Indemnizações a acidentados forçam aumento dos prémios

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1 Nº 1253 / 13 Junho de 2008 / Semanal / Portugal Continental 2,20 DIRECTOR João Peixoto de Sousa trabalho Trabalhadores e empresas devem reforçar capacidade de adaptação Queremos que as empresas, a economia e os trabalhadores reforcem a sua capacidade de adaptação a uma realidade que é cada vez mais exigente e que está a mudar muito rapidamente, afirma Vieira da Silva. Recusando falar de recuo e de cedências, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse valorizar a negociação com os parceiros e recusou que a proposta do Governo facilite os despedimentos. Pág. 6 SUPLEMENTO FRANCHISING E EMPREENDEDORISMO Franchising de consultoria financeira entre o crescimento e a saturação SUPLEMENTO TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO Microsoft lidera aquisições e fusões BANCA A nossa análise Caixa é a melhor solução com euribor a subir Pág. 41 Indemnizações a acidentados forçam aumento dos prémios As empresas vão ter de subir o preço das apólices para suportar o aumento em 9% dos custos com a indemnização de lesados em sinistros automóvel. Mas a concorrência agressiva do mercado não deixa. As indemnizações que as seguradoras terão de pagar às vítimas de acidentes rodoviários deverão aumentar 9%, com a entrada em vigor do novo modelo de indemnização. O cálculo foi anunciado no XII Encontro de Resseguros. Embora seja este o aumento médio esperado pelo sector, a Caixa Seguros, operador com maior quota de mercado no ramo automóvel, tem uma previsão de aumento de 15% no custo médio das indemnizações. De acordo com Maria João Sales Luís, directora coordenadora de sinistros automóvel da Caixa Seguros, o custo médio de indemnização por morte subiu 300%, em menos de 10 anos, e prepara-se para disparar nos tempos Serafim Fernandes, administrador delegado da BNP Paribas Factor, considera Factoring de exportação é uma prioridade de mercado A crise de liquidez no mercado financeiro internacional é uma janela de oportunidade para o factoring. Esta é a opinião de Serafim Fernandes, administrador delegado do BPN Paribas Factor. A necessidade que as instituições financeiras têm de saber cada vez melhor que empresas financiam e para quê leva Serafim Fernandes a acreditar numa forte expansão do factoring. Com um crecimento de dois dígitos no primeiro semestre de 2008, depois de em 2007 não ter ultrapassado os 4%, o factoring apresenta um forte potencial de crescimento, sobretudo nas áreas de confirming e internacional. Quebrada a rotina dos anos 70 e 80, marcada por uma mais próximos. Com o custo médio das indemnizações a vítimas de sinistros automóvel a aumentar, as seguradoras vêem-se a braços com um aumento significativo das despesas. Mas, face à concorrência cada vez mais agressiva, é impensável para a maioria das seguradoras aumentar o prémio de seguro. Pág. 5 forte apetência dos bancos pelo desconto das remessas de exportação, as empresas exportadoras estão hoje mais abertas à noção de risco e à evidência de ser mais vantajoso no negócio internacional tratar com um só interlocutor que, simultaneamente, faça o full service. O BNP Paribas Factor tem em Portugal uma quota global de 7,3% no mercado de factoring, tendo atingido os 17,5% no factoring internacional. Pág. 40 Factoring de exportação cresce 29% no primeiro trimestre de 2008 QREN AFECTA 4,6 milhões à valorização do território Pág. 29 Petróleo arrasta subida das taxas de juro Pág. 39 AIP defende reforço da garantia mútua para as PME Pág. 5 Trabalho Temporário Observatório arranca em Outubro Pag

2 2 ACTUALIDADE Abertura CAUSAS DO DIA-A-DIA NESTA EDIÇÃO O DIA DA RAÇA ANTÓNIO VILAR ADVOGADO EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRECTOR João Peixoto de Sousa COOR- DENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo REDACÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redacção), Adérito Bandeira, Alexandra Costa, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fátima Ferrão, Guilherme Osswald, Martim Porto, Rute Barreira, Sandra Ribeiro e Susana Marvão; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão, José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 111, 6º Esq Porto - Tel Fax PUBLICIDADE LISBOA Campo Pequeno, 50-4º Esq Lisboa Tel Fax ASSINATURAS Tel IMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto DISTRIBUIÇÃO VASP, SA - Cacém Tel Fax EMPRESA CERTIFICADA Há-de ser com raça, com vontade inabalável, que ultrapassaremos a nossa dimensão de país semiperiférico É um facto histórico que foi o ideário prosseguido pelo salazarismo, inspirado, de resto, em correntes de pensamento que, na época, estavam muito em voga Gustave Le Bon, leitura assídua de Salazar, escreveu, a propósito, que a raça é a pedra angular sobre a qual repousa o equilíbrio das nações. Ela representa o que há de mais estável na vida dum povo que deu vida à ideia de raça como algo de antropológica e politicamente relevante no segundo quartel do século passado. Dessa ideia decorreram políticas que passaram quer pelo revivalismo e endeusamento da História de Portugal, quer pela defesa do Império Colonial português. Não me consta, porém, que, entre nós, alguma vez tenha sido promovido o ódio racial como doutrina de Estado. Ora no passado 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Presidente da República fez uma referência pública ao dia da raça : Hoje eu tenho de sublinhar, acima de tudo, a raça. O dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a qual suscitou, na sociedade do espectáculo em que vivemos, acesa indignação de certos detentores da verdade universal, zeladores incansáveis dos conceitos e das palavras do seu politicamente correcto. Pois, por mim, estou muito tranquilo e até saúdo tal expressão no contexto actual, republicano e democrático, entendida raça no sentido da vontade constante e firme e da determinação de tornar Portugal, pelo esforço dos portugueses vivendo cá dentro ou na diáspora um país melhor, mais justo e decente. Para tal é preciso raça e por falta de raça é que caímos em depressões sucessivas.é claro que não convém esquecer, mesmo que seja para as criticar, as teses de Samuel Huntigton sobre o choque das culturas ou a guerra das culturas, que poderão expressar bem mais do que uma profecia, e, por isso, não se podem tolerar quaisquer derrapagens ideológicas. Nada, porém, leva a crer, mesmo longinquamente, que o Presidente português quisesse tomar, então, um posição sequer sobre a temática do multiculturalismo. Há-de ser, pois, com raça, com vontade inabalável, que ultrapassaremos a nossa dimensão de país semiperiférico, entre o emergente e o desenvolvido, tal como tem sido com raça que alguns portugueses são hoje, já, dos melhores do mundo em múltiplos aspectos ainda que, muitas vezes, ao serviço de outras majestades, noutros mundos. Viajando, há dias, pela Europa, pude sentir a portugalidade afirmada, a propósito do Euro 2008, de milhares de portugueses espalhados pelo Luxemburgo, pela Suíça e pela Alemanha. E não trouxe dúvidas de que, se nos conseguíssemos unir noutros desígnios como estamos unidos naquela expectativa futebolística, tudo seria diferente e melhor. Como povo, não se configura no horizonte uma qualquer possibilidade de afirmarmos um qualquer imperialismo cultural contra a diversidade humana, a democracia, o multiculturalismo e a cidadania e, por isso, não colhemos a inveja de outros povos. Mas, sendo o que somos, com um pouco mais de sonho, um pouco mais de sacrifício, um pouco mais de raça, talvez tenhamos ainda muito de bom a trazer ao nosso tempo global. O desafio passa por acreditar que podemos! BREVE HORÁRIO DE TRABALHO PODE IR ATÉ ÀS 65 HORAS SEMANAIS Os ministros do Trabalho da União Europeia aprovaram um acordo que prevê a possibilidade de ser ultrapassado o actual limite do horário de trabalho semanal, podendo chegar às 65 horas, em casos excepcionais. Portugal não fez parte da maioria qualificada que aprovou o projecto de lei. O número de horas poderá aumentar, desde que os trabalhadores aceitem ou em caso de acordo colectivo. O ministro português, Vieira da Silva, considera que não haverá alterações na organização do tempo de trabalho no nosso país e que a legislação nacional não sofrerá alterações. MEMBRO DA EUROPEAN BUSINESS PRESS TIRAGEM CONTROLADA PELA: TIRAGEM DESTA EDIÇÃO: Município (Porto) TAXA PAGA Registo na D G C S nº Depósito Legal nº /89 ISSN Registo do ICS nº INTERNACIONAL PME TURISMO EMPRESAS CITADAS Sonae Distribuição Semapa Inditex Victoria Seguros Vinhos Messias APDL Saeco Portugal Telecom Grupo Vila Sol Disney MGM Fox BPI EDP Renováveis Vodafone Teleperformance Optimus SAS Pág. 11 Pág. 15 MERCADO GLOBAL DE SOLUÇÕES ECOLÓGICAS ESTÁ EM CONSTRUÇÃO HUMOR ECONÓMICO Grupo Accor Sociedade da Água de Monchique Grupo Jerónimo Martins Martifer BES C. Santos VP Renault General Motors Seat SUPLEMENTO FRANCHISING E EMPREENDEDORISMO Vivafit...II Fiducial... IV Tormo & Associados....VI Veigas Imobiliária... VII Onebiz....VII BREVE APROVADA PRIMEIRA FASE DA PLATAFORMA LOGÍSTICA DE LEIXÕES Pág. 32 O aquecimento global é um desafio, mas não é menos verdade que abre novas oportunidades de negócios. Há já a circular fluxos de capital na área ambiental, ainda não está é decidido qual a energia preferida para os investidores. Certo é que os investidores estão bastante atentos. INTERMODALIDADE RODOVIÁRIA E MARÍTIMA REDUZ CUSTOS DE TRANSPORTES A Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) apresentou o seu plano estratégico. Consiste num conjunto de acções para aumentar a competitividade, por via da consolidação e da promoção da marca Porto de Leixões. Os custos operacionais também serão consideravelmente reduzidos. TURISMO DE VINHOS REFORÇA NOTORIEDADE DAS MARCAS E REGIÕES Uma grande oportunidade comercial. Esta é a grande valia do enoturismo, que está a obter uma forte visibilidade nas marcas e nos produtos a nível internacional. A conclusão foi retirada do Wine & Tourism Marketing, evento de grande fôlego que teve lugar nas Caves Calém e na Quinta do Crasto. A Administração dos Portos de Douro e Leixões (APDL) aprovou o lançamento do concurso para a primeira fase da obra da plataforma logística portuária. A obra implica um investimento de cerca de quatro milhões de euros. Trata-se da execução do acesso rodoviário a um dos dois pólos que constituem a plataforma logística e que vai ser construído a partir da Via Interna de Ligação ao Porto de Leixões (VILPL). A construção do acesso tem início em Outubro, altura em que a APDL apresenta todo o projecto da plataforma logística, bem como o respectivo modelo de negócio e exploração.

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4 4 Actualidade 271 mil milhões de euros Investimento das petrolíferas até meados do século 60 mil milhões de euros Valor de aquisição do ETSA por parte da Semapa 5% Aumento de passageiros na Portela até Maio ECONÓMETRO tendências Nuno Jordão O responsável da Sonae Distribuição acaba por ser o primeiro a dar o pontapé de saída, pelo que é de esperar que os outros grupos sigam esta estratégia. Os produtos de marca branca estão a dar cartas nos centros comerciais da Sonae. Sem colocar em causa a qualidade dos seus produtos, os consumidores, em época de recessão, agradecem. Naturalmente, sem esquecer os produtos para aqueles que têm a carteira mais recheada. Teixeira dos Santos O ministro das Finanças, que até não se tem saído mal na governação Sócrates, começa a dar sinais negativos. Primeiro, recusou-se a comentar as últimas previsões económicas, nada abonatórias, para o país por parte de entidades nacionais. Parece que há algo a esconder dos portugueses, quando o seu papel é exactamente o contrário, esclarecer, com objectividade, o que se está a passar. Depois, apesar da defesa constante da DGCI, afinal as coisas não são o que parecem. A Sonae tem ganho a quase totalidade dos processos que tem com o fisco. Só que o grupo tem meios, o contribuinte comum é que não. Alberto Costa O ministro da Justiça acabará por ter uma passagem quase inóma pelo Governo. É verdade que houve algumas reformas, mas a realidade é apenas uma. A justiça continua pelas ruas da amargura e desgraçado daquele que cair nas suas malhas. A morosidade é a mesma e a confiança dos cidadãos no sistema judicial continua em baixa. Quanto a tudo o resto, Alberto Costa limita-se a não entrar em conflito com as classes profissionais, o que quer dizer deixar tudo como está Fonte Fonte Défice orçamental vai continuar a descer PEC Défice da balança comercial com países terceiros agrava-se (importações em milhões de euros) INE Jan./07 Fev./07 Mar./07 Abr./07 Mai./07 Jun./07 Jul./07 Ago./07 Set./07 Out./07 Nov./07 Dez./07 Jan./08 Fev./08 Mar./08 Abr./ Conferência Em parceria com a Câmara dos Solicitadores Junho ORADORES REFORMA DA ACÇÃO EXECUTIVA A DIVULGAÇÃO E O DEBATE OBRIGATÓRIOS Mestre João Tiago da Silveira - Secretário de Estado da Justiça António Gomes da Cunha - Presidente da Câmara dos Solicitadores Virgílio da Costa Ribeiro - Ju ízos de Execução do Porto Sérgio Rebelo - Juízos de Execução do Porto Membro a designar do Ministério Público DESTINATÁRIOS Debate alargado a todos os Solicitadores, Advogados, Magistrados e Juristas Local: Hotel Ipanema Park - Rua de Serralves 124, Porto Dia/Hora: 21 Junho - 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h00 Pedidos de informação e pré-inscrição para: Grupo Editorial Vida Económica (Drª Cláudia Figueiredo) Telf Fax: endereço electrónico: Organização Preços: euros - Solicitadores, Advogados, Magistrados, Juristas - 60 euros - Solicitadores Estagiários e Advogados Estagiários APOIO:

5 Actualidade 5 Indemnizações a acidentados na estrada vão subir 9% O novo modelo de indemnização de lesados em sinistros automóvel, previsto na portaria que entrou em vigor há duas semanas, deverá aumentar em 9% o custo médio de indemnização para as seguradoras. Mas a concorrência agressiva do mercado de seguro automóvel não deixa as companhias pensar em subir os preços das apólices. Até quando? ANA SANTOS GOMES As indemnizações que as seguradoras terão de pagar às vítimas de acidentes rodoviários deverão aumentar 9% com a entrada em vigor do novo modelo de indemnização previsto no Decreto-Lei 291/2007 e agora regulamentado pela Portaria 377/2008, publicada a 26 de Maio. O cálculo foi anunciado no XII Encontro de Resseguros, promovido na semana passada pela Associação Portuguesa de Seguradores. Maria João Sales Luís, directora coordenadora de sinistros automóvel da Caixa Seguros, confirmou aos participantes no congresso que este é o aumento médio esperado pelo sector, embora a Caixa Seguros, operador com maior quota de mercado no ramo automóvel, tenha uma previsão de aumento de 15% no custo médio das indemnizações. De acordo com Maria João Sales Luís, o custo médio de indemnização por morte subiu 300% em menos de 10 anos e prepara-se para disparar nos tempos mais próximos. É a Portaria 377/2008, publicada há poucas semanas, que vem fixar os critérios e valores orientadores para a formulação da chamada proposta razoável que as seguradoras são obrigadas a apresentar aos lesados por acidente automóvel, no âmbito do Decreto-Lei 291/2007. Em caso de morte, o pagamento de despesas e salários e a indemnização a título de direito à vida não sofrem alterações, mas a indemnização devida por danos morais é agora majorada, enquanto o cálculo de danos patrimoniais passa a diferenciar o peso do rendimento do sinistrado no orçamento familiar. Em caso de invalidez, é introduzido o conceito de dano biológico, correspondente a um valor de indemnização pelo direito à integridade física do sinistrado, que é calculado de acordo com a Tabela Indicativa para Avaliação do Dano Corporal em Direito Civil, publicada no final do ano passado, ponderando a gravidade das sequelas e idade do lesado. Além do dano biológico, o sinistrado inválido deverá ser indemnizado por danos morais complementares, onde se incluem os danos estéticos, a dor sofrida e a incapacidade com repercussão laboral, entre outros. As seguradoras são igualmente obrigadas a suportar as despesas incorridas e comprovadas, além de eventual assistência vitalícia futura. Novidade nos novos modelos de indemnização das vítimas de acidentes rodoviários é o facto de os danos patrimoniais passarem a ser calculados com base nos rendimentos provados fiscalmente. Preços não sobem Com o custo médio das indemnizações a vítimas de sinistros automóvel a aumentar, as seguradoras vêem-se a braços com um aumento significativo das despesas, acreditando que começará de imediato a ser prática corrente nos tribunais o aumento gradual do valor das indemnizações sentenciadas. Ainda assim, será difícil que as seguradoras consigam reflectir esse aumento de custos nos preço do prémio do seguro automóvel, que tem continuado a baixar, de forma geral, no mercado português. Para este fenómeno contribui em grande escala o aparecimento de novos operadores de venda directa de seguros, que baseiam o seu modelo de negócio em estruturas de custo reduzido e comercializam apólices a preços baixos, naquilo a que o mercado já chama de seguradoras low-cost. Com a concorrência cada vez mais agressiva, é impensável para a maioria das seguradoras aumentar o prémio de seguro e o que se tem verificado é mesmo o inverso, ou seja, o prémio médio do seguro automóvel baixa generalizadamente no mercado. Além do aparecimento de novos operadores, não é indiferente a este fenómeno a entrada em vigor da Lei das Cobranças, que dispensa o consumidor de avisar antecipadamente a sua seguradora da intenção de anular a apólice. Basta que não pague a sua renovação que a apólice é imediatamente anulada. Daí que grande parte dos consumidores reaja ao aparecimento do aviso de pagamento da renovação do seguro com uma consulta ao tarifário do mercado e mude para a seguradora que estiver com o preço mais barato nessa altura. É também por isso que a generalidade das seguradoras procura ter o preço mais apetecível, sabendo que esse é, para muitos portugueses, o principal factor de decisão na hora de subscrever o seguro automóvel, sobretudo para quem procura uma apólice com o seguro mínimo obrigatório de responsabilidade civil. E mesmo quando os capitais mínimos deste seguro aumentaram, por força da 5ª directiva do seguro automóvel, que entrou em vigor em Outubro, os prémios não sofreram aumentos na generalidade das companhias. Em 2007, o resultado deste fenómeno foi bem visível. O ramo automóvel registou uma quebra de 2,9% e a taxa de volatilidade das carteiras rondou em muitas companhias os 30%. Com o poder de compra dos portugueses em baixa e a massa segurável sem grande crescimento, a disputa pelos segurados da concorrência acentua-se. Os capitais mínimos já subiram e voltam a subir no próximo ano. Os custos com indemnizações tendem a aumentar. Resta saber até quando as seguradoras conseguirão fazer face a estes aumentos sem aumentar preços. Confederação do Comércio contesta estudo sobre liberalização dos horários É mais um episódio na velha polémica da liberalização dos horários dos estabelecimentos comerciais ao domingo. A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) apresentou um estudo que concluiu que as receitas adicionais e o número de empregos iam crescer significativamente, caso o comércio abrisse portas aos domingos à tarde. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) diz que o estudo se baseia em falsos pressupostos e projecções especulativas. Pensando a procura comercial em função do rendimento das famílias, dos seus níveis de poupança e da sua capacidade de endividamento, não é admissível prever, para a próxima década, um crescimento destes indicadores que permita acomodar os aumentos nas vendas apresentados, alerta, em comunicado, a estrutura patronal. A CCP não duvida que os efeitos mais graves do alargamento de horários seriam sobre o pequeno comércio, cuja quota de mercado, em especial no segmento alimentar, tem descido de forma drástica e que, em muitos casos, não dispõe de meios para poder abrir as suas lojas ao domingo. As projecções calculam as vendas com base nos resultados do período de Natal em que o efeito sazonal não é um exercício credível. Em relação aos oito mil postos de trabalho a criar até 2017, a CCP também não acredita nas conclusões da APED: O alargamento dos horários por mais algumas horas, ao domingo, não irá traduzir-se em novas contratações de pessoal, mas apenas numa nova gestão dos recursos humanos. AIP defende reforço da garantia mútua A Associação Industrial Portuguesa-Confederação Empresarial (AIP-CE) defende o reforço e a dinamização da garantia mútua, como uma das principais medidas para melhorar o financiamento das pequenas e médias empresas (PME) num quadro que se apresenta de crise a nível nacional e internacional. Esta e outras medidas fazem surgem integradas na Carta Magna da Competitividade de Nesse sentido, a AIP-CE propõe cinco medidas para o financiamento das PME: - Desenvolver esforços junto da banca no sentido da promoção de acções conjuntas para a melhoria das condições de acesso das PME ao financiamento bancário, bem como actuar no sentido da mobilização do sistema financeiro para a garantia de objectivos quantificados a nível global de financiamento para PME. Objectivo: garantir que o crédito a empresas atinja 50% do crédito total, sendo que o crédito a empresas de pequena dimensão deve atingir, em 2009, 15% do total do crédito a empresas e o crédito abaixo dos seis milhões de euros deve atingir os 65% da totalidade do crédito a empresas, no mesmo ano. - O Estado e as Autarquias, para além dos objectivos que se pretendem atingir com o Programa Pagar a Tempo e Horas, deveriam assegurar a confirmação Rocha de Matos, presidente da AIP. imediata das suas facturas, permitindo que fossem descontadas sem custos de capital para os bancos e com a correspondente baixa de spreads. Objectivo: criar as condições necessárias para que os credores do Estado possam realizar os seus créditos através de mecanismos normais de mercado, como seja, por exemplo, através do factoring. - Proporcionar uma maior participação das PME no mercado de compras públicas, nomeadamente através de medidas de discriminação positiva deste tipo de empresas. Objectivo: atingir um volume de compras públicas a PME nunca inferior a 25% do total das compras públicas, até Melhorar e dinamizar a utilização do capital de risco, nas suas várias vertentes. Objectivo: aumentar a capacidade de investimento de muitas PME e compensar falhas de mercado notórias em áreas como a reestruturação e redimensionamento de PME; investimento em activos imateriais; start-ups, transmissão de empresas Reforçar e dinamizar a actividade de garantia mútua, com o objectivo de ultrapassar a vulnerabilidade de muitas PME relativamente à prestação de garantias colaterais. Palmira Simões

6 6 Actualidade Vieira da Silva participou num debate no Porto e ouviu muitas críticas dos católicos Ministro do Trabalho incentiva a uma maior adaptabilidade de todos Queremos que as empresas, a economia e os trabalhadores reforcem a sua capacidade de adaptação a uma realidade que é cada vez mais exigente e que está a mudar muito rapidamente, disse o ministro Vieira da Silva. é função da Igreja Católica fazer justiça social; esse é o Não papel da política. A frase é do bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e foi proferida a semana passada, durante um debate sobre O Novo Código do Trabalho e a Situação Sócio-Económica do Porto, promovida pela Comissão Diocesana Justiça e Paz e que teve como convidado principal o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, António Vieira da Silva. E não se revelou fácil a tarefa de Vieira da Silva neste encontro, não vão os leitores imaginar o contrário, pois teve de ouvir não só algumas frases incómodas de D. Manuel Clemente falou do importante papel dos sindicatos, da ineficiência dos sistemas de segurança social e da necessidade de olhar para as pessoas como o parâmetro da dignidade do trabalho, como também foi forçado a escutar intervenções inflamadas de vários católicos, como a de uma ex-dirigente sindical do sector têxtil, a de um militante do Partido Socialista desde 1974 e advogado de alguns sindicatos da UGT e a de um estudante universitário e dirigente estudantil. Abordado pelos jornalistas à margem do encontro, Vieira da Silva desvalorizou os números da recente manifestação da CGTP e frisou a necessidade da apresentação de propostas construtivas pelos parceiros sociais. É bom que as propostas vindas dos diferentes quadrantes sejam apresentadas e debatidas e que não sejam apenas propostas de negação das propostas dos outros, nomeadamente das propostas do Governo. É que não é o facto de elas serem apresentadas num quadro de mobilização [sindical] que as transforma em algo de diferente, disse o ministro aos jornalistas. Ministro recusa ter apresentado apenas princípios Questionado pela Vida Económica sobre a crítica do ex-autor do Código do Trabalho, Pedro Romano Martinez, que questionou, na edição passada da VE, o facto de o Governo apenas apresentar princípios aos parceiros sociais e de um eventual consenso nos princípios poder não significar consenso quanto à letra da lei, o ministro discordou. O Governo não apresentou apenas princípios; apresentou linhas de orientação com propostas muito concretas, disse. Quando nós propomos que a duração dos contratos a termo se reduza de um máximo de 6 anos para 3 anos, não estamos a falar de princípios, estamos a falar de propostas; quando propomos que haja uma diferente taxa contributiva quando se tem um contrato com termo e um contrato TERESA SILVEIRA sem termo para as entidades empregadoras não estamos a falar de princípios, estamos a falar de propostas, exemplificou. Nós queremos que as empresas, a economia e os trabalhadores reforcem a sua capacidade de adaptação a uma realidade que é cada vez mais exigente e que está a mudar muito rapidamente, disse o ministro, salientando a vontade de reforçar o papel da contratação colectiva e da negociação entre as partes na vida das relações laborais. Recusando falar de recuo e de cedências, Vieira da Silva disse valorizar a negociação com os parceiros, que é sempre uma tentativa de aproximação de posições. E também recusou que a proposta do Governo facilite os despedimentos. Não há na proposta do Governo nenhuma facilitação dos despedimentos nem nenhuma via aberta para os despedimentos, afirmou peremptório. Questionado ainda pela Vida Económica sobre uma maior facilitação dos despedimentos por inadaptação e o facto de vários juristas defenderem que a proposta do Governo pode pôr em causa o princípio constitucional da segurança no emprego, o ministro voltou a negar. Há juristas que defendem todas as posições. É por isso que este é um debate interessante. Certo é que o despedimento por inadaptação já está previsto na nossa legislação desde Agora, o que o Governo pretende é incentivar a capacidade de adaptação de todos. Precisamos de mudar no sentido de uma maior capacidade de adaptabilidade de todos e de caminhar no sentido de uma maior resposta às mudanças do mundo. Bruxelas considera que tributação automóvel favorece produção nacional A Comissão Europeia (CE) incitou Portugal a alterar a tributação automóvel. Na base da decisão está o facto de, segundo Bruxelas, haver diferença de tratamento entre operadores registados e operadores reconhecidos que conduz a uma discriminação em relação aos veículos produzidos nos outros Estados membros. Se a legislação nacional não for alterada de modo a dar cumprimento ao parecer fundamentado, a CE pode decidir instaurar uma acção no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. O Código do Imposto Sobre Veículos (ISV) português refere que um operador registado (sujeito passivo que se dedica habitualmente à produção, admissão ou importação de veículos tributáveis) pode deter um veículo em suspensão de imposto durante um período máximo de três anos, ao passo que um operador reconhecido (sujeito passivo que, não reunindo as condições para se constituir como operador registado, se dedica habitualmente ao comércio de veículos tributáveis) pode detê-lo nesse regime por um período de seis meses. ACAP refere que esta é uma não questão A Associação Automóvel de Portugal (ACAP), que representa a fábrica nacionais, acusa da CE de estar a levantar um problema sem expressão. Em declarações à Vida Económica, o secretário-geral da entidade afirmou que a Comissão deveria era preocupar-se com questões mais importantes, como por exemplo a dupla tributação de IVA sobre o ISV, essa sim uma questão vital. Hélder Pedro não tem dúvidas de que esta é uma não questão, até porque não há veículos a saírem matriculados sem estarem pagos. Além disso, dos automóveis produzidos em Portugal, apenas cerca de 4% se destinam ao mercado nacional, o que é um volume perfeitamente residual, acrescenta o dirigente da ACAP. Aquiles Pinto Marcelo Rebelo de Sousa é orador convidado da ACEGE A Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas (ACEGE) realiza, no próximo dia 18 de Junho, às 13 horas, um almoço-debate subordinado ao tema genérico RSE: A responsabilidade do Estado no potenciar de uma cultura de responsabilidade, que terá como orador convidado Marcelo Rebelo de Sousa, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Senhor jornalista Virgilio Ferreira, chefe de redacção da Vida Económica Tendo lido alguns artigos seus, resolvi escrever este mail para lhe solicitar que fizesse um artigo devidamente investigado sobre a grande distribuição que, penso eu, a curto prazo, iremos ter um grande Vale do Ave de dimensão nacional na grande distribuição com desemprego e até mesmo fecho de algumas UCDR Unidades Comerciais de Dimensão Relevante. Bastará solicitar à DGE, antiga DGCC, quantos projectos autorizados foram cancelados, quantos pedidos de ampliação com autorizações pagas foram abandonadas e é um licenciamento nada barato, tem uma validade de dois anos para apresentação de projecto e respectivo licenciamento camarário de execução e mais um ano de prorrogação. No passado mês de Abril um hipermercado recentemente instalado no concelho de Torre Vedras consta que terá despedido 100 funcionários. Quantos supermercados e hipermercados irão encerrar até ao final do ano de 2008 e durante o ano de 2009 das diferentes insígnias? Compras de insígnias como as do Carrefour, Plus e Marrachino, mais não são do que balões de oxigénio e jurista, opinion maker e dirigente político. Este almoço-debate integra-se num ciclo promovido pela ACEGE que visa contribuir, de forma consistente, para a análise da vital importância da responsabilidade social das empresas na construção de uma sociedade mais justa e solidária. O encontro tem lugar na Rua dos Douradores, 57, em Lisboa COLUNA DO LEITOR Um Vale do Ave na grande distribuição pura engenharia financeira das insígnias compradoras. PS - Já agora, aproveito para lhe colocar outra questão: por que será que hoje, , e após duas ou três descidas do barril do petróleo sem a correspondente diminuição do preço litro nos postos nomeadamente da Galp, à semelhança do que vinha acontecendo quando o barril subia, o litro nesses postos tambem subia, nenhuma imprensa escrita deste país falou no assunto? Será que se trata de um silêncio pago? Veja todos os jornais diários de hoje, incluindo os desportivos, encontrará neles uma página inteira de publicidade da Galp ao cartão Fast Galp com cinco cêntimos de desconto. Quanto pagou a Galp por este silêncio? Peço-lhe desculpa por ocupar o seu tempo, e gostaria de ver este tema tratado no seu jornal. Aníbal José Lopes Rodrigues Nota de Redacção: Agradecemos a sugestão do nosso leitor. Iremos procurar abordar o assunto numa das próximas edições.

