Fazer a diferença. Conteúdo. Resumo executivo. Resumo das recomendações. Origem e objetivo. Construção e Infraestrutura Sustentável?

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1 Fazer a diferença Conteúdo Resumo executivo Resumo das recomendações Origem e objetivo Construção e Infraestrutura Sustentável? Eventos Sustentáveis? Comunidades e locais Sustentáveis? O papel da garantia APENDICE 1: Resumo do CLS Beyond 2012 APENDICE 2: CSL Dados orçamentários APENDICE 3: CSL Comissários/Secretariado APENDICE 4: Resumo das recomendações do CSL

2 Resumo Executivo Este é o relatório final da Commision for Sustainable London CSL (Comissão para Londres 2012 Sustentável). Nosso relatório posterior aos Jogos 1 concluiu que Londres 2012 foi a Olimpíada mais sustentável de todos os tempos, mas sempre queremos mais. O trabalho da Comissão durante os últimos sete anos foi concentrado na opinião do Dr. Robin Stott, nosso mais antigo Comissário. Robin afirma, corretamente, que não há Jogos Olímpicos e Paralímpicos sustentáveis a não ser que seja possível demonstrar, de alguma forma, que os recursos usados para montar os Jogos foram recompensados por práticas mais sustentáveis, como resultado direto dos Jogos ou inspiradas por eles. Este relatório final tenta reunir os dados para entender se isto foi alcançado ou se foi feito o suficiente para garantir que isto possa ser alcançado no futuro. De uma maneira geral acreditamos que há suficiente provas para concluirmos que, com o passar do tempo, o valor das práticas sustentáveis inspiradas por Londres 2012 deve superar os impactos negativos dos Jogos. Desde 2008, a Comissão recomendou que um legado de aprendizagem deveria ser criado para garantir que Londres 2012 fizesse a diferença na agenda da sustentabilidade. Apesar de algumas dificuldades encontradas pelo caminho, a ODA Olympic Delivery Authority (Autoridade de Entrega dos Jogos) e o LOCOG London Organising Commitee of the Olympic and Paralympic Games (Comité de Organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos) produziram um excelente conjunto de material de legado de aprendizagem. Nós parabenizamos a ambos por esta realização. No setor da construção evidenciamos que alguns grandes projetos pelo mundo estão adotando padrões e abordagens similares às da ODA e que Londres 2012 é reconhecida, globalmente, por práticas de qualidade em construção sustentável. Entretanto, exceto o notável trabalho de transformação do Queen Elizabeth Olympic Park, temos pouca evidência do mesmo em relação à projetos de pequeno ou médio porte. Ceticismo quanto às relações comerciais, planejamento inconsistente, falta de liderança e de competência na cadeia de suprimento são apresentados como barreiras. Constatamos que algumas destas questões foram abordadas, mas ainda há muito que ser feito. O setor de gestão de eventos tem dois novos padrões de gerenciamento sustentável inspirados por Londres 2012 e existem provas de um crescente uso destes padrões, tanto pelos organizadores de eventos quanto pelos donos dos espaços. Este progresso pode ser acelerado se os clientes de eventos, especialmente o setor público, exigirem padrões mais altos. Existem indicações da adoção da London 2012 Food Vision (Visão de Alimentos) e da estratégia de resíduos,embora poucos tenham estabelecido metas tão ambiciosas. 1

3 A sustentabilidade é impulsionada pelo contexto e como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos acontecem em diferentes partes do mundo com contextos diferentes, terá uma abordagem variável. Um bom exemplo disto é a Rio 2016, onde a equipe do projeto tem demonstrado que apreenderam bastante com a Londres 2012 e aplicará as lições dentro do contexto de seus Jogos Olimpícos. A cultura da América do Norte se aproxima mais com a do Reino Unido e é com prazer que vemos o evento da 34th America s Cup adotar a maioria dos padrões do LOCOG e, em algums casos, estabelecerem alvos ainda mais altos. O mesmo não pode ser dito com relação ao Glasgow 2014 Commonwealth Games (Jogos da Comunidade Britânica em Glasgow 2014) onde os alvos são menos ambiciosos ou menos específicos. Estratégias de alimentação, resíduos e a cadeia de suprimento ainda estão para ser anunciadas e decididas perto da data do início dos Jogos, e assim sendo serão ineficazes. Vimos várias iterações do legado das organizações e, é um prazer constatar que na última versão a London Legacy Development Corporation - LLDC teve um desempenho muito melhor que seus antecessores ao aplicar as práticas de qualidade desenvolvidas pela ODA e LOCOG e elevando ainda mais o padrão. Isto, juntamente com o sucesso da evolução do legado para todos as principais locais dos eventos deve ajudar a fomentar um sólido legado social, econômico e ambiental para a área do leste de Londres. À nível nacional, a criação de uma equipe na Casa Civil (Cabinet Office) liderada por Lord Coe, dá o enfoque nas questões principais por todo o Reino Unido. O quadro de um amplo legado é mais do que otimista, mas certas questões permanecem, como por exemplo o falha do governo em não implementar altos padrões de sustentabilidade através dos processos de compras e aquisições. Apesar de esforços consideráveis por parte do LOCOG, questões como ética corporativa na cadeia de fornecimento (patrocinadores e mercadoria) não foram totalmente resolvidas e, de um maneira geral, continua sendo um problema para eventos de grande porte. Dentro deste contexto, saudamos a iniciativa do Institute of Human Rights and Business ao convocar um grupo de trabalho para desenvolver soluções de longo prazo. Na época da elaboração do presente relatório, o grupo não estava ainda formalmente constituido, mas desejamos sucesso à essa iniciativa. O modelo que deu origem à Comisão criada para dar garantia, foi único e inovador. Uma avaliação independente do trabalho da Comissão foi bastante positiva e os principais grupos interessados concordam que receberam um valioso serviço. Há indicações da adoção de modelo similar no setor privado por uma corporação mundial e por projetos de grande porte fora do Reino Unido. No setor público do Reino Unido não encontramos tal evidência. A Greater London Authority - GLA solicitou uma avaliação independente para examinar a questão se Londres pode ou deve ter a função de dar garantir independente aos seus projetos de grande porte. Entretanto, no momento não há planos de se reproduzir o modelo do legado Olímpico e Paralímpico ou qualquer outro projeto de Londres. O mesmo se aplica à nível nacional.

4 Londres 2012 fez a diferença à respeito de sustentabilidade mas há ainda muita oportunidade de outros benefícios do legado de aprendizagem dos Jogos. Shaun McCarthy Março de 2013 Resumo das Recomendações Recomendação 1: Que o Department of Business, Information and Skills reveja a recomendação do Assessor Chefe em Construção e viabilise uma maior coordenação de trabalhos de pesquisa, disseminação e garantia independente da sustentabilidade em projetos de construção. Recomendação 2: Que futuros grandes projetos de urbanização e infraestrutura estejam, por si mesmos, sujeitos a uma garantia estratégica imparcial e que esteja previsto deixar um legado de conhecimento similar ao da ODA. Recomendação 3: Que o London Food Board considere uma iniciativa de longo prazo a partir das lições aprendidas com o Food Legacy Pledge, incluindo os compromissos de disposição de resíduos em parceria com a Wrap. Recomendação 4: Que o IOC e outras organizações esportivas engajem de maneira construtiva com os orgões independentes para desenvolver uma diretriz ética e um processo de entrosamento e serviços comuns para lidar com a questão dos direitos humanos na cadeia de surprimentos de forma consistente e contínua.

5 Origem e Objetivo Este é o relatório final da CSL - Comission for a Sustainable London 2012 Indicamos na nossa revisão anual de Sempre afirmamos que, visto isoladamente, entregrar uma Olimpíada e Paralimpíada, não é algo inerentemente sustentável. Assim sendo não podemos chamar o programa de verdadeiramente sustentável a não ser que possamos usar o poder inspiracional dos Jogos para fazer uma diferença tangível e abrangente. Este relatório tem por finalidade entender que evidências existem sobre o impacto de Londres 2012 em práticas mais sustentáveis nos setores onde esperamos que os Jogos possam influenciar. Fizemos isto de tres maneiras: Conduzimos uma pesquisa em vários setores usando informação de domínio público e feedback de nossos Comissários e principais grupos interessados. Verificamos, quando possível, nossos resultados com organizadores de futuros eventos de grande porte. Como esboçado em nosso relatório publicado no período anterior aos Jogos Breaking the tape 3 realizamos, durante cinco dias, o Beyond 2012 Round Tables onde reunimos as partes interessadas para analisarmos os impactos do desempenho de Londres 2012, evidência de mudanças comportamentais e recomendações para instigar ou continuar a melhorar as práticas. O resultado deste trabalho está num relatório separado 4 Encomendamos uma revisão independente do trabalho do CSL 5 para tornar possível chegar a conclusões sobre o valor da garantia estratégica. Apresentemos nossos conclusões neste relatório e apresentamos algumas recomendações. Esta Comissão encerra suas atividades logo após sua publicação (31 de Março de 2013) e, onde possível, indentificamos as organizações que podem levar as questões adiante. Não poderemos acompanhar estas recomendações como fizemos até agora

6 1. Construção e Infraestrutura Sustentável? Resumo 1.1 Durante a realização dos Jogos nos elogiamos a ODA pela entrega exemplar da construçao e infraestutura sustentável. Nossas raras críticas foram recebidas como construtivas num relacionamento onde todos apreendemos. Em resposta ao desafio de compartilhar as licões apreendidas, a ODA criou um legado de aprendizagem, disponível na web, para livremente compartilhar seu conhecimento. A magnitude deste trabalho é sem precedentes na indústria da construção. 1.2 Nossa pesquisa, resumida neste seção, sugere que há clara evidência de que varios projetos de alto nível e de de grande porte estão reproduzindo a abordagem da ODA e que parte deste avanço pode ser creditado à Londres Em alguns casos padrões mais altos estão sendo fixados, mas mesmo quando padrões iguais ou mais baixos são estabelecidos há razoes para admitir que isto não teria sido feito se não fosse pelo trabalho da OAD. 1.3 Nossa evidência é baseada em projetos comerciais e residênciais em Londres, no Reino Unido e em outras partes do mundo como Austrália, Canada e China. Somente ficamos decepcionados com a construção de outros eventos esportivos de grande porte. Existe pouca evidência nos objetivos de construção sustentável compreensiva ou de desafio dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio, em Sochi, no Commonwealth Games, Glasgow ou Gold Cost na Austrália. Entretanto, vale ressaltar que os Commonwealth Games, Glasgow tem especificado índice BREEAM Excelente para as construções mas não especificou resultados da mesma maneira que a ODA o fez. Parece que o setor de não está progredindo neste aspecto, mas há outros exemplos de aperfeiçoamento nas práticas. 1.4 De qualquer modo, ficou evidente durante a mesa redonda Beyond 2012 e também em nossas pesquisas que apesar de alguns projetos de grande porte estarem muito à frente, a maioria dos projetos menores e vários projetos grandes ainda não atingiram nem a fase inicial do processo.

7 Total Liderança e Governança 1.5 O fator crítico do sucesso da ODA foi a total liderença e governança. As regras básicas foram estabelecidas bem no início ao publicarem em Janeiro de 2007 a política global de sustentabilidade. Os padrões foram estabelecidos pela ODA que usou índices já consagrados, criando versões sob medida quando necessário ( BREEAM). Os principais índices usados foram BREEAM Excellent para as instalacões, CEEQUAL Excellent para obras de engenharia civil e o Code for Sustainable Homes Level 4 para a Vila Olímpica. A ODA foi a primeira organização que obteve CEEQUAL Excellent e Code for Sustainable Homes Level 4 para um projeto de grande porte. Além disto foram estabelecidos resultados sociais e ambientais específicos para garantir que as empresas contratadas não fossem tentatas por pontuação mais baixa no sistema de avaliação. Isto foi um sucesso. 1.6 Responsabilidade é importante e a liderança pessoal do presidente da ODA, do chefe executivo e outros diretores principais foi muito importante. O sistema gerencial para dar apoio ao projeto foi exemplar e tinha a sustentabilidade inserida como atividade de costume, provavelmente pela primeira vez em um projeto desta magnitude. 1.7 Há evidencia que novos projetos visam resultados ainda mais altos nos vários indicadores. As evidências sugerem que melhorias nos níveis de competencia executadas por Londres 2012 gerou a confiança de que podem alcançar padrões ainda mais altos. Como exemplo disto podemos citar a sede da Skanska na Suécia, Hollywood House, Woking, escritórios da PWC em Londres, The London School of Economics e o Brent Civic Centre. Todas estas construções tinham especificações BREEM Excellent, LEED Gold ou Code for Sustainable Homes Level 4, inclusive o Glasgow Commonwealth Games. Em Londres empreendimentos como os de Elephant & Castle e King s Cross tinham planos de energia mais ambiciosos e inovadores do que a ODA tinha em 2006 junto com vários outros objetivos econômicos, sociais e ambientais. Além disso, projetos como o Crossrail em Londres, Toronto Waterfront no Canadá e Barangaroo em Sidney adotaram as práticas da ODA de especificar os resultados econômicos, sociais e ambientais como objetivos mensuráveis. 1.8 A contribuição pessoal deve ser considerada neste contexto. Muito do que foi conseguido deve-se a competência, energia e entusiasmo das pessoas envolvidas no projeto. A maioria destas pessoas estão agora trabalhando em outros projetos e a demanda de profissionais especializados em sustentabilidade com experiencia de trabalho na Londres 2012 parece ser alta, apesar das difiçeis condições econômicas. 1.9 Há evidencia do uso do legado de aprendizagem da ODA e de práticas de qualidade visando aperfeiçoar a competência na cadeia de fornecimento da construção e de se criar progresso sustentável. Isto fica evidenciado tanto pelo trabalho do UK Green Building Skills para disseminar o legado de apreendizagem como também pela iniciativa de empresários da construção

8 chamada Construction Skills - cursos sobre a cadeia de suprimento 6 de criar uma ambiente de aprendizagem virtual para sua cadeia de suprimento Contudo, de acordo com a visão dos participantes do Beyond 2012 os projetos alto nível são mais a exceção que regra e que muito precisa ainda ser feito para aumentar os pradrões globais. São identificadas como origem da causa destes problemas: Falta de liderança por parte do Governo e orgãos da indústria Licitacões do governo que não estabelecem padrões altos e consistentes Inconsistência nas políticas de planejamento praticadas pelas autoridades locais Percepção que sustentabilidade aumenta o custo Incompetência na cadeia de suprimento de construção 1.11 Estamos de acordo com esta visão e recomendamos que: Recomendação 1: Que o Department of Business, Information and Skills reveja a recomendação do Assessor Chefe em Construção e viabilise uma maior coordenação de trabalhos de pesquisa, disseminação e garantia independente da sustentabilidade em projetos de construção Em nosso relatório sobre legado 7 recomendamos que O governo, através de mecanismos interdepartamentai, chege à um acordo que assegure que os princípios e mecanismos de uma licitação sustentável estejam inseridos nas orientações de aquisições governamentais e noutros sistemas relevantes. Fomos informados que o Governo tem 2015 como meta para utilizar princípios sustentatáveis nas licitacões, com o o compromisso de comprar sustentavelmente através de normas inseridas em contratos centralisados e departamentais, assim como o monitoramento da cadeia de suprimentos. Contudo, não encontramos evidência de ação substantiva. Acreditamos ser essencial que os departamentos e agências governamentais deem o exemplo - esta recomendação continua não resolvida Duas importantes características ausentes nos projetos identificados: não encontramos evidências similares ao nível de garantia independente exemplificado pelo CSL e não encontramos um projeto comprometido com o tipo de legado oferecido pela ODA. Recomendação 2: Que futuros grandes projetos de urbanização e infraestrutura estejam, por si mesmos, sujeitos a uma garantia estratégica imparcial e que esteja previsto deixar um legado de conhecimento similar ao da ODA

9 Impacto 1.14 A ODA demonstrou que construção sustentável significa muito mais que marcar itens do formulario de avaliação, se bem que os índices tem seu papel. É necessário explicar os impactos específicos. Carbono 1.15 ODA fez um histórico da energia utilizada, conforme detalhamos abaixo: Objectivo Alvo Desempenho Redução de emissões de carbono na operação do ambiente contruiído no legado. 50% 48% no local 59% inclusive medição fora do local. Energia Renovável 20% 10.8% Eficiência energética das Instalações 15% Todas as instalações alcançaram ou excederam isto Eficiência energética da Vila 44% Todos os prédios devem c alcançar ou exceder 44% Quando o CCHP é incluiído a redução vai para 83% O projeto Crossrail estabeleceu uma série de metas similares, assim como o projeto Barangaroo em Sidney, que estabeleceu como objetivo ser totalmente carbono-positivo. Este projeto esta sendo desenvolvido pela Lend Lease, usando as licões apreendidas no seu trabalho na Vila dos Atletas de Londres Estamos satisfeitos ao ver LLDC aceitar o desafio de elevar o padrão ainda ainda. Abaixo apresentamos sua política:

10 Política de Carbono da LLDC Exigir um resultado mínimo do Code for Sustainable Homes Level 4 para novas casas segundo os padrões atuais. Este alvo será revisto conforme o desenvolvimento dos padrões. Além disso, atingir o indispensável Zero Carbon Homes antes dos padrões aplicados, requer 65% de redução das emissoes acima das Regulamentações de 2010, através de melhorias estruturais e caracteristicas locais. Permitir até 35% de neutralização das emissões através de solucões permissíveis nos arredores das comunidades como parte da recuperação ambiental. As soluções devem ser desenvolvidas juntamente com os distritos regionais e parceiros locais. 40% de redução em emissiões acima das Regulamentações de 2010 para prédios não residenciais. Padrão zero carbono quando definido. 15% de redução em emissões por 5 anos da energia em uso atual através de um entrosamento com os ocupantes e a promoção do uso de eletrodomésticos energeticamente eficientes. Instalação de medidores inteligentes incentivando o controle do uso da energia e uso de eletrodomésticos inteligentes. Uso de cores claras nos prédios porque tem propriedades de refrigeração. Prédios que aproveitem ao máximo a luz do sol - reduzindo a necessidade do uso de luz artificial Ficamos decepcionados ao observar que o Glasgow Commonwealth Games não fixou alvos específicos de domínio público O conceito de energia incorporada não era muito disseminado em 2005 quando Londres ganhou a candidatura dos Jogos. Contudo, o London 2012 Carbon Footprint Study demonstrou que 67% do total das emissões de carbono para o programa estava nos materiais de construção e no processso de correção no local. Apesar de não ter uma estratégia global sobre energia incorporada a ODA formentou várias iniciativas, particularmente no que diz respeito a aquisição do concreto Desde que esta iniciativa foi tomada pela ODA temos provas que a questão do carbono incorporado está sendo abordado por organizações com visão de futuro. A Anglian Water (Empresa de Abastecimento de Água) estabeleceu uma meta ambiciosa para reduzir a energia incorporada no seu programa capital em 50% dentro dos próximos cinco anos. O projeto Crossrail tem um programa para energia incorporada e alguns projetos de construção estão requisitando pegadas de energia incorporada. A empresa Skanska conduziu pegada de carbono para a fase 1 do projeto Väla Gård usando sua própria ferramenta - ECO2 que calcula emissões de carbono na extração de materias-primas, produção de materiais, transporte para o local da construção e atividades no local. A pegada de carbono embutido foi estimada em 725 tco2e o que demonstrou que a estrutura dos prédios, instalação de sistemas e fachadas foram responsáveis pela maior parte da pegada. O

11 LLDC fixou o alvo de 15% para reduzir o carbono incorporado e Barangaroo estabeleceu o alvo de 25% O projeto mais ambicioso que pudemos encontrar foi o do Marks & Spencer 8 Nova loja do Marks and Spencer: Cheshire Oaks 100% FSC - telhado de estrutura de madeira laminada colada que tem muito menos carbono incorporado do que um projeto de de aço ou concreto. 2,600 m2 de paredes revestidas de canhamo, pela primeira vez. Isto reduziu o carbono incorporado em 360 toneladas. Foi construida com base no que apreenderam na loja de Ecclesall Road onde usaram tijolos reciclados para reduzir o impacto do carbono incorporado. Finalmente, queremos construir prédios de zero carbono incorporado na construção e na operação e quem sabe fazer um prédio com 100% de produtos reciclados dos quais seja 100% reciclável no final de sua vida útil? 1.21 Em nossa Revisão Anual de recomendamos: Que GOE trabalhe com o Governo para asegurar que a indústria da construção desenvolva uma abordagem consistente e efetiva para a gestão do carbono que inclua os impactos incorporados Em nossa Revisão sobre Carbono 10 recomendamos: A pegada residual deve ser neutralizada pelo uso de várias técnicas: Usando o legado de apreendizagem para reduzir o carbono em futuros projetos. Por exemplo, certificação BS8901 em futuros eventos e desenvolver novas normas para administrar emissões embutidas em projetos de construção. Se esta iniciativa for iniciada imediatamente pelo Governo, será possível lançar um novo padrão para coincidir com os Jogos Não foi criado um novo padrão para gerenciar emissões incorporadas em projetos de construção, mas foi criada a certificação BES aquisicição dos materias de construção. Além disto, a consultoria que desenvolveu a metodologia para a pegada de carbono para Londres 2012 está trabalhando com o BSI (British Standards Institute) num novo padrão para pegadas de carbono em eventos mundiais. O Defra - Department for Enviroment, Food and Rural Affairs - está começando a trabalhar com o BREEAM - Building Reserarch Establishment para desenvolver um kit de ferramentas sobre licitacões públicas sustentáveis para a construção, para explicar como o carbono incorporado pode ser abordado nas questões mais abrangentes da 8 9 ttp://www.cslondon.org/wp-content/uploads/downloads/2010/07/csl_annual_review_2009-full-digital.pdf 10

