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1 ROGERIO STUDART Um dos maiores desafios do Egito é resolver a questão da inclusão social. P7 MÍDIA Rádios do Rio e de São Paulo voltam às origens com progamação de rock. P18 MERCADO COMO ELE É Fluxo cambial tem superávit de US$ 5 bi graças à entrada de dólares em renda fixa. P22 MILHAGEM As estratégias das empresas que administram milhas e aumentam lucros. P20 INDICADORES Brasil Ações da Dasa On Econom ico 14,70 (em R$) 14,27 14,11 13,98 14,00 18/3 19/3 20/3 21/3 24/3 PUBLISHER RAMIRO ALVES. CHEFE DE REDAÇÃO OCTÁVIO COSTA. EDITORA CHEFE SONIA SOARES. EDITORA CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA. TERÇA-FEIRA 25 DE MARÇO DE ANO 5. Nº R$ 3,00 Alta de alimentos eleva pessimismo para a inflação A contaminação da estiagem nos preços de produtos agrícolas deve permanecer até abril, o que fez com que o mercado aumentasse as projeções do IPCA para um nível acima da meta pela primeira vez este ano. Para março, a previsão é que o índice fique em 0,83%, o maior patamar já registrado. Os economistas acreditam que o ciclo de alta dos juros permanecerá por mais tempo, mas alertam que este movimento será eficiente apenas para conter a inflação de outros itens que não alimentos. P4e5 Jerry Lampen/ Reuters G-8 vira G-7... por ora O primeiro ministro inglês, David Cameron, e o presidente dos EUA, Barack Obama, participaram ontem da reunião com os representantes do grupo dos oito países mais ricos e decidiram excluir temporariamente a Rússia, pela primeira vez em duas décadas, devido à crise que culminou com a anexação da Crimeia. Estoque de imóveis sobe nas construtoras As quatro maiores empresas do setor no país acumulavam R$ 14,59 bilhões em unidades não vendidas no fim de Para analistas, a tentativa de crescer fora do eixo Rio-São Paulo foi a grande responsável pelo encalhe. P14 S&P baixa Petrobras classificação leva perda ao do Brasil trabalhador A agência, que passou duas semanas no país, rebaixou a nota de crédito soberano de BBB para BBB-, e manteve o grau de investimento. P5 A desvalorização das ações da estatal já corroeu mais da metade do valor de quem aplicou o FGTS na capitalização feita em P23

2 2 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 MOSAICO POLÍTICO GILBERTO NASCIMENTO COM LEONARDO FUHRMANN ATÉ NO PT JÁ SE ADMITE CPI Setores do PT avaliam que o desgaste causado ao governo pelo episódio da compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, não vai ser superado tão cedo. O assunto continuará a ganhar espaço no noticiário nas próximas semanas. Petistas já admitem, inclusive, a possibilidade de ser aprovada a proposta de CPI no Congresso para apurar o polêmico negócio. Parlamentares contam ter ouvido do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que a presidente Dilma decidiu se posicionar agora sobre as informações incompletas do relatório tecnicamente e juridicamente falho que orientou a compra da refinaria para se preservar, pois o assunto viria a público mais adiante. Dilma decidiu, também, partir para a ofensiva e responsabilizar eventuais culpados. A oposição fala na criação de uma comissão mista, com deputados e senadores, para tratar também das denúncias de suposto pagamento de suborno vindas da Holanda e sobre a construção da refinaria de Abreu e Lima (PE), em parceria com a petrolífera estatal da Venezuela. Mas a oposição lembra que depende de apoio do PMDB e de outros partidos governistas para conseguir as assinaturas suficientes. Por enquanto, líderes destes partidos têm dito que apoiam as investigações e as denúncias são graves. Preferem, no entanto, esperar as investigações do TCU, da PF e do Ministério Público antes de aderir à CPI, pois temem que a comissão se torne um palanque eleitoral. Resta saber até quando o governo vai querer ficar a mercê da ameaça de CPI ou de convocação de autoridades para tratar do tema, que poderiam se repetir a cada rebelião na base. Mike Fuentes/Bloomberg STF/divulgação Comissão ouve delegado acusado Lindbergh teme custo político de alianças O Brasil é o país dos conchavos, do tapinha nas costas, onde tudo se resolve na base da amizade. Não suporto nada disso Joaquim Barbosa Presidente do STF, em entrevista ao jornalista Roberto D Ávila A Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo irá ouvir hoje, às 11 horas, Dirceu Gravina, delegado em Presidente Prudente (SP), apontado como um dos mais ferozes torturadores do Doi-Codi paulista, na época do regime militar. Gravina, que era conhecido como JC, em alusão a Jesus Cristo, é acusado de envolvimento no desaparecimento do sindicalista Aluízio Palhado Ferreira, em Também vão depor Lenira Machado e Rita Sipahi, que o acusam de tortura. Fernando Souza Em SP, PR mais distante de Alckmin Próximo de apoiar a reeleição de Dilma, o PR deve deixar os diretórios regionais livres para se aliarem nas eleições estaduais conforme as necessidades regionais. A prioridade é conseguir aumentar as bancadas e, assim, fortalecer o partido. Em São Paulo, o partido tem negociações com três dos principais candidatos: o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa a reeleição; o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB); e o ex-ministro Alexandre Padilha (PT). Por enquanto, Skaf e Padilha estão em vantagem, pois já ofereceram a possibilidade de o PR indicar o vice dentro da chapa majoritária. A expectativa é que a decisão saia no mês que vem. Barulho verde A candidatura presidencial do ex-deputado Eduardo Jorge (PV-SP) promete ser, ao menos, polêmica. A proposta de programa de governo inclui a regulação da venda da maconha e a legalização do aborto. Fala em referendos pela internet, voto distrital misto e em fixar o número de ministérios em 14. O candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, é criticado em seu partido por não fazer alianças. Aliados do petista dizem que, na verdade, ele tem se mostrado contrário a algumas possíveis alianças, por causa do custo político, já que pretende apresentar um programa mais à esquerda. O PDT, que deseja a vice, seria um desses aliados que não o anima muito. FALE CONOSCO Cartas para a redação: Rua dos Inválidos, 198, 1º andar, CEP , Lapa, Rio de Janeiro (RJ). As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, Brasil Econômico reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Jogos não podem complicar a rotina na época da Copa Falta de educação já não choca no dia a dia do Brasil Informação é importante para estrangeiros INDICADORES A Bovespa cravou sua sexta alta consecutiva ontem, impulsionada pelas ações da Petrobras e do setor financeiro, após relatório do Credit Suisse prever crescimento de dois dígitos no lucro de bancos privados no país. Estou na torcida para que o atraso nas obras de mobilidade não afetem tanto a rotina das cidades na Copa. As autoridades têm que se lembrar que as pessoas precisam cumprir seus compromissos do cotidiano, como o básico que é chegar no trabalho. Infelizmente, não estaremos de férias para montar nossos horários de acordo com os jogos. Susana Ferreira Rio de Janeiro, RJ Concordo que a Fifa não exagerou nas dicas que publicou para os turistas que vêm para a Copa. É a mais triste verdade. Só vamos passar uma imagem de desorganização. Jogar lixo no chão, furar fila e não respeitar sinais de trânsito, entre outros, deveriam ser motivos de vergonha nacional, mas acabam virando piada, como tudo aqui. Danilo Almeida Rio de Janeiro, RJ Cidadão de verdade já está cansado do famoso jeitinho brasileiro, mas como isso ainda é comum por aqui, é bom que os estrangeiros saibam como funcionam as coisas. O período da Copa vai ser um prato cheio para os espertos que querem se aproveitar. Assim como nós nos informamos antes de viajar, eles também merecem informação. Alice Campos São Paulo, SP TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$ / US$) 2,3200 2,3220 Euro (R$ / E) 3,2034 3,2050 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 10,75% 10,65% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa - São Paulo 1, ,00 Dow Jones - Nova York 0, ,69 FTSE Londres 0, ,39

3 BRASIL Editor: Paulo Henrique de Noronha Divulgação TELECOMUNICAÇÕES Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 3 Anatel lança edital para satélites A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou nesta segunda-feira, em sua página na internet, edital de licitação de até quatro direitos de exploração de satélites para reforçar a transmissão de voz e dados no país. O preço mínimo de referência pelo direito de exploração é de cerca de R$ 12,2 milhões. O leilão está marcado para o dia 6 de maio. Reuters Fotos Moreira Mariz/Ag. Senado LucioBernardoJr./Ag. Câmara Dilma volta a viajar: interior de SP e Cuiabá Presidenta vai entregar casas do Minha Casa Minha Vida e inaugurar estádio para a Copa José Agripino (DEM) acha bom o sistema atual. Já Cristovam Buarque (PDT) e Chico Alencar (PSOL) defendem o financiamento público Partidos se dividem sobre financiamento Parlamentares comentaram entrevista do ministro Dias Toffoli, futuro presidente do TSE Eduardo Miranda Líderes e representantes partidários comentaram a entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli, publicada ontem no Brasil Econômico. Futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de maio, o ministro foi enfático na crítica ao financiamento das campanhas eleitorais pelas empresas. Mas para o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), o financiamento público só valeria se os recursos passassem a ser destinados aos partidos, e não aos candidatos. O líder da legenda no Senado classificou a ideia como inexequível e disse que, no extremo, ela teria consequências negativas. Sou totalmente a favor do sistema atual. O financiamento público só se justifica com a lista partidária. Como está hoje, não tem condições. Sobretudo com o desrespeito à fidelidade partidária, disse Agripino. Contrário à ingerência das empresas no processo eleitoral, o senador Cristovam Buarque (PDT- DF) afirmou que é preciso aclarar mais o debate. Vejo uma distinção entre os financiamentos público e estatal. O público, que defendo, dispensa o financiamento estatal, colabora quem quiser, e os candidatos que consigam seus doadores. Mesmo assim, acredito que deva existir um limite para doações, com valores diferenciados, de acordo com a candidatura, argumentou. Com pensamento mais alinhado ao de Cristovam Buarque, o futuro presidente do TSE disse, na entrevista, que é contrário à proposta do PT, de financiamento público exclusivo. O cidadão tem o direito de expressar, inclusive Parlamentares demonstram consenso quando o assunto é fidelidade partidária, ponto criticado pelo ministro do STF. No Brasil, há proprietários de partidos, argumentou Toffoli através de seus recursos, aquilo que pensa. É legítimo que o eleitor ajude com seus recursos a ideologia de sua preferência. Proibir isso também será uma inconstitucionalidade, alertou Toffoli, para quem o mensalão foi o resultado do modelo atual de financiamento. Trata-se da necessidade dos políticos de angariar recursos para as eleições. Dependendo do volume de recursos obtidos, um partido consegue eleger mais ou menos deputados. No PSOL, que tem como uma de suas principais bandeiras a aprovação da proposta do financiamento público, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que não existe almoço grátis e classificou como investimentos os recursos que empresários aplicam nas campanhas, ecoando a frase de Toffoli de que o setor privado capturou a democracia. O cidadão já colabora, pagando impostos. Por isso, defendo o financiamento estatal, um financiamento austero, com outro modelo de campanha. Mas entendo que Toffoli esteja defendendo um modelo misto para que se faça uma transição, disse o parlamentar, informando que algumas lideranças estipularam como teto o valor de R$ 700 para doações individuais, caso o ministro saia vitorioso no tribunal. Outro ponto abordado por Toffoli foi a fidelidade partidária praticada hoje e que, segundo ele, é mais uma estratégia para tornar os partidos espaços pouco democráticos. No Brasil, há proprietários de partidos políticos. São aqueles que controlam o dinheiro que vem do fundo, controlam o dinheiro que vem das doações e com isso fidelizam o filiado. Os partidos são dominados por poucos líderes o Roberto Jefferson, por exemplo, ficou na presidência do seu partido (PTB) até ser condenado, analisou. O senador José Agripino (DEM) acredita que os casos de donos de partidos são pontuais. A fidelidade partidária não cria donos, ela é um pressuposto básico para que o eleitor vote nas ideias do partido, e não em pessoas. Sinal de que uma iniciativa de mudança que pode vir do Judiciário causa forte polêmica no Congresso, tanto o senador do PDT quanto o deputado do PSOL deram pareceres similares ao do líder do DEM, sem deixarem de fazer uma crítica a partidos que mudam de princípios. A presidenta Dilma Roussef começa mais uma semana de viagens por cidades longe dos grandes centros. Na agenda, constam a entrega de casas do Programa Minha Casa, Minha Vida e inauguração de estádio da Copa. Na última semana, a presidenta Dilma esteve em cinco cidades de três estados Pará, Ceará e Maranhão. Se não houver mais mudanças, a presidenta visitará três cidades esta semana. Hoje, a presidenta vai a São Paulo, onde tem compromissos em dois municípios do interior. Em São José dos Campos, assina a ordem de serviço para início da construção de unidades habitacionais do Residencial Pinheirinho dos Palmares 1 e 2, como parte do Programa Minha Casa, Minha Vida. Em seguida, no começo da tarde, Dilma participa, em Bauru, da entrega de 944 unidades habitacionais dos residenciais Água da Grama e Três Américas 2, que também fazem parte do programa habitacional do governo federal. Em Cuiabá, a presidenta vai participar da inauguração simbólica da Arena Pantanal, que sediará 4 jogos da Copa Em Mato Grosso, na sextafeira, Dilma entrega unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Em seguida, a presidenta participa da inauguração simbólica da Arena Pantanal, que sediará jogos da Copa do Mundo. A Arena Pantanal receberá quatro partidas da primeira fase do Mundial: Chile x Austrália, Rússia x Coreia do Sul, Nigéria x Bósnia-Herzegovina e Japão x Colômbia. Duas cidades que estavam na previsão original de viagem da presidenta Dilma Rousseff desta semana Goiânia (GO) e Araçatuba (SP) saíram da lista ontem. ABr

