ESPECTROS, OU O QUE ACONTECE QUANDO NÃO HÁ MAIS FOLHAS NO CADERNO.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESPECTROS, OU O QUE ACONTECE QUANDO NÃO HÁ MAIS FOLHAS NO CADERNO."

Transcrição

1 ESPECTROS, OU O QUE ACONTECE QUANDO NÃO HÁ MAIS FOLHAS NO CADERNO. Gabriela Semensato Ferreira * O que acontecerá quando não houver mais folhas no caderno vermelho? Paul Auster, Cidade de Vidro. RESUMO: Esta pesquisa procura traçar, entre a produção literária e cinematográfica de Paul Auster, locais de insurgência de espectros. Estes são seres transitórios, que habitam a ficção, mas nunca se fixam a centro algum. Eles são fantasmas que veem, mas não permitem ser inteiramente vistos. Conectam o presente ao passado, a ideia à memória, a morte ao nascimento. Indicam, ainda, um pensamento relativo à percepção, ao olhar e à própria natureza da ficção. Depois que se acabam as folhas no caderno de Quinn, em Cidade de Vidro, o que surge é apenas o espectro. Ou então ele está sempre lá, ainda não visto. Afinal, Quinn escreve ser e não ser Paul Auster. Ele é e não é um detetive. É e não é o escritor. Ele é o conjurado, que desaparece ao fim de sua invocação. Acabando-se as folhas, não se pode mais vê-lo. PALAVRAS-CHAVES: Paul Auster, espectros, caderno ABSTRACT: This research intends to trace, in between Paul Auster's literary and cinematographic production, places of insurgence of specters. These are transitory beings, who inhabit the fiction, but are never fixed to any center. They are ghosts who can see, but who are not completely seen. They connect the present to the past, an ideia to a memory, a death to a beginning. The specters indicate a thinking towards the perception, the vision and fiction's own nature. After there are no more pages on Quinn's notebook, in City of Glass, what emerges is the specter. Or maybe he was always there, yet unseen. After all, Quinn writes he is and isn't Paul Auster. He is, but he isn't a detective, a writer. He is conjured, and disappears at the end of his invocation. When there are no more pages, he can't be seen anymore. KEYWORDS: Paul Auster, specters, notebook * Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bolsista CNPq.

2 Na trajetória literária de Paul Auster há muitos cadernos. Há os cadernos de uma história de leituras que é incorporada aos seus textos. E há seus próprios cadernos, que são sempre cadernos de outros personagens escritores. Difícil, portanto, localizar nestas espécies de diários, ensaios ou autoficções o "Eu" que lhes dá voz. Os primeiros cadernos aos quais faz referência talvez possam ser localizados em narrativas do Antigo Testamento, como a do Livro de Jonas, ou Jonah, o profeta engolido por uma baleia, do qual se diz que talvez seja o autor do próprio relato. Alinha-se a este Moby Dick, de Herman Melville, cuja baleia, um Leviatã, torna-se depois título de um dos romances de Auster. Este monstro, que é difícil de ver e localizar, se faz presente em espaços diversos da cultura ocidental, tanto em textos bíblicos quanto folclóricos, até os mais tradicionais clássicos literários. Ele é o inexplicável, o devastador, quase uma espécie de Odradek kafkiano. E sobre este inexplicável é que escrevem os autores dos cadernos, chegando ao contemporâneo Invisível (2009) de Paul Auster. O invisível austeriano é isto, aquele elemento frequentemente presente, subliminar muitas vezes, mas que pode transtornar, fazer perder-se, confundir, como na casa de espelhos do conto de John Barth, a Funhouse, um ambiente que encanta e amedronta, como o faz a literatura. O caderno de Auster, portanto, são muitos cadernos. Eles se infiltram na história literária como ensaios e como ficção. É por meio de muitos jogos de ilusão, entretanto, que uma teorização acerca do ficcional ocorre. Elegemos, para este pequeno trabalho, apenas alguns exemplos para ilustrá-la. O caderno de Quinn, o livro de Auster. Quem é este que fala em uma autobiografia? Pode-se ligar diretamente o "eu" que se autodenomina autor de um relato ao nome da capa de um livro? Colocado de outra forma, o narrador de uma autoficção representa seu autor? Segundo Alfonso de Toro (2007) a filosofia e a historiografia pós-moderna questionaram as verdades e discursos ditos "universais" e, por consequência, a possibilidade de representação de uma identidade homogênea. Assim, um tipo de pensamento centrado no Logos cede o lugar ao pensamento da pluralidade, da hibridez, do nomadismo, do rizoma, da disseminação, da diferença, etc. A diferença, conceito elaborado por Jacques Derrida, pode

3 ser entendida, segundo de Toro, como um deslize de significações de uma irredutível pluralidade. Já o rizoma, de outro modo, possibilita uma pensamento descentrado. Por isso, La epistemología postmoderna, y así su cultura, es el lugar de la re-presentación de lo no representable ya que lo representable no se basa en un plan fijado a priori; es ese lugar del camino infinitamente multifurcado, una búsqueda no teleológica. (DE TORO, 2007, p. 218). Se nos encontramos em um presente do não representável, como, portanto, tratar de uma autorrepresentação? Voltando à pergunta anterior, quem é a voz que nela fala? Em A Cidade de Vidro, Quinn escreve em seu caderno: "Eu sou Paul Auster. Eu não sou Paul Auster" 1. Essa afirmação paradoxal parece colocar em cheque qualquer representação de uma identidade. Afinal, Quinn não é Paul Auster? Ou então Quinn é Quinn e não Paul Auster? De que Paul Auster estamos falando: o escritor ou o narrador? O que talvez se denomina a "crise da representação" impede o leitor do século XXI de iludir-se com o pensamento de que este Paul Auster que se proclama no romance é o mesmo Paul Auster não ficcional. Ao ver um quadro de uma paisagem nós sabemos que, por mais perfeita que seja essa representação, ela nunca representará de fato a paisagem. Ela sempre será uma visão, um ponto de vista. Mesmo que se trate de uma fotografia em alta definição o mesmo pode ser dito. E quando se fala de autobiografias o mesmo se aplica. Então é disso que se trata a afirmação paradoxal de Quinn? Seria essa apenas uma afirmação de sua identidade fragmentada? Quinn é um homem de muitos nomes, com um passado tempestuoso. Depois de perder a esposa e o filho, torna-se escritor de romances de mistério. Enquanto no início da carreira sentia-se mais ambicioso, escrevendo poesia, teatro e crítica. Passa a se considerar outro homem, porém, e por isso assina seus trabalhos como William Wilson. Torna-se uma espécie de Bartleby, apenas um copista de seu alter ego. Paralisado também frente à escrita, como aqueles bartlebys de Enrique Vila-Matas (2004), ele, entretanto, não deixa de escrever todo o tipo de texto. No momento em que se inicia esse romance, sua escrita passa a fazer-se apenas no caderno vermelho. A tríade de egos formada por Quinn, Wilson e Max Work, a "voz" do trabalho, é fragmentada ainda mais quando, por acaso, ele recebe uma ligação. Alguém procura pelo detetive Paul Auster, do qual ele nada sabe. Decide, após considerar o engano, encará-lo como uma oportunidade. Assim surge sua nova história: "torna-se" Paul Auster.

