Jovens no mercado de trabalho formal brasileiro: o que há de novo no ingresso dos ocupados? 1

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1 Jovens no mercado de rabalho formal brasileiro: o que há de novo no ingresso dos ocupados? 1 Luís Abel da Silva Filho 2 Fábio José Ferreira da Silva 3 Silvana Nunes de Queiroz 4 Resumo: Nos anos 1990, a ala axa de desemprego fez pare da realidade do mercado de rabalho brasileiro. Nesse cenário, a mão de obra jovem foi a mais penalizada, ao deer os menores índices de empregabilidade, com a maioria ocupada na informalidade e auferindo baixos rendimenos. Conudo, durane a primeira década do século XXI, a dinâmica do mercado de rabalho nacional foi disina da observada na década passada, especialmene a parir de 2004, com o aumeno na criação de vagas formais. Diane disso, ese arigo preende verificar se a endência de crescimeno nos posos de rabalho no país foi acompanhada pelo mercado de rabalho juvenil e jovem. Para ano, o recore emporal compreende os anos de 1992, 2002 e Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais RAIS, do Minisério do Trabalho e do Emprego MTE. Meodologicamene recorre-se a revisão de lieraura acerca da inserção dos jovens nas aividades laborais, e, em seguida, apresena-se o indicador uilizado na esimação da paricipação dos jovens (aquele com idade enre 14 e 24 anos) ocupados formalmene no Brasil. Os principais achados revelaram, enre os anos 1990 e 2000, piora no ingresso dos jovens no mercado de rabalho brasileiro. A sua paricipação relaiva nas vagas formais, em relação aos demais grupos populacionais, caiu acenuadamene. Além disso, mesmo com a melhora no seu nível educacional, consaa-se diminuição no seu rendimeno, com a grande maioria auferindo aé 1 salário mínimo, ocupado em esabelecimenos de micro pore, noadamene no comércio, e com menos de um ano de emprego. Palavras-chave: Brasil, Mercado de Trabalho Formal, Emprego Juvenil e Jovem. 1 Trabajo presenado en el VI Congreso de la Asociación Lainoamericana de Población, realizado en Lima- Perú, del 12 al 15 de agoso de Professor do Deparameno de Economia da Universidade Regional do Cariri URCA. Pesquisador Bolsisa do Insiuo de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA PROMOB/PNDR. 3 Analisa do Banco Cenral do Brasil. 4 Professora do Deparameno de Economia da Universidade Regional do Cariri URCA. 1

2 Jovens no mercado de rabalho formal brasileiro: o que há de novo no ingresso dos ocupados? 5 1. Considerações iniciais O problema enfrenado pelos jovens no processo de enronização no mercado de rabalho brasileiro é regisrado com mais vigor, a parir da década de O processo de reesruuração produiva e as configurações nas relações de rabalho foram relaivamene responsáveis pela desesruuração do emprego jovem no Brasil. Tais aspecos foram condicionados, sobreudo, pela elevação excessiva da informalidade no mercado de rabalho do país (NORONHA, 2003; ULYSSEA, 2006; CURI & MENEZES-FILHO, 2006; ULYSSEA, 2008). Em alguns esudos acerca da paricipação dos jovens no mercado de rabalho brasileiro, é frequenemene observado elevada axa de informalidade (POCHMANN, 2007; SILVA FILHO, 2011), ala axa de roaividade (CORSEUIL e al., 2013; SILVA FILHO, 2012; SILVA FILHO & QUEIROZ, 2013), e redução relaiva, embora levemene, da paricipação deles nos posos de rabalho formais, mesmo diane do aumeno na formalidade do mercado de rabalho nacional, a parir de 2004 (QUEIROZ, 2013). Desse modo, o quadro de relaiva melhora no mercado de rabalho do país não foi suficiene para melhorar o desempenho dos jovens ocupados. Faores como a informalidade, roaividade e baixos salários caracerizaram os posos de rabalho daqueles com idade enre 15 e 24 anos (CORSEUIL e al., 2013). Nesse senido, a mão de obra nessa faixa eária ficou incólume às mudanças conínuas regisrada no mercado de rabalho em anos recenes. 5 Trabajo presenado en el VI Congreso de la Asociación Lainoamericana de Población, realizado en Lima- Perú, del 12 al 15 de agoso de

