Perspectiva Mensal. Brasil: desafios para 2015 ficam ainda maiores

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Perspectiva Mensal. Brasil: desafios para 2015 ficam ainda maiores"

Transcrição

1 Perspectiva Mensal Ano 2015 Fevereiro 20/02/15 Brasil Brasil: desafios para 2015 ficam ainda maiores As primeiras semanas do ano trouxeram más notícias, mostrando que os desafios domésticos em 2015 serão maiores do que se imaginava. No campo fiscal, o déficit de 2014 indica um ponto de partida mais desfavorável para o ajuste este ano. Na inflação, novos aumentos de tarifa de energia elétrica pressionarão mais o IPCA. Já na atividade indicadores sugerem contração do PIB neste ano. Passado esse período crítico, no entanto, as coisas podem melhorar, com queda da inflação e crescimento em 2016, se a confiança na política econômica for retomada. (pág. 7) Internacional Aperto monetário nos EUA se aproxima De modo geral, o ambiente internacional permanece positivo. Mesmo a esperada elevação dos juros americanos tem sido bem aceita. O impasse na Grécia continua sendo o maior risco. (pág. 3) Renda Fixa Recompondo a alocação em prefixados Com o avanço recente nas taxas, prêmio ficou mais ajustado aos riscos. (pág. 14) Bolsa Mais riscos no cenário Apesar dos fundamentos domésticos fracos, a alta liquidez global e a baixa alocação em ativos brasileiros podem continuar trazendo suporte à bolsa brasileira. (pág. 16) Câmbio Continua o movimento pendular do mercado Da mesma forma que o mercado exagera para um lado, também exagera para o outro. (pág. 18) Este relatório foi produzido pelas áreas de economia e estratégia do Itaú Private Bank Charles Nogueira Ferraz, CFA, CFP Chefe de Investimentos Gina Baccelli, CFP Economista Chefe Private Brasil Rodrigo Santin, CGA, CFP Estrategista Flora Meirelles, CFA Estrategista Rodrigo Lopes, CFA Estrategista

2 Alocação tática 1 - Fevereiro de 2015 Classe de Ativo Posicionamento Motivo Riscos da Alocação Tática Pós-fixados 2 Igual ao longo prazo Classes de ativo parecem estar negociando no preço justo. Prefixados 3 Igual ao longo prazo O prêmio na curva reflete os riscos de alta na taxa de juros nos próximos meses. Risco de alta em um cenário de inércia inflacionária que obrigue o BC a subir ainda mais os juros. Risco de queda em um cenário de atividade muito fraca que faça com que o BC corte os juros antes do esperado. Indexados à inflação 4 Igual ao longo prazo Ajuste fiscal deve reduzir a chance de um rebaixamento da nota de crédito. Com isso os riscos parecem bem precificados na taxa de juros dos títulos indexados à inflação. Crescimento mais forte do que esperado nos EUA e decepção na implementação do ajuste fiscal no Brasil. Multimercados 5 Igual à de longo prazo Tendências ficam mais claras, o que favorece gestão ativa. Adicionalmente, fundos têm baixa correlação com outros mercados. Risco específico de cada gestor. Ações Igual à de longo prazo Bolsa negociando a um preço justo que incorpora as incertezas no mercado local e internacional mesmo num cenário de alta liquidez global. Risco de alta em um cenário de recuperação econômica no Brasil combinado com elevada liquidez global; Risco de queda em um cenário de deterioração da economia global e piora dos fundamentos domésticos. Ver página 22 para alocação por perfil 2

3 Internacional Aperto monetário nos Estados Unidos se aproxima A aceleração da recuperação da economia americana nos últimos meses deve levar o Fed a subir a taxa de juros este ano. A reunião que ocorre no dia 18 de março será importante para ter mais clareza quanto às expectativas do banco central americano. Na Europa a atividade começa a dar sinais de recuperação, mas o impasse na Grécia continua sendo o maior risco. Queda nos preços do petróleo levou a um movimento de redução de juros em vários países, reforçando cenário de crescimento maior especialmente nos emergentes. Os dados divulgados recentemente confirmam a sólida recuperação do mercado de trabalho americano. Em 2014 foram criados 3,1 milhões de empregos, muito acima dos 2,4 milhões de A taxa de desemprego está em 5,7%, chegando perto da taxa neutra estimada pelo Fed (entre 5,2 e 5,5%). Apesar de estarmos começando a ver alguma estabilização na participação da força de trabalho, que caiu ininterruptamente desde 2007, é evidente que o movimento não será forte suficiente para impedir a continuação da queda da taxa de desemprego. Curiosamente, uma parte considerável das pessoas que tem entrado na força de trabalho se desloca diretamente do status de não-participante para o status de empregado, sem passar por um longo período de busca de trabalho. Além disso, o crescimento real dos salários está mostrando sinais de aceleração pela primeira vez desde a crise de Mercado de trabalho em recuperação Criação de emprego formal (média móvel 6 meses / mil vagas) Taxa de Desemprego 12% 11% % % 8% 7% 6% % % Janeiro 2000 Janeiro % Fonte: Haver, Itaú 3

4 A inflação abaixo da meta continua sendo uma preocupação no contexto da recuperação da economia americana. No entanto, um dos principais fatores que impactaram recentemente a inflação foi a queda nos preços dos combustíveis. Este componente da inflação deve se normalizar na medida em que o preço do petróleo se estabiliza ao longo do ano. O núcleo da inflação desacelerou, mas isso também deve ser transitório. Essa desaceleração foi quase que inteiramente relacionada a três subitens voláteis: vestuário, carros usados e passagens aéreas. Excluindo esses três itens, a inflação anual permaneceu estável em 2%. Com isso, o núcleo da inflação deverá subir nos próximos meses. Com uma boa dinâmica de crescimento e queda da taxa de desemprego, acreditamos que o FOMC vai começar a subir os juros este ano. Junho nos parece uma boa aposta, mas uma sinalização mais clara terá de ocorrer na reunião marcada para 18 de março. O FOMC pode também decidir esperar um pouco mais, principalmente porque as expectativas de inflação continuam em níveis baixos. Mas mesmo que o Fed opte por esperar um pouco mais, acreditamos que o primeiro aumento não ocorrerá depois de setembro deste ano. Revisamos para melhor projeção de crescimento na Zona do Euro A economia europeia começou a mostrar sinais de recuperação desde o início do ano passado, com os índices de sentimento melhorando e os dados de atividade um pouco mais robustos. Essa melhora no sentimento deve continuar após a decisão do Banco Central Europeu de ampliar o programa de compras de ativos para 60 bilhões por mês incluindo títulos soberanos. As compras dos títulos soberanos serão feitas proporcionalmente à participação de cada país no capital do BCE. O programa de compras de ativos deve ajudar a prover liquidez para a economia e manter as taxas de juros baixas, mas outros fatores devem estimular ainda mais a atividade este ano. São eles: a queda nos preços do petróleo; a desvalorização do Euro, que ultrapassou 10% em termos reais nos últimos 12 meses, e a menor contribuição negativa das contas fiscais, já que boa parte do ajuste já foi feita em anos anteriores, permitindo aos governos até alguma postura mais expansionista. Com isso, elevamos a expectativa de crescimento da zona do euro para 1,2% em