4 4 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 BRASIL Fernanda Nunes Um março cinza, de preços recordes A inflação atingiu o maior patamar já calculado pelo IBGE, projetam economistas consultados pelo Banco Central, que previram também IPCA acima do teto da meta No varejo, ainda há algumas altas a serem repassadas, como de grãos, mas que devem ser compensadas em parte pelo início de um ciclo de perda de ritmo da inflação dos alimentos in natura Um março com projeções de alta de preços em patamar histórico elevou o pessimismo do mercado com o cenário macroeconômico e com a capacidade do Banco Central de conter a inflação no intervalo da meta de 4,5% a 6,5%. Economistas consultados pela autoridade monetária, para o Boletim Focus, preveem que, neste mês, a inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será de 0,83%. Confirmada, será a maior alta de preços ocorrida em um mês de março desde que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a série histórica, em Na linha de frente do pessimismo está o encarecimento inesperado dos alimentos, por causa da estiagem fora de época que prejudicou a produção agrícola. O efeito da seca já aparece na prévia do IP- CA, o IPCA-15, divulgado na semana passada. Em março, a taxa do grupo alimentação foi de 1,11%, ante 0,52% em fevereiro. O IPCA-15 só confirmou que o IP- CA de março ficará acima de 0,80%, afirma o economistachefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio Leal. Diante de um cenário de altas que não estavam no radar, pela primeira vez neste ano, os cinco analistas de banco que mais acertam os indicadores macroeconômicos, reunidos no grupo Top 5 do Boletim Focus, previram que a inflação estará acima do teto da meta de 6,50% no médio prazo, em 6,57%. Já a mediana das expectativas de todos os economistas consultados para os próximos 12 meses é de IPCA de 6,20%, projeção 0,8 ponto percentual superior à da semana passada. Mas os efeitos da seca sobre a inflação no varejo não irão ultrapassar abril, prevê Salomão Quadros, responsável pelos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre). O desafio do Banco Central, diz ele, será evitar que a alta da matériaprima agrícola, como da soja, chegue ao varejo com a mesma intensidade com que ainda se apresenta no atacado. O que acontece na agricultura não será observado com a mesma magnitude no varejo, em que o custo primário é dividido com vários outros componentes, além da matéria-prima. O BC tem que limitar, de alguma maneira, os efeitos encadeados, avalia Quadros. A alta dos alimentos marcou o comportamento dos IGPs, indicadores da FGV pautados sobretudo pelos preços no atacado, já em fevereiro e ganhou ainda mais peso neste mês. No varejo, segundo o economista do Ibre, ainda há algumas altas a serem repassadas, como de grãos, mas que devem ser compensadas em parte pelo início de um ciclo de perda de ritmo da inflação dos alimentos in natura, como as hortaliças e legumes, cujos efeitos dos problemas ocorridos na lavoura para o consumidor final são imediatos. A menos que haja outro fenômeno climático com impacto sobre a agricultura, a projeção para o IPCA acima da meta em 2014 é exagerada. O mercado tende a extrapolar a inflação de curto prazo para prazos mais longos, avalia Leal, do ABC Brasil, que projeta duas elevações, de 0,25 ponto percentual cada uma, da taxa básica de juros pelo BC nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Rafael Coutinho da Costa Lima, coordenador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), prevê que a conjuntura atual, determinada pelos preços dos alimentos, obrigará necessariamente o BC a continuar o ciclo de alta da Selic, processo que, em sua opinião, terá mais reflexos sobreomercadodebensduráveise de serviços do que sobre os alimentos. Não há o que fazer com choque de oferta. Teria que subir a taxa de juros demais, com efeito severo sobre o crescimento. O que ocorrerá daqui para frente será o controle da demanda de outros produtos, projeta o economista.

5 Pedro Farina CONSTRUÇÃO CIVIL Nível de emprego cresce 0,88% no mês O nível de emprego na construção civil em todo o país teve alta de 0,88% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). Com a abertura de 30,8 mil vagas, o número de trabalhadores no setor passou de 3,49 milhões para 3,52 milhões. Na comparação com fevereiro de 2013, houve alta de 2,04%. ABr Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 5 FelipeO' Neill A alta dos preços dos produtos in natura já foi repassada aos consumidores O que acontece na agricultura não será observado com a mesma magnitude no varejo, no qual o custo primário é dividido com vários outros componentes, além da matéria-prima Salomão Quadros Economista do Ibre/FGV Não há o que fazer com choque de oferta. Teria que subir os juros demais, com efeito severo sobre o crescimento. O que ocorrerá será o controle da demanda de outros produtos Rafael Coutinho Economista da Fipe S&P rebaixa nota de risco do Brasil para BBB- A agência ressaltou o endividamento do país e a previsão de crescimento lento A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou ontem a nota de avaliação de crédito do Brasil de BBB para BBB-, o menor rating com grau de investimento. A perspectiva foi alterada de negativa para estável. A ação encerra uma década de altas da nota da maior economia da América Latina pela agência. Para a S&P, o crescimento econômico lento nos próximos dois anos e uma política fiscal expansionista e frágil estão levando à alta dos níveis da dívida do governo. A agência também vê a sinalização de uma política dúbia do governo e implicações negativas das contas fiscais. O rebaixamento reflete a combinação de derrapagem fiscal, perspectiva de que a execução fiscal continuará fraca em meio a um crescimento moderado nos próximos anos, uma habilidade reprimida de ajustar a política frente à aproximação das eleições presidenciais de outubro e certo enfraquecimento das contas externas do Brasil, informou a S&P em nota. A perspectiva foi elevada para estável. A agência considerou que o quadro institucional e político do Brasil, somados à força de seu balanço externo e fiscal oferecem espaço suficiente para manobra e capacidade para enfrentar choques, consistente com a avaliação do rating. Bloomberg Uma política fiscal expansionista e frágil está levando à alta dos níveis da dívida do governo. A agência também vê uma política dúbia do governo e implicações negativas das contas fiscais

6 6 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 BRASIL Mais déficit nas contas externas Influenciado por perspectivas negativas para balança comercial, BC aumenta de US$ 72 bilhões para US$ 80 bilhões projeção de saldo negativo em transações correntes em Em 2013, déficit fora de US$ 81,3 bilhões Sonia Filgueiras Brasília O Banco Central revisou ontem suas projeções para o déficit em transações correntes de 2014, passando de US$ 72 bilhões para US$ 80 bilhões. O que mais pesou na revisão foi a piora nas projeções para as exportações, que vêm apresentando resultados abaixo do esperado neste ano. O BC diminuiu de US$ 255 bilhões para US$ 253 bilhões sua previsão de ingressos de dólares via venda de mercadorias e serviços no exterior. Com isso, caiu também o superávit para a balança comercial previsto pelo banco: a estimativa agora é de um superávit de US$ 8 bilhões, no lugar de US$ 10 bilhões. A nova projeção de déficit em transações correntes para 2014 é apenas ligeiramente inferior ao resultado negativo registrado no ano passado, de US$ 81,374 bilhões. As transações correntes são um dos itens principais do balanço de pagamentos (registro de todas as operações do país com o exterior) e incluem, receitas com exportações, gastos com importações, pagamentos de juros, remessa de lucros e dividendos, despesas com seguros, fretes e gastos com viagens de brasileiros no exterior, dentre outros. O chefe do departamento econômico do banco, Túlio Maciel, informou que os primeiros meses do ano mostram um quadro menos favorável para preços de commodities agrícolas e minérios. São produtos com grande peso na pauta de exportações brasileiras. A avaliação do BC incluiu uma previsão de melhora nos resultados da chamada conta de petróleo, que agrupa importações e exportações de petróleo e derivados. Apesar da piora na projeção, Maciel rejeitou qualquer avaliação de que o setor externo brasileiro apresente risco ou fragilidade. Não há porque falar em vulnerabilidade, reforçou, seguindo a mesma linha adotada pelo presidente do BC, Alexandre Tombini ao falar a senadores na semana passada. Segundo Maciel, a condição de financiamento é confortável, já que o ingresso de investimento externo segue elevado e as taxas de rolagem para empréstimos de médio e longo prazos estão acima de 100%. A composição do passivo brasileiro é mais favorável, sendo que a maior parte é investimento. A dívida de curto prazo também diminuiu na proporção no total do endividamento, e os prazos dos passivos foram alongados, acrescentou. Em comparação ao Produto Interno Bruto (PIB), a nova projeção do BC para o déficit em transações correntes de 2014 deve ficar em 3,60%. O ingresso de investimento estrangeiro direto deve representar 2,84% do PIB. O BC manteve em US$ 63 bilhões a projeção de ingressos de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que representam a principal fonte de recursos utilizados para financiar os resultados negativos registrados nas transações correntes. Se as projeções do BC se confirmarem, o IED será capaz de financiar 78,7% do rombo total, o mesmo percentual registrado em Desde o ano passado, os resultados em transações correntes não são financiados integralmente pelo ingresso de investimento estrangeiro. De 2002 a 2012, este tipo de ingresso bastou para cobrir as saídas de dólares. No mês de fevereiro, o déficit em conta corrente somou US$ 7,4 bilhões, resultado inferior ao registrado em janeiro e abaixo das projeções do BC (US$ 8 bilhões) e Os preços mais baixos de commodities e a contração econômica na Argentina fazem com que o saldo comercial seja o componente-chave para uma melhora no déficit agregado Gabriela Fernandes Analista do Itaú Unibanco HerminioOliveira Túlio Maciel, do BC: Não há porque falar em vulnerabilidade INGRESSO DE INVESTIMENTOS DIRETOS (em US$ milhões) (não cobre o saldo em transações correntes desde fevereiro de 2013) Saldo de transações Investimentos IED X Data correntes estrangeiros diretos Resultado em (acumulado nos (acumulado nos transações últimos 12 meses) últimos 12 meses) correntes (%) 2001 Dez (23.215) , Dez (7.637) , Dez , Dez , Dez , Dez , Dez , Dez (28.192) , Dez (24.302) , Dez (47.273) , Dez (52.473) , Dez (54.249) , Jan (58.547) ,6 Fev (63.390) ,5 Mar (66.949) ,0 Abr (69.836) ,7 Mai (72.789) ,2 Jun (72.303) ,7 Jul (77.540) ,4 Ago (80.480) ,9 Set (80.517) ,3 Out (82.219) ,0 Nov (81.102) ,6 Dez (81.374) , Jan (81.614) ,2 Fev (82.484) ,7 Fonte: Banco Central dobrasil Elaboração: Brasil Econômico OBCmanteveem US$ 63 bi a projeção de ingressos de Investimento Estrangeiro Direto, fonte de financiamento dos resultados negativos das transações correntes do próprio mercado financeiro (US$ 8,3 bilhões). Além do resultado da balança comercial, pesaram negativamente as remessas de lucros e dividendos, que alcançaram US$ 1,286 bilhão no mês. No caso dos serviços, destacaram-se os gastos líquidos de brasileiros no exterior, que atingiram US$ 1,324 bilhão em fevereiro, recorde para os meses de fevereiro. Maciel, no entanto, afirmou que há uma redução importante neste tipo de gasto em relação aos últimos meses, consequência da desvalorização do real, que torna mais caras as viagens ao exterior. Na avaliação da economista Gabriela Fernandes, do Itaú-Unibanco, o balanço de pagamentos mostra um cenário de arrefecimento gradual nos resultados negativos na área de serviços, contribuindo para a estabilidade relativa do déficit em conta corrente. Segundo ela, à frente, os preços mais baixos de commodities e a contração econômica na Argentina fazem com que o saldo comercial seja o componente-chave para uma melhora no déficit agregado. Projetamos déficit de 3,8% do PIB em 2014, uma leve alta em relação aos 3,7% do PIB em 2013.

