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1 22 de março de 2006 Vol. 1 No. 5 NOTÍCIAS MULTILATERAIS Delegados não se impressionam com resultados da simulação de cortes tarifários 01 Novos problemas em NAMA 03 Reunião do G-6 em Londres e encontro de Lula com Blair não são suficientes para desbloquear as negociações em agricultura e NAMA 04 NOTÍCIAS REGIONAIS Chile e Índia concluem acordo comercial 05 Avançam as negociações comerciais do Mercosul com seus parceiros comerciais 06 Bush apresenta relatório de política comercial e uma agenda ambiciosa para BREVES MULTILATERAIS Brasil passa a defender a expressão "contém transgênico" em Curitiba 09 Açúcar: CE aprovam reforma radical 10 BREVES REGIONAIS União Européia e Mercosul retomarão negociações 11 Brasil impõe medidas sanitárias e fitossanitárias aos grãos 11 EVENTOS Fóruns Multilaterais 12 Fóruns Regionais 13 Outros Fóruns 14 INFORMAÇÕES ÚTEIS 15 FIQUE DE OLHO! 15 NOTÍCIAS MULTILATERAIS Delegados não se impressionam com resultados da simulação de cortes tarifários De acordo com um diplomata baseado em Genebra e envolvido no processo de negociação, os resultados de uma simulação informal para avaliar como as principais propostas em discussão nas negociações da Rodada Doha sobre agricultura e acesso a mercados de produtos não-agrícolas (NAMA, sigla em inglês) afetariam dez Membros da OMC, em variados cenários econômicos, não mostram nada que já não fosse sabido. Os dados sobre os efeitos da implementação das diferentes fórmulas propostas para redução tarifária sobre as tarifas aplicadas e as consolidadas do G-6 (Comunidades Européias- CE, EUA, Austrália, Brasil, Índia e Japão), do Canadá, do Egito, da Malásia e da Noruega foram circulados entre essas dez delegações antes das reuniões dos dias 7 a 9 de março entre delegados seniores. Espera-se que tais dados sejam enviados em breve para os demais Membros. Os resultados serviram como base para discussão também no encontro Ministerial do G-6, ocorrido nos dias 10 e 11 de março, em Londres (v. Bridges Weekly, de 15 de março de 2006, e esta edição do Pontes, de 22 de março de 2006). Dados sobre NAMA esclarecem melhor as flexibilidades e as alíquotas aplicadas PONTES Quinzenal também está disponível online e é atualizado a cada duas semanas. Caso deseje cadastrar-se (gratuitamente) em nossa lista de envio do Pontes Quinzenal, envie uma mensagem para No título do escreva inscrição e, no corpo do texto, indique seus dados (nome completo e profissão) e como conheceu o periódico. Apesar de nenhuma das propostas ter sido considerada palatável às partes envolvidas nas discussões, um delegado afirmou que a simulação referente a NAMA foi útil para demonstrar como diferentes propostas poderiam afetar as alíquotas tarifárias que os Membros aplicam (em oposição aos tetos consolidados que serão considerados na fórmula de redução). Outro delegado salientou que algumas questões metodológicas sobre o modo de aplicação das fórmulas foram resolvidas ao longo de um complexo exercício matemático - o que deixou os Membros livres para se concentrarem nos números.

2 Um dos pontos de atrito nas negociações do NAMA têm sido as flexibilidades previstas pelo Parágrafo 8 do Anexo B do Pacote de Julho de 2004 (WT/L/579), o qual permite que países em desenvolvimento (PEDs) permaneçam com algumas tarifas não-consolidadas ou apliquem cortes tarifários menores do que os exigidos pela fórmula geral, para um número de produtos que ainda precisa ser determinado - ou até mesmo isentem alguns deles. O texto contém alguns números prévios (entre colchetes) que lhes permitiriam procederem a reduções equivalentes à metade das exigidas pela fórmula para 10% das linhas tarifárias. Ou, ainda, simularem isenções absolutas de cortes (ou mantê-las não-consolidadas) para 5% das linhas tarifárias, contanto que esses produtos não representassem mais de 10% ou 5% do valor total de importação, respectivamente. Alguns países argumentam que os PEDs deveriam abrir mão do recurso às flexibilidades em troca de um coeficiente para a fórmula que os deixaria com níveis tarifários superiores aos dos países desenvolvidos após a redução (v. esta edição do Pontes, de 22 de março de 2006). Isso não acarretaria, necessariamente, uma redução percentual menor em relação aos países industrializados, uma vez que suas tarifas em NAMA são geralmente muito mais elevadas. Há relatos de que a simulação referente a NAMA indicou que a concessão dessas flexibilidades contidas no parágrafo 8 aos PEDs teria um efeito bem suave sobre as alíquotas tarifárias médias finais, após a aplicação da fórmula de redução - de fato, seriam da ordem de 2% ou ainda menor. De acordo com relatos, em ambas as reuniões previamente citadas, os PEDs defenderam a tese de que tais flexibilidades poderiam auxiliá-los a protegerem setores sensíveis para o mercado de trabalho sem comprometer a liberalização como um todo. Países desenvolvidos contraargumentaram ao salientar que este artifício poderia, potencialmente, ser utilizado para isentar do corte tarifário em especial aqueles setores para os quais eles buscavam maior acesso a mercados. No que se refere à discussão corte tarifário em tarifas aplicadas, o argumento foi utilizado no sentido contrário. Segundo informações, os países desenvolvidos utilizaram a simulação para disputar a tese de que a "fórmula suíça" com um coeficiente de 30 (apresentado informalmente pelo Brasil) - que reduziria todas as tarifas dos PEDs para níveis abaixo de 30% e reduziria tarifas mais baixas em porcentagens progressivamente menores - resultaria, no caso do Brasil e da Índia, em um corte de apenas 2% a 3% para as tarifas alfandegárias atualmente aplicadas (v. Bridges Weekly, de 7 de dezembro de 2005). Comentase que o Brasil rebateu o argumento com a afirmação de que a fórmula "suíça 30" forçaria reduções nas tarifas aplicadas de um terço de todos os produtos e do volume de comércio - o que concederia o "real acesso a mercados" que seus parceiros comerciais buscam. A posição formal de negociação do Brasil, em conjunto com Índia e Argentina, vincula os níveis tarifários pósredução dos Membros à sua média tarifária atual. Fontes indicam que a simulação pareceu demonstrar que um coeficiente 30 reduziria as tarifas consolidadas do Brasil e da Índia entre 45% e 55%, conforme a extensão das flexibilidades. Já um coeficiente 15, que os EUA e as CE continuam a defender, implicaria em uma redução de aproximadamente 60%-65% e de 65%-70%, respectivamente. Estima-se que a "suíça 15" cortaria em mais de 20% as tarifas aplicadas por Brasil e Índia. As simulações em ambas as áreas de negociação utilizaram cálculos separados para os efeitos das diferentes propostas sobre as linhas tarifárias como um todo e para categorias de produtos "passíveis de tributação alfandegária", ou, em outras palavras, as linhas cujas tarifas ainda não são consolidadas em 0%. Com referência a NAMA, isso é notável porque faz o "esforço" de corte tarifário parecer maior para países com diversas linhas tarifárias como essas. Nesse sentido, a simulação indicou, por exemplo, que a fórmula "suíça 5" implicaria numa redução de 30% em todos os níveis tarifários consolidados dos EUA; enquanto as linhas tarifárias de "produtos passíveis de tributação alfandegária" sofreriam reduções da ordem de 50%. Tais resultados poderiam, potencialmente, incitar protestos para que os países industrializados, os quais tendem a possuir mais linhas tarifárias isentas de tarifas, passem a essencialmente considerá-las como "créditos" por liberalizações passadas, enquanto as iniciativas autônomas de liberalização dos PEDs permaneceriam não recompensadas. Com referência às linhas tarifárias não-consolidadas, a simulação deixou claro que o valor do mark-up fez pouca diferença no nível tarifário final; pois o que importou foi o valor do coeficiente associado à fórmula. O valor de mark-up consiste no número de pontos percentuais adicionados às alíquotas atualmente impostas antes de serem submetidas à fórmula geral de redução tarifária. Discussões sobre os pilares de agricultura, com simulações pouco úteis Diversas autoridades sugeriram que as simulações sobre agricultura foram consideravelmente menos úteis do que as de NAMA, uma vez que o tratamento a ser oferecido aos "produtos sensíveis" permanece longe de ser determinado. Tais produtos serão aqueles que poderão ser indicados por países desenvolvidos e PEDS para cortes tarifários menores do que o requerido pela fórmula de redução, com a condição de 2

