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1 relatório e contas 2013

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3 Relatório e Contas 2013

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5 Índice p.4 p.5 p.7 p.9 p.10 p.11 p.12 p.15 p.15 Relatório do Conselho de Administração Sumário Considerações gerais Mercado Atividade florestal Atividade industrial Atividade financeira Proposta de aplicação de resultados Anexo ao Relatório do Conselho de Administração p.16 p.17 p.19 p.19 p.20 p.22 p.23 Contas e Notas Anexas Demonstrações da posição financeira Demonstrações dos resultados por naturezas Demonstrações do rendimento integral Demonstrações das alterações no capital próprio Demonstrações dos fluxos de caixa Anexo às demonstrações financeiras p.76 p.77 p.78 Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas Relatório e Parecer do Fiscal Único Certificação Legal das Contas

6 RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO E CONTAS

7 Sumário em 31 de Dezembro de euros Vendas Líquidas Amortizações Resultados Operacionais Resultados Líquidos Capital Próprio Valor Acrescentado Investimento Empregados do quadro em 31 de Dezembro (*) (*) Não inclui os Orgãos Sociais, nem contratos a termo relatório do conselho de administração 5

8 gráficos Vendas de pasta de eucalipto (milhares de toneladas) Vendas líquidas (milhões de euros) ano ano Produção de pasta de eucalipto (milhares de toneladas) Investimento (milhões de euros) , ano ,6 2,3 5,2 ano Capital próprio (milhões de euros) Resultados operacionais (milhões de euros) ano ano RELATÓRIO E CONTAS

9 Exercício de 2013 Considerações Gerais propósito da comemoração dos 25 anos da Revista Exame, fez esta publicação a seleção das A 25 empresas portuguesas que, nos respetivos setores de atividade e de acordo com um conjunto de critérios específicos, melhor desempenho obtiveram naquele lapso de tempo. A Celbi foi considerada a melhor do seu setor e como factos relevantes são assinalados os excelentes resultados e o facto de ter sido, em 25 anos, dez vezes considerada a melhor empresa do setor. De facto, esta característica de sustentabilidade de resultados tem tornado a Celbi uma referência, quer quanto à sua eficiência operacional, quer quanto ao seu desempenho económico-financeiro. O ano de 2013 foi mais um ano de confirmação da realidade atrás referida. Tirando partido dos investimentos realizados o volume de produção voltou a atingir novo máximo anual, ultrapassando o anterior recorde, obtido em 2012, em 6.5%. Também o volume de vendas acompanhou esta tendência tendo-se colocado no mercado mais toneladas do que o registado no ano transato. Os preços da pasta de eucalipto no mercado internacional tiveram, em balanço global, um comportamento semelhante ao registado em 2012, embora a tendência de aumento que se verificou nos primeiros cinco meses do ano tenha depois revertido, quer por decréscimo efetivo do preço de referência em dólares, quer pelo efeito cambial USD/Euro. Por outro lado, na ótica dos custos, merece-nos preocupação o evoluir dos preços da rolaria de eucalipto, cuja gestão dos stocks existentes no pais obrigou ao recurso à importação, quer do pais vizinho, quer da América do Sul, com o consequente agravamento do custo final desta matéria-prima. A escassez de madeira certificada e a forma pouco profissional como é explorada a maioria da área florestal nacional provocam a escassez de um recurso fundamental á competitividade da indústria da pasta e papel, a qual é considerada como um dos principais motores da recuperação económica e do aumento de exportações do país. Em termos de resultados económico-financeiros registamos um Resultado Liquido de 45 milhões de euros, aproximadamente mais 2.5 milhões do que o valor obtido no ano de A preocupação com o Recursos Humanos e a sua preparação para os desafios que permanentemente são colocados ao nosso setor de atividade, justificam o esforço na formação profissional que se fez e que se continua a fazer nos diversos níveis da hierarquia. Cabe aqui realçar o programa de formação de quadros, o qual é transversal a todas as empresas do Grupo Altri e que, em parceria com a Porto Business School, visa dotar os atuais e futuros responsáveis do grupo com as competências necessárias a um bom desempenho profissional. Em termos de perspetivas futuras o aumento dos níveis de eficiência continua a ser a preocupação fundamental, tendo para o efeito sido celebrado com a AICEP um contrato de investimento no montante de 30 milhões de euros a concretizar até meados de A otimização dos processos e a consequente aumento de produtividade e redução de custos são a única via de sobreviver num mercado com grande volatilidade nos preços e com cada vez maior agressividade por parte de produtores situados no Hemisfério Sul. relatório do conselho de administração 7

