Cinema de truques nacionais : apontamentos sobre o uso recente de efeitos visuais no cinema brasileiro

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Cinema de truques nacionais : apontamentos sobre o uso recente de efeitos visuais no cinema brasileiro"

Transcrição

1 Cinema de truques nacionais : apontamentos sobre o uso recente de efeitos visuais no cinema brasileiro Roberto Tietzmann 1 Resumo: É comum a todos os conceitos sobre efeitos visuais a ideia de uma substituição da captação de cenas por sua elaboração através de uma ou mais técnicas específicas. No cinema brasileiro por restrições técnicas, narrativo-ideológicas ou orçamentárias há tradicionalmente pouco uso de efeitos não baseados em manipulações simples em truca óptica ou efeitos pirotécnicos, contudo o período posterior à retomada incluiu em suas características a incorporação de efeitos visuais nas produções. Este artigo discute o uso e a presença de efeitos visuais em filmes brasileiros da década de 2000 em diante e sua progressiva incorporação de matrizes de representação aparentadas com as usadas em filmes de grande orçamento norte-americanos. Esta discussão será realizada a partir da observação da presença destes efeitos nos filmes nacionais de maior bilheteria entre os anos de 2005 e Palavras-chave: efeitos visuais, cinema brasileiro, montagem, retomada, representação, Abstract: It is common to all concepts of visual effects the idea of replacing the filming of scenes by its development by one or more specific techniques. Brazilian cinema, either by technical, narrative and ideological or budgetary restrictions has traditionally little use of effects not based on simple manipulations in optical printer or pyrotechnics, but the period after the 90s includes the incorporation of visual effects in productions. This article discusses the use and presence of visual effects in Brazilian films of the 2000s onwards and their progressive incorporation of matrix representation akin to those used in North American big-budget films. This discussion will be held from the observation of the presence of these effects for the highest grossing domestic films between 2005 and Keywords: visual effects, Brazilian cinema, editing, representation. Introdução Embora o uso de efeitos visuais não seja usualmente identificado com as produções do cinema brasileiro, a aplicação destas técnicas encontra expressão ao longo de sua trajetória. Desde o uso de maquetes representando as caravelas de Cabral em O Descobrimento do Brasil (Humberto Mauro, 1937) às sobreposições, acelerações e congelamento de imagem presentes em diversas obras da década de 1960 há numerosos exemplos. O caráter de seu uso, no entanto, em geral se colocou como secundário aos demais processos tecnológico-laboratoriais de realização de um filme. 1 Roberto Tietzmann é doutor pelo programa de pós-graduação em comunicação da PUCRS (2010) onde estudou efeitos visuais e narrativa cinematográfica. Tem mestrado em comunicação social (PUCRS, 2005) tendo estudado créditos de abertura. É professor de publicidade e cinema na PUCRS em Porto Alegre, tendo escrito e dirigido obras audiovisuais e realizado diversas peças interativas. Tem interesse nas áreas de contato entre cinema, design e tecnologia.

2 No cinema brasileiro pós-retomada, considerado seu caráter técnico e tecnológico, é possível observar que amadurecem os processos e os cuidados com o tratamento de imagem, som e pós-produção através de uma contínua digitalização dos meios e recursos utilizados, o que facilita a incorporação de efeitos visuais em diversas obras. Neste texto questionamos se há e quais seriam as características amplas do uso de efeitos visuais no cinema brasileiro contemporâneo a partir de seus filmes de maior circulação. Restringimos o escopo de análise a filmes nacionais lançados em salas de cinema 2 brasileiras entre 2005 e Entre as dezenas de filmes lançados neste período foram buscados dados de bilheteria em relatórios da Ancine (2011a, 2011b) identificando os filmes com mais de um milhão de espectadores em salas neste período, o que resultou em uma lista de dezesseis filmes 3. Esta seleção foi então cruzada com os indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria efeitos visuais buscando uma confirmação do uso de efeitos nas obras de maior circulação. No entanto, o Grande Prêmio somente considera a categoria de efeitos visuais a partir de sua edição de 2008, o que deixa a descoberto as produções dos anos 2005 e Para estes anos consideramos apenas os dados de bilheteria da Ancine. A lista final de obras a serem analisadas se restringiu a dez: Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Se eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Xuxa Gêmeas (Jorge Fernando, 2006), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008), Se Eu Fosse Você 2 (Daniel Filho, 2009), Tropa de Elite 2 (José Padilha, 2010), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010). Estes filmes foram então assistidos e buscado neles as cenas que envolviam o uso de efeitos visuais conforme a classificação de Rickitt (2000). Quadros-chave destas cenas foram separados e foi tabulado o uso de efeitos visuais, comparando-os com as 2 Embora a trajetória de uma obra cinematográfica hoje seja muito mais extensa após sua saída das salas, a janela ainda agrega prestígio aos filmes que encontram sucesso ali, formando uma espécie de imaginário a respeito do que é o filme contemporâneo brasileiro de cada momento. 3 Os dezesseis filmes com mais de um milhão de espectadores entre 2005 e 2010 são: Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Se eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Xuxa Gêmeas (Jorge Fernando, 2006), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), A Grande Família - O Filme (Maurício Farias, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008), Se Eu Fosse Você 2 (Daniel Filho, 2009), A Mulher Invisível (Cláudio Torres, 2009), Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas (José Alvarenga Jr., 2009), Divã (José Alvarenga Jr., 2009), Xuxa em O Mistério de Feiurinha (Tizuka Yamasaki, 2009), Tropa de Elite 2 (José Padilha, 2010), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010), Muita Calma Nessa Hora (Felipe Joffily, 2010).

3 temáticas narrativas dos filmes e fomentando a análise de como tais efeitos têm sido usados. Parte 1. Definições de efeitos visuais Entendemos efeitos visuais como o resultado de técnicas de produção de imagem que substituem ou complementam a captação integral da imagem com uma câmera em um único momento. Em comum a todos os conceitos sobre efeitos visuais presentes em Aumont&Marie (2006), Fielding (1985), Goulekas (2001), Katz (1998), Mitchell (2004), Netzley (2000), Pinteau (2004), Rickitt (2000), Sawicki (2007), Urrero (2000), Wilkie (1996) é constante esta ideia de substituição através da aplicação de uma ou mais técnicas específicas. O uso do termo efeitos visuais neste texto busca ser o mais abrangente possível e segue as definições contemporâneas deste campo conforme os regulamentos de premiações, artigos em publicações e debates em fóruns dedicados a esta área da cinematografia. Denominações anteriores que continuam a ser usadas de forma intercambiável incluem trucas, trucagens, efeitos especiais, ou efeitos fotográficos especiais entre outros. Rickitt (2000) define seis categorias técnicas para os efeitos visuais: ilusões ópticas 4, modelos e miniaturas, animação, pintura matte 5, maquiagem e efeitos físicos 6. Complementamos a lista com técnicas de composição de imagem, responsáveis por reunir todos os segmentos em um único quadro aparente ao espectador. Matrizes conceituais para os efeitos visuais partem dos instrumentos mecânicos para os palcos do teatro grego, capazes de fazer voar personagens e substituir cenários com agilidade chamando pouca atenção para o maquinário (Chondros, 2004; Rehm, 1994) e também da tradição de edição e manipulação de fotografias com propósitos artísticos e criativos a partir da metade do século XIX (Wheeler, 2002, p.15; Zakia & Stroebel, 1993, p.157; Clarke, 1997, p.226). Esta bagagem foi adaptada rapidamente ao novo meio de Edison e Lumière e proporcionou ao nascente cinema avanços nas formas de representar 4 Efeitos ópticos vão desde a múltipla exposição ao uso de recortes de cor para substituição de segmentos da imagem. 5 Criação de cenários a partir de pinturas de caráter realista usadas na extensão de cenários em filmes preferencialmente de gênero histórico, ficção científica e fantasia. 6 Rickitt (2000) ainda dedica um capítulo aos efeitos sonoros, mas neste texto nos dedicaremos às categorias de imagem exclusivamente.