3 que o acesso a seu mercado seja melhorado através da combinação de reduções tarifárias com expansão das quotas tarifárias. Assim, torna-se mais difícil avaliar os efeitos reais das propostas em discussão. A simulação assumiu que as tarifas dos produtos sensíveis sofreriam a metade da redução a que os demais produtos estarão submetidos. Além disso, para o propósito do exercício matemático, os países designaram produtos com tarifas relativamente altas como sensíveis - o que não necessariamente ocorreria na realidade. As CE sustentaram que sua proposta de outubro de 2005 reduziria sua própria tarifa agrícola em 46%. Vários dos seus parceiros comerciais, por outro lado, disseram que as muitas flexibilidades demandadas pelas CE faziam que o corte real caísse para próximo de 39%. De acordo com a simulação, a proposta das CE, caso 8% de todos os produtos fossem elegíveis como produtos sensíveis, diminuiria sua própria média tarifária de 22,78% para 13,29% - uma redução de 41,65%. Um cenário baseado na proposta dos EUA, por sua vez, cortaria as tarifas das CE em algo entre 55,21% e 74,82%, conforme o número de produtos sensíveis. Se o limite para produtos sensíveis for de 1%, a fórmula do G-20 cortaria as tarifas das CE em 58,88% e as dos EUA em 52,16%. Caso seja idêntico o número de produtos sensíveis, as menores reduções propostas pelo G-20 para os PEDs significariam um corte de 37,05% nas tarifas agrícolas média da Índia e de 29,44%, do Brasil. Em uma reunião de "sala verde" realizada no dia 14 de março, para a qual o Diretor-Geral da OMC, Pascal Lamy, reuniu embaixadores de 25 a 30 Membros para discutir a reunião de Londres, alguns delegados solicitaram ao Secretariado da OMC que os resultados das simulações fossem tornados públicos. As semanas sobre agricultura e sobre NAMA deverão iniciaram-se no dia 20 de março. Reportagem do ICTSD. Tradução e adaptação da DireitoGV. Novos problemas em NAMA Depois da última semana de negociações em acesso a mercados de produtos não-agrícolas (NAMA, sigla em inglês) ocorrida entre os dias 27 de fevereiro e 03 de março, as posições dos Membros da OMC permaneceram divididas sobre o alcance do tratamento especial e diferenciado nas negociações de NAMA. No dia 1º de março, durante uma reunião informal entre aproximadamente 25 delegações, muitos países em desenvolvimento (PEDs), incluindo a China, insistiram em que os PEDs deveriam ter direito a destinar 10% dos produtos para reduções alfandegárias menores do que as requeridas pela fórmula global de redução e a excluir 5% dos compromissos de redução no total. A China insistiu em que essas flexibilidades, contidas no parágrafo 8 do mandato para as negociações de NAMA, Anexo B do "Pacote de Julho" (WT/L/579), são um princípio fundamental nas negociações e que os números específicos, os quais estavam entre colchetes para indicar a falta de um acordo, foram os mais baixos que puderam aceitar. Não obstante, muitos países (principalmente os desenvolvidos) reiteraram sua posição quanto ao fato de que tais números deveriam ficar entre colchetes até que a fórmula fosse finalizada. Além disso, foi afirmado que os PEDs deveriam deixar de recorrer às flexibilidades em troca de obter um coeficiente para a fórmula que lhes permitisse, posteriormente, níveis alfandegários mais altos que os dos países desenvolvidos. Um observador comercial sugeriu que a China, como produtora muito competitiva de produtos industriais, poderia beneficiar-se de uma situação na qual os coeficientes fossem baixos, mas as flexibilidades altas; visto que isso lhe permitiria proteger setores sensíveis de reduções alfandegárias mais significativas. Perspectivas distintas sobre o parágrafo 24 Durante uma série de reuniões informais realizadas entre os dias 1º e 2º de março, os Membros discutiram o significado do parágrafo 24 da Declaração Ministerial de Hong Kong. Tal parágrafo instrui os negociadores a assegurarem que haja um nível de ambição comparativamente elevado no acesso aos mercados para a agricultura e para bens industriais de maneira equilibrada, proporcional e compatível com o princípio de tratamento especial e diferenciado. Atualmente, as delegações têm interpretado o mandato de maneiras distintas. Canadá, Noruega e Suíça argumentam que o parágrafo 24 não faz outra coisa além de reafirmar o que já estava estabelecido no Mandato de Doha sobre uma liberalização ambiciosa tanto para bens industriais como em agricultura. Por outro lado, o chamado NAMA-11, formado por 10 PEDs, descreve aquele parágrafo como um momento de inspiração dos Ministros. Por isso, os Membros devem assegurar que sejam criadas oportunidades reais de exportação para os PEDs, levando em conta sua situação especial como PEDs - determinante de 3

4 sua capacidade para se adaptar à liberalização comercial. O NAMA-11 reiterou sua posição a favor de que os PEDs possam ter a opção de recorrer às flexibilidades do parágrafo 8 do Anexo sobre NAMA. Ademais, também é a favor de que seja estabelecida uma fórmula que lhes possibilite reduzirem suas tarifas alfandegárias de maneira menos pronunciada do que os países desenvolvidos. Argentina apresenta propostas para comparar as ambições em agricultura e em NAMA Enquanto várias delegações, incluindo Colômbia, Estados Unidos da América (EUA), Japão e Singapura, assinalaram que uma comparação numérica entre as negociações em agricultura e em NAMA seria algo difícil de realizar, a Argentina desenvolveu algumas linhas gerais segundo as quais seria possível executar tal comparação. A Argentina propôs, especificamente, uma comparação exaustiva das demandas de redução alfandegária, tanto nas negociações sobre agricultura, como nas sobre NAMA. O enfoque, por exemplo, das Comunidades Européias (CE) para NAMA, que leva em consideração uma "fórmula suíça" com um coeficiente para países desenvolvidos e países em desenvolvimento avançados, reduziria uma tarifa alfandegária de 35% para 7,78%. Por outro lado, a proposta das CE para agricultura reduziria a mesma tarifa para 19,25%. Por isso, a Argentina calcula que a proposta das CE em agricultura equivaleria a uma fórmula suíça com um coeficiente de 42,78. Além disso, a Argentina assinalou que se poderia utilizar a proporção de comércio a ser afetada, junto com a quantidade de parcelas isentas de redução, para comparar o nível de ambição em ambas as negociações. Segundo cálculos preliminares, as exceções e as flexibilidades que as CE buscavam na negociação sobre agricultura, permitir-lhes-ia proteger seu mercado interno em uma proporção muito maior do que ocorreria com os PEDs nas negociações de NAMA. Por sua vez, as CE afirmaram que, se outros países buscavam utilizar o parágrafo 24 para justificar sua falta de disposição para revisar suas propostas atuais, então também teriam uma desculpa para não revisar a proposta que apresentaram sobre acesso a mercados para produtos agrícolas. Reportagem de ICTSD e CINPE. Tradução da DireitoGV. Reunião do G-6 em Londres e encontro de Lula com Blair não são suficientes para desbloquear as negociações em agricultura e NAMA Nos últimos dias 10 e 11 de março, reuniram-se em Londres delegados de Comunidades Européias (CE), Estados Unidos (EUA), Austrália, Brasil, Índia e Japão (G-6) para discutirem sobre um possível desbloqueio das negociações na OMC em agricultura e acesso a mercado de produto não agrícolas (NAMA, sigla em inglês). Antes desta reunião, as expectativas eram de que esses países entrassem em acordo no que se refere a cortes tarifários, acesso a mercados e subsídios. Dentre as questões mais importantes para o bom desempenho da Rodada de Doha estão as ofertas dos Estados Unidos em subsídios agrícolas, as da União Européia em acesso a mercados para produtos agrícolas e as ofertas do Brasil e da Índia referentes a NAMA. Infelizmente, mais uma vez, o G-6 não conseguiu atingir um acordo em Londres nesses temas. Além das discussões, os delegados também realizaram simulações informais com o objetivo de analisarem os possíveis impactos das principais propostas em discussão para agricultura e NAMA, quanto às tarifas consolidadas e aplicadas pelos países do G-6, Canadá, Malásia, Egito e Noruega (v. esta edição do Pontes, de 22 de março de 2006). Os resultados destas simulações não revelaram nada de novo aos negociadores; entretanto, segundo o representante de comércio dos EUA, Robert Portman, as simulações ajudaram os países a melhor compreenderem quais são os pontos positivos e negativos de um potencial acordo. Representantes do Brasil e da Índia afirmaram que as flexibilidades referentes à proteção de alguns produtos contra a fórmula de redução tarifária e requeridas por vários países em desenvolvimento trariam efeitos negativos mínimos no que se refere à liberalização comercial. Por outro lado, EUA e CE argumentaram que a redução de compromissos que os países em desenvolvimento reivindicam - por exemplo, a utilização de uma "Fórmula Suíça" com coeficiente 30, informalmente proposta pelo Brasil - resultaria em pequenos cortes em suas tarifas aplicadas. Em contrapartida, o coeficiente 15 sugerido por CE e EUA não agradou nem o Brasil e nem a Índia, já que poderia trazer todas as tarifas destes países para taxas menores do que 15%. No que diz respeito a agricultura, os EUA afirmaram que continuarão a recusar cortes tarifários nas caixas 4

