Transporte Coletivo da Região Metropolitana de São Paulo: Imagem em Queda desde 1999.

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1 Transporte Coletivo da Região Metropolitana de São Paulo: Imagem em Queda desde Autor 001: Helcio Raymundo R&B Engenharia e Arquitetura Ltda. Rua Marques de Cascais, Brooklin São Paulo Brasil RESENHA Análise crítica dos resultados da Pesquisa de Imagem do Transporte Coletivo da Região Metropolitana de São Paulo de 1999 a 01. Palavras-Chaves: pesquisas de imagem; transporte coletivo; análise estatística. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo demostrar que a avaliação da imagem dos transportes coletivos na Região Metropolitana de São Paulo RMSP na visão dos seus usuários tem piorado continua e consistentemente desde A avaliação da imagem provém da Pesquisa de Imagem dos Transportes Coletivos na RMSP, coordenada pelo Grupo de Trabalho de mesmo nome ligado à Comissão Técnica de Pesquisa de Opinião da ANTP, do qual o autor faz parte e é patrocinada pelas operadoras e gestoras envolvidas na prestação desses serviços. O propósito da Pesquisa é conhecer a imagem que população e usuários têm dos modos de transporte coletivo da RMSP. A Pesquisa de Imagem vem sendo realizada pela ANTP semestralmente, desde 1985 até 1998, e anualmente a partir de 1999, e seus resultados têm sido divulgados à opinião pública desde então. A abordagem adotada neste trabalho é a de análise estatística da evolução dos resultados da Pesquisa de Imagem da ANTP frente a variáveis selecionadas. Neste sentido, são mostrados testes de aderência de curvas lineares à evolução dos Índices de Imagem de cada um dos modos de transporte e do conjunto dos modos, medida por coeficientes de regressão. Uma segunda série de testes verifica a evolução da imagem frente a variáveis socioeconômicas (PIB per Capita, Desemprego e Renda), além de demanda e oferta do transporte coletivo. Os primeiros testes confirmam a robustez da demonstração proposta, ou seja, é possível, comprovar estatisticamente a queda da avaliação da imagem dos transportes coletivos da RMSP como contínua e consistente desde A segunda série de testes, por sua vez, indica possibilidades de explicação do fenômeno analisado, inferindo-se a necessidade de novos estudos como os do presente trabalho. DIAGNÓSTICO O insumo básico para a realização deste trabalho são os resultados da Pesquisa de Imagem dos Transportes Coletivos na RMSP, coordenada pelo Grupo de Trabalho de mesmo nome ligado à Comissão Técnica de Pesquisa de Opinião da ANTP [1]. A Pesquisa de Imagem dos Transportes Coletivos na RMSP tem como propósito conhecer a imagem dos serviços junto à população e usuários e vem sendo realizada, anualmente, desde 1985, pela ANTP e pelas empresas ou organizações envolvidas com o transporte coletivo na Região Metropolitana de São Paulo RMSP (CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos S/A; EMTU/SP - Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos S/A; METRÔ - Companhia do Metropolitano de São Paulo S/A; SETPSP - Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de São Paulo; SPTrans - São Paulo Transporte S/A e SPUrbanuss - Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) [1]. Em linhas gerais, a Pesquisa de Imagem dos Transportes Coletivos na RMSP é realizada a partir de questionário estruturado, aplicado em entrevistas: Domiciliares (cerca de pessoas na cidade de São Paulo e pessoas nos restantes 38 municípios da RMSP); e

2 Em campo, abordando cerca de pessoas segundo cotas de sexo e local de moradia de usuários da CPTM, Corredor São Mateus-Jabaquara e ônibus dos Corredores Municipais SP [1]. Os resultados do Quadro 1 se referem ao Índice de Imagem no período de 1999 a 01, como porcentagem das respostas Excelente e Bom, à pergunta: O meio de transporte é excelente, bom, ruim ou péssimo?, feita aos entrevistados considerados como usuários de cada um dos sete modos de transporte, ou seja, aqueles que disseram ter utilizado cada modo pelo menos uma única vez nos últimos três meses antes da pesquisa [1]. Aos resultados foi ainda agregado um modo composto, denominado TODOS OS MODOS, cujo Índice de Imagem é