3 Nessa conjunura, quando se desaca o desemprego da força de rabalho jovem, fica evidene o problema enfrenado por essa mão de obra em um eságio de necessidade, no mais das vezes, de ocupação para ingressar e manerem-se em cursos de qualificação profissional. Desare, a melhora da performance dos jovens nos posos de rabalho esá direamene relacionada a escolaridade, como forma de auferir e maner ocupações com maiores possibilidades de ascensão (POCHMANN, 2007; CORSEUIL e al., 2013). No Brasil, quando se observa as axas de desempregos dos jovens, vê-se que é premene a necessidade de políicas de emprego para esse grupo específico. Ademais, o desemprego jovem em países em desenvolvimeno, implica em um faor de fore influência para a marginalidade (POCHMANN, 2007). Assim, fazem-se necessárias ações relacionadas à criação e manuenção da força de rabalho aqui desacada, para que se possa, além de dar oporunidade de rabalho, conseguir eviar problemas de ordem social mais grave, com a violência. Nesse conexo, ese arigo em como objeivo principal analisar o mercado de rabalho juvenil e jovem (idade enre 14 e 24 anos) 6 no Brasil, daqueles inseridos nos posos de rabalho formais. Para aingir o objeivo proposo, o arigo enconra-se, assim esruurado: além desas considerações iniciais, a segunda seção aborda a paricipação de jovens no mercado de rabalho brasileiro; em seguida, na erceira seção, ecem-se as considerações meodológicas necessárias ao desenvolvimeno do rabalho; na quara seção, apresenam-se a variação do indicador de paricipação de jovens no mercado de rabalho formal brasileiro; em seguida, inroduz-se o indicador de paricipação de jovens no mercado de rabalho, considerando-se a região de ocupação, seor de aividade econômica e amanho dos esabelecimenos; ademais, na sexa seção, apresena-se a caracerização demográfica e 6 Considera-se como força de rabalho juvenil e jovem, aqueles com idade enre 14 a 24 anos. 3

4 socioeconômica dos jovens ocupados no mercado de rabalho formal brasileiro; e, por úlimo, na séima seção, faz-se as considerações finais. 2. Jovens e mercado de rabalho no Brasil: algumas considerações Há uma abordagem consensual na lieraura acerca da redução da paricipação dos jovens no mercado de rabalho brasileiro sob o regime de rabalho formal nas duas úlimas décadas. Conforme esudos de Pochmann (2007), Corseuil e al., (2003), Silva Filho & Clemenino (2012), denre ouros, a paricipação de jovens no mercado de rabalho brasileiro vem crescendo sobremaneira em condições de rabalhos informal, com conraos emporários e marginalmene alheiros ao regime de conraação insiuído pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essas modificações na esruura de rabalho para os jovens afeam pare da População Economicamene Aiva PEA, que procuram no mercado de rabalho o amparo necessário às condições educacionais e a formação profissional em maior escala. A ausência de políicas aivas a essa pare da PEA, se raduz em um problema de magniude relaivamene ampla, quando se observa a necessidade urgene de ocupação para jovens em siuações vulneráveis. Conforme Pochmann (2007), o fracasso das ações políicas relacionadas à população jovem no Brasil pode aprofundar-se e limiar as possibilidades de ascensão social advinda do rabalho, definida pelo auor como imobilidade social inrageracional 7. Nesse caso, a siuação de precariedade, referene à mobilidade geracional, orna-se absraa e reproduz a siuação de pobreza. A siuação do jovem no Brasil é quesionada do pono de visa da paricipação deles no mercado de rabalho. No mais das vezes, os esudos limiam-se a abordar as axas de desempregos, acenuadamene elevada, para al mão de obra em derimeno das demais faixas 7 Ver Pochmann (2007). 4

