Cinema de truques nacionais : apontamentos sobre o uso recente de efeitos visuais no cinema brasileiro

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1 Cinema de truques nacionais : apontamentos sobre o uso recente de efeitos visuais no cinema brasileiro Roberto Tietzmann 1 Resumo: É comum a todos os conceitos sobre efeitos visuais a ideia de uma substituição da captação de cenas por sua elaboração através de uma ou mais técnicas específicas. No cinema brasileiro por restrições técnicas, narrativo-ideológicas ou orçamentárias há tradicionalmente pouco uso de efeitos não baseados em manipulações simples em truca óptica ou efeitos pirotécnicos, contudo o período posterior à retomada incluiu em suas características a incorporação de efeitos visuais nas produções. Este artigo discute o uso e a presença de efeitos visuais em filmes brasileiros da década de 2000 em diante e sua progressiva incorporação de matrizes de representação aparentadas com as usadas em filmes de grande orçamento norte-americanos. Esta discussão será realizada a partir da observação da presença destes efeitos nos filmes nacionais de maior bilheteria entre os anos de 2005 e Palavras-chave: efeitos visuais, cinema brasileiro, montagem, retomada, representação, Abstract: It is common to all concepts of visual effects the idea of replacing the filming of scenes by its development by one or more specific techniques. Brazilian cinema, either by technical, narrative and ideological or budgetary restrictions has traditionally little use of effects not based on simple manipulations in optical printer or pyrotechnics, but the period after the 90s includes the incorporation of visual effects in productions. This article discusses the use and presence of visual effects in Brazilian films of the 2000s onwards and their progressive incorporation of matrix representation akin to those used in North American big-budget films. This discussion will be held from the observation of the presence of these effects for the highest grossing domestic films between 2005 and Keywords: visual effects, Brazilian cinema, editing, representation. Introdução Embora o uso de efeitos visuais não seja usualmente identificado com as produções do cinema brasileiro, a aplicação destas técnicas encontra expressão ao longo de sua trajetória. Desde o uso de maquetes representando as caravelas de Cabral em O Descobrimento do Brasil (Humberto Mauro, 1937) às sobreposições, acelerações e congelamento de imagem presentes em diversas obras da década de 1960 há numerosos exemplos. O caráter de seu uso, no entanto, em geral se colocou como secundário aos demais processos tecnológico-laboratoriais de realização de um filme. 1 Roberto Tietzmann é doutor pelo programa de pós-graduação em comunicação da PUCRS (2010) onde estudou efeitos visuais e narrativa cinematográfica. Tem mestrado em comunicação social (PUCRS, 2005) tendo estudado créditos de abertura. É professor de publicidade e cinema na PUCRS em Porto Alegre, tendo escrito e dirigido obras audiovisuais e realizado diversas peças interativas. Tem interesse nas áreas de contato entre cinema, design e tecnologia.

