S A ONT E C 3 TÓRIO 201 RELA

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1 2013 RELATÓRIO E CONTAS

2 Título: Relatório e Contas Banco Privado Atlântico 2013 Autor: Banco Privado Atlântico Editora: PM Media Fotografia: PM Media 2013 RELATÓRIO E CONTAS

3 Índice 01 Introdução Principais indicadores de performance financeira p8 Mensagem do Presidente do Conselho de Administração p9 Órgãos Sociais e de Gestão p12 Estrutura organizacional p13 02 Enquadramento Macroeconómico Economia internacional p16 Economia angolana p20 Mercado accionista p22 Mercado de taxas de juro p24 Mercado cambial p26 Mercado de matérias-primas p28 03 Enquadramento da Actividade Missão e Estratégia p32 Presença geográfica p34 Marcos da actividade p35 Prémios e distinções p37 Marketing e comunicação p38 Áreas de negócio p41 Private banking p41 Área comercial: Corporate affluent e emerging affluent p42 Banca de investimento p43 Negócio institucional p46 Investidores institucionais p46 Canais complementares p47 04 Gestão de Riscos e Controlo Interno Gestão de risco p50 Compliance p54 Auditoria interna p55 Controlo interno p56 05 Tecnologias 06 Capital Humano e Responsabilidade Social Empresarial Capital Humano e Responsabilidade Social Empresarial p64 07 Análise Financeira Análise Financeira p72 Proposta de aplicação dos resultados p75 Conclusões p75 08 Demonstrações Financeiras Demonstrações Financeiras p78 Notas às Demonstrações Financeiras p84 Parecer do Auditor Externo p163 Relatório e parecer do Conselho Fiscal p167 Tecnologias p61

4 01 Introdução Principais indicadores de performance financeira p8 Mensagem do Presidente do Conselho de Administração p9 Órgãos Sociais e de Gestão p12 Estrutura organizacional p13» Baía de Luanda, Luanda

5 INDICADORES DE 1.1PRINCIPAIS PERFORMANCE FINANCEIRA (Valores expressos em milhões de dólares) DO PRESIDENTE DO CONSELHO 1.2MENSAGEM DE ADMINISTRAÇÃO % Total Activos % Produto Bancário % Crédito Concedido % Resultado Líquido % Recursos Totais Margem Financeira 12 % % % Rácio Solvabilidade Margem Complementar Prezados Accionistas, Clientes, Colaboradores, Autoridade de Supervisão e Stakeholders do ATLANTICO A actividade no sector financeiro em 2013 foi enquadrada por um ambiente económico globalmente positivo e de crescimento. As economias dos países emergentes mantiveram níveis robustos de crescimento de 4,8%, com destaque para a região da África sub-sahariana que registou um crescimento de 6%. Em Angola, o ano de 2013 foi marcado por indicadores macro-económicos positivos, entre os quais se destaca: o crescimento do PIB, que se situou em 7,4%, uma melhoria em relação aos 5,2% registados em a taxa de inflação, que retrocedeu para 7,69%, um valor inferior aos 9,02% observados em O aumento da riqueza nacional teve como efeito o crescimento dos recursos depositados no sistema financeiro, com realce para os depósitos em moeda nacional, demonstrando o aumento da confiança no Kwanza e na sua qualidade de reserva de valor. Observa-se que o sistema financeiro angolano atravessa momentos de mudança que definem um novo paradigma marcado pelo aumento da concorrência, pela redução das margens de intermediação que obrigam ao ajustamento dos modelos de negócios, e pela introdução de novas componentes regulatórias, que impõe mudanças internas, quer nos sistemas de governação, quer nos sistemas de controlo. No que respeita à actividade do Banco Privado ATLANTICO em 2013, foi dada particular atenção ao crescimento orgânico sustentado e à implementação de um conjunto de transformações que visam sobretudo o robustecimento desta Casa Bancária, com o objectivo de continuar a merecer a Confiança do mercado e em particular a Confiança dos seus clientes que confiam ao Banco as suas Poupanças. O empenho, dedicação e qualidade da entrega dos Profissionais desta Instituição permitiram que se continuasse a materializar o Plano Estratégico ATLANTICO 20.15, dando particular destaque aos seguintes resultados alcançados: a continuidade da expansão da presença em todo o território nacional, para servir as famílias e as empresas, tendo aberto em 2013 mais 11 Centros de Atendimento, totalizando no final do ano uma oferta ao Mercado de 43 Centros. o aumento de 161% no número de clientes em 2013, para Clientes, o que compara com em o crescimento da nossa presença física foi também complementada pelo investimento em novas tecnologias, com a introdução do Serviço Multicanal (Internet banking) e Serviço o ATLANTICO DIRECTO, que hoje permite servir os nossos clientes 24 horas por dia. Os Recursos Totais do Balanço cresceram 16% passando de uma posição de USD milhões em 2012 para USD milhões em 2013, o que corresponde a uma quota de mercado de 5,7%, o que coloca o ATLANTICO no 6º lugar do ranking dos 24 Bancos que operam em Angola. A transformação dos recursos totais do Balanço foi maioritariamente destinada à concessão de créditos às famílias e às empresas. No final de 2013 o Balanço do ATLANTICO espelhava um financiamento à economia no valor do PAG 08 09