4 Quando se amplia o escopo de investigação, na verdade se percebe que a introdução ao, publicado em 1985, relaciona-se estreitamente a história literária de Auster, seu autor. Alguns elementos conectados à trajetória de Quinn, como o abandono da poesia, estão presentes em outros textos, como A Invenção da Solidão, de 1981, considerado sua primeira incursão na narrativa. No romance, portanto, Quinn se passa por Auster para descobrir o mistério que o envolve. Na crítica séria às obras do escritor, narrativas como a Invenção são consideradas autobiográficas, como se as fotos de família nela contidas e a primeira pessoa que se denomina também Auster correspondessem, quase diretamente, a uma história da vida do autor. Mas o que acontece, então, com a heterogeneidade da identidade pós "crise da representação"? Não seria a autorrepresentação mais um tipo de representação irrepresentável? É coerente afirmar, portanto, que Auster nunca será uma representação ingênua homogêa, direta de Paul Auster, nem no caderno de Quinn, nem em Invenção da Solidão. Auster é em tanta medida seu próprio personagem quanto Gustave Flaubert disse ser Madame Bovary. O que parece uma identificação inocente entre autor e personagem está mais próximo de uma (des)identificação. É uma ilusão, uma máscara, uma imagem projetada. Paul Auster, o escritor nova-iorquino, se utiliza de elementos autobiográficos para criar sua ficção. O caderno de Quinn é exemplar na trajetória de suas publicações por representar um dos momentos iniciais em que seus personagens e esses elementos se tocam, ocasionando essa projeção de imagens ilusórias. É nesses momentos em que ele confunde enquanto encanta. Apresenta-se aí um "espetáculo do eu", expressão utilizada por Paula Sibilia (2008). Ao perguntar o que acontecerá quando não houver mais folhas no caderno vermelho, o narrador lança um desafio. A estória até então contada encontra um fim. Segue-se outra estória, esta em que a voz, que até o momento navegava entre presente e passado, revela desconhecer o fim de Quinn. O leitor é deixado em frente ao desconhecido e convidado, portanto, a completar o que não sabe a partir do que lhe foi fornecido. O conto ganha ares de relato, o caderno se torna testemunho. O romance parece biográfico. Mais uma vez, a trajetória de leitura imita aquela feita acerca das próprias publicações de Auster. Porém um problema permanece: o que afinal acontece quando acabam as folhas do caderno?

5 Os Espectros O Caderno Vermelho é ainda outro livro, publicado por Auster em 1992, no qual conta, segundo suas palavras, "histórias reais", como a razão, por exemplo, para ter escrito justamente a Cidade de Vidro. Tudo se resume ao acaso. O caderno é, assim, diário ou autoficção, e funciona como espelho. Contudo, a imagem projetada por ele reflete não uma cópia da "realidade", mas uma versão, uma ilusão. Esse processo mimético é exposto na metaficção analisada, refletindo, ao mesmo tempo, a tradição literária e filosófica anterior a ele. Assim, pode-se considerar que as imagens que a literatura de Auster projeta, próximas de como ocorre no cinema, são as de espectros. Seus textos são espaços de morte e renascimento ou redenção, como já disse Pascal Bruckner (1995). Este se transforma em um dos paradoxos identificados por Bruckner em Invenção. Para que se encontre, por exemplo, a liberdade de expressão, o escritor primeiro irá recorrer ao isolamento. Entram aí as salas fechadas ou escritórios, que são igualmente casas, descritas pelos narradores. O escritor se isola, como fez o escriturário Bartleby, dentro de si mesmo e da sala, do livro. Quando isso ocorre, nascem, assim, essas imagens ou projeções, esses espectros que se tornam personagens de uma história. Isso coincide com o processo de escrita descrito por Auster na introdução a True Tales of American Life, quando diz que os contos enviados para ele por pessoas através da América do Norte e depois organizados nesta coletânea são mais extraordinários do que a ficção. Todas as histórias desse livro tratam, de formas muito diferentes, do acaso. Não são tanto contos fantásticos, como incríveis coincidências que poderiam ter ocorrido a qualquer um, colocadas então no papel. Essa mesma explicação relativa ao processo de criação é também desenvolvida em O Caderno Vermelho, tratando de supostos momentos na vida do autor em que eventos desse tipo teriam ocorrido. Um dos mais conhecidos é o da ligação por engano que teria originado o romance Cidade de Vidro, como já descrito. Ao que parece, os espectros representam esta transição dos eventos extraordinários à ficção. Ou melhor, são eles mesmos seres transitórios, que não habitam nem em um nem em outro espaço. Talvez habitem poeticamente. Esses espectros, também projeções ou fantasmas podem transitar entre diferentes estórias. Na obra de Auster, podem ser o pai falecido ou o homem viúvo, o escritor com o "pé

6 na estrada", ou o isolado, e ainda o detetive ou o flâneur. Um dos espectros já exemplificados é o do próprio Paul Auster (que não é Paul Auster!). Há ainda outros espectros, personagens ou escritores de outras estórias, explícitos no texto (o profeta Jonas, Anne Frank, Walt Whitman, Nathaniel Hawthorne) ou não (Bartleby, Robinson Crusoe, Fanshawe). No cinema, em que tudo é projetado através da luz, a materialidade desses espectros passa do mundo das palavras e ideias às imagens em movimento. Auster aproxima a literatura e o cinema em seus romances, utilizando-se, talvez, de suas "potências do falso". Seus textos são povoados por espetáculos, filmes e telas. A narrativa é muito visual, com diálogos curtos e objetivos, sem sobrecarregamento de informações. Seus personagens são, por vezes, atores, diretores ou pesquisadores do cinema. Em O Livro das Ilusões (2002) há inserção de um roteiro fílmico adaptado dentro do romance. A escrita desse roteiro, de forma mais interessante, foi feita simultaneamente com a do livro, seguindo-se a elas a produção do filme A Vida Interior de Martin Frost (2007), podendo-se caracterizando sua obra, a partir de então, como transmiditática. Ainda que O Livro das Ilusões tenha aparecido no mercado antes, primeiro foi escrito o roteiro, cuja primeira parte adaptada é utilizada no romance. Portanto, não se tem acesso, no livro, ao roteiro integral. O que se pode ler é um tipo de descrição do suposto filme feita pelo narrador, David Zimmer, um crítico literário e tradutor. Entre as imagens na tela e no papel operam, desde o início, diferenças fundamentais. O título, tanto do filme de 2007 quanto do filme inserido no romance, é A vida interior de Martin Frost. Ainda assim, esse espaço um tanto idealizado, um tanto onírico onde se realizam as ações é claramente descrito como tal somente no romance. No filme, a interpretação de que a história se passa na "vida interior" de Martin é deixada para o observador. Há uma inversão de ordens, portanto. Claire, o par romântico de Martin, é declarada um "espírito" por David Zimmer no romance, mesmo antes que este descreva a história. Em suas palavras, ela é "uma figura nascida da imaginação do homem, um ser efêmero enviado para transformar-se em sua musa" (2007, p. 243). Já no filme de 2007, a natureza espectral de Claire aparece como conclusão da primeira parte da história. Só se percebe de fato de onde veio quando seu fim se aproxima. O acesso, além disso, aos pensamentos de Martin é percebido de duas formas diferentes. No Livro das Ilusões, aparece, em itálico, a fala do narrador em off, que é, nesse caso, Martin. Ou seja, ele fala de si em primeira pessoa. Ocorre o oposto no filme. Dessa vez, o narrador em off diz quase o mesmo, porém em terceira pessoa. A voz que se ouve é do próprio Paul Auster. Essa diferença de "eu", do livro, para "ele", nas telas, serve ao contexto