5 "amarela e azul" e em "de minimis" se a CE seguir com a posição de recusa a maiores concessões em acesso a mercados. Essa, por sua vez, reafirmou a posição de que deveria classificar 8% de suas linhas tarifárias como "sensíveis", em oposição à proposta do G-20 e dos EUA de classificar apenas 1%. No final da reunião do G-6 em Londres, foi apresentada uma proposta conjunta de Brasil e Grã-Bretanha, formulada durante a visita do presidente Lula à Londres. Esta proposta refere-se à importância de se organizar uma cúpula de chefes de Estado de países do G-8 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido, EUA) e países em desenvolvimento como Brasil, Índia, China, México e África do Sul. Esta viagem foi a terceira visita de Estado de um presidente brasileiro ao Reino Unido. A cúpula teria por objetivo impulsionar as negociações comerciais e dar continuidade ao que foi discutido em Hong Kong em dezembro passado. Essa possível reunião deverá ocorrer entre abril e julho de Só resta agora marcar a data. Além da proposta conjunta com Blair, o presidente Lula também afirmou que seu maior compromisso seria o de impulsionar acordos comercias multilaterais que beneficiem os países menos favorecidos; ou seja, seu objetivo é avançar na direção de um comércio mais eqüitativo. Lula e Blair já apresentaram suas intenções de trabalhar em prol de um desbloqueio das negociações da OMC, resta agora colocá-las em prática. Reportagem do ICTSD. Fontes consultadas: Yahoo Economia. Lula e Blair vão dar empurrão político em rodada da OMC. 3 de março de Disponível em: <http:/br.news.yahoo.com/articles/elections/060303/25/ 12eco.html> Terra notícias. Lula e Blair trabalham por impulso em negociações na OMC. 8 de março de Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/0,,oi EI1194,00.html> Terra notícias. Lula se reúne com empresários e Tony Blair. 9 de março de Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,oi EI1194,00.html> WTO Reporter. G-6 Fails to Narrow Doha Differences Over Agriculture, NAMA at London Meeting. 14 de março de Independent. Talks fail to break deadlock over trade deal. 13 de março de NOTÍCIAS REGIONAIS Chile e Índia concluem acordo comercial No dia 08 de março último, Índia e Chile assinaram um acordo para a redução parcial de tarifas em seu comércio bilateral, que abrangerá cerca de 98% das exportações chilenas para a Índia e aproximadamente 91% das exportações indianas para o Chile. Histórico A origem das negociações para a celebração do acordo firmado entre Chile e Índia data de 2003, ano em que a Índia propôs ao Chile o início de negociações sobre um Acordo de Alcance Parcial. Em 2004, após a aprovação de um estudo de avaliação da proposta pelo Comitê Interministerial do Ministério das Relações Exteriores do Chile, são iniciados os trabalhos preparatórios para as negociações. Neste mesmo ano, foi elaborada a oferta chilena e foram redigidas as minutas para negociação. As negociações efetivas iniciam-se apenas em 2005, após a assinatura do Acordo Marco de Cooperação Econômica entre ambos os países. A primeira rodada de negociações ocorreu no Chile, em abril de 2005, quando se convencionou estabelecer um grupo de trabalho para avaliar a viabilidade de se celebrar um tratado de livre comércio. A segunda rodada de negociações foi, então, realizada em junho de 2005 em Nova Délhi; enquanto a terceira, em setembro de 2005, no Chile. Por fim, a quarta e última rodada tomou lugar em Nova Delhi, entre os dias 21 e 22 de novembro de 2005, quando se decidiu firmar o Acordo Parcial em 8 de março último. Texto do acordo Os objetivos do Acordo Parcial firmado consistem em: (i) promover, por meio da expansão do comércio, o desenvolvimento harmônico das relações econômicas entre Chile e Índia; (ii) proporcionar condições de concorrência justa em suas relações; (iii) respeito ao princípio da reciprocidade na implementação do Acordo; e (iv) contribuir, mediante a remoção das barreiras ao comércio entre as partes para o desenvolvimento e a expansão harmoniosa do comércio mundial. O Acordo prevê a redução das tarifas alfandegárias (artigo IV) entre 10 a 50%. O Chile reduziu suas tarifas para as importações de 296 produtos indianos, enquanto a Índia baixou suas tarifas para as importações de 266 produtos chilenos. De acordo com governo chileno, os produtos de maior interesse para o país são: cobre, celulose, papel, jornal, iodo, farinha de 5

6 peixe, madeira e salmão. Os produtos de maior interesse para a Índia, por sua vez, são: têxteis, equipamentos agrícolas, químicos e farmacêuticos. As regras de origem aplicadas estão arroladas no Anexo C do Acordo. Além da redução tarifária, o Acordo também traz disposições específicas acerca de subsídios agrícolas (artigo IX), de medidas de salvaguarda (globais, artigo X; preferenciais, artigo XI), de medidas antidumping e direitos compensatórios (artigo XVI), de barreiras técnicas ao comércio (artigo XII), de medidas sanitárias e fitossanitárias (artigo XIII), de valoração aduaneira (artigo XIV) e de cooperação aduaneira (artigo XV). Medidas de defesa comercial A medida de defesa comercial cuja regulamentação foi mais desenvolvida por Índia e Chile foram as salvaguardas. Essas podem ser tanto globais (artigo X) quanto preferenciais (artigo XI e Anexo D). As primeiras, as salvaguardas globais, são basicamente aquelas previstas pelas regras da OMC. Conforme o texto do Acordo, as Partes declaram expressamente que conservam seus direitos e suas obrigações derivados dos Acordos da OMC a respeito de salvaguardas (Artigo XIX do GATT 1994 e Acordo sobre Salvaguardas). Além das salvaguardas globais, o acordo também prevê as preferenciais, que somente poderão ser aplicadas depois de um ano da entrada em vigor do Acordo (artigo 3, Anexo D) e não afetarão os bens em trânsito (artigo 7, Anexo D). Esse tipo de medida importará na suspensão da concessão preferencial originada do Acordo, ou seja, será aplicada apenas às importações da outra parte e não à totalidade das importações do produto questionado (artigo 4.1, Anexo D). As salvaguardas preferenciais serão aplicadas somente após laudo específico emitido por autoridade competente do país importador por um período de, no máximo, dois anos (artigo 5, Anexo D). O Acordo proíbe a aplicação concomitante de salvaguardas globais e preferenciais sobre um mesmo produto (artigo 2.2, Anexo D). No que se refere a medidas antidumping e direitos compensatórios, as partes declaram manter seus direitos e suas obrigações em conformidade o Artigo XVI do GATT 1994 e com o Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC. Estabelecem ainda que as disputas acerca de medidas relacionadas a tais dispositivos não estão compreendidas pelos procedimentos de solução de controvérsias do acordo celebrado. Comércio entre as partes O comércio entre Chile e Índia cresceu mais de 140% entre 2003 e No período entre 2004 e 2005, as principais do Chile para seu parceiro compreenderam o minério de cobre, o iodo, a farinha de peixe e o papel de jornal em bobinas, bem como certas frutas. Os principais produtos importados pelo Chile, no mesmo período, foram medicamentos, automóveis, sulfato de cobalto e produtos têxteis, além de tratores e pneumáticos, que tiveram crescimento comparativamente mais elevado. Reportagem da DireitoGV. Fontes consultadas: DIRECON-MRE-Chile. Comercio Exterior Chile- India. Novembro de Disponível em <http://www.direcon.cl/pdf/comercio%20exterior %20INDIA%20CHILE%20NOV% doc>. Acesso em 20 de março de DIRECON-MRE-Chile. Antecedentes de las negociaciones del Acuerdo de Alcance Parcial Chile- India. Disponível <http://www.direcon.cl/documentos/india2/minuta_india. pdf>. Acesso em 21 de março de Chile e Índia. Acuerdo de Alcance Parcial entre la República de CHILE y la República de India. 08 de março de Disponível em <http://www.direcon.cl/documentos/india2/aap_spanis h_version.pdf>. Acesso em 20 de março de Avançam as negociações comerciais do Mercosul com seus parceiros comerciais Entre o final de fevereiro e o início de março, o Mercosul deu importantes passos para o avanço de suas negociações sobre integração com Israel e com os países árabes. Em fins de fevereiro, foi concluída a primeira rodada de negociações para a celebração de um acordo de livre comércio entre Mercosul e Israel. Já nas primeiras semanas de março, o governo enviou uma missão financeira à Arábia Saudita e concluiu um convênio com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, em São Paulo, com vistas ao desenvolvimento de atividades conjuntas para a consecução das decisões da Cúpula América do Sul - Países Árabes. As primeiras aproximações com os países árabes começaram com a realização da Cúpula América do Sul - Países Árabes, nos dias 10 e 11 de maio de 2005, em Brasília. Participaram do encontro, além dos países da América do Sul, os seguintes países: Arábia Saudita, Argélia, Bahrein, Catar, Comores, Djibouti, 6