a média aritmética simples do conjunto dos sete modos. Quadro 1 Resultados da Pesquisa de Imagem dos Transportes Coletivos na RMSP - Usuários que julgam os Modos como Excelente e Bom MODO X ANO Metrô Corredor São Mateus/ Jabaquara Ônibus dos Outros Municípios da RMSP Ônibus Metropolitano Corredores Municipais SP Ônibus Municipal SP CPTM nd nd nd nd nd nd nd nd TODOS OS MODOS ; [1] A simples verificação do comportamento dos Índices de Imagem indica uma deterioração da avaliação dos usuários nesta série de 13 anos, ou seja, uma involução da imagem dos modos de transporte coletivo da RMSP. O Gráfico 1 ilustra o exposto. A confirmação desta deterioração da imagem e sua qualificação se dão pela aplicação de dois conjuntos de testes de Análise de Resultados. ANALISE DE RESULTADOS DA PESQUISA DE IMAGEM DOS TRANSPORTES COLETI- VOS NA RMSP TESTE 1 - A Avaliação da Imagem dos Transportes Coletivos da RMSP na Visão dos Seus Usuários tem Piorado Continua e Consistentemente desde 1999? A partir de análise estatística [] da evolução dos resultados da Pesquisa de Imagem dos Transportes na RMSP, entre os 13 anos de 1999 e 01, foi possível, a partir de testes de aderência de curvas de tendência lineares aplicadas à evolução dos Índices de Imagem de

3 cada um dos modos de transporte e de TODOS OS MODOS, medidos por coeficientes de regressão, constatar que a afirmação do TESTE 1 é verdadeira. Para tanto, preliminarmente foram calculados os valores do que se convencionou aqui denominar de Indicadores Selecionados, reproduzidos no Quadro. 10 Metrô CPTM Corredor São Mateus/Jabaquara Ônibus Metropolitanos Ônibus Municipais SP Corredores Municipais SP Ônibus dos Outros Municípios RMSP % d e Ó t i m o e B o m Gráfico 1 Avaliação de Imagem dos Transportes Coletivos da RMSP por Modo 1999 a 01 (; [1]) MODOS X INDICADORES SELECIONADOS Desvio Padrão Quadro Resultados dos Indicadores Selecionados Média Aritmética % Desvio Padrão/Média Porcentual Porcentual Anual (média) Líquida Líquida Anual (médio) % da Líquida Anual/Média Metrô 6,7 87 7,7 - -1,6-1 -1,5-1,7 Corredor São Mateus/ Jabaquara 7, ,0-6 -1,8-3 -1,6 -,1 Ônibus dos Outros Municípios da RMSP 1,1 60 0, , -37-3,1-5,1 Ônibus Metropolitano 9, ,0-33 -,3 - -1,6 -,6 Corredores Municipais SP 3,7 56 6, ,3-6 -0,8-1,3 Ônibus Municipal SP 8, , ,4-31 -, -4,3 CPTM 5, ,9-5 -1, ,1 -,0 TODOS OS MODOS 7, ,7-30 -,1 - -1,6 -,5

4 Os Indicadores Selecionados revelam a formação de um processo consistente e progressivo de deterioração da imagem, pois: A relação entre Desvio Padrão, como uma medida de dispersão em relação à média, e a própria média, para cada modo de transporte e para TODOS OS MODOS, é próxima de 10%, exceto para os Ônibus dos Outros Municípios da RMSP e Ônibus Metropolitanos ; A Porcentual, enquanto diferença entre o valor de 1999 e de 01, em relação ao valor de 1999, é no mínimo de % ( Metrô ) e no máximo de 51% ( Ônibus Municipal SP ); A Porcentual Anual é no mínimo de 1,8% (CPTM) e no máximo de 4,% ( Ônibus dos Outros Municípios da RMSP ), dado que a avaliação de imagem da CPTM apresentava baixo patamar relativo em 1999 e dos Ônibus dos Outros Municípios da RMSP alto patamar relativo neste mesmo ano; A Líquida, como diferença direta entre valores de 01 e de 1999, oscila pouco, de 1% a 37%, exceto para os dois modos anteriormente citados; A Líquida Anual dos modos, exceto Ônibus dos Outros Municípios e CPTM, flutua entre 1,5% a,%; e A % da Liquida Anual/Média, exceto dos Ônibus dos Outros Municípios da RMSP e Ônibus Municipais SP, oscila entre 1,3% e,1%. Os testes propriamente ditos de aderência de curvas de tendência lineares, tendo como referência as equações das curvas e os coeficientes de correlação linear simples (R) correspondentes, apresentaram os seguintes resultados, conforme mostrado no Quadro 3. Quadro 3 Resultados dos Testes de Aderência de Curvas de Tendência Lineares Aplicadas aos Resultados de Imagem MODOS Equação R Aderência Metrô y= -1,4857x + 98,86 0,796 Média a Alta Corredor São Mateus/Jabaquara y= -1,8x + 91,473 0,66 Média Ônibus dos Outros Municípios da RMSP y= -3,1154x + 83,449 0,79 Média a Alta Ônibus Metropolitano y= -1,8835x + 74,66 0,617 Média