7 Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 7 RELATÓRIO D.C. ROGERIO STUDART EGITO: NOVOS VENTOS DA INCLUSÃO Cumpro hoje o décimo dia deuma visita oficial de diretores executivos do Banco Mundial a dois países do Norte da África, envolvendo um programa intenso de diálogos com governo, setor privado e sociedade civil, além de visitas a projetos voltados a ampliar a inclusão social e fortalecer o setor produtivo local. Os dois países encantam pela longeva história, pela beleza natural, pela cultura fascinante e pelo povo (de uma amabilidade comovente), e passam por umperíodo que oferece muitas lições. O Egito, onde me encontro agora, é particularmente fascinante: não parece possível para quem o visita evitar uma mistura de excitação e inquietude com o momento por que passa. Editoria de Arte Foram 18 dias de protestos em 2011 que culminaram com a renúncia do presidente Mubarak, no colapso de seu regime de 30 anos e no início de um processo de transição política volátil que parece ainda não ter terminado. É evidente agora para todos que havia uma enorme insatisfação latente, que deu início a ebulição social, cujos desdobramentos ainda estão aí. Mas a crise pegou de surpresa parte da comunidade internacional; afinal, como escutei de um empresário local, no agregado tudo parecia indo relativamente bem. De fato, as instituições ocidentais continuavam ainda clamando por mais reformas estruturais, como por exemplo, eliminação dos vastos subsídios e melhora da ambiente de negócios. Mas o resultado agregado parecia, para muitos, indicar que o país estava no caminho correto : durante toda a década passada, a economia apresentou índices de crescimento elevadas, incluindo uma taxa média de 7% entre 2006 e Como grande parte do mundo, a crise de 2008, fez com que o crescimento se retraísse porém para 4,7% em 2009 e 5,1% em E mesmo após a crise, o consumo doméstico (cerca de 85% da demanda agregada) se manteve elevado, graças a um volume significativo de remessas vindas do exterior. As aparências, como quase sempre, enganam. Apesar do sólido crescimento, a taxa de pobreza continuou em ascensão, passando de 16,7% em 2000 para 26,3% em 2013, enquanto a extrema pobreza aumentou de 2,9% para 4,4% no mesmo período. Paradoxalmente, a desigualdade caiu ao longodoperíodo,comoindicaa redução do índice de Gini de 36,1% para 30%. Este aparente paradoxo revela um fenômeno que parece haver contribuído em muito para as convulsões urbanas de 2011: uma deterioração acelerada do poder aquisitivo e do acesso ao emprego pela classe média, devido especialmente ao fato de quase 70% do desemprego entre os jovens recaísse exatamente sobre aqueles com educação universitária. (Há também um fenômeno cultural no processo, segundo me informaram: uma enorme resistência dos jovens de classe média e alta educados a aceitar empregos que não fossem compatíveis com seu grau de instrução). Ou seja, por baixo desta aparência de solidez econômica, crescia o nepotismo e o favorecimento de um pequeno grupo em torno do governo, os pobres se tornavam mais pobres e abandonados, e escasseavam as oportunidades mesmo para a juventude com maior nível de educação. Para tentar mitigar a ebulição desse caldeirão de insatisfação social, por um lado o governo passou a ampliar as distribuições de subsídios, tanto de grãos, que diretamente afetam a cesta para população mais carente; quanto os de energia, que favorecem as classes média e baixa, mas também ajudam o setor privado. Por outro lado, abrem-se as portas das empresas públicas para acolher o crescente número de jovens, de famílias mais privilegiadas e com formação universitária. Essa distribuição de benesses terminou por gerar um Estado grande, burocraticamente pesado e extremamente custoso. Do ponto de vista macroeconômico, se traduz em déficits fiscais consecutivos durante toda a década nunca inferiores a 6,7% (2008) e chegando a dois dígitos em muitas ocasiões, inclusive os 14% atuais; um setor privado cada vez mais dependente de favores do poder, e cada vez menos preocupado em operar de forma eficiente e competitiva; e gerações com estímulos decrescentes em inovar, seja para a sociedade como um todo, seja para um caminho de desenvolvimento pessoal e profissional. Não se pode dizer que a crise de 2008, marcada por um choque externo e por aumento dos preços internacionais de alimentos, não tenha tido um custo elevado para o modelo econômico. Afinal, o desemprego salta de 8,7% para 12,7% entre 2008 e 2012, recaindo especialmente sobre a juventude. O consumo doméstico só não despencou porque as remessas internacionais para o Egito, que inicialmente se retraíram de US$ 8,7 bi para US$ 7,1 bi entre 2008 e 2009, passaram a crescer rapidamente Apesar do sólido crescimento do Egito entre 2006 e 2011, a taxa de pobreza continuou subindo, de 16,7% (2000) para 26,3% (2013); e a extrema pobreza, de 2,9%, para 4,4% desde então, chegando a quase US$ 20 bi em A crise, entretanto, parece ter somente adicionado gasolina a esse caldeirão social em ebulição. Mais correto parece ser que 2011 tenha sido o ápice de insatisfação de um modelo socioeconômico decadente e insustentável no longo prazo. Este modelo não é novo para nós, latino-americanos: envolve governos politicamente fortes (senão autoritários) e liberalismo no âmbito econômico arranjo perverso muito comum na nossa região já nos anos 70; e tem um roteiro relativamente conhecido: pode até gerar períodos iniciais de crescimento elevado, mas tende a se degenerar em nepotismo político e econômico, deixando para trás vastas parcelas da população que vivem e sobrevivem sem ter as oportunidades (de saúde, educação, saneamento etc.) necessárias para o desenvolvimento humano e social sustentável, e que terminam por ingressar nas armadilhas intergeneracionais da pobreza e da perda da cidadania política e econômica. Felizmente, a América Latina, junto com o restabelecimento pleno da democracia, ingressou num período de desenvolvimento socioeconômico inclusivo. Este novo caminho não é fácil: além das heranças de anos de exclusão que incluem décadas de baixíssimo investimento em infraestrutura física e em seres humanos a redução da desigualdade econômica e social gera por si só novos desafios (por exemplo, de expansão de serviços públicos e infraestrutura de mobilidade urbana). Mas parece que estamos no caminho certo, que pode nos levar a uma economia mais prospera e sólida, e a uma sociedade mais coesa do ponto de vista social e político. Quem tiver dúvida sobre a correção do nosso caminho, basta escutar com atenção os ventos que vem do Egito e de outros países destas paragens: eles falam por si. Coluna publicada às terças-feiras *Rogerio Studart, Professor da UFRJ e Diretor Executivo Adjunto pelo Brasil no Banco Mundial. As opiniões aqui expressas são pessoais.

8 8 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 BRASIL Interior já concentra mais de 67% do consumo disponível No ano passado, de cada R$ 100 disponíveis para compras, R$ 67,08 estavam fora dos grandes centros urbanos Patricia Büll São Paulo A despeito da aparente desaceleração do consumo por conta do aumento do endividamento das famílias, as cidades do interior têm ampliado a participação no total do consumo do país. No ano passado, de cada R$ 100 disponíveis para compras, R$ 32,92 foram gastos nas capitais e R$ 67,08 no interior. Em 1997, quando esse movimento começou, essa proporção era de R$ 39,00 e R$ 61,00 respectivamente, segundo dados do IPC Maps, que mapeia o potencial de consumo dos municípios brasileiros. A variação nesses 15 anos representa R$ 180 bilhões a mais para consumo no interior do País", explicou o diretor do IPC Marketing, Marcos Pazzini, que realiza o estudo anualmente. O aumento da renda disponível, tanto pela maior oferta de emprego quanto pelo acesso de mais pessoas a bens de consumo, é apontado como fator principal para essa interiorização. Pazzini explica que isso se deu pelo fato de muitas empresas terem se deslocado das capitais e regiões metropolitanas para as cidades do interior em busca de custos mais baratos. É justamente a melhoria na renda que leva ao aumento do padrão de consumo e isso ocorre pela melhora do emprego. Trata-se de um círculo virtuoso onde todos ganham, disse o consultor. São valores disseminados para todos os setores de alimentos a bens duráveis, como linha branca e veículos. As vendas de supermercados no estado de São Paulo, por exemplo, tiveram crescimento real médio de 6% no ano passado na comparação com 2012, enquanto no interior a expansão foi de 7,7%, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas). O censo que fizemos em dezembro apontou que 51% dos shoppings atuais estão nas zonas do interior e 49% nas cidades grandes. Há 15 anos, as capitais concentravam entre 70% e 75% do total de shopping, afirmou o diretor de relações institucionais da Associação de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva. E o movimento não para: neste ano, dos 43 centros de compras que serão inaugurados, 33 serão O censo que fizemos em dezembro apontou que 51% dos shoppings atuais estão nas zonas do interior e 49% nas cidades grandes. Há 15 anos, as capitais concentravam entre 70% e 75% do total Luís Augusto Ildefonso Diretor institucional da Alshop em cidades do interior. Isso representa 74% do total em construção. A indústria de shopping percebeu que, além da migração da renda, o custo de construção é menor nessas cidades, tornando o empreendimento mais atraente. Em alguns casos, as prefeituras dão incentivo para que eles se instalem, disse o diretor da Alshop. Opinião semelhante tem o diretor da construtora 5R Shopping Centers, Francisco Ferraz. Nas cidades de médio porte, o terreno e o projeto, bem como a administração, geram custos menores do que nas capitais. Não por acaso, a empresa tem investimento de R$ 1 bilhão este ano para inaugurar seis centros de compras, todos eles em cidades do interior do país. Houve uma movimentação muito saudável de fixação das famílias e dos jovens em idade universitária nas cidades de médio porte. E essas pessoas tornam-se não apenas consumidores locais, como potenciais empresários, já que cerca de 50% dos donos de franquias em shoppings são das próprias cidades onde estão, ainda que as marcas sejam nacionais, expllicou Ferraz. Sócio-diretor da BG&H- Retail Real Estate, Marcos Hirai confirma que as vendas em shoppings em cidades do interior começam a ter a mesma proporção das capitais. Além disso, o sócio da empresa de soluções de varejo lembra que a chegada de um shopping em uma cidade do interior mexe com toda a vida econômica do município, pois além de mais opções de lazer e serviços, ampliam-se também as ofertas de de emprego, fortalecendo aquele círculo virtuoso na economia local. Esses empreendimentos também atraem toda a macrorregião do município, sendo chamariz de habitantes de 15 a 20 cidades do entorno. Além disso, acirram a concorrência. E, quem ganha é o consumidor, que passa a contar com mais opções de produtos, serviços e lazer e com preços melhores, afirmou Hirai. Divulgação Shopping em Vitória do Santo Antão (PE): interior oferece menores custos de implantação e menos concorrência para empreendimentos SHOPPINGS NO INTERIOR R$1bi É o valordo investimento da5r Shopping Center na construção de seis shoppings que serão inaugurados ao longo de 2014, todos eles em cidades do interior. 32 Número de shoppings a serem inaugurados esteano de um total de 43, que estão em cidades de médio porte do interior. Apenas 11 serão nas capitais.