7 Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Mauritânia, Marrocos, Omã, Palestina, República Árabe Síria, Somália, Sudão e Tunísia. A Declaração de Brasília, emitida ao final da reunião, abordou os seguintes tópicos: fortalecimento da cooperação bi-regional, das relações multilaterais, da paz e da segurança; cooperação cultural; cooperação econômica; comércio internacional; sistema financeiro internacional; desenvolvimento sustentável; desenvolvimento da cooperação sul - sul; cooperação em ciência e tecnologia; sociedade da informação; ação contra a fome e a pobreza; desenvolvimento e temas sociais; e mecanismo de cooperação. Já o marco das negociações entre o Mercosul e Israel foi a assinatura, em 8 dezembro de 2005, do Acordo- Quadro sobre Comércio. O objetivo do acordo consiste em estabelecer as condições e os mecanismos para a negociação de uma área de livre comércio. De acordo com o estabelecido pelas partes, as negociações devem ocorrer no âmbito de um Comitê de Negociação, formado pelo Grupo Mercado Comum, como representante do Mercosul, e pelo Ministério da Indústria, Comércio e Trabalho de Israel - ambos podem designar representantes. Além das negociações sobre comércio de bens e de serviços, Israel e o Mercosul concordaram em cooperar para a promoção de relações mais próximas entre suas organizações relevantes nas áreas de saúde vegetal e animal, normalização, inocuidade alimentar, reconhecimento mútuo de medidas sanitárias e fitossanitárias, como, por exemplo, por meio de acordos de equivalência, em conformidade com os critérios internacionais relevantes. Mercosul e Israel concluem primeira rodada de negociações Na semana de 14 a 18 de fevereiro, ocorreu, em Israel, a primeira rodada de negociações entre o Mercosul e Israel para a assinatura de um acordo de livre comércio. As partes concordaram no estabelecimento de um cronograma de trabalho com vistas à assinatura do acordo durante o encontro de cúpula dos Presidentes do Mercosul que será realizado em julho próximo. Segundo informações da imprensa, o acordo incluiria os seguintes elementos: a liberalização do comércio de bens agrícolas e industriais; normas em matéria de regras de origem; solução de controvérsias; procedimentos aduaneiros; subsídios, salvaguardas e medidas antidumping; e uma cláusula de revisão do acordo em um período ainda a ser determinado e que terá por base a evolução das variáveis econômicas de ambas as partes. Ficou acordado que Israel e Mercosul apresentarão suas propostas iniciais de listas de produtos em meados de abril. Além disso, concordou-se em analisar a possibilidade de se constituir um grupo de estudos para avaliar a viabilidade de se negociar um acordo em matéria de investimentos e serviços. De acordo com o Centro para a Internacionalização das Pequenas e Médias Empresas da Argentina (Exporta Pymes), os produtos que representam oportunidades de expansão comercial para o Mercosul são: trigo, carnes, mel e produtos à base de cereais, entre outros. Isso porque tais produtos, atualmente, são objeto de tarifas alfandegárias elevadas no mercado israelense. Em 2003, as exportações feitas pelo Mercosul para Israel representaram um total de US$ 330 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 386 milhões. Israel ocupou a 43ª. posição como sócio comercial do Mercosul durante o período Prosseguem tratativas entre Mercosul e países árabes No que se refere às negociações com os países árabes, uma missão financeira do Brasil visitou a Arábia Saudita, entre os dias 11 e 13 de março, para dar seguimento à cooperação estabelecida no âmbito da Cúpula América do Sul-Países Árabes. Além disso, o Itamaraty também assinou um convênio com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira para a realização conjunta que atividades que dêem continuidade às decisões da Cúpula. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a visita a Riade foi uma missão institucional, da qual participaram diversos órgãos nacionais, dentre os quais a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA) e a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC). Os integrantes da missão foram recebidos pelo Governador da Agência Monetária Saudita (o "Banco Central" da Arábia Saudita), pelo Vice-Presidente da Autoridade de Mercado de Capitais (equivalente da CVM) e pelo Governador da Saudi Arabian General Investment Authority (órgão que promove a atração de investimentos estrangeiros e a formação de joint ventures). De acordo com o Secretário Rodrigo Azeredo, da Divisão de Operações de Promoção Comercial do 7