5 Balanço do Banco Central Europeu ( bilhões) 3,50 3,00 2,50 2,00 1, Fonte: Bloomberg Grécia continua sendo o maior risco do cenário O atual programa de financiamento da dívida grega pelo BCE, FMI e União Europeia (conhecido como Troika) acaba no dia 28 de fevereiro. Se não houver um acordo quanto aos termos da extensão do programa, o governo grego não vai ter caixa suficiente para pagar dívidas que vencem no final de março e existe um grande risco de corrida bancária antes disso. Até agora as discussões avançaram pouco e as conversas apenas mostraram a distância entre os pontos de vista da Grécia e da Alemanha. Portanto não podemos descartar a possibilidade de um cenário negativo em que a Grécia seja obrigada a sair da união monetária. As potenciais consequências da saída da Grécia para o resto da Zona do Euro são limitadas. Como a maior parte da dívida da Grécia esta nas mãos de outros governos ou de instituições governamentais europeias, o sistema financeiro como um todo tem uma exposição pequena, o que diminui muito o risco de contaminação. Para a Grécia, no entanto, as consequências de uma saída da zona euro poderiam ser graves. Por isso continuamos a acreditar que o resultado mais provável é a renovação do acordo de financiamento. 5

6 Rodada e redução de juros ao redor do mundo Em janeiro houve decisão de política monetária em 23 países (ou regiões, no caso de zona do euro e Reino Unido) que acompanhamos. No entorno da decisão do BCE, discutida acima, outros oito bancos centrais em diferentes partes do mundo cortaram os juros, todos surpreendendo o mercado. Entre eles a Rússia, que havia implementado uma forte alta de juros em dezembro. Além dos bancos centrais que reduziram os juros, alguns outros como Hungria, África do Sul, Nova Zelândia, China e Cingapura adotaram um discurso mais expansionista, ou injetaram liquidez através de outros instrumentos. Essa tendência permanece em fevereiro, com o banco central da Austrália cortando juros em 0.25p.p. e com redução na taxa de depósito compulsório na China. A queda dos preços do petróleo é a principal explicação para essa onda de expansão monetária global. Mesmo países que têm preços controlados pelo governo puderam repassar a forte redução dos custos do petróleo aos preços dos combustíveis, o que levou a uma queda da inflação. Essa diminuição de juros ajuda a fortalecer nosso cenário de atividade global mais forte em 2015 e ajuda os emergentes que vinham com crescimento em queda desde o ano passado. O Brasil está na contra-mão desse movimento. O aumento da CIDE, imposto que incide sobre a gasolina, levou inclusive a uma elevação dos preços dos combustíveis domesticamente. Por sua vez, a inflação elevada faz com que o BC continue no processo de ajuste dos juros (ver cenário doméstico). 6

7 Brasil Brasil: desafios para 2015 ficam ainda maiores As primeiras semanas do ano trouxeram más notícias, mostrando que os desafios para 2015 serão maiores do que se imaginava. No campo fiscal, o déficit de 2014 indica um ponto de partida mais desfavorável para o ajuste este ano. Na inflação, novos aumentos de tarifa de energia elétrica pressionarão ainda mais o IPCA. Já na atividade, o corte de produção e investimento na indústria petrolífera e a manutenção de níveis baixos na confiança dos empresários e consumidores sugerem contração do PIB, situação que pode ser agravada por um possível racionamento de energia no país e de água em São Paulo. Passado esse período crítico, no entanto, as coisas podem melhorar se a confiança na política econômica for retomada, gerando queda da inflação e maior crescimento em Ajuste fiscal demandará um esforço maior para atingir a meta Em 2014, o setor público registrou déficit primário de 32,5 bilhões, ou -0,6% do PIB resultado mais baixo desde A queda no superávit primário foi resultado de uma postura fiscal expansionista tanto pelo lado da receita quanto da despesa, além da desaceleração da atividade econômica. A postura fiscal já está mudando (com o anúncio das medidas recentes de restrição de gastos e aumento de receitas), mas a fraqueza da atividade econômica continuará a impactar negativamente a arrecadação este ano. Os dados mostram que o ponto de partida para o ajuste fiscal é mais desfavorável do que estimávamos inicialmente. Logo, alcançar o mesmo objetivo demandará um esforço maior. Aumentar o superávit primário para R$ 66 bilhões este ano (meta do setor público consolidado) demandará um ajuste de quase R$ 100 bilhões. Para isso será necessário um novo anúncio de aumento da carga tributária, com impacto positivo de R$ 25 bilhões neste ano, de acordo com nossos cálculos. Do lado da despesa, esperamos queda de 4,6% em termos reais, alcançado através do corte já anunciado nos benefícios trabalhistas, do menor auxílio à CDE e de um ajuste significativo nas despesas discricionárias (investimento e custeio discricionário). Nossa projeção também conta com o sucesso em atingir a meta fiscal pelos governos regionais (R$ 11 bilhões), o que significaria um ajuste de quase R$ 20 bilhões (0,4% do PIB) de 2014 para 2015 na esfera regional. 7