7 de cada situação. Em ambos os casos, é o diretor que grava sua voz como narrador. No primeiro, então, o narrador é Hector Mann, no segundo, é Auster. Martin, portanto, invoca uma musa, que, nesse sentido, lembra as musas invocadas pelos grandes poetas do passado. Sendo, porém, deste século, ela é interpretada pela atriz Irène Jacob, e passa a existir justamente quando Martin inicia a escrita de uma nova história. Como é de se esperar, ela existe na mente de Martin, ou melhor, na sua vida interior. A diferença está no fato de que nós, como espectadores ou leitores dessa cena, podemos acompanhar o surgimento da musa. Assim, é como se tivéssemos acesso à mente do escritor, como se nos inseríssemos dentro das páginas de seu livro. Acompanhadas pela música delicada de Laurent Petitgand, as primeiras cenas do filme mostram fotos de família em uma tomada onde a câmera desliza pela casa. É dia, mas mesmo os raios de sol, que dão um toque aconchegante à cena do lar, não podem ofuscar o fato de que as faces enquadradas nos porta-retratos são também de Paul Auster e sua esposa, Siri Hustvedt. A voz do diretor, aliada às fotos de momentos de sua vida, dá um ar mais uma vez autobiográfico ao filme. Pode-se dizer, dessa forma, que o primeiro espectro a aparecer na tela não é o da musa Claire, mas sim o do próprio escritor-diretor. Auster habita a trama. Junto a ele, suas experiências de leitura também integram a história. A câmera em movimento foca sua atenção por uns momentos na estante de livros da casa, mostrando volumes com nomes de Camus e Conrad. Vê-se, ainda, uma janela cujo vidro está fechado, através da qual se pode perceber o exterior. Ela poderia ser metáfora do conceito de representação, ainda outra vez, onde cada obra é representação do mundo, porém sempre mediada, interditada, confundida. Há sempre distância entre um e outro. Assim, entre o exterior e o interior da casa, do livro, de sua mente, o escritor Martin perambula. Da estante, ele retira um volume: O Último Amor de Kafka, de Kathi Diamant. Ao lado deste, mais nomes: Thomas Mann, Lewis Carroll, Charles Dickens. É possível vê-lo em meio à natureza, como se Auster estivesse citando mais uma vez Walden (de Henry David Thoreau) e Fanshawe (de Nathaniel Hawthorne). Todos esses nomes não são apenas pano de fundo da trama. São experiências de leitura, constituindo parte da vida do escritor. Como defende Sylvia Molloy em estudo sobre autobiografias latino-americanas, lembrar-se das leituras e da maneira como outros as lembram é "uma maneira de lembrar-se de si, de ser em seu próprio texto" (2003, p. 59). É um "gesto cultural". A vida interior de Martin Frost, portanto, apresenta um escritor entre livros e pensamentos, na solidão do escritório. Isso remete, por sua vez, ao isolamento do escritor de A

8 Invenção da Solidão e de A Sala Fechada. Em todos esses casos, o processo mesmo de criação da ficção ou autoficção é encenado. E ele engendra, desde o princípio, vida e morte, invocação de espectros. A ideia mesma da história que Martin pretende escrever surge do silêncio, de seu isolamento. É como se a história tivesse vida própria e ele apenas decidisse habitá-la. A ideia é desvelada. Além dela, é invocada, então, a musa. É quando Martin começa a despertar do sono, ou seja, o momento proustiano do "entre-sono", que se percebe Claire. O foco da câmera vai-se afastando, do rosto de Martin, ainda dormindo, até um braço desconhecido que se revela parte do corpo de uma mulher nua que dorme ao seu lado. Nesse momento do desvelamento há uma comoção, os dois levantam-se assustados. Não se trata, portanto, de um nascimento, como se o espectro viesse de um nada, de um vazio. Ele antes revela-se. Está já a existir, está sempre, como diz Derrida (1994), no porvir. Há uma hostilidade inicial entre ambos, mas que vai se diluindo de encontro a encontro. Ela é um mistério, que inicia pelo nome: Claire Martin. A coincidência entre os nomes é como uma provocação, para Martin, ou uma brincadeira que o irrita. A solidão que antes dominava a casa diminui com a chegada da visita inesperada. Exatamente como descrito em A Invenção da Solidão. Permanecendo no escritório por muito tempo, o escritor pode "preenche-lo com seus pensamentos" (AUSTER, 2003, p. 62). Quando sai desse espaço, porém, é como se ele se esvaziasse novamente. Quando a escrita reinicia, o espaço mais uma vez se preenche. Esse espaço do escritório ou sala de criação sugere, para Stephen Fredman (1996), o espaço do livro. É também, no entanto, o espaço da memória, que demanda uma "luta interior", dessa vez representada pela briga entre Martin e a estudante de filosofia, que, de forma cômica ainda, tem o costume de usar camisetas com nomes de filósofos, como Berkeley, desenvolvedor de uma teoria da visão. A existência prévia e porvir do espectro, no entanto, não deixa de estar relacionada a um equilíbrio tênue entre vida e morte. Afinal, ele é invocado ou conjurado, como um espírito, apesar de poder ser diferenciado deste. Quando Martin finaliza a história que escreve, Claire morre. Sem hesitação, apaixonado, ele destrói seu trabalho e ela volta à vida. O desaparecimento das páginas resulta no reaparecimento da musa. No Livro das Ilusões (AUSTER, 2002), o trabalho de Hector Mann é queimado pela esposa, a seu pedido, quando ele morre. Além disso, a biografia que Alma, sua sobrinha, escrevia sobre Hector, também é queimada pela tia. Alma, por essa razão, suicida-se.

9 O tratamento desse precário equilíbrio entre vida e morte, entre aparecimento e desaparecimento, e entre visível e invisível repete-se em Cidade de Vidro. A narração é outra vez em terceira pessoa e o ponto de vista é de Quinn, que se passa pelo detetive Paul Auster. Quinn vai tornando-se mais e mais obsecado pela investigação em que se envolve. Isso atinge um extremo quando o objeto de sua busca parece ter simplesmente desaparecido. Quinn encontra-se, por fim, em uma sala vazia, isolado, escrevendo, apenas, em seu caderno vermelho. O que acontecerá quando acabarem as folhas no caderno?, ele pergunta. Uma possível resposta seria a de que encerra-se aí a percepção que o observador tem dos personagens. Não se sabe mais de Quinn depois do fim de seu diário. Ao dar fim ao acesso do leitor às palavras do personagem, enfatiza-se a intermediação que até aí ocorria entre eles. Impedindo-nos de saber o que afinal acontece com Quinn, entendemos que não há como saber. Só se sabe o que se mostra. O espectro sai de cena. Invocando-o, ele retorna. Em Espectros de Marx, Derrida realiza uma análise de Hamlet. Para ele, o espectro do rei morto, o pai de Hamlet, é "esta Coisa [que] olha para nós, no entanto, e vê-nos não vê-la mesmo quando ela está aí", o que chama de efeito de viseira, gerador de uma dessincronia ou dissimetria relacionada ao olhar. O efeito de viseira, objeto usado pelo fantasma, é o que nos impede de ver quem nos olha. O pai de Hamlet é, por isso, o pai apenas suposto. Da mesma forma, nas obras de Auster aqui citadas, aparece o nome do próprio autor, suas fotos, suas leituras. Assim, elas não são autobiografias tradicionais, porém aproximandose do gênero. Cria-se o efeito da proximidade entre a obra e a vida extraliterária do escritor, e um efeito de verossimilhança. Instaura-se, ainda, um jogo de leitura, em que esses dados podem ser encarados como pistas para o observador mais atento. Auster, assim como Claire e Quinn, é um espectro em sua própria obra. O espectro, nas palavras de Derrida, não se apresenta senão como aquele que poderia vir ou re-vir. Pode ser visto, por isso, como ameaça. É no momento que o espectro do pai de Hamlet ordena o juramento que este emite a sentença: the time is out of joint. O mundo, o tempo, a história está fora dos eixos. O tempo está desarticulado, demitido, desconjuntado, deslocado. A morte do pai representa a injustiça, a disjunção, o desajustamento. O espectro, por essa razão, é conjurado. E é ele que demanda juramento. Em A Invenção da Solidão essa cena de conjuração aparece justamente quando o personagem A. analisa uma foto da família (Auster), da qual a figura do avô havia sido rasgada. Aparecem apenas seus dedos. Sua imagem persiste, ainda, como rastro. Seu espectro permanece. Há uma segunda foto em que, nas palavras do narrador, o que ocorre parece ser uma reunião espírita, ou séance. A foto seria do pai, multiplicada várias vezes, como um

