UNIVERSIDADE POSITIVO LUIZ ANTÔNIO JOANELLO JUNIOR

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1 UNIVERSIDADE POSITIVO LUIZ ANTÔNIO JOANELLO JUNIOR PROPOSTA DE METODOLOGIA DE GESTÃO DE FLUXO DE MATERIAIS E ENERGIA NA CONSTRUÇÃO DE CANTEIROS DE OBRA CURITIBA 2009

2 LUIZ ANTÔNIO JOANELLO JUNIOR PROPOSTA DE METODOLOGIA DE GESTÃO DE FLUXO DE MATERIAIS E ENERGIA NA CONSTRUÇÃO DE CANTEIROS DE OBRA Dissertação apresentada como requisito parcial a obtenção do título de Mestre em Gestão Ambiental do Curso do Mestrado Profissional em Gestão Ambiental, Universidade Positivo. Orientador: Prof. Dr. Klaus Dieter Sautter Co-orientador: Prof. Dr. Paulo Janissek CURITIBA 2009

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca da Universidade Positivo - Curitiba PR J62 Joanello Junior, Luiz Antônio. Proposta de metodologia de gestão de fluxo de materiais e energia na construção de canteiros de obra / Luiz Antônio Joanello Junior. Curitiba : Universidade Positivo, p. : il. Dissertação (mestrado) Universidade Positivo, Orientador : Prof. Dr. Klaus Dieter Sautter 1. Meio ambiente. 2. Desenvolvimento sustentável. 3. Impacto ambiental. 4. Construção civil. I. Título. CDU

4 PROPOSTA DE METODOLOGIA DE GESTÃO DE FLUXO DE MATERIAIS E ENERGIA NA CONSTRUÇÃO DE CANTEIROS DE OBRA ESTA DISSERTAÇÃO FOI JULGADA ADEQUADA COMO REQUISITO PARCIAL PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRE EM GESTÃO AMBIENTAL (área de concentração: gestão ambiental) PELO PROGRAMA DE MESTRADO EM GESTÃO AMBIENTAL DA UNIVERSIDADE POSITIVO. A DISSERTAÇÃO FOI APROVADA EM SUA FORMA FINAL EM SESSÃO PÚBLICA DE DEFESA, NO DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2009, PELA BANCA EXAMINADORA COMPOSTA PELOS SEGUINTES PROFESSORES: 1) Prof. Dr. Georges Kaskantzis Neto - Universidade Federal do Paraná; 2) Profª. Dr. Selma Aparecida Cubas - Universidade Positivo; 3) Prof. Dr. Cláudio Marchand Krüger - Universidade Positivo; 4) Prof. Dr. Klaus Dieter Sautter - Universidade Positivo; 5) Prof. Dr. Paulo Janissek - Universidade Positivo. CURITIBA PR, BRASIL PROF. MAURÍCIO DZIEDZIC COORDENADOR DO PROGRAMA DE MESTRADO EM GESTÃO AMBIENTAL

5 Agradeço aos professores, profissionais, empresas e instituições que me apoiaram na construção deste trabalho.

6 Levantem os olhos sobre o mundo e vejam o que está acontecendo à nossa volta, para que amanhã não sejamos acusados de omissão se o homem, num futuro próximo, solitário e nostálgico de poesia, encontrar-se sentado no meio de um parque forrado com grama plástica, ouvindo cantar um sabiá eletrônico, pousando no galho de uma árvore de cimento armado MANOEL PEDRO PIMENTEL