7 actualidade 7 Sustentabilidade do SNS em debate Seguro de saúde tem 1,6 milhões de subscritores O controlo da despesa e a optimização dos modelos de gestão estiveram na ordem do dia, no III Seminário Nacional Financiamento Hospitalar, onde se debateu a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Promovido pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), o encontro apresentou o mote de mais e melhor saúde para todos como pano de fundo do debate. Um sistema de informação fiável e credível é essencial a todo o processo de contratualização dos serviços de saúde. Para explicar o modelo de gestão público nacional, Adalberto Campos Fernandes, do Hospital de Santa Maria, utilizou a expressão vida de rico com carteira de pobre. O gestor considerou ainda que a concorrência na saúde é e será sempre imperfeita, mas que há que ter em conta os condicionamentos de cada um dos sistemas e há que saber conciliar as expectativas dos cidadãos e dos profissionais. No caso do modelo de gestão público, há que redefinir o modelo assistencial, redesenhar o modelo orgânico, alterar o modelo de gestão, integrar o relacionamento com os Cuidados de Saúde Primários e Cuidados Continuados Integrados, incorporar o ensino e a investigação e rever os mecanismos de financiamento. E como não há grandes diferenças nos desafios que se colocam às administrações públicas e privadas, de acordo com Isabel Vaz, administradora do Grupo Espírito Santo Saúde, os desafios acabam por ser igualmente semelhantes e prendem-se com o investimento na qualidade e na inovação tecnológica. A administradora falou ainda sobre o aumento do número de pessoas com seguro de saúde no nosso país, que atingem já cerca de 1,6 milhões, que actuam como dupla cobertura e não como complemento do SNS. Contratualização em saúde Abordando o tema da contratualização, Eurico de Castro Alves, da Entidade Reguladora da Saúde, afirmou que é inevitável que esta seja alargada a todos os sectores, em que um sistema de informação fiável e credível é essencial a todo o processo. Já Pedro Lopes, recentemente nomeado presidente da APAH, explicou que o processo da contratualização pode ter vantagens e desvantagens e que nos Hospitais Universitários de Coimbra, entidade que administra, foi realizado um contratoprograma interno, assinado por todos os directores da unidade hospitalar. Em seu entender, este é um documento que assume, por escrito, a assunção de responsabilidades e em que deve haver uma definição clara de objectivos, meios adequados de controlo de gestão, auditoria interna e sistemas de informação. Por seu turno, Bruno Henriques, da Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde, recordou a legislação que contempla o acesso de todos os cidadãos a cuidados de saúde que deve nortear toda e qualquer decisão no campo das políticas da Saúde. Flexibilidade Pedro Pita Barros, perito em Economia da Saúde, explicou os diferentes modelos de gestão, desde a sua eficiência, acessibilidade e clinical governance. O professor da Faculdade de Economia da Universidade de Lisboa sublinhou que não haverá receitas gerais one size fits all, contudo, dentro da flexibilidade desejável para cada hospital se ajustar da melhor forma à população que serve, existem princípios gerais. Assim, o especialista explicou as alterações no que toca à introdução de medicamentos ditos inovadores, em que a avaliação económica favorável surge como barreira adicional e sublinhou que os médicos do SNS, ao optarem por determinada terapia, têm de ter em consideração quer os benefícios para o doente quer o custo do medicamento. Daí que tenha falado sobre um modelo que assenta na partilha de risco, em que o pagamento por parte do SNS só tem lugar em caso de sucesso do tratamento. Desta forma, é aplicada a terapia em todos os casos em que o tratamento faça sentido, mesmo naqueles em que a taxa de sucesso previsível é irrisória. Pita Barros classifica este cenário como uma win-win situation, em que ambas as partes podem obter vantagens. Porém, frisou que a ideia de partilha de risco é boa instantaneamente, mas, a longo prazo, com revisões de preços, poderá não ser favorável, porque o SNS estará a gastar mais com os doentes que poderiam ser tratados recorrendo a outra alternativa. Ana Albernaz PUB Montemor acolhe aldeamento turístico de cinco estrelas Montemor-o-Novo foi o local escolhido pela Sousa Cunhal Turismo e pelo grupo Lágrimas para criarem um aldeamento de cinco estrelas, que terá o vinho como âncora. Sob o nome L And Vineyards, o projecto, constituído por 145 moradias, deverá estar concluído em O empreendimento, dedicado exclusivamente ao turismo residencial, tem cerca de 66 hectares e está organizado em sete núcleos. As unidades dividem-se entre serviced villas (T3 a T6), com valores que vão dos 350 aos 759 mil euros, e serviced townhouses (T2), cujos preços variam entre os 135 e os 259 mil euros. O investimento ronda os 44 milhões de euros e a comercialização do mesmo já está a ser feita. A divulgação do empreendimento ocorrerá no mercado nacional, mas também no internacional, com principal incidência nos nórdico, inglês, irlandês e espanhol. O início da construção das infra-estruturas deverá iniciar-se ainda este ano, e das unidades em Como aliciante e factor diferenciador, o projecto L And Vineyards assenta num conceito em que cada proprietário é também produtor de vinho, azeite,... Experimentar o que é a vinicultura. Este é o primeiro projecto de marca desenvolvido pela Sousa Cunhal Turismo, holding do grupo alentejano, em parceria com o grupo Lágrimas. Este detém 10% do capital do projecto e ficará responsável pela gestão do empreendimento. O projecto foi desenvolvido por cinco arquitectos de renome internacional, três portugueses e dois estrangeiros: Promontório Arquitectos, de Lisboa; Sergison Bates Architects, de Londres; João Luís Carrilho da Graça Arquitectos, de Lisboa, Architekturbüro Peter Märkli, de Zurique; José Paulo dos Santos Arquitecto, do Porto. O paisagismo do empreendimento tem a assinatura da PROAP João Ferreira Nunes, de Lisboa. Alexandra Costa

8 8 actualidade Observatório do Trabalho Temporário arranca em Outubro O lançamento do futuro Observatório do Trabalho Temporário foi um dos resultados mais interessantes do recente encontro que reuniu responsáveis do sector e onde também foi lançado o Manuel do Provedor do Trabalho Temporário. Marcelino Pena Costa, presidente da APESPE, Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego, afirmou ao Vida Económica que a nova lei (do trabalho temporário) em vez de vir a simplificar alguns procedimentos, complicou-os. Este gestor participou na semana passada na sessão de apresentação do Manual do Provedor do Trabalho Temporário, o qual aconteceu no ISEG e contou com a presença de Vitalino Canas, Provedor do Trabalhador Temporário, e de Luciana Campos, da empresa Protocolo. O encontro foi muito útil, na óptica do presidente da APESPE, nomeadamente com o lançamento da ideia de criação de um Observatório do Trabalho Temporário, por parte de Vitalino Canas e que Marcelino Pena Costa, presidente da APESPE contou, de imediato, com o apoio do professor António Mendonça, presidente do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão). Este docente assegurou que a escola irá dar todo o apoio necessário. Marcelino Pena Costa afirmou à VE ser expectável arrancar com o Observatório do Trabalho Temporário em Outubro, uma iniciativa que contará com o apoio técnico do Observatório do Emprego. O trabalho temporário representará cerca de 1,4% dos 5 milhões de trabalhadores activos nacionais, embora o número de trabalhadores em situação de precariedade se situe entre os 12% e os 14% da população activa, considerando os contratos a termo, em part-time, os recibos verdes que pagam segurança social e os prestadores de serviços independentes que pagam igualmente contribuições para a segurança social. O encontro serviu para lançar o Manual do Provedor. Sobre a nova lei do trabalho temporário as críticas foram muitas e o presidente da APESPE fala no aumento da carga burocrática e administrativa, sem qualquer acréscimo prático ao nível da protecção dos trabalhadores. A Associação diz ter feito ao Executivo propostas inovadoras e lamentou que o actual ordenamento laboral não seja uma lei para a frente. VN Evento compensa do ponto de vista da notoriedade Feira do Livro do Porto não tem interesse comercial Está cumprida mais uma edição da Feira do Livro do Porto. O evento atingiu o objectivo das 300 mil visitas, mas continua a não ser compensadora para as editoras do ponto de vista financeiro. A feira da Invicta é, sobretudo, uma montra para as editoras. A feira não compensa do ponto de vista económico, nem sei se alguma vez compensou. O investimento é muito grande e o retorno financeiro não compensa. A grande vantagem é a notoriedade da presença, revela Darlindo Resende, elemento da organização. O certame não contou, este ano, com a presença directa do grupo Leya, detentor de 13 editoras, entre as quais a Edições ASA, a Texto Editores, a Caminho e a Dom Quixote. O stand Inovação à Leitura representou estas editoras na feira deste ano. A polémica passou uma má imagem da Feira e trouxe alguma desmotivação à organização, as coisas podiam ter corrido melhor, admite Darlindo Resende. Apesar de as Feiras de Lisboa e do Porto terem organizações diferentes, há decisões que dizem respeito às duas, como, por exemplo, a publicidade que só pôde arrancar após o desfecho da polémica [lembra-se que a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) acusou a autarquia lisboeta de favorecer o maior grupo editorial português, cedendo-lhe pavilhões diferenciados na Feira?]. A homenagem habitual a uma personalidade recaiu este ano sobre Germano Silva. O jornalista rectifica: A homenagem foi à cidade do Porto - foi nessa condição que aceitei - eu fui apenas o autor em destaque. A oportunidade serviu para alertar para alguns problemas que o Porto enfrenta: Ainda há muita carência de actividade cultural na cidade. A iniciativa privada é significativa, mas a autarquia está alheada da cultura. Além disso, a cidade está cada vez mais degradada e abandonada; é urgente construir uma grande área metropolitana. Os portugueses estão na cauda da Europa, em termos de hábitos de leitura. Apesar do Plano Nacional de Leitura em curso, Germano Silva não acredita que a realidade esteja muito diferente: É verdade que se editam muitos livros, mas duvido que se criem, de facto, hábitos de leitura. O triunfo do suporte electrónico, face aos livros tradicionais, não assusta Germano Silva, que acredita que os livros e jornais, tal como são actualmente, não vão morrer. O evento serviu ainda para a apresentação do novo livro do autor, Porto - sítios com história, contou com uma exposição do Museu Nacional de Imprensa intitulada As Manchetes do Regicídio e uma homenagem ao alfarrabista portuense Nuno Canavez, da Livraria Académica. Mariana Pinto Feira 2009: saída do Pavilhão Rosa Mota aplaudida Não é a primeira vez que se anuncia, mas desta parece ser definitivo. Em 2009, a Feira do Livro do Porto deve deixar o Pavilhão Rosa Mota e regressar ao ar livre. O local ainda não é certo, mas as obras previstas para o pavilhão, onde a Feira se realizou nos últimos 14 anos, devem obrigar mesmo à mudança. A Câmara Municipal do Porto já disse que vai negociar com a APEL o melhor sítio para a realização da Feira do próximo ano e que a Avenida dos Aliados, onde a mesma se realizou durante muitos anos, seria uma boa escolha. Darlindo Resende refere que, apesar de a Feira num recinto fechado trazer mais condições, também cria a ideia de que é um local mais fechado, onde se paga. Estando na rua, conseguimos chegar a mais gente, continua. Germano Silva deixa a sugestão: A Avenida das Tílias, no Palácio de Cristal, seria uma óptima opção. Sem dúvida que a realização ao ar livre é mais atractiva. O Pavilhão Rosa Mota recebeu, este ano, 94 stands (menos 17 do que Os portugueses ainda estão na cauda da Europa, em termos de hábitos de leitura em 2007) e teve 60 editoras inscritas (menos cinco), com a Cidade Invicta como tema central. A 78ª edição conseguiu uma afluência do público idêntica à do ano passado e cumpriu o objectivo das 300 mil visitas, concluiu Darlindo Resende. Grupo editorial Vida Económica volta à Feira do Livro O Grupo Editorial Vida Económica foi uma das 60 editoras presentes na 78ª edição da Feira do Livro. No stand do grupo estiveram as mais recentes edições, como o Código dos Contratos Públicos, a Tributação do Património (2ª edição) e o Direito Tributário 2008 (6ª edição). As edições do sector imobiliário também estiveram em destaque, com os títulos mais recentes, como o Guia do Direito Imobiliário - Direito de Propriedade e Tendências de Gestão Imobiliárias Têxtil receia ser outra vez moeda de troca A indústria têxtil e vestuário está preocupada com as pressões exercidas por parte de alguns países, no âmbito da Organização Mundial de Comércio, no sentido da liberalização do comércio, sem que que se verifique uma política efectiva de reciprocidade. A Federação da Indústria Têxtil e do Vestuário de Portugal (FITVEP) já enviou uma missiva ao Governo nacional para pressionar a Comissão Europeia, tendo em conta o genuíno acesso aos mercados. A situação agravou-se recentemente, quando o Canadá apresentou um novo modelo, com vista à obtenção de acordo no dossier acesso a mercados de produtos não-agrícolas. Depois de analisado o documento, a federação conclui que a implementação das propostas representa uma parcialidade inaceitável no que respeita à consagração da Agenda de Doha para o Desenvolvimento. Por outro lado, a União Europeia pouco fez para cumprir o mandato que lhe foi concedido em Dezembro de 2003, que consistia na redução dos direitos aduaneiros para o nível comum mais baixo, com excepção dos países menos desenvolvidos, e na eliminação das barrreiras não tarifárias. Considera aquela estutura associativa que a proposta apresenta um conjunto de coeficientes e flexibilidades que permitirá aos países terceiros manterem fechados os seus mercados internos aos produtos de outras origens, nomeadamente europeias. Face a este cenário, faz-se da indústria têxtil e vestuário a habitual moeda de troca, numa atitude injustificada e que coloca em causa o legítimo interesse nacional. Universidade Aberta divulga ensino à distância Educação à distância e e-learning são dois conceitos em voga no ensino em Portugal. É nesse contexto que a Universidade Aberta (UAb) organiza uma conferência de uma das maiores redes mundiais de educação à distância e e-learning, a EDEN - European Distance and E-Learning Network. O evento reúne, no Centro Cultural de Lisboa, mais de meio milhar de participantes. Os trabalhos decorrem até amanhã, sábado. Entre os presentes estarão professores e investigadores conceituados internacionalmente, representantes da Comissão Europeia, de organizações internacionais e não governamentais, directores de empresas e dirigentes de universidade de ensino à distância. O programa inclui sessões plenárias e paralelas, com a apresentação de comunicações e sessões de trabalho. Depois da conferência da EDEN, a UAb vai participar, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e o Instituto Nacional de Administração (INA), na organização de um fórum sobre a qualidade e a inovação no sistema de educação. A intenção é desenvolver as competências dos formandos, tendo em conta as novas necessidades educativas e do mercado de trabalho.