10 jogador de poker em torno de uma mesa. O modelo, no entanto, parece ter sido Paul Auster, outra vez. Auster multiplicado várias vezes, imitando, por sua vez, Marcel Duchamp, em seu retrato de cinco ângulos. A técnica só poderia ser a da utilização de espelhos. Reflexos e ilusões. A auto-referencialidade das obras funciona apenas pela evocação de espectros. Tratase, como anunciado, de livros da ilusão, de vidas interiores, mas também anteriores, que se realizam no jogo da leitura. Georges Didi-Huberman (2011), ao analisar o cinema de Pasolini, utiliza a metáfora dos vagalumes, esses pontos iluminados de relativa intensidade que não se iluminam para enxergar, mas antes para relacionar-se em um ato sensual ou sexual e de comunhão. Quando concluído o ato, cessa-se a luz. Haveria ainda, em nosso século, vagalumes sobreviventes de uma cultura do holofote, pequenos pontos de luz à margem que surgem e então desaparecem temporariamente na escuridão. Paul Auster parece se utilizar em parte dessa espécie de espaço entre a penumbra e a fraca luz quando emerge sua produção literário-cinematográfica de mortes e renascimentos, quando são conjurados, em outras palavras, espectros. Outra possibilidade de leitura do espectro autoral na obra é a de se tratar essa autorrepresentação como performance, como no caso da narração em off feita por Auster em A Vida Interior de Martin Frost. Paula Sibilia (2008) comenta acerca do espetáculo do "eu" no século XXI através da exposição de diários, fotos e vídeos pessoais nas redes sociais virtuais, tornando-se pública a "privacidade" de cada autor. Segundo ela, enquanto a "sociedade disciplinar" do século XIX e início do XX "cultivava rígidas separações entre o âmbito público e a esfera privada da existência, reverenciando tanto a leitura quanto a escrita silenciosa em reclusão" (p. 23), o que se vê atualmente é uma espécie de "eu mais epidérmico e flexível", que se exibe nas telas. Auster, enquanto escritor e diretor deste século, mas também do passado, está também inserido nessa sociedade do espetáculo, mas parece mesclar ainda o escritor autoexilado com um "eu" mais performativo, colando sua própria identidade heterogênea suas fotos, seu nome, sua história à sua ficção de realidades (ir)representáveis. O que surge, então, depois que se acabam as folhas no caderno de Quinn, é seu espectro. Ou talvez ele já estivesse lá, a partir do início de uma escrita, na própria origem de uma ficção. Afinal, Quinn escreve ser e não ser Paul Auster. Como tal, ele é e não é o detetive e o escritor. Ele, ou eles, são os conjurados, que desaparecem ao fim da invocação. Como espectros, veem, sem nunca ser totalmente vistos. São revelados, desvelados. Podem conectar o presente ao passado, através, por exemplo, da memória, assim como a morte a uma espécie

11 de nascimento. Indicam, por fim, um pensamento relativo à percepção, ao olhar e à própria natureza da ficção. 1 Texto original: "I'm Paul Auster. I'm not Paul Auster". BIBLIOGRAFIA AUSTER, Paul. O Caderno Vermelho. Tradução Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, The Book of Illusions. New York: Faber and Faber Limited, The New York Trilogy. London: Faber and Faber Limited, DERRIDA, Jacques. Espectros de Marx: o estado da dívida, o trabalho do luto e a nova Internacional.Trad. Anamaria Skinner. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, DE TORO, Alfonso. Meta-autobiografía' / 'Autobiografía Transversal' O La Impossibilidad De Una Historia En Primera Persona. Estudios Públicos, 107, Acessado em 08 de janeiro de Disponível em <www.cepchile.cl>. DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos Vaga-lumes. Belo Horizonte: Editora UFMG, FREDMAN, Stephen. "How to Get Out of the Room That Is the Book?" Paul Auster and the Consequences of Confinement. Postmodern Culture v.6 n.3, Disponível em <http://pmc.iath.virginia.edu/text-only/issue.596/fredman.596>. Acessado em 05 de agosto de MOLLOY, Sylvia. À vista a escrita autobiográfica na América hispânica. Trad. Antônio Carlos Santos. Chapecó: Argos, SIBILIA, Paula. O show do eu: A intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 2008 VILA-MATAS, Enrique. Bartleby e Companhia. São Paulo: Cosac Naify, Trad.: Maria Carolina de Araújo e Josely Vianna Baptista.

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

Romance familiar poesia familiar

Romance familiar poesia familiar Romance familiar poesia familiar Em busca de imagens para uma apresentação, dou com a foto, feita em estúdio, de um garoto de 11 anos de idade chamado Walter Benjamin (1892-1940). Serve de ilustração a

Leia mais

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR

O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR O CHÃO DA PALAVRA: CINEMA E LITERATURA NO BRASIL: A CULTURA CINEMATOGRÁFICA E LITERÁRIA BRASILEIRAS SOB O OLHAR DE JOSÉ CARLOS AVELLAR Matheus Oliveira Knychala Biasi* Universidade Federal de Uberlândia

Leia mais

fotografia fotografia GLOBAL ESSENCIAL curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção

fotografia fotografia GLOBAL ESSENCIAL curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção fotografia fotografia GLOBAL ESSENCIAL curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção Por que tenho saudade de você, no retrato ainda que o

Leia mais

fotografia ESSENCIAL curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção

fotografia ESSENCIAL curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção fotografia ESSENCIAL curso de fotografia sobre criação, poesia e percepção Por que tenho saudade de você, no retrato ainda que o mais recente? E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se

Leia mais

O Jogo dos Espíritos

O Jogo dos Espíritos Atenção: Este livro não é recomendado para pessoas de mente fraca ou menores de 18 anos. Use-o por sua própria conta e risco. O Jogo dos Espíritos Este é um jogo de narrativa compartilhada (também chamado

Leia mais

VEROSSIMILHANÇA: BREVE ROMANCE DE SONHO DE ARTHUR SCHNITZLER E AURA DE CARLOS FUENTES

VEROSSIMILHANÇA: BREVE ROMANCE DE SONHO DE ARTHUR SCHNITZLER E AURA DE CARLOS FUENTES VEROSSIMILHANÇA: BREVE ROMANCE DE SONHO DE ARTHUR SCHNITZLER E AURA DE CARLOS FUENTES Gabriela Silva 1 A questão da verossimilhança tem sido discutida desde Aristóteles, que a definiu na Poética, como