12 sustentabilidade. Enquanto tudo isto demonstra que houve progresso em algumas áreas, muito ainda tem que ser feito antes de termos uma abordagem consistente e eficáz pelo Governo e pela indústria da construcão. Resíduos 1.24 Após o desempenho exemplar do Terminal 5 do Aeroporto de Heathrow ao desviar 80% de resíduos de despejo em aterros sanitários, a ODA fixou o alvo mais ambicioso de 90%. Este foi ultrapassado por uma grande operação de gestão dos resíduos no local e criando incentivos financeiros para que os subcontratados segregassem seus resíduos. Em decorrencia da economia gerada o projeto foi auto-financiado Este nível de desempenho para projetos de grande porte está se tornando bastante comum. A maioria dos projetos do Transport for London (TfL), Crossrail e outros projetos de construção estão estipulando 90-95% de desvio dos resíduos de despejo em aterro. Grandes empresas como Skanska, Balfour Beatty, Willmott Dixon, Sir Robert MacAlpine, Lend Lease e outras relatam, regularmente, que seu desempenho total frequentemente ultrapassam 90%. A sede da Skanska, Barangaroo e a loja carro-chefe da Marks & Spencer em Cheshire Oaks estipulam zero de despejo em aterro. Apesar destes números ainda não terem sido alcançados pelo setor da construção como um todo, acreditamos que há evidência suficiente para concluirmos que a ODA ajudou a inspirar mudanças no setor Potencialmente há uma exelente oportunidade em se explorar o relacionamento entre gestão dos resíduos e produtividade. A ODA atingiu níveis de produtividade sem precedentes e há provas circunstanciais que menos embalagem e encomendas de material em quantidades precisas conduzirá a um trabalho mais produtivo e, consequentemente, maior eficiencia. Acreditamos que mais pesquisa deve ser feita nesta área para ajudar a demonstrar a amplitude do aspecto financeiro nas práticas sustentáveis. Materiais 1.27 A ODA fixou os alvos de 20% de conteúdo reciclado por valor e 25% de agregados reciclados por peso. Este eram os alvos fixados pela indústria e a ODA os ultrapassou, significativamente, atingindo 34% and >40%. A ODA tambem estabeleceu novos padrões no uso de concreto mais sustentável e ao usar madeira certificada 100% sustentável Isto levou à inovações significantes, principalmente no Centro Aquático. Uma das maiores preocupacões dos empreiteiros era a proposta de usar o subproduto chamado stent como substituto de um agregado grosso no concreto já preparado. Nas paredes internas do Centro Aquático, o empreiteiro usou, com suscesso, 76% de stent para um acabamento de excepcional qualidade. O Centro Aquático tornou-se uma vitrine para os

13 outros empreiteiros preocupados com o uso do stent na superestrutura de concreto Evidentemente existe uma tendência de se usar materias mais sustentáveis para projetos de grande porte, alguns deles devido ao trabalho pioneiro da ODA. Empreiteiros como Willmott Dixon e Balfour Beatty medem seus desempenhos totais nesta area Num periodo de tres anos ( ), Balfour Beatty e parceiros na cadeia de suprimento afirmam que economizaram para a Highways Agency mais de 55 milhões de libras esterlinas e reduziram, significativamente, a pegada de carbono nos projetos devido ao uso do agregado e outros materiais reciclados Desde o início da ODA em 2005, foi desenvolvido pela BRE uma certificação para aquisição responsável de material de construção chamada BES Há evidência de clientes e empreiteiros usando esta certificação. A indústria de agregados forneceram o concreto para o Parque Olímpico e agora certificam todos seus produtos usando este critério. A expressao aquisição responsável talvez seja mal interpretada já que esta certificação enfoca somente os sistemas de gerenciamento ambiental e cadeia de custódia, mas não enfoca os critérios sociais ou de mão-de-obra A ODA fixou o alvo de 50% para transporte dos materiais para o local de maneira sustentável (ferroviávio ou hidroviário). Antes dos Jogos era 67%, porém o alvo permanece porque o trabalho de transformação ainda não está completo. O programa do Glasgow Commonwealth Games tem o objetivo de reduzir os impactos ambientais de transporte operativos durante a fase de construção mas não tem alvos específicos. Glasgow 2014 está reutilizando muito do que foi comprado pelo LOCOG e o transporte foi feito por barco Há provas de que o projeto Crossrail está aperfeiçoando este padrão:

14 Crossrail Crossrail está trabalhando junto com o Port of London Authority and British Waterways para promover e maximizar o uso de transporte por vias navegáveis para a entrega de materiais de construção, remoção de material excavado e resíduos. Com base em uma tonalada por kilometro, 85% do transporte de material excavadoserá feito por ferrovias ou hidrovias. As empresas contratadas que operam frotas de transporte devem aderir ao sistema dotfl FORS para demonstrar que tem credenciais sustentáveis e praticas de qualidade na indústria como uma eficiente e segura gestão de operações de transporte e obter pelo menos a classificação bronze. Crossrail tem o objetivo de usar os centros de consolidação para reduzir o numero de descolações de veículos pesados. Crossrail promete um program de treinamento para motoristas de caminhão, que inclui maneiras de dirigir que melhorem a eficiencia dos combustíveis.

15 Biodiversidade 1.34 A ODA prometeu entregar 102 hectares de Terreno Aberto Metropolitano e 45 hectares de habitat biodiverso que se tornaria um lugar de importante conservação ambiental. Isto faz parte do plano de longo prazo de transformar esta parte do leste de Londres numa área que as pessoas escolherão para viver, trabalhar e visitar. Foi também a contribuição principal na entrega de Jogos visivelmente verdes, tendo a maior parte do Parque como um ambiente natural, em contraste com os ambiente urbanos entregues pelas cidades que sediaram os Jogos anteriormente. A ODA atingiu seus objetivos e está cada vez mais confiante de que este legado será mantido ou até aperfeiçoado. Contudo, uma vigilancia constante se faz necessária para assegurar que as pressões comerciais não venham a corroer esta promessa Há evidência de que clientes e empreiteros de destaque fixaram alvos sem perda líquida de biodiversidade e, am alguns casos, até melhora-la. Estes incluem a sede da Skanska na Suécia, Crossrail, M&S Cheshire Oaks, Toronto Waterfront e Tianjin Eco City na China. Os chamados telhados verdes é uma solução popular que proporciona isolamento térmico extra e prolonga a vida dos telhados ao protege-los do clima e dos raios UV. Além disto, vegetação nos telhados proporciona habitat para pássaros e insetos, filtra a poluição do ar e reduz o escoamento das águas pluviais. Tambem há evidência no uso das chamadas paredes verdes e nas soluções sustentáveis de drenagem urbana. Habilidades, emprego e inclusão 1.36 A ODA estabeleceu alvos inovadores nesta área: Objetivo Alvo Desempenho Mão-de-obra local 15% 18% (Distrito anfitrião) Mão-de-obra que estava 7% 10% anteriormente desempregada Aprendizes BAME 15% 15% Mulheres 11% 4% [2% no comércio manual em contraste com 1-2% média da indústria]

16 1.37 Nosso relatório sobre habilidades e emprego - Skills and Employment Report 11 esclarece sobre a necessidade de um vasto esforço coletivo para se atingir estes alvos sem precedentes Há evidência que os empreiteiros imobiliários em Londres estão fixando alvos nesta área, mas não estão reproduzindo o alto nível da ODA. Entre os empreiteiros a British Land, Crown Estates e Land Securities estão dentre os que estão definindo obetivos de aprendizagem, emprego local e aquisições. Edificações famosas, como o Shard em Londres que informou sobre a origem de sua mão de obra, afirma que 65% eram britânicos e 85% provenientes da EU. Fora de Londres o Sir Chris Hoy Velodrome construído para o Glasgow Commonwealth Games criou uma estratégia exemplar sobre a mão-de-obra local. O LLCD prometeu 410 programas de apendizagem durante os 10 anos de sua operação e acordos de manutenção. As autoridades governamentais locais têm sido a forca motriz desta agenda establecendo objetivos de capacitação de emprego e recrutamento local. Água 1.39 A ODA estabeleceu os seguintes objetivos: Objetivo Alvo Desempenho Redução do uso de água potável Prédios residenciais - 20% mais baixo que a média do consumo de Londres Águas das chuvas / águas cinzentas em plantações sempre que viável 40% 60% sujeito a CCHP uso de águas negras Este alvo foi atingiu o Código 4 aumentado para atingir Código 4 quando apontamos que estava abaixo do Código 3 implementada em várias instalações 1.40 A ODA beneficiou-se do investimento feito pela Thames Water num centro de reciclagem de águas negras em Old Ford, se bem que o centro não teria sido seria construído se não fossem os Jogos Olímpicos e a intervenção direta da ODA Existe uma tendência entre os principais empreiteiros de fixar alvos para o consumo da água. Um total de 105 litros por pessoa por dia nas residencias aparece como a melhor prática no Reino Unido e usada por vários empreiteiros. Isto é motivado pelo requesito de se alcançar Código 3 e Código 4 no Código de Casas Sustentáveis. Os alvos para edificações 11

17 comerciais e lojas não são tão claros já que o uso do prédio terá um impacto significativo no consumo de água. Esta parece ser uma área potencial para pesquisa O LLDC estabeleceu uma estratégia abrangente: LLDC NOVAS CONSTRUÇÕES Usar não mais de 105 litros de água potável, por dia/por pessoa, em residências através da redução da demanda e uso de reguladores da vazão e aparelhos. Colheta de água da chuva e tratamentos de águas cinzentas nos novos empreendimentos. Implementar estudos que otimizem o uso das águas negras (Thames Water Blackwater). LOCAIS DOS EVENTOS E PARQUES Manter e aperfeiçoar a atual redução de 40% do uso de água potavel nos locais dos eventos. Regar os parques com água de colheta de chuva e com águas negras tratadas através do sistema de água não potável. Desenvolver uma estratégia junto com o British Waterways para explorar as oportunidades de lazer, tansporte, turismo e educação. EVENTOS Limitar o uso da água engarrada em todos os eventos internos. Trabalhar junto com as companias de eventos externos para reduzir o uso da água. CORPORATIVO Controlar o desempenho, publicar dados para estabelecer referencia e relatar sobre as metas de sustentabilidade. Acessibilidade 1.43 A Estratégia de Projetos da ODA criou um novo modelo de referencia para as instalações e para o Parque Olímpico. A ODA tambem tomou várias medidas para garantir que o processo da construção fosse acessível aos portadores de deficiencia física A avaliiação do impacto na saúde do Glasgow Commonwealth Games recomendou: Garantir projetos inclusivos é prioridade para os contratos de construção de Glasgow 2014 e devem ser consideradas questões importantes como acústica, conforto, ventilação, Glasgow City Council - orientação para o visitante, largura das portas, banheiros e a altura da mesa da recepção. O LLCD tem uma política de projetos inclusivos e diretrizes baseadas nas normas estabelecidas pela ODA. Outros grandes projetos como Crossrail, Bangaroo e Tianjin Eco City tem uma política de projetos inclusivos.

18 Os princípios e a política de inclusão da Crossrail (CRL) são: contribuir para a criação de um sistema de transporte inclusivo; garantir a construção e a operação do Crossrail com o menor nível possível de impacto negativo um mínimo nos grupos de igualdade (mulhres, negros, minorias etnicas, deficientes, lésbicas, homens gay, bissexuais e transsexuais, grupos religiosos, idosos, crianças e jovens, e pessoas com baixa renda); trabalhar para alcançar o melhor benefício viável para as comunidades através de um trabalho de parceria com outros meios de transporte e com as autoridades locais; Saúde e Bem-estar 1.45 A ODA estabeleceu novos padrões sobre saúde e segurança do trabalho, alcançou a meta zero de mortes, parece que isto aconteceu pela primeira vez numa olimpíada (ainda não comprovado). O indice 0.16 de frequência de acidentes esteve acima do alvo de 0.1, porém foi bastante inferior à média de 1.0 da indústria Por tráz disto está um sistema de gerenciamento, chamado de SHE leadership team (Equipe de Liderança) contratados de primeiro nível, reportando de acordo com os indicadores, relatando acidentes ou quaseacidentes, com enfoque local e um regime de cumprimento e prestação de serviços de saúde e aconselhamento no local. Pelo seu trabalho inovador nesta área a ODA recebeu vários premios internacionais 1.47 Em nosso relatário Inclusion and Health Living 12 declaramos: Em Novembro de 2010 a ODA completou seu décimo quinto conjunto de um milhão de horas trabalhadas sem um incidente desde que começou a controlar o Parque em Esta é uma grande conquista. A ODA demonstrou desempenho exemplar com enfoque na prevenção de acidentes, proporcionando serviços de saúde e bem-estar no local do Parque Olímpico com foco no bem-estar dos trabalhadores. Até Outubro de 2010, a ODA estima que pelo menos horas terão sido economizadas as pela implantação no local de serviços de saúde ocupacionais. 12

19 1.48 Este relatório recomendava Que a ODA continue a trabalhar com o Health and Safety Executive no desenvolvimento de um programa para disseminar o aprendizado sobre segurança do trabalho e bemestar do trabalhador na fase de construção dos Jogos e que o Governo faça disto um requisito para todos os projetos públicos. Isto deve incluir a promoção de práticas de qualidade e uma eficaz gestão de risco com o objetivo de sua integração na cultura de outros projetos, grandes ou pequenos Em nosso Relatório Anual de , também recomendamos Que a ODA, em trabalho conjunto com outros relevantes departamentos governamentais junte provas que demonstrem a relacão entre produtividade, saúde, segurança e sustentabilidade e publique seus resultados como parte do legado de apreendizagem. Este trabalho foi publicado no ODA Learning Legacy website 14. Apesar das suposições existentes, o relatório conclui que o custo dos serviços para o bem-estar da mão-de-obra foi de 37 Libras esterlinas por trabalhador por ano. O relatório compara o benefício da redução do absenteísmo com as normas da indústria da construção e estima que houve uma economia líquida em torno de 6-7 milhões de Libras Esterlinas. Acreditamos que isto é um exemplo convincente para que se invista no bem-estar da mão-de-obra e que deva ser considerado em todos os projetos de grande porte. Abaixo o resumo da conclusão deste relatório: Principais Conclusões A estimativa da economia resultante do uso de higienistas indústriais durante a construção do Parque e da Vila apresentada nesta pesquisa sugere vigorosamente que uma força de trabalho preventiva na gestão da saúde pode ser bastante vantajosa. Esta pesquisa contem exemplos específicos de como os higienistas indústriais ajudaram... individuais no lugar assim como a estimativa dos beneficios gerais de seu trabalho. Todos os exemplos e cálculos apresentados demonstram um sólido retorno do investimento. A estimativa de qual é o custo benefício deste trabalho não está definitiva, e certamente ainda são possíveis novas pesquisas para validar estes resultados. Contudo, na opinião dos pesquisadores, o documento não apresenta uma maneira útil de se começar um debate sobre argumentos econômicos para a gestão de saúde preventiva na força de trabalho. Este debate deve involver representades dos empregadores, governo, trabalhadores, pesquisadores e agentes de seguro entre outros, assim que estas partes tem um interesse em ter o potencial retorno econômico que pode emergir da prevenção de faltas por motivo de doença

20 1.50 Não encontramos evidencias de que o Governo esteja exigindo que todos os projetos de financiamento público reproduzam as normas da ODA referentes à segurança do trabalho. Isto é lamentável tendo em vista o exemplo apresentado pela ODA, com claros resultados financeiros Existe bastante evidência de que os principais empreiteiros estarem adotando os objetivos para atingir o nível de desempenho, sem precedentes, da ODA. Por exemplo, Balfour Beatty, um dos primeiros contratantes, estabeleceu os seguintes objetivos corporativos: Balfour Beatty Construction Zero Harm Policy. A política do grupo é atingir lesões zero até 2012, através de: Zero Fatalidades Zero lesões incapacitantes permanentes Cada empresa operacional visa zero acidentes e lesões até 2012 com um teto máximo 0.1 do Indíce de Frequencia de Acidente até o final de Manter o públic fora de perigo: Todas as empresa do grupo BB devem obter e manterá níveis de lesões zero - separação, seguranca, monitoramento e a responsabilidade de proteger o público dos perigos. Trabalho junto aos clientes: Todas as empresas do grupo BB irá incentivar o apoio e a cooperação de seus cliente para atingir lesão zero. Fazer da segurança algo pessoal: Todos do grupo BB assumirão este compromisso É interessante notar que a política establecida pela Balfour Beatty ultrapassa e a exigida pela maioria de seus clientes, como empreiteira de grande porte. Uma recente evidência sugere que as grandes empreiteiras estão muito mais ativas nesta área e, em geral, na área de sustentabilidae ao invés de simplesmente estarem atendendo aos desejos de seus clientes.

