Questões Aplicadas no Exame de Ordem (OAB/RJ) e outros Concursos; Referências Bibliográficas.

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1 ASSUNTO: Cidadania, Direitos e Partidos Políticos (Texto 10) OBJETIVOS: Conceituar Cidadania, Direitos e Partidos Políticos; Identificar e caracterizar Cidadania, Direitos e Partidos Políticos. SUMÁRIO: I INTRODUÇÃO II DESENVOLVIMENTO 1 Cidadania 2 Direitos Políticos 3 Partidos Políticos III CONCLUSÃO Questões Aplicadas no Exame de Ordem (OAB/RJ) e outros Concursos; Referências Bibliográficas.

2 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 2 I INTRODUÇÃO 1 Cidadania A cidadania é um atributo da pessoa natural que se torna titular de direitos políticos. Em sentido restrito, esse atributo designa o direito de participar da vida política do Estado e abrange o direito de votar, ser votado e suas conseqüências. Em sentido amplo, a cidadania expressa o efetivo gozo dos direitos fundamentais previstos na Lex Mater. Cabe assinalar que a cidadania é adquirida com o registro eleitoral válido e tem como pressuposto a nacionalidade. Assim, vale reiterar que a cidadania consiste num vínculo político, próprio do nacional no exercício de seus direitos políticos que lhe concede o direito de participar da formação da vontade política do Estado. 1.1 Soberania Popular, Nacionalidade, Cidadania, Sufrágio, Voto e Escrutínio Faz-se necessário revisarmos alguns conceitos básicos para melhor prosseguirmos no estudo dos direitos e partidos políticos, conforme se segue: Soberania Popular conforme Uadi Bulos, é a qualidade máxima do poder extraída da soma dos atributos de cada membro da sociedade estatal, encarregado de escolher os seus representantes no governo por meio do sufrágio universal e do voto direto, secreto e igualitário.

3 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 3 Nacionalidade - É um vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado. Trata-se de um direito de todos que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão pessoal do Estado (art.12 da CF/88). Cidadania em consonância com o eminente Prof. Humberto Peña, consiste na titularidade dos direitos políticos de votar (direito político ativo) e ser votado (direito político passivo), tendo como pressuposto a nacionalidade. Assim, o cidadão é o brasileiro nato ou naturalizado que goza de seus direitos políticos. Sufrágio é o direito público subjetivo de escolha isto é, relaciona-se ao direito de escolha do cidadão no exercício de suas prerrogativas políticas (votar e ser votado), inclusive encontra seu fundamento na soberania popular e no princípio representativo. Voto é o ato através do qual se exercita o sufrágio, isto é, o direito de eleger e ser eleito. Escrutínio é a forma pela qual se exercita o voto, p.e., voto secreto (fechado) ou voto público (aberto). Em sentido amplo, escrutínio é uma das fases do procedimento eleitoral que engloba a apuração, a abertura, o depósito, o recolhimento e a contagem dos votos. Observemos o quadro comparativo infradestacado: Sufrágio Voto Escrutínio É o direito de O seu exercício. O modo de escolha do cidadão para exercer seus exercício do voto (público ou secreto). direitos políticos (votar e ser votado).

4 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho Síntese Parcial Sobre o Direito de Cidadania Cidadania é a capacidade para exercer direitos políticos; A cidadania constitui um dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil, conforme o art. 1º, II, da CF/88; A cidadania é um direito fundamental e tem como pressuposto a nacionalidade; Em nosso sistema positivo, cidadão e eleitor são palavras que possuem uma ligação umbilical; Quem não é eleitor não é cidadão. Direitos Políticos Cidadão Eleitor 2 Direitos Políticos Os direitos políticos são prerrogativas jurídicocostitucionais, isto é, são verdadeiros direitos públicos subjetivos que traduzem o grau de participação dos cidadãos no contexto governamental do Estado. Em consonância com Uadi Bulos, do ponto de vista da participação no processo eleitoral, os direitos políticos classificam-se em dois grandes grupos direitos políticos positivos e direitos políticos negativos -, conforme quadro sinóptico infradestacado:

5 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 5 Positivos Direito de Sufrágio Sistemas Eleitorais - Direitos Políticos Ativos (direito de votar em eleições, plebiscitos e referendos) - Direitos Políticos Passivos (direito de ser votado = elegibilidade) - Majoritário - Proporcional - Misto Direitos Políticos Procedimento Eleitoral Funcional Inelegibilidades - Absolutas - Relativas Negativos Privação dos direitos Políticos - Perda - Suspensão Portanto, os direitos políticos formam um conjunto de regras que disciplina as formas de atuação da soberania popular, sendo por meio do voto e do sufrágio universal que o cidadão exerce a parcela que tem da soberania popular. Nesse rumo, em consonância com Alexandre de Moraes, são direitos políticos: direito de sufrágio; alistabilidade (direito de votar em eleições, plebiscitos e referendos); elegibilidade; iniciativa popular; ação popular; organização e participação de partidos políticos.