2 No cinema brasileiro pós-retomada, considerado seu caráter técnico e tecnológico, é possível observar que amadurecem os processos e os cuidados com o tratamento de imagem, som e pós-produção através de uma contínua digitalização dos meios e recursos utilizados, o que facilita a incorporação de efeitos visuais em diversas obras. Neste texto questionamos se há e quais seriam as características amplas do uso de efeitos visuais no cinema brasileiro contemporâneo a partir de seus filmes de maior circulação. Restringimos o escopo de análise a filmes nacionais lançados em salas de cinema 2 brasileiras entre 2005 e Entre as dezenas de filmes lançados neste período foram buscados dados de bilheteria em relatórios da Ancine (2011a, 2011b) identificando os filmes com mais de um milhão de espectadores em salas neste período, o que resultou em uma lista de dezesseis filmes 3. Esta seleção foi então cruzada com os indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria efeitos visuais buscando uma confirmação do uso de efeitos nas obras de maior circulação. No entanto, o Grande Prêmio somente considera a categoria de efeitos visuais a partir de sua edição de 2008, o que deixa a descoberto as produções dos anos 2005 e Para estes anos consideramos apenas os dados de bilheteria da Ancine. A lista final de obras a serem analisadas se restringiu a dez: Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Se eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Xuxa Gêmeas (Jorge Fernando, 2006), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008), Se Eu Fosse Você 2 (Daniel Filho, 2009), Tropa de Elite 2 (José Padilha, 2010), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010). Estes filmes foram então assistidos e buscado neles as cenas que envolviam o uso de efeitos visuais conforme a classificação de Rickitt (2000). Quadros-chave destas cenas foram separados e foi tabulado o uso de efeitos visuais, comparando-os com as 2 Embora a trajetória de uma obra cinematográfica hoje seja muito mais extensa após sua saída das salas, a janela ainda agrega prestígio aos filmes que encontram sucesso ali, formando uma espécie de imaginário a respeito do que é o filme contemporâneo brasileiro de cada momento. 3 Os dezesseis filmes com mais de um milhão de espectadores entre 2005 e 2010 são: Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Se eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Xuxa Gêmeas (Jorge Fernando, 2006), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), A Grande Família - O Filme (Maurício Farias, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008), Se Eu Fosse Você 2 (Daniel Filho, 2009), A Mulher Invisível (Cláudio Torres, 2009), Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas (José Alvarenga Jr., 2009), Divã (José Alvarenga Jr., 2009), Xuxa em O Mistério de Feiurinha (Tizuka Yamasaki, 2009), Tropa de Elite 2 (José Padilha, 2010), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010), Muita Calma Nessa Hora (Felipe Joffily, 2010).

3 temáticas narrativas dos filmes e fomentando a análise de como tais efeitos têm sido usados. Parte 1. Definições de efeitos visuais Entendemos efeitos visuais como o resultado de técnicas de produção de imagem que substituem ou complementam a captação integral da imagem com uma câmera em um único momento. Em comum a todos os conceitos sobre efeitos visuais presentes em Aumont&Marie (2006), Fielding (1985), Goulekas (2001), Katz (1998), Mitchell (2004), Netzley (2000), Pinteau (2004), Rickitt (2000), Sawicki (2007), Urrero (2000), Wilkie (1996) é constante esta ideia de substituição através da aplicação de uma ou mais técnicas específicas. O uso do termo efeitos visuais neste texto busca ser o mais abrangente possível e segue as definições contemporâneas deste campo conforme os regulamentos de premiações, artigos em publicações e debates em fóruns dedicados a esta área da cinematografia. Denominações anteriores que continuam a ser usadas de forma intercambiável incluem trucas, trucagens, efeitos especiais, ou efeitos fotográficos especiais entre outros. Rickitt (2000) define seis categorias técnicas para os efeitos visuais: ilusões ópticas 4, modelos e miniaturas, animação, pintura matte 5, maquiagem e efeitos físicos 6. Complementamos a lista com técnicas de composição de imagem, responsáveis por reunir todos os segmentos em um único quadro aparente ao espectador. Matrizes conceituais para os efeitos visuais partem dos instrumentos mecânicos para os palcos do teatro grego, capazes de fazer voar personagens e substituir cenários com agilidade chamando pouca atenção para o maquinário (Chondros, 2004; Rehm, 1994) e também da tradição de edição e manipulação de fotografias com propósitos artísticos e criativos a partir da metade do século XIX (Wheeler, 2002, p.15; Zakia & Stroebel, 1993, p.157; Clarke, 1997, p.226). Esta bagagem foi adaptada rapidamente ao novo meio de Edison e Lumière e proporcionou ao nascente cinema avanços nas formas de representar 4 Efeitos ópticos vão desde a múltipla exposição ao uso de recortes de cor para substituição de segmentos da imagem. 5 Criação de cenários a partir de pinturas de caráter realista usadas na extensão de cenários em filmes preferencialmente de gênero histórico, ficção científica e fantasia. 6 Rickitt (2000) ainda dedica um capítulo aos efeitos sonoros, mas neste texto nos dedicaremos às categorias de imagem exclusivamente.