9 Opinião 9 Em pantanas A. magalhães pinto Economista Muitos de nós começaram a olhar para o Primeiro-Ministro como se fosse um deus em pessoa A expressão é popular. Mas parece ser a que mais se ajusta ao estado do país. Que está em pantanas. Ninguém se entende. Cada qual procura puxar a brasa à sua sardinha. Só que as sardinhas são muitas e as brasas são poucas. O que quer dizer que, para alguém ter a sua brasa, outro há-de ficar sem ela. E, o que é pior, estamos a assistir à progressiva redução das brasas, já de si insuficientes, que temos para todas as sardinhas. Bem à maneira portuguesa, procuramos encontrar culpados para este estado de coisas. Em primeira mão, aparece inevitavelmente o Governo. Mas será que é assim tão simples? Será que o Governo é verdadeiramente responsável pelo estado de sítio a que o país chegou? Muito da crise que vivemos tem raízes internacionais. Têm sido apontadas basicamente três. Os preços do petróleo, a crise financeira com raízes nos Estados Unidos e os preços dos cereais. Isto é, tudo razões de natureza internacional, face às quais o nosso Governo pouco ou nada pode fazer. Parece que estou a desculpar o Governo, eu, que tantas vezes me tenho insurgido nesta coluna contra a sua acção. Mas não é desculpa. É explicação. Porque a culpa do Governo, com particular incidência no Primeiro-Ministro, reside, a meu ver, noutro domínio. Com efeito, desde a campanha eleitoral que nos haveria de oferecer José Sócrates, ouvimo-lo a ele, primeiro, e a muitos dos seus Ministros e Secretários de Estado, depois, a vangloriarem-se do que iam fazer ou do que tinham feito. Muitas vezes sem razão. Muitas vezes numa descarada propaganda vendida aos Portugueses como se fosse banha da cobra. Pela primeira vez, um Governo consegue fazer. Quantas vezes ouvimos nós esta frase? Sem conta. Tantas foram as maravilhas próprias que o Governo nos fez saber, a nós, incultos e ignorantes cidadãos que só discordávamos porque estávamos a soldo dos inimigos do Governo, que muitos de nós começaram a olhar para o Primeiro-Ministro como se fosse um deus em pessoa. Não porque o víssemos como todo-poderoso. Mas porque ele se afirmava todo-poderoso. E porque, a partir de determinado momento, começou a alardear a arrogância de quem efectivamente assim se julga. Muito raramente o seu Governo inflectiu as suas ideias, apesar da oposição que muitas delas, especialmente as mais caras, suscitavam. Pois bem. Quando alguém, face a nós, se autoproclama, implicitamente que seja, como um deus, obviamente dele esperamos o milagre necessário. É como se lhe apresentássemos a factura da divindade. Ai é? Ai és assim bom? Então resolve lá o problema! E os resultados, já de si esperáveis maus, tornam-se dramaticamente péssimos se, como temos vindo a assistir, o deus assume um ar compungido e nos diz, agora humilde, que fez tudo o que podia. E se de mandante intransigente passa a submisso cedente. Anote-se, desde já, que a cedência ao sector das pescas, tendo por causa próxima a subida dos preços dos combustíveis (ainda por cima, uma subida de preços que uma Autoridade para a Concorrência designada pelo Governo afirmou natural e justa) vai provocar uma catadupa de reivindicações, objectivamente absurdas, algumas vezes irresponsáveis, mas que surgem avassaladoras face à tibieza mostrada pelo Governo num primeiro caso. Anote-se, desde já que o Governo entrou numa espiral de asneiras que não se sabe muito bem aonde irá parar. Anote-se, desde já, que a pressão pode vir a ser tão grande que tenhamos que assistir a eleições antecipadas. As coisas passar-se-iam de modo diferente se, ao chegarmos a esta imprevisível crise, o Governo estivesse na alta estima dos cidadãos. O que teria acontecido se, em lugar da atitude arrogante que o Primeiro-Ministro adoptou durante quase todo o resto do mandato, nos tivesse tratado como gente e não tivesse a sua intervenção pública sido, em muitos casos contraditória. Não é possível aceitar um discurso (e uma política) de cinto apertado em conjunto com a intenção de construir obras faraónicas casos do aeroporto de Lisboa e do TGV - em muitos casos totalmente incompreensíveis. Não é possível aceitar a redução drástica na assistência dos cidadãos na doença e anunciar que se vão gastar muitos milhões na ligação do TGV ao Porto. Os cidadãos não compreendem isso. E perdem o respeito a quem, de tal modo, incorre em contradições flagrantes. Como não é possível aceitar que a prossecução de uma política louvável a recuperação de impostos não pagos seja realizada espezinhando os direitos de defesa dos contribuintes. Como não é possível aceitar que a vitória nas eleições tenha sido obtida mediante argumentos que logo foram esquecidos mal a vitória foi assegurada. Isto é, o Governo chega à crise precisamente no ponto mais baixo da sua popularidade. Não apenas resultante dos fenómenos sociais já referidos, mas também no plano mais degradado da situação económica. Desemprego em crescendo. Produto Interno a aproximar-se da estagnação. Exportações em queda. Importações a aumentar. Investimento estrangeiro quase desaparecido. Inflação crescente. Tal como aconteceu com Guterres, os socialistas vão provavelmente abandonar o Governo com o país em situação pior do Nem mesmo naquilo que é a sua maior bandeira o saneamento do Orçamento o Governo vai deixar a casa arrumada que quando assumiram o Poder. A única grande vitória de que o Governo se pode verdadeiramente orgulhar é o saneamento das Finanças Públicas. Mas, mesmo aí, mediante uma estratégia que não resiste a uma análise mais profunda. Se acontece termos, em nossa casa, um desequilíbrio das finanças, todos sabemos o que temos que fazer: cortar nas despesas. Isto porque não temos o poder de aumentar os rendimentos num abrir e fechar de olhos. O que fez o Governo? Como tem o poder de aumentar os seus rendimentos aumentando os impostos privilegiou este ângulo de aproximação ao controlo do défice público. Com duas consequências pesadíssimas. Por um lado, o equilíbrio das Finanças Públicas é transitório. É conjuntural e não estrutural. Basta a mais pequena crise para voltarmos ao mesmo e às mesmas necessidades. Depois, agindo assim, sacando recursos financeiros que estavam presentes na actividade económica produtiva directa, dinamizando-a, para os introduzir na actividade directamente não produtiva, o Governo enfraqueceu a actividade económica. Ganham, neste ponto, maior valia os muitos avisos que uma personalidade sabedora e de mente arrojada, Miguel Cadilhe, diversas vezes fez ao longo destes últimos três anos. Isto é, nem mesmo naquilo que é a sua maior bandeira o saneamento do Orçamento o Governo vai deixar a casa arrumada. Atirou apenas com o lixo para debaixo do tapete. Eu gostava de ser optimista. Mas não consigo ver nenhuma razão para o ser. Vamos esperar. Mas é melhor, pelo sim pelo não, estarmos preparados para tempos mais difíceis. A casa está em pantanas e vai dar um trabalho dos diabos arrumá-la. AZUIL BARROS Especialista no Crescimento de Negócios Partner & Director Geral da Quantum Portugal Não confunda baixa pressão na venda com falta de habilidade! Dirigi-me a um estabelecimento de cozinhas, há pouco tempo atrás. Estava a pensar remodelar a minha cozinha e estava disposto a gastar uma boa quantia, contudo ninguém pareceu interessar-se por mim. Precisava de uma cozinha completa: móvel de cozinha, lava-loiça, chaminé, mesa, cadeiras, etc. Na primeira loja que entrei, perto dos nossos escritórios, onde inclusive já fiz compras há alguns anos atrás, havia duas vendedoras e ambas estavam ocupadas: uma estava ao telefone e outra estava a arrumar umas coisas. Comecei a percorrer o estabelecimento, para baixo e para cima, entrava em cada mostruário de cozinhas e observava, tocava, abria as portas dos armários para tentar avaliar a qualidade e imaginar esses modelos na cozinha da minha casa. Reparei que ao fim de uns bons 15 minutos, enquanto percorria a loja, ninguém me fez nenhuma abordagem, nenhum vendedor me dirigiu sequer uma palavra. Pensei que talvez não tivessem percebido que estava ali, por isso, passei intencionalmente em frente às duas vendedoras. Uma já estava a falar com um cliente e a outra continuava a falar ao telefone; mas nenhuma estabeleceu contacto visual comigo, apesar de eu ter Como vendedor, a sua função mais importante é descobrir que intenção está subjacente no seu potencial cliente olhado directamente para ambas. Fui a outro estabelecimento na expectativa de encontrar alguém amigável e prestável, alguém que se interessasse em mim. Entrei com a convicção de que se alguém me perguntasse se queria comprar alguma coisa que gostasse que responderia, de imediato, que sim. Entrei no segundo estabelecimento, voltei a dar uma volta no seu interior, observei alguns modelos de cozinhas, mas ninguém parecia interessar-se por mim, novamente. Os dois vendedores deste estabelecimento estavam muito empenhados na conversa que mantinham um com o outro e, por conseguinte, nenhum deles decidiu abordar-me. Quando ia a sair, um dos vendedores veio rapidamente até mim e perguntou-me: Precisa de alguma ajuda? Respondi-lhe que não, agradeci-lhe e saí! Ainda decidi ir a outro estabelecimento. O vendedor abordou-me e perguntou-me Deseja alguma informação?. E, eu respondi-lhe: Não. Estou só a dar uma vista de olhos. Então o vendedor afastou-se e ao fim de cinco minutos, quando me viu a observar uma cozinha em particular, abordou-me novamente e disse-me Essa cozinha é das mais caras contudo, posso fazer-lhe um desconto. Eu respondi-lhe que apenas gostaria de saber o preço. Fiquei espantado pela forma inábil como o vendedor, sem ter havido qualquer manifestação de discordância, começou logo a desvalorizar o seu produto, oferecendome um desconto. Em suma, o que me parece é que se confunde pressionar pouco a venda com falta de habilidade! Quando alguém entra numa loja, normalmente, é de forma intencional. Como vendedor, a sua função mais importante é descobrir que intenção está subjacente no seu potencial cliente e criar uma atmosfera onde ele se sinta bem, compre os seus produtos ou serviços e volte para comprar novamente. Comece já e faça com que o ano de 2008 seja o MELHOR de sempre para Si.

