INFORMATIVO DIÁRIO DO SINDICATO DOS BANCARIOS DE MURIAÉ E REGIÃO

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1 INFORMATIVO DIÁRIO DO SINDICATO DOS BANCARIOS DE MURIAÉ E REGIÃO Lucro do Santander cai pela metade no mundo; analistas culpam Brasil O Santander, maior banco da zona do euro, viu o lucro do primeiro semestre cair pela metade. O banco espanhol teve lucro líquido de 1,7 bilhão (cerca de R$ 4,2 bi). A instituição ainda sofre com as dívidas de empréstimos e financiamentos que vieram com a crise imobiliária de Para cumprir obrigações com os órgãos reguladores da União Europeia (UE), o banco está precisando liquidar essas dívidas, que devem chegar a 8,8 bilhões até o final do ano. O banco sofreu menos que outros rivais na Espanha com a crise no país devido aos seus negócios diversificados no Brasil, México, Polônia e Reino Unido. A América Latina responde por metade do lucro do Santander. Porém, analistas apontaram as menores receitas na região e maiores perdas em crédito, especialmente no Brasil, onde a economia está passando por desaquecimento, elevando os calotes no setor bancário. "O Brasil foi a grande decepção", disse Jaime Beceriil, do JP Morgan. (Fonte: UOL Notícias) Lucros dos bancos sobem e receita com tarifas também Balanços divulgados por Bradesco e Itaú mostram excelentes resultados. Pauta dos bancários será entregue no dia 1º de agosto em cenário que mais uma vez aponta para crescimento do setor A temporada de divulgação dos balanços semestrais das instituições financeiras no Brasil foi inaugurada por Bradesco e Itaú. Antes de os bancários entregarem à federação dos bancos a pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2012, os dois maiores mostram excelentes resultados. E que poderiam ser ainda maiores caso os provisionamentos não tivessem sido ainda mais inflados que em outros anos, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. O lucro líquido do Bradesco chegou a R$ 5,7 bi, representando crescimento de 2,7%. E só não foi maior porque o banco continua elevando a provisão para devedores duvidosos (PDD). Essa reserva, feita com base na expectativa de perdas com inadimplência, entra no resultado como despesa, portanto, diminui o lucro. No primeiro semestre deste ano o PDD do Bradesco cresceu quase 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco justifica a elevação com base na expansão das operações de crédito e na elevação da inadimplência, que, de acordo com o próprio balanço, elevou-se apenas 0,1 p.p. no trimestre. O Itaú apresentou lucro líquido recorrente de R$ 7,13 bi no primeiro semestre de 2012, com expansão de 2,5% em relação ao mesmo semestre de O índice de inadimplência das operações vencidas acima de 90 dias teve pequena alta de 0,1 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior. O resultado semestral do banco foi impactado negativamente pelo PDD, que cresceu 26,7% se comparado com o primeiro semestre de 2011, somando?r$ 12 bilhões. Tarifas A receita dos bancos com prestação de serviços aumentou 15%, chegando a R$ 22,8 bi no último ano, de acordo com levantamento feito pela Austin Rating, agência classificadora de risco, a pedido do jornal Brasil Econômico. No Itaú, o aumento foi de 10,3%, evoluindo para R$ 10 bilhões. No Bradesco, a renda com serviços avançou 15,7%, para R$ 8,3 bilhões. (Fonte: SEEB SP)