10 RELATÓRIO E CONTAS

11 Mercado Para os produtores de pastas para mercado, 2013 foi, comparativamente a 2012 um ano igualmente interessante. O mercado manteve-se relativamente equilibrado ao longo de todo o ano suportado numa procura que cresceu globalmente 1%. No caso da pasta de eucalipto esse crescimento foi de 6.5%, o valor mais alto desde 2009, o que em termos absolutos se traduz em mais 1Mtons. O mercado Chinês foi o grande responsável por este crescimento da procura de pastas de eucalipto apresentando um aumento de 27.5%, quando comparado com o ano anterior. Correspondem em termos absolutos a cerca de 820 mil toneladas de aumento da procura, só neste mercado. Em termos globais a procura de pastas branqueadas por parte da China cresceu 6% em 2013 face a O preço internacional da fibra de Eucalipto iniciou o ano nos $775/tonelada terminando nos $770, tendo atingido o valor mais alto em Junho quando cotou $820. O câmbio do USD face ao EURO teve impacto nos resultados da empresa tendo oscilado entre os $1,296 em Março e os $1,37 em Dezembro, sendo este o valor mais alto do ano. A Celbi, prosseguindo na sua estratégia comercial há muito delineada naturalmente beneficiou deste enquadramento de mercado colocando a sua pasta no mercado Europeu que continuou a ser, em 2013, o maior mercado mundial de pastas, apresentando uma procura superior a 17 milhões de toneladas. Pela sua posição geográfica e integração económica a Europa continua a ser o mercado preferencial da empresa. A Celbi vê a sua pasta papeleira de eucalipto reconhecida nesse mercado como de qualidade superior e muito apreciada pelos produtores dos mais variados tipos de papel, do qual onde se destaca o papel de impressão e escrita e em variadíssimas especialidades. A aplicação da pasta Celbi em papéis tissue tem também uma importante relevância uma vez que este setor vem apresentando taxas de crescimento positivas na Europa. O volume de vendas total foi de toneladas, 6,3% superior ao registado em Este acréscimo resultou de maior disponibilidade de pasta como consequência dum progressivo aumento da produção em Para 2014, apesar das novas capacidades a entrar no mercado, estima-se que este se mantenha relativamente equilibrado durante o primeiro semestre, grande parte devido à boa procura de papéis nos vários segmentos e ao atraso no arranque das novas unidades de produção na América do Sul. A contribuir positivamente está também o nível relativamente baixo de stocks em toda a cadeia. Vendas por Região (Altri) Vendas por Aplicação final (Altri) Asia 8% Outros 1% Portugal 6% Solúvel 10% Outros 4% Papeis especiais 13% Tissue 46% Embalagem 3% Europa 85% Impressão e escrita 24% relatório do conselho de administração 9

12 Atividade Florestal No ano de 2013 o abastecimento de madeira de eucalipto proveniente do mercado nacional continuou a não ser suficiente para dar resposta às necessidades de consumo. Para dar resposta a esta situação, para além dos fornecimentos de madeira de matas próprias geridas pela Altri Florestal, verificaram-se aumentos significativos nas importações de madeira de eucalipto provenientes da Galiza e da América do Sul. Por outro lado a indústria espanhola aumentou a pressão sobre o mercado nacional tendo as exportações portuguesas de madeira de eucalipto atingido mais de mil toneladas no ano de A oferta de madeira certificada de eucalipto teve um acréscimo relevante em Embora este aumento tenha sido registado em todas as origens da madeira, a Altri Florestal continuou a fornecer a parte mais significativa da madeira certificada. RELATÓRIO E CONTAS