7 RESUMO O setor da indústria da construção civil ocasiona problemas ambientais nas diversas etapas do ciclo produtivo, desde a obtenção da matéria-prima necessária, passando pela produção em si, pela utilização do produto e, finalmente, pelos impactos da necessidade de um destino final. Em contrapartida, o aparecimento de diversas ferramentas gerenciais facilita a adequação do chamado desenvolvimento sustentável. A análise de ciclo de vida (ACV) é, basicamente, uma tentativa de inventariar os impactos ambientais gerados pelas atividades em toda a cadeia produtiva. Geralmente na prática, no estudo de ACV, identificam-se as entradas e saídas (matéria e energia) do meio ambiente para a construção,e então se avaliam os potenciais impactos ambientais associados a essas entradas e saídas. As principais etapas da cadeia produtiva da construção civil são: exploração dos recursos, manufatura, transporte, construção e destinação de resíduos. Visando reduzir o impacto ambiental, o foco do presente estudo foi desenvolver um conjunto de processos elementares da construção civil e propor um esquema de entradas e saídas do canteiro para o meio ambiente. Trata-se da construção de um canteiro de obras industrial localizado na região metropolitana de Curitiba. O esquema proposto representa os fluxos de entradas de materiais (e componentes da obra) e energia, assim como as saídas da construção do canteiro para o meio ambiente. A partir deste esquema, indicar os processos envolvidos na produção dos materiais e componentes construtivos e destinação de resíduos. O foco é orientar projetistas e construtores a visualizar toda a cadeia produtiva do setor com o estudo do canteiro. No entanto, o estudo foi baseado nas diretrizes de ACV para auxiliar na tomada de decisão em obras, com intuito de reduzir impactos ambientais causados em toda a cadeia produtiva do setor. Palavras-chaves: Meio ambiente, desenvolvimento sustentável, construção civil, entradas e saída, impactos ambientais, Análise do ciclo de vida.

8 ABSTRACT The section of the industry of the building site causes environmental problems in the several stages of the productive cycle, from the obtaining of the necessary raw material, going by the production in itself, for the use of the product and, finally, for the impacts of the need of a final destiny. In compensation, the emergence of several managerial tools facilitates the adaptation of the call Sustainable development. The analysis of life cycle (ACV) it is, basically, an attempt of inventorying the environmental impacts generated by the activities in the whole productive chain. Usually in practice, in the study of ACV, they identify the in put and out put (matter and energy) of the environment for the erection and the potentials impacts environmental associates are evaluated her/it then those in put and out put. The main stages of the productive chain of the healthy building site: exploration of the resources, manufactures, transport, construction and destination of residues. Seeking to reduce the environmental impact, the focus of the present study was to develop a group of elementary processes of the building site and to propose an outline of entrances and exits of the stonemason for the environment. It is treated of the construction of a located industrial construction site in the metropolitan area of Curitiba. The proposed outline represents the flows of in put of materials (and components of the work) and energy, as well as the out put of the construction of the stonemason for the environment. Starting from this outline, to indicate the processes involved in the production of the materials and constructive components and destination of residues. The focus is to guide planners and builders to visualize the whole productive chain of the section with the study of the stonemason. However, the study was based on the guidelines of ACV to aid in the socket of decision in works, with intention of reducing environmental impacts caused in the whole productive chain of the section. Word-key: The environment, Sustainable development, building site, entrances and exits, environmental impacts, Analysis of the life cycle.

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Duas diferentes opções metodológicas de declaração do tipo III 18 Figura 2 Fases da análise do ciclo de vida 19 Figura 3 Exemplo de um sistema de produto para análise de inventário de 20 ciclo de vida Figura 4 Exemplo de um conjunto de unidades de processo em um 21 sistema de produto Figura 5 Roteiro para Análise do Inventário 23 Figura 6 Esquema Simplificado de um sistema para um produto de 26 consumo Figura 7 Fluxo de Etapas e Exemplo para o caso das tintas 27 Figura 8 Avaliação de Impactos e outras fases 30 Figura 9 Definição das categorias individuais 33 Figura 10 Representação do processo de Caracterização 35 Figura 11 Caracterização dos ciclos de vida de sacos de papel e de PEBD 36 Figura 12 Fases do Ciclo de Vida em Construções 45 Figura 13 Entradas e saídas do processo de implantação de edifícios 46 Figura 14 Modelo de sistema para ACV em construções 53 Figura 15 Esquema dos fluxos ambientais ao longo do ciclo de vida de um 55 edifício Figura 16 Etapas do Ciclo de Vida da obra com foco no projeto 58 Figura 17 Fluxograma geral da análise da ACV na construção de um 60 condomínio de alvenaria Figura 18 Tipos de Recursos Minerais 67 Figura 19 Fluxos de entradas e produtos de Concretagem 71 Figura 20 Ciclo de vida do carbono nos produtos de madeira 73 Figura 21 Emissão de CO 2 para os diferentes tipos de cimento 74 manufaturados no Brasil Figura 22 Planta do arranjo geral do canteiro 86 Figura 23 Conjunto de processos elementares de ACV desenvolvido 91 Figura 24 Etapas do Ciclo de Vida da Construção do Canteiro 93 Figura 25 Esquema principal de ACV do canteiro de obras. 94

