Conselho Local de Acção Social das Caldas da Rainha Núcleo Executivo 2005

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1 Conselho Local de Acção Social das Caldas da Rainha Núcleo Executivo 2005 Rede Social das Caldas da Rainha, Município das C. Rainha, Praça 25 de Abril Caldas da Rainha

2 INDÍCE INTRODUÇÃO 2 1. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO 3 2. ENQUADRAMENTO GEODEMOGRÁFICO INDICADORES GERAIS, NACIONAIS, REGIONAIS E CONCELHIOS CARACTERIZAÇÃO DO CONCELHO CARACTERIZAÇÃO DAS FREGUESIAS HABITAÇÃO HABITAÇÃO SOCIAL EDUCAÇÃO IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS TERRITÓRIOS 22 EDUCATIVOS DO CONCELHO 4.2. SERVIÇO DE APOIO À FAMÍLIA SUBSÍDIOS ESCOLARES NOVAS TECNOLOGIAS BOLSAS DE ESTUDO SAÚDE CENTRO HOSPITALAR DAS CALDAS DA RAINHA Prestação de Cuidados Proveniência dos Doentes Consultas Externas 2003 (1ªs e Subsequentes) Pessoal Hospital de Dia Movimento Assistencial por Serviços Caracterização Geral Breves Comentários Gerais CENTRO DE SAÚDE DAS CALDAS DA RAINHA Estruturas e Movimentos de Consultas Problemas de Ordem Funcional Análise da Mortalidade Principais Programas TOXICODEPENDÊNCIA Centro de Atendimento de Toxicodependentesde Peniche SAÚDE MENTAL Modelo Comunitário perspectiva actual da saúde mental Censo Psiquiátrico, A doença da discriminação e da estigmatização 82 Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha

3 A reabilitação psicossocial N.I.A.S.M. NÚCLEO DE INTERVENÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE MENTAL Caracterização dos utentes ACÇÃO SOCIAL INFÂNCIA E JUVENTUDE Centro da Juventude de Caldas da Rainha Actividades Sócio-Culturais COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS Caracterização das Crianças e Jovens Caracterização do Agregado Familiar Caracterização Habitacional e Social Entidade que Sinalizou Intervenção DEFICIÊNCIA Serviços e Equipamentos para a deficiência TERCEIRA IDADE Serviços e Equipamentos para a Terceira Idade Grupo Concelhio de Apoio à Pessoa Idosa Clube Sénior Cartão Municipal do Idoso RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO PROJECTOS DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL JUSTIÇA E SEGURANÇA INSTITUTO DE REINSERÇÃO SOCIAL EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL CENTRO DE EMPREGO DAS CALDAS DA RAINHA TURISMO E CULTURA PATRIMÓNIO NATURAL PATRIMÓNIO CULTURAL ARTESANATO RECURSOS SECUNDÁRIOS (COMPLEMENTARES) Análise do Fluxo Turístico (alojamento) no Concelho ASSOCIATIVISMO AMBIENTE E SALUBRIDADE ACTIVIDADES ECONÓMICAS 171 METODOLOGIA 174 BIBLIOGRAFIA 175 Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha

4 Núcleo Executivo do CLAS: Câmara Municipal das Caldas da Rainha Centro Distrital de Segurança Social de Leiria Centro de Saúde das Caldas da Rainha Instituto de Reinserção Social Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 1 de 171