4 situações e sugerir narrativas muito anteriores à consolidação da montagem e da decupagem. Com o tempo, os efeitos visuais ganharam uma leitura como se fossem algo à parte do filme, avaliados por um duplo padrão: para os produtores do filme se tornam um fator de atração de plateias, em uma releitura das promessas de ineditismo dos primeiros dias do cinema; para os espectadores permaneceu a suspeita de que a presença excessiva dos efeitos visuais seja um indicativo de um filme com uma narrativa pouco elaborada ou insatisfatória. A relação entre efeitos visuais e montagem continua a se renovar entre o chamariz, a transparência e sua relação com a narrativa de cada obra. Parte 2. Efeitos visuais e temáticas narrativas dos filmes Efeitos visuais são frequentemente associados às necessidades narrativas dos filmes, sendo orçados e produzidos a partir do que é sugerido no roteiro das obras. Esta prática, corrente na indústria internacional e incorporada no cinema brasileiro de grande orçamento, traz em si um duplo sentido: o conhecimento prévio das cenas permite organizar a produção e otimizar o uso dos recursos financeiros e também favorece a manutenção de fórmulas narrativas conservadoras representadas com imagens intensas e ousadas. O deslocamento da inovação da dramaturgia para a superfície das imagens geradas com auxílio de efeitos visuais ainda não é a norma corrente no cinema brasileiro como se tornou um traço identitário do norte-americano, mas é um caminho que está vinculado ao aumento de investimentos e à redução de riscos. Neste texto não questionaremos um valor, complexidade ou criatividade narrativa dos filmes uma vez que escolhemos uma maior circulação em telas como o critério de escolha. Tomaremos por base o que é consensual com relação ao seu uso, onde podemos afirmar que filmes cuja temática se afaste ou transcenda o cotidiano circunstancial à captação provavelmente irão demandar algum tipo de efeito visual se escolherem mostrar a seus espectadores tais situações. Entre os dez filmes selecionados para a análise, destacam-se algumas temáticas recorrentes que sugerem a presença de efeitos visuais, agrupadas neste texto em quatro

5 categorias expressas na tabela 1. Entre os dez filmes, seis deles 7 têm pelo menos um segmento que se passa em momentos históricos distintos daquele da rodagem o que designamos deslocamento temporal o que sugere a necessidade de retoques sobre o cenário e locações que complementem o trabalho da direção de arte. De modo significativo, seis dos dez 8 envolvem uma temática religiosa ou mistica. Embora esta categoria seja ampla em nosso texto, ela engloba toda sorte de manifestações que não é explicada, demonstrada ou entendida como parte da materialidade. Marcas da fantasia ou do fantástico aparecem em quatro dos dez. A última temática envolve cenas de violência ou ação física, presente em três dos dez filmes 9 Filme Deslocamento temporal Misticismo/ Religião Fantasia Ação/ Violência Os Dois Filhos de Francisco (2005) sim Se eu Fosse Você (2006) sim Didi, o Caçador de Tesouros (2006) sim sim sim sim Xuxa Gêmeas (2006) sim Tropa de Elite (2007) sim sim Meu Nome Não é Johnny (2008) sim sim Se Eu Fosse Você 2 (2009) sim Tropa de Elite 2 (2010) sim sim Nosso Lar (2010) sim sim Chico Xavier (2010) sim sim Tabela 1 Temáticas narrativas que sugerem a presença de efeitos visuais. Desta maneira, podemos afirmar que todos os filmes de maior bilheteria no período estudado trazem sugestões de uso de efeitos visuais, o que é referendado pelas indicações ao prêmio da área a partir de Ainda assim, exceto a ampla cobertura 7 Eles são: Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010). 8 Os filmes com elementos de religião, misticismo ou fantasia são: Se eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Xuxa Gêmeas (Jorge Fernando, 2006), Se Eu Fosse Você 2 (Daniel Filho, 2009), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010). 9 Aqui os filmes são Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008) e Tropa de Elite 2 (José Padilha, 2010).