9 Divulgação EDUCAÇÃO SP: 46% dos alunos passam sem saber Quase metade (46%) dos alunos da rede estadual de ensino do estado de São Paulo admite que já passou de ano sem ter aprendido a matéria. É o que revela pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulgada ontem. O levantamento mostrou ainda que 94% dos pais, 75% dos alunos e 63% dos professores criticam a progressão continuada. ABr Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 9 Ucrânia: crise favorece o mercado de suínos Além de sanções comerciais de Europa e EUA, Rússia também tem problemas sanitários Patrycia Monteiro Rizzotto São Paulo A crise na Ucrânia deve alavancar as exportações brasileiras de carne suína. Foi o que declarou Marcos Jank, diretor executivo global de assuntos corporativos da BRF. A crise na Ucrânia nos favorece não só pelo fato de a Rússia estar com relações políticas e comerciais estremecidas com os outros países da Europa e com os Estados Unidos, mas também pelo fato de terem surgido problemas sanitários no país, o que acabou gerando um procura por suínos em outros Demanda internacional extra pela produção brasileira de carne contribuirá para aumentar a pressão sobre os preços do produto nos mercados interno e externo locais do mundo. E o Brasil tem sido privilegiado nesse processo, explica, mencionando que essa demanda extra pela produção brasileira tende a aumentar a pressão sobre os preços da carne suína nos mercados interno e externo. O executivo participou de um encontro realizado ontem entre a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), onde foi anunciada a fusão das duas entidades para a criação da nova Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A nova entidade será presidida por Francisco Turra, ex-presidente da Ubabef e terá dois vice-presidentes: Ricardo Santini, ex-diretor de Mercados da Ubabef, que ficará responsável pela área de avicultura, e Rui Eduardo Saldanha Vargas, ex-presidente da Abipecs, responsável pela área de suínos. De acordo com Francisco Turra, a ABPA é a maior entidade representativadacadeiadeproteína animal do país e uma das maiores do mundo, com 132 associados. Juntas, as duas cadeias produtivas geram 1,7 milhão de empregos diretos, 4,1 milhões de empregos indiretos, um PIB somado de R$ 80 bilhões e ainda US$ 10 bilhões em receitas de exportações. O montante corresponde a 10% da balança comercial do agronegócio brasileiro e 4,1% das exportações nacionais, afirma Francisco Turra. De acordo com ele, a criação a ABPA foi estudada por dois anos e visa ao fortalecimento das duas cadeias produtivas e à ampliação da sinergia de trabalho e de ações. Vimos que tínhamos agendas comuns no Ministério da Agricultura e perseguimos objetivos semelhantes no comércio exterior. Por isso resolvemos unir as forças para crescer e abrir mercado, completa Rui Eduardo Saldanha. Para Saldanha, este será o ano da carne suína brasileira. Já tínhamos estimado um aumento da demanda por causa do incremento de consumo previsto com a Copa do Mundo. Agora que o Brasil está no foco da demanda externa, por causa da Ucrânia, a pressão pelo aumento de preços da carne suína vai aumentar, pois muitos produtores nacionais vão preferir as exportações. Não temos um prognóstico sobre o percentual de aumento, mas há uma tendência, sim., afirma. PENSAR POSITIVO É TRANSFORMAR O IMPOSTO DE RENDA EM BENEFÍCIOS PARA SUA EMPRESA. *ACRESCIDO DE 50% DO VALOR COM RECURSOS PRÓPRIOS. REINVESTIMENTO: UTILIZE 30% DO IMPOSTO DE RENDA PARA INVESTIR NA SUA EMPRESA. * O Banco do Nordeste tem vários serviços sob medida para você. Um deles é o incentivo fiscal para Reinvestimento. Com ele, você pode modernizar e ampliar sua empresa investindo uma parte do Imposto de Renda. Saiba mais em e veja como o Reinvestimento é um produto bem pensado para seu negócio. PARA MAIORES INFORMAÇÕES: SAC Banco do Nordeste Ouvidoria

10 10 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 BRASIL ENTREVISTA JEFFREY SAUNDERS Pesquisador do Copenhagen Institute for Future Studies EM 2020, A CLASSE MÉDIA SERÁ O MAIOR MERCADO GLOBAL A palestra de abertura do 6º Congresso Brasileiro de Pesquisa, promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) hoje às 9h, no World Trade Center em São Paulo traz uma visão das megatendências que vão direcionar o consumo mundial nos próximos anos. Quem falará é historiador norte-americano Jeffrey Saunders, especialista em cultura e comportamento social e que desde 2007 trabalha como pesquisador do Copenhagen Institute for Future Studies. Saunders prevê que até o fim da década a classe média global, que ganhou 1 bilhão de pessoas nos últimos 20 anos, será o grande mercado mundial, maior até que as classes de renda mais alta: Muito desse crescimento ocorrerá na China e na Índia, enquanto a classe média global da América do Norte e da Europa deverá cair de 50% para 22% do total do planeta. Divulgação Paulo Henrique de Noronha O que são megatendências? São tendências globais, embora suas consequências e impactos sejam específicos de cada contexto dependem da situação econômica, de leis e regulações, de experiências, culturas e valores da população local. E quais são as megatendências de consumo no mundo de hoje? Acompanhamos cinco megatendências em comércio e consumo: Comercialização, Individualização, Imaterialização, Sociedade em Rede e Globalização. A Comercialização ocorre quando um grande número de áreas na sociedade está associada a negócios comerciais. Isso não envolve apenas produtos físicos e serviços, mas cada vez mais valores imateriais, tais como cultura, opiniões, comunidades e política. Coisas que costumavam ser gratuitas, ou soluções do tipo faça-você-mesmo, tornaram-se ofertas comerciais em produtos e serviços. Exemplos incluem a água engarrafada, a boa forma física e sites/serviços de encontros amorosos. A comercialização direta, por exemplo, ocorre quando o transporte público se torna privado. Já a indireta acontece quando a qualidade de escolas, hospitais e previdência pública se deteriora, forçando as pessoas a procurar alternativas privadas. E as demais megatendências? Histórias e emoções representam grande parcela do que os ricos consomem. Os consumidores preferem produtos que embutem emoções e histórias, do que produtos sem alma No caso da Individualização, o objetivo central da vida moderna é se distinguir dos outros e obter uma posição melhor na hierarquia social. O individualismo fez do branding um aspecto chave do marketing moderno. É uma peça fundamental do crescimento profissional e, com o desenvolvimento da customização em massa, está se tornando elemento central dos serviços e da manufatura. No caso da Imaterialização, à medida que as sociedades se tornam mais ricas e com mais necessidades materiais atendidas, as pessoas focam cada vez mais em design, estética, moda, cultura e em contar suas histórias, valores e experiências. Histórias e emoções representam uma grande parcela do que as pessoas ricas consomem. O alinhamento de valores entre empregado e empregador virou um item relevante na escolha de uma pessoa para uma vaga. Os consumidores preferem produtos que embutem emoções e histórias, do que produtos sem alma. E a sociedade em rede? O lócus da geração de valor econômico e social está em transição das organizações hierárquicas para as organizações em rede. A internet é a principal causa, porque a web tornou mais fácil a comunicação direta entre produtores e compradores, sobrepassando as velhas cadeias de distribuição centralizadas. Já a Globalização deixa o mundo cada vez mais interconectado, graças a comunicações, viagens e logísticas mais fáceis e baratas. Quando falamos em consumo, também podemos incluirsaúde, sustentabilidade, desenvolvimento tecnológico etc. Sustentabilidade vem se tornando cada vez mais importante: como atender aos crescentes níveis de consumo sem exaurir os recursos naturais? No Brasil, políticas sociais promoveram a ascensão de mais de 40 milhões de pessoas para a classe média. Há movimentos similares em outros países? Nos últimos 20 anos, 1 bilhão de pessoas foram retiradas da extrema pobreza. A classe média global deverá dobrar de tamanho nos próximos 15 anos. Em 2020, essa classe média global que ganha entre US$ 3 mil e US$ 20 mil por ano será o mais importante mercado de consumo do mundo, superando os consumidores de alta renda em muitos países. Os membros dessa classe média e suas necessidades dita-