5 INTRODUÇÃO O trabalho em rede revela-se da maior importância, pois tal como o definiu Roque Amaro (1997), a parceria é um processo de acção conjunta com vários actores protagonistas, colectivos ou individuais, que se aglutinam à volta de um objectivo partilhado, disponibilizam recursos para em conjunto definirem e negociarem estratégias e caminhos que viabilizam o referido objectivo, avaliando continuamente os seus resultados. É nesta filosofia de intervenção social que, através da Resolução do Conselho de Ministros nº. 197/97, de 18 de Novembro, é criada a Rede Social, sendo uma medida que pretende contribuir quer para a erradicação ou atenuação da pobreza e exclusão social, quer para a melhoria em geral da qualidade de vida de todos os residentes do concelho, a partir do reconhecimento e incentivo da actuação das redes de solidariedade local. A Rede Social no concelho das Caldas da Rainha pretende constituir um espaço de diálogo e congregação de esforços baseado na livre adesão das diferentes entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos a partir da análise e discussão dos problemas sociais do concelho, identificar prioridades e procurar as soluções necessárias, mediante a responsabilização e a participação das várias entidades. O Pré-Diagnóstico visa uma primeira abordagem à realidade concelhia e para tal procedeu-se à recolha, tratamento e sistematização da informação existente sobre o concelho. O presente documento engloba 12 áreas temáticas, de forma a constituir um instrumento de suporte técnico para a elaboração do Diagnóstico Social e do Plano de Desenvolvimento Social. Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 2 de 171

6 1. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO A cidade das Caldas da Rainha deve a sua fundação às caldas (termas) - daí o nome da cidade, fundada pela Rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Diz a história que D. Leonor seguia viagem quando passou por um grupo de pobres andrajosos que se banhavam em nascentes de água quente, em condições tão desumanas que a sensibilizaram. D. Leonor mandou construir logo ali um grande Hospital 1. A construção do Hospital atraiu muita gente e o poder central incentivou o processo, cujos resultados, em 1511, justificavam já o estatuto de vila à localidade. A estabilização política nacional conseguida a partir de 1851 e a retoma das deslocações da corte às termas, recolocou a actividade termal como motor das actividades produtivas e comerciais da vila e áreas envolventes. A chegada da linha ferroviária em 1887 impulsionou o desenvolvimento da região, dando relevo à produção agrícola, e à emergência da indústria, sobretudo cerâmica. O processo registado nos meios de transporte e de comunicação aproximou Caldas da Rainha de Lisboa e do resto do País. A mobilidade de produtos e pessoas teve efeitos virtuosos sobre a malha de influência caldense no plano regional. O comércio impulsionou o andamento e fixou os elementos principais da imagem externa das Caldas: as suas termas e a sua louça. Em 1927 os cerca de habitantes da proclamada cidade de Caldas da Rainha recebiam de 8 a turistas sazonais. A vila expandiu-se, hierarquizou os espaços rurais circundantes e definiu os seus papéis de metrópole. As elites urbanas conduzem a negociação com o centro político e alcançam, ainda nesse mesmo ano, o reconhecimento oficial do estatuto de cidade à vila das Caldas 2. 1 Descobrir o Concelho de Caldas da Rainha, 3ª. Edição, Caldas da Rainha, Concigraf, Lda. 2003, p.6 2 Artigo 1º. Do Decreto-Lei nº de 26 de Agosto de 1927, Constituição da República Portuguesa, Quid Júris - Sociedade Editora, Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 3 de 171

7 Apesar da ( )diminuição da importância das Caldas como centro termal e de veraneio, a partir dos anos 20, a cidade, beneficiando da sua localização, continuou a expandir-se, mercê do seu desenvolvimento comercial, estimulado pelas vias de comunicação que a servem e pela implantação recente de indústrias que se vieram juntar às tradicionais fábricas de cerâmica 3. De 1950 até à actualidade a expansão de Caldas da Rainha está representada no desenvolvimento de alguns bairros periféricos, ao mesmo tempo que se iam expandindo os já existentes. A evolução registada na segunda metade do séc. XX, diversificando o perfil do concelho e da respectiva sede, recolheu no entanto parte substancial da herança anterior. Uma agricultura extremamente sensibilizada ao mercado e uma urbanidade fortemente marcada pela estrutura dos serviços são disso exemplo e constituem, porventura, dois dos vectores característicos das Caldas da Rainha do presente. 3 REIS, Deolinda e FONSECA, Maria Lucinda, Caldas da Rainha Estrutura Funcional e Áreas Sociais, Lisboa, Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, 1981, pp. 24 e 25 Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 4 de 171