Leia mais

Literatura e cinema: algumas reflexões sobre a produção voltada para o público infantil

Literatura e cinema: algumas reflexões sobre a produção voltada para o público infantil Literatura e cinema: algumas reflexões sobre a produção voltada para o público infantil Fábio Augusto Steyer Universidade Estadual de Ponta Grossa PR A atual produção cinematográfica voltada para o público

Leia mais

DRAMATURGIA ATORAL: ENTREVISTA AO DRAMATURGO ESPANHOL JOSÉ SANCHIS SINISTERRA

DRAMATURGIA ATORAL: ENTREVISTA AO DRAMATURGO ESPANHOL JOSÉ SANCHIS SINISTERRA 1 DRAMATURGIA ATORAL: ENTREVISTA AO DRAMATURGO ESPANHOL JOSÉ SANCHIS SINISTERRA Mariana Muniz 1 Sanchis Sinisterra é um ícone da dramaturgia espanhola contemporânea. Sua peça de maior repercusão foi Ay

Leia mais

Bordas e dobras da imagem teatral Angela Materno Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Bordas e dobras da imagem teatral Angela Materno Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Bordas e dobras da imagem teatral Angela Materno Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro RESUMO: A autora problematiza a questão da imagem teatral, vista além do pictórico que se inscreve no tempo

Leia mais

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA

SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA SOBRE A DESCONSTRUÇÃO ROMANESCA EM BOLOR, DE AUGUSTO ABELAIRA Kellen Millene Camargos RESENDE (Faculdade de Letras UFG; kellenmil@gmail.com); Zênia de FARIA (Faculdade de Letras UFG; zenia@letras.ufg.br).

Leia mais

Guia Curta Fácil 1 Festival Nacional Curta no Celular de Taubaté

Guia Curta Fácil 1 Festival Nacional Curta no Celular de Taubaté 1 Conteúdo TIPOS DE PLANOS... 3 PLANO GERAL... 3 PLANO MÉDIO... 3 PLANO AMERICANO... 4 PRIMEIRO PLANO OU CLOSE-UP... 4 PRIMEIRÍSSIMO PLANO... 4 MOVIMENTOS DE CÂMERA... 5 PANORÂMICAS - PANS... 5 PANORÂMICA

Leia mais

PERCURSOS DE PAPEL: AS LENTES DA MICHELE ANGELILLO NA GRÉCIA Luciana Marino do Nascimento

PERCURSOS DE PAPEL: AS LENTES DA MICHELE ANGELILLO NA GRÉCIA Luciana Marino do Nascimento PERCURSOS DE PAPEL: AS LENTES DA MICHELE ANGELILLO NA GRÉCIA Luciana Marino do Nascimento A existência de núcleos citadinos não é um fenômeno contemporâneo. Na verdade, esses núcleos começaram a surgir

Leia mais

II FESTIVAL NACIONAL CURTA NO CELULAR GUIA CURTA FÁCIL

II FESTIVAL NACIONAL CURTA NO CELULAR GUIA CURTA FÁCIL II FESTIVAL NACIONAL CURTA NO CELULAR GUIA CURTA FÁCIL O FEST CURT CELU Guia Curta Fácil 2 A câmera de cinema funciona como se fosse uma máquina fotográfica que dispara milhares de foto em um espaço muito

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Leituras rebeldes: a presença de Maria Helena Souza Patto na História da Psicologia e da Educação

Leituras rebeldes: a presença de Maria Helena Souza Patto na História da Psicologia e da Educação Mnemosine Vol.8, nº2, p. 331-336 (2012) Biografia Leituras rebeldes: a presença de Maria Helena Souza Patto na História da Psicologia e da Educação Marcelo de Abreu Maciel Roger Chartier é um historiador

Leia mais

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho

PROPOSTA PEDAGÓGICA. Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Elaborada por Ana Carolina Carvalho PROPOSTA PEDAGÓGICA Crianças do Brasil Suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos elaborada por ANA CAROLINA CARVALHO livro de JOSÉ SANTOS ilustrações

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

Resumo expandido CONPEEX 2011. A Construção da Narrativa Fílmica Através do Discurso Fotográfico na Obra de Chris Marker.

Resumo expandido CONPEEX 2011. A Construção da Narrativa Fílmica Através do Discurso Fotográfico na Obra de Chris Marker. Resumo expandido CONPEEX 2011 TÍTULO A Construção da Narrativa Fílmica Através do Discurso Fotográfico na Obra de Chris Marker. NOMES DOS AUTORES, UNIDADE ACADÊMICA E ENDEREÇO ELETRÔNICO Luciana Miranda

Leia mais

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte.

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. Doutorando: Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP e-mail: laudinho@bol.com.br

Leia mais

Histórias Tradicionais Portuguesas. Alice Vieira AS MOEDAS DE OURO. Autora: Lina. Publicado em: www.escolovar.org

Histórias Tradicionais Portuguesas. Alice Vieira AS MOEDAS DE OURO. Autora: Lina. Publicado em: www.escolovar.org Histórias Tradicionais Portuguesas Alice Vieira AS MOEDAS DE OURO DE PINTO PINTÃO VAMOS CONHECER O LIVRO A CAPA A CONTRACAPA A LOMBADA Observa a capa do livro e responde: 1.Título 2. Nome da autora 3.

Leia mais

Apresentação das obras de Maximiliano Gutiez por Marcelo M. Martins bolsista CNPq Maximiliano Gutiez expõe, a partir do dia 21, na Galeria da

Apresentação das obras de Maximiliano Gutiez por Marcelo M. Martins bolsista CNPq Maximiliano Gutiez expõe, a partir do dia 21, na Galeria da 1 Apresentação das obras de Maximiliano Gutiez por Marcelo M. Martins bolsista CNPq Maximiliano Gutiez expõe, a partir do dia 21, na Galeria da Unicamp, algumas de suas obras. Aproveita o caro momento

Leia mais

Daniel Chaves Santos Matrícula: 072.997.003. Rio de Janeiro, 28 de maio de 2008.

Daniel Chaves Santos Matrícula: 072.997.003. Rio de Janeiro, 28 de maio de 2008. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Departamento de Artes & Design Curso de especialização O Lugar do Design na Leitura Disciplina: Estratégia RPG Daniel Chaves Santos Matrícula: 072.997.003

Leia mais

O olho no caleidoscópio: novas cenas para novos espectadores.

O olho no caleidoscópio: novas cenas para novos espectadores. O olho no caleidoscópio: novas cenas para novos espectadores. Oliveira, Areias Fernanda.São Luís: Universidade Federal do Maranhão. UFMA, Professora Mestra. Assistente 1 departamento de Artes. Diretora

Leia mais

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS

CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS CTCH Centro de Teologia e Ciências Humanas CRIANÇAS E FILMES: HÁBITOS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS Cíntia dos Santos Gomes, 1 Rosália Maria Duarte. 2 Departamento de Educação PUC-RIO 2007 1 Aluno de Graduação

Leia mais

3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas. Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão

3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas. Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão 3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão ACADEMIA DE PLATÃO. Rafael, 1510 afresco, Vaticano. I-Revisão brevíssima

Leia mais

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro sumário 9 prefácio. A lição aristotélica de Poe [Pedro Süssekind] 17 A filosofia da composição

Leia mais

Anexo 1: Jogos da dramatização e exercícios

Anexo 1: Jogos da dramatização e exercícios Anexo 1: Jogos da dramatização e exercícios Charadas Charadas é um jogo relativamente famoso em alguns lugares. Pode ser jogado de forma sentação de um tema por um indivíduo ou por um grupo. jogo. Eles