5 eárias, bem como observar a informalidade do mercado de rabalho para essa pare da PEA, sem se deer as quesões relacionadas à reprodução social, a parir da posição no mercado de rabalho. É perinene desacar que em um cenário de elevada roaividade do emprego jovem, ala incidência de informalidade, redução relaiva da formalidade, e elevada concenração de força de rabalho auferindo rendimenos nas mais baixas faixas salariais, consaa-se a ausência e/ou baixa mobilidade social advinda do rabalho para a juvenude brasileira. Corseuil e al. (2013) mosram, a parir de dados da Pesquisa Nacional por Amosra de Domicílios PNAD que, em 2011, a axa de desemprego de jovens com idade enre 15 e 24 anos era de 16,3%. Silva Filho (2011), usando dados da PNAD, regisrou axa de desemprego elevada em áreas meropolianas do Nordese. Para a PEA com faixa eária enre 15 e 24 anos, a saber: Foraleza (22,7%), Recife (26,9%) e Salvador (28,1%), em Mas, em 2008, segundo o auor, reduziram-se na meropoliana de Foraleza (19,8%) e elevaram-se na grande Recife (31,9%) e Salvador (29,8%). Conforme Silva Filho (2011), os regisros são mais reveladores quando observa-se a condição de ocupação. Na meropoliana de Foraleza, a paricipação de ocupados sem proeção no rabalho foi de 67,5%, em 2001, e, 64,3%, em Na grande Recife regisraram-se 65,9% no primeiro e 59,6% no segundo ano. Ademais, a meropoliana de Salvador regisrou 61,1% e 58,3%, em 2001 e 2008, respecivamene. Isso, considerando-se os ocupados com idade enre 15 e 24 anos. Para os demais grupos eários a formalidade foi mais inensa no mercado de rabalho. Adicionalmene, desaque-se que, mesmo com a leve redução nessas regiões meropolianas, a paricipação relaiva de ocupados jovens com vínculos formais de rabalhos em se reduzindo em relação as demais faixas eárias. Além do mais, pode-se acrescenar que há regisros de melhoria educacional da força de rabalho jovem, sem, conudo, ser seguida 5

6 pela maior paricipação de ocupados auferindo rendimenos nas melhores faixas de remuneração. No que se refere à roaividade, Corseuil e al. (2013) observaram ala axa de roaividade para jovens com idade enre 15 e 24 anos, considerando os posos formais de rabalho. Para os auores, as elevadas axas de roaividade compromeem o desenvolvimeno de habilidades e experiências de rabalho que, em longo prazo, reduzem suas possibilidades de consrução de carreiras sólidas com aumeno da produividade e dos salários. Silva Filho (2012) usando dados da RAIS/MTE regisrou ala axa de roaividade no mercado de rabalho formal brasileiro. Conforme o auor, 34,2% dos ocupados formais no Brasil deixaram seus posos de rabalho em menos de 1 ano, em Ademais, as axas de roaividade (movimeno de enrada e saída) foram absurdamene elevadas para a população ocupada nas faixas eárias de aé 17 anos e enre 18 e Em seores de aividade econômica como a consrução civil, acenuou-se ainda mais a roaividade nos posos de rabalho para a mão de obra com idade de aé 24 anos. Silva Filho e Queiroz (2013) mosram que nesse seor, o movimeno de enrada e saída é alamene inenso, fazendo com que a roaividade fosse de 284% para aqueles com idade de aé 17 anos e de 257% para aqueles com idade enre 18 e 24 anos, em Diane disso, vê-se que, em vários aspecos, o mercado de rabalho brasileiro para os jovens em se mosrado hosil. São elevadas axas de desemprego abero, alos índices de informalidade, acenuadas axas roaividade em odos os seores de aividade econômica, e baixa remuneração média para a força de rabalho jovem ocupada. 3. Procedimenos meodológicos 8 Para melhor enendimeno, ver Silva Filho (2012). 6