8 2. ENQUADRAMENTO GEODEMOGRÁFICO Caldas da Rainha é um município da Estremadura situado na faixa litoral portuguesa, região de Lisboa, sub-região do Oeste e Distrito de Leiria. Pertence à Associação de Municípios do Oeste, Região de Turismo do Oeste e actualmente à recém criada Comunidade Urbana do Oeste (COMURB). É uma Cidade Termal, fundada nos finais do século XV e ascende a sede de concelho em 1821, centro de uma região depositária de um valioso património histórico-cultural. O concelho das Caldas da Rainha possui uma área de 256,0 Km2, conta com habitantes é constituído por 16 freguesias: A-dos-Francos, Alvorninha, Carvalhal Benfeito, Coto, Foz do Arelho, Landal, Nadadouro, Nossa Senhora do Pópulo, Salir de Matos, Salir do Porto, Santa Catarina, Santo Onofre, São Gregório, Serra do Bouro, Tornada e Vidais. A cidade das Caldas da Rainha situa-se entre Alcobaça (a norte) e Óbidos (a sul), fazendo ainda fronteira com o concelho do Bombarral. A 80Km de Lisboa, 240Km do Porto e 45Km de Santarém, possui acesso próximo a itinerários principais, concretamente A8 e A15. Zona de microclima, com temperatura média entre os 15 e 18 graus e pluviosidade fraca, dista 8Km do Oceano e a 66 metros de altitude. Está integrada na unidade territorial NUTS III ( ), em conformidade com o Decretolei nº. 244/2002 de 5 de Novembro, que determina a introdução de ajustamentos pontuais na nomenclatura e no perfil socio-económico das regiões. DIVISÕES ADMINISTRATIVAS QUE O CONCELHO DE CALDAS DA RAINHA INTEGRA Nut I Portugal Nut II Lisboa e Vale do Tejo Nut III Oeste Distrito Leiria Região Agrária e Florestal I Ribatejo e Oeste Região Agrária e Florestal II Alto Oeste Região Turística Costa de Prata - Oeste Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 5 de 171

9 Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 6 de 171

10 2.1. INDICADORES GERAIS, NACIONAIS, REGIONAIS E CONCELHIOS Unidade LEIRIA Indicadores s PORTUGAL OESTE (Distrito) CALDAS DA RAINHA Área Total Km Densidade populacional a) hab./ 2 Km População residente (2001) a) hab Variação da população a) residente % + 5,0 + 7,8 + 9,8 + 13,06 População residente estimada para 2003 hab População < 15 anos População >= 65 anos Índice de dependência de jovens Índice de dependência de idosos 1991 % 19,7 a) 19,7 b) 18, % 15,8 a) /15,9* 15,8 b) 14,9 a) /14,0* 15,7 a) /14,5* 1991 % 13,7 a) 14,5 b) 15,0 a) 2001 % 16,6 a) /16,5* 17,5 b) 17,0 a) /17,3* 18,7 a) / 19,7* 1991 % 29,5 29, % 23,6 23,7 21,9 a) 23, % 20,5 21,7 22, % 24,2 26,3 25,0 a) 28,5 Índice de envelhecimento 2001 % 102,5 a) /103,6* 110,7 b) 114,0 a) /123,9* 119,1 a) /135,8* Taxa de mortalidade a) %o 10,8 10,4 11,6 10, % 69,5 a) 73,6 b) 80,5 a) Taxa de natalidade a) %o 10,9 10,4 10,7 10,2 Mortalidade infantil a) no quiquénio %o 5,7 5,0 5,2 5,2 Esperança de vida ao nascer - H / M anos 73,6 / 80,5 c) Médicos por 1000 habitantes a) Médicos/ 1000 hab 3,3 2,5 1,2 2,6 Taxa de actividade a) % 48,2 45,3 48,2 49,0 Sector a) % 2,8 / 3,7 7,1 4,2 primário Sociedades / Sector População a) % 26,4 32,6 26,6 21,8 secundário empregada Sector a) % 70,8 63,7 66,3 74,0 terciário Taxa de desemprego a) % 6,8 5,4 6,5 Taxa de analfabetismo a) % 9,0 12,4 10,7 10,2 Fonte: a) INE Censos 2001; *) Estimativas da população em 31/12/2001, ajustadas com as taxas de cobertura. b) SRSL Relatório de actividades 2003 c) Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 7 de 171