6 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 6 Assim, cabe assinalar que do ponto de vista da participação no processo eleitoral, os direitos políticos, segundo a tipologia adotada pela Lex Legum, classificam-se em dois grandes grupos - direitos políticos positivos e direitos políticos negativos - a seguir analisados. 2.1 Direitos Políticos Positivos Os direitos políticos positivos formam o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo 1 no contexto eleitoral do Estado. Direitos Políticos Positivos Direito de Sufrágio + Sistemas Eleitorais + Procedimento Eleitoral Esses direitos são cívicos jus civitatis à proporção que permitem ao cidadão participar, direta ou indiretamente do processo político, inclusive compreendem o Direito de Sufrágio, os Sistemas Eleitorais e o Procedimento Eleitoral Direito de Sufrágio O direito de sufrágio constitui a essência (núcleo) dos direitos políticos e se expressa pela capacidade de eleger, ser eleito, além de participar da organização e da atividade estatal. Isto é, por meio do sufrágio - universal ou restrito - o conjunto de cidadãos de determinado Estado poderá escolher as pessoas que irão exercer as funções estatais, conforme o sistema representativo existente naquele regime democrático. O sufrágio universal caracteriza-se pelo fato do direito de votar ser concedido a todos os nacionais, independentemente de qualificação pessoal, condições econômicas ou qualquer outra exigência, embora possa haver 1 O povo é composto pelos brasileiros natos e naturalizados descritos no art. 12 da CF/88.

7 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 7 a obrigatoriedade de certos requisitos (idade mínima, nacionalidade, alistamento eleitoral), sem com isso retirar a universalidade do sufrágio. Por outro lado, o sufrágio restrito (censitário ou capacitário) ocorre quando o direito de voto é concedido em virtude do gozo de determinadas condições particulares de alguns nacionais. O sufrágio restrito censitário caracteriza-se em face do nacional ter que preencher certa qualificação econômica (bens, renda, dentre outros), enquanto o capacitário precisa apresentar alguma característica especial (padrão intelectual etc.). Portanto, desse núcleo dos direitos políticos (sufrágio), nasce o desdobramento da soberania popular que se caracteriza tanto pela capacidade eleitoral ativa (direito de votar, capacidade de ser eleitor, alistabilidade) como pela capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado, elegibilidade), conforme veremos a seguir Capacidade Eleitoral Ativa A capacidade eleitoral ativa consiste na forma de participar do cidadão na democracia representativa, escolhendo seus mandatários. Direitos Políticos Ativos Capacidade Eleitoral Ativa = Alistabilidade = Direito de Votar Nesse contexto, o Capítulo IV do Título II da CF/88 trata dos direitos políticos, conforme seu art. 14: A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei (art. 14 da CF) mediante: plebiscito, referendo, iniciativa popular. Plebiscito - é uma consulta que se faz aos cidadãos antes de a lei ou ato administrativo serem elaborados. Versa sobre

8 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 8 determinada matéria que, posteriormente, será discutida pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. Exemplos: consulta sobre a adoção da forma republicana e do sistema presidencialista de governo, realizado em ; art. 18, 3º e 4º, da CF/88. Referendo - consiste em uma consulta posterior ao povo sobre determinado ato governamental, isto é, depois que a lei ou ato administrativo terem sido elaborados, para que os ratifiquem ou rejeitem. Ex.: referendo sobre o desarmamento, previsto pela Lei n /2003 Estatuto do Desarmamento, realizado em , quando os brasileiros optaram pela não proibição da comercialização de arma de fogo. Iniciativa popular trata-se de um instrumento da democracia semidireta que não se efetiva pelo exercício do voto. Ou seja, a Constituição Federal concede o direito de uma parcela da população (mínimo de um por cento do eleitorado nacional, distribuídos por cinco Estadosmembros) discutir e apresentar ao Poder Legislativo um projeto de lei que deverá ser examinado e votado. Os eleitores também podem usar deste instrumento em nível estadual e municipal (arts. 14, III; 61, 2º; da CF/88). Observemos a seguir um quadro comparativo, apenas em relação aos dois primeiros institutos: Plebiscito É uma consulta que se faz aos cidadãos antes de a lei ou ato administrativo serem elaborados (art 2º do ADCT; arts. 49, XV; 18, 3º e 4º, da CF/88). Ex.: consulta sobre a adoção Referendo Consiste em uma consulta posterior, isto é, depois que a lei ou ato administrativo terem sido elaborados, para que os ratifiquem ou rejeitem (art. 14, II, da CF/88). Ex.: referendo sobre o

9 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 9 da forma republicana e do sistema presidencialista de governo, realizado em desarmamento, realizado em Nesse rumo, o exercício do sufrágio ativo dá-se pelo voto que é o ato fundamental para o desempenho desse direito, inclusive o alistamento eleitoral e o voto são (art. 14, 1º, da CF/88): obrigatórios para os maiores de dezoito anos; facultativos para: os analfabetos (EC n. 25/85); os maiores de setenta anos; os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. Por outro lado, os estrangeiros e os conscritos (durante o período de serviço militar obrigatório) não podem alistar-se como eleitores (art. 14, 2º da CF). O art. 14, 3º, da CF/88 estabelece como condições de elegibilidade, na forma da lei, o que se segue: nacionalidade brasileira; pleno exercício dos direitos políticos; alistamento eleitoral; domicílio eleitoral na circunscrição; filiação partidária; idade mínima de acordo com o cargo que se candidata: maiores de 16 anos pode ser eleitor, mas não é elegível; 18 anos, torna-se obrigatoriamente eleitor e é elegível para Vereador; 21 anos, eleitor, é elegível para Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e Juiz de Paz; 30 anos, eleitor, pode ser eleito para os cargos anteriores e, para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;