13 Atividade Industrial No ano de 2013, a Celbi produziu toneladas, o que correspondeu a um aumento de 6,5 % sobre a produção de Confirmou-se assim, a tendência verificada nos últimos anos de aumento continuo e sustentado, fruto da aposta na fiabilidade e eliminação dos pontos críticos das instalações. Apesar de todas as melhorias introduzidas, a máquina de secagem devido à sua muita elevada produção específica, ainda foi responsável por 60 % das perdas em 2013, esperando-se que as alterações a introduzir na paragem anual de 2014 permitam melhorar a sua performance. Verificou-se um novo aumento da eficiência operacional para 90,3% que culminou na obtenção de novos recordes de produção: Anual toneladas ( em 2012) Mensal toneladas Média mensal toneladas Diário toneladas O ano ficou marcado por duas paragens relevantes devido a intempéries (19 de Janeiro e 18 de Outubro), e pelas avarias do bloco da prensa de fardos da linha de acabamento 3, da cortadeira e de uma bandagem de suporte do forno da cal, eventos que no conjunto foram responsáveis pela perda de mais de toneladas de produção. No campo da energia, continuou a tendência de redução do consumo de eletricidade e aumento da sua produção, com o consequente aumento do diferencial entre produção e consumo, o melhor parâmetro para avaliar a eficiência elétrica da fábrica. O consumo de gás natural subiu ligeiramente devido à alteração do perfil de consumo na caldeira de recuperação, uma vez que se assistiu a um menor número de paragens da fábrica, mas de maior duração. O consumo de água manteve a sua tendência descendente tendo-se obtido, 20,3 m 3 /ton. (22,7 em 2012). Durante 2013 não se realizou a paragem anual. No entanto, esta estratégia implicou a realização de paragens periódicas da fábrica para remoção das incrustações no tubular da caldeira de recuperação relatório do conselho de administração 11

14 de modo a permitir manter a operação da caldeira até Fevereiro de A qualidade do produto manteve-se num nível muito bom, não tendo havido qualquer reclamação. No capítulo ambiental, nada houve a referir em termos das emissões líquidas e gasosas, enquanto que na produção de resíduos, continuaram a ser desenvolvidos esforços para a sua redução. Atividade Financeira ano de 2013 fica caraterizado na Zona Euro O como um ano de crescimento algo anémico, com o problema do desemprego por resolver e num clima de baixa inflação. Os mercados registaram alguma acalmia e a apetência por ativos de maior risco aumentou, nomeadamente a divida de países periféricos, o que permitiu que Portugal regressasse aos mercados financiando-se a 5 e 10 anos com taxas de juro que seriam impensáveis há alguns meses atrás. Em Portugal o ano em análise pode ser considerado como um ano de transição de um período recessivo para um cenário de recuperação moderada, sendo também caraterizado pelo processo de preparação para o fim do plano de assistência financeira. Segundo o Banco de Portugal, a economia terá recuado 1.5% em 2013, embora se espere já um crescimento em O ano encerrou com uma tendência clara para o equilíbrio da balança de transações correntes, o que já não se verificava há décadas, com indícios de aceleração da procura interna e com a melhoria das condições de crédito, sobretudo no segmento empresarial. Nesta envolvente macroeconómica, o mercado da pasta teve em 2013 um crescimento global de cerca de 1% sendo que a procura de BEKP, por seu turno, cresceu mais de 6%. A Europa continua a ser o maior mercado a nível mundial, embora os crescimentos verificados se devam, maioritariamente, ao aumento da procura no mercado chinês. Os preços em termos anualizados estiveram ao nível dos registados em 2012, embora a partir de RELATÓRIO E CONTAS

15 meados do ano se tenha registado um decréscimo real, no preço de referência, que associado a uma valorização do euro se traduziu num decréscimo superior a 50 euros por tonelada. O volume vendido pela Celbi foi de toneladas e correspondeu a um acréscimo de 6.5% quando comparado com o volume transacionado no ano anterior. O total de faturação de vendas e prestações de serviços foi de milhões de euros, valor também superior em 9% ao registado em O custo das vendas foi de milhões de euros, valor que é superior ao do exercício anterior em 19.2%. Ao acréscimo de custo que se regista não é alheio a evolução do preço da madeira que, em virtude do recurso à importação, sofreu um agravamento quando comparamos com os preços registados em Também fruto do aumento do volume produzido os FSE aumentaram em cerca de 2 milhões de euros face ao valor registado no exercício anterior. Por seu turno os custos com pessoal apresentam um decréscimo de 1.8 milhões de euros em virtude da redução do custo do tempo extraordinário e, fundamentalmente, por não se terem verificado custos com as rescisões contratuais que se haviam verificado em O EBITDA obtido no exercício foi de 96.4 milhões de euros, mais 2.9 % que o obtido no ano anterior. O EBIT foi de 65.4 milhões de euros, também superior ao do ano transato em 3.3 milhões de euros. Os Resultados Financeiros foram negativos 11.1 milhões de euros, mas ficaram abaixo do valor registado em 2012 em 2.4 milhões de euros. A este facto não é alheio a descida das taxas de juro, mas também a redução da dívida líquida em 49.4 milhões de euros. O Resultado Líquido do exercício foi de 45.1 milhões de euros, superior em 5.7% ao apurado no ano de Gestão de riscos financeiros Os princípios gerais da gestão de riscos financeiros da empresa encontram-se descritos em detalhe da nota 2 do anexo às demonstrações financeiras. Figueira da Foz, 25 de Março de 2014 relatório do conselho de administração 13