8 Dessa forma, mantemos a projeção de superávit primário em 1,2% do PIB neste ano, mas reconhecemos os riscos dessa projeção. Há dificuldades de ordem política para implementar as medidas de ajuste fiscal. Em um cenário alternativo, com racionamentos de energia e água, a fraqueza da atividade econômica torna o quadro fiscal ainda mais desafiador. Com a queda no resultado primário e a alta nas despesas de juros, o déficit nominal acumulado em doze meses saltou de 5,8% para 6,7% do PIB em 2014 o dobro do observado em 2013 (3,3% do PIB). A dívida líquida do setor público subiu de 33,6% no início de 2014 para 36,7% do PIB em dezembro. Já a dívida bruta do governo geral acumulou alta de 6,6pp do PIB em Mesmo considerando o aumento no superávit primário em 2015, este não alcançará os níveis necessários para estabilizar a relação dívida/pib neste ano. Somente a partir de 2016, com o cumprimento da meta de gerar um superávit de no mínimo 2% do PIB, a relação dívida/ PIB pode começar a estabilizar. Dívida segue em alta 66% Dívida bruta Dívida líquida 48% 64% 46% 62% 44% 60% 42% 40% 58% 38% 56% 36% 54% 34% 52% 32% 50% 30% Dezembro 2007 Dezembro 2014 Fonte: Banco Central 8

9 Inflação deve ficar acima de 6,5% com pressão de energia elétrica O IPCA subiu 1,24% em janeiro, em linha com a nossa projeção e com a mediana das expectativas de mercado, com forte pressão dos preços administrados. A nossa projeção preliminar para o IPCA de fevereiro indica variação de 1,10% (ante 0,69% em fevereiro de 2014), o que resultaria numa aceleração da variação acumulada em 12 meses para 7,6%. Para 2015, elevamos a projeção para o IPCA de 7,1% para 7,4%, em razão da maior pressão dos preços administrados, particularmente da energia elétrica. Prevemos alta de 11,7% para os preços administrados em 2015 (anterior: 10,4%), em função da revisão na projeção de reajuste para a energia elétrica (de 30% para 40%). Já os preços livres devem variar 6,1% neste ano em linha com nosso cenário de atividade econômica mais fraca e de aumento da taxa de desemprego. A desaceleração da inflação dos preços livres em relação ao ano passado (6,7%) será determinada pelas altas menores da alimentação no domicílio e dos serviços. Para 2016, reduzimos a projeção para o IPCA de 5,7% para 5,5%, com revisão para baixo na inflação dos preços livres. A projeção para os preços livres passou de 5,8% para 5,5%, diante de um cenário de atividade econômica mais fraca e de preços mais baixos de commodities. Para os preços administrados, mantivemos a projeção do ano em 5,5%. Em um cenário alternativo, marcado pela ocorrência de racionamentos de água e energia, a queda da inflação dos preços livres em 2016 seria provavelmente maior. A nosso ver, nessa situação, o efeito negativo sobre a demanda impactaria a alta dos preços livres em Nesse caso, nossa projeção para o IPCA recuaria para 5,3% em IPCA - variação em 12 meses (%) IPCA Livres Administrados 14% 12% 11,7% 10% 8% 6,7% 7,4% 6% 4% 6,4% 53% 5,3% 6,1% 2% 0% Fonte: IBGE, BCB e Itaú 9

10 Revisamos projeção do PIB para queda de 0,5% em 2015 Os dados recentes mostram sinais de desaceleração da atividade econômica em dezembro e as perspectivas para o primeiro trimestre deste ano têm se deteriorado. Com a confiança dos empresários ainda em baixo patamar, a confiança dos consumidores em seu menor nível histórico e o alto patamar dos estoques na indústria, não vemos sinais de recuperação no primeiro trimestre deste ano. Adicionalmente, outros fatores contribuem negativamente. No setor de petróleo, os cortes em investimento e redução na projeção de crescimento da produção vão impactar a atividade econômica. Consideramos também que as dificuldades envolvendo algumas construtoras impactarão o ritmo de execução de suas obras de infraestrutura no curto prazo. Por isso, esperamos agora uma retração de 0,5% do PIB em Como resultado, projetamos um aumento da taxa de desemprego para 6,3% no fim de 2015, após ajuste sazonal (anteriormente, 6,0%). A população economicamente ativa (PEA) continua em tendência de crescimento nos últimos meses, e a deterioração da atividade econômica deve fazer com que o mercado de trabalho permaneça fraco. 10

11 Possível racionamento de energia e água pode piorar projeção para atividade em 2015 Diante dos riscos elevados de restrição de energia elétrica e abastecimento de água, estimamos um impacto adicional de -0,6 p.p. no PIB em 2015, no caso de um cenário que combine racionamento de 5% de energia elétrica com redução adicional de 25% do abastecimento de água para parte do Estado de São Paulo, durando até a próxima temporada de chuva. Estimamos que uma redução de 5% no consumo de energia elétrica tenha impacto negativo de 0,5 p.p. no crescimento em Já uma economia adicional na retirada de água das bacias dos sistemas Cantareira e Alto do Tietê teria impacto negativo de 0,1 p.p. no crescimento em O corte necessário de energia depende de quanto os reservatórios estão abaixo do limiar de racionamento. Um corte de 5% no consumo de energia elétrica por seis meses é suficiente para evitar que os reservatórios cheguem ao mínimo operacional até o inicio do próximo período chuvoso, se os reservatórios agregados atingirem 36% ao fim de abril. Já um corte de 10% pelo mesmo período é suficiente, se os reservatórios atingirem 30% ao fim de abril. A alta nas tarifas e a retração que projetamos na atividade econômica contribuem para limitar o crescimento do consumo de energia elétrica. A sinalização do governo de repassar para as tarifas elétricas os custos associados ao setor deve levar a uma alta média de 40% nas tarifas ao longo do ano. A alta das tarifas e a retração da atividade econômica tendem a reduzir a intensidade de um eventual programa de redução de consumo de energia elétrica. No final, adicionando todos os riscos à projeção de crescimento teríamos como resultado uma queda ao redor de 1,1% no PIB em Nível reservatórios - Agregado (% do total) Média (projeção) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Fonte: ONS e Itaú 11