11 2.2. CARACTERIZAÇÃO DO CONCELHO Segundo o Plano Director Municipal das Caldas da Rainha, a evolução da população residente no Concelho, conheceu entre 1890 e 1989, quatro períodos distintos: O primeiro, de 1890 a 1940, caracterizou-se por um crescimento contínuo; O segundo, de 1940 a 1960, registou uma quebra no crescimento; O terceiro, na década de 60, marcado por uma recessão no crescimento populacional; O quarto, de 1970 a 1986, onde se verificou um aumento da taxa de crescimento. De uma forma geral, durante todo o século XX ocorreu crescimento populacional, apesar de há data dos Censos de 1970 se ter registado um decréscimo populacional de 1552 efectivos. Esta quebra é facilmente justificada pelos fluxos de emigração que ocorreram um pouco por todo o país. A partir da década de 70, com a localização privilegiada desta cidade, começa a notar-se a tendência para a litoralização e sobretudo a cidade das Caldas começa a receber população externa. Gráfico 1 População Residente, entre Censos População Residente População Residente Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 8 de 171

12 Comparando os dados estatísticos do ano de 1991 e 2001, verificamos que o número de população registou um ligeiro aumento. A população residente aumentou indivíduos, o que se reflecte numa taxa de variação da população na ordem dos 13,06%. Freguesias Distância relativa a CR Popul. Área DP Cresc. Popul. IEnv. IDJovens / IDIdosos Popul. Agrícola km hab. km 2 hab/ km 2 % % % % A DO FRANCOS 18 km a SE ,8 91 2,7 160,9 22,8 / 37,1 41,3 ALVORNINHA 12 km a E ,7 83 0,9 154,1 14,3 / 35,4 43,5 CARVALHAL BENFEITO 14 km a NE ,9 96-3,2 106,0 24,5/26,3 46,0 COTO 2 km a N , ,8 91,4 27,3 / 25,2 12,8 FOZ DO ARELHO 9 km a O , ,0 191,2 18,5 / 34,6 5,0 LANDAL 20 km a SE , ,2 140,2 24,6 / 42,2 36,3 NADADOURO 6 km a O , ,9 112,4 27,7 / 25,5 13,6 NOSSA SRA DO PÓPULO , ,4 124,7 22,6 / 28,4 < 1,5 SALIR DE MATOS 6 km a NE , ,6 149,8 22,4 / 33,4 39,8 SALIR DO PORTO 12 km a NO 770 9,9 78 8,0 201,1 23,6 / 47,0 6,4 SANTA CATARINA 18 km a NE , ,4 84,4 27,3 / 23,7 30,5 SANTO ONOFRE , ,4 66,1 26,8 / 18,2 < 1,5 SÃO GREGÓRIO 11 km a SE , ,7 164,4 20,1 / 33,6 31,4 SERRA DO BOURO 5 km a NO , ,2 316,2 18,0 / 56,4 26,0 TORNADA 2 km a N , ,4 122,2 21,7 / 27,2 10,9 VIDAIS 11 km a SE ,2 53 9,3 216,0 20,0 / 44,4 50,6 TOTAL DO CONCELHO ,1 119,1 23,9 / 28,5 Legenda: Popul.- População / populacional; DP - Densidade populacional; Cresc.- Crescimento; IEnv.- Índice de envelhecimento; IDJovens - Índice de dependência de jovens; IDIdosos - Índice de dependência de idosos; Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 9 de 171

13 Os indicadores mostram um decréscimo da população jovem semelhante aos da região e do país e um aumento significativo da população com 65 ou mais anos, denunciando um agravamento do índice de envelhecimento da população. CALDAS DA RAINHA Indicadores HM H HM M População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios Fonte: INE Censos Em relação ao número de famílias clássicas residentes e núcleos familiares estes têm vindo a aumentar. Nos últimos dez anos constituíram-se novas famílias. A mesma tendência verifica-se relativamente ao número de alojamentos familiares e edifícios que apresentam um aumento de e 2644, respectivamente. Assim, este é um concelho que continua a crescer com uma qualidade de vida é bastante razoável. Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 10 de 171