16 RELATÓRIO E CONTAS

17 Proposta de Aplicação de Resultados Anexo ao Relatório do Conselho de Administração Conforme consta do Balanço e Demonstração de Resultados, o Resultado Líquido do Exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 foi de Euros. Aquele valor resulta do facto da Empresa ter, nos termos das normas contabilísticas aplicáveis, reconhecido como gasto nas contas do exercício, e pago a título de adiantamento, o valor de Euros como montante afeto à distribuição de lucros pelos Colaboradores da Empresa. Esta distribuição foi aprovada em Assembleia Geral sob proposta do Conselho de Administração. Em face das considerações anteriores, a proposta de aplicações de resultados é a seguinte: 1. nos termos do nº 5 do artº 447º do Código das Sociedades Comerciais e relativamente às pessoas mencionadas nos nºs 1 e 2 do referido artigo: 1.1 ações detidas em 31 de Dezembro de 2013 Não existiu esta situação 2. nos termos do nº 4 do artº. 448º do Código das Sociedades Comerciais: 2.1 titularidade do capital da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. à data do encerramento do exercício: Altri-Participaciones y Trading, S.L Para Distribuição de Dividendos Euros Para Resultados Transitados Euros Leirosa, 25 de Março de 2014 Leirosa, 25 de Março de 2014 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Jorge dos Santos Fernandes (Presidente) João Manuel Matos Borges de Oliveira Pedro Macedo Pinto de Mendonça Domingos José Vieira de Matos Agostinho Dolores Ferreira Joaquim Ferreira Matos José Antonio Nogueira dos Santos Carlos Alberto Sousa Vanzeller e Silva relatório do conselho de administração 15

18 contas e notas anexas RELATÓRIO E CONTAS

19 demonstrações da posição financeira em 31 de dezembro de 2013 e 2012 montantes expressos em euros Ativo Notas Ativos não correntes Ativos biológicos Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Propriedades de investimento Investimentos em empresas subsidiárias Investimentos disponíveis para venda 8 e Outros ativos não correntes Ativos por impostos diferidos Total de ativos não correntes Ativos correntes Inventários Clientes 11, 12 e Outras dívidas de terceiros 11, 13 e Estado e outros entes públicos Empresas do Grupo 11 e Outros ativos correntes Instrumentos financeiros derivados 11 e Caixa e equivalentes de caixa 11 e Total de ativos correntes Total do ativo relatório do conselho de administração 17

20 demonstrações da posição financeira em 31 de dezembro de 2013 e 2012 montantes expressos em euros Capital passivo e próprio Notas Capital próprio Capital social Reserva legal Outras reservas Resultado líquido do exercício Total do capital próprio Passivo Passivo não corrente Empréstimos bancários 11 e Outros empréstimos 11 e Outros passivos não correntes Passivos por impostos diferidos Provisões Total de passivos não correntes Passivo corrente Empréstimos bancários 11 e Outros empréstimos 11 e Fornecedores 11, 21 e Empresas do Grupo 11 e Outras dívidas a terceiros 11, 22 e Estado e outros entes públicos Outros passivos correntes Instrumentos financeiros derivados 11 e Total de passivos correntes Total do passivo Total do passivo e capital próprio RELATÓRIO E CONTAS

21 demonstrações dos resultados por naturezas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 montantes expressos em euros Notas Vendas 28 e Prestação de serviços 28 e Outros proveitos Custo das vendas 10 e 28 ( ) ( ) Fornecimento de serviços externos 27 e 28 ( ) ( ) Custos com o pessoal 26 e 34 ( ) ( ) Amortizações e depreciações 4. 5 e 6 ( ) ( ) Provisões e perdas por imparidade ( ) Outros custos 31 ( ) ( ) Custos financeiros 32 ( ) ( ) Proveitos financeiros 28 e Resultado antes de impostos Impostos sobre o rendimento 9 ( ) ( ) Resultado depois de impostos Resultado líquido do exercício Resultados por ação Básico 33 2, Diluído 33 2, demonstrações dos resultados e de outro rendimento integral para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 montantes expressos em euros Notas Resultado líquido consolidado do exercício Outro rendimento integral: Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido Itens que futuramente podem ser reclassificados para o resultado líquido Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de caixa ( ) Variação do justo valor de investimentos disponíveis para venda 8 e 11 ( ) Outro rendimento integral do exercício ( ) Total do rendimento integral do exercício relatório do conselho de administração 19

