AS DIRETRIZES DA OCDE DE 2011 PARA AS EMPRESAS MULTINACIONAIS

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AS DIRETRIZES DA OCDE DE 2011 PARA AS EMPRESAS MULTINACIONAIS"

Transcrição

1 AS DIRETRIZES DA OCDE DE 2011 PARA AS EMPRESAS MULTINACIONAIS Roteiro Introdutório 1. INTRODUÇÃO As Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais constituem um dos instrumentos internacionais mais importantes e abrangentes para a promoção da conduta empresarial responsável. Elas são parte da Declaração Internacional da OCDE para Investimento e Empresas Multinacionais, que visa a equilibrar a promoção de um clima de investimento liberal e aberto, por parte dos governos, e uma conduta responsável, por parte dos empresários. As Diretrizes refletem o entendimento político do que constitui uma conduta empresarial apropriada e justa em relação às partes interessadas e à sociedade, no contexto da economia globalizada. Ao mesmo tempo, elas protegem as empresas contra expectativas irrealistas das partes interessadas. As Diretrizes coexistem com outros instrumentos importantes, como a Declaração Tripartite de Princípios relativos às Empresas Multinacionais e Política Social da OIT, o Pacto Global e os Princípios Orientadores para os Negócios e Direitos Humanos das Nações Unidas. Elas também reconhecem as muitas iniciativas a respeito da Responsabilidade Social Corporativa, desenvolvidas pelas próprias empresas. O Comitê Consultivo da Empresa e Indústria para a OCDE (BIAC) esteve intimamente envolvido na formulação das Diretrizes, tendo-as incorporado após sua adoção pela OCDE, em maio de As novas Diretrizes foram assinadas não somente pelos 34 países da OCDE, mas também pela Argentina, Brasil, Colômbia, Egito, Letônia, Lituânia, Marrocos, Peru, Romênia e Tunísia. Estas informações servem como uma primeira introdução ao novo texto e pretendem familiarizar as empresas com as recomendações das Diretrizes e com os Pontos de Contato Nacional. 1

2 A atualização das Diretrizes da OCDE foi aprovada na Reunião Ministerial da OCDE em 25 de maio de As novas características incluem: Um conceito novo e abrangente para evitar impactos adversos às atividades empresariais, incluindo dispositivo relacionado a due diligence. Novos dispositivos sobre como promover a observância das Diretrizes ao longo da cadeia de fornecedores. Um novo capítulo sobre direitos humanos, consistente com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos. Emendas aos capítulos temáticos. Emendas aos procedimentos do PCN para resolver desacordos sobre a implementação das Diretrizes. Uma agenda pró-ativa de implementação, elaborada para ajudar as empresas a cumprirem suas responsabilidades. 2

3 2. AS DIRETRIZES DA OCDE PARA AS EMPRESAS MULTINACIONAIS - VERSÃO O que são as Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais? As Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais são recomendações dos governos da OCDE e de outros 10 países aderentes para suas empresas multinacionais (EMNs) sobre a conduta empresarial responsável. Elas tratam do comportamento empresarial em dez áreas: políticas gerais, divulgação da informação, direitos humanos, emprego e relações do trabalho, meio ambiente, combate à corrupção e ao suborno, interesses do consumidor, ciência e tecnologia, concorrência e tributação. A observância das Diretrizes da OCDE pelas EMNs é voluntária. Deliberadamente, elas não são exigíveis legalmente, pois são destinadas a estimular um comportamento justo e não desencadear disputas legais. Há, porém, a expectativa de que as empresas cumpram as recomendações. As Diretrizes tem uma posição única e especial como instrumento de estímulo ao comportamento empresarial responsável: os governos da OCDE se comprometeram a promover sua implementação. Com esse objetivo, os governos concordaram, entre outros compromissos, em estabelecer os Pontos de Contato Nacional (PCN) para promover, implementar e monitorar o comportamento empresarial, de acordo com as recomendações das Diretrizes. As Diretrizes possuem mecanismo exclusivo de aplicação internacional. Isso mostra que as empresas deverão eventualmente se deparar com as Diretrizes e aplicá-las. Uniões sindicais e organizações não governamentais podem invocar a assistência dos PCNs, enquanto plataformas de mediação e conciliação, no caso de haver desacordos sobre a implementação das Diretrizes. Essas entidades têm crescentemente utilizado esse mecanismo O que as Diretrizes entendem por empresas multinacionais? As Diretrizes não fornecem uma definição de empresa multinacional ; reconhecem que as empresas multinacionais têm se tornado muito diversas. Mas notam que as empresas multinacionais geralmente serão empresas, ou outras unidades de negócio, estabelecidas em vários países que coordenam suas operações de várias maneiras. A propriedade pode ser privada, estatal ou mista. As Diretrizes se aplicam a todas as unidades da empresa multinacional, i.e., tanto à matriz quanto às unidades empresariais independentes. Espera-se que as diferentes unidades empresariais trabalhem juntas e se apoiem mutuamente, no propósito de facilitar a observância das Diretrizes. As Diretrizes não se destinam exclusivamente a empresas grandes: também se aplicam a empresas de tamanho pequeno e médio, ativas em escala multinacional. 3

4 2.3. A essência das Diretrizes: evitar impactos adversos A atualização das Diretrizes introduziu uma nova e importante recomendação: as empresas multinacionais devem evitar impactos adversos surgidos de sua própria atividade empresarial, no que se refere às matérias cobertas pelas Diretrizes. O que isso significa? Em primeiro lugar, as empresas devem evitar que suas próprias atividades causem impacto adverso no que se refere às matérias cobertas pelas Diretrizes, ou contribuam substancialmente para qualquer impacto adverso. A expressão próprias atividades também inclui as atividades de sua cadeia de fornecedores. Segundo, as empresas multinacionais devem buscar evitar que seus parceiros empresariais imediatos infrinjam as Diretrizes, nos aspectos que tenham relação direta com as operações, produtos ou serviços das EMNs. É importante notar que as Diretrizes deixam muito claro que essa recomendação não transfere a responsabilidade da parte que cometeu a violação para a EMN com a qual essa parte tem uma relação de negócio. Terceiro, as empresas devem, sempre que possível, encorajar seus parceiros empresariais em geral, inclusive fornecedores e subcontratados, a aplicar os princípios do comportamento empresarial responsável, de acordo com as Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais. Como as EMNs devem fazer isto? Está claro a partir do exposto acima que as Diretrizes são baseadas no princípio de que as EMNs são responsáveis por seu próprio comportamento e não por impactos adversos causados por outros. Assim, as Diretrizes são mais rigorosas à medida que a empresa esteja mais diretamente envolvida no impacto adverso: quando for a própria causadora do problema, a empresa deve simplesmente tomar as medidas necessárias para interromper ou evitar os impactos adversos; quando estiver contribuindo para o problema, juntamente com outros, a empresa deve simplesmente interromper ou evitar a própria contribuição; e deveria usar sua influência para reduzir algum impacto remanescente causado por outros, na medida do possível; quando um parceiro empresarial imediato estiver violando as Diretrizes, as empresas devem usar sua influência sobre esse parceiro para influenciá-lo a evitar ou reduzir o impacto; por último, mas não menos importante, espera-se que as empresas em geral estimulem seus parceiros a um comportamento responsável. As Diretrizes reconhecem que o estímulo aos parceiros empresariais está sujeito a limitações práticas. Estas dependem de circunstâncias da situação como as características de produtos específicos, o número de fornecedores, a estrutura e complexidade da cadeia de fornecedores ou da posição de mercado das empresas em relação aos seus fornecedores. Dependendo da situação, 4