11 Jean-Pierre Pingoud/BloombergNews SOJA Exportação recorde para o mês As exportações brasileiras de soja em grão nas três primeiras semanas de março já superam em 30% as registradas em todo o mesmo mês de De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques da oleaginosa atingiram 4,594 milhões de toneladas no primeiros 13 dias úteis do mês, contra 3,536 milhões de toneladas no total de março do ano passado. Reuters Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 11 rão as tendências globais de consumo. Em 2030, estima-se que a classe média global terá cerca de 5 bilhões de pessoas. Muito desse crescimento ocorrerá na China e na Índia, enquanto a classe média global da América do Norte e da Europa deverá cair de 50% para 22% do total mundial. Isso obrigará o mundo a buscar formadoresdeopiniãoecriadores de tendências em novos lugares. O mundo parece estar mudando rapidamente, com revoltas populares na África, no Oriente Médio, na Ucrânia e até no Brasil. Isso é uma tendência? Elas aconteceram por diferentes causas, e não necessariamente estão crescendo. Entretanto, duas das mais intrigantes consequências do progresso tecnológico são as habilidades de emponderar e de controlar. O CIFS vê o empoderamento das pessoas como um fator central com o qual todos os estados e organizações terão que lidar em Pessoas de todas as classes econômicas e sociais têm, hoje, a capacidade de se comunicar, de ter acesso a informações confidenciais ou especiais e de desafiar a autoridade. Essa habilidade dá às populações (e aos indivíduos dentro delas) uma forma de revelar abusos, divulgá-los para uma ampla audiência, protestar e exigir mudanças. Esse poder, combinado com as queixas sociais e políticas, pode criar respostas poderosas contra a corrupção do poder. Nos anos anteriores à Primavera Árabe, ativistas na Tunísia divulgaram, online, os abusos do governo contra prisioneiros e o extravagante estilo de vida da primeira-dama Laila Ben Ali. A Primavera Árabe foi coordenada por ativistas usando celulares e mídias sociais. Hoje, os indivíduos têm um incrível poder para expor as ações de governos e corporações. Outra consequência desse desenvolvimento é que está se tornando cada vez mais fácil monitorar as atividades individuais através de uma sociedade crescentemente conectada. Os smartphones e a crescente rede de coleta de informações sobre nossos comportamentos pela web podem ajudar os governos a controlar ou influenciar suas populações, e também às empresas a vender mais facilmente seus produtos e serviços, através de análises preditivas (conhecendo suas intenções e desejos de compra antes mesmo que você). As revoltas afetaram os hábitos de consumo? Consumidorescommaispoderobtêm mais facilmente informações sobre os produtos e serviços e tomam melhores decisões de compra que atendama seusinteresses políticos, éticos, ambientais ou sociais. E também os ajudam a identificar quais companhiasemarcas não atendem a seus interesses. Que novas ferramentas foram desenvolvidas para monitorar a internet? Sites de redes sociais coletam informações sobre seus usuários; há produtos de monitoramento de atividades físicas, do coração, da saúde; coockies coletam informações sobre sua navegação na internet; aplicativos de localização em smartphones e sites têm sido usado por governos e companhias; mecanismos de wi-fi e Bluetooth também são monitorados para ajudar a entender onde você vai online e também no mundo real, comquemseencontraetc. Os coockies de última geração são mais difíceis de serem localizados e removidos. Muitos anunciantes preferem essas tecnologias porque elas são mais direcionadas e dão informações mais precisas. Qual é o limite para o e-commerce? A lojas físicas de rua vão sobreviver? Nos anos 1990 e 2000, era comum se dizer que a internet e o e-commerce derrubariam as paredes dos varejistas físicos. Mas os smartphones e tablets ajudando as lojas físicas a chegarem a seus consumidores. Muitas pessoas não querem esperar dois ou três dias para receber o produto. Smartphones e tablets permitem que o consumidor saiba se o produto está disponível em alguma loja perto dele. Aí o consumidor decide se quer comprar logo, ou aguardar a entrega em dois ou três dias. Consumidores com mais poder obtêm mais informações sobre os produtos e serviços e tomam decisões d e compra que atendam a seus interesses políticos, éticos, ambientais ou sociais Políticas públicas não impulsionam o uso do software livre Programa TI Maior é a esperança para estímulo à adoção de sistema por empresas Redação O sistema operacional Linux sempre polarizou opiniões no universo dos negócios, tendo, por muito tempo, inspirado pouca confiança das empresas brasileiras, que acabavam preterido-o em relação ao Windows, vendido pela Microsoft. Hoje, apesar do consenso de que o software é sinônimo de segurança, redução de gastos e ganho de produtividade, o percentual de companhias brasileira que o adotam é muito inferior ao de nações vizinhas como Argentina, Bolívia e Chile. No entanto, uma mudança nesse cenário vem se tornando real por meio do programa TI Maior, do governo federal. Lançado em 2012, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, o programa estratégico de software e serviços em Tecnologia da Informação (TI) visa ao desenvolvimento do software livre nacional, incluindo apoio financeiro à produção de programas e de serviços de TI. Apesar da previsão de investimentos tímidos por parte do governo, pela primeira vez, o software tem um programa. E, especialmente com o lançamento da Certics (selo de softwares nacionais), prevista no TI Maior, o governo acertou em cheio na tentativa de valorizar o software nacional, independentemente de ser livre ou proprietário, avalia Luís Mário Luchetta, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro). Luchetta relembra que, a partir de 2003, o governo federal começou a lançar ações específicas de incentivo ao software livre. Esperava-se que essas políticas impulsionassem a utilização da ferramenta. No entanto, elas não foram suficientes para elevar o Brasil a um outro patamar nesse ramo. O governo quis obrigar a máquina pública a utilizar o software livre, esquecendo a importância de avaliar o custo total de utilização do software, que envolve licença, customização, implantação, manutenção e suporte, observa. Para se ter uma ideia, enquanto nos países do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai), o índice de utilização do software é de 58%, no Brasil, o Linux só é parte da plataforma tecnológica de 41% das empresas. Diretor do grupo GCI, empresa especializada na integração de soluções para ambientes de tecnologia da informação, Maurício Leal acompanhou todas as fases de implementação do Linux no Brasil. Para ele, a maior vantagem do software está na segurança. O sistema é mais robusto. Com ele, consegue-se um aumento de produtividade e performance, defende. Já o analista de sistemas Emílio Muno acrescenta a vantagem econômica como fator determinante para a adesão ao programa. A instalação de um sistema Linux não necessita de ser paga, aponta. Apesar da previsão de investimentos tímidos, pela primeira vez, o software tem um programa. Ogovernoacertou em cheio na tentativa de valorizar o software nacional Luís Mário Luchetta Presidente da Assespro HRT PARTICIPAÇÕES EM PETRÓLEO S.A. CNPJ/MF: / NIRE: COMPANHIA ABERTA FATO RELEVANTE HRT E ROSNEFT ASSINAM CONTRATO DEFINITIVO PARA A TRANSFERÊNCIA DE 6% DE PARTICIPAÇÃO NOS BLOCOS DO SOLIMÕES, E A VENDA DE QUATRO SONDAS DE PERFURAÇÃO, PARA A ROSNEFT, QUE SERÁ A OPERADORA COM 51%. Rio de Janeiro, 24 de março de 2014 A HRT Participações em Petróleo S.A. (a Companhia ou HRT ) (BM&FBOVESPA: HRTP3, TSX-V: HRP) vem informar que suas subsidiárias, HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda. ( HRT O&G ) e HRT Netherlands B.V. ( HRT BV ) e as subsidiárias da Rosneft Oil Company, Rosneft Brasil E&P Ltda. ( Rosneft Brasil ) e Rosneft Latin America S.A.R.L ( Rosneft LatAm ), dando prosseguimento ao acordo preliminar anunciado ao mercado em 22 de novembro HRT O&G, de 6% de participação sobre os direitos e obrigações, passando a deter 49%, e transferência da operação na Joint Venture da Bacia Sedimentar do Solimões para a Rosneft Brasil, que irá deter 51%. Conforme anunciado previamente, esta transação também contempla a venda de quatro sondas de perfuração heli-transportáveis pela HRT BV para a Rosneft LatAm. O valor total da transação é de US$ 96 milhões. Desta quantia, US$ 54 milhões foram recebidos no segundo semestre de 2013, outros US$ 18 milhões serão recebidos até recebido quando da conclusão da operação, após aprovação da ANP, prevista para meados de O valor total contempla a venda de 6% de participação sobre os direitos e obrigações, a transferência da operação na Joint Venture da Bacia Sedimentar do Solimões para a Rosneft, a venda de quatro sondas de perfuração heli-transportáveis, e a quitação dos cash calls pendentes por parte da Rosneft até outubro de A Rosneft concederá um empréstimo à investimentos no Solimões por um período de 12 meses a contar da data de fechamento do contrato. A Rosneft Brasil encontra-se em total observância às obrigações do Joint Operating Agreement (JOA). O processo de transição entre as equipes das duas companhias já foi iniciado. A HRT e a Rosneft Brasil já estão trabalhando na transição de suas equipes, incluindo a transferência de pessoal da HRT para a Rosneft Brasil e das operações, para que segurança, performance e qualidade. de A conclusão da operação de compra e venda entre a HRT O&G e a Rosneft Brasil dos 6% de participação sobre os direitos e obrigações (Blocos do Solimões) estará condicionada ao cumprimento de determinadas condições contratuais, inclusive a A assinatura desse contrato é uma excelente notícia para ambas as Companhias. à juntamente conosco no potencial de desenvolvimento da Bacia do Solimões. Temos grande conhecimento do Solimõ desenvolvimento futuro, destacou Milton Franke, CEO da HRT. Ricardo Bottas Dourado Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

12 12 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 BRASIL PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO AVISO DE LICITAÇÃO TRT 19ª Região PREGÃO ELETRÔNICO/SRP Nº. 19/2014 P.A / Nº ID Objeto: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de telefonia especializada no tráfego de chamadas , conforme as características especificadas no edital e seus anexos. Data da Sessão: , às 10h00. Local, Informações/cópias do Edital: Av. da Paz, 2076, sl. 603, Centro, Maceió-AL Tel.: (82) De segunda à quinta-feira das 08h às 17h e sexta-feiras de 08:00h às 14:00h ou sites Maria Nely Duarte Ribeiro Pregoeira Os riscos políticos de uma guerra das águas em SP Para analistas, plano de transposição do governador Geraldo Alckmin poderá gerar mais insatisfação em seu próprio estado INVESTCO S.A. CNPJ/MF nº / NIRE nº Companhia Aberta Edital de Convocação Assembleia Geral Ordinária Ficam convocados os senhores acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, que se realizará no dia 09 de abril de 2014, às 10 horas, na sede social, na Rodovia TO Miracema, Km 23, s/nº, Miracema do Tocantins, Estado do Tocantins, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (a) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras, acompanhadas do parecer dos auditores externos independentes, referentes ao exercício findo em ; (b) aprovar a destinação do lucro líquido e a distribuição de dividendos referente ao exercício de 2013; (c) aprovar a substituição da Presidente do Conselho de Administração da Companhia e de seu respectivo suplente; e (d) fixar a remuneração global dos administradores. Os documentos mencionados na ordem do dia estão disponíveis para consulta dos Srs. Acionistas na sede da Companhia e foram encaminhados para a Comissão de Valores Mobiliários CVM, nos termos da legislação aplicável. As pessoas que comparecerem à Assembleia deverão provar a sua qualidade de acionista mediante apresentação de documento de identidade e/ou procuração outorgada por acionista da Companhia, na forma e prazo do Art. 126, 1 da Lei n 6.404, de , conforme alterada. Miracema do Tocantins, 24 de março de Luiz Otavio Assis Henriques Conselheiro de Administração REDE ENERGIA S.A. Em Recuperação Judicial Companhia Aberta CNPJ/MF n.º / NIRE EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas convocados a participar de assembleia geral ordinária e extraordinária que se realizará em 10 de abril de 2014, às 12:00hs., na sede social da companhia, localizada na Capital do Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, n.º 2.439, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) em assembleia geral ordinária: (i.1) aprovação das demonstrações financeiras do exercício social encerrado em ; (i.2) aprovação das contas dos administradores; e (i.3) aprovação da destinação do resultado do exercício; (ii) em assembleia geral extraordinária: (ii.1) em decorrência da transferência do controle da Companhia para a Energisa S.A., eleição dos membros do conselho de administração e dos membros do conselho fiscal; e (ii.2) fixação da remuneração dos administradores. A Companhia informa que acionistas representando, no mínimo, 5% (cinco por cento) do capital social votante poderão requerer a adoção do processo de voto múltiplo para eleição de membros do conselho de administração, nos termos da Instrução CVM n.º 282/98 e 481/09. Na data da assembleia os acionistas deverão apresentar, além do documento de comprovação de sua identidade e/ou atos societários pertinentes que comprovem a representação legal, conforme o caso: (i) comprovante expedido pela instituição escrituradora, no máximo 5 (cinco) dias antes da data da realização da Assembleia Geral, contendo a respectiva participação acionária; e (ii) instrumento de mandato com reconhecimento da firma do outorgante. A representação por procuração deverá obedecer às determinações do 1º do art. 126 da Lei nº 6.404/76. Os documentos referentes à ordem do dia serão disponibilizados no site da Comissão de Valores Mobiliários - CVM (www.cvm.gov.br). São Paulo, 20 de março de Jorge Queiroz de Moraes Junior - Diretor de Relações com Investidores. GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO ELETRÔNICO SRP Nº 01/2014 FAPDF PROCESSO Nº /2014 UASG: FAPDF A FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA DO DISTRITO FEDERAL FAPDF, através de seu Pregoeiro,torna público,para conhecimento dos interessados,que às 10h (horário de Brasília) do dia 07/04/2014, fará realizar licitação sob a modalidade Pregão Eletrônico, Sistema de Registro de Preços SRP, para Eventual Contratação de Empresa especializada na Prestação de Serviços de Estruturação de Eventos, compreendendo serviço de Organização e Gestão de Eventos. VALOR ESTIMADO: R$ ,40 (trinta e quatro milhões, cento e setenta e um mil, oitocentos e sessenta e cinco reais e quarenta centavos), conforme especificações detalhadas no Termo de Referência, constante do Anexo I, do Edital, na forma do disposto na Lei nº /2002, Decreto 5.450/2005 e Decreto GDF nº de 10/07/2013 e, subsidiariamente, pela Lei nº 8.666/1993 e demais condições contidas no Edital. O Edital, na íntegra, será disponibilizado no site do COMPRASNET: Brasília-DF, 24 de março de EUYNDHER SANTOS DE MORAIS Pregoeiro Mariana Mainenti Brasília Se pelos critérios técnicos o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ainda não deixou claro o porquê de ter decidido tirar do papel o projeto de transposição do Rio Paraíba do Sul em detrimento de outras propostas que estavam em estudo pelo estado, a explicação política é mais evidente. Ambos estão fazendo declarações para demonstrar que estão defendendo o abastecimento de água para o seu povo. A questão é que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não vai à reeleição, mas Alckmin, sim, avaliou o cientista político David Fleischer. Na opinião do analista, o governador de São Paulo precisava ter planejado melhor a segurança hídrica do estado. Mas, como não o fez, agora tem que apresentar uma soluçãoparaoproblemaeaobra do Paraíba do Sul é a mais rápida de ser concluída, pontuou Fleischer. Segundo o Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista, elaborado pelo governo de São Paulo, o melhor arranjo para assegurar a segurança hídrica do estado seria o que envolve empreendimentos para captação nas regiões da Vertente Marítima da Serra do Mar e na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, da Bacia do Rio Ribeira de Iguape e da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A combinação de seis obras nessas áreas garantiria a segurança hídrica no estado a um custo até 40% menor do que os arranjos que incluem a transposição do Rio Jaguari, afluente do Paraíba do Sul. Na avaliação do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (Ana) e professor do Departamento de Engenharia Ambiental da UnB, Oscar Cordeiro Netto, para colocar esse arranjo em prática, Alckmin também teria obstáculos a enfrentar. Há concessões nessa região a grupos privados importantes, como o Votorantim, para geração de energia. Mas a lei determina que a prioridade é o abastecimento humano, lembrou. Além disso, embora os investimentos iniciais previstos não fossem tão altos, o arranjo envolvendo a Bacia do Rio Ribeira demandaria um bombeamento que, com o atual custo da energia, sairia caro, acrescentou Netto. Para o especialista, o governo de São Paulo deve buscar um acordo com o do Rio de Janeiro. Embora São Paulo possa até dizer a Se eu tirar água da cabeceira, poderei prejudicar o que está abaixo? Numa época de crise, sim. O lado paulista do Vale do Paraíba e a região metropolitana do Rio, seriam prejudicados Oscar Cordeiro Netto Ex-diretor da ANA HellenSouza/Folhada Manhã Rio Paraíba do Sul: investida política arriscada para Alckmin água é minha é pronto, já que o projeto é para fazer a captação em um afluente que fica no estado, essa solução é desastrosa. Alckmin, que já está no meio de uma disputa grande entre o Vale do Piracicaba e a região metropolitana, agora também vai comprar uma briga com o Vale do Paraíba paulista, analisou. Análise realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgãodogovernodoriodejaneiro aponta que, a vazão do Paraíba do Sul já está abaixo do patamar mínimo exigido para que haja segurança hídrica. Portanto, nas condições climáticas atuais, já haveria risco de abastecimento de água também no estado. Por isso, um acordo, segundo o ex-diretor da agência reguladora, deveria prever compensações ao Rio de Janeiro. Se eu tirar água da cabeceira, poderei prejudicar o que está abaixo? Numa época de crise, sim. O lado paulista do Vale do Paraíba e a região metropolitana do Rio, seriam prejudicados. Mas, se há desperdício de água em SP, o uso da água é ainda menos eficiente no Rio. Acho que, se São Paulo quiser usar a água, a tendência será a de se chegar a um acerto para que a ineficiência do Rio seja sanada, opinou.