4 situações e sugerir narrativas muito anteriores à consolidação da montagem e da decupagem. Com o tempo, os efeitos visuais ganharam uma leitura como se fossem algo à parte do filme, avaliados por um duplo padrão: para os produtores do filme se tornam um fator de atração de plateias, em uma releitura das promessas de ineditismo dos primeiros dias do cinema; para os espectadores permaneceu a suspeita de que a presença excessiva dos efeitos visuais seja um indicativo de um filme com uma narrativa pouco elaborada ou insatisfatória. A relação entre efeitos visuais e montagem continua a se renovar entre o chamariz, a transparência e sua relação com a narrativa de cada obra. Parte 2. Efeitos visuais e temáticas narrativas dos filmes Efeitos visuais são frequentemente associados às necessidades narrativas dos filmes, sendo orçados e produzidos a partir do que é sugerido no roteiro das obras. Esta prática, corrente na indústria internacional e incorporada no cinema brasileiro de grande orçamento, traz em si um duplo sentido: o conhecimento prévio das cenas permite organizar a produção e otimizar o uso dos recursos financeiros e também favorece a manutenção de fórmulas narrativas conservadoras representadas com imagens intensas e ousadas. O deslocamento da inovação da dramaturgia para a superfície das imagens geradas com auxílio de efeitos visuais ainda não é a norma corrente no cinema brasileiro como se tornou um traço identitário do norte-americano, mas é um caminho que está vinculado ao aumento de investimentos e à redução de riscos. Neste texto não questionaremos um valor, complexidade ou criatividade narrativa dos filmes uma vez que escolhemos uma maior circulação em telas como o critério de escolha. Tomaremos por base o que é consensual com relação ao seu uso, onde podemos afirmar que filmes cuja temática se afaste ou transcenda o cotidiano circunstancial à captação provavelmente irão demandar algum tipo de efeito visual se escolherem mostrar a seus espectadores tais situações. Entre os dez filmes selecionados para a análise, destacam-se algumas temáticas recorrentes que sugerem a presença de efeitos visuais, agrupadas neste texto em quatro

5 categorias expressas na tabela 1. Entre os dez filmes, seis deles 7 têm pelo menos um segmento que se passa em momentos históricos distintos daquele da rodagem o que designamos deslocamento temporal o que sugere a necessidade de retoques sobre o cenário e locações que complementem o trabalho da direção de arte. De modo significativo, seis dos dez 8 envolvem uma temática religiosa ou mistica. Embora esta categoria seja ampla em nosso texto, ela engloba toda sorte de manifestações que não é explicada, demonstrada ou entendida como parte da materialidade. Marcas da fantasia ou do fantástico aparecem em quatro dos dez. A última temática envolve cenas de violência ou ação física, presente em três dos dez filmes 9 Filme Deslocamento temporal Misticismo/ Religião Fantasia Ação/ Violência Os Dois Filhos de Francisco (2005) sim Se eu Fosse Você (2006) sim Didi, o Caçador de Tesouros (2006) sim sim sim sim Xuxa Gêmeas (2006) sim Tropa de Elite (2007) sim sim Meu Nome Não é Johnny (2008) sim sim Se Eu Fosse Você 2 (2009) sim Tropa de Elite 2 (2010) sim sim Nosso Lar (2010) sim sim Chico Xavier (2010) sim sim Tabela 1 Temáticas narrativas que sugerem a presença de efeitos visuais. Desta maneira, podemos afirmar que todos os filmes de maior bilheteria no período estudado trazem sugestões de uso de efeitos visuais, o que é referendado pelas indicações ao prêmio da área a partir de Ainda assim, exceto a ampla cobertura 7 Eles são: Os Dois Filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010). 8 Os filmes com elementos de religião, misticismo ou fantasia são: Se eu Fosse Você (Daniel Filho, 2006), Didi, o Caçador de Tesouros (Marcus Figueiredo, 2006), Xuxa Gêmeas (Jorge Fernando, 2006), Se Eu Fosse Você 2 (Daniel Filho, 2009), Nosso Lar (Wagner de Assis, 2010), Chico Xavier (Daniel Filho, 2010). 9 Aqui os filmes são Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008) e Tropa de Elite 2 (José Padilha, 2010).

6 dedicada aos efeitos realizados para Nosso Lar (2010) sugere uma invisibilidade nos efeitos nos demais filmes, o que nos conduz a um questionamento a respeito de seu uso. Parte 3. O uso dos efeitos visuais nos filmes As temáticas abordadas nos filmes de maior número de espectadores do cinema brasileiro sugerem o uso de efeitos visuais e a indicação ao prêmio da área ratifica a presença destas operações criativas sobre a imagem nestas obras. Para uma compreensão a respeito do uso de tais efeitos visuais é preciso questionarmos tanto as técnicas usadas quanto para que propósito são usadas. A tabela 2 cruza os filmes selecionados com as técnicas conforme as categorias de Rickitt (2000) e nosso complemento, coletadas a partir da observação das obras. Ressaltamos que este texto tem um caráter de um mapeamento preliminar sobre este tema, observando as manifestações gerais de cada filme e não dedicando atenção a cenas específicas para sua análise nem exatamente à quantidade de cenas que contam com efeitos visuais. Filme Ilusões ópticas Modelos Animação Matte Maquiagem Efeitos físicos Composição Os Dois Filhos de Francisco (2005) Se eu Fosse Você (2006) Sim Sim Sim Sim Didi, o Caçador de Tesouros (2006) Sim Sim Sim Sim Sim Sim sim Xuxa Gêmeas (2006) Sim Sim Sim Tropa de Elite (2007) Sim Sim Sim Sim Meu Nome Não é Johnny (2008) Sim Sim Sim Se Eu Fosse Você 2 (2009) Sim Sim Sim Sim Tropa de Elite 2 (2010) Sim Sim Sim Sim Sim Nosso Lar (2010) Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