Corredores Municipais SP y= -1,0119x + 67,000 0,399 Muito Baixa Ônibus Municipal SP y= -1,6110x + 63,154 0,539 Baixa CPTM y= -1,791x + 63,879 0,761 Média a Alta TODOS OS MODOS y= -1,7714x + 78,6 0,877 Alta Verifica-se que, com exceção do modo Corredores Municipais SP, as curvas lineares têm de médio a alto poder de explicação do comportamento dos Índices de Imagem ao longo do tempo durante o período de análise de 1999 a 01. A exceção refere-se à menor aderência no caso dos Corredores Municipais SP, explicada por duas razões: Menor quantidade de Índices de Imagem, pois este modo de transporte passou a ser investigados somente a partir de 005; e Menor oscilação relativa dos seus Índices de Imagem ao longo do período de análise. Deve-se ainda acrescentar que: Não se verificaram diferenças significativas, a maior, dos coeficientes de correlação ao se testar outros tipos de curva (exponencial, logarítmica, polinomial ou de potência) para cada um dos modos e para TODOS OS MODOS, ou seja, a curva linear, se não produz o melhor ajuste, produz um nível de ajuste normalmente não superado por outros tipos de curva, e, quando isto ocorre, o coeficiente de correlação é da mesma ordem de grandeza; e Pode ocorrer, em avaliações verticais (comparações), como no presente caso, ainda que o respondente diferencie a imagem de cada modo, uma espécie de influência mútua entre as avaliações individuais, ou seja, em conjunturas mais negativas ou positivas os modos

5 estariam sujeitos a terem, respectivamente, avaliações inferiores ou superiores ao esperado, aspecto este não tratado no presente trabalho. O Gráfico mostra o exemplo do comportamento dos Índices de Imagem para TO- DOS OS MODOS. Nos limites deste trabalho, pode-se caracterizar o comportamento dos Índices de Imagem dos modos e de TODOS OS MODOS como linear e decrescente, de boa aderência a curvas lineares de tendência, explicada pelo coeficiente de correlação linear (R ) correspondente de 0,877, e concluir que no período de 1999 a 01 a avaliação da imagem dos transportes coletivos da RMSP, na visão dos seus usuários, tem piorado continua e consistentemente desde y = -1,7714x + 78,6 R² = 0, Gráfico Tendência Linear - TODOS OS MODOS de 1999 a 01 () TESTE - A Avaliação da Imagem dos Transportes Coletivos da RMSP na Visão dos seus Usuários Estaria Associada ao Comportamento de Variáveis Socioeconômicas Selecionadas (PIB per Capita, Desemprego e Renda), além da Demanda e Oferta de Transporte Coletivo? Foram desenvolvidos testes de correlação linear simples entre os Índices de Imagem de TODOS OS MODOS e as seguintes 14 variáveis socioeconômicas: PIB per Capita - Brasil [3] - Divisão do PIB pela quantidade de habitantes do país; PIB per Capita - Estado de São Paulo [4]; [5] - Idem anterior para o Estado de São Paulo; PIB per Capita - RMSP [4]; [5] - Idem anterior para a RMSP; PIB per Capita - Cidade de São Paulo [4]; [5] - Idem para a Cidade de São Paulo; Desemprego - Brasil [6] - Parcela da força de trabalho que se encontra sem emprego no Brasil, incluindo: pessoas que não estão trabalhando; pessoas que estão disponíveis para trabalhar e pessoas que tomam alguma providência para conseguir trabalho; Desemprego - RMSP [6] - Idem anterior para a RMSP;

6 Renda Média Corrente - RMSP [6] - Valores do rendimento médio nominal das pessoas ocupadas na Região Metropolitana de São Paulo; Renda Média Real - RMSP (Valores de Abril de 014) [6] - Valores da Renda Média Corrente - RMSP, atualizados para valores de Abril de 014; Salario Mínimo em Valor Corrente Brasil [7] - Valores correntes ao final de cada ano do salario mínimo brasileiro em Reais; Poder de Compra do Salario Mínimo em Tarifa Media [8] - Salário Mínimo em Valor Corrente Brasil dividido pela tarifa cheia em valores correntes, vigente na Cidade de São Paulo; Poder de Compra da Renda Média Real em Tarifa Média [8] - Renda Média Real RMSP dividida pela tarifa cheia em valores correntes, vigente na Cidade de São Paulo; Coeficiente de Gini - Brasil [9] - Medida da desigualdade de distribuição de renda do país (varia entre zero e um, zero correspondendo à completa igualdade de renda e um correspondendo à completa