22 DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 montantes expressos em euros Notas Capital social Ações próprias (Valor nominal) Ações próprias (Descontos e prémios) Saldo em 1 de Janeiro de (33.560) Aplicação do resultado de 2011 Transferência para resultados transitados Distribuição de dividendos Total do rendimento integral do exercício Saldo em 31 de Dezembro de (33.560) Notas Capital social Ações próprias (Valor nominal) Ações próprias (Descontos e prémios) Saldo em 1 de Janeiro de (33.560) Aplicação do resultado de 2012 Transferência para resultados transitados Distribuição de dividendos Total do rendimento integral do exercício Saldo em 31 de Dezembro de (33.560) RELATÓRIO E CONTAS

23 Outras reservas Reserva legal Reservas de cobertura Outras reservas e resultados transitados Total outras reservas Resultado líquido Total do capital próprio ( ) ( ) ( ) ( ) - ( ) - ( ) ( ) ( ) Outras reservas Reserva legal Reservas de cobertura Outras reservas e resultados transitados Total outras reservas Resultado líquido Total do capital próprio ( ) ( ) ( ) ( ) - ( ) ( ) ( ) relatório do conselho de administração 21

24 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 montantes expressos em euros Notas Atividades operacionais Recebimentos de clientes Pagamentos a fornecedores ( ) ( ) Pagamentos ao pessoal ( ) ( ) Outros recebimentos/pagamentos relativos à atividade operacional ( ) ( ) Impostos sobre o rendimento de pessoas colectivas ( ) ( ) Fluxos gerados pelas atividades operacionais(1) Atividades de investimento Recebimentos provenientes de: Empréstimos concedidos Juros e proveitos similares Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Pagamentos relativos a: Empréstimos concedidos - ( ) Investimentos financeiros 16 ( ) ( ) Ativos fixos tangíveis ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos gerados pelas atividades de investimento (2) ( ) Atividades de financiamento Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos Pagamentos respeitantes a Juros e proveitos similares ( ) ( ) Empréstimos obtidos ( ) ( ) Dividendos ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos gerados pelas atividades de financiamento (3) ( ) Caixa e seus equivalentes no início do exercício Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) ( ) Caixa e seus equivalentes no fim do exercício RELATÓRIO E CONTAS

25 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 De Dezembro de 2013 montantes expressos em euros 1. nota introdutória A Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. ( Empresa ou Celbi ) foi constituída em 1965, tem a sua sede social na Leirosa, Figueira da Foz e tem como atividade principal a produção e comercialização de pasta de papel. Em Agosto de 2006, na sequência do processo público de alienação pelo antigo accionista, a Altri, SGPS, S.A. ( Altri ), através da sua participada Altri Participaciones y Trading, S.L. ( Altri SL ) adquiriu 99,96% das ações representativas do capital social da Empresa e de 100% dos respetivos direitos de voto, dado que a Empresa detém ações próprias. Pelo que a Empresa se insere num grupo económico liderado pela Altri, SGPS, S.A. ( Grupo Altri ) e cotado na NYSE Euronext Lisbon. As demonstrações financeiras da Celbi são apresentadas em Euros em valores arredondados à unidade, sendo esta a divisa utilizada pela Empresa nas suas operações e como tal considerada a moeda funcional. 2. principais políticas contabilísticas As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras anexas são como segue: 2.1. bases de apresentação As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, decorrente do disposto no Parágrafo 3 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 58/2009 de 13 de Julho. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato Financeiro ( IFRS International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board ( IASB ), as Normas Internacionais de Contabilidade ( IAS ), emitidas pelo International Accounting Standards Committee ( IASC ) e respetivas interpretações IFRIC e SIC, emitidas, respetivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation Committee ( IFRIC ) e pelo Standing Interpretation Committee ( SIC ), que tenham sido adotadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por IFRS. contas e notas anexas 23