10 Figura 26 Gráfico do efetivo da construção do canteiro 95 Figura 27 Esquema geral do processamento das entradas 99

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Planilha de impactos ambientais resultantes da produção de 1 kg 31 de polietileno e 1 kg de vidro Tabela 2 Exemplo de caracterização: trecho da planilha de impactos da 33 produção de 1 kg de polietileno Tabela 3 Resumo da verificação da completeza 38 Tabela 4 Resultado de uma verificação de consistência 39 Tabela 5 - Processos da Construção Civil e respectivos tempos de vida útil 46 Tabela 6 - Modelo de edificação típica brasileira 47 Tabela 7 Detalhamento das fases de projeto e construções de edificações 56 Tabela 8 Projeto Arquitetônico e ACV 57 Tabela 9 Resumo dos resultados do artigo de Tavares e Lamberts (2004) 64 Tabela 10 Consumo energético para construção, operação e manutenção 65 de edificações residenciais no Brasil Tabela 11 Reduções de emissões nos diferentes veículos e aeronaves de 76 transporte Tabela 12 Descrição das edificações do canteiro 85 Tabela 13 Energia e água consumida para construção do canteiro 96 Tabela 14 - Entradas de materiais da construção do canteiro 97 Tabela 15 - Destinação e quantidade dos resíduos gerados na construção 103 do canteiro

12 LISTA DE SIGLAS ABCV - Associação Brasileira do Ciclo de Vida ABCP Associação Brasileira de Cimento Portland ABM - Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT/CB-38 - Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental ACV - Análise do Ciclo de Vida AICV - Avaliação do Impacto do Ciclo de Vida BEES - Building for Environmental and Economic Sustainability BEN - Balanço Energético Nacional BREEAM - BRE Environmental Assessment Method BUS - Ministério de Meio Ambiente da Suíça CaCO 3 - Calcita CERF - Civil Engineering Research Foundation CIB - Internacional Council for Research and Innovation in Building and Construction CNI - Confederação Nacional da Indústria CFC - Cloro Fluor Carbono CO - Monóxido de Carbono CO 2 - Dióxido de Carbono CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente CREA - Conselho Regional de Engenharia CVCO - Certificado de Vistoria de Conclusão de Obras DMLU - Departamento Municipal de Limpeza Urbana DOF - Documento de Origem Florestal EPA - Agência Ambiental Norte-Americana EPS - Environmental Priority Strategy E.U.A. - Estados Unidos da América GLP - Gás Liquefeito de Petróleo GP2 - Grupo de Prevenção da Poluição IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia ICV - Resultados da análise do inventário de ciclo de vida

