Relatório e contas 2010

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1 Relatório e contas 2010 BANCO PRIVADO ATLANTICO 1 Relatório Anual 2010

2 Índice Mensagem do CEO Órgãos Sociais Estrutura Organizacional Missão, Visão e Valores Conquistas 2010 e Compromissos 2011 Gestão de Risco Marca ATLANTICO Capital Humano Banca Relacional Banca de Investimento Compliance Tecnologias Mecenato Social e Corporativo Enquadramento da Actividade Dados macroeconómicos Principais Indicadores & Resultados Resultados Financeiros Demonstrações Financeira e Notas Demonstrações Financeiras Notas às Contas Anexos Relatório Anual 2010

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4 mensagem do ceo Prezados Stakeholders do Banco Privado Atlântico, Os Resultados O ano de 2010 marca o início de um novo ciclo para o Grupo Atlântico. Concluídos quatro anos desde a abertura do Banco Privado Atlântico em Angola, os Accionistas do Atlântico aprovaram o Programa Estratégia Atlântico 20.15, que está assente num forte compromisso de excelência e rigor para com os nossos Accionistas, com o Banco Central, com os nossos Colaboradores, com a Comunidade e naturalmente os nossos Clientes. Prezados stakeholders, Esta renovação de compromisso e ambição visa assegurar que esta Casa Bancária antecipe e se prepare para o novo paradigma de desenvolvimento económico mundial, composto por factores de instabilidade e de incerteza sobre a evolução económica das principais economias mundiais. Observamos progressivos riscos de regressão nas economias desenvolvidas, com impactos na nossa economia, pela incerteza sobre o preço dos principais produtos exportadores. Este ambiente de instabilidade afecta os mercados onde operamos, afecta os nossos clientes e consequentemente, afecta a nossa Casa Bancária. O Programa ATLANTICO permitirá reforçar a resiliência e a preparação do Atlântico para estes novos desafios. Entre outras acções em curso, destacamos que: - Estamos a alargar os horizontes de actuação no território nacional (investindo na expansão da rede de centros de negócio para 2012) e internacionalmente (prosseguimos no processo de presença multigeográfica). - Continuamos a inovar e alargar as fontes de proveitos (através da construção de novas fábricas de produtos tais como os fundos de investimento, como fontes alternativas de poupança, o canal de banca por telefone para chegar a mais clientes, soluções de desconto tipo factoring para as empresas, entre outras). No ano de 2010, o Atlântico obteve resultados líquidos de 43 milhões de Dólares Americanos, um crescimento de 13% face ao ano anterior e uma rentabilidade dos capitais próprios de 24,4%. O volume de negócios no final de 2010, situou-se próximo dos 2 mil milhões de dólares. O ano caracterizou-se por uma situação de redução da liquidez, com impacto na cedência de crédito à economia real. Ainda assim, o Banco Atlântico aumentou o seu compromisso com o financiamento da economia, tendo crescido acima da média nacional de 40%. Salientamos o compromisso dos nossos Accionistas perante o Mercado, a quem deixamos uma nota especial de agradecimento, pelo facto de que, desde a origem do Atlântico, terem decidido reinvestir os resultados no aumento dos fundos próprios, colocandoos à disposição do financiamento da economia nacional. Deixamos também uma nota especial aos nossos profissionais por terem assumido para si, o espírito 20.15, assumindo uma cultura de permanente inquietude, traduzida diariamente no empenho em gerar valor adicional para os nossos clientes, em contribuir para a melhoria continua da eficiência da nossa actividade. Acreditamos que os desafios de 2010 se manterão em Com a implementação do em curso, enfrentaremos este ambiente de complexidade ainda com mais resiliência, com espírito positivo, construindo as oportunidades de geração de valor para o nosso Banco, as Famílias e as Empresas que servimos. Às autoridades Governamentais e de Supervisão, o Conselho de Administração expressa o seu agradecimento pelo fortalecimento das condições legais e de confiança que permitem operar de forma estável e segura na geração de valor. Muito Obrigado a todos os Stakeholders, pela confiança, pela inspiração, pela referência. Continuaremos a trabalhar para a Honrar com as Vossas Expectativas e Exigências. - Continuamos o processo de investir na intercepção empresarial geradora de valor acrescentado para a economia, através do reforço das sinergias entre geografias onde operámos e através do fomento aos projectos empresariais de referência nas área da indústria, requalificação urbana e da produção de energia. Carlos José Da Silva Presidente CEO 4 Relatório Anual 2010