7 Filme Ilusões ópticas Modelos Animação Matte Maquiagem Efeitos físicos Composição Chico Xavier (2010) Sim Sim Sim Sim Tabela 2 técnicas observadas nos filmes da amostra. A leitura da tabela nos revela alguns pontos interessantes. Em primeiro lugar, os filmes que reúnem mais técnicas de efeitos visuais são Didi, O Caçador de Tesouros e Nosso Lar, ambos lidando cada um à sua maneira com a temática de espíritos e a ponte entre o terreno e o extraterreno. A circunscrição do primeiro filme a um gênero de fantasia dedicado ao público infantil o traz menos a debate que o filme baseado na série de livros de Chico Xavier, ancorado em um drama espírita. Nosso Lar se destaca neste sentido por utilizar os efeitos como forças instrumentais para dar visualidade à trama. A tabela 2 também revela que há filmes onde se suporia haver mais efeitos visuais do que efetivamente eles estão, como Se eu fosse você 1 e 2 e Xuxa Gêmeas. Os dois primeiros filmes são marcados por um prólogo que começa na órbita terrestre e se aproxima do Rio de Janeiro, locação da trama. Este segmento envolve um modelo (o planeta), animação (do modelo e da câmera) e composição (casando a animação com as cenas do sobrado onde reside o casal). A temática central da troca de corpos, no entanto, é resolvida exclusivamente pela interpretação de Tony Ramos e Glória Pires. Há também um amplo uso de recortes por cor nas cenas em que os personagens estão dirigindo, aplicando os cenários vistos através das janelas em um efeito discreto. Em Xuxa Gêmeas a solução para duplicar a apresentadora recorre a dublês e decupagem, fracionando a ação das cenas de modo a ter apenas uma das Xuxas com o rosto na tela por vez. Uma solução antiga e econômica, desvinculada de efeitos visuais já apresentados no cinema nacional em tramas de duplo personagem como Irma Vap O Retorno (Carla Camuratti, 2006). Os filmes Meu nome não é Johnny e Tropa de Elite 1 e 2 se vinculam ao uso de efeitos visuais como complementares às situações de ação e violência, presentes principalmente no par dirigido por José Padilha. Ali há efeitos de animação e composição complementando disparos de armas de fogo com uma aparência bastante realista e quase imperceptível. Além disto são numerosas as aplicações de imagens em telas e televisores ao longo dos Tropa.

8 Especialmente o filme Tropa de Elite 2 faz um irônico comentário com relação à produção dos efeitos visuais, separando aí os meios do cinema e da televisão. Embora os efeitos visuais vinculados à narrativa do filme sejam discretos e busquem se passar por imagens realistas, faz parte da trama o programa sensacionalista de televisão Mira Geral, apresentado por Fortunato (André Mattos). O cenário do programa conta com paredes verdes (preparadas para o recorte de imagem por cor) e fotos ampliadas, prática corrente em direção de arte para a televisão. Ao apresentar o bastidor do efeito à plateia o filme de José Padilha também se posiciona a respeito de onde está a falsidade e onde está a verdade na trama, convidando o espectador a se alinhar com os efeitos discretos. O filme ainda ironiza a qualidade de produção deste tipo de programa na televisão, reunindo o exagero e o histrionismo do personagem Fortunato com o mau gosto envolvido. Considerações finais Entre as dez obras analisadas para este texto há uma tendência predominante no uso de efeitos visuais: são privilegiadas as situações onde seu uso se torna discreto e é fácil de ignorá-los ou tomá-los como parte natural da imagem. Exceto nos filmes Didi O Caçador de Tesouros e Nosso Lar onde os efeitos ganham destaque, nos demais a trama representada através deles se sobressai. Este é um dos modos de usar os efeitos visuais, mas não o único. No cinema norte-americano e transnacional de grande orçamento tal estratégia é complementar à que coloca os efeitos em destaque como uma ferramenta que possibilita a criação de imagens inviáveis por outras técnicas. Esta estratégia envolve mais investimentos, tecnologia e apostas de risco para ser viável e por ora é discreta no Brasil. Em contraponto a isto, as obras analisadas são unânimes em mostrar as marcas do tratamento de cores, contrastes e texturas de imagem que faz parte das práticas conhecidas como finalização, parte da pós produção. Esta manipulação sobre a imagem representa uma continuidade com as práticas de marcação de luz realizadas pelo diretor de fotografia, responsáveis pelo equilíbrio técnico entre planos com exposição e saturação variadas. Com a convergência das plataformas de manipulação de imagem para meios digitais, tais práticas passaram a se situarem no limiar dos efeitos visuais, se

9 diferenciando essencialmente por operarem a partir do que a imagem oferece e não a remontando. Curiosamente também há filmes no cinema brasileiro que têm efeitos visuais mais evidentes que os discutidos aqui, como o já citado Irma Vap O Retorno (Carla Camuratti, 2006) ou Encarnação do Demônio (José Mojica Marins, 2008). Nestes e em outros casos os efeitos não se vincularam à ampla circulação do filme em salas, podendo se argumentar que terão mais sucesso em um nicho atingido preferencialmente pelo mercado de vídeo. O que estas obras sublinham também é que não funciona no mercado nacional uma relação direta entre o investimento em efeitos visuais e o resultado de bilheteria, ao contrário do que se observa no cinema global. As características de uso de efeitos visuais que vem sendo buscado no cinema nacional recente privilegia o naturalismo da imagem e sua aplicação de maneira a assistir a fluência de tramas relacionadas a temas atuais (como nos Tropa de Elite e Meu nome não é Johnny), ao gosto popular pela religiosidade e o misticismo (a exemplo de Chico Xavier e Nosso Lar) e a comédias que incluem pitadas de sobrenatural. Isto pode ser reconfigurar nos próximos anos, mas provavelmente encontrará um desenho próprio ao invés de apenas buscar a mímese do modelo norte-americano. Referências Livros: AUMONT, J.; MARIE, M. Análisis del film. Barcelona : Paidós, 1990., Jacques; MARIE, Michel. Dicionário técnico e crítico de cinema (segunda edição). Campinas : Papyrus Editora, CLARKE, G. The Photograph. Nova Iorque : Oxford University Press, CHONDROS, T. G. "Deus Ex-Machina" Reconstruction and Dynamics. em International Symposium on History of Machines and Mechanisms. Proceedings HMM2004. Springer, FIELDING, R. Techniques of Special Effects Cinematography. Boston : Focal Press, GOULEKAS, K. E. Visual Effects in a Digital World. London : Morgan Kaufmann, 2001.