6 dedicada aos efeitos realizados para Nosso Lar (2010) sugere uma invisibilidade nos efeitos nos demais filmes, o que nos conduz a um questionamento a respeito de seu uso. Parte 3. O uso dos efeitos visuais nos filmes As temáticas abordadas nos filmes de maior número de espectadores do cinema brasileiro sugerem o uso de efeitos visuais e a indicação ao prêmio da área ratifica a presença destas operações criativas sobre a imagem nestas obras. Para uma compreensão a respeito do uso de tais efeitos visuais é preciso questionarmos tanto as técnicas usadas quanto para que propósito são usadas. A tabela 2 cruza os filmes selecionados com as técnicas conforme as categorias de Rickitt (2000) e nosso complemento, coletadas a partir da observação das obras. Ressaltamos que este texto tem um caráter de um mapeamento preliminar sobre este tema, observando as manifestações gerais de cada filme e não dedicando atenção a cenas específicas para sua análise nem exatamente à quantidade de cenas que contam com efeitos visuais. Filme Ilusões ópticas Modelos Animação Matte Maquiagem Efeitos físicos Composição Os Dois Filhos de Francisco (2005) Se eu Fosse Você (2006) Sim Sim Sim Sim Didi, o Caçador de Tesouros (2006) Sim Sim Sim Sim Sim Sim sim Xuxa Gêmeas (2006) Sim Sim Sim Tropa de Elite (2007) Sim Sim Sim Sim Meu Nome Não é Johnny (2008) Sim Sim Sim Se Eu Fosse Você 2 (2009) Sim Sim Sim Sim Tropa de Elite 2 (2010) Sim Sim Sim Sim Sim Nosso Lar (2010) Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

7 Filme Ilusões ópticas Modelos Animação Matte Maquiagem Efeitos físicos Composição Chico Xavier (2010) Sim Sim Sim Sim Tabela 2 técnicas observadas nos filmes da amostra. A leitura da tabela nos revela alguns pontos interessantes. Em primeiro lugar, os filmes que reúnem mais técnicas de efeitos visuais são Didi, O Caçador de Tesouros e Nosso Lar, ambos lidando cada um à sua maneira com a temática de espíritos e a ponte entre o terreno e o extraterreno. A circunscrição do primeiro filme a um gênero de fantasia dedicado ao público infantil o traz menos a debate que o filme baseado na série de livros de Chico Xavier, ancorado em um drama espírita. Nosso Lar se destaca neste sentido por utilizar os efeitos como forças instrumentais para dar visualidade à trama. A tabela 2 também revela que há filmes onde se suporia haver mais efeitos visuais do que efetivamente eles estão, como Se eu fosse você 1 e 2 e Xuxa Gêmeas. Os dois primeiros filmes são marcados por um prólogo que começa na órbita terrestre e se aproxima do Rio de Janeiro, locação da trama. Este segmento envolve um modelo (o planeta), animação (do modelo e da câmera) e composição (casando a animação com as cenas do sobrado onde reside o casal). A temática central da troca de corpos, no entanto, é resolvida exclusivamente pela interpretação de Tony Ramos e Glória Pires. Há também um amplo uso de recortes por cor nas cenas em que os personagens estão dirigindo, aplicando os cenários vistos através das janelas em um efeito discreto. Em Xuxa Gêmeas a solução para duplicar a apresentadora recorre a dublês e decupagem, fracionando a ação das cenas de modo a ter apenas uma das Xuxas com o rosto na tela por vez. Uma solução antiga e econômica, desvinculada de efeitos visuais já apresentados no cinema nacional em tramas de duplo personagem como Irma Vap O Retorno (Carla Camuratti, 2006). Os filmes Meu nome não é Johnny e Tropa de Elite 1 e 2 se vinculam ao uso de efeitos visuais como complementares às situações de ação e violência, presentes principalmente no par dirigido por José Padilha. Ali há efeitos de animação e composição complementando disparos de armas de fogo com uma aparência bastante realista e quase imperceptível. Além disto são numerosas as aplicações de imagens em telas e televisores ao longo dos Tropa.