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6 Orgãos Sociais Conselho de Administração Presidente Carlos José da Silva Vice-Presidente Não Executivo Baptista Muhongo Sumbe Administradores Paulo Manuel da Conceição Marques Mário Jorge de Carvalho Almeida Mário Jorge Faria de Cruz Isménio Macedo Administrador Não Executivo António Victor Martins Monteiro Mesa da Assembleia Geral Presidente António João Assis de Almeida Vice-Presidente Augusto Costa Ramiro Baptista Secretário Legal Rui Ferreira Conselho Fiscal Presidente José Maria Francisco Wanassi Vogais Efectivos João Manuel Pedro Deloitte Portugal Vogais Suplentes Deloitte Angola Assessores do Conselho Moacir Daniel Carrolo Araújo Compliance Officer Rui Ferreira 6 Relatório Anual 2010

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8 estrutura organizacional Gabinetes e Direcções Gabinete Jurídico Gabinete de Negócio Institucional Gabinete de Organização, Métodos e Projectos Gabinete Estratégico de Negócio Gabinete do Presidente do Conselho de Administração Direcção da Banca de Empresas Direcção da Banca Transaccional Direcção da Banca de Investimento Direcção de Capital Humano Direcção de Contabilidade & Controlo de Gestão Direcção de Rede de Centros Direcção de Crédito Direcção de Auditoria Direcção de Middle Office Direcção de Marca e Comunicação Direcção de Mercados Financeiros Direcção de Património e Logística Direcção de Private Banking Direcção de Mecenato Social e Corporativo Direcção de Tecnologias Risk Office Compliance Office Secretariado 8 Relatório Anual 2010

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10 missão visão e valores Uma referência em Angola, respeitados no mundo O BANCO PRIVADO ATLANTICO assume o compromisso de ser uma instituição de referência no sistema financeiro angolano, respeitada no mundo pela excelência do serviço aos clientes, pela criação de valor para os seus accionistas, pela atitude perante a vida e as carreiras dos seus colaboradores e pelo sentido de responsabilidade social corporativa, comprometido com o desenvolvimento económico sustentado, em ordem à criação de riqueza interna. A Visão do BANCO PRIVADO ATLANTICO é a de Ser o melhor banco de relação privada em Angola, Ser o melhor Banco de Investimento de Angola no Mundo e Ser no Mundo o Banco de Investimento que melhor conhece Angola, tendo sempre por base os valores fundacionais da marca: segurança nas operações, rigor, sigilo e inovação. 10 Relatório Anual 2010

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12 Conquistas 2010 e Compromissos 2011 Conquistas 2010 Em consequência do compromisso de mensurar e avaliar as metas, desafios e resultados da nossa casa bancária, o exercício 2010 ficou marcado pela divisa medir eficiência e gerar valor. Durante o referido período o ATLANTICO estabeleceu e alcançou as seguintes metas: - Inauguramos uma sede à dimensão dos desafios do novo decénio - Prosseguimos uma estratégia, iniciada em 2009, de expansão multigeográfica através da consolidação da presença em Portugal e do estudo e análise de cenários prospectivos de expansão em geografias relacionadas com os principais fluxos de negócios da economia angolana - Definimos e desenhámos o ATLANTICO 20.15, um plano estratégico de desenvolvimento e expansão do nosso negócio bancário a 5 anos - Desenvolvemos e implementamos um modelo de avaliação de desempenho transversal à área financeira do Grupo - Iniciámos programas individuais de desenvolvimento de líderes: PDI - Programa de Desenvolvimento Individual, convencidos do papel do conhecimento no desenvolvimento e sucesso da gestão - Desenvolvemos vários programas de formação de equipas, com destaque para as equipas comerciais - Implementámos uma Direcção de Risco (Risk Office) com responsabilidades em sede de aferição dos riscos globais de crédito, de liquidez, de mercado e operacional. - Estabelecemos e afirmámos um Gabinete de Organização e Métodos - Redefinimos a função da Direcção de Mecenato e Responsabilidade Social, como ferramenta destinada a criar hábitos e dar critérios às crianças e aos jovens - Criámos o ATLANTICO Research Center, entidade responsável pela pesquisa e investigação das economias dos mercados onde o Banco opera levando-o a definir a sua estratégia em conformidade com tal análise - Participámos no processo de constituição da Academia Millennium - Alcançámos um resultado líquido de 42,6 milhões de dólares 12 Relatório Anual 2010