13 Divulgação HIDRELÉTRICAS ONS aponta para queda em nível d água O Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS) reduziu a previsão para o nível de armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste ao fim de março para 36,9%, ante a expectativa de que chegassem a 38,2%. Para que os reservatórios alcancem esse nível esperado ao fim de março, teriam que subir 1,2 ponto percentual ao longo desta semana. Reuters Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 13 Divulgação CRISE ANUNCIADA Com a recusa de grandes geradoras em participar do programa de renovação de concessões, segmento de distribuição ficou sem contratos de energia suficientes para atender à demanda evem sofrendo com os altos preços do mercado de curto prazo. No ano passado, o governo realizou um leilão para entrega imediata de energia, com o objetivo de suprir o déficit contratual das distribuidoras, mas, diante dos altos ganhos no mercado de curto prazo, as geradoras que tinham energia disponível não apareceram. Novo leilão será realizado no dia 25 de abril, com regras consideradas mais atraentes pelo mercado: prazos contratuais superiores a cinco anos de fornecimento e sinalização de preço-teto maior, perto dos R$ 300 por megawatt-hora (no último leilão, fora de R$ 171,4). Térmica da Petrobras: mercado estima que empresa tem 2 mil megawatts disponíveis em usinas a gás natural para vender no leilão Mais prazos e preços para atrair geradoras a leilão Governo divulga novas regras para garantir contratos de energia para entrega imediata Nicola Pamplona Mariana Mainenti O governo sinaliza com prazos e preços maiores para tentar atrair geradoras de energia para o leilão que será realizado no final de abril para cobrir os contratos das distribuidoras de energia, defasados após o programa de renovação de concessões no setor elétrico. Em portaria divulgada ontem, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que os contratos do leilão, chamado de A-0, terão duração de mais de cinco anos. Além disso, poderão participar usinas com custo de operação de até R$ 300 por megawatt-hora (MWh), em um sinal, segundo analistas, que a tarifa teto será superior aos R$ 171,4 por MWh da última concorrência que não teve adesão. O leilão será realizado no dia 25 de abril, com entrega da energia a partir de 1º de maio. Por isso, participarão apenas usinas existentes. O mercado estima que as distribuidoras precisam buscar 3,3 mil MW médios em novos contratos, para evitar prejuízos com a compra de energia no mercado de curto prazo, hoje com preço de R$ 822,23 por MWh. A descontratação do segmento de distribuição é resultado do programa de renovações, que não contou com a participação integral de grandes geradoras como Cesp, Cemig e Copel. O preço hoje está a R$ 822. Há cinco anos, estava muito abaixo disso, o que seria um limitador na composição do preço máximo. Com a revogação do dispositivo (que limitava o preço ao valor médio dos leilões A-5, com entrega para cinco anos), o MME está com carta branca para a fixação de um preço-teto mais atrativo para as geradoras, o que torna o leilão menos desinteressante, afirmou Fernando Villela, sócio do setor regulatório do Siqueira Castro Advogados. A expectativa do mercado é Adúvidaéseas empresas deixarão de lucrar com os altos preços do mercado de curto prazo, que completam dois meses em R$ 822,23 por MWh e não devem cair muito nas próximas semanas que a concorrência atraia térmicas que estão sem contrato. A dúvida é se as empresas optarão por deixar de lucrar com o alto Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que completa dois meses no teto de R$ 822,23 por MWh e não deve cair muito nas próximas semanas. Em entrevista concedida ontem para comentar o balanço de 2013, o diretor financeiro da Cemig, Luiz Fernando Rolla, disse que aguarda a definição sobre os preços antes de decidir por participação. Tudo depende de preço. Se as condições forem razoáveis, com certeza, vamos participar, afirmou. As regras divulgadas ontem preveem fornecimento de energia até o fim de É uma questão de custo de oportunidade versus contratos de longo prazo, comenta Roberta Bassegio, sócia da área de energia do Veirano Advogados. No longo prazo, o PLD tende a cair. E a segurança de um contrato pode atrair geradores, completa Sami Grynwald, consultor da Thymos Energia. Os analistas apontam como potenciais interessados empresas que operam térmicas a gás, carvão ou biomassa. A Petrobras é citada como uma das candidatas segundo estimativas de especialistas, a empresa teria 2 mil MW descontratados para oferecer. Com preços mais altos, a empresa poderia fechar novos contratos de importação de gás natural. A descontratação das distribuidoras, aliada à falta de chuvas, tem beneficiado geradoras que têm volumes disponíveis de energia. Em seu balanço, a Cemig, por exemplo, comunicou um aumento de 208% na receita com vendas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), onde os contratos de energia sãoliquidados. Com dificuldadesde caixa, asdistribuidorasforam beneficiadas por um programa de socorro do governo, que prevê o adiantamento de R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro e empréstimos obtidos pela própria CCEE. Esse é o rescaldo da MP 579, que que iria sequestrar todos os ativos em final de concessão. Não fizeram as contas para perceber que o sistema já estava em desequilíbrio estrutural e que, portanto, o PLD iria subir. Na hora de fazer o leilão para substituir os contratos que venceram em 2012, colocaram um preço insuficiente. Agora, vão ter que contratar energia existente por preços altos, analisa Paulo Roberto D Araújo, do Ilumina. com Reuters

14 14 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 EMPRESAS Editora: Flavia Galembeck Construtoras têm R$ 14,6 bi em estoque Diversificação geográfica, a partir de 2010, contribuiu para a alta dos imóveis em estoque Quatro maiores companhias do setor no Brasil terminaram o ano passado com mais de 25 mil imóveis à espera de um comprador Rodrigo Carro Divulgação O ano passado foi de recuperação. Para 2014, esperamos uma melhoria qualitativa, ao invés de uma busca simples pela expansão. A mudança passa por um aumento da rentabilidade Wesley Bernabé Analista da BB Investimentos As quatro maiores construtoras do país fecharam o ano passado com um estoque de imóveis avaliado em R$ 14,6 bilhões, em valor de mercado. De acordo com dados de balanços das empresas, MRV Engenharia, Cyrela, Direcional Engenharia e Gafisa acumulavam mais de 25 mil imóveis não vendidos ao fim de Apesar do volume em estoque, analistas de mercado afirmam que, após um ano de recuperação, o mercado de construção civil tende à estabilidade em 2014, com as companhias buscando ampliar a rentabilidade e a geração de caixa. Um dos fatores que mais contribuiu para o aumento do estoque de imóveis foi a diversificação geográfica que muitas construtoras levaram a cabo a partir de Pode haver uma superoferta em capitais do Norte e do Nordeste, mas isto está muito longe de ser uma bolha imobiliária, argumenta Odair Senra, vice-presidente de Imobiliário do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). Na avaliação de Senra, passou o período de euforia em que todas as unidades de um empreendimento eram vendidas num único fim de semana. É normal, no lançamento de um prédio, que 50% das unidades sejam vendidas no prazo de seis meses, diz. Maior construtora do país em 2013, em total de metros quadrados construídos, a MRV tinha R$ 4,67 bilhões de móveis em estoque ao término do quarto trimestre do ano. Deste total apenas 3% tinham as obras concluídas, o que é considerado positivo pelos analistas do setor. É uma companhia muito focada nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa Minha Vida, nas quais a demanda não é garantida, explica Wesley Bernabé, da corretora BB Investimentos. Na chamada faixa 1, o contrato é fechado diretamente entre banco e construtora, o que resulta na inexistência de um estoque: 100% das unidades construídas são vendidas. A MRV atua numa faixa de renda onde se concentra o déficit habitacional brasileiro. A demanda por seus produtos tende a ser maior, sustenta Bernabé. Focada na faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, a Direcional tem o menor estoque entre as quatro maiores empresas do setor: R$ 725 milhões, valor geral de vendas (VGV) equivalente a unidades. O mercado está mais comportado e isto é bom. Vai vender quem tiver o produto certo no preço certo. Os estoques não preocupam, minimiza Senra, do SindusCon-SP. Com unidades em estoque, a Cyrela apostou em anos recentes na expansão geográfica e no aumento do número de canteiros de obras espalhados pelo Brasil, lembra Felipe Silveira, analista da corretora Coinvalores. Como outras empresas, eles tiveram problemas em mercados que nãoconheciamecomoaumento dos custos da mão de obra, resume Silveira. A partir de 2011, com a subida do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), as margens ficaram mais apertadas. Em 31 de dezembro do ano passado, a Cyrela tinha R$ 5,2 bilhões em imóveis a vender. O estoque não está como gostaríamos, admitiu a empresa em posicionamento enviado pela assessoria de imprensa. Entendemos que o dinheiro do estoque deveria estar no caixa. Isso se deve ao fato de a empresa estar entregando empreendimentos em praças onde o mercado não está tão bom, o que deve impactar no número de estoque a

