do mesmo lugar ao refletir sobre a escriturística. Ao fazer um passeio pela obra de Daniel Defoe, relaciona as metáforas da ilha, do cachorro, do Sexta-feira e do protagonista Robison Crusoé com a escriturística, ou seja, com a prática do texto 96

5 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria escrito (e poderíamos ampliar aqui com a prática metodológica do analista do discurso). Robison Crusoé já indicava como é que uma falha se introduz em seu império escriturístico. Durante algum tempo, seu empreendimento é como efeito interrompido, e habitado, por um ausente que volta ao terreno da ilha. Trata-se da impressão (print) de um pé descalço de homem na areia da praia. Instabilidade da demarcação: a fronteira cede ao estrangeiro. Nas margens da página, o rastro de um invisível fantasma (na apparition) perturba a ordem construída por um trabalho capitalizador e metódico (...) Na página escrita aparece então uma mancha como as garatujas de uma criança no livro que é a autoridade do lugar. Insinua-se na linguagem do lapso. O território da apropriação se vê alterado pelo rastro de alguma coisa que não está lá e não ocupa lugar (CERTEAU, 1999, p ). De Certeau (op. cit.) enuncia poeticamente o que nos parece uma contribuição ao conceito de indício: anota o que vai além da fronteira e demarcação das palavras do enunciado, o que é puro discurso, curso de sentidos em movimentos, o ausente que presentifica um modo de sustentar o dizer, a pegada que coloca sentidos em possibilidade de leitura. Investe atenção na linguagem do desvio, da falha e do vacilo, daquilo que re(in)siste, como coloca Pêcheux: As resistências: não entender ou entender errado; não escutar as ordens; não repetir as litanias ou repeti-las de modo errôneo, falar quando se exige silêncio; falar sua língua como uma língua estrangeira que se domina mal; mudar, desviar, alterar o sentido 97

6 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E das palavras e das frases; tomar os enunciados ao pé da letra; deslocar as regras na sintaxe e desestruturar o léxico jogando com as palavras... (PÊCHEUX, 1990, p.17). Preocupa-se com o que não está escrito e visível, sai em busca do rastro (da pegada) do estrangeiro, melhor dizendo, do sujeito enquanto posição discursiva. Da mesma forma, Tfouni (1992, p ) sublinha esse mapeamento das pistas e indícios na materialidade linguística, colocando tal enfoque como decisivo para a compreensão da linguagem. Para Carlo Ginzburg, as ciências humanas sempre se debateram (e isso é histórico) entre a adoção de um método galileano, experimental, que considera o dado como fato objetivo, quantificável, de um lado, e um paradigma científico segundo o qual o conhecimento é indireto, indiciário, conjetural. (...) Para aqueles que pesquisam a linguagem, seguir o paradigma galileano significa, ainda segundo Ginzburg efetuar uma progressiva desmaterialização do texto, continuamente depurado de todas as referências sensíveis. Em contraparte, seguir o paradigma indiciário significa restituir ao texto suas qualidades individuais, restituir-lhe os contextos em que foi produzido, a(s) história(s) de suas condições de produção (TFOUNI, 1992, p ). Anotando que quando falamos em condições de produção, temos imbricados sujeito e situação, em sentido estrito e em sentido lato, funcionando conjuntamente: contexto imediato e contexto sócio- 98

7 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria histórico ideológico mais amplo não podem ser dissociados (ORLANDI, 2006). Chartier (2001, p ) também faz referência ao trabalho de Ginzburg e compreende o ganho científico de tornar visível uma série de fatos ocultados no curso das investigações de história social clássica: vinculações, negociações, conflitos, elementos que geralmente não se vêem em uma escala mais ampla. Comprometido com a acuidade do olhar do pensador italiano, ele faz a seguinte síntese: Para Ginzburg, o importante é a anomalia, o que se pode ver por meio de uma situação excepcional (...) utiliza referencialmente uma nova técnica de classificação, de identificação (...) que apesar dos traços visíveis das espécies reconstrói as famílias a partir de uma série de traços que podem ser completamente invisíveis e que pertencem à anomalia (...) Assim, os animais que pareciam próximos por suas formas ou sua aparência, são separados e colocados em outras famílias (...) Ginzburg é um desafio aos historiadores mais apegados às descontinuidades, variações, discrepâncias e defasagens, pois propõe uma espécie de retorno ao antropológico no sentido do universal e reformula assim uma questão clássica: como pode-se entender-se com o passado ou o outro, o estranho e o alheio, se não há algo comum que permita essa compreensão? Se temos alguma possibilidade de reconstruir estas diferenças é porque há algo compartilhado (CHARTIER, 2001, p ). Nesse mapa de pistas e sinais à mostra, a língua-concha indicia. Nos seus relevos, irrompem rotas seguras e reviravoltas cheias de surpresas. Os indícios que nos interessam emergem na materialidade linguística, 99

