USO DA TERRA E COBERTURA VEGETAL NA BACIA HIDROGRÁFICA DO XIDARINI NO MUNICÍPIO DE TEFÉ-AM.

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1 USO DA TERRA E COBERTURA VEGETAL NA BACIA HIDROGRÁFICA DO XIDARINI NO MUNICÍPIO DE TEFÉ-AM. Selma Coelho de Carvalho- Discente do curso de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas - CEST. Bolsista do Programa de Apoio à Iniciação Cientifica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (PAIC-FAPEAM). Grupo de Pesquisa Geotecnologias e análise da Paisagem João Cândido André da Silva Neto - Professor Adjunto do curso de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas CEST. Grupo de Pesquisa Geotecnologias e análise da Paisagem Natacha Cíntia Regina Aleixo - Professora Adjunta do curso de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas CEST. Grupo de Pesquisa Geotecnologias e análise da Paisagem INTRODUÇÃO A bacia hidrográfica do igarapé do Xidarini representa uma paisagem na qual apresenta preocupações acerca dos impactos ambientais ocasionados pela atual forma como ocorre o uso e ocupação do solo, são aspectos importantes na gestão da baciahidrográfica do Xidarini como vistas ao bem estar de todos, à preservação do meio em que vivemos. Desse modo, atualmente o processo de apropriação da natureza na área da bacia do Xidarini como nas adjacências da cidade de Tefé, está passando por um processo de transformação, no qual esta havendo o desmatamento para abertura de estradas, exploração de madeira e aumento das áreas de pastagem. Os problemas ambientais oriundos do processo de transformação da natureza estão associados à criação de gado e utilização de madeira para abastecimentos de fornos, além de sua comercialização para produção de móveis com isto acaba afetando a as dinâmicas ambientais das áreas que passam por esse processo. Nesse sentido, a partir das técnicas de sensoriamento remoto como a interpretação das imagens pelo satélite é possível identificar essas áreas cobertas por matas secundárias onde o homem já modificou, pois está associada à pastagem (criação de gado ou até mesmo para o cultivo de plantas). Esses tipos de identificação permite estudar, calcular a área que se foi desmatada, para a ocupação de produção agrícola.

2 Com relação ao rio muitos tefeenses tem dificuldade nesse período de cheia e seca do rio, pois para alguns se torna um meio de trabalho para outros um pesadelo pois muitas casas vão parar no fundo do rio perdendo seus pertences como eletrodomésticos enfim, alguns passa por situação piores como vitima de afogamento isso é comum principalmente de criança, há lixos próximos a encosta do rio, que é um dos grandes problemas encontrados nesse periodo pois há lixo em toda parte do rio sendo que a própria população é a causadora desse desastre ambiental. Nesse contexto podemos identificar essas áreas que foram afetadas através do sensor remoto que nos auxiliar a interpretar as áreas de florestas, rios, solos expostos, e desmatamento. O monitoramento sobre essas áreas rurais nos mostra a mudanças que ocorreu durante diferentes períodos de construção e reconstrução desse espaço, pois com a substituição das matas, se houveram outros tipos de impactos como o aumento da temperatura e a destruição de solo por conta de não ter cobertura vegetal para proteger o solo. Desse modo, a transformação na natureza provocada pelo homem é passível de ser registrada em mapas,possibilitando ainda uma análise em perspectiva temporal que levou às modificações da natureza. É possível identificar em imagem de satélite os espaços formados pelas cidades que formam as áreas urbanas seus limites e até localização de sítios urbanos que logo serão cidades esses sítios tornam-se expansão de uma cidade. Os processos de uso da terra na bacia hidrográfica do igarapé Xidarini, estão condicionadosao dinamismodecorrente da cheia ou da seca(que acontece de seis em seis meses), no qual é possível detectar as áreas mais afetadas por esse fenômeno. Ao analisar essas áreas através do sensoriamento remoto, é possívelmapear o uso da terra na bacia hidrográfica do Xidarini,enfatizando o uso inadequado daterrae suas possíveis consequências como intensificação dos processos erosivos e suas possíveis consequências como movimentos de massa, riscos de desmoronamentos, assoreamento e contaminação dos cursos d água.