6 equivalente a USD de milhões, um aumento de 27% face a Apesar de manter uma carteira de crédito sólida, o ATLANTICO continuou a reforçar os níveis de provisões para riscos de crédito, o que representa um aumento de 20%, para USD 71,7 milhões, correspondendo a 4% do total de crédito concedido. Esta política de prudência é um dos Pilares estruturais da nossa Cultura de respeito pelos Recursos confiados pelos nossos Clientes. Hoje o rácio de solvabilidade do ATLANTICO é de 12%. Quanto à Demonstração de Resultados, destaca-se: o crescimento do produto bancário em 5%, atingindo os USD 236,2 milhões (mais USD 10,6 milhões do que em 2012). o incremento de 35% do custo com as Pessoas, em resultado do recrutamento de 138 novos colaboradores, recursos necessários para suportar a estratégia de crescimento, atingindo um custo total de USD 54,7 milhões. mesmo com o aumento do investimento em meios e em Pessoas, o Resultado Líquido do Banco em 2013 atingiu o valor aproximado de USD 63 milhões, o que corresponde a um aumento de 8% face a Este Resultado corresponde a uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 19,2%. Por acreditarmos que a Intervenção do ATLANTICO no mercado e na sociedade deve estar para além dos Resultados Financeiros, continuámos em 2013 a investir no Projecto LOGOS (que celebrou o seu 5.º aniversário de existência) e que diariamente contribui para introduzir em milhares de crianças angolanas, reforçados valores e princípios de cidadania, através da cultura e do desporto. Para o ano de 2014, além da prossecução do Plano Estratégico ATLANTI- CO 20.15, estaremos maioritariamente focados em: continuar a alinhar os meios e as práticas do ATLANTICO aos novos normativos recentemente apresentados pelo Regulador, em particular ao nível da estrutura governativa e controlo interno, de acordo com as melhores práticas internacionais, o que, acreditamos que irá contribuir para uma maior prevenção e mitigação dos riscos inerentes à nossa actividade. consolidar sinergias ao nível do Sector Financeiro da Região, reforçando a nossa presença multigeográfica, com o objectivo de potenciar a atracção de investimento para Angola e contribuir para o reforço e robustez das empresas nacionais. Em nome do Órgão de Administração do ATLANTICO, expressamos o nosso reconhecido agradecimento aos Clientes pela preferência e confiança demonstrada, o que nos desafia a continuamente inovar e elevar os níveis de serviço, rigor e excelência, de modo a que possamos corresponder as expectativas geradas. Aos nossos Colaboradores muito agradecemos a dedicação, profissionalismo e rigor demonstrado no desempenho da actividade, reiterando que o vosso contributo tem sido fundamental para o alcance dos resultados preconizados. Aos Accionistas agradecemos a reiterada confiança e a visão estratégica que têm demonstrado, fundamental para o crescimento e desenvolvimento sustentado do ATLANTICO em Angola e no mundo. Agradecemos ainda às Autoridades Governamentais e de Supervisão, pelo compromisso em melhorar e reforçar cada vez mais a transparência, a solidez, e a estabilidade do sistema bancário nacional. ATLANTICO, Futuro, com Valores. Carlos José da Silva Presidente Carlos José da Silva Presidente

7 SOCIAIS E 1.3ÓRGÃOS DE GESTÃO 1.4ESTRUTURA ORGANIZACIONAL CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Controlo Interno Apoio ao Presidente Presidente Carlos José da Silva Vice-presidente não executivo Baptista Muhongo Sumbe Administrador Não Executivo António Victor Martins Monteiro Administradores executivos António João Assis de Almeida Mário Jorge Faria da Cruz Mário Jorge Carvalho de Almeida Paulo Manuel da Conceição Marques Pedro Manuel Moreira Leitão Vladmir Patrice Gonçalves Ferraz Canais Complementares NEGÓCIO Produtos e Research SERVIÇO AO NEGÓCIO Organização, Métodos e Projectos Complience Office CONTROLO Jurídico MESA DA ASSEMBLEIA GERAL Presidente Por nomear Vice-presidente Augusto Costa Ramiro Baptista Secretário Legal Elpídio Ferreira Lourenço Neto CONSELHO FISCAL Banca de Investimentos Negócio Institucional Aprovisionamento e serviços Capital Humano Património Marca e Comunicação Contabilidade Auditoria Mecenato e Investimento Social Presidente José Maria Francisco Wanassi Vogal João Manuel Pedro Vogal suplente KPMG Angola Audit, Tax, Advisory, S.A. ASSESSORES DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Rede Comercial Investor Relations Mercados Financeiros Private Banking Tecnologias Crédito e Rating Banca Transacional Middle Office Controlo de Gestão Risk Office Acompanhamento e recuperação de crédito Nuno Pedro da Silva Carmo Vaz Jorge Manuel de Aguiar Pena Segurança e Inspecção Estratégia e Clientes Direcções COMPLIANCE OFFICER Gabinetes Dario Fernando Cordeiro de Sousa PAG 12 13

8 02 Enquadramento Macroeconómico Economia internacional p16 Economia angolana p20 Mercado accionista p22 Mercado de taxas de juro p24 Mercado cambial p26 Mercado de matérias-primas p28» Morro dos Veados, Luanda