Leia mais

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1 Fotografia e Escola Marcelo Valle 1 Desde 1839, ano do registro da invenção da fotografia na França, quase tudo vem sendo fotografado, não há atualmente quase nenhuma atividade humana que não passe, direta

Leia mais

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque Fantasmas da noite Uma peça de Hayaldo Copque Peça encenada dentro de um automóvel na Praça Roosevelt, em São Paulo-SP, nos dias 11 e 12 de novembro de 2011, no projeto AutoPeças, das Satyrianas. Direção:

Leia mais

O corpo. Lacordaire Vieira

O corpo. Lacordaire Vieira O corpo Lacordaire Vieira Biografia Lacordaire Vieira nasceu em Guapó (GO), em 1946. Passou a infância e parte da adolescência em São Luís de Montes Belos. Vive em Goiânia, desde 1965. Professor da Universidade

Leia mais

O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO CÂNONE LITERÁRIO E AS SUAS CONTROVERSIAS

O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO CÂNONE LITERÁRIO E AS SUAS CONTROVERSIAS O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO CÂNONE LITERÁRIO E AS SUAS CONTROVERSIAS Profa. Esp. Aline Ferreira DURÃES i (UESSBA) Resumo: Este artigo objetiva expor as contradições sócio-históricas existentes na formação

Leia mais

OLHAR GLOBAL. Inspirado no mito da Fênix, Olivier Valsecchi cria imagens com cinzas. A poeira do. renascimento. Fotografe Melhor n o 207

OLHAR GLOBAL. Inspirado no mito da Fênix, Olivier Valsecchi cria imagens com cinzas. A poeira do. renascimento. Fotografe Melhor n o 207 OLHAR GLOBAL Inspirado no mito da Fênix, Olivier Valsecchi cria imagens com cinzas A poeira do renascimento 36 Fotografe Melhor n o 207 Olivier convida pessoas que encontra na rua ou na internet para posarem

Leia mais

CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL G. MARQUEZ. Autora (Aluna) Ludmila Maurer

CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL G. MARQUEZ. Autora (Aluna) Ludmila Maurer ENSAIO LETRAS CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL G. MARQUEZ Autora (Aluna) Ludmila Maurer Orientadora: Professora Ana Lúcia Barbosa de Moraes, da Universidade Estácio de Sá - Campus Nova Friburgo Resumo:

Leia mais

Terra de Gigantes 1 APRESENTAÇÃO

Terra de Gigantes 1 APRESENTAÇÃO Terra de Gigantes Juliana de MOTA 1 Alexandre BORGES Carolina de STÉFANI Emilia PICINATO João Paulo OGAWA Luara PEIXOTO Marco Antônio ESCRIVÃO Murilo ALVES Natália MIGUEL Orientado pelos docentes: João

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

Figura 56. Tema Folclore. Figura 58 Personagens ou Imagens do Folclore Brasileiro: Cuca

Figura 56. Tema Folclore. Figura 58 Personagens ou Imagens do Folclore Brasileiro: Cuca O tema do folclore pintado pelos alunos passou por uma seleção de imagens escolhidas por eles mesmos, desenhadas anteriormente em classe para depois tais desenhos serem apresentados para a votação. As

Leia mais

Desde os anos oitenta nos acostumamos a um nome que logo se transformaria. Otavio Henrique Meloni 1

Desde os anos oitenta nos acostumamos a um nome que logo se transformaria. Otavio Henrique Meloni 1 297 UM COLAR DE EXPERIÊNCIAS: O OLHAR COTIDIANO DE MIA COUTO EM O FIO DAS MISSANGAS Otavio Henrique Meloni 1 RESUMO O escritor moçambicano Mia Couto apresenta em O fio das missangas sua vertente mais perspicaz:

Leia mais

Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados

Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados escrito por Vários autores Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

O ATO DE ESTUDAR 1. (Apresentação a partir do texto de Paulo Freire.)

O ATO DE ESTUDAR 1. (Apresentação a partir do texto de Paulo Freire.) O ATO DE ESTUDAR 1 (Apresentação a partir do texto de Paulo Freire.) Paulo Freire, educador da atualidade, aponta a necessidade de se fazer uma prévia reflexão sobre o sentido do estudo. Segundo suas palavras:

Leia mais

TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA

TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA AUTOR / AUTOR: Iara Cardoso INSTITUIÇÃO / INSTITUCIÓN: Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) Unicamp,

Leia mais

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento Renomado professor universitário, autor de títulos de não

Leia mais

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO Constelação 1 Bruno Henrique de S. EVANGELISTA 2 Daniel HERRERA 3 Rafaela BERNARDAZZI 4 Williane Patrícia GOMES 5 Ubiratan NASCIMENTO 6 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN RESUMO Este

Leia mais

Web Revista Diálogos & Confrontos Revista em Humanidades 42 ISSN - 2317-1871 VOL 02 2º Edição Especial JUL DEZ 2013 PAULO HENRIQUE PRESSOTTO

Web Revista Diálogos & Confrontos Revista em Humanidades 42 ISSN - 2317-1871 VOL 02 2º Edição Especial JUL DEZ 2013 PAULO HENRIQUE PRESSOTTO Web Revista Diálogos & Confrontos Revista em Humanidades 42 PAULO HENRIQUE PRESSOTTO Labirinto de vidro 2013 Web Revista Diálogos & Confrontos Revista em Humanidades 43 Início e fim? Um silêncio denso

Leia mais

REGÊNCIA DO ALÉM CONTADOR (VOICE OVER)

REGÊNCIA DO ALÉM CONTADOR (VOICE OVER) REGÊNCIA DO ALÉM FADE IN SEQUÊNCIA # 01: CENA 01: EXT. IMAGENS DA CIDADE DE ARARAS DIA. Imagem do Obelisco da praça central da cidade, da igreja Matriz, Centro Cultural, rodoviária, Lago Municipal e cemitério.

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

A jornada do herói. A Jornada do Herói

A jornada do herói. A Jornada do Herói A Jornada do Herói Artigo de Albert Paul Dahoui Joseph Campbell lançou um livro chamado O herói de mil faces. A primeira publicação foi em 1949, sendo o resultado de um longo e minucioso trabalho que Campbell

Leia mais

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual.

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual. Apresentação Este projeto é simples e pretende levar para o público algo de elevado conteúdo artístico. O orçamento da pré-produção e da produção é pequeno, já que a peça será encenada por dois atores

Leia mais

2ª Etapa: Propor a redação de um conto de mistério utilizando os recursos identificados na primeira etapa da atividade.