5 pode ser adequado para uma empresa continuar o relacionamento enquanto trabalha na solução do problema, ou suspender o relacionamento temporariamente, ou, em último caso, romper o relacionamento, levando em conta as consequências sociais e econômicas. Caso tenham grande número de fornecedores, as empresas são encorajadas a identificar áreas globais de atividades em que o risco de efeitos adversos seja maior e, com base nessa avaliação de risco, determinar prioridades para a due diligence em relação aos fornecedores. Além disso, as empresas são encorajadas a tomar parte ou apoiar iniciativas e diálogos, privados ou multiparticipativos, com a sociedade sobre a gestão responsável da cadeia de fornecedores. As empresas devem executar a due diligence com o objetivo de identificar, evitar e reduzir violações, reais e potenciais, às Diretrizes. As disposições das Diretrizes sobre impactos adversos e due diligence foram cuidadosamente redigidas e permitem flexibilidade de várias maneiras. 5

6 O que é due diligence? As empresas devem cumprir a due diligence com base no risco, com o propósito de evitar impactos adversos. Due diligence é o processo pelo qual as empresas identificam, evitam e mitigam efeitos adversos, reais e potenciais, assim como relatam a avaliação desses efeitos no processo decisório e na gestão de riscos. As Diretrizes não mencionam exigências procedimentais específicas para esse processo, exceto no caso de due diligence no campo dos direitos humanos. A due diligence está prevista nos campos da concorrência, ciência e tecnologia, e tributação. No caso de due diligence especificamente para os direitos humanos, os procedimentos consistem em: identificar impactos reais e potenciais sobre os direitos humanos; levar em conta os resultados da avaliação através de medidas apropriadas; verificar reações; e comunicar como esses impactos têm sido tratados. A due diligence no caso de direitos humanos pode estar integrada aos sistemas de gestão de riscos de maneira mais geral, desde que vá além da simples identificação e gestão de riscos importantes para a própria empresa, devendo incluir também os riscos para os titulares de direito. As Diretrizes deixam claro que a natureza e escopo da due diligence demandam uma perspectiva talhada à medida. As medidas específicas que, espera-se, são tomadas em cada situação são influenciadas por fatores como as dimensões da empresa, o contexto da atividade empresarial, as recomendações específicas das Diretrizes e, naturalmente, a gravidade dos efeitos adversos. 6

7 2.4 Conteúdo adicional das Diretrizes As Diretrizes da OCDE são divididas em 11 capítulos. As recomendações de cada capítulo são explicadas em grande detalhe nos comentários. De forma resumida, as Diretrizes consistem de, entre outras coisas: Capítulo 2: Políticas Gerais Progresso econômico, ambiental e social com vistas a alcançar o desenvolvimento sustentável; Respeito aos direitos humanos; Formação de capital humano por meio da criação de oportunidades de emprego e da facilitação aos empregados de oportunidades de treinamento; Não discriminação ou ação disciplinar contra trabalhadores que fazem relatórios de boa-fé para a administração ou, quando apropriado, a autoridades locais competentes, sobre práticas que violem a lei, as Diretrizes ou as políticas da empresa (alegantes); Nenhuma tentativa de garantir isenções de exigências regulatórias; Prevenção de violação das Diretrizes e, para esse fim, a introdução da due diligence: Esforços para evitar violações às Diretrizes pelos parceiros empresariais diretos; Desenvolvimento e aplicação de práticas e sistemas de gestão efetivos de autorregulação, bem como engajamento com parceiros relevantes, de forma que seus pontos de vista possam ser levados em consideração em questões de planejamento e nas tomadas de decisão; Abstenção do envolvimento inapropriado na política do país de acolhimento. Capítulo 3: Divulgação Publicação regular de informações sobre atividades, estrutura, situação financeira, propriedade, desempenho e governança; Estímulo para tornar disponíveis informações adicionais não financeiras sobre Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e as relações com os trabalhadores e partes interessadas; Aplicação de padrões de auditoria interna e externa de alta qualidade, assim como divulgação de informações financeiras e não financeiras (relatórios com enfoque social e ambiental, quando existirem); Auditoria anual por auditores independentes. Capítulo 4: Direitos Humanos Respeito aos direitos humanos; 7

8 Esforços para evitar violações aos direitos humanos por parte de parceiros empresariais e acabar com violações existentes; Publicação de política afirmativa sobre direitos humanos; Due diligence específica para os direitos humanos; Remediação no caso de violações aos direitos humanos em que a empresa esteja envolvida. Capítulo 5: Emprego e Relações do Trabalho Direito dos trabalhadores empregados pelas EMNs à representação, por meio de sindicatos; Eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado; Banimento da discriminação; Promoção efetiva dos acordos coletivos; Divulgação de informação aos trabalhadores e seus representantes; Emprego de moradores locais e adoção de programa de treinamento com vistas a aumentar os níveis de qualificação; Nos países em desenvolvimento, oferta dos melhores salários possíveis, benefícios e condições de trabalho inclusive um salário mínimo adequado para satisfazer as necessidades básicas dos trabalhadores e de suas famílias. Capítulo 6: Meio Ambiente Geralmente, a conduta das atividades empresariais deve ser feita de maneira a contribuir com o objetivo mais amplo do desenvolvimento sustentável; Estabelecimento de um sistema de gestão do meio ambiente; Informação ao público e aos empregados sobre impactos potenciais ao meio ambiente, saúde e segurança; Preparação de planos de contingência para evitar danos sérios ao meio ambiente e à saúde; Melhoria contínua do desempenho ambiental por parte das empresas e, quando apropriado, por parte dos fornecedores; Treinamento dos empregados nas questões de meio ambiente, saúde e segurança. Capítulo 7: Combate ao Suborno Proibição de pagamentos a funcionários públicos e empregados de parceiros empresariais; Introdução de sistemas de controle de gestão com vistas a inibir o suborno e a corrupção; 8

9 Promoção da percepção e da observância dos empregados às políticas, sistemas de controle, ética e programas de conformidade da empresa; Proibição de contribuições ilegais a candidatos a cargo público ou a partidos políticos. Capítulo 8: Interesses do Consumidor Garantia da segurança dos produtos; Informação clara e precisa sobre o produto; Tratamento eficiente das queixas; Apoio à educação do consumidor, para aumentar sua capacidade de entender os impactos sociais e ambientais de suas decisões; Proteção da privacidade do consumidor. Capítulo 9: Ciência e Tecnologia Promoção de transferência de know-how; Contribuição para a expansão das capacidades de inovação, em níveis local e nacional. Capítulo 10: Concorrência Proibição de acordos anticoncorrência; Garantia de que os empregados estejam conscientes a respeito das leis e dispositivos aplicáveis sobre concorrência. Capítulo 11: Tributação Pagamento pontual das obrigações tributárias e observância da legislação tributária. As Diretrizes são complementadas pela Orientação Procedimental, que contém dispositivos sobre o papel e o funcionamento dos Pontos de Contato Nacional (PCNs) e seus procedimentos para resolver desacordos derivados da implementação das Diretrizes. 2.5 O que acontece se a lei nacional for contraditória às recomendações estabelecidas pelas Diretrizes das OCDE? As Diretrizes são claras ao afirmar que o primeiro dever das empresas é agir em conformidade com as leis aplicáveis dos países onde operam. As Diretrizes não têm precedência sobre as 9

