JORNAL BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA Nº NOV-DEZ

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1 JORNAL BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA Nº NOV-DEZ NOTICIÁRIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE OFTALMOLOGIA RECONHECIDA DE UTILIDADE PÚBLICA PELA LEI Nº 936 DE 15/09/1959 XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE OFTALMOLOGIA Basta ser sócio da SBO para desfrutar deste cenário Não há como não se deslumbrar com esta visão da enseada da Praia de Botafogo à noite. Cantado em prosa e verso pelos maiores poetas e compositores brasileiros, o Rio de Janeiro é único. Uma unanimidade nacional e internacional, a paisagem carioca por si só já é um convite à visita. E é neste cenário, que a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, entidade nacional, com sede no Rio de Janeiro, promove de 24 a 26 de julho de 2014, no Windsor Barra Hotel, o XVIII Congresso Internacional, para o qual todos estão convidados. Basta ser sócio da SBO, quites com a anuidade de 2014, para participar desse evento. Inscreva-se já e participe. Debata os temais mais atuais da oftalmologia em um ambiente fraternal, junto a colegas e amigos. LEIA MAIS NA PÁGINA 3 Editorial: Oftalmologistas sob a insensatez governamental Página 2 Seção Brasil: Oftalmologia e a evolução optométrica Páginas 10 e 12 JBO Pergunta: Entrevista com professor Rubens Belfort Jr. Página 14

2 2 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia Tempo e Memória entrevista criador do curso de pós-graduação da SBO Almiro Pinto de Azeredo, professor emérito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia no biênio , responsável pela criação do pioneiro Curso de Pós-Graduação em Oftalmologia, em 1954, é o entrevistado desta edição do JBO na coluna Tempo e Memória. Segundo prof. Almiro, desde que fez seu fellowship no Massachusetts Eye and Ear Infirmary em 1951, quando pode assistir ao curso oferecido anualmente pela Universidade de Harvard, pensou em trazer a idéia para o Brasil. Como diretor de Cursos da SBO, em 1954, pude adotar o modelo da instituição norte-americana, graças ao apoio do então presidente da Sociedade, Jonas de SBO promove avaliação da saúde ocular em crianças da Rocinha,no Rio de Janeiro Avaliação da saúde ocular de alunos de creches e do ensino fundamental da rede municipal do Rio na Rocinha, realizada pela SBO, em parceria com a Essilor e o Lions Clube, e apoio do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, compreendeu a triagem de 99 crianças, das quais 37 foram examinadas e 15, que necessitam de óculos, os receberão gratuitamente. Para o presidente da SBO, Marcus Safady, a iniciativa cumpriu um dos principais objetivos de sua gestão: a divulgação da importância do exame oftalmológico desde a pré-escola. PÁGINA 7 Arquivo SBO Almiro Pinto de Azeredo, ao centro, com Raul Vianna, Sérgio Meirelles, Yoshifumi Yamane (presidente da SBO), Adalmir Morterá Dantas, Riuitiro Yamane e Giovanni Colombini, em 2006, no I Congresso Nacional de Residentes e Pósgraduandos em Oftalmologia da SBO Arruda, um homem que impressionava pela sua vasta cultura, que ultrapassava o conhecimento médico. PÁGINA 17 À esquerda, Marcus Safady, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, com Lilian Lima e Felipe Pavlidis, da equipe médica da Essilor do Rio de Janeiro, explica como é feito o exame de refração ao primeiro grupo de pais e crianças examinadas Dicas da SBO-Questões tributárias, contábeis e fiscais na área da Saúde No terceiro número da coluna Dicas da SBO- Questões tributárias, contábeis e fiscais da área da Saúde, Vitor Marinho, diretor do Grupo Asse, explica como médicos oftalmologistas devem proceder para estar devidamente legalizados como Pessoa Física (PF) e Pessoa Jurídica (PJ), evitando assim maiores prejuízos para exercer suas atividades profissionais. PÁGINA 4 Duas perdas para a oftalmologia brasileira: Leiria de Andrade Júnior e Renato Curi A oftalmologia brasileira perdeu em outubro de 2013 e janeiro de 2014, duas personalidades que ajudaram a construir a história da especialidade: Leiria de Andrade Júnior, pai de Leiria de Andrade Neto (membro do conselho fiscal da SBO no biênio atual) e Renato Curi. Aluno do 1º Curso de Pós-Graduação da SBO, da qual foi vice-presidente regional no biênio , presidente do CBO (gestão ), Leiria de Lucino Odorizzi Andrade Júnior também foi fundador das Sociedades Cearense e Norte-Nordeste de Oftalmologia. Renato Curi exerceu diversos cargos em diretorias da SBO, de cujo Curso de Pós-Graduação foi professor até Foi também presidente duas vezes do Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE). Era professor titular em Oftalmologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). PÁGINA 16 SBO repudia novo ataque aos médicos por articulista do jornal Folha de S. Paulo Em 1º de fevereiro de 2014, mais uma vez o articulista Hélio Schwartsman do jornal Folha de S. Paulo publicou artigo revelando desinformação sobre as atividades médicas. O artigo foi prontamente respondido pelo vice-presidente da SBO, Elisabeto Ribeiro Gonçalves. PÁGINA 9 Elisabeto Ribeiro Gonçalves* Vivemos, médicos e oftalmologistas, momentos de intranquilidade, agudizados, talvez, com os vetos presidenciais à Lei nº /2013. Essa intranquilidade vem do fato de que nós, médicos, nos preocupamos não exatamente conosco, mas com os reflexos negativos que a interpretação e prática equivocadas e desvirtuadas da lei possam causar à saúde da sociedade brasileira. Curioso como há sempre um equívoco (ou esperteza?) justificando o exercício ilegal da Medicina. Por exemplo, a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) não regulamenta nem legaliza profissões, que isso é prerrogativa do Congresso Nacional. Todas as tentativas visando à legalização da optometria resultaram em arquivamento nas várias Comissões do Congresso Nacional em que foram apreciadas. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia já fez uso de recurso jurídico para que se defina, de uma vez por todas, o que é, qual o alcance e para que serve a Classificação Brasileira de Ocupações. Outro motivo de celeuma: a situação jurídica criada com a vigência da Lei do Ato Médico. Mas isso não representa, nem de longe, o flagelo imaginado por lideranças médicas e políticas, conforme nos explica José Alejandro Bullón, assessor jurídico do CFM e CBO (Jota Zero, 2013;152:10-13). Mesmo porque os Decretos /1932 e / 1934, que limitam o espectro de competência da optometria, continuam vigindo, não obstante a superveniência da Lei /2013. O exame oftalmológico, ao fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento, é ato médico, não podendo ser objeto da atuação de técnicos sem forma- PÁGINA Confira... 2 Editorial... 2 XVIII Congresso Internacional da SBO... 3 Dicas da SBO... 4 Fique Por Dentro da SBO... 7 e 9 Conta-Gotas... 8 e 15 Como navegar, resistir é preciso ção médica específica. Ainda segundo José Alejandro Bullón, a autorização para atuação dos optometristas seria uma excentricidade jurídica, pois sobre ele não recai, como ao médico, o ônus da Responsabilidade Civil em casos comprovados de negligência, imprudência ou imperícia. Mas não custa nos acautelarmos, pois tudo indica que excentricidade é mercadoria corrente no balcão de iniciativas do governo, que imagina resolver, de canetada em canetada, todos os graves problemas afetos à saúde pública. Infelizmente a política de governo nem sempre coincide com a visão do médico e de suas entidades médicas. Pelo menos no modus faciendi de sua implementação. Nós, médicos, pensamos sempre no binômio qualidade/quantidade; os entes governamentais, quando encurralados para contornar os entraves à aplicação de um e de outro, sempre optam pelo segundo. Não diríamos como Kafka: esperanças há, mas não para nós. Há esperanças, sim, de que a insensatez do governo seja contida. Talvez não por ele mesmo, mas pelo firme empenho de nossas sociedades para que seja reconhecida uma coisa simples, transparente, irrefutável: saúde é assunto sério, devendo ficar exclusivamente aos cuidados dos médicos e dos profissionais legalmente reconhecidos. As demais profissões da área de saúde não foram regulamentadas à toa, mas, sim, porque são necessárias. Seus integrantes são nossos parceiros Muito diferente de querer-se credenciar leigos ao exercício de uma atividade já plena e secularmente exercida, com competência, seriedade e desvelo, pelo oftalmologista. *Vice-presidente da SBO PÁGINA Seção Brasil e 11 JBO Pergunta Necrológios Tempo e Memória Olho Vivo Fundo de Olho Calendário de Eventos... 18