desigualdade); Coeficiente de Gini - Estado de São Paulo [9] - Idem anterior para o Estado de São Paulo; e Coeficiente de Gini RMSP [9] - Idem anterior para a RMSP. Os coeficientes de correlação linear simples (R ) e os níveis de aderência correspondentes para TODOS OS MODOS são indicados no Quadro 4. QUADRO 4 Valores de R para Correlações entre TODOS OS MODOS e Variáveis Socioeconômicas Correlação dos Índices de Imagem de TODOS OS MODOS com: R Aderência PIB per Capita - Brasil -0,97 Índices de Imagem decrescem à medida que o PIB per capita do Brasil cresce - Aderência Muito Alta PIB per Capita - Estado do São Paulo -0,91 Índices de Imagem decrescem à medida que o PIB per capita do Estado de São Paulo cresce - Aderência Muito Alta PIB per Capita - RMSP -0,917 Índices de Imagem decrescem à medida que o PIB per capita da RMSP cresce - Aderência Muito Alta PIB per Capita - Cidade de São Paulo -0,91 Índices de Imagem decrescem à medida que o PIB per capita da Cidade de São Paulo cresce - Aderência Muito Alta Desemprego - Brasil 0,888 Índices de Imagem decrescem à medida que o Desemprego - Brasil decresce - Aderência Alta Desemprego - RMSP 0,94 Índices de Imagem decrescem à medida que o Desemprego - RMSP decresce - Aderência Alta Renda Média Real - RMSP (Valores Índices de Imagem decrescem à medida que a Renda Média -0,89 de Abril de 014) Real da RMSP cresce - Aderência Alta Renda Média Corrente - RMSP -0,900 Índices de Imagem decrescem à medida que a Renda Média Corrente da RMSP cresce - Aderência Muito Alta Salario Mínimo em Valor Corrente - Índices de Imagem decrescem à medida que O Salário Mínimo -0,933 Brasil em Valores Correntes Brasil cresce - Aderência Muito Alta Poder de Compra do Salario Mínimo Índices de Imagem decrescem à medida que o Poder de Compra do Salário Mínimo em Tarifa Média cresce - Aderência Alta -0,898 em Tarifa Média Poder de Compra da Renda Média Índices de Imagem decrescem à medida que o Poder de Compra do Salário Mínimo em Tarifa Média cresce - Aderência Alta 0,699 em Tarifa Média Coeficiente de Gini - Brasil 0,888 Índices de Imagem decrescem à medida que o Índice de Gini Brasil decresce - Aderência Alta Coeficiente de Gini - Estado de São Índices de Imagem decrescem à medida que o Índice de Gini 0,884 Paulo Estado de São Paulo decresce - Aderência Alta Coeficiente de Gini - RMSP 0,894 Índices de Imagem decrescem à medida que o Índice de Gini RMSP decresce - Aderência Alta Verifica-se a forte correlação entre os Índices de Imagem de TODOS OS MODOS e todas as variáveis socioeconômicas testadas, ou seja, níveis de Aderência Alta ou Muito Alta entre elas. Isto significa que, do ponto de vista estatístico, o comportamento dos Índices de

7 Imagem é bastante bem explicado pelas variáveis socioeconômicas, que em síntese, revelam, no período, o aumento da renda, a queda do desemprego, o aumento do poder compra e a redução da desigualdade em termos de renda. O Gráfico 3 mostra o comportamento das variáveis socioeconômicas testadas PIB per Capita - Brasil PIB per Capita - Estado de São Paulo PIB per Capita - RMSP PIB per Capita - Cidade de São Paulo Desemprego - Brasil 5000 Desemprego - RMSP Renda Média Corrente - RMSP 0000 Renda Média Real - RMSP (Valores de Abril de 014) Salario Mínimo em Valor Corrente - Brasil Poder de Compra do Salario Mínimo em Tarifa Media Poder de Compra da Renda Média Real em Tarifa Média Índice de Gini - IBGE/Brasil Índice de Gini - IBGE/Est SP Gráfico 3 Evolução das Variáveis Socioeconômicas de 1999 a 01 () Índice de Gini - IBGE/RMSP Os Índices de Imagem de cada modo foram também testados individualmente, obtendo-se resultados similares, ou seja, mesmo nas situações de R superior a 0,700, a condição de Aderência Alta pôde sempre ser constatada, exceto nos casos indicados no Quadro 5. Nestes casos de baixa correlação, é interessante notar que a variável Poder de Compra da Renda Média Real se caracteriza como a de pior poder de explicação dos Índices de Imagem de cada modo de transporte testado individualmente. Quadro 5 Casos de Baixa Correlação entre Índices de Imagem e Variáveis Socioeconômicas MODO VARIÁVEL SOCIOECONÔMICA R Metrô Poder de Compra da Renda