O GÊNERO POLICIAL EM SHAKESPEARE NÃO SERVE DE ÁLIBI: CRIME NA BELLE-ÉPOQUE CARIOCA ¹

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O GÊNERO POLICIAL EM SHAKESPEARE NÃO SERVE DE ÁLIBI: CRIME NA BELLE-ÉPOQUE CARIOCA ¹"

Transcrição

1 O GÊNERO POLICIAL EM SHAKESPEARE NÃO SERVE DE ÁLIBI: CRIME NA BELLE-ÉPOQUE CARIOCA ¹ ROSS, Huanna Sperb²; FARIAS, Vera Elizabeth Prola³ Iniciação científica ¹ Trabalho de Pesquisa do Projeto PROBIC Perspectivas Literárias: Geografia, História e Ficção - UNIFRA ² Curso de Letras do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil ³ Profª. Drª. do curso de Letras do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil RESUMO O presente estudo é um recorte do Projeto PROBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) Perspectivas Literárias: Geografia, História e Ficção, autoria de Huanna Ross, em desenvolvimento no Centro Universitário Franciscano. Objetiva-se apresentar o surgimento do gênero policial, bem como refletir acerca de uma análise da narrativa Shakespeare não serve de álibi: Crime na Belle-Époque Carioca, autoria de Licínio Rios. Para isso, foram realizadas as leituras teóricas e, posteriormente, a leitura do romance. Como resultados parciais têm se julgado, a partir de um subsídio teórico adequado, as características que singularizam a leitura dos romances policiais. Portanto, foi possível perceber que a narrativa em questão se encaixa perfeitamente nas características desse gênero e, portanto, é um romance policial, gênero esse tão lido nos dias de hoje. Palavras-chave: Gênero policial; Análise; Narrativa. 1. INTRODUÇÃO Este trabalho é fruto do Projeto PROBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) Perspectivas Literárias: Geografia, História e Ficção, o qual se desenvolve no Centro Universitário Franciscano. A narrativa policial, gênero lido por muitas pessoas nos dias de hoje e muito conhecida através do detetive mais famoso do mundo, Sherlock Holmes, criação de Conan Doyle, apresenta, segundo Reimão (1983), um crime e alguém com o intuito de desvendá-lo. Entretanto, nem toda narrativa que contenha esses elementos, pode ser considerada como policial, visto que, além disso, é preciso uma determinada maneira de articular a narrativa, bem como de construir a relação do detetive com o crime e com a narração. 2. DESENVOLVIMENTO

2 A narrativa policial, a qual é comum no âmbito social e que, normalmente, é chamada de romance policial é, na verdade, a narrativa policial de detetive ou romance de enigma, denominação essa que, de acordo com Reimão (1983), parece ser perfeita, uma vez que esse gênero de policial parte de um enigma, o qual atua, então, como desencadeante da narrativa e a busca de sua solução, a elucidação, o explicar o enigma, o transformar o enigma em um não-enigma é o motor que impulsiona e mantém a narrativa; quando se esclarece o enigma, se encerra a narrativa (REIMÃO, 1983, p.11). Em Shakespeare não serve de álibi: Crime na Belle-Époque Carioca, romance policial de Licínio Rios, ocorre, no início da narrativa, o assassinato de uma famosa cortesã, lady Parsons sem aviso, ele saltou qual leopardo da poltrona ao récamier. Lavinia Parsons não pôde gritar porque a mão dele cortou-lhe o ar, sufocando-a, até que a lâmina começasse a abrir caminho na garganta dela. O corte foi preciso, cirúrgico, de orelha a orelha. Como faca na manteiga, o instrumento foi separando em dois todos os tecidos que encontrava, numa incisão terrível, pouco acima do camafeu de ouro e lápis-lazúli que lady Parsons usava. Era o predileto dela (RIOS, 1998, p.41). A narrativa se encerra após a descoberta do assassino, ou seja, do enigma, ainda que só quem sabe o nome do sujeito praticante do crime seja o leitor, uma vez que os suspeitos acabam sendo mortos e o segredo do criminoso não é desvendado para os demais personagens. O gênero em questão surgiu em 1841, com a publicação do conto Assassinatos na Rua Morgue, autoria de Edgar Allan Poe ( ), considerado a primeira narrativa policial moderna, no qual Poe cria um detetive, Dupin. Poe, além de criador desse gênero, é, conforme Reimão (1983), o exemplo mais expressivo da narrativa de enigma. Isso porque ao criar o gênero policial, Poe dá margem a vários tipos de narrativas policiais que surgirão depois, ele próprio, em seus contos, escreve uma narrativa tipo policial de enigma ou romance de detetive. Poe é a narrativaenigma por excelência e, além disso, abriu a possibilidade do surgimento de outros tipos de narrativa policial (REIMÃO, 1983, p.11-12). Alguns fatores que estavam ocorrendo por volta de 1840 quando Poe cria o gênero, tiveram forte influência nessa criação. De acordo com Reimão (1983), as condições da época tiveram forte influência para que Poe criasse esse gênero, uma vez que os jornais, surgidos na Europa no século XIX, apresentavam algumas seções, as quais valorizavam os fatos cotidianos. Além disso, o desafio do mistério juntamente com certo prazer na desgraça alheia e ao sentimento de justiça violada que requer reparos são, basicamente, os elementos geradores da atração e do prazer na leitura deste tipo de narrativa. Outra questão de grande influência para o surgimento deste novo gênero foi a Revolução Industrial, com início no século XVIII, resultando nas chamadas cidades

