Setembro de 2008 Estritamente Privado e Confidencial

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1 Banco Nossa Caixa S.A. Relatório de Avaliação Econômica Setembro de 2008 Estritamente Privado e Confidencial

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3 Índice Seções Sumário Executivo Escopo, Objetivo, Metodologia e Abordagem Visão Geral da Indústria e do Banco Nossa Caixa - Visão Geral da Indústria Bancária no Brasil - Visão Geral do Banco Nossa Caixa Avaliação do Banco Nossa Caixa - Descrição Operacional do Banco - Premissas da Administração - Cálculo da Taxa de Desconto - Resultados do Caso Base - Análises de Sensibilidade -Resultado das Operações Bancárias do Banco Nossa Caixa - Múltiplos de Transações e Empresas Comparáveis - Valor do Banco Nossa Caixa em Bolsa e Avaliações de Analistas de Mercado - Demonstrativos Financeiros Projetados Sensibilidades Página PricewaterhouseCoopers 3

4 Índice (cont.) Seções Considerações sobre ativos relacionados ao Estado de São Paulo Avaliação da Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência - O Mercado de Vida e Previdência - A Empresa - Premissas da Administração - Cálculo da Taxa de Desconto - Resultados do Cenário da Administração - Análises de Sensibilidade - Demonstrativos Financeiros Projetados Sensibilidades - Múltiplos de Transação e Empresas Comparáveis - Conclusão Conclusão Conglomerado Banco Nossa Caixa Sumário do Relatório de Due Diligence Limitações de Responsabilidade Glossário Página PricewaterhouseCoopers 4

5 Sumário Executivo PricewaterhouseCoopers 5

6 Sumário Executivo Sumário Executivo Antecedentes O Banco Nossa Caixa foi criado em 1951 como Caixa Econômica do Estado de São Paulo e atualmente é o terceiro maior banco público do País e o décimo-segundo na classificação geral em total de ativos. O Governo do Estado de São Paulo controla o Banco, detendo 71,25% de suas ações, estando os 28,75% restantes em poder do mercado, divididos em acionistas nacionais (54% do restante) e estrangeiros (46% do restante). Em 21 de maio de 2008 foi divulgado Fato Relevante comunicando proposta do Banco do Brasil, e aceite do Governo do Estado de São Paulo, no sentido de iniciar tratativas visando à incorporação do Banco Nossa Caixa S.A. pelo Banco do Brasil. PricewaterhouseCoopers 6

7 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Objetivo e Escopo Dentro deste contexto, nos foi solicitado o desenvolvimento de avaliação econômica do Banco Nossa Caixa, para subsidiar a Administração na definição do valor. A avaliação econômica compreende 100% do capital do Banco Nossa Caixa S.A., incluindo suas participações nas seguintes empresas: Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A. (participação de 49,00%); Nossa Caixa Capitalização (participação de 100,00%) Nossa Caixa Cartões (participação de 83,24%) Ressaltamos que a Administração do BNC disponibilizou projeções financeiras consolidadas do Banco e da Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A. Estas últimas foram elaboradas pela administração da MNC e disponibilizadas para análise em 30 de julho de Não tivemos acesso a determinados detalhes das premissas utilizadas pela Administração da MNC (e.g. nível de retenção, cancelamento, idade média da carteira, cálculo detalhado da margem de solvência), o que prejudicou nossa capacidade de análise do Plano de Negócios. Por outro lado, tivemos acesso à Administração da MNC para discutir, em entrevistas, as principais dúvidas em relação ao documento Plano de Negócios atualização PricewaterhouseCoopers 7