8 Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os "encontros serviram para dar início a um diálogo direto entre as instituições dos dois países e para a troca de informações sobre ambos os mercados". Durante as reuniões, as autoridades sauditas foram convidadas a visitarem o Brasil. Além disso, foi realizada uma apresentação sobre o mercado brasileiro de capitais na Câmara de Comércio e Indústria de Riade, que contou com a participação de potenciais investidores e de representantes do governo saudita. Além da missão financeira, o governo também firmou um convênio com a Câmara de Comércio Árabe- Brasileira para atuação conjunta no desenvolvimento de atividades no âmbito da Declaração de Brasília, emitida ao final da Cúpula América do Sul - Países Árabes. Assim, a primeira das atividades que contará com o apoio da Câmara será o encontro de ministros da área econômica dos países envolvidos, que ocorrerá entre 25 e 26 de abril, em Quito, Equador. Estuda-se a possibilidade de se organizar um evento paralelo ao encontro, voltado para o setor privado. De acordo com a Agência de Notícias Brasil-Árabe, as exportações brasileiras para os países árabes cresceram 30% em fevereiro em comparação ao mesmo mês do ano passado. Parte significativa desse aumento deveu-se ao crescimento das vendas para a Arábia Saudita, em especial, de aviões. Outros produtos brasileiros cujas exportações para aquele país aumentaram foram o açúcar e o ferro. Além da Arábia Saudita, também a Somália tem aumentado suas importações do Brasil - de US$ 6,5 milhões, em fevereiro de 2005, para US$ 17 milhões, em fevereiro passado. De acordo com a referida agência, os maiores importadores dos produtos brasileiros são: Arábia Saudita (em 1º lugar), Egito, Emirados Árabes, Somália e Marrocos. Quanto às importações brasileiras de países árabes, houve um aumento em seu total de 32,18%. O produto responsável por esse incremento é o petróleo, que tem como principal fornecedor a Arábia Saudita. Reportagem de ICTSD, CINPE e DireitoGV. Fontes consultadas: Acordo Quadro sobre Comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel. 08 de dezembro de Disponível em <http://www2.mre.gov.br/mercosul/documentos/acordo _mercosul_israel.doc>. Acesso em 21 de março de Agência de Notícias Brasil-Árabe. Câmara Árabe e governo brasileiro firmam parceria inédita. 09 de março de Disponível em <http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/noticias.as p>. Acesso em 09 de março de Agência de Notícias Brasil-Árabe. Exportações brasileiras aos árabes crescem 30%. 10 de março de Disponível em <http://www.anba.com.br/noticia.php?id=10410>. Acesso em 20 de março de Cúpula América do Sul - Países Árabes. Declaração de Brasília. 11 de maio de Disponível em <http://www2.mre.gov.br/aspa/decl/portugues.doc>. Acesso em 20 de março de El Reloj.com. Concluye primera ronda de negociaciones entre Israel y el Mercosur. 20 de fevereiro de Disponível em: <http://www.elreloj.com/article.php?id=17323>. Acesso em 02 de março de Exportapymes.com. MERCOSUR e Israel aspiran a firmar un acuerdo de Libre Comercio. 23 de fevereiro de Disponível em: <http://www.exportapymes.com/article3048.html>. Acesso em 02 de março de Ministerio de Relaciones Exteriores del Uruguay. XXIX Reunión del Consejo Mercado Común. 8 de dezembro de Disponível em: <http://www.mrree.gub.uy/mercosur/consejomercadoc omun/reunion29/acta.htm>. Acesso em 08 de março de Bush apresenta relatório de política comercial e uma agenda ambiciosa para 2006 Em 1º de março, a Administração Bush apresentou ao Congresso de seu país o Relatório Anual de 2005 e a Agenda de Política Comercial de A nova agenda estabelece uma ambiciosa estratégia em três frentes: multilateral, bilateral e fortalecimento dos regimes existentes. Na frente multilateral, os EUA pressionarão por um acordo substantivo que resgate a Rodada Doha. Pretendem-se, por exemplo, compromissos para a redução e a eliminação dos subsídios agrícolas que distorcem o comércio internacional, sempre e quando outros países - leiam-se as Comunidades Européias (CE) - façam o mesmo. No campo da relação entre comércio e meio ambiente, apesar de permanecerem sem ratificar acordos como a Convenção sobre a Diversidade Biológica, os EUA manifestaram sua intenção de apoiar as relações entre comércio e meio ambiente. Em 2006, por exemplo, promoverão compromissos de acesso para suas tecnologias mais limpas no campo da energia. Na frente bilateral, Washington continuará com o agressivo plano de negociações bilaterais de Na 8

9 América Central e na América do Sul, destacam-se a aprovação, com uma margem de apenas dois votos, do Tratado de Livre Comércio entre a América Central e a República Dominicana (CAFTA-DR, sigla em inglês), a conclusão de negociações com a Colômbia e o Peru e a continuação dos trabalhos com o Equador e o Panamá. Quanto ao fortalecimento dos regimes existentes, os EUA trabalham de forma intensa no monitoramento dos subsídios e das medidas antidumping estrangeiras, da proteção à propriedade intelectual e da assistência técnica, além de continuarem com sua ofensiva com medidas judiciais. Em outras palavras, aplica-se uma combinação da política da "cenoura" e do "porrete". Foram aprovados, por exemplo, US$ 40 milhões para programas ambientais, trabalhistas e de propriedade intelectual para os países do CAFTA-DR. Da mesma forma, aumentou-se o montante de assistência técnica dentro da OMC. Por outro lado, os EUA apresentaram vários litígios perante o Órgão de Solução de Controvérsias da OMC em 2005, em cujos procedimentos venceram o México (medidas antidumping no arroz - DS295 - e impostos sobre refrescos - DS308), o Japão (restrições às importações de maças - DS245) e as CE (indicações geográficas - DS174), além de terem negociado acordos em várias outras demandas. Ressalta-se que os EUA efetuam 45% de suas exportações por meio de acordos de livre comércio. Por tal razão, como a Autorização para a Promoção de Comércio (TPA, sigla em inglês) - o "fast track" - expirará em 1º de julho de 2007, Bush pretende finalizar a maior quantidade possível de acordos até tal data. No que se refere às Américas do Sul e Central, face ao bloqueio da ALCA, começam-se a mover as peças sobre o tabuleiro regional: o Mercosul, liderado pelo Brasil, promove sua ampliação tentando abarcar os países da Comunidade Andina, ao mesmo tempo em que busca ter acesso aos mercados de Índia, China, África do Sul e CE. Diante disso, Washington iniciou uma corrida para estabelecer acordos bilaterais de livre comércio como forma de avançar sua estratégia comercial por outros caminhos, posto que, agora, qualquer negociação multilateral terá como ponto de partida os acordos existentes. Nesta luta por ganhar mercados, o futuro do tema ambiental é incerto. Na TPA, existe apenas a permissão do reforço de medidas para a aplicação de padrões ambientais e trabalhistas. Por tal razão, o Escritório do Representante Comercial (USTR, sigla em inglês) e o Conselho sobre Qualidade Ambiental dos EUA completarão uma primeira revisão ambiental do CAFTA-DR em Reportagem de ICTSD e CINPE. Tradução da DireitoGV. Fontes consultadas: USTR Trade Policy Agenda and 2005 Annual Report. Março de Disponível em <http://www.ustr.gov/document_library/reports_public ations/2006/2006_trade_policy_agenda/section_index.html>. Acesso em 07 de março de Zibecho, R. Integración Regional después del fracaso del ALCA, Programa de las Américas del International Relations Center (IRC). Disponível em: <http://www.ircamericas.org/esp/749>. Acesso em 07 de março de BREVES MULTILATERAIS Brasil passa a defender a expressão "contém transgênico" em Curitiba No dia 13 de março, o governo brasileiro divulgou sua decisão de defender a obrigatoriedade da expressão "contém OVM [organismos vivos modificados]" nas embalagens dos produtos transgênicos para exportação. A decisão foi divulgada durante o discurso do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da Terceira Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP3, sigla em inglês), que ocorreu entre os dias 13 e 17 de março em Curitiba. Esta decisão do governo reflete a posição da Ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, e dos movimentos ambientalistas, que visam a assegurar maior transparência e segurança para os consumidores. O setor privado, por sua vez, considerou a decisão contrária aos interesses econômicos do país; posto que a expressão "pode conter", do ponto de vista econômico, seria mais desejável. De acordo com comunicado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), caso a decisão seja adotada pelas Partes do Protocolo, serão acarretados custos na ordem de US$ 50 milhões por ano, para que a indústria brasileira possa observar o novo requisito. Isso, de acordo com a CNI e a Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária (CNA), tiraria a competitividade do produto brasileiro. O mercado de produtos geneticamente modificados movimenta cerca de US$ 5,5 bilhões ao ano, e o Brasil é o terceiro maior produtor no mundo (v. Pontes Quinzenal de 20 de fevereiro de 2006). Até a divulgação da nova posição, o Brasil era um dos poucos países que defendia o termo "pode conter" para 9