2 Governo edita decreto para conter greve de servidores federais O governo federal editou decreto para confrontar a greve em várias categorias de servidores públicos. Trata-se do Decreto 7.777, publicado nesta quarta-feira (25), no Diário Oficial da União, que permite que servidores federais em greve sejam substituídos por equivalentes estaduais. A norma, "dispõe sobre as medidas para a continuidade de atividades e serviços públicos dos órgãos e entidades da administração pública federal durante greves, paralisações ou operações de retardamento de procedimentos administrativos promovidas pelos servidores públicos federais." O decreto, no inciso I, do artigo 1º, determina que compete aos ministros de Estados, em caso de ocorrência de "greve, paralisação ou retardamento de atividades e serviços públicos", deve "promover, mediante convênio, o compartilhamento da execução da atividade ou serviço com estados, Distrito Federal ou municípios". De acordo com o inciso II, do mesmo artigo, os ministros devem "adotar, mediante ato próprio, procedimentos simplificados necessários à manutenção ou realização da atividade ou serviço". Esta medida do governo é um ato de força e confronto com as categorias do funcionalismo que se encontram em greve e não deverá ajudar a solucionar os problemas porque passam esses trabalhadores. Leia a íntegra do Decreto 7.777, de 24 de julho de 2012 Entidade sindical de servidores repudia decreto antigreve do governo Em nota publicada pelo Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), a entidade repudia decreto do governo que permite que servidores federais em greve sejam substituídos por equivalentes estaduais. O Sinagências classifica o decreto "arbitrário, ilegal e inconstitucional". "Na ausência de disposição democrática para negociar e apresentar uma proposta concreta à Regulação Federal, o governo da presidente Dilma Rousseff busca apropriar-se de poderes só e somente só concedidos aos chefes de Estado em situações de guerra, estado de sítio e calamidade pública", diz ainda a nota. (Fonte: DIAP) Crise faz milionários trocarem banco por conselheiro particular (Aiana Freitas) A crise financeira tem aumentado a procura de milionários brasileiros por serviços independentes de gestão de fortunas. São uma espécie de personal trainers das aplicações, dão dicas especialmente pensadas para o perfil de cada cliente. Segundo pesquisa do Instituto Fractal, a busca por esses serviços quase dobrou em um ano. A pesquisa foi feita com milionários de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. São pessoas que têm, pelo menos, R$ 3 milhões investidos em um só banco. Em 2010, o percentual de milionários que usavam serviços particulares para aconselhar sobre seus investimentos era de 10,5%. No fim de 2011, o índice dobrou para 20,3%. Os milionários não dispensam totalmente os bancos. Além do administrador independente, os grandes investidores também recorrem aos serviços de private banking, que são prestados pelos próprios bancos. O private banking tenta dar um atendimento especial dentro dos bancos, mas o administrador financeiro independente seria ainda mais eficiente, conforme a conclusão da pesquisa. "A partir de 2008, muitos clientes que tinham dinheiro aplicado em private banking viram seu patrimônio perder valor porque não foram avisados a tempo sobre a crise financeira. Eles passaram, então, a optar por gestores independentes", diz o diretor-presidente do Instituto Fractal, o economista Celso Grisi.

3 Para clientes, gestores são mais capacitados Entre os motivos que levaram os milionários a procurar os gestores independentes está a ideia de que eles oferecem uma diversidade maior de opções de investimentos e orientações que os gerentes de private banking. Essa é a opinião de 15,5% dos entrevistados. Para 7,7% dos clientes, os gestores independentes são mais capacitados para avaliar riscos; para 6,4%, eles sabem identificar melhor as oportunidades oferecidas no mercado. "O gerente de private banking geralmente oferece produtos apenas do próprio banco, enquanto os gestores oferecem mais opções", diz Grisi. Para o economista, o crescimento da busca por conselheiros independentes terá impacto nos bancos. "O setor de private banking terá de se esforçar para recuperar mercado." Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que existiam em 2011, no Brasil, pouco mais de 50 mil clientes atendidos em private banks. Nesses números são considerados clientes que têm pelo menos R$ 1 milhão em investimentos. A alta, na comparação com 2010, foi de 5,7%. Aumenta busca por investimentos conservadores A pesquisa do Instituto Fractal mostra ainda que tem havido um aumento na busca por investimentos mais conservadores. "Os clientes têm procurado mais segurança, investindo mais em ouro, dólar e renda fixa", afirma Grisi. Os imóveis, porém, são o tipo de investimento mais comum: todos os entrevistados disseram ter algum investimento do tipo, e 96,4% afirmaram que pretendem mantê-lo no futuro. (Fonte: UOL Notícias) Governo diz que discussão sobre fator previdenciário está paralisada O fim do fator previdenciário não tem previsão para voltar a ser discutido pelo governo, informou nesta quarta-feira (25) o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social (MPS), Leonardo Rolim. Segundo ele, a negociação com o Congresso Nacional não foi concluída e ainda não há uma proposta definitiva por parte do ministério a ser apresentada. No início de julho, havia sido marcada uma reunião interministerial com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, para discutir uma possível mudança no Projeto de Lei 3.299/2008, que tramita na Câmara dos Deputados e dispõe sobre a aposentadoria de acordo com a soma do tempo e da idade. O encontro acabou não ocorrendo por incompatibilidade de agendas. Cogitou-se, então, uma nova reunião do governo para agosto, que não está mais confirmada. Segundo a proposta em trâmite no Congresso, chamada de 85/95, o tempo de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será somado à idade do contribuinte. Ao chegar ao total de 85 anos (mulheres) ou 95 anos (homens), o aposentado receberá o salário integral - respeitado o teto da Previdência (atualmente, de R$ 3.916,20), sem nenhum desconto. A expectativa é que, com o cálculo 85/95, haja aumento médio de 20% nas aposentadorias. A regra atual estabelece a aposentadoria dos contribuintes do INSS por tempo de contribuição (35 anos para homens, 30 anos para mulheres), com a aplicação do fato previdenciário. Também prevê aposentadoria com idade mínima (65 anos para homens e 60 anos para mulheres, no caso de trabalhador urbano; e 60 anos para homens e 55 anos para mulheres que exercem trabalho rural). (Fonte: Agência Brasil) Governo desiste de votar mudanças nas regras de aposentadoria em agosto Agora, não há mais previsão de quando ocorrerá a votação das medidas (Célia Froufe) O governo desistiu de votar no próximo mês as mudanças nas regras de aposentadoria, conforme havia anunciado o