10 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho anos, eleitor, pode ser eleito para os cargos anteriores, Presidente, Vice-Presidente da República e Senador. Vale ressaltar que a Constituição vigente veda a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão, só se dará nos caso de (art. 15 da CF/88): cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (perda de direito político); incapacidade civil absoluta (suspensão); condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos ( suspensão); recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa nos termos do art. 5º, VIII (perda de direito político); improbidade administrativa, nos termos do art. 37 4º (suspensão). Obs.: A perda de nacionalidade brasileira, em virtude de aquisição de outra, também constitui mais uma das formas de perda dos direitos políticos, prevista no art. 12, 4º, II, da CF/88. A doutrina, em consonância com o supracitado art. 14 da Lex Mater, complementa as características do voto - direto, secreto, universal, periódico, livre, personalíssimo e igualitário, conforme os seguintes termos: direto o cidadão vota diretamente no candidato, isto é, sem intermediário. Cabe assinalar a exceção prevista no art. 81, 1º, da CF/88 que possibilita o Presidente e Vice- Presidente da República serem eleitos de forma indireta pelo Congresso Nacional, quando a vacância nos cargos ocorrerem nos últimos dois anos de mandato; secreto a opção do eleitor é mantida em sigilo absoluto; universal o exercício do voto não está ligado a nenhuma condição discriminatória;

11 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 11 periódico exigência na democracia representativa de que o mandato seja por tempo determinado; livre a escolha é feita de acordo com a preferência do cidadão; personalíssimo o voto é exercido pelo eleitor, não pode utilizar-se de intermediário; igualitário tem igual valor para todos, independentemente de cor, sexo, condição econômica etc., e provém da fórmula básica da democracia: um homem um voto (one man one vote) Capacidade Eleitoral Passiva A capacidade eleitoral passiva é a possibilidade de eleger-se, ser votado, concorrer a um mandato eletivo. Contudo, existe a necessidade de seus titulares preencherem as condições de elegibilidade legais e constitucionais ao cargo que se candidata (art. 14, 3º, da CF/88). Direitos Políticos Passivos Capacidade Eleitoral Passiva = Direito de Candidatura = Elegibilidade Dessa forma, após analisarmos o direito de sufrágio e seus dois subtópicos (direitos políticos ativos e passivos), cabe prosseguirmos com os sistemas eleitorais que constituem o segundo tópico dos direitos políticos positivos Sistemas Eleitorais O sistema eleitoral é o conjunto de técnicas aplicadas à eleição. Por sua vez, a eleição é o procedimento técnico de escolha de pessoas para um cargo nas democracias representativas. Ex.: escolha do Presidente da República, do Congresso Nacional, dentre outros.

12 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 12 Assim, o sistema eleitoral objetiva organizar a representação do eleitor no território nacional, podendo ser de três tipos: majoritário, proporcional e misto Sistema Majoritário É o sistema eleitoral em que os candidatos que obtiverem a maioria absoluta ou relativa dos votos válidos representam o povo na circunscrição ou no distrito eleitoral. O sistema majoritário é aplicado no Brasil, utilizandose de dois critérios: Maioria Absoluta utilizado na eleição da Chefia do Executivo, p.e., Presidente e Vice-Presidente da República (art. 77 da CF/88), Governador e Vice-Governador de Estado (art. 28 da CF/88), Prefeito e Vice-Prefeito de Município (art. 29, II, da CF/88); Maioria Relativa empregado para eleição de Senadores da República (art. 46, caput, da CF/88) e Juízes de Paz (art. 98, II, da CF/88) Sistema Proporcional O sistema proporcional é aquele que tem por finalidade garantir a participação dos diversos partidos políticos na Câmara Legislativa. Trata-se de um sistema que busca eleger inúmeros candidatos com representação proporcional (art. 58, 1º e 4º, da CF/88) e aplica-se nas eleições para: Deputados Federais (art. 45 da CF/88); Deputados Estaduais e Distritais; e Vereadores. Vale ressaltar que o número de representantes de cada circunscrição está relacionado ao número de habitantes (população art. 45, 1º, da CF/88) e não ao número de eleitores, por isso falar-se em sistema de representação proporcional.

13 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 13 O nosso ordenamento jurídico utiliza-se de seis critérios para saber quem será eleito por esse sistema: Votos Válidos (VV) são os votos dados ao nome do partido (legenda partidária) e os votos de todos os candidatos reputar-se-ão válidos. Os votos brancos não devem ser computados para eleição de Presidente da República (art. 77, 2º, da CF/88). Quociente Eleitoral (QE) é a divisão do número de votos válidos pelo número de lugares a preencher (despreza-se a fração igual ou superior a meio e arredonda-se para fração superior a meio). Quociente Partidário (QP) é o número de lugares que cada partido possui para representar o povo. Obtém-se da divisão do número de votos válidos pelo quociente eleitoral, desprezado a fração. Distribuição de Restos (sobras) já se sabe quem são os eleitos, mas é possível sobrar lugares, pois os votos atribuídos a uma legenda podem não ser suficientes para eleger o candidato. Neste caso, adota-se o critério utilizado no art. 109 do Código Eleitoral (CE): maior média. Definição dos Eleitos considera-se eleitos os candidatos que obtiverem o maior número de votos em cada legenda (art. 109, 1º do CE). Inexistência de Quociente Eleitoral pode ocorrer a falta de quociente eleitoral, nesse caso a eleição deverá ser anulada para se realizar outra. Contudo, existe divergência doutrinária, pois o art. 111 do CE expressa que nesse caso os lugares são preenchidos pelos mais votados (não recepcionado pela Lei Maior) e a CF/88, art. 46, consagrou o princípio majoritário, apenas para Senadores da República. Nessa linha, vale observar o que diz a Carta Magna nos seguintes dispositivos:

14 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 14 Art. 44, único, CF/88: Cada legislatura terá a duração de quatro anos. Art. 45 da CF/88: a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. Eleição pelo Sistema Proporcional: Quantidade total de Deputados Federais Depende dos votos válidos por cada Partido. Exemplo: - Votos Válidos (VV) - Quociente Eleitoral (QE) - Quociente Partidário (QP) - Votos Válidos por Partido (VVP) - Vagas a Preencher (VP) Calcula-se: QE = VV VP Hipótese: Votos Válidos: Vagas a Preencher: 10 Quantidade de Partidos: 03 QP = VVP QE QE = = Partidos A B C VVP QE QP Nº de Deputados: (mínimo = 8) (Art. 45, 1º, da CF) (máximo = 70)

15 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 15 Art. 46 da CF: o Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. Senado Federal: são representantes dos Estados e Distrito Federal ( => 27 x 3 = 81). Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos ( 1º do art. 46). A representação de cada Estado e do DF será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços ( 2º do art. 46). Cada Senador será eleito com dois suplentes. Legislatura - período de exercício do Mandato. Mandato - diz-se quando alguém recebe de outrem poderes, para, em seu nome, praticar atos, ou administrar interesses (art. 653 do CC/2002); ou Mandato - quando alguém confere a outrem o direito de agir em seu nome. Mandado - ordem emanada de uma autoridade judicial ou administrativa. Mandatos: dos Deputados - 4 anos; dos Senadores - 8 anos; Renovação: de 4 em 4 anos Total de Dep. Total de Dep. 4 anos 4 anos Total de Dep. Senadores 1/3 Senadores- 2/3 Senadores- 1/3 Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão

16 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 16 tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros (art. 47 da CF). É do confronto entre o art. 47 e o art. 69 da CF/88 que se apura a distinção entre maioria simples e maioria absoluta. Quorum - número mínimo de parlamentares exigido para a validade da votação. Exemplo: se há 100 integrantes numa Casa Legislativa e 51 estão presentes, há o que se chama de quorum. Uma Lei Ordinária é aprovável, segundo o artigo 47, por 26 votos, isto é, mas da metade dos presentes à sessão. Por outro lado, o art. 69 (Lei Complementar) exige a maioria absoluta. Qual é a maioria absoluta nesse exemplo? É o número de 51 membros Sistema Misto Trata-se de um sistema que mescla o majoritário com o proporcional, mas não adota com exclusividade nenhum dos dois. O sistema misto não é adotado no Brasil e apresenta-se de várias maneiras, dentre essas podemos destacar: o sistema distrital misto alemão e o sistema misto com predomínio da maioria (modelo mexicano) Procedimento Eleitoral O procedimento eleitoral é a sucessão de atos que permitem revelar os eleitos. Esse procedimento desenvolve-se normalmente em três fases: apresentação das candidaturas designa os candidatos de cada partido, registro das candidaturas na Justiça eleitoral,, propaganda, proposta política (arts. 240 a 256 do CE);

17 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 17 escrutínio reúne a apuração, a abertura, o depósito, o recolhimento e a contagem de votos (arts. 135 a 137 do CE); contencioso eleitoral envolve os conflitos de ordem eleitoral que são dirimidos pela Justiça Eleitoral. Assim, após análise sucinta do procedimento eleitoral - terceiro e último item dos direitos políticos positivos - passaremos ao estudo dos diretos políticos negativos, pois estes compõem o segundo núcleo dos direitos políticos. 2.2 Direitos Políticos Negativos Os direitos políticos negativos constituem um conjunto de normas constitucionais que impedem ou restringem o eleitor de exercer as atividades político-partidárias. Direitos Políticos Negativos: Inelegibilidades Perda de Direitos Políticos Suspensão de Direitos Políticos Assim, esses direitos, ao contrário dos direitos políticos positivos, irão conduzir à inelegibilidade, à perda dos direitos políticos ou à suspensão dos direitos políticos pertinentes à capacidade eleitoral ativa (votar) ou passiva (ser votado), os quais serão analisados a seguir Inelegibilidades As inelegibilidades são impedimentos ao direito de ser votado, isto é, restringem a elegibilidade do cidadão (capacidade eleitoral passiva). Observa-se que o instituto da inelegibilidade (art. 14, 9º, da CF/88) objetiva proteger a probidade administrativa, a

18 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 18 moralidade, além de considerar a vida pregressa do candidato para, se for caso, impossibilitar o cidadão de se candidatar. Inclusive, a Carta Magna de 1988 prevê as hipóteses de inelegibilidades (art. 14, 4º a 9º) e consagra-as em preceitos auto-aplicáveis, cujo esquema proposto por Uadi Bulos é o seguinte: Absolutas - estrangeiros (art. 14, 2º, da CF/88) - conscritos (art. 14, 2º, da CF/88) Inalistáveis - menores de 16 anos (art. 14, 1º, II, (14, 4º, da CF/88) c, da CF/88) - menores de 18 anos não alistados (art. 14, 1º, II, c, da CF/88) Analfabetos (art. 14, 4º, da CF/88) Inelegibilidades - por motivo de reeleição(art. 14, 5º, da CF/88) Funcional - por motivo de desincompatibilização(art. 14, 6º, da CF/88) - cônjuge (art. 14, 7º, da CF/88) Reflexiva - parentes consangüíneos ou afins (art. 14, 7º, da CF/88) Relativas - com menos de 10 anos de serviço (art. 14, 8º, I, da CF/88) Militares - com mais de 10 anos de serviço (art. 14, 8º, II, da CF/88) Legais - previstas na LC n. 64/1990, alterada c/ LC n. 81/1994 (art. 14, 9º, da CF/88) Inelegibilidades Absolutas As inelegibilidades absolutas são impedimentos totais para pleitear qualquer cargo eletivo. Trata-se de medida excepcional prevista no art. 14, 4º, da CF/88, conforme se segue:

19 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 19 inalistáveis impede o direito de votar, quem não pode ser eleitor não pode eleger-se: estrangeiros (art. 14, 2º, da CF/88); conscritos (art. 14, 2º, da CF/88); menores de 16 anos (art. 14, 1º, II, c, da CF/88); menores de 18 anos não alistados (art. 14, 1º, II, c, da CF/88). analfabetos não pode ser eleito, mas tem direito à alistabilidade, ou seja, pode votar (art. 14, 4º, da CF/88) Inelegibilidades Relativas As inelegibilidades relativas são restrições circunstanciais a certos tipos de cargos ou funções eletivas. A Lei Maior prevê essas inelegibilidades em decorrência: da função (art. 14, 5º, 6º, da CF/88); do grau de parentesco (art. 14, 7º, da CF/88); se o candidato for militar(art. 14, 8º, I, II, da CF/88); ; das situações previstas em lei complementar (art. 14, 9º, da CF/88) Inelegibilidades Relativas por Motivo de Reeleição A EC n. 16/97 alterou a redação do art. 14, 5º, da CF/88, passando a permitir a reeleição do Presidente da República, dos Governadores de Estado e do Distrito Federal, dos Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente, isto é, não poderão ser reeleitos para um terceiro mandato sucessivo. Exemplos: 1) o Presidente Lula, pelas normas atuais, só poderia exercer um novo mandato presidencial, a partir de 2015 (após intervalo de uma legislatura, neste caso seria ). 2) Eleição do Vice-Governador Geraldo Alckmin, reelegeu-se Governador de São Paulo, após ter substituído (1º

20 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 20 mandato) e posteriormente sucedido (no 2º mandato) o titular do cargo Governador Mário Covas, quando este veio a falecer (TSE Consulta n. 689/2000 e Res. n /2001/TSE) Inelegibilidades Relativas por Razão de Desincompatibilização O art. 14, 6º, da CF/88 estabelece que para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. A desincompatibilização é um instituto que permite ao candidato se desvencilhar das causas de inelegibilidades a tempo de concorrer às eleições. Conforme o STF, a desincompatibilização deve ocorrer somente para candidatura a outros cargos (diferentes, diversos), ou seja, para reeleição os Chefes do Executivo não precisam renunciar seis meses antes do pleito. Por último, vale lembrar que os Vices não precisam renunciar aos seus mandatos, até seis meses antes das eleições, para concorrer a outros cargos, pois não são mencionados no art. 14, 6º, da CF/88. O candidato para reeleger-se não precisa se desincompatibilizar Inelegibilidades Relativas em Razão do Parentesco A inelegibilidade relativa em razão do parentesco consiste no impedimento para concorrer às eleições recair sobre determinadas pessoas por motivo de parentesco, afinidade ou casamento.

21 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 21 O art. 14, 7º, da CF/88 declara como inelegíveis, no território da jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção do: Presidente da República; Governador de Estado, Território ou do Distrito Federal; Prefeito; ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. Obs.: 1) Zonas Eleitorais são unidades territoriais que ficam sob a titularidade do juiz eleitoral. 2) Sessões Eleitorais organizam o exercício do voto, inclusive as sessões não podem ter mais de 400 eleitores nas capitais e de 300 nos outros lugares. 3) Circunscrições Eleitorais distribuem os eleitores no território nacional, conforme o art. 86 do Código Eleitoral. Exemplo: a circunscrição nas eleições presidenciais é o País; nas federais e estaduais, o Estado-membro, nas distritais, o Distrito Federal; nas municipais, o Município (RE BA; Inf. 283/STF) Inelegibilidades Relativas a Militares O Militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições (art. 14, 8º, da CF/88): se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; se contar mais de dez anos, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. Ex.: o Capitão Jair Bolsonaro do Exército foi eleito Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, na época da 1ª eleição ele era da ativa e tinha mais de 10 anos de serviço (após eleito e diplomado passou para a inatividade).

22 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho Inelegibilidades consagradas em Lei Complementar O Texto Maior de 1988 em seu art. 14, 9º prevê que somente a Lei Complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato, considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta Privação dos Direitos Políticos Perda e Suspensão Anteriormente vimos as normas que restringem a elegibilidade do cidadão, tornando-o inelegível, absoluta ou relativamente. Agora, iremos analisar os dispositivos da Carta de 1988 os quais admitem situações excepcionais que a pessoa perde a cidadania política definitivamente (perda) ou deixa de exercê-la por um determinado tempo (suspensão). Portanto, observemos de forma sistemática as regras constitucionais, esquematizadas por Uadi Bulos, que prevêem a perda ou suspensão dos direitos políticos: Casos de Perda - Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (art. 15, I, da CF/88); - Escusa de consciência (art. 15, IV, da CF/88); - Aquisição de outra nacionalidade por naturalização voluntária (art. 12, 4º, II, da CF/88); - Vício de consentimento no ato jurídico (erro, dolo, coação, fraude ou simulação. Casos - Incapacidade civil absoluta (art. 15, II, da CF/88); de - Improbidade administrativa (arts. 15, V; 37, 4º; da CF/88); Suspensão -Condenação criminal transitada em julgado (art. 15, III, da CF/88).