21 2. Eventos sustentáveis? Resumo 2.1 Com algumas notáveis exceções, o setor de gestão de eventos não vem se concentrando na sustentabilidade. A gestão de eventos geralmente acontece no curto prazo, devido à disponibilidade do local, e a velocidade geralmente é fundamental e motivada por fatores econômicos. O objetivo de criar, organizar e lançar o evento rapidamente pode levar a práticas de desperdício. A venda de material promocional pode ser fundamental para gerar receita, assim como o patrocínio corporativo. A ênfase tradicional se concentra na receita, sem questionar a origem do material promocional ou a origem da verba corporativa. Nos últimos anos, este foco mudou e práticas mais responsáveis estão surgindo resultante de ação direta de ONGs e da elevação do nível de conscientização do público com relação à sustentabilidade. 2.2 Usando os Jogos Olímpicos de Sydney (também conhecidos como Jogos Verdes") como ponto de partida, Londres 2012 quis definir uma nova referência. Conforme o teor documentado nos relatórios publicados nos períodos anteriores 15 e posteriores 16 aos jogos, esse objetivo teve grande sucesso. Entretanto, ao adotar o mantra da comissão não há jogos sustentáveis, precisamos explorar como o LOCOG influenciou o setor de eventos como um todo. 2.3 Analisamos vários locais e concentramos nossa atenção em três eventos globais futuros, os Jogos da Comunidade Britânica de Glasgow 2014, a 34ª Copa das Américas em São Francisco e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio Avaliamos que, em geral, Glasgow possui um foco na sustentabilidade, mas definiu um padrão mais baixo ou menos específico que o do LOCOG. Rio está aplicando as lições aprendidas em Londres, adequadas ao contexto do Rio. A 34ª Copa das Américas aprendeu claramente com todos os aspectos sustentáveis de Londres 2012 e vem aplicando bem essas lições e, em alguns casos, vem superando os padrões definidos pelo LOCOG. 2.4 Esta seção identifica as provas da influência de Londres 2012 em várias áreas. O uso dos critérios da certificação ISO e a suplementação do critério de GRI por parte do setor de eventos vem aumentando, Londres 2012 foi pioneira nessas duas iniciativas. Há provas da adoção da visão da alimentação e das estratégias de resíduos da LOCOG. O desempenho da gestão de energia da LOCOG foi ruim e esperamos que melhores estratégias sejam adotadas em eventos futuros

22 2.5 A mesa-redonda Beyond 2012 identificou questões éticas relacionadas ao patrocínio corporativo e à gestão da cadeia de fornecimento como sendo questões fundamentais que foram administradas por Londres 2012, mas que não foram totalmente resolvidas. Para tal, recebemos positivamente os planos do Institute of Human Rights and Business, da Royal Holloway University e do WWF para explorar essas questões em mais detalhes com órgãos administrativos como o IOC. Governança 2.6 Duas novas certificações fundamentais foram criadas desde que Londres 2012 ganhou a candidatura: O certificação de gestão de eventos BS 8901, que agora foi adotada como a certificação ISO Esta certificação define o sistema de gestão dos impactos da sustentabilidade dos eventos. A certificação de relatórios suplementar do GRI (Global Reporting Initiative), que emprega o método estabelecido para emitir relatórios de sustentabilidade, usados por grandes corporações mundiais, e apresenta as medições que podem ser usadas no setor de eventos. 2.7 O LOCOG não inventou estas certificações nem pagou pela criação das mesmas. Entretanto, a equipe de sustentabilidade do LOCOG contribuiu significativamente, de maneira voluntária, para desenvolver as duas certiicações e Londres 2012 foi o primeiro evento dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos a aplicá-las. Em combinação com o serviço independente de garantia da qualidade da comissão, esse fator garantiu que a sustentabilidade do evento fosse administrada, medida e garantida com transparência pela primeira vez. 2.8 Há provas sólidas sugerindo a adoção das certificação ISO e GRI estão e que a tendência é crescente para a adoção nos próximos eventos. Glasgow Glasgow 2014 implementará todas as fases do BS 8901 nos jogos. Nosso estreito relacionamento com Londres 2012 possibilitará que os parceiros vejam como as certificações funcionam na prática. O CSL não garante a implementação completa em Glasgow 2014, mas queremos empregar expressões como a aspiração. Contudo, nosso diálogo com a equipe de Glasgow sugere que provavelmente isso acontecerá. Rio Rio está implementando as normas ISO com a intenção de obter a certificação em meados de 2013 e mantê-la durante os jogos Rio 2016 incentiva todos os fornecedores do setor de eventos a obter a certificação ISO 20121, a certificação de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Rio 2016 considera a certificação como uma vantagem competitiva e levará esse fator em consideração no processo de avaliação. Acreditamos

23 Sochi 2014 que a integração do padrão ao processo de compras e aquisições é uma boa maneira de implementar tal requisito Sochi não está usando a certificação ISO A política do evento é a seguinte: Segundo as recomendações dos Jogos Olímpicos Agenda XXI, no final do 2012 SMS, assim como as atividades do maior número possível de organizações envolvidas na preparação e na execução dos Jogos Olímpicos, os eventos serão executados em conformidade com as normas ISO Além disso, os componentes relevantes da norma 761/2001 EMAS serão introduzidos. Essas normas não correspondem às normas das certificações ISO e ISO 14001, e geralmente são consideradas como sistemas de gestão ambiental que administram todos os aspectos da sustentabilidade. 34ª Copa das Américas 2.13 A política é implementar as normas ISO nos eventos da 34ª Copa das Américas em São Francisco. O atual diretor de sustentabilidade do evento é um especialista do CSL e foi um profissional fundamental na implementação deste padrão. Exemplos de tipos diferentes de locais que empregam as normas BS 8901 ou ISO são: Millennium Stadium Earls Court Excel Centre Croke Park Goodwood Weymouth & Portland NSA Exemplos de outras organizações e de eventos que empregam as normas BS 8901 ou ISO são: Live Nation usou as normas BS 8901 no festival Live Earth Workers Beer Company (administra as lanchonetes nos festivais de Glastonbury, Reading, V, entre outros) Feiras da Reed Logistik Group Prefeitura de Brighton & Hove A Coca Cola obteve a certificação ISO pela atuação em Londres 2012 Sydney Festival O AEG Live, que administra atividades de entretenimento no mundo inteiro (são os administradores do O2 Arena), obteve a certificação BS8901, em julho de 2012, e quer convertê-la para as normas ISO no final de 2012.

24 Carbono e energia 2.14 Embora o trabalho do ODA para oferecer energia eficiente nos locais dos eventos e infraestrutura de baixo carbono tenha nos impressionado, concluímos que os esforços do LOCOG para executar um evento de baixo carbono foram ruins. Eles não cumpriram a promessa de que 20% da eletricidade fosse de origem renovável, não forneceram a pira (tocha) olímpica de baixo carbono e os esforços para economizar eletricidade durante os Jogos Olímpicos foram poucos e executados muito tardiamente. O caldeirão de baixo carbono foi a única joia desta coroa. Esperamos que outros eventos aprendam com esta experiência e atuem nos estágios iniciais e de forma mais decisiva O sucesso de Londres ao ganhar a candidatura dos Jogos ajudou a divulgar o interesse na pegada de carbono que agora dá frutos. Londres 2012 produziu uma pegada de carbono para os Jogos pioneira já que nenhum dos Jogos anteriores procurou entender as emissões pela construção nem lidar com as emissões embutidas do processo da construção e de todos os materiais. Além disto a empresa de consultoria que criou a metodologia da pegada de carbono para Londres 2012 está trabalhando com a BSI numa nova norma para pegada de carbono em eventos de nível globais. Glasgow A política de Glasgow declara: Queremos reduzir a pegada de carbono dos Jogos Olímpicos e trabalhar no desenvolvimento do legado por meio da redução dos impactos incorporados e da otimização da eficiência energética, da demanda energética e do uso de fontes de energia renováveis e de baixo carbono. Temos o compromisso de buscar meios inovadores para reduzir a pegada de carbono dos Jogos Olímpicos, assim como a otimização da eficiência energética e da redução da demanda, além da maximização do uso da energia renovável e de baixo carbono. A implementação da gestão da energia no lado da demanda por meio do uso de fontes de energia renováveis e de baixo carbono Essa é uma declaração de intenção, porém diz muito pouco sobre o plano real e não define objetivos. Não participamos do detalhamento dos planos de Glasgow, mas há pouca informação no domínio público para inspirar confiança. Rio Rio possui objetivos diferentes de Londres, pois usarão a energia da rede de distribuição o máximo possível, uma vez que o Brasil já usa fontes de energia renováveis e de baixo carbono. Portanto, usar a eletricidade da rede é a melhor solução. Entretanto, a infraestrutura de energia do Rio enfrenta desafios para dar suporte à crescente população e à economia da cidade. O objetivo de longo prazo é usar os Jogos Olímpicos como um catalizador para

25 melhorar a infraestrutura de energia nas zonas dos Jogos Olímpicos e, desta maneira, oferecer um legado benéfico O objetivo é evitar o uso de geradores de reserva, exceto nos casos em que o local tenha uma demanda de eletricidade superior à demanda do legado. Nestes casos, a instalação de novas conexões não é viável. Quando for necessário usar geradores, serão usados geradores a gás sempre que for possível. O diesel será o último recurso e, em seguida, será 20% de biodiesel ou até 50% se for viável até Essa é uma melhoria significativa da estratégia do LOCOG, onde houve um grande uso de geradores temporários usados em filtros específicos. O uso de combustíveis alternativos foi mínimo Rio 2016 está desenvolvendo uma pegada de carbono com base na metodologia de Londres 2012, usando-a como ponto de partida. Eles querem medir a referência da pegada de carbono até meados de 2013, juntamente com cenários alternativos até o final de Rio está realizando um estudo da neutralização da pegada de carbono residual por meio dos projetos de restauração ambiental da Mata Atlântica em áreas degradadas do Rio de Janeiro Acreditamos que esta é uma estratégia excelente para lidar com o fornecimento e muito superior aos planos do LOCOG. Ainda precisamos ver o plano da demanda, mas não é muito tarde para criá-lo. 34ª Copa das Américas 2.22 Este evento tem como objetivo superar as metas do LOCOG. A ideia da neutralização foi descartada nos estágios iniciais do programa de Londres 2012, em favor da abordagem mais ampla do legado A política está resumida abaixo: A Copa das Américas assumiu o compromisso de neutralizar as emissões de carbono. Nosso plano de sustentabilidade define este compromisso e a metodologia usada será a de Londres Estratégias de emissões e energia 2.24 O comitê de organização de São Francisco vem trabalhando com os parceiros de execução para implantar as seguintes estratégias de emissões e energia para os eventos da AC34 de São Francisco: Priorizar a redução do uso de energia, evitar as emissões de gases do efeito estufa e a poluição do ar associadas às atividades de execução do evento. Usar a gestão de carbono como uma ferramenta para melhorar o desempenho da sustentabilidade. Se esforçar para alcançar a neutralização de carbono, emitido pelo comitê de organização, da pegada de carbono residual das atividades do evento que será realizado em São Francisco (2012 World Series, a Louis Vuitton Cup em 2013, a Defender Series (se houver) e a 34ª Final da Copa das Américas em 2013). A pegada de carbono do comitê de organização inclui as emissões

26 geradas pelas atividades sobre o controle operacional do comitê de organização para os eventos da AC34 em São Francisco. Realizar uma avaliação da pegada de carbono do evento e criar uma estratégia de gestão de carbono para guiar o processo de decisão. Monitorar os principais componentes da pegada de carbono do evento. Evitar e/ou reduzir as emissões viáveis na instalação e na operação de estruturas e locais temporários, enfatizando a reutilização de materiais, o uso de materiais secundários ou de alternativas de baixo carbono, a redução dos resíduos, além das oportunidades de economizar energia e recursos, sempre que for possível, por meio da coordenação e colaboração entre fornecedores, vendedores e terceirizados. Aquisição de combustível de baixa emissão para os barcos do evento. Fornecer energia no ancoradouro para os barcos ancorados de suporte e os barcos dos espectadores. Implementar, quando viável, o uso de energia renovável nos locais dos eventos com público, após a maximização da eficiência energética para substituir as fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis e para maximizar oportunidades por meio de parcerias. Desenvolver diretrizes para os pilotos dos barcos de corrida para promover o uso eficiente de combustível e a redução das emissões. Desenvolver uma estratégia de sustentabilidade para a tecnologia para maximizar a eficiência e a economia de energia, além de reduzir o valor de equipamentos e materiais necessários para alcançar o máximo benefício do resultado. Priorizar o uso de materiais e equipamentos existentes por meio de aluguel ou leasing, em vez de comprar novos produtos, para reduzir os impactos de carbono gerados na fabricação ou no transporte. Usar combustível que não gere emissões ou gere baixas emissões pelos geradores usados nos eventos, sempre que for viável e estiverem disponíveis. Usar a eletricidade da rede sempre que for possível. Selecionar sistemas de iluminação eficientes para uso nos eventos temporários. Empregar medidas de economia e eficiência energética nos equipamentos do evento. Reduzir a necessidade de refrigeração e de aquecimento (conforto e equipamento) Esta é uma iniciativa colaborativa positiva e a primeira do tipo que observamos. Em função da proliferação dos eventos globais planejados no Reino Unido nos próximos anos, esse modelo pode ser adaptado. Wimbledon 2.26 Wimbledon recebeu uma auditoria de energia realizada pelo Centre for Sustainable Energy, em 2009, com a pegada de carbono associada do Best Foot Forward, que também calculou a pegada de carbono do LOCOG. As recomendações foram feitas e o progresso foi monitorado com uma visita de seguimento em 2012, mostrando melhorias significativas.

27 Estádio de Wembley 2.27 Wembley possui a seguinte política de energia: O Estádio de Wembley usa 100% de energia verde. Desde 2007, reduzimos o uso de eletricidade e as emissões de carbono relacionadas em 28%. Esse objetivo foi alcançado por todos os funcionários do estádio, que trabalharam juntos para garantir que os equipamentos e os sistemas elétricos sejam usados da maneira mais eficiente possível. Todas as luzes não essenciais são desligadas quando não há eventos, inclusive o arco É necessário observar que a energia fornecida segue o padrão de tarifa verde (Green Tariff), ou seja, não há energia renovável adicional, portanto o impacto das emissões de carbono do Reino Unido da geração de energia é zero. Na nossa declaração de , orientamos firmemente contra a consideração do LOCOG de usar a energia de baixo carbono oferecida pelo patrocinador EDF por razões semelhantes. Ficamos satisfeitos quando observamos que o LOCOG seguiu nossa orientação. Resíduos 2.29 Londres 2012 definiu o objetivo revolucionário de executar zero despejo de resíduos em aterros sanitários durante os Jogos Olímpicos. Este foi um dos mais ambiciosos objetivos de reuso, reciclagem e compostagem de 70% dos resíduos produzidos durante os Jogos Olímpicos. O objetivo de zero despejo em aterros sanitários foi atingido. O objetivo de atingir 70% de reuso, reciclagem e compostagem foi superado, com 82% do padrão medido, porém alcançou 62% segundo as medições de destino final mais precisas. A honestidade do LOCOG na comunicação dos métodos é admirável. Glasgow A política de Glasgow é: O resíduo que iria para o aterro sanitário, temos o objetivo de reduzi-lo em 80% durante os Jogos Olímpicos, e continuaremos trabalhando para reduzir o despejo no aterro sanitário após o evento. Essa não será uma tarefa fácil, mas temos o objetivo de garantir que atingiremos esse objetivo por meio da melhoria das nossas instalações de reciclagem com estratégias de compras sensatas, além da melhoria contínua do material educacional relacionado à reciclagem, com áreas de reciclagem maiores e melhores, dentro e no entorno dos locais do Jogos Olímpicos. Objetivos: Implantar uma estratégia de resíduos com objetivos de monitoramento. Minimizar o despejo de resíduos durante a construção. Incentivar o uso de materiais recicláveis na construção. 17

28 Fornecer instalações de reciclagem para o público e para os provedores durante os Jogos Olímpicos. Garantir a disposição sensata dos materiais após os Jogos Olímpicos e evitar o despejo no aterro sanitário. Promover a sustentabilidade por meio da redução dos resíduos, do uso da energia e dos recursos investidos na produção, reduzindo o despejo em aterro sanitário e melhorando as questões ambientais associadas. Para atuar como um exemplo para a nova gestão de resíduos de Glasgow e para demonstrar práticas de gestão de recursos exemplares. Minimizaremos a geração dos resíduos na origem, vamos reutilizar o resíduo da construção sempre que for possível, 80% dos resíduos gerados durante os Jogos Olímpicos não serão despejados em aterros sanitários e o evento irá usar a hierarquia de resíduos de redução, reuso e reciclagem para facilitar a mudança de comportamento individual de longo prazo Embora esta estratégia de resíduos seja considerada um avanço em relação à normalmente oferecida pelo setor de eventos, os planos de Glasgow não tem a ambição dos planos do LOCOG. Rio Mais uma vez, o contexto do Rio é muito diferente de Londres. Atualmente, menos de 10% do lixo do Rio é reciclado. Embora as novas instalações de energia para resíduos e reciclagem estejam planejadas para serem construídas no Rio até 2016, se os Jogos Olímpicos do Rio reciclassem todos os resíduos, eles poderiam assumir uma parte significativa da cidade Os aterros sanitários do Brasil podem ser designados como formais ou informais. A cidade do Rio de Janeiro atualmente envia todos os resíduos para aterros que oferecem tratamento adequado e fechou os aterros informais em junho de Entretanto, a capacidade de coletar diferentes fontes de resíduos é baixa. Portanto, o despejo de resíduos em aterros formais já representa uma melhoria significativa para os padrões do Rio O Rio ainda não possui uma estratégia de resíduos. Haverá uma ênfase na educação e no incentivo para que as pessoas, os espectadores e o público em geral reciclem usando os Jogos Olímpicos como uma oportunidade de conscientização. Provavelmente será um sistema mais simples que Londres, reconhecendo que a mudança de comportamento para a reciclagem se encontra em estágios iniciais no Brasil A construção das instalações está planejando o uso da logística reversa e do reuso, tendo a reciclagem como principal opção quando o reuso não for possível. As empresas contratadas precisam reportar o destino de todos os resíduos Ficamos impressionados com a maneira como Rio aprendeu com o LOCOG e adaptou o aprendizado para adequá-lo às circunstâncias específicas da cidade.

29 34ª Copa das Américas 2.37 O evento America s Cup World Series de outubro atingiu 98% de redirecionamento de resíduos que não foram enviados para aterros. A Copa das Américas de 2013 tem o objetivo de atingir zero resíduos no evento deste ano. Ao contrário do LOCOG, este evento não definiu os objetivos de reuso, reciclagem ou compostagem no domínio público, significando que 100% da incineração atingiria o objetivo declarado. Wimbledon 2.38 A política de Wimbledon declara que: Wimbledon processa resíduos por meio de uma Instalação de Recuperação de Materiais (Material Recovery Facility, MRF), que evita o uso do aterro com eficiência energética. Os materiais não recicláveis são processados na instalação chamada Energy from Waste (Energia do Lixo), localizada junto com o MRF e que atinge uma redução geral de uso de cerca de 95% do volume do aterro. Durante 2008, o clube introduziu um sistema de cestas de lixo com duas aberturas no jogos do The Championships, separando os materiais recicláveis na origem. Esse processo aumentou a reciclagem geral de 22% nos anos anteriores para 53% Este resultado não é tão ambicioso quanto o do LOCOG, mas há um plano claro e provas de progressos no decorrer do tempo. Estádio de Wembley 2.40 Os resultados foram zero resíduos para o aterro e a reciclagem no evento chegando a 74% do volume de resíduos. Deve-se observar que o segundo resultado está relacionado aos resíduos que deixaram o local (o LOCOG atingiu 82%), o resultado real dos resíduos reciclados será provavelmente mais baixo. Em 2011, Wembley introduziu um projeto piloto de coleta separada de resíduos orgânicos nas áreas de preparação de comida Como o estádio é relativamente novo, espera-se que Wembley empregue altos padrões nesta área e os objetivos alcançados comparam-se favoravelmente com os do LOCOG. Estádio de Twickenham 2.42 Como parte da renovação da base de concreto da parte sul do estádio, a base anterior foi quebrada e reusada como parte agregada do desenvolvimento da nova base Após a implementação da campanha do RFU reciclar mais que a bola, a taxa de reciclagem do estádio aumentou para mais de 65%. Twickenham também opera uma política de zero resíduos para o aterro, sempre que não forem usados para fornecer energia. Phoenix Open (considerado como sendo o maior evento de golfe dos EUA)

30 2.44 Este evento possui um forte objetivo de produzir zero resíduos: ZERO Latas de lixo no programa de resíduos 2013 Waste Management Phoenix Open. Em vez disso, há duas opções para a disposição dos resíduos: latas de reciclagem e latas de compostagem de dejetos orgânicos. Elas coletam e mantém a separação do lixo reciclável recuperável e da compostagem de resíduos orgânicos que redirecionarão praticamente todos os resíduos do torneio para longe do aterro sanitário. 60 Compactadores de gestão de resíduos movidos a energia solar no campo que possibilitarão que os espectadores façam a disposição do lixo orgânico de maneira mais eficiente. Essas máquinas comportam cinco vezes a quantidade de lixo das latas tradicionais sem compactação, reduzindo as viagens necessárias para coletá-las Os embaixadores da reciclagem posicionados no campo para garantir o zero no Desafio de Lixo Zero (Zero Waste Challenge) neste ano Bolas de golfe no logo WM posicionado na água. A gestão de resíduos usará mais uma vez o logo flutuante no lago do 18º buraco, usando as letras do torneio do ano passado. O logo pesará mais que oito toneladas e consistirá de aproximadamente bolas de golfe usadas que, caso contrário, seriam jogadas fora. Após o torneio, essas bolas serão doadas para The First Tee, uma instituição filantrópica para jovens Tees de plástico reciclados usados para criar o logo aquático da WM no 15º buraco. Os tees serão usados novamente no torneio de Glastonbury 2.45 Desde 2005, o festival conseguiu reciclar cerca de 50% dos resíduos produzidos durante o ano, apesar da humidade e da lama contida nos resíduos. As citações abaixo foram tiradas do website chamado Resource 18 (Recurso), que inclui citações dos organizadores de Glastonbury. As pessoas se aproximam das latas, olham para os rótulos e geralmente selecionam a lata correta, mesmo os bem alcoolizados que não conseguem ficar de pé e se concentrar. O poliestireno não é permitido, todos os recipientes de alimentos são biodegradáveis. Não permitimos vidro ou bioplásticos. Portanto, administramos ativamente o lixo do evento. Não permitimos que os fornecedores produzam lixo e embalagens excessivas. Quando comecei a coletar o lixo, era comum ver meia tonelada de peixe deixada em uma pilha apodrecendo e muitos resíduos de porcos e cabeças apodrecendo na pilha. Os fornecedores diziam não quero isso e jogavam no chão. No ano que assumi, em meados dos anos noventa, acho que consegui me livrar de 20 fornecedores por causa do lixo que eles deixavam para trás. Mas não é só o lixo das embalagens que fica no chão depois da festa. Mostrando uma mentalidade de desperdício, todo ano, milhares de barracas e outros itens reutilizáveis eram deixados para trás. Em um ano, este número chegou a