26 (I) Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas ( endorsed ) pela União Europeia e com aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2013, foram adotadas pela primeira vez no exercício findo em 31 de Dezembro de 2013: Norma Aplicável nos exercícios iniciados em ou após Emenda à norma IFRS 1 - Adoção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro (Empréstimos do governo) 01-Jan-13 Emenda à norma IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: divulgações (Compensação entre ativos financeiros e passivos financeiros) 01-Jan-13 Emenda à norma IAS 1 - Apresentação de Demonstrações Financeiras (outro rendimento integral) 01-Jul-12 Revisão da norma IAS 19 - Benefícios a empregados 01-Jan-13 IFRS - Mensuração ao Justo Valor (nova norma) 01-Jan-13 IFRIC 20 - Registo de certos custos na fase de produção de uma mina a céu aberto 01-Jan-13 Melhoramento das normas internacionais de relato financeiro (ciclo ) 01-Jan-13 O efeito nas demonstrações financeiras da Celbi do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas, não foi significativo. RELATÓRIO E CONTAS

27 Observações Esta emenda isenta as entidades que adotam pela pirmeira vez as IFRS da aplicação retrospetiva das disposições da IAS 39 e do parágrafo 10A da IAS 20 relativas a empréstimos do governo. Esta emenda vem exigir divulgações adicionais ao nível dos instrumentos financeiros, em particular as relacionadas com a compensação entre ativos e passivos financeiros. Esta emenda consubstancia-se nas seguintes alterações: (I) os itens que compõem o Outro Rendimento Integral e que futuramente serão reconhecidos em resultados do exercício passam a ser apresentados separadamente; e (II) a Demonstração do Resultado integral passa também a denominar-se Demonstrações dos Resultados e de Outro Rendimento integral. A revisão desta norma contemplou diversas alterações, nomeadamente: (I) reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais e financeiros decorrentes de diferenças entre os pressupostos utilizados na determinação das responsabilidades e do rendimento esperado dos ativos e os valores efetivamente verificados, assim como os resultantes de alterações de pressupostos atuariais e financeiros ocorridos no exercício, por contrapartida de reservas (outro rendimentos integral); (II) passa a ser aplicada uma única taxa de juro na determinação do valor presente das responsabilidades e do retorno esperado dos ativos do plano; (III) os gastos registados em resultados correspondem apenas ao custo do serviço corrente e aos gastos liquídos com juros; (IV) introdução de novas exigências em termos de divulgação Esta norma vem substituir as orientações existentes nas diversas normas IFRS realtivamente à mensuração de justo valor. Esta norma é aplicavél quando outra norma IFRS requer ou permite mensurações ou divulgações de justo valor. Esta interpretação clarifica o registo de certos custos incorridos durante a fase de produção numa mina a céu aberto. Estas melhorias envolvem a revisão de diversas normas, nomeadamente IFRS 1 (aplicação repetida da norma), IAS 1 (informação comparativa), IAS 16 (equipamento de serviço), IAS 32 (efeito fiscal da distribição de instrumentos de capital próprio) e IAS 34 (informação de segmentos). contas e notas anexas 25

28 (II) Normas e interpretações novas, emendadas ou revistas não adotadas As seguintes alterações, com aplicação obrigatória nos exercícios indicados em ou após 1 de Janeiro de 2014, foram até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas ( endorsed ) pela União Europeia: Norma Aplicável nos exercícios iniciados em ou após IFRS 10 Demonstrações financeiras consolidadas 01 Jan 14 IFRS 11 - Acordos conjuntos 01 Jan 14 IFRS 12 Divulgações sobre participações noutras entidades 01 Jan 14 IAS 27 Demonstrações financeiras separadas (2011) 01 Jan 14 IAS 28 Investimentos em Associadas e Entidades Conjuntamente Controladas (2011) 01 Jan 14 Emenda às normas: IFRS 10 - Demonstrações financeiras consolidadas IFRS 12 - Divulgação sobre participações Noutras entidades (Entidades de investimento) 01 Jan 14 Emenda à norma IAS 32 - Compensação entre ativos e passivos financeiros 01 Jan 14 Emenda à norma IAS 36 - Imparidade (Divulgações sobre a quantia recuperável de ativos não financeiros) 01 Jan 14 Emenda à norma IAS 39 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (Reformulação de derivados e continuação da contabilidade de cobertura) 01 Jul 14 RELATÓRIO E CONTAS

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