10 HILL, J. & GIBSON, P. C. (ed.). The Oxford Guide to Film Studies. Oxford: Oxford University Press, JULLIER, L.; MARIE, M. Lire Les Images de Cinéma. Paris : Larousse, KATZ, E. The Film Encyclopedia (3rd Edition). Nova Iorque : Perennial; McKEAN, E. (Ed.). The New Oxford American Dictionary Second Edition. Oxford University Press, MITCHELL, A.J. Visual Effects for Film and Television. Oxford: Focal Press, NETZLEY, P. D. Encyclopedia of Movie Special Effects. Phoenix : Oryx Press, PINEL,V. Ecoles Genres Et Mouvements Au Cinema. Paris : Larousse, PINTEAU, P. Special Effects: an oral history. Nova Iorque : Harry N. Abrams, REHM, R. Greek Tragic Theatre. Londres : Routledge, RICKITT, R. Special Effects, the history and the technique. Nova Iorque : Billboard Books, SAWICKI, M. Filming the Fantastic : A Guide to Visual Effect Cinematography. Oxford : Focal Press, STABLEFORD, B. Science Fact and Science Fiction. Nova Iorque : Routledge, URRERO, G. Cinefectos: trucajes y sombras. Una aproximación a los efectos especiales en la Historia del Cine. Barcelona : Royal Books, WHEELER, T. Phototruth or Photofiction? Ethics and Media Imagery in the Digital Age. Nova Iorque: Lawrence Erlbaum Associates, WILKIE, B. Creating Special Effects for Film and Television. Boston : Focal Press, ZAKIA, Richard & STROEBEL, Leslie D. The Focal Encyclopedia of Photography. Oxford : Focal Press, Eletrônicas: ANCINE. C C ESPECTADORES (1970/2010) por diretor. Disponível no endereço Capturado online no dia 20/06/2011. C C C por ano de lan amento. Disponível no endereço Capturado online no dia 20/06/2011.

11 Filmes: Chico Xavier - O Filme. Direção: Daniel Filho. Intérpretes: Matheus Costa, Angelo Antonio, Nelson Xavier, Tony Ramos. Brasil: Descobrimento do Brasil, O. Direção: Humberto Mauro. Intérpretes: Álvaro Costa, Manoel RochaDe Los Rios, Armando Duval, Reginaldo Calmon, João de Deus, João Silva. Brasil: Didi, o Caçador de Tesouros. Direção:Marcus Figueiredo. Intérpretes:Renato Aragão, Grazi Massafera, Eduardo Galvão, Francisco Cuoco. Brasil: Encarnação do Demônio, A. Direção: José Mojica Marins. Intérpretes: José Mojica Marins, Milhem Cortaz, Débora Muniz, Jece Valadão, Luís Melo. Brasil: Irma Vap O Retorno. Direção: Carla Camuratti. Intérpretes: Marco Nannini, Ney Latorraca. Brasil: Meu Nome Não é Johnny. Direção:Mauro Lima. Intérpretes: Selton Mello, Rafaela Mandelli, Eva Todor, André di Biasi. Brasil: Nosso Lar. Direção: Wagner de Assis. Intérpretes: Renato Prieto, Fernando Alves Pinto, Othon Bastos, Paulo Goulart.Brasil: Se Eu Fosse Você 2. Direção: Daniel Filho. Intérpretes: Glória Pires, Tony Ramos, Cássio Gabus Mendes, Maria Luisa. Brasil: Tropa de Elite 2. Direção: Jose Padilha. Intérpretes: Wagner Moura, Andre Ramiro, Maria Ribeiro, Milhem Cortaz. Brasil: Tropa de Elite. Direção:José Padilha. Intérpretes: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Milhem Cortaz. Brasil: Xuxa Gêmeas. Direção:Jorge Fernando. Intérpretes: Xuxa, Ivete Sangalo, Eike Duarte, Elisângela. Brasil: 2006.

FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM CINEMA E VÍDEO Ano Acadêmico de 2008 MATRIZ CURRICULAR

FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ CURSO DE BACHARELADO EM CINEMA E VÍDEO Ano Acadêmico de 2008 MATRIZ CURRICULAR MATRIZ CURRICULAR Carga Horária Semestral por Disciplina Disciplinas 1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre 8º semestre Total Obrigatórias Optativas Fundamentos

Leia mais

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Prof. Dr. Cássio Tomaim Departamento de Ciências da Comunicação Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)/Cesnors Adaptação: Prof. Claudio Luiz Fernandes

Leia mais

Onde Está a Felicidade, gratuitamente. A exibição acontece no Theatro Municipal Paulo Gracindo, a partir das 19h.

Onde Está a Felicidade, gratuitamente. A exibição acontece no Theatro Municipal Paulo Gracindo, a partir das 19h. {jathumbnail off}a Mostra Paulínia de Cinema 2012 apresenta nesta sexta-feira, 22, o longa-metragem Onde Está a Felicidade, gratuitamente. A exibição acontece no Theatro Municipal Paulo Gracindo, a partir

Leia mais

Missão. Objetivo Geral

Missão. Objetivo Geral SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO Curso: CINEMA E AUDIOVISUAL Missão O Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estácio de Sá tem como missão formar um profissional humanista, com perfil técnico e artístico

Leia mais

UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL

UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Existem infinitas maneiras de organizar, produzir e finalizar uma obra audiovisual. Cada pessoa ou produtora trabalha da sua maneira a partir de diversos fatores:

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Design 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Design 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Design 2011-1 DESENVOLVENDO A IDENTIDADE VISUAL DE UMA POUSADA EM CONSERVATÓRIA Alunos: OLIVEIRA,

Leia mais

1. ATELIÊ PRODUIRE AU SUD / IMAGEM DOS POVOS DE COPRODUÇÃO CINEMATOGRAFICA internacional

1. ATELIÊ PRODUIRE AU SUD / IMAGEM DOS POVOS DE COPRODUÇÃO CINEMATOGRAFICA internacional 1. ATELIÊ PRODUIRE AU SUD / IMAGEM DOS POVOS DE COPRODUÇÃO CINEMATOGRAFICA internacional Os Workshops do PRODUIRE AU SUD foram criados em 2000 em Nantes, França, dentro do Festival dos 3 Continents a fim

Leia mais

O teatro de hoje e seu tempo

O teatro de hoje e seu tempo VIII Jornada Latino-Americana de Estudos Teatrais 10 e 11 de Julho de 2015 Campus I da FURB / Teatro Carlos Gomes / Blumenau O teatro de hoje e seu tempo Promoção Universidade de Blumenau FURB Programa

Leia mais

TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA

TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA AUTOR / AUTOR: Iara Cardoso INSTITUIÇÃO / INSTITUCIÓN: Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) Unicamp,

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

O USO DAS REDES SOCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES DO LETRAMENTO DIGITAL

O USO DAS REDES SOCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES DO LETRAMENTO DIGITAL O USO DAS REDES SOCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES DO LETRAMENTO DIGITAL 1. INTRODUÇÃO Lygia de Assis Silva Sérgio Paulino Abranches Universidade Federal de Pernambuco lygia1@hotmail.com/ Este