7 A produção eórica acerca do emprego juvenil e jovem no Brasil é relaivamene abundane nos anos de E nos anos 2000, a emáica não ficou incólume à produção cienífica nacional. Muios são os rabalhos que observam o comporameno do mercado de rabalho brasileiro para a mão de obra juvenil e jovem, em odos os seus aspecos. Alguns esudos raam do desemprego, ouros da precariedade, ouros abordam a informalidade, conemplando, desare, oda a invesigação acerca de al problemáica. Nesse conexo, o desafio dese esudo é fazer uma análise do emprego formal dos jovens brasileiros, definido com idade de 14 aé 24 anos. A limiação do esudo esá no fao de conemplar apenas a formalidade. Todavia, é inenção observar apenas o rabalho sob al naureza, haja visa que é ele o mais demandado pela População Economicamene Aiva do país. Além disso, são os posos formais de rabalho que condicionam as melhores oporunidades à força de rabalho neles ocupados. Desare, desaque-se que a delimiação do espaço geográfico esá relacionada ao erriório brasileiro, e o recore emporal compreende os anos de 1992, 2002 e O inervalo de empo permie observar possíveis efeios da dinâmica da economia mundial e brasileira, sobre o rabalho da PEA formalmene ocupada, com a idade enre anos. Desa feia, uiliza-se de indicadores simples, porém oporunos, já que a inenção é mosrar a paricipação do grupo i sob a paricipação oal de ocupados no mercado formal de rabalho brasileiro. Sendo i o grupo em observação (jovens), em-se j o seor observado ao longo do empo. que: Desare, para se observar o comporameno do grupo sobre os ocupados oais, em-se 7

8 Ip ij gij G = j ( 1 ) Onde, Ip ij = índice de paricipação do grupo i no seor j no empo, em que j assume o seor formal do mercado de rabalho brasileiro; g ij = represena o grupo de indivíduos no empo G j = odos os indivíduos ocupados formalmene no mercado de rabalho brasileiro. Para a inerpreação do índice, definem-se algumas suposições eóricas acerca das variáveis selecionadas. Desare, quano maior g ij : nas melhores faixas de remuneração; nos seores de aividade econômica de melhor projeção social; com os mais elevados níveis de escolaridade; permanência por mais empo em seus posos de rabalho; em esabelecimenos de grande pore; melhor. O caso conrário será pior. Desaque-se que o valor do índice varia enre 0 e 1, e a siuação em que quano maior, melhor. Adicionalmene, preende-se observar o comporameno ao longo dos anos, a parir da variação do grupo em relação ao oal de ocupados no seor formal brasileiro. A expressão seguine represena al siuação: α i T f gij G g i ij = / jf G ji ( 2 ) Em que, 8

9 i α T = variação da paricipação do grupo i no empo. g G f ij jf = paricipação do grupo i sobre o seor oal j no final do período em observação; g G i ij ji = paricipação do grupo i sobre o seor oal j no início do período em observação. A parir daí, é possível observarmos o comporameno da força de rabalho ocupada formalmene no Brasil, com idade enre 14 e 24 anos, nos anos de 1992, 2002 e Ademais, observar a variação permie acompanhar o desempenho do grupo específico sobre o oal, além de idenificar o perfil social e demográfico do jovem ocupado no Brasil. 4. Variação do indicador de paricipação dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro 1992/2002/2012. Com base na abordagem aneriormene apresenada, orna-se oporuno observar a variação do índice de paricipação dos jovens ocupados no mercado de rabalho formal brasileiro, a parir da região de ocupação. Conforme ploado no Gráfico 1, observa-se que com exceção do Nordese, em que se regisou variação posiiva enre 1992/2002, as demais regiões, em odos os períodos analisados, apresenaram variação negaiva. Ademais, cabe desacar a inensidade da variação, com exceção da região Nordese, as demais apresenaram inensa variação negaiva nos rês momenos em análise, com desaque para o período de 2002/

10 Gráfico 1: Variação do índice de paricipação relaiva dos jovens ocupados no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo grandes regiões 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Desare, os dados sugerem que a inensidade com que os jovens deixaram de paricipar no mercado formal de rabalho nas regiões Sudese e Sul foi sobremaneira acenuado em relação às demais. De um lado, isso se deve ao melhor desempenho econômico das regiões em quesões e, consequenemene apona para a menor necessidade dos jovens ingressarem no mercado de rabalho mais cedo, opando por mais empo na escola/universidade; por ouro lado, pode ser reflexo da maior exigência profissional, selecionando os jovens mais insruídos. Em relação ao seor de aividade econômica, conforme pode ser visualizado no Gráfico 2, somene no seor de serviços indusriais de uilidade pública foi regisrado variação posiiva do indicador de paricipação relaiva de ocupados jovens no Brasil. Além do mais, a variação foi mais acenuada de 1992 a No úlimo (2002/2012) recore houve variação posiiva, mas em menor magniude quando comparado ao primeiro inervalo em observação. 10

11 Gráfico 2: Variação do índice de paricipação relaiva dos jovens ocupados no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo seores de aividade econômica 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, As maiores axas de variação negaiva foram observadas na adminisração pública e na agropecuária brasileira. Nesses seores, a queda do índice de paricipação relaiva de jovens ocupados foi relaivamene ala quando se observa os recores em quesão. No caso da adminisração pública, essa queda implica em perda de posição de ocupados jovens em posos de rabalhos de qualidade inquesionável, em relação às demais aividades em ela. Já na agropecuária, em sua maioria, caracerizada por condições precárias de rabalho, isso raduz em alívio para pare da população jovem que rabalhavam no seor. 5. Indicador de Paricipação de Jovens no Mercado de rabalho segundo a região, seor e o pore dos esabelecimenos: Brasil 1992/2002/2012. No que se refere ao índice de paricipação de ocupados segundo as cincos grandes regiões brasileiras, os dados do Gráfico 3 mosram, em odos os inervalos observados, maior incidência de rabalhadores jovens ocupados formalmene na região Sul e Cenro-Oese. É conveniene desacar que, com exceção do Nordese, no ano de 2002, o índice de paricipação relaiva mosra redução em relação aos demais anos e nas demais áreas em esudo. 11

12 Gráfico 3: Indicador de paricipação relaiva dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo grandes regiões 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Na região Sul, o índice era de 0,25 em 1992, e reduziu para 0,20 em Ademais, cabe desacar que, em 2012, a região Nordese apresena a menor incidência de jovens ocupados formalmene (0,15) 9, seguida da região Nore (0,16). A baixa paricipação de jovens ocupados formalmene numa região pobre é preocupane. A inclusão dessa força de rabalho em aividade formal garane, no mínimo, melhores condições de rabalho, aravés do conrao formal e seguro desemprego, na siuação de desemprego. Conforme Silva Filho (2011), a incidência de informalidade no mercado de rabalho brasileiro é acenuada para os jovens residene nas merópoles do Nordese, em derimeno das demais. Nesse cenário, a baixa incidência na formalidade da região, denuncia a siuação degradane de vínculos sob condições informais ou há não inserção de jovens no mercado de rabalho, devido à baixa qualificação de sua mão de obra. Além do mais, em odo o país, a queda da paricipação de jovens ocupados formalmene foi em orno de 2,0%, enre os inervalos de empo, somando-se a queda de 4,0 9 O índice varia numa escala de 0 a 1. Quano maior o valor, maior a incidência de jovens com idade enre 14 e 24 anos, ocupada formalmene em relação à força de rabalho oal ocupada na mesma região. 12

13 ponos percenuais de 1992 a Dados relevanes, quando se considera o mercado de rabalho formal, como o mais imporane para o desenvolvimeno das aividades laborais da força de rabalho brasileira (Gráfico 3). No que se refere ao seor de aividade econômica, é possível observar no Gráfico 4 que o comércio é deenor da maior incidência de paricipação de jovens ocupados formalmene, no Brasil, em odos os anos em ela. As menores incidências foram regisradas nos seores de serviços indusriais de uilidade pública (0,07), no ano de 1992, e na adminisração pública nos anos de 2002 (0,06) e 2012 (0,04). No comércio, mesmo com a queda consane na sua paricipação, regisraram-se índice de 0,36, em 1992, 0,35, em 2002, e, 0,29, em Já a indúsria de ransformação, maneve a segunda colocação, com exceção do ano de 1992, em que a agropecuária regisrou índice de 0,28, sendo ele o segundo enre os seores em apreço. A indúsria de ransformação maneve a segunda colocação nos anos de 2002 (0,25) e de 2012 (0,21). Gráfico 4: Indicador de paricipação relaiva dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro, por seor de aividade econômica 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE,

14 A agropecuária regisrou queda significaiva na sua paricipação, passou de 0,28 em 1992 para 0,15 em Só no seor de serviço de indúsria de uilidade pública regisraramse, embora que levemene, elevação do índice, de 0,07 em 1992 para 0,08 em 2002 e em Ademais, a consrução civil cai de 0,21, em 1992, para 0,18, em 2002 e em Esses resulados mosram que a incidência de jovens ocupados nos posos de rabalho que permiem melhores condições de rabalhos e maiores oporunidades de ascensão social, a sua inserção é pequena. Assim, a maior incidência é regisrada em seores de aividade econômica com baixo efeio propulsor na ascensão social pelo rabalho. No que se refere ao índice de paricipação de jovens ocupados segundo o pore do esabelecimeno, os dados do Gráfico 5 mosram concenração nos esabelecimenos de micro pore, e menor paricipação nas unidades produivas de grande pore. Porém, é oporuno enfaizar que independenemene do amanho do pore do esabelecimeno, regisraram-se redução do índice quando se compara o primeiro ao úlimo ano. No esabelecimeno de micro pore, o valor do índice reduziu em 10 ponos percenuais, ao passar de 0,33 no ano de 1992, para 0,23 em Ademais, observa-se que quano maior o pore da unidade produiva, menor é a paricipação da mão de obra jovem ocupada. Porano, a inserção da força de rabalho jovem no mercado de rabalho brasileiro, aconece com maior inensidade nos menores esabelecimenos. Possivelmene, esse resulado jusifica-se devido a menor exigência quano à experiência e qualificação da mão de obra juvenil. 14

15 Gráfico 5: Indicador de paricipação relaiva dos jovem no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo o amanho do esabelecimeno 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Caracerização demográfica e socioeconômica dos jovens ocupados no mercado de rabalho formal brasileiro. No que se refere às caracerísicas demográfica e socioeconômica da força de rabalho jovem ocupada formalmene no Brasil, é possível observar algumas diferenças ponuais. No Gráfico 6 esão ploados os dados acerca do índice de paricipação segundo o sexo. Em odos os anos, a força de rabalho masculina apresenou indicador suilmene mais elevado em relação à paricipação feminina. Ademais, reduz-se o valor do índice para ambos os sexos nos anos em observação. 15

16 Gráfico 6: Indicador de paricipação dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo o sexo 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Em 1992, o indicador assumia o valor de 0,22 para a mão de obra masculina e 0,21 para a feminina, com endência decrescene nos anos seguines (2002 e 2012), para as duas caegorias em esudo. Comparado o primeiro ao úlimo ano, em-se redução de 4,0 ponos percenuais para os jovens masculinos e de 4,0 ponos percenuais para a mão de obra feminina. No que se refere ao empo de emprego, é possível perceber a parir dos indicadores no Gráfico 7, redução para odas as faixas de empo esabelecidas. O índice passou de 0,37 em 1992, para 0,31 em 2012, quando considerados os ocupados jovens que ficaram por menos de 1 ano em seus posos de rabalho. Para aqueles que permaneceram mais de 1 e menos de 2 anos, a queda foi mais acenuada, ao reduzir em 11 ponos percenuais, no referido inervalo. Desare, esses dados convergem com os achados de Corseuil e al. (2013), bem como os de Silva Filho (2012). 16