13 INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ISO Norma de Gestão Ambiental ISO Rótulo Ambiental Tipo III (de análise do ciclo de vida) ISO/TC 207 ou ISO Guia dos Princípios ISO/TC 207 Terminologia de Trabalho INT - Instituto Nacional de Tecnologia LCI - Life Cycle Initiative LTC - Life Cycle Thinking LCA - Life Cycle Assessment (análise do ciclo de vida) LCEA - Life Cycle Energy Analysis LCIA - Life Cycle Impact Assessment MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia MDIC - Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MRI - Midwest Research Institute NO x - Óxido Nítrico (NO) e o Dióxido de Nitrogênio ( NO 2 ) N 2 O - Óxido Nitroso ou gás hilariante ONG - Organização Não Governamental ONU - Organização das Nações Unidas PEBD - Polietileno de baixa densidade PbS - Galena PIB - Produto Interno Bruto PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente RCD - Resíduos da construção civil RDO - Relatório Diário de Obra REPA - Resource and Environmental Profile Analysis SC 05 - Subcomitê de Análise do Ciclo de Vida SEMA - Secretaria Especial do Meio Ambiente SGA - Sistema de Gestão Ambiental SES - Secretaria Municipal de Serviços SETAC - Society of Environmental Toxicology and Chemistry

14 SiO 2 - Quartzo SMAM - Secretaria Municipal de Meio Ambiente SO 2 - Dióxido de Enxofre STI - Secretaria de Tecnologia Industrial UNB - Universidade de Brasília USP - Universidade de São Paulo UTDI - Unidade de Tratamento de Despejos Industriais

15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS 04 2 REVISÃO DE LITERATURA A QUESTÃO AMBIENTAL ANÁLISE DO CICLO DE VIDA Conceitos e ferramentas Histórico Benefícios Rotulagem Ambiental e ACV Fases da ACV MEIO AMBIENTE E CONSTRUÇÃO CIVIL ACV NA CONSTRUÇÃO CIVIL Energia na construção civil Recursos naturais na construção civil Emissões atmosféricas na construção civil Transporte na construção civil Resíduos sólidos da construção civil 77 3 METODOLOGIA ESTUDO DE CASO: CONSTRUÇÃO DE UM CANTEIRO DE 84 OBRAS INDUSTRIAL 3.2 CONJUNTO DE PROCESSOS ELEMENTARES E FLUXOS DE 87 ENTRADA E SAÍDA DE MATERIAIS E ENERGIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 3.3 ESQUEMA DE FLUXOS DE ENTRADA E SAÍDA DE MATERIAIS E 88 ENERGIA DA CONSTRUÇÃO DO CANTEIRO EM ESTUDO 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO CONJUNTO DE PROCESSOS ELEMENTARES E FLUXOS DE 91

16 ENTRADA E SAÍDA DE MATERIAIS E ENERGIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 4.2 ESQUEMA DE FLUXOS DE ENTRADA E SAÍDA DE MATERIAIS E 92 ENERGIA DA CONSTRUÇÃO DO CANTEIRO EM ESTUDO Fluxos de entradas da obra Fluxos de saídas da obra CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES SOBRE ACV 107 REFERÊNCIAS 110 ANEXOS 129

17 1 1 INTRODUÇÃO Os problemas ambientais vêm crescendo rapidamente nos últimos anos, tendo como principal agente o ser humano. Para suprir a demanda dos consumidores, muitas vezes as organizações são obrigadas a manter elevadas taxas de produtividade e ganhos financeiros crescentes, sem se preocupar com a exaustão dos recursos naturais do planeta, ou com a emissão incontrolável de resíduos sólidos, líquidos e gasosos no meio ambiente (RIBEIRO, 2009). Para Soares (1998) a indústria do cimento consumiu cerca de 4,4% da energia do setor industrial e constitui-se num dos grandes contribuintes às emissões de CO 2. A produção do cimento portland, por exemplo, é responsável por aproximadamente 6% de todas as emissões antropogênicas de CO 2 ; em países em desenvolvimento esta fração pode alcançar 10% (JOHN, 2003). No caso do concreto armado é importante a utilização de aço. No Brasil, a maior parte das barras de aço do concreto armado é produzida através de aço reciclado. Em outros países o aço para o concreto armado pode ser produzido utilizando minerais virgens, com um alto impacto ambiental. A contribuição ambiental do aço no concreto armado é mais importante que os outros agregados, porém é menos que o cimento (JOHN, 2003). Na construção de casas (com 40 m 2 ) de interesse social no Estado do Paraná analisaram-se os materiais que apresentam grande quantidade de emissões de CO 2 na fabricação dos materiais de construção (cimento, cal, ferro, areia, Brita, cerâmica vermelha e queima de combustíveis fósseis). O resultado médio obtido foi de 8,959 toneladas de CO 2 lançadas na atmosfera por casa construída (STACHERA JR; CASAGRANDE JR, 2007). A quantidade de recursos minerais utilizados na construção civil é a maior entre as commodities não metálicas produzidas no Brasil, em volume e valor (MACEDO et al., 2003). Do ponto de vista ambiental, o problema principal com o resíduo da construção está relacionado à sua deposição irregular e aos grandes volumes produzidos. A deposição irregular do resíduo é muito comum em todo o mundo. No

