Pesquisa: Doutor(a), qual sua opinião em relação ao posicionamento adotado pelo Conselho. Q1 Idade

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1 Q1 Idade Respondidas: 877 Ignoradas: 0 Até 30 anos De 31 a 40 anos De 41 a 50 anos De 51 a 60 anos De 61 a 70 anos Mais de 71 anos 0% 20% 40% 60% 80% 100% Opções de resposta Até 30 anos De 31 a 40 anos De 41 a 50 anos De 51 a 60 anos De 61 a 70 anos Mais de 71 anos Respostas 10,72% 94 30,67% ,50% ,17% ,11% 115 1,82% 16 Total / 27

2 Q2 Sexo Respondidas: 877 Ignoradas: 0 Feminino Masculino Opções de resposta Feminino Masculino Respostas 35,01% ,99% 570 Total / 27

3 Q3 Região (ões) onde trabalha Respondidas: 877 Ignoradas: 0 Litoral (principais cidades:... Meio Oeste (principais cidades:... Nordeste (principais cidades:... Planalto Norte (principai... Planalto Serrano/Serra Catarinens... Oeste/Extremo Oeste (principai... Sul (principais cidades:... Vale do Itajaí (principai... 0% 20% 40% 60% 80% 100% Opções de resposta Litoral (principais cidades: Florianópolis, São José, Palhoça, Laguna, Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Itapema,Bombinhas e Porto Belo) Meio Oeste (principais cidades: Joaçaba, Caçador, Videira, Fraiburgo e Campos Novos, Treze Tílias e Piratuba) Nordeste (principais cidades: Joinville, Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul) Planalto Norte (principais cidades: São Bento do Sul, Rio Negrinho, Canoinhas, Corupá, Mafra, Três Barras e Porto União) Planalto Serrano/Serra Catarinense (principais cidades: Lages, Curitibanos, São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra) Oeste/Extremo Oeste (principais cidades: Chapecó, Xaxim, Xanxerê, Concórdia, São Miguel do Oeste e Itapiranga) Sul (principais cidades: Criciúma, Içara, Tubarão, Laguna, Imbituba, Araranguá,Urussanga, Orleans e Braço do Norte) Vale do Itajaí (principais cidades: Itajaí, Blumenau, Gaspar, Pomerode, Indaial, Brusque, Guabiruba e Rio do Sul) Respostas 55,42% 486 3,31% 29 8,10% 71 2,96% 26 3,19% 28 7,75% 68 6,73% 59 14,37% 126 Total de questionados: / 27

4 Q4 Especialidade Médica Respondidas: 864 Ignoradas: 13 Sem especialidade / RQE 88 ACUPUNTURA 19 ALERGIA E IMUNOLOGIA 3 ANESTESIOLOGI A 29 ANGIOLOGIA 2 CANCEROLOGIA 10 CARDIOLOGIA 45 CIRURGIA CARDIOVASCULA R 5 CIRURGIA DE MÃO CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO 2 2 CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO 7 CIRURGIA GERAL 40 CIRURGIA PEDIÁTRICA 5 CIRURGIA PLÁSTICA 15 CIRURGIA TORÁCICA 1 CIRURGIA VASCULAR 6 CLÍNICA MÉDICA 89 COLOPROCTOLOG IA 5 DERMATOLOGIA 24 ENDOCRINOLOGI A E METABOLOGIA 10 ENDOSCOPIA 8 GASTROENTEROL OGIA 14 GENÉTICA MÉDICA 1 GERIATRIA 10 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA / 27

5 HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA 14 HOMEOPATIA 19 INFECTOLOGIA 13 MASTOLOGIA 3 MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE 57 MEDICINA DO TRABALHO 65 MEDICINA DO TRÁFEGO 10 MEDICINA ESPORTIVA MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO 3 2 MEDICINA INTENSIVA 22 MEDICINA LEGAL E PERÍCIA MEDICINA NUCLEAR 1 MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL 6 NEFROLOGIA 8 NEUROCIRURGIA 10 NEUROLOGIA 20 NUTROLOGIA 2 OFTALMOLOGIA 17 ORTOPEDIA e TRAUMATOLOGIA 30 OTORRINOLARIN GOLOGIA 14 PATOLOGIA 5 PEDIATRIA 86 PNEUMOLOGIA 7 PSIQUIATRIA 32 RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 16 RADIOTERAPIA REUMATOLOGIA 5 5 / 27

6 UROLOGIA Opções de resposta Sem especialidade / RQE ACUPUNTURA ALERGIA E IMUNOLOGIA ANESTESIOLOGIA ANGIOLOGIA CANCEROLOGIA CARDIOLOGIA CIRURGIA CARDIOVASCULAR CIRURGIA DE MÃO CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO CIRURGIA GERAL CIRURGIA PEDIÁTRICA CIRURGIA PLÁSTICA CIRURGIA TORÁCICA CIRURGIA VASCULAR CLÍNICA MÉDICA COLOPROCTOLOGIA DERMATOLOGIA ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA ENDOSCOPIA GASTROENTEROLOGIA GENÉTICA MÉDICA GERIATRIA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA HOMEOPATIA INFECTOLOGIA MASTOLOGIA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE MEDICINA DO TRABALHO MEDICINA DO TRÁFEGO MEDICINA ESPORTIVA MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO MEDICINA INTENSIVA MEDICINA LEGAL E PERÍCIA MÉDICA Respostas 10,19% 88 2,20% 19 0,35% 3 3,36% 29 0,23% 2 1,16% 10 5,21% 45 0,58% 5 0,23% 2 0,23% 2 0,81% 7 4,63% 40 0,58% 5 1,74% 15 0,12% 1 0,69% 6 10,30% 89 0,58% 5 2,78% 24 1,16% 10 0,93% 8 1,62% 14 0,12% 1 1,16% 10 14,70% 127 1,62% 14 2,20% 19 1,50% 13 0,35% 3 6,60% 57 7,52% 65 1,16% 10 0,35% 3 0,23% 2 2,55% 22 1,74% 15 6 / 27