9 2.1ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO ECONOMIA INTERNACIONAL De acordo com o Banco Mundial, em 2013, a economia global cresceu 2,4%, estimulada principalmente pela recuperação das principais economias (Estados Unidos, China, Japão, zona euro e Reino Unido), o que não acontecia desde O abrandamento da austeridade, a recuperação do sector privado e a redução da incerteza acerca da política monetária dos principais bancos centrais contribuíram para o aumento da actividade nas economias desenvolvidas. Estaretoma das economias desenvolvidas minimizou os efeitos da redução das saídas de capital das economias emergentes, com a subida de taxas nos Estados Unidos, em antecipação à redução gradual do programa de estímulos, também conhecido como Quantitative Easing (QE), e reforçou a robustez das economias emergentes, que registaram um crescimento de 4,8% no ano. A região da África subsariana registou uma expansão de 6%, a segunda maior a nível mundial, fruto do aumento da procura interna e do investimento em infra-estruturas. Nos Estados Unidos, a economia começou a mostrar fortes sinais de recuperação no segundo trimestre. Em termos anuais, a economia americana cresceu 2,6% em A consolidação da retoma levou a Reserva Federal a iniciar a redução do programa de QE, que desde a crise de 2008 tem contribuído para a manutenção das taxas de juro a níveis extremamente baixos. A normalização gradual da política monetária norte-americana foi um sinal muito positivo, mostrando a confiança das autoridades e dos investidores no crescimento sustentado da economia. O processo de normalização não teve impacto na inflação, que se manteve controlada nos 1,5%. O sector privado continuou a reduzir a alavancagem acumulada em anos anteriores, solidificando o seu balanço, em preparação para o próximo ciclo económico. O mesmo aconteceu com o endividamento das famílias, que continuou a diminuir, contribuindo para uma taxa de poupança de 4,5%. Pela negativa, destaca-se a taxa de desemprego de 6,6% registada em Dezembro de 2013 (apesar da redução dos 7,9% registados no mês homólogo de 2012). Considerando um conceito abrangente de desemprego, que inclui, nomeadamente, as pessoas que desistiram de procurar emprego (indicador designado por U6), a taxa de desemprego manteve-se nos 12,7%. A economia da zona euro registou uma recuperação modesta a partir do segundo trimestre, emergindo finalmente da recessão no final do terceiro trimestre, após seis trimestres consecutivos de queda do PIB. Durante 2013, a actividade económica da zona da moeda única teve uma performance positiva, com o PIB a crescer 0,5%. A redução gradual da austeridade fiscal e a melhoria da posição competitiva de algumas economias periféricas foram decisivas para este incremento. As economias francesa e alemã continuaram a crescer, mas foi a redução gradual da austeridade fiscal e a melhoria da posição competitiva de algumas economias periféricas que foram decisivas para este desempenho. Espanha emergiu de uma recessão que durou 27 meses, enquanto que Portugal terminou o ano com uma ligeira quebra no PIB. A melhoria da competitividade de países como Espanha, Grécia, Portugal e Irlanda são um sinal de que a queda dos preços e a redução dos custos laborais estão a produzir efeitos positivos. No entanto, este aumento de produtividade continua a acarretar um elevado nível de desemprego, prolongando a fraqueza da procura interna. Em termos globais, a taxa de desemprego na zona euro registou uma ligeira redução de 12% em Dezembro de 2012 para 11,9% em Dezembro de As economias periféricas continuam a registar as taxas mais elevadas da zona euro, nomeadamente a grega (28%) e a espanhola (26%), valores quase que duplicam, se considerarmos apenas o desemprego entre a população mais jovem. Para surpresa de muitos investidores e analistas, a economia do Reino Unido acelerou gradualmente durante o ano, com as previsões para o ano de 2013 e de 2014 a serem sucessivamente revistas em alta. A economia britânica cresceu 2,7% no ano, com a taxa de desemprego a diminuir de 7,8% em Dezembro de 2012 para 7,2% em Dezembro de No mesmo período, apesar da retoma económica, a inflação abrandou de 2,7% para 2%. Em Novembro, o Banco Central Europeu (BCE) surpreendeu os mercados, reduzindo a taxa directora para um mínimo de 0,25%. No entanto, ao contrário da Federal Reserve (FED) e do Banco do Japão, o BCE tem desde Janeiro de 2013 reduzido o seu balanço, fruto da amortização das operações de refinanciamento (Long Term Refinancing Operations) pelo BCE ao sector bancário (dado que o seu mandato não permite o apoio directo aos governos da zona euro). Apesar das políticas acomodatícias e da liquidez disponibilizada pelo BCE, os bancos mantiveram uma postura conservadora, com o crédito ao sector privado em queda desde A inflação prosseguiu a trajectória de queda, com o Índice de Preços no Consumidor a baixar para 0,8% em Dezembro, despertando sinais de alarme relativamente à possibilidade da zona euro entrar em deflação. A economia portuguesa continuou o importante processo de ajustamento dos desequilíbrios acumulados nas últimas décadas. Em 2013, o ajustamento decorreu num enquadramento internacional ainda desfavorável, marcado pela estabilização da actividade económica dos principais parceiros comerciais e pela fragmentação dos mercados financeiros na área do euro. Impulsionada pelo investimento e pelas exportações, a economia portuguesa registou uma contracção de 1,4% em 2013, ligeiramente acima do esperado. A recuperação foi gradual PAG 16 17

10 ao longo do ano, com o PIB a registar uma expansão de 0,6% no quarto trimestre (crescimento de 1,7% em relação ao período homólogo). EVOLUÇÃO DO PIB (Anual) 4,0 % 1,8 % Global 1,4 % 3,9 % O processo de ajustamento e a consolidação orçamental continuaram a ter impacto negativo na economia, prolongando a contracção da procura interna e a redução do endividamento do sector privado. O crédito à economia continuou a diminuir a ritmo moderado, traduzindo a continuação da desalavancagem e a contracção da procura. As vendas a retalho diminuíram 0,8% no ano, fruto do abrandamento da procura interna e do consumo que, aliados à redução das pressões inflacionistas internacionais, pressionaram negativamente a taxa de inflação para 0,2%, o nível mais baixo desde Dezembro de Destaque para o crescimento robusto das exportações num contexto desfavorável da procura externa, o que traduz uma capacidade notável de adaptação do sector produtivo. Apesar da austeridade, a balança de transacções correntes recuperou significativamente, tendo passado de (E) EUA -2,8 % 3,2 % Zona Euro 2,8 % Fonte: FMI/Banco Mundial/Bloomberg -0,6 % 5,2 % Angola -3,2 % 2,4 % Portugal 2,6 % 0,5 % 7,4 % -1,4 % deficitária a excedentária em O ajustamento teve também um enorme impacto no défice orçamental, que diminuiu para 4,5% (valor muito inferior às estimativas), resultado que reflecte um melhor desempenho das receitas e um prudente controlo das despesas. No mercado laboral, o emprego registou uma melhoria, com a taxa de desemprego a diminuir de cerca de 17% para níveis próximos dos 15%. No Japão, 2013 foi marcado pela implementação das três setas da política Abenomics (política expansionista do primeiro-ministro japonês Shinzu Abe). A primeira seta traduziu-se no aumento do investimento público para fomentar a expansão do crescimento económico. A segunda seta correspondeu à expansão monetária, nomeadamente através do programa de QE do Banco do Japão, que pretendia manter a compra de activos até que o seu balanço duplicasse de dimensão. O objectivo desta política era também eliminar a deflação estrutural japonesa, que custou ao país duas décadas de crescimento económico, e fixar a inflação em 2%. Os resultados estão à vista. O balanço do Banco do Japão tem aumentado de volume de forma dramática e a tendência de deflação inverteu-se, transformando-se em inflação. O Japão terminou o ano com uma taxa de inflação de 1,6%, o que também teve um efeito relevante no mercado accionista, que registou a melhor performance das economias industrializadas, com um ganho de 56,7% no ano, impulsionando o Nikkei para novos máximos. Ao contrário do que aconteceu na Europa, o excesso de liquidez originado pelo banco central provocou o aumento da concessão de crédito por parte dos bancos à economia e às empresas. Relativamente à terceira seta, o governo cedeu às pressões políticas, evitando as reformas estruturais prometidas, nomeadamente no mercado laboral e nas tarifas de bens importados. Durante o ano de 2013, a China e outros mercados emergentes exportadores não conseguiram escapar aos efeitos do abrandamento do comércio mundial. O crescimento anual das importações e exportações chinesas estabilizou entre os 5% e os 6%, o que compara com uma média de 29% durante o período de 2003 a A esta realidade não é alheia a situação económica dos Estados Unidos e da Europa, os seus principais parceiros comerciais. Apesar da recente recuperação da economia americana, a estagnação em que a Europa esteve mergulhada nos últimos anos ainda está longe de estar ultrapassada. Não obstante o abrandamento da componente externa, o PIB chinês cresceu 7,7%, valor impressionante considerando o crescimento das últimas décadas. Neste contexto de expansão da actividade económica, a inflação continuou controlada nos 2,5% (embora os preços no mercado imobiliário continuem a escalar entre 16% a 20% por ano nas principais cidades, aumentando as preocupações relativas a uma bolha de crédito motivada por concessão exagerada e pouco controlada de crédito). A desaceleração do crescimento de países como o Brasil e a Índia também reflecte esta realidade, revelando a dificuldade de reconversão do modelo de crescimento baseado nas exportações para um modelo baseado na procura doméstica. A implementação deste tipo de alterações estruturais tende a ser gradual e morosa. PAG 18 19