10 10 opinião Última da hora!... Última da hora! M. J. Carvalho Economista (OE 1613) Sempre muito bem informada, a Vida Económica sabe que o País está à beira de uma crise institucional sem precedentes, com demissões espontâneas e provocadas em todos os mais diversos sectores da actividade política, económica e social. Aliás, este surto de demissões parece que começa no próprio Governo. Assim, os muitos doutorados membros do Governo reuniram-se secretamente e decidiram demitir-se em bloco não admitem serem liderados por um mero licenciado, ainda por cima nas condições públicas conhecidas. E o processo já contaminou a Mota & Companhia todos os engenheiros da conhecida construtora estão a preparar a sua saída porque não aceitam ser liderados pelo Dr. Jorge Coelho, licenciado em não-sei-o-quê. Quem também está em posição muito difícil é o nosso querido Marquitos, o senhor O Estado, pura e simplesmente, acobarda-se, faz cerimónia, retrai-se no exercício do poder indeclinável que lhe é inerente Oliveira e os administradores da RTP os jornalistas, em pé de guerra, consideram que ou eles requerem a cédula respectiva ou não são admitidos na função de liderança e gestão. A Ministra da Saúde, entretanto, está aflitíssima e não sabe o que há-de fazer à vida dela se os médicos desatarem a seguir os exemplos recentemente vividos nas outras actividades. Com algumas conhecidas excepções, vai tudo para a rua o que, naturalmente, não seja médico. Esta onda parece que começou com um episódio sem significado relacionado com um polícia. De facto, independentemente de poderem ter ou não um canudo, um polícia é um polícia o tal que, na falta do magala, também catrapiscava as sopeiras do meu tempo. Ora, na verdade e por definição, um polícia deve mandar pouco e, muito menos, em altíssimos cartolas da nossa praça, sob risco e pena de poderem puxar do chanfalho e não da lei e ordem. Os outros é que podem e devem mandar em polícias para eles, já basta a função de prenderem os malfeitores. Já viram o que é a estupidez de ter polícias a mandar em polícias? Não se vê isso em parte e actividade nenhumas! E sabem porquê? Porque os polícias estão habituados, como a tropa, a receber ordens, cumprir com missões, preservar as hierarquias e fazê-lo sempre em prejuízo das mordomias e honras. Ora, para chefiar na perspectiva dos defensores da teoria é preciso entorno, prestígio, cagança, título, falar de alto, enfim espírito corporativo que nos leve a defender, nem que seja a outrance, os amigalhaços dos colegas de função. E como os polícias são, por natureza, uns brutos, não podem ser chefes destes tipos requintados. Percebido? No dia em que o Conselho Máximo dos Conselhos Superiores Nacionais, agora, neste preciso momento, inventado por mim, puser na cadeia, sem apelo, remissão ou caução, todos os corporativistas imbecis publicamente assumidos deste País, estaremos, definitivamente, no bom caminho. De facto, Salazar deve estar a rebolar-se a rir, a toda a hora. Ele que inventou o Estado Corporativo, que criou uma câmara especializada para albergar os corporativistas, nunca, em tempo algum, lhes concedeu ou lhes aceitou tal poder como o de hoje, efectivo, real, palpável, asfixiante. Se um dia ainda for a tempo de dar um conselho à minha filha e ela o entender e aceitar, teria de lhe dizer uma única coisa: - Se não quiseres ir daqui para fora, inscreve-te e envolve-te rapidamente numa qualquer corporação política, económica ou profissional. Isto não tem nada que ver com globalização, desregulamentação, mercados ou sistemas. O Estado, pura e simplesmente, acobarda-se, faz cerimónia, retrai-se no exercício do poder indeclinável que lhe é inerente perante estes polvos que vivem à sua custa e, ainda por cima, com Já viram o que é a estupidez de ter polícias a mandar em polícias? Não se vê isso em parte e actividade nenhumas! uma arrogância insuportável, se julgam no direito de definir, eles próprios, como ele deve gerir as suas próprias responsabilidades. Isto é intolerável e a verdade é que, do Presidente da República ao Presidente da Junta de Freguesia, ninguém parece incomodado com isto. O que também é lamentável. No fundo, o exercício democrático da diferença de opinião é, hoje, uma blague, por não executável a todos os níveis e por toda a gente ele está cada vez mais restrito ao contraditório dos interesses divergentes das corporações que se encontram no momento por ele envolvidas. A impunidade com que se contesta, reclama, exige ou propõe causas ou soluções deriva, tão-somente, do pelo facto de sabermos, à partida, que andam todos ao mesmo e, por isso, não nos incomodarmos nem valorizarmos demasiado os episódios. De facto, os corporativistas contam sempre, à partida, com o nosso desinteresse, o nosso alheamento, o nosso encolher de ombros para fazer passar as suas mensagens de exigência de controlo e poder. Este poder exacerbado dos diferentes corporativismos em Portugal está a minar o poder, a decisão, as hierarquias e as estruturas cada vez mais, o medo ao corporativista substitui o respeito pelo direito e o Estado. Amor primeiro Desde que comecei a redigir crónicas semanais de economia realizaram-se dois Campeonatos da Europa de Futebol e outros tantos Campeonatos Mundiais, razão pela qual já bastas vezes pude discorrer sobre as interconexões entre o desempenho das selecções nestas competições e o impacto na actividade económica nos seus países de origem. No caso do Euro-2004, até com outra abrangência por via de Portugal se ter assumido como País organizador do Campeonato. Em todas essas ocasiões, fi-lo com uma base verdadeiramente científica e invocando estudos internacionais das mais reputadas consultoras, em que se analisava o valor económico das marcas nacionais, as expectativas de impacto no produto interno por via da expansão directa do consumo e/ou do aumento da confiança dos consumidores e investidores e dos níveis de motivação e produtividade dos trabalhadores, até ao impacto nos movimentos internacionais de capitais ou do efeito catalisador que o desempenho de certas selecções poderia ter sobre a economia global. Em qualquer dessas circunstâncias, jamais procurei socorrer-me do espírito diletante daqueles que achavam que esses meses deviam ser dedicados a essa causa maior o Europeu/ Campeonato do Mundo e que os resultados da nossa Selecção deviam servir de paliativo e/ou de analgésico para as agruras do dia-a-dia e para a incerteza que possa pairar no futuro dos Portugueses. Não me revejo, porém, naqueles que se lamentam do excesso de informação sobre todos os factores que envolvem a competição, considerando equívocos os critérios editoriais e excessiva a relevância dada a cada aspecto acessório dos atletas e do ambiente que rodeia estes eventos. Ora, tratando-se estas competições (também) de um claro produto comercial, e sabendo-se que qualquer meio de comunicação social se submete aos interesses económicos que derivam do nível de adesão das suas audiências, alguém poderia esperar uma atitude diversa daquela que hoje é novamente seguida por todas as televisões, rádios ou jornais? Feitas estas ressalvas, permitam-me, porém, que confesse que, sendo esta, talvez, a circunstância em que parto para uma competição desta natureza com um menor apetite por toda essa catadupa informativa em linha com as minhas baixas expectativas sobre o desempenho positivo (friso expectativas, não desejos) Ricardo Rio Os resultados da nossa Selecção deviam servir de paliativo e/ou de analgésico para as agruras do dia-a-dia e para a incerteza que possa pairar no futuro dos portugueses. é talvez esta a circunstância em que acho que a Selecção pode ter um papel socialmente fundamental neste estio que tarda em chegar aos lares nacionais. É sabido, como muitos escrevem e dizem, que não vão ser os golos do Cristiano, os sprints do Bosingwa ou os passes milimétricos do Moutinho que vão fazer crescer as notas nas nossas carteiras, reduzir os preços dos bens essenciais, combater o desemprego ou estimular o investimento e a nossa competitividade externa. Não sei, sequer, se, em linha com os tais estudos que referi, a nossa economia poderá registar algum crescimento com as trivelas do Quaresma, os cortes seguros do Ricardo Carvalho ou os passos de magia do velho-deco que todos gostávamos de reencontrar. Podem acusar-me de estar a fazer a apologia pública do velho lema do pão e circo que já sustentou a afirmação de muitos regimes de má memória, mas, se por mais não for, que as vitórias da Selecção tragam o ínfimo raio de luz e alegria por que anseiam tantas e tantas famílias de Norte a Sul do País. Em bom rigor, também não será por não se falar da Selecção ou por esta se portar pior do ponto de vista desportivo que deixaremos de ter criminalidade nas ruas, que teremos mais segurança sobre a capacidade do Estado para nos facultar o acesso à Saúde, Justiça, Educação ou Ensino Superior de qualidade, que nos sentiremos menos coagidos no exercício da nossa cidadania, que procederemos a uma melhor avaliação dos inócuos esforços de revitalização económica e consolidação das contas públicas pela via da despesa ou que teremos outra percepção sobre a total ausência de políticas verdadeiramente sociais, orientadas para aqueles que mais necessitam. E, se perceberem o impacto, breve mas importante, que este fenómeno pode ter para os lares do Continente e Ilhas, compreenderão ainda mais o que isto pode representar para a giesta lusitana espalhada pelos quatro cantos do mundo e, muito especialmente, para aqueles que vão receber a Selecção no seu País de acolhimento. A recepção do passado Domingo em Neuchatel não me surpreendeu. Vi-a já, tantas e tantas vezes, nos olhos turvos de muitos Portugueses de Toronto, de Nova Iorque, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Paris, de Sidney e de tantos outros pontos do globo. Dos que partiram há muito. Dos que ainda agora chegaram. Dos que queriam ficar. Dos que queriam voltar. Dos que venceram. Dos que esperavam mais. Dos que sofrem. Dos que triunfaram. De todos aqueles que, por mais estereótipos que se criem, vivem e sentem e sabem que não há amor como o primeiro.

11 internacional 11 O mundo terá que gastar cerca de 1,1% do rendimento económico global anual, nos próximos 40 anos, para reduzir para metade as emissões de CO2, em 2050, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). O que significa que é precisa uma revolução energética. breves Mundo necessita de uma revolução energética Europa beneficia com abertura do comércio mundial Cerca de 60% do investimento sobretudo de novas tecnologias terá que ser realizado nos países emergentes. O desacordo sobre quem vai pagar a factura tem feito com que alguns dos países em rápido desenvolvimento não assinem o protocolo de redução das emissões de carbono. Certo é que, se as coisas continuarem assim, em meados do século as temperaturas globais terão aumentado cerca de dois graus. Entre os países do G8, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e o Canadá já assumiram o compromisso de reduzirem as emissões para metade. De fora estão os Estados Unidos e a Rússia. A agência avisou que atingir tal objectivo implicará a construção de 32 novas centrais nucleares e turbinas eólicas por ano. Não será nada fácil alcançar valores tão ambiciosos, mas não menos necessários. Cada vez se juntam mais vozes a exigirem que a Europa chegue a um acordo antes do final do ano no que respeita à política agrícola comum (PAC). Afinal, a União Europeia parece ter mais a ganhar do que a perder com as negociações no âmbito da Organização Mundial de Comércio. Os empresários acham que a liberalização das exportações agrícolas e industriais, bem como a maior abertura do mercado dos serviços permitirá às empresas europeias reduzirem em 3% os custos de exportação. O que é muito se se tiver em conta a desvalorização do dólar. É verdade que a Comissão deu alguns passos para desarticular a PAC, mas, na realidade, foram muito tímidos. De notar que a abertura e a liberalização também possibilitariam o aliviar das pressões inflacionistas, uma das maiores preocupações neste momento. Muitas empresas acham que a liberalização já nem sequer é uma opção, mas uma necessidade efectiva. Efeitos da crise chegam às contas da Inditex Os efeitos da crise sobre o consumo chegam às contas da Inditex, detentora da marca Zara. Os analistas estão de acordo que o aumento das vendas, no primeiro trimestre, será o mais baixo em cinco anos. Mesmo assim, deverá ser superior a 10%, em termos de vendas, o que faz com que o grupo espanhol fique em melhor posição do que os concorrentes mais directos para fazer face ao ciclo recessivo. Os lucros da Inditex deverão registar um crescimento de oito pontos, sendo que alguns dos principais rivais já anunciaram Investimento estrangeiro cria mais emprego nos serviços descidas nas vendas, em especial devido às alterações do clima. A Inditex tem a seu favor um bom arranque em Fevereiro e Março. No entanto, a sua exposição ao mercado espanhol, onde o consumo está a baixar mais rapidamente, vai acabar por se reflectir nas respectivas contas. A empresa deverá ser forçada a rever a sua estratégia, ainda que tenha diversificado bastante os seus mercados. Por outro lado, também terá que rever os preços praticados, ainda que não sejam esperadas saldos generalizados. O investimento estrangeiro na Europa Ocidental criou mais empregos no sector dos serviços do que na inústria. tal aconteceu pela primeira vez no ano passado, uma evidência de que a região está a evoluir no sentido de uma economia com base no conhecimento. Cerca de 60% dos empregos criados estiveram relacionados, pelo menos em parte, com a actividade industrial. Isto significa que esta transição também acarreta riscos e desafios potenciais. Pode mesmo ser uma ameaça ao dinamismo da região. Não apenas porque os serviços tendem a criar menos postos de trabalho como os serviços existem para alguma coisa e essa coisa é a indústria. Muitos trabalhadores da indústria estão a ser desviados para a investigação, a consultoria de tecnologias da informação e serviços administrativos. Importa agora garantir que a indústria não se torne num deserto na Europa Ocidental. G8 apela à cooperação global no petróleo Os ministros da energia dos países mais desenvolvidos estão muito preocupados com o aumento continuado dos preços do petróleo. Querem que os produtores reforçem a produção e garantam maior transparência nos dados sobre os fornecimentos. O G8 considera que os preços elevados não têm precedentes e são contra os interesses dos consumidores e dos próprios países produtores. A OPEP é motivo de fortes críticas por parte da organização, cujos países produtores de petróleo garantiram mais investimentos para aumentarem a respectiva produção. De notar que estas nações, excluindo a Alemanha, estão a desenvolver uma campanha no sentido de se realizarem novos investimentos nucleares. Tudo isto a par de um maior enfoque na eficiência dos consumidores, quanto às questões energéticas. Já a China e a Índia não devem ser demonizados, o seu processo é normal, o mesmo sudeceu com outros países em desenvolvimento. O G8 continua a apelar à cooperação em termos globais. Mercado global de soluções ecológicas está em construção As questões ambientais representam um dos principais desafios a nível global, mas não é menos verdade que o aquecimento mundial também significa novas oportunidades de negócios. De facto, começa a ser construído um mercado global de soluções para fazer face às alterações climáticas. Os empresários estão mais conscientes dos problemas que se colocam, o mesmo sucedendo com a população, em geral. No próximo acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia deverá registar-se uma redução efectiva das respectivas emissões de dióxido de carbono. Por sua vez, a China e a Índia também deverão abrandar as suas emissões de CO2, o que significa que a tendência é para o desenvolvimento de um mercado global de soluções ecológicas, para redução das emissões, o seu armazenamento, a eficiência energética das renováveis. É verdade que se está perante um mercado emergente e que os fluxos de capitais estão a ir para várias direcções. Ainda não é sabido qual a energia que será preferida. Certo é que existem várias oportunidades e caberá agora aos agentes de mercado saberem tirar benefício das mesmas. Importante é que os empresários estão cada vez mais Portugal e espanha estão posicionados para se tornarem referências nas renergias renováveis conscientes desta situação e sabem que ir contra o ambiente poderá representar custos muito elevados. De salientar que, neste cenário, alguns sectores ficarão mais expostos, quer tendo em conta a sua actividade, quer as circunstâncias. As empresas que gozam da sua imagem de marca terão que ter cuidados acrescidos, de forma a aplicarem políticas ambientais. Por sua vez, as empresas pesadas ou com base na extracção de minerais poderão ver-se obrigadas a crescerem menos. Aquelas que se dedicam à venda de alimentos e produtos florestais serão afectada, caso se mantenha a escassez crescente a determinados recursos naturais. Os problemas para o mundo empresarial não se ficam por aqui. Alguns sectores, como é o caso da indústria automóvel, têm perante si novos desafios. É o que se pasa com as regulamentações, que fazem com que o impacto ambiental seja incorporado nos produtos, face à sua utilização por parte dos consumidoes. Além disso, as PME também poderão ver-se confrontadas com novas preocupações. É possível que os seus clientes exijam um respeito crescente ao nível ambiental. Os investimentos não serão poucos.

12 Espaço dedicado às Pequenas e Médias Empresas de Portugal 13 de Junho de 2008 Suplemento Nº138 BARÓMETRO PME* Todas as semanas, exprima a sua opinião no Portal das PME Resultados da semana de 03 de Junho de 2008: O PIB Nacional vai melhorar, piorar, ou estabilizar? Melhorar: 08% Piorar: 79% Estabilizar: 12% Tema em auscultação até 16 de Junho de 2008: O Governo deve ceder às reivindicações dos camionistas? Participe. Dê o seu contributo em: *Através deste barómetro pretende-se auscultar e conhecer a opinião e hábitos dos utilizadores on-line do Portal das PME, relativamente a temas da actualidade económica.