Leia mais

Radionovela para e com deficientes visuais 1

Radionovela para e com deficientes visuais 1 Radionovela para e com deficientes visuais 1 Gabriela Rodrigues Pereira CAPPELLINI 2 Raquel PELLEGRINI 3 Christian GODOI 4 Centro Universitário do Monte Serrat, Santos, SP RESUMO Narrar histórias a deficientes

Leia mais

CINEMATOGRAFIA JOGOS DE LUZES E SOMBRAS NA DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA. por Bruno Polidoro

CINEMATOGRAFIA JOGOS DE LUZES E SOMBRAS NA DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA. por Bruno Polidoro CINEMATOGRAFIA JOGOS DE LUZES E SOMBRAS NA DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA por Bruno Polidoro O CURSO O curso pretende um mergulho do participante no universo da direção de fotografia para o audiovisual, com foco

Leia mais

TRIANGULAÇÃO DE IMAGENS

TRIANGULAÇÃO DE IMAGENS 1 TRIANGULAÇÃO DE IMAGENS Profa. Teresa Cristina Melo da Silveira (Teca) E.M. Professor Oswaldo Vieira Gonçalves SME/PMU 1 Comunicação Relato de Experiência Triangulação de Imagens foi o nome escolhido

Leia mais

CRÍTICA GENÉTICA E ROTEIROS DE CINEMA

CRÍTICA GENÉTICA E ROTEIROS DE CINEMA CRÍTICA GENÉTICA E ROTEIROS DE CINEMA Carlos Gerbase 1 Resumo Este ensaio mostra as diversas fontes que podem ser utilizadas na crítica genética de roteiros de cinema (incluindo não só textos, mas também

Leia mais

17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO. 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo

17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO. 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo 17º FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO 06.08 a 12.08 Rio de Janeiro 13.08 a 19.08 São Paulo APRESENTAÇÃO O 17º Festival Brasileiro de Cinema Universitário acontecerá de 6 a 12 de agosto de 2012,

Leia mais

A trama acompanha um dia fantástico na vida de um jovem negro, funcionário de uma

A trama acompanha um dia fantástico na vida de um jovem negro, funcionário de uma DIA DE PRETO, primeiro filme de longa-metragem do trio Marcial Renato, Daniel Mattos e Marcos Felipe, vai estrear em salas de cinema na sexta-feira dia 23 de novembro de 2012, quando se comemora a Semana

Leia mais

A UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO DE ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Resumo

A UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO DE ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Resumo A UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO DE ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Camila Lacerda Ortigosa Pedagogia/UFU mila.lacerda.g@gmail.com Eixo Temático: Educação Infantil Relato de Experiência Resumo

Leia mais

Matemática na Vida. Série: Razão e Proporção Conceito no dia a dia

Matemática na Vida. Série: Razão e Proporção Conceito no dia a dia Matemática na Vida Série: Razão e Proporção Conceito no dia a dia Resumo Com uma câmera nas mãos, o nosso curioso personagem Euclides, procura compreender os mistérios da Matemática por de trás de situações

Leia mais

O que é Estudio Cosmica?

O que é Estudio Cosmica? Apresentacao O que é Estudio Cosmica? Criação e Concepção de Ideias e Projetos. Estudio Cosmica é um Estúdio de Criação e desenvolvimento de Ideias, Sempre Atento e antenado ao Mercado e novidades, buscando

Leia mais

COMPUTAÇÃO GRÁFICA O QUE É?

COMPUTAÇÃO GRÁFICA O QUE É? COMPUTAÇÃO GRÁFICA O QUE É? Curso: Tecnológico em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Disciplina: COMPUTAÇÃO GRÁFICA 4º Semestre Prof. AFONSO MADEIRA SUMÁRIO O que é COMPUTAÇÃO GRÁFICA Áreas relacionadas

Leia mais

COMANDO VERDE GUERRA CIVIL NO RIO DE JANEIRO

COMANDO VERDE GUERRA CIVIL NO RIO DE JANEIRO COMANDO VERDE OPERAÇÃO ARCANJO Comando Verde o surpreenderá pela forma que apresenta críticas sociais a problemas enraizados no dia a dia brasileiro, sem que você sinta que está sendo exposto às vísceras

Leia mais

PERÍODO/ DATA EVENTO LOCAL 29 de novembro de 2014 Publicação da portaria Diário Oficial do Estado. 01 de dezembro de 2014 Divulgação do regulamento

PERÍODO/ DATA EVENTO LOCAL 29 de novembro de 2014 Publicação da portaria Diário Oficial do Estado. 01 de dezembro de 2014 Divulgação do regulamento PORTARIA SEE Nº 5840 DE 28 DE NOVEMBRO DE 2014 O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES em exercício, no uso de suas atribuições, por intermédio da Secretaria Executiva de Desenvolvimento da Educação, considerando

Leia mais

Guia de Discussão Série Eu e meu dinheiro Episódio: O pão da avó

Guia de Discussão Série Eu e meu dinheiro Episódio: O pão da avó Guia de Discussão Série Eu e meu dinheiro Episódio: O pão da avó Sumário Sobre a série... 3 Material de apoio... 3 Roteiro para uso dos vídeos em grupos... 4 Orientações para o facilitador... 4 Conduzindo

Leia mais

Pré-requisito: Conhecimentos básicos de língua inglesa.

Pré-requisito: Conhecimentos básicos de língua inglesa. Pare de assistir e comece a escrever, criar e produzir para a televisão! A arte de contar histórias é a força cultural dominante no mundo contemporâneo, e as séries televisivas são o meio mais atraente

Leia mais

Efeitos visuais e seus usos em filmes brasileiros entre os anos de 2009 a

Efeitos visuais e seus usos em filmes brasileiros entre os anos de 2009 a Efeitos visuais e seus usos em filmes brasileiros entre os anos de 2009 a 2013 1 Roberto TIETZMANN 2 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS Resumo O uso de efeitos visuais

Leia mais

Antes que me esqueçam, meu nome é Edy Star

Antes que me esqueçam, meu nome é Edy Star Antes que me esqueçam, meu nome é Edy Star O documentário aborda a trajetória artística de Edvaldo Souza, o Edy Star, cantor, ator, dançarino, produtor teatral e artista plástico baiano. Edy iniciou a

Leia mais

LENDO IMAGENS A PARTIR DE PROPOSTAS DE AÇÃO EDUCATIVA EM EVENTOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS.

LENDO IMAGENS A PARTIR DE PROPOSTAS DE AÇÃO EDUCATIVA EM EVENTOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS. LENDO IMAGENS A PARTIR DE PROPOSTAS DE AÇÃO EDUCATIVA EM EVENTOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS. ARAÚJO, Haroldo de 1; Prof.Dr. Costa, Luis Edegar de Oliveira 2;. Palavras chaves: Arte contemporânea; curadoria;

Leia mais

NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda.

NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda. 2 NÖOS RESFEST é o festival da cultura pop de vanguarda em suas várias formas: cinema digital, música, design gráfico, arte e moda. Na sua 5ª edição no Brasil o NÖOS RESFEST tem duração de 3 dias e será

Leia mais

O uso da informática na escola: Webquest como estratégia de aprendizagem construtivista

O uso da informática na escola: Webquest como estratégia de aprendizagem construtivista O uso da informática na escola: Webquest como estratégia de aprendizagem construtivista Maira Teresinha Lopes Penteado 1 Gisele Dorneles Fernandes 2 RESUMO: O presente artigo tem por finalidade esclarecer

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PÓS-PRODUÇÃO E EFEITOS ESPECIAIS Ano Lectivo 2010/2011

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PÓS-PRODUÇÃO E EFEITOS ESPECIAIS Ano Lectivo 2010/2011 Programa da Unidade Curricular PÓS-PRODUÇÃO E EFEITOS ESPECIAIS Ano Lectivo 2010/2011 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Comunicação e Multimédia 3. Ciclo de Estudos 1º

Leia mais

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO 1. AUDIOVISUAL NO ENSINO MÉDIO O audiovisual tem como finalidade realizar-se como crítica da cultura,

Leia mais

Idealizado pelo Instituto Acqua, foi contemplado no Concurso de Projetos Integração Comunidades promovido pela Petrobras no Ano de 2009.

Idealizado pelo Instituto Acqua, foi contemplado no Concurso de Projetos Integração Comunidades promovido pela Petrobras no Ano de 2009. Idealizado pelo Instituto Acqua, foi contemplado no Concurso de Projetos Integração Comunidades promovido pela Petrobras no Ano de 2009. E prorrogado o patrocínio para o período de 2011/2012. O que é O

Leia mais

CINEMA NOSSO. Ação educacional pela democratização e convergência do audiovisual

CINEMA NOSSO. Ação educacional pela democratização e convergência do audiovisual CINEMA NOSSO escola audiovisual Ação educacional pela democratização e convergência do audiovisual Nossa História Em Agosto de 2000, um grupo de duzentos jovens de áreas populares cariocas foi reunido

Leia mais

Produção Eletrônica em Rádio e TV

Produção Eletrônica em Rádio e TV Produção Eletrônica em Rádio e TV Conceitos de Produção Audiovisual Etapas de Produção Sinopse, Roteiro, Análise Técnica Equipe Técnica / Produção Planos e Movimentos de Câmera Prof. Dirceu Lemos dirceulemos@yahoo.com.br

Leia mais

CLIQUES PARA UM MUNDO SUSTENTÁVEL REGULAMENTO 1. OBJETIVO DO CONCURSO

CLIQUES PARA UM MUNDO SUSTENTÁVEL REGULAMENTO 1. OBJETIVO DO CONCURSO REGULAMENTO 1. OBJETIVO DO CONCURSO A intenção é despertar nos alunos o interesse para as questões ambientais por meio de tecnologias como: câmeras fotográficas digitais, telefones celulares, tablets entre

Leia mais

Paula Almozara «Paisagem-ficção»

Paula Almozara «Paisagem-ficção» Rua da Atalaia, 12 a 16 1200-041 Lisboa + (351) 21 346 0881 salgadeiras@sapo.pt www.salgadeiras.com Paula Almozara «Paisagem-ficção» No âmbito da sua estratégia internacional, a Galeria das Salgadeiras

Leia mais

Projetos pré-selecionados serão apresentados oralmente pelos produtores a executivos do Cartoon Network e jurados convidados.

Projetos pré-selecionados serão apresentados oralmente pelos produtores a executivos do Cartoon Network e jurados convidados. PITCHING CARTOON NETWORK / 13 º FORUM BRASIL - 2012 Durante o 13º Fórum Brasil de Televisão, nos dias 4 e 5 de junho, no Centro de Exposições Frei Caneca, em São Paulo, o Cartoon Network selecionará um

Leia mais

WORKSHOP Sanguecine Sanguecine

WORKSHOP Sanguecine Sanguecine WORKSHOP Sanguecine é um workshop sobre a história, a produção e o mercado de cinema de gênero em âmbito mundial. Ele é derivado de um cineclube dedicado exclusivamente ao cinema fantástico e de gênero

Leia mais

Prefeitura Municipal de Resende Superintendência Municipal de Licitações e Contratos

Prefeitura Municipal de Resende Superintendência Municipal de Licitações e Contratos Prefeitura Municipal de Resende Superintendência Municipal de Licitações e Contratos EDITAL DE CONCURSO Nº 01/2014 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 8624/2014 A Superintendência Municipal de Licitações e Contratos

Leia mais

CURSO DE ENFERMAGEM EDITAL DE CHAMADA PARA A V MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE ENFERMAGEM Nº 05 /2012

CURSO DE ENFERMAGEM EDITAL DE CHAMADA PARA A V MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE ENFERMAGEM Nº 05 /2012 CURSO DE ENFERMAGEM EDITAL DE CHAMADA PARA A V MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE ENFERMAGEM Nº 05 /2012 A Coordenação do Curso de Enfermagem da Fanor- DeVry Brasil, no uso de suas atribuições,

Leia mais

CURSOS DE FORMAÇÃO COM ANIMAÇÃO NO PLANO DE ESTUDOS

CURSOS DE FORMAÇÃO COM ANIMAÇÃO NO PLANO DE ESTUDOS CURSOS DE FORMAÇÃO COM ANIMAÇÃO NO PLANO DE ESTUDOS Portugal, 2010 Documento elaborado pelo grupo de trabalho designado como Formação com base em orientações determinadas no encontro nacional de profissionais

Leia mais

WORKING PAPERS AVATAR EXPRESS: CREATE, EDIT, ANIMATE

WORKING PAPERS AVATAR EXPRESS: CREATE, EDIT, ANIMATE WORKING PAPERS AVATAR EXPRESS: CREATE, EDIT, ANIMATE Resumo Nos dias de hoje a forma como comunicamos e interagimos com o mundo passa, muitas vezes, por ecrãs. Televisão, computadores, telemóveis e tablets

Leia mais

SESC Petrolina 09, 10 e 11 de agosto de 2010. Marcus Ramos UNIVASF

SESC Petrolina 09, 10 e 11 de agosto de 2010. Marcus Ramos UNIVASF SESC Petrolina 09, 10 e 11 de agosto de 2010 Marcus Ramos UNIVASF Engenheiro elétrico (USP/82); Mestre em Sistemas Digitais (USP/91); Professor do curso de Engenharia de Computação da UNIVASF em Juazeiro-BA

Leia mais

O sol, presença insistente em nosso dia-a-dia, é elemento de composição fixo, em contraponto ao movimento linear.

O sol, presença insistente em nosso dia-a-dia, é elemento de composição fixo, em contraponto ao movimento linear. Estes cavalos ora mostrados são linhas que vêm da minha infância. Por isso, o expressionismo gráfico não esconde a ingenuidade do tratamento das figuras. O sol, presença insistente em nosso dia-a-dia,

Leia mais

Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento.

Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento. Utilize o roteiro abaixo como mapa para elaboração do projeto. Organizado o conjunto, amplie as partes que requerem detalhamento. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA Título provisório (uma expressão

Leia mais

Colégio Cor Jesu Brasília DF. Plano de Curso 2011. Educação Infantil III

Colégio Cor Jesu Brasília DF. Plano de Curso 2011. Educação Infantil III Colégio Cor Jesu Brasília DF Plano de Curso 2011 Educação Infantil III Área de conhecimento: Linguagem Série: Infantil III Educação Infantil Competências Habilidades a serem desenvolvidas Eixo/Conteúdos

Leia mais

FUJIFILM FinePix 1 RESUMO

FUJIFILM FinePix 1 RESUMO FUJIFILM FinePix 1 Bruna Karen Theodoro de SOUZA 2 Bruna Lais SILVA 3 Daiana MÜLLER 4 Daiane Alves Vila Nova RODRIGUES 5 Marcos Sérgio da Silva SARAIVA 6 Ronaldo Santana dos SANTOS 7 Edson PAIVA 8 Centro

Leia mais

O olho que pensa, a mão que faz, o corpo que inventa

O olho que pensa, a mão que faz, o corpo que inventa G eoff Rees Be neat h t he re ef, 199 2, s er igr af i a Fot o: Fau st o Fleur y O olho que pensa, a mão que faz, o corpo que inventa Com as proposições didáticas sugeridas, espera-se que os alunos possam

Leia mais

FICSAM - WORKSHOP INTENSIVO DE CINEMA DIGITAL (com rodagem de curta-metragem) Dias 8, 9 e 10 OUTUBRO de 2015 (três dias de formação)

FICSAM - WORKSHOP INTENSIVO DE CINEMA DIGITAL (com rodagem de curta-metragem) Dias 8, 9 e 10 OUTUBRO de 2015 (três dias de formação) FICSAM - WORKSHOP INTENSIVO DE CINEMA DIGITAL (com rodagem de curta-metragem) Dias 8, 9 e 10 OUTUBRO de 2015 (três dias de formação) Horário: Dias 8 e 9 das 18h às 22h Dia 10 das 10:30 às 13:30 e das 14:30

Leia mais

Portfólio de Criação Espaço Experiência 1. Gabriel Godinho CARRARO 2 Julia Meinhardt TELLES 3 Jarissa Maguatini Pinto COGOY 4 Vinícius MANO 5

Portfólio de Criação Espaço Experiência 1. Gabriel Godinho CARRARO 2 Julia Meinhardt TELLES 3 Jarissa Maguatini Pinto COGOY 4 Vinícius MANO 5 Portfólio de Criação Espaço Experiência 1 Gabriel Godinho CARRARO 2 Julia Meinhardt TELLES 3 Jarissa Maguatini Pinto COGOY 4 Vinícius MANO 5 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto

Leia mais

LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FORMAS DE CONHECER O MUNDO

LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FORMAS DE CONHECER O MUNDO LINGUAGEM ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FORMAS DE CONHECER O MUNDO SILVA, Hayana Crislayne Benevides da. Graduanda Pedagogia - UEPB/Campus I hayana_benevides@yahoo.com.br SILVA, Alzira Maria Lima da. Graduanda

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE ARTES VISUAIS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA VISUAL MESTRADO PLANO DE ENSINO DISCIPLINA:

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE ARTES VISUAIS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA VISUAL MESTRADO PLANO DE ENSINO DISCIPLINA: UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE ARTES VISUAIS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA VISUAL MESTRADO ANO: PLANO DE ENSINO DISCIPLINA: Disciplina: Tópicos Especiais em Arte e Visualidades - Imagem

Leia mais

Pronac Nº 1111032 Você em Cenna é um concurso cultural que irá eleger atores e atrizes amadores de todo o país, que enviarão vídeos de suas performances para votação popular e de júri especializado. Os

Leia mais

AUTOR(ES): EDUARDO COSTA LOPES DA SILVA JUNIOR, CAIO CESAR DUARTE DE CARVALHO, OSMAR DA SILVA MOTTA JUNIOR

AUTOR(ES): EDUARDO COSTA LOPES DA SILVA JUNIOR, CAIO CESAR DUARTE DE CARVALHO, OSMAR DA SILVA MOTTA JUNIOR TÍTULO: SISTEMA PARA GERENCIAMENTO DE TEATROS DIONÍSIO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA SUBÁREA: ENGENHARIAS INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA AUTOR(ES): EDUARDO COSTA LOPES DA

Leia mais

ASPARMIG- Pelo que você corre? 1

ASPARMIG- Pelo que você corre? 1 ASPARMIG- Pelo que você corre? 1 Nayara CAMPOS 2 Bárbara CAROLINA 3 Brenda SIQUEIRA 4 Emília RODRIGUES 5 Elisa FERRARI 6 Flávia POLASTRI 7 Gabriela NEVES 8 Laísa ANRADE 9 Luiza CHEIB 10 Lamounier LUCAS

Leia mais

5 Considerações finais retomando o problema

5 Considerações finais retomando o problema 5 Considerações finais retomando o problema A análise dos dados, dividida nos eixos critérios de avaliação, interpretação e juízo moral, tentou responder as perguntas formuladas no início da pesquisa como

Leia mais

Introdução. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ASPECTOS QUANTITATIVOS DO 26º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DA CANÇÃO FUC

Introdução. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ASPECTOS QUANTITATIVOS DO 26º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DA CANÇÃO FUC 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO (X) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ASPECTOS QUANTITATIVOS

Leia mais

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I EDUCAÇÃO INFANTIL Maceió, 12 de março de 2015. GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I Senhores pais ou responsáveis Iniciamos esta semana os projetos pedagógicos do 1 Trimestre letivo. As turmas de Jardim

Leia mais

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR APRESENTAÇÃO Nosso objetivo é inaugurar um espaço virtual para o encontro, o diálogo e a troca de experiências. Em seis encontros, vamos discutir sobre arte, o ensino da

Leia mais

As imagens vencedoras estamparão algumas janelas do Colégio, além de serem divulgadas via Facebook e site do Instituto Sidarta.