15 Divulgação ÓLEO E GÁS Rosneft eleva participação no Solimões A Rosneft vai elevar sua participação nos blocos Solimões para 51%, com adição de mais 6%, afirmou a HRT em fato relevante. A transação envolve US$ 96 milhões. O acordo inclui também venda de quatro sondas de perfuração da HRT e um empréstimo da Rosneft de até US$ 40 milhões para investimentos no Solimões, por um período de 12 meses a contar da data de fechamento do contrato. Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 15 Paulo Fridman/Bloomberg NÚMEROS R$ 4,6 bi Era o valor dos imóveis a serem vendidos pela MRV, maior construtora brasileira segundo a ITC, ao fim de ,6% Foi a expansão no estoque da Gafisa entre 2012 e 2013, em termos de valor de mercado. R$ 2,9 bi Foi o volume total dos lançamentos da Gafisa no ano passado, valor que representa queda de 2,2% ante curto prazo. Entre as ações em análise pela Cyrela para diminuir o volume de unidades ainda sem comprador estão: trabalho junto ao corpo de vendas, ações de marketing mais assertivas e análise minuciosa do mercado, avaliando caso a caso, para o diagnóstico que deve guiar a estratégia de vendas. Quarta maior construtora no ranking de 2013 da ITC, empresa de inteligência de mercado voltada para o setor de construção, a Gafisa encerrou o ano passado com R$ 3,98 bilhões em estoque, volume 9,6% maior que o registrado em Os lançamentos em 2013 totalizaram R$ 2,9 bilhões, apresentando retração de 2,2% ante o resultado registrado no ano anterior. A Gafisa conseguiu estancar a sangria, avalia Silveira, da Coinvalores. Para Bernabé, da BB Investimentos, o mercado imobiliário brasileiro tende mais para a estabilidade neste ano, podendo crescer marginalmente. O ano passado foi de recuperação. Para 2014, esperamos uma melhoria qualitativa, ao invés de uma busca simples pela expansão, acredita. A mudança passa, segundo o analista, por um aumento da rentabilidade e da geração de caixa, além de uma diminuição do endividamento. Elaborado pela ITC, o ranking com as cem maiores construtoras do país é divulgado há dez anos e abrange obras residenciais, comerciais e industriais, mas não inclui o segmento de infraestrutura. Para elaboração da lista, o critério utilizado é o número de metros quadrados construídos. No ano passado, a MRV foi a primeira colocada, seguida por Cyrela, Direcional e Gafisa, nesta ordem. Procuradas, MRV, Cyrela e Gafisa não comentaram seus respectivos montantes de unidades em estoque. Aeroporto de Guarulhos impulsiona receita da Invepar A concessão foi responsável por R$ 1,3 bi ou 51% do faturamento ajustado de 2013 A Invepar registrou receita líquida de serviços de R$ 2,5 bilhões em 2013, um crescimento de 124% em relação ao ano anterior. O valor não inclui a receita do setor de construção. O lucro líquido da companhia foi de R$ 96,2 milhões no período, o que representa um aumento de 291% em relação ao ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado (desconsiderando os impactos da receita e custo de construção e a provisão para manutenção) consolidado atingiu R$ 1,1 bilhão em 2013, valor 178% superior a Segundo a companhia, os números positivos devem-se ao crescimento de todos os segmentos de atuação da Invepar, especialmente em Aeroportos, que registrou R$ 1,3 bilhão de receita líquida de serviços aumento de 847% em relação a A atividade hoje representa 51% da receita líquida ajustada da companhia. No ano passado, a companhia completou o primeiro ano de sua operação do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), que registrou alta de 10% no número de passageiros, somando cerca de 36 milhões de viajantes. O segmento de Rodovias também contribuiu para o resultado, com receita líquida de serviços de R$ 642,2 milhões - 41% superior ao mesmo período de O crescimento ocorreu pelo aumento no volume de tráfego ocasionado pelo início da operação da Via Parque Rímac (VPR), em Lima, no Peru, assim como pelo aumento da demanda na Concessionária Auto Raposo Tavares (CART), localizada em São Paulo, e da Concessionária Litoral Norte (CLN), na Bahia. Em 2013, houve um crescimento de 44% no tráfego consolidado de Veículos Equivalentes Pagantes (VEP) nas rodovias administradas pela concessionária. A receita líquida no segmento de Mobilidade Urbana foi de R$ 551,7 milhões, alta de cerca de 9% em relação ao período anterior, em função do aumento no volume de passageiros pagantes do MetrôRio. Os investimentos da Invepar totalizaram R$ 3 bilhões no ano passado.no segmento de Rodovias, destacam-se a continuidade da duplicação da Raposo Tavares e as obras de restauração e duplicação da Concessionária Litoral Norte, além de recursos usados no Peru. Em Aeroportos, os investimentos foram direcionados à ampliação da estrutura de Guarulhos, como o primeiro edifício-garagem, a expansão do Terminal de Passageiros 2, a entrega do Pátio Lima, com 13 novas posições para aeronaves de categoria E e melhorias do Terminal de Cargas. Em Mobilidade Urbana os recursos colocaram em operação 19 novos trens do MetrôRio, que expandiram a capacidade em mais de 60%, e a construção da Estação Uruguai, inaugurada neste mês, entre outros itens. No ano passado, a Invepar conquistou dois novos negócios. A companhia integra o consórcio VLT Carioca, responsável pela construção e operação do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), que ligará a Zona Portuária ao centro financeiro da cidade ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, além da concessão do trecho da rodovia BR-040, que liga Brasília, Goiás e Juiz de Fora (MG), passando pela Região Metropolitana de Belo Horizonte. Redação Em 2013, a companhia passou a integrar o consórcio VLT Carioca, e obteve a concessão do trecho da rodovia BR-040, que liga Brasília, Goiás e Juiz de Fora (MG), passando pela Região Metropolitana de BH

16 16 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 EMPRESAS Patrícia Stavis Com nova área de negócios, Ericsson amplia foco na AL Companhia lança divisão para atender aos setores de energia, transportes, segurança pública e mídia na região Moacir Drska São Paulo NÚMEROS 4,5 bi De coroas suecas foi a receita global da divisão de Indústria e Sociedade em 2013, o que representou cerca de US$ 700 milhões 227,4 bi De coroas suecas foi a receita global reportada pela Ericsson em 2013, o que representou uma receita de US$ 35 bilhões no período Mais que em outras indústrias, o mercado de tecnologia da informação e comunicação sempre teve como uma de suas principais marcas os ciclos velozes de transformação. Sob essa dinâmica, não são raros os casos de empresas que perderam relevância com a mesma velocidade com que se tornaram protagonistas em seus segmentos. Disposta a não ser mais um número a engrossar essa lista, a sueca Ericsson está ampliando seu escopo para além das telecomunicações, onde tem presença consolidada. O passo mais recente é o lançamento de uma unidade de negócios na América Latina, batizada de Indústria e Sociedade. Com sede no Brasil e em operação desde janeiro, a nova divisão tem como foco os segmentos de energia, transportes, segurança pública e mídia/broadcasting. Inicialmente, além do Brasil, a área irá cobrir os mercados do México, do Chile e da Colômbia, países que segundo a Ericsson têm maior potencialde adoção. Globalmente, as primeiras unidades da divisão foram criadas na Europa, há cerca de cinco anos. Existe um limite de crescimento em telecomunicações. Nós entendemos que para continuar a crescer, era preciso buscar outras indústrias, diz Jo Arne Lindstad, vice-presidente da divisão de Indústria e Sociedade para a América Latina e Caribe. Escolhemos focar setores com os quais já tínhamos relacionamento e que, ao mesmo tempo, estão passando por grandes transformações. É muito mais fácil para um novo fornecedor encontrar seu espaço em um mercado nesse estágio, afirma. A oferta da divisão vai combinar grande parte doportfólio voltado às operadoras de telecomunicaçõescom odesenvolvimentode pacotes específicos, o que abre espaçoparaaquisições. Nocasoda América Latina, Lindstad não descarta a compra de empresas de serviços, com experiência nos novos campos de atuação. Além de uma equipeda divisão baseadainicialmente apenas no Brasil, a área terá o suportede todaa estruturada Ericsson nopaís emtornode7milfuncionários e na região, que conta com cerca de 12 mil colaboradores. Temos consciência de que não estamos entre as principais opções de fornecedores para essas indústrias. Mas vamos buscar projetos de referência para mudar esse cenário, observa o executivo. No Brasil, apontado como o mercado mais promissor da região, a Ericsson já contabiliza alguns casos. No segmento de transportes, a companhia é uma das responsáveis pelo projeto que trouxe conexão a todos os ônibus de Curitiba (PR), com informações sobre itinerário e gestão da frota, entre outros recursos. Nesse segmento, a Ericsson enxerga grande potencial em projetos relacionados aos carros e às estradas conectadas, além da oferta de infraestrutura para portos. No campo da segurança pública, a Ericsson é a responsável pela integração de diversos sistemas públicos polícias, bombeiros, tráfego em São José dos Campos (SP). Outras iniciativas envolvem a oferta de infraestrutura de acesso de dados para o exército brasileiro, sistema que já foi testado durante a Copa das Confederações e terá novos pilotos na Copa do Mundo. Com o avanço das redes inteligentes, o setor de energia é um dos principais motores para a divisão. O que está impulsionando esses projetos no país são as perdas nãotécnicas. Muitos distribuidores locais chegam a ter um índice de 40% de perdas desse porte, diz. No setor de mídia, os esforços vão se concentrar na oferta de infraestrutura para apoiar novas tecnologias, como o padrão 4K de ultradefinição e o lançamento e a gestão de serviços de conteúdo sob demanda pela internet. Apesar de projetar um crescimento de três dígitos para a divisão na região, Lindstad ressalta que a expectativa é de que a área não tenha uma participação expressiva na receita global em curto prazo. Em todos esses segmentos, grande parte dos projetos tem um ciclo longo de avaliação e implantação, de 18 a 24 meses. Ao mesmo tempo, quando fechados, são contratos longos, em média, de 5 a 7 anos, e abrem oportunidade ainda para a gestão dessesprojetos, já em operação", explica. Estamos nos preparando. Acredito que em um prazo de 10 anos, essa divisão responda por boa parte de nossas receitas. Como em qualquer mercado, existe um limite de crescimento em telecomunicações. Nós entendemos que para continuar a crescer, era preciso buscar outras indústrias Temos muitas oportunidades de vendas em projetos de longo prazo nesses segmentos. Acredito que, em longo prazo, a divisão vai responder por boa parte da receita da companhia Jo Arne Lindstad VP de Indústria e Sociedade na AL

17 Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 17

18 18 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 EMPRESAS Depois de SP, Rock volta a atrair anunciantes no rádio carioca Inspirada na paulistana 89 FM, Rádio Cidade retorna ao dial com parceiros como Net e Valda, após oito anos Daniel Carmona São Paulo O que justifica a retomada das rádios de rock é o espaço vazio a ser preenchido. A ponderação de Antônio Jorge Pinheiro, publicitário especializado em rádio e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- RJ) ajuda a compreender o movimento que ganhou corpo nas frequências radiofônicas de São Paulo e Rio no último ano. Depois da 89 FM, que no fim de 2012 voltou ao ar com a proposta de valorizar o DNA de rock n roll que a popularizou nos anos 80, agora é a vez da carioca Cidade voltar às origens após render-se aos tempos de programação diversificada focada na audiência, o maior dilema enfrentado pelas rádios temáticas na década passada. Segundo Mário Reis, diretor comercial da Rádio Cidade, a ocupação do dial FM com gênero vai ao encontro dos ouvintes, mas também tem como pano de fundo o amadurecimento desse mercado para os anunciantes. Há um mês, observamos uma forte correntenainternetpelavoltada emissora. Isso nos motivou a correr. Desde dezembro estávamos tocando uma programação diversificada, então havia essa oportunidade, resume ele, cuja campanha no Facebook de apoio à rádio contou com 137 mil fãs. A aproximação com a operadora de TV Net e a marca de balas Valda, que entraram como patronas do projeto, fizeram com que a Cidade fizesse sua reestreia no ar há duas semanas (depois de oito anos restrita aos streamings transmitidos pela internet). A gente também desenvolve um trabalho na JB FM. Quando comunicamos nossa intenção de voltar, nós percebemos uma intensa movimentação dos anunciantes, acrescenta. A Cidade faz parte do Núcleo de Emissoras de Rádio (NER), que ainda gerenciaaalvoradafmdebelohorizonte, em Minas Gerais. O trabalho de resgate do público que é desenvolvido pela 89 FM em São Paulo também pesou na decisão da equipe de Reis. É um caso de sucesso. E o Rio não tinha nada do gênero. O ano de 2006 foi crucial nas caminhadas tanto da Cidade quanto da 89 FM. Com uma diferença Há um mês, observamos uma fortecorrentena internet pela volta da emissora. Isso nos motivou a correr. Desde dezembro estávamos com o dial de volta, então havia essa oportunidade Mário Reis Diretor comercial da Cidade de apenas três meses, ambas as rádios decidiram mudar os rumos depois de sucessivas quedas de audiência. Enquanto a paulistana diversificou a programação, a carioca, de lá para cá, decidiu por alugar a frequência para a Jovem Pan e suas músicas globais. Só no fim de 2012 é que o portal UOL formalizou a parceria com a 89 FM para a retomada do rock and roll. Quem vai alimentar a volta desse sonho é o mercado. A gente projetaque entre 4 e6 mesesestaremos com a rádio e a programação equilibradas, finaliza Mário Reis. O tal equilíbrio está diretamente relacionado com a ancoragem de anunciantes na co-produção da grade. Na 89 FM, a Ford é uma das companhias que realiza o trabalho junto ao público em um programa matinal diário. Não era só uma questão de comprar mídia ou patrocínio em programa. Nosso objetivo era fazer engajamento de potenciais clientes para a marca e, assim, optamos por construir um programa de acordo com a proposta da rádio e encaixando o perfil dos nossos produtos, justifica Maurício Grego, gerente de marketing e comunicação da Ford, que ainda acrescenta: A conectividade dos meios está pressionando os veículos a se adequarem a demanda do consumidor. Se isso não for feito, a queda é absurda. Para o especialista Antônio Jorge Pinheiro, a volta consolidada das rádios passa pela relação entre público e anunciantes. No caso da Cidade, ela certamente já vai ter um impacto bastante interessante e natural nos próximos meses. Se ela gera audiência, abre as portas comerciais. A partir disso, começa a qualificar sua programação em conjunto com os parceiros, mas deve fazer isso com muito critério. Afinal, o ouvinte da uma rádio de rock é mais criterioso e seletivo. Alexandre Vieira Mário Reis, diretor da Rádio Cidade: até seis meses para compor uma programação alinhada com os projetos dos anunciantes DECLÍNIO E RETOMADA Nascidas entre os anos 70 e 80, as rádios 89 FM, de São Paulo, e Cidade, do Rio,abriram mão da programação focada em rock and roll no ano de 2006.Se o Rio ficou sem rádio dogênero, a capital paulista ainda tinha a Kiss FM, desde 2001 noar. No fim de 2012, a 89 FM voltou à proposta original após a parceira com o portal UOL. Na audiência medida pelo Ibope noano passado, a 89 FM esteve sempre entre as 10 mais ouvidas de São Paulo,com cerca de 100 mil ouvintes por minuto. Durante a campanha dos ouvintes pela volta da Rádio Cidade, o acesso ao dial FM dorio cresceu 16% enquanto o mercado como um todo caiu 4,7%