10 identificação dos produtos transgênicos, ao lado, por exemplo, dos EUA, México e Canadá. A maioria das partes do Protocolo, contudo, já defendiam o termo "contém". Desse modo, a mudança da posição brasileira criou condições para efeitos significativos na dinâmica das negociações na MOP3, o que incluiu a aprovação da obrigatoriedade da expressão nas embalagens pelos paises signatários do Protocolo. Embora a proposta tenha sido aprovada, para os casos em que ainda não é possível identificar o uso de organismos geneticamente modificados, haverá uma fase de transição que se entenderá até Durante esse período serão utilizadas a expressão "pode conter" e a lista de todos os procedimentos de modificação genética permitidos no país exportador. Somente após esse período, será obrigatória a expressão contém para todos os produtos, seguida do nome do organismo modificado. Especula-se que o fato de o prazo acordado ser tão logo dará ensejo a tentativas de modificação da obrigação assumida pelos Membros na noite da última sexta-feira, quando foi encerrada a reunião. Enquanto a proposta inicial apresentada pelo Brasil sugeria 2010 como prazo final, apenas em razão da pressão exercida por México, Canadá e EUA, a redação foi abrandada. Embora os países presentes não tenham admitido o fracasso da reunião, no encerramento da reunião, a Ministra Marina Silva lamentou a não adoção da proposta defendida por 132 países signatários do Protocolo. O governo brasileiro já divulgou que abrirá linhas de crédito para as empresas nacionais se adequarem aos novos requisitos. Reportagem da DireitoGV. Fontes consultadas: Boletim Diário PNUD Brasil. Brasil quer rotular transgênico importado. 13 de março de Disponível em <http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/in dex.php?id01=1860&lay=mam>. Folha Online. Apoio a rótulo foi unilateral, diz indústria. 15 de março de Disponível em <http://www.folha.uol.com.br>. Folha Online. Transgênico só deverá ser identificado após de março de Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u shtml>. Pontes Quinzenal. Brasil está em 3º lugar no ranking dos transgênicos. 20 de fevereiro de Açúcar: CE aprovam reforma radical No último dia 20 de fevereiro, os Ministros de Agricultura das Comunidades Européias (CE), no âmbito do Conselho de Agricultura das CE, aprovaram definitivamente a reforma da Organização Comum de Mercado (OCM) do açúcar. A reforma foi rechaçada por Grécia, Polônia e Letônia, os únicos Membros a votar contra a iniciativa. Entre as principais mudanças trazidas pela reforma estão a redução de 36% nos preços do açúcar e uma série de medidas para auxiliar a mudança de posição dos produtores que se vejam afetados pela queda nos preços. Estima-se que França, Alemanha e Polônia, os maiores produtores de açúcar, nesta ordem, serão os países mais afetados pelas mudanças. A reforma da OCM, que entrará em vigor em julho deste ano, estabelece uma redução escalonada dos preços de apoio ao açúcar. Desta maneira, em , haverá uma redução da ordem de 20%; na colheita seguinte, de , a redução aumentará para 27,5%; em , para 35%; de até 2014, quando o apoio será eliminado, a redução sofrerá cortes anuais de 36%. Dentre as medidas incluídas na reforma, estabeleceu-se um pacote de ajudas que equivalerão a 64,2% da perda de receitas ocasionadas pelas reduções nos preços. Tais ajudas serão concedidas como pagamentos desvinculados da produção. Além disso, caso algum país experimente uma redução na sua produção nacional de açúcar de mais de 50%, em virtude da reforma, a compensação comunitária aumentará cerca de 30%, com a condição de que o agricultor inicie a plantação. A OCM inclui um apoio adicional para a "diversificação" da produção em zonas afetadas pela reforma. Tal apoio consiste no pagamento de 109,5 euros para cada tonelada de açúcar que se deixe de produzir, mas isto poderia duplicar-se caso seja suprimida a quota de produção açucareira em sua totalidade. O sistema de quotas que as CE mantêm permanecerá vigente. Após a reforma da OCM, no entanto, a Comissão Européia decidiu modificar seu volume. Desta forma, a quota de produção interna de açúcar seria reduzida de 17,4 para 15 milhões de toneladas na colheita de A redução será distribuída entre os Estados Membros das CE levando-se em consideração, de maneira equilibrada, o método tradicional de coeficientes de divisão. Finalmente, prevê-se que, em 2009, as CE abrirão totalmente seu mercado para as importações procedentes dos 49 países mais pobres do mundo. Após tomar conhecimento do resultado da votação, a Comissária de Agricultura e Desenvolvimento Rural das CE, Marian Fisher Boel, declarou que "as medidas podem parecer duras, mas não há outra solução. Graças a estas reformas, o setor de açúcar das CE pode confiar no futuro. E dispomos de fundos suficientes para ajudar aqueles que têm de deixar o 10

11 setor para encontrarem fontes de renda alternativas". As mudanças na OCM se dão como parte de uma ampla reforma da Política Agrícola Comum das CE, mas também como resposta a uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) em um processo apresentado por Austrália, Brasil e Tailândia que reconheceu, em 2004, o fato de as CE subvencionarem suas exportações de açúcar em nível superior ao notificado formalmente, em sua lista de compromissos, à OMC (v. Puentes Quincenal v. 2, n. 9, 10/05/2005). Os países da região da África, do Caribe e do Pacífico, que exportam açúcar para o mercado das CE isento de restrições e que, portanto, também se beneficiavam dos subsídios europeus ao setor, manifestaram sua oposição à reforma. Autoridades da Guiana estimaram que a reforma ocasionará perdas anuais de 40 milhões ao país; enquanto que, na Jamaica, estes danos serão de 24 milhões por ano. Reportagem de ICTSD e CINPE. Tradução da DireitoGV. Fontes consultadas: People's Daily Online. EU adopts radical sugar reform. 21 de fevereiro de Disponível em <http://english.people.com.cn/200602/21/eng _ html>. Acesso em 10 de março de Terra. Países Caribe piden a UE aumento ayudas por efecto reforma azúcar. 8 de março de Disponível em <http://actualidad.terra.es/nacional/articulo/paises_carib e_ue_ htm>. Acesso em 10 de março de Unión Europea. Reforma de la PAC: los ministros de agricultura de la UE reforman de raíz el sector del azúcar Disponível em <http://europa.eu.int/rapid/pressreleasesaction.do?ref erence=ip/06/194&format=html&aged=0&language= ES&guiLanguage=en>. Acesso em 10 de março de BREVES REGIONAIS União Européia e Mercosul retomarão negociações No último dia 21 de fevereiro, a Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu aprovou a apresentação de uma solicitação à Comissão Européia para que esta dê início às negociações comerciais com os países da América Central e da Comunidade Andina (CAN) e restabeleça as negociações com o Mercosul. Essas iniciativas teriam como objetivo a criação, em 2010, de uma "Zona Europa-América Latina de Livre Comércio". A decisão será anunciada na próxima reunião de cúpula Europa-América Latina, prevista para maio deste ano, em Viena. Apesar de, desde há muito tempo, tanto as nações do istmo centro-americano como os sócios da CAN tenham repetidamente reiterado à União Européia seu interesse em firmar um Acordo de Associação que inclua um tratado de livre comércio, esta tem se mostrado esquiva, além de ter solicitado o cumprimento de uma série de requisitos prévios. Dentre estes, destaca-se a obtenção de um grau satisfatório de integração. Nesse sentido, desde 2005, a União Européia tem trabalhado de forma separada, mas, simultaneamente, com representantes das regiões em uma avaliação conjunta dos processos de integração e da pertinência de uma negociação comercial. Em declarações à imprensa, o Subdiretor de Relações Exteriores da União Européia, Hervé Jouanjean, declarou que tal avaliação teve resultados positivos e já está quase finalizada, mas o julgamento de seus resultados será concluído e decidido apenas na cúpula. Por sua vez, as negociações entre a União Européia e o Mercosul, iniciadas em 1999 e interrompidas em 2004, tornaram-se relevantes logo que o Comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, fez um chamado para o reinício das conversações. O Ministro de Comércio da Argentina, Alfredo Chiaradía, anunciou que, nos dias 21 e 22 de março, as partes se reúnem em Bruxelas. Reportagem de ICTSD e CINPE. Tradução da DireitoGV. Fontes consultadas: Mercopress. Mandelson calls for a new EU/Mercosur round of talks. 23 de fevereiro de Disponível em :<http://www.mercopress.com/>. Acesso em 10 de março de Mercopress. Mercosur/EU to resume trade negotiations in Brussels. 9 de março de Mercopress. Disponível em <http://www.mercopress.com/>. Acesso em 10 de março de Tiscali.finanzas. El Europarlamento exige cerrar acuerdos con América Latina. 22 de fevereiro de Disponível em <http://finanzas.tiscali.es/>. Acesso em 10 de março de Brasil impõe medidas sanitárias e fitossanitárias aos grãos No dia 21 de fevereiro último, a Assembléia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul derrubou o veto do governador do estado ao Projeto de Lei nº. 102/