8 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Data-base A data base determinada para o trabalho é 31 de dezembro de 2007 e foram portanto utilizadas projeções a partir de 1 o de janeiro de 2008, que refletem a melhor expectativa quanto ao desempenho esperado dos negócios. Metodologia Na metodologia de fluxos de caixa descontados, os valores de avaliação de 100% do capital do Banco foram obtidos utilizando-se o método de rentabilidade futura, com base nos fluxos de caixa para os acionistas descontados para a data base. Este método consiste em estabelecer um conjunto de premissas operacionais que são utilizadas para calcular os resultados futuros da operação por um determinado período, de modo a obter o valor dos fluxos de caixa futuros esperados. O valor da operação é então igual à soma dos valores presentes dos fluxos de caixa previstos (após Imposto de Renda e Contribuição Social). Os fluxos são obtidos mediante uma projeção de resultados operacionais, levando-se também em consideração os investimentos necessários em capital de giro, patrimônio líquido mínimo regulatório e em ativo permanente. Em outras palavras, esses fluxos são uma retirada (eventualmente fictícia) de dividendos, até o máximo permitido pelo equilíbrio financeiro do negócio. O valor presente é calculado a partir de uma taxa de desconto que remunere adequadamente o capital de um investidor, tendo em conta os riscos específicos do negócio. PricewaterhouseCoopers 8

9 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) O esquema abaixo demonstra a estrutura desta metodologia de uma forma simplificada: Perspectivas da Administração e de Mercado Análise Estratégica e de Mercado Resultados Históricos Premissas de Projeção Demonstrações de Resultados Balanços Patrimoniais Fatores Macroeconômicos Endividamento Fluxos de Caixa Projetados Taxa de Desconto Múltiplos em bolsa de valores Valor Valor da dainstiuição Instituição Empresa Transações comparáveis PricewaterhouseCoopers 9

10 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Abordagem Nossos trabalhos de avaliação foram desenvolvidos para a data base de 31 de dezembro de 2007 e incluíram: apreciação das demonstrações financeiras e dados gerenciais históricos relativos aos anos de 2006 e 2007; entrevistas com executivos do Banco; exame de informes de mercado, publicados ou disponíveis, a respeito dos setores de atuação dos diversos negócios; análise das projeções de resultados preparadas pela Administração; processamento das projeções em nosso modelo de avaliação; identificação, análise e discussão dos principais riscos decorrentes das premissas adotadas; análise dos resultados obtidos e desenvolvimento de estudos de sensibilidade julgados necessários; pesquisa e análise de múltiplos de bolsas de valores e de transações comparáveis em termos de avaliação; apresentação e discussão com a administração do Banco do Brasil dos resultados preliminares; apresentação de relatório de avaliação, com nossas conclusões, principais premissas e análises de sensibilidade. PricewaterhouseCoopers 10

11 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Premissas da Administração A avaliação do Conglomerado Banco Nossa Caixa foi baseada em projeções e premissas elaboradas pela Administração do BNC e da MNC. Estas premissas estão detalhadas neste relatório e representam a melhor estimativa da Administração quanto aos resultados futuros do Conglomerado Banco Nossa Caixa. As projeções da Administração resultaram nos Cenários-Base de avaliação para o BNC e a MNC. Tanto as projeções quanto a taxa de desconto utilizadas são em moeda nominal, ou seja, incluem a expectativa de inflação. As premissas da Administração foram analisadas quanto à sua razoabilidade, com base no desempenho histórico do negócio, iniciativas em andamento e análises de mercado citadas no relatório. Na realização de variáveis-chave foram desenvolvidas análises de sensibilidade que julgamos apropriadas para subsidiar as conclusões apresentadas neste relatório. As principais premissas da Administração do Banco Nossa Caixa são detalhadas abaixo: Forte crescimento da carteira de crédito nos segmentos PF e PJ, principalmente entre 2008 e Tal crescimento implica em ligeiro ganho de market share de 0,2 ponto percentual em 2008 e estabilidade de market share entre 2009 e 2017, na premissa de que a relação crédito / PIB atinja 57% em 2017; Despesa de PDD sobre a Carteira de Crédito média aumentando em 0,7 ponto percentual entre 2007 e 2017; Receitas de Prestação de Serviços crescendo mais que as Despesas Administrativas, sendo que a relação RPS/Despesas Administrativas aumenta de 43% em 2007 para 90% em 2017; PricewaterhouseCoopers 11

12 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Premissas da Administração (cont.) Não há previsão de custos de renovação da FOPAG ou do convênio com o TJ-SP, tampouco perda de receita após o vencimento dos mesmos; A distribuição de caixa para os acionistas é em média de 40% do lucro líquido do exercício, fazendo com que o Índice da Basiléia se mantenha acima do limite mínimo de 11% em todo o período; O spread da carteira de crédito, líquido de PDD, se reduz de 15,9% em 2007 para 8,1% em 2017; O Índice de Eficiência melhora, passando de 63,6% em 2007 para 50,3% em No caso da Mapfre Nossa Caixa, a Administração projetou crescimento significativo das operações, mediante aumento da penetração de produtos existentes e a serem lançados na carteira de clientes da Nossa Caixa. A Administração projeta crescimento de prêmios emitidos de R$ 452 milhões em 2008 para R$ milhões em 2018 (CAGR de 20,2%), com preponderância para Vida e Previdência; A Administração não contempla eventual redução do número de clientes do Banco pelo término do acordo de Folha de Pagamento com o Estado de São Paulo em 2012, nem tampouco pela portabilidade de contas. PricewaterhouseCoopers 12

13 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Análises de Sensibilidade: Operações Bancárias Visando analisar o impacto de variáveis chave no valor econômico do Banco, foram desenvolvidas análises de sensibilidade a partir do Caso Base, incorporando as seguintes alterações: Inclusão de custos para a renovação dos contratos com TJ-SP e FOPAG (pagamento de 50% do benefício anual) Limitação do índice RPS sobre despesas administrativas a 75% - Na projeção original atinge 90% em 2017 Manutenção de PL equivalente a 11% dos ativos ponderados projetados para o exercício imediatamente posterior, distribuindo-se o excedente aos acionistas - Na projeção original o PL representa em média 18% dos ativos ponderados do ano. Despesa de PDD como percentual da carteira de crédito reduzindo em 40 bps entre 2008 e Na projeção original a PDD aumenta 50 bps no período Suavização do crescimento da carteira de crédito em 2008 para 35% e redução do CAGR para 16% em todo o período das projeções - Na projeção original o CAGR é de 16,5% e o crescimento em 2008 é de 52% Ajuste do spread da carteira imobiliária e de crédito pessoal, de forma que o spread líquido da carteira consolidada se reduza de forma mais gradual e em 2017 atinja 8,6% a.a. - Na projeção original o spread atinge 8,1% em 2017 Investimentos para manutenção do ativo permanente do Banco no mesmo nível de 2008 em termos reais - Na projeção original o ativo permanente é reduzido pela metade em termos nominais entre 2008 e PricewaterhouseCoopers 13

14 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Análises de Sensibilidade: Mapfre Nossa Caixa Visando analisar o impacto de variáveis chave no valor econômico da Mapfre Nossa Caixa foram desenvolvidas sensibilidades a partir do Cenário da Administração, conforme descrito abaixo: Sensibilidade 1: A partir do Cenário da Administração, foram efetuados os seguintes ajustes: - Penetração: o percentual de penetração foi reduzido para 50% do estimado pela Administração para todos os produtos, mas mantendo o percentual efetivo de 2008 se este for maior; - Margem de solvência: adotou-se 24% sobre os prêmios de seguros de risco e 2% das contribuições de previdência para determinar o capital mínimo, ajustando eventual excesso ou insuficiência no fluxo de caixa; - Sinistralidade: ajustada gradualmente para seguro Prestamista de acordo com a expectativa de mercado (fonte: Fenaseg); - Taxa de Administração: reduzida gradualmente de 25% para 20% da taxa SELIC em 2010; e - Taxa de Carregamento: também reduzida gradualmente de 2,5% para 1,5% das Contribuições em Sensibilidade 2: Foram aplicados limitadores na penetração de certos produtos, conforme demonstrado abaixo e mantendo-se os demais itens (margem de solvência, sinistralidade, taxa de administração e taxa de carregamento) conforme a Sensibilidade 1: - 54,5% para o Crédito Pessoal Prestamista; - 7,5% para o Cheque especial e o PJ Prestamista; - 5,5% - Nossa Vida; e - 13,8% - Nossa Vida Servidor Público. PricewaterhouseCoopers 14

15 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Resultados e Conclusões Os resultados derivados das metodologias de fluxo de caixa descontados (Cenário Base e Sensibilidades), múltiplos, comparativos e valor de mercado em Bolsa situam-se entre R$ milhões e R$ milhões. Após análise dos resultados obtidos, considerando os valores do Caso Base e Sensibilidades, concluímos que o valor econômico do Banco Nossa Caixa, na data-base de 31 de dezembro de 2007, em reais correntes, situa-se entre R$ 5.093,2 milhões e R$ 5.770,2 milhões. Neste intervalo entendemos que o valor médio de avaliação de R$ 5.431,7 milhões representa adequadamente o valor econômico financeiro do Banco Nossa Caixa na data base. Este valor é equivalente a R$ 50,7466 por ação, considerando que o Banco possui ações emitidas em 31 de dezembro de PricewaterhouseCoopers 15

16 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Comentários adicionais: Em conjunto com o trabalho de avaliação econômico-financeira do Banco Nossa Caixa, foram realizados procedimentos de revisão due diligence contábil, legal, previdenciário, tributário, cível e trabalhista, cujas conclusões encontram-se detalhadas no relatório emitido pela PricewaterhouseCoopers International Services Ltda. Os resultados descritos na página anterior não incorporam o resultado deste trabalho de due diligence. Os ajustes líquidos na data-base 31 de dezembro de 2007 detalhados no trabalho de due diligence, que têm impacto direto em nossas conclusões sobre o valor de avaliação do Grupo Banco Nossa Caixa, têm efeito combinado de redução de R$ milhões no resultado da avaliação. O valor médio da avaliação seria reduzido a R$ 4.278,7 milhões, equivalente a R$ 39,9745 por ação se os ajustes sugeridos fossem incorporados ao Balanço Patrimonial de abertura. Os resultados incluem os fluxos de caixa associados à prestação de serviços ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e ao Governo do Estado de São Paulo, discutidos na seção Considerações sobre ativos relacionados ao Estado de São Paulo. Recomendamos a leitura integral do referido relatório para melhor entendimento dos efeitos de suas recomendações e conclusões sobre os resultados do Banco Nossa Caixa. PricewaterhouseCoopers 16

17 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Limitações de Responsabilidade: Nossa avaliação é apenas um dos diversos fatores a serem considerados para se chegar ao valor de uma instituição, determinável basicamente por meio de negociação de livre iniciativa entre as partes interessadas, em um mercado livre e aberto, onde nenhuma das partes tenha motivos especiais para comprar ou para vender e ambas tenham bom conhecimento dos fatos relevantes. Ao elaborarmos a avaliação, utilizamos informações e dados históricos e projetados, auditados e não auditados, fornecidos por escrito ou verbalmente pela Administração do Banco e de suas investidas ou obtidos das fontes expressamente mencionadas. Como toda previsão é subjetiva e depende de julgamentos individuais, estando sujeita a incertezas, não apresentamos as previsões como resultados específicos a serem atingidos. Nossa avaliação compreendeu 100% do capital do Banco Nossa Caixa, incluindo suas participações em empresas controladas e na Mapfre Nossa Caixa e, portanto, não foi considerado em nosso trabalho qualquer desconto que poderia ser aplicável a participações minoritárias. Igualmente, não foi aplicado qualquer desconto em razão de eventual falta de liquidez das ações das empresas, ou mesmo prêmios de controle. Nossos trabalhos de avaliação econômico-financeira do Banco Nossa Caixa não levaram em consideração quaisquer tipos de contingências, insuficiências ou superveniências ativas ou passivas, que não nos tenham sido formalmente divulgadas ou que não estejam registradas na posição patrimonial da data base do trabalho, definida pela Administração, exceto aqueles descritos na seção Conclusão Conglomerado Banco Nossa Caixa. Conseqüentemente, nossa conclusão não considera o seu efeito, se houver, sobre os resultados futuros e sobre o valor de avaliação do Banco. PricewaterhouseCoopers 17

18 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Nosso trabalho foi desenvolvido visando o objetivo descrito na seção Escopo e Objetivo. Portanto, (i) nosso trabalho (incluindo análises, resultados, conclusões, relatórios e qualquer outra informação) não deverá ser utilizado para outras finalidades que não a citada, e (ii) nossos relatórios não deverão ser publicados, circulados, reproduzidos, ou divulgados a terceiros sem nossa aprovação prévia, por escrito, em cada caso, que poderá ou não ser concedida ou ainda poderá ser concedida observando determinadas condições. No caso de concedermos permissão de acesso ao nosso relatório a um terceiro, este acesso estará sujeito a que (i) este terceiro assine um documento isentando a PwC de responsabilidade em relação ao trabalho e ao nosso relatório (sendo os termos deste documento determinados exclusivamente pela PwC), e (ii) o relatório final seja apresentado na íntegra. Em nosso trabalho descrevemos os principais aspectos que chegaram ao nosso conhecimento através da Administração ou de outras fontes mencionadas. Nosso relatório não deve ser utilizado para qualquer outro fim que não o da análise interna da potencial transação. Nosso relatório, seja em forma de minuta ou final, ou parte dele (incluindo nossos comentários verbais), não deve ser associado às demonstrações financeiras do Banco, nem comunicado ou distribuído a terceiros que não sejam membros da Administração ou seus assessores jurídicos, nem referido ou citado, integralmente ou em parte, em qualquer prospecto, publicação, informação financeira, demonstração financeira, documento de registro ou oferta pública, contratos de empréstimo ou qualquer outro contrato ou documento, sem a nossa expressa aprovação prévia por escrito. Durante a realização dos nossos trabalhos, fomos solicitados a fazer comentários verbais e/ou fornecer minutas de: relatórios escritos, apresentações, cartas, cópias impressas ou em disco magnético de papéis de trabalho e planilhas eletrônicas. Como essas informações e documentos representaram trabalho em andamento e não o nosso relatório final, nós não assumimos qualquer responsabilidade com relação ao caráter definitivo dessas informações preliminares. Os resultados finais dos nossos trabalhos estão contidos apenas na versão final do relatório. PricewaterhouseCoopers 18

19 Sumário Executivo Sumário Executivo (cont.) Não nos responsabilizaremos pela atualização de nosso relatório em função de eventos ou circunstâncias ocorridas após a data de emissão do mesmo. Não assumiremos qualquer responsabilidade por perdas ocasionadas ao Banco do Brasil, ao Banco Nossa Caixa, a seus acionistas, diretores ou a outras partes, como conseqüência da nossa utilização dos dados e informações fornecidas pela instituição ou empresas do Grupo, assim como da publicação, divulgação, reprodução ou utilização de nosso relatório de forma contrária ou sem observância das ressalvas dos parágrafos anteriores. Em nenhuma circunstância a PwC, seus sócios, prepostos e funcionários serão responsáveis por indenizar qualquer parte direta ou indiretamente prejudicada pelos serviços a serem por nós prestados, exceto na remota hipótese em que os eventuais prejuízos forem causados por conduta antiética ou fraudulenta por parte da PwC e diretamente relacionados com os serviços prestados. Em nenhuma circunstância, a PwC será responsável por valores que excedam o valor dos honorários efetivamente recebidos ao longo deste trabalho. PricewaterhouseCoopers 19

20 Escopo, Objetivo, Metodologia e Abordagem PricewaterhouseCoopers 20

21 Escopo, Objetivo, Metodologia e Abordagem Escopo, Objetivo, Metodologia e Abordagem Escopo Avaliação econômico-financeira de 100% do capital do Banco Nossa Caixa S.A., incluindo suas participações nas seguintes empresas: Objetivo Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A. (participação de 49,00%); Nossa Caixa Capitalização (participação de 100,00%) Nossa Caixa Cartões (participação de 83,24%) Definição do valor econômico do Conglomerado Banco Nossa Caixa para subsidiar a Administração na definição do valor que será utilizado para o atendimento da legislação que regula o processo de incorporação. Metodologia Avaliação por rentabilidade futura, baseada em fluxos de caixa distribuído aos acionistas, descontados a valor presente, avaliação por múltiplos de empresas comparáveis e pelo valor da ação BNCA3 na Bolsa de Valores. PricewaterhouseCoopers 21

22 Escopo, Objetivo, Metodologia e Abordagem Escopo, Objetivo, Metodologia e Abordagem (cont.) Abordagem Data-base da avaliação: 31 de dezembro de Dados históricos (gerenciais e contábeis) e dados projetados em Reais correntes. Projeções baseadas em premissas da Administração para os anos de 2008 a Após 2017, foi projetado crescimento nominal do fluxo de caixa para os acionistas de 6,3% por período indeterminado. As projeções financeiras do Banco Nossa Caixa foram preparadas pela Diretoria de Controladoria do Banco O histórico e as projeções do Balanço e Resultado do Banco utilizados na avaliação do Banco foram preparadas em formato gerencial. Para a avaliação foram retirados do balanço de partida os valores referentes a itens não operacionais e investimentos em empresas que não estejam refletidos nas projeções financeiras. Os valores relativos aos itens não operacionais e às empresas avaliadas separadamente foram somados posteriormente ao valor presente das atividades operacionais do Banco. As projeções financeiras da Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A. foram elaboradas pela administração da MNC e disponibilizadas para análise em 30 de julho de 2008, em formato gerencial. PricewaterhouseCoopers 22

23 Visão geral da Indústria Bancária e do Banco Nossa Caixa PricewaterhouseCoopers 23

24 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil PricewaterhouseCoopers 24

25 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Visão geral do setor bancário brasileiro A reorganização do setor bancário ocorrida com maior ênfase durante a década de 90, aliada à estabilidade macroeconômica ocorrida após o Plano Real, levaram à criação de um setor bancário sólido no Brasil. A regulação e fiscalização do Banco Central, junto a políticas de crédito seletivas dos bancos, também contribuíram para a formação de um sistema bancário bem estruturado. Nos últimos anos, os bancos têm se beneficiado de um ambiente econômico favorável e mostraram crescimento considerável de suas carteiras de crédito. Alguns dos fatores que contribuíram para isso foram: crescimento econômico sustentado; redução das taxas de juros; expansão do acesso da população de baixa renda aos serviços bancários; aumento nos níveis de renda e emprego; crescimento da receita de serviços dos bancos; e crescimento do crédito consignado, principalmente junto a funcionários do setor público e aposentados. PricewaterhouseCoopers 25

26 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Visão geral do setor bancário brasileiro (cont.) Em dezembro de 2007, o Brasil contava com 159 bancos, sendo a maioria (51%) de bancos privados nacionais, seguido pelos bancos sob controle estrangeiro (35%). Observa-se que, apesar de seu reduzido número, os bancos públicos detém 58% dos ativos e do patrimônio líquido do setor: 35% Quantidade de bancos 8% 18% Ativos totais médios 10% 18% Patrimônio líquido médio 10% 6% 51% 14% 58% 14% 58% Bancos Públicos Nacionais e Caixa Econômica Federal Bancos Privados Nacionais Bancos c/ Partic. Estrangeira Bancos c/ Controle Estrangeiro Fonte: Sisbacen Bancos Públicos Nacionais e Caixa Econômica Federal Bancos Privados Nacionais Bancos c/ Partic. Estrangeira Bancos c/ Controle Estrangeiro Fonte: Sisbacen Bancos Públicos Nacionais e Caixa Econômica Federal Bancos Privados Nacionais Bancos c/ Partic. Estrangeira Bancos c/ Controle Estrangeiro Fonte: Sisbacen PricewaterhouseCoopers 26

27 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Visão geral do setor bancário brasileiro (cont.) Em dezembro de 2007, o setor bancário brasileiro registrava agências, postos tradicionais, postos eletrônicos e correspondentes não bancários, totalizando dependências. Os tradicionais canais dos bancos permaneceram praticamente estáveis nestes últimos oito anos. O que vem possibilitando a expansão de suas redes de atendimento são os caixas eletrônicos instalados em locais de grande circulação de público, e o bem sucedido canal representado pelos correspondentes não bancários, que em 2007 apresentou expressivo crescimento de 15,5%. Hoje essas formas de acesso a seus clientes representam mais de 80% das dependências físicas disponibilizadas pelos bancos. Dependências no Brasil ; 12% ; 7% ; 57% ; 24% Fonte: Febraban Agências Postos eletrônicos Postos tradicionais Correspondentes PricewaterhouseCoopers 27

28 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Visão geral do setor bancário brasileiro (cont.) Entre 2006 e 2007, o número de contas correntes nos bancos brasileiros cresceu 9,3% e alcançou 112,1 milhões. O número de contas correntes, movimentadas ou não, está em crescimento contínuo desde 2002, o que indica o aumento da bancarização da população do Brasil, conforme demonstrado abaixo: Número de contas-correntes (milhões) Contas-correntes Movimentadas Não movimentadas Evolução anual % Contas-correntes 8,1% 12,5% 3,7% 5,4% 7,9% 9,3% Movimentadas 4,1% 10,2% 9,0% 5,4% 4,5% 4,7% Não m ovim entadas 20,7% 18,5% -9,0% 5,6% 17,5% 21,1% CAGR % Contas-correntes 7,8% Movimentadas 6,3% Não movimentadas 11,8% Fonte: Febraban PricewaterhouseCoopers 28

29 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Visão geral do setor bancário brasileiro (cont.) Conforme divulgado pelo Banco Central, em 2007 as receitas de intermediação financeira cresceram 11,3% em relação a 2006, com destaque para as receitas com operações de câmbio (+18,9%) e de crédito e arrendamento mercantil (+17,4%), tornando as instituições menos dependentes dos resultados de operações com títulos públicos. A evolução do setor bancário tem decorrido do aumento do crédito, fruto da estratégia de ampliação destas operações para compensar os efeitos da queda das taxas de juros. Fonte: Banco Central e relatório setorial Lafis PricewaterhouseCoopers 29

30 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Participação de mercado dos conglomerados financeiros De acordo com o BACEN, em dezembro de 2007 o Banco Nossa Caixa era o décimo segundo maior conglomerado financeiro do País em ativos totais, com 1,9% de market share. Observa-se que os principais conglomerados financeiros apresentam relativa folga em seus Índices da Basiléia, o que confirma a solidez do sistema financeiro brasileiro. Os índices de Imobilização e Basiléia do Banco Nossa Caixa são ligeiramente superiores aos da mediana dos 12 maiores. A relação ativo total/número de funcionários do Banco Nossa Caixa é inferior à mediana dos 12 maiores, superando apenas o HSBC e a CEF. em R$ milhões Conglomerados Financeiros* Ativo Total Patrimônio Líquido Lucro Líquido * Considera apenas as instituições financeiras que fazem parte dos conglomerados. Depósito Total Nº de Func. Nº de Agências Market Share Índices Basiléia Imobilização Ativo/Func. Ativos PL 1 BB ,58% 13,17% 3,30 14,0% 9,7% 2 ITAU ,74% 23,80% 4,67 11,3% 12,4% 3 BRADESCO ,65% 45,81% 3,84 11,1% 12,3% 4 CEF ,88% 12,86% 2,34 9,8% 4,2% 5 ABN AMRO ,46% 13,88% 4,65 6,2% 4,9% 6 UNIBANCO ,72% 34,57% 5,46 5,8% 4,8% 7 SANTANDER ,24% 12,18% 5,16 4,5% 3,7% 8 HSBC ,40% 26,12% 2,66 2,8% 2,0% 9 SAFRA ,58% 14,83% 11,87 2,6% 1,7% 10 VOTORANTIM ,18% 1,18% 73,89 2,6% 2,4% 11 CITIBANK ,52% 15,04% 9,29 2,2% 1,9% 12 NOSSA CAIXA (82) ,75% 16,79% 2,86 1,9% 1,1% Total 12 maiores ,7% 61,1% Mediana 15,0% 14,9% 4,66 5,2% 4,0% % Partic dos 12 maiores 74,7% 61,1% 61,2% 82,5% Total Fonte: Sisbacen valores referentes ao período (Jul/07 a Dez/07) PricewaterhouseCoopers 30

31 Visão geral da Indústria Bancária no Brasil Indicadores de desempenho Segundo dados do Banco Central, no 2 o semestre de 2007 o Banco Nossa Caixa foi o nono maior conglomerado em resultado bruto de intermediação financeira. A cobertura de despesas pelo resultado bruto da intermediação financeira no Banco Nossa Caixa é inferior à média dos 12 maiores, superior apenas à CEF. Destaca-se também a baixa proporção de RPS em relação aos demais bancos do grupo. A cobertura de despesas administrativas com receitas de prestação de serviços no Banco Nossa Caixa é de 36%, a menor do grupo e 19 pontos percentuais abaixo da mediana. em R$ milhões Conglomerados Financeiros* Resultado Bruto Intermed. Financeira (a) Receitas de Prestação de Serviços (b) Despesas de Pessoal (c) Outras Despesas Administ. (d) * Considera apenas as instituições financeiras que fazem parte dos conglomerados. Despesas Tributárias (e) Result. de Part. em Coligadas e Controladas (f) Outras Receitas Oper. (g) Outras Despesas Oper. (h) Resultado Operacional (a+b+c+d+e+ (a)/(c+d+ f+g+h) e+g+h) 1 BB (4.792) (3.624) (1.050) (2.565) ,5% 52,5% 60,5% 2 BRADESCO (3.148) (3.133) (875) (3.410) ,4% 42,7% 58,1% 3 ITAU (2.392) (3.481) (1.109) (3.542) ,1% 61,0% 78,1% 4 ABN AMRO (1.567) (2.370) (641) (169) (1.817) ,4% 37,6% 44,7% 5 UNIBANCO (1.005) (1.763) (211) (2.513) ,3% 35,8% 55,1% 6 CEF (3.798) (2.455) (610) (2.493) (242) 46,5% 48,6% 56,2% 7 SANTANDER (1.072) (1.487) (418) (2.764) ,9% 43,4% 74,3% 8 HSBC (942) (1.587) (281) (451) ,3% 43,3% 48,4% 9 NOSSA CAIXA (686) (593) (143) 0 83 (674) (77) 73,1% 23,0% 36,3% 10 VOTORANTIM (175) (355) (137) (711) ,6% 35,6% 72,8% 11 CITIBANK (418) (732) (145) (414) ,0% 40,3% 53,7% 12 SAFRA (357) (327) (62) (30) 812 (325) ,7% 112,7% 42,8% Total 12 maiores (20.353) (21.908) (5.682) (21.679) ,0% 46,3% 59,2% Mediana 82,4% 43,0% 55,6% % Partic dos 12 maiores 74,2% 80,5% 82,6% 75,7% 78,0% 68,7% 65,6% 78,7% 59,9% Total (24.639) (28.955) (7.288) (27.555) Fonte: Sisbacen valores referentes ao período (Jul/07 a Dez/07) PricewaterhouseCoopers 31 (b)/(c+d +e+g+h) (b)/(c+d)

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