8 Especialmente o filme Tropa de Elite 2 faz um irônico comentário com relação à produção dos efeitos visuais, separando aí os meios do cinema e da televisão. Embora os efeitos visuais vinculados à narrativa do filme sejam discretos e busquem se passar por imagens realistas, faz parte da trama o programa sensacionalista de televisão Mira Geral, apresentado por Fortunato (André Mattos). O cenário do programa conta com paredes verdes (preparadas para o recorte de imagem por cor) e fotos ampliadas, prática corrente em direção de arte para a televisão. Ao apresentar o bastidor do efeito à plateia o filme de José Padilha também se posiciona a respeito de onde está a falsidade e onde está a verdade na trama, convidando o espectador a se alinhar com os efeitos discretos. O filme ainda ironiza a qualidade de produção deste tipo de programa na televisão, reunindo o exagero e o histrionismo do personagem Fortunato com o mau gosto envolvido. Considerações finais Entre as dez obras analisadas para este texto há uma tendência predominante no uso de efeitos visuais: são privilegiadas as situações onde seu uso se torna discreto e é fácil de ignorá-los ou tomá-los como parte natural da imagem. Exceto nos filmes Didi O Caçador de Tesouros e Nosso Lar onde os efeitos ganham destaque, nos demais a trama representada através deles se sobressai. Este é um dos modos de usar os efeitos visuais, mas não o único. No cinema norte-americano e transnacional de grande orçamento tal estratégia é complementar à que coloca os efeitos em destaque como uma ferramenta que possibilita a criação de imagens inviáveis por outras técnicas. Esta estratégia envolve mais investimentos, tecnologia e apostas de risco para ser viável e por ora é discreta no Brasil. Em contraponto a isto, as obras analisadas são unânimes em mostrar as marcas do tratamento de cores, contrastes e texturas de imagem que faz parte das práticas conhecidas como finalização, parte da pós produção. Esta manipulação sobre a imagem representa uma continuidade com as práticas de marcação de luz realizadas pelo diretor de fotografia, responsáveis pelo equilíbrio técnico entre planos com exposição e saturação variadas. Com a convergência das plataformas de manipulação de imagem para meios digitais, tais práticas passaram a se situarem no limiar dos efeitos visuais, se

9 diferenciando essencialmente por operarem a partir do que a imagem oferece e não a remontando. Curiosamente também há filmes no cinema brasileiro que têm efeitos visuais mais evidentes que os discutidos aqui, como o já citado Irma Vap O Retorno (Carla Camuratti, 2006) ou Encarnação do Demônio (José Mojica Marins, 2008). Nestes e em outros casos os efeitos não se vincularam à ampla circulação do filme em salas, podendo se argumentar que terão mais sucesso em um nicho atingido preferencialmente pelo mercado de vídeo. O que estas obras sublinham também é que não funciona no mercado nacional uma relação direta entre o investimento em efeitos visuais e o resultado de bilheteria, ao contrário do que se observa no cinema global. As características de uso de efeitos visuais que vem sendo buscado no cinema nacional recente privilegia o naturalismo da imagem e sua aplicação de maneira a assistir a fluência de tramas relacionadas a temas atuais (como nos Tropa de Elite e Meu nome não é Johnny), ao gosto popular pela religiosidade e o misticismo (a exemplo de Chico Xavier e Nosso Lar) e a comédias que incluem pitadas de sobrenatural. Isto pode ser reconfigurar nos próximos anos, mas provavelmente encontrará um desenho próprio ao invés de apenas buscar a mímese do modelo norte-americano. Referências Livros: AUMONT, J.; MARIE, M. Análisis del film. Barcelona : Paidós, 1990., Jacques; MARIE, Michel. Dicionário técnico e crítico de cinema (segunda edição). Campinas : Papyrus Editora, CLARKE, G. The Photograph. Nova Iorque : Oxford University Press, CHONDROS, T. G. "Deus Ex-Machina" Reconstruction and Dynamics. em International Symposium on History of Machines and Mechanisms. Proceedings HMM2004. Springer, FIELDING, R. Techniques of Special Effects Cinematography. Boston : Focal Press, GOULEKAS, K. E. Visual Effects in a Digital World. London : Morgan Kaufmann, 2001.

10 HILL, J. & GIBSON, P. C. (ed.). The Oxford Guide to Film Studies. Oxford: Oxford University Press, JULLIER, L.; MARIE, M. Lire Les Images de Cinéma. Paris : Larousse, KATZ, E. The Film Encyclopedia (3rd Edition). Nova Iorque : Perennial; McKEAN, E. (Ed.). The New Oxford American Dictionary Second Edition. Oxford University Press, MITCHELL, A.J. Visual Effects for Film and Television. Oxford: Focal Press, NETZLEY, P. D. Encyclopedia of Movie Special Effects. Phoenix : Oryx Press, PINEL,V. Ecoles Genres Et Mouvements Au Cinema. Paris : Larousse, PINTEAU, P. Special Effects: an oral history. Nova Iorque : Harry N. Abrams, REHM, R. Greek Tragic Theatre. Londres : Routledge, RICKITT, R. Special Effects, the history and the technique. Nova Iorque : Billboard Books, SAWICKI, M. Filming the Fantastic : A Guide to Visual Effect Cinematography. Oxford : Focal Press, STABLEFORD, B. Science Fact and Science Fiction. Nova Iorque : Routledge, URRERO, G. Cinefectos: trucajes y sombras. Una aproximación a los efectos especiales en la Historia del Cine. Barcelona : Royal Books, WHEELER, T. Phototruth or Photofiction? Ethics and Media Imagery in the Digital Age. Nova Iorque: Lawrence Erlbaum Associates, WILKIE, B. Creating Special Effects for Film and Television. Boston : Focal Press, ZAKIA, Richard & STROEBEL, Leslie D. The Focal Encyclopedia of Photography. Oxford : Focal Press, Eletrônicas: ANCINE. C C ESPECTADORES (1970/2010) por diretor. Disponível no endereço Capturado online no dia 20/06/2011. C C C por ano de lan amento. Disponível no endereço Capturado online no dia 20/06/2011.

11 Filmes: Chico Xavier - O Filme. Direção: Daniel Filho. Intérpretes: Matheus Costa, Angelo Antonio, Nelson Xavier, Tony Ramos. Brasil: Descobrimento do Brasil, O. Direção: Humberto Mauro. Intérpretes: Álvaro Costa, Manoel RochaDe Los Rios, Armando Duval, Reginaldo Calmon, João de Deus, João Silva. Brasil: Didi, o Caçador de Tesouros. Direção:Marcus Figueiredo. Intérpretes:Renato Aragão, Grazi Massafera, Eduardo Galvão, Francisco Cuoco. Brasil: Encarnação do Demônio, A. Direção: José Mojica Marins. Intérpretes: José Mojica Marins, Milhem Cortaz, Débora Muniz, Jece Valadão, Luís Melo. Brasil: Irma Vap O Retorno. Direção: Carla Camuratti. Intérpretes: Marco Nannini, Ney Latorraca. Brasil: Meu Nome Não é Johnny. Direção:Mauro Lima. Intérpretes: Selton Mello, Rafaela Mandelli, Eva Todor, André di Biasi. Brasil: Nosso Lar. Direção: Wagner de Assis. Intérpretes: Renato Prieto, Fernando Alves Pinto, Othon Bastos, Paulo Goulart.Brasil: Se Eu Fosse Você 2. Direção: Daniel Filho. Intérpretes: Glória Pires, Tony Ramos, Cássio Gabus Mendes, Maria Luisa. Brasil: Tropa de Elite 2. Direção: Jose Padilha. Intérpretes: Wagner Moura, Andre Ramiro, Maria Ribeiro, Milhem Cortaz. Brasil: Tropa de Elite. Direção:José Padilha. Intérpretes: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Milhem Cortaz. Brasil: Xuxa Gêmeas. Direção:Jorge Fernando. Intérpretes: Xuxa, Ivete Sangalo, Eike Duarte, Elisângela. Brasil: 2006.

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