18 2 Brasil, os números estimados por Pinto (1999) para cinco cidades médias variaram entre 10 e 47% do total gerado nas áreas urbanas analisadas. A cadeia produtiva do setor da construção civil é definida no sentido cronológico e nos limites do sistema temporal em: Fase da construção da edificação (começa no planejamento e termina no descomissionamento); Fase de uso (desde o início da ocupação até a demolição da edificação); Fase de disposição (começa ao final da demolição até o início do reuso, reciclagem ou disposição final) (EUROPEAN COMISSION, 1997). Já os processos são definidos quanto à sucessão lógica e atribuições espaciais: Processo de transformação de energia; os limites do sistema são a natureza (entrada) e a distribuição da energia final ou transformação da energia final no local de uso (saída); Processo de produção de material (materiais e componentes da construção que são produzidos fora da obra); os limites do sistema são a extração mineral ou local de produção de entradas para outras indústrias e local da produção ou local de estoque de suprimentos como as saídas; Processo de construção de edificações engloba todo o processo no local da obra, assim como, o processo de transporte dos suprimentos e resíduos; Os limites do sistema são as entradas de materiais e saídas de resíduos da obra; Processo de uso envolve todas as operações da edificação; Processo de disposição compreende a transformação da edificação em resíduos; Os limites do sistema são a coleção de locais como entrada (reuso ou reciclagem) ou disposição final na natureza como saída (EUROPEAN COMISSION, 1997). É no decorrer desta cadeia que os elos da cadeia produtiva como um todo, são de fato integrados para a geração de um produto específico (um edifício ou obra de infra-estrutura). Os elos desta cadeia são compostos por empresas construtoras, empresas incorporadoras, empresas imobiliárias, autoconstrutores, consultores, fornecedores de materiais (suprimentos), transportadores, receptores

19 3 de resíduos, usuários e outros, que são integrados em um processo complexo de produção (BLUMENSCHEIN, 2004). A cadeia de suprimentos é composta pela indústria de extração de recursos naturais, como brita, cascalho, areia, barro, madeira, calcário, ferro e outras, que constituem a matéria-prima para a indústria de produção de elementos e (ou) componentes, como olarias, esquadrias (metal e madeira), material elétrico, vidros, PVC, siderúrgica, metalúrgica e outras. Os elos desta cadeia são empresas e indústrias fornecedoras de insumos para a cadeia de processos com seus clientes finais (BLUMENSCHEIN, 2004). Esta cadeia é de grande importância, pois é ao longo do seu processo que as decisões mais relevantes aos produtos da cadeia principal são tomadas. Potencialmente, essas decisões afetam especificações (modulações, materiais, características, entre outros), o processo construtivo, a utilização do usuário final e o descarte da obra quando finda sua vida útil. Portanto é fundamental relacionar a interdependência das várias decisões tomadas ao longo da vida útil de um edifício, considerando as várias etapas e enfatizando as influências das decisões tomadas na fase de projeto (BLUMENSCHEIN, 2004). A aplicação de sistemas de gestão ambiental (SGA) nas empresas construtoras permite o aperfeiçoamento de toda a cadeia produtiva do setor. Portanto o desempenho ambiental das construtoras depende dos produtos e serviços adquiridos e do comportamento do mercado como um todo. Um dos benefícios do setor com a aplicação de SGA em construtoras é a observância dos impactos ambientais dos processos produtivos dos insumos adquiridos como requisito seletivo na contratação dos fornecedores de materiais (DEGANI, 2003). O conceito de ciclo de vida do produto é a técnica capaz de avaliar o desempenho ambiental de um produto ao longo de todo o seu ciclo de vida. Tal avaliação se conduz tanto por meio da identificação de todas as interações ocorridas entre o ciclo de vida de um produto e o meio ambiente, como pela avaliação dos impactos ambientais potencialmente associados a essas interações (CURRAN, 1996). Avaliação do Ciclo de Vida de um produto ou serviço consiste da definição de objetivo e escopo, de um levantamento quantificado de dados