23 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho Perda dos Direitos Políticos Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (art. 15, I, da CF/88) cancelada a naturalização, o indivíduo retorna à condição de estrangeiro, inclusive nesta hipótese é a Justiça Federal quem decreta a perda de nacionalidade (art. 109, X, da CF/88). Escusa de consciência (art. 15, IV, da CF/88) o indivíduo que descumprir uma obrigação a todos imposta ou a recusa à realização de uma prestação alternativa prevista em lei (art. 5º, VIII, da CF/88), terá como sanção a declaração da perda de seus direitos políticos (v.g., serviço militar obrigatório, art. 143 da CF/88). Aquisição de outra nacionalidade por naturalização voluntária (art. 12, 4º, II, da CF/88) a nacionalidade brasileira é um pressuposto da cidadania, logo aquele que a perde passa a ser estrangeiro, pois deixa de ser titular dos direitos políticos nacionais. Vício de consentimento no ato jurídico (erro, dolo, coação, fraude ou simulação trata-se de uma forma implícita de perda dos direitos políticos que não consta no art. 15 da CF/88. Isto é, o indivíduo passa a ser estrangeiro, quando for anulado judicialmente o procedimento de naturalização por erro, dolo, coação ou fraude Suspensão dos Direitos Políticos A suspensão é a privação temporária dos direitos políticos ativo (votar) e passivo (ser votado), cujas hipóteses previstas na Lei Maior veremos a seguir: Incapacidade civil absoluta (art. 15, II, da CF/88) - o indivíduo que não responde pelos atos da vida civil (interditado) demonstra incapacidade para participar do governo de um país. Assim, a sentença judicial que decreta sua interdição suspende seus direitos políticos, mas cessado o interdito, retornam as capacidades de votar e ser votado.

24 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 24 Condenação criminal transitada em julgado (art. 15, III, da CF/88) os direitos políticos ficam suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação (Súmula n. 9 TSE). Improbidade administrativa (arts. 15, V; art. 37, 4º; da CF/88) os atos de improbidade administrativa importarão na suspensão dos direitos políticos, bem como a perda de função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. Exercício assegurado pela cláusula de reciprocidade (art. 12, 1º, da CF/88) o gozo dos direitos políticos no Brasil importará em suspensão do exercício dos mesmos direitos em Portugal (e vice-versa), art. 12 Dec. n /72. Procedimento de Deputado ou Senador declarado incompatível com o decoro parlamentar inelegibilidade por 8 anos (art. 55, II e 1º, da CF/88; c/c art. 1º, I, b, da LC n. 64/90) Reaquisição dos Direitos Políticos O direito político quando perdido, se for uma hipótese de cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado, a reaquisição somente se dará por ação rescisória. Se a hipótese for a perda por recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, a reaquisição dar-se-á quando a pessoa, a qualquer tempo, cumprir a obrigação. Portanto, em regra geral, cessados os motivos que ensejaram a perda ou suspensão, reabilitam-se os direitos políticos. 2.3 Servidor Público e Exercício do Mandato Eletivo Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições (art. 38 da CF/88):

25 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 25 tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se no exercício estivesse. Por último, podemos sintetizar parcialmente sobre os direitos políticos (arts. 14 a 16 da CF/88): é o conjunto de normas jurídicas que disciplina as formas de atuação da soberania popular; por meio do voto e do sufrágio universal, o cidadão exerce a parcela que tem da soberania popular; o voto é direto, secreto, universal e periódico, além de ser considerado uma cláusula pétrea (art. 60, 4º, II, da CF/88). Assim, após estudarmos os direitos políticos positivos e negativos, incluindo os seus respectivos subtópicos, faremos a seguir uma análise dos Partidos Políticos, em face da imbricação existente com os assuntos abordados neste Plano de Aula: cidadania e direitos políticos. 3 Partidos Políticos

26 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 26 Os partidos políticos constituem associações de pessoas com uma ideologia ou interesses comuns, que, organizadas estavelmente, influenciam a opinião popular e a orientação política do Estado (Pietro Virga). Cabe observar que os partidos políticos são instrumentos importantes para a preservação do regime democrático. Normalmente, originam-se da união de grupos parlamentares e comitês eleitorais, de forma permanente, em nome de uma ideologia político-administrativa. 3.1 Criação, Fusão, Incorporação e Extinção de Partidos Políticos A Constituição Federal de 1988 atribui importante destaque dos partidos políticos ao processo eleitoral, principalmente à liberdade de organização partidária. Vale ressaltar que não se trata de uma liberdade partidária absoluta, pois é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional (art. 1º, I, da CF/88), o regime democrático (Preâmbulo e art. 1º, único, da CF/88), o pluripartidarismo (art. 1º, V, da CF/88), os direitos fundamentais da pessoa humana (art. 5º CF/88) e observados os seguintes preceitos (art. 17 da CF/88): caráter nacional; proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; prestação de contas à Justiça Eleitoral; funcionamento parlamentar de acordo com a lei (Lei n /95 - Lei dos Partidos Políticos); vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar (art. 17, 4º, da CF/88).

27 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho Autonomia A Lei Maior assegura aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária (art. 17, 1º, da CF/88). Faz-se necessário assinalar que as normas de organização e funcionamento dos partidos políticos podem prever sanções, v.g., advertência, exclusão etc., mas em caso de infidelidade partidária (desrespeito às regras estatutárias, diretrizes, objetivos, dentre outros), não poderá haver a cassação dos direitos políticos, cujas hipóteses estão previstas no art. 15 da CF/ Fidelidade Partidária A questão da fidelidade partidária sempre foi polêmica, contudo o TSE reconheceu que os mandatos pertencem aos partidos políticos e o STF ratificou esta decisão em 2007, ao julgar os MS , e , prescrevendo que a fidelidade partidária é princípio constitucional e deve ser respeitado pelos candidatos eleitos. Portanto, aquele que mudar de partido (transferência de legenda) ou pedir cancelamento da filiação partidária, sem motivo justificado, perderá o cargo eletivo. Trata-se de uma mudança considerável de posicionamento do STF sobre esse assunto, pois, até outubro de 2007, a infidelidade partidária não deveria ter repercussão sobre o mandato parlamentar. A maior sanção que a associação política poderia impor ao filiado infiel era a exclusão dos seus quadros. Nessa linha, o partido político na hipótese supracitada pode requerer à Justiça Eleitoral a cassação do mandato do infiel e a imediata determinação de posse do suplente.

28 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 28 Conforme o Min. Gilmar Mendes, a fidelidade partidária condiciona o próprio funcionamento da democracia, ao impor normas de preservação de vínculos políticos e ideológicos dentre eleitores, eleitos e partidos, como foi definido no momento do sufrágio. O desrespeito à fidelidade partidária caracteriza uma clara violação da vontade do eleitor e um falseamento do modelo de representação popular pela via da democracia dos partidos (suprimiu-se o transfuguismo ou troca-troca partidário ). Por último, o processo de perda de cargo eletivo foi estabelecido na Resolução n /2007 do TSE, inclusive os motivos que se considera justa causa, conforme se segue: incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação pessoal. 3.4 Registro Partidário Os partidos políticos inicialmente adquirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, ao ser registrado no Cartório de Registro de Títulos de Documentos (registro civil das pessoas jurídicas), logo depois irão registrar (registro de natureza administrativa) seus estatutos no TSE (art. 17, 2º, da CF/88). Portanto, os partidos políticos são pessoas jurídicas de direto privado, à proporção que a sua constituição se dá segundo a lei civil (Lei de Registros Públicos Lei n /73). 3.5 Recursos do Fundo Partidário e Propaganda Eleitoral

29 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 29 Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário, além de acesso gratuito ao rádio e à televisão (direito de antena), na forma da lei (art. 17, 3º, da CF/88). Inclusive, essas associações políticas são beneficiadas pela imunidade tributária, segundo previsão do art. 150, VI, c, da CF/88: Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, cobrar tributos sobre o patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei. Cumpre assinalar que o objetivo do fundo partidário é viabilizar verbas para financiar as atividades dos partidos e ao TSE cabe a tarefa de distribuir tais recursos. Nesse rumo, a Constituição garante que qualquer partido político, grande ou pequeno, desde que habilitado pela Justiça Eleitoral, pode participar do pleito eleitoral, em igualdade de condições, ressalvadas o rateio dos recursos do fundo partidário e a utilização do horário gratuito de rádio e televisão (direito de antena), que ocorrem em conformidade à legislação ordinária. 3.6 Cláusula de Barreira e sua Inconstitucionalidade O STF declarou como inconstitucional os dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (Lei n /95) que instituíram a cláusula de barreira (ADIs 1351/DF e 1.354/DF). Faz-se necessário observar que a cláusula de barreira diz respeito aos dispositivos que restringia o direito ao funcionamento parlamentar, o acesso ao horário gratuito de rádio e televisão e a distribuição dos recursos do Fundo Partidário. Esses dispositivos da Lei n /95 procuravam condicionar o funcionamento parlamentar a determinado desempenho eleitoral, concedendo diferentes proporções de

30 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 30 participação no Fundo Partidário e de tempo disponível para a propaganda partidária (direito de antena), dessa forma afrontava os direitos dos partidos políticos minoritários. Assim, o STF no ano de 2006, por meio do voto do Min. Marco Aurélio, assinala que tais dispositivos impugnados violam o art. 1º, V, da CF/88 (fundamentos da República pluralismo político); o art. 17 da CF/88 que estabelece a livre criação, fusão dos partidos políticos; resguarda o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana; e o art. 58, 1º, da CF/88 assegura a representação proporcional nas Mesas do Congresso Nacional. Por último, o Min. Marco Aurélio arremata, ressaltando que, no Estado Democrático de Direito, a nenhuma maioria é dado tirar ou restringir os direitos e liberdades fundamentais da minoria, tais como a liberdade de se expressar, de se organizar, de denunciar, enfim de se fazer representar nas decisões que influem nos destinos da sociedade ou de participar plenamente da vida pública (ADIs 1351/DF e 1.354/DF). 3.7 Princípio da Anualidade Eleitoral Fim da Verticalização das Coligações Partidárias - EC n. 52/2006 O princípio da anualidade está consagrado no art. 16 da CF/88 que textualmente prescreve: a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. A grande controvérsia ocorreu porque o TSE decidiu aplicar a regra da verticalização das coligações partidárias (circunscrição federal em relação à estadual e distrital), tendo