8 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E em (des)arranjos de língua, em marcas deixadas pelo sujeito após fal(h)ar e depositar na areia do dizer as pegadas de seus pés andarilhos. Quando falamos em materialidade linguística, apontamos para o que dá forma aos indícios e marcas discursivas. Vale ressaltar que não se trata, apenas, de um suporte ou de algo acabado. Pela via do materialismo histórico-dialético, de onde emerge essa noção na teoria do discurso, o mundo não pode ser considerado um complexo de coisas acabadas, mas um processo onde as coisas e os conceitos estão em incessante movimento (ORLANDI, 2012, p. 73). É nessa direção que falamos em materialidade, como processo em que estão imbricados sujeito e condições de produção, processo que se materializa na língua. Nesse sentido, a língua é concebida enquanto lugar material em que se realizam os efeitos de sentidos, dá as condições materiais de base do processo discursivo (ORLANDI, 2012). Com isso, materialidade discursiva é o nível de existência sócio-histórica que remete às condições verbais de existência dos objetos (PÊCHEUX, 2011). Indursky (1997, p.22-23) desenvolve um pouco mais esse pressuposto da língua nos seguintes termos: Examinar o mesmo pronome e seu funcionamento no discurso coloca o analista diante de um dado lingüístico e a seu funcionamento discursivo (...) A AD busca, pois, detectar um conjunto de elementos estruturados para verificar o modo de organização do discurso (INDURSKY, 1997, p.22-23). A língua como dado funciona de modo a fechar o cerco do sentido (a interpretação não pode ser qualquer uma nem toda), de um sentido marcado por certas condições de produção; assim, a língua é indício, primeiro e sempre passo de nossa metodologia discursiva. Vale aqui anotar que as palavras não estão congeladas em estado de dicionário, mas sempre em jogo tenso e deslocante; sobre isso, Orlandi (1988, p.54) anota que: a relação entre as marcas e o que elas significam é (...) 100

9 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria indireta. No domínio discursivo não se pode, pois, tratar as marcas ao modo positivista, como na linguística. Segundo Marx (1988), toda ciência seria supérflua se as formas de manifestação, as marcas, os indícios e a essência das coisas coincidissem imediatamente. É, pois, nessa instância que o método discursivo (ORLANDI, 1991) se pauta, ou seja, nos movimentos que culminam em marcas, indícios. Essa tensa contradição da impossibilidade de coincidência e de relação direta entre as coisas do mundo e suas representações é o lugar teóricometodológico da Análise do Discurso. Num movimento de interpelação ideológica, o sujeito é fisgado pela ilusão de que pode haver uma relação direta e efetiva entre o pensamento, a linguagem e o mundo, de tal maneira que torna evidente que o que foi dito só podia ser dito com aquelas palavras e não com outras. Esse processo cria o almejado efeito de clareza, completude e evidência tamponando as brechas do fal(h)ar, que se dá de uma maneira possível, apagando outras e, assim, deixando de dizer de outros modos tantos. Tal movimento é definido por Pêcheux como esquecimento nº 2 (...) esquecimento pelo qual todo sujeito-falante seleciona no interior da formação discursiva que o domina, no sistema de enunciados, formas e seqüências que nela se encontram em relação de paráfrase um enunciado, forma ou seqüência, e não um outro, que, no entanto, está no campo daquilo que poderia formulá-lo na formação discursiva considerada (PÊCHEUX, 1988, p.173). As pistas da língua podem passar imperceptíveis à primeira vista, por isso mesmo cabe-nos olhar e retornar a olhar para elas com insistência, anotando como os efeitos são produzidos, de que forma se repetem, cristalizam-se e se rompem sentidos em uma dada posição-sujeito, e se há repetições ou deslocamentos em curso, e 101

10 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E como a língua funciona, como vale e como faz jogo disso tudo. Segundo Lagazzi (1988, p.61): A partir das marcas lingüísticas que se sobressaem, configurando as pistas para a análise, é que começarão a delinear o caminho que levará o analista ao processo discursivo, possibilitando-lhe explicar o funcionamento do discurso (LAGAZZI, 1988, p.61). Nessa perspectiva, o processo metodológico da AD, indiciário no exercício, está às voltas com essa relação tensa, isto é, de contradição na constituição do sujeito (...) A partir da consideração social dos interlocutores, podemos dizer que os conhecimentos podem ser comuns mas não são iguais. Há desigualdade na distribuição de conhecimentos, não há partilha. Essa desigualdade é jogada na interlocução (ORLANDI, 1984, p.13). Desse modo, ao estudar o discurso, é necessário pensar a contradição e o sujeito, mantendo os ouvidos sempre colados na língua-concha, tratando-a não como unidade revestida de informação, como superfície precisa a ser decodificada, como transparência e completude, mas considerando que ela funda uma superfície furada e opaca, a qual chamamos texto, o todo em que se organizam os recortes (op. cit., p.14). A autora (op. cit, p.14) define que recorte é um fragmento da situação discursiva, recorte é naco, pedaço, fragmento. Não é segmento mensurável na linearidade (op. cit., p.16). 102