13 Compromissos 2011 O crescimento que o Banco Privado Atlântico registou nos últimos quatro anos, em geral, e no ultimo exercício em especial, o prestígio e respeitabilidade granjeados no mercado angolano e perante parceiros internacionais, impõe-nos o desafio e a responsabilidade de, por um lado, estar a altura das expectativas geradas, superar as metas anteriormente alcançadas e, por outro lado, reforçar o carácter do ATLANTICO como máquina capaz de fazer face às mudanças que nos impõe o incremento do índice de competitividade do mercado em virtude da entrada de novos players e do aumento do nível de sofisticação e exigência dos clientes. - Concluir o processo de criação de uma plataforma inovadora de criação de produtos e serviços, bem como de uma área de research do grupo - Estar presentes nos principais projectos de investimento à economia angolana - Conquistar mais de seis mil clientes até 31 de Dezembro de 2011 tendo em vista a meta de 50 mil clientes a 31 de Dezembro de 2015 Deste modo, para o exercício de 2011 o ATLANTICO definiu os seguintes compromissos: - Crescer os resultados 20% face aos resultados alcançados em Consolidar a posição estratégica do Banco como entidade de matriz mista: de banca relacional e banca de investimento, reforçando e aprimorando as competências na componente diferenciadora do seu modelo - a banca de investimento - Prosseguir o processo de expansão multigeográfica, assumindo uma posição de relevo no continente e no Mundo baseado naquilo que convencionamos designar a estratégia do losango, contribuindo deste modo para o crescimento de Angola por via da iniciativa privada - Contribuir para o processo de bancarização da economia angolana através do crescimento dos seus canais de distribuição - os Centros ATLANTICO tendo em vista a cobertura geográfica de parte significativa de Angola até Aperfeiçoar os mecanismos de planeamento e monitorização das actividades dos diferentes pelouros - Melhorar a comunicação entre áreas e entre as diferentes unidades do grupo. Aprimorar o modelo de governação corporativa - Diversificar os meios de captação e alocação de recursos, através da criação de uma sociedade gestora de fundos - Constituir sociedades de leasing e factoring com vista a oferecer meios alternativos de crédito e de gestão de tesouraria das empresas - Conferir ao ATLANTICO a dimensão de Banco nacional com presença multigeográfica, posicionando-se nas geografias com relação comercial e financeira com Angola 13 Relatório Anual 2010

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15 Gestão de risco A função de risco, ajustada à visão e estratégia do ATLANTICO, procura de forma transversal, identificar, avaliar, acompanhar e controlar todos os riscos com impacto materialmente relevante à actividade do Banco, nomeadamente o risco de crédito, de mercado e o risco operacional. Um sistema adequado de controlo e monitorização dos riscos a que o Banco está exposto permite proteger e criar valor para a Instituição, assim como apoiar a gestão e cumprir com a regulação em vigor. Nesse sentido foi criado o Risk Office (RO), elemento chave no sistema de controlo interno do Banco e facilitador do processo de decisão. O RO tem como funções primordiais assegurar a aplicação das políticas e respectivos procedimentos, produção de informação atempada para um controlo e acompanhamento integrado e correcto dos riscos, bem como um reporte e aconselhamento regular ao Conselho de Administração. Este órgão desempenha o seu papel de forma independente face às áreas funcionais, salvaguardando a sua isenção e abstenção de qualquer conflito de interesses no exercício da sua função. O ano de 2010 marcou um reforço muito significativo da função de gestão de risco no ATLANTICO, materializado nas alterações ao nível da estrutura interna que fortaleceram o governance do Banco e no conjunto alargado de melhorias processuais que foram introduzidas no âmbito dos mecanismos de controlo da actividade e do reporte ao Conselho de Administração. Como principais desenvolvimentos durante o ano de 2010, destacam-se os seguintes: - Criação de uma Direcção, o Risk Office, com responsabilidade de gestão do risco global - Criação da Direcção de Crédito e Rating, permitindo a autonomização do processo de análise na concessão de crédito - Redefinição do perfil de risco da instituição, fixando os princípios gerais de gestão e controlo dos riscos, reflectindo os objectivos definidos no âmbito da refundação - Reformulação do comité ALCO (Assets and Liabilities Committee) que visa reunir mensalmente, com a presença dos membros do Conselho de Administração, objectivando o controlo e a gestão do risco global da Instituição - Implementação de um conjunto de melhorias ao modelo de reporte interno por forma a melhorar a informação de suporte à tomada de decisão do Conselho de Administração - Adopção de um sistema operativo para congregação da informação a ser reportada à Central de Risco de Crédito do BNA - Criação de Fichas de reporte de ocorrências do Risco Operacional 15 Relatório Anual 2010