12 Copom: cenário desafiador no curto prazo, desinflação no horizonte O Banco Central (BC) enfrenta um cenário desafiador no curto prazo com a perspectiva de a inflação ultrapassar o teto da meta neste ano. No horizonte mais longo, no entanto, a fraqueza da economia deve fazer a inflação convergir para a meta do governo. A atividade deprimida reduz os riscos dos efeitos secundários dos choques inflacionários. Entendemos que os efeitos da alta de preços administrados e da depreciação cambial sobre os demais preços da economia tendem a ser limitados. De fato, em pronunciamentos recentes, o presidente do BC, Alexandre Tombini, vem enfatizando que, apesar do aumento da inflação corrente, as expectativas de inflação de mais longo prazo começaram a recuar. O cenário a partir de 2016 é mais favorável. A atividade econômica fraca vem contribuindo para reduzir o nível de utilização da capacidade instalada na economia e para enfraquecer o mercado de trabalho, abrindo espaço para a redução da inflação de serviços. A antecipação da alta de preços administrados para 2015 também reduz a necessidade de aumentos expressivos no próximo ano. Dessa forma, em que pese a inflação alta de 2015, o cenário para 2016 está se tornando mais desinflacionário. A política fiscal migrando para o campo contracionista também contribui para a redução da inflação à frente. A busca pelo cumprimento da meta fiscal este ano deixará a política fiscal contracionista, reduzindo o peso sobre a política monetária. Na ata de sua última reunião, o Copom afirma que o balanço do setor público tende a se deslocar para a zona de neutralidade, mas não descarta a hipótese de migração para a zona de contenção. Diante desse cenário, acreditamos que o Copom está próximo do fim do ciclo de aperto monetário. Mantemos nosso cenário de uma elevação final de 0,25 ponto percentual em março e de manutenção da taxa Selic em 12,50% até o fim de Entretanto, com a recente depreciação maior do real, aumenta a possibilidade de o Copom elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 p.p na próxima reunião. 12

13 Câmbio mais depreciado e ajuste gradual nas contas externas Os ambientes interno e externo contribuem para um real mais depreciado. No cenário internacional, os preços de commodities mais baixos e o possível aumento de juros nos Estados Unidos devem ter impacto sobre o nível da taxa de câmbio ao longo do ano. Domesticamente, pesa o déficit em conta corrente elevado. Assim, projetamos a taxa de câmbio em 2,90 reais por dólar ao fim de 2015 e em 3,00 reais por dólar ao fim de A rápida depreciação cambial dos últimos dias está, portanto, em linha com os fundamentos, ainda que tenha ocorrido de forma mais rápida que o esperado. O déficit em conta corrente avançou de 3,6% do PIB em 2013 para 4,2% do PIB em 2014, principalmente devido à contribuição negativa da balança comercial, que saiu de um superávit de US$ 2,4 bilhões em 2013 para um déficit de US$ 3,9 bilhões em O investimento estrangeiro direto (IED) permaneceu elevado (2,9% do PIB) em 2014, mas insuficiente para cobrir a totalidade do déficit em conta corrente, aumentando assim a necessidade de outras modalidades de financiamento externo, como os fluxos de portfólio, que são tipicamente mais voláteis e dependentes das condições de liquidez global. Para 2015 e 2016, projetamos uma recuperação do saldo comercial. De um lado, o câmbio mais depreciado e o cenário de atividade econômica mais fraca contribuem para conter as importações, especialmente de bens de capital e bens intermediários, insumos tipicamente utilizados na indústria. De outro, o corte nas estimativas de produção de petróleo bruto e nas estimativas de capacidade de refino, somado à revisão para baixo nos preços de minério de ferro, atua no sentido de diminuir o valor das exportações. A resultante dessas forças é um superávit comercial em 2015 e 2016, apesar da concomitante queda na corrente de comércio. Mantemos, assim, a nossa projeção de saldo comercial de US$ 6 bilhões em 2015 e de US$ 13 bilhões em Se houver racionamentos de energia e água, projetamos um superávit comercial maior (US$ 7,5 bilhões em 2015 e US$ 14 bilhões em 2016). Com o recuo maior do PIB e do investimento, as importações tendem a desacelerar ainda mais em função do desempenho pior do setor industrial, principal demandante dos bens intermediários e de capital (que, juntos, representam quase 70% das importações brasileiras). Revisamos nossas projeções de cenário básico incorporando a retração esperada para o PIB em 2015 e pequeno crescimento em 2016, de forma que o déficit em conta corrente recua para 3,8% do PIB em 2015 (ante projeção anterior de 3,9%) e para 3,5% do PIB em 2016 (ante 3,6%). 13

14 Renda Fixa Recompondo a alocação em prefixados Com o avanço recente nas taxas, prêmio ficou mais ajustado aos riscos CDI implícito na curva de juros prefixada 13-fev dez-14 14,0% 13,5% 13,0% 12,5% 12,0% 11,5% 11,0% Jan-15 Jan-16 Jan-17 Fonte: Bloomberg Os principais temas do nosso radar não se alteraram: i) início da normalização da política monetária nos Estados Unidos; ii) estímulos na Europa e no Japão, que devem manter a liquidez alta no mundo; iii) ajuste, pela China, do modelo de crescimento; iv) riscos geopolíticos, sobretudo os originados na Grécia e na Rússia/Ucrânia; v) ajustes na política econômica doméstica; vi) escassez no Brasil de água, energia elétrica e vii) menor liquidez e renda disponível (credito desacelerando, aumento de impostos, menor fluxo de capitais, etc.) Os fundamentos, tanto para os prefixados como para as NTN- Bs, permanecem razoavelmente inalterados. Recentemente, algumas pioras pontuais foram neutralizadas por melhoras em outros fronts. Para os preços de mercado, um recente mau humor tomou conta dos negócios nas últimas semanas, motivado por fatores não apenas locais como também externos, e fez as taxas de juros avançarem bastante. 14

15 Iniciamos a recomendação de alocação tática menor que a estratégica em prefixados em dezembro último; desde então, as taxas já avançaram mais de 0,70% a.a. e agora o mercado negocia taxas acima de 13% a.a. Essa é uma taxa bem mais justa para compor a carteira, mesmo se o Banco Central não reduzir o ritmo de alta na Selic. Adicionalmente, o movimento do mercado começa a apresentar sinais de fadiga, o que deve limitar o potencial de mais altas. Assim, voltamos a recomendar a alocação tática em prefixados igual à de longo prazo. Nos indexados à inflação, a taxa da NTN-B 2024 tem oscilado mais que o normal devido à grande volatilidade apresentada pelo risco Brasil. A despeito da alta do risco-país, a queda nas taxas de juros dos Estados Unidos tem balanceado os movimentos no mercado. Prospectivamente, esperamos que a taxa de dez anos americana suba e que o risco Brasil negociado no mercado recue. Dessa maneira, entendemos que os riscos para movimentos de queda e de elevação na taxa da NTN-B 2024 estão bem equilibrados. Recomendação Prefixados: Recomendamos alocação tática em prefixados igual à estratégica. Indexados à inflação: Recomendamos alocação tática igual à estratégica. Títulos de crédito privado com isenção de IR devem ser analisados individualmente como opção aos títulos do Tesouro. Racional: O prêmio dos prefixados está ajustado aos riscos. Assimetrias positivas e negativas nas NTN-Bs estão bem equilibradas. 15

16 Bolsa Mais riscos no cenário Fundamentos podem piorar ainda mais durante o ano O mercado de ações brasileiro vem experimentando um período de grande instabilidade e incertezas neste início de Apesar de os investidores terem aprovado as medidas fiscais mais austeras anunciadas pela nova equipe econômica e da confirmação da política monetária expansionista a ser adotado pelo Banco Central Europeu, o cenário local continua muito desafiador. Além do ambiente de alta inflação/baixa atividade econômica já antecipado há muito tempo pelo mercado para este ano, os investidores tentam precificar os impactos na economia do final da operação Lava Jato na Petrobrás e em toda a cadeia do setor, além dos possíveis racionamentos de energia elétrica e água. Todos estes ingredientes trouxeram de volta o medo da perda do grau de investimento pelo Brasil, temor que havia diminuído desde o anúncio do novo time econômico ao final do ano passado. Esse cenário incerto, impõe muita cautela para o investimento em bolsa de valores, uma vez que muitas destas incertezas poderiam ter forte impacto para os resultados das empresas brasileiras nos próximos trimestres. Tabela de sensibilidade do múltiplo preço/lucro Ibovespa % ,9 9,2 10,6 11,9 13,5 14,5 15,8 17,2 18,5 Lucro Ibovespa 2015 e -10% -5% Base* +5% +10% ,5 7,1 6,7 6,4 6,1 8,7 8,3 7,9 7,5 7,1 10,0 9,4 9,0 8,5 8,2 11,2 10,6 10,1 9,6 9,2 12,7 12,1 11,5 10,9 10,4 13,7 13,0 12,3 11,7 11,2 15,0 14,2 13,5 12,8 12,2 16,2 15,3 14,6 13,9 13,3 17,4 16,5 15,7 15,0 14,3 +15% ,9 6,8 7,8 8,8 10,0 10,7 11,7 12,7 13,7 * Base representa alta de 7% 2015/2014 Fonte: Bloomberg 16

17 Em contrapartida, o cenário externo continua benigno com taxas de juros em níveis muito baixos em praticamente todo o mundo, e bancos centrais injetando dinheiro no mercado, o que vem ajudando a liquidez global que por sua vez sustenta os preços dos ativos de risco. Além disso, hoje os investidores estrangeiros estão pouco posicionados na bolsa brasileira, o que eventualmente poderia criar um fluxo positivo em caso de alguns dos riscos mencionados acima não se materializarem. O contraponto negativo vindo do mercado internacional continua sendo os baixos preços de algumas commodities que vêm impactando empresas exportadoras com alta representatividade no Ibovespa. O Ibovespa por volta dos 51 mil pontos negocia a um múltiplo Preço/Lucro de 2015 de aproximadamente 11,5x, pouco acima da sua média histórica e com pequeno desconto para seus pares emergentes. Acreditamos que os riscos estejam bem precificados nestes níveis, não havendo oportunidade para nos posicionarmos em bolsa acima/ abaixo da alocação estratégica de longo prazo. Desta forma, mantemos nossa posição Neutra tática em bolsa. Recomendação Sugerimos a alocação tática igual à de longo prazo. Para isso, recomendamos uma seleção de bons gestores, que têm o potencial de agregar valor à carteira com gestão fundamentalista, e uma parcela indexada ao IBX. 17

18 Câmbio E continua o movimento pendular do mercado... Da mesma forma que exagera para um lado, o mercado também exagera para o outro Taxa de câmbio dólar/real 3,00 Mercado parece estar exagerando na desvalorização do câmbio 2,80 2,60 2,40 2,20 2,00 1,80 1,60 1, Fonte: Bloomberg Os fundamentos para a continuidade da alta do câmbio nos próximos anos continuam. As teses de Estados Unidos crescendo mais rápido que a média dos países, Brasil entrando num período de ajustes e fim do ciclo de commodities pesam contra a moeda brasileira. Já no curto prazo, joga contra uma apreciação ainda maior do dólar o nível das taxas de juros em moeda local, alto para o padrão mundial. Além disso, as incertezas com as questões geopolíticas que vinham dominando os movimentos de mercado nas últimas semanas estão diminuindo, o que contribui para o aumento do apetite ao risco. Localmente, as incertezas políticas permanecem e fazem o contraponto da melhora no apetite a risco no exterior. Em termos de posicionamento dos especuladores de mercado, esses já parecem bem alocados em dólar contra o real, o que reduz as compras marginais da moeda americana. Na soma, parece que o dólar tem pouca força para continuar a escalada no curto prazo. Assim, passa a ficar mais provável uma realização de preços. 18

19 Recomendação Mantemos a recomendação zerada em dólar na carteira local Racional: Custo de carregamento (CDI menos o cupom cambial) da posição comprada em dólar elevado e liquidez global abundante devem fazer a alta do dólar arrefecer no curto prazo. 19

20 Cenário Básico Global Crescimento mundial 3,2 3,4 3,3 Estados Unidos 2,4 3,1 2,5 Europa 0,8 1,2 1,6 Japão 0,2 1,2 1,6 China 7,4 6,9 6,6 Fed Funds 0,10 1,1 2,6 Área Euro - Juros básicos 0,05 0,05 0,05 Japão - Juros básicos 0,10 0,10 0,10 Taxa de 10 anos do tesouro americano 2,17 2,80 3,3 Brasil PIB - Crescimento real (%) 0,0-0,5 1,0 IPCA (%) 6,4 7,4 5,5 IGP-M (%) 3,7 5,3 5,5 Taxa Selic (média - %) 11,0 12,30 12,50 Taxa Selic (fechamento - %) 11,75 12,50 12,50 Conta Corrente (%PIB) -4,2-3,8-3,5 Taxa de câmbio (fechamento - R$/US$) 2,66 2,9 3,00 Resultado fiscal primário (% PIB) -0,2 1,2 2,0 Os valores em laranja representam projeções; As projeções de PIB referem-se ao crescimento médio interanual 20

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram baixo desempenho em maio. A produção industrial

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Carta Mensal Mauá Sekular

Carta Mensal Mauá Sekular Mauá Participações I e II www.mauasekular.com.br contato@mauasekular.com.br Carta Mensal Mauá Sekular Fundos Macro Maio 2015 Sumário (I) (II) (III) Cenário Internacional Cenário Doméstico Principais Estratégias

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 06 de julho de 2010. CENÁRIO ECONÔMICO EM JUNHO A persistência dos temores em relação à continuidade do processo de recuperação das economias centrais após a divulgação dos recentes dados de