31 Um grupo colocou placas pedindo barracas para doar para a África, mas depois foram embora para Londres com 50 barracas. No ano passado, uma mulher coletou cerca de para fazer roupas, e grupos como os escoteiros e os cadetes da Força Aérea também usaram os resíduos. Quando perguntamos se as barracas acabavam no aterro sanitário, Kearle respondeu: Sim. Porque muitas delas estavam rasgadas ou foram usadas como banheiros. Portanto, ninguém quer reciclar essas barracas Um vídeo do website de Glastonbury pede que os participantes do festival levem para casa as cenas do estado deprimente que a fazenda ficou depois que os participantes foram embora. Em 2009, cerca de 400 coberturas, colchões de borracha, barracas, sacos de dormir, colchões de ar e cadeiras foram abandonados. Kearle acrescentou que quando chove muito, muitas botas de borracha ficaram para trás e sempre há tubos de óxido de nitrogênio, refrigeradores, freezers e televisores abandonados nos campos. Com sorte, tudo isso acabará em um ferro-velho local ou em reprocessadores WEEE Além de todos os esforços direcionados para a reciclagem, a fazenda recentemente instalou mais de células fotovoltaicas para gerar 200 quilowatts de energia quando faz sol. Eavis quer substituir dez dos veículos da frota de Land Rovers do festival por carros elétricos. Há planos para instalar uma unidade de digestão anaeróbica (parecidas com as da Alemanha) para usar o estrume do gado e outros resíduos agrícolas (mas não o lixo orgânico do festival, pois não valeria a pena conseguir uma licença adicional para processar os resíduos alimentares gerados por um período tão curto) Está claro a partir das provas e dos vários exemplos mostrados que o exemplo do LOCOG está inspirando mudanças. Nosso trabalho com Sita, o fornecedor de gestão de resíduos durante os Jogos Olímpicos, indicou que eles aprenderam muito com o trabalho do LOCOG e planejaram oferecer as opções zero para o aterro para alguns dos futuros clientes, gerando vantagem competitiva por meio de uma maior competência de sustentabilidade. Alimentos 2.49 Motivado por uma forte representação do London Food Group, o LOCOG iniciou uma ambiciosa Visão de Alimentos para atender a uma demanda de fornecimento superior a 14 milhões de refeições sustentáveis e saudáveis, refletindo a diversidade de Londres a preços acessíveis. Foi um grande empreendimento sem precedentes no setor de eventos. Há uma expectativa de que essa iniciativa irá inspirar um legado para Londres, com uma cadeia de fornecimento capaz de seguir os padrões mais exigentes. Os padrões foram elevados e os parceiros do LOCOG executaram a maioria dos objetivos definidos. Food Legacy Project (Projeto do Legado de Alimentação)

32 2.50 Desde a realização dos Jogos Olímpicos, o Food Legacy Project criou o Food Legacy Pledge 19 (Promessa do Legado de Alimentação) para que as organizações de Londres aderissem ao projeto, fazendo diferença para dar continuidade às melhores práticas estabelecidas em Londres 2012 e ao suporte para a cadeia de fornecimento estabelecida para os Jogos Olímpicos. O grupo também fornece informação online sobre os padrões de alimentação e informações sobre fornecedores capazes de satisfazer aos requisitos. O website contém muita informação útil, mas quando esse relatório foi redigido em fevereiro de 2013, a última atualização no website datava de setembro de Recomendação 3: Que o London Food Board considere uma iniciativa de longo prazo a partir das lições aprendidas com o Food Legacy Pledge, incluindo os compromissos de disposição de resíduos em parceria com a Wrap. Fomos informados pela Sustain que o projeto só foi financiado por 9 meses, inicialmente pelo GLA, com uma pequena contribuição de outras partes envolvidas a partir do final de Embora este projeto tenha feito progressos para inspirar um legado de alimentação sustentável, os fornecedores do serviço de alimentação não estavam dispostos de seguir a promessa e prefeririam ter um processo onde pudessem se engajar ao longo do tempo. O registro do projeto sob a marca de inspiração do LOCOG também foi uma restrição. Embora não houvesse financiamento por parte do LOCOG, o uso da marca de inspiração coloca restrições na marca dos participantes, tornando o projeto menos atraente para empresas que não conseguem obter reconhecimento de marca pelos próprios esforços A mesa redonda Beyond 2012 (Além de 2012) identificou sinergias possíveis entre o trabalho do London Food Board e do Wrap, que têm interesse no setor de eventos e, principalmente, em resíduos alimentares. Se a promessa do legado de alimentação fosse revisada para incluir os resíduos, esse fator poderia gerar apoio de financiamento do Wrap. 19

33 Sustainable Fish City (Cidade do peixe sustentável) 2.52 Outra iniciativa que surgiria a partir da iniciativa London 2012 Food Vision (Visão de alimentação de Londres 2012) é a Sustainable Fish City Para capitalizar o sucesso dos Jogos Olímpicos, a Sustain lançou a campanha Sustainable Fish City, em janeiro de 2011, com o endosso de Rosie Boycott, assessora do prefeito de Londres e presidente da London Food Board, com o compromisso da Greater London Authority, para servir peixe sustentável no City Hall (sede da prefeitura), na Polícia Metropolitana e na agência Transport for London. Em apenas um ano, a campanha recebeu promessas para servir peixe sustentável de organizações que, juntas, serviram mais de 100 milhões de refeições por ano, incluindo: O governo nacional para um terço do setor público ( pessoas e 17 milhões de libras esterlinas de peixe ao ano), inclusive o Whitehall, House of Commons, serviço prisional e partes das Forças Armadas; 19 líderes universidades de Londres (com um campus combinado de mais de estudantes); O Patrimônio Nacional (National Trust), provedores de alimentação nacionais e regionais, inclusive Sodexo, o segundo maior provedor de alimentação do país, e os concorrentes Restaurant Associates, BaxterStorey e ISS Food and Hospitality; Restaurantes, inclusive redes populares como a rede Carluccio s, restaurantes independentes e restaurantes com estrelas Michelin. Empresas importantes que contratam ou fornecem grandes quantidades de refeições e cujas especificações de sustentabilidade nos contratos de alimentação exercem grande influência nos provedores comerciais e nos fornecedores, inclusive as empresas British Airways, Eurostar, John Lewis, Barclays e RBS É necessário observar que há uma grande diferença entre uma promessa e uma execução real, sendo que nenhuma dessas promessas estavam sujeitas a qualquer tipo de garantia ou de comunicação de resultados. Não é realista esperar que organizações que juntas servem mais de 100 milhões de refeições façam uma mudança instantânea para o peixe sustentável ou que a cadeia de fornecimento esteja equipada para apoiar tal transformação. Entretanto, a iniciativa está incentivando os provedores e está dando um bom exemplo, usando o legado da visão de alimentação de Londres 2012 para melhorar padrões e elevar a conscientização do público. Glasgow A política de compra responsável de Glasgow indica que a organização está adotando a maior parte da visão de alimentação de Londres 2012 e que produzirá sua própria política de alimentação. Ela não diz quando isso será 20

34 Rio 2016 realizado, mas parece que já está ficando um pouco tarde. O LOCOG publicou a visão de alimentação em dezembro de 2009, dois anos e meio antes dos Jogos Olímpicos. Esse fator foi essencial para engajar os fornecedores de alimentação e seus fornecedores a tempo para que eles pudessem participar do programa. Os jogos de Glasgow acontecerão em menos de um ano e meio, e nos preocupamos que não haverá tempo suficiente para preparar e capacitar a cadeia de fornecimento. O resultado poderia incorrer na falha dos objetivos, no aumento dos preços ou em ambos A candidatura de Rio 2016 tem o compromisso de fornecer comida orgânica na vila olímpica. "Alimentação para a vila olímpica e paraolímpica com 100% de alimentos orgânicos fornecidos, melhorando a biodiversidade". Esse compromisso foi reconhecido como sendo um compromisso irreal e agora outros compromissos mais apropriados serão feitos A estratégia de alimentação do Rio será publicada posteriormente em Eles usarão as lições aprendidas com Londres quando puderem, e os representantes do Rio contribuíram com entusiasmo nas mesas redondas do Beyond Entretanto, eles terão que superar alguns obstáculos. Por exemplo, não há um programa de certificação de peixe sustentável no Brasil. O Rio poderia se concentrar em buscar opções de distribuição dos alimentos não utilizados, criando benefícios sociais. Essa iniciativa não foi considerada uma prioridade para o LOCOG e foi considerada muito difícil do ponto de vista da higiene, da segurança e restrições logísticas. 34ª Copa das Américas 2.58 Este evento publicará uma Diretriz de Alimentação Sustentável (Sustainable Food Framework). A política atual declara que: Todos os alimentos e as bebidas servidas nos eventos da 34ª Copa das Américas serão adquiridos da região mais próxima, variando dependendo dos itens. Dependendo do item, será necessário ter a certificação para garantir práticas sustentáveis, humanas e trabalhistas positivas. Todos os materiais descartáveis devem ser biodegradáveis com certificação BPI, devem seguir as normas ASTM D-6400 e devem ter o marcador verde (etiqueta, faixa ou tarja em todas as partes do produto). É preferível o uso de materiais duráveis, em vez de descartáveis, sempre que for possível. É preferível usar papel em vez de plástico biodegradável. A embalagem deve ser minimizada e enviada para destinos alternativos ao aterro sanitário. Os alimentos devem ser servidos em recipientes reutilizáveis, recicláveis ou biodegradáveis. Todos os alimentos, inclusive os equipamentos usados para o cozimento que não são servidos e não podem ser reutilizados, devem ser doados para organizações locais para redistribuição. Em conjunto com o Departamento de Saúde Pública de São Francisco, eles criaram um critério para as refeições Ship Shape e Power Snacks da Copa das Américas, criadas para fornecer opções saudáveis, nutritivas e deliciosas para os convidados.

35 O objetivo é que pelo menos 20% das opções de alimentação oferecidas no evento venham de vendedores com concessões que sigam esses critérios. A venda, o uso e a distribuição de garrafas de plástico descartáveis e de sacos de plásticos descartáveis será proibida em todos os locais Este evento claramente aprendeu muito com o exemplo do LOCOG e está aplicando os mesmos princípios no contexto da América do Norte. Wimbledon 2.60 Sem grandes surpresas, a política de alimentação de Wimbledon se concentra nos morangos: Para garantir alimentos frescos, os morangos, que geralmente são morangos Grade I Kent da mais alta qualidade originários de fazendas registradas no LEAF, são coletados no dia anterior e chegam em Wimbledon às 5.30am, antes de serem inspecionados e cortados. Fora isso, nenhuma informação está disponível online sobre a origem dos alimentos, exceto no caso dos alimentos mais caros, onde há uma declaração que diz: "Usamos produtos de origem local ou regional sempre que for possível. Estádio de Twickenham 2.61 A política da Rugby Football Union declara: Garantimos que a maioria dos nossos alimentos são originários da Inglaterra. Por exemplo, toda a carne vermelha vem de Gloucestershire e é maturada por 28 dias para refinar o sabor. Nosso peixe é pescado, seguindo padrões éticos, na costa sul de Selsey até Cornwall para garantir o frescor. Somos um dos poucos estádios da Europa que produz 95% de todos os alimentos vendidos no local em dias de eventos de grande escala e para conferências e eventos corporativos. Diversidade, inclusão e acessibilidade 2.62 Tanto o ODA quanto o LOCOG definiram e executaram objetivos revolucionários nas áreas de diversidade, inclusão e acessibilidade. O foco consistente na mão de obra, na cadeia de fornecimento, nos atletas e nos expectadores, com algumas exceções, atingiu o objetivo da declaração de que Londres 2012 realizaria os Jogos Olímpicos de Todos. Esse objetivo foi difícil de atingir e há poucas provas de que esta abordagem esteja sendo reproduzida em outros locais, exceto por meio do trabalho do LLDC e do GLA na região leste de Londres e no Queen Elizabeth Olympic Park. Glasgow 2014

36 2.63 A política de Glasgow declara que: Inclusão Glasgow 2014 trabalha com os parceiros dos jogos que medirão a contribuição para a regeneração social, econômica e física de Glasgow e das comunidades escocesas nas atividades de: Suporte à provisão, criação e execução da infraestrutura que criará treinamento (educação/aprendizado) e oportunidades de geração de empregos; Criação de processos de compra que criem oportunidades para o engajamento mais amplo da cadeia de suprimento; Suporte da provisão, criação e execução de novas instalações que serão usadas para o benefício comunitário como parte dos compromissos do legado dos parceiros dos jogos e a melhoria do acesso para todos. Rio O Diretor de Sustentabilidade de Rio 2016 é também o Diretor de Acessibilidade, o que possibilitará uma conexão mais estreita entre os aspectos de sustentabilidade. O LOCOG possui equipes diferentes em linhas de gestão diferentes. O contexto do Brasil e o do Rio são muito diferentes do contexto do Reino Unido e de Londres. Há uma grande ênfase na deficiência, no gênero e na inclusão socio-econômica. Wembley 2.65 A estratégia de inclusão e de acesso de Wembley foi criada em consulta com os órgãos estatutários, com a Level Playing Field (Estratégia de Concorrência Justa) e com outros grupos relevantes. Eles declaram a estratégia de inclusão e de acesso foi criada a partir do princípio inicial de que o design do estádio deveria ser inclusivo para todos. Não temos números específicos para substanciar esta declaração A Learning Zone (Zona de Aprendizagem) é o nome do Success Study Support Centre (Centro de Suporte ao Estudo de Sucesso) que oferece novas oportunidades de aprendizagem para jovens da região de Brent. O centro está fisicamente localizado dentro do novo estádio e oferece um ambiente de aprendizagem inspirador, inovador e único para jovens da região fora do horário escolar O Estádio de Wembley declara que oferece a melhor experiência de jogo para deficientes visuais fãs de futebol, graças ao exclusivo serviço de comentários por 90 minutos. Esse serviço não funcionou também bem para Londres 2012, portanto se o serviço de Wembley estiver correto, isso representaria um passo na direção certa. Estádio de Twickenham 2.68 O Estádio de Twickenham oferece 336 vagas para cadeirantes, das quais 64 estão localizadas em três terraços cobertos para cadeirantes e são administrados pelos ajudantes de jogo do dia. 272 baias usadas por pessoas que não precisam de acesso para cadeira de rodas e, no total, há 7.000

37 cadeiras adequadas para fácil acesso para os não cadeirantes nas alas mais baixas do estádio. Há menos espaço para cadeirantes do que no Estádio Olímpico, que tinha 394 espaços para cadeirantes durante os Jogos Olímpicos e 568 espaços durante os Jogos Paraolímpicos. Geração de empregos e política de compras 2.69 Tanto o LOCOG quanto o ODA definiram e executaram padrões exemplares de geração de empregos e política de compras locais. Apoiado por um grande investimento na agora inexistente Regional Development Agencies, no portal de negócios online Compete For, e por meio de fundos da London Development Agency para dar suporte à geração de empregos, o LOCOG conseguiu empregar 23,5% dos funcionários dos bairros locais, 39% dos funcionários já empregados por mais de 6 meses e 26% por valor (70% por volume) das aquisições foram obtidas por meio de PMEs, sendo que outras PMEs participaram das níveis mais baixos da cadeia de fornecimento. Foi uma realização exemplar, mas é necessário observar a iniciativa foi apoiada por um financiamento público generoso nos estágios iniciais do programa. Os níveis atuais de financiamento público provavelmente não conseguiriam executar os mesmos nível de suporte no momento. Glasgow A política de Glasgow declara que: Garante os benefícios comunitários dos grandes projetos. A Prefeitura de Glasgow (Glasgow City Council, GCC) reconhece que os principais investimentos em infraestrutura deram a Glasgow a oportunidade de fazer com que todos os cidadãos (principalmente das comunidades mais carentes) se tornassem mais ricos, saudáveis, seguros e iguais. Os Jogos da Comunidade Britânica (Commonwealth Games) são um projeto significativo neste âmbito, criando oportunidades para que as comunidades obtivessem grandes benefícios dos vários projetos em andamento ou nos projetos planejados para os próximos anos. Recentemente, a GCC revisou a abordagem de compras para os grandes projetos. Esta abordagem tem o objetivo de criar oportunidades para os residentes de Glasgow por meio da garantia do emprego, de empresas startups e oportunidades de expansão de negócios resultantes do novo projeto. Se for bem administrada, a abordagem de compras pode ajudar a dar impulso à regeneração socioeconômica de algumas comunidades mais carentes de Glasgow. Na preparação para os Jogos da Comunidade Britânica, áreas como Parkhead, Dalmarnock e Castlemilk terão grandes projetos de renovação. Por meio da gestão adequada, isso resultará em um legado substancial, não só da melhoria da infraestrutura e criação de novos locais, mas também na melhoria do ambiente socioeconômico. Inclusão - Glasgow 2014 trabalha com os parceiros para mediar a contribuição para a regeneração social, econômica e física de Glasgow e das comunidades escocesas nas atividades de:

38 Suporte à provisão, criação e execução da infraestrutura que criará treinamento (educação/aprendizado) e oportunidades de geração de empregos; Criação de processos de compra que gerem oportunidades para o engajamento mais amplo da cadeia de suprimento; Suporte da provisão, criação e execução de novas instalações que serão usadas para o benefício comunitário como parte dos compromissos do legado mais amplo dos parceiros dos jogos e melhoria do acesso para todos Embora esta abordagem seja louvável, ela não define objetivos específicos ou declara que tipos de serviços de suporte serão fornecidos ou como eles serão financiados. Rio Rio emprega uma abordagem diferente, baseada nas circunstâncias do Brasil. O Brasil, uma economia em rápido crescimento e nação emergente, reconhece que um evento com as características específicas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos não podem ser executados somente com base no conhecimento especializado interno. O programa envolve o incentivo das parcerias entre empresas brasileiras e os especialistas estrangeiros que têm condições de transferir o conhecimento e a licença da propriedade intelectual para empresas locais. Motivados pela necessidade de capacitar a população, para Rio 2015, local representa o Brasil inteiro, esse é um contraste significativo com a abordagem de cidade ou bairro adotada no Reino Unido. 34ª Copa das Américas 2.73 Este projeto possui uma política abrangente detalhada abaixo: O comitê de organização, em consulta com o OEWD (Office of Economic and Workforce Development), definiu o objetivo de que 50% dos novos funcionários contratados serão residentes de São Francisco e serão recomendados pelo sistema de cadastro de profissionais do OEWD para todos os contratos do comitê de organização no valor de US$ ou mais. O comitê de organização, em consulta com o HRC e com o Office of Small Business (OSB), definiu a participação empresarial local das PMEs em 30% para todos os contratos no valor de US$ ou mais. O comitê de organização definiu o objetivo de que 20% de todas as horas de construção iriam para os residentes de São Francisco, com 10% das horas dedicadas para os residentes carentes; 50% de todas as horas de estágio iriam para estagiários de São Francisco, sendo que 25% destas horas seriam dedicadas aos estagiários carentes, em uma base de contrato por contrato. O comitê de organização, em consulta com o HRC, estabeleceu um objetivo de contratar 25% dos terceirizados para a participação do LBE. O comitê de autorização também contratará firmas de instalação para auxiliar na montagem de estruturas temporárias. Para todos os acordos de serviço contratados diretamente pelo comitê de organização com os instaladores, no valor de US$ ou mais, o comitê de organização exigirá que os instaladores façam esforços para cumprir com objetivos de contratação de residentes locais, são eles:

39 20% de todos os postos permanentes, fora do nível de gerência e de supervisão, devem ser concedidos para os residentes de São Francisco, sendo que 10% destes empregos devem ser concedidos aos residentes carentes de São Francisco; e 50% de todos os novos funcionários contratados devem ser residentes de São Francisco. Para atingir estes objetivos, o comitê de organização incluiu no contrato dos instaladores cláusulas solicitando que eles façam esforços para implementar uma série de medidas para trabalhar com o OEWD para identificar postos de trabalho para residentes de São Francisco, trabalhar com os sindicatos locais para enviar os residentes de São Francisco para os projetos do AC34, monitorar e comunicar a contratação dos residentes de São Francisco juntamente com as horas de trabalho. O OEWD irá monitorar o progresso do instalador do AC34 na contratação de residentes locais Esta política é semelhante à política do LOCOG, pois inclui objetivos e aspirações claras, além de provas de boas práticas inspiradas por Londres Transporte 2.75 Londres 2012 assumiu o compromisso de ser o primeiro evento dos Jogos Olímpicos que ofereceu transporte público excelente. Apesar do consistente ceticismo da mídia, a agência Transport for London foi reconhecida mundialmente por ter oferecido um serviço exemplar, com interrupções mínimas no serviço durante os Jogos Olímpicos, e pela presença de vários voluntários que deram instruções sobre o transporte (inclusive a diretoria do TfL), e que fizeram com que a experiência do visitante fosse agradável na maioria dos casos. O LOCOG definiu o objetivo de emissões da frota de 120g/km de CO 2, que só não foi realizado pelo patrocinador da frota, a BMW, que emitiu 123g/km devido a um aumento súbito no uso de veículos utilitários e mini-ônibus. Esse consumo também foi neutralizado pela BP, patrocinadora do combustível, que ofereceu uma frota com neutralização de carbono. Rio A infraestrutura de transporte do Rio está sendo atualizada para lidar com o volume de transporte dos Jogos Olímpicos, sendo que estes serão um catalizador para essas melhorias. O objetivo é que 100% dos espectadores e dos trabalhadores usem o transporte público. Esse é um objetivo louvável e ambicioso, uma vez que o Rio não possui a infraestrutura abrangente de transporte que Londres possui Não há um objetivo específico para a frota dos Jogos Olímpicos, mas há provas de um bom trabalho que vai além dos padrões do LOCOG. A frota (patrocinada pela Nissan) possui muitos veículos elétricos e movidos a álcool, sem objetivos específicos nesta fase. O compromisso do plano era que