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17 marca atlantico O uso dos dois hemisférios do cérebro Verticalidade Ética Equilibrio Segurança we you rigor razão sigilo método análise emoção afecto visão inovação síntese Valor Relação Global Conhecimento Isto é PHI 2010 foi para o Banco Privado Atlântico um ano da mudança. O Mundo Mudou, os Mercados Mudaram, As Certezas Mudaram, As Exigências Mudaram e, consequentemente, o preparou-se para responder a esta nova realidade do Mercado e do Mundo. Para o Banco Privado Atlântico, a sua Marca sintetiza a Sua Cara, a Sua Cultura, os Seus Valores os Seus Compromissos perante o Mercado. A marca ATLANTICO distingue-se pelo modelo de negócio inovador, pela ética e profissionalismo das pessoas, pela segurança das operações e pela capacidade de concretizar o sonho. Um sonho de desenvolvimento para Angola e também para os empreendedores de todo o mundo interessados em investir em Angola, um sonho de crescimento sustentado, baseado nos factores decisivos como o trabalho, a vontade, a integridade, o conhecimento e a persistência. A marca ATLANTICO é, acima de tudo, uma marca que é feita de relações. De relações de confiança e afinidade, de relações sólidas e transparentes. Ser é ser PHI, símbolo de valores, de relação e de conhecimento global. ATLANTICO é o nosso nome. 17 Relatório Anual 2010

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19 capital humano 2010 representou um ano em que as políticas de Capital Humano ganharam maior profundidade, ao mesmo tempo que a dimensão da Equipa acompanhou e sustentou o crescimento do ATLANTICO, contribuindo para a criação e reforço de uma Equipa sólida, alinhada com os objectivos estratégicos da Instituição e fortemente envolvida na cultura ATLANTICO. Face a 2009, a Equipa ATLANTICO registou um crescimento de 47%, passando de 178 para 263 Colaboradores. Este foi o maior crescimento que o ATLANTICO registou desde o início de actividade, em O ATLANTICO acredita desde o primeiro momento que a Feminino Masculino diferença está nas Pessoas, pelo que aposta fortemente no desenvolvimento das suas Equipas, investindo em formação, identificando, reconhecendo e retendo Colaboradores com um elevado potencial. Só com uma Equipa com as elevadas competências, altamente motivada e envolvida podemos dar corpo às nossas ambições e aos nossos objectivos corporativos. No ATLANTICO estimulamos a criação de conhecimento, como tal, o desenvolvimento profissional, a mobilidade entre Equipas e a promoção das competências representa uma forte aposta Em 2010 foram promovidas aproximadamente horas de formação, realizadas a nível nacional e internacional, representando um investimento aproximado de USD. Em média, o ATLANTICO formou 1 Colaborador por dia. O ATLANTICO comple tou 4 anos de actividade e a antiguidade média dos Colaboradores é de 3 anos. Em 2010, 20% dos Colaboradores foram envolvidos em 0 Número de Colaboradores processos de mobilidade e de promoção. Estes indicadores significam o nosso empenho em fazer crescer as nossas Pessoas, o nosso contributo activo para o desenvolvimento de quadros técnicos e de líderes angolanos. No estudo de clima organizacional promovido em 2010, o índice de satisfação global foi de 80%, de onde destacamos que o trabalho em equipa e a missão e valores como os aspectos que mais se destacam. Em 4 anos de actividade somos já uma Equipa sólida e comprometida com os valores, os princípios e a cultura ATLANTI- CO. No entanto, a nossa ambição e a nossa inquietude leva-nos a estabelecer objectivos cada vez mais exigentes. 19 Relatório Anual 2010