Média Real 0,601 Corredor São Mateus/Jabaquara Desemprego - Brasil, Desemprego - RMSP, Renda Média Real RMSP, Gini Brasil e Poder de Compra da Renda Média Real 0,644 a 0,69 Ônibus dos Outros Municípios da RMSP Poder de Compra da Renda Média Real 0,684 Ônibus Metropolitano PIB per Capita Brasil e Poder de Compra da Renda Média Real -0,667 e 0,476 Corredores Municipais SP Todas as variáveis, exceto Desemprego Brasil 0,40 a 0,671 Ônibus Municipal SP Todas as variáveis de PIB e Desemprego, além de Renda Média Corrente RMSP, Poder de Compra do Salário Mínimo e Poder de Compra da Renda Real 0,394 a 0,687 CPTM Poder de Compra da Renda Média Real 0,618 Foram ainda aplicados testes de correlação linear simples entre os Índices de Imagem de TODOS OS MODOS e as variáveis de Demanda e Oferta de Transporte, a saber: A variável de Demanda corresponde à soma da quantidade anual de passageiros transportados na RMSP pelo Metrô [10], Corredor São Mateus/Jabaquara [11]; Ônibus Metropolitano [11]; Ônibus Municipal SP [1] e CPTM [13]. A quantidade de passageiros transportados pelo Ônibus Municipal SP inclui os passageiros transportados pelo modo Corredores Municipais SP. Não foi possível obter a quantidade de passageiros transportados pelo modo Ônibus dos Outros Municípios da RMSP ; e A variável de Oferta corresponde à frota total de ônibus da Cidade de São Paulo [1].

8 Nestes casos de correlação dos Índices de Imagem com variáveis de Demanda e Oferta, entretanto, os resultados são menos expressivos, principalmente para à Oferta, conforme indicado no Quadro 6. Quadro 6 Valores de R Obtidos para Correlações entre Índices de Imagem de TODOS OS MO- DOS e Variáveis de Demanda e Oferta de Transporte CORRELAÇÃO DE TODOS OS MODOS COM: R ADERÊNCIA Demanda -0,941 Aderência Muito Alta Oferta -0,606 O Índice de Imagem decresce à medida que a Oferta cresce - Aderência Baixa Para o caso da Demanda, a análise individual de cada modo, para os cinco modos em que foi possível obter as informações de demanda, revela o que é indicado no Quadro 7, ou seja, níveis de aderência altos a muito altos. Quadro 7 Índices de Imagem Correlacionados com a Demanda em Cada Modo MODO R ADERÊNCIA Metrô -0,943 Aderência Muito Alta Corredor São Mateus/Jabaquara -0,763 Aderência Alta Ônibus Metropolitano -0,74 Aderência Alta Ônibus SP -0,706 Aderência Alta CPTM -0,837 Aderência Alta Já para o caso da Oferta, seu poder de explicação pode ser considerado baixo, ademais do pobre valor intrínseco da própria variável ao limitar-se à frota de ônibus da cidade de São Paulo, em especial considerando as intensas transformações pelas quais este serviço público passou ao longo do período de análise [1]. CONCLUSÕES Três conclusões básicas emergem da análise do comportamento dos Índices de Imagem da Pesquisa de Imagem dos Transportes Coletivos na RMSP" entre 1999 e 01: A queda dos Índices de Imagem é estatisticamente efetiva, consistente e robusta; Há forte correlação dos Índices de Imagem de TODOS OS MODOS com todas as variáveis socioeconômicas selecionas (PIB per Capita, Desemprego e Renda) e com a maioria das variáveis socioeconômicas quando os modos são analisados individualmente; e São necessários novos estudos para verificar os níveis de correlação dos Índices de Imagem com variável de Demanda que inclua efetivamente toda a RMSP e, principalmente, com outras variáveis de Oferta. Os desafios no enfrentamento das deficiências do transporte público no Brasil e no mundo são variados e complexos [14]; [15]; [16]; [17]. Entretanto, só o conhecimento da situação real e das reais condições em que o transporte público brasileiro é produzido e consumido poderá agregar maior nível de conhecimento ao setor e balizar as ações técnicas e políticas ruma à verdadeira melhoria da qualidade, principalmente a percebida pelos passageiros [18]. Neste sentido é de fundamental importância manter a medição da qualidade por meio de avaliação de imagem dada por passageiros e população em geral. Trata-se de um instrumento de gestão valiosíssimo que afere a condição geral de como o serviço é percebido e, para cada caso, orienta as ações preventivas e corretivas correspondentes [19].