20 4 (inventário) de todas as entradas (materiais, energia e recursos) e saídas (produtos, subprodutos, emissões, etc.) durante todo o ciclo de vida, da identificação dos impactos ambientais potenciais ao longo do ciclo de vida e da interpretação dos resultados do estudo (ABCV, 2009). Segundo Silva (2003), atualmente para aplicação da metodologia ACV, o analista se depara freqüentemente com qualidade e quantidade insuficiente de dados que o impede de chegar a uma resposta clara e irrefutável. Como resultado, temos simplificações que empalidecem o rigor científico da análise e, muitas vezes, as destituem de significado. Focalizando especificamente na construção civil que congrega um grande número de materiais e sistemas de construção, os estudos de ACV tornamse complexos e impraticáveis: Complexa, porque os edifícios são compostos por inúmeros produtos, cada qual com uma árvore de processos própria. Mais ainda, a sua construção envolve diversos agentes. Esses fatores não inviabilizam o emprego de ACV, mas aumentam expressivamente a quantidade de informações envolvida e a dificuldade em obtê-las; Impraticável, no caso brasileiro, porque ainda não existem dados confiáveis de ACV de materiais de construção nacionais. No momento, os únicos recursos disponíveis são bases de dados estrangeiras (SILVA, 2003). O presente estudo visa indicar os fluxos de entrada e saída (materiais e energia) de um canteiro de obras industrial localizado na região metropolitana de Curitiba. No esquema de fluxos proposto são traçados os caminhos dos processos elementares envolvidos na exploração e produção das entradas verificadas, assim como indicam as rotas dos processos de destinação das saídas. 1.1 OBJETIVOS a) Geral Elaborar um esquema metodológico de fluxos de entrada e saída de materiais e energia, com base em ACV, para o setor de Construção Civil.

21 5 b) Específico Fazer a aplicação prática da metodologia, empregando-a no estudo de um canteiro de obra específico, para estabelecer os fluxos de entradas e saídas (materiais e energia) e identificar os respectivos impactos ambientais.