As imagens vencedoras estamparão algumas janelas do Colégio, além de serem divulgadas via Facebook e site do Instituto Sidarta. INFORMAÇÕES GERAIS O concurso de fotos que celebra os 15 anos do Instituto Sidarta tem como tema Cenas no Sidarta, ou seja, cenas da experiência vivida no Sidarta que foram e são importantes para os alunos

Leia mais

h p://www.confabulefilmes.com.br/fes vais inscrições até junho/11

h p://www.confabulefilmes.com.br/fes vais inscrições até junho/11 1 de 5 21/06/2011 17:55 FESTIVAIS inscrições até junho/11 1ª MOSTRA DE VÍDEO UNIVERSITÁRIO DA UNICAP A 1ª Mostra de Vídeo Universitário da Unicap é uma atividade integrada à programação de comemoração

Leia mais

Era uma vez Lipe : o nascimento de um amigo imaginário na Educação Infantil

Era uma vez Lipe : o nascimento de um amigo imaginário na Educação Infantil Era uma vez Lipe : o nascimento de um amigo imaginário na Educação Infantil Me. Tony Aparecido Moreira FCT/UNESP Campus de Presidente Prudente SP tony.educ@gmail.com Comunicação Oral Pesquisa finalizada

Leia mais

Guia Curta Fácil 1 Festival Nacional Curta no Celular de Taubaté

Guia Curta Fácil 1 Festival Nacional Curta no Celular de Taubaté 1 Conteúdo TIPOS DE PLANOS... 3 PLANO GERAL... 3 PLANO MÉDIO... 3 PLANO AMERICANO... 4 PRIMEIRO PLANO OU CLOSE-UP... 4 PRIMEIRÍSSIMO PLANO... 4 MOVIMENTOS DE CÂMERA... 5 PANORÂMICAS - PANS... 5 PANORÂMICA

Leia mais

QUESTÃO 04 QUESTÃO 05

QUESTÃO 04 QUESTÃO 05 QUESTÃO 01 Arte abstrata é uma arte: a) que tem a intenção de representar figuras geométricas. b) que não pretende representar figuras ou objetos como realmente são. c) sequencial, como, por exemplo, a

Leia mais

ANIMAÇÃO DIGITAL O CURSO

ANIMAÇÃO DIGITAL O CURSO ANIMAÇÃO DIGITAL O CURSO Através dos dois maiores softwares para criação de personagens e edição de filmes aprenda a dar os primeiros passos no universo cinematográfico. Este curso aborda também toda técnica

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE MATEMÁTICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE MATEMÁTICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE MATEMÁTICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE MATEMÁTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE MATEMÁTICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE MATEMÁTICA ANÁLISE COMBINATÓRIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA PROPOSTA DE ENSINO A PARTIR

Leia mais

Como obter excelentes. Resultados. no Marketing Digital. Aprenda a usar 3 metas matadoras. Publicação SEVEN - SPD

Como obter excelentes. Resultados. no Marketing Digital. Aprenda a usar 3 metas matadoras. Publicação SEVEN - SPD Como obter excelentes Resultados no Marketing Digital Aprenda a usar 3 metas matadoras Publicação SEVEN - SPD Sumário Introdução Cápítulo 1 Comprometa-se com o Sonho Pessoal Capítulo 2 Desenvolva sua Estratégia

Leia mais

BANDEIRAS EUROPÉIAS: CORES E SÍMBOLOS (PORTUGAL)

BANDEIRAS EUROPÉIAS: CORES E SÍMBOLOS (PORTUGAL) BANDEIRAS EUROPÉIAS: CORES E SÍMBOLOS (PORTUGAL) Resumo A série apresenta a formação dos Estados europeus por meio da simbologia das cores de suas bandeiras. Uniões e cisões políticas ocorridas ao longo

Leia mais

Elaboração de perfis longos dentro do projeto Memória Visual através da fotografia: revitalização do Cais Mauá

Elaboração de perfis longos dentro do projeto Memória Visual através da fotografia: revitalização do Cais Mauá Elaboração de perfis longos dentro do projeto Memória Visual através da fotografia: revitalização do Cais Mauá José Lourenço Degani 1 1. Introdução Quando, dentro do projeto Memória Visual Através da Fotografia:

Leia mais

Testemunha 4. Sinopse. Apresentação. Rio de Janeiro, Brasil 2011 documentário 70 min HD cor

Testemunha 4. Sinopse. Apresentação. Rio de Janeiro, Brasil 2011 documentário 70 min HD cor Testemunha 4 Rio de Janeiro, Brasil 2011 documentário 70 min HD cor Sinopse Uma personagem, uma atriz e o passar das horas em um interrogatório do Holocausto. Apresentação O documentário acompanha a trajetória

Leia mais

O MODELO DA TELEVISÃO BRASILEIRA NA CONCEPÇÃO DE VIDEOAULAS: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA DO IFSC NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA.

O MODELO DA TELEVISÃO BRASILEIRA NA CONCEPÇÃO DE VIDEOAULAS: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA DO IFSC NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. O MODELO DA TELEVISÃO BRASILEIRA NA CONCEPÇÃO DE VIDEOAULAS: UMA EXPERIÊNCIA INOVADORA DO IFSC NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Autor: Paulo Vitor Tavares, Ms. Palavras-chave: EAD, Televisão, Videoaula, IFSC.

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Um ensino forte e bilíngue é o passaporte do seu filho para um mundo de oportunidades. É por isso que propomos uma cultura internacional, com

Um ensino forte e bilíngue é o passaporte do seu filho para um mundo de oportunidades. É por isso que propomos uma cultura internacional, com Um ensino forte e bilíngue é o passaporte do seu filho para um mundo de oportunidades. É por isso que propomos uma cultura internacional, com disciplinas ministradas em português e inglês, e uma metodologia

Leia mais

Figura 56. Tema Folclore. Figura 58 Personagens ou Imagens do Folclore Brasileiro: Cuca

Figura 56. Tema Folclore. Figura 58 Personagens ou Imagens do Folclore Brasileiro: Cuca O tema do folclore pintado pelos alunos passou por uma seleção de imagens escolhidas por eles mesmos, desenhadas anteriormente em classe para depois tais desenhos serem apresentados para a votação. As

Leia mais

Lata na mão, grafiteiro na rua, arte na prede e a montagem de um vídeo etnográfico na Amazônia 1

Lata na mão, grafiteiro na rua, arte na prede e a montagem de um vídeo etnográfico na Amazônia 1 Lata na mão, grafiteiro na rua, arte na prede e a montagem de um vídeo etnográfico na Amazônia 1 Leila Cristina Leite Ferreira-UFPA RESUMO: Este artigo traz como discussão a captação, a elaboração e a

Leia mais

REGULAMENTO ARTE MOVIE FESTIVAL DE CURTAS

REGULAMENTO ARTE MOVIE FESTIVAL DE CURTAS REGULAMENTO ARTE MOVIE FESTIVAL DE CURTAS A empresa Gaia Cultura & Arte, CNPJ: 10.709.140/0001-97, sediada na Rua Giordano Bruno, 160 na cidade de Porto Alegre, torna público, para o conhecimento dos interessados,

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA PARA CADASTRO E SELEÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS

CHAMADA PÚBLICA PARA CADASTRO E SELEÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS CHAMADA PÚBLICA PARA CADASTRO E SELEÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS 1. Sobre a Sétima A SÉTIMA quer ajudar os realizadores, artistas, coletivos de audiovisual, distribuidoras e produtoras, que não

Leia mais

GENTE EDUCADA, CIDADE BONITA. Modelo de Projeto para Leopoldina Minas Gerais. Projeto de Atividades. 1º Edição

GENTE EDUCADