Educação financeira no contexto escolar

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1 Educação financeira no contexto escolar Sueli Teixeira Mello e Caroline Stumpf Buaes Ministério da Educação do Brasil (MEC) Rio de Janeiro, 09/12/2015

2 Sumário 2 1. O papel institucional do Ministério da Educação do Brasil (MEC) 2. Educação financeira no contexto brasileiro 3. Inserção da educação financeira nos currículos escolares do Brasil 4. Base Nacional Comum Curricular (BNC) 5. Dimensões do trabalho com educação financeira

3 O papel institucional do MEC Marcos legais 3 Constituição Federal/1988 Organização político-administrativa definida pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos (Art. 18, da CF). Opção por um federalismo cooperativo sob a denominação de regime de colaboração recíproca, descentralizado, com funções compartilhadas entre os entes federativos ( Art. 18 e 211, da CF). Competência privativa da União, legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional (Art. 22, inciso 24, da CF).

4 O papel institucional do MEC Marcos legais 4 LDB/1996 Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizam, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino (Art. 8º, da LDB). Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais ( 1º, do Art. 8º, da LDB).

5 O papel institucional do MEC Marcos legais 5 Diretrizes Curriculares Nacionais Elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologadas pelo Ministro de Estado da Educação, entre 2009 e Atualização das políticas públicas educacionais que consubstanciam o direito de todo o brasiliero à formação humana e profissional.

6 Educação financeira no contexto brasileiro 6 Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) - Decreto Federal 7.397/ órgãos e entidades governamentais: Banco Central do Brasil (BACEN); Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC); Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); Ministérios da Justiça, do Trabalho e Previdência Social, da Fazenda e da Educação. 04 organizações da sociedade: ANBIMA, BMF&Bovespa, CNseg, FEBRABAN.

7 Caracterização da ENEF 7 Política de Estado de caráter permanente criada para promover ações de educação financeira gratuitas e sem qualquer interesse comercial. Finalidade: Contribuir para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores (Decreto Federal 7.397/2010, Art. 1º).

8 8 Membro do Comitê Nacional de Educação Financeira CONEF Presidência Permanente do Grupo de Apoio Pedagógico - GAP

9 Inserção da educação financeira nos currículos escolares Surge no âmbito da política de atualização curricular brasileira sob a responsabilidade do MEC. 9 Plano Nacional de Educação (PNE) Prazo de 02 (dois) anos, a contar da data de promulgação da Lei, para a entrega pelo MEC, ao Conselho Nacional de Educação (CNE), a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNC) para a Educação Básica, precedida de consulta pública.

10 Base Nacional Comum Curricular (BNC) 10 BNC são os conhecimentos, valores e saberes produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico, bem como no mundo do trabalho, na arte, no exercício da cidadania e nos movimentos sociais. BNC deve ser balizadora do direito à aprendizagem e ao desenvolvimento dos estudantes da educação básica, reconhecidos e valorizados em suas diferenças e diversidades.

11 Base Nacional Comum Curricular (BNC) 11 Áreas do conhecimento e componentes curriculares: Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Educação Física, Artes e suas expressões) Matemática Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia) Ciências Humanas (Geografia, História, Sociologia e Filosofia) Etapas da Educação Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio Modalidades da Educação Básica: Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional e Tecnológica, Educação Básica do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola, Educação à Distância.

12 Base Nacional Comum Curricular (BNC) 12 Referência para a elaboração dos currículos e construção da proposta pedagógica ou projeto educativo - das escolas e sistemas de ensino. Currículo são as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos educandos (DNCEB) Proposta pedagógica é o plano orientador das ações da instituição escolar que define metas para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças e jovens.

13 Base Nacional Comum Curricular (BNC) 13 A organização curricular para as etapas da Educação Básica deve observar uma base nacional comum, complementada em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar por uma parte diversificada. A complementação da base nacional comum com a parte diversificada possibilita a sintonia dos interesses mais amplos de formação básica do sujeito com a realidade local, as necessidades dos alunos, as características regionais da sociedade, da cultura e da economia.

14 Educação financeira e sua concretização na organização curricular Tema transversal que dialoga com as diversas áreas do conhecimento e componentes curriculares, de forma a possibilitar ao estudante compreender como concretizar suas aspirações e prepará-lo para a tomada de decisões financeiras mais autônomas, conscientes e responsáveis, ao longo da vida. 14 A transversalidade é entendida como uma forma de organizar o trabalho didático-pedagógico em que temas, eixos temáticos são integrados às disciplinas, às áreas ditas convencionais de forma a estarem presentes em todas elas.

15 Educação financeira na BNC 15 Tema integrador Consumo e Educação Financeira (CEF) Temas integradores: Perpassam os objetivos de aprendizagem de diversos componentes curriculares nas diferentes etapas da educação básica. Estabelecem a integração entre os componentes de uma mesma área e entre as diferentes áreas. Demais temas integradores na BNC: Ética, direitos humanos e cidadania; Sustentabilidade; Tecnologias digitais; Culturas africanas e indígenas.

16 Consumo e Educação Financeira (CEF) 16 Problematização da sociedade do consumo: Valores de duração e de permanência foram substituídos pelo transitório e novo na contemporaneidade; Sensação de desatualização; Tendência ao consumo instantâneo. Contexto desfavorável ao planejamento de longo prazo

17 Consumo e Educação Financeira (CEF) Na contemporaneidade, as mercadorias possibilitam identidade, pertencimento e reconhecimento social, configurando-se como indicadores de distinção entre sujeitos e grupos. 17 Práticas de consumo estão vinculadas a uma identificação do sujeito como pertencentes a determinado estrato social, grupo etário, gênero, estilo de vida, dentre outros marcadores de pertencimento social. A capacidade ou não de consumir configura-se como critério de inclusão e exclusão social.

18 Dimensões do trabalho com Educação Financeira 18 Aspectos metodológicos: A LDB/96 define como princípio da educação brasileira o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. Portanto, não é possível a definição de uma única metodologia adequada para o ensino da educação financeira voltado para crianças, jovens e adultos.

19 Dimensões do trabalho com Educação Financeira 19 Materiais pedagógicos: Os livros didáticos do Programa Educação Financeira nas Escolas - creative commons licence - permite o compartilhamento e o uso da criatividade e do conhecimento através de licenças jurídicas gratuitas (www.portal.mec.gov.br) O Brasil não recomenda material específico de educação financeira para crianças jovens e adultos. Existem materiais diferenciados sobre a temática elaborados tanto por entidades governamentais, quanto por instituições de ensino e pela iniciativa privada.

20 Dimensões do trabalho com Educação Financeira 20 Idade: O ensino da temática deve começar com crianças muito pequenas, matriculadas em creches e pré-escolas que são espaços de produção de formas de sociabilidade e de subjetividades, comprometidas com a cidadania, com a dignidade da pessoa humana e com as necessidade de defesa do meio ambiente. Outros públicos: adultos e idosos brasileiros. No Brasil enfrenta-se problemática desafiadora que é trabalhar a educação financeira com idosos de classes populares, de baixa escolaridade e renda.

21 21 Obrigada pela atenção.

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