31 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 31 como base o caráter nacional dos partidos políticos (art. 17, I, da CF/88). Ou seja, o TSE entendeu que, para as eleições gerais em 2002, os partidos políticos que ajustarem coligação para eleição de Presidente da República não poderão formar coligações, para eleição de governador, deputado, dentre outras, diversas da acordada à escolha do posto executivo máximo. Em nova consulta sobre o tema, desta feita objetivando as eleições presidenciais de 2006, o TSE reitera seu posicionamento no sentido de respeitar o princípio da verticalização. Porém, o Congresso Nacional age em sentido contrário e faz aprovar e publicar a EC n. 52/2006, nos seguintes termos: é assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária (art. 17, 1º, da CF/88). Vale observar que a EC n. 52/2006, em seu art. 2º, cometeu um erro ao determinar sua aplicação às eleições que ocorrerão no ano de Apesar deste erro crasso, entendemos que o objetivo dessa EC era abolir o princípio da verticalização para as eleições gerais de Conforme vaticina Alexandre de Moraes, a subtração implícita do art. 16 da CF em relação à EC n. 52/2006, permitindo que regras eleitorais sejam alteradas seis meses antes das eleições, com o afastamento do princípio da verticalização, atenta contra a segurança jurídica prevista no art. 5º, caput, da CF/88, além de violar uma cláusula pétrea (art. 60, 4º, IV, da CF/88), dessa forma o art. 2º da EC n. 52/2006 deve ser declarado inconstitucional.

32 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 32 Por fim, essa questão foi levada ao STF (ADI 3.685/2006, ajuizada pela OAB) que decidiu, utilizando-se da técnica de Interpretação Conforme a Constituição, no sentido de que o 1º do art. 17 da CF/88, com a redação dada pela EC n. 52 de 8 de março de 2006 (DOU de ), não se aplica às eleições de 2006, mas somente poderá ser aplicada às eleições que ocorram após um ano da data de sua vigência ( ). 3.8 Partidos Políticos e Organizações Paramilitares A Carta Magna de 1988 proíbe a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar (art. 17, 4º, da CF/88). Assim, é vedada a existência de grupos armados ou desarmados, fardados e até adestrados, para servirem a partidos políticos (art.5º, XVII, da CF/88). III CONCLUSÃO Questões Aplicadas no Exame de Ordem (OAB/RJ) e outros Concursos 1) (31º Exame de Ordem - RJ) A lei que alterar o processo eleitoral: a. Entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência; b. Entrará em vigor um ano após a sua promulgação; c. Entrará em vigor na data de sua publicação e se aplicando à eleição que

33 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 33 ocorra até um ano da data de sua vigência; d. Entrará em vigor noventa dias após a sua promulgação. 2) (28º Exame de Ordem - RJ)No ordenamento jurídico-constitucional pátrio, o plebiscito constitui consulta popular prévia sobre matéria política ou institucional, antes de sua formulação legislativa, enquanto o referendo constitui consulta posterior à aprovação de um projeto de lei ou de emenda constitucional, para ratificação ou rejeição, configurando um e outro instrumento de exercício da soberania popular. As noções conceituais de plebiscito e referendo aqui expendidas: A. Estão corretas, aduzindo-se que a convocação do plebiscito é de competência concorrente do Presidente da República e do Congresso Nacional; B. Estão corretas, aduzindo-se que a convocação do plebiscito é privativa do Presidente da República; C. Estão corretas, aduzindo-se que a autorização de referendo e a convocação de plebiscito são da competência exclusiva do Congresso Nacional; D. Estão invertidas no que se relaciona ao momento de sua ocorrência, pois o referendo antecede a deliberação parlamentar, e o plebiscito sucede. 3) (20º Exame de Ordem - RJ)Em tema de nacionalidade, direitos políticos e partidos políticos, é LÍCITO afirmar que: a. Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, ainda que por imposição de lei estrangeira concessiva de nacionalidade originária; b. Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, assim como os Prefeitos Municipais, não carecem de renunciar aos respectivos mandatos, em qualquer momento, a tempo de disputarem a eleição pretendida; c. São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos; d. Em sendo matéria de tratamento exclusivamente constitucional, a infidelidade e a indisciplina partidárias implicam na perda do mandato popular. 4) (2º Exame de Ordem - RJ) Assinale a opção correta: a. São brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira; b. São privativos de brasileiros natos os cargos de Deputado Federal, Senador, Ministro do Supremo Tribunal Federal e Oficial das Forças Armadas;

34 Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 34 c. O alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os estrangeiros e para os conscritos, durante o período de serviço militar obrigatório; d. São condições de elegibilidade, na forma da lei, a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral o domicílio eleitoral na circunscrição, a filiação partidária e a idade mínima estabelecida na Constituição. 5) (22º Exame de Ordem - RJ) Nomeie, dentre as hipóteses adiante, a opção válida: a. a decretação do estado de defesa, pelo Presidente da República, não poderá ultrapassar o limite de trinta dias, prazo improrrogável em qualquer circunstância; b. é permitido ao brasileiro naturalizado o exercício de mandato político federal, sendo-lhe facultado exercer, nessa condição, inclusive, o cargo de Presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; c. os partidos políticos, no Brasil, são pessoas jurídicas de direito privado, devem ter caráter nacional e desfrutam de imunidade tributária quanto ao patrimônio, rendas ou serviços; d. o Tribunal de Contas da União integra a estrutura organizacional do Poder Judiciário, possuindo os seus membros as mesmas garantias, prerrogativas e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça. 6) (12º Exame de Ordem - RJ) Assinale a alternativa correta: a. É livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, independentemente de qualificações profissionais que a lei vier a estabelecer; b. São privativos de brasileiros natos os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, de Deputado Federal, de Senador, de Ministro do Supremo Tribunal Federal, da carreira diplomática, de oficial das F orças Armadas e de Ministro de Estado da Defesa; c. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativo para os analfabetos, os maiores de setenta anos, os estrangeiros residentes do País, os conscritos, durante o período de serviço militar obrigatório, e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; d. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados, dentre outros preceitos, o caráter nacional e o funcionamento parlamentar de

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