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21 banca relacional Segmento Private Segmento ATLANTICO A diferenciação do segmento PRIVATE no ATLANTICO faz-se pela excelência no serviço, garantindo um elevado nível de segurança, com confidencialidade e sofisticação técnica. Efectuamos uma abordagem integrada das diferentes necessidades patrimoniais do nosso Cliente, com o acompanhamento personalizado da Sua Carteira, apresentando soluções e propostas específicas de investimento, inovadoras e criativas, especializadas ao seu perfil. No PRIVATE disponibilizamos serviços financeiros e de investimento exclusivos e especializados que têm como objectivo potenciar ao máximo o valor patrimonial, mobiliário e imobiliário, nacional e internacionalmente, dos nossos Clientes, criando soluções à medida das suas necessidades, em Angola e nas geografias em que o ATLANTICO actua: pensamos global, actuando localmente. De igual modo, temos a capacidade técnica de estruturação financeira para assessorar os nossos Clientes em Projectos de Investimento, em estreita coordenação com a Banca de Investimento, a Sala de Mercados e o segmento CORPORATE. A nossa Missão é a de consolidar a nossa presença no sentido do termo privado, que alude ao sigilo bancário, maximização da rentabilização da Carteira de Activos, através da alocação cuidadosa dos recursos ou bens, através da excelência no serviço, garantindo um elevado nível de segurança, com confidencialidade e sofisticação técnica. O Segmento ATLANTICO direcciona-se para clientes que valorizam a personalização do atendimento por um gestor de cliente. Cada cliente tem ao seu dispor um serviço personalizado e exclusivo, que identifica e propõe soluções tailor made, numa actuação assente em critérios de proximidade e proactividade, geradoras de relações sólidas. O atendimento é realizado nos nossos Centros ATLANTICO, onde privilegiamos a discrição, o conforto e a confiança. O nosso modelo de Banca Relacional assegura a diferenciação também pela oferta de produtos e serviços inovadores, nomeadamente na gestão do quotidiano, soluções de poupança e investimento, operações de financiamento, bem como soluções de protecção e segurança dos seus bens. Com o objectivo de reforçar o compromisso com os nossos clientes, apostamos na criação de ofertas que melhor se adequam aos empreendedores, executivos assim como os mais jovens em início de carreira. Mantendo o princípio de prestar um serviço de excelência em Angola e no Mundo, investimos num plano de formação multidisciplinar, para toda a Rede. Em linha com a estratégia de valorização das necessidades dos nossos clientes e com o processo de desenvolvimento de Angola e seus agentes económicos. O ATLANTICO tem em curso um plano de expansão que visa a cobertura geográfica de todo país, promovendo a aproximação do serviço ao cliente. 21 Relatório Anual 2010

22 Segmento Banca de Empresas Em 2010, por sermos um banco de relação ajustámos o nosso modelo comercial no segmento empresas. Fizemos uma análise pormenorizada da nossa carteira de clientes empresa separando-a em dois grandes grupos: Pequenas empresas e Médias e Grandes empresas. O primeiro grupo passou a ser exclusivamente gerido nos Centros ATLANTICO por gestores dedicados, enquanto o segundo passou a ser acompanhado pela Direcção da Banca de Empresas cuja estratégia comercial assenta em dois conceitos base: análise pormenorizada do cliente e aumento do envolvimento e rentabilidade por cliente. O acompanhamento comercial diferenciado permitiu-nos delinear estratégias por tipologia de empresa e responder com mais eficácia. Passámos a oferecer uma variedade de produtos financeiros, desde os mais simples aos mais estruturados, criando internamente uma dinâmica de criação de produtos adaptados às necessidades das médias e grandes empresas angolanas e internacionais que são clientes do ATLANTICO. 22 Relatório Anual 2010