12 Tal como aprovada, a lei estabelece severos controles fitossanitários para os grãos de arroz, trigo, feijão, cebola, aveia e cevada provenientes de terceiros países que ingressem no Brasil pelo Rio Grande do Sul. O controle laboratorial tem por finalidade verificar a presença de resíduos químicos de agrotóxicos que não sejam registrados no Brasil. A medida adotada foi questionada tanto por autoridades governamentais do próprio Brasil como pelos seus sócios do Mercosul. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a nova lei afeta às exportações dos sócios do Mercosul, em especial às exportações de arroz provenientes do Uruguai. Tal país é o principal fornecedor externo de arroz para o mercado brasileiro, sendo responsável por 4% do consumo nacional. O Ministério também ressaltou que as autoridades do governo federal estão cientes do problema que enfrentam os produtores do Rio Grande do Sul e que este tema já fora levado para a Comissão de Monitoramento do Comércio Bilateral entre Uruguai e Brasil. Por fim, segundo o vice-presidente da Comissão de Comércio Exterior da Câmara de Indústrias do Uruguai, Jorge Bardier, "no âmbito dos quatro países [do Mercosul], ainda não se encontrou uma solução para o problema de legislações nacionais prevalecerem sobre normas, decisões ou disposições tomadas em conjunto pelos quatro países". De sua parte, Hugo Manini, presidente da Associação dos Cultivadores de Arroz do Uruguai (ACA), declarou que "as conseqüências desta medida para o Uruguai são nefastas e um golpe mortal no Mercosul". Reportagem de ICTSD e CINPE. Tradução e adaptação da DireitoGV. Fontes consultadas: El País Digital. Brasil aplica desde hoy una ley que traba el ingreso de arroz. 25 de fevereiro de Disponível em: vurl=/06/03/02/pecono_ asp&erracc=11&url_qs =>. Acesso em 08 de março de Espectador.com. Brasil trabaría el ingreso de arroz uruguayo. 22 de fevereiro de Disponível em: <http://www.espectador.com/nota.php?idnota=62849>. Acesso em 07 de março de Espectador.com. Industriales reclaman supremacía de acuerdos regionales sobre decisiones estaduales 22 de fevereiro de Disponible em <http://www.espectador.com/nota.php?idnota=62899>. Acesso em 07 de março de Espectador.com. Río Grande trabó envío de arroz y Uruguay estudia hacerlo por vía marítima a San Pablo. 22 de fevereiro de Disponible em: <http://www.espectador.com/nota.php?idnota=62937>. Consultado em 07 de março de MRE. Legislação do Rio Grande do Sul sobre barreiras fitosanitárias. 24 de fevereiro de Disponible em: <http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detal he.asp?id_release=3571>. Acesso em 08 de março de EVENTOS Fóruns Multilaterais OMC Consultar: 20 a 24 de Março de 2006 Semana de negociações em NAMA Semana de negociações em Agricultura 23 de Março de 2006 Reunião do Comitê sobre Agricultura Reunião do Grupo de Trabalho para a acessão da Rússia 24 de Março de 2006 Reunião do Órgão de Solução de Controvérsias 27 de Março de 2006 Reunião do Sub-comitê sobre algodão Reunião do Grupo de Trabalho para a regulação doméstica 27 a 31 de Março de 2006 Reunião do Comitê de compras governamentais 27 de Março a 11 de Abril de 2006 Semana de negociações em Serviços 28 de Março de 2006 Reunião do Comitê de negociações comerciais 29 de Março de 2006 Reunião do Comitê sobre medidas sanitárias e fitossanitárias Reunião do Comitê sobre comércio e transferência de tecnologia 29 a 31 de Março de 2006 Reunião do Comitê de compras governamentais 31 de Março de 2006 Workshop sobre medidas sanitárias e fitosanitárias 3 a 4 de Abril de 2006 Reunião do Comitê para acordos regionais de comércio 12

13 4 de Abril de 2006 Reunião do Comitê para acesso a mercados 5 a 7 de Abril de 2006 Reunião do grupo de negociação sobre facilitação do comércio 7 de Abril Sessão especial do Conselho para o comércio em serviços ONU 1º de Março a 1º de Abril de ª Sessão da Comissão sobre População e Desenvolvimento Local: Nova Iorque, EUA Informações: 20 a 24 de Março de ª Sessão do Comitê de políticas para o desenvolvimento Local: Nova Iorque, EUA Informações: 20 a 24 de Março de ª Sessão da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) Local: Montevidéu, Uruguai Informações: OMPI Consultar: 13 a 31 de Março de 2006 Conferência Diplomática para a adoção de um Tratado Revisado sobre Direito de Marcas Local: Singapura Informações: 6 a 7 de Abril de 2006 Seminário sobre o sistema de Madrid de registro internacional de marcas Local: Genebra, Suíça UNEP 3 a 7 de Abril de ª Sessão do Grupo de Trabalho da Convenção da Basiléia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito Local: Genebra, Suíça Informações: Convenção sobre Diversidade Biológica 20 a 31 de Março de ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica Local: Curitiba, Brasil Informações: OCDE Fóruns Regionais 27 a 28 de Março de 2006 Seminário do Grupo de Especialistas do Anexo I da Convenção de Mudança Climática: trabalhando juntos para combater a mudança climática Local: Paris, França Informações: 185_ _1_1_1_1,00.html 27 a 30 de Março de 2006 Conferência Bianual da OCDE: Financiamento para o Empreendorismo e o Crescimento de das Pequenas e Médias Empresas Local: Brasília, Brasil Informações: 30 a 31 de Março de º Fórum Europeu para o desenvolvimento sustentável e responsabilidade social das empresas: performance econômica e desenvolvimento sustentável Local: Paris, França Informações: on57.html 4 de Abril de 2006 Reunião Ministerial do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento e do Comitê de Políticas Ambientais Local: Paris, França Informações: 55_1_1_1_1_1,00.html OEA Consultar: 20 a 31 de Março de º Período Ordinário de Sessões do Comitê Jurídico Interamericano Local: Washington D.C, EUA 27 de Março de 2006 Reunião da Comissão Executiva Permanente do Conselho Interamericano para o Desenvolvimento 13

14 Integral Local: Washington D.C, EUA Mercosul Consultar: 21 a 22 de Março de 2006 Reunião de Coordenadores entre Mercosul e União Européia Local: Bruxelas, Bélgica 22 a 23 de Março de ª Reunião de altas autoridades competentes em direitos humanos 23 de Março de 2006 Reunião Intramercosul: Mercosul-Caricom (a confirmar) 24 de Março de 2006 Reunião Mercosul-CARICOM (a confirmar) 27 a 29 de Março de 2006 Reunião do Comitê de defesa comercial e salvaguardas (a confirmar) 27 a 30 de Março de 2006 Reunião do Comitê Técnico n.3 - normas e disciplinas comerciais 28 de Março de 2006 Reunião Intramercosul: Mercosul-Israel 28 a 30 de Março de 2006 Reunião do Comitê Técnico n. 7 - defesa do consumidor (a confirmar) 29 de Março de 2006 Reunião Extraordinária dos Ministros do Meio Ambiente (a confirmar) Local: Curitiba, Brasil 30 a 31 de Março de ª Reunião Ordinária do Foro de Consulta e Concertação Política (a confirmar) 30 a 31 de Março de 2006 Reunião Mercosul - Conselho de Cooperação do Golfo (a confirmar) Local: Buenos Aires 3 a 4 de Abril de 2006 Reunião de Acordos Regionais Mercosul - OMC (a confirmar) Local: Genebra, Suíça 3 a 7 de Abril de ª Rodada Negociadora Mercosul - SACU (a confirmar) Local: Mbabane, Suazilândia 4 de Abril de 2006 Reunião Mercosul - European Free Trade Agreement (EFTA) (a confirmar) Local: Genebra, Suíça 5 de Abril de ª Reunião de Alto Nível Mercosul - Japão (a confirmar) Local: Buenos Aires 5 a 7 de Abril de ª Reunião Ordinária da Comissão de Comércio do Mercosul Local: Montevidéu, Uruguai 6 de Abril de 2006 Reunião Mercosul - Egito 7 de Abril de 2006 Reunião Mercosul - Marrocos Outros 16 a 22 de Março de º Fórum Mundial das Águas: ações locais para um desafio global Local: Cidade do México, México Informações: 26 a de Março a 2 de Abril de º Simpósio anual da Iniciativa de Dissertações para o Avanço na Pesquisa sobre Mudança Climática Local: Pacific Grove, Califórnia, EUA Informações: 28 a 30 de Março de 2006 Aquacultura 2006 Local: Edinburgo, Escócia Informações: 28 a 30 de Março de 2006 Conferência Internacional da indústria de poliuretano Local: Maastricht, Holanda Informações: com/utech/default.aspx 14