14 2.3. CARACTERIZAÇÃO DAS FREGUESIAS DOS FRANCOS Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios ALVORNINHA Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios CARVALHAL BENFEITO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios COTO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios FOZ DO ARELHO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios LANDAL Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 11 de 171

15 NADADOURO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios N. SRª. DO PÓPULO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios SALIR DE MATOS Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios SALIR DO PORTO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios SANTA CATARINA Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios SANTO ONOFRE Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 12 de 171

16 SÃO GREGÓRIO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios SERRA DO BOURO Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios TORNADA Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios VIDAIS Indicadores População Residente População Presente Famílias Clássicas Residentes Núcleos Familiares Residentes Alojamentos Familiares Edifícios População Residente (2001) A-dos-Francos Alvorninha Nª Sr.ª Pópulo Santo Onofre Carvalhal Benfeito Coto Foz do Arelho Landal Nadadouro Salir de M atos Salir do Porto Santa Catarina São Gregório Serra do Bouro Tornada Vidais Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 13 de 171

17 A análise dos indicadores sócio-demográficos das freguesias permite-nos verificar uma tendência acentuada para a concentração da população nas freguesias urbanas da cidade Nossa Senhora do Pópulo e Santo Onofre, respectivamente 30% e 22%, representando estes valores mais de metade da população total do concelho. Relativamente às freguesias rurais verifica-se que a população residente representa cerca de 20% do total concelhio. A análise decorrente dos indicadores acima referenciados evidenciam que a freguesia de Santo Onofre aumentou 40,4% o seu número de residentes e é definitivamente a freguesia mais jovem de todo o concelho, em oposição à grande parte freguesias rurais nomeadamente: Serra do Bouro, Vidais, Salir do Porto, Foz do Arelho. Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 14 de 171

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19 3. HABITAÇÃO Indicador QUADRO RESUMO Valor Licenças de Construção Concedidas 2001 (nº. Edifícios) 335 Licenças de Construção Concedidas para Habitação 2001 (nº. Edifícios) 282 Edifícios Concluídos 2000 (nº.) 272 Edifícios Concluídos para Habitação 2000 (nº.) 243 Licenciamento de Construções Novas para Habitação média de divisões por fogo 2000 (nº.) 5.5 Licenciamento de Construções Novas para Habitação média de superfície habitável das divisões 17.3 por fogo 2000 (m2) Edifícios 2001 (nº.) Índice de Envelhecimento dos Edifícios 2001 (%) Alojamentos Familiares Total 2001 (nº.) Alojamentos Familiares Clássicos por Edifício 2001 (nº.) 1.56 Alojamentos Familiares Clássicos Ocupados como Residência Habitual 2001 (nº.) Alojamentos Familiares Clássicos Ocupados pelo Proprietário 2001 (nº.) Alojamentos Familiares Clássicos Ocupados pelo Proprietário com Encargos de Compra 2001 (nº.) Alojamentos Colectivos 2001 (nº.) 49 Fonte: Censos População Residente População Presente Familias Núcleos familiares Alojamentos familiares Alojamentos HM H M HM H M Clássicas Residentes Institucionais residentes Total Clássicos Outros colectivos Edificios Fonte: Censos O número de alojamentos familiares, teve um aumento de efectivos e a quantidade de edifícios aumentou em Assim, verifica-se que este é um concelho que continua a crescer e que em dez anos (1991/2001) se constituíram novas famílias. Para este facto concorrem, entre outros factores, a localização geográfica e as fáceis acessibilidades a centros abastecedores de maior dimensão. De facto, a proximidade de Leiria e Lisboa torna este centro urbano bastante atractivo, quer pela quantidade de comércio e serviços encontrados na própria cidade, quer pela facilidade de resposta encontrada nestes centros vizinhos. A proximidade da capital reflecte-se sobretudo na tendência de migração para a cidade das Caldas da Rainha, que começa actualmente a procurar centros mais calmos. Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 16 de 171