11 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria Com o gesto de recortar, o analista visa analisar o funcionamento discursivo do texto, buscando compreender o estabelecimento de relações significativas entre os elementos significantes da línguaconcha. Como a teoria discursiva considera a incompletude e a opacidade constitutivas da linguagem, não se tem a ilusão de abarcar ou produzir uma análise de todo o texto, esgotando-o por completo, mas tomando recortes dele e estabelecendo aí um começo, um lugar na incompletude (op. cit., p.17). Tais recortes representam o envolvimento do analista que se posiciona diante dos dados, escolhendo-os (e sendo escolhido por eles...), já implicado pelo seu objeto, muitas vezes efeito dele, haja visto que a defesa da análise do discurso como prática interpretativa não se dá sem que se coloque como condição indispensável a explicitação do lugar de onde o analista fala (TEIXEIRA, 2005, p ). Ao analisar os discursos, explicita Orlandi (2002, p.77-78), concebese um lugar para a descrição das sistematicidades linguísticas, isto é, busca-se descrever o modo como o linguístico aparece no discurso. Além disso, o que analisamos é o estado de um processo discursivo. Há, assim, a passagem da superfície linguística (o material de linguagem bruto, o texto) para o objeto discursivo, em que se faz funcionar o esquecimento número 2 (da instância da enunciação). Nesse momento, desfaz-se a ilusão de que aquilo que foi dito só poderia sê-lo daquela maneira. Desnaturaliza-se a relação palavra-coisa. Aponta-se, dessa forma, para um funcionamento da língua-concha, no qual a abertura para o múltiplo se instaura, o não-dito se faz presente, o confronto entre diferentes formações discursivas, constitutivamente frequentadas pelo seu outro, intervém, fazendo as palavras ecoarem sentidos no grande mar do discurso. A partir do objeto discursivo, o analista vai relacionar as distintas formações discursivas em confronto que como ondas fazem os sentidos se moverem e circularem nas margens, nas marés, nas areias, nas ressacas da linguagem com a formação ideológica que rege essas relações: Aí é que ele atinge a constituição dos processos 103

12 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E discursivos responsáveis pelos efeitos de sentidos produzidos naquele material simbólico, de cuja formulação o analista partiu (ORLANDI, 2002, p.78). Ainda nos dizeres de Orlandi (2002, p.68): Fatos vividos reclamam sentidos e os sujeitos se movem entre o real da língua e o da história, entre o acaso e a necessidade, o jogo e a regra, produzindo gestos de interpretação. De seu lado, o analista encontra, no texto, as pistas dos gestos de interpretação, que se tecem na historicidade. Pelo seu trabalho de análise, pelo dispositivo que constrói, considerando os processos discursivos, ele pode explicitar o modo de constituição dos sujeitos e de produção dos sentidos. Passa da superfície linguística (corpus bruto, textos) para o objeto discursivo e deste para o processo discursivo. Isso resulta, para o analista, com seu dispositivo, em mostrar o trabalho da ideologia. Em outras palavras, é trabalhando essas etapas de análise que ele observa os efeitos da língua na ideologia e materialização desta na língua. Ou, o que, do ponto de vista do analista, é o mesmo: é assim que ele aprende a historicidade do texto. O importante é esgotar, tanto quanto possível o recorte, verificando como entre os vários sentidos, um (ou mais) se tornou dominante (ORLANDI, 1984, p.23). Do texto ao recorte, da polissemia a um sentido possível, da sequência discursiva ao processo discursivo sustentado pelas condições de produção, da (e na) língua-concha ao mar do discurso: nosso trabalho insistente e cheio de dobras e frestas, nossa peleja por estar (e teimar em continuar) nas margens, no sem-categoria que nos lança a navegar com uma cartografia que é construída a cada passo dado (e também a cada aborto de passo). Com um mapa tal como coloca Deleuze-Guatarri: 104