11 ECONOMIA ANGOLANA De acordo com as mais recentes estimativas do Executivo angolano, o crescimento do PIB cifrou-se em 7,4% em 2013, o que compara com os 5,2% registados em O sector não petrolífero, que se prevê ter crescido 6,5%, contribuiu decisivamente para esta expansão, também suportada pelo programa público de investimento, cujo objectivo é a promoção da reconstrução e a melhoria das infra-estruturas básicas no País. A manutenção dos níveis médios de produção petrolífera em 1,75 milhões de barris por dia, bem como a performance da cotação do crude nos mercado internacionais, permitiu o aumento gradual das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) que, em Dezembro de 2013, ascendiam a 33,1 mil milhões de dólares norte-americanos, mais 8,2% do que igual mês do ano anterior. As RIL constituem uma importante almofada para fazer face a choques externos, nomeadamente em relação a variações no preço do petróleo nos mercados internacionais, já que o seu rácio de cobertura correspondia a cerca de nove meses de importações. Este facto permitiu ao BNA aumentar o volume de venda de divisas ao mercado de 18,2 mil milhões de dólares em 2012 para 19,2 mil milhões de dólares em 2013, em ordem a satisfazer as necessidades de importação de bens e serviços para consumo interno e também para efeitos de investimento associado ao processo de diversificação da economia. A expansão da economia foi acompanhada pelo sector financeiro, que viu os depósitos aumentarem 17,5%, passando de cerca de mil milhões de kwanzas em 2012 para mil milhões de kwanzas em Em Dezembro de 2013, os depósitos em moeda nacional representavam 62% do total, demonstrando o aumento da confiança na moeda nacional enquanto reserva de valor. O stock de crédito no sistema atingiu, no final de 2013, cerca de mil milhões de kwanzas, mais 16,3% do que os mil milhões de kwanzas atingidos em Esta expansão económica continuou a ser acompanhada pela diminuição das pressões inflacionistas. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação homóloga em Angola retrocedeu para 7,69% em Dezembro, que compara com os 9,02% observados no mesmo período de O investimento privado, de origem nacional e externa, aumentou, sobretudo devido a projectos e investimentos submetidos à ANIP, que em 2013 atingiram 7,35 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento de 330% face a 2012 (quando se situou nos 1,71 mil milhões de dólares). Os projectos aprovados atingiram os 4,7 mil milhões de dólares e estima-se que irão permitir a criação de 16 mil postos de trabalho. A taxa de câmbio média de referência do kwanza em relação ao dólar norte- -americano situou-se em 97,62 kwanzas no final do mês de Dezembro, registando uma ligeira queda de 1,9%, em linha com o sentido dos últimos trimestres. A estabilidade cambial tem sido um factor fundamental para a dinamização da actividade económica em Angola. Ainda na vertente cambial, destaca-se a entrada em vigor em Julho de 2013 da terceira fase do Novo Regime Cambial do Sector Petrolífero. Com a implementação deste regime, o BNA deixou de ser o único fornecedor de divisas ao mercado, passando os bancos comerciais a poder comprar moeda estrangeira às empresas operadoras petrolíferas. Esta legislação veio contribuir decisivamente para a desdolarização da economia, e para o aumento da liquidez em kwanza no mercado. Como exemplo, de Setembro a Dezembro de 2013 foram transaccionados milhões de dólares no mercado cambial secundário. EVOLUÇÃO DA INFLAÇÃO 3,1 % EUA 2,7 % 11,4 % 3,6 % 5,4 % 2,1 % 2,5 % Zona Euro Angola Portugal China Fonte: FMI / Banco Mundial / Bloomberg / Ministério das Finanças (Angola) 9,0 % 2,8 % 2,6 % 1,8 % 1,7 % 7,7 % 0,7 % 3,0 % PAG 20 21

12 MERCADO ACCIONISTA Apesar do início volátil, o ano de 2013 foi bastante positivo para a generalidade dos mercados accionistas, com os investidores a aumentarem a exposição ao risco a partir de meados do ano, pouco tempo depois da Reserva Federal dos Estados Unidos ter anunciado que a retoma na economia iria permitir uma redução no programa de estímulos (conhecido por Quantitative Easing ou QE). Este programa veio complementar a política monetária acomodatícia de taxas de juro colocada em prática desde 2008 (que provocou a descida das taxas de juro para níveis próximos de zero) e que, em Maio de 2013, correspondia à compra mensal de 85 mil milhões de dólares em obrigações governamentais e títulos de crédito hipotecário no mercado secundário. Apesar da correcção inicial em Maio, os investidores concluíram que a subida de taxas, apesar de negativa no curto prazo, só era possível graças à robustez crescente da economia norte-americana, e que os efeitos a médio prazo seriam benéficos (afinal, tratava-se apenas de uma convergência para a média histórica, após vários anos de taxas artificialmente baixas). Assim sendo, a apetência por risco nos mercados aumentou e o índice mundial Morgan Stanley Capital International (MSCI) World terminou o ano com um ganho de 24,1%, a melhor performance desde 2009 (quando tinha registado uma apreciação de 27%). Nos Estados Unidos, surpreendendo as expectativas dos analistas, as empresas do índice S&P500 registaram os melhores resultados de sempre. Os lucros das 500 maiores empresas norte-americanas cresceram 15,8% em 2013, com os lucros por acção a atingirem os 100,2 dólares, um novo máximo histórico. Estes resultados foram possíveis graças a políticas de estímulo económico, que contribuíram de forma decisiva para a retoma, ao enorme esforço de corte de custos que as empresas vinham a fazer desde 2008 e à liquidez proporcionada pelas autoridades monetárias. Este aumento da produtividade provocou o aumento das margens operacionais para níveis próximos dos máximos históricos. Como consequência, os índices S&P500, Dow Jones Industrials e Nasdaq ganharam 29,6%, 26,5% e 38,3%, respectivamente, no ano. A performance dos índices foi muito superior ao aumento de lucros, o que aumentou de forma significativa o prémio de risco sobre o mercado accionista norte- -americano (movimento apelidado de expansão de múltiplos ), o que é indicativo da confiança dos investidores na capacidade de geração de lucros deste mercado nos próximos anos. Na Europa, as performances foram bastante positivas e uniformes, rondando os 20%. O Euro Stoxx 50, principal índice europeu, registou um ganho de 18%, enquanto o Dax (Alemanha) subiu 25,4% e o CAC40 (França) recuperou 18%. A diminuição da actividade económica, aliada à austeridade, tem reforçado o movimento de corte de custos, tornando a economia europeia mais resiliente. A boa performance dos mercados europeus não foi alheia à gradual recuperação dos países da periferia. Espanha conseguiu evitar um programa de assistência, apesar das enormes dificuldades do sector bancário, e a Irlanda terminou o programa de ajustamento com sucesso. Tudo indica que o mesmo se passará com Portugal, que regressou aos mercados em O mercado irlandês, espanhol e português, arrastados pela mesma tendência de confiança, recuperaram 33,6%, 21,4% e 15,9%, respectivamente. O mercado japonês surpreendeu pela positiva, com o índice Nikkei a registar ganhos de 56,7%, a melhor performance das economias desenvolvidas. As políticas expansionistas do governo japonês tiveram uma enorme influência no desempenho do mercado accionista e do mercado cambial (tendo o iene registado uma queda de 21,4% no ano). Nos mercados emergentes, em Maio registou-se a inversão brusca na tendência de queda nas taxas de juro, que levara as obrigações a 10 anos dos Estados Unidos a registarem mínimos de 1,62%. As mesmas taxas dispararam para os 2,74%, provocando uma correcção técnica, bem como um movimento de desinvestimento nestas economias que, assim, registaram perdas de relevo nos mercados de obrigações, cambiais e accionistas. O principal índice accionista mundial, o MSCI Emerging Markets, registou uma perda de 5% no ano que, apesar de limitada, reflecte um diferencial de performance relativamente ao MSCI World de 29,1%, o maior desde 1998, quando se verificou a crise asiática. Nos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), apenas a Índia e a Rússia apresentaram desempenhos positivos (de 9% e 2%, respectivamente). O abrandamento na economia chinesa provocou uma queda de 7,7% no principal índice accionista (CSI 300) e no Brasil o índice Bovespa perdeu 15,5%. EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES ACCIONISTAS GLOBAIS -42,1 % ,5 % MSCI World 27,0 % Fonte: Bloomberg 74,5 % ,6 % 16,4 % ,6 % MSCI Emerging Markets ,4 % 13,2 % 15,1 % ,1 % ,0 % PAG 22 23

13 MERCADO DE TAXAS DE JURO As taxas de juro de referência dos principais blocos económicos quase não sofreram alterações durante 2013 (com excepção do corte surpresa empreendido pelo Banco Central Europeu em Novembro, que levou as taxas para 0,25%, o valor mais baixo de sempre). A principal preocupação dos bancos centrais durante o ano continuou a ser a sustentabilidade da retoma económica e a dinamização do mercado de crédito. Para isso, as autoridades monetárias forneceram ampla liquidez ao sistema financeiro, através de operações de cedência de liquidez, de compra de títulos de dívida no mercado secundário e de forward guidance, ou seja, dando indicações sobre a direcção futura das taxas de juro e sobre o horizonte temporal da próxima alteração. Desta forma, as taxas de juro Libor e Euribor permaneceram ancoradas pela FED e pelo BCE próximas dos mínimos históricos. O mercado obrigacionista, em 2013, foi volátil e marcado pela rotação de classes de activos (apelidada por muitos de migração do mercado obrigacionista para o mercado accionista ). A tendência de apreciação que a dívida soberana tinha vindo a registar há várias décadas (acompanhada da redução de taxas) chegou ao fim em Maio de As indicações da FED relativas ao início da redução do programa de QE voltaram a colocar no horizonte (embora longínquo) a possibilidade de subida de taxas. Assim sendo, muito devido às expectativas positivas relacionadas com a retoma da economia mundial, assistimos à inversão do ciclo de taxas de juro a partir de Maio de Em termos de classes, destaque para a High Yield, que registou uma performance de 6,4% nos Estados Unidos e de 6,7% na Europa. As alterações à política monetária no panorama mundial contribuíram para uma performance de 2,2% na dívida soberana dos Estados Unidos, enquanto que a dívida soberana europeia registou uma quebra de 1,2%, ambas medidas pelos índices Iboxx. O desempenho da divida corporate foi díspar, com o índice norte-americano da Finra a registar uma perda de 0,5% e o índice europeu Iboxx a exibir um ganho de 2,2%. A dívida dos mercados emergentes em moeda local registou uma queda de 6,1% devido ao movimento de aversão ao risco iniciado em Maio. MERCADOS DE OBRIGAÇÕES (2013) 2,2 % -0,5 % 6,4 % Global Soberanos (Iboxx) EUA Corporate (Finra) EUA High Yield (Finra) Europa Soberanos (Iboxx) Europa Corporate (Iboxx) Europa Corporate High Yield (Iboxx) Emergentes Soberanos (Iboxx EM LC) Fonte: Bloomberg -1,2 % 2,2 % 6,7 % -6,1 % Em Angola, as taxas de juro continuaram a exibir uma tendência de queda, em linha com a flexibilização da política monetária, que permitiu uma nova redução na taxa directora do BNA, de 10,25% para 9,25% (bem como nas taxas das Facilidades Permanente de Absorção e de Cedência de Liquidez), em grande parte devido à redução da inflação estrutural para níveis próximos de 8%. Esta flexibilização também se reflectiu ao nível das reservas mínimas obrigatórias em EVOLUÇÃO DAS TAXAS DE JURO DE REFERÊNCIA (2013) 0,25 % EUA 0,50 % 0,50 % 9,75 % Zona Euro 0,25 % 0,50 % 0,50 % Reino Unido 9,75 % moeda nacional, que baixaram para 12,5%, mantendo-se nos 15% em moeda estrangeira. Prosseguiu a redução das taxas de juro dos títulos de dívida pública emitidos pelo Banco Nacional de Angola (TBC), contribuindo para estimular a concessão de crédito à economia. A taxa de juro dos TBC a 6 meses atingiu os 5,07% em Dezembro de 2013 (as taxas dos TBC rondavam os 20% em 2010). 1º T 13 2º T 13 3º T 13 4º T 13 0,25 % Angola 0,50 % 0,50 % 9,75 % 0,25 % 0,50 % 0,50 % 9,25 % PAG 24 25

14 MERCADO CAMBIAL O mercado cambial foi volátil em O dólar norte-americano teve uma performance positiva, como índice USD Index (cabaz representativo do dólar contra o conjunto de divisas dos seis maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos: zona euro, Japão, Reino Unido, Canadá, Suécia e Suíça) a subir 0,3%. O bom desempenho do dólar foi mais notório em relação às economias produtoras e exportadoras de matérias-primas. À semelhança do que aconteceu noutros mercados, nomeadamente no accionista, o abrandamento da China (responsável por grande parte da procura marginal por matérias-primas) teve um impacto negativo neste tipo de economias, como a da África do Sul, cujo PIB foi abrandando progressivamente enquanto as estimativas para o crescimento dos próximos anos foram sendo revistas em baixa. Este abrandamento não é alheio à enorme desvalorização dos metais preciosos ocorrida em 2013 (nomeadamente do ouro e da prata). O rand continuou a reflectir a degradação do outlook durante o ano, tendo registado uma queda de 19,2% contra o dólar. O Brasil também sentiu o impacto adverso da redução da procura por matérias-primas. Neste caso, o problema foi exacerbado pelo aumento do défice orçamental e pela inflação, fruto das políticas expansionistas, que agora deve ser combatida com o aumento de taxas de juro, criando um ciclo vicioso de stagflation (estagnação económica acompanhada de inflação). O real terminou o ano com uma perda de 13,2% contra o dólar. A divisa angolana, o kwanza, registou uma ligeira queda de 1,9% face ao dólar, em linha com o observado nos últimos trimestres. A estabilidade cambial em Angola tem sido possível graças a políticas promovidas pelo Executivo, no sentido da redução da inflação (que se encontra estruturalmente abaixo dos 10%) e pela enorme acumulação de reservas internacionais, que atingiram os 33,1 mil milhões de dólares em Dezembro de 2013 e que constituem uma defesa importante contra choques externos. Relativamente a divisas de países emergentes, destaca-se pela negativa o rial iraniano e o peso venezuelano, que perderam 50,2% e 31,7%, respectivamente, em Apesar de a Venezuela ser detentora das maiores reservas mundiais de petróleo, vários EVOLUÇÃO DE DIVISAS VS. USD (2013) -17,6 % -14,2 % Fonte: Bloomberg -19,2 % 2,5 % -13,2 % 1,9 % anos de má gestão deprimiram a economia do país, fazendo escassear um elevado número de produtos básicos e disparar os níveis de pobreza no país. -1,9 % 4,2 % Yen (Japão) Dólar Australiano (Austrália) Rand (África do Sul) Franco Suiço (Suiça) Real (Brasil) Libra (Reino Unido) Kwanza (Angola) Euro (Zona Euro) PAG 26 27

15 MERCADO DE MATÉRIAS-PRIMAS Num ano em que o contexto macroeconómico foi muito favorável às matérias-primas, pois as economias industrializadas regressaram ao crescimento, e em que os mercados accionistas registaram performances impressionantes, a expectativa era de bons desempenhos nos mercados de matérias-primas. Mas o índice Thompson Reuters/Jefferies CRB registou uma perda de 5%, depois de ter caído 3,4% em A redução da procura foi o principal factor que afectou negativamente este mercado, particularmente da China em paralelo com o abrandamento da economia (que agora cresce a 7,7%, o ritmo mais baixo dos últimos anos). Mas o aumento da oferta também afectou negativamente os preços. Os últimos anos foram marcados por constrangimentos na oferta que impulsionaram os preços, provocando um aumento da produção de muitas matérias-primas (como o milho, o petróleo ou o cobre). Este foi o pior ano para estes metais preciosos desde 1981, com o ouro a cair 28% e a prata 36%. O ouro registou a primeira queda anual dos últimos 13 anos. A gradual melhoria das economias norte-americana e europeia, o início da redução do programa de estímulos por parte da FED e a consequente subida de taxas de juro, e os baixos níveis de inflação aliados a enormes ganhos nos mercados accionistas foram uma combinação explosiva que reduziu a procura de activos como o ouro e a prata, tradicionalmente activos de refúgio durante períodos de volatilidade e incerteza. Nas matérias-primas agrícolas, a performance foi oposta à de 2012, quando as piores secas dos últimos 50 anos levaram a preços recorde. Este ano, as colheitas atingiram novos máximos (nomeadamente no milho e no trigo), levando a quedas de preços de relevo. Nenhum outro metal está tão relacionado com a economia chinesa como o cobre. Assim, a queda de 8% no preço do cobre, motivada pelo abrandamento do gigante asiático aliado ao aumento da produção mundial, não foi surpresa. EVOLUÇÃO DO PREÇO DAS MATÉRIAS-PRIMAS (2013) 5,88 % -36,39 % -30,21 % Fonte: Bloomberg -28,04 % -5,03 % 7,19 % 26,23 % Relativamente ao petróleo, o West Texas Intermediate (WTI) registou um ganho de 7%, enquanto que o Brent conseguiu apenas uma ligeira subida. A procura manteve-se estável durante o ano, mas a oferta foi bastante volátil. A produção nos Estados Unidos foi de 1,2 milhões de barris por dia, o valor mais alto desde 1988, o que corresponde a um aumento de 20% em relação a O oposto aconteceu na Líbia que, devido aos conflitos internos, viu a produção diminuir para apenas 200 mil barris por dia, uma quebra significativa em relação aos 1,6 milhões de barris por dia anteriormente produzidos. O ganho de 26% do gás natural justifica-se pelo inverno rigoroso que os Estados Unidos atravessaram, o que reduziu as reservas. Os preços atingiram os valores mais elevados desde Algodão Prata Milho Ouro Índice TR/Jefferies CRB Petróleo (Crude WTI) Gás Natural PAG 28 29

16 03 Enquadramento da Actividade Missão e Estratégia p32 Presença geográfica p34 Marcos da actividade p35 Prémios e distinções p37 Marketing e comunicação p38 Áreas de negócio p41 Private banking p41 Área comercial: Corporate affluent p42 e Emerging affluent Banca de investimento p43 Negócio institucional p46 Investidores institucionais p46 Canais complementares p47» Cabo Ledo, Luanda

17 3.1MISSÃO E ESTRATÉGIA O ATLANTICO O Banco Privado Atlântico, S.A. (doravante designado Banco ou ATLAN- TICO ) foi constituído em Novembro de 2006, com um capital social de USD 10 milhões, como uma instituição bancária privada de direito angolano, regulada pelo Banco Nacional de Angola (BNA). O ATLANTICO é detido pela Global Pactum Gestão de Activos, S.A (72,34%), por quadros do banco (20,98%) e pelo Banco Millennium Angola (6,66%). Com um projecto inovador e ambicioso, a sua actividade assenta em duas áreas de negócio: banca relacional e banca de investimento. Para dar resposta às necessidades específicas de cada tipo de clientes (particulares, empresas e institucionais), o ATLANTICO comercializa uma gama abrangente de produtos bancários e serviços financeiros. Comercialmente, actua desde a banca dirigida aos segmentos affluent e emerging affluent até ao corporate e private banking, graças à rede de 43 Centros ATLANTICO, um Centro Private e um Oil & Gas Desk, espalhada por todas as províncias do território nacional. Complementarmente, coloca à disposição dos seus clientes canais de banca à distância: banca por telefone, internet e mobile. Em 2009, o grupo iniciou a sua internacionalização, com o lançamento do ATLANTICO Europa, em Portugal. Em linha com a missão e estratégia do Banco em Angola, o enfoque do ATLANTICO Europa é dinamizar a estrutura empresarial portuguesa e angolana e promover as parcerias entre os agentes económicos destes dois países, através da prestação de serviços de banca relacional e banca de investimento. MISSÃO O objectivo central da actividade do ATLANTICO é criar valor para os accionistas, oferecendo aos clientes produtos e serviços de excelência, num relacionamento de proximidade, ao mesmo tempo que é socialmente responsável e comprometido com o desenvolvimento económico sustentado, através da criação de riqueza interna em Angola, e com o desenvolvimento e realização profissional dos seus colaboradores. O ATLANTICO tem como missão ser a instituição de referência no sistema financeiro angolano, com presença em quatro continentes, líder pela inovação da oferta e pela qualidade do serviço ao cliente. ESTRATÉGIA Desde a sua génese, o ATLANTICO encontra-se firmemente assente em sólidos pilares: sigilo, segurança nas operações, rigor e inovação. Alicerçadas num sistema tecnológico moderno, fiável e eficiente, e numa cultura de respeito pelas melhores práticas bancárias, a segurança das operações e o sigilo da informação constituem a primeira garantia que o ATLANTICO oferece aos seus clientes e ao mercado. O rigor é fundamental para a eficiência, sustentabilidade e credibilidade, quer nacional quer internacional, de uma instituição financeira. O ATLANTICO assume o seu compromisso com os mais elevados padrões de controlo dos riscos da actividade, e com as mais restritas exigências dos acordos internacionais. No ano seguinte à sua constituição, tornou- -se o primeiro banco angolano a criar um Departamento de Compliance. A criatividade e a inovação fazem parte do ADN do Banco, que se caracteriza pela excelência no atendimento e pela oferta de produtos e serviços financeiros inovadores. Assente na missão de criar valor para os accionistas e valor acrescentado para os clientes, canalizando a poupança para o investimento produtivo e apostando no desenvolvimento económico e social de Angola, o ATLANTICO assume o duplo objectivo de apoiar a internacionalização dos clientes angolanos e ajudar a desenvolver os negócios e interesses em Angola dos clientes internacionais, afirmando-se, em ambos os casos, como um parceiro de confiança. O conhecimento da realidade em que se insere é uma preocupação constante, pois o ATLANTICO pretende ser reconhecido como o melhor banco de Angola no mundo e, no palco global, o banco que melhor conhece Angola. A construção de uma instituição forte e rentável, a inovação nos produtos e serviços, e a excelência no atendimento só é possível com pessoas competentes, com boa formação e motivadas. O Banco reconhece aos seus colaboradores este papel fundamental, investindo fortemente na captação e retenção de pessoas com talento que dão corpo à cultura e valores da instituição. O ATLANTICO, é um banco comprometido com o futuro, que faz parte da sua assinatura ( Futuros com valor ). PAG 32 33

18 3.2PRESENÇA GEOGRÁFICA 3.3MARCOS DA ACTIVIDADE 1 1 CABINDA Dando cumprimento ao Plano Estratégico definido até 2015, com o objectivo de estar próximo dos clientes institucionais, particulares e empresariais, e consentâneo com a estratégia de alargamento da base de clientes, no final de 2013 o ATLANTICO alcançou o objectivo de estar presente em todas as províncias de Angola. O banco tem 45 Centros no total: 43 Centros ATLANTICO, um Centro Private e um Oil & Gas Desk LUANDA ZAIRE 1 UÍGE 1 BENGO 1 K. NORTE 1 K. SUL 1 MALANJE 1 LUNDA NORTE 1 LUNDA SUL 2006 Criação do ATLANTICO em Angola O ATLANTICO foi o primeiro banco angolano a criar um Departamento de Compliance Criação do ATLANTICO Europa em Portugal, a plataforma europeia do Grupo ATLANTICO Lançamento da nova marca ATLANTICO em Angola e Portugal; Criação do Risk Office (RO) para gerir os riscos de crédito, de mercado, operacional e de liquidez, e para monitorar o risco reputacional e estratégico; Criação do ATLANTICO Research Center, unidade de pesquisa do grupo, especializada em estudos estratégicos e análise de sectores, desenvolvimentos macroeconómicos, entre outros; Criação da Academia Millennium ATLANTICO, em resultado da parceria entre a Sonangol, o Banco Millennium Angola (BMA) e o ATLANTICO, com o objectivo de administrar acções de formação que satisfaçam os requisitos e necessidades do sistema financeiro angolano Expansão da rede de distribuição do ATLANTICO em Angola, através da criação de 12 novos Centros, cobrindo mais de metade das províncias do País; Aumento do capital social do ATLANTICO em Angola de USD 97,5 milhões para USD 200 milhões; Aumento do capital social do ATLANTICO Europa de EUR 18 milhões para EUR 50 milhões; 1 4 BENGUELA 1 1 HUAMBO 1 BIÉ 1 MOXICO O ATLANTICO Europa torna-se membro do Target Participação como assessor financeiro na estruturação, montagem e colocação de um sindicato bancário no valor de USD 250 milhões para o financiamento das obras de infra-estruturas públicas desenvolvidas na Baía de Luanda; Assessoria ao Banco Regional do Keve, S.A. liderando a estruturação, montagem e colocação da primeira emissão de um empréstimo obrigacionista subordinado em Angola, no valor de USD 20 milhões, que foi integralmente colocada junto de subscritores institucionais domésticos; 1 NAMIBE 1 HUÍLA 1 CUNENE 1 KUANDO KUBANGO Criação do Oil & Gas Desk para responder às necessidades específicas das empresas do sector petrolífero; Lançamento do Centro de Contactos (Outbound e Inbound) com o objectivo de disponibilizar, divulgar e gerir os serviços de banca à distância (banca telefónica, internet banking, mobile e tablet); O ATLANTICO termina o ano estando presente na maioria das províncias de Angola, com 32 Centros de negócio; O Banco é reconhecido internacionalmente com o prémio Melhor banco de investimento em Angola 2012 pelas revistas World Finance e Global Banking & Finance Review; O ATLANTICO é distinguido internacionalmente com o prémio Banco mais inovador em Angola 2012 pela Global Banking & Finance Review; Aquisição de 61% do capital social da ODELL Global Investors - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, constituída em Centros ATLANTICO 9 Centros Corporate 1 Centro Private 1 Banca de Investimento PAG 34 35

19 3.4PRÉMIOS E DISTINÇÕES 2013 O ATLANTICO organiza a primeira edição do evento ATLANTICO Meetings, em Washington D.C. na semana dos encontros anuais do FMI e do Banco Mundial. O Governador do Banco Nacional de Angola, José Lima Massano, e o ex-economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O Neill, partilharam a sua visão sobre o futuro de Angola; Abertura da ATLANTICO Asset Management, no Luxemburgo, com o objectivo de fornecer serviços de gestão de activos alternativos; Presença geográfica em todas as províncias de Angola, consentânea com a estratégia de alargamento da base de clientes para os segmentos affluent e emerging afluent; Assessoria Financeira para aquisição de uma participação de 66,67% na empresa Soares da Costa Construção SGPS pelo valor de EUR 70 Milhões; O ATLANTICO é reconhecido internacionalmente com o prémio Melhor banco de investimento em Angola 2013 pelas revistas World Finance e Global Banking & Finance Review; O Banco é distinguido internacionalmente como Melhor banco de retalho em Angola 2013 pela revista Global Banking & Finance Review; O CEO do ATLANTICO, Carlos Silva, ganha o prémio Melhor gestor do ano (Prémios Sirius); O Projecto Baía de Luanda é premiado pelo Centro Waterfront (EUA) como Projecto de excelência de 2013 e reconhecido em Portugal como o melhor projecto de requalificação na categoria de Arquitectura Paisagística; Aumento do capital social de USD 250 milhões para USD 350 milhões O ATLANTICO é reconhecido internacionalmente como o Melhor banco de investimento em Angola em 2013 pelas revistas World Finance e Global Banking & Finance Review); O Banco é distinguido como Melhor banco de retalho em Angola em 2013 pela publicação Global Banking & Finance Review; O CEO do ATLANTICO, Carlos Silva, é eleito Melhor gestor do ano no âmbito dos Prémios Sirius, atribuídos pela consultora Deloitte com o objectivo de distinguir a excelência e as melhores práticas na gestão empresarial; 2012 O ATLANTICO conquista o prémio Melhor banco de investimento em Angola em 2012, atribuído pelas revistas World Finance e Global Banking & Finance Review; O Banco é reconhecido pela Global Banking & Finance Review como Banco mais inovador em Angola em 2012 ; O Projecto Baía de Luanda é premiado na África do Sul como O melhor projecto internacional de engenharia. O Projecto Baía de Luanda é premiado pelo Centro Waterfront (EUA) como Projecto de excelência de 2013 e reconhecido em Portugal como o Melhor projecto de requalificação na categoria de Arquitectura Paisagística. PAG 36 37

20 3.5MARKETING E COMUNICAÇÃO CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS Para reforçar a sua imagem de marca e comunicar novos produtos, o ATLANTICO apostou ao longo do ano em publicidade dirigida aos seus públicos-alvo. [ ] CAMPANHA INSTITUCIONAL O SEU AMANHÃ FAZ-SE AGORA Com esta mensagem pretende-se posicionar o ATLANTICO como o banco angolano que apoia aqueles que estão determinados a conseguir uma vida melhor e acreditam que o futuro depende do seu empenho na concretização dos planos definidos. O Banco está presente a nível nacional para fazer a diferença na vida de todos os angolanos. [ ] SOLUÇÕES DE CRÉDITO VIDA MELHOR MATIAS DAMÁSIO Em Julho de 2013, o ATLANTICO lançou a campanha Soluções de Crédito Vida Melhor para promover seis tipos de crédito que pretendem ajudar a melhorar a vida dos angolanos: casa recheada, hightech, obras, trabalhador- -estudante, renda e automóvel expresso. O Banco quer apoiar os seus clientes em todas as suas conquistas. [ ] GUIA DE LITERACIA FINANCEIRA O ATLANTICO decidiu colocar o conhecimento dos seus especialistas em matéria financeira ao serviço de todos os clientes, para que estes possam, de forma mais esclarecida, proteger e valorizar o seu dinheiro. Em Setembro lançou o Guia de Literacia Financeira, uma ferramenta que sistematiza toda a informação essencial para a compreensão dos produtos e serviços bancários. PAG 38 39

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