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14 14 pme Victoria Seguros promove Dia da Segurança Em Portugal, os atropelamentos e os acidentes com crianças em bicicleta causam cerca de cinco vítimas por dia. Só este ano já foram atropeladas mais de 26 crianças e quatro sofreram acidentes com bicicletas na estrada. A falta de civismo, de cuidado e atenção na condução são três problemas graves que afectam o nosso quotidiano. Os acidentes são cada vez mais uma presença constante que pinta de negro o cenário que percorre as estradas nacionais. Tendo estes aspectos em mente, a Victoria Seguros está a promover, entre 6 e 30 de Junho, o Dia da Segurança, iniciativa que pretende sensibilizar pais, professores e crianças para a problemática da segurança infantil. Durante esse período, cada delegação da Victoria Seguros vai receber, durante um dia, um técnico da Associação para a Promoção de Segurança Infantil (APSI), que responderá a questões sobre segurança das crianças, ao mesmo tempo que explica como se podem modificar comportamentos para evitar acidentes com crianças. Esta acção é dirigida não só às crianças, mas especificamente às pessoas responsáveis pela sua segurança pais, avós e professores. No total, são esperados cerca de 20 mil visitantes durante a campanha, explicou a Victoria Seguros ao Vida Económica. Assim, o Dia da Segurança vai percorrer Portugal de norte a sul, passando por cidades como Aveiro, a 9 de Junho; Viseu, a 13 de Junho; Santarém, a 18 de Junho; Beja, a 23 de Junho e Guarda a 26 de Junho, entre outras. Como oferta às crianças que participarem no certame, a Victoria vai oferecer um colete reflector. A iniciativa resulta da parceria A Vitória das Crianças, estabelecida entre a Victoria Seguros e a APSI, que entenderam ser importante reunir esforços e estabelecer um acordo para promover a segurança da população infantil e juvenil, revelou a mesma fonte. Ainda no âmbito da parceria estão também inseridas outras acções, entre as quais, a realização de dois workshops temáticos, até ao final do ano, para clientes e parceiros da Victoria Seguros. Sónia de Almeida PUB Vinhos Messias conquistam Grande Medalha de Ouro A Confraria dos Enófilos da Bairrada levou a cabo mais uma edição do Concurso Os Melhores Vinhos da Bairrada. Foi a 28ª edição, destinada a avaliar os vinhos na produção da colheita de A cerimónia da entrega de prémios realizou-se recentemente, no Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia. VIRGÍLIO FERREIRA VINHOS BRANCOS Adegas Cooperativas: Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Cantanhede Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro Empresas com vinificação própria: Medalha de Ouro: - Quinta do Encontro, S.A. Medalha de Prata: - Quinta da Aveleda, S.A. Medalha de Prata: - Caves do Solar de S. Domingos, S.A. Medalha de Prata: - Caves Primavera, S.A. Vitivinicultores Engarrafadores: Medalha de Ouro: - Quinta dos Abibes, Lda. Medalha de Ouro: - Quinta da Mata Fidalga, Lda. Medalha de Prata: - Graça Miranda, Casa de Saima Medalha de Prata: - Soc. Agrícola Colinas de São Lourenço, Lda. Medalha de Prata: - Artwine, Lda. VINHOS ROSADOS Empresas com vinificação própria: Medalha de Prata: - Aliança Vinhos de Portugal, S.A. Medalha de Prata: - Sogrape Vinhos, S.A. Vitivinicultores Engarrafadores: Medalha de Prata: - Soc. Agrícola Colinas de São Lourenço, Lda. VINHOS TINTOS Adegas Cooperativas: Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Cantanhede Empresas com vinificação própria: Medalha de Ouro: - Soc. Agríc. E Comercial dos Vinhos Messias, S.A. Medalha de Ouro: - Caves Primavera, S.A. Medalha de Prata: - Caves S. João Medalha de Prata: - Aliança Vinhos de Portugal, S.A. Medalha de Prata: - Caves do Solar de São Domingos, S.A. Vitivinicultores Engarrafadores: Medalha de Ouro: - Casa Sarmento Medalha de Prata: - Quinta da Mata Fidalga, Lda. Medalha de Prata: - Quinta dos Abibes. Lda. Medalha de Prata: -António Gilberto M. Costa GRANDE MEDALHA DE OURO: Vinho Tinto Syrah, da Soc. Agríc. Comercial Vinhos Messias, S.A.

15 pme 15 TransporLog 2008 debateu projectos para o Norte Intermodalidade rodoviária e marítima reduz custos de transportes Depois das duas primeiras edições em Lisboa, a Transpor- Log aportou, pela primeira vez, em Leixões. Tendo como palco o auditório Infante D. Henrique da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), este terceiro ciclo de conferências foi dedicado ao tema Transportes e Logística na região Galaico- Duriense: realidades e perspectivas. Tendo por assumida missão de fazer do Porto de Leixões uma referência para as cadeias logísticas da fachada atlântica da Península Ibérica, a APDL, representada por Amadeu Rocha, apresentou o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões. Este plano agrupa um conjunto de acções que têm como propósito aumentar a competitividade do porto através da consolidação e promoção da marca Porto de Leixões, da disponibilização de uma oferta de serviços de qualidade e ajustada às necessidades do mercado e do reforço das condições materiais, imateriais e de acessibilidade externa de apoio à sua actividade. Marca Porto de Leixões visa aumentar a competitividade. A tarde iniciou-se com o painel intitulado Operação Logística: Constrangimentos e Oportunidades no Transporte de Mercadorias, sessão que contou com a participação de Luís Rubido, da empresa Plisan, proprietária da Plataforma Logística de Salvaterra / As Neves, um investimento de 186 milhões de euros que futuramente disponibilizará, já em 2010 e mesmo junto à fronteira nacional, cerca de 420 hectares de área de armazenagem. Neste painel, foi ainda apresentado o mais recente projecto da Acciona, uma aposta na resolução dos cada vez maiores constrangimentos existentes à circulação rodoviária de veículos pesados, sobretudo ao nível social, meio-ambiental e económico, que aposta na intermodalidade entre transportes rodoviários e marítimos de curta distância. Deste modo, mantendo sensivelmente o mesmo tempo de percurso entre a Galiza e Paris, este sistema permite uma economia de custos ao nível dos combustíveis, libertando os veículos e os seus condutores para percursos de curta distância entre os portos e as origens e destinos finais. Finalmente, no Desenvolvimento e Competitividade Nacional: Desafios para o Norte, tema do painel de encerramento, Paulo Gomes, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), apontou para um padrão de mobilidade pouco evoluído, uma política municipal e intermunicipal de transportes urbanos insuficiente e, sobretudo, pela inexistência de estratégia regional em matéria de transportes. Fernanda Silva Teixeira Export Home conhece mais uma edição Promover o mobiliário continua a ser o objectivo Divulgar e promover a indústria portuguesa de mobiliário, iluminação, estofos e artigos para casa. É com este objectivo que se vai realizar, no próximo ano, de 3 a 7 de Março, mais uma edição, a 21ª, da Export Home. O momento é de unir esforços, tendo em conta as linhas prioritárias do sector: o impulso das exportações, o apoio no reforço da promoção internacional do mobiliário e a organização de actividades de massa crítica para os profissionais que expõem e visitam a feira, podemos ler em comunicado. E como? Aqui, os promotores da Export Home, a Exponor, claro está, falam da presença da organização nos principais certames internacionais, do reforço do programa hosted buyers este visa acolher, de forma especial, os compradores estrangeiros e ainda da criação de um espaço dedicado ao canal contract. Este visa criar pontes entre os expositores e os clientes institucionais e corporativos. Falando um pouco do historial desta feira, damos conta que, no ano passado, a Export Home foi visitada por, aproximadamente, 30 mil pessoas, mais de duas mil estrangeiras, estas últimas originárias de 20 países, com a Espanha à cabeça e a uma grande distância de outros Estados. Afinal, este país sozinho foi responsável por 1729 visitas. PUB

16 16 PME Responsável do projecto IFRA (GECAD) do ISEP fala do projecto apresentado ao Presidente da República Avaliar o risco de falência das empresas é importante para os bancos O que fizemos foi desenvolver um modelo inovador para treinar redes neuronais que faz com que elas errem muito menos. Conseguimos taxas de acerto para previsão de falência da ordem dos 90%, refere Armando Vieira. O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveu, pela mão do investigador Armando Vieira, um novo método, inovador em Portugal, que visa desenvolver ferramentas de análise de risco financeiro através de técnicas de machine learning (aprendizagem automática). O projecto, que também envolve o ISEG e as universidades do Minho e de Coimbra, foi apresentado ao Presidente da República durante o 4º Roteiro para a Ciência e deverá ser explorado pelo Banco de Portugal. Em entrevista à Vida Económica, o professor universitário diz acreditar numa boa aceitação por parte da banca portuguesa. Esperamos que [a visita do Presidente da República] nos abra algumas portas no futuro. Vida Económica Como é que o vosso trabalho surge inserido no 4º Roteiro para a Ciência do Presidente da República? Armando Vieira O senhor Presidente contactou o presidente do Instituto Politécnico do Porto que, por sua vez, foi procurar unidades desta escola com destaque na investigação, em particular na investigação aplicada. O GECAD (Grupo de Engenharia e Ciência do Conhecimento e Apoio à Decisão) foi, então, contactado. O Politécnico do Porto destaca-se nesta área, pois é dos poucos que possui bons grupos de investigação. O presidente do GECAD, professor Carlos Ramos, decidiu, então, convidar o meu grupo para apresentar o projecto em que trabalho, uma vez que esta é também uma área de interesse do Presidente da República. O projecto visa desenvolver ferramentas de análise de risco financeiro usando técnicas de machine learning (aprendizagem automática). O trabalho iniciou-se há cerca de 4 anos e foi financiado recentemente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, que o classificou como excelente. VE E como é que surgiu o projecto IFRA, dentro do GECAD? AV Há 10 anos atrás trabalhei no Instituto Tecnológico e Nuclear, em Sacavém, num projecto de caracterização de filmes finos usando técnicas de diagnóstico que envolviam redes neuronais. Durante esse projecto, desenvolvi um método para classificar espectros complexos de RBS (Rutherford Back Scattering). Como obtive bons resultados, decidi testá-lo noutro tipo de problemas difíceis. Um colega espanhol, da Universidade de Granada, forneceu-me uns dados sobre falência de empresas. Foi simples curiosidade científica, pois achei o problema interessante. Quantificar o estado financeiro de uma empresa é um problema difícil, pois envolve muitas variáveis e informação incompleta ou incorrecta. VE Os resultados foram interessantes? AV Sim, muito. Procurei, em Portugal, quem trabalhasse nesta área. O professor João Carvalho das Neves, do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), ficou interessado com os resultados, mas disse-me que a base de dados que estava a usar era de qualidade duvidosa. Como dava aulas no HEC, em Paris, daí a uns meses ligou-me a dizer que tinha um CD para mim. Eram dados muito mais completos do mercado francês. Antes estava a usar dados de centenas de empresas, ele trouxe-me milhares. Esses dados consistem em registos de cerca de 30 rácios financeiros que as empresas divulgam no final do ano para fins contabilísticos e estatísticos, desde o número de empregados, a liquidez, a dívida, o fundo de maneio, etc. Mal pude esperar por analisar aqueles milhares de números que, inicialmente, para mim pouco significado tinham. Mas era o desafio, daquilo que parecia um problema simples, que me fascinava e que era criar um algoritmo que separasse as empresas falidas das não falidas. Poderá ser traçada uma linha que separe com antecedência uma empresa em risco de falência de outra normal? VE E a que conclusões é que chegou? A quantificação que damos a cada empresa é essencial para o decisor financeiro avaliar o risco de crédito a empresas. AV Os algoritmos de ranking, usados pelos bancos para aferir o risco de crédito, são essencialmente lineares. Consistem em multiplicar um conjunto de coeficientes por meia dúzia de rácios. O número que aparece no final será, supostamente, uma medida do risco de incumprimento ou falência dessa empresa. Esta abordagem, embora simples, é grosseira, porque é incapaz de explorar relações mais delicadas entre as várias variáveis e, por isso, tem resultados fracos. No nosso universo de empresas, eles falham a detecção da falência de uma em cada quatro empresas. Mas as redes neuronais tradicionais também não fazem muito melhor. Daí poucos os bancos que as usam. VE E em que é que o vosso método se diferencia do já utilizado pelos bancos? AV O que fizemos foi desenvolver um modelo inovador para treinar redes neuronais que faz com que elas errem muito menos. Conseguimos taxas de acerto para previsão de falência da ordem dos 90%, ou seja, o modelo erra apenas uma em cada 10. É injusto dizer que fomos pioneiros na aplicação das redes neuronais ou Máquinas de Vector Suporte (SVM) à previsão de falências. Mas muitos desses trabalhos usam bases de dados muito menores que a nossa e apresentam melhorias menos significativas. VE Projectos portugueses? AV Ao que sei, não há nenhum trabalho de fundo de portugueses sobre este tema. VE Então a banca nacional está a trabalhar com os métodos lineares? AV Como já disse, a literatura existente não apresenta grandes vantagens das redes neuronais. Os resultados são apenas marginalmente melhores. Mas os resultados que reportamos num artigo publicado na European Accounting Review, Improving Bankruptcy Prediction with Hidden Layer Leaning Vector Quantization, mostram o contrário. Contudo, as redes neuronais têm uma grande O projecto IFRA do GECAD não envolve apenas o ISEP do Instituto Politécnico do Porto, mas também a Universidade de Coimbra e a professora Bernardete Ribeiro, a Universidade do Minho e o professor Gaspar Cunha e o professor João Carvalho das Neves, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), realça Armando Vieira, que critica severamente a escassa aposta dos institutos politécnicos na investigação científica. Nesta escola e nas outras ainda não se faz muita diferença entre quem investiga e quem não investiga. Consideram que a pessoa está lá para dar aulas e a investigação é um algo lateral, alerta o professor, sublinhando que não faz sentido ter ensino superior sem investigação. É que não pode ensinar a construir uma casa quem não as faz. Temos investigadores de qualidade e que deviam fazer a investigação aqui, e o GECAD é um bom exemplo de investigação dentro do politécnico, mas deviam ser mais e mais acarinhados, pois não é possível imaginarmos uma desvantagem: não são facilmente compreensíveis. É uma espécie de caixa negra e os bancos têm horror a caixas negras. Contudo, com alguma relutância, alguns já o estão a fazer. Sem querer estar com falsas modéstias, acho que o nosso trabalho poderá ser um ponto de viragem. VE A possibilidade de prever quando uma empresa pode falir é importante para os bancos. AV Claro. Os bancos usam essencialmente ratings para determinar a qualidade de um empréstimo, fornecidos por agências especializadas e calibrados para cada mercado. O spread aplicado depende essencialmente do risco associado ao empréstimo, que, por sua vez, é função da categoria atribuída por esses ratings. Porque, para os bancos, é vital saber a realidade financeira da empresa e, acima de tudo, quantificá-la. Nós não fazemos ratings, mas a quantificação que damos a cada empresa pode ser um ingrediente essencial para o decisor financeiro avaliar o risco de crédito a empresas. Temos já disponível um site, em versão beta [www.gecad. isep.ipp.pt/aires], onde as empresas podem testar os nossos modelos com os seus dados. VE Sei que tem já contactos com o Banco de Portugal. Estão interessados no vosso trabalho? AV O projecto tem um objectivo puramente científico. Embora seja aliciante criar um produto comercializável, mas não é simples. Sim, temos alguns contactos no Banco de Portugal. Mas em Portugal há uma desconfiança muito grande entre instituições e empresas em relação ao que se faz no mundo académico. Não há o hábito de fazer investigação partilhada. Em Dezembro passado, o Banco de Portugal deu-nos a garantia de ter acesso aos dados. Estamos à espera. Gostaríamos de aplicar o nosso método à realidade portuguesa. Contamos que no final do ano tenhamos os primeiros resultados. VE A visita do senhor Presidente da República ao ISEP não ajudou? AV Para já, deu maior visibilidade. Esperamos que no futuro abra algumas portas. TERESA SILVEIRA Não faz sentido ter ensino superior sem investigação escola superior sem uma dinâmica de investigação forte associada aos departamentos. E as empresas deveriam financiar esses projectos, como nos Estados Unidos, onde a Microsoft e outras têm linhas de apoio à investigação. Em Portugal o problema é estrutural e reincidente e a ciência ainda é vista como um fait-divers. Em entrevista à Vida Económica, Armando Vieira cita o exemplo chinês para lembrar como Portugal deveria privilegiar a ciência. Hoje a China não é só um país de manufactura, é um país de ciência. A China, diz o professor do ISEP, ou já ultrapassou ou está em vias de ultrapassar o Japão em termos de orçamento em I&D, porque eles têm consciência de que a ciência é a alavanca do desenvolvimento do país. É que só a ciência permite criar sinergias de inovação para desenvolver novos produtos. A ciência não é para curiosos queimarem neurónios. É a alavanca do progresso. TERESA SILVEIRA