17 Gráfico 7: Indicador de paricipação dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo o empo de permanência 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Pochmann (2007), Corseuil e al. (2013) e Silva Filho e Queiroz (2013) observaram elevadas axas de roaividade da força de rabalho jovem ocupada no Brasil. Os dados do Gráfico 7 raificam os esudo acima mencionados, uma vez que a paricipação de jovens ocupados formalmene no mercado de rabalho brasileiro, diminui nas faixas de empo de permanência mais elevada. Inerpreando Corseuil e al. (2013), isso pode acarrear num problema de consrução de carreira sólida, impedindo a possibilidade de melhores salários, devido a pouca experiência, ou baixo empo de careira assinada. No Gráfico 8, os dados ploado referem-se ao indicador de paricipação dos jovens ocupados no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo a faixa de escolaridade. Os dados permiem consaar redução elevada dos ocupados nas faixas mais baixa, ao longo dos anos. Em 1992, o índice de paricipação de jovens analfabeos era de 0,16, diminuindo para 0,05, em Porém, foi na faixa de escolaridade do 6º ao 9º ano do ensino fundamenal, que se regisrou a maior queda: de 0,31 em 1992, para 0,13 em

18 Gráfico 8: Indicador de paricipação dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo a escolaridade 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Além disso, em odos os anos em observação, a maior parcela de jovens ocupados concenra-se na faixa de escolaridade de ensino médio incompleo, sendo, porano, baixa a escolaridade do jovem empregado formalmene no mercado de rabalho brasileiro. Em 1992, o indicador de paricipação regisrado foi de 0,38, baixando levemene para 0,35, em Nesse conexo, visualiza-se um quadro de relaiva melhora na formação superior. Conforme os dados, essa foi à única faixa de escolaridade com elevação do índice, com paricipação de 0,21 no primeiro ano e 0,27 no úlimo ano. No que se refere ao indicador de paricipação segundo a faixa de remuneração média, os dados do Gráfico 9 acusam elevada paricipação nas faixas de remuneração mais baixas. Além do mais, a primeira faixa de remuneração (aé 1 SM) foi a única com elevação na paricipação relaiva de jovens ocupados. Com isso, na faixa de mais de 1,0 a 2,0 salários mínimos, houve queda do indicador, saindo de 0,33 para 0,25, enre 1992 e 2012, respecivamene. Conudo, o maior declínio aconeceu nas melhores faixas de remuneração, noadamene acima de 2,0 salários mínimos. Assim, foi possível consaar a concenração 18

19 salarial de jovens ocupados nas primeiras faixas de rendimenos e a redução nas melhores, raificando o observado por Pochmann (2007). Gráfico 9: Indicador de paricipação dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro, segundo a faixa de remuneração 1992/2002/2012. Fone: Elaboração dos auores, a parir de dados da RAIS/MTE, Considerações finais Ese arigo procurou verificar se a endência de formalização nos posos de rabalho no Brasil, observada ao longo dos anos 2000, especialmene a parir de 2004, foi acompanhada pela absorção da força de rabalho juvenil e jovem, ão penalizada durane a década de Os principais resulados mosram que a maioria dos jovens brasileiros esá empregada na região Sudese e Sul. Conudo, foi o Nordese que apresenou menor decréscimo relaivo no índice de paricipação, ao longo do período em análise. Em relação aos seores de aividade econômica, as maiores demissões foram na adminisração pública, sendo que somene no seor da indúsria de uilidade pública, observou-se variação posiiva do indicador de paricipação relaiva. No que diz respeio ao esabelecimeno, a grande maioria esá 19