40 veículos movidos a álcool seriam usados, mas veículos elétricos também foram incluídos. Os ônibus usarão biocombustível, cujo tipo será determinado. Rio já possui um estudo mostrando que o treinamento oferecido para os motoristas brasileiros trará os maiores benefícios (mais que a mudança do combustível). Glasgow Glasgow assumiu o compromisso de fornecer um sistema de transporte de baixo carbono durante os jogos, deixando um legado positivo em termos da mudança permanente no uso de modos de transporte, inclusive transporte público, caminhada e uso de bicicleta após os jogos. Também há uma política de nenhum espectador com carro estacionado nos locais dos eventos. Embora não haja um compromisso específico de usar 100% de transporte público, o fato de não haver estacionamento fará com que isso aconteça naturalmente Glasgow está considerando o uso de uma frota de transporte de baixas emissões durante os jogos. No momento, eles estão realizando estudos para dar suporte ao plano. Mais uma vez, parece que o período dos jogos já está se aproximando e não temos provas de que Glasgow tenha assumido um compromisso em relação ao padrão de emissões da frota ou à neutralização. Wimbledon 2.80 Todos os espectadores foram instruídos a usar transporte público sempre que for possível, mas há estacionamento disponível no local. Será fornecido um serviço de ônibus especial durante o campeonato para levar os espectadores até estações de metrô. Também há outros serviços de estacionamento e de transporte disponíveis, mas não são gratuitos. VfL Wolfsburg 2.81 Os bilhetes dos jogos para a Volkswagen Arena já incluem a passagem de ida e volta usando transporte público. Os portadores de bilhetes podem usar ônibus ou o sistema de trens da região de Braunschweig gratuitamente, embora os bilhetes diurnos possibilitem que os usuários viagem de graça nos ônibus operados pela empresa de transporte Wolfsburg, três horas antes da partida e três horas após o fim da partida. 34ª Copa das Américas 2.82 Este evento possui uma política clara detalhada abaixo: Minimizar a necessidade do uso de equipamento de transporte, de materiais e de pessoas no planejamento e na execução dos eventos da AC34. Minimizar as distâncias de viagem de todos os bens e serviços (equipamento, material promocional e alimentação). Priorizar as soluções de viagem com baixas emissões para fornecer materiais e produtos.

41 Priorizar as soluções de mobilidade de baixa emissão para os trabalhadores do evento, com as seguintes opções: o Caminhada o Bicicleta o Transporte público Quando o uso de transporte público, da caminhada ou da bicicleta não for possível ou viável, será necessário: o Maximizar o uso de veículos compartilhados para transferir o maior número possível de passageiros o usando o menor número possível de veículos (como vans, ônibus, bicicletas para passageiros, táxis); o Veículos pessoais priorizar e promover os veículos híbridos, elétricos ou que usem combustíveis alternativos, sempre que for possível. Usar frota aquática de baixa emissão nas operações do evento. Promover o uso de bicicleta, caminhada e conexões de transporte entre os locais dos eventos, incluindo a disseminação de informação para usuários, tais como mapas e sinalização. Fornecer bicicletas, inclusive bicicletas de carga quando for apropriado, para os trabalhadores do evento Este é um plano abrangente, que não se equipara ao compromisso do LOCOG de usar 100% de transporte público, mas devido a cultura americana de uso de carro particular, estes são objetivos louváveis e arrojados no contexto do local do evento. Cadeia de fornecimento e de compras 2.84 O código de compra sustentável do LOGOC, assim como os processos de compra associados a ele, foram reconhecidos como sendo boas práticas de compras sustentáveis. Ao sinalizar os requisitos para a cadeia de fornecimento nos estágios iniciais do processo, dando tempo suficiente para os fornecedores cumprirem com os requisitos com um processo de avaliação abrangente baseado em premissas sustentáveis, eles conseguiram manter uma vantagem competitiva e executar objetivos sustentáveis exemplares Apesar de fazer os melhores esforços possíveis, o LOGOC não teve tanto sucesso na execução do impacto real dos direitos dos trabalhadores na cadeia de suprimento, esse tópico está explicado em mais detalhes na seção Ética desta relatório. Glasgow 2014

42 2.86 A Política de Compra Sustentável 21 publicada mostra uma adaptação clara dos elementos significativos da política do LOCOG. Tivemos uma visão crítica do primeiro relatório do LOCOG sobre o Código de Compra Sustentável, citando exemplos de compromissos ambíguos, nossa revisão da política de Glasgow mostrou exemplos semelhantes: O comitê de organização deseja engajar com os fornecedores, principalmente dos setores que tradicionalmente recebem baixos salários, para melhorar os salários pagos quando for possível. Ao comprar bens e contratar serviços, o comitê de organização, sempre que for possível, solicitará que os fornecedores usam substâncias e materiais que representem baixo risco à saúde humana e ao meio ambiente. Sempre que for possível, os fornecedores devem usar tais substâncias e materiais nos produtos e serviços fornecidos Há um conteúdo positivo nesta política que mostra claramente a inspiração no exemplo do LOCOG. Entretanto, nossas lições aprendidas com Londres 2012 demonstram que a implementação e os sistemas usados serão um fator determinante. Rio Rio publicou o Guia da Cadeia de Fornecimento Sustentável para o Rio Há um conteúdo positivo nesta política que mostra claramente a inspiração no exemplo do LOCOG, sendo que incluímos alguns exemplos abaixo. A equipe do Rio também indicou que haverá uma segunda versão, a ser publicada em junho de 2013, para dar informações adicionais e fornecer requisitos específicos do setor. Rio usou as abordagens de Londres e Vancouver para criar o guia, considerando VANOC como sendo uma abordagem de compensação e Londres como abordagem de conformidade Assim como Glasgow, soubemos pelo LOCOG que a implementação e o sistema para atingir esses objetivos serão fatores determinantes. Ficamos impressionados com os planos do Rio para lidar com esses fatores, incluindo: O desenvolvimento de um custo de modelo de vida total para as avaliações das licitações. A implementação de um programa de desenvolvimento de fornecedores para incorporar a aplicação das normas ISO e outros aspectos do plano de sustentabilidade de Rio O desenvolvimento de um painel de desempenho de fornecedor para possibilitar que os fornecedores comparem o desempenho com as normas do setor pdf 22

43 Exemplos do conteúdo do guia A visão de Rio 2016 é que a contratação de fornecedores, patrocinadores e licenciados dos Sistemas de Gestão relacionados à sustentabilidade e certificados pelas organizações acreditadas contribui com a adoção e a manutenção das melhores práticas nas atividades destas empresas. Portanto, Rio 2016 incentiva todos os fornecedores do setor de eventos a obter a certificação ISO 20121, a certificação de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Os outros fornecedores, inclusive as pequenas e médias empresas, são incentivadas a apresentar os seguintes certificados: ISO 9001 de Gestão da Qualidade ISO de Gestão Ambiental NBR ou SA 8000 e/ou provas de conformidade com as normas ISO de Gestão de Responsabilidade Social OHSAS de Segurança e Saúde Ocupacional Rio 2016 considera a certificação como sendo uma vantagem competitiva e levará esse fator em consideração no processo de avaliação. Toda madeira fornecida para o comitê de organização de Rio 2016 deve ser de origem responsável e legal. A gestão florestal e a cadeia de custódia devem ser certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC) ou pelo programa brasileiro de certificação do Cerflor/Inmetro ou por um programa semelhante do PEFC. Fornecedores, patrocinadores e licenciados devem garantir que o trabalho ambiental e as condições dos funcionários e terceirizados nos locais de trabalho, usados para a fabricação de bens e serviços fornecidos, atuem em conformidade com os requisitos mínimos definidos no Código de Base do Ethical Trading Initiative (ETI). 34ª Copa das Américas 2.91 A Copa das Américas criou diretrizes de fornecimento que serão publicadas em breve no website do evento. Em função da conexão pessoal com este projeto, com Londres 2012 e com CSL, é provável que grande parte da abordagem do LOCOG seja adotada. Também esperamos ver algumas inovações, tais como o projeto de publicação do uso de plástico desenvolvido recentemente, que se concentra em minimizar a "pegada de plástico e incentivar o uso de materiais alternativos. Ética 2.92 Este aspecto do trabalho do LOCOG provocou a maior controvérsia e foi um dos principais temas de debate nos seminários do Beyond 2012 e no seminário organizado pelo LOCOG e pelo TUC O LOCOG reconheceu essas questões desde o início e implantou várias medidas para mitigar os riscos contra a reputação percebidos na época. Isso

44 inclui o código de compra sustentável, o mecanismo independente de reclamação, o uso do banco de dados ético SEDEX, as auditorias de conformidade e os procedimentos de avaliação dos patrocinadores Na Revisão Anual de 2008, recomendamos: Que todos os usuários da marca de Londres 2012 devem demonstrar como contribuirão com o Plano de Sustentabilidade de Londres 2012 e com os objetivos relevantes O LOCOG tentou seguir esta recomendação, mas ficou comprovado que seria muito difícil, principalmente com os principais patrocinadores e com as organizações associadas aos órgãos de governança que não prestam contas com o LOCOG. Cobrimos mais detalhes em vários relatórios, mas resumimos abaixo as principais questões: Apesar da implementação de medidas de segurança, os trabalhadores disfarçados da Playfair Alliance encontraram transgressões significativas contra os direitos trabalhistas nas fábricas chinesas visitadas 23. Embora essas transgressões fossem investigadas, o trabalho da fábrica já estava praticamente concluído quando as investigações foram concluídas. Nem todos os parceiros comerciais estavam dispostos a aderir a essas iniciativas, ao código de fornecimento e à visão de alimentação. Nem todos os parceiros comerciais atuaram em conformidade com os requisitos do LOGOC de executar uma auditoria antes do início da fabricação, principalmente os fornecedores das medalhas 24. O selo de parceiro sustentável foi um bom conceito, porém não havia provas reais de iniciativas colaborativas entre o LOCOG e os parceiros, sendo que a contribuição dos parceiros para com a agenda de sustentabilidade foi variável e, em alguns casos, os parceiros sem o selo acabaram contribuindo muito mais. Esse fator leva à conclusão de que este simplesmente foi um exercício para a obtenção de receita. Isso contrasta com o programa de estrela de sustentabilidade de Vancouver e o programa de emblema planejado para o Rio, que reconhece as contribuições excepcionais, mas não capta receita adicional. Os padrões éticos corporativos de alguns parceiros foram questionados pelas ONGs, inclusive a Direct Action Chegamos à conclusão de que as melhores práticas atuais não são suficientemente sólidas para garantir o alinhamento transparente entre os valores olímpicos e alguns dos parceiros que executam o evento na cidade sede. Também reconhecemos que uma cidade sede possui capacidade limitada para lidar com questões de longo prazo e que algumas formas de engajamento permanente talvez sejam necessárias. As mesas redondas Beyond 2012 reuniram várias organizações, inclusive o IOC, para examinar essas questões honestamente e abertamente, bem como para começar a trabalhar em algumas possíveis soluções

45 2.97 Para tal, há essas iniciativas iniciais sendo planejadas pelo Institute of Human Rights and Business que está trabalhando com a Royal Holloway University para criar um programa de trabalho baseado no patrocínio ético e na gestão da cadeia de fornecimento. A WWF está trabalhando com a Sport Accord para criar uma iniciativa mais ampla, relacionada ao esporte sustentável. As outras organizações relevantes estão explorando sinergias entre essas iniciativas. Recomendação 4: Que o IOC e outras organizações esportivas engajem de maneira construtiva com os orgões independentes para desenvolver uma diretriz ética e um processo de entrosamento e serviços comuns para lidar com a questão dos direitos humanos na cadeia de surprimentos de forma consistente e contínua. Os futuros eventos em Londres 2.98 Agora há uma oportunidade para que Londres ganhe o direito de sediar eventos futuros e dar continuidade ao trabalho realizado pelo LOCOG para fazer com que esses eventos sejam o mais sustentáveis possível O GLA divulgou que usará o Campeonato Atlético Mundial e Paraolímpico como programa piloto para a implementação das normas ISO Nós apoiamos essa abordagem. Também estamos cientes de que o GLA avaliou o desempenho dos Live Sites de Londres 2012 e usará esses resultados para criar eventos futuros (esportivos e culturais) Incentivaremos os operadores de eventos futuros em Londres que considerem os seguintes pontos: Resíduos Estabelecer uma meta de zero resíduos para aterros sanitários em todos os eventos, inclusive o objetivo de reuso e reciclagem, bem como a otimização de resíduos alimentares por meios como a digestão anaeróbica ou a compostagem. Alimentos Implementação da visão de alimentação da prefeitura de Londres, e a conexão desta visão à embalagem e à estratégia de resíduos para o evento. Cadeia de fornecimento (materiais) Melhoria do Código de Compra Sustentável do LOCOG para garantir que os objetivos de reuso e reciclagem dos materiais de construção, as bases temporárias, o visual e a sensação reflitam os avanços mais recentes do

46 mercado e permaneçam rigorosos. Diversidade e inclusão Dar continuidade à inovação na realização de maior inclusão nos empregos e nas oportunidades de capacitação, criadas a partir do desenvolvimento e execução destes eventos, buscando a melhoria dos objetivos atuais. Acessibilidade Dar continuidade à inovação na melhoria da acessibilidade dos locais temporários e permanentes, com base no trabalho do LOCOG e do ODA no Design Inclusivo, além de exigir altos padrões dos provedores de serviço, tais como bancos e provedores de serviços para deficientes visuais e auditivos. Energia e carbono Considerar meios pelos quais a energia operacional e o carbono operacional sejam reduzidos a partir da referência atingida pelo LOCOG, por meio do entendimento de que o LOCOG poderia melhorar o desempenho e trabalhar com operadores de eventos temporários (inclusive as redes de televisão, quando for apropriado) para garantir os objetivos alcançados. Qualidade do ar Aplicação das zonas de baixa emissão em todos os locais para controlar as emissões dos veículos, para minimizar o uso de geradores e para garantir que todos os geradores cumpram com os mais altos padrões de emissões. Transporte Usar o sucesso de Londres, que transformou os Jogos Olímpicos de 2012 nos jogos com 100% de uso de transporte público, para dar continuidade na definição dos objetivos de todos os eventos futuros. Ética Dar continuidade ao envolvimento no grupo de trabalho criado pelo Institute for Human Rights and Business para criar diretrizes éticas de patrocínio corporativo, assim como um mecanismo para fomentar a ética na cadeia de fornecimento e melhorar o desempenho nos eventos temporários. Certificação Garantir que todos os eventos sejam certificados de acordo com as normas ISO e que todas as principais empresas contratadas sejam certificadas com este padrão. Garantia

47 Considerar os meios pelos quais os eventos sejam monitorados e garantidos em comparação com os objetivos de sustentabilidade.

48 3 Comunidades e locais sustentáveis Resumo 3.1 O trabalho de integração do legado de Londres nas comunidades e nos bairros, assim como o impacto do trabalho de legado mais amplo, se enquadra em quatro áreas gerais: As estruturas de governança para manter o legado na trajetória. Os programas de legado em Londres, no Reino Unido e em outros locais. O impacto dos planos do legado para o Queen Elizabeth Olympic Park no entorno da região leste de Londres. O impacto do legado de Londres nos outros planos de legado (notavelmente, Glasgow e Rio). 3.2 O governo, juntamente com a prefeitura de Londres, implantou uma nova estrutura de governança para direcionar os planos do legado, do ponto de vista estratégico, com participação dos governos. Isso inclui a nomeação de Lorde Coe como o embaixador do legado, criando uma nova unidade da Casa Civil do Reino Unido (Cabinet Office Unit) que se concentrará no legado e na criação de um Comitê da Casa Civil para o legado. Os planos do legado estão em progresso e alguns estão sendo reformulados, por exemplo, o financiamento e os programas esportivos em escolas estão sujeitos a consideráveis críticas e o governo indicou que um pronunciamento será feito em breve. O legado do voluntariado é uma área na qual o governo e a prefeitura estão criando novas oportunidades e ampliando os programas de voluntariado que já foram iniciados para os Jogos Olímpicos, conectando-os aos programas do governo existentes. 3.3 Há provas de que os programas do legado já estão começando a ter um impacto, com o aumento do número de pessoas que praticam esportes regularmente nos últimos 12 meses, por exemplo. O impacto mais amplo dos programas que acabariam junto com os jogos, tais como o programa de cultura, é muito mais difícil de determinar, embora haja algumas provas do impacto de Londres nas atividades culturais, por exemplo, no Rio e no Leste Europeu. Os exemplos de projetos do legado onde novas lições foram aprendidas, por exemplo, sobre como resultados da infraestrutura verde usando a parceria de trabalho, agora estão sendo publicados por meio do website do legado de

49 aprendizagem, porém é muito cedo para dizer se serão eficientes na promulgação de novos projetos. 3.4 O legado do Queen Elizabeth Olympic Park parece estar em boas mãos com o LLDC dando sequência ao espírito de excelência criado por meio do trabalho árduo do ODA, do planejamento inicial e do trabalho de desenvolvimento do ODA. É positivo ver que a inovação ainda está acontecendo por meio do processo de desenvolvimento, por exemplo, no caso do plano mestre de Chobham Manor e na seleção de inquilinos para o IBC/MBC. O engajamento ativo da comunidade local em todos os ângulos do programa do LLDC é um sinal positivo, assim como o emprego permanente e o programa de capacitação conectado aos prazos de desenvolvimento. 3.5 O impacto mais amplo do desenvolvimento do QEOP no entorno da região leste de Londres é difícil de mensurar diretamente, mas há um espírito positivo perceptível na qualidade e nas expectativas para os desenvolvimentos futuros. 3.6 O impacto mais amplo do legado de Londres no Rio e em Glasgow será observado, embora seja difícil determinar até que ponto houve um impacto direto no desenvolvimento e nas comunidades, ou ainda, se foi limitado às intenções estratégicas. No caso de Glasgow, isso ocorreu porque a comunicação pública em relação aos planos do legado parece não ter ocorrido de forma abrangente. No caso do Rio, as circunstâncias do Brasil são muito diferentes das de Londres, e seria completamente inapropriado fazer comparações diretas. 3.7 O primeiro-ministro britânico anunciou a nomeação de Lorde Seb Coe (Presidente do LOCOG) como Embaixador do Legado, no dia 12 de agosto de Lorde Coe orientará o primeiro-ministro britânico sobre quatro temas principais: Legado econômico Orientar o primeiro-ministro sobre como aproveitar os Jogos Olímpicos para alcançar o objetivo do governo de obter 13 bilhões em benefícios econômicos, resultantes da execução dos Jogos Olímpicos. Benefícios empresariais Atuar como embaixador global para ajudar a obter novos negócios e investimentos para empresas britânicas que ajudaram a transformar os Jogos Olímpicos em um grande sucesso. Orientar o primeiro-ministro sobre como garantir que os planos do legado nas quatro áreas principais economia, esporte, voluntariado e regeneração entrem em ação e que o andamento das atividades permaneça dentro dos prazos. Orientar sobre o desenvolvimento de parcerias, além do escopo governamental, com organizações e indivíduos que ajudem a alcançar os objetivos do legado do governo, sejam eles na infraestrutura física, no comércio internacional, no voluntariado ou no esporte escolar.