10 leis e dispositivos domésticos, nem confrontam uma empresa com exigências contraditórias. Em países onde as leis e dispositivos domésticos estejam em conflito com os princípios e padrões das Diretrizes, as empresas devem verificar formas e meios de obedecer a esses princípios e padrões, na melhor medida do possível, sem violar as leis aplicáveis do país. 10

11 3. A IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES: OS PONTOS DE CONTATO NACIONAIS E A ORIENTAÇÃO PROCEDIMENTAL PARA OS PCNs 3.1. O que é o Ponto de Contato Nacional? As Diretrizes da OCDE obrigam todos os países aderentes a estabelecerem um Ponto de Contato Nacional (PCN). A tarefa do PCN é fortalecer a eficácia das Diretrizes, especialmente no sentido de: Aumentar a consciência a respeito das Diretrizes da OCDE e promover sua implementação; Responder a solicitações gerais e questões individuais específicas relativas à implementação das Diretrizes; Assistir as partes, como plataforma de conciliação e de mediação, com o objetivo de resolver desacordos sobre a implementação das Diretrizes. Os Pontos de Contato Nacionais devem ser visíveis, acessíveis, transparentes e respeitáveis. Os países aderentes têm muita flexibilidade em relação à organização de seus PCNs. No entanto, devem respeitar as Orientações Procedimentais das Diretrizes Orientação Procedimental sobre a solução de desacordos sobre a implementação das Diretrizes Normalmente, a implementação das Diretrizes pelas EMNs não devem dar origem a desacordos. Mas, se eventualmente houver questões e queixas sobre a correta implementação das Diretrizes por parte de uma EMN, as partes interessadas podem trazê-las à atenção do PCN. O PCN deve examinar essas questões e envolver os parceiros relevantes, seguindo procedimentos específicos prescritos na Orientação Procedimental. O PCN deve auxiliar as partes, enquanto plataforma de mediação e conciliação, a encontrar uma solução e alcançar um acordo amigável. A função conciliadora do PCN toma lugar central. O objetivo é alcançar, com apoio do PCN, um acordo entre as partes envolvidas nas questões em disputa. A resolução de desacordos por meio dos PCNs é utilizada principalmente por sindicatos e ONGs, mas outras empresas ou indivíduos também podem notificar o PCN sobre casos de possíveis não cumprimentos das Diretrizes. Até o momento, somente um número limitado de casos foram levantados junto aos PCNs. O procedimento foi revisado amplamente em A página eletrônica da OCDE se refere aos procedimentos como procedimentos de queixa e mediação. Usaremos mais o termo intermediação do PCN. 11

12 A intermediação do PCN consiste em três fases: 1. A alegação de inobservância de uma questão e decisão de aceitar o caso; 2. O procedimento de assistência em si; e 3. A conclusão do procedimento. 1. A alegação de inobservância de uma questão e decisão de aceitar o caso As Diretrizes não especificam exatamente como iniciar um procedimento: indicam, porém, como os PCNs devem atuar quando uma questão surgir. Normalmente, um grupo ou um indivíduo com interesse em jogo abordará o PCN com uma questão ou queixa. O PCN deve informar as partes envolvidas sobre a essência da questão que foi levantada e passá-la para a empresa em questão. Logo, decide-se com base numa avaliação inicial se as questões levantadas merecem uma análise mais detalhada e profunda. As condições de aceitação do caso são: Ambas as partes devem ser qualificadas: a questão dever ser apresentada por uma parte com interesse justificado na questão contenciosa e deve se referir a uma empresa multinacional; O PCN deve ser competente: as questões são normalmente tratadas pelo PCN do país onde elas ocorreram. Se o caso surgir em um país não aderente, o PCN do país de origem da EMN pode ser acionado; A questão deve ser pertinente: a questão deve ser relevante para a implementação das Diretrizes, ser submetida de boa-fé e ser fundamentada adequadamente. Basta que as objeções sejam apresentadas de maneira verossímil. Um dever estrito de prova, como em um tribunal, não é exigido. O PCN pode convidar a empresa a fornecer sua versão dos fatos nessa etapa. A empresa também é livre para expressar, por iniciativa própria, sua visão sobre as questões levantadas. O PCN decide se rejeita ou aceita o caso. Se o caso for rejeitado, o PCN informa às partes as razões da decisão. O comunicado do PCN sobre a rejeição do caso deverá estar publicamente disponível após consulta com as partes. O PCN pode decidir não publicar o nome da parte envolvida, se a publicação for considerada injusta. A aceitação de um caso significa que uma análise profunda parece justificável. Isto não quer dizer que já exista uma avaliação substancial das questões levantadas. Dessa forma, a aceitação não implica que o PCN acredita que o comportamento da EMN sobre a questão não esteja de acordo com as Diretrizes. 2. A assistência do PCN: mediação e conciliação Quando um caso é aceito, o PCN contata as partes envolvidas e oferece sua assistência para resolver as questões. Com esse propósito, conduz consultas às partes. O PCN pode manter 12

13 discussões separadas com as partes ou pode também reuni-las para uma discussão conjunta. O departamento do governo competente pode também tomar parte nessas discussões. O PCN oferece às partes um fórum de discussão imparcial e não deve exercer pressão sobre as partes para alcançar um resultado particular. As partes devem tem a oportunidade de explicar suas posições e de esclarecer questões pendentes. O PCN deve manter contato com as partes durante todo o procedimento, discutir a situação do procedimento e medidas adicionais necessárias. Nessa fase, um amplo posicionamento por escrito é geralmente requerido da empresa em questão. O PCN convida a empresa a preparar esse documento. Além disso, quando necessário, o PCN busca a recomendação de autoridades competentes, inclusive de embaixadas locais, representantes empresariais, organizações sindicais e outras organizações não governamentais e proeminentes especialistas na questão. Os PCNs de outros países também podem ser consultados. O PCN também pode pedir a opinião do Comitê de Investimentos da OCDE, caso existam dúvidas sobre a interpretação das Diretrizes em casos particulares. Além disso, o PCN pode propor procedimentos que visem soluções amigáveis fora do tribunal, como procedimentos de mediação e de solução de controvérsias, e facilitar acesso a esses procedimentos. 3. Conclusão do procedimento Se as partes atingirem um acordo sobre as questões levantadas, a assistência do PCN terá obtido sucesso e o procedimento pode ser encerrado. O PCN proporá um relatório final, coordenado com as partes envolvidas. O resultado do procedimento se torna público, a menos que seja considerado confidencial no interesse da implementação eficaz das Diretrizes. Se as partes falharem em alcançar um acordo, ou se os esforços da assistência do Ponto de Contato Nacional não forem aceitos, o procedimento é considerado como tendo falhado. Em tais casos, o PCN emitirá um comunicado, o qual poderá incluir recomendações a respeito da implementação das Diretrizes. Quando apropriado, o PCN pode acompanhar as partes e monitorar a implementação de seus acordos ou de suas recomendações Quem pode apresentar uma questão? Qualquer grupo ou indivíduo com interesse em jogo pode levantar uma questão junto ao PCN. A maioria dos casos é apresentada por ONGs e sindicatos. A parte deve ser capaz de demonstrar seus interesses na matéria em questão. Isso é verificado na avaliação inicial 13