2ª Etapa: Propor a redação de um conto de mistério utilizando os recursos identificados na primeira etapa da atividade. DRÁCULA Introdução ao tema Certamente, muitas das histórias que atraem a atenção dos jovens leitores são as narrativas de terror e mistério. Monstros, fantasmas e outras criaturas sobrenaturais sempre

Leia mais

LENTES ESFÉRICAS CONSTRUÇÕES

LENTES ESFÉRICAS CONSTRUÇÕES LENTES ESFÉRICAS CONSTRUÇÕES 1. (G1 - cps 2012) Nas plantações de verduras, em momentos de grande insolação, não é conveniente molhar as folhas, pois elas podem queimar a não ser que se faça uma irrigação

Leia mais

Doar Verbo Bi-Transitivo

Doar Verbo Bi-Transitivo Revista do LUME - Doar Verbo Bi-Transitivo Pág. 61 Doar Verbo Bi-Transitivo Renato Ferracini LUME Para o ator dar-se é tudo. Jacques Copeau Desde adolescente, quando ser ator era uma grande brincadeira

Leia mais

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se

A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se VOZ DO LEITOR ANO 4 EDIÇÃO 30 On/off-line: entreolhares sobre as infâncias X, Y e Z Amanda M. P. Leite A imagem idealizada de uma infância saudável e feliz hoje se prende a uma espécie de saudosismo da

Leia mais

Projeto Conto de Fadas

Projeto Conto de Fadas Projeto Conto de Fadas 1. Título: Tudo ao contrário 2. Dados de identificação: Nome da Escola: Escola Municipal Santo Antônio Diretora: Ceriana Dall Mollin Tesch Coordenadora do Projeto: Mônica Sirtoli

Leia mais

emanuel dimas de melo pimenta 1 9 9 7

emanuel dimas de melo pimenta 1 9 9 7 J A N U S 1 9 9 7 também conferência em CiberFestival Lisboa Exposição Janus Lisboa, Portugal, Janus Emanuel Dimas de Melo Pimenta título: JANUS autor: Emanuel Dimas de Melo Pimenta ano: Arte, estética

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

PÉ NO PALCO PROJETO INTERDISCIPLINAR DO ENSINO FUNDAMENTAL II DO COLÉGIO NACIONAL UBERLÂNDIA

PÉ NO PALCO PROJETO INTERDISCIPLINAR DO ENSINO FUNDAMENTAL II DO COLÉGIO NACIONAL UBERLÂNDIA PÉ NO PALCO PROJETO INTERDISCIPLINAR DO ENSINO FUNDAMENTAL II DO COLÉGIO NACIONAL UBERLÂNDIA Getúlio Góis de Araújo getulio_araujo @nacionalnet.com.br Colégio Nacional Ensino Fundamental II Relato de Experiência

Leia mais

Dossiê Cinema e Audiovisual: entre o sensível e o reflexivo

Dossiê Cinema e Audiovisual: entre o sensível e o reflexivo Apresentação Milene de Cássia Silveira Gusmão* ** *** *Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Docente do Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação

Leia mais

Paulo Sérgio Favero. Woody Allen. De suas origens aos filmes de Nova York. Dissertação de Mestrado

Paulo Sérgio Favero. Woody Allen. De suas origens aos filmes de Nova York. Dissertação de Mestrado Paulo Sérgio Favero Woody Allen De suas origens aos filmes de Nova York Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE É Preciso saber Viver Interpretando A vida na perspectiva da Espiritualidade Cristã Quem espera que a vida seja feita de ilusão Pode até ficar maluco ou morrer na solidão É

Leia mais

Confira as mais de 100 figuras no acervo!

Confira as mais de 100 figuras no acervo! FIGURA Nº 72 FIM DO MISTÉRIO! Livro Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 3, página 234. Fonte: Livro Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 3, página 234. Lembra-se do caso dos três homens 'desassociados'?

Leia mais

Tutorial de fotonovela

Tutorial de fotonovela Tutorial de fotonovela Registrar um experimento em fotonovela é um pouco diferente de fazer um relato fotográfico do trabalho. Elaboramos, aqui, algumas dicas técnicas para preparar, fotografar e montar

Leia mais

Projeto. Pedagógico ÁGUIA SONHADORA

Projeto. Pedagógico ÁGUIA SONHADORA Projeto Pedagógico ÁGUIA SONHADORA 1 Projeto Pedagógico Por Beatriz Tavares de Souza* Apresentação O livro narra a história de uma águia inquieta para alçar o primeiro voo; ainda criança, sai pela floresta

Leia mais

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória Vinicius Borges FIGUEIREDO; José César Teatini CLÍMACO Programa de pós-graduação em Arte e Cultura Visual FAV/UFG viniciusfigueiredo.arte@gmail.com

Leia mais

Cara Professora, Caro Professor,

Cara Professora, Caro Professor, A olhinhos menina de rasgados Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos um belo livro de narrativa A menina de olhinhos rasgados, do premiado autor mineiro Vanderlei Timóteo.

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009.

RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009. caderno ufs - filosofia RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009. Jadson Teles Silva Graduando em Filosofia UFS Indivíduo

Leia mais

NOÇÕES DE CORPO E MOVIMENTO E SUAS IMPLICAÇÕES NO TRABALHO DO ESPETÁCULO CIDADE EM PLANO.

NOÇÕES DE CORPO E MOVIMENTO E SUAS IMPLICAÇÕES NO TRABALHO DO ESPETÁCULO CIDADE EM PLANO. NOÇÕES DE CORPO E MOVIMENTO E SUAS IMPLICAÇÕES NO TRABALHO DO ESPETÁCULO CIDADE EM PLANO. Luciana Lara 1 RESUMO: Este estudo pretende refletir sobre algumas implicações das noções de corpo e movimento

Leia mais

O teatro de hoje e seu tempo

O teatro de hoje e seu tempo VIII Jornada Latino-Americana de Estudos Teatrais 10 e 11 de Julho de 2015 Campus I da FURB / Teatro Carlos Gomes / Blumenau O teatro de hoje e seu tempo Promoção Universidade de Blumenau FURB Programa

Leia mais

Composição fotográfica

Composição fotográfica 3. Uso de diagonais 4. Regra dos terços 5. O Ponto Dourado Composição fotográfica 15 dicas para ter imagens com harmonia e proporção. Este tutorial vai ajudá-lo a usar melhor uma câmera fotográfica, compacta

Leia mais

Peça teatral Aldeotas : processos de criação e relações entre o teatro narrativo, a encenação e a voz cênica do ator Gero Camilo.

Peça teatral Aldeotas : processos de criação e relações entre o teatro narrativo, a encenação e a voz cênica do ator Gero Camilo. Peça teatral Aldeotas : processos de criação e relações entre o teatro narrativo, a encenação e a voz cênica do ator Gero Camilo. Palavras-chave: teatro narrativo; corpo vocal; voz cênica. É comum que

Leia mais

IMAGEM E MOVIMENTO DO VAZIO NO CINEMA DE OZU: TRADUÇÕES EM EDUCAÇÃO

IMAGEM E MOVIMENTO DO VAZIO NO CINEMA DE OZU: TRADUÇÕES EM EDUCAÇÃO IMAGEM E MOVIMENTO DO VAZIO NO CINEMA DE OZU: TRADUÇÕES EM EDUCAÇÃO Olívia de Andrade Soares/UFRGS Cnpq Resumo: Este trabalho integra os projetos Dramatização do infantil na comédia intelectual do currículo:

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

To Be. Present Simple. You are (você é / está) He / she / it is (Ele ela é / está)(*) We were (Nos éramos / estávamos) You are (Voces são / estão)

To Be. Present Simple. You are (você é / está) He / she / it is (Ele ela é / está)(*) We were (Nos éramos / estávamos) You are (Voces são / estão) To Be Um dos mais famosos verbos do Inglês. Quem já fez colegial e não ouviu falar dele? Mas você realmente conhece o verbo To Be? Você sabe de todos os tempos compostos que ele ajuda a formar? Você sabe

Leia mais

Marcelo Ferrari. 1 f i c i n a. 1ª edição - 1 de agosto de 2015. w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r

Marcelo Ferrari. 1 f i c i n a. 1ª edição - 1 de agosto de 2015. w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r EUSPELHO Marcelo Ferrari 1 f i c i n a 1ª edição - 1 de agosto de 2015 w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r EUSPELHO Este livro explica como você pode usar sua realidade para obter autoconhecimento. Boa leitura!