50 3.8 Independente disso, o Lorde Paul Deighton (antigo CEO do LOCOG) foi nomeado como consultor do Tesouro britânico sobre o legado econômico do Reino Unido. 3.9 Foi criada uma Unidade do Legado Olímpico (Olympic Legacy Unit), dentro da Casa Civil Britânica, oficialmente conhecida como Unidade Conjunta Olímpica e Paraolímpica da Casa Civil (Cabinet Office Joint Olympic and Paralympic Unit). É uma iniciativa conjunta do GLA e do governo. A unidade ainda não possui presença pública no website da Casa Civil (devido à transferência para um sistema de portal único em fevereiro de 2013 e, após este período, a unidade será disponibilizada para a pesquisa pelo público em geral) Lorde Coe possui um cargo de liderança estratégica em relação ao trabalho da unidade e a função de comunicar os resultados ao primeiro-ministro trimestralmente (por escrito ou pessoalmente). A unidade apoia o trabalho do Comitê da Casa Civil Britânica em relação ao legado olímpico e paraolímpico. O Comitê da Casa Civil possui vários secretários do governo e, estranhamente, inclui o prefeito de Londres e Lorde Coe (nenhum deles é secretário de um ministério) A unidade possui três áreas de trabalho e desempenha uma função de coordenação, bem como uma função de alinhamento estratégico entre: A região leste de Londres, o sistema de transporte, as nações e as regiões. O esporte, a vida saudável e as comunidades. As comunicações e o engajamento com os parceiros No relatório sobre vida saudável 25, publicado em março de 2011, recomendamos: que haja maior coordenação dos objetivos de vida saudável entre todos os envolvidos, por meio dos grupos existentes ou, possivelmente, criando uma comissão do Legado de Saúde como parte da estrutura de governança do legado. Acreditamos que a organização de governança que está implantada satisfaz esse requisito. Progresso das promessas do legado Esporte e vida saudável 3.13 No relatório sobre vida saudável 26 e no relatório do legado 27, expressamos nossas preocupações sobre o compromisso do governo para com o legado de participação no esporte. Temos o prazer de comunicar progressos significativos em muitas áreas, assim como a promessa de, em breve, haverá um pronunciamento sobre melhorias nos esportes escolares Três iniciativas que executadas pelo Ministério da Saúde são:

51 1. Jogos escolares. 2. Mudança no estilo de vida e na prática de esportes. 3. Centros nacionais esportivos e de medicina esportiva. Os três centros são: Sheffield, Loughborough e Londres Durante a redação deste relatório, houve um pronunciamento do Ministério da Educação sobre a melhoria do programa de esportes escolares, após recebimento de críticas do público sobre o atual programa de esportes escolares realizado por Lorde Coe, entre outros Os esportes comunitários foram discutidos em uma declaração ministerial do Secretário do Esporte, realizada no dia 24 de janeiro 28. Resumo da declaração: No Reino Unido, mais pessoas estão praticando esportes comunitários, pelo menos uma vez por semana, em relação aos números de 12 meses atrás. Fundo Elite Sport milhões foram alocados para enviar atletas para os Rio 2016, representando uma aumento de 11% do fundo disponível para Londres 2012 (5% de aumento nos esportes olímpicos e 43% para esportes paraolímpicos). Execução de eventos futuros: o Reino Unido ganhou o direito de sediar os seguintes eventos: BWF Premier Super Series Badminton (Birmingham) 2013 FINA Diving World Series (Edimburgo) 2013 Canoe Slalom World Series (Cardife) 2013 Campeonato Mundial de Ginástica (Glasgow) 2013 Wheelchair Tennis Masters (Londres) Campeonato Mundial de Atletismo IPC (Londres) 2017 Londres ganhou o direito de sediar o Campeonato Mundial de Atletismo Paraolímpico em Será a primeira vez que o Mundial de Atletismo e o Campeonato Mundial de Atletismo Paraolímpico serão realizados na mesma cidade Além disso, a prefeitura de Londres assumiu o compromisso de dar continuidade ao Programa do Legado Esportivo. Ele começou em 2009 e, até agora, conseguiu: Financiar instalações esportivas em todos os bairros de Londres. Treinar mais de técnicos esportivos. Investir em programas esportivos que estão ajudando as pessoas de todas as idades a participar de atividades físicas e esportivas O fundo possui um foco específico, embora não exclusivo, nas pessoas com deficiência ou inativas. O investimento adicional significa que o Fundo do 28

52 Legado Esportivo da Prefeitura continuará por mais três anos até 2015.

53 Legado paraolímpico 3.19 O governo e a prefeitura assumiram o compromisso de promover um legado duradouro para os deficientes, transformando a percepção dos deficientes na sociedade, apoiando oportunidades de participação esportiva e em atividades físicas, e promovendo o engajamento comunitário. Eles criaram o Grupo de Consulta do Legado Paraolímpico (Paralympic Legacy Advisory Group) para reunir representantes dos grupos interessados, dentre eles: instituições de caridade para deficientes, organizações para deficientes lideradas por usuários (DPLUOs, sigla em inglês), atletas paraolímpicos, empresas, representantes da mídia e órgãos esportivos. O grupo vem orientando o governo e a prefeitura sobre o legado para deficientes, ajudando-os a dar continuidade ao legado paraolímpico Ganhar o direito de sediar o Campeonato Mundial de Atletismo Paraolímpico em 2017 foi um impulso significativo para o legado paraolímpico de Londres Voluntariado 3.21 O governo vem trabalhando para conectar a iniciativa Join In, independente porém financiada pelo governo, a outras iniciativas inclusive o Serviço de Cidadania Nacional (National Citizen Service) A decisão foi tomada sobre a transferência do banco de dados de voluntários do LOCOG para uma organização terceirizada e para as organizações de destino final, ou seja, as organizações UK Sport, Sport England e London Partners que irão manter o banco de dados. Voluntariado do GLA 3.23 A prefeitura de Londres criou o Team London, em 2010, para promover o voluntariado na capital. O valor inicial investido foi de 2 milhões em vários projetos em Londres. Esse valor incluiu o Team London 2012 Ambassadors. O projeto foi avaliado de forma independente e os resultados foram usados para ampliar o programa. A prefeitura de Londres lançou um novo programa no início de janeiro de A fase dois do Team London tem o objetivo de aproveitar o interesse no voluntariado após os Jogos Olímpicos e capitalizar sobre esse interesse rapidamente. Ela possui dois componentes fundamentais: 1. Promover o voluntariado com base no slogan Faça algo positivo pela sua cidade (Do something great for your city). 2. Oferecer oportunidade de voluntariado que tenha um impacto real nas prioridades da prefeitura para melhorar a qualidade de vida, bem como para melhorar a geração de empregos e a capacitação na capital.

54 3.25 Para apoiar esses objetivos, foi criado um website que possibilita que as pessoas se registrem, criem um CV de voluntariado, registrem a experiência de voluntariado realizada e seja uma via intermediária entre as oportunidades de voluntariado e os voluntários. Essa iniciativa foi um recomendação fundamental do Beyond 2012 sobre o voluntariado A função do Team London Ambassador terá continuidade e será aplicada às escolas. Envolverá as crianças na ação social em grandes eventos e no programa de recebimento de visitantes nos pontos de entrada do país Um dos grupos visados são os jovens desempregados. Um dos intuitos é oferecer treinamento para os jovens como parte do processo de treinamento de voluntários e para que a experiência de voluntariado no CV ajude-os a encontrar empregos permanentes. Essa iniciativa está em desenvolvimento, embora o GLA ainda irá estabelecer um modelo de intermediação no qual os voluntários serão recomendados para oportunidades de voluntariado em eventos, em empresas e outras oportunidades. Junto com esta iniciativa, as empresas estão sendo incentivadas a oferecer oportunidades de voluntariado para que os funcionários ajudem outras pessoas com programas de capacitação, assim como a redação de CVs Os fundos serão disponibilizados para apoiar vários subprogramas, inclusive o trabalho nas escolas e o programa de recebimento de visitantes. Além disso, o Big Lottery Fund criou um Legacy Trust para alocar fundos para projetos específicos de voluntariado para o legado A prefeitura nomeou Veronica Wadley como Consultora de Voluntariado, e uma equipe de voluntariado dentro do GLA que terá cinco funcionários. Comunicação e relatórios para o público 3.30 Este tópico está sendo considerado pela Casa Civil, que está avaliando o público alvo e os prazos. Uma estratégia de comunicação mais detalhada está para ser publicada, mas fomos informados de que a função da unidade será comunicada em nome de outras organizações para garantir que haja coerência nas comunicações sobre o legado e para dar apoio à função de comunicações estratégicas de Lorde Coe. Infraestrutura verde 3.31 O Programa de Londres 2012 foi um catalizador para vários projetos de melhoria ambiental associados à seleção dos locais regionais. O trabalho de apoiar o processo de seleção dos locais foi ampliado para estender o impacto das melhorias e, em alguns casos, criando conexões importantes para os corredores do habitat, bem como para que as pessoas tivessem acesso à natureza e aos espaços verdes fora os locais dos eventos. Lorton Valley Nature Park, Portland Quarries Nature Park, (ambos conectados ao local da competição de barco a vela de Weymouth e Portland) e a Hadleigh Farm

55 (onde foi realizada a competição de mountain bike) são exemplos de locais onde foram realizadas melhorias substanciais na infraestrutura verde. Cada projeto foi realizado por meio de uma parceria de trabalho que incluiu o LOCOG, a organização Natural England, os parceiros locais e os proprietários dos terrenos. Há estudos de caso sobre estes projetos disponíveis no website London 2012 Learning Legacy. Os projetos demonstram de maneira positiva que os Jogos Olímpicos influenciaram melhorias que superam o impacto direto dos Jogos Olímpicos nos locais dos jogos Os planos de atuar em conformidade com a infraestrutura verde do Queen Elizabeth Olympic Park encontram-se em estágios bem avançados, porém é necessário manter vigilância permanente para garantir que a demanda por terrenos de uso comercial não tenha maior prioridade do que outros tipos de necessidades. Legado cultural 3.33 Cerca de 20 milhões de pessoas participaram dos eventos da Olimpíada Cultural ou do Festival Londres O programa cultural de Londres 2012 ofereceu à população do Reino Unido novos eventos e oportunidades culturais do mundo inteiro. Um exemplo do intercâmbio cultural foi o projeto Breathe que ajudou a realizar a abertura dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em Weymouth. O projeto Breathe apresentou um programa de dança para garantir que os deficientes participassem dos Jogos Olímpicos e que estivessem no centro da sociedade. O projeto contou com a participação de dançarinos deficientes e não deficientes do Brasil (APAE e Estação Dançar), que se apresentaram no eventos na região sudoeste. O impacto deste intercâmbio intercultural é difícil de medir, porém é apenas um exemplo de como a iniciativa Breathe demonstrou o poder dos Jogos Olímpicos de levar experiências interculturais diretamente para o centro das comunidades do Reino Unido Há provas de que a mensagem de sustentabilidade dos Jogos Olímpicos de 2012 exerceu influência além das fronteiras do Reino Unido. O programa International Inspiration (Inspiração Internacional) mostrou que ele exerceu uma diferença tangível na vida de muitos jovens (veja os números abaixo). Mas a influência indireta também foi observada Em Bratislava, capital da Eslováquia, a iluminação de celebração da árvore de natal na abertura do Mercado de Natal anual foi ligada com eletricidade gerada por meio de bicicletas (localizadas no palco). Um dos "ciclistas" era o triatleta eslovaco Richard Varga, e outros eram os irmãos e atletas olímpicos Pavol e Peter Hochschorner (canoagem), uma atriz, e o Prefeito de Bratislava. A ideia era mostrar quanta energia é consumida nas luzes de uma árvore decorada com lâmpadas que economizam energia. O projeto foi oficialmente inspirado pelos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

56 Projeto International Inspiration 3.37 Uma nova instituição de caridade foi criada, combinando as organizações International Inspiration Foundation e International Development through Sport. Uma avaliação interina sobre a força do programa, que ofereceu oportunidades educacionais e esportivas para jovens no mundo inteiro, indicou os seguintes resultados preliminares: O programa treinou pessoas como praticantes em 20 países, incluindo jovens líderes. Criou 180 espaços seguros para praticar esporte em 5 países. Em geral, o programa engajou e alcançou 11 milhões de crianças e jovens. London Legacy Development Corporation (LLDC) / Leste de Londres Queen Elizabeth Olympic Park (QEOP) 3.38 Como preparação para a inauguração, em julho de 2013, do Queen Elizabeth Olympic Park, seis dos oito parques já estão em operação. O LLDC aprovou um contrato entre icity, o licitante preferido para o lease de longo-prazo do Centro de Imprensa e Transmissão, e a BT será o inquilino âncora usando as instalações para abrigar os novos canais de esporte da BT. Espera-se que projeto gere cerca de 250 empregos como parte dos planos do icity para transformar os prédios em um centro tecnológico líder mundial, criando cerca de empregos. Espera-se que outros inquilinos sigam o exemplo, incluindo uma universidade que usaria o prédio como sede de pesquisa tecnológica e escritórios com aluguel acessível para um número crescente de pequenas startups de tecnologia que estão surgindo na região leste de Londres. A perspectiva de construir um grande prédio em Hackney que abrigaria cinco jumbos de ponta a ponta sempre foi considerada ousada. Se um prédio tivesse o potencial de virar um elefante branco, seria esse. Na revisão anual de 2010, demos as boas-vindas, com certa cautela, aos novos planos governamentais do legado, embora poucos detalhes tenham sido publicados. A visão de que esta parte da região leste de Londres viraria a Tech City parecia muito distante. Os planos de usar o prédio para reunir empresas tecnológicas que gerassem empregos permanentes e de alta qualidade contribuem com esta visão e satisfazem a definição de emprego sustentável criada pela comissão e comunicada, pela primeira vez, no relatório sobre empregos e capacitação 29 de Parabenizamos o LLDC no desenvolvimento de uma contribuição potencial significativa para criar um legado econômico sustentável na região leste de Londres O time de futebol West Ham foi anunciado como sendo o principal candidato para comprar o estádio, que foi considerado como sendo o maior ativo que precisava da nomeação de um operador. Este negócio enfrentou muitos problemas, mas tivemos o prazer de ver uma proposta para manter o estádio como uma instalação multiesportiva, colocando o atletismo no centro da conformidade com a licitação original e do contrato com a cidade sede. O 29

57 sucesso inicial do direito de sediar o Campeonato de Atletismo Mundial em 2017 ajuda a consolidar Londres como sendo um grande centro para o melhor do atletismo. A capacitação e a geração de empregos do legado 3.40 A fase de transformação do QUEOP possui os objetivos de geração de empregos mencionados neste documento. O progresso para a realização destes objetivos superou as metas, com exceção do percentual de trabalhadores deficientes. Incentivamos a Corporação do Legado (Legacy Corporation) a encontrar meios de atingir este objetivo. Desempenho atual na transformação (até 31 de janeiro de 2013) Objetivo da geração de empregos 25% dos residentes residem nos bairros que sediaram os 27% eventos 10% dos trabalhadores estavam desempregados 15,4% 25% dos trabalhadores fazem parte do grupo BAME 54% (sigla em inglês que significa negros, asiáticos e minorias étnicas) 5% dos trabalhadores devem ser mulheres 5,1% 3% dos trabalhadores são deficientes 1,6% 3% dos trabalhadores são estagiários 4,1% Número atual 3.41 No longo prazo, os objetivos de capacitação e de geração de empregos até 2020 também foram definidos.

58 Durante a construção: Trabalhos no setor de construção (além dos estágios e da capacitação) Capacitação e estágios no setor de construção Na Fase 1, um total de [25%] do número de trabalhadores serão residentes locais. Na Fase 2, um total de [28%] do número de trabalhadores serão residentes locais. Na Fase 3, um total de [30%] do número de trabalhadores serão residentes locais. Na Fase 1, um total de: 1. [3%] dos trabalhadores de construção são estagiários que estão estudando para completar um curso técnico e, dentre eles, [50]% serão residentes locais. 2. [5%] dos trabalhadores serão profissionais que estão fazendo cursos de capacitação reconhecidos pelo setor (não são cursos técnicos) e, dentre eles, [50 ]% serão residentes locais. Na Fase 2, um total de: 1. [4%] dos trabalhadores de construção são estagiários que estão estudando para completar um curso técnico e, dentre eles, [50]% serão residentes locais. 2. [5%] dos trabalhadores serão profissionais que estão fazendo cursos de capacitação reconhecidos pelo setor (não são cursos técnicos) e, dentre eles, [50 ]% serão residentes locais. Na Fase 3, um total de: 1. [5%] dos trabalhadores de construção são estagiários que estão estudando para completar um curso técnico e, dentre eles, [50]% serão residentes locais. 2. [5%] dos trabalhadores serão profissionais que estão fazendo cursos de capacitação reconhecidos pelo setor (não são cursos técnicos) e, dentre eles, [50 ]% serão residentes locais.

59 Nas instalações de uso final: Empregos no varejo e no setor de lazer do uso final Na Fase 2, um total de [25% - 85%] dos trabalhadores das instalações de uso final do setor de varejo, comercial e de lazer serão residentes locais. Na Fase 3, um total de [25% - 85%] dos trabalhadores das instalações de uso final do setor de varejo, comercial e de lazer serão residentes locais. Capacitação no varejo e no setor de lazer do uso final Na Fase 2, um total de: 1. [1%] dos trabalhadores do setor de varejo, comercial e de lazer do uso final serão estagiários cursando um curso técnico ou equivalente, sendo que, dentre eles, [50]% serão residentes locais. Na Fase 3, um total de: 1. [1%] dos trabalhadores do setor de varejo, comercial e de lazer do uso final serão estagiários cursando um curso técnico ou equivalente, sendo que, dentre eles, [50]% serão residentes locais Três projetos estão em andamento para executar o legado dos Jogos Olímpicos, são eles: Construction Employer Accord (Accord Empregador do Setor de Construção) Administrado pelo Cross River Partnership (CRP), o projeto presta contas ao Westminster City Council. O projeto tem como objetivo engajar empresas de construção e empresas terceirizadas, no entorno de Londres, para trabalhar com pessoas economicamente inativas no longo prazo e ajudá-las a encontrar empregos no setor de construção e permanecer no emprego por 12 meses. O CRP vem trabalhando com o ODA na construção da Vila Olímpica e vem engajando com o LLDS na construção realizada no período posterior aos Jogos Olímpicos. Host Borough Employment & Skills Programme (Programa de Capacitação e de Geração de Empregos nos Bairros Sede) O projeto é coordenado pelo bairro de Hackney, responsável pela avaliação da prestação de contas. Seis bairros sedes Greenwich, Hackney, Newham, Tower Hamlets, Waltham Forest e Barking & Dagenham administram a provisão do suporte à capacitação e à geração

60 de empregos nos bairros. O objetivo é garantir aos residentes economicamente inativos no longo prazo oportunidades de emprego que surgiram por meio dos Jogos Olímpicos e por meio de outras oportunidades e, em seguida, garantir a permanência no emprego por 12 meses. Legado de Geração de Empregos de 2012 O projeto foi executado pelo Seetec. O objetivo é engajar londrinos economicamente inativos no longo prazo e ajudá-los a garantir uma oportunidade de emprego permanente. Os parceiros de execução trabalham com o LOCOG e as empresas contratadas trabalharão com outros empregadores, que aumentarão a demanda de trabalhadores para dar suporte à criação de empregos relacionados aos Jogos Olímpicos, garantindo que os participantes do projeto sejam treinados para satisfazer as necessidades do empregador. O objetivo do projeto é ajudar as pessoas a terem emprego garantido por 12 meses. Engajamento comunitário 3.43 O LLDC vem trabalhando com a comunidade em diversos programas, inclusive programas para jovens, oportunidades de empreendimento, alimentação, jardins comunitários, hortas, programas de limpeza ambiental, escolas e programas de acesso comunitário. A organização também vem trabalhando para otimizar, tanto quanto possível, o uso do parque para fins comunitários, inclusive durante o período de desenvolvimento através de uma estratégia de uso intermediário. O LLDC vem trabalhando em proximidade com um consórcio de organizações artísticas locais, tais como o Stratford Rising, para oferecer o maior número de oportunidades para os membros da comunidade se envolverem em eventos e atividades do parque, acompanhando a evolução do parque nos próximos dois anos Alguns exemplos dos meios pelos quais a organização vem trabalhando para engajar com os diferentes segmentos da comunidade incluem: Painel de Jovens do Legado O quarto ano do Painel de Jovens do Legado foi realizado. Em abril de 2012, o LLDC recrutou mais uma organização de jovens para participar do Painel de Jovens do Legado, totalizando cerca de 100 participantes. Em 2013, o fórum de jovens se concentrará na formação de partes fundamentais do legado, tais como o North & South Park Hubs, e se envolverão diretamente no processo de engajamento com a comunidade. Programa de visitas ao parque A partir de novembro de 2012, o LLDC iniciou uma visitar de ônibus circular no parque. O programa funciona cinco dias por semana, oferecendo uma visita ao QEOP, explicando como ficará o parque no final dos trabalhos. Ampliação das conexões Em outubro de 2012, o LLDC nomeou a organização Community Links como sendo a parceira responsável por um projeto de jardinagem na comunidade. Esta iniciativa engaja os residentes

61 locais e as crianças em idade escolar a cultivar hortas locais que poderiam ter conexões com o parque. Esse projeto inclui hortas de vegetais, de ervas, apicultura e minhocários. Este projeto coloca um foco no trabalho entre gerações para incentivar as famílias e as pessoas de todas as idades a participarem. Desafio Take 12+ Challenge O LLDC vem trabalhando com o Gold Challenge para executar um novo projeto de esportes e atividades físicas. O projeto foi formalmente lançado no sábado, 2 de março de Tem o objetivo de motivar e de capturar a inspiração dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos para iniciar novas atividades e conexões nos locais de execução de jogos e no parque olímpico. O desafio é flexível para se adaptar a todos os níveis de habilidades e pode ser completado individualmente ou como parte de uma equipe. Ele tem o objetivo de criar um legado duradouro de atividade física permanente nos bairros que sediaram os jogos para iniciar a jornada nos parques e nos locais de execução. O primeiro ano do desafio funcionará como uma ponte entre a atividade local e a reabertura do parque olímpico, durante a abertura gradual a partir de julho de 2013, o Gold Challenge trabalhará com o LLDC para realizar atividades no parque para os residentes, para as escolas e as empresas. O projeto será executado nos bairros sede a partir de outubro de 2012 até dezembro de 2013, engajando um total de pessoas. Programas escolares: O LLDC está reforçando as relações com várias escolas locais que executam atividades a partir das reuniões, dos seminários e de projetos que fazem parte do currículo. A organização Living Legacy trabalhou com crianças de oito a nove anos, de quatro escolas primárias próximas ao parque, para criar modelos do parque, considerar os tipos de instalações e espaços que podem ser criados para acomodar a comunidade local. O programa de 2011/12 chamado M.A.D.E in East London (Fabricado no Leste de Londres) trabalhou com a organização Groundwork e com dez escolas dos bairros sede. As crianças do Ano 9 (13 a 14 anos) foram incumbidas de criar usos intermediários no contexto dos Jogos Olímpicos, acessíveis a todos e ambientalmente sustentáveis. Esse projeto resultou em uma exposição e em uma competição, realizada em julho de 2012, onde cada classe apresentou o trabalho realizado a um painel de juízes. A escola vencedora foi Mulberry School for Girls (do bairro Tower Hamlets). O LLDC agora está explorando como os elementos vencedores podem ser recriados e usados na fase intermediária na região. O programa escolar de 2012/13 será um projeto de empreendimento da juventude e está começando a ser executado nas escolas em março de O impacto destes programas não será totalmente calculado por muitos anos, mas o nível de engajamento do LLDC deve executar os impactos de curto prazo, inclusive o maior engajamento entre os membros da comunidade e com projetos que ofereçam oportunidades à comunidade (sociais, vocacionais, geração de empregos e empreendimentos). A Meta Evaluation (Avaliação Meta) vem monitorando grande parte deste trabalho, assim como o trabalho do OGIS realizado pela University of East London.