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24 Banca de Investimento O ATLANTICO tem como Visão ser o melhor Banco de Investimento de Angola no Mundo bem como ser, no mundo, o Banco de Investimento que melhor conhece Angola. Para tal, buscamos a excelência em todos os projectos em que participamos, posicionando-nos como um verdadeiro parceiro dos nossos clientes, partilhando riscos e sucessos. No desenvolvimento da nossa actividade, a Banca de Investimento tem focado a sua energia na diversificação do tecido económico num conjunto alargado de sectores e de serviços. Actuamos num leque alargado de sectores considerados estratégicos, tais como Energia, Infra-estruturas, Indústria Transformadora e Imobiliário, assessorando empresas, empreendedores, entidades governamentais e Instituições Financeiras, oferecendo serviços de Corporate Finance, Project Finance, Structured Finance e Private Equity. O ambiente de recuperação ocorrido em 2010 traduziu-se num aumento da actividade económica e num aumento de novos projectos. A Banca de Investimento assessorou e financiou um conjunto alargado de projectos em diversos sectores levando a um acréscimo de receita e alargando o portfólio de clientes e sectores onde actua. Os projectos que assessorámos e financiámos, levarão a uma maior diversificação da economia, gerará emprego e crescimento económico e desenvolvimento social. Antevemos para 2011 uma continuidade da dinâmica de crescimento económico de Angola que irá ter reflexo na actividade da Banca de Investimento. Mantemos o compromisso de busca de excelência no nível e qualidade de serviços prestados pelas nossas equipas especializadas no acompanhamento aos nossos clientes, assegurando o rigor e a discrição. 24 Relatório Anual 2010

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26 Compliance 2010 foi um ano rico em matéria de Compliance para o sector financeiro angolano e para o nosso País em geral. Com efeito a Assembleia Nacional aprovou a Lei expressamente consagrada ao tema da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. De igual modo o País ratificou a Convenção das Nações Unidas Sobre o Crime Organizado Transnacional. Tais medidas foram bem recebidas a nível internacional, especialmente ao nível do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) que encorajou o prosseguimento dos esforços encetados e recomendou a sua continuação através da criminalização adequada do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo; o estabelecimento de uma Unidade de Inteligência Financeira - já efectivada -; o estabelecimento e implementação de quadro legal adequado para a identificação, perseguição e congelamento de activos associados ao terrorismo; e a ratificação da Convenção das Nações Unidas sobre a Supressão do Financiamento ao Terrorismo. A nível interno o ATLANTICO prosseguiu a sua missão, iniciada em 2007 com a criação do primeiro Gabinete de Compliance num Banco angolano, reforçando, face ao nível de crescimento da organização, o seu zelo no cumprimento da lei e de todas as normas e regulamentos internos e externos, por parte das estruturas funcionais e de todos os colaboradores do Banco, tendo em conta o disposto na nova Lei 10/12 de 9 de Julho e na obrigação imposta pelo BNA às instituições financeiras de criar mecanismos de controlo interno e controlo do Branqueamento de Capitais, preconizado no Aviso do Banco Nacional de Angola n.º 1/98 e na Lei 12/10 de 09 de Julho. Nos termos do referido enquadramento legislativo, foi continuada a missão iniciada em 2009, tendo em vista a implementação no Banco Privado Atlântico de um sistema de controlo interno e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, em consonância com as recomendações internacionais, nomeadamente do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), do Comité de Supervisão Bancária de Basileia e do GAFI. Pretende-se, com este processo, que o sistema de controlo interno implementado seja um instrumento de apoio à gestão, incorporando uma cultura de Compliance, alargada a todos os colaboradores, de forma a ser garantido que cada colaborador do Banco cumpre adequada e eficazmente todas as obrigações legais e comportamentais, nomeadamente no que respeita à gestão dos riscos implícitos ao desenvolvimento da sua actividade e tendo como objectivo final de desempenho a materialização de ganhos reputacionais de eficiência e eficácia. 26 Relatório Anual 2010