Leia mais

Profª Drª Maria Aparecida Baccega

Profª Drª Maria Aparecida Baccega Profª Drª Maria Aparecida Baccega http://lattes.cnpq.br/8872152033316612 Elizabeth Moraes Gonçalves - UMESP Alguns dados de currículo Livre Docente em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da

Leia mais

400 anos do cavaleiro sonhador

400 anos do cavaleiro sonhador 400 anos do cavaleiro sonhador Há 400 anos, Miguel de Cervantes publicava a primeira parte de Dom Quixote, livro que marcou a história da literatura. Críticos e estudiosos retomam a efeméride para discutir

Leia mais

Universidade Federal de Alagoas. Luciana Fonseca Oliveira

Universidade Federal de Alagoas. Luciana Fonseca Oliveira Universidade Federal de Alagoas Luciana Fonseca Oliveira O tempo e espaço do filme A Rosa Púrpura do Cairo, uma análise para Fundamentos em Cinema Maceió, dezembro de 2012. Cristian Metz em seu texto A

Leia mais

Proposta N o 83 Dezembro/Fevereiro de 1999/00

Proposta N o 83 Dezembro/Fevereiro de 1999/00 Avaliação: face escolar da exclusão social? Maria Teresa Esteban* * Doutora em Educação. Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense e Pesquisadora do grupo Alfabetização dos

Leia mais

********************************

******************************** Biblioteca Virtualbooks O QUE O JABUTI DISSE A AQUILES Lewis Carroll ******************************** Edição especial para distribuição gratuita pela Internet, através da Virtualbooks. A VirtualBooks gostaria

Leia mais

O maior ângulo entre os espelhos, para que se possam enxergar onze imagens inteiras desse objeto, será de: a) 20 b) 30 c) 45 d) 60 e) 120

O maior ângulo entre os espelhos, para que se possam enxergar onze imagens inteiras desse objeto, será de: a) 20 b) 30 c) 45 d) 60 e) 120 Colégio Jesus Adolescente Ensino Médio 1º Bimestre Disciplina Física Setor B Turma 1º ANO Professor Gnomo Lista de Exercício Bimestral Aulas 6 a 8 1) A figura a seguir representa um raio de luz incidindo

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

Roteiro. Coordenador do curso Prof. Dr. Francisco Isidro Massetto. Autor Professor Conteudista Rafael Moralez

Roteiro. Coordenador do curso Prof. Dr. Francisco Isidro Massetto. Autor Professor Conteudista Rafael Moralez Roteiro 1 Coordenador do curso Prof. Dr. Francisco Isidro Massetto Autor Professor Conteudista Rafael Moralez PACC Programa Anual de Capacitação Continuada Curso: Produção de Vídeo. de Massetto, F. I.,

Leia mais

Argumento para Série Não Conte a Ninguém

Argumento para Série Não Conte a Ninguém UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ Curso: 1069/432 - Curso Superior De Tecnologia Em Produção Audiovisual Disciplina: Roteiro para Televisão Professor: Ricardo J. Sekula Turma: Período: 2 Ano/Semestre

Leia mais

O Livro das Luas. O Caminho das Feras. O ecus

O Livro das Luas. O Caminho das Feras. O ecus O Livro das Luas Ou O Caminho das Feras O ecus Publicação do Therian Círculo Por..A+A. Em Janeiro de 2010 Prefácio Esta é uma obra que tem como objetivo primo revelar práticas concernentes à Theriantropia

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

Nelly Schnaith. La muerte sin escena Buenos Aires: Leviatán, 2005. 78 p.

Nelly Schnaith. La muerte sin escena Buenos Aires: Leviatán, 2005. 78 p. Resenhas de livro Nelly Schnaith La muerte sin escena Buenos Aires: Leviatán, 2005. 78 p. Conheci Nelly Schnaith em Las heridas de Narciso ensayos sobre el descentramiento del sujeto, publicado, em 1990,

Leia mais

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa Olhando as peças Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse 3 a 6 anos Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa História Bíblica: Gênesis 41-47:12 A história de José continua com ele saindo da prisão

Leia mais

A MONSTRUOSIDADE E SUAS FACES EM NOTRE-DAME DE PARIS. A obra Notre-Dame de Paris de Victor Hugo tornou-se uma fonte de matéria-prima

A MONSTRUOSIDADE E SUAS FACES EM NOTRE-DAME DE PARIS. A obra Notre-Dame de Paris de Victor Hugo tornou-se uma fonte de matéria-prima 1 A MONSTRUOSIDADE E SUAS FACES EM NOTRE-DAME DE PARIS Maria Conceição Lima Santos (UFS/DLE) I. INTRODUÇÃO A obra Notre-Dame de Paris de Victor Hugo tornou-se uma fonte de matéria-prima que vem contribuindo

Leia mais

REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL

REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL AULA 13 LITERATURA PROFª Edna Prado REALISMO NATURALISMO EM PORTUGAL Na aula de hoje falaremos sobre o Realismo português. Mas para começarmos é importante que você saiba o que é realismo. Veja: REAL+ISMO

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

A Crítica do Discurso Poético na República de Platão

A Crítica do Discurso Poético na República de Platão A Crítica do Discurso Poético na República de Platão Adriana Natrielli * Na República Platão descreve o diálogo no qual Sócrates pesquisa a natureza da justiça e da injustiça. Para isso, transferindo a

Leia mais

Um na Estrada Caio Riter

Um na Estrada Caio Riter Um na Estrada Caio Riter PROJETO DE LEITURA 1 O autor Caio Riter nasceu em 24 de dezembro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Pontifícia

Leia mais

IMAGENS LABIRÍNTICAS: a narrativa fílmica de Kim Ki Duk RESUMO

IMAGENS LABIRÍNTICAS: a narrativa fílmica de Kim Ki Duk RESUMO 1 IMAGENS LABIRÍNTICAS: a narrativa fílmica de Kim Ki Duk Melissa Rubio dos Santos 1 Profa. Dra. Rita Lenira de Freitas Bitencourt (orientadora) 2 RESUMO Investigar a narrativa imagética do cineasta sul-coreano

Leia mais

A Tradução Cultural N A Varanda do Frangipani, de Mia Couto

A Tradução Cultural N A Varanda do Frangipani, de Mia Couto A Tradução Cultural N A Varanda do Frangipani, de Mia Couto Marcos Roberto Teixeira de Andrade 1 (UFJF) Resumo: Segundo Stuart Hall, no seu A Identidade Cultural na Pós-modernidade (1999), o conceito de

Leia mais

PROSA DO MAR: BREVÍSSIMA LEITURA ICONOLÓGICA

PROSA DO MAR: BREVÍSSIMA LEITURA ICONOLÓGICA PROSA DO MAR: BREVÍSSIMA LEITURA ICONOLÓGICA Renato Dias PROSA DO MAR: BREVÍSSIMA LEITURA ICONOLÓGICA Escrever não é olhar para a superfície, mas para dentro. Não me interessa descrever se o personagem

Leia mais

Arquivos imateriais: a programação de cinema no Arquivo Municipal de Lisboa Videoteca

Arquivos imateriais: a programação de cinema no Arquivo Municipal de Lisboa Videoteca Arquivos imateriais: a programação de cinema no Arquivo Municipal de Lisboa Videoteca Immaterial Archives: cinema programming at the video library of the Arquivo Municipal de Lisboa Inês Sapeta Dias* RESUMO

Leia mais