3 Para a confecção desse artigo, analisou-se a bacia hidrográfica do Xidarini que se localiza-se no município de Tefé, no Estado do Amazonas, no qual sua área de abrangência compreende parte da área da urbana do município. Segundo Ross (2006) a área estudada apresenta duas unidades geomorfológicas: a Planície do rio Amazonas, caracterizados por apresentar relevo plano, litologias caracterizadas por aluviões e areias argilas e solos, Gleissolos, e Neossolos Flúvicos; e a Depressão da Amazônia Ocidental, caracterizada por colinas amplas de topos planos, planícies fluviais, litologias caracterizadas por arenitos finos, e Argissolos vermelho-amarelados e Planossolos Háplicos. O presente estudo abordará a bacia hidrográfica do Xidarini do município de Tefé como objeto de estudo, no qual está localizado na região do Médio Solimões, no Estado do Amazonas, tem sua localização compreendida entre as coordenadas W e W de longitude e 3 28 Se 3 22 S de latitude. Solimões AM. Figura 1: localização da bacia hidrográfica do Igarapé Xidarini Médio

4 A escolha da bacia hidrográfica do Igarapé Xidarini justifica-se pela importância que tem para a região. Nesse sentido optou-se pelo levantamento do uso e ocupação do solo com ênfase na cobertura de vegetação nativa. OBJETIVOS O presente estudo objetivou mapear de uso da terra e cobertura vegetal, para analisar as áreas determinando as que estão passando por um processo de intensificação de uso da terra gerando, assim os diversos tipos de impactos negativos no ambiente. METODOLOGIA O mapeamento do uso da terra e cobertura vegetal da bacia hidrográfica do Igarapé Xidarini foi realizado por meio do processamento de imagem de satélite, obtida pelo sensor CBERS 2B. As etapas dos procedimentos metodológicos foram os seguintes: analises das três bandas (2, 3 e 4), cada uma das bandas analisamos as áreasque foram classificadas em ambiente de SIG, utilizando-se o aplicativo Spring, no qual classificou-se as áreas de desmatamento, floresta, corpos d águas e solos expostos. Primeiramente, delimitou-se a área de estudoa partir de dados SRTM e com auxílio de Sistema de Informações Geográficas (SIG), direcionados a garantir a aquisição, o processamento, as inter-relações e a visualização das informações processadas (Figura 2).

5 Figura 2: delimitação da área de estudo utilizando dados SRTM. A utilização de softwares gratuitos, como o aplicativo Spring, é destacada como uma ferramenta que possibilita a elaboração de mapas, como de uso da terra e cobertura vegetal, que permite uma maior agilidade no processamento de dados. A partir da criação de banco de dados em ambiente de SIG,com o programa Spring através das técnicas de geoprocessamento, elaborou-se a classificação da imagem de satélite CBERS B2, no qual foi empregado um classificador com supervisãobhattacharya é classificador que permite ter a interação com o usuário na construção do mapa. Este classificador mede a distância média entre as distribuições de probabilidades de classes espectrais. As cores são ideais para estudar um problema dado pelo pixel nas cores que são os canais passados pelo satélite. São B-azul, G-verde, R- vermelho, dosatélite CBERS-2b. A partir de dados de imagens de satélite foram classificadas diferentes tipos de cobertura vegetal e de uso da terra (figura3).

6 Figura3: procedimentos metodológicos para analise da bacia hidrográfica se deu da seguinte forma. Após a delimitação da bacia hidrográfica do Igarapé Xidarinidelimitou-se sua rede de drenagem, em seguidainiciou-se o processo de classificação da imagem de satélite, no qual consistiu composição colorida da imagem, seguida pelo processo de segmentação da imagem de satélite por regiões. Após o processo de segmentação se deu o treinamento para classificação da imagem, no qual se classificou as áreas de acordo com a identificação de cada classe estabelecida na análise, no caso do presente trabalho em floresta, desmatamento, solos exposto e corpos d água. Utitlizou-se na classificaçao da imagem o classificadorbhattacharya, onde consiste em dar o resultado 99,9 % do resultado coletado pelo usuario com isso permitiu verificar através da analise da amostra se esta cem porcento certo de acordo com cada área analisada. Portanto, através desse processo aos poucos os dados brutos, são processadas gerando as informações necessárias resultando no mapa, logo após da sua interpretação. Na classe floresta foram classificadas todos os remanescentes de vegetação nativa. Para desmatamento foi classificado como preparo de plantio, retirada de madeira e pastagem muitas vezes esse processo ocorre de modo inadequado como, por exemplo,as queimadas. Já o solo exposto é considerada todas as áreas que estão sendo

7 manejadas ou preparadas para a agricultura, ou ainda desprovidas de vegetação, pois algumas já estão sendo ocupada pelo homem, e por fim a classificação dos corpos da água, no qual englobam todos os canais de drenagem e as áreas úmidas. RESULTADOS PRELIMINARES O mapa uso da terra e cobertura vegetal da bacia hidrográfica do Igarapé Xidarini, possibilitou a análisedas áreas mais afetadas pelo homem, bem como na configuração da paisagem detectadas pelo por meio das técnicas de sensoriamento remoto (figura 04). Figura 4: Mapa de uso da terra e cobertura vegetal da bacia hidrográfica do Igarapé Xidarini- Médio Solimões AM. A análisequantificação das classes temática de uso da terrapermitiu a identificação das áreas mais afetadas pelos impactos causados pelo homem, isso

8 possibilita a identificação e diagnósticos dos possíveis impactos ambientais e ajudaránasmedidas de prevenção diante dos impactos encontrados. Com relação dos usos da terra verificou-se 12% da área de estudo corresponde à solo exposto, 1% de corpos d água, 39% de desmatamento e 48% áreas de florestamento (Gráfico 1). solo_exposto 12% corpos_dagua 1% desmatamento 39% floresta 48% Gráfico 1: Classes de uso da terra e cobertura vegetal da bacia hidrográficas do Igarapé Xidarini. Relação dos usos da terra com problemas ambientais este tem como base a análises decorrentes da área de estudo de como esta sendo feito o uso da terra, que no últimos uns anosapresentama intensificação no processo de apropriação da natureza resultando em impactos causados pelos mesmos, seja através do uso inadequado, as queimadas, desmatamento de floresta, cujas consequências podem ser o assoreamento dos rios,degradação do solo, contaminação dos mananciais e perda de biodiversidade. Com relação análise da evolução do uso da terra, tomando porunidade de planejamento a bacia hidrográfica, contribui significativamente para o diagnóstico e consequente conhecimento de como os processos antrópicos que seestabeleceram na bacia.

9 A compreensão da dinâmica de ocupação do solo e de sua interferência nos processos naturais é fundamental para o estabelecimento de ações de planejamento socioambientais para a bacia hidrográfica. Nesse contexto, Casseti (1995) considerou que a natureza apresenta dois momentos, cuja transição acontece ao longo da história, através do processo de apropriação e transformação realizado pelo homem. Isso ocorre quando o homem passa a modifica a paisagem,transformando-a e também passa a apropriar-se de terras e ao mesmo tempo em que se apropria o homem causa impactos ambientais na natureza através de desmatamento de floresta, o uso inadequado do solo, acontece também a exploração da natureza. Portando dentro do contexto com relação homem e natureza o SIG, sensoriamento remoto e cobertura vegetal ajudariam a detectar os impactos ambientais e até mesmo prevenir algo pior, na questão de impactos ambientais. Pois as imagens captadas pelos satélites ou sensores remotos se tornam uma fonte de dados da superfície da terra que servem para a elaboração de diferentes mapas temáticos que servem como informações para elaboração de diagnósticos e diretrizes para se tratar das questões ambientais. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA: CASSETI, Valter. Ambiente e apropriação do relevo. 2ª Ed. SãoPaulo:contexto, FITZ, P. Geoprocessamento sem complicação, SãoPaulo: Oficina de textos,2008. ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. Ecogeografia do Brasil: subsídios para planejamento ambiental.são Paulo: Oficina de textos, FLORENZANO, Tereza Galloti.Iniciação em sensoriamento remoto. São Paulo: Oficina de texto, 2007.

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