3 Praticamente pronto programa do XVIII Congresso Confira alguns itens do programa preliminar No cenário idílico da Barra da Tijuca, entre o mar e a montanha, o melhor da oftalmologia Com o programa praticamente pronto, o XVIII Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, cujo tema oficial é Oftalmologia com Foco no Paciente, vai oferecer uma visão ampla dos principais temas da especialidade, afirma o presidente Marcus Safady. O foco é o paciente, mas também o oftalmologista, enfatiza, ao confirmar a prioridade das atividades interativas, ideais para tirar dúvidas de questões tanto clínicas, quanto cirúrgicas. - Vamos oferecer o melhor da oftalmologia, abrangendo praticamente todas as subespecialidades, e atividades para os alunos de cursos de Medicina, como o II Encontro Nacional das Ligas Acadêmicas de Oftalmologia, e, para residentes, Fórum de Residentes. Confira abaixo alguns itens do programa: No dia 25 de julho, Dia a Dia na Oftalmologia, imperdível, um sucesso nos eventos da Sociedade, Diagnóstico Precoce do Glaucoma, Tratamento Clínico e Cirúrgico do Glaucoma, Simpósio de Uveíte, Simpósio de Retina I, Olho Seco, Catarata/Casos Especiais e Catarata/Vídeo Simpósio entre outros, a serem divulgados brevemente. XVIII Congresso em São Paulo, Fortaleza e Rio Para divulgar o XVIII Congresso, a SBO distribuiu flyers no 37º Simpósio Internacional Moacyr Álvaro (Simasp), realizado em São Paulo, de 21 a 24 de fevereiro de Flyers também serão distribuídos em Fortaleza, durante o XX Congresso Norte-Nordeste de Oftalmologia, de 27 a 29 de março, assim como durante o XII Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa e IX Congresso Internacional da SBAO, no Rio, de 2 a 5 de abril de No dia 23 de julho, no Pré-Congresso do XVIII Congresso Internacional, já estão confirmados os Cursos de Refração Básica e Lente de Contato, além de Tarde com Cléber Godinho, que dispensa apresentações. Os cursos de Cléber Godinho ensinam o verdadeiro caminho das pedras para quem quer fazer uma total imersão em lentes de contato, subespecialidade cada vez mais procurada e valorizada, agora com cursos oferecidos em diversos residências médicas dos Serviços de Oftalmologia. No dia 24 de julho, primeiro dia do evento propriamente, a cereja do bolo: Simpósio de Facoemulsificação ( Facoemulsificação de A a Z ), Urgências Oftalmológicas, Exames Complementares e Simpósio Brasil-Europa, com a participação de palestrantes convidados da França, Itália e Portugal. Também Fórum de Residentes e o II Encontro Nacional das Ligas Acadêmicas de Medicina. No final do dia, Cerimônia de Abertura do XVIII Congresso Internacional, seguida de coquetel. No dia 26 de julho, Sessão Interativa de Glaucoma, Sessão Interativa de Córnea, Simpósio de Retina II e Simpósio de Retina III, Neuro-oftalmologia, Catarata - Vídeo Simpósio/ Complicações, Catarata/Controvérsias, Oftalmologia Estética, cada vez mais procurado, e SBAO (Sociedade Brasileira de Administração em Oftalmologia), que tradicionalmente participa dos eventos da SBO. Divulgação No 37º Simpósio Internacional Moacyr Álvaro, no estande da SBO, Polyana Fachin e Christiane Geribola

4 4 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia NÚMERO 3 Questões tributárias, contábeis e fiscais na área de Saúde Como vai a saúde da sua empresa? Saiba como evitar que ela vá para a UTI Alguém já disse que, depois da invenção dos tipos móveis para impressão por Gutenberg no século XV, a internet é a maior contribuição para a disseminação da informação. Ela chegou devagarzinho, mas hoje é um verdadeiro tsunami. Não há como fugir de sua influência, negar sua importância ou prescindir dela. No entanto, apesar das promessas de que ela diminuiria a quantidade de papel que o ser humano produz, a realidade mostra o contrário: o homem moderno, globalizado, está literalmente submerso sob ondas de papel, das quais não pode fugir. O presente artigo de Vitor Marinho alerta para os cuidados necessários para a saúde da empresa médica: são tantas siglas, uma verdadeira sopa de letrinhas, tantos papéis e documentos, que somente com a ajuda de um especialista pode-se garantir a saúde de uma empresa médica. Confira abaixo as Dicas da SBO para estar devidamente legalizado como PF ou PJ (duas letronas sem as quais o médico não pode sobreviver): Os médicos têm encontrado muitos desafios para exercer a sua profissão. É necessário um mínimo de conhecimento, aliado a uma gestão eficaz e bom planejamento e estar legalizado como PF ou PJ, através de um alvará de funcionamento e demais licenças. Como PF, poderá deduzir no livro caixa todas as despesas necessárias à percepção dos seus rendimentos que contenham as formalidades legais. Sobre o resultado, aplicar a tabela progressiva do IR recolhendo o DARF do carnê leão, código 0190, se for superior a R$ 1.787,77. Como PJ, a sede social pode ser em ponto de referência ou comercial, dependendo se vai atender paciente a nível ambulatorial. A tributação de uma PJ pode ser através do lucro presumido, real ou simples nacional, esta última somente para laboratório e diagnóstico por imagem, levando em consideração o fator r = salário. Lucro presumido, alíquota federal de 11,33% sobre a emissão das notas fiscais eletrônicas. Se a PJ tiver os elementos necessários de uma sociedade empresarial, em termos de instalação, equipamentos, tecnologia e profissionais, de forma a caracterizar a prestação de serviço médico pela empresa em si, poderá utilizar a base de cálculo do IRPJ e CSLL de 8% em vez de 32%. A economia tributária é muito expressiva. Reduz de 11.33% para 5,93%, assim como o adicional de 10% do IRPJ. Exemplo: para um faturamento mensal de 200 mil reais, a base de 8% não tem adicional de IRPJ, mas a base de 32% tem um adicional de IRPJ de 2,2%. Lucro presumido para este faturamento com base de 8%, recolhe-se 5,93% e com base de 32%, recolhe-se 13,53%, uma diferença de 7,60% sobre cada NFS-e. Para o lucro real deverá ser aplicado à alíquota de 15% IRPJ e 9% CSLL sobre o lucro líquido +3% COFINS e 0,65% PIS sobre o faturamento de serviços. Para base de 8%, o lucro real só será interessante se a sociedade tiver mais de 92% de despesas e para a base de 32%, se tiver mais de 68% de despesas. Para obtenção desta base de cálculo reduzida para o lucro presumido, conforme dispositivos legais, é importante que a consulente impetre solução de consulta a SRRF DISIT, para que não tenha nenhuma insegurança jurídica. Tem sido deferido para diversas especialidades de acordo com as descrições circunstanciadas de sua estrutura e serviços prestados. A PJ deve recolher o ISS municipal através de um valor fixo mensal por sócio, conforme leis federais 406/68 e 116/ 2003 e lei municipal de acordo com cada município, para as sociedades de profissão regulamentada ( uniprofissionais ). As que não forem uniprofissionais, recolherão o ISS percentualmente sobre o movimento econômico de acordo com o código municipal de seu município. A escrituração deve ser feita, obrigatoriamente, na forma das leis comerciais e fiscais, através da escrituração dos livros diário e razão, com apuração mensal, para que o lucro seja distribuído como isento de INSS e IR. Escriturando o livro caixa, só poderá distribuir como isento, 32% de suas receitas, deduzido dos impostos incidentes sobre a receita. Não tendo escrituração, nada pode ser distribuído como isento. O sócio que receber remuneração, deverá atribuir um salário mínimo de prólabore, para que o lucro seja distribuído como isento de INSS Decreto-Lei 4.729/ Deverá constar o pró-labore na contabilidade e nos livros comerciais e fiscais. Quanto aos aspectos legais, o profissional de saúde PF e PJ, de acordo com sua necessidade, necessitam possuir em seu estabelecimento alguns documentos e renovações: V.Sanitária, Conselho Regional de Medicina, CNES, NOTIVISA, Corpo de Bombeiros, CEPOM, SMA, SMU, Código Defesa ao Consumidor, CNEN, Cons. Regional de Farmácia, Dispensário de Medicamentos, COREN, Limpeza e Desinfecção Bacteriológica, dedetização, desratização e tratamento água, Letreiros e Programas de Informática. Exigências para PF e PJ, de acordo com sua necessidade, do MTE e INSS: PPRA, PCMSO, PPP, SESMT, CIPA, Controle de Ponto, livros inspeção trabalho e registro empregado atualizado, Quadro de Horário, Entrega guia GPS no Sindicato Profissional e outras. Com uma boa assessoria contábil especializada, o profissional médico não tem com que se preocupar. Para exercer a sua profissão, obter uma carteira de credenciamentos, atender pacientes na sede de terceiros contratantes, abrir seu consultório para atender a pacientes à nível ambulatorial, se faz necessário estar devidamente legalizado como PF ou PJ. Vitor Marinho Diretor do Grupo Asse RECORTE E GUARDE

5 Maio-Junho

6 6 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia

7 Novembro - Dezembro SBO promove campanha de refração na Rocinha Depois da triagem inicial, 37 crianças são examinadas e foram prescritos óculos para 15 Presidente da SBO examina um aluno da comunidade, observado pelo residente Lucas Safady, do Hospital Universitário Pedro Ernesto Às vésperas do carnaval, com o ano letivo começando, no dia 20 de fevereiro de 2014, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia promoveu uma campanha de avaliação da saúde ocular de alunos de creches e do ensino fundamental da rede pública municipal na Rocinha, em parceria com a Essilor e o Lions Clube, com o apoio do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha. Segundo o presidente da SBO, Marcus Safady, o objetivo maior da iniciativa foi conscientizar a população da comunidade da importância do exame oftalmológico desde o pré-escolar para detectar problemas de visão, principalmente de refração, que podem prejudicar o desenvolvimento escolar da criança. Com o apoio da diretoria da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, em cuja quadra foram realizados os exames de refração, de quatro funcionários da Essilor, e dois residentes, uma do Hospital Federal de Bonsucesso e outro do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Uerj), foram triadas 99 crianças, examinadas 37, das quais 15, que necessitam de óculos, os receberão gratuitamente. Marcus Safady destacou não só a colaboração do Lions, através de Lucino Odorizzi, dos residentes e da Essilor, como também da escola de samba, cujo presidente, Darlan Santos, não hesitou em oferecer a quadra, interrompendo o trabalho de costureiras e artesãos às voltas com a confecção das fantasias e adereços dos figurantes da agremiação. Antes de cada grupo de alunos ser examinado, o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia fez uma explanação sobre a importância do exame, mostrando como ele seria feito para as crianças e os acompanhantes. Além dos residentes Raquel Cavalcanti e Lucas Safady, participaram Juliana Castelo Branco, Elaine Mafra, Lilian Lima e Felipe Pavlidis, da equipe médica da Essilor do Rio de Janeiro. Fotos Lucino Odorizzi Lucino Odorizzi, Marcus Safady, Darlan Santos, presidente da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha e os funcionários da Essilor Rachel Cavalcanti, R3 do Hospital Federal de Bonsucesso, com uma das alunas da rede municipal que fizeram o exame de refração Cartaz distribuído em todos Ser viços de Oftalmologia anunciando a nova turma para o Curso de Pós- Graduação em Oftalmologia em convênio com a Estácio. As inscrições estão abertas até o dia 31 de março próximo. O curso tem 3 anos de duração e as aulas teóricas são no auditório da SBO.

8 8 Renato Ambrósio Jr. premiado com o Kritzinger Memorial Award Renato Ambrósio Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa (SBCR) e vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO,) foi homenageado pela International Society of Refractive Surgery (ISRS) durante o encontro anual realizado em Nova Orleans (EUA), quando recebeu o Kritzinger Memorial Award de Renato Ambrósio Jr. é o primeiro brasileiro a receber apremiação. O prêmio é o reconhecimento da atuação de médicos que compartilham as mesmas qualidades clínicas, educacionais e de investigação de Michiel Kritzinger, considerado um dos maiores nomes da cirurgia refrativa mundial, responsável por introduzir o Lasik na África do Sul. Michiel Kritzinger foi um dos fundadores da South African Society of Cataract and Refractive Surgery (SASCRS). Um dos destaques dos congressos da SASCRS é o Kritzinger Safari Lecture, comemorando a vida de Michiel Kritzinger, que morreu tragicamente em um acidente de helicóptero em 28 de abril de Entre suas contribuições, destacam-se diversas técnicas e instrumentos de Lasik, com patentes registradas nos Estados Unidos, além do LASIK American Academy of Ophthalmology Amar Agarward, da Índia, presidente da ISRS, entrega o Kritzinger Memorial Award de 2013 a Renato Ambrósio Jr. Nomogram sofware development. Fundada em 1977, a ISRS oferece programas educacionais, publicações científicas e organiza eventos, contando atualmente com 2,3 mil membros, espalhados por mais de 80 países. JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia Tribunal de Justiça do Estado do Rio homenageia Octávio Moura Brasil Octávio Moura Brasil, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Curso de Pós-Graduação da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, foi homenageado durante as comemorações do Dia da Justiça, no dia 6 de dezembro, em cerimônia no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Homenageado pelos relevantes serviços ao Judiciário Fluminense, como ressaltou o desembargador Benedicto Abcair, Octávio Moura Brasil recebeu o Colar de Mérito Judiciário, das mãos do corregedorgeral da Justiça, desembargador Valmir de Oliveira Silva. A condecoração, instituída em 1974, sempre entregue no Dia da Justiça, 8 de dezembro, que em 2013 caiu em um sábado, razão da antecipação das comemorações para o dia 6. Na ocasião também foi homenageado o reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Vieira Alves de Divulgação Rosane Naylor TJRJ Octávio Moura Brasil ladeado pelo desembargador Benedicto Abcair e a 3ª vicepresidente do TJ-RJ, Nilza Bittar Castro, o secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia Rodrigues, além de autoridades do Judiciário. Na ocasião, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro também comemorou a conquista do título de mais eficiente do país. No almoço em homenagem a Maria Auxiliadora Paes Mendonça (quarta da esquerda para a direita), madrinha da Turma Dr. Adriano Edson Kalepeteca da Fundação Altino Ventura (cursos de especialização, residência médica e fellow): Marcelo e Liana Ventura, João Carlos Paes Mendonça, Jacy Tavares de Melo, Elani e Ronald Cavalcanti, e Lucino Reginato.

9 Novembro - Dezembro SBO responde a novo ataque aos médicos por parte de articulista da Folha de S. Paulo Mais uma vez Hélio Schwartsman, articulista do jornal Folha de S. Paulo, investe contra os médicos, mostrando total desconhecimento do que é o Ato Médico. No artigo Médicos no pelourinho?, ele tece considerações filosóficas, econômicas e jurídicas para tentar desqualificar o trabalho do médico e concluir que ele pode ser substituído pelo trabalho de enfermeiros (sic). A Sociedade Brasileira de Oftalmologia prontamente respondeu ao artigo, repudiando este novo ataque. Em carta assinada pelo vice-presidente Elisabeto Ribeiro Gonçalves, a SBO refuta as afirmações do articulista, cuja coluna tem o nome de Novos tempos. - Realmente novos tempos, tempos da desinformação, disseminada sem nenhum compromisso, lamenta o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Marcus Safady. Abaixo, a carta do vice-presidente da SBO, Elisabeto Ribeiro Gonçalves enviada para Hélio Schwartsman, divulgada para todos os oftalmologistas brasileiros e postada no site da Sociedade: Em sua coluna de 28/09/13 na Folha de S.Paulo (Novos tempos), o jornalista Hélio Schwartsman disse que a prescrição de óculos para crianças dispensa a receita do oftalmologista, podendo ser feita por optometristas. Essa estapafúrdia opinião do Sr. Hélio mereceu pronta e bem fundamentada resposta do presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Dr. Marcus Vinicius Abbud Safady. Agora, o jornalista e filósofo, em sua coluna, no artigo Médicos no pelourinho? (FSP, 01/03/14) tenta, novamente, desqualificar o trabalho médico. Ao falar do programa Mais Médicos, ele afirma, sem nenhum pudor, que conseguiríamos efeito sanitário semelhante contratando enfermeiros, mas o proble- ma é que o marketing político exige que tenham o título de médicos. O filósofo, não sei se por ignorância ou má fé, ou as duas, mete sua colher em assunto do qual ele não tem obrigação de entender e, em contrapartida, nenhum direito de opinar. O enfermeiro não tem condições de substituir o médico e nem este de desempenhar as tarefas do primeiro. O médico estudou para oficiar a Medicina e o enfermeiro se preparou para exercer a enfermagem. O trabalho do médico não dispensa o do enfermeiro, mas jamais esse pode substituir o médico. Nunca li nada tão insensato e tão desrespeitoso aos próprios cidadãos brasileiros. Não sei de onde o jornalista tirou essa ideia tão canhestra. Esperava que um filósofo, exatamente por ser filósofo, usasse de mais parcimônia, de mais cuidado e menos presunção ao ocupar o preciso espaço da Folha. Fui ingênuo em acreditar que um filósofo, herdeiro compulsório dos ideais e ensinamentos de Sócrates, devesse seguir o sábio lema socrático de que só sei que nada sei. Não é exatamente assim. Certamente, o jornalista e filósofo deve ser (ou pensa que é) um polímata, portanto com todo o direito e plenas condições intelectuais de comentar qualquer assunto que lhe dê na telha. Contudo, devo alertá-lo que mais humildade e menos presunção são guias seguros para que evitemos tropeçar no erro e no ridículo. E não ter de ouvir a sensata recomendação de Apeles: ne sutor supra crepidam. Dispenso-me de traduzir. Quem, sem ser médico nem oftalmologista, julga dominar as duas ciências, com muito mais razão está apto a traduzir e alcançar o sábio sentido da recomendação do pintor da Roma antiga. Cordialmente, Dr. Elisabeto Ribeiro Gonçalves Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Para Hélio Schwartsman, médicos poderiam ser substituídos por enfermeiros Publicado no jornal Folha de São Paulo, em , sob o título: Médicos no pelourinho? HÉLIO SCHWARTSMAN SÃO PAULO - Os cubanos que participam do Mais Médicos estão num regime de trabalho análogo à escravidão? Meu amigo Ives Gandra da Silva Martins escreveu um interessante artigo tentando mostrar que sim. Destrinchou o contrato que rege a atuação desses profissionais no Brasil e foi apontando as muitas ilegalidades em que incorre. Do ponto de vista jurídico, Ives tem razão. Se o Ministério Público do Trabalho quiser, não terá dificuldades para questionar o Mais Médicos. Penso, porém, que juízos valorativos acerca do programa devem ser feitos com base em considerações éticas e não jurídicas. Afinal, se há algo perto de um consenso acerca da legislação trabalhista brasileira é o de que ela é ruim, amarrando demais as relações entre patrões e empregados. E, no plano da ética, a discussão é mais complicada. Sei que o Ives é fã de matrizes deontológicas, nas quais o certo e o errado encontram definições naturais ou positivas, mas eu tendo a abraçar modelos mais consequencialistas, nos quais as ações são julgadas primordialmente pelos resultados que produzem. Sob essa perspectiva, mais importante do que perguntar se o cubano está sendo tratado com justiça (um conceito irredutivelmente metafísico) é determinar se aqui ele está melhor ou pior do que em Cuba. Se ganha mais aqui e veio de livre e espontânea vontade (tão livre quanto pos- sível numa ditadura como a cubana), não caberiam objeções trabalhistas à empreitada. O fato de haver médicos de outras nacionalidades ganhando mais do que ele não anula o aprimoramento de sua situação. No mais, se nosso cubano estiver pensando em desertar, tem mais chances de fazê-lo estando no Brasil do que na ilha. É claro que o programa permanece vulnerável a outras críticas. Ele é caro, por exemplo. Acho que conseguiríamos efeito sanitário semelhante contratando enfermeiros. O problema é que o marketing político exige que tenham o título de médicos.

10 10 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia Oftalmologia e evolução optomét A evolução dos conhecimentos e procedimentos optométricos na Euro O tratamento dos erros de refração e da presbiopia, que só podem ser feitos a partir de um exame realizado por médico oftalmologista, o único capaz de diagnosticar e prescrever óculos, lentes de contato e detectar problemas oculares, dos mais simples aos mais complexos, percorreu um longo caminho até o dias de hoje. Professor A. Duarte, com sua reconhecida experiência em refração, destaca abaixo a contribuição de alguns oftalmologistas, predominantemente europeus, para a evolução da especialidade, a partir do século XIX, quando são criados e desenvolvidos aparelhos que até os dias de hoje fazem parte de um consultório oftalmológico. A contribuição de pioneiros como Donders, Jäger, Badal, Snellen, Cuignet, Ruete, Helmholtz, Goldmann e Gullstrand, entre os outros, é bastante conhecida, mas poucos sabem da contribuição de brasileiros, como Para nós oftalmologistas o tratamento dos erros de refração e da presbiopia por meio de óculos de grau está bem estabelecido. Ao fim do exame determinamos a correção com precisão A. Duarte* de 0,25 e mesmo 0,12 dioptrias, proporcionando ao paciente a melhor visão possível. Este apresenta o receituário na loja de óptica e lá adquire óculos com lentes nas formas mais adequadas à graduação receitada Mas nem sempre foi assim. Até fins do século XIX havia poucos médicos oftalmologistas. Muitas vezes o freguês comprava óculos depois de experimentá-los por tentativas em tendas e lojas de artigos ópticos ou no sortimento de vendedores ambulantes. E os óculos eram feitos geralmente com as duas lentes na mesma graduação e as duas faces da lente na mesma curvatura. A situação atual resulta do estudo e dedicação de médicos oftalmologistas, a quem se devem os aparelhos, os métodos de exame e principalmente o entendimento da relação entre doenças sistêmicas, ametropias e presbiopia, bem como o conhecimento da forma das lentes e sua colocação na armação dos óculos. Devido à limitação de espaço, o presente artigo apresenta nomes e realizações de apenas alguns dentre dezenas destes pioneiros, dos quais se destaca Donders, médico oftalmologista holandês. Após mais de 14 anos de pesquisas, Donders publica em 1864 Anomalias da acomodação e da refração, estabelecendo as bases do tratamento das ametropias e presbiopia pelos óculos de grau. Aperfeiçoados ao longo do tempo, os métodos fundamentais de Donders continuam sendo utilizados pelo oftalmologista de nossos dias. No exame oftalmológico atual, logo depois da anamnese o médico determina a visão do paciente pela leitura de textos derivados de trabalhos realizados em 1854 por Jäger, médico oftalmologista vienense, e pelo reconhecimento de optotipos oriundos de estudos publicados em 1862 por Snellen, médico oftalmologista holandês. A seguir, o médico oftalmologista procede à refração objetiva, geralmente com o refrator automático. Este utilíssimo aparelho, construído por equipes de engenheiros e generalizado a partir da década de 1970, consiste num dispositivo que projeta raios de luz na retina do paciente, analisando seu trajeto no interior do olho e calculando por computação sua refração objetiva. O refrator automático se baseia no optômetro de Badal, médico oftalmologista francês que o introduziu em A linhagem dos optômetros remonta porém a Porterfield, médico oftalmologista escocês, que em 1759 concebeu e desenhou os projetos do Fotos Divulgação Donders, médico oftalmologista holandês, publica em 1864 Anomalias da acomodação e da refração, estabelecendo as bases do tratamento das ametropias e presbiopia primeiro dispositivo para determinação da refração do olho humano, o qual chamou optômetro. Daí derivam o conceito e o termo optometria. Em 1801, baseado nos planos de Porterfield, o médico e polímata inglês Young constrói um optômetro prático, com o qual realiza dezenas de optometrias. Outro recurso para a refração objetiva é o retinoscópio de faixa, cujo primeiro modelo se deve a Wolff, médico oftalmologista alemão, que em 1900 constrói o retinoscópio (ou esquiascópio) elétrico, precursor dos atuais. O aparelho de Wolff, por sua vez, deriva do esquiascópio de espelho plano (1873) de Cuignet, médico oftalmologista francês. Já o esquiascópio de Cuignet é um desenvolvimento do oftalmoscópio indireto de Ruete, médico oftalmologista alemão. Ruete criou seu oftalmoscópio indireto em 1852, inspirado pelo oftalmoscópio direto de Helmholtz, médico alemão, que o apresentara no ano anterior. Ambos se destinavam primariamente à fundoscopia. A partir dos dados da refração objetiva, o médico oftalmologista passa a determinar a refração subjetiva. Em nosso país, esta se faz em geral com o aparelho coloquialmente chamado Greens. Para apurar o astigmatismo, o médico serve-se habitualmente do cilindro cruzado, introduzido em 1887 por Jackson, médico oftalmologista norte-americano. Para a refração subjetiva alguns médicos preferem as lentes e armação de provas, de uso habitual na Argentina e Uruguai em vez do Greens. Outros, como o autor, servem-se de ambos os recursos, que se complementam. No conhecimento do autor, a referência mais antiga a lentes e armação de provas para refração subjetiva é de 1843 por Fronmüller, médico oftalmologista alemão. Determinada a refração, o médico passa a examinar o segmento anterior à lâmpada de fenda, instrumento criado em 1911 por Gullstrand, médico oftalmologista sueco, de- Até fins do século XIX, os óculos eram feitos geralmente com as duas lentes na mesma graduação e as duas faces na mesma curvatura tentor de Prêmio Nobel. As atuais lentes asféricas de Volk derivam das asféricas introduzidas também por Gullstrand em A fundoscopia à lâmpada de fenda é um aperfeiçoamento da fundoscopia indireta de Ruete. O médico toma a pressão ocular com o tonômetro de aplanação acoplado à lâmpada de fenda, aparelho introduzido em 1954 por Goldmann, médico oftalmologista nascido no antigo Império Austro-Húngaro e radicado na Suíça. Goldmann aperfeiçoa a lâmpada de fenda, concebe e faz construir o tonômetro de aplanação, baseado em tonômetro inventado em 1892 por Maklakoff, médico oftalmologista russo. A graduação dos óculos é anotada em dioptrias, unidade introduzida em 1872 por Monoyer, médico oftalmologista francês. As lentes dos óculos são aviadas em curvaturas derivadas dos estudos de Tscherning, médico oftalmologista dinamarquês, publicados em Com elas, em forma de menisco, as inevitáveis aberrações ficam reduzidas a valores mínimos. Já em 1803 Wollaston, médico pesquisador inglês, propusera lentes menisco, embora sem o cálculo rigoroso das lentes de Tscherning. Hilario de Gouvea funda em 1873 o Instituto Ophthalmologic Brasileiro, onde receita óculos pelos modernos métodos optométricos desenvolvido por Donders Arquivo/SBO José Antonio de Abreu Fialho, que estudou na Áustria, primeiro presidente da SBO, publica em 1926 Tratado de Ophthalmologia com capítulo sobre anomalias da refração Armação de provas mandada construir por José Antonio de Abreu Fialho no Rio de Janeiro, apresentada no seu livro, na parte sobre defeitos ópticos no olho Em lentes de graduação elevada empregam-se com vantagem as lentes asféricas, derivadas dos estudos já mencionados de Gullstrand. Para verificar a exatidão das lentes prescritas o médico se serve do lensômetro, aparelho derivado do facômetro de Snellen, que o introduziu em A evolução do conhecimento e dos procedimentos optométricos descritos acima repercutiu imediatamente no Brasil, apesar do pequeno número de médicos oftalmologistas no país. Em 1863, para se habilitar a exercer a especialidade no Império do Brasil, Carlos Pedraglia, médico oftalmologista alemão aqui radicado, obtém seu doutorado no Rio de Janeiro com a tese: Dissertação sobre os phenomenos da refracção e accomodação do olho humano. A tese foi publicada um ano antes da obra fundamental de Donders (vide acima). Teria Pedraglia estudado com Donders? Em 1873, Hilario de Gouvea, médico oftalmologista brasileiro, inaugura no Rio de Janeiro o Instituto Ophthalmologico Brazileiro, onde receita óculos pelos modernos métodos optométricos de Donders. Em 1898, Manoel F. C. Leal Jr., médico oftalmologista brasileiro, se apresenta ao concurso de Lente Substituto na Cadeira de Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina e Farmácia do Rio de Janeiro com a tese: Processos

11 Novembro - Dezembro rica dos primórdios à atualidade pa no século XIX, e a contribuição brasileira para o estudo do tema Hilario de Gouvea, médico oftalmologista, que em 1873 inaugurou no Rio de Janeiro o Instituto Ophthalmologico Brazileiro, onde receitava óculos pelos modernos métodos optométricos de Donders. Assim como também trabalhos do primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, José Antonio de Abreu Fialho, que em 1926 publica o Tratado de Ophthalmologia, onde na parte IV- Anomalias da refração ou defeitos ópticos dos olhos, descreve seu tratamento com óculos de grau e apresenta uma armação de provas, por ele mandada construir. Na última parte do seu artigo, prof. A. Duarte enumera ainda outras contribuições de oftalmologistas brasileiros para estabelecer as bases do tratamento das ametropias e presbiopia pelos óculos de grau no país, ressaltando os cursos de introdução e atualização em Refração Clínica promovidos pela SBO, pelo CBO e pela Soblec. Durval Prado, autor do pioneiro Noções de óptica, refração ocular e adaptação de óculos, obra de 1942, ainda hoje reeditado sucessivamente Em 1863, para se habilitar a exercer a especialidade, Carlos Pedraglia, oftalmologista alemão radicado no Brasil, defende tese sobre refracção Arquivo/SBO Arquivo/SBO Arquivo/SBO Arquivo/SBO Aderbal de Albuquerque Alves, presidente da SBO ( ), autor, juntamente com 29 coautores, do livro Refração, publicado em 1989, já na 6ª edição Ricardo Uras, coordenador de Óptica e refração ocular. Coleção de manuais básicos, com 18 coautores, publicado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, no ano de 2000 Harley Bicas, juntamente com Aderbal de Albuquerque Alves e Ricardo Uras, coordenador da obra Refratometria Ocular, que contou com a colaboração de 48 coautores objetivos de optometria Seu valor clínico. Em 1926, José Antonio de Abreu Fialho, médico oftalmologista brasileiro, professor catedrático de Clínica Oftalmológica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, publica no Rio de Janeiro: Tratado de Ophthalmologia. A parte IV, intitulada Anomalias da refração ou defeitos ópticos do olho descreve seu tratamento com óculos de grau. Apresenta uma armação de provas, modelo do autor, por ele mandada construir no Rio de Janeiro. Em 1942, Durval Prado, médico oftalmologista brasileiro, publica Noções de óptica, refração ocular e adaptação de óculos. Foi o primeiro livro brasileiro dedicado exclusivamente à refração clínica, receituário de óculos e lentes de contato, até hoje sucessivamente reeditado. Em 1965, G. Queiroga, médico oftalmologista brasileiro e professor de Oftalmologia em Belo Horizonte cria e faz construir por Bausch & Lomb do Brasil uma Lâmpada fenda e oftalmoscópio indireto. Em 1989, Aderbal de Albuquerque Alves, médico oftalmologista brasileiro, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia ( ), publica Refração com 29 coautores, atualmente (2014) na 6ª edição. Em 2000, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia publica Óptica e refração ocular. Coleção de manuais básicos, (Coordenador) Ricardo Uras, com 18 coautores. Em 2005, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia publica Refratometria Ocular, sob a coordenação Harley Bicas, Aderbal de Albuquerque Alves e Ricardo Uras, com 48 coautores. Em 2008, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia publica Óptica e refração ocular. Reedição ampliada. Coleção de manuais básicos. Em 2008, Osvaldo Travassos Medeiros, médico oftalmologista brasileiro e professor titular de Oftalmologia da Universidade Federal da Paraíba cria e faz construir o Stereo test; Dispositivo para avaliação quantitativa da estereopsia. Em 2009, Milton Ruiz Alves, Mariza Polati e Sidney Julio de Faria e Sousa, médicos oftalmologistas brasileiros e professores da USP, publicam Refratometria Ocular. Atualmente SBO, CBO e SOBLEC mantém cursos de introdução e atualização em Refração Clinica em numerosas cidades brasileiras *A. Duarte Professor do Curso de Pós-Graduação da SBO, Professor Associado PUC-RJ Arquivo/SBO Osvaldo Travassos Medeiros, professor titular de Oftalmologia da Universidade Federal da Paraíba, criador e construtor do Stereo test Atual presidente do CBO, Milton Ruiz Alves juntamente com Mariza Polati e Sidney Julio Faria e Sousa publica em 2009 Refratometria Ocular e a Arte da Prescrição Médica. Professores da USP, Mariza Polati é chefe do Departamento de Estrabismo da Faculdade de Medicina da USP, e Sidney Julio Faria e Sousa docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

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14 14 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia A valorização do ensino e da pesquisa no Brasil Para prof. Rubens Belfort Jr., só priorizando área científica, o país se desenvolverá plenamente A aplicação de células-tronco em oftalmologia vem gerando uma série de desinformações, criando falsas expectativas na população, o que levou a Academia Brasileira de Oftalmologia a divulgar uma nota oficial, assinada pelo seu presidente, prof. Rubens Belfort Jr., que teve grande receptividade na comunidade acadêmica. Neste JBO Pergunta, o presidente da Academia e professor titular de Oftalmologia da EPM- Unifesp explica como surgiu a idéia da criação dela, seus objetivos, entre os quais está a defesa de aspectos importantes da especialidade nas áreas de ensino e pesquisa. Com reuniões periódicas: em 2013 foram realizadas em São Paulo e Curitiba, esta coordenada pelo prof. Carlos Moreira Jr.; em 2014 já estão programadas uma em Porto Alegre e outra no Rio de Janeiro, a cargo dos profs. Jacó Lavinsky e Haroldo Vieira de Moraes Jr., respectivamente, a Academia Brasileira de Oftalmologia quer estar presente na vida científica brasileira, ressalta prof. Rubens Belfort Jr. Jornal Brasileiro de Oftalmologia- Como surgiu a idéia da fundação da Academia Brasileira de Oftalmologia e quais são seus objetivos? Prof. Rubens Belfort Jr.- A idéia da fundação da Academia Brasileira de Oftalmologia é antiga e durante muitos anos várias lideranças oftalmológicas brasileiras conversaram sobre a oportunidade e necessidade de um grupo de oftalmologistas dedicados ao ensino e à pesquisa poderem se agrupar em um ambiente acadêmico que pudesse defender aspectos importantes Posição da Academia Brasileira de Oftalmologia em relação à utilização de Células Tronco em Oftalmologia O desenvolvimento científico relacionado às Células Tronco e suas aplicações em Medicina, vem trazendo perspectivas de possível aplicação em uma série de doenças oftalmológicas incluindo córnea, glaucoma, retina e nervo óptico, no futuro. Não há ainda resultados efetivos de terapia de célula tronco em oftalmologia. Muitas pesquisas estão em andamento, mas não existem aplicações práticas ao alcance de pacientes. Assim, a Academia Brasileira de Oftalmologia emite este comunicado no sentido de informar sobre a da Oftalmologia nestas áreas. Além de várias conversas em grupos informais, foram realizadas também reuniões em São Paulo, em Curitiba e outras cidades verificando-se a grande aceitação dessa idéia. Também nessas discussões, desde o início, foi clara a posição de agrupar oftalmologistas com título de Doutor e principalmente os que têm papel ativo dentro das Universidades e Escolas de Medicina para podermos concentrar nossos esforços e estratégia na valorização da pesquisa e do ensino. Todos sabemos que a única maneira do Brasil se desenvolver é priorizando real situação. Falsas expectativas com procedimentos ainda não provados podem levar a maior sofrimento dos pacientes, além de desperdício de recursos financeiros e possíveis complicações relacionadas ao uso indevido e antiético de modalidades terapêuticas não comprovadas. Deve-se ter também muito cuidado para não se fomentar falsas esperanças através da solicitação de exames desnecessários. Prof. Dr. Rubens Belfort Jr. Presidente Academia Brasileira de Oftalmologia ambientes científicos e a Academia naturalmente é esse tipo de ambiente. JBO- O senhor a fundou sozinho ou contou com a colaboração de outros oftalmologistas? RBJ- A Academia foi fundada por um grupo de muitos professores de Oftalmologia e portadores de titulo de doutorado que, por unanimidade, optaram em eleger a diretoria atual, tendo a mim como presidente. E na vice-presidência, os professores doutores Carlos Augusto Moreira Filho, Dr. Haroldo Vieira Moraes Jr., Jacó Lavinsky, Márcio Bittar Nehemy, Marcos Pereira Ávila, Newton Kara José e. Remo Susanna Jr. JBO- Atualmente a Academia conta com quantos membros e como é critério para participar dela? RBJ-A Academia jamais será uma organização muito numerosa, pois é seleta e determina vários critérios a serem preenchidos antes da inclusão, mas já conta com muitos professores de Oftalmologia e detentores do título de Doutor de muitos estados brasileiros. O estatuto, no link abaixo, apresenta os critérios para participação na Academia, que não tem número máximo de acadêmicos como na Academia Nacional de Medicina ou mesmo na Academia Nacional de Ciências, pelo menos com os estatutos atuais. JBO- Recentemente, a Academia divulgou uma nota sobre células-tronco em oftalmologia. Foi o primeiro parecer? RBJ- A Academia se propõe também a emitir pareceres importantes que possam assessorar outros órgãos da sociedade brasileira sobre aspectos importantes relacionados à pesquisa em oftalmologia e o Parecer sobre Célula Tronco em Oftalmologia, recentemente emitido é um exemplo da necessidade. O Parecer foi endossado e divulgado por muitas das mais importantes entidades científicas brasileiras e teve muitos comentários elogiosos também de outras especialidades dentro da Medicina. Os objetivos da Academia, especificados em seus estatutos estão no link

15 Novembro - Dezembro Fernando Trindade homenageado em evento promovido por Robert Osher Fernando Trindade foi o guest of honor do congresso de catarata promovido pelo oftalmologista norte-americano Robert Osher, na cidade de Sarasota, Flórida, de 16 a 19 de janeiro de Foi o primeiro oftalmologista latinoamericano convidado para o evento- Cataract Surgery: Telling like it is, realizado anualmente desde 2012, com a participação de 500 oftalmologistas, 95% dos Estados Unidos. Robert Osher é considerado um dos maiores especialistas em catarata nos Estados Unidos, pioneiro em vídeos sobre a subespecialidade. Produz o Video Journal of Cataract Surgery, além de ser conhecido por sua preocupação na difusão dos conhecimentos e na educação, que o levam a percorrer o mundo participando de simpósios e palestras. A aula magna de Fernando Trindade, com 45 minutos de duração, foi sobre Unusual Cases in Cataract Surgery. Ao término, recebeu uma homenagem especial de Robert Osher. E a placa Lifetime Achievment Award, destacando sua contribuição para a inovação tecnológica, seu compromisso com o ensino e sua paixão pela excelência, que permitiram o avanço da arte da cirurgia de catarata no mundo (em inglês: For the Innovative Technology, Commitment to Teaching and your Passion for Excellence that has Advanced the Art of Cataract Surgery Around the world ) Fotos Divulgação Robert Osher entrega a placa Lifetime Achievment Award da homenagem especial a Fernando Trindade ao final da aula magna Tito Abreu Fialho recebe comenda de Mérito Cultural A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores homenageou em 4 de dezembro de 2013, em solenidade no Clube Naval, Tito de Abreu Fialho. A homenagem de Mérito Cultural foi em reconhecimento à atuação de prof. Tito, acadêmico emérito, idealizador, fundador e ex-presidente da Academia Brasileira de Médicos Escritores. Um dos associados mais antigos da SBO, Tito de Abreu Fialho,que completou 90 anos em 30 de dezembro de 2013, continua clinicando três vezes por semana, e participa de várias associações de escritores, tendo sido vice-presidente da União Brasileira de Escritores-RJ. Atualmente é vice-presidente da Academia Brasileira de Trova, que promove reuniões mensais. Regional Rio de peritos médicos inaugura nova sede e faz jornada A Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas- Regional Rio de Janeiro (ABMLPM-RJ) inaugura no dia 28 de março a sua nova sede no centro da cidade e no dia seguinte promove Jornada Científica no auditório do Hospital Miguel Couto. Segundo o presidente, Marcos Paulo Costa da Silva, essas serão as primeiras atividades em Em 12 de novembro de 2013 realizou o Congresso Regional de Medicina Legal e Perícias Médicas, no Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. A palestra de abertura foi do deputado federal Alessandro Molon sobre A importância da Autonomia Pericial para a Sociedade. Tito Abreu Fialho ao centro, com com sua esposa Marilza de Abreu Fialho e Antônio Pereira, organizador da cerimônia Marcos Paulo Costa da Silva, presidente da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica-Regional Rio

16 16 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia Leiria de Andrade Júnior ( 14/10/ /10/2013) O desaparecimento no nosso querido amigo, Professor Leiria de Andrade Júnior despertou-nos do nosso alheamento para uma realidade brutal, inescapável: Leiria já não está conosco, deixou-nos recentemente, depois de longa enfermidade. Partiu sereno, certo de que durante toda sua vida fora personagem central para os amigos, a família e, sem dúvidas, para a oftalmologia brasileira. O grande vate pernambucano, Manuel Bandeira nos ensina que o homem morre duas vezes: primeiro no corpo, depois no nome. O Professor Leiria, estou certo, nega Bandeira. Se a morte no corpo é inevitável, a do nome, não. É bem certo que a sobrevida do nome não é privilégio para muitos, mas só para aqueles que souberam, como o Professor Leiria, semear realizações benéficas, souberam doar-se, souberam amar e fazer-se amados. O Professor Leiria de Andrade Júnior foi um Mestre no seu ofício de médico - a Oftalmologia. A nossa especialidade está irreversível e definitivamente vincada pelo trabalho acadêmico e profissionalmente rico, produtivo e ético do Professor Leiria. Cearense, integrando uma linhagem de homens e médicos ilustres, o Professor Leira pontificou com raro brilho e criatividade na disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Um dos nossos primeiros contatos com esse homem lhano e bom foi em 1974, quando ele, na qualidade de presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e atendendo convite nosso, esteve em Brasília para vistoriar o Curso de Especialização em Oftalmologia do Hospital das Forças Armadas, recentemente Conheci o Renato Curi numa das muitas reuniões trianuais dos primórdios do Centro Brasileiro de Estrabismo. Logo estabeleceu-se entre nós e nossas esposas uma enorme e fraterna amizade. Fiquei extremamente honrado quando me informou que desejava defender Tese de Doutorado(1985) e, posteriormente, Tese para Professor Titular(1992)na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob minha orientação. A partir daí, tornouse membro honorário de todos os congressos anuais da Associação de Ex-Residentes e Estagiários do Hospital São Geraldo. Com suas palestras muito contribuiu para o ensino dos distúrbios da motilidade ocular aos nossos residentes e a todos nós estrabismologistas. A mais terrível das doenças, o câncer, interrompeu precocemente a vida de um grande homem, mas a morte será sempre derrotada pelas contribuições do ser humano, quando essas existirem. Renato, você não morreu! A seguir, um resumido currículo de meu grande amigo. Renato Luiz Nahoum Curi nasceu em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1944, filho de Henri Wadih Curi (também oftalmologista) e GeorgetteNahoum Curi. Começou o cur- Arquivo SBO criado por nós. Com seu aval, o nosso Curso foi credenciado pelo período regulamentar de cinco anos. Voltamos a nos encontrar em várias ocasiões, principalmente no Hospital São Geraldo e no Instituto Hilton Rocha, frequentado assiduamente pelo Professor Leiria, que tinha no Professor Hilton Rocha um amigo sincero e um profundo admirador. Foi no IHR que seu filho, o reverenciado Professor Leiria de Andrade Neto, especializou-se, com distinção, em Oftalmologia. Guimarães Rosa lembra-nos que a biografia de um grande homem é conhecida em um só dia de sua existência. Porque os homens realizadores vivem cada um de seus dias e de seus momentos produzindo para uma vida toda. Um dia é uma vida e a vida do Professor Leiria não bastou para esgotar, exaurir todo seu potencial de realizações. O Professor Leiria Andrade Júnior formou-se no Recife, em No início dos anos 60 assumiu a cadeira de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, onde já pontificava seu pai, o Prof. Leiria de Andrade, defendendo tese sobre Trabeculectomia, aprovada suma cum laudae. Em 1955 foi aluno do 1º Curso de Pós-Graduação da respeitada Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Entre foi vicepresidente regional da SBO. Ainda em 1973 escreve, em parceria com o Professor Fernando Oréfice, o Relatório Oficial do Conselho Brasileiro de Oftalmologia sobre Uveítes. Em 1975, à frente da diretoria do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (gestão ) preside o XVIII Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Fortaleza, um dos mais belos de nossa especialidade. Foi fundador e primeiro presidente (1963) da Sociedade Cearense de Oftalmologia, e da Sociedade Norte-Nordeste de Oftalmologia (1986). Em 1974 cria a Fundação Leiria de Andrade (FLA), dedicada ao ensino, pesquisa e assistência oftalmológica, principalmente à população carente. Ainda em 1974, o Curso de Especialização em Oftalmologia da FLA foi o primeiro do Nordeste a ser reconhecido e credenciado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e até hoje a FLA mantém-se entre os melhores centros formadores de especialistas. Renato Curi (20/8/ /1/2014) Renato Curi com Henderson de Almeida, que foi seu orientador da tese para professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais, duranteo XVII Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, realizado em 2012 so médico em 1962, na Universidade Federal Fluminense (UFF), terminando-o em Completou a residência em Oftalmologia nesta mesma Universidade em 1971, entrando, logo depois, para o seu corpo docente como Professor Auxiliar de Album de família Leiria de Andrade Júnior foi aluno do primeiro Curso de Pós-Graduação da SBO em 1955 e vice-presidente regional no biênio Ensino. Em 1973, após concurso público, passou a Professor Assistente. Em 1974, foi fellow em estrabismo no Instituto Barraquer, Barcelona, Espanha. Em 1985 defendeu com brilhantismo Tese de Doutorado na UFMG. Em 1987 defendeu O Professor Leiria deixa a viúva Francisca Leitão de Andrade, nossa querida Fanca (anestesiologista), com quem teve seis filhos: três oftalmologistas (Leiria Andrade Neto, Newton e Germano Andrade), duas administradoras (Débora e Verônica Andrade) e um advogado (Ronaldo Andrade). É uma família de muitos médicos: Leiria Neto tem uma filha (Bárbara) terminando Medicina, Newton tem dois filhos médicos e Germano uma médica. Nomes importantes da oftalmologia brasileira atual, os filhos ajudaram o pai a construir o sucesso e hoje repassam o legado do Professor aos seus filhos, netos do Mestre. O Professor Leiria de Andrade Júnior deixa muita coisa, realizou muito, e nada, nada mesmo, por realizar. Deixa nome e memória reverenciados, deixa uma marca indelével de realizações oftalmológicas, deixa a saudade no seu mar e na sua terra de Iracema. E deixa nos amigos e na família a sensação de que ele foi apenas ali, a uma esquina qualquer de sua Fortaleza jogar conversa fora, ao vento, demora-se em retornar, mas já-já estará voltando para o abraço e a alegria do reencontro. Talvez não seja exatamente assim como todos desejamos e ansiamos. Talvez nunca mais aconteça esse reencontro, esse abraço, essa alegria. Talvez o Professor Leiria tenha levado muito a sério outro ensinamento de Rosa: a gente morre é para provar que viveu. Não, Professor Leiria, não havia necessidade dessa prova, dessa afirmação, pois sua vida, plena de vida, de riqueza, de realizações e generosidade, já bastava por si mesma. Elisabeto Ribeiro Gonçalves Tese de Livre Docência na Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro(UERJ) e em 1991 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Membro da Academia Fluminense de Medicina, na Sociedade Brasileira de Oftalmologia, onde era professor do Curso de Pós- Graduação, exerceu os seguintes cargos: tesoureiro , membro do conselho consultivo , e secretário em Em 1992 participou de concurso público para Professor titular da UFMG, sendo aprovado e logo depois nomeado para Professor Titular em Oftalmologia da UFF, cargo que ocupou até a morte em 11 de janeiro de Em 28 de agosto de 1997 conquistou o Prêmio Joviano de Rezende Filho com o trabalho Ações dos oblíquos sob efeito da fascia orbital. O Renato publicou 28 artigos em revistas da especialidade, escreveu 12 capítulos de livro e um livro Manual de Estrabismo comigo. Foi duas vezes presidente do Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE). Renato Curi deixa, além da viúva, Ângela Land Curi, o filho André, também oftalmologista, e as filhas Paula, psicóloga, Flávia, advogada, e cinco netos. Henderson de Almeida

17 Novembro - Dezembro SBO Tempo e Memória João Diniz Como surgiu o curso de pós-graduação da SBO Dando continuidade aos depoimentos de oftalmologistas, iniciada na edição passada, Tempo e Memória publica entrevista com Almiro Pinto de Azeredo, professor emérito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia no biênio , responsável pela criação do pioneiro curso de pós-graduação em Oftalmologia da SBO, quando diretor de Cursos, em João Diniz - Quais eram as dificuldades no ensino da Oftalmologia na época em que o senhor se formou? Almiro Pinto de Azeredo - A disciplina Oftalmologia dos cursos médicos brasileiros no meu tempo de aluno tinha ensino muito precário. A oftalmoscopia ainda era com espelho plano perfurado e lente biconvexa para conseguir a imagem invertida do fundo do olho captada no ar, técnica complicada para a maioria. Demorei um mês a conseguir porque não me explicaram a necessidade de captar a imagem no ar. Oftalmoscópio elétrico tipo May era recurso dos professores para ver imagem não invertida da retina, muito fácil. Frequência dos alunos nas aulas era mal controlada, maioria desinteressada pelos olhos ganhava a presença e desaparecia. Afinal, curso era sem atrativo, apesar da importância do fenômeno visual. Os poucos eventuais interessados nos olhos tentavam obter o encargo de monitor, interesse que surgia no 4º ano, começos dos assuntos clínicos. Inexistia programação para as atividades dos mesmos, mas valia a pena. Além dos monitores (internos) oficiais havia os voluntários, meu caso. Amizades ou parentesco eram chaves para obter monitorado. Motivação forte ajudava a vencer dificuldades e conquistar conhecimentos e habilidades, embora restritos. Quem tinha recursos viajava para a França, Austria ou Alemanha, onde a oftalmologia estava no cume. Na volta, geralmente, escondiam toda sabedoria adquirida na viagem em seus consultórios. JD - Quando ocorreu a primeira grande transformação no ensino da Oftalmologia, na sua opinião? APA - Foi depois da Segunda Grande Guerra Mundial, quando o modelo americano de formar médicos especialistas se espalhou pelo mundo. Denominado Residência Médica, coube à American Medical Association a iniciativa de criar, aperfeiçoar e manter o sistema. Além disso, inventou o board, exame para conhecer a competência do especialista e conceder diploma. Oftalmologia foi a primeira Residência instituída nos Estados Unidos. A convocação de americanos para o serviço militar havia esvaziado as escolas médicas, obrigando a criação de cursos médicos mais rápidos. Havia a urgência de substituir feridos e mortos em combate. O fato facilitou a migração de médicos estrangeiros para os Estados Unidos, brasileiros incluídos. Estes, beneficiados pela Residência Médica americana, sutilmente começaram movimento Arquivo SBO para adotar esse sistema no Brasil. As primeiras Residências brasileiras ocorreram no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, em Aderbal de Albuquerque Alves foi o primeiro da Oftalmologia. Atualmente a Residência Médica brasileira é pós-graduação para formar médicos especialistas. O sucesso animou educadores a criar o mestrado e o doutorado, com o objetivo de formar professores interessados na investigação científica, o que faltava para progredirmos. Os bons resultados podem ser comprovados na boa qualidade das publicações em revistas brasileiras. JD - O senhor introduziu o curso de pós-graduação na SBO. Como foi? APA - Tudo começou quando a Sociedade Brasileira de Oftalmologia lançou novo estatuto em 1952, na presidência de Werther Duque Estrada, incluindo a obrigação de realizar cursos, mas sem informar temário e duração. Entretanto, só na diretoria seguinte, iniciada em 1954, na presidência de Jonas de Arruda, o curso aconteceu. Interessante lembrar algumas características marcantes do Jonas. Impressionava sua cultura geral. Amava a música clássica e Tudo começou quando a SBO lançou novo estatuto em 1952, que incluía a obrigação de realizar cursos Na entrevista, prof. Almiro explica como formatou o curso, inspirando-se naquele patrocinado anualmente pela Universidade de Harvard a cada início do ano letivo e ao qual teve oportunidade de analisar quando fez seu fellowship no Massachusetts Eye and Ear Infirmary em Um estudioso dos problemas do ensino, prof. Almiro tece também considerações sobre as mudanças ocorridas na Oftalmologia a partir da implantação da Residência Médica no país. Prof. Almiro Pinto de Azeredo, criador do curso de pós-graduação da SBO, é autor de inúmeros livros, entre os quais A Visão e Seus Problemas, no qual fala do passado e do futuro da Oftalmologia e da sua importância num mundo cada vez mais visual periodicamente reunia amigos em sua casa para deleitar-se com ela. Convidou-me para diretor de Cursos no seu mandato. Objetivo principal era realizar curso básico de Oftalmologia. Provavelmente influiu na minha escolha referências elogiosas que fazia ao curso anual patrocinado pela Harvard University no começo do ano letivo. Analisei-o durante meu fellowship no Massachusetts Eye and Ear Infirmary em Os alunos interessados nesse curso eram médicos indecisos na escolha da Oftalmologia ou para ganhar credenciais facilitadoras do ingresso nas melhores Residências. O curso se iniciava com ciências básicas referentes ao fenômeno visual, com duração de um mês, seguido de outro em tempo igual para estudar assuntos clínicos básicos. Com essa inspiração planejei curso com ciências básicas relativas ao fenômeno visual e assuntos clínicos fundamentais de um mês de duração em tempo integral, isto é, manhãs, tardes e duas noites. Para dar consistência ao curso as vagas eram limitadas. A preocupação inicial foi com o alojamento de alunos vindos de outros Estados brasileiros. Consegui resolver o problema, graças à Dona Amélia Carneiro de Mendonça, diretora da Casa do Estudante do Brasil, que concordou em alojar alunos do curso nessa instituição situada no centro da cidade. Decisivas ajudas obtive também no moderno Hospital dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro. Refiro-me a algumas atividades práticas cruciais. Primeiro, aulas de cirurgia experimental. Abertura da câmara anterior, suturas, laminação da esclerótica em olhos de porco montados em rolha. Outra atividade prática ocorria nesse Hospital, nas aulas noturnas. Constava da observação de cortes microscópicos de neoplasias. Observação no scopicon, aparelho que permitia a observação de vários alunos ao mesmo tempo. Tivemos a honra da presença de Joviano Resende nessas aulas, interessado pelos assuntos. O sucesso do primeiro curso (janeiro-fevereiro de 1955) animou o segundo, logo em seguida (fevereiro-março de 1955). Foi assim, resumidamente, o começo dos cursos da SBO, que reuniam alunos de todo o país. Tive ainda a honra de organizar mais dois cursos nas presidências de Pedro Moacir Aguiar e Ruy da Costa Fernandes. O sucesso dessa atividade animou aumentar a carga horária do curso. Atualmente, o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Oftalmologia, realizado em parceria com a Estácio, tem três anos de duração. JD- Como o senhor vê o futuro da Oftalmologia? APA- Considero ousadia futurar em assuntos ligados à vida humana. A Medicina teve avanço enorme a partir da segunda metade do século passado e continua célere no atual. Clonagem e uso de células embrionárias ou de adultos para gerar tecidos ou seres são as vedetes científicas do momento. Decifração de genes com promessas de curas baseadas em conhecimentos moleculares individuais são técnicas novas promissoras, mas ainda muito dispendiosas e com envolvimento ético. A importância da Oftalmologia está lembrada no diário ato de ver e nos inúmeros aparelhos de observação usados por todas especialidades médicas, imagens cada vez mais ampliadas e detalhadas. Enfim, valorização dos olhos. Lembrar aos alunos esses fatos para convencê-los de que saber coisas da visão é indispensável para a cultura médica geral. O número de interessados pela Oftalmologia coincidiu com o aumentou da invenção de instrumentos, alguns deles potencializados pela computação. Tudo muito diferente de meu começo com aquele espelhinho perfurado e a lente biconvexa para observar a fabulosa retina. Fontes: Livros de Atas da SBO, Revista Brasileira de Oftalmologia, Jornal Brasileiro de Oftalmologia, arquivos iconográficos da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