20 empregada nas unidades de micro pore e a minoria na de grande pore, com ingressos noadamene no comércio e na indúsria de ransformação. Quano aos aribuos sociodemográficos e econômicos, homens e mulheres êm paricipação praicamene semelhane, com ligeira vanagem para eles, não sendo possível afirmar discriminação no ocane ao sexo. A ala roaividade ou pouco empo de permanência nos posos de rabalho chamou a aenção, com a maioria empregada por menos de 1 ano. Em relação à escolaridade, houve melhora no nível educacional do rabalhador jovem brasileiro, porém, a grande maioria empregada formalmene em o ensino médio incompleo, aponando relação direa com o principal seor demandane de mão de obra (comércio e indúsria de ransformação) que, em geral, emprega pessoas com poucos anos de esudo. A parir disso, mesmo com o aumeno nos anos de esudo do jovem empregado formalmene, não houve melhora nos rendimenos da referida caegoria em análise, com grande pare ganhando aé 1 salário mínimo, com descenso na paricipação relaiva nas demais faixas salariais. Em suma, diane do cenário marcado pela inensa diminuição na paricipação relaiva do jovem nos posos de rabalho formal no país e ingresso degradane, esse esudo mosrou que, enre os anos 1990 e 2000, houve piora na absorção juvenil na aividade laboral nacional. Isso significa que a formalização assisida durane a década de 2000, não conagiou/aingiu a mão de obra formal jovem, aponando para a fala de políicas de emprego volada para essa população. Porano, é necessário que o Governo Federal, Esadual e Municipal, organizações políicas, civis, paronais, denre ouras, elaborem políicas específicas para os jovens, que são o fuuro do país. 8. Referencias bibliográfica CORSEUIL, C. H.; FOGUEL, M.; GONZAGA, G.; RIBEIRO, E. P.. A roaividade dos jovens no mercado de rabalho formal brasileiro. NOTA TÉCNICA, IPEA, mercado de rabalho nº 55 ago

21 CURI, A. Z.; MENEZES-FILHO, N. A.. O Mercado de Trabalho Brasileiro é Segmenado? Alerações no Perfil da Informalidade e nos Diferenciais de Salários nas Décadas de 1980 e ESTUD. ECON., São Paulo, v. 36, n. 4, p , ouubro-dezembro NORONHA, E. G.. Informal, ilegal, injuso: percepções do mercado de rabalho no Brasil. RBCS Vol. 18 nº. 53 ouubro/2003. POCHMANN, M.. Siuação do jovem no mercado de rabalho no Brasil: um balanço dos úlimos 10 anos. São Paulo fevereiro de QUEIROZ, S. N de. Migrações, reorno e seleividade no mercado de rabalho cearense. Tese de Douorado em Demografia, Universidade Esadual de Campinas, SILVA FILHO, L. A. Roaividade no mercado de rabalho formal brasileiro. V Congreso de la Asociación Lainoamericana de Población, Monevideo, Uruguay, Anais b. SILVA FILHO, L. A.. Mercado de Trabalho e Esruura Sócio-ocupacional: esudo comparaivo enre as regiões meropolianas de Foraleza, Recife e Salvador (Disseração de Mesrado em Economia). Universidade Federal do Rio Grande do Nore, 2011, 131 p. SILVA FILHO, L. A.; CLEMENTINO, M do L. M.. Considerações sobre o perfil sócioocupacional nas regiões meropolianas do Nordese 2001/2008. XII Enconro Nacional de Esudos do Trabalho (ABET). Anais... João Pessoa PB, ULYSSEA, G. Insiuições e a Informalidade no Mercado de Trabalho. Es. econ., São Paulo, v. 38, n. 3, p , julho-seembro ULYSSEA, G.. Informalidade no mercado de rabalho brasileiro: uma resenha da lieraura. Revisa de Economia Políica, vol. 26, nº 4 (104), pp , ouubro-dezembro/

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