Leia mais

Relatório Mensal Agosto/2015

Relatório Mensal Agosto/2015 1. Cenário Econômico Relatório Mensal GLOBAL: A ata da reunião de julho do FOMC (Federal Open Market Committee) trouxe um tom mais conciliador. Embora a avaliação em relação à atividade econômica tenha

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Panorama Econômico Abril de 2014

Panorama Econômico Abril de 2014 1 Panorama Econômico Abril de 2014 Alerta Esta publicação faz referência a análises/avaliações de profissionais da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo necessariamente o posicionamento

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

Perspectivas para a Inflação

Perspectivas para a Inflação Perspectivas para a Inflação Carlos Hamilton Araújo Setembro de 213 Índice I. Introdução II. Ambiente Internacional III. Condições Financeiras IV. Atividade V. Evolução da Inflação 2 I. Introdução 3 Missão

Leia mais

Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo. Setembro 2013

Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo. Setembro 2013 Quem Paga a Conta? Rodrigo R. Azevedo Setembro 2013 2 Melhoras institucionais do Brasil desde 1994: aceleração do crescimento e queda da inflação 9% Brasil: Crescimento do PIB 24% IPCA Inflação Anual 7%

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Agosto 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

1. Ambiente Global...2. 2. Brasil: Tsunami Tupiniquim...2. 3. Fundo Mirae Asset MM Macro Strategy FI Comentário do Gestor...5

1. Ambiente Global...2. 2. Brasil: Tsunami Tupiniquim...2. 3. Fundo Mirae Asset MM Macro Strategy FI Comentário do Gestor...5 Tsunami tupiniquim Fonte: www.shutterstock.com Índice 1. Ambiente Global...2 2. Brasil: Tsunami Tupiniquim...2 3. Fundo Mirae Asset MM Macro Strategy FI Comentário do Gestor...5 4. Desempenho e Atribuição

Leia mais

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram bom desempenho em abril. A produção industrial

Leia mais

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012 DESTAQUES DO RELATÓRIO: Carteira Recomendada A nossa carteira para este mês de Outubro continua estruturada considerando a expectativa de aumento da taxa de juros a partir do próximo ano. Acreditamos que

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 07 de março de 2012. CENÁRIO ECONÔMICO EM FEVEREIRO O mês de fevereiro foi marcado pela continuidade do movimento de alta dos mercados de ações em todo o mundo, ainda que em um ritmo bem menor

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional Carta ao Cotista Abril 2015 Ambiente Macroeconômico Internacional O fraco resultado dos indicadores econômicos chineses mostrou que a segunda maior economia mundial continua em desaceleração. Os dados

Leia mais

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest SUMÁRIO PANORAMA 3 ATUAL CONTEXTO NACIONAL 3 ATUAL CONTEXTO INTERNACIONAL 6 CENÁRIO 2015 7 CONTEXTO INTERNACIONAL 7 CONTEXTO BRASIL 8 PROJEÇÕES 9 CÂMBIO 10

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM OUTUBRO São Paulo, 04 de novembro de 2010. O mês de outubro foi marcado pela continuidade do processo de lenta recuperação das economias maduras, porém com bons resultados no setor

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Relatório Mensal 2015 Março Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Composição da Carteira Ativos Mobiliários, Imobiliários e Recebíveis

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 02 de Janeiro de 2015 Prezado(a) Período de Movimentação FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 01/12/2014 a 31/12/2014 Panorama Mensal Dezembro 2014 A volatilidade

Leia mais

Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil

Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil VII Congresso Anbima de Fundos de Investimentos Rodrigo R. Azevedo Maio 2013 2 Principal direcionador macro de estratégias de

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Agenda 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Cenário Internacional Cenário Internacional Mundo cresce, mas pouco. Preocupação com China 4 EUA

Leia mais

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 Data: 29/04/2014 Participantes Efetivos: Edna Raquel Rodrigues Santos Hogemann Presidente, Valcinea Correia da Silva Assessora Especial,

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2014 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2014 1 No terceiro trimestre de 2014, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de -0,07%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 2,72% e o mercado de bolsa valorizou-se

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA MUNICIPAL DE NOVA PRATA RS RELATÓRIO BIMESTRAL 01/2015 JANEIRO E FEVEREIRO DE 2015

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA MUNICIPAL DE NOVA PRATA RS RELATÓRIO BIMESTRAL 01/2015 JANEIRO E FEVEREIRO DE 2015 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA MUNICIPAL DE NOVA PRATA RS RELATÓRIO BIMESTRAL 01/2015 JANEIRO E FEVEREIRO DE 2015 Como Presidente e Gestora do Instituto de Previdência

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JULHO/13

Relatório Econômico Mensal JULHO/13 Relatório Econômico Mensal JULHO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS mês

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM JULHO São Paulo, 05 de agosto de 2011. O desordenado cenário externo seguiu impondo fortes perdas aos mercados de ações em todo o mundo durante o mês de julho. As bolsas de valores

Leia mais

Classificação da Informação: Uso Irrestrito

Classificação da Informação: Uso Irrestrito Cenário Econômico Qual caminho escolheremos? Cenário Econômico 2015 Estamos no caminho correto? Estamos no caminho correto? Qual é nossa visão sobre a economia? Estrutura da economia sinaliza baixa capacidade

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Economic Outlook October 2012

Economic Outlook October 2012 Economic Outlook October 2012 Agenda Economia global Consolidação de crescimento global fraco. Bancos centrais estão atuando para reduzir riscos de crise. Brasil Crescimento de longo prazo entre 3.5% e

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros Projeções Economia Global

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real;

Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; 20-jan-2014 Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; Ibovespa recuou 1,04% na semana, seguindo

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM FEVEREIRO São Paulo, 04 de março de 2011. O mês de fevereiro foi positivo para os mercados de ações. Entretanto, o período foi marcado pelo aumento das tensões geopolíticas, com diversos

Leia mais

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Março / 2015 Cenário Econômico Bonança e Tempestade Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Bonança Externa Boom das Commodities Estímulos ao consumo X inflação Importações e real valorizado 2

Leia mais

Carteira Recomendada RENDA FIXA segunda-feira, 1 de junho de 2015

Carteira Recomendada RENDA FIXA segunda-feira, 1 de junho de 2015 1. Alocação recomendada para Junho de 2015 Classe de Ativo Carteira Conservadora* Carteira Moderada* Carteira Agressiva* Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Pós-Fixado