18 18 JBO - Jornal Brasileiro de Oftalmologia EXPEDIENTE Rua São Salvador, 107 Laranjeiras Rio de Janeiro - RJ CEP Tel. (21) Fax (21) DIRETORIA Biênio Presidente Marcus Vinicius Abbud Safady (RJ) Vice-presidentes Elisabeto Ribeiro Goncalves (MG) Fabíola Mansur de Carvalho (BA) João Alberto Holanda de Freitas (SP) Ricardo Lima de Almeida Neves (RJ) Tania Mara Cunha Schaefer (PR) Secretário Geral André Luis Freire Portes (RJ) 1º Secretário Sérgio Henrique S. Meirelles (RJ) 2º Secretário Giovanni Colombini (RJ) Tesoureiro Gilberto dos Passos (RJ) Diretor de Cursos Arlindo José Freire Portes (RJ) Diretor de Publicações Newton Kara-Junior (SP) Diretor de Biblioteca Armando Stefano Crema (RJ) Conselho Consultivo Membros Eleitos Jacó Lavinsky (RS) Paulo Augusto de Arruda Mello (SP) Roberto Lorens Marback (BA) Conselho Fiscal Efetivos Francisco Eduardo Lopes Lima (GO) Leiria de Andrade Neto (CE) Roberto Pedrosa Galvão (PE) Suplentes Eduardo Henrique Morizot Leite (RJ) Jorge Alberto Soares de Oliveira (RJ) Mizael Augusto Pinto (RJ) JBO Sociedade Brasileira de Oftalmologia JORNAL BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA Jornalista Responsável: Eleonora Monteiro - M.T Conselho Editorial: Marcus Vinicius Abbud Safady Newton Kara-Junior Arlindo Portes João Diniz Marcelo Diniz Editoração Gráfica: Sociedade Brasileira de Oftalmologia Responsável: Marco Antonio Pinto DG 25341RJ Publicidade: Responsável: João Diniz Tel.: (21) Contato publicitário: Westinghouse Carvalho Tel.: (11) / Publicação: Bimestral Impressão: Stamppa Grupo Gráfico Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e seu conteúdo não representa, obrigatoriamente, a opinião do JBO. A SBO não se responsabiliza nem endossa a qualidade dos serviços e produtos anunciados nesta publicação. Qualquer reclamação deverá ser feita diretamente ao fabricante ou ao prestador de serviços. É permitida a reprodução de artigos, desde que citada a origem. 24 a 26 de julho de 2014 Hotel Windsor Barra Informações: XIII Simpósio Internacional de Atualização em Oftalmologia de Maringá De 20 a 22 de março de 2014, XIII Simpósio Internacional de Atualização em Oftalmologia de Maringá, no Hotel Bristol, em Maringá (PR). Informações; (44) XX Congresso Norte-Nordeste de Oftalmologia De 27 a 29 de março de 2014, XX Congresso Norte-Nordeste de Oftalmologia, na Fábrica de Negócios, em Fortaleza (Ceará). Informações: (85) XII Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa IX Congresso Internacional de Administração em Oftalmologia De 2 a 5 de abril de 2014, XII Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa e IX Congresso Internacional de Administração em Oftalmologia, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro (RJ). XXXIV International Congress of Ophthalmology 29 th Asia-Pacific Academy of Ophthalmology 118º Encontro Anual da Sociedade Japonesa de Oftalmologia De 2 a 6 de abril de 2014, XXXIV International Congres of Ophthalmology, 29th Asia-Pacific Academy of Ophthalmology e 118º Encontro Anual da Sociedade Japonesa de Oftalmologia, no Hotel Imperial, em Tóquio (Japão). 39º Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo De 8 a 12 de abril de 2014, 39º Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, no Royal Palm Plaza, em Campinas (SP) 5ª Jornada Paulista de Oftalmologia De 10 a 12 de abril de 2014, 5ª Jornada Paulista de Oftalmologia, em Ribeirão Preto (SP). Informações: Congresso da ASCRS De 25 a 29 de abril de 2014, Congresso da ASCRS, em Boston, Massachusetts (EUA). Encontro da Association for Research in Vision and Ophthalmology- ARVO De 4 a 8 de maio de 2014, Encontro da ARVO, em Orlando, Flórida (EUA) Congresso da Sociedade Francesa de Oftalmologia De 10 a 13 de maio de 2014, 120 Congresso da Sociedade Francesa de Oftalmologia, no Palais des Congrès de Paris, em Paris (França). - XXII Congresso Internacional de Oculoplástica De 15 a 17 de maio de 2014, XXII Congresso Internacional de Oculoplástica, em Búzios, Estado do Rio (Brasil). 12º Congresso Internacional da Sociedade Italiana de Oftalmologia De 21 a 24 de maio de 2014, 12º Congresso Internacional da Sociedade Francesa de Oftalmologia, em Milão (Itália). 10º Simpósio Internacional de Glaucoma da Unicamp De 23 a 24 de maio de 2014, 10º Simpósio Internacional de Glaucoma da Unicamp, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo (SP). 39º Congresso da Associação Paranaense de Oftalmologia De 22 a 25 de maio de 2014, 39º Congresso Paranaense de Oftalmologia no Centro de Eventos, Londrina (PR) Informações: Para divulgar eventos científicos oftalmológicos no Jornal Brasileiro de Oftalmologia (JBO), envie as informações para a SBO, na Rua São Salvador, Laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ - CEP Tel. (21) Fax (21) s: - Veja o calendário completo no site da SBO Oftalmologistas para clínicas oftalmológicas em Barra Mansa e Volta Redonda, Estado do Rio de Janeiro. Contato: Dra. Erika Boechat pelo telefone (24) Emergência 24h-A Clínica Eye Center, no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca (RJ) oferece emergência em oftalmologia dia e noite. A coluna Olho Vivo é exclusiva para os associados da SBO. Para anunciar enviar o texto para a Sociedade Brasileira de Oftalmologia ou pelo fax (21) ou e A publicação é gratuita. Os anúncios devem ser concisos e com informações precisas. A SBO não se responsabiliza pelas informações divulgadas, que devem ser conferidas pelas partes interessadas. Allergan tem nova assessoria de imprensa- a Ketchum, para as divisões de Neurociências (Botox para o tratamento de distonias, estrabismo, blefaroespasmo, espasmo hemifacial, espasticidade, bexiga hiperativa e migrânea crônica), Medical Aessthetics (Botox para o tratamento de rugas de expressão e hiperidrose) e Estética de Mama (Natrelle ).

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