Biônica EXTREMA. Vai além da sala de aula. Levando a performance humana além da natureza

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Biônica EXTREMA. Vai além da sala de aula. Levando a performance humana além da natureza"

Transcrição

1 Distribuição Gratuita - nº 09 Dez 2014 / Jan 2015 Vai além da sala de aula Biônica EXTREMA Levando a performance humana além da natureza página 8 Foto: David Arky LUZ EFICIENTE os desafios superados na criação do LED azul página 6 TWISTED LIGHT orbital angular momentum of photons used to transfer data página 13 I M BATMAN sonar auxilia deficientes visuais a perceber o ambiente página 16

2 Faça Engenharia A National Instruments fornece o hardware e software de que os estudantes precisam para fazer experimentos, ir além da teoria e simulação e compreender o que significa a prática da engenharia. >> Saiba como a National Instruments apóia a próxima geração da inovação em ni.com/academic (11) National Instruments. Todos os direitos reservados. National Instruments, NI, e ni.com são marcas registradas da National Instruments. Os outros nomes de produtos e das empresas mencionadas são marcas registradas e nomes comerciais das respectivas empresas

3 Equipe da Universidade Federal de Itabjubá desenvolveu seu protótipo em um ano, competiu na Espanha e consagrou-se em 13º lugar dentre as 32 equipes inscritas na competição. Além do protótipo, estudantes desenvolveram habilidades de gestão, trabalho em equipe e realizaram um projeto de linha de montagem capaz de fabricar 600 motos por ano. O protótipo criado está apto até mesmo para competições profissionais da categoria, como o Moto3. Fotos: Vinícius Belon Competição de motovelocidade desafia universitários a construírem suas próprias motos texto por Márcio Augusto Pereira edição por André Sionek A cada dois anos é realizado, no autódromo de MotorLand, atual Circuito Oficial de Aragón na Espanha, o MotoStudent, uma competição realizada pela MEF (Moto Engineering Foundation). A competição reúne as principais equipes universitárias de motovelocidade do mundo, com o objetivo é projetar, produzir e avaliar um protótipo de uma moto de corrida, cumprindo os requisitos mínimos de segurança e dimensão especificados pelo regulamento. A competição em si representa um desafio para os alunos, que terão de provar suas habilidades de criatividade e inovação, aplicando diretamente suas habilidades de engenharia. As motocicletas são submetidas a rigorosas inspeções e passam por diversas provas estáticas e dinâmicas. Os projetos são avaliados não somente pelo seu desempenho na pista, mas também pelo ponto de vista industrial, avaliando aspectos como custo, design, inovação, industrialização, projeto de engenharia, apresentação, e também pela sua segurança e funcionalidade. Cada prova tem uma pontuação especifica, seguindo um critério de importância, e garantindo que o melhor conjunto vença a competição. Durante os dias de competição, cada equipe é alojada em um box no qual são realizados os ajustes finais da moto e onde a equipe é abrigada durante as provas. Revista Polyteck 3

4 Fotos: Vinícius Belon Fotos do projeto em CATIA, fabricação da carenagem, protótipo em exposição e equipe que representou a UNIFEI no MotoStudent na Espanha. Modalidades O MotoStudent é dividido em duas modalidades, com premiação em dinheiro para os melhores colocados de acordo com os critérios a seguir: Na modalidade MS1, cada equipe tem de realizar o projeto industrial mais completo possível de uma empresa cuja fabricação chegue a 600 motos por ano. É uma parte importante, pois visa unir todo o conhecimento técnico adquirido no projeto e fabricação da moto à parte burocrática de uma empresa. Os participantes devem considerar desde o layout da fábrica até as ferramentas de controle de qualidade, fornecendo aos membros da equipe uma noção de como funciona uma empresa, além de uma análise técnica e administrativa da viabilidade de um projeto numa linha de produção. A MS2 avalia a parte técnica do protótipo através de importantes testes de segurança e funcionalidade até a corrida final. Vale ressaltar que nenhuma moto compete no circuito sem ter passado pelos testes de segurança, pois a integridade física do piloto deve ser prioridade devido à alta velocidade das motos. Além disso, são realizados testes de frenagem, aceleração, dirigibilidade, etc. que somam pontos no MS2. Desenvolvendo uma moto de competição A Universidade Federal de Itajubá, tradicional por seus projetos especiais, tem a primeira e única equipe brasileira a competir no MotoStudent. A Coyotes Moto Racing UNIFEI nasceu com um grupo de estudantes de engenharia que teve a ideia de trazer mais uma modalidade de competição para dentro da universidade. Após um período de estruturação, em outubro de 2013, a equipe deu início ao primeiro protótipo brasileiro universitário de moto. Apesar de ser um projeto universitário, o protótipo é de altíssimo desempenho, estando apto até mesmo para competições profissionais da categoria, como o Moto3. O sonho de levar o Brasil a um novo patamar da engenharia em motovelocidade fez com que a equipe desse o melhor de si. O trabalho deu resultado: a Coyotes Moto Racing foi ao MotoStudent, na Espanha, no começo de outubro deste ano e terminou a corrida final em 13º lugar dentre 32 equipes inscritas na competição. Porém, conquistar essa colocação em menos de um ano de trabalho não foi fácil. "Diversos fatores dificultaram todo o processo de projeção e construção do protótipo, sendo o principal deles a falta de experiência, pois até então pouquíssimos membros tinham experiência com softwares de engenharia ou até mesmo com trabalho em equipe." Conta Márcio Augusto Pereira, Graduando em Engenharia Elétrica da UNIFEI e membro da Subequipe Motor e Transmissão da Coyotes. A equipe também teve dificuldades financeiras. Partes do projeto tiveram de ser adaptadas para atender a um orçamento mais enxuto, pois por ser um projeto pioneiro e ainda sem resultados, a Coyotes teve dificuldade para 4 Revista Polyteck

5 encontrar patrocinadores. Todo o desenho da moto é feito e simulado no software CATIA, um dos melhores programas de CAD 3D e de análise de peças e produtos. Atualmente, a subequipe de aerodinâmica está aprimorando o trabalho com simuladores CFD como o Ansys e o FEMAP/NASTRAN para análise do comportamento de fluidos. Alguns outros softwares como o Excel e o MatLab também são utilizados na confecção de alguns gráficos e definição de parâmetros. O espaço físico da equipe conta com uma oficina para a montagem e ajustes na moto e com um laboratório de compósitos para o desenvolvimento da carenagem, além dos lugares fornecidos pelos patrocinadores. O quadro e a carenagem foram as principais peças projetadas e fabricadas pela Coyotes, desde o processo de corte e soldagem dos tubos até o lixamento e acabamento da carenagem da moto. Devido à complexidade da motocicleta, os membros se especializam em vários sistemas que compõem o veículo, como: motor, transmissão, freios, direção, suspensão, telemetria, chassi, carenagem (aerodinâmica), segurança, injeção eletrônica. O excepcional resultado conquistado pela equipe mostra que desenvolver projetos como este durante a vida acadêmica aumentam ainda mais a qualidade dos profissionais formados nas universidades brasileiras. A Coyotes Moto Racing conta atualmente com 26 membros. São estudantes das engenharias: mecânica, aeronáutica, produção, elétrica, computação, civil, ambiental e controle e automação. A equipe também tem estudantes de administração e um intecambista que atualmente reside na França e colabora pela internet. Os participantes estão divididos em seis subequipes que, apesar de terem nomes e definições distintas, trabalham em conjunto para entregar o melhor protótipo. Subequipes técnicas A subequipe de Estrutura e Suspensão é responsável pelo projeto e desenvolvimento de partes estruturais como quadro, subquadro e swingarm, além de atuar nos sistemas de amortecimento, direção e freios. Para melhorar o desempenho final, são utilizados materiais com melhores propriedades estruturais e menor peso aliados a projetos inovadores e estruturas inteligentes. O objetivo final é aperfeiçoar os componentes de amortecimento e projetar sistemas mais eficientes e confiáveis. Embora fornecido pela organização, o motor Sherco 250cc depende de vários subsistemas que influenciam seu funcionamento. Por exemplo: os componentes da admissão, arrefecimento, exaustão e transmissão devem ser precisamente projetados para otimizar o desempenho e a segurança na pilotagem do protótipo. O tanque de combustíveis é fabricado em alumínio para diminuição de custos e riscos e seu volume é calculado para que o combustível dure exatamente o número de voltas necessárias na competição. Um filtro de ar esportivo melhora o desempenho e faz com que os gases sejam completamente queimados e despejados para fora do motor através de um sistema de escapamento especial. A potência gerada pelo motor é despejada nas rodas através de um sistema de transmissão calculado para equilibrar o torque e velocidade máxima necessária no circuito de alta velocidade de Aragón. Outra subequipe é responsável por projetar toda a carenagem da moto, fazendo desde simulações de fluxo de ar até testes de resistência dos materiais compósitos utilizados, como a fibra de vidro. É uma das subequipes que enfrenta complexidade em todas as etapas de fabricação, por isso muitos cuidados foram tomados quanto à estabilidade em altas velocidades. Além de todo o desenvolvimento aerodinâmico e estético, a carenagem deve ainda oferecer conforto ao dirigir, tornando seu desenvolvimento ainda mais complexo. A fabricação da carenagem começou com a construção do modelo 3D. A partir dele foram construídos moldes em espuma de poliuretano e massa plástica. Os paralamas foram obtidos a partir de usinagem por comando numérico, garantindo precisão no encaixe com as suspensões. Vibrações e forças aerodinâmicas foram levadas em conta no cálculo da espessura da fibra permitindo a redução no peso do conjunto. O resultado foi uma moto com baixa vibração e interface piloto-máquina sob medida, garantindo uma pilotagem segura. A equipe de eletrônica e telemetria utiliza diversos softwares de modelagem de circuitos eletrônicos e de captação e análise de dados a fim de definir, manter e aperfeiçoar o funcionamento do sistema elétrico da moto; obter dados através de sensores; realizar a programação de componentes para armazenar, transferir, analisar e interpretar os dados para uma melhoria de desempenho e identificação de problemas. Subequipes de gestão Para ser bem sucedido, um projeto precisa de uma gestão eficaz. A subequipe de gestão tem a função de auxiliar o desenvolvimento técnico com busca de recursos financeiros ou de serviços, divulgação, contatos, etc. Tendo em mente que equipes motivadas alcançam resultados inesperados, essa subequipe leva os membros a acreditar que podem ir mais longe. Dado o desafio da competição de criar um projeto para a produção de motocicletas em larga escala, a equipe viu a necessidade de criação de um grupo especializado em manufatura e negócios para a formulação da empresa fictícia do MS1. Nela são estudadas a análise do fluxo e descrição dos processos de manufatura, logística, recursos humanos, plano de controle de qualidade, estratégias de marketing, aspectos legais da empresa e estratégias de pós venda, por exemplo. Revista Polyteck 5