Leia mais

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas 1 O conturbado cenário nacional Economia em recessão: queda quase generalizada do PIB no 2º trimestre de 2015, com expectativa de

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE JULHO DE 2014 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE JULHO DE 2014 1 No segundo trimestre de 2014, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de 1,41%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 2,51% e o mercado de bolsa valorizou-se

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 01 de Abril de 2015 Prezado(a) FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 02/03/2015 a 31/03/2015 Panorama Mensal Março 2015 Os mercados financeiros seguiram voláteis ao longo do mês de março, em especial

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Agosto de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: PIB e Juros... Pág.3 Europa: Recuperação e Grécia... Pág.4

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 54,5% do PIB, com aproximadamente 53% do total do saldo destinado a atividades econômicas. A carteira

Leia mais

Cenário Econômico. Alocação de Recursos

Cenário Econômico. Alocação de Recursos BB Gestão de Recursos DTVM S.A. Cenário Econômico UGP- Unidade de Gestão Previdenciária BB Gestão de Recursos DTVM S. A. Alocação de Recursos setembro/2015 Outubro/2015 Cenário Econômico Economia Internacional

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

Relatório Econômico Mensal. Abril - 2012

Relatório Econômico Mensal. Abril - 2012 Relatório Econômico Mensal Abril - 2012 Índice Indicadores Financeiros...3 Projeções...4 Cenário Externo...5 Cenário Doméstico...7 Renda Fixa...8 Renda Variável...9 Indicadores - Março 2012 Eduardo Castro

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 04 de Maio de 2015 Prezado(a) FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 01/04/2015 a 30/04/2015 Panorama Mensal Abril 2015 No cenário internacional, o mês de abril foi marcado por surpresas negativas em

Leia mais

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013, em cumprimento

Leia mais

Cenário para 2015 contempla ajustes na economia brasileira e global

Cenário para 2015 contempla ajustes na economia brasileira e global Novembro/2014 Cenário para 2015 contempla ajustes na economia brasileira e global Temor de baixa inflação global nos parece exagerado, mas tende a manter liquidez global elevada até meados do próximo ano.

Leia mais

Relatório Econômico Mensal NOVEMBRO/14

Relatório Econômico Mensal NOVEMBRO/14 Relatório Econômico Mensal NOVEMBRO/14 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 6 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 8 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 01 de Outubro de 2012 Prezado(a) Período de Movimentação FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 03/09/2012 a 28/09/2012 Panorama Mensal Setembro de 2012 O mês de setembro

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE ABRIL DE 2014 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE ABRIL DE 2014 1 No primeiro trimestre de 2014, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de -0,04%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI foi de 2,40% e o mercado de bolsa mostrou queda de 2,12%, quando

Leia mais

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015 18/05/2015 EconoWeek DESTAQUE INTERNACIONAL Semana bastante volátil de mercado, com uma agenda mais restrita em termos de indicadores macroeconômicos. Entre os principais destaques, os resultados de Produto

Leia mais

SETEMBRO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO

SETEMBRO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO RELATÓRIO ECONÔMICO ÍNDICE Indicadores Financeiros Pág. 3 Projeções Pág. 4-5 Cenário Externo Pág. 6 Cenário Doméstico Pág. 7 Renda Fixa e Renda Variável Pág. 8 INDICADORES FINANCEIROS BOLSA DE VALORES

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 06 de abril de 2011. CENÁRIO ECONÔMICO EM MARÇO O otimismo relativo à continuidade do processo de recuperação econômica perdeu um pouco do ímpeto no mês de março após os eventos catastróficos

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP

2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP 2ª Conferência de Investimentos Alternativos: FIDC, FII E FIP São Paulo, 21 de Agosto de 2013 Hotel Caesar Park Patrocínio SPX Capital Agosto 2013 Perspectivas Macroeconômicas Inflação acumulada em 12

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 9 de outubro de 2015

INFORME ECONÔMICO 9 de outubro de 2015 Aug-10 Feb-11 Aug-11 Feb-12 Aug-12 Feb-13 Aug-13 Feb-14 Aug-14 Feb-15 Aug-15 INFORME ECONÔMICO RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Alta de juros nesse ano ainda é o cenário base do FED. No Brasil, a inflação

Leia mais

ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO SEGUNDO TRIMESTRE DO EXERCÍCIO DE 2011 INSTITUTO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR MUNICIPAL CAMAÇARI, BA

ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO SEGUNDO TRIMESTRE DO EXERCÍCIO DE 2011 INSTITUTO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR MUNICIPAL CAMAÇARI, BA ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO SEGUNDO TRIMESTRE DO EXERCÍCIO DE 2011 INSTITUTO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR MUNICIPAL CAMAÇARI, BA Belo Horizonte, Julho de 2011 ÍNDICE 1. Introdução...03

Leia mais

PARECER MENSAL - 6/2015 20/07/2015. Regime Próprio de Previdência Social do município de Sorriso - MT PREVISO

PARECER MENSAL - 6/2015 20/07/2015. Regime Próprio de Previdência Social do município de Sorriso - MT PREVISO PARECER MENSAL - 6/2015 20/07/2015 Regime Próprio de Previdência Social do município de Sorriso - MT PREVISO Prezado(a) Diretor(a) Executivo(a), Sr(a). Adélio Dalmolin; Atendendo a necessidade do Instituto

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado Políticas Públicas Lélio de Lima Prado Política Cambial dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 Evolução das Reservas internacionais (Em US$ bilhões) dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

Preços. 2.1 Índices gerais

Preços. 2.1 Índices gerais Preços A inflação, considerada a evolução dos índices de preços ao consumidor e por atacado, apresentou contínua elevação ao longo do trimestre encerrado em maio. Esse movimento, embora tenha traduzido

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA : Carta de Conjuntura do IPEA Apresentadoras: PET - Economia - UnB 25 de maio de 2012 1 Nível de atividade 2 Mercado de trabalho 3 4 5 Crédito e mercado financeiro 6 Finanças públicas Balanço de Riscos

Leia mais

Portfólio Dinâmico Julho 2013

Portfólio Dinâmico Julho 2013 Portfólio Dinâmico Julho 2013 : : O ÚLTIMO MÊS O desempenho dos ativos em Julho e no acumulado de 12 meses está descrito nas figuras abaixo: ntnb 1,51 ntnb 0,6 pré 1,34 pré 5,4 ações 1,49 ações 6,0 dolar