9 Se os números não agradam aos operadores e gestores, não parece ser razoável que se desqualifiquem seus resultados (por ignorância, incúria ou vaidade), ou, o que é pior, se venham a defender a não realização das pesquisas ou a não divulgação dos seus resultados. Há que serem avaliados, permanentemente, os resultados da Pesquisa de Imagem dos Transportes na Região Metropolitana de São Paulo da ANTP, ademais das paixões e achismos. A ciência, ou a sua falta, pode dar sustentação, às vezes, a teses absurdas. A capacidade da ferramenta (pesquisa) como instrumento de gestão e de ação política é muito maior do que pressupõe nossa vã filosofia. Ademais, não podemos correr o risco de confirmar a tese de Walter Benjamin de que O analfabeto do futuro não será quem não sabe escrever, e sim quem não sabe fotografar. Mas um fotógrafo que não sabe ler suas próprias imagens não é pior que um analfabeto? [0]. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] <http://www.antp.org.br/website/produtos/pesquisa-deimagem/show.asp?ppgcode=143eb a-4414-ba85-b34d60986c> Acesso em Fevereiro de 015. [] MARÔCO, J. Análise Estatística com o SPSS Statistics. 5ª Edição. Pero Pinheiro, 011. [3] FGV - Fundação Getúlio Vargas - Centro de Contas Nacionais - diversas publicações, período 1947 a 011; IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diretoria de Pesquisas. Coordenação de Contas Nacionais. [4] Fundação SEADE Sistema Estadual de Análise de Dados. Banco de Dados. PIB Municipal. [5] IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Banco de Dados. [6] IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Mensal de Emprego. [7] <http://www.contabeis.com.br/tabelas/salario-minimo/> Acesso em Fevereiro de 015. [8] SPTrans São Paulo Transportes S/A. <http://www.sptrans.com.br/a_sptrans/tarifas.aspx> Acesso em Fevereiro de 015. [9] IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios. [10] Metrô Relatório da Administração <http://www.metro.sp.gov.br/metro/institucional/pdf/rel-administracao.pdf > Acesso em Fevereiro de 015. [11] EMTU/SP. Relatório de Gestão Operacional. DO-Diretoria de Gestão Operacional. Janeiro, 013. [1] SPTrans São Paulo Transportes S/A. <http://www.sptrans.com.br/indicadores/> Acesso em Fevereiro de 015. [13] CPTM Relatório da Administração <http://www.cptm.sp.gov.br/documentos/reladministrativo-01.pdf> Acesso em fevereiro de 015. [14] RAYMUNDO, H. Soluções para os Desafios (ou Riscos) do Transporte Público no Brasil. 17º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito. Curitiba, 009. [15]. Conceito de BRT, Estado da Arte e Desafios. Revista SETNEWS, 19, nº 18, Setembro-Outubro, 010. [16]. Os Difíceis Caminhos do BRT no Brasil. 18º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito. Rio de Janeiro, 011. [17]. Mobilidade no Brasil Avanços e Retrocessos. 19º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito. Brasília, 013. [18] RAYMUNDO, H. et al. Knowledge Management in Public Transportation: Experiences in Brazilian Bus Companies. APMS 014 International Conference. [19] BELDA, R. Três Décadas da Pesquisa de Imagem das Empresas de Transportes de Passageiros na Metrópole de São Paulo. <http://www.antp.org.br/website/noticias/ponto-devista/show.asp?npgcode=afb05a4e-eb6-4ce9-a996-7a9b3a1ad930> Acesso em Fevereiro de 015. [0] BENJAMIN. W. Obras Escolhidas. Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense, 1994.

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