62 Desenvolvimento no entorno do parque 3.46 Após a criação do LLDC como autoridade de planejamento, agora a organização deve criar um Plano Local que define suas próprias condições de planejamento para todos os desenvolvimentos com limite definido. O limite de planejamento vai além do QUEOP para incorporar os bairros de Hackney, Newham, Tower Hamlets e Waltham Forest O Planejamento de Sustentabilidade do LLDC para o QEOP já define alguns objetivos principais. Eles serão apoiados pelas condições de planejamento definidas pela (então) agência de planejamento, conforme a descrição das propostas do LLDC para esses bairros chamadas de Programa de Comunidades do Legado (Legacy Communities Scheme) A comissão elogiou o LLDC pelos padrões e pelos objetivos comprometidos pela organização no Plano de Sustentabilidade Como este é um órgão da prefeitura, há uma expectativa geral de que o novo Plano Local do LLDC imponha condições de planejamento em Londres, em todos os desenvolvimentos dentro dos limites, como requisito mínimo O LLDC informou que o Plano Local do LLDC definirá uma visão única coerente e uma estratégia de planejamento para a área do LLDC como um todo, juntamente com as políticas de planejamento relevantes, as designações adequadas e as alocações do local. As autorizações de planejamento existentes, obtidas recentemente, inclusive o programa LCS, promoverão a base do plano e a abordagem que o LLDC aproveitará para desenvolver as políticas que lidem com temas como a mudança climática e a sustentabilidade. Elas serão, sem dúvida, influenciadas pela abordagem definida na permissão de planejamento (condições e S106) para o programa do LCS. O LLDC informou que também será necessário garantir que eles respondam em detalhes sobre o plano para os requisitos da Diretriz de Política de Planejamento Nacional (National Planning Policy Framework) e que levem em consideração os documentos da polícia de planejamento recentemente adotada pelos bairros. Esses documentos continuarão sendo a política de planejamento relevante para a área do LLDC, até que o Plano Local do LLDC tenha sido examinado e adotado O LLDC também desenvolverá um Plano de Execução de Infraestrutura de acompanhamento que, em parte, identificará as necessidades mais amplas de infraestrutura social e física para a área do LLDC, no contexto do nível de crescimento planejado dentro da área, durante o ciclo de vida do plano. O nosso relatório anual de 2007 e o relatório sobre resíduos de 2010 enfatizaram a oportunidade de combinar a infraestrutura de energia e os resíduos na região leste de Londres para implantar uma solução de baixo carbono para suprir a demanda de energia do parque. Em 2010, recomendamos: que a London Development Agency, por meio da London Waste and Recycling Board, financiassem novas instalações de gestão comercialmente viáveis para o processamento de lixo orgânico na região leste de Londres, que estariam em operação no período dos

63 Jogos Olímpicos. A opinião da comissão é que esta necessidade seja alcançada em uma janela crítica até 30 de junho de 2010 para entrar em operação no período dos Jogos Olímpicos. Apesar dos árduos esforços da equipe do LLDC e do Cofely, o parceiro de energia, esta visão não está perto de se transformar em realidade. As restrições no uso do terreno, nas condições econômicas e a falta de clareza sobre as condições de ajuda do estado continuam impedindo que esta solução seja implementada. Temos que registrar que esta recomendação não foi realizada, mas observamos que um investimento significativo está sendo feito no bairro de Barking and Dagenham 30, e esperamos que mais condições favoráveis prevaleçam no futuro No relatório anual de , publicado em abril de 2009, recomendamos: que o GLA e o governo devem garantir que o legado do Parque Olímpico, atualmente em construção, tenha o desenvolvimento sustentável de longo prazo como fundamento dos objetivos, da governança, da capacidade de gestão, das estruturas, do plano de negócios e de financiamento, além de garantir a integração com as iniciativas da região do Lower Lea Valley. Esta recomendação foi sugerida nos estágios iniciais da London Development Agency (Agência de Desenvolvimento de Londres) e o plano original que mostra o amplo desenvolvimento de alta densidade que, inicialmente, se concentrava no retorno financeiro sem um foco real na sustentabilidade. Esta recomendação parecia improvável de ser alcançada e tomamos a medida sem precedentes de usar nossa linha de comunicação direta com os diretores do Comitê Olímpico para expressar nossas preocupações por escrito. O desenvolvimento inicial do plano de sustentabilidade do OPLC não era ambicioso e sentimos que precisávamos expressar nossas preocupações para o Comitê Ambiental de Londres (London Assembly Environment Committee), que se manifestou de forma muito crítica na análise em Temos o prazer de comunicar que o órgão sucessor, o LLDC, agora está implantando uma abordagem impressionante no legado de sustentabilidade e esta recomendação foi finalmente seguida O LLDC já demonstrou que tentará melhorar o desempenho dos construtores por meio de um processo de diálogo competitivo para esses desenvolvimentos sob o controle direto da organização (ou seja, dentro do QUEOP) Chobham Manor é um dos cinco novos bairros dentro do Parque Olímpico (os outros bairros são East Wick, Sweetwater, Marshgate Wharf e Pudding Mill). É o primeiro a ser desenvolvido e um plano foi publicado pelas empreiteiras Taylor Wimpey e L&Q. O plano inclui várias abordagens inovadoras para os espaços verdes, a produção local, o consumo de alimentos, as emissões de carbono e a energia. O plano inclui:

64 25 residências de demonstração com zero emissões de carbono por meio das medidas implantadas no local. Praticamente três vezes a quantidade de espaços verdes, conforme indicado inicialmente no LCS. A criação de um conceito de restaurante para oferecer alimentos saudáveis para os trabalhadores da construção e da comunidade local. Uma estratégia de produção local de alimentos. Design de sustentação futura para levar em consideração a mudança climática nos próximos 20 a 50 anos. Ciclovias e caminhos para pedestres em todo o empreendimento As intenções da demonstração de Chobham Manor mostram que o espírito de inovação incorporado pelo ODA no início do projeto de 2012 teve continuidade durante a fase do legado do parque e do entorno. Neste sentido, o legado do compromisso do ODA de agregar altos padrões de sustentabilidade não diz apenas que os padrões estão sendo mantidos, mas que o compromisso para continuar a buscar um melhor desempenho agora faz parte da filosofia do LLDC e dos construtores do parque e do entorno Há provas não comprovadas de que a motivação para obter melhor desempenho, para promover inovações e uma melhor qualidade de vida para os residentes da região leste de Londres estão sendo traduzidas em desenvolvimentos que vão além do entorno do Parque Olímpico As decisões de planejamento da equipe do LLDC informaram, em caráter informal e generalizado, que é possível dizer que os padrões de desenvolvimento definidos pelo ODA e pelo Parque Olímpico e, subsequentemente, pelo LLDC e pelo Programa de Comunidades do Legado (Legacy Communities Scheme) tiveram um efeito positivo na maneira como os novos programas de construção estão sendo desenvolvidos. É difícil quantificar esse efeito e, provavelmente, ele se manifestará na crescente expectativa de que a qualidade do projeto da área precisa ser alta. Os padrões de planejamento foram aplicados ao programa do LCS. Os outros programas em andamento na região são definidos por meio da política de planejamento em vigor no momento (Planejamento de Londres e Plano de Londres SPG, juntamente com os planos locais). Grande parte dos programas vem sendo desenvolvidos e executados com programação semelhante e vêm sendo influenciados pelas agências de planejamento responsáveis, que lidaram com esses programas (ODA, LTGDC e bairros individuais) principalmente por meio dos documentos de políticas de planejamento adotados que foram definidos nas decisões de planejamento (cada bairro possui uma estratégia própria, sendo que os mais recentes são: o Plano de Ação de Hackney Wick (Hackney Wick Area Action Plan) e o Plano de Ação de Fish Island (Fish Island Area Action Plan)). Os planos alternativos evoluíram ao longo do tempo para se transformarem nos Planos de Ação da Região (Area Action Plans) e no Forest Northern Olympic Fringe AAP, que ainda precisa ser examinado e não foi adotado. Programas individuais foram avaliados com relação às circunstâncias e aos contextos individuais para considerar como a política de planejamento será aplicada.

65 3.58 Os Planos Alternativos (em inglês, Fringe Masterplans ) foram criados sob a égide de cada bairro, em consulta com o então OPLC, inclusive para o bairro de Hackney Wick e a região de Fish Island. O mais importante destes programas é o Stratford Metropolitan Masterplan do bairro de Newham e a Estratégia Principal que define as intenções do plano para os projetos de Stratford Old Town, Chobham Farm, Sugar House Lane e Greater Carpenters Neighbourhood. O plano ressalta a necessidade de efetuar melhorias na qualidade de vida, no desempenho econômico da região e realizar construções mais limpas e verdes. Não está claro como a Estratégia Principal do Masterplan será traduzida em condições de planejamento detalhadas Os desenvolvimentos significativos no entorno do QEOP incluem: Internacional Quarter Stratford City Projeto de 1,3 bilhões do Lend Lease e London & Continental Railways. Uma nova área urbana e vibrante no centro de Stratford City, com quatro milhões de metros quadrados de espaço comercial flexível de Nível A, 350 unidades residenciais e hotéis com lojas, creches e áreas de uso comunitário, todos localizados dentro da área do parque. Um local de 22 acres, sendo que três acres serão de espaço aberto e de uso cívico. A primeira ocupação comercial está projetada para Vila dos Atletas Delancey e Qatari Diar investiram 557 milhões na Vila dos Atletas, e administrarão a vila no longo prazo. O empreendimento conjunto funcionará com a organização Triathlon Homes, que investiu 268 milhões no projeto até o momento e irá administrar as moradias acessíveis na vila. O Triathlon Homes é uma empresa que surgiu a partir de uma fusão das empresas East Thames Group, First Base e Southern Housing Group. O vila terá novas residências, incluindo residências acessíveis de alta qualidade. Centro de Sustentabilidade Siemens Embora este empreendimento não esteja localizado nos limites do LLDC, ele é considerado significativo. Após uma revisão detalhada das possíveis cidades mundiais que poderiam receber a sede do centro de sustentabilidade, o grupo alemão Siemens escolheu a região leste de Londres. A decisão levou em consideração vários fatores, porém um membro da diretoria da Siemens responsável pelo desenvolvimento sustentável confirmou que a sustentabilidade de Londres 2012 e o impacto subsequente em Londres como cidade sustentável foi um fator fundamental. O local, conhecido como Crystal 32, é resumido da seguinte maneira: 32

66 Um centro de 30 milhões no distrito como empreendimento verde. Haverá um centro educacional e de exposições. Antecipação do recebimento de visitantes ao ano. A Siemens declara que este será um dos prédios mais sustentáveis do mundo. Westfield Stratford City Stratford City foi um elemento integral da experiência do visitante à região leste de Londres durante os Jogos Olímpicos. Na época, mencionamos que os visitantes decidiram se hospedar em Stratford City, em vez de ficarem no centro de Londres (conhecido como West End), depois de participarem dos Jogos Olímpicos. Estabelecer a região leste de Londres como destino de turismo foi um elemento fundamental da regeneração econômica da região. A gestão de Westfield deixou claro nas reuniões conosco que o projeto só teria sido construído 10 anos mais tarde, se não fosse pelos Jogos Olímpicos que ofereceram a infraestrutura necessária para a execução. O desenvolvimento resume-se da seguinte maneira: Um projeto de 1,45 bilhões. Área de 1,9 milhões de ft². A eletricidade é fornecida por meio de usinas de termogeração para o sistema do parque olímpico. A participação de 50% do empreendimento foi adquira por 871,5 milhões, por meio de uma fusão entre o Canada Pension Plan Investment Board e a APG dos Países Baixos. 300 lojas e mais de 50 restaurantes. Há 17 salas de cinema, o maior cassino do Reino Unido, um boliche com 14 pistas e mais de 600 quartos de hotel. Recebe um milhão de visitantes por semana. Uso do terreno Projeto de 30 acres. O plano do empreendimento inclui uma área com 1,3 milhões de ft² de residências, ft² de escritórios e ft² com hotéis, lojas, um centro de saúde, uma escola primária, uma academia de ginástica e estacionamento Fizemos nove recomendações no relatório do legado de A resposta detalhada encontra-se no monitor de recomendações. Entretanto, o tema central do relatório aborda a ideia de que o Lea Valley deve ser considerado como um sistema ambiental, econômico e social. Os órgãos responsáveis pela área devem atuar com base nesta ideia. Recomendamos: que as organizações da região leste de Londres, incluindo o LVRPA, o OPLC, os bairros sede, Westfield, Triathlon Homes, Natural England, British Waterways, a Environmental Agency e órgãos do terceiro setor trabalhem em conjunto para formular práticas comuns e uma visão crítica para satisfazer as aspirações e as iniciativas mais amplas do legado, bem como para garantir que elas permaneçam dentro do foco, coordenadas e ofereçam benefícios excelentes. Esses objetivos não

67 foram atingidos. O LLDC acredita que o foco deve se concentrar no parque e, para tal, precisa do suporte necessário para implantar esta recomendação. Entretanto, é importante observar que Lorde Richard Rogers e Lorde Heseltine sugeriram a criação de uma corporação de desenvolvimento para abranger toda a região do Lea Valley, chegando até a costa, em uma conferência de planejamento organizada recentemente. A nova Unidade da Casa Civil foi informada sobre esta recomendação. Outros eventos Jogos da Comunidade Britânica de Glasgow Glasgow publicou a Diretriz do Legado de Glasgow 2014 (Glasgow 2014 Legacy Framework) há alguns anos. A diretriz foi fortemente influenciada por Londres Glasgow se comprometeu em atualizar a diretriz do legado em 2012, embora pareça que isto não aconteceu Entretanto, uma atualização anual foi publicada por Glasgow 2014 sobre o legado escocês (em vez do legado da cidade de Glasgow). Esta atualização, em primeira mão, se concentrou nos projetos ambientais construídos identificados na diretriz do legado A visão do legado é a seguinte: Glasgow 2014 ajudará a alcançar uma cidade mais vibrante e mais saudável para os cidadãos aproveitarem e desfrutarem dos benefícios do esporte, bem como os benefícios ambientais, culturais, sociais e econômicos de longo prazo que Glasgow 2014 ajudará a promover A diretriz possui temas próprios, descritos abaixo, sendo fundamentada por três princípios de saúde, sustentabilidade e inclusão: Uma Glasgow próspera Uma Glasgow ativa Uma Glasgow internacional Uma Glasgow mais verde Uma Glasgow acessível Uma Glasgow inclusiva 3.65 A diretriz será executava por meio de uma série de parcerias com as instituições da cidade, com o governo escocês, com empresas e com a indústria. Um plano de ação detalhado foi criado e ligado a vários objetivos de alto nível As iniciativas ou objetivos notáveis indicam que há uma forte influência de Londres 2012 em Glasgow nas seguintes iniciativas: Uma Glasgow próspera

68 3.67 Criação de um Portal de Negócios dos Jogos da Comunidade Britânica (Commonwealth Games Business Portal, semelhante ao portal Compete For, criado para Londres 2012 e que ainda está em uso) para facilitar o acesso aos contratos dos Jogos Olímpicos, com os seguintes resultados estratégicos: Aumento do número de empresas sediadas em Glasgow que ganham contratos com o setor público e privado: o Aumento do número de PMEs e de empreendimento sociais que acessam e se registram no Portal de Negócios. o Aumento do número de empresas que acessam o portal de negócios. o Aumento do número de empresas registradas online como prontas para fazer negócios Uma iniciativa associada é a criação do Business Club Scotland para dar suporte e assistência às empresas no engajamento com os jogos, inclusive usando o portal Foram propostas várias iniciativas de geração de empregos e de capacitação, embora tenham poucos objetivos definidos neste momento. Os objetivos e iniciativas incluem: Por meio da implementação da Política de Benefício Comunitário da comarca, as empresas contratadas para os projetos relacionados aos jogos empregarão mais de 10% dos profissionais de grupos específicos. Os grupos específicos não foram definidos, mas a abordagem será semelhante à adotada pelo ODA e pelo LOCOG, embora com metas menos ambiciosas. Estabelecer um Programa de Estágio para os Jogos da Comunidade Britânica, com 500 vagas em 2009, ligadas a um incentivo financeiro para os empregadores contratarem jovens de 16 a 19 anos. Melhoria da aparência física de Glasgow com as seguintes ações: o Recuperação de terrenos na região East End de Glasgow. o Oferecer uma vila para os atletas funcional durante Glasgow o Oferecer um novo bairro urbano sustentável após Glasgow o Fazer com que a região East End de Glasgow seja um lugar melhor para se viver, trabalhando juntamente com o Clyde Glasgow. o URC para promover investimento adicional de regeneração da área, oferecer espaços para novos negócios e aumentar a geração de empregos. o Melhoria do acesso aos espaços verdes. Uma Glasgow ativa 3.70 Há dois objetivos estratégicos: Aumentar a capacidade da infraestrutura para os esportes por meio da melhoria do desenvolvimento de clubes e da educação esportiva.