3 industriais, muito presentes no romance policial, como, por exemplo, a capital carioca, Rio de Janeiro, no romance a ser analisado. O positivismo, que também influenciou as criações de Poe, foi, conforme Reimão (1983, p.14-15) um dos últimos movimentos filosóficos a obter grande divulgação, repercussão e aceitação fora do círculo dos especialistas, tinha como crença básica, como pressuposto fundamental, a afirmação de que os fenômenos são regidos por leis. Essas leis existiriam tanto ao nível do mundo natural quanto do orgânico e do universo humano. Uma das consequências dessas concepções positivistas é a crença de que o espírito humano está submetido a leis como qualquer outro fenômeno (REIMÃO, 1983, p.14-15). Além disso, a polícia que parece sempre ter existido, surgiu no século XIX. No início desse século, os policiais franceses eram recrutados entre os ex-condenados e um de seus chefes era o ex-condenado mais famoso de todos Vidocq ( ) -, que em 1828 lança suas memórias. (REIMÃO, 1983, p.13-14) Sendo assim, Vidocq, ex-contraventor, conhece o mundo do crime a fundo, o que facilita suas investigações, pois é através da convivência com os criminosos e de suas próprias experiências que ele consegue desvendar os crimes que lhe são apresentados. É em oposição a esse tipo de detetive que Poe cria Dupin. Entretanto, isso deixou a população intrigada, conforme Reimão (1983, p.14), afirma: Se num primeiro momento há uma aceitação e até uma certa louvação da polícia, logo a população das novas cidades industriais ficará desconfiada e insatisfeita, com esta nova instituição. Para as novas, instáveis e perplexas classes médias, era tênue demais o limite entre um contraventor e um excontraventor (REIMÃO, 1983, p.14). Talvez, por esse motivo, todos os primeiros grandes detetives, da ficção, foram investigadores que não pertenceram à polícia como instituição. Este é o caso de Jofre Amat, protagonista do romance de Licínio Rios, que é um historiador e conhecedor da cidade, inclusive o romance é repleto de citações de sua obra, também fictícia, como historiador urbano. Até a Idade Média, o ato criminal podia ser negociado entre os indivíduos lesados, porém, com o surgimento do poder judiciário, o crime passou a ser visto como uma infração às leis do Estado e, com isso, o criminoso era considerado um inimigo público, isto é, um perigo para toda a sociedade. Ao lado dessa concepção de criminoso, há também a questão patológica, ou seja O criminoso é um doente mental. Sua razão é, às vezes, quase tão perfeita quanto a normal. Sua falha está nos sentimentos éticos e morais que, nele, estão deteriorados. Daí encontrarmos, às vezes, na narrativa policial, a ideia de gênio do crime, em oposição ao gênio da justiça (o detetive), como, por exemplo, Sherlock Holmes versus Moriarty (REIMÃO, 1983, p.16).

4 Segundo Reimão (1983) para se pensar a narrativa policial é necessário a substituir a intuição e o acaso pela precisão e pela lógica, pois de acordo com o pensamento de Poe, nada, no ato de criar literatura, pode ser atribuído ao acaso, mas tudo se encaminha, rigorosamente, para a solução desejada. Juntamente com isso, é preciso que a história seja escrita ao contrário, ou seja, de trás para frente, para que então todos os incidentes convirjam para o final desejado. No romance de enigma, tanto o trabalho do detetive perante o crime quanto a narração de suas deduções, ocorrem após o crime ter acontecido. Na narrativa policial de Licínios Rios, essa regra básica fica bem clara, uma vez que inicialmente há o assassinato de Lavinia Parsons, logo após os passos da investigação de Jofre Amat para então, finalmente, ocorrer o desfecho do caso. Poe juntamente com seus seguidores Conan Doyle e Agatha Christie, a dama do crime e criadora do detetive belga Hercule Poirot e da fascinante Miss Jane Marple, forma a chamada trinca de ouro do romance enigma, no qual o tema verdadeiro não é o crime, mas o esforço para solucioná-lo. Para esse trio, o detetive desse tipo de romance, ou seja, o romance de enigma é uma mente dedutiva, uma máquina de pensar, que, através de vestígios, pistas, indícios, consegue reconstruir uma história, um fato passado, e assim descobrir o (s) culpado (s). Conforme Reimão (1983, p.32), o narrador do romance não pode ser o próprio detetive, assim como o narrador onisciente está descartado. A partir disso, o que resta é o narrador impessoal e não onisciente, como é o caso do narrador em terceira pessoa presente em Shakespeare não serve de álibi: Crime na Belle-Époque Carioca. Esse narrador apenas retrata para os leitores o que ele enxergou, não transpondo para a sua narração seu ponto de vista acerca dos acontecimentos. Na literatura policial, os textos podem ser: policial de detetive, também conhecido como romance de enigma ou policial noir, o romance negro. Segundo Reimão (2005) O romance policial noir, também denominado policial americano, é um desdobramento do policial enigma clássico e tem em Dashiell Hammett e Raymond Chandler seus fundadores e seus nomes mais expressivos. Sua narrativa é construída no presente, acompanha o correr dos fatos, segue as investigações, ou seja, se dá no mesmo tempo da ação, e não em forma de memória como no policial enigma (REIMÃO, 2005). Os detetives desses romances deixam a cargo do leitor as deduções construídas a partir dos dados apresentados, ou seja, cabe ao leitor deduzir o caráter, a personalidade e os sentimentos dos personagens a partir das descrições fornecidas pelo narrador. Além disso, a violência presente no romance em questão não é apenas um elemento a mais, mas sim, um reflexo da época em que ele surgiu, isto é, uma época pós-guerra, na qual existiam