4 ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho. "Havia a intenção do presidente da Câmara (Marcos Maia) de votar em agosto, mas em função do calendário de Medidas Provisórias não foi possível avançar nas negociações com o Congresso. Então não há mais previsão de quando será isso", disse há pouco o secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim. Apesar do problema de calendário citado pelo secretário, ele admitiu que o Executivo também não fechou uma proposta única sobre as mudanças. Além da Previdência, também se debruçam sobre as novas medidas os ministérios da Fazenda e do Planejamento. "O governo ainda não chegou a um estudo único", admitiu. O secretário salientou que, nos moldes de hoje, o sistema previdenciário brasileiro é muito parecido com o grego, um dos estopins da crise naquele país. Questionado por jornalistas se o Brasil poderia se tornar a próxima Grécia em razão desse semelhança, Rolim apenas comentou: "este é um ponto". Rolim, assim como o ministro da Pasta, Garibaldi Alves Filho, defende o fim do fator previdenciário. "As pessoas se aposentam cedo, mas com um corte brutal do fator, que corta 31% do benefício. Não dá para imaginar que é viável as pessoas se aposentarem em média com 54 anos. Em nenhum lugar do mundo isso se sustenta", argumentou. O secretário continuou sua alegação acrescentando que as pessoas se aposentam jovens no Brasil mas continuam trabalhando. "Naquele momento, é um adicional de renda, por isso aceita um corte de 31% em média. Para muita gente é maior de 50%. Quando chega na velhice ele vai viver com benefício que foi fortemente reduzido", disse. "Reconhecemos que o valor da aposentadoria é baixo em função do fator. Ele tem papel importante no equilíbrio financeiro, mas no sentido de política previdenciária ele é ruim, porque na hora que a pessoa mais precisa ele é baixo." (Fonte:Estadão) Empresas terão que informar ao empregado valores recolhidos ao INSS A presidenta Dilma Rousseff sancionou legislação determinando que empresas deem a seus funcionários acesso às informações relativas ao recolhimento das contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A implantação da medida ainda depende de regulamentação, cujo prazo não foi definido. A Lei /2012, que teve a sanção presidencial publicada na edição desta quartafeira (25) do Diário Oficial da União, altera a Lei Orgânica da Seguridade Social (Lei 8.212/91) para incluir a obrigação. Também foi publicada mensagem de veto da presidenta Dilma ao artigo do projeto, agora transformado em lei, que estabelecia pena administrativa de multa para as empresas que descumprirem a norma. De acordo com a nova lei, os empregadores deverão comunicar mensalmente aos empregados, por meio de documento a ser definido em regulamento, os valores recolhidos ao INSS sobre o total da remuneração. Os empregadores também deverão enviar aos segurados extratos relativos ao recolhimento sempre que solicitado. Até agora, trabalhadores que têm conta no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal podiam solicitar o extrato diretamente ao banco. Os que não são correntistas dessas instituições também tinham acesso à informação, mas a requisição do saldo deveria ser feita por meio do INSS ou de sindicato. "A medida é para evitar que o trabalhador constate, quando for demitido, que a empresa não efetuou o pagamento", informou o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social (MPS), Leonardo Rolim. Segundo ele, a informação que consta no contracheque dos trabalhadores não é garantia de que o depósito previdenciário foi feito. (Fonte: Agência Brasil) Arrecadação federal de impostos em junho chegou a R$ 81,107 bilhões A arrecadação federal de impostos totalizou R$ 81,107 bilhões em junho, queda real (corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA) de 6,55% em relação a junho do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela

5 Receita Federal. No ano, a arrecadação somou R$ 508,5 bilhões, avanço real de 3,66%, na comparação com o mesmo período de Nominalmente, a receita com impostos e contribuições teve queda de 1,9% no mês e alta de 9,2% no primeiro semestre, em relação a iguais períodos em A arrecadação administrada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), que representa a maior parcela dos recolhimentos, totalizou R$ 79,2 bilhões em junho, queda real de 6,8%. No ano, as receitas administradas totalizaram R$ 489,6 bilhões, avanço real de 3% na comparação com os seis primeiros meses de Já a receita própria de outros órgãos federais totalizou R$ 1,86 bilhão em junho e subiu, em termos reais, 7,1% na comparação com o mesmo mês de No ano, as receitas de outros órgãos somaram R$ 18,9 bilhões no ano, com alta real de 22,4%. Em termos nominais, as receitas administradas pela RFB tiveram queda de 2,2% em junho, na comparação com junho de 2011, e subiram 8,5% no ano. As receitas próprias de outros órgãos, na mesma comparação, avançaram 12,3% em junho, em relação a junho de 2011 e aumentaram 29% no acumulado dos seis primeiros meses de (Fonte: Valor Online)

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