69 Aumento da participação nas atividades físicas e esportivas, bem como contribuir com a melhoria da saúde e do bem-estar dos residentes de Glasgow Para dar suporte ao primeiro objetivo estratégico, uma verba adicional de foi fornecida em 2011 para desenvolver a melhoria do desempenho nos esportes e para dar apoio ao desenvolvimento de clubes esportivos locais. Este é um elemento adicional não financeiro ao suporte. Para atingir o segundo objetivo estratégico do aumento da participação, Glasgow se comprometeu em realizar as seguintes ações de alto nível, inclusive a identificação da melhoria das instalações do legado, embora não haja financiamento específico identificado como parte das diretrizes do legado: Garantir que o investimento de capital nos novos locais de competição e de treinamento de Glasgow 2014 sigam os requisitos do Jogos Olímpicos, das comunidade locais e os requisitos de longo prazo do esporte em Glasgow. Desenvolver e promover programas de atividade nestes locais para incentivar o aumento da participação dos residentes de Glasgow nas atividades físicas e na prática de esportes. Desenvolver novas abordagens para a provisão de serviços por meio da Estratégia de Atividade Física de Glasgow, ressaltar a importância da iniciativa Active Schools (Escolas Ativas), implementar a Revisão de Educação Física Nacional (National Physical Education Review) e promover o programa Viagens Ativas (Active Travelling). Continuar a promover a associação ao Glasgow Club. Desenvolver uma metodologia para estabelecer níveis variáveis da participação esportiva e nas atividades físicas em Glasgow. Uma Glasgow mais verde 3.72 Há três objetivos principais: Melhoria dos padrões de vida sustentável. Melhoria do acesso e do uso dos espaços verdes. Redução das emissões climáticas em Glasgow Os seguintes objetivos foram atingidos: Objetivos: D1.1 Melhoria da gestão sustentável de resíduos D1.2 Melhoria do uso de fontes sustentáveis de energia D1.3 Melhoria da biodiversidade ao resolver os problemas ambientais D2.1 Aumento do número dos espaços verdes D2.2 Redução da quantidade de terreno contaminado D3.1 Reduzir o nível de emissões de carbono em Glasgow D3.2 Redirecionar 80% de todos os resíduos de Glasgow 2014 para outros destinos alternativos aos aterros sanitários D3.3 Criar Zonas de Baixa Emissão (Low Emission Zones, LEZs) em Glasgow

70 3.74 Alguns das ações principais incluem: O compromisso de oferecer transporte público gratuito para todos os portadores de bilhetes para os jogos e o uso de veículos que produzem baixas emissões na frota dos jogos. Instalações de reciclagem proeminentes em todos os locais dos jogos e na vila. Várias iniciativas para trabalhar com as comunidades locais na melhoria das taxas de despejo de caçambas, entre outras. Desenvolvimento de uma política de compra sustentável. Criação de um programa de premiação para as empresas que cumprirem com as obrigações regulatórias. Criação de um corredor verde acessível, ao longo do rio, conectado a iniciativas para promover o ciclismo e a caminhada. Promover a adoção das normas BS Criação de uma Zona de Baixa Emissão. Promoção de várias iniciativas que incluem um fundo de neutralização de carbono, bem como o design e a construção sustentável no trabalho das empresas contratadas para atuar nos projetos de Glasgow Uma Glasgow acessível 3.75 Os objetivos são: Melhorar a conexão de transporte na cidade. Provisão de uma rede sustentável de viagens pela cidade. Objetivos: E1.1 Redução do tempo de viagem. E1.2 Redução do congestionamento na Rodovia M8 e na rede de rodovias local. E2.1 Mudança no uso do transporte para modos de transporte mais sustentáveis. E2.2 Aumento do número de viagens de bicicleta e por caminhada. Uma Glasgow inclusiva 3.76 Os objetivos são: o Incentivar os residentes de Glasgow a participarem de programas de voluntariado. o Inspirar novas atividades culturais e de aprendizado que surgirão a partir dos Jogos da Comunidade Britânica. Objetivos: F1.1 Aumento do número de pessoas registradas como voluntários em Glasgow. F1.2 Maximizar o número de residentes de Glasgow registrados como possíveis voluntários para trabalhar nos jogos de Glasgow F2.1 Melhoria dos níveis de alfabetização, do aprendizado de matemática, da saúde e bem-estar das crianças, dos jovens e dos adultos de Glasgow, por meio dos programas culturais e educativos relacionados aos Jogos da Comunidade Britânica.

71 F2.2 Aumento da participação das crianças em idade escolar nos esportes. Rio Sempre nos perguntam: O Rio será tão sustentável quanto Londres?. Esta é uma pergunta difícil de responder. A comparação entre Londres e Glasgow é possível, pois as duas cidade se localizam no Reino Unido e possuem um histórico de desenvolvimento industrial. O contexto do Rio é muito diferente em todos os sentidos, quando consideramos as condições ambientais, a infraestrutura, os recursos, a cultura, a história e a política. Não há um órgão equivalente ao CSL (Commission for Sustainable London) no Rio, porém temos um bom relacionamento com as equipes que estão trabalhando na infraestrutura e na execução dos jogos. Eles querem muito aprender com a experiência de Londres e aplicar as lições aprendidas ao contexto Esta seção do relatório aborda os meios pelos quais o Rio já integrou o seu próprio legado no planejamento dos trabalhos para os Jogos Olímpicos O documento de candidatura 33 do Rio define um programa claro para o legado O plano do legado dos jogos baseia-se em quatro prioridades principais, todas integradas no plano de longo prazo do Rio: A transformação da cidade Inclusão social: residências, capacitação e geração de empregos Juventude e educação Esportes 3.81 Na parte que menciona a transformação da cidade, foi declarado que os jogos ajudarão a inaugurar uma nova era para o Rio. Vários programas, financiados pelo governo para dar suporte aos jogos, criarão as bases do desenvolvimento sustentável de longo prazo. Muitos destes programas já estão em andamento e incluem: A melhoria da qualidade do ar por meio de controles mais restritos de emissões para a indústria e para o transporte público. A melhoria do transporte público por meio do desenvolvimento do Anel de Transporte de Alto Desempenho. A segurança abrangente e melhorada, incluindo novos sistemas e programas de capacitação. A preservação da maior floresta urbana do mundo, incluindo o plantio de 24 milhões de árvores até Além de projetos de regeneração significativos, tais como: - A transformação da área do porto com novas residências, entretenimento e atrações turísticas, conectando o porto com o centro da cidade. 33

72 - Novas residências, lojas e atrações de lazer nas zonas do Maracanã e do Deodoro. - Desenvolvimento de infraestrutura de esportes, recreação, transportes, entre outros, na região da Barra. - O Parque do Deodoro será uma área com o maior percentual de jovens, oferecendo vários tipos de instalações de recreação e centros esportivos. O Rio será uma cidade mais global e um lugar melhor para se viver, fazer negócios e para visitar As promessas de inclusão social e de geração de empregos incluem: Rio 2016 irá beneficiar diretamente a vida da população do Rio, oferecendo a melhor experiência durante o período dos jogos e por meio dos benefícios de longo prazo, incluindo: Moradia: as quatro vilas do legado oferecerão novos apartamentos (mais de quartos) no entorno dos locais dos jogos. Desenvolvimento da capacitação: adultos e jovens participarão de um programa abrangente de capacitação profissional e de voluntários, financiado por Rio 2016, nas áreas de importância estratégica dos jogos. Este programa que integra o governo, as instituições de treinamento e as universidades ajudarão os participantes a encontrarem emprego após os jogos. Geração de empregos: empregos temporários e empregos permanentes serão gerados pelos eventos, na área de gestão esportiva, nas operações de turismo e dos locais dos jogos, além da geração significativa de empregos no setor de construção resultante dos grandes investimentos em infraestrutura. Empregos no setor comercial e de varejo também serão criados. Compras e aquisições para os jogos: Rio 2016 assumiu o compromisso de adquirir serviços e equipamentos para os jogos de comunidades locais, sempre que for possível. Dará suporte ao licenciamento de produtos socialmente e ambientalmente responsáveis, assim como foi feito durante os Jogos Pan-Americanos de Com relação às promessas na área de juventude e educação, Rio 2016 baseou-se no compromisso do governo federal de oferecer uma combinação poderosa de educação e esporte para todos os brasileiros. Dentre as iniciativas específicas, temos: A expansão do Programa Segundo Tempo (PST), um programa apoiado pela ONU que oferece esportes nas escolas públicas. De 2009 até 2016, o PST será expandido de 1 milhão para 3 milhões de crianças brasileiras. Investimento de mais de US$ 400 milhões, entre 2009 e 2016, no programa Mais Educação, um programa do governo federal que financia infraestrutura de esporte nas escolas públicas. Os métodos de

73 ensino de educação física serão melhorados, reforçando o objetivo abrangente de oferecer aulas de educação física em todas as escolas. Além disso, os jogos escolares e universitários (uma iniciativa do IOC) serão expandidos de 2,5 milhões para 5 milhões de jovens, estimulando a participação nos esportes olímpicos. Este programa alinha-se aos conceitos de jogos olímpicos da juventude do IOC nas áreas de esporte, cultura e educação Legado esportivo foi prometido: Bolsas de estudo de atletismo para até jovens e atletas brasileiros talentosos, que não têm patrocínio privado, serão oferecidas até Bolsas de estudo do centro de treinamento olímpico como parte da solidariedade olímpica. O OTC oferecerá as bolsas para atletas e técnicos do mundo inteiro. Essas bolsas de estudo serão oferecidas por meios dos programas brasileiros de abrangência internacional e serão consistentes com os programas de apoio do IOC. Maior investimento federal no esporte com um aumento de mais de US$ 210 milhões que ajudarão a preparar as equipes olímpicas e paraolímpicas brasileiras. Centros de treinamento do legado construídos durante a preparação para os jogos. Rio 2016 deixará um legado de 14 centros de treinamento para os jogos fora do Rio e 29 centros no Rio, localizados nas comunidades locais e perto de escolas públicas. As discussões sobre o treinamento dos técnicos oficiais brasileiros com as federações nacionais, cujos esportes sejam menos desenvolvidos do que o nível do Brasil, levaram à criação de um plano de treinamento e de cursos de participação no Rio e na América do Sul. Os cursos aumentarão a proficiência técnica, deixando um legado de oficiais treinados e experientes na América do Sul Desde a candidatura, algumas mudanças foram anunciadas, incluindo: A promessa na área de transportes com a construção de um "anel de transporte de alto desempenho, incluindo melhorias nas estradas e nas linhas de trem. A estratégia de transporte agora inclui a construção de três sistemas rápidos de linhas de ônibus, uma nova linha de metrô, obras de melhoria em outras duas linhas de metrô e obras de melhoria em uma linha de ferrovia, além de várias melhorias nas rodovias. A promessa na área de meio ambiente planejou o plantio de 24 milhões de árvores como parte de um "parque de carbono". Esta estratégia foi realinhada, pois o foco mudou para o número de árvores, para dar maior abrangência à estratégia, conectando-a à restauração ambiental da Mata Atlântica e à proteção à biodiversidade, ampliando os objetivos além da neutralização de carbono Rio 2016 indicou que haverá alguns impactos fundamentais do legado para o Rio e para o Brasil, resultantes das seguintes iniciativas:

74 O programa abrangente de treinamento de fornecedores, criado para ajudálos a entender os requisitos de compra e a melhorar a competência no longo prazo. As questões trabalhistas se concentrarão na capacitação dos trabalhadores brasileiros em vários setores, apoiada por um recrutamento global de profissionais qualificados e a transferência de conhecimento. A estratégia da infraestrutura de energia se concentrará na conexão à rede, usando-a sempre que for possível, devido ao fato de que a rede brasileira produz baixas emissões de carbono por ter 80% de energia gerada a partir de fontes renováveis. Quando for necessário usar energia temporária, ela deverá ser gerada a gás, antes de considerar o uso de geradores de biodiesel. A estratégia de uso da rede será um legado substancial nas áreas onde é necessário expandi-la. Isso só será possível quando a execução deste legado for necessária. A estratégia de resíduos da cidade construirá novas estações de tratamento de resíduos (duas já foram construídas), que oferecerão um legado de longo prazo para o tratamento de resíduos para a cidade inteira (e não só para os locais dos jogos), incluindo soluções de geração de energia a partir de resíduos. Na proteção ambiental, o reflorestamento tem o objetivo inicial de plantar 24 milhões de árvores. Este objetivo está sendo realinhado em um objetivo com um maior grau de coerência com as necessidades locais, ou seja, o tipo de árvore, a localização e o objetivo em si. O programa será parcialmente usado para neutralizar o carbono, mas também há benefícios considerados na biodiversidade, na produção de alimentos e no biodiesel. Também há uma estratégia abrangente de proteção e de remediação ambiental dos locais importantes. O setor de transportes investirá em uma nova rede de transporte, que está sendo construída para oferecer 100% das viagens por transporte público, começando a partir de uma base menor que Londres que já possui uma infraestrutura de transporte significativa. Mudança para um comportamento sustentável, oferecendo programas educacionais para crianças em idade escolar, para fornecedores e para o público em geral sobre várias questões ligadas à sustentabilidade.

75 4. O papel da garantia Resumo 4.1 Quando o grupo da candidatura de Londres 2012 reuniu-se pela primeira vez colocou enfâse nas questões ambientais, motivados pelo então recente Jogos "Verdes" de Sydney. Uma Comissão do Meio Ambiente foi criada e orientações tomadas da London Sustainable Development Commission, WWF e da Bioregional. Isto resultou na decisão de nomear uma comissão independente para dar garantir durante os Jogos em Londres 2012 se a candidatura fosse bem sucedida. 4.2 O conceito da Comissão era novo; a estrutura da garantia e os protocolos de trabalho tiveram que ser desenvolvidos a partir do zero. O primeiro desafio para a Comissão foi superar grupos profundamente céticos em ambos os lados. Os órgãos da entrega viram a Comissão como um canhão frouxo, o IOC viu como sendo um risco para os Jogos e as ONGs pensaram que a Comissão era um apologista burocrático para para os órgaos da entrega. Encontrar um equilíbrio de credibilidade entre estes órgãos tem sido um constante desafio durante 7 anos. 4.3 O GLA pediu que CSL aplicasse os recursos residuais não utilizados numa avaliação independente da Comissão, incluisive que lições poderiam ser aprendidas para o futuro. A Comissão concordou com esta abordagem considerando que conseguir uma avaliação equilibrada deve ser a base para compreender se a garantia estratégica da sustentabilidade tem futuro. 4.4 Este relatório, e nossas próprias constatações, mostram que o modelo foi muito bem sucedido, ganhando o respeito e a credibilidade da maioria das pessoas envolidas no proceso, de todas as partes. A Comissão prestou um serviço de bom preço, e um serviço profissional de valor agregado para todas as partes interessadas. A independência da Comisssão foi conseguida através de uma linha de comunicação direta com o presidente do Conselho Olímpico e foi altamente valorizada. 4.5 Entretanto, os métodos de funcionamento concordados na fase inicial garantiram o uso direto destes meios fossem raramente necessários. O estabelecimento de relacionamentos construtivos e o contínuo enfoque nas questões estratégicas foram fatores críticos, particularmente com um orçamento e equipe pequenos. 4.6 Há indícios de adoção pelo setor privado de versões deste modelo. Uma multinacional, com uma ambiciosa política de responsabilidade corporativa social está usando sua comissão de auditoria para ver qual a probalidade de atingir seus objetivos se usar o modelo ou que riscos para os negócios teriam

76 se não ussasem. Um grande empreendimento no Oriente Médio, com preocupações nas questões de trabalho na mão de obra da construção, emprega um modelo similar. Um empreendimento inovador na Austrália estabeleceu objetivos ainda mais ambiciosos do que a ODA e a autoridade do empreendimento nomeou um consultor, com um papel similar, para supervisionar a empresa contratada e sua cadeia de fornecimento. 4.7 Nós não podemos ver nenhum modelo similar em uso nos órgãos do setor público ou projetos, nem podemos encontrar, pelo mundo afora, nenhum futuro evento de grande porte adotando o modelo. O GLA está interessado nos resultados da avaliação independente, mas no momento não há planos de se empregar um modelo similar para o legado Olímpico, ou outros eventos ou projetos de grande porte em Londres. 4.8 Nós acreditamos que as lições aprendidas com o modelo da garantia da CSL podem e devem ser aplicadas aos projetos e eventos de grande porte, para a agenda da sustentabilidade ganhar credibilidade e para rejeitar qualquer idéia de lavagem verde. Pela prestação de um serviço profissional independente, todas as partes podem usar a Comissão como um amigo crítico de confiança e como fonte independente da informação correta. Origem da Comissão 4.9 Historicamente, os Jogos Olímpicos e outros grandes eventos esportivos, consideravam a sustentabilidade como uma questão de segunda ordem. Os Jogos de Sydney em são considerados como o modelo de referência para os os jogos verdes. Apesar de que não houve nenhum órgão oficial, assim como o CSL, um grupo dos ONGs lideradas pelo Greenpeace 35 teve o papel não oficial de amigo crítico e publicou, independentemente, o relatório "Green Games Watch". Os Jogos de 1992 em Barcelona deixaram um grande marco para o legado 36 e serviram de inspiração para os Jogos de Londres 2012 para atuar como catalizadores para a regeneração da área do leste de Londres 37. Os jogos de inverno de 2010 em Vancôver forneceram um exemplo excelente de um evento e legado sustentável, usando a "David Suzuki Foundation" como um amigo crítico Quando Londres decidiu candidatar-se para os jogos de 2012, tomou a decião principal de centralizar a candidatura no leste de Londres, uma área relativamente pobre, e não na relativamente próspera área do oeste. Com base na idéia de usar os jogos para estimular a regeneração, similar ao 34 Games/Mr-Richard-Cashman.pdf

77 modelo de Barcelona, e criar um legado sustentável. O mantra the most sustainable Games ever" (a Olimpíada mais sustentável que já existiu) desenvolvido como característica principal da candidatura, levou à formação de um comitê do meio ambiente para conduzir a candidatura e o recrutamento de um diretor de sustentabilidade para a equipe da candidatura. Barcelona serviu de modelo para o legado, Sydney foi vista como modelo para os jogos verdes. Uma combinação destes dois modelos, atualizada para 2012, foi a inspiração para uma Londres 2012 sustentável. As metas originais de sustentabilidade para a candidatura foram desenvolidas em colaboração com a Comissão de Desenvolvimento Sustentável de Londres (LSDC), WWF e Bioregional. Com base nos pareceres destes grupos foi tomada a decisão de se criar uma comissão independente para garantir a sustentabilidade. Este compromisso foi tomado como parte da candidatura. O objetivo principal era proteger-se contra qualquer idéia de branqueamento ecólógico (em inglês Greenwashing) Quando a candidatura foi ganha, o subgrupo Olímpico da LSDS foi designado para desenvolver a estrutura da Comissão. Este grupo era formado de quatro comissários voluntários e um funcionário do GLA, que prestavam suporte em tempo parcial, paralelamente à outros trabalhos. O modelo de funcionamento e de governança da Comissão foi baseado na orientação profissional de PricewaterhouseCoopers (PWC), "Forum for the Future" e no subgrupo Olímpico da LSDC, liderado pelo atual presidente da Comissão, com a contribuição da experiência do projeto do terminal 5 de Heathrow que estava em construção naquele tempo. A estrutura da garantia da Comissão baseouse nos princípios das melhores práticas do setor privado, nos funções da UK Sustainable Commission (watchdog) e órgãos consultivos usados por projetos, como por exemplo o grupo consultivo ambiental do Terminal 5 de Heathrow A função e o propósito da Comissão, em detalhes na estrutura da garantia, pode ser resumida em um frase que foi elaborada no início do programa e tem resistido ao teste do tempo: Para fornecer a garantia e comentários independentes visando alcaçar os objetivos de sustentabilidade do programa de Londres 2012 e dar suporte a um legado sustentável A Comissão funciona dentro de uma estrutura da garantia e de um jogo de protocolos previamente acordados. Estes foram desenvolvidos em 2005/06 e provaram ser fortes ao longo da vida da Comissão, apesar de que algumas mudanças foram necessárias durante os jogos para dar conta de prazos consideravelmente reduzidos. A estrutura da garantia é ilustrada abaixo:

78 k.pdf Avaliação independente 4.14 Uma avaliação independente 39 do trabalho da Comissão foi encomendada em As conclusões daquele relatório são levadas em conta ao considerarmos aqui suas questões principais. Garantia estratégica 4.15 O conceito de garantia estratégica era muito novo na época que a Comissão foi criada. Os alvos e os objetivos do trabalho foram estabelecidos na estrutura de garantia 40. A finalidade da Comissão era de prestar um serviço de garantia estratégica independente para um programa de trabalho que incluia vertentes múltiplas de trabalho, vários órgãos de entrega e um vasto grupo de pessoas interessadas heterogeno. A garantia abordou questões holísticas e estratégicas e era, inerentemente, orientada para o futuro. Isto é claramente diferente da garantia e da certificação tradicionais, que olha para trás. Não tencionava duplicar ou substituir o trabalho dos órgãos estatutários e das autoridades de certificação, o propósito era de um entrosamente com estas organizações para fornecer uma visão estratégica, identificar lacunas no programa, antecipar problemas potenciais em tempo útil e recomendar medidas de ação preventiva para lidar com os problemas previsíveis. A garantia tradicional tende a recomendar a ação corretiva após o evento. Isto é de pouco valor para um projeto único

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