17 PME 17 Fisco aperta cerco à não entrega de retenção na fonte e IVA de clientes A administração fiscal continua a apertar o cerco aos incumpridores. Está em funcionamento um novo sistema informático que sistematiza a instauração de inquérito criminal, em caso da não entrega reiterada ao Estado de importâncias retidas na fonte e de IVA recebido de clientes. Consiste num interface electrónico entre o Sistema de Contra-ordenações (SCO) e o Sistema de Inquéritos Criminais Fiscais (SINQUER). O sistema assinala as situações de prática reiterada das referidas infracções e cada serviço avalia a eventualidade de instauração de inquérito criminal. Segue-se a comunicação ao Ministério Público e a prática dos actos de inquérito por parte da DGCI. Antes da entrada em produção do sistema, cerca de 50 devedores foram notificados, numa última oportunidade para entregarem ao fisco as importâncias devidas. Estas ascendem a perto de 1,3 mil milhões de euros. Comportamento de pagamento das empresas degrada-se Há uma degradação efectiva no comportamento de pagamento das empresas. Os incumprimentos aumentaram cerca de 45% nos quatro primeiros meses do ano, face ao exercício anterior. Para a Coface, trata-se de um claro sinal do início de uma crise de crédito. A crise financeira transmitiu-se à economia actual através de dois canais, o da redução da procura americana, que afecta principalmente a América do Norte e os países e sectores virados para os Estados Unidos, e o de um acesso mais difícil ao crédito bancário. Acrescentam-se a estes factores a subida dos preços das matérias-primas e da energia, a valorização das divisas fora da zona dólar e uma forte concorrência. Fitness representa facturação de 330 milhões de euros anuais Realizou-se, no passado dia 4 de Junho, em Lisboa, o Primeiro Encontro Nacional de empresários e gestores do sector de Health & Fitness. Este evento, promovido pela Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP), pretendeu discutir o futuro de uma indústria que, a nível europeu, factura 21 mil milhões de euros anuais, face aos 12 mil milhões de euros registados no mercado futebolístico. De acordo com dados avançados pela IHRSA (International Health, Racquet and Sportsclub Association), a indústria europeia de fitness, em franco crescimento, é constituída por cerca de clubes, que empregam mais de colaboradores, servindo um universo de de praticantes, cerca de 7,9% da população. A Universidade pode e deve mostrar que é cada vez mais um parceiro do mundo empresarial, disse Miguel Trigo à Vida Económica. Encontro de Educação Corporativa Brasil/Europa reúne dirigentes dos dois países A Universidade Fernando Pessoa (UFP), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior do Brasil, a Associação Brasileira de Educação Corporativa e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, realizou esta semana, no Porto, o 1º Encontro de Educação Corporativa Brasil/Europa. A iniciativa, pioneira em Portugal, reuniu representantes de empresas da América Latina, de diversos organismos públicos e instituições de ensino superior do Brasil e empresários e gestores portugueses para debater estratégias para a internacionalização, a formação e o desenvolvimento de competências, a cooperação empresarial e os recursos humanos. Empresas como a Petrobrás, a Vale do Rio Doce, a Datasul, a Embraer, a ISVOR/FIAT, a TAM Linhas Aéreas ou a ACCOR Latin-America, marcaram presença no evento através de representantes ao mais alto nível, revelou a Universidade Fernando Pessoa. Portugueses estiveram representados, através dos seus dirigentes, a EFACEC, a FERPINTA, o Grupo Salvador Caetano, a AICEP e a Lexus Portugal. Em declarações à Vida Económica, Miguel Trigo, fundador e director do Gabinete de Projectos Estratégicos e Qualidade Organizacional da UFP afirma peremptório: Nós acreditamos na educação corporativa. As universidades corporativas nasceram nos Estados Unidos, a General Electrics foi a primeira, nos anos 50 do século XX, a ter este conceito, que nasceu porque a empresa achou que devia apostar na formação dos seus recursos humanos. Estima-se, aliás, que naquele país existam mais de duas mil. Mas foi no Brasil, onde a educação corporativa tem mais de 20 anos, que surgiu esta parceria com a UFP. O Brasil é um parceiro de excelência de qualquer organização portuguesa e esta relação potenciou que nós também fôssemos aprender com os melhores casos, porque estes projectos são uma mais-valia para as empresas. A UFP está, aliás, apostada em fazer parcerias com as associações empresariais para o ajudar a criar este tipo de iniciativas, porque a universidade pode e deve mostrar que é cada vez mais um parceiro do mundo empresarial. TERESA SILVEIRA UFP organiza universidade XL Ciente do fenómeno da globalização e da concorrência acérrima entre instituições de ensino superior um pouco por todo o mundo, a Universidade Fernando Pessoa (UFP) decidiu tentar minimizar o fenómeno. E, através do Gabinete de Projectos Estratégicos e Qualidade Organizacional, criado há cerca de três anos por Miguel Trigo, desenvolveu várias iniciativas, entre elas a universidade XL, no sentido de tentar chamar até à universidade os alunos do ensino secundário, para que nos possam conhecer. Tudo, claro, com o assumido objectivo de poder contar com a escolha desses alunos na hora de ingresso no ensino superior. Em declarações à Vida Económica, o responsável do gabinete faz notar que o número de alunos que chega às universidades está a decrescer em Portugal, fruto do menor número de nascimentos, mas, também, do reflexo do fenómeno do abandono escolar e da desmotivação em relação à escola por parte dos alunos do ensino secundário que tem vindo a verificar-se. Daí partiu a ideia da universidade XL, cuja primeira edição decorreu pela primeira vez em 2007, durante uma semana do mês de Julho, aproveitando aquele período em que os alunos têm mais tempo para vir até cá. Durante a XL os alunos escolhem as áreas com as quais pretendem tomar um contacto mais próximo e tentamos mostrar-lhes o que é ser, por exemplo, médico dentista, enfermeiro, o que é que poderá ser um curso de relações internacionais se eles optarem por ele. No fundo, diz Miguel Trigo, damos aos alunos a possibilidade de ter um contacto directo com uma profissão. TERESA SILVEIRA Bilhetes para WTCC já a venda Os bilhetes para a etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC na sigla em inglês), que este ano se vai disputar no Estoril no fim-de-semana de 12 e 13 de Julho, já foram colocados à venda pela organização, a cargo da Talento. São várias as propostas, desde os bilhetes VIP à venda na Talento e Unibanco, aos de paddock (para acompanhar o trabalho de box ) que estão disponíveis na Unibanco ou através da Ticketline. Além disso, como já foi anunciado, os bilhetes de bancada são gratuitos (máximo de seis por pessoa), estando os respectivos vouchers em distribuição no Autódromo do Estoril (lojas 11 e 13 da ACD- ME), no Auto Museu da Maia (Porto), e entre 1 e 13 de Julho, na exposição do evento no CascaiShopping. Vigo recebe duas centenas de expositores do sector da construção Vigo será, entre 26 e 29 de Junho, uma referência para o sector da construção. A SICO, Feira de Construção da Galiza, vai reunir mais de 400 empresas e 200 expositores de oito países, as quais representam mais de mil empresas espanholas e internacionais. Toda a fileira do sector da construção e do imobiliário está presente neste grande evento. Durante os quatro dias do certame estão previstos mais de cinco mil visitantes profissionais e 25 pessoas. A presença internacional vai sair reforçada. Entretanto, as jornadas técnicas vão abordar sobretudo temas relacionados com a subcontratação, o trabalho transfronteiriço e as novas regras em matéria urbanística. A feira tem lugar no recinto empresarial IFEVI, em Vigo. Mds cria área de responsabilidade civil e linhas financeiras Ana Cristina Borges é a nova contratação da mds, corretora de seguros do universo Sonae, para criação da área de responsabilidade civil e linhas financeiras. Também desempenhará funções ligadas às áreas do resseguro e compliance. A profissional transita do grupo Caixa Seguros, onde era responsável pelo gabinete de compliance. É licenciada em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. O objectivo é desenvolver centros de competências técnicas para optimizar os serviços e a consultoria prestada ao cliente.

18 18 pme Carlos Fortunato, responsável da MSF SGPS, moderadamente optimista Diversificação e internacionalização impulsionam resultados da MSF O maior peso nos resultados da MSF ainda resultam do sector da construção. No entanto, a empresa tem diversificado a sua actividade e reforçado o processo de internacionalização. Carlos Fortunato, presidente da comissão executiva da MSF, SGPS, em declarações à Vida Económica, revelou-se moderadamente optimista quanto à evolução na fileira da construção. Por via de uma gestão cuidadosa, o volume de negócios tem crescido a uma taxa média anual na ordem dos 20%, nos últimos cinco anos. No entanto, o exercício transacto foi surpreendente quanto aos lucros, os quais cresceram de oito para 20 milhões de euros. A realidade é que a MSF detém uma carteira de encomendas que totaliza mais de 900 milhões de euros, sendo que foram dados passos importantes na promoção imobiliária, através de sinergias com as outras actividades do grupo. Carlos Fortunato é um defensor da concentração no sector da construção. A aposta assenta, essencialmente, em duas vertentes. Por um lado, há a necessidade de diversificar a actividade. Os segmentos das concessões rodoviárias e do turismo assumem especial importância, no âmbito desta estratégia. A outra vertente tem a ver com a internacionalização. Estamos presentes em sete mercados e o objectivo, neste momento, é a consolidação da actividade internacional. Só depois é que estaremos em condições de avançar para outros mercados, adiantou Carlos Fortunato. O empresário, entretanto, não coloca de parte a possibilidade de uma eventual fusão. Sou apologista da concentração no sector da construção. Desde que existam condições para criar valor, estamos disponíveis para um fusão ou aquisição, sendo que a segunda hipótese é a preferida. Importante é que se verifiquem parcerias estáveis. Ambiente revoluciona sector imobiliário O mercado imobiliário nacional vai passar, muito em breve, por grandes alterações, em resultado da aplicação de directivas comunitárias. Estas vão revolucionar a forma de construir e os preços das habitações, foram as principais conclusões retiradas durante uma sessão de trabalho, organizada pela Escola Superior de Actividades Imobiliárias (ESAI) e a Associação de Industriais de Construção de Edifícios (AICE), sobre imobiliário e sustentabilidade. A partir do próximo ano, tudo o que for construído em Portugal terá que contemplar aspectos como o baixo consumo energético dos edifícios, a escolha de materiais reutilizáveis em novas construções, a qualidade do ar, a orientação solar, entre outras exigências de carácter ambiental. Naturalmente, os novos requisitos de sustentabilidade no imobiliário colocam desafios de formação e adaptação de muitos milhares de quadros do sector a uma nova forma de projectar, construir e promover. As associações e as escolas têm responsabilidades acrescidas nesta área. A ESAI está a lançar um novo curso em eco-construção e urbanismo sustentável, enquanto a AICE está a desenvolver esforços no sentido de esclarecer as cerca de seis dezenas de construtoras que representa, tendo em conta a melhor forma de integrar nas respectivas actividades a vertente sustentável. System Alliance Europe com facturação de quase dez mil milhões A rede de empresas transportadoras System Alliance Europe (SAE) aumentou em 6% o número total de consignações de todos os membros, tendo passado de 10,2 para 10,8 milhões. Um registo que correspondeu a cerca de 10,6 milhões de toneladas transportadas. O volume de negócios total aumentou de 8,6 para 9,5 mil milhões de euros. A rede de transportes e logística está a revelar um forte dinamismo, até porque é integrada por alguns dos maiores agentes europeus do sector. De acordo com os seus promotores, A Securitas Serviços e Tecnologia de Segurança facturou, no ano passado, 104,2 milhões de euros, o que se traduziu num acréscimo de 5%, face ao exercício anterior. A empresa espera crescer entre 6% e 7% no presente ano. O crescimento alcançado foi orgânico, através da conquista de novos clientes. A Securitas detém uma quota de 23% num mercado avaliado em cerca de 450 milhões de euros. A estratégia de segmentação foi determinante para os bons resultados. O grupo está organizado por segmentos de actividade e conta o sistema oferece serviço local, flexibilidade, inovação e capacidade de adaptação, criando soluções pan-europeias para os clientes. Ao integrar novos membros e estender os seus ramos em países como Dinamarca, Alemanha, Reino Unido, tem permitido à System Alliance consolidar a sua rede. Actualmente, conta com 46 parceiros, em 22 países, com um total de 154 ramificações. Através do sistema, há também ganhos ao nível dos custos, já que se juntam sinergias por parte dos diversos operadores de mercado. Securitas continua trajectória de crescimento com profissionais e soluções específicas para cada área de negócio, segundo Jorge Couto, administradordelegado da empresa. Relativamente ao ano em curso, estão previstos investimentos em soluções combinadas de segurança e novas ferramentas tecnológicas de apoio à actividade dos vigilantes. A empresa está atenta ao mercado e futuras aquisições são uma possibilidade. Existem também oportunidades de negócio no curto prazo, como a vigilância em estabelecimentos prisionais e escolas ou serviços de protecção à floresta. Nova marca chega ao mercado vinícola Vinho Quinta do Cume quer marcar a diferença O consumo de vinhos de qualidade não corre riscos. É neste cenário que o Douro deu uma nova marca ao mercado vitivinícola. A Quinta do Cume é um projecto com características diferentes das habituais, como explicou à Vida Económica o seu criador, Jorge Tenreiro, cirurgião de profissão, mas apaixonado pela terra duriense. O objectivo primordial foi a produção de vinhos de qualidade, numa área de apenas três hectares, e construção de uma adega própria, sendo que permite utilizar as técnicas mais recentes. Naturalmente, a marca Quinta do Cume teve a escolha de um enólogo francês, que escolheu o Douro para desenvolver a sua actividade profissional. Foi desenvolvido um vinho novo, que pretende ser diferente (o branco), e o rosé, este cada vez mais procurado, de acordo com os hábitos alimentares dos consumidores, explicou o agora empresário do sector dos vinhos. Numa primeira fase, a produção será limitada. Para este ano, cerca de duas mil garrafas de branco e apenas 1800 de rosé. A Quinta do Cume também vai integrar o tinto no seu portefólio, mas ainda se encontra em estágio. As perspectivas são bastante optimistas, tendo em conta que o vinho foi colocado nalguns restaurantes de referência da cidade do Porto e a adesão até acabou por surpreender, pela positiva, Jorge Tenreiro. A realidade é evidente: trata-se de um mercado que está em constante procura da inovação, sem descurar a qualidade. O vinho branco é monocasto, produzido a partir da casta nobre malvasia fina. Já o rosé é um vinho proveniente das castas tinta barroga e touriga franca. PUB Porto Lisboa