14 3.4. O que ocorre no caso de uso inapropriado do PCN? No passado recente, empresas têm sido confrontadas com vários casos de uso inapropriado das Diretrizes para propósitos de campanha por parte de sindicatos e ONGs 1. Em tais casos, o intuito ao apresentar uma questão não é dar solução a uma questão particular de implementação, mas atrair a atenção do público para alguma preocupação em relação ao PCN. Para que isto seja evitado, as Diretrizes afirmam que as queixas devem ser apresentadas de boa-fé. Na fase da avaliação inicial, o PCN tem que decidir se a análise da questão apresentada contribuiria para os propósitos e eficácia das Diretrizes O que ocorre com as informações apresentadas ao longo do procedimento? Os Pontos de Contato Nacionais estão sujeitos tanto ao princípio de transparência quanto ao de confidencialidade de certas informações. É importante que um equilíbrio seja alcançado entre esses dois princípios, no propósito de construir confiança a respeito do funcionamento do PCN. Em geral, os procedimentos do PCN permanecem confidenciais, enquanto em andamento. Mas, na prática, pode ocorrer que as ONGs e os sindicatos busquem dar publicidade ao procedimento, com o objetivo de conseguir apoio público para o caso Quais são as obrigações das partes? A fim de obter sucesso com o procedimento do PCN, as partes devem desenvolver um trabalho conjunto. Devem cooperar construtivamente com o PCN e fornecer informações relevantes, sem atraso. Devem estar seriamente interessadas em alcançar o objetivo da mediação e evitar todas as medidas que possam lançar dúvida sobre a seriedade do trabalho. Devem respeitar a confidencialidade da informação obtida durante o procedimento O que acontece se as partes quiserem chegar a um acordo fora do procedimento? As partes podem concordar em negociar a questão sem a assistência do PCN. Devem, em consequência, informar o PCN adequadamente. O PCN então suspende o procedimento, que pode ser retomado caso essas negociações falhem. 1 Nenhum caso dessa natureza foi observado no Brasil, de acordo com o PCN Brasil. 14

15 3.8. Qual é a relação com procedimentos legais paralelos ou administrativos? Caso um procedimento legal paralelo tenha sido conduzido, esteja em curso ou esteja disponível, isso não exclui automaticamente a aceitação de uma questão pelo PCN. O ponto principal para um PCN decidir sobre aceitação de uma questão em tal situação é se sua intermediação servirá aos objetivos das Diretrizes e aumentará sua eficácia. A intermediação do PCN deve ter valor agregado para a resolução da questão, não deve criar sérios prejuízos para quaisquer das partes envolvidas no procedimento paralelo, e não deve criar uma situação de desacato ao tribunal. Se a intermediação do PCN correr o risco de causar efeito negativo ao procedimento paralelo, pode ser temporariamente suspensa a pedido de uma das partes Quanto tempo leva um procedimento do PCN? Os Pontos de Contato Nacionais devem se empenhar para completar o procedimento tão rapidamente quanto possível. No entanto, a duração do procedimento depende das características individuais do caso e é determinada, em parte, pelos fatores que estão além da esfera de influência do PCN. Por exemplo, pode ser necessário solicitar a avaliação de um especialista, reunir um grupo de especialistas ou pedir a opinião do Comitê de Investimentos da OCDE. De forma similar, a duração da fase de mediação não pode ser determinada antecipadamente. As Diretrizes fornecem, todavia, um calendário indicativo para o procedimento do PCN. Em geral, os PCNs se empenham em concluir o procedimento dentro de 12 meses depois da apresentação da questão. A avaliação inicial deve, normalmente, ser concluída dentro de 3 meses As Diretrizes também são aplicáveis nos países que não as adotaram? Os países aderentes estimulam suas EMNs a aplicarem as Diretrizes onde quer que atuem, levando em consideração, para tanto, as características específicas do país de acolhimento. As empresas multinacionais provenientes de países que não tenham assinado a Declaração de Investimento da OCDE não são, em princípio, afetadas pelas Diretrizes. Porém, as Diretrizes convidam a OCDE a começar um diálogo com esses países, com o objetivo de assegurar que suas empresas também se engajem no tema da responsabilidade empresarial. As organizações empresariais da OCDE são convidadas a contribuir para propagar amplamente as Diretrizes em países não membros da OCDE. Isso é necessário para estabelecer condições concorrenciais em nível internacional. 15

16 3.11. Quem supervisiona o Ponto de Contato Nacional? O PCN informa ao Comitê de Investimentos da OCDE sobre todas as questões apresentadas. Mas, resultados e comunicados feitos pelos PCNs não podem ser questionados junto ao Comitê. O caráter não vinculante das Diretrizes impede o Comitê de fazer pronunciamentos sobre sua opinião a respeito do comportamento individual das EMNs. No entanto, o Comitê pode dar sua interpretação sobre os dispositivos das Diretrizes, se questionado a fazê-lo por um PCN, e pode fazer recomendações sobre o funcionamento dos PCNs. O Comitê de Investimentos avalia também alegações fundamentadas de que um PCN tenha interpretado erroneamente as Diretrizes ou que não tenha respeitado os procedimentos estabelecidos em casos particulares. 16

17 4. ONDE BUSCAR INFORMAÇÃO E ACONSELHAMENTO? O PCN Brasil fornece apoio às empresas sobre a implementação das Diretrizes e sobre a intermediação do PCN, por exemplo, por meio de troca de experiências, aconselhamento individual e outros meios. Os Pontos de Contato Nacionais estão disponíveis como pontos de esclarecimento para todas as questões relacionadas às Diretrizes. Uma visão geral dos diferentes PCNs pode ser encontrada na internet no seguinte endereço eletrônico: O PCN Brasil possui os seguintes meios de acesso: PCN Brasil Secretaria do PCN Brasil Secretaria de Assuntos Internacionais/Ministério da Fazenda Esplanada dos Ministérios, Bloco P, 2º andar, sala Brasília DF T F E W 17

18 Tradução feita pela Secretaria do PCN Brasil do original em inglês. Agradecemos a gentileza pela autorização da versão em português deste material, que foi produzido originalmente em língua inglesa por: BDA DIE ARBEITGEBER Bundesvereinigung der Deutschen Arbeitgeberverbände Breite Strasse Berlin Alemanha T VNO-NCW Bezuidenhoutseweg 12 Postbus AA Den Haag Países Baixos T

Ministério da Fazenda. Fórum Governamental de Responsabilidade Social Brasília, 27 de setembro de 2012

Ministério da Fazenda. Fórum Governamental de Responsabilidade Social Brasília, 27 de setembro de 2012 Fórum Governamental de Responsabilidade Social Brasília, 27 de setembro de 2012 Marcos Guimarães Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais Conjunto de recomendações dirigidas pelos Governos às

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Nós, representantes de governos, organizações de empregadores e trabalhadores que participaram da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, reunidos

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

Código de Ética e Conduta Profissional da MRC Consultoria e Sistema de Informática Ltda. - ME

Código de Ética e Conduta Profissional da MRC Consultoria e Sistema de Informática Ltda. - ME 1 - Considerações Éticas Fundamentais Como um colaborador da. - ME eu devo: 1.1- Contribuir para a sociedade e bem-estar do ser humano. O maior valor da computação é o seu potencial de melhorar o bem-estar

Leia mais

Código de Conduta da Dachser

Código de Conduta da Dachser Código de Conduta da Dachser 1. Introdução A fundação de todas as atividades na Dachser é a nossa adesão a regulamentos juridicamente vinculativos em nível nacional e internacional, assim como a quaisquer

Leia mais

DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE DIREITOS HUMANOS DA UNILEVER

DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE DIREITOS HUMANOS DA UNILEVER DECLARAÇÃO DE POLÍTICA DE DIREITOS HUMANOS DA UNILEVER Acreditamos que as empresas só podem florescer em sociedades nas quais os direitos humanos sejam protegidos e respeitados. Reconhecemos que as empresas

Leia mais

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL Washington, D.C., EUA, 28 de setembro a 2 de outubro de 2009 CD49.R10 (Port.) ORIGINAL:

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DO FORNECEDOR SODEXO APRIL 2014

CÓDIGO DE CONDUTA DO FORNECEDOR SODEXO APRIL 2014 CÓDIGO DE CONDUTA DO FORNECEDOR SODEXO APRIL 2014 Índice INTRODUÇÃO INTEGRIDADE NOS NEGÓCIOS DIREITOS HUMANOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO Eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório

Leia mais

AMMPL (BME) Código de Conduta

AMMPL (BME) Código de Conduta AMMPL (BME) Código de Conduta 1 Código de Conduta da AMMPL (BME) I Introdução A Association Materials Management, Purchasing and Logistics (Associação de Gestão de Materiais, Compras e Logística, AMMPL

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

Código de Conduta de Fornecedor

Código de Conduta de Fornecedor Código de Conduta de Fornecedor www.odfjelldrilling.com A Odfjell Drilling e suas entidades afiliadas mundialmente estão comprometidas em manter os mais altos padrões éticos ao conduzir negócios. Como

Leia mais

www.imcdgroup.com CÓDIGO DE CONDUTA. IMCD

www.imcdgroup.com CÓDIGO DE CONDUTA. IMCD www.imcdgroup.com CÓDIGO DE CONDUTA. IMCD O SUCESSO DA IMCD É BASEADO NO ESTABELECIMENTO DE UM AMBIENTE QUE PROMOVE A RESPONSABILIDADE, CONFIANÇA E O RESPEITO. IMCD Código de Conduta 3 1. Introdução O

Leia mais

CORRELAÇÃO COM OUTRAS INICIATIVAS

CORRELAÇÃO COM OUTRAS INICIATIVAS CORRELAÇÃO COM OUTRAS INICIATIVAS do conteúdo dos Indicadores Ethos com outras iniciativas Com a evolução do movimento de responsabilidade social e sustentabilidade, muitas foram as iniciativas desenvolvidas

Leia mais

Princípios de Manila Sobre Responsabilidade dos Intermediários

Princípios de Manila Sobre Responsabilidade dos Intermediários Princípios de Manila Sobre Responsabilidade dos Intermediários Práticas Recomendadas Para Limitar a Responsabilidade dos Intermediários Pelos Conteúdos de Terceiros e Promover Liberdade de Expressão e

Leia mais

para as Empresas Multinacionais Edição de 2011

para as Empresas Multinacionais Edição de 2011 Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais Edição de 2011 Introdução As Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais são recomendações dirigidas pelos governos às empresas multinacionais

Leia mais

A República Federativa do Brasil. A República Argentina (doravante denominadas as Partes ),

A República Federativa do Brasil. A República Argentina (doravante denominadas as Partes ), ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA ARGENTINA RELATIVO À COOPERAÇÃO ENTRE SUAS AUTORIDADES DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA NA APLICAÇÃO DE SUAS LEIS DE CONCORRÊNCIA A República

Leia mais

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição,

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição, DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América Relativo à Cooperação entre suas Autoridades de Defesa

Leia mais

Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil

Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil O futuro é (deveria ser) o sucesso Como estar preparado? O que você NÃO verá nesta apresentação Voltar

Leia mais

PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO. Buenos Aires, Argentina 2, 3 e 4 de maio de 2001

PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO. Buenos Aires, Argentina 2, 3 e 4 de maio de 2001 PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO Buenos Aires, Argentina 2, 3 e 4 de maio de 2001 DOCUMENTO DE BUENOS AIRES SOBRE O MECANISMO DE ACOMPANHAMENTO DA

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades;

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades; POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE OBJETIVO Esta Política tem como objetivos: - Apresentar as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente as inovações

Leia mais

Ferramentas para Campanhas Globais

Ferramentas para Campanhas Globais Ferramentas para Campanhas Globais Coalisões sindicais globais Normas trabalhistas internacionais Ação direta Fortalecimento do relacionamento entre trabalhadores Engajamento de acionistas: investimento

Leia mais

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS

SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL SGA MANUAL CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS CESBE S.A. ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS SISTEMA DA GESTÃO AMBIENTAL MANUAL Elaborado por Comitê de Gestão de Aprovado por Paulo Fernando G.Habitzreuter Código: MA..01 Pag.: 2/12 Sumário Pag. 1. Objetivo...

Leia mais

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE 2008: Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da África do Sul no Campo da Cooperação Científica e Tecnológica,

Leia mais

CRITÉRIOS ADICIONAIS PARA A ACREDITAÇÃO DE ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO (ISO/IEC 27006:2011) - OTS

CRITÉRIOS ADICIONAIS PARA A ACREDITAÇÃO DE ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO (ISO/IEC 27006:2011) - OTS CRITÉRIOS ADICIONAIS PARA A ACREDITAÇÃO DE ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO (ISO/IEC 276:2011) - OTS NORMA Nº NIT-DICOR-011 APROVADA EM MAR/2013 Nº 01/46 SUMÁRIO

Leia mais

para as Empresas Multinacionais Atualizadas em 2011

para as Empresas Multinacionais Atualizadas em 2011 Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais Atualizadas em 2011 Introdução As Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais são recomendações dirigidas pelos governos às empresas multinacionais

Leia mais

Conduta nos Negócios Política de Transparência nas Relações com Terceiros

Conduta nos Negócios Política de Transparência nas Relações com Terceiros Conduta nos Negócios Política de Transparência nas Relações com Terceiros Conduta nos Negócios Política de Transparência nas Relações com Terceiros* Objetivo Estabelecer as diretrizes básicas de conduta

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA DIRETRIZ SOBRE PRESENTES E ENTRETENIMENTO

CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA DIRETRIZ SOBRE PRESENTES E ENTRETENIMENTO CÓDIGO DE CONDUTA E ÉTICA DIRETRIZ SOBRE PRESENTES E ENTRETENIMENTO MAGNA INTERNATIONAL INC. DIRETRIZ SOBRE PRESENTES E ENTRETENIMENTO Oferecer ou receber presentes e entretenimento é muitas vezes uma

Leia mais

RIO 2016 POLÍTICA DE COMPLIANCE

RIO 2016 POLÍTICA DE COMPLIANCE COMITÊ ORGANIZADOR DOS JOGOS OLÍMPICOS RIO 206 RIO 206 POLÍTICA DE 25/02/205 / 2 Sumário. OBJETIVO... 2 2. DEFINIÇÕES... 2 3. ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES... 5 4. DIRETRIZES... 7 4. Programa Geral de...