22 6 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 A QUESTÃO AMBIENTAL A nova consciência ambiental, surgida no bojo das transformações culturais que ocorreram nas décadas de 60 e 70, ganhou dimensão e situou a proteção do meio ambiente como um dos princípios mais fundamentais do homem moderno (MAXIMIANO,1995). De acordo com Moura (2004), na década de 60, quando surgiram as primeiras movimentações em prol do meio ambiente, alguns recursos passaram a ser mais valorizados, evidenciando a preocupação com o aumento da população e do consumo, visualizando-se o seu esgotamento futuro (petróleo, madeira, água...) e da ocorrência de grandes acidentes, que chamavam a atenção da humanidade para a magnitude das agressões à natureza e suas repercussões sobre a vida. As publicações confirmavam à humanidade o quanto é importante uma mudança de comportamento, como por exemplo, Os limites para o crescimento (Limits to Growth), relatório divulgado pelo Clube de Roma, elaborado por Dennis Meadows 1 e outros e Primavera Silenciosa (Silent Spring) de autoria de Rachel Carson 2. Na década de 70 evidenciou-se um grave problema de saúde, como resultados de contaminação ambiental ocasionada pelo mercúrio, com sérias repercussões, na Baía de Minamata, no Japão. Conforme Moura (2004), na década de 70, surgiu o conceito de desenvolvimento sustentável, que admite a utilização dos recursos naturais que são necessários hoje, para garantir uma boa qualidade de vida, porém sem comprometimento à utilização desses mesmos recursos pelas gerações futuras. Conforme Almeida et al. (2000) a chuva ácida, o aquecimento do planeta, a gestão das bacias hidrográficas e dos mares introduziram a percepção de riscos globais para problemas ambientais. A contaminação da água, do ar, do solo e 1 Dennis Meadows (nascido em 1942) é um cientista americano e professor de Sistemas de Gestão, assunto o qual tem escrito ou co-autoria em 10 livros. É diretor do Instituto de Política e Pesquisa em Ciências Sociais da Universidade de New Hampshire (Durham, Estados Unidos). 2 Rachel Louise Carson ( ) foi uma zoóloga, bióloga e escritora americana. Foi reconhecida como a principal impulsionadora do movimento global sobre o meio ambiente.

23 7 das cadeias alimentares, o efeito estufa, a explosão demográfica e a redução da biodiversidade, são questões que estão sob a ótica vigilante da opinião pública internacional. Segundo Gomide (2007) o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU sugere o desenvolvimento de plantas industriais que demandem menos energia e emitam menos gases, implementando técnicas de manejo do solo com maior responsabilidade que, combinadas ao reflorestamento e ao combate irrestrito ao desmatamento, podem controlar 50% das emissões de CO 2 no planeta. De acordo com Almeida et al. (2000), o relatório de Brundtland 3 referese ao desempenho ambiental do setor industrial: a indústria deverá produzir mais, utilizando menos recursos. A Comissão Brundtland e a Agenda 21 são documentos que apresentam às empresas medidas efetivas no que diz respeito à preservação do meio ambiente (ANDRADE et al., 2002). O Relatório Brundtland destacava três dimensões fundamentais do desenvolvimento sustentável: proteção ambiental, crescimento econômico e equidade social. O conceito de desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades atuais sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades. Ou seja, é o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades garantindo mais saúde, conforto e conhecimento, sem exaurir os recursos naturais do planeta. Para isso, todas as formas de relação do homem com a natureza devem ocorrer com o menor impacto possível ao ambiente. As políticas, os sistemas de produção, a transformação, o comércio, os serviços - agricultura, indústria, turismo, mineração - e o consumo têm de existir preservando a biodiversidade (UNB, 2009). Ao término da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, foram assinados os mais importantes acordos ambientais globais da história da humanidade até o momento: as Convenções do Clima e da Biodiversidade, Agenda 21, a Declaração do Rio para Meio Ambiente e 3 No ano de 1987, a Comissão Mundial da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), presidida por Gro Harlem Brundtland e Mansour Khalid, apresentou um documento chamado Nosso Futuro Comum, mais conhecido por relatório Brundtland.