20 3.1. HABITAÇÃO SOCIAL No concelho das Caldas da Rainha existem três bairros de habitações sociais: Bairro Social Nª Srª do Monte Estrada Nacional nº 8 Freguesia de Tornada Este bairro é composto por 90 fogos, 68 dos quais distribuídos por 8 prédios e 22 moradias geminadas. Foi atribuído em 1978, em regime de Propriedade Resolúvel pelo então Fundo de Fomento de habitação. Bairro Social dos Arneiros Freguesia das Caldas da Rainha Santo Onofre Este Bairro Social (vulgarmente conhecido por Bairro do IGAPHE - Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado, visto ser propriedade deste), localiza-se na Rua José Natário. É constituído por 6 blocos de 4 pisos, num total de 96 fogos, sendo 16 fogos por bloco. Numa primeira fase, foram construídos 3 blocos (48 fogos), atribuídos em 1988 em regime de arrendamento, ao abrigo do Decreto Regulamentar nº 50/77, de 11 de Agosto. Numa segunda fase, foram construídos os restantes blocos (48 fogos), atribuídos em 1991 em regime de venda ao abrigo do Decreto-Lei nº 141/88, de 22 de Abril. A configuração dos prédios é discreta, respeitando o tipo de construção praticado na região e não denunciando, logo à partida, tratar-se de um Bairro de Habitação Social. Está inserido num dos bairros de maior dimensão Bairro dos Arneiros localizado numa das freguesias urbanas - Caldas da Rainha Santo Onofre. Assim, a população residente neste local tem ao seu dispor, num raio de 500 a metros, todos os equipamentos que possa necessitar. Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 17 de 171

21 Bairro Rainha D. Leonor Freguesia das Caldas da Rainha - Santo Onofre Este bairro situa-se no Bairro das Morenas, é constituído por 32 fogos distribuídos por 4 blocos. Foi construído por iniciativa da Câmara Municipal e financiado pelo Instituto Nacional de Habitação, ao abrigo do Decreto-lei nº. 220/83, de 26 de Maio Programa de Construção de Habitação a custos controlados. Os fogos foram atribuídos no ano de 1992, em regime de Venda. A Câmara Municipal candidatou-se ao Programa de Realojamento Acordos de Colaboração, ao abrigo dos Decretos-Leis nº 226/87 e nº 197/95, de 29 de Julho, visando o realojamento de famílias que vivem em habitações degradas. Neste sentido, e com a Publicação do Decreto-Lei nº 135/2004, de 03 de Junho, que cria o Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (PROHABITA), a Câmara Municipal tem intenção de construir 17 fogos com a seguinte tipologia: - T T T T Total Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 18 de 171

22 4. EDUCAÇÃO O Concelho de Caldas da Rainha, é servido por uma rede de equipamentos escolares, alguns deles de dimensão sub regional e nacional, composta por: Designação dos Equipamentos Número Jardins-de-Infância públicos 27 Jardins-de-Infância privados 11 Escolas Básicas 1º Ciclo 54 Escolas Básicas 2º e 3º Ciclo 3 Escolas com ensino Secundário públicas 2 Escolas com ensino Secundário privadas 3 Ensino Recorrente 1 Ensino Especial 1 Ensino Profissional 3 Formação Profissional 2 Ensino Superior público 1 Ensino Superior privado 1 Total 109 Fonte: C.M.C.R. Conforme podemos verificar, a cidade possui um parque educacional vasto e abrangente, no qual todas as Freguesias se encontram dotadas de ensino básico e préescolar. Em 2004, os equipamentos educativos/escolares apresentavam a seguinte cobertura: 34% de jardins-de-infância, dos quais 24% são públicos; 49% de escolas básicas com 1º ciclo públicas, 3% de escolas básicas de 2º e 3º ciclos públicas; 5% de escolas de ensino secundário, dos quais 2% são públicas; 1% de estabelecimentos de ensino recorrente e 1% vocacionado para o ensino especial; 3% de estabelecimentos de ensino profissional e 2% centros de formação profissional; 2% de equipamentos de ensino superior, sendo 1% público. No Plano Estratégico das Caldas da Rainha, dentro do capítulo das Potencialidades de desenvolvimento do Concelho, encontram-se as seguintes referências: Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 19 de 171