Leia mais

A Norma Brasileira: ABNT NBR 16001:2004

A Norma Brasileira: ABNT NBR 16001:2004 A Norma Brasileira: ABNT NBR 16001:2004 São Paulo, 17 de junho de 2010 1 Retrospectiva Dezembro de 2003 - Criado o ABNT/GTRS para discutir posição brasileira em relação ao desenvolvimento de uma norma

Leia mais

Os 10 Princípios Universais do Pacto Global

Os 10 Princípios Universais do Pacto Global Os 10 Princípios Universais do Pacto Global O Pacto Global advoga dez Princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho

Leia mais

Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos e o Setor de Petróleo e Gás

Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos e o Setor de Petróleo e Gás Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos e o Setor de Petróleo e Gás Ana Paula Grether Consultora da Gerência de Orientações e Práticas de Responsabilidade Social Gerência Executiva de

Leia mais

Anexo F: Ratificação de compromissos

Anexo F: Ratificação de compromissos Anexo F: Ratificação de compromissos 1. Este documento constitui uma Ratificação de compromissos (Ratificação) do Departamento de Comércio dos Estados Unidos ("DOC") e da Corporação da Internet para Atribuição

Leia mais

PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020

PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020 PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020 INDICE POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 1. Objetivo...2 2. Aplicação...2 3. implementação...2 4. Referência...2 5. Conceitos...2 6. Políticas...3

Leia mais

Código de Conduta do Fornecedor. Em vigor a partir de 2 de julho de 2012. Ethics. Matters

Código de Conduta do Fornecedor. Em vigor a partir de 2 de julho de 2012. Ethics. Matters Código de Conduta do Fornecedor Em vigor a partir de 2 de julho de 2012 Ethics Matters Mensagem do CPO [Chief Procurement Officer - Diretor de Compras] A Duke Energy está comprometida com a segurança,

Leia mais

NORMAS DE CONDUTA. Apresentação

NORMAS DE CONDUTA. Apresentação NORMAS DE CONDUTA Apresentação Adequando-se às melhores práticas de Governança Corporativa, a TITO está definindo e formalizando as suas normas de conduta ( Normas ). Estas estabelecem as relações, comportamentos

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

Política de Responsabilidade Corporativa. Março 2013

Política de Responsabilidade Corporativa. Março 2013 Política de Responsabilidade Corporativa Março 2013 Ao serviço do cliente Dedicamos os nossos esforços a conhecer e satisfazer as necessidades dos nossos clientes. Queremos ter a capacidade de dar uma

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

Declaração de Helsinque Associação Médica Mundial

Declaração de Helsinque Associação Médica Mundial A. Introdução Declaração de Helsinque Associação Médica Mundial Princípios éticos para as pesquisas médicas em seres humanos Adotado pela 18ª Assembléia Médica Mundial Helsinque, Finlândia, junho do 1964

Leia mais

MANUAL DE CONTROLES INTERNOS POLÍTICAS CORPORATIVAS

MANUAL DE CONTROLES INTERNOS POLÍTICAS CORPORATIVAS 8 - Política de segurança da informação 8.1 Introdução A informação é um ativo que possui grande valor para a COOPERFEMSA, devendo ser adequadamente utilizada e protegida contra ameaças e riscos. A adoção

Leia mais

PRINCÍPIOS DE PARIS. Princípios relativos ao estatuto das instituições nacionais para a promoção e proteção dos direitos humanos

PRINCÍPIOS DE PARIS. Princípios relativos ao estatuto das instituições nacionais para a promoção e proteção dos direitos humanos PRINCÍPIOS DE PARIS Princípios relativos ao estatuto das instituições nacionais para a promoção e proteção dos direitos humanos Competência e atribuições 1. Uma instituição nacional disporá de competência

Leia mais

Padrões Nidera para Parceiros de Negócio

Padrões Nidera para Parceiros de Negócio Padrões Nidera para Parceiros de Negócio Caro Parceiro de Negócio, A história da nossa empresa inclui um compromisso de longa data em estar de acordo com as leis onde quer que atuemos e realizar nossos

Leia mais

Condições Gerais de Compra da Air Products Brasil Ltda.

Condições Gerais de Compra da Air Products Brasil Ltda. Condições Gerais de Compra da Air Products Brasil Ltda. 1. Aplicabilidade 2. Entrega 3. Preços e pagamentos 4. Inspeção 5. Garantia 6. Cancelamento 7. Subcontratação e Cessão 8. Código de conduta 9. Saúde

Leia mais

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE 1. OBJETIVO E ABRANGÊNCIA Esta Política tem como objetivos: Apresentar de forma transparente os princípios e as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e direcionam

Leia mais

Valores Pessoas; Trabalho em Equipe; Conduta Ética; Orientação ao Cliente; Orientação a Resultados; Inovação; e Comunidade e Meio Ambiente.

Valores Pessoas; Trabalho em Equipe; Conduta Ética; Orientação ao Cliente; Orientação a Resultados; Inovação; e Comunidade e Meio Ambiente. CÓDIGO DE ÉTICA EMPRESARIAL 1 INTRODUÇÃO O Código de Ética Empresarial da COELCE, apresenta os princípios direcionadores das políticas adotadas pela empresa e que norteiam as ações e relações com suas

Leia mais

Ética A GUARDIAN disponibiliza o presente Código de Conduta a todos os colaboradores, Clientes, Fornecedores e Parceiros.

Ética A GUARDIAN disponibiliza o presente Código de Conduta a todos os colaboradores, Clientes, Fornecedores e Parceiros. Âmbito de aplicação O presente Código de Conduta aplica-se a toda a estrutura GUARDIAN Sociedade de Mediação de Seguros, Lda., seguidamente designada por GUARDIAN, sem prejuízo das disposições legais ou

Leia mais

Notas de orientação 9: Sugestão de checklist para estabelecer o escopo do Relatório da EITI

Notas de orientação 9: Sugestão de checklist para estabelecer o escopo do Relatório da EITI Notas de orientação 9 3 de julho de 2015 Estas notas de orientação foram produzidas pela Secretaria Internacional da EITI para ajudar os países implementadores a publicarem dados eletrônicos do Relatório

Leia mais

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO EVEN

POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO EVEN POLÍTICA ANTICORRUPÇÃO EVEN 1 Introdução A EVEN conduz seus negócios de acordo com os altos padrões éticos e morais estabelecidos em seu Código de Conduta, não tolerando qualquer forma de corrupção e suborno.

Leia mais

Código de Conduta. Código de Conduta Schindler 1

Código de Conduta. Código de Conduta Schindler 1 Código de Conduta Código de Conduta Schindler 1 2 Código de Conduta Schindler Código de Conduta da Schindler Os colaboradores do Grupo Schindler no mundo inteiro devem manter o mais alto padrão de conduta

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

NORMA NBR ISO 9001:2008

NORMA NBR ISO 9001:2008 NORMA NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS ELETROBRAS. Política de Responsabilidade Social das Empresas Eletrobras

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS ELETROBRAS. Política de Responsabilidade Social das Empresas Eletrobras Política de Responsabilidade Social das Empresas Eletrobras Versão 1.0 18/08/2014 1 Sumário 1. Objetivo... 3 2. Conceitos... 3 3. Diretrizes... 3 3.1. Diretrizes Gerais... 3 3.2. Diretrizes Específicas...