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28 Tecnologias Durante o exercício de 2010 o ATLANTICO reforçou a sua contínua aposta nas tecnologias de informação de maneira a aumentar a proposta de valor aos nossos clientes e a reforçar o rigor da segurança operacional. O ano de 2010 foi marcado fundamentalmente pela crescente inovação do Banco Central com a introdução do novo plano de Contas CONTIF, que levou à materialização de um conjunto de desenvolvimentos informáticos ao nível do Sistema Central do Banco, e pelo lançamento do projecto da nova Central de Risco de Crédito, projecto informático que o ATLANTICO encara como prioritário face aos benefícios inequívocos que trará ao Sistema Financeiro como um todo. No final de 2010 foram lançadas também as bases de um conjunto de projectos informáticos que se materializarão durante 2011 e que têm como principal objectivo elevar a qualidade de atendimento aos nossos clientes nos canais não presenciais bem como continuar a imprimir eficiência e segurança operacional ao banco na sua transversalidade. 28 Relatório Anual 2010

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30 Mecenato Social Corporativo A Responsabilidade Social é, no ATLANTICO, um tema de extrema importância porque é o nosso compromisso de sempre com a comunidade. Envolve todos, desde o Conselho de Administração a todos os colaboradores das geografias onde estamos presentes (Angola e Portugal). O ATLANTICO está permanentemente interessado na criação de valores para os seus colaboradores, clientes e comunidade. A responsabilidade social do ATLANTICO abrange várias áreas, designadamente a educação, o desporto, a cultura, a saúde e o meio ambiente. Para tangibilizar e melhor levar a cabo as acções de responsabilidade social, o ATLANTICO implementou em 2008 o projecto LOGOS (Luanda Organizing Game On The Street), que tem como propósito principal contribuir para a criação de valor junto das comunidades através do desporto, possibilitando a que jovens de famílias mais desfavorecidas possam fazer escolhas positivas para as suas vidas. Para facilitar a interacção com as comunidades, o ATLANTICO criou três centros, através de parcerias, onde os jovens participam e interagem. No ano de 2010 trabalhamos na continuidade da consolidação do projecto LOGOS, que é a evidência do compromisso assumido pelo ATLANTICO com as comunidades. O projecto LOGOS contou com jovens que no dia-adia, receberam valores transmitidos por 36 Monitores e Líderes Comunitários que colaboram directamente com o projecto. Estes valores foram transmitidos através da prática de diversas modalidades desportivas, nomeadamente, o futebol, basquetebol, andebol, futsal, karaté e actividades culturais (dança, música e teatro). Através do projecto LOGOS, o ATLANTICO contribui para a formação de homens e mulheres, promovendo nos jovens a construção da boa relação, o espírito de equipa, a liderança, a proximidade, a paixão, a competitividade, a solidariedade e a vida saudável. A visão de responsabilidade social no ATLANTICO é transversal. A sustentabilidade ambiental é um tema que nos preocupa. Por isso, numa acção de voluntariado, envolvemos os nossos colaboradores numa actividade que resultou na plantação de 320 árvores no município do Cazenga, província de Luanda. O grande ganho desta acção foi o facto dos nossos colaboradores perceberem o contributo que deram para a melhoria do paisagismo daquela comunidade, mas, acima de tudo, para a preservação e equilíbrio do meio ambiente. A solidariedade também está presente no seio do ATLANTI- CO. Neste âmbito, concedemos apoio ao INTASA, instituição que promove nas crianças o hábito pela leitura. Traduzindo-se em acções de voluntariado, todos os finais de semana (sábados), dois colaboradores do ATLANTICO, deslocaram-se a biblioteca do INTASA, para interagirem com as crianças, ensinando-os a ler e contar-lhes histórias. Esta acção reforça a responsabilidade social do ATLANTICO na vertente da educação. A responsabilidade social é um compromisso que estará sempre presente no ATLANTICO, por ser um dos seus pilares estratégicos de actuação. Mas, acima de tudo, pela sua grande preocupação em criar valores tangíveis junto das comunidades mais desfavorecidas. Queremos participar de forma activa no processo da formação dos jovens angolanos, contribuir para a melhoria da sua vida e facilitar a sua inserção social. 30 Relatório Anual 2010