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico COMBATE INFLACIONÁRIO, INCERTEZA POLÍTICA 1 28 de Dezembro de 2015 O cenário fiscal ainda se mantem desafiador, uma vez que o quadro político permanece incerto, com a recente troca no comando do Ministério

Leia mais

Carta do Gestor. Vento Contra. Caros Investidores,

Carta do Gestor. Vento Contra. Caros Investidores, Carta do Gestor Vento Contra Caros Investidores, Há alguns meses temos ressaltado em nossas cartas a piora do ambiente global para as economias emergentes. Esse vento contra, formado inicialmente pela

Leia mais

PANORAMA NOVEMBRO / 2014

PANORAMA NOVEMBRO / 2014 PANORAMA NOVEMBRO / 2014 O mês de novembro foi pautado pelas expectativas em torno da formação da equipe econômica do governo central brasileiro. Muito se especulou em torno dos nomes que ocuparão as principais

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2015 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE OUTUBRO DE 2015 1 No terceiro trimestre de 2015, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de -2,75%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 3,43% e o mercado de bolsa apresentou

Leia mais

AGOSTO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO AGOSTO/2015

AGOSTO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO AGOSTO/2015 RELATÓRIO ECONÔMICO ÍNDICE Indicadores Financeiros Pág. 3 Projeções Pág. 4-5 Cenário Externo Pág. 6 Cenário Doméstico Pág. 7 Renda Fixa e Renda Variável Pág. 8 INDICADORES FINANCEIROS BOLSA DE VALORES

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CARAZINHO/RS. RELATÓRIO BIMESTRAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Fevereiro/15

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CARAZINHO/RS. RELATÓRIO BIMESTRAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Fevereiro/15 INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CARAZINHO/RS RELATÓRIO BIMESTRAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Fevereiro/15 INTRODUÇÃO Informamos que o conteúdo deste relatório bem como

Leia mais

X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA. BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012

X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA. BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012 X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012 CENÁRIO INTERNACIONAL ESTADOS UNIDOS Ø Abrandamento da política monetária para promover o crescimento sustentável. Ø Sinais

Leia mais

Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175

Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175 Carta Mensal Abr/Mai de 2013 nº 175 Destaques do mês - Preocupado com a inflação, mas também com as incertezas do cenário internacional, Copom inicia ciclo de aperto monetário com elevação de apenas 0,25%

Leia mais

12 de setembro de 2014

12 de setembro de 2014 Capacidade de promover mudanças Para o rating brasileiro a recuperação econômica conduzida por investimento e o rígido cumprimento das metas de superávit primário entre 2% e 3% são essenciais. Por outro

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa de juros Selic em 0,5 p.p., a 14,25% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A decisão ocorreu após elevação de 0,5 p.p no último encontro.

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA O Índice de Preços ao Consumidor da Classe Média de Curitiba - IPC-FAE, medido

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Abril/2015. Panorama Geral. O mês que passou

Abril/2015. Panorama Geral. O mês que passou Panorama Geral O mês que passou Abril/2015 O mês anterior teve como destaque na China, o anúncio, por parte do banco central chinês, do corte de um ponto porcentual no depósito compulsório das instituições

Leia mais

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015.

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na abertura do X Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

Cenário Macro - Setembro

Cenário Macro - Setembro Overview Atividade Econômica (mais detalhes na pag. ) Como antecipado, o processo de desaceleração econômica persiste como parte do ajuste nos salários reais. O PIB do segundo semestre caiu 1, na margem

Leia mais

O BRASIL NO NOVO MANDATO PRESIDENCIAL (2015-2019) 02 de Dezembro de 2014 IFHC

O BRASIL NO NOVO MANDATO PRESIDENCIAL (2015-2019) 02 de Dezembro de 2014 IFHC O BRASIL NO NOVO MANDATO PRESIDENCIAL (2015-2019) 02 de Dezembro de 2014 IFHC 1 1. Economia Internacional 2. Economia Brasileira 2 Cenário Internacional: importante piora nas últimas semanas Zona do Euro

Leia mais

China: crise ou mudança permanente?

China: crise ou mudança permanente? INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 29 de maio de 2015

INFORME ECONÔMICO 29 de maio de 2015 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Atividade econômica mostra reação nos EUA. No Brasil, o PIB contraiu abaixo do esperado. Nos EUA, os dados econômicos mais recentes sinalizam que a retomada da atividade

Leia mais

Aviso 1/2016 BCB Brasília, 8 de janeiro de 2016.

Aviso 1/2016 BCB Brasília, 8 de janeiro de 2016. Aviso 1/2016 BCB Brasília, 8 de janeiro de 2016. À Sua Excelência o Senhor Nelson Henrique Barbosa Filho Ministro de Estado da Fazenda Presidente do Conselho Monetário Nacional Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

Carta do gestor Setembro 2013

Carta do gestor Setembro 2013 Carta do gestor Setembro 2013 Em setembro, observamos significativa desvalorização do dólar e alta dos preços dos ativos de risco em geral. Por trás destes movimentos temos, principalmente, a percepção

Leia mais

Atravessando a Turbulência

Atravessando a Turbulência 1 Atravessando a Turbulência Guido Mantega Novembro de 20 1 2 Crise financeira sai da fase aguda A Tempestade financeira amainou. Há luz no fim do túnel. Crise não acabou, mas entra em nova fase. As ações

Leia mais

O desafio da competitividade. Maio 2012

O desafio da competitividade. Maio 2012 O desafio da competitividade Maio 2012 ECONOMY RESEARCH Roberto Padovani Economista-Chefe (55 11) 5171.5623 roberto.padovani@votorantimcorretora.com.br Rafael Espinoso Estrategista CNPI-T (55 11) 5171.5723

Leia mais

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO Sergio Vale Economista-chefe I. Economia Internacional II. Economia Brasileira Comparação entre a Grande Depressão de 30 e a Grande Recessão de 08/09 Produção

Leia mais

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE JANEIRO DE 2015 1

A seguir, detalhamos as principais posições do trimestre. PACIFICO HEDGE JANEIRO DE 2015 1 No quarto trimestre de 2014, o fundo Pacifico Hedge FIQ FIM apresentou rentabilidade de 0,79%, líquida de taxas. No mesmo período, o CDI apresentou variação de 2,76% e o mercado de bolsa mostrou queda

Leia mais

Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173

Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173 Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173 Destaques do mês - Copom sinaliza alta de juros, mas não se compromete com ação já na próxima reunião, em meados de abril; - Atividade econômica mostra sinais de recuperação

Leia mais