Leia mais

ISO 14004:2004. ISO14004 uma diretriz. Os princípios-chave ISO14004. Os princípios-chave

ISO 14004:2004. ISO14004 uma diretriz. Os princípios-chave ISO14004. Os princípios-chave ISO14004 uma diretriz ISO 14004:2004 Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio Prof.Dr.Daniel Bertoli Gonçalves FACENS 1 Seu propósito geral é auxiliar as

Leia mais

Mandato do Comité de Auditoria

Mandato do Comité de Auditoria BCE-PÚBLICO Mandato do Comité de Auditoria O Comité de Auditoria de alto nível, estabelecido pelo Conselho do Banco Central Europeu (BCE) nos termos do artigo 9.º-A do Regulamento Interno do BCE, reforça

Leia mais

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS METODOLOGIA DE AUDITORIA PARA AVALIAÇÃO DE CONTROLES E CUMPRIMENTO DE PROCESSOS DE TI NARDON, NASI AUDITORES E CONSULTORES CobiT

Leia mais

Informações para Parceiros de Negócios Cumprimento das leis, regulamentos e convenções. Transparência nos negócios. www.siemens.

Informações para Parceiros de Negócios Cumprimento das leis, regulamentos e convenções. Transparência nos negócios. www.siemens. Informações para Parceiros de Negócios Cumprimento das leis, regulamentos e convenções. Transparência nos negócios www.siemens.com/compliance "A cultura de uma empresa e seus valores fazem a diferença.

Leia mais

ICC 114 8. 10 março 2015 Original: inglês. Conselho Internacional do Café 114. a sessão 2 6 março 2015 Londres, Reino Unido

ICC 114 8. 10 março 2015 Original: inglês. Conselho Internacional do Café 114. a sessão 2 6 março 2015 Londres, Reino Unido ICC 114 8 10 março 2015 Original: inglês P Conselho Internacional do Café 114. a sessão 2 6 março 2015 Londres, Reino Unido Memorando de Entendimento entre a Organização Internacional do Café, a Associação

Leia mais

MANUAL DE CONTROLES INTERNOS PARTE II POLÍTICAS CORPORATIVAS

MANUAL DE CONTROLES INTERNOS PARTE II POLÍTICAS CORPORATIVAS 1 Política de segurança da informação 1.1 Introdução A informação é um ativo que possui grande valor para a COGEM, devendo ser adequadamente utilizada e protegida contra ameaças e riscos. A adoção de políticas

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DA MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.

CÓDIGO DE CONDUTA DA MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. CÓDIGO DE CONDUTA DA MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. O presente Código de Conduta da Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A. (a Companhia ), visa cumprir com as disposições do Regulamento

Leia mais

NORMATIVO SARB 009/2013, de 27 de junho de 2013. DISPOSIÇÕES GERAIS 1. DO OBJETIVO

NORMATIVO SARB 009/2013, de 27 de junho de 2013. DISPOSIÇÕES GERAIS 1. DO OBJETIVO O Conselho de Autorregulação Bancária, com base no art. 1 (b), do Código de Autorregulação Bancária, sanciona as regras abaixo dispostas, formalizando preceitos comuns a todas as signatárias da autorregulação

Leia mais

COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE

COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE DESCRIÇÕES DOS NÍVEIS APRENDIZ SABER Aprende para adquirir conhecimento básico. É capaz de pôr este conhecimento em prática sob circunstâncias normais, buscando assistência

Leia mais

NORMA ISO 14004. Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio

NORMA ISO 14004. Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio Página 1 NORMA ISO 14004 Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio (votação 10/02/96. Rev.1) 0. INTRODUÇÃO 0.1 Resumo geral 0.2 Benefícios de se ter um Sistema

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

2.1. Cumprimos leis e regulamentos nacionais e internacionais. Obedecemos a todas as leis e regulamentos internacionais e nacionais relevantes.

2.1. Cumprimos leis e regulamentos nacionais e internacionais. Obedecemos a todas as leis e regulamentos internacionais e nacionais relevantes. CÓDIGO DE CONDUTA 1. Introdução O Código de Conduta Ahlstrom descreve os princípios éticos que sustentam o modo como conduzimos os negócios em nossa empresa. Baseia-se em nossos principais valores Agir

Leia mais

POLÍTICA DE DENÚNCIAS

POLÍTICA DE DENÚNCIAS (constituída nas Bermudas com responsabilidade limitada) (Código de negociação em bolsa: 1768) (a Sociedade ) POLÍTICA DE DENÚNCIAS 1. Objetivo Esta Política estabelece os meios que: a) os funcionários

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO Resposta ao Observatório do Clima sobre suas considerações ao Sumário de informações sobre como

Leia mais

Observação dos programas de educação pelos pais, e pessoas designadas pelos mesmos, com o Propósito de Avaliação

Observação dos programas de educação pelos pais, e pessoas designadas pelos mesmos, com o Propósito de Avaliação Educação Especial Informe de Assistência Técnica SPED 2009-2: Observação dos programas de educação pelos pais, e pessoas designadas pelos mesmos, com o Propósito de Avaliação Para: Superintendentes, diretores,

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA. Introdução.

CÓDIGO DE ÉTICA. Introdução. CÓDIGO DE ÉTICA Introdução. Os princípios Éticos que formam a consciência e fundamentam nossa imagem no segmento de recuperação de crédito e Call Center na conduta de nossa imagem sólida e confiável. Este

Leia mais

PROJETO de Documento síntese

PROJETO de Documento síntese O Provedor de Justiça INSERIR LOGOS DE OUTRAS ORGANIZAÇÔES Alto Comissariado Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUDH) Provedor de Justiça de Portugal Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Leia mais

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO DO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E A ALIMENTAÇÃO (FAO)

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO DO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E A ALIMENTAÇÃO (FAO) MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO DO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E A ALIMENTAÇÃO (FAO) CONSIDERANDO que o Governo do Brasil, através do Ministério da Educação do

Leia mais

Gestão Democrática da Educação

Gestão Democrática da Educação Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Departamento de Articulação e Desenvolvimento dos Sistemas de Ensino Coordenação Geral de Articulação e Fortalecimento Institucional dos Sistemas de

Leia mais

Avenida Presidente Wilson, 231 11 andar 20030-905 Rio de Janeiro- RJ ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL

Avenida Presidente Wilson, 231 11 andar 20030-905 Rio de Janeiro- RJ ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL MARÇO, 2015 ÍNDICE OBJETIVO 3 ESCOPO 3 DEFINIÇÕES Risco Inerente 4 DEFINIÇÕES Risco Operacional 4 DEFINIÇÕES Evento de Risco Operacional 4 FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES

Leia mais

PROGRAMA COMPLIANCE VC

PROGRAMA COMPLIANCE VC Seguir as leis e regulamentos é ótimo para você e para todos. Caro Colega, É com satisfação que compartilho esta cartilha do Programa Compliance VC. Elaborado com base no nosso Código de Conduta, Valores

Leia mais

SETE BRASIL PARTICIPAÇÕES S.A.