19 Terça-feira, 25 de março, 2014 Brasil Econômico 19 E$PORTE CLUBE CHICO SILVA Carlos Moraes DanielRamalho Uma lenda no Shopping Villa Lobos A lendária Lotus 98 T é a principal atração da exposição Ayrton Senna Sempre 20 anos, evento que marca as duas décadas da morte do tricampeão. Esse foi o bólido da primeira vitória do piloto no GP de Portugal, em 85. Para trazê-lo da fazenda da família, localizada em Tatuí, no interior do estado, a agência Nezta, organizadora do evento, usou um caminhão container especial para levar à joia ao Shopping VillaLobos. Gustavo Lima PREJUÍZO ANUNCIADO Enquanto o mundo voltava os olhos para o estádio Santiago Bernabéu, em Madri, palco do Super-Clássico espanhol entre Real Madrid e Barcelona, por aqui terminava a modorrenta primeira fase dos dois mais badalados e campeonatos estaduais do país: o Paulista e o Carioca. E como era de se esperar, terminou de forma melancólica e esvaziada. A imagem que fica é dos jogadores do Flamengo dando a volta olímpica da Taça Guanabara num Maracanã que teve a presença de minguados torcedores. O confronto teve o segundo pior público do Flamengo no Maracanã, ficando atrás do registrado na partida contra o Madureira. O jogo produziu um irrisório lucro de R$ 24,5 mil, de acordo com o relatório financeiro da Federação do Rio de Janeiro. Mas se INVESTCRAQUE comparado à despedida do Botafogo do Cariocão, que está mais para Carioquinha, o público do estádio da final da Copa do Mundo pode ser considerado ótimo. Trezentos e oito testemunhas pagaram para ver o empate por 1 x 1 contra o Nova Iguaçu no estádio de Moça Bonita, em Bangu, no subúrbio carioca. E o clube da estrela solitária foi o grande do Rio que mais prejuízo acumulou na primeira fase do estadual. As rendas de suas 15 partidas no torneio somaram R$ 1,75 milhão. Para efeitos comparativos, sozinha, a estreia do clube na Copa Libertadores contra o argentino São Lorenzo, arrecadou R$ 1,59 milhão. Em São Paulo a situação não foi muito diferente. Estádios às moscas foram a marca de um torneio que teve o eliminado Corinthians com a melhor média de público da 1ª fase, com 15,5 mil pagantes. Acelino Popó Freitas, boxeador campeão mundial e deputado federal Nos ringues, o baiano Acelino Popó Freitas se tornou, depois da lenda Eder Jofre, o segundo boxeador mais importante da história do esporte no país. Seu respeitável cartel inclui a conquista de quatro títulos mundiais e 83 vitórias como pugilista amador e profissional. Depois de pendurar as luvas, foi brigar na Câmara dos Deputados. Menino de origem pobre, o dinheiro que ganhou na carreira foi aplicado em imóveis para locação (60%), sociedade em empresas (30%) e o restante em aplicações bancárias. Fundacao Lemann Tênis: a paixão de Jorge Paulo Lemann Homem mais rico do país segundo a revista Forbes, o empresário Jorge Paulo Lemann tem outra paixão além dos negócios: o tênis. E para desenvolver o esporte em 2002 ele criou o Instituto Tênis. Com 90% dos seus recursos captados por meio da Lei do Incentivo ao Esporte, a entidade tem para esse ano um orçamento estimado em R$ 5 milhões. Itaú, Klabin, Santos Brasil e Amil são parceiras do projeto de Lemann. Número da semana R$ 4,7 mi Essafoiaarrecadaçãodasquinze partidasdoflamengonarecém encerradaprimeirafasedo campeonatocarioca. Orubro-negro tevemédiader$313milporjogono Carioca, queregistrouaprimeirafase maisdeficitáriadosúltimosanos.em 2013, amédiageraldearrecadaçãodo clubefoider$1,2milhãoporjogo Coluna publicada às terças-feiras

20 20 Brasil Econômico Terça-feira, 25 de março, 2014 EMPRESAS Divulgação AS MAIS RENTÁVEIS Ambev é a terceira do ranking, diz estudo Segundo levantamento da consultoria Economática, a Ambev é a terceira empresa mais rentável entre as companhias de capital aberto da América Latina e Estados Unidos com valor de mercado acima de US$ 100 bilhões. A fabricante de bebidas, com 29% de Rentabilidade sobre o Patrimônio (ROE), ficou atrás apenas das americanas IBM (78,65% ) e Home Depot (33,76%). Dois preços pela mesma milha Spread entre o valor desembolsado na compra de bilhetes (ou de produtos) e a venda, por um volume maior de pontos, ao cliente participante, remunera programas de milhagem, que ainda lucram com os associados distraídos Erica Ribeiro NÚMEROS R$ 207 mi Lucro do Smiles em Com dez milhões de clientes, a empresa criou novos mecanismos, como a reserva de passagens para movimentar o sistema de trocas de pontos por bilhetes, ainda o principal negócio do programa. 6% Percentual da população brasileira que aderiu a programas de milhagem no país. Desenvolvidos inicialmente como um meio de fidelização, os programas de milhagem se tornaram um grande negócio, a partir da troca de pontos por passagens aéreas ou outros produtos e serviços. O segredo para que estas empresas, descoladas de suas bases iniciais - no caso as companhias aéreas - apresentem lucro, enquanto o setor registra prejuízo, está no princípio básico do capitalismo: comprar barato para vender mais caro. A lógica permeia todos os programas existentes, sem exceção. Soma-se a isso um ingrediente emocional: o brasileiro tem entre seus sonhos de consumo viajar. OCEOdoprograma Smiles, Leonel Andrade que há menos de um ano realizou o seu IPO afirma que, logicamente, como qualquer empresa, a dinâmica do negócio tem como objetivo capturar valor para gerar lucro. Isso é baseado em alguns pilares. O primeiro deles é a venda por um preço e a compra por outro. Eu compro os bens - s passagens ou produtos por um valor e vendo por outro. Isso tudo dentro de acordos e contratos. Ganhamos no spread. Também existe a venda de milhas pelo site da empresa para quem precisa de complementação para uma viagem. E há também a figura do breakage, que são os clientes que tiveram milhas expiradas. No quarto trimestre, a receita com este item foi de R$ 19 milhões. É algo que tem um retorno, mas que não é sustentável porque nosso interesse é que o cliente esteja engajado ao programa. Quando ele perde milhas, isso mostra que não há esse engajamento, destaca o executivo. Para movimentar ainda mais o programa, Andrade antecipou duas novas ações que a companhia acaba de criar para aumentar a participação dos atuais dez milhões de associados ao Smiles. Criamos um sistema de reserva devoos,queseráoficialmentelançado hoje, onde o cliente paga R$ 30 para assegurar o voo por 72 horas. Nesse tempo, pode transferir pontos do banco para o programa ou comprar milhas no site para finalizar a compra. Outro serviço com uso de milhas agora é a venda de shows. IniciamoscomaturnêdeRoberto Carlos, continua Andrade. Ele também afirma que os programas de relacionamento e a ofertadeviagenscommilhaspromocionais melhora o spread. Temos ferramentas que nos mostram o comportamento desse cliente e criamos promoções para eles. A adesão a programas de milhagem Brasil ainda pequena, em torno de 6% a 7%. Há muito para crescer. Hoje, o foco ainda são as viagens de avião. Mas o varejo já está começando a se integrar. Por isso compramos a Netpoints - programa de troca de pontos voltado para o varejo, diz. Quanto ao IPO, segundo ele, a empresa vem se tornando atraente para investidores por ser uma operação com lucro de R$ 207 milhões em 2013 e baixo nível de investimento. Com 12 milhões de participantes, o programa Multiplus, empresa que desde 2010 se tornou independente da companhia aérea TAM, com a abertura de capital, fechou o quarto trimestre de 2013 com lucro de R$ 65,8 milhões, alta de 24,5% ante o mesmo período do anoanterior. Com 472 parceiroscomerciais, a empresa segue a mesma lógica de seu concorrente Smiles e vende seus pontos para parceiros que buscam fidelizar seus clientes. Nesse momento é registrada a entrada de caixa. Quando os pontos são resgatados em produtos e serviços nos parceiros, a Multiplus tem um custo de resgate, e a diferença entre essas duas transações Alexandre Rezende Temos ferramentas que nos mostram o comportamento desse cliente e criamos promoções para eles. A adesão a programas de milhagem Brasil ainda pequena. Há muito para crescer Leonel Andrade CEO do Smiles gera o spread da operação, informa a empresa, em nota. No programa Tudo Azul, ligado à Azul Linhas Aéreas, o foco é quase que 100% na venda de bilhetes. Uma das fontes de renda é a transferência de pontos de bancos parceiros para o programa. Em muitos casos, os bancos criam a figura dos brokers, que funcionam como uma agência de turismo, paraque ocliente mantenhaseus pontos na instituição. O trabalho, diz Giselle dealmeida Camargo, gerente de Parcerias dotudoazul, é apresentar vantagens aos clientes na troca destes pontos por viagens. Para Miguel Góis, sócio da Sidus, empresa especializada na elaboração e gestão de programas de fidelidade, o fato de as empresas de fidelidade terem se descolado de suas companhias aéreas o optar pelo IPO mostrou prós e contras. Além do lucro, os programas apontaram alguns erros estratégicos. No caso de Multiplus, a excessiva oferta de varejo e a necessidade, em alguns casos, do breakage como receita de curto prazo. Algo que, por sua vez, mostra a insatisfação do cliente com o programa ao deixar suas milhas para trás. A constante mudança de regras que engessa o resgate de milhas é outro fator de desestímulo. O grande desafio é manter o cliente no longo prazo, diz Góis.

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