24 8 Desenvolvimento, e a Declaração de Princípios para Florestas. A Agenda 21, estruturada em quatro grandes temas, enfatiza grandes dilemas da humanidade: a questão do desenvolvimento, com suas dimensões econômicas e sociais; os desafios ambientais que tratam da conservação e gestão de recursos naturais; o papel dos atores e dos grupos sociais na organização da sociedade humana; e, finalmente, os meios de implantação das iniciativas e projetos que revelam os conflitos e os riscos da fragmentação social (CORDANI et al., 1997). O desafio do desenvolvimento sustentável é mudar o paradigma de produção industrial para um modelo de produção de ciclo fechado, onde os resíduos são reciclados, incorporando-se ao processo produtivo (JOHN, 2000). A sustentabilidade deve aprofundar suas propostas na constante avaliação comparada das implicações ambientais, nas diferentes soluções técnica, econômica e socialmente aceitas e deve considerar ainda, durante a concepção de produtos e serviços, todas as condicionantes que os determinem por todo o seu ciclo de vida (MANZINI; VEZZONI, 2005). É evidente a necessidade de uma gestão ambiental que combata a degradação de áreas urbanas, aterros clandestinos, assoreamento de rios e córregos, entupimentos de bueiros e galerias e conseqüentemente, enchentes das vias públicas, comprometendo a qualidade de vida da sociedade (ZORDAN, 1997). Almeida et al. (2000) citam que a harmonia dos aspectos econômicos, ambientais e sociais, com criação de empregos no país, demanda grande atenção à produtividade dos recursos e não à produtividade do trabalho. A economia brasileira caracteriza-se por elevado nível de desperdício de recursos energéticos e naturais. A redução desses desperdícios constitui verdadeira reserva de desenvolvimento para o Brasil. O setor produtivo no mundo todo já amadureceu a nova realidade da sustentabilidade, passando a exigir posturas diferenciadas dos países de grande potencial de recursos naturais, como o Brasil. Essa cobrança não vem apenas de pressões ecopolíticas, mas da exigência do mercado, diante de uma nova realidade sócio-ambiental, onde a competitividade é a lei maior, soberana. Reduzir custos com a eliminação de desperdícios, o desenvolvimento de tecnologias limpas, reciclar insumos, são mais que princípios da gestão ambiental, representam condições de sobrevivência.

25 9 O conceito de gestão ambiental ainda não apresentava um significado stricto sensu, mas há algumas propostas das empresas sobre diretrizes práticas feitas pelos representantes de comunidades ambientais e organizações internacionais (ANDRADE et al., 2002). Segundo Almeida et al. (2000) compartilhar a responsabilidade ambiental é tarefa de todos os segmentos da sociedade, aí incluso o setor produtivo. Os comportamentos ambientais da empresa acabam influenciando a criação de funções e estruturas específicas, internas à organização: controle ambiental, prevenção de acidentes, controle da poluição e proteção do meio ambiente. Essa evolução levou algumas empresas a integrar a responsabilidade ambiental na sua gestão administrativa, atingindo a mais alta esfera de decisão. A função ambiental deixa de ser uma função exclusiva da produção para tornar-se uma função da administração. Interfere no planejamento estratégico, no desenvolvimento das atividades de rotina, na discussão dos cenários alternativos e, conseqüentemente, na análise da sua evolução, gerando políticas, metas e planos de ação. Segundo Moura (2004) na década de 70 iniciou-se a elaboração das regulamentações (criação de leis) e os controles ambientais (órgãos ambientais fiscalizadores). Nos Estados Unidos, passou a ser exigida a realização de estudo de Impacto Ambiental. Além disso, a EPA (Environmental Protection Agency) estimulou a criação de uma série de leis e regulamentações como, por exemplo, a legislação sobre licenciamento ambiental. A Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA 4 ), criada em 1973, encarregou-se da conservação do meio ambiente e do uso racional dos recursos naturais, coordenando ações dos órgãos governamentais em todos os níveis, para a pesquisa, o planejamento, o controle e a fiscalização (ALMEIDA et al., 2000). No Brasil os estudos de Impacto Ambiental passaram a ser exigência legal em 1986, a partir da Resolução CONAMA 001 (ANDRADE et al., 2002). De acordo com Almeida et al. (2000) a imensa maioria das empresas brasileiras ainda restringia sua responsabilidade ambiental ao atendimento à legislação de controle da poluição da água, do ar e do solo. Só após a exigência 4 A Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA) e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) unificaram-se para formar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em 1989.

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