7 MEDICINA NUCLEAR 0,12% 1 MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL NEFROLOGIA NEUROCIRURGIA NEUROLOGIA NUTROLOGIA OFTALMOLOGIA ORTOPEDIA e TRAUMATOLOGIA OTORRINOLARINGOLOGIA PATOLOGIA PEDIATRIA PNEUMOLOGIA PSIQUIATRIA RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO POR IMAGEM RADIOTERAPIA REUMATOLOGIA UROLOGIA 0,69% 6 0,93% 8 1,16% 10 2,31% 20 0,23% 2 1,97% 17 3,47% 30 1,62% 14 0,58% 5 9,95% 86 0,81% 7 3,70% 32 1,85% 16 0% 0 0,58% 5 1,62% 14 Total de questionados: / 27

8 Q5 Doutor(a), qual sua opinião em relação ao posicionamento adotado pelo Conselho Federal de Medicina referente ao assunto: "interrupção da gravidez"? - abaixo material divulgado pelo CFM em 21/03/2013 CFM esclarece posição a favor da autonomia da mulher no caso de interrupção da gestação Somos a favor da vida, mas queremos respeitar a autonomia da mulher que, até a 12ª semana, já tomou a decisão de praticar a interrupção da gravidez, afirmou o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d Avila, que esclareceu a posição tomada pelo CFM e pelos 27 conselhos regionais de medicina (CRMs), tomada por maioria durante o I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, acerca de ampliação dos excludentes de ilicitudes penais em caso de interrupção de aborto. Essa posição será enviada para a comissão de 15 juristas que está analisando a Reforma do Código Penal Brasileiro (PLS ), atualmente em tramitação no Congresso Nacional. Quem vai decidir a descriminalização do aborto é a sociedade brasileira, por meio do legislativo, o que nós fizemos foi encaminhar a nossa posição, enfatizou. Por maioria, os Conselhos de Medicina concordaram que a Reforma do Código Penal, em processo de discussão, deve afastar a ilicitude da interrupção da gestação em uma das seguintes situações: a) quando houver risco à vida ou à saúde da gestante ; b) se a gravidez resultar de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida ; c) se for comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos ; e d) se por vontade da gestante até a 12º semana de gestação. O presidente do CFM também esclareceu que o limite de 12 semanas para que possa haver a interrupção de gravidez se deve ao fato de que, segundo a experiência médica, a partir desse tempo há um risco maior para a mãe. O outro fator é que a partir de então o sistema nervoso central já estará 8 / 27

9 Abstenho-me de opinar sobre a decisão do CFM formado, explicou. Roberto d Avila enfatizou que até a sociedade brasileira tomar a decisão sobre a descriminalização do aborto, o CFM continuará a julgar os médicos que praticam o ato. Um dos fatores que levou o CFM a defender mudanças no Código Penal diz respeito ao princípio da justiça, já que as mulheres de classe média e alta conseguem interromper suas gravidezes com segurança, enquanto as pobres se arriscam e sofrem as consequências de abortos mal feitos, afirmou. Atualmente, abortos são a quinta causa de mortalidade materna. E assim como defendemos a autonomia da vontade do paciente nos casos de ortotanásia e, estamos trabalhando nesse mesmo sentido em relação às Testemunhas de Jeová, também defendemos que a mulher tenha autonomia sobre seu corpo até um determinado tempo da gestação. Mas, em nenhum momento, seremos favoráveis ao uso do aborto como método contraceptivo, defendeu o presidente do CFM. fonte: Respondidas: 838 Ignoradas: 39 Não concordo com a posição do CFM Concordo com a posição do CFM Opções de resposta Concordo com a posição do CFM Não concordo com a posição do CFM Abstenho-me de opinar sobre a decisão do CFM Respostas 61,81% ,70% 274 5,49% 46 Total / 27

10 Q6 Gostaria de acrescentar algo ao debate? Gostaríamos muito de saber quais são suas considerações adicionais a respeito desse assunto. Respondidas: 263 Ignoradas: 614 # Respostas Data 1 LEGALIZAÇÃO DO ABORTO COM CERTEZA DIMINUIRA AS OCORRENCIAS DE ABORTOS CLANDESTINOS E COM ISSO AS COMPLICAÇOES E RISCOS A SAUDE DA MULHER. 2 Tenho posição muito def inida em relação à def esa da v ida e considero que, a partir da concepção, há uma v ida em curso. Assim não concordo com a posição do CFM em relação à possibilidade da mulher interromper a gestação por sua liv re v ontade até a 12ª semana de gestação. Considero que ela está deliberando sobre outro indiv íduo, gerando uma pena de morte a esse indiv íduo. Sendo eu contrária à pena de morte também sou contrária a interrupção da gestação neste caso. Quanto às outras possibilidades como grav idez gerada por v iolência, estupro, procedimentos não consentidos ou grav íssima má f ormação f etal sou a f av or de que a mulher possa deliberar até a 12ªsemana. Quanto ao argumento de que é inv iáv el a penalização do aborto porque as mulheres o praticam, considero que esse argumento não é suf iciente. Dev e hav er um empenho bem maior na prev enção da grav idez indesejada e penalidades alternativ as, sócio educativ as para as mulheres nos casos de aborto deliberado e pagamento de multas para os prof issionais que inf ringirem a lei. 3 Gostaria de acrescentar que dev eria hav er registro em uma espécie de cadastro único.assim, se uma mulher realiza aborto f ica registrado e esse registro pode ser acessado por médicos, de maneira que, se ela ultrapassar um determinado número de abortos a laqueadura seja obrigatória. Digo isso pois, se não f or f eito um tipo de controle, o aborto v ai ser usado como método contraceptiv o por mulheres irresponsáv eis que não querem usar nenhum método. Por exemplo, o aborto passa a ser permitido mas se a mulher f izer 2 abortos e quiser f azer o terceiro, então v ai ter que f azer laqueadura. O médico dev e registrar e se não o f izer dev e sof rer algum tipo de punição. Se não v ai f icar muito f ácil e a gurizada v ai começar a dizer '' Não tem problema, qualquer coisa é só abortar...'' e lá se v ão os esf orços para f azê-los usar camisinha... Obrigado e abraço. 4 Não concordo, porque aos 3 meses de gestação o nov o ser concebido já está com todos os seus órgãos f ormandos,quando dai em diante começa a desenv olv er-se. Creio que uma nov a v ida acontece quando há a conjugação dos gametas masculino + f eminino(fecundação).logo,considero a interrupção da grav ides um inf anticídio. 5 Só não concordo totalmente com a indicação da mulher poder escolher até 12 semanas; porém dependendo das condições sociais da mulher, se f or usuária de drogas, se não f ará o pré natal adequadamente e com isso of erecendo riscos a criança, ou que não dará nenhuma assistência a essa criança, é pref erív el que seja realizado o aborto precocemente. As outras indicações sou de total acordo. 6 Possuimos div ersas f ormas de ev itar uma grav idez indesejada, inclusiv e pela rede publica. Incentiv ar mais esse tipo de inconsequencia nas pessoas? Nao concordo! Dev emos educar as pessoas, homens e mulheres sobre sua sexualidade e metodos e tirar essa ideia de engrav idou por " acidente ". Engrav idou pois nao utilizou corretamente os metodos contraceptiv os. Aborto apenas em casos de estupro. Aborto por simples desejo da mulher a bel prazer é algo criminoso, inconsequente e dev e ser sempre combatido, principalmente pela classe medica! 7 O aparelho repressor do Estado ( politicos, midia, igreja, e policia) dif icilmente deixará passar uma atitude como esta. Mas se f or concretizada, a "minoria" ( na v erdade a MAIORIA) sairá ganhando. 8 não conheço nenhuma maneira de transf ormar o aborto num ato digno e a f av or da v ida. def endo todos os métodos anticoncepcionais, inclusiv e a pílula do dia seguinte e o DIU, def endo a gratuidade desses métodos e a div ulgação e f acilitação ao acesso dos mesmos, mas em hipótese nenhuma v ou concordar com a morte de f etos f ormados em qualquer idade gestacional. a liberalização gradual do aborto que v em ocorrendo nas últimas décadas não v em ajudando em nada a diminuir os riscos dos abortos clandestinos e criminosos, pelo contrário, só v em aumentando o número de abortos"legais". 14/06/ :45 12/06/ :31 11/06/ :51 11/06/ :34 11/06/ :19 10/06/ :03 10/06/ :10 10/06/ :05 9 NAO,OBRIGADO 10/06/ :54 10 Concordo com a posição do CFM, exceto no ultimo ponto onde não há nenhuma indicação para o aborto e a mulher pode interromper a grav idez somente por v ontade antes das 12 semanas. Acredito que neste ponto a interrupção esteja sendo usada como método contraceptiv o, o que o CFM alega não concordar. 11 Acho um tema muito polêmico. Sou a f av or do aborto quando a grav idez impõem risco de morte à gestante. No caso de gestação indesejada acho que temos que trabalhar com inf ormação e disseminar os métodos anticoncepcionais e o acesso a eles, para todas as mulheres, de todas as classes sociais. Assim o aborto não seria uma necessidade!!! O que é mais barato: educar e f ornecer métodos anticoncepcionais ou pagar pelo aborto? Na medida que não educamos continuaremos a ter um contingente de mulheres que passarão a f azer de rotina o aborto...pois as gestações continuarão a ocorrer...como lidaremos com isso??? 10/06/ :22 10/06/ :25 12 É preciso acabar com a interf erência da Igreja em assuntos científ icos e de interesse médico. 10/06/ :38 13 Necessito ler mais sobre o asunto para opinar melhor pois o tema é muito sério e polêmico. Nem sempre o que nós médicos pensamos ou decidimos é o melhor para o paciente. Dev eria de ser pelo código de ética médica, mas na prática a situação torna-se muitas v ezes dif ícil de opinar e decidir. Necessito de mais análise/conv ersa/estudo/escalrecimentso sobre a temática. att Marlete R. Macedo 09/06/ :32 10 / 27

11 14 NAO CONCORDO ITEM 12º SEMANA. 09/06/ :22 15 ACHO QUE A MULHER TEM O DIREITO DENTRO DAS CONDIÇÕES IMPOSTAS PELO CFM DE INTERROMPER A GESTAÇÃO ATÉ A 12 SEMANA. É UM DIREITO QUE DEVE SER ASEGURADO 09/06/ :53 16 Os medicos sempre dev eriam ser consultados em qualquer questao que env olv e saude no.brasil. 09/06/ :44 17 A interrupção da gestação acontece, independente dos conselhos parmitirem ou não. O que acontece, nesses casos são interrupções inseguras e que colocam a v ida da mulher em risco. 18 Não matarás é uma lei de Deus. Uma v ez aprov ada a lei que dá direito ao aborto, quem f ará o procedimento? Eu me negaria. Entendo perf eitamente da problemática da mortalidade materna, para isso o país tem que inv estir mais em educação e na prev ençãi da grav idez, dispondo de métodos de f ácil acesso nos postos de saúde, o que hoje não ocorre. 19 Finalmente um Conselho se posiciona de f orma leiga e civ ilizada sobre uma questão que está f ora da alçada apenas prof issional ou masculina, e que pode inf luenciar de f orma decisiv a no grav e e numeroso problema de saúde pública que é a mortalidade f eminina oriunda desta causa. 20 o CFM dev eria ter sido elegante e ter se inteirado da opinião dos médicos pra emitir um parecer. Dev eria tratar de PRINCIPALMENTE de assunto de interesse médico, como honorários, pois esse dev e partir de nós. O tea em questão dev e ser abordado por toda a sociedade. 21 A v ida tem o seu início incontestáv el na concepção: há v ida humana, é uma pessoa. Argumentos técnicos e artimanhas hermenêuticas não conseguem modif icar a v erdade tão simples da existência sobrenatural de todos nós. Portanto, não v ejo motiv os para nos desgastarmos tanto com o óbv io que não pode ser alterado em lugar de nos atermos à carência de saúde que sente o nosso pov o. Por tudo isso tenho sentido v ergonha de ter nascido nesse país. CRM SC 22 Não concordo apenas o ítem d por entender que f av orece o uso do aborto como método contraceptiv o. Mesmo entendendo a situaçao dif ícil em que muitas mulheres se v êem diante de uma gestaçao não desejada, não planejada, num coxtexto social desf av oráv el, entendo que o ítem d libera para a pática do aborto que culminará como f orma de contracepção indiscriminada. Parabenizo pela discussão. Raquel 09/06/ :33 09/06/ :31 09/06/ :40 09/06/ :00 09/06/ :38 09/06/ :16 23 Sou contra o aborto mas acho que se o procedimento f osse legalizado teremos menor numero de obitos. 09/06/ :08 24 O f ato do aborto ser ilegal cria um mercado paralelo em que médicos têm muito lucro f azendo as coisas de modo clandestino. Legalizar o aborto seria criar condições para todas as pessoas terem acesso e para que os médicos possam f azer isso como f azem os outros procedimentos, acima de tudo que as pessoas de baixa renda não f izessem o aborto em condições precárias que as lev assem à morte. Acredito que ninguém deixa de f azer aborto porque é ilegal, nem pobres, nem ricos. É uma questão de consciência e educação. Por isso, não é o melhor inv estir na criminalização e sim na conscientização e na educação das pessoas para que saibam se prev enir de uma grav idez indesejada e não precisem chegar nesse ponto de ter que f azer um aborto, que em qq circunstância, não é uma boa experiência de ser v iv ida pelas mulheres. 25 Estou a f av or, respeitar a v ontade da mulher mas dar oportunidade para interromper a gestação nos caso especiais, estupro, anencef alia e outras patologias, menos usar como método contracetiv o. João Pedro Bazzo. CRM/SC /06/ :58 09/06/ :54 26 Não 09/06/ :52 27 ANTES DE ACEITAR A AUTONOMIA DO PACIENTE DEVEMOS DEFENDER A AUTONOMIA DO MÉDICO. PORISSO NÃO SE PODE COLOCAR EM LEI UM DIREITO QUE "OBRIGUE" AO MÉDICO EXECUTAR ATO QUE SEJA CONTRÁRIO AOS DITAMES DE SUA CONSCIÊNCIA. 28 Gostaria de parabenizar o CFM num assunto de extrema relev ância, dif iculdade e pontos div ergentes entre os div ersos setores da sociedade. Apesar de concordar com o atual posicionamento do CFM, preocupa-me o real cumprimento desta decisão, especialmente no atendimento público pois aí é que se encontra o maior problema; assim como uma maior discussão sobre o tema com outros setores da sociedade. Atenciosamente, Raf ael José Silv eira 29 É necessário def inição rígida dos exames necessários para a certeza da idade gestacional. Incluir além dos dados clínicos, dados de exames radiologicos. Controle rígido do CRM/CFM também é necessário. Talv ez até pensar em autorizar este procedimento apenas em clinicas cadastradas, com protocolos estabelecidos. 09/06/ :13 09/06/ :55 08/06/ :47 30 Não concordo com o item "D" 08/06/ :02 31 Nao tenho comentario a acrescentar, v isto acho que o assunto esta bem conduzido, e bem administrado tecnicamente pelos orgaos competentes. 08/06/ :01 11 / 27

12 32 Ao exercer a prof issão de médico, que tanto amo, tento me abster de minhas opiniões pessoais o máximo possív el. Mas diante de um tema de tal relev ância, e tendo sida pedida a minha opinião, sinto-me no dev er de expressar o que eu penso. Antecipo que, antes de mais nada, como homem e como médico eu creio em Deus, e portanto minha opinião ref lete a minha f é. Para mim, não existe aborto. Esta palav ra é desnecessária. O que chamamos aborto é um cruel e cov arde assasinato de um ser humano completamente indef eso. Na minha opinião como médico, o f ato de o f eto/embrião ter menos de 12 semanas não o torna menos humano. É um ser humano, como nós médicos bem sabemos, com sua própria constituição genética, e já com praticamente todos os órgãos e sistemas em f uncionamento. Respeito a autonomia da mulher, mas nunca def enderei o direito dela ou de qualquer outra pessoa de tirar uma v ida. O direito da mulher sobre o seu corpo não lhe dá o direito de tirar a v ida de outro ser humano, ainda mais sendo o seu próprio f ilho. Entendo que sequer temos o direito de interromper nossa própria v ida, quem dirá a v ida de outra pessoa. Penso que se a mulher não deseja a maternidade, que gere a criança, e que lhe seja assegurado o direito de disponibilizá-la para adoção ao nascimento da mesma. A partir do momento que legalizamos o aborto, que nada mais é do que o assasinato de um ser totalmente indef eso, que nunca f ez mal a qualquer pessoa, qualquer discussão sobre pena de morte e sobre o v alor da v ida humana se torna redundante. Não sei se há pessoas mais ou menos importantes diante de Deus. Mas se houv er, com certeza qualquer um desses seres humanos ainda não nascidos, inocentes e sem maldade, é muito melhor do que qualquer um de nós, tão corrompidos por malícias e mentiras, e cheios da nossa própria arrogância. Sinceramente, Tenho muito receio do rumo que estamos tomando. Gostaria que, ao ev oluirmos científ ica e tecnologicamente, tiv éssemos, em consequência, um respeito cada v ez maior à v ida humana - af inal, quanto mais aprendemos sobre o milagre da v ida, mais constatamos o quanto ela é preciosa. No entanto, cada v ez nos julgamos mais detentores da v ida e da morte. Penso que nos equiv ocamos quando julgamos que temos este poder, e o f ato de estarmos passando deste limite me dá muito medo do que está porv ir. Não apregoo religião ou religiosidade. Mas como homem e como médico, creio em Deus, e creio que Ele nos deu a v ida, e apenas Ele tem o direito de tirá-la. Tendo sido pedida a minha opinião, aqui está ela. Dr. Anderson Estev es "Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no v entre de minha mãe. Eu te louv o porque me f izeste de modo especial e admiráv el. Tuas obras são marav ilhosas! Digo isso com conv icção. Meus ossos não estav am escondidos de ti quando em secreto f ui f ormado e entretecido como nas prof undezas da terra. Os teus olhos v iram o meu embrião; todos os dias determinados para mim f oram escritos no teu liv ro antes de qualquer deles existir." Salmos 139:13-16 "O SENHOR é o que tira a v ida e a dá; f az descer à sepultura e f az tornar a subir dela." 1 Samuel 2:6 08/06/ :49 33 Nao concordo apenas com a ultima opcao: por v ontade da gestante ate a 12 semana. 08/06/ :04 34 Não concordo com o aborto no caso de v ontade da gestante. Na minha opinião, em muitos casos, será sim usado como método anticoncepcional. 35 Muito intrigante, extremamente preocupante, esta pesquisa aos médicos APÓS a tomada de posição do CFM e dos CRMs. Alguém poderia me explicar o que signif ica esta pesquisa? Com que objetiv o está sendo realizada APÓS tomada de posição? Por que não f izeram a pesquisa ANTES da tomada de posição? Repito: muito intrigante, extremamente preocupante! 08/06/ :50 05/06/ :02 36 Nihil 02/06/ :05 37 Necessito de maior embasamento, de melhores estudos para def inir opinião. 01/06/ :54 38 Interessante os legisladores se preocuparem com a autonomia das mulheres diante de um ser e. Formação e não f azer uma pesquisa da pena de morte e diminuição da idade penal para crimes he hediondos que ocupam nossos noticiários diuturnamente. Precisamos sim de mudanças n código penal, mas mudanças de impacto não de mudanças que v enham f av orecer classes de melhor poder aquisitiv o que irão se benef iciar com o direito a autonomia de liv rar-se de um ser em f ormação. Mulheres pobres continuaram a morrer f azendo aborto clandestinamente, ou t acredita que as classes menos abastadas serão atendidas por este sistema de saúde f alido que possuímos. 39 Não é possív el cogitar a prática do aborto sob qualquer circunstância tendo como premissa a def esa da autonomia da mulher sobre o seu corpo. O discurso apoiado nesta ideia é pernicioso. A mulher certamente dev e ter autonomia sobre seu corpo. Todo ser humano dev e ter este direito. Entretanto, o concepto, em qualquer f ase da gestação, não é parte do corpo da mulher. Ela tão somente está a gestá-lo, carregá-lo, nutrí-lo. É outro ente! Outra inf ormação genética, que se desenv olv e de modo indiv idual. Se não houv er mudança substancial no aporte de nutrientes para o bebê, mesmo condições patológicas do corpo materno podem não af etá-lo. A criança, de modo mais f undamental, é produto da união de dois gametas. Já por aí começa a cair por terra a ideia de propriedade da mulher. Caso f osse propriedade, seria no mínimo em parte também do homem. Mesmo que não f osse 50%, pelo f ato da mulher carregá-lo, por desgastar-se pela gestação, ainda assim não seria herança somente da parte f eminina da "sociedade". Mas esta argumentação, semelhante a da instituição de uma sociedade, em que dois indiv íduos entram com partes iguais ou dif erentes para f ormar uma entidade em que ambos tem direitos proporcionais, não pode ser aplicada à gestação. Vida humana é v ida humana sob qualquer circunstância. Se ponderamos eliminá-la sob alegações do tipo "é muito f rágil, é doente, malf ormado, traz risco para a mãe, etc.", corremos o seriíssimo risco de em pouco tempo v er a extrapolação para desta conduta para o seres humanos de v ida extrauterina, de qualquer idade. Se, por outro lado, ponderamos f azê-lo porque simplesmente o desejo da mulher dev e ser "respeitado", declaramos a coisif icação da v ida intrauterina, a qual estará sempre submetida sobretudo ao desejo da mulher, tal como um objeto disposto em um estante, que ao bel prazer de seu dono, e trocado de lugar ou descartado no lixo. E há ainda muitos outros aspectos que poderiam ser explanados para ref utar a proposta de liberação do aborto. Questões f ilosóf icas, sociológicas, políticas, econômicas, entre tantas. 01/06/ :38 28/05/ :32 12 / 27

13 40 Não concordei com o projeto com relação ao que f ala que seria liberado o aborto em gestações até 12 semanas se f osse desejo da gestante não ter o f ilho. Isso retrata a que nossa sociedade se encaminha, com uma mentalidade não prev entiv a mas que depois quer consertar seus erros ou equív ocos. Então que se proponha um bloqueio hormonal a todas as mulheres em idade f értil de f orma sistemática. No momento em que essa pessoa desejar engrav idar ela relata isso e interrompe o método contraceptiv o a que estav a submetida. Outra questão seria que os obstetras v irariam mais médico de aborto do que médico de parto, uma v ez que pelo menos no início a prática seria bem habitual. Não é uma situação boa de se imaginar. Mais uma v ez, não é porque os de classe média e alta tem acesso a uma prática, que essa dev a ser generalizada ao de baixa renda. Se o aborto até 2 semanas que são realizados somente por v ontade da gestante nas classes mais abastadas é uma prática que ocorre mas não dev ia ocorrer, esta dev eria ser repreendida e não generalizada. Hoje temos números crescentes de pessoas que tentam se "liv rar" de seus f ilhos, jogando recém-nascidos no lixo, na lagoa, f ilhos pela janela e essa proposta de aborto legalizado até 12 semanas é um estímulo a essa prática. Qual a dif erença de se liv rar do f ilho antes de 12 semanas de gestação e em qualquer outro momento de sua v ida? E aquelas que se resolv em def initiv amente somente após 12 semanas? Não v ai continuar a tentativ a clandestina ou o "jeitinho" de encaixar ilegalmente essas gestações com mais de 12 semanas como se f ossem com menos de 12 semanas? O bloqueio hormonal sistematizado com métodos contraceptiv os injetáv eis de 3 em 3 meses assim que se chega a uma determinada idade puberal como condição obrigatória para f requentar escola ou trabalhar, ou outras questões. 26/05/ :02 41 Inoportuna e inadequada. A autonomia da mulher tem limites. O f eto, mesmo abaixo de 12 semanas tem assegurado seu direito à v ida pela constituição f ederal. Portanto, a v ida do f eto limita a autonomia da mulher em decidir pela sua interrupção. Além do mais, somos médicos e as pessoas conf iam na nossa prof issáo porque def endemos a v ida e o sigilo prof issional. O CFM emitiu parecer sem consultar os médicos e equiv ocadamente solucionou o insolucionáv el: quando a v ida tem início. Ao declarar seu apoio a descriminilização do abortamento até 12 semanas assumiu que até esta idade gestacional o f eto não é pessoa, é coisa descartáv el. O motiv o alegado pelo CFM (mortes maternas e número de mulheres que abortam) são deriv ados de estudos mentirosos que buscam a legalização do abortamento (basta consultar o datasus). 