13 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria (...) o mapa é aberto, é conectável em todas as suas dimensões, desmontável, reversível, suscetível de receber modificações constantemente. Ele pode ser rasgado, revertido, adaptar-se a montagens de qualquer natureza, ser preparado por um indivíduo, um grupo, uma formação social. Pode-se desenhá-lo numa parede, concebê-lo como obra de arte, construí-lo como uma ação política (...) (DELEUZE-GUATTARI, 1995, p.21). O que nos cabe escutar de novo (e com a polissemia dessa expressão, novamente e de novidade) na metodologia discursiva e nos nossos exercícios de análise(s), é a (nossa) condição da língua-concha, ou seja, escutar os espaços porosos, vazados, abertos que constituem uma ausência que é casco e borda, que emblematiza oco e palavra em torno. E só o fazemos na língua que nos falta, aquela da concha muito vazia e tão cheia de ar. O novo, nessa perspectiva, não é exclusividade do foco nem precisa ter lugar em um segmento de linguagem. É intervalar. É o resultado de uma situação discursiva, margem de enunciados efetivamente realizados, essa margem, este intervalo, não é um vazio, é o espaço ocupado pelo social. Efeito de sentido. Multiplicidade (ORLANDI, 1984, p.13). A lida com algo sempre escapante que está dentro, e também fora, e se manifesta como puro intervalo entre mar e areia, onda e pedra; que pode receber preenchimentos imprevisíveis de terra e ar permanecendo vazia; que sempre nos remete a margens de mar, marés, ondas, 105

14 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E movimentos de ondulações e ressacas em cascalhos, areias e pedras; que no seu de-dentro reserva espaço consagrado ao vazio, e por isso se faz busca e pôde ser cuspida do oceano, ressecar até a última gota, virar canção na voz de Buarque e mote para este texto. Margens que se estiram no dizer do sujeito na tentativa, sempre vã de preencher, (re)emendar, coser com os objetos de pesquisa e com as metodologias inventadas, algo que lhe falta, o ausente da (sua) concha. O furo que gesta e que coloca palavras e métodos em discurso, no concurso do faltoso que todo oceânico encerra, no que de falha é duração de continuidade, em nossa condição, também de concha. Notas 1 Docente com dedicação exclusiva da Universidade de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Discurso e memória: movimentos do sujeito (CNPQ) e do E- Laboratório Discursivo - sujeito, rede eletrônica e sentidos em movimentos (FAPESP). ** Pós-Doutoranda na Universidade de São Paulo. *** Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão da Universidade de São Paulo. Referências bibliográficas CHARTIER, R. (2001). Práticas da Leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2ª ed. DE CERTEAU, M. (1999). A invenção do cotidiano. Petrópolis: Vozes. DELEUZE, G.; GUATARRI, F. (1995). Introdução: Rizoma. In: DELEUZE, G.; GUATARRI, F. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34. p Coleção Trans. Tradução de Aurélio Guerra e Célia Pinto Costa. GINZBURG, C. (1989). Mitos, emblemas e sinais. São Paulo: Companhia das Letras. INDURSKY, F. (1997). A fala dos quartéis e as outras vozes. Campinas: Editora da Unicamp. LAGAZZI, S. (1988). O desafio de dizer não. Campinas: Pontes Editores. 106

15 Lucília Maria Abrahão e Sousa, Dantielli Assumpção Garcia r Daiana de Oliveira Faria MARX, K. (1988). O Capital: Crítica da Economia Política, Livro III, Volume V. São Paulo: Editora Nova Cultural. ORLANDI, E. P. (1984). Segmentar ou recortar. Série Estudos. Lingüística: Questões e Controvérsias. Nº 10. Faculdades Integradas de Uberaba.. (1988). Discurso e leitura. São Paulo: Cortez, Editora Unicamp.. (1991). O método em análise do discurso. Discurso, México, v. 6.. (2002) Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes.. (2006). Análise de Discurso: conversa com Eni Orlandi. In: Teias, Rio de Janeiro, v. 7, n , p.01-07, jan/dez. Anual. Entrevistada: Eni Orlandi. Entrevistador: Raquel Goulart Barreto. Disponível em: <www.periodicos.proped.pro.br/index.php?journal=revistateias>. Acesso em: 04 set (2012). Quando a falha fala: materialidade, sujeito, sentido. In: ORLANDI, E. P. Discurso em Análise: Sujeito, Sentido, Ideologia. Campinas: Pontes. p PÊCHEUX, M. (2011). Análise do Discurso: Michel Pêcheux. Campinas: Pontes. 276 p. Textos selecionados: Eni Orlandi. TEIXEIRA, M. (2005). Análise de discurso e psicanálise elementos para uma abordagem do sentido no discurso. Porto Alegre: EDIPUCRS. TFOUNI, L. V. (1992) O dado como indício e a contextualização do(a) pesquisador(a) nos estudos sobre compreensão da linguagem. In: DELTA, v.8, n.2, p Palavras-chave: língua-concha; Análise de Discurso; metodologia Keywords: shell-language; Discourse Analysis; methodology 107

16 108 PARADIGMA INDICIÁRIO, LÍNGUA-CONCHA, RECORTE E

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