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32 Enquadramento da Actividade Dados macroeconómicos Economia Internacional Após uma profunda recessão de 18 meses que só terminou em Junho de 2009, a economia mundial foi marcada em 2010 por três grandes acontecimentos, nomeadamente, a retoma da economia mundial, a crise da dívida soberana na Europa e o surgimento de inflação nas economias emergentes. A retoma económica, que ocorreu de forma generalizada, foi acompanhada por uma atenuação dos receios deflacionistas patentes desde o início da crise. De facto, já no final do ano, e após vários meses de enormes aumentos nos preços das matérias-primas, as preocupações dos investidores e autoridades monetárias passaram muito rapidamente da deflação para a inflação, especialmente nas economias emergentes, menos abaladas pela crise e no meio de um período de crescimento económico robusto. Evolução do PIB Fonte: FMI, Bloomberg, MinFin 15% 10% 5% 0% -5% 2,9% Global EUA Zona Euro Angola Portugal 0,0% -2,1% 13,9% 0,0% -0,5% -2,1% -2,6% Nos EUA, onde a crise do subprime teve início, a Reserva Federal norte-americana (FED) manteve os esforços de estímulo da economia através de políticas monetárias acomodatícias como o Quantitative Easing 1, por intermédio das quais o governo interveio no mercado, comprando vários tipos de instrumentos de dívida de médio e longo prazo. Estes programas foram concebidos com o objectivo não declarado de combate ao desemprego perto dos dois dígitos - e à deflação. Outras medidas de estímulo da 1) Programa de injecção de liquidez no sistema financeiro, actividade económica e financeira passaram pelo lançamento de um novo pro- com vista a normalizar a situação financeira dos bancos e estimular a concessão de crédito à economia. grama de aquisição de dívida soberana e de títulos de dívida hipotecária de longo 2,4% -2,5% 5% 4,5% 2,9% 2,0% 1,4% prazo (datado de Novembro de 2010, por um montante de USD 600 mil milhões e visando essencialmente manter reduzidas as taxas de juro de longo prazo) e pelo prolongamento do programa de estímulos fiscais do Governo Bush, num montante superior a USD 800 mil milhões. Esta actuação passou ao mercado a mensagem de que as autoridades iriam levar a cabo as acções necessárias para ultrapassar a crise e suportar a sua economia. O contexto macroeconómico foi melhorando ao longo do ano, com destaque para a componente produtiva e para o consumo privado (que representa cerca de 65% da economia). A produção industrial cresceu 6,8% no ano e o consumo privado recuperou 4,0%, suportado pelo aumento de 3,9% do rendimento disponível e pela redução do endividamento das famílias. O mercado imobiliário foi um dos únicos sectores da economia norte-americana que até ao fim do ano não mostrou sinais de recuperação sustentada, embora com sinais aparentes de estabilização, na medida em que deixou de contribuir negativamente para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Esta recuperação quase não foi acompanhada por uma melhoria a nível do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a manter-se nos 9,4% (muito próxima dos máximos de 10,1% atingidos no pico da crise). Não obstante este facto, o PIB norte-americano registou um crescimento de 2,9% e superou finalmente os níveis registados antes da crise. Tal recuperação económica reflectiu-se nos lucros das empresas, que cresceram ao ritmo mais elevado das últimas décadas, sem terem, porém, ultrapassado os máximos atingidos em 2006 para as empresas do S&P500. No entanto, esta clara melhoria do contexto económico e financeiro permitiu uma importante recuperação do crédito às empresas no final do ano, suportada por uma maior disponibilidade dos bancos para o financiamento deste sector. O ano de 2010 foi também marcado pela crise de crédito em vários países da periferia da Zona Euro. Esta crise teve início na Grécia em resultado do forte desequilíbrio nas contas públicas e dos elevados níveis de endividamento externo, e rapidamente alastrou-se à Irlanda, cujo sector financeiro atravessava uma grave crise devido às práticas de crédito excessivas dos últimos anos. O sector financeiro desta economia ganhou um peso demasiado grande em relação ao PIB irlandês e o governo foi forçado a intervir, cedendo liquidez e nacionalizando os principais bancos. A Grécia foi o primeiro país a recorrer à assistência financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), sendo seguida pela Irlanda. Apesar do apoio financeiro a estas duas economias, o clima de incerteza e o receio de contágio a outros países, nomeadamente Portugal e Espanha mantiveram-se, penalizando as condições de financiamento dos restantes países. Apesar da volatilidade e da reduzida visibilidade nos mercados, 2010 foi um ano de recuperação económica para a Zona Euro, 32 Relatório Anual 2010

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