15 29 a 30 de Março de 2006 Mercado de Carbono das Américas Local: Rio de Janeiro, Brasil Informações: htm 29 a 31 de Março de ª Bienal sobre Comércio Justo e Conferência sobre Negócios e Meio-Ambiente - organizada pela Fundação Global Local: Vancouver, Canadá Informações: 5 e 6 de Abril de 2006 Fórum Econômico Mundial da América Latina: construindo uma América Latina mais forte na economia global Local: São Paulo, Brasil Informações: orld+economic+forum+on+latin+america INFORMAÇÕES ÚTEIS Divulgação de relatórios - A ONU divulgou, no dia 9 de março, o Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos intitulado Água: uma responsabilidade compartilhada. Segundo o relatório, cerca de 1,1 bilhão de pessoas não possuem acesso adequado à água potável e 2,6 bilhões de pessoas não possuem instalações de saneamento básico adequadas, fatos que dificultariam a consecução das Metas do Milênio relacionadas à água, como por exemplo a redução pela metade do número de pessoas sem acesso à água potável. O relatório alerta, ainda, para o fato de que 2 em cada 5 habitantes vivem em áreas vulneráveis a inundações e à elevação do nível do mar, sendo que os países que mais correm risco são, entre outros, Países Baixos, EUA, China e Índia. Para ter acesso ao relatório, consulte: <http://www.unesco.org/water/wwap/wwdr2/table_conte nts.shtml> Cursos - A Proenco Brasil, juntamente com o Instituto Tecnológico Brasil-Alemanha, com o Conselho Regional de Química IV Região e com o Laboratório Nacional de Computação Científica, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, abriram as inscrições para o MBA Internacional em Gestão Ambiental. O curso será ministrado em São Paulo e terá início no dia 5 de maio. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone ( ), por ou ainda na página da Proenco Brasil (www.proencobrasil.com.br) - A Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) promove o Curso de Aperfeiçoamento em Direito Internacional da Propriedade Intelectual. As aulas acontecerão nas segundas e terças feiras, das 19:15 às 22:30. Maiores informações podem ser obtidas em <http://www.faap.br/direito/aperf_intelectual.htm> FIQUE DE OLHO! Solução de Controvérsias na OMC - No dia 6 de março, o Órgão de Apelação divulgou relatório em que recusa a apelação do México no caso México - Medidas fiscais sobre refrescos e outras bebidas (WTO/DS308). O México argumentava que o imposto especial de 20% cobrado sobre refrescos adoçados com edulcorantes era uma medida fundamentada no art. XX do GATT O conteúdo do relatório pode ser acessado em <http://www.wto.org/english/tratop_e/dispu_e/308abr_e.doc>. Maiores informações sobre o caso estão disponíveis em <http://www.wto.org/english/tratop_e/dispu_e/cases_e/ ds308_e.htm> - No dia 14 de março, o Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) adotou os relatórios tanto do painel quanto do Órgão de Apelação referentes ao segundo recurso ao art apresentado pelas Comunidades Européias no caso Estados Unidos - tratamento tributário para FSC(WTO/DS108). Maiores informações sobre esta decisão do OSC podem ser encontradas em <http://www.wto.org/english/news_e/news06_e/dsb_14 march06_e.htm> Para maiores informações sobre o caso, consultar <http://www.wto.org/english/tratop_e/dispu_e/cases_e/ ds108_e.htm> - No dia 17 de março, foram escolhidos os seguintes especialistas que participarão do painel no caso dos Pneus apresentado pelas Comunidades Européias contra o Brasil (WT/DS332/5): Mitsuo Matshushita (presidente), do Japão; Donald M. McRae, do Canadá; e Chang-Fa Lo, de Taiwan. Mitsuo Matshushita, já participou dos seguintes casos: EUA - Barras de Chumbo (WT/DS138); Argentina - Salvaguardas sobre Calçados (WT/DS121); Canadá - Laticínios (WT/DS ); Índia - Restrições Quantitativas (WT/DS90); Canadá - Aeronaves (WT/DS70); Japão - Produtos Agrícolas (WT/DS76); Coréia - Álcool (WT/DS75-84); Argentina - Têxteis (WT/DS56); CE - 15

16 Hormônios (WT/DS26-48); Canadá - Periódicos (WT/DS31); EUA - Camisas e Blusas (WT/DS33); EUA - Roupas Íntimas (WT/DS24); e EUA - Gasolina (WT/DS2). Já Donald McRae participou dos seguintes casos: CE - Embarcações Comerciais (WT/DS301) e EUA - Regras de Origem para Têxteis (WT/DS243). Integração Regional - Peru será sede da 2ª Reunião do Fórum Sul Americano de Consulta e Concertação Política, que ocorrerá em abril, bem como da Reunião dos Ministros de Transportes, Obras Públicas e Planejamento, a ser realizada em junho no âmbito da Iniciativa para a Integração da Infra-Estrutura Regional Sul Americana (IIRSA). O objetivo desta última reunião é dar seguimento às discussões sobre a Agenda de Implementação Consensual elaborada no âmbito da IIRSA. Para maiores informações, consulte: <http://www.iirsa.org/home.asp?codidioma=esp> - Depois das negociações realizadas na primeira semana de março, na Argentina, os governos deste país e do México acertaram a entrada em vigor do livre comércio no setor automotivo entre os dois países para o dia 1º de Maio. O estabelecimento do regime de livre comércio no setor automotivo foi objeto do Acordo de Complementação Econômica nº 55, firmado entre Mercosul e México. Para acessar o conteúdo deste Acordo, consulte o site <http://www.sice.oas.org/trade/mercosurmexace5 5/MERMexAuto_p.asp> - Entre os dias 21 e 22 de março, em Bruxelas, ocorre mais uma reunião de negociações comerciais entre representantes do Mercosul e da União Européia. Enquanto os países sul americanos demandam uma maior abertura do mercado agrícola europeu para seus serviços, os europeus, por sua vez, exigem maior acesso ao mercado de serviços dos países do bloco sul americano. - O conflito entre Uruguai e Argentina relativo à construção das fábricas de celulose continua. De um lado, a Argentina insiste em levar o caso da construção das fábricas à Corte Internacional de Justiça de Haia, conforme prevê o art. 60 do Tratado de Administração do rio Uruguai. Por outro, diante da manutenção do bloqueio das pontes que ligam os dois países e da recusa do governo argentino em iniciar negociações no âmbito do Mercosul para dirimir este conflito específico, o Uruguai pode levar a controvérsia do bloqueio diretamente ao Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul. Ambiental. De adesão voluntária, o fundo representa uma alternativa para aquelas empresas obrigadas a investir na criação e implementação de unidades de conservação para compensar os danos ambientais causados por suas obras. O valor da compensação será fixado pelo Ibama quando do licenciamento do empreendimento. A Europa e o meio ambiente - Em documento aprovado no dia 9 de Março, a União Européia (EU) confirmou as metas de redução de emissão de dióxido de carbono (CO2) para após 2012, ano em que expira o Protocolo de Quioto. Segundo o documento, os países comprometem-se em reduzir as emissões de 15% a 30% até Além disso, o documento faz menção às conclusões do Conselho do Meio Ambiente de março de 2005, que estabeleceram metas de redução para os países membros da UE até Assim, os países da UE anteciparam-se ao compromisso assumido pelos países participantes da conferência de Montreal de Dezembro de 2005 sobre o Protocolo de Quioto de iniciarem negociações para o estabelecimento de novas metas de redução de emissão para depois de Maiores informações podem ser obtidas em <http://www.europa.eu.int/rapid/pressreleasesaction.d o?reference=memo/06/106&format=html&aged=0&la nguage=en&guilanguage=en> - O Parlamento Europeu aprovou, no último dia 15 de março, uma resolução sobre o 4º Fórum Mundial das Águas - que ocorreu no México entre os dias 16 e 22 de Março. Nesta resolução, o Parlamento Europeu defende a adoção de um tratado internacional sobre a água, no qual o acesso a água potável seja reconhecido como um direito fundamental do ser humano e no qual estejam previstos mecanismos para a gestão dos recursos hídricos do mundo, como a criação de uma agência da ONU de Coordenação da Água. O Conteúdo da resolução pode ser acessado em <http://www.europarl.eu.int/registre/seance_pleniere/tex tes_deposes/prop_resolution/2006/0155/p6_b(2006)01 55_PT.doc> Brasil - No dia 15 de março, durante reunião do Conselho Nacional para o Meio Ambiente (CONAMA), o governo brasileiro lançou o Fundo Nacional de Compensação 16

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