42 Em uma epoca que temos inúmeros métodos contraceptiv os disponív eis, por que não pensar em aumentar a of erta ou seja, of erecer para as mulheres de menor renda os mesmos métodos que as mulheres de classes sociais mais elev adas podem utilizar?? E f azer isso associando à inf ormação, se utilizando de v eículos como a TV, que div ulga tantas inf ormações desnecessárias.as nossas mulheres precisam de inf ormação e métodos contraceptiv os melhores e disponiv eis na rede do SUS (Centros de saúde, f armáciapopular) como o DIU com hormônio,contraceptiv os orais com doses mais seguras e menos ef eitos colaterais, o adesiv o, a capsula subepidermica entre outros e não de um av al para abortarem com a mesma segurança que as ricas f azem. 43 O Conselho dev e ter uma conduta técnica. Pessoalmente não concordo com a interrupção por v ontade da mãe 44 Estav a mais do que na hora do CFM exercer seu papel a respeito deste assunto e deixar de f azer de conta que o problema não existe. Parabéns a atual diretoria do CFM por sair de cima do muro. 45 Este é um assunto relev ante que sempre gerou muita polemica. Entendo os motiv os que lev aram a reav aliação da legislação e com certeza estão sendo discutidas para melhorar condições de saúde e qualidade de v ida da população. Tenho prof undo respeito e admiração pelo presidente do conselho por sua autenticidade, real interesse e env olv imento nas causas da classe, com dinamismo e coragem. No entanto tenho como princípio que por mais adv ersas que sejam as circunstâncias não temos o poder de decidir sobre a interrupção ou não da v ida. Não somos os donos da v ida! Portanto a gestante não pode optar por interromper uma grav idez, em qualquer que seja a f ase de ev olução. Seu liv re arbítrio neste aspecto termina no momento em que ocorre a concepção. Estou ciente no entanto de que a posição contrária possa em muitos casos f acilitar a resolução de problemas sociais e indiv iduais. Sou totalmente f av oráv el a ampliação de métodos anticoncepcionais e politicas educativ as ef icazes para prev enção da grav idez indesejada. 46 Em caso de aprov ação do projeto, gostaria de ressaltar a importância de preparar o SUS para a realização do aborto em tempo hábil (<12sem) nas pacientes que não têm condições de recorrer ao serv iço priv ado. É conhecida a dif iculdade do sistema público de saúde em atender todas as demandas. A execução do aborto no primeiro trimestre será mais uma e é preciso assegurar alguma f orma que essas pacientes possam ser atendidas no dev ido tempo. Será preciso esf orços para ampliação e construção de hospitais, ampliação e treinamento das equipes para absorv er essa nov a necessidade. Pois, no caso de uma paciente que optou pelo aborto precoce o SUS, pela sobrecarga, não deu conta de realizá-lo, quem será o responsáv el por uma gestação que ultrapassou as primeiras 12 semanas e que não poderá mais ser interrompida? A mãe será obrigada a lev ar a grav idez adiante? O Estado v ai se responsabilizar em educar e sustentar essa criança que a mãe já sabia de antemão que não conseguiria (caso contrário, não teria optado pelo aborto!)? Em contrapartida, é preciso ev itar que o aborto se torne um método contraceptiv o. Hav erá um limite de abortos realizados por paciente? O que f azer com a mulher imprudente que tem mais de uma grav idez indesejada e que desejará abortar nov amente? O Estado bancará indef inidamente a irresponsabilidade de quem não aprendeu com o primeiro erro? O assunto é polêmico, mesmo assim ainda concordo que a opção da interrupção da gestação até 12 semanas dev e ser assegurada. Mas é preciso debater e prev er f ormas de que isso de f ato seja assegurado a quem tomou essa decisão com responsabilidade. 25/05/ :24 24/05/ :56 24/05/ :28 24/05/ :03 24/05/ :51 24/05/ :16 47 A questão maior êh educação, saúde, trabalho digno. Cada decide seu destino. 24/05/ : /05/ :38 13 / 27

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