23 Centro educativo qualificado ao nível do ensino superior Formação especializada ao nível do ensino superior Elevada presença de população estudantil Evolução do número de alunos matriculados / / / JI's Publicos JI's Privados 1º Ciclo Publicos 2º/3º Ciclo Publico Secundário Secundário Publico Privado Superior Privado Superior Privado Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 20 de 171

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25 4.1. IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS TERRITÓRIOS EDUCATIVOS O Decreto Lei nº 115-A/98 de 4 de Maio veio criar o conceito de agrupamentos complementares de escolas, no sentido de fomentar condições favoráveis à articulação do funcionamento da rede educativa. Os referidos agrupamentos podem apresentar-se segundo um funcionamento vertical (escolas de níveis complementares de ensino) ou horizontal (escolas do mesmo nível de ensino). Identificação dos agrupamentos do Concelho: 1. Agrupamento D. João II a. Agrupamento Vertical b. Constituído por: E.B. 2,3 D. João II Jardins-de-Infância e Escolas do 1º Ciclo das Freguesias de Salir de Matos, Salir do Porto, Tornada, Coto e Serra do Bouro 2. Agrupamento de Escolas de Santa Catarina a. Agrupamento Vertical b. Constituído por: E.B.I 1,2,3 de Santa Catarina Jardins-de-Infância e Escolas do 1º Ciclo da Freguesia de Santa Catarina e Carvalhal Benfeito 3. Agrupamento de Escolas em Movimento a. Agrupamento Horizontal b. Constituído por: Jardins-de-Infância e Escolas do 1º Ciclo das Freguesias de Alvorninha, Vidais, São Gregório, A-dos-Francos e Landal 4. Agrupamento de Escolas do Avenal a. Agrupamento Horizontal b. Constituído por: Escola do 1º Ciclo e Jardim-de-Infância do Avenal, Jardim-de-Infância e Escola do 1º Ciclo da Lagoa Parceira, Escola nº 1 do 1º Ciclo, Jardim-de-Infância de São Cristóvão Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 22 de 171

26 5. Agrupamento Mestre Francisco Elias a. Agrupamento Horizontal b. Constituído por: Escola do 1º Ciclo e Jardim-de-Infância do Bairro dos Arneiros, Jardim-de-Infância e Escola do 1º Ciclo da Foz do Arelho, Escola do 1º Ciclo e Jardim-de-Infância do Nadadouro e Jardim-de- Infância do Bairro das Morenas 6. Unidade de Organização Autónoma da Escola da Encosta do Sol 7. Unidade de Organização Autónoma da Escola do Bairro da Ponte 8. Escola Secundária Raul Proença 9. Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro 10. E.B.I. 1,2,3 de Santo Onofre O Território Educativo permite organizar o espaço geográfico concelhio em áreas onde a escolaridade obrigatória está assegurada, contendo assim, no próprio conceito, duas vertentes, a pedagógica ou educacional e a de planeamento do território. O Agrupamento de Escolas em Movimento, pelas suas características específicas e pelas distâncias a escolas de maior dimensão e de outros níveis de ensino, abrange toda a área sul do concelho e parte da área nascente. O restante interior/nascente foi possível juntar à E.B.I. 1,2,3 de Santa Catarina. Pela sua localização, à escola Dom João II agruparam-se as escolas do litoral/norte e norte do concelho. A cidade por ser muito populosa, por ter muitos alunos e por ter quatro escolas de 1º ciclo com projectos próprios aglutinaram em seu torno os agrupamentos: Escolas do Avenal; U.O.A. Bairro da Ponte; U.O.A. da Encosta do Sol; Escolas dos Arneiros. Este último agrupamento de escolas abrange também o litoral/sul. Pré-Diagnóstico do Concelho das Caldas da Rainha Página 23 de 171

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