SETE BRASIL PARTICIPAÇÕES S.A. SETE BRASIL PARTICIPAÇÕES S.A. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REGIMENTO INTERNO DOS COMITÊS COMITÊ DE FINANÇAS E ORÇAMENTO APROVADO PELO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EM 24 DE SETEMBRO DE 2014 SUMÁRIO I INTRODUÇÃO

Leia mais

Manual do Sistema de Gestão Ambiental - Instant Solutions. Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa

Manual do Sistema de Gestão Ambiental - Instant Solutions. Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa Manual do Sistema de Gestão Ambiental da empresa Data da Criação: 09/11/2012 Dara de revisão: 18/12/2012 1 - Sumário - 1. A Instant Solutions... 3 1.1. Perfil da empresa... 3 1.2. Responsabilidade ambiental...

Leia mais

DECLARAÇÃO UNESCO/UBC VANCOUVER. A Memória do Mundo na Era Digital: Digitalização e Preservação

DECLARAÇÃO UNESCO/UBC VANCOUVER. A Memória do Mundo na Era Digital: Digitalização e Preservação DECLARAÇÃO UNESCO/UBC VANCOUVER A Memória do Mundo na Era Digital: Digitalização e Preservação 26 a 28 de Setembro de 2012 Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá A Tecnologia Digital oferece meios sem precedentes

Leia mais

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO 21 de novembro de 1978 SHS/2012/PI/H/1 Preâmbulo A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,

Leia mais

SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA

SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA Convenção 135 SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, Convocada em Genebra pelo Conselho

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Política de Sustentabilidade Sul Mineira 1 Índice Política de Sustentabilidade Unimed Sul Mineira Mas o que é Responsabilidade Social? Premissas Básicas Objetivos da Unimed Sul Mineira Para a Saúde Ambiental

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DA SARAIVA

CÓDIGO DE CONDUTA DA SARAIVA CÓDIGO DE CONDUTA DA SARAIVA 2010 Pág.: 2 de 9 A maioria das empresas exige dos seus fornecedores um excelente produto/serviço, a preço competitivo. Além disso, para nós da Saraiva, é muito importante

Leia mais

Grupo de Coordenação da Transição da Administração da IANA Solicitação de Propostas

Grupo de Coordenação da Transição da Administração da IANA Solicitação de Propostas Grupo de Coordenação da Transição da Administração da IANA Solicitação de Propostas 8 de setembro de 2014 Introdução De acordo com o regulamento do Grupo de 1 Coordenação da Transição da Administração

Leia mais

Processo de Implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade

Processo de Implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade 3 Processo de Implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade Não existe um jeito único de se implementar um sistema da qualidade ISO 9001: 2000. No entanto, independentemente da maneira escolhida,

Leia mais

DECLARAÇÃO DE HELSINKI DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA MUNDIAL. Princípios Éticos para Pesquisa Clínica Envolvendo Seres Humanos

DECLARAÇÃO DE HELSINKI DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA MUNDIAL. Princípios Éticos para Pesquisa Clínica Envolvendo Seres Humanos DECLARAÇÃO DE HELSINKI DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA MUNDIAL Princípios Éticos para Pesquisa Clínica Envolvendo Seres Humanos Adotado da 18ª Assembléia Médica Mundial Helsinki, Finlândia, Junho 1964 e emendas da

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

Padrões para Fornecedores da GS1 BRASIL

Padrões para Fornecedores da GS1 BRASIL Padrões para Fornecedores da GS1 BRASIL O objetivo deste documento é informar aos fornecedores dos pontos e valores fundamentais de nosso processo de compras. A GS1 Brasil mantém a ética, a transparência

Leia mais

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa.

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa. DIREITO DOS CLIENTES O que esperar de sua empresa de Executive Search Uma pesquisa de executivos envolve um processo complexo que requer um investimento substancial do seu tempo e recursos. Quando você

Leia mais

Módulo 3. Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 6.2, 6.2.1, 6.2.2, 6.2.3, 6.2.4, 6.2.5, 6.3, 6.4, 6.4.1, 6.4.2, 6.4.

Módulo 3. Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 6.2, 6.2.1, 6.2.2, 6.2.3, 6.2.4, 6.2.5, 6.3, 6.4, 6.4.1, 6.4.2, 6.4. Módulo 3 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 6.2, 6.2.1, 6.2.2, 6.2.3, 6.2.4, 6.2.5, 6.3, 6.4, 6.4.1, 6.4.2, 6.4.3 Exercícios 6.2 Iniciando a auditoria/ 6.2.1 Designando o líder da equipe

Leia mais

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES CERTIFICAÇÃO NBR ISO/IEC 27001

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES CERTIFICAÇÃO NBR ISO/IEC 27001 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES CERTIFICAÇÃO NBR ISO/IEC 27001 Através da vasta experiência, adquirida ao longo dos últimos anos, atuando em Certificações de Sistemas de Gestão, a Fundação Vanzolini vem catalogando

Leia mais

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP 6. Procedimento de gerenciamento de risco O fabricante ou prestador de serviço deve estabelecer e manter um processo para identificar

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.036/05 Aprova a NBC T 11.8 Supervisão e Controle de Qualidade. O Conselho Federal de Contabilidade, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, Considerando que as Normas

Leia mais

ANEXO II ACORDO DE CONFIDENCIALIDADE

ANEXO II ACORDO DE CONFIDENCIALIDADE ANEXO II ACORDO DE CONFIDENCIALIDADE TELEFONICA BRASIL S.A, com sede à Rua Martiniano de Carvalho, nº. 851, na cidade de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob nº. 02.558.157/0001-62, neste ato representada

Leia mais

POLÍTICA DE VOLUNTARIADO DA CEMIG SAÚDE

POLÍTICA DE VOLUNTARIADO DA CEMIG SAÚDE POLÍTICA DE VOLUNTARIADO DA CEMIG SAÚDE Av. Barbacena, 472 8º andar Barro Preto CEP: 30190-130 Belo Horizonte/MG Tel.: 3253.4917 E-mail: renata.gontijo@cemigsaude.org.br Portal Corporativo: www.cemigsaude.org.br

Leia mais

PR 2 PROCEDIMENTO. Auditoria Interna. Revisão - 2 Página: 1 de 9

PR 2 PROCEDIMENTO. Auditoria Interna. Revisão - 2 Página: 1 de 9 Página: 1 de 9 1. OBJETIVO Estabelecer sistemática de funcionamento e aplicação das Auditorias Internas da Qualidade, fornecendo diretrizes para instruir, planejar, executar e documentar as mesmas. Este

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

ESTUDO COMPARATIVO NBR ISO 13485:2004 RDC 59:2000 PORTARIA 686:1998 ITENS DE VERIFICAÇÃO PARA AUDITORIA

ESTUDO COMPARATIVO NBR ISO 13485:2004 RDC 59:2000 PORTARIA 686:1998 ITENS DE VERIFICAÇÃO PARA AUDITORIA ESTUDOCOMPARATIVO NBRISO13485:2004 RDC59:2000 PORTARIA686:1998 ITENSDEVERIFICAÇÃOPARAAUDITORIA 1. OBJETIVO 1.2. 1. Há algum requisito da Clausula 7 da NBR ISO 13485:2004 que foi excluída do escopo de aplicação

Leia mais