19 NEGÓCIOS E EMPRESAS 19 Nuno Almeida, responsável de Marketing da Saeco, afirma População portuguesa está mais caseira e exigente no consumo de café Temos conseguido alcançar todas as metas a que sempre nos propusemos, garante Nuno Almeida, responsável de marketing da Saeco Portugal, que completou, no passado mês de Abril, 12 anos de existência. De origem italiana, a marca é, actualmente, líder de mercado nas máquinas automáticas de café expresso para uso doméstico, não temendo a crescente competitividade gerada pela entrada de novos players no mercado português. Até porque - confessa - a concorrência é sempre salutar. Vida Económica Doze anos decorridos desde a vinda da Saeco para Portugal, como descreve o crescimento protagonizado pela filial portuguesa da empresa? Todas as metas foram alcançadas? Nuno Almeida A filial portuguesa da Saeco foi fundada numa altura em que apenas um número reduzido de portugueses possuía máquinas automáticas de café. Desde então, o mercado onde opera sofreu bastantes alterações positivas e gostamos de pensar que a Saeco foi um importante contributo para tal evolução. Os objectivos da empresa, esses, sempre foram, e continuam a ser, a satisfação dos clientes. Assim sendo, creio que, com a gama de produtos que temos e com a fiabilidade que as máquinas Saeco garantem, temos conseguido alcançar todas as metas a que sempre nos propusemos e continuamos a propor. distintas: Vending, Horeca, OCS e Doméstica. Qual destas áreas de negócio se revela a mais forte? NA O canal Vending e a área de uso doméstico têm sido, claramente, o core business da Saeco, contribuindo em igual dose para o sucesso e a notoriedade que a Saeco atingiu no mercado português. VE As máquinas automáticas de café expresso de uso doméstico da Saeco detêm, neste momento, a liderança de mercado português, apresentando uma quota de mercado de 50%. Como consegue a Saeco manter este posicionamento? NA Obviamente que a entrada de novos players aumentou a competitividade neste segmento, contudo, a concorrência é sempre salutar, uma vez que obriga a uma constante melhoria de processos algo que a Saeco desde sempre preconizou. Maioritariamente devido a essa constante melhoria de processos, que implica um enormíssimo trabalho por parte de todos os colaboradores e que resulta na fidelização dos clientes, a Saeco consegue manter esta quota de Mercado no segmento de máquinas automáticas. Concorrência obriga a uma constante melhoria de processos - afi rma Nuno Almeida. VE Qual é a estratégia competitiva da Saeco para 2008? NA A estratégia competitiva para este ano passa por continuar na vanguarda do design e inovação das máquinas de café, mantendo toda a tecnologia inerente a uma máquina Saeco. Só assim conseguiremos manter a Saeco como um dos principais actores deste mercado. VE O que sugere tal crescimento sobre os hábitos culturais e de consumo? NA O consumo de café há muito que está enraizado nos portugueses, quer seja pelo gosto, pelo vício da cafeína, ou pelo acto social em si. Ele surge associado à conversa, à confraternização, ao convívio Talvez esteja a ocorrer, no entanto, uma mudança, que se prende com o facto da população portuguesa estar mais caseira e exigente, preferindo degustar um café no conforto do lar, em detrimento de se deslocar a uma cafetaria, onde sem sempre existe a variedade de cafés a que se tem, nos últimos tempos, habituado. PUB VE Actualmente, a Saeco é a única marca da categoria a actuar em quatro áreas de negócio SAECO APOSTA EM I&D Cerca de 6% do total facturado pela Saeco Internacional é investido em Investigação & Desenvolvimento (I&D). Este critério será, segundo Nuno Almeida, fundamental para a liderança internacional em inovação da Saeco, que já conta com mais de 50 patentes. Efectivamente. A Saeco, desde a sua fundação, tem-se caracterizado por estar sempre à frente do seu tempo, sendo a aposta no departamento de I&D algo que sucede desde o início e que pretendemos manter. Nesse âmbito, tem cerca de 100 engenheiros no respectivo departamento, afirma. A Saeco Internacional não só mantém parcerias com a BMW Group Design que desenhou a nova gama de máquinas de uso doméstico, como também as mantém com a Brita, líder mundial de filtros de água. Estamos perante uma empresa adepta da partilha e da colaboração. A Saeco tem como preocupação encontrar sempre os melhores parceiros para as diferentes fases do desenvolvimento das máquinas e, evidentemente, isso revela-se um elemento diferenciador. A parceria com a BMW Group Design visou, claramente, a criação de uma linha de máquina com um design completamente diferente do que existe, habitualmente, no mercado. Já a parceria com a Brita foi mais um passo para que os cafés de uma máquina Saeco sejam os melhores do mercado, conclui. egovernment & ehealth 24 e 25 de Junho de 2008 Centro Cultural de Belém, lisboa Keynote SpeaKerS Carlos Zorrinho, Coordenador nacional da estratégia de lisboa e do plano tecnológico Carlos azevedo, Director de marketing na Unidade de negócios Corporate, optimus Jan Duffy, emea research manager for Government Insights & Health Industry Insights, IDC Companies patrocinadores PARTICIPAÇÃo especial PLATINUM KeyNoTe GoLD+ SILVeR InSCreva-Se JÁ! PLATINUM Para informações favor entrar em contacto com IDC Portugal Av. António Serpa, 36 6º Lisboa Tel.: Fax.: GoLD MeDIA PARTNeR

20 20 negócios e empresas Revelação feita durante a apresentação dos novos vinhos do produtor duriense Quinta do Portal quer crescer 15% em cinco anos A Quinta do Portal tem em curso uma estratégia de crescimento médio de 15% a cinco anos o que, segundo Castro Ribeiro, director financeiro da empresa, deverá ser conseguido através da conquista de novos mercados externos e, a nível interno, na aposta crescente no sector da grande distribuição. Em 2007, as exportações representaram 47% da facturação, perspectivando-se um crescimento sólido em O volume de negócios desta empresa duriense foi de 3,65 milhões de euros, devendo atingir os 4,4 milhões este ano. A sua actuação nos mercados externos passa pela diversificação de mercados, tendo em conta os segmentos em que pretende penetrar. O vinho do Porto está concentrado em mercados tradicionais mas tem um grande potencial de abertura de novos mercados para os vinhos DOC Douro, resume Castro Ribeiro. Leste da Europa, Ásia, países nórdicos, Brasil, Canadá e EUA afiguram-se como países onde esta estratégia pode ser aprofundada. Porém, nota aquele responsável, o Douro começa a ter uma projecção internacional própria com os seus DOC que não deveremos ignorar. No mercado interno, a grande aposta passa pelo crescimento da presença na grande distribuição. Actualmente é onde se joga tudo neste sector, revela, pois, ao nível das garrafeiras especializadas, restauração e canal Horeca já não temos muito por onde crescer. As superfícies comerciais de grande dimensão, mais do que preço de venda, exigem sobretudo grande nível de profissionalismo, nomeadamente no que toca ao cumprimento dos prazos de entrega, da dilatação dos prazos de pagamento ou da disponibilidade para estarmos presentes em feiras do vinho, esclarece Castro Ribeiro. Actualmente, as vendas da Quinta do Portal distribuem-se pelo vinho do Porto (55%) na sua maioria de gamas mais baixas e com grande potencial de crescimento nas categorias superiores. Os vinhos DOC Douro representam 35% das vendas e o moscatel do Douro cerca de 10%. Novos vinhos para mercados mais exigentes Estas foram revelações feitas no decurso da apresentação dos novos vinhos da Quinta do Portal, que teve lugar nas suas instalações em Sabrosa. Enquanto não fica concluído o projecto da nova adega, gizado por Siza Vieira, foram dados a provar os seus novos vinhos, entre os quais um inédito e inovador Colheita Tardia, do qual foram produzidas apenas 1500 garrafas. Para além deste, foram dados a conhecer o Quinta do Portal Branco 2007, elaborado com base nas castas Gouveio (40%), Viosinho (35%), Moscatel (15%) e Malvasia Fina (10%). O enólogo Paulo Coutinho explicou que foram produzidas 60 mil garrafas deste vinho que, à semelhança de todos os restantes inscritos na prova, pode ser incluído em dietas vegetarianas. O Portal Rosé 2007, foi elaborado com recurso a maceração a frio, resulta das castas Touriga Nacional (50%), Tinta Roriz (30%), Tinta Barroca (10%) e Touriga Franca (10%). O tinto Quinta do Portal Colheita 2006 foi obtido a partir das castas Tinta Roriz (65%), Touriga Nacional (20%) e Touriga Franca (15%). Finalmente, do Quinta do Portal Tinto Reserva 2005 ressalta a elegância e os aromas florais oriundos da Touriga Nacional, que compõe o lote em 70%, sem deixar de lado as notas de fruto e os taninos, presentes mas sem serem agressivos, da Tinta Roriz (20%), com presença de 10% de Touriga Franca. Marc Barros PUB Padouro comprada por investidor da construção vê pastelaria fechada pela asae A Padouro, empresa portuense de panificação que emprega mais de 130 trabalhadores, foi comprada esta semana por um investidor ligado à construção civil, Manuel José Madureira Mateus, administrador da empresa Mateus & Cerqueira, Sociedade de Construções, soube a Vida Económica de fonte ligada ao processo. A única proposta de compra, apresentada em carta fechada, ofereceu euros pela Padouro no seu todo, um valor abaixo da base de licitação 1,752 milhões de euros - fixada pelo Tribunal do Comércio de Gaia. Ainda assim, a comissão de credores da empresa, constituída pela Segurança Social, Fazenda Nacional, o Millennium BCP e dois trabalhadores, decidiuse pela venda ao referido investidor, com a condição de este assegurar todos os postos de trabalho. A cadeia de hotéis Mercure, do grupo Accor, levou a cabo a nona edição da Selecção de Grandes Vinhos Mercure. Através de provas de vinhos cegas, cerca de 30 provadores, entre enólogos, escanções, distribuidores e responsáveis de cada unidade hoteleira, escolheram 16 vinhos portugueses de um lote inicial de 148 vinhos submetidos a concurso. Foram vinhos de todas as regiões vitivinícolas nacionais que estiveram em concurso, os quais serão integrados na carta dos restaurantes desta cadeia através de um conceito inovador. Sem perderem a sua identidade regional, os vinhos são distribuídos segundo as categorias Frescos e Gourmet, tratando-se de vinhos com carácter, que transmitem uma ligeira sensação de frescura, Equilibrados e Elegantes, cuja harmonia é o culminar de um interessante conjunto de aromas e sabores que garantem o prazer dos que apreciam paladares delicados, Leves e Frutados e Encorpados e Distintos. Recorde-se que esta é a segunda edição do concurso de acordo com este novo conceito. Em 2007 foram submetidos a prova 317 vinhos. A carta de Grandes Vinhos Mercure possibilita, segundo João Araújo, director da marca, uma mais-valia nos seus restaurantes, pois, através do aconselhamento dos escanções que Depois de várias assembleias de credores, na última das quais foram rejeitadas duas propostas apresentadas pela administração da empresa, o Tribunal do Comércio de Gaia delegou no administrador Adélio Ramalho a gestão da empresa, assim como poderes para vender a Padouro pela melhor proposta. Coincidentemente, na data limite para apresentação de propostas para a viabilização da Padouro (quarta-feira desta semana), uma brigada de fiscalização da Agência para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) visitou um dos estabelecimentos de fabrico da empresa, na Praça 9 de Abril, no Porto, decidindo encerrar o estabelecimento e proibir a continuação do fabrico de pastelaria. TERESA SILVEIRA Mercure selecciona nova carta de vinhos cada unidade tem disponíveis, podem ser feitas as melhores ligações gastronómicas, sendo o vinho a estrela da refeição. O grande objectivo deste concurso é oferecer aos produtores com menor visibilidade mas que produzem grandes vinhos um canal de distribuição para vinhos a preços razoáveis. Concordando que a restauração exagera nas margens praticadas, os restaurantes Mercure escolhem os seus vinhos em função de determinados parâmetros de preços que possam ser considerados razoáveis para os consumidores e que não excedem os 16,5 ou 17 euros, preços estes para os vinhos de gama alta, aponta João Araújo. Para além disso, como já se verificou em anos anteriores, a presença destes produtores na cadeia Mercure pode ser uma forma de colocar os seus vinhos nas unidades desta marca em outros países, referiu. A Mercure tem em Portugal cinco unidades (Porto, Gaia, Lisboa, Figueira da Foz e Aveiro). João Araújo estima que as próximas unidades deverão ser criadas em regime da franchising. Marc Barros

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