6 Porque o LED azul ganhou o Nobel de Física? texto por André Sionek Diodos emissores de luz, mais conhecidos como LEDs, são dispositivos que emitem luz visível quando energizados. Eles são eficientes fontes de luz que hoje são utilizadas em uma infinidade de aplicações que vão de displays tela plana até iluminação pública. Os LEDs revolucionaram a iluminação, pois podem alcançar uma eficiência de até 300 lumen por watt, cerca de 20 vezes maior que as lâmpadas incandescentes, além de durarem 100 vezes mais que as lâmpadas convencionais. Um LED é um sanduíche de cristais semicondutores dopados com diferentes impurezas. Um material é dopado positivamente - elétrons são retirados, deixando em seu lugar uma carga positiva chamada de buraco. Outro material é dopado negativamente, ficando com excesso de elétrons em sua estrutura. Quando uma corrente elétrica é aplicada, os elétrons e buracos se combinam na junção entre as camadas desses materiais e emitem luz. A cor da luz emitida depende do cristal semicondutor e da impureza utilizada na dopagem do componente. Por exemplo, fosfeto de gálio dopado com nitrogênio pode emitir luz verde ou amarela. Já a luz branca é uma combinação de vários comprimentos de onda. Para propósitos caseiros ou industriais de iluminação, a luz branca pode ser obtida pela combinação de LEDs que emitem luz vermelha, verde e azul. Outra alternativa é depositar fósforo em cima do material semicondutor de um LED azul ou ultravioleta. Assim, parte da luz emitida pelo diodo é convertida em vários comprimentos de onda, formando a luz branca como em uma lâmpada fluorescente comum. As versões que emitem luz verde e vermelha, baseados em Gálio e Fósforo, existem desde meados da década de 50. Porém, criar emissores azuis foi um desafio técnico que demandou décadas de esforços. Tanto que três inventores japoneses foram laureados com o Nobel em Física de 2014 devido à criação do LED azul, num raro exemplo do prêmio sendo dado a uma invenção prática. Logo no começo do seu desenvolvimento, físicos identificaram o Nitreto de Gálio (GaN) como um potencial candidato para a criação de LEDs azuis de alta potência. Porém, desafios na dopagem e crescimento das heteroestruturas baseadas neste material atrasaram o desenvolvimento do LED azul por mais de 30 anos. Uma dificuldade foi criar cristais finos e de alta qualidade, outra foi dopar o GaN de forma que ele emitisse luz de forma eficiente. Na década de 80, Isamu Akasaki e Hiroshi Amano, da Universidade de Nagoya, Japão, otimizaram o processo de crescimento e conseguiram obter cristais de GaN de alta qualidade. Eles também fizeram importantes observações 6 Revista Polyteck

7 sobre as propriedades de GaN dopado com cargas positivas, que foram explicadas posteriormente para Shuji Nakamura, abrindo caminho para a fabricação de heteroestruturas baseadas em Nitreto de Gálio. Akasaki, Amano e Nakamura, laureados com o Nobel em 2014, persistiram no GaN por muito tempo depois de seus competidores terem desistido e trocado de material. Somente no começo dos anos 90 eles conseguiram a emissão de luz azul a partir de estruturas baseadas em Nitreto de Gálio. eficientes diodos emissores de luz azul que possibilitaram fontes de luz branca brilhantes e econômicas." Fontes: Elisa De Ranieri, Nature Nanotechnology 9, 880 (2014) Elizabeth Gibney, Nature 514, (2014) Da luz azul para a branca Estas descobertas levaram ao desenvolvimento de fontes de luz branca que utilizam somente 10% da energia consumida por lâmpadas incandescentes. Quase todas as lâmpadas de LED brancas consistem em um emissor de luz azul combinado com um ou mais materiais luminescentes, que convertem parte da luz azul para comprimentos de onda maiores. Considerando que quase um quarto do consumo de energia mundial é atribuído à iluminação, o potencial desta invenção fica claro. No futuro, LEDs azuis serão provavelmente usados em dispositivos portatéis que podem desinfetar ou esterilizar água, ou talvez até mesmo em memórias de computador que utilizem luz em vez de de eletricidade para guardar dados. O prêmio foi entregue aos cientistas em reconhecimento "pela invenção de Produtos Personalizados para quem curte QUALIDADE Mostre quem você é... IDENTIFIQUE, você com + estilo. Solicite o seu orçamento e layout sem compromisso. Personalizamos do jeito que você quiser e enviamos para todo o Brasil!

8 Biônica EXTREMA Como componentes eletromecânicos estão ajudando deficientes a superar limitações - e ir além texto por Raisa Jakubiak Prótese biônica de tornozelo e pé que se encaixa por meio de um soquete ao corpo humano. Com uma massa de 2 kg, é equivalente ao pé de uma pessoa de 80 kg. Hugh Herr alcançou feitos impressionantes já na infância, como escalar o Monte Temple, de aproximadamente 3544 m de altura, com apenas oito anos. Quando chegou à adolescência, já era considerado um dos melhores escaladores da costa oeste dos EUA pela revista Rock and Ice. Em janeiro de 1982 Herr, 17 anos, e o amigo Jeff Batzer, 20, preparavam-se para escalar o Monte Washington (1917 m), famoso pelas bruscas mudanças de tempo, localizado no estado americano de Nova Hampshire. A montanha manteve durante 76 anos o recorde da maior rajada de vento medida diretamente na superfície da Terra, 372 km/h, medido por um observatório climático no pico da montanha na tarde de 12 de abril de Foi esta natureza errática do Monte Washington que mudou para sempre a vida de Hugh Herr. O que começou como uma subida normal e sob condições climáticas favoráveis transformou-se e um pesadelo com ventos de mais de 160 km/h e sensação térmica de -43 ºC. Durante quatro dias os dois sobreviveram fazendo cavernas de gelo e se mantendo abraçados para minimizar a perda de calor. Os dois foram resgatados, mas Herr teve as pernas amputadas abaixo do joelho devido ao congelamento. 8 Revista Polyteck

9 Fotos: David Arky Performance sobrehumana Mesmo com limitações, Herr voltou a escalar após o acidente. E as ravinas rochosas foram os seus primeiros laboratórios. Ele passou a ver um grande potencial em seu novo corpo. À medida que avançava em uma escalada, Herr percebia que seu corpo ficava cada vez mais frio e mais dolorido, mas suas pernas não. Ele era capaz de se mover mais rápido e subir mais alto do que antes, em parte por ter perdido mais de 6 kg na cirurgia. Durante uma escalada, Herr fez a pergunta que mudou sua vida: Por que as próteses não podem superar a performance dos membros reais? Neste momento, ele chegou à conclusão de que não havia razão para que seus novos pés tivessem que, necessariamente, imitar os antigos. Ele sentiu que a tecnologia dos membros artificiais era inadequada, e não o seu corpo. E essa ideia simples, mas poderosa, foi como um chamado para mudar os paradigmas da tecnologia assistiva. Ele poderia cortar os calcanhares para reduzir o peso, aumentar a dureza das pernas onde fosse útil, adicionar pinos para escalada no gelo ou fazer pés estreitos o suficiente para entrar em pequenas reentrâncias. Depois de um ano, Hugh estava escalando melhor do que nunca: Eu comecei escalar faces rochosas que eu não conseguiria escalar antes do acidente, com minhas pernas biológicas, disse ele para a revista de escalada Ascent. Obtendo sucesso com o desenvolvimento de membros artificiais para escalada, Herr decidiu cursar faculdade com a missão desenvolver tecnologia para ajudar não só a si mesmo, mas a outras pessoas. Durante a graduação, ele cursou matérias de matemática e ciência, além de ter descoberto uma nova paixão: a física. Ele então começou a trabalhar com um fabricante de próteses local Após acordar da cirurgia, uma enfermeira disse a Herr que ele seria capaz de andar utilizando aquelas coisas chamadas de pernas artificiais. Andar, não escalar. Elas eram muito mais rudimentares do que eu imaginava, disse Herr à REEL Entrepreneurs, Eu basicamente disse: é isso? Você está brincando comigo? Revista Polyteck 9

10 Biônica: a interface entre a biologia e o design Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 15% da população mundial, ou seja, mais de 1 bilhão de pessoas, sofre com algum tipo de deficiência motora. Devido à tecnologias ineficientes, essas condições levam muito frequentemente a indivíduos com baixíssima qualidade de vida, principalmente porque, segundo um relatório da ONU, 80% das pessoas com deficiência motora estão localizadas nos países em desenvolvimento. Cientistas, engenheiros e designers têm observado a natureza através do olhar da ciência para extrair princípios, processos e materiais que estão revolucionando a área: desde materiais sintéticos que mimetizam materiais biológicos até métodos computacionais que emulam processos neurais. Os modelos presentes na natureza inspiram o design, e a recíproca também é verdadeira: no campo da genética, medicina regenerativa e biologia sintética estão surgindo novas tecnologias não existentes na natureza. Herr acredita que um trabalho muito melhor deve ser feito em biônica para dar reabilitação total a pessoal com lesões deste tipo, e não apenas mantê-los em cadeiras de rodas, como é feito desde o século VIII. O seu trabalho no Centro para Biônica Extrema do MIT Media Lab tem como missão desenvolver ciência fundamental em biomecânica e controle biológico de movimentos, aliada à capacitação tecnológica em prol da reabilitação das funções de uma grande gama de deficiências cerebrais e corporais. A equipe do laboratório tenta devolver funções biológicas normais a indivíduos que tiveram a mobilidade comprometida devido a traumas ou doenças. O grupo também desenvolve tecnologias que aumentam a performance humana além do que é previsto pela natureza. Estes objetivos são alcançados combinando a ciência da neuromecânica celular e de organismos com o design de dispositivos biônicos. O centro inclui estudantes e pesquisadores das áreas de biomecânica, neurociência e biofísica, além de engenheiros mecânicos, biomédicos e de tecidos. A biônica encabeça a engenharia de interfaces extremas. Nas pernas de Herr existem três interfaces extremas. A mecânica diz respeito a como as suas próteses são anexadas à parte biológica do corpo; a dinâmica a como elas se movem como carne e osso e a elétrica; a elétrica se relaciona a como as próteses se comunicam com o sistema nervoso do usuário. em um esforço para melhorar a aderência das pernas artificiais aos seus usuários. Em seguida, ele continuou seus estudos e fez seu mestrado em engenharia mecânica no MIT, um PhD em biofísica em Harvard e, finalmente, pós-doutorado novamente no MIT. Foi assim que de um escalador profissional que nem cogitava ir à universidade, Herr pivotou para a carreira acadêmica e fundou o Centro para Biônica Extrema no MIT. Cerca de 80% dos desabilitados vive em países em desenvolvimento, o que torna o acesso a novas tecnologias assistivas ainda mais difícil. Interface mecânica: Na área de projetos, ainda não há um entendimento completo de como anexar dispositivos ao corpo mecanicamente. Herr afirma ficar surpreso que até hoje não temos ideia de como anexar coisas a nossos corpos sem causar desconforto. Os membros biônicos dos usuários são anexados a seus corpos através de peles sintéticas com rigidez variadas, que mimetizam as características biomecânicas dos tecidos biológicos. Para imitar os tecidos naturais, a equipe do MIT Lab desenvolveu um modelo matemático dos membros biológicos de Herr. Para isso, foram usadas ferramentas de imagem, como a ressonância magnética, para olhar dentro do corpo humano e compreender as geometrias e localizações de diferentes tecidos. Eles também utilizaram ferramentas robóticas, como um círculo com 14 atuadores que se encaixam ao redor do membro biológico. Os atuadores se aproximam e tocam a superfície do membro, medindo seu formato natural. Em seguida eles exercem pressão sobre os tecidos para medir a compliância (propriedade inversa à rigidez de um material) em cada ponto anatômico. A equipe então combina os dados para criar uma descrição matemática dos membros biológicos. A equipe também tem adicionado materiais 10 Revista Polyteck Atuadores utilizados para medir o formato e compliância dos membros biológicos para posterior descrição matemática.

11 A prótese contém um atuador ligado em série com um sistema de suspensão de lâminas de fibra de carbono. Toda a sola do pé é feita em lâminas para fornecer elasticidade. O atuador é composto por um motor DC brushless de 200 W e transmissão ballscrew. Uma bateria lítio-polímero recarregável de 0,22 kg fornece energia para o motor. A prótese tem eficiência de cerca de 67%: 30 J de energia elétrica produzem 20 J de trabalho líquido durante o período de caminhada. A bateria carregada tem autonomia de passos, o suficiente para caminhar de 4 a 5 km a uma velocidade de 1.75 m/s. - Uma pessoa comum dá em média 3060 ± passos por dia. Infográfico: Herr H M, Grabowski A M, Proceedings of the Royal Society B Revista Polyteck 11

12 inteligentes nas peles sintéticas como, por exemplo, um material desenvolvido pelo Stanford Research Institute International que muda de rigidez sob efeito eletrostático. Quando não há tensão aplicada, o material é frouxo, como uma folha de papel. No entanto, quando uma tensão é aplicada, ele se torna rígido. Este material é adicionado às peles sintéticas que unem os membros biônicos aos corpos biológicos dos pacientes. Na sua palestra para o TED, Herr explica que, quando ele anda, não há tensão aplicada, logo a interface é mole e anatômica. No entanto, quando se aperta um botão, tensão é aplicada e a interface então enrijece, oferecendo mais possibilidades de manobras com o membro biônico. Interface dinâmica A equipe de Herr estuda como seres humanos com fisiologia normal ficam em pé, andam, correm e realizam diversas atividades do cotidiano para desenvolver próteses que se movem como carne e osso. Entender o que os músculos fazem e como eles são controlados pela medula espinhal é fundamental para construir o tipo de membro biônico desenvolvido pela equipe. Mas como as próteses funcionam? Quando o calcanhar atinge o chão, o sistema controla a rigidez dos materiais para atenuar o impacto do membro com a superfície. O membro biônico fornece torque e potência para erguer a pessoa durante as passadas algo comparado ao trabalho dos músculos da região da panturrilha. Essa propulsão biônica é muito importante para os pacientes clinicamente pois, ao contrários de próteses passivas, faz com que atividades diárias, como subir as escadas da própria casa, possam ser realizadas da mesma maneira que um indivíduo com funções biológicas normais. Não só isso, mas a biônica também é capaz de feitos atléticos incríveis, como correr sobre superfícies rochosas e, obviamente, escalar montanhas. Eles também estão trabalhando em exoesqueletos usando os mesmos princípios das próteses. Eles são colocados ao redor de um membro biológico e aplicam torques e potências idênticas aos dos músculos, reduzindo o custo metabólico e protegendo as articulações. Herr comenta que uma pessoa saudável que use o exoesqueleto por 40 minutos, deve sentir suas próprias pernas ridiculamente pesadas e esquisitas ao retirar o aparelho. Interface elétrica Por fim, como os membros biônicos se comunicam com o sistema nervoso dos pacientes? Eletrodos são colocados ao redor dos membros residuais dos pacientes. Esses medem o pulso elétrico dos músculos, que são então enviados ao membro biônico. Assim, quando um paciente pensa em mover o membro, a parte robótica rastreia estes sinais. Através de pesquisa, os pesquisadores foram capazes de criar um modelo do membro biológico faltante. Eles descobriram como os reflexos ocorrem e como os reflexos na medula espinhal controlam os músculos. Assim, incluíram estas capacidades em chips embutidos nos membros biônicos. Após este processo, os pesquisadores passaram a trabalhar em modular a sensibilidade do reflexo e o reflexo espinhal modelado, com o sinal neural. Assim, quando o usuário relaxa os músculos do membro residual, há pouco torque e potência. Porém, quanto mais ele aplica força nos músculos, mais torque é fornecido pelo membro biônico, permitindo até a realização de atividades mais pesadas como a corrida. Futuro dos membros biônicos Mais de 1000 pacientes já usam as próteses como as de Herr, chamadas BiOMs, dos quais 400 são soldados americanos lesionados em combate. Hoje em dia estas pessoas são capazes de realizar as atividades cotidianas de forma confortável e estável, melhorando consideravelmente sua qualidade de vida. Além disso, um estudo recente da equipe, publicado na Conferência Internacional da Sociedade de Medicina e Biologia em agosto deste ano, visa melhorar a performance das próteses em diferentes terrenos, como rampas e escadas, assim como a melhora na transição entre estes obstáculos através do estudo do controle volitivo (processo cognitivo pelo qual um indivíduo decide a praticar uma ação). Porém eles querem ir mais longe do que isso, a ideia é estreitar o laço entre os humanos e os membros biônicos externos. Para isso, estão realizando experimentos com o crescimento de nervos através de arranjos de microcanais. O nervo se fixa a células epiteliais e musculares e assim é possível saber como a pessoa quer se mover. Esta informação pode ser enviada via wireless ao membro biônico, fazendo com que seus sensores convertam este estímulo em canais sensoriais. Assim, quando este projeto estiver totalmente desenvolvido para uso humano, pessoas com deficiências, assim como o próprio Herr, não apenas usarão membros biônicos que se movem como carne e osso, mas realmente vão se sentir como se tivessem seus membros biológicos novamente ou pela primeira vez. Fontes: TED Talk: The new bionics that let us run, climb and dance (2014) Kannape O A, Herr H M, International Conference of the IEEE Engineering in Medicine and Biology Society, Agosto de Leslie Baehr, Business Insider Australia, 14/08/2014 REEL Entrepreneurs, Inc - The Innovators: Dr. Hugh Herr, Director, Biomechatronics at MIT Organização das Nações Unidas (ONU) Organização Mundial da Saúde (OMS) 12 Revista Polyteck

13 A twisted light in communications text by Raisa Jakubiak Who lived the Space Race times, during Cold War, may be a little disappointed nowadays. Just eight years after launching the first man into space (Yuri Gagarin, April 1961), mankind was already stepping on the moon surface for the first time (Apollo 11 Mission, July 1969). Following this perspective, people would have imagined that, by now, we should have been spending Holidays in Mars since long ago. Reality: the year is 2014 and we still don t have flying cars, teleportation, suspended animation of humans, human space colonies and strong artificial intelligence, like the computer Hal in 2001, a Space Odyssey, by director Stanley Kubrik. However, two technology fields developed impressively in the last decades, to levels that surpass the imagined in past science fiction: electronics and telecommunications. Helical modes of the electromagnetic field are characterized by a wavefront that is shaped as a helix, with an optical vortex in the center, at the beam axis. The columns shows the light beam helical structures, phase fronts, and corresponding intensity distributions. From giant computers, which processors occupied several rooms, to smartphones Apollo 11 s computer processing capacity was lower than nowadays pocket calculators we are witnessing a real revolution. This evolution in electronics is also leading to striking and rapid improvement in other fields, like telecommunications. With the advent of the broadbands, it became possible to transfer large amounts of data per second. For example, personal video communication, exalted in 70 s sci-fi movies, is now a daily reality. Computer graphics increased impressively, and that is no obstacle for you to receive beautiful images from Mars or just watch astronauts working in the International Space Station seated on your couch live and wireless. However, the demand for even higher bandwidth capacities have been inducing scientists to research new technologies, capable of transmitting huge amounts of data in little time. One of them is through understanding quantum properties of light. In the 90 s, it was discovered that light beams with helical phase fronts have orbital momentum. Angular momentum, which is one of the most fundamental physical quantities in both classical and quantum mechanics, can be divided into two components in paraxial beams (a beam is considered paraxial if their wave fronts form small angles with the propagation axis): spin angular momentum Revista Polyteck 13

14 Left upper image: Anton Zeillinger, a quantum physicist at the University of Vienna, who implied that the amount of data that a light beam can carry could be increased using the orbital angular momentum of photons. Right upper image: Small grey-scale images from Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig Boltzmann and, of course, Erwin Schrödinger were transfered using orbital angular momentum of a laser beam. The 3 kilometer free-space experiment was performed in the city of Vienna. Right lower image: Cross Talk Matrix for different OAM superposition settings (in logarithmic scale), that shows the distinguishability of OAM mode superposition. They were able to distinguish the modes with an average error rate of 1.7% and a channel capacity of 3.89 bits. The image also shows two grayscale images encoded and transmitted in these OAM-mode superpositions. The upper image (Wolfgang Amadeus Mozart) has 4 bits per pixel, which corresponds to 16 grayscale settings. As a result, the full available set of modes was used to encode this image. The received image has a bit error ratio of 1.2%. The lower image (Ludwig Boltzmann) has 3 bits per pixel, which required 8 different modes. The average error rate for this image was measured to be 0.8%. Image at bottom of next page: Sketch of the experimental setup. The 3 kilometer free-space experiment was performed in the city of Vienna. The sender modulates a 532 nm laser with an SLM. The different phase holograms that modulate the beam correspond to superpositions of OAM modes. At the receiver, the transmitted modes were observed and recorded with a CCD camera. By analyzing the images, they characterized the atmospheric stability of the OAM modes and used them for transmitting real information. Transfering data through orbital angular momentum Most recently, free-space information transfer has also took use of the advantages of the OAM: in contrast to SAM, which has only two possible states, the angular momentum can assume, in theory, infinite values resulting in infinite possibly achievable OAM states. Thinking geometrically, each state is associated with an integer which indicates its helicity. The helical modes are characterized by an integer number m, positive or negative. If m=0, the mode is not helical and the wavefronts are multiple disconnected surfaces, for example, a sequence of parallel planes (from which the name plane wave ). The larger m is, more twists the helix has. This property gives the angular momentum the potential to increase significantly the capacity of communication systems when using the OAM states of the beam as information. Being capable of carrying angular momentum, photons have proven to be good candidates for the development of this technology. In 2001, Anton Zeillinger, a quantum physicist at the University of Vienna, implied that the amount of data that a light beam can carry could be increased using the orbital angular momentum of photons. Indeed, among other experiments, in 2012 a team composed by researchers in several countries and leaded by USC has succeeded at transmitting data through twisted light beams at a rate of simply 2.56 TERABITS per second. What is the rate of your broadband? 30 megabits/s? That is just 85,000 times slower. 14 Revista Polyteck

15 (SAM), which relates to photon spin, and orbital angular momentum (OAM), associated with spatial distribution. Allen demonstrated, in 1996, that helically phased beams (helical modes of the electromagnetic field are characterized by a wavefront that is shaped as a helix, with an optical vortex in the center, at the beam axis.these discoveries lead to several applications in technology, mainly in optics and quantum information processing. Can twisted light survive to air turbulence? Although some successes were obtained, researchers asked themselves if this kind of transmission would be affected by turbulence in free-air long distance transmissions, especially above big cities. In 2012, a group of researchers from Italy and Sweden succeeded in transmitting two radio beams at the same frequency for 442 m. The signal was transmitted from one Venice s island to another, and they were received and decoded clearly. In a more recent work, Zeillinger and his team investigated the effects of air turbulence in the transmission of photon OAM states above big cities. They restricted the light beam to 16 OAM modes and transmitted it directly from the radar tower of the Central Institute for Meteorology and Geodynamics from Vienna s University to the rooftop of their own institute building. What information did they transmit? Small grey-scale images from Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig Boltzmann and, of course, Erwin Schrödinger three of the most important Viennese of all time, the latter two having studied the physics that has direct impact on this accomplishment. In accordance to Mario Krenn, a physicist at the University of Vienna, since they performed the experiment with a laser, the results are very far from the single-photon regime. In order to obtain the OAM modes, the researchers used a spatial light modulator. It is a device that imposes some form of spatially varying modulation on a beam of light. A simple example is an overhead projector transparency. In this case, Krenn explained to IEEE Spectrum that the modulator used in this experiment is a usual pixel display with about one thousand by one thousand pixels where you can change the reflective index of each pixel. This allows us to introduce phase changes of 0 and 2π for each pixel. When we direct the laser beam at this spatial structure, the laser light undergoes these phase changes and develops specific intensity energy patterns. The group also discovered that high quality lenses were necessary if they intended to maintain the OAM modes untouched, since lower quality seemed to kill the OAM modes as soon as they reached them. So using high quality lens, they collimated the reflected light into a 6 cm wide beam, which projects the light patterns on a screen 3 km away. Finally, all 16 different patterns, resulting from each one of the orbital angular momentum modes, were recorded by a CCD camera. Fortunately, although turbulence caused the patterns position on the screen to move, the OAM modes were not largely affected by open air turbulence. The patterns were recognized and then associated with the 16 OAM starts using an artificial neural network. The results of the successful 3 km transmission were communicated in the New Journal of Physics, with Krenn as lead author. He states that, since they triumphed in imparting OAM modes without much interference from open-air turbulence, their method brings promising implications as far as ground-satellite communications are concerned, for Earth s atmosphere is about 6 km thick. We may still don t have flying cars, for in this world it is information that flies quick and high. Sources: Jian Wang et al., Nature Photonics 6, (2012) Mario Krenn et al., New J. Phys. 16, (2014) Graham Gibson et al.,optics Express Vol. 12, No (2004) IEEE Spectrum, Alexander Hellemans, 20 Nov 2014 IEEE Spectrum, Alexander Hellemansd 25 Apr Revista Polyteck 15

16 I M BATMAN texto por Raisa Jakubiak Eu sou o verdadeiro Batman afirma Daniel Kish em sua palestra ao Poptech, entre risos. Daniel perdeu a visão com pouco mais de um ano de idade devido a um retinoblastoma. No entanto, isso não o impediu de ter uma infância normal correndo, subindo em árvores e até andando de bicicleta. Na década de 70 não havia bengalas brancas para crianças deficientes visuais, então, para poder se locomover pelo ambiente, ele aprendeu a enxergar fazendo cliques com a língua. Isso possibilita a identificação de relações espaciais utilizando a emissão e reflexão dos sons assim como morcegos utilizam. Sabe-se que alguns animais, como morcegos e animais marinhos, utilizam ecolocalização com fins de orientação e navegação. Eles emitem sinais acústicos e analisam os ecos resultantes para extrair informações sobre o ambiente em questão. Isso oferece diversas vantagens funcionais em termos de orientação e aquisição de alimento, ajudando a compensar a falta de informações visuais devido à escuridão noturna ou águas turvas. Assim como Daniel, outros deficientes visuais também utilizam a ecolocalização para se mover no espaço com alta precisão. Eles são capazes de distinguir desde texturas de superfícies até estimar distâncias. Através do sistema perceptual, o cérebro tenta descobrir e explorar o ambiente, de maneira que as informações relevantes acumuladas durantes as experiências sejam melhoradas. Quando um deficiente visual utiliza as técnicas de ecolocalização, o sistema visual do cérebro é recrutado para auxiliar no processamento dos estímulos não visuais, construindo imagens que representam os estímulos percebidos. Tanto a visão quanto a audição podem interpretar padrões de ondas refletidas por superfícies, sendo as ondas sonoras refletidas chamadas de ecos. O uso de ecos, ou localização por sonar, pode ajudar uma pessoa a perceber três características de objetos presentes no ambiente: localização, dimensão, e superfície (sólida ou esparsa, refletiva ou absorvedora). Estas informações auxiliam o cérebro na extração de uma imagem funcional do ambiente por até centenas de metros, dependendo do tamanho dos elementos e da intensidade do sinal sonoro. Por exemplo, um carro estacionado, detectável a 5 ou 6 metros de distância, pode ser percebido como um objeto grande que começa baixo em uma extremidade, fica mais alto no meio e depois fica baixo novamente na outra extremidade. Já uma árvore é entendida como estreita e sólida na parte mais baixa, aumentando em todas as direções e ficando mais espaçada no topo. Características mais específicas, como tamanho, quantidade de folhas e altura dos galhos também podem ser determinadas. Sonar ativo e sonar passivo Existem dois tipos de processamento de sons do ambiente: ativo e passivo. O sonar passivo é o mais utilizado pelos seres humanos, e consiste nos sons produzidos involuntariamente por quem está ouvindo, como passos e batidas com a bengala branca. As imagens produzidas são relativamente vagas e sem foco. O sonar passivo é suficiente para a detecção da presença de 16 Revista Polyteck

17 Ecolocalização é uma forma de acústica que utiliza sonares ativos para localizar objetos. Muitos animais, como morcegos e golfinhos, utilizam este método para caçar, evitar predadores, e para navegar emitindo sons e analizando as ondas refletidas. Animais com a habilidade de ecolocalização contam com vários receptores que permitem ter uma melhor percepção sobre a distância e direção de um objeto. Ao perceber uma diferença na intensidade do som e um atraso na chegado do som refletido, o animal é capaz de detectar a localização, tamanho, densidade e outras características do objeto. Humanos com deficiência visual também são capazes de utilizar biosonares para facilitar sua navegação. objetos, mas não permite a distinção de características de maneira detalhada. Já o sonar ativo envolve o uso de um sinal sonoro que é produzido ativamente pelo indivíduo. Esta modalidade permite a percepção de características específicas, assim como objetos a maiores distâncias. David descreve o método como uma conversa ativa com os elementos do ambiente. Emitindo sons, pode-se realizar perguntas específicas para o ambiente e receber respostas claras. Os cientistas que estudam o sistema de ecolocalização de morcegos dão a este processo o nome de interrogar o ambiente. O morcego está envolvido ativamente em sondar características do local para extrair determinadas características através de um arranjo de emissões sonoras complexas, quase tão variadas quando um idioma. Apenas recentemente descobriu-se que seres humanos podem aprender a fazê-lo da mesma maneira. Todos dizem que eu sou muito bom nisso, mas eu nunca penso. Simplesmente me vem naturalmente, assim como a respiração. - Daniel Kish sempre se orientou desta maneira, sem perceber que agia como um morcego ou Batman. Testando o sonar humano Interessados em estudar o quanto seres humanos podem compensar a falta de visão através desta técnica, uma equipe liderada por Lutz Wiegrebe, um neurologista na Universidade Ludwig Maximilian em Munique, Alemanha, recrutaram oito estudantes para aprender certas habilidades básicas de ecolocalização. Todos tinham visão normal e realizaram os testes utilizando vendas. Para a prova de conceito, dois professores de ecolocalização, cegos desde a infância, também realizaram os testes. Primeiramente, os estudantes foram ensinados a como produzir os cliques corretos utilizando suas línguas. Depois foram vendados e levados a um corredor longo e estreito, onde praticaram como descobrir a localização e distância das paredes através do tempo que cada clique levava para ser ecoado aos seus ouvidos. Wiegriebe comenta que, apesar de alguns alunos terem mais facilidade do que outros, a maioria apresentou resultados bons após duas ou três semanas de treinamento, conseguindo se orientar através dos cliques sem esbarrar em nenhuma parede. Num segundo teste, os pesquisadores criaram uma versão virtual do corredor para verificar a importância movimentos da cabeça e do corpo na exatidão da percepção dos participantes. Novamente, para garantir a eficiência do experimento e que a acústica simulada era realista, os dois deficientes visuais e experts em ecolocalização foram convocados para testar o equipamento. Revista Polyteck 17

18 Os alunos foram instruídos a utilizar os cliques e seus ecos para alinhar seu corpo com o corredor virtual. Eles foram vendados e permaneceram sentados em uma cadeira, fazendo cliques em um microfone enquanto um programa de computador simulava o corredor. Na primeira parte do teste, eles foram instruídos a se mover pelo corredor virtual sem movimentos da cabeça ou do corpo, apenas utilizando um joystick. Já na segunda, eles eram autorizados a se mover nas cadeiras e girar suas cabeças para determinar a posição no cômodo. A diferença entre os dois experimentos foi impressionante: quando os participantes não podiam mexer seus corpos, eles não eram capazes de se mover de maneira correta pelos corredores, batendo nas paredes. Já quando eles tinham permissão para se mover, os ecolocalizadores novatos se adaptaram rapidamente e foram capazes de se mover pelos corredores virtuais sem maiores dificuldades. Desta maneira, o estudo tornou evidente que não só a utilização de cliques e ecos fornece vantagens funcionais e uma vida normal a pessoas com deficiência visual, mas também é possível aprender as habilidades da utilização da ecolocalização tendo visão normal. Estes experimentos são importantes inclusive no estudo das práticas de ecolocalização em animais já que, segundo Lore Thaler, psicóloga na Universidade de Durham, Reino Unido, um morcego não consegue usar um joystick. Daniel Kish tem mestrados em Psicologia e Educação Especial. Ele foi a primeira pessoa cega no mundo a receber uma certificação de Especialista em Orientação e Mobilidade. Fundou a World Acess for the Blind, uma associação que oferece treinamentos de ecolocalização a pessoas com deficiência visual, principalmente crianças, para que tenham uma vida normal. Fotos: Thatcher Cook Fontes: Wallmeier L, Wiegrebe L, Self-motion facilitates echo-acoustic orientation in humans, R. Soc. open sci. 1: (2014) Thaler L, Echolocation may have real-life advantages for blind people: an analysis of survey data, Front Physiol. 4: 98 (2013) World Acess for the Blind Teaching the blind to navigate the world using tongue clicks: Daniel Kish at TEDxGateway 2012 Daniel Kish: Blind Vision - Poptech Patrocínio: Vai além da sala de aula A Polyteck é um projeto de educação e divulgação científica que busca complementar a formação dos estudantes universitários brasileiros. Informações sobre anúncios e parcerias estão disponíveis em: Envie sua crítica, elogio ou sugestão para: Edição 09 Dezembro 2014 / Janeiro 2015 Distribuição Gratuita Diretor Executivo: André Sionek Diretora de Redação: Raisa Requi Jakubiak Diretor Comercial: Fábio A. S. Rahal Revisão: Rudolf Eckelberg Imagens: Shutterstock, stock.xchng Impressão: Gráfica Radial Editora Polyteck Ltda - ME Fones: Este trabalho é licenciado sob Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License. Os pontos de vista expressos nos artigos não refletem necessariamente a posição da Editora Polyteck.

19

20 Realize seu Ph.D em uma universidade australiana. A LAE auxilia na busca do pesquisador orientador do seu projeto de pesquisa. Contamos assessores reconhecidos e certificados como especialistas em educação naquele país através do Australian Education International AEI e PIER Online como Qualified Education Agent Counsellors, o que garante que a informação e orientação que proporcionamos aos nossos estudantes é verídica, completa e efetiva. São 16 anos de experiência representando todas as universidades da Austrália com 43 unidades em 13 países. Entre em contato com o escritório da LAE mais próximo de você: BELO HORIZONTE Rua Antônio de Albuquerque, 156 sala 611 Funcionários Belo Horizonte MG CEP Telefone: FLORIANÓPOLIS Avenida Osmar Cunha, sala 302 Koerich Empresarial Rio Branco Florianópolis SC CEP: Telefone: / RIO DE JANEIRO Rua São Clemente, 41 Botafogo Rio de Janeiro - RJ CEP Telefone: FORTALEZA Rua Assis Chateaubriand, 35 Sala 06 Dionísio Torres Fortaleza CE CEP: Telefone: PORTO ALEGRE Travessa Saúde, 50 (Atrás do Hospital Militar) Bairro Auxiliadora Porto Alegre - RS CEP: Tel/fax: / SÃO PAULO Rua Barão do Triunfo, 550 conj. 65 Brooklin São Paulo SP CEP: Tel/fax: phd.latinoaustralia.com.br/

Sensores Ultrasônicos

Sensores Ultrasônicos Sensores Ultrasônicos Introdução A maioria dos transdutores de ultra-som utiliza materiais piezelétricos para converter energia elétrica em mecânica e vice-versa. Um transdutor de Ultra-som é basicamente

Leia mais

Veículo Urbano Inteligente da ZF: perfeito para a cidade

Veículo Urbano Inteligente da ZF: perfeito para a cidade Página 1/6, 01/07/2015 Veículo Urbano Inteligente da ZF: perfeito para a cidade Manobrabilidade no trânsito urbano com o conceito inovador de eixo dianteiro e motores elétricos montados próximos às rodas

Leia mais

Módulo 6: Inteligência Artificial

Módulo 6: Inteligência Artificial Módulo 6: Inteligência Artificial Assuntos: 6.1. Aplicações da IA 6.2. Sistemas Especialistas 6.1. Aplicações da Inteligência Artificial As organizações estão ampliando significativamente suas tentativas

Leia mais

Automação Industrial Parte 5

Automação Industrial Parte 5 Automação Industrial Parte 5 Prof. Ms. Getúlio Teruo Tateoki http://www.getulio.eng.br/meusalunos/autind.html Sensores capacitivos -Sensores de proximidade capacitivos estão disponíveis em formas e tamanhos

Leia mais

Internet of Things. utilizá-la em diversos tipos de negócios.

Internet of Things. utilizá-la em diversos tipos de negócios. Internet of Things 10 formas de utilizá-la em diversos tipos de negócios. INTRODUÇÃO As interfaces Machine to Machine (M2M) estão facilitando cada vez mais a comunicação entre objetos conectados. E essa

Leia mais

Sistema Visual Humano. Carlos Alexandre Mello. Pós-Graduação em Ciência da Computação. Carlos Alexandre Mello cabm@cin.ufpe.br 1

Sistema Visual Humano. Carlos Alexandre Mello. Pós-Graduação em Ciência da Computação. Carlos Alexandre Mello cabm@cin.ufpe.br 1 Carlos Alexandre Mello Pós-Graduação em Ciência da Computação Carlos Alexandre Mello cabm@cin.ufpe.br 1 Nós somos criaturas visuais A maior parte das informações que adquirimos vem dos nossos olhos Cerca

Leia mais

Projeto de Pesquisa Demanda Universal Edital FAPEMIG 01/2010

Projeto de Pesquisa Demanda Universal Edital FAPEMIG 01/2010 Projeto de Pesquisa Demanda Universal Edital FAPEMIG 01/2010 shigueonomura@hotmail.com É proibida a reprodução parcial ou total deste documento sem a autorização expressa do autor deste projeto de pesquisa.

Leia mais

Características. Gráficos em tempo real, incluindo medições, gráfico de barras, parciais de circuito, tempos de volta, e texto.

Características. Gráficos em tempo real, incluindo medições, gráfico de barras, parciais de circuito, tempos de volta, e texto. Vídeo VBOX Pro combina em um só equipamento um aquisitor de dados GPS e multi câmeras de alta qualidade para gravação de vídeo e displays em tempo real. Gravação de Multi Câmeras Combinando até quatro

Leia mais

Professor Ventura Ensina Tecnologia

Professor Ventura Ensina Tecnologia Professor Ventura Ensina Tecnologia Experimento PV003 Telefone Experimental Ensino Fundamental Direitos Reservados = Newton C. Braga 1 Prof. Ventura Ensina Tecnologia Telefone O telefone pode ser considerado

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO JOÃO FÁBIO PORTO. Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO JOÃO FÁBIO PORTO. Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO JOÃO FÁBIO PORTO Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática São Paulo 2010 JOÃO FÁBIO PORTO Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática

Leia mais

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MESTRADO EM DESIGN PROGRAMA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DESIGN, ARTE E TECNOLOGIA RACHEL ZUANON

UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MESTRADO EM DESIGN PROGRAMA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DESIGN, ARTE E TECNOLOGIA RACHEL ZUANON UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MESTRADO EM DESIGN PROGRAMA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DESIGN, ARTE E TECNOLOGIA RACHEL ZUANON GABRIEL DA COSTA PATROCINIO São Paulo, 2012 MENZEL, D`ALUISIO, Robo Sapiens:

Leia mais

Testes de túnel de vento

Testes de túnel de vento Fornecido pelo TryEngineering - Foco da lição Esta lição enfoca os testes em túnel de vento que engenheiros de várias áreas usam quando desenvolvem produtos como aeronaves, automóveis e até mesmo edifícios.

Leia mais

Design pedagógico Módulo IV

Design pedagógico Módulo IV Energia Design pedagógico Módulo IV Escolha do tópico O que um aluno entre 14 e 18 anos acharia de interessante neste tópico? Que aplicações / exemplos do mundo real podem ser utilizados para engajar os

Leia mais

SISTEMAS INTELIGENTES DE APOIO À DECISÃO

SISTEMAS INTELIGENTES DE APOIO À DECISÃO SISTEMAS INTELIGENTES DE APOIO À DECISÃO As organizações estão ampliando significativamente suas tentativas para auxiliar a inteligência e a produtividade de seus trabalhadores do conhecimento com ferramentas

Leia mais

Assunto 9 : Tecnologias de Inteligência Artificial nos Negócios

Assunto 9 : Tecnologias de Inteligência Artificial nos Negócios Assunto 9 : Tecnologias de Inteligência Artificial nos Negócios Empresas e outras organizações estão ampliando significativamente suas tentativas para auxiliar a inteligência e a produtividade de seus

Leia mais

DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO PARA O ENSINO DA TECNOLOGIA DE USINAGEM

DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO PARA O ENSINO DA TECNOLOGIA DE USINAGEM VI CONGRESSO NACIONAL DE ENGENHARIA MECÂNICA VI NATIONAL CONGRESS OF MECHANICAL ENGINEERING 18 a 21 de agosto de 2010 Campina Grande Paraíba - Brasil August 18 21, 2010 Campina Grande Paraíba Brazil DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Guião A. Descrição das actividades

Guião A. Descrição das actividades Proposta de Guião para uma Prova Grupo: Ponto de Encontro Disciplina: Inglês, Nível de Continuação, 11.º ano Domínio de Referência: Um Mundo de Muitas Culturas Duração da prova: 15 a 20 minutos 1.º MOMENTO

Leia mais

INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO COM ROBÔS LEGO

INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO COM ROBÔS LEGO RAYNER DE MELO PIRES ANA PAULA SUZUKI ANDRÉ REIS DE GEUS GABRIELA QUIRINO PEREIRA SALVIANO LUDGÉRIO FELIPE GOMES INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO COM ROBÔS LEGO JULHO DE 2010 SUMÁRIO 1 O que é o NXT?...4 2 Explicando

Leia mais

LED - ILUMINAÇÃO DE ESTADO SÓLIDO

LED - ILUMINAÇÃO DE ESTADO SÓLIDO LED - ILUMINAÇÃO DE ESTADO SÓLIDO Marcelle Gusmão Rangel, Paula Barsaglini Silva, José Ricardo Abalde Guede FEAU/UNIVAP, Avenida Shisima Hifumi 2911, São José dos Campos - SP marcellerangel@gmail.com,

Leia mais

Faça você mesmo: Do Projeto 3D às Ferramentas de Fabricação Digital

Faça você mesmo: Do Projeto 3D às Ferramentas de Fabricação Digital Faça você mesmo: Do Projeto 3D às Ferramentas de Fabricação Digital Raul Arozi Moraes Technical Specialist AUBR-63 Inovação e Colaboração Móvel Sobre a Autodesk +10 milhões usuários em mais de 800,000

Leia mais

VCA Treinamento em Algoritmo

VCA Treinamento em Algoritmo Conteúdo VCA Treinamento em Algoritmo VCA Treinamento em Algoritmo Conteúdo Algoritmos Rastreador (tracker) Monitoramento Objeto Abandonado/Removido Pessoas Calibração Classificação Linha de contagem Auto

Leia mais

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial Inteligência Artificial As organizações estão ampliando significativamente suas tentativas para auxiliar a inteligência e a produtividade de seus trabalhadores do conhecimento com ferramentas e técnicas

Leia mais

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O corpo humano é projetado para funcionar como uma unidade, com os músculos sendo ativados em seqüências especifica para produzir um

Leia mais

SENSORES E ATUADORES: PLANO DE DISCIPLINA

SENSORES E ATUADORES: PLANO DE DISCIPLINA SENSORES E ATUADORES: PLANO DE DISCIPLINA Cynthia Thamires da Silva cynthiathamires@usp.br João Francisco Justo Filho jjusto@lme.usp.br Bruno Martin de Alcântara Dias alcantara.dias@usp.br Armando Antônio

Leia mais

Sensores e Atuadores (1)

Sensores e Atuadores (1) (1) 4º Engenharia de Controle e Automação FACIT / 2009 Prof. Maurílio J. Inácio Introdução Sensores Fornecem parâmetros sobre o comportamento do manipulador, geralmente em termos de posição e velocidade

Leia mais

INTERAÇÃO HOMEM COMPUTADOR AULA 3. Professora Marcia Pereira marciapsm@gmail.com Sistemas de Informação

INTERAÇÃO HOMEM COMPUTADOR AULA 3. Professora Marcia Pereira marciapsm@gmail.com Sistemas de Informação INTERAÇÃO HOMEM COMPUTADOR AULA 3 Professora Marcia Pereira marciapsm@gmail.com Sistemas de Informação CONTEÚDO Revisão Framework PACT Atividade de Revisão REVISANDO Design de sistemas é importante, instigante

Leia mais

Dissertação de Mestrado Engenharia Eletrotécnica - Energia e Automação Industrial

Dissertação de Mestrado Engenharia Eletrotécnica - Energia e Automação Industrial Dissertação de Mestrado Engenharia Eletrotécnica - Energia e Automação Industrial Sistema de mobilidade elétrica de duas rodas de elevada eficiência e performance José Carlos Marques da Silva Dezembro

Leia mais

O MUNDO ESTÁ MUDANDO, RÁPIDO.

O MUNDO ESTÁ MUDANDO, RÁPIDO. O MUNDO ESTÁ MUDANDO, RÁPIDO. SUCESSÃO DO PAPA EM 2005 SUCESSÃO DO PAPA EM 2013 FOTOGRAFIAS: LUCA BRUNO MICHAEL SOHN VIVEMOS EM UM MUNDO LÍQUIDO COM ORGANIZAÇÕES SÓLIDAS. ZYGMUNT BAUMANN sociólogo polonês

Leia mais

TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS

TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS SANDRA MARIA MORAIS VALENTE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Área de

Leia mais

Comunicação de dados entre um Amplificador Lock-in e um Monocromador Cornerstone utilizando o DataSocket do LabVIEW

Comunicação de dados entre um Amplificador Lock-in e um Monocromador Cornerstone utilizando o DataSocket do LabVIEW Comunicação de dados entre um Amplificador Lock-in e um Monocromador Cornerstone utilizando o DataSocket do LabVIEW Julyanne Silva Cunha 1 ; Francisco Aurilo Azevedo Pinho 2 1 Aluna do Curso de Física;

Leia mais

INICIAÇÃO Revista Eletrônica de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística

INICIAÇÃO Revista Eletrônica de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística Avaliação de softwares de rastreamento de cabeça Alunos: Filipe Kunioshi 1 Francisco Carvalho Nin Ferreira 2 Orientador: Fábio R. de Miranda 3 Laboratório de Pesquisa em Ambientes Interativos Centro Universitário

Leia mais

Searching for Employees Precisa-se de Empregados

Searching for Employees Precisa-se de Empregados ALIENS BAR 1 Searching for Employees Precisa-se de Empregados We need someone who can prepare drinks and cocktails for Aliens travelling from all the places in our Gallaxy. Necessitamos de alguém que possa

Leia mais

Projeto Gráfico de Sistemas. Tecnologias e Aplicações na Indústria Pesquisa e Ensino

Projeto Gráfico de Sistemas. Tecnologias e Aplicações na Indústria Pesquisa e Ensino Projeto Gráfico de Sistemas Tecnologias e Aplicações na Indústria Pesquisa e Ensino Arnaldo Clemente André Oliveira Perfil Líderes em Medição e Automação Baseados em PC Longa história de crescimento e

Leia mais

Descrição. Método de construção Tubular Alumínio extrudado. Opções de bomba Hale, Darley ou Waterous Hale, Darley ou Waterous

Descrição. Método de construção Tubular Alumínio extrudado. Opções de bomba Hale, Darley ou Waterous Hale, Darley ou Waterous CAMINHÕES-TANQUE CAMINHÕES-TANQUE Os caminhões-tanque da Spartan Emergency Response são uma parte crítica de qualquer frota de serviços completos de resgate no combate a incêndios. O nosso amplo conhecimento

Leia mais

CIRCUITO PARA MEDIÇÃO DE CORRENTES ELEVADAS

CIRCUITO PARA MEDIÇÃO DE CORRENTES ELEVADAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA DISCIPLINA: INSTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA PROFESSOR: LUCIANO FONTES CAVALCANTI CIRCUITO PARA MEDIÇÃO DE

Leia mais

A FÍSICA DE UM SONAR Número de Identificação: 2005289

A FÍSICA DE UM SONAR Número de Identificação: 2005289 A FÍSICA DE UM SONAR Número de Identificação: 2005289 Clube de Ciências Quark Rua Teopompo de Vasconcelos, 86, Vila Adyanna, CEP 12243-830 São José dos Campos SP (12) 3923-3858 rafaelsrosa@yahoo.com.br

Leia mais

Automobilismo e a Fibra de Carbono. Segurança e Performance na época dos compósitos

Automobilismo e a Fibra de Carbono. Segurança e Performance na época dos compósitos Automobilismo e a Fibra de Carbono Segurança e Performance na época dos compósitos Desenvolvimento de Técnicas e Avanços Mclaren foi a 1ª equipe de Formula 1 a criar um Monocoque de Fibra de Carbono com

Leia mais

b) A distância X, em km, entre o receptor R, no avião, e o ponto O.

b) A distância X, em km, entre o receptor R, no avião, e o ponto O. 1. (Fuvest 94) Dois carros, A e B, movem-se no mesmo sentido, em uma estrada reta, com velocidades constantes Va = 100 km/h e Vb = 80 km/h, respectivamente. a) Qual é, em módulo, a velocidade do carro

Leia mais

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS 01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS OBS1: Adaptação didática (TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS) realizada pelo Prof. Dr. Alexandre Rosa dos Santos. OBS2: Textos extraídos do site: http://www.englishclub.com

Leia mais

FÍSICA. a) Newton por metro cúbico. b) Joule por metro quadrado. c) Watt por metro cúbico. d) Newton por metro quadrado. e) Joule por metro cúbico.

FÍSICA. a) Newton por metro cúbico. b) Joule por metro quadrado. c) Watt por metro cúbico. d) Newton por metro quadrado. e) Joule por metro cúbico. FÍSICA 13 A palavra pressão é utilizada em muitas áreas do conhecimento. Particularmente, ela está presente no estudo dos fluidos, da termodinâmica, etc. Em Física, no entanto, ela não é uma grandeza fundamental,

Leia mais

ULTRA SOM - HISTÓRIA

ULTRA SOM - HISTÓRIA ULTRA SOM Usa ondas de som para interagir com tecidos Mostra características específicas de tecidos Ondas mecânicas e longitudinais que viajam através da matéria Em ondas longitudinais, o movimento do

Leia mais

FAQ ironguides INSTRUÇÕES DE TREINO : BUILDING ROUTINE

FAQ ironguides INSTRUÇÕES DE TREINO : BUILDING ROUTINE FAQ ironguides INSTRUÇÕES DE TREINO : BUILDING ROUTINE 1 ESTRUTURA DA PLANILHA ESTRUTURA DA PLANILHA Dia da Semana: Procure seguir a ordem da planilha. Descrição detalhada do seu PRIMEIRO TREINO: Aqui

Leia mais

A PERFEIÇÃO ESTÁ NOS DETALHES

A PERFEIÇÃO ESTÁ NOS DETALHES A PERFEIÇÃO ESTÁ NOS DETALHES VecTOR atinge excelência operacional. Com 30 anos de experiência e inovação contínua em corte automatizado, a Lectra segue na liderança com a nova geração VecTOR, reunindo

Leia mais

SOLUÇÕES EM METROLOGIA SCANNER CMM 3D PARA APLICAÇÕES INDUSTRIAIS

SOLUÇÕES EM METROLOGIA SCANNER CMM 3D PARA APLICAÇÕES INDUSTRIAIS SOLUÇÕES EM METROLOGIA SCANNER CMM 3D PARA APLICAÇÕES INDUSTRIAIS TRUsimplicity TM MEDIÇÃO MAIS FÁCIL E RÁPIDA PORTÁTIL E SEM SUPORTE. MOVIMENTAÇÃO LIVRE AO REDOR DA PEÇA USO FACILITADO. INSTALAÇÃO EM

Leia mais

1. Sistemas de Produção

1. Sistemas de Produção UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT DEPARTAMENTO DE ENG. DE PRODUÇÃO E SISTEMAS - DEPS INFORMÁTICA INDUSTRIAL IFD 1. Sistemas de Produção Igor Kondrasovas

Leia mais

Acumuladores hidráulicos na tecnologia híbrida.

Acumuladores hidráulicos na tecnologia híbrida. Acumuladores hidráulicos na tecnologia híbrida. HYDAC Matriz na Alemanha Seu parceiro competente para acumuladores hidráulicos inovadores e sistemas híbridos. Todos os requerimentos para eficientes soluções

Leia mais

Usuário. Gaming. Guia do. Mouse

Usuário. Gaming. Guia do. Mouse www.mtek.com.br Guia do Usuário L103G Todas as marcas, logos e nomes de empresas mencionados são propriedades de seus respectivos proprietários. Este produto está sujeito a alterações sem prévio aviso.

Leia mais

/ Carregadores de Bateria / Tecnologia de Soldagem / Energia Solar. / Carregadores de Bateria para Intralogística.

/ Carregadores de Bateria / Tecnologia de Soldagem / Energia Solar. / Carregadores de Bateria para Intralogística. / Carregadores de Bateria / Tecnologia de Soldagem / Energia Solar / Carregadores de Bateria para Intralogística. / Desde 1946, desenvolvemos com paixão e vigor Carregadores de Bateria inovadores. Em

Leia mais

User interface evaluation experiences: A brief comparison between usability and communicability testing

User interface evaluation experiences: A brief comparison between usability and communicability testing User interface evaluation experiences: A brief comparison between usability and communicability testing Kern, Bryan; B.S.; The State University of New York at Oswego kern@oswego.edu Tavares, Tatiana; PhD;

Leia mais

A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo.

A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo. A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo. Porém, traz para o surdo consequências sociais, educacionais e emocionais amplas e intangíveis.

Leia mais

Desafios e benefícios no uso de plásticos de engenharia para substituir peças de metal

Desafios e benefícios no uso de plásticos de engenharia para substituir peças de metal Desafios e benefícios no uso de plásticos de engenharia para substituir peças de metal Fábio Moreira Gerente de Engenharia de Desenvolvimento de Produto da Mahle AUTOMOTIVE DAY BRASIL, 6 de outubro de

Leia mais

Sensoriamento A UU L AL A. Um problema. Exemplos de aplicações

Sensoriamento A UU L AL A. Um problema. Exemplos de aplicações A UU L AL A Sensoriamento Atualmente, é muito comum nos depararmos com situações em que devemos nos preocupar com a segurança pessoal e de nossos bens e propriedades. Daí decorre a necessidade de adquirir

Leia mais

Sensores de Imagem ivu

Sensores de Imagem ivu Sensores de Imagem ivu www.bannerengineering.com.br Sensor de Visão ivu com interface integrada Sensor de imagem para inspeções de aprovação/rejeição ou leitura de código de barras Interface Gráfica do

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - PUCPR CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA - CCET ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO DRUM MACHINE

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - PUCPR CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA - CCET ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO DRUM MACHINE PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - PUCPR CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA - CCET ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO DRUM MACHINE CURITIBA 2011 2 ADRIANNO ESNARRIAGA SERENO GUSTAVO HENRIQUE FURLAN

Leia mais

Projeto de Pesquisa Pergunte a um Profissional

Projeto de Pesquisa Pergunte a um Profissional Projeto de Pesquisa Pergunte a um Profissional ATENÇÃO ESTE MATERIAL É UMA TRADUÇÃO DO ORIGINAL EM INGLÊS DISPONIBILIZADO PELA FIRST ESTADOS UNIDOS. SOMENTE AS REGRAS CONTIDAS NESSE ARQUIVO E NO PORTAL

Leia mais

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Redes Industriais Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Capítulo 2 Meio Físicos A automação no meio produtivo Objetivos: Facilitar os processos produtivos

Leia mais

Curso de Capacitação Básica em Ultrassonografia haroldomillet.com

Curso de Capacitação Básica em Ultrassonografia haroldomillet.com Curso de Capacitação Básica em Ultrassonografia haroldomillet.com PRINCÍPIOS FÍSICOS DO ULTRASSOM O ultrassom é uma onda mecânica, longitudinal produzida pelo movimento oscilatório das partículas de um

Leia mais

Polivalentes. Com melhorias para facilitar a pilotagem no dia a dia, a nova Kawasaki Ninja 650 desponta entre as carenadas de entrada

Polivalentes. Com melhorias para facilitar a pilotagem no dia a dia, a nova Kawasaki Ninja 650 desponta entre as carenadas de entrada Comparativo POR francis vieira Fotos Mario Villaescusa Polivalentes Com melhorias para facilitar a pilotagem no dia a dia, a nova Kawasaki Ninja 650 desponta entre as carenadas de entrada A carenagem é

Leia mais

Lokomat Pro Terapia de locomoção funcional intensiva com feedback aumentado

Lokomat Pro Terapia de locomoção funcional intensiva com feedback aumentado Lokomat Pro Terapia de locomoção funcional intensiva com feedback aumentado We move you Lokomat Pequenos passos iniciam um caminho de sucesso O conceito de treinamento tarefa-específico, fundamentado nos

Leia mais

MONITORAMENTO ON-LINE DE PROCESSOS DE USINAGEM VIA MEDIÇÃO DE VIBRAÇÕES

MONITORAMENTO ON-LINE DE PROCESSOS DE USINAGEM VIA MEDIÇÃO DE VIBRAÇÕES 16º POSMEC Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Mecânica MONITORAMENTO ON-LINE DE PROCESSOS DE USINAGEM VIA MEDIÇÃO DE VIBRAÇÕES Tatiana Meola Universidade Federal de Uberlândia tatiana.meola@gmail.com

Leia mais

if I T N E S S E Q U I P M E N T

if I T N E S S E Q U I P M E N T if I T N E S S E Q U I P M E N T BI r if I T N E S S E Q U I P M E N T A Righetto Atuante desde a década de 1950 e presente em todo o Brasil, a Righetto possui um extenso portfólio de produtos, que atende

Leia mais

Profº. Emerson Siraqui

Profº. Emerson Siraqui RADIOLOGIA DIGITAL Profº. Emerson Siraqui Nome: Emerson Siraqui Formação Acadêmica: Graduação: Tecnólogo em Radiologia Médica-FASM Especialização: APRESENTAÇÃO Operacionalidade e Capacitação em aparelhos

Leia mais

PARTES DO COMPUTADOR, HARDWARE,

PARTES DO COMPUTADOR, HARDWARE, 1 UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA Ibrahim Yasin Patricia Massaque Anelize Filvoch Camila Pereira Lucas Pando Everton Silva Bruno Tito PARTES DO COMPUTADOR, HARDWARE, SOFTWARE E COMPONENTES SANTANA DO

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO: UMA NOVA SISTEMÁTICA PARA DESENVOLVER HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

ESTÁGIO SUPERVISIONADO: UMA NOVA SISTEMÁTICA PARA DESENVOLVER HABILIDADES E COMPETÊNCIAS ESTÁGIO SUPERVISIONADO: UMA NOVA SISTEMÁTICA PARA DESENVOLVER HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Maria Daniela S. Cavalcanti mdaniela@unifor.br Universidade de Fortaleza Centro de Ciências Tecnológicas Av. Av.

Leia mais

INFORAD-M1. Localizador/avisador de radar Para MOTOS. Guia de utilização rápida

INFORAD-M1. Localizador/avisador de radar Para MOTOS. Guia de utilização rápida INFORAD-M1 Localizador/avisador de radar Para MOTOS Guia de utilização rápida Guia de utilização rápida O INFORAD aumenta a segurança na condução, ao provocar uma redução da velocidade por parte dos condutores.

Leia mais

PACOTE SOLIDWORKS SIMULATION SOLUÇÕES DE ENGENHARIA 3D

PACOTE SOLIDWORKS SIMULATION SOLUÇÕES DE ENGENHARIA 3D PACOTE SOLIDWORKS SIMULATION SOLUÇÕES DE ENGENHARIA 3D PROJETO E ENGENHARIA 3D ORIENTADOS POR SIMULAÇÃO Fábricas de todos os setores tornaram a simulação virtual 3D uma ferramenta de engenharia valiosa

Leia mais

Descrição das actividades

Descrição das actividades Proposta de Guião para uma Prova Grupo: Em Acção Disciplina: Inglês, Nível de Continuação, 11.º ano Domínio de Referência: O Mundo do Trabalho Duração da prova: 15 a 20 minutos Guião D 1.º MOMENTO Intervenientes

Leia mais

OSCILAÇÕES E ONDAS E. E. Maestro Fabiano Lozano

OSCILAÇÕES E ONDAS E. E. Maestro Fabiano Lozano OSCILAÇÕES E ONDAS E. E. Maestro Fabiano Lozano Professor Mário Conceição Oliveira índice Oscilações e ondas...1 Tipos de Ondas...2 Tipo de deslocamento das ondas...2 Movimento ondulatório...2 Ondas Mecânicas...3

Leia mais

Realidade Virtual: Aumentando ainda mais o realismo

Realidade Virtual: Aumentando ainda mais o realismo Universidade do Vale do Rio dos Sinos Realidade Virtual: Aumentando ainda mais o realismo Mestrado em Computação Aplicada Dr. Fernando S. Osório fosorio@unisinos.br Milton Roberto Heinen mheinen@turing.unisinos.br

Leia mais

Os métodos de teste podem ser divididos grosseiramente em dois grupos:

Os métodos de teste podem ser divididos grosseiramente em dois grupos: Informativo Técnico Medição de Dureza soluções portáteis Em períodos de pressão por redução de custos e aumento da qualidade, os equipamentos portáteis de medição de dureza resultam não apenas em uma resposta

Leia mais

Desenvolvimento de um Framework de Jogos 3D para Celulares

Desenvolvimento de um Framework de Jogos 3D para Celulares Desenvolvimento de um Framework de Jogos 3D para Celulares Fabrício Brasiliense Departamento de Informática e Estatística(INE) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Campus Universitário Trindade-

Leia mais

TESTE VOCACIONAL PROF. BRUNO AUGUSTO COLÉGIO SÃO JOSÉ

TESTE VOCACIONAL PROF. BRUNO AUGUSTO COLÉGIO SÃO JOSÉ TESTE VOCACIONAL PROF. BRUNO AUGUSTO COLÉGIO SÃO JOSÉ S I S T E M A P O S I T I V O D E E N S I N O Na escola, você prefere assuntos ligados à: a) Arte, esportes e atividades extracurriculares b) Biologia

Leia mais

Fractais na escola: a prática de uma engenharia didática apoiada por tecnologia.

Fractais na escola: a prática de uma engenharia didática apoiada por tecnologia. Fractais na escola: a prática de uma engenharia didática apoiada por tecnologia. Autor 1 * Autor 2 ** Resumo: Neste artigo vamos apresentar o relato de uma proposta de trabalho desenvolvida na escola básica

Leia mais

Modelagem e Simulação de Incêndios. Fire dynamics. Carlos André Vaz Junior

Modelagem e Simulação de Incêndios. Fire dynamics. Carlos André Vaz Junior Modelagem e Simulação de Incêndios Fire dynamics Carlos André Vaz Junior INTRODUÇÃO Fire dynamics is a very quantitative and mathematically complex subject. The term fire dynamics came into common use

Leia mais

Plano de Patrocínio 2010

Plano de Patrocínio 2010 Plano de Patrocínio 2010 2 Apresentação É com grande entusiasmo que apresentamos este material base para a 16ª Temporada do Baja SAE, que Inclui a etapa nacional no começo do 1 semestre de 2010, a etapa

Leia mais

Modelagem de informações de. construçãocapítulo1: Capítulo. Objetivo do capítulo

Modelagem de informações de. construçãocapítulo1: Capítulo. Objetivo do capítulo construçãocapítulo1: Capítulo 1 Modelagem de informações de A modelagem de informações de construção (BIM) é um fluxo de trabalho integrado baseado em informações coordenadas e confiáveis sobre um empreendimento,

Leia mais

Motocicleta Elétrica para Crianças TF-840

Motocicleta Elétrica para Crianças TF-840 Motocicleta Elétrica para Crianças TF-840 Manual para Instalação e Operação Design de simulação de motocicleta Funções para frente e para trás Função de reprodução de música na parte frontal O produto

Leia mais

(19) 3541-2000 - contato@dispelempilhadeiras.com.br www.dispelempilhadeiras.com.br

(19) 3541-2000 - contato@dispelempilhadeiras.com.br www.dispelempilhadeiras.com.br CE CERTIFICADO EMPILHADEIRAS A transmissão 2-3 T possui estrutura avançada tipo flutuante, a única na China. Estruturas flutuantes são projetadas para reduzir a transmissão das vibrações ao chassis em

Leia mais

Projetando um. Futuro Sustentável.

Projetando um. Futuro Sustentável. Projetando um Futuro Sustentável. UMA NOVA FORMA DE PENSAR. UMA NOVA FORMA DE PENSAR O TODO. UTILITASfuncional Todo projeto tem a finalidade de transformar ideias e necessidades dos clientes em resultados

Leia mais

booths remain open. Typical performance analysis objectives for the toll plaza system address the following issues:

booths remain open. Typical performance analysis objectives for the toll plaza system address the following issues: booths remain open. Typical performance analysis objectives for the toll plaza system address the following issues: What would be the impact of additional traffic on car delays? Would adding Simulação

Leia mais

PROJETO DE UM DISPOSITIVO PARA VIABILIZAR ENSAIOS SOBRE QUALIDADE DE VÔO DE AERONAVES

PROJETO DE UM DISPOSITIVO PARA VIABILIZAR ENSAIOS SOBRE QUALIDADE DE VÔO DE AERONAVES PROJETO DE UM DISPOSITIVO PARA VIABILIZAR ENSAIOS SOBRE QUALIDADE DE VÔO DE AERONAVES Thomaz Daibert Machado Tavares IC thomaz@redecasd.ita.br Roberto da Mota Girardi PQ girardi@ita.br Resumo Nesse trabalho

Leia mais

Odontologia e tecnologia

Odontologia e tecnologia Odontologia e tecnologia APSS d e n t a l Uma das dentais que mais crescem no Brasil. Odontologia e tecnologia 1. Tecnologia nos procedimentos 2. Tecnologia na gestão 3. Tecnologia no aprendizado 4. Conclusão

Leia mais

KIT COM INTERFACE ANDROID PARA ACIONAMENTO DE MOTOR CC ATRAVÉS DE CONVERSOR CHOPPER

KIT COM INTERFACE ANDROID PARA ACIONAMENTO DE MOTOR CC ATRAVÉS DE CONVERSOR CHOPPER KIT COM INTERFACE ANDROID PARA ACIONAMENTO DE MOTOR CC ATRAVÉS DE CONVERSOR CHOPPER Laio Oriel Seman laioseman@gmail.com Luiz Carlos Gili luizcarlosgili@gmail.com Cleiton Gili cgilinet@gmail.com Adriano

Leia mais

Headphone com Microfone sem Fio USB

Headphone com Microfone sem Fio USB Headphone com Microfone sem Fio USB Manual do Usuário Você acaba de adquirir um produto Goldship, testado e aprovado por diversos consumidores em todo Brasil. Neste manual estão contidas todas as informações

Leia mais

na nuvem/terra como se houvesse uma longa vara de metal conectando-as. Veja como a "quebra" funciona. Quando o campo elétrico se torna muito forte

na nuvem/terra como se houvesse uma longa vara de metal conectando-as. Veja como a quebra funciona. Quando o campo elétrico se torna muito forte Introdução (relâmpago/raios) O relâmpago é um dos fenômenos mais bonitos da natureza e também um dos mais mortais. Com as temperaturas dos raios sendo maiores do que a da superfície do Sol e com as ondas

Leia mais

Guião M. Descrição das actividades

Guião M. Descrição das actividades Proposta de Guião para uma Prova Grupo: Inovação Disciplina: Inglês, Nível de Continuação, 11.º ano Domínio de Referência: O Mundo do trabalho Duração da prova: 15 a 20 minutos 1.º MOMENTO Guião M Intervenientes

Leia mais

GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO

GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO PROJECTO PROVAS EXPERIMENTAIS DE EXPRESSÃO ORAL DE LÍNGUA ESTRANGEIRA - 2005-2006 Ensino Secundário - Inglês, 12º ano - Nível de Continuação 1 1º Momento GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO

Leia mais

Soluções para Transmissão

Soluções para Transmissão Soluções para Transmissão Motor Transmissão Chassis Estruturas Tração Total SOLUÇÕES PARA TRANSMISSÃO Em 1904, o fundador da Dana, Clarence Spicer, revolucionou a indústria automobilística ao inventar

Leia mais

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF):

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF): A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF): Há sempre mais do que uma única história* Por que o tema é importante? Provavelmente, cada vez que você leva sua criança a uma

Leia mais

2012 State of the Industry Survey

2012 State of the Industry Survey 2012 State of the Industry Survey Contact Information Por favor, preencha suas informações de contato (* indicates required information) Nome * Título * Title Razão Social completa da Empresa/Organização

Leia mais

Conteúdo Programático Anual

Conteúdo Programático Anual INGLÊS 1º BIMESTRE 5ª série (6º ano) Capítulo 01 (Unit 1) What s your name? What; Is; My, you; This; Saudações e despedidas. Capítulo 2 (Unit 2) Who s that? Who; This, that; My, your, his, her; Is (afirmativo,

Leia mais

Visitor, is this is very important contact with you. WATH DO WE HERE?

Visitor, is this is very important contact with you. WATH DO WE HERE? Visitor, is this is very important contact with you. I m Gilberto Martins Loureiro, Piraí s Senior Age Council President, Rio de Janeiro State, Brazil. Our city have 26.600 habitants we have 3.458 senior

Leia mais

Ondas sonoras: Experimentos de Interferência e Ondas em Tubos

Ondas sonoras: Experimentos de Interferência e Ondas em Tubos Ondas sonoras: Experimentos de Interferência e Ondas em Tubos Relatório Final de Atividades apresentado à disciplina de F-809. Aluna: Cris Adriano Orientador: Prof. Mauro de Carvalho Resumo Este trabalho

Leia mais

CHAVE DE RODA MULTIPLICADORA DE TORQUE E VELOCIDADE

CHAVE DE RODA MULTIPLICADORA DE TORQUE E VELOCIDADE CHAVE DE RODA MULTIPLICADORA DE TORQUE E VELOCIDADE Trabalho apresentado no evento INOVA SENAI 2008, proveniente o curso de Aprendizagem Industrial da Escola SENAI Duque de Caxias de Araçatuba. Dispensa

Leia mais

SISTEMA DE SUPERVISÃO DE RAMPAS DE ACESSO APLICADO PARA AVALIAÇÃO DE ACESSIBILIDADE EM EDIFICAÇÕES E MEIO URBANO.

SISTEMA DE SUPERVISÃO DE RAMPAS DE ACESSO APLICADO PARA AVALIAÇÃO DE ACESSIBILIDADE EM EDIFICAÇÕES E MEIO URBANO. SISTEMA DE SUPERVISÃO DE RAMPAS DE ACESSO APLICADO PARA AVALIAÇÃO DE ACESSIBILIDADE EM EDIFICAÇÕES E MEIO URBANO. José Vinícius de Faria Pontifícia Universidade Católica de Campinas CEATEC jose.vf@puccamp.edu.br

Leia mais

IMPRESSORAS 3D: REDUÇÃO DE CUSTO E TEMPO NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS

IMPRESSORAS 3D: REDUÇÃO DE CUSTO E TEMPO NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS IMPRESSORAS 3D: REDUÇÃO DE CUSTO E TEMPO NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS Pedro de Oliveira Conceição Junior Prof. Dani Marcelo Nonato Marques Tecnologia em Mecatrônica Industrial Faculdade de Tecnologia

Leia mais

Introdução ao Projeto de Placas de Circuito Impresso

Introdução ao Projeto de Placas de Circuito Impresso Objetivo: Introdução ao Projeto de Placas de Circuito Impresso Prof. Stefano Apresentar algumas considerações iniciais para permitir ao estudante se familiarizar com a placa de circuito impresso (PCI),

Leia mais

Visão computacional no reconhecimento de formas e objetos

Visão computacional no reconhecimento de formas e objetos Visão computacional no reconhecimento de formas e objetos Paula Rayane Mota Costa Pereira*, Josemar Rodrigues de Souza**, Resumo * Bolsista de Iniciação Científica da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC,

Leia mais

0800 709 8000 - www.brasifmaquinas.com.br. Distribuidor exclusivo: Distrito Federal. Espírito Santo. Goiás. Minas Gerais. Paraná

0800 709 8000 - www.brasifmaquinas.com.br. Distribuidor exclusivo: Distrito Federal. Espírito Santo. Goiás. Minas Gerais. Paraná 0800 709 8000 - www.brasifmaquinas.com.br Distribuidor exclusivo: Distrito Federal. Espírito Santo. Goiás. Minas Gerais. Paraná Santa Catarina. São Paulo. Rio Grande do Sul. Tocantins ÍNDICE Confiança

Leia mais

PÁ CARREGADEIRA W20E TURBO

PÁ CARREGADEIRA W20E TURBO PÁ CARREGADEIRA W20E TURBO PERFECT IN EVERY MISSION casece.com.br experts for the real world since 1842. Nova versão, com maior versatilidade e menor custo operacional. A pá carregadeira CASE W20E Turbo

Leia mais