5 por todos os lados crime organizado, gangues e corrupção policial. Há nesse tipo de narrativa policial a exploração das ações violentas, brutas, bem como das situações angustiantes nas quais o homem é capaz de se envolver e de todos os tipos de sentimentos, sejam eles ignóbeis ou não. Sendo assim, a gíria e os palavrões são admitidos e, consequentemente, a linguagem coloquial do dia-a-dia também. o leitor habituado a narrativas de enigma se defronta com outro tipo de leitura. Um protagonista que se opõe ao detetive clássico. Um detetive que convive e faz com que o leitor conviva, frequentemente, sem que a linguagem tente amenizar, com violência, com agressão, com frequentes descrições de lutas e violações corporais, e envolva-se, vivencie toda essa emoção da bestialidade (REIMÃO, 1983, p.63). No romance negro, as oposições ao romance de enigma são várias, como, por exemplo, o otimismo, a moralidade convencional, o espírito conformista a um detetive que sempre resolve os mistérios. A partir disso, Reimão (1983, p.51-52) cita as palavras de Marcel Duhamell, criador e diretor da coleção Série Noire : o leitor desprevenido que se acautele: os volumes da Série Noire não podem, sem perigo, estar em todas as mãos. O amante de enigmas a Sherlock Holmes aí não encontrará nada a seu gosto. [...] Aí vemos policiais mais corrompidos do que os malfeitores que perseguem. O detetive simpático não resolve sempre o mistério. Algumas vezes nem há mistério. E até mesmo, outras vezes, nem detetive. E então? Então resta a ação, a angústia, a violência, - sob todas as formas especialmente as mais vis -, a pancadaria é o massacre. [...] Há ainda o amor, de preferência bestial, a paixão desordenada, o ódio sem perdão, todos os sentimentos que numa sociedade policiada só devem ser encontrados raramente, mas que aqui são moeda corrente, e são, algumas vezes, expressos numa linguagem bem pouco acadêmica, mas onde domina sempre, rosa ou negro, o humor (DUHAMELL apud REIMÃO, 1983, p.51-52). Diferentemente do romance de enigma, no qual o crime acontecia anteriormente ao momento na narrativa, no romance negro a narrativa coincide com os acontecimentos, ou seja, os fatos ocorrem no presente e o leitor tem a possibilidade de acompanhar as investigações. Segundo Reimão (1983, p.56) não se trata de reconstituir um crime passado e seu desvendamento, mas de atuar lado a lado com o (s) criminoso (s) e tentar adiantar-se a ele (s). Sendo assim, o leitor é capaz de acompanhar os erros e enganos do detetive, uma vez que este é passível de cometer infrações, conforme Reimão (1983, p.63) o leitor habituado ao romance enigma, acostumado, pois, à palavra final do detetive clássico, que consegue encaixar numa versão lógica e inquestionável as pistas aparentemente mais dispersas possíveis, passa a acompanhar, em pé de igualdade, os tropeços e os enganos deste novo detetive, cuja palavra final não é inquestionável nem acima de qualquer suspeita (REIMÃO, 1983, p.63). O detetive, que era imune a qualquer tipo de violência no romance de enigma, está sujeito a perigos, pois não possui garantia da imunidade física. Em 1920, 79 anos após a estreia de Dupin e 33 anos depois do nascimento de Sherlock Holmes, apresentado por Conan Doyle,, surge no Brasil a publicação da primeira

6 narrativa policial brasileira, O mistério, escrita por Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa. 3. CONSIDERAÇÕES PARCIAIS Visto que o presente trabalho encontra-se, ainda, em desenvolvimento, não foi possível obter nenhum conclusão até o momento. Entretanto, foi feita uma retrospectiva histórica, com base em textos teóricos de Sandra Lúcia Reimão, para entender o surgimento do romance policial, gênero muito lido atualmente, e sua evolução, bem como a criação de seus detetives. Além disso, observaram-se características desse gênero dentro do romance policial de Licínio Rios, Shakespeare não serve de álibi. 4. REFERÊNCIAS REIMÃO, Sandra Lúcia. O que é romance policial. São Paulo: Ed. Brasiliense, REIMÃO, Sandra Lúcia. Literatura policial brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, RIOS, Licínio. Shakespeare não serve de álibi: Crime na Belle-Époque Carioca. São Paulo: Ed. 34, 1998.

Adriano Schwartz 1 Folha de São Paulo

Adriano Schwartz 1 Folha de São Paulo PONTO DE VISTA A ESTRATÉGIA DO CRIME Adriano Schwartz 1 Folha de São Paulo O escritor Ricardo Piglia já disse mais de uma vez que não há nada além de livros de viagens ou histórias policiais. Narra-se

Leia mais

SUPLEMENTO DE ATIVIDADES

SUPLEMENTO DE ATIVIDADES SUPLEMENTO DE ATIVIDADES NOME: N O : ESCOLA: SÉRIE: 1 Considerado um dos mais importantes escritores de todos os tempos, Edgar Allan Poe se inscreveu na história da literatura mundial com seu estilo inconfundível.

Leia mais

AS MANIFESTAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE ENTRE O CASO DOS DEZ NEGRINHOS E ASSASSINATOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.

AS MANIFESTAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE ENTRE O CASO DOS DEZ NEGRINHOS E ASSASSINATOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. AS MANIFESTAÇÕES DE INTERTEXTUALIDADE ENTRE O CASO DOS DEZ NEGRINHOS E ASSASSINATOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Allison Guimarães Andrade 1, Profª MSc. Regiane Magalhães Boainain 2 1 UNITAU/FCSL,

Leia mais

Ano: 6 Turma: 61 e 6.2

Ano: 6 Turma: 61 e 6.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 1ª Etapa 2014 Disciplina: Português Professor(a): Cristiane Lopes Ano: 6 Turma: 61 e 6.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO GÊNERO DETETIVESCO: DA NARRATIVA DE ENIGMA DE POE A O CRIME DA GÁVEA, DE MARCILIO MORAES

A EVOLUÇÃO DO GÊNERO DETETIVESCO: DA NARRATIVA DE ENIGMA DE POE A O CRIME DA GÁVEA, DE MARCILIO MORAES 342 A EVOLUÇÃO DO GÊNERO DETETIVESCO: DA NARRATIVA DE ENIGMA DE POE A O CRIME DA GÁVEA, DE MARCILIO MORAES Yara dos Santos Augusto Silva Resumo: O presente estudo busca investigar a evolução do gênero

Leia mais

Ano: 6 Turma: 61 e 6.2

Ano: 6 Turma: 61 e 6.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 1ª Etapa 2014 Disciplina: Português Professor(a): Cristiane Lopes Ano: 6 Turma: 61 e 6.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de

Leia mais

Romance Policial: Origens e Experiências Contemporâneas

Romance Policial: Origens e Experiências Contemporâneas 1 Romance Policial: Origens e Experiências Contemporâneas por Adriana Freitas 1 Em sua Teoria do romance, Lukács (2000) estuda a perda do sentido imanente em que se baseava a epopéia helênica e o aparecimento

Leia mais

A CONFIGURAÇÃO DO ROMANCE POLICIAL CONTEMPORÂNEO: UMA ABORDAGEM SEMIÓTICA

A CONFIGURAÇÃO DO ROMANCE POLICIAL CONTEMPORÂNEO: UMA ABORDAGEM SEMIÓTICA A CONFIGURAÇÃO DO ROMANCE POLICIAL CONTEMPORÂNEO: UMA ABORDAGEM SEMIÓTICA Fernanda Massi/UNESP/FAPESP Introdução O gênero policial tem sua origem a partir de três contos policiais escritos por Edgar Allan

Leia mais

endereço: data: Telefone: E-mail: PARA QUEM CURSA O 5.O ANO EM 2012 Disciplina: Prova: PoRTUGUÊs

endereço: data: Telefone: E-mail: PARA QUEM CURSA O 5.O ANO EM 2012 Disciplina: Prova: PoRTUGUÊs Nome: N.º: endereço: data: Telefone: E-mail: Colégio PARA QUEM CURSA O 5.O ANO EM 2012 Disciplina: Prova: PoRTUGUÊs desafio nota: Nesta prova você será apresentado a Sherlock Holmes, um dos mais conhecidos

Leia mais

Janelas da alma: um olhar sobre o gênero policial. Nébias 1

Janelas da alma: um olhar sobre o gênero policial. Nébias 1 Janelas da alma: um olhar sobre o gênero policial Nébias 1 Marta Maria Rodriguez RESUMO: Este artigo visa a analisar duas obras que dialogam com o gênero policial: Janela indiscreta, de Alfred Hitchcock,

Leia mais

PALAVRAS DE DETETIVE

PALAVRAS DE DETETIVE PALAVRAS DE DETETIVE Recorta as definições e une-as às respetivas palavras. Utiliza os dicionários disponíveis. Pessoa que possivelmente terá cometido o crime. Sinal, indicação, indício, que ajuda a resolver

Leia mais

Pedagogia. Pesquisa educacional: os caminhos do conhecimento. Pesquisa educacional: os caminhos do conhecimento

Pedagogia. Pesquisa educacional: os caminhos do conhecimento. Pesquisa educacional: os caminhos do conhecimento Pedagogia Prof. Dr. Roger Quadros A influência das pesquisas na formação do professor Pesquisa educacional: os caminhos do conhecimento Objetivos: Discutir alguns cuidados básicos para a escolha do tema

Leia mais

DEPARTAMENTO DE LETRAS E EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS MARIA DE FÁTIMA VIEIRA DE CARVALHO

DEPARTAMENTO DE LETRAS E EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS MARIA DE FÁTIMA VIEIRA DE CARVALHO DEPARTAMENTO DE LETRAS E EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS MARIA DE FÁTIMA VIEIRA DE CARVALHO OS DETETIVES NA LITERATURA DE LÍNGUA ANGLÓFONA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS CRIMES DA RUA MORGUE,

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

GANYMÉDES JOSÉ Oito minutos dentro de uma fotografia

GANYMÉDES JOSÉ Oito minutos dentro de uma fotografia Leitor crítico Jovem Adulto Leitor crítico 7ª e 8ª séries Leitor fluente 5ª e 6ª séries GANYMÉDES JOSÉ Oito minutos dentro de uma fotografia PROJETO DE LEITURA Coordenação: Maria José Nóbrega Elaboração:

Leia mais

fim de realçar ainda mais a capacidade de raciocínio do personagem. Assim, consegue utilizar melhor o detetive como instrumento para a elucidação do

fim de realçar ainda mais a capacidade de raciocínio do personagem. Assim, consegue utilizar melhor o detetive como instrumento para a elucidação do 53 5 BREVE DESCRIÇÃO DO ROMANCE POLICIAL, O DESENVOLVIMENTO DESSE GÊNERO NO BRASIL E A REVISTA DETETIVE 5.1 Surgimento da narrativa policial Em abril de 1841, diversos leitores americanos tomaram conhecimento

Leia mais

Ética e estética do crime: ficção de detetive, hard-boiled e noir

Ética e estética do crime: ficção de detetive, hard-boiled e noir Resumo: Ética e estética do crime: ficção de detetive, hard-boiled e noir Prof. Dr. Julio Jeha i (UFMG) As três formas principais de literatura criminal ficção de detetive, hard-boiled e noir se caracterizam

Leia mais

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro sumário 9 prefácio. A lição aristotélica de Poe [Pedro Süssekind] 17 A filosofia da composição

Leia mais

Ao Assassino o seu Castigo, ou a Impossibilidade de sair Impune. Uma leitura da obra O Seminarista de Rubem Fonseca

Ao Assassino o seu Castigo, ou a Impossibilidade de sair Impune. Uma leitura da obra O Seminarista de Rubem Fonseca Ao Assassino o seu Castigo, ou a Impossibilidade de sair Impune Uma leitura da obra O Seminarista de Rubem Fonseca Tânia Ardito FLUP Auctor criminis det poenas Para pensarmos um pouco na ideia de crime

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

Revista Alamedas Revista Eletrônica do NDP V.1, n.1, jan./jun.2006 ISSN 1981-0253

Revista Alamedas Revista Eletrônica do NDP V.1, n.1, jan./jun.2006 ISSN 1981-0253 ELUF, Luiza Nagib. A Paixão no Banco dos Réus: Casos Passionais Célebres: de Pontes Visgueiro a Pimenta Neves. 2º ed. São Paulo: Saraiva, 2003. Fernanda Pamplona Ramão 1 Luiza Nagib Eluf realiza uma retrospectiva

Leia mais

A jornada do herói. A Jornada do Herói

A jornada do herói. A Jornada do Herói A Jornada do Herói Artigo de Albert Paul Dahoui Joseph Campbell lançou um livro chamado O herói de mil faces. A primeira publicação foi em 1949, sendo o resultado de um longo e minucioso trabalho que Campbell

Leia mais

A Corte Chegou Cândida Vilares e Vera Vilhena PROJETO DE LEITURA. Ficha Autoras: Romance histórico. As autoras A vivência como professoras

A Corte Chegou Cândida Vilares e Vera Vilhena PROJETO DE LEITURA. Ficha Autoras: Romance histórico. As autoras A vivência como professoras A Corte Chegou Cândida Vilares e Vera Vilhena PROJETO DE LEITURA 1 As autoras A vivência como professoras foi a base de trabalho das autoras. Na sala de aula, puderam conviver com a realidade de leitura

Leia mais

Considerações sobre o gênero romance policial e a obra O Crime da Gávea, de Marcilio Moraes

Considerações sobre o gênero romance policial e a obra O Crime da Gávea, de Marcilio Moraes Considerações sobre o gênero romance policial e a obra O Crime da Gávea, de Marcilio Moraes Yara dos Santos Augusto Silva (UFMG) yaraaugusto@uol.com.br RESUMO: Este artigo procura demonstrar, a partir

Leia mais

As grandes metrópoles, o observador urbano e o detetive: uma aproximação¹

As grandes metrópoles, o observador urbano e o detetive: uma aproximação¹ As grandes metrópoles, o observador urbano e o detetive: uma aproximação¹ Virgínia Caetano Baumhardt² Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS Resumo No fim do século XIX,

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Clelia Simeão Pires VIOLÊNCIA, EROTISMO E TRANSGRESSÃO: A GRANDE ARTE,

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Clelia Simeão Pires VIOLÊNCIA, EROTISMO E TRANSGRESSÃO: A GRANDE ARTE, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Clelia Simeão Pires VIOLÊNCIA, EROTISMO E TRANSGRESSÃO: A GRANDE ARTE, UM ROMANCE POLICIAL DE RUBEM FONSECA Rio de Janeiro 2006 VIOLÊNCIA, EROTISMO E TRANSGRESSÃO:

Leia mais

Texto 4 Composição em prosa não literária

Texto 4 Composição em prosa não literária Curso de Redação: Do texto ao texto Professora: Maria Aparecida Araújo Texto 4 Composição em prosa não literária Conteúdo Descrição Narração Dissertação Bibliografia: 1. CARNEIRO, Agostinho Dias: Redação

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

O Falcão Maltês. Aspectos do romance policial noir.

O Falcão Maltês. Aspectos do romance policial noir. O Falcão Maltês Aspectos do romance policial noir. O romance policial noir surgiu no século XX nos Estados Unidos, seus proponentes são Dashiell Hammett e Hemmingway; apresenta à fusão de duas histórias,

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia. Comunicação: Relato de Pesquisa

Universidade Federal de Uberlândia. Comunicação: Relato de Pesquisa PLANTA BAIXA: RESIGNIFICAÇÃO SENSORIAL DO ESPAÇO ESCOLAR André Luiz Silva Rodovalho (andreluizsr@yahoo.com.br), Bárbara Lamounier Borges Lima (barbaralblima@hotmail.com), Clara Fonseca Bevilaqua (clara.bevilaqua@uol.com.br),

Leia mais

O homem na cidade moderna: Walter Benjamin e uma leitura crítica dos contos de detetive de Edgar Allan Poe

O homem na cidade moderna: Walter Benjamin e uma leitura crítica dos contos de detetive de Edgar Allan Poe O homem na cidade moderna: Walter Benjamin e uma leitura crítica dos contos de detetive de Edgar Allan Poe Fabiana de Lacerda Vilaço 1 Resumen: Proponho apresentar e comentar estudos empreendidos na pesquisa

Leia mais

Curso OAM Turma 6 Módulo 2 1º Semestre 2015. LEI DIVINA ou NATURAL e LEI DE ADORAÇÃO

Curso OAM Turma 6 Módulo 2 1º Semestre 2015. LEI DIVINA ou NATURAL e LEI DE ADORAÇÃO Curso OAM Turma 6 Módulo 2 1º Semestre 2015 LEI DIVINA ou NATURAL e LEI DE ADORAÇÃO José Aparecido 18.03.2015 CURSO DOUTRINARIO OAM Turma 6 Módulo 2 1º Semestre 2015 Aulas Curso Doutrinário OAM Turma 6

Leia mais

Um Menino Igual a Todo Mundo

Um Menino Igual a Todo Mundo elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Um Menino Igual a Todo Mundo escrito por & ilustrado por Sandra Saruê Marcelo Boffa Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios

Leia mais

Bellini e a Esfinge: do romance ao filme, variações em torno de um personagem 1

Bellini e a Esfinge: do romance ao filme, variações em torno de um personagem 1 1 Bellini e a Esfinge: do romance ao filme, variações em torno de um personagem 1 Natália de Oliveira CONTE 2 Marcelo BULHÕES 3 Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, Bauru, SP RESUMO Este artigo

Leia mais

Prefácio Não é o amor indefinível, uma questão de sentimento, não de pensamento? Pior: aprofundar essa emoção extremamente espontânea e misteriosa não é correr o risco de expulsar sua magia? E assim acabar

Leia mais

Hebe Laghi de Souza. DARWIN e KARDEC

Hebe Laghi de Souza. DARWIN e KARDEC Hebe Laghi de Souza DARWIN e KARDEC U M D I Á L O G O P O S S Í V E L CAMPINAS SP 2007 Sumário prefácio...xvii Capítulo 1 novos conhecimentos... 1 Dois livros, duas teorias um novo rumo...1 Detonando o

Leia mais

2ª Etapa: Propor a redação de um conto de mistério utilizando os recursos identificados na primeira etapa da atividade.

2ª Etapa: Propor a redação de um conto de mistério utilizando os recursos identificados na primeira etapa da atividade. DRÁCULA Introdução ao tema Certamente, muitas das histórias que atraem a atenção dos jovens leitores são as narrativas de terror e mistério. Monstros, fantasmas e outras criaturas sobrenaturais sempre

Leia mais

A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES. Palavras-chave: Regionalismo Evolução Estética - Permanência

A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES. Palavras-chave: Regionalismo Evolução Estética - Permanência A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES Vanilde Gonçalves dos Santos LEITE; Rogério SANTANA F L - UFG vanildegsl@hotmail.com Palavras-chave: Regionalismo Evolução

Leia mais

Introdução. De que adianta estudar filosofia se não para melhorar o seu pensamento sobre as questões importantes do dia a dia? Ludwig Wittgenstein

Introdução. De que adianta estudar filosofia se não para melhorar o seu pensamento sobre as questões importantes do dia a dia? Ludwig Wittgenstein Introdução De que adianta estudar filosofia se não para melhorar o seu pensamento sobre as questões importantes do dia a dia? Ludwig Wittgenstein O que a filosofia tem a ver com o dia a dia? Tudo! Na verdade,

Leia mais

CENTRO DE APRENDIZAGEM LICEU SAPIENTIA. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre Os livros serão indicados pelas professoras de Inglês e Espanhol

CENTRO DE APRENDIZAGEM LICEU SAPIENTIA. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre Os livros serão indicados pelas professoras de Inglês e Espanhol RELAÇÃO DOS LIVROS DE LITERATURA 8º ANO PROF. Josias/ Eliane/Iara Data: 05/02/2014 As Aventuras de Tom Sawyer Tom Sawyer é um menino travesso e muito aventureiro. Ao mesmo tempo em que apronta poucas e

Leia mais

A ética do detetive Renata Fernandes Magdaleno

A ética do detetive Renata Fernandes Magdaleno A ética do detetive Renata Fernandes Magdaleno No presente trabalho procuro mostrar que os detetives dos romances policiais contemporâneos costumam apresentar uma ética própria, que questiona princípios

Leia mais

sua terceira versão, o PNDH-3 lançado em 2009 governo do ex-presidente Lula (2003-2010).

sua terceira versão, o PNDH-3 lançado em 2009 governo do ex-presidente Lula (2003-2010). FORMAÇÃO CONTINUADA NA LIDA DO POLICIAL CIVIL: estudo sobre as estratégias de formação continuada de policiais civis para o atendimento aos grupos vulneráveis Bárbara Aragão Teodoro Silva UFMG Este pôster

Leia mais

de vinte anos, dentre elas uma variedade de romances, contos, obras de cunho autobiográfico,

de vinte anos, dentre elas uma variedade de romances, contos, obras de cunho autobiográfico, 1 1 INTRODUÇÃO A série de publicações de Paul Auster ao longo de uma carreira literária de pouco mais de vinte anos, dentre elas uma variedade de romances, contos, obras de cunho autobiográfico, traduções

Leia mais

UNIVERSIDADE VALE DO RIO VERDE Recredenciamento e-mec 200901929 TERESA CRISTINA MARTINS KOBAYASHI

UNIVERSIDADE VALE DO RIO VERDE Recredenciamento e-mec 200901929 TERESA CRISTINA MARTINS KOBAYASHI UNIVERSIDADE VALE DO RIO VERDE Recredenciamento e-mec 200901929 TERESA CRISTINA MARTINS KOBAYASHI A VIOLÊNCIA COMO PROTAGONISTA A TRADIÇÃO NOIR NA NARRATIVA (POLICIAL) MINEIRA: Leituras de O Cobrador,

Leia mais

ENTRE O ENIGMA E O NOIR: O ROMANCE POLICIAL DE LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA. de duas vertentes do gênero, conhecidas como enigma e noir, fazendo com que a

ENTRE O ENIGMA E O NOIR: O ROMANCE POLICIAL DE LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA. de duas vertentes do gênero, conhecidas como enigma e noir, fazendo com que a ENTRE O ENIGMA E O NOIR: O ROMANCE POLICIAL DE LUIZ ALFREDO GARCIA-ROZA Marcio Rezende Siniscalchi Júnior 1 RESUMO: Os romances policiais de Luiz Alfredo Garcia-Roza mesclam as características de duas

Leia mais

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Jaqueline Gomes de Jesus* 1

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Jaqueline Gomes de Jesus* 1 29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS Jaqueline Gomes de Jesus* 1 Uma história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que eles sejam mentirosos,

Leia mais

ANÁLISE GEOGRÁFICA DA RELAÇÃO SOCIEDADE/NATUREZA

ANÁLISE GEOGRÁFICA DA RELAÇÃO SOCIEDADE/NATUREZA ANÁLISE GEOGRÁFICA DA RELAÇÃO SOCIEDADE/NATUREZA BIANCHI, Aline Barrim Universidade Federal de Santa Maria UFSM Centro de Ciências Naturais e Exatas CCNE Curso de Geografia Licenciatura email: alinebarrim@gmail.com

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

PESQUISA QUALITATIVA

PESQUISA QUALITATIVA PESQUISA QUALITATIVA CONHECIMENTO É o processo pelo qual as pessoas intuem, apreendem e depois expressam. Qualquer ser humano que apreende o mundo (pensa) e exterioriza, produz conhecimento. PESQUISA É

Leia mais

Os Amigos do Pedrinho

Os Amigos do Pedrinho elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Os Amigos do Pedrinho escrito por & ilustrado por Ruth Rocha Eduardo Rocha Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

CRÔNICAS DE UM DETETIVE

CRÔNICAS DE UM DETETIVE CRÔNICAS DE UM DETETIVE EDILMAR LIMA Brasília Distrito Federal 2003 Copyright @ 2003 by Edilmar Lima - Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução sem prévia autorização. Um livro de Edilmar Lima

Leia mais

Loucura Mito e Realidade

Loucura Mito e Realidade Loucura Mito e Realidade Carmem Dametto Loucura Mito e Realidade 1ª Edição POD Petrópolis KBR 2012 Edição de texto Noga Sklar Editoração: KBR Capa KBR Copyright 2012 Carmem Dametto Todos os direitos reservados

Leia mais

Aspectos Psicológicos da Educação em Direitos Humanos

Aspectos Psicológicos da Educação em Direitos Humanos Aspectos Psicológicos da Educação em Direitos Humanos Profª. Dda. Maria de Nazaré Tavares Zenaide Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Não bastam boas leis, uma boa Constituição, é preciso que as pessoas

Leia mais

REDAÇÃO DISSERTAÇÃO AULA 5. Professora Sandra Franco

REDAÇÃO DISSERTAÇÃO AULA 5. Professora Sandra Franco REDAÇÃO AULA 5 Professora Sandra Franco DISSERTAÇÃO 1. Definição de Dissertação. 2. Roteiro para dissertação. 3. Partes da dissertação. 4. Prática. 5. Recomendações Gerais. 6. Leitura Complementar. 1.

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

O FENÓMENO. Film 2004 / 2005 Universal Studios. Todos os Direitos Reservados.

O FENÓMENO. Film 2004 / 2005 Universal Studios. Todos os Direitos Reservados. O FENÓMENO Como num bom mistério policial, os casos clínicos na famosa série de televisão Dr. House nunca são aquilo que parecem ser à primeira vista. No entanto, aqui os maus da fita não são os habituais

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE ADRIANA PEREIRA DE JESUS

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE ADRIANA PEREIRA DE JESUS UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE ADRIANA PEREIRA DE JESUS A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE POLICIAL EM O CASO DA ESTRANHA FOTOGRAFIA, BERENICE DETETIVE E DROGA DE AMERICANA! São Paulo 2008 Adriana Pereira de

Leia mais

VALORES HUMANOS E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE. Raquel Pereira Alves rp.alves.8@gmail.com

VALORES HUMANOS E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE. Raquel Pereira Alves rp.alves.8@gmail.com VALORES HUMANOS E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE Raquel Pereira Alves rp.alves.8@gmail.com VALORES HUMANOS E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE Raquel Pereira Alves rp.alves.8@gmail.com DANÇA MUNDURUKU (o chamado para

Leia mais

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE Silvia Ramos A pesquisa mídia e violência O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade

Leia mais

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual.

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual. Apresentação Este projeto é simples e pretende levar para o público algo de elevado conteúdo artístico. O orçamento da pré-produção e da produção é pequeno, já que a peça será encenada por dois atores

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

CRIMISTÉRIO EM ANTIPERIPLEÍA DE GUIMARÃES ROSA

CRIMISTÉRIO EM ANTIPERIPLEÍA DE GUIMARÃES ROSA CRIMISTÉRIO EM ANTIPERIPLEÍA DE GUIMARÃES ROSA Auda Ribeiro INTRODUÇÃO Guimarães Rosa, considerado um dos grandes expoentes do texto ficcional, é sem dúvidas um dos mais perspicazes investigadores dos

Leia mais

SUBPROJETO PIBID-EDUCAÇÃO FÍSICA: XADREZ NA ESCOLA ESTADUAL TANCREDO NEVES

SUBPROJETO PIBID-EDUCAÇÃO FÍSICA: XADREZ NA ESCOLA ESTADUAL TANCREDO NEVES SUBPROJETO PIBID-EDUCAÇÃO FÍSICA: XADREZ NA ESCOLA ESTADUAL TANCREDO NEVES Lucas Duarte Passos¹; Wilson Claudino Bezerra²; Carlos Eduardo Zanetti de Albuquerque 3 ; Raquel Canazza de Macedo 4 ; Marina

Leia mais

PROCESSOS CRIMES: SUA IMPORTÂNCIA COMO FONTE PRIMÁRIA. 1

PROCESSOS CRIMES: SUA IMPORTÂNCIA COMO FONTE PRIMÁRIA. 1 199 PROCESSOS CRIMES: SUA IMPORTÂNCIA COMO FONTE PRIMÁRIA. 1 FERIOTO, Diego Gomes. 2 RESUMO Apresentaremos resultados parciais da pesquisa que pretende enfatizar a importância dos processos criminais como

Leia mais

Rede de cientistas cria "guia" do DNA

Rede de cientistas cria guia do DNA Rede de cientistas cria "guia" do DNA Pacotão de estudos faz a análise mais completa do DNA Na maior série de descobertas sobre o DNA humano desde a realização do projeto genoma humano em 2003, 442 cientistas

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

Informações práticas para denunciar crimes raciais

Informações práticas para denunciar crimes raciais Informações práticas para denunciar crimes raciais O que é racismo? Racismo é tratar alguém de forma diferente (e inferior) por causa de sua cor, raça, etnia, religião ou procedência nacional. Para se

Leia mais

LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS

LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS Mestranda Kézia Dantas Félix 1, UEPB 1 Resumo: Neste artigo estudo o debate estabelecido em torno do cânone literário,

Leia mais

Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito

Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito Instituto de Ensino Superior de Goiás Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito PLANO DE ENSINO 1. IDENTIFICAÇÃO: CURSO: Direito TURMA: 1º Semestre DISCIPLINA: Antropologia e Sociologia

Leia mais

CEAP Curso de Direito Disciplina Introdução ao Direito. Aula 03. Prof. Milton Correa Filho

CEAP Curso de Direito Disciplina Introdução ao Direito. Aula 03. Prof. Milton Correa Filho CEAP Curso de Direito Disciplina Introdução ao Direito Aula 03 E Prof. Milton Correa Filho 1.Motivação: O que é o que é (Gonzaguinha) -Dialógo de Antigona 2.Apresentação dos slides 3.Tira duvidas 4.Avisos

Leia mais

Aula 7: Métodos de raciocínio

Aula 7: Métodos de raciocínio Aula 7: Métodos de raciocínio São modelos conscientes de organização do pensamento Desde pequenos, ouvimos que a principal característica que diferencia os seres humanos dos animais é o fato de aqueles

Leia mais

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes daqueles que consideramos nossos. Costuma indicar desconhecimento

Leia mais

Observações sobre a nova literatura brasileira de entretenimento o caso das narrativas policiais (1992-2002) Sandra Reimão

Observações sobre a nova literatura brasileira de entretenimento o caso das narrativas policiais (1992-2002) Sandra Reimão Observações sobre a nova literatura brasileira de entretenimento o caso das narrativas policiais (1992-2002) Sandra Reimão Começando com uma breve retomada histórica: a literatura policial no Brasil Em

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

Violência afetiva e violência doméstica contra idosos. Patrícia Luíza Costa e Paulo Guilherme Santos Chaves. Belo Horizonte MG Janeiro - 2003

Violência afetiva e violência doméstica contra idosos. Patrícia Luíza Costa e Paulo Guilherme Santos Chaves. Belo Horizonte MG Janeiro - 2003 Violência afetiva e violência doméstica contra idosos Patrícia Luíza Costa e Paulo Guilherme Santos Chaves Belo Horizonte MG Janeiro - 2003 Autores: PATRÍCIA LUÍZA COSTA - Bacharel em Química pela UFMG.

Leia mais

PRÁTICA DOCENTE EM TURMA REGULAR E ESPECIAL DE ENSINO: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO¹

PRÁTICA DOCENTE EM TURMA REGULAR E ESPECIAL DE ENSINO: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO¹ PRÁTICA DOCENTE EM TURMA REGULAR E ESPECIAL DE ENSINO: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE A INCLUSÃO¹ PEDROTTI, Ana Paula Floss²; GRASSI, Marília Guedes²; FERREIRA, Marilise²; MOREIRA, Nathana Coelho²; NOAL,

Leia mais

(Re)pensando o Lugar da Educação em Direitos Humanos. na Educação de Surdos

(Re)pensando o Lugar da Educação em Direitos Humanos. na Educação de Surdos (Re)pensando o Lugar da Educação em Direitos Humanos na Educação de Surdos Por MARIA DE FÁTIMA DA SILVA CAVALCANTE Resumo: O presente artigo tem por objetivo discutir a Educação em Direitos Humanos como

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

REFLEXÕES ACERCA DAS CONTRIBUIÇÕES DE MALINOWSKI PARA A PESQUISA DE CAMPO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

REFLEXÕES ACERCA DAS CONTRIBUIÇÕES DE MALINOWSKI PARA A PESQUISA DE CAMPO EM CIÊNCIAS SOCIAIS REFLEXÕES ACERCA DAS CONTRIBUIÇÕES DE MALINOWSKI PARA A PESQUISA DE CAMPO EM CIÊNCIAS SOCIAIS Marlon Leal RODRIGUES NEAD/UEMS/UFMS/UNICAMP Antonio Carlos Santana de SOUZA NEC/UEMS Escrever acerca de Malinowski,

Leia mais

Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto

Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade II Cultura: a pluralidade na expressão humana Aula 13.1 Conteúdo: Outras formas de narrar: o conto 3 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO

Leia mais

HISTÓRIA: UMA CIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO

HISTÓRIA: UMA CIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO HISTÓRIA: UMA CIÊNCIA EM CONSTRUÇÃO Elias da Silva Maia Doutorando HCTE esmaia@ig.com.br UMA VISÃO DE CIÊNCIA Podemos considerar e definir ciência como as atividades, as instituições e os métodos ligados

Leia mais

Palavras-chave: Mediação Cultural; Autonomia; Diversidade.

Palavras-chave: Mediação Cultural; Autonomia; Diversidade. Um olhar sobre a diversidade dos educativos da Fundaj 1 Maria Clara Martins Rocha Unesco / MG Maria José Gonçalves Fundaj / PE RESUMO Os programas educativos nos diferentes equipamentos culturais da Fundação

Leia mais

3. Contextualização Espacial

3. Contextualização Espacial História 1. Logline Sherlock Holmes, famoso detetive, está na cidade do Porto, quando se apercebe da ocorrência de um misterioso crime. Várias pessoas foram envenenadas por toda a cidade e a policia não

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

2007 Para Francisco livro em 2008 cinemas em 2015 Hoje Vou Assim 2013, lançou o livro Moda Intuitiva

2007 Para Francisco livro em 2008 cinemas em 2015 Hoje Vou Assim 2013, lançou o livro Moda Intuitiva CR I S G U E R R A p u b l i c i tá r i a, e s c r i to r a e pa l e s t r a N t e PERFIL Começou sua trajetória na internet em 2007, escrevendo o blog Para Francisco, que virou livro em 2008 e irá para

Leia mais

Do contrato social ou Princípios do direito político

Do contrato social ou Princípios do direito político Jean-Jacques Rousseau Do contrato social ou Princípios do direito político Publicada em 1762, a obra Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau, tornou-se um texto fundamental para qualquer estudo sociológico,

Leia mais

Tradição e inovação em O mistério do cinco estrelas, de Marcos Rey

Tradição e inovação em O mistério do cinco estrelas, de Marcos Rey UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE José Eduardo Botelho de Sena Tradição e inovação em O mistério do cinco estrelas, de Marcos Rey São Paulo 2008 José Eduardo Botelho de Sena Tradição e inovação em O

Leia mais

Seleção das novas aquisições do mês de julho de 2011

Seleção das novas aquisições do mês de julho de 2011 ADMINISTRAÇÃO ASSAD, Nancy Albert. As cinco fases da comunicação na gestão de mudanças. São Paulo: Saraiva, 2010. No livro se discute o momento em que o conhecimento se transforma em valores para a corporação.

Leia mais

Mães que choram. Marcia Ferreira Amendola

Mães que choram. Marcia Ferreira Amendola Mães que choram Marcia Ferreira Amendola Mães que Choram é um trabalho monográfico referente ao Programa de Pós Graduação em Psicologia Clínico-Institucional modalidade residência hospitalar da Universidade

Leia mais

EXERCÍCIOS DE FILOSOFIA II. 2ª O pensamento enquanto pensamento reflexivo e filosófico.

EXERCÍCIOS DE FILOSOFIA II. 2ª O pensamento enquanto pensamento reflexivo e filosófico. EXERCÍCIOS DE FILOSOFIA II 2ª O pensamento enquanto pensamento reflexivo e filosófico. QUESTÃO 01 É bastante comum ouvirmos essa frase dos adultos: As crianças de hoje já não brincam como as de antigamente.

Leia mais

400 anos do cavaleiro sonhador

400 anos do cavaleiro sonhador 400 anos do cavaleiro sonhador Há 400 anos, Miguel de Cervantes publicava a primeira parte de Dom Quixote, livro que marcou a história da literatura. Críticos e estudiosos retomam a efeméride para discutir

Leia mais

Carta pela Paz no Mundo

Carta pela Paz no Mundo Carta pela Paz no Mundo Marcus De Mario Esta carta é ao mesmo tempo um apelo à razão e à emoção, procurando falar às mentes e aos corações de todos os homens e mulheres da humanidade, da criança ao idoso,

Leia mais

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA. Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA. Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG INTRODUÇÃO À HISTÓRIA Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Perguntas iniciais O que a História estuda? Como podemos defini-la? Como é possível sabermos o que aconteceu

Leia mais

Cicatrizes urbanas: a violência através da lente do detetive ficcional

Cicatrizes urbanas: a violência através da lente do detetive ficcional Cicatrizes urbanas: a violência através da lente do detetive ficcional MARCUS VINÍCIUS MATIAS Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, da Universidade Federal de Alagoas, em Língua

Leia mais

THALES GUARACY. Liberdade para todos. Leitor iniciante. Leitor em processo. Leitor fluente ILUSTRAÇÕES: AVELINO GUEDES

THALES GUARACY. Liberdade para todos. Leitor iniciante. Leitor em processo. Leitor fluente ILUSTRAÇÕES: AVELINO GUEDES Leitor iniciante Leitor em processo Leitor fluente THALES GUARACY Liberdade para todos ILUSTRAÇÕES: AVELINO GUEDES PROJETO DE LEITURA Maria José Nóbrega Rosane Pamplona Liberdade para todos THALES GUARACY

Leia mais

Cinema como ferramenta de aprendizagem¹. Angélica Moura CORDEIRO². Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB.

Cinema como ferramenta de aprendizagem¹. Angélica Moura CORDEIRO². Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB. Cinema como ferramenta de aprendizagem¹ Angélica Moura CORDEIRO² Bianca da Costa ARAÚJO³ Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, PB. RESUMO Este artigo pronuncia o projeto Criancine que

Leia mais

Física Quântica e Espiritismo

Física Quântica e Espiritismo Casa de Frei Fabiano 06/09/2015 Claudio C. Conti www.ccconti.com Física Quântica e Espiritismo Cronologia Napoleão III Espiritismo 1852 1870 Napoleão I 1857 1868 Leon Denis 1804 1814 Jung 1846 Einstein

Leia mais

Patrocínio Institucional Parceria Apoio

Patrocínio Institucional Parceria Apoio Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 79 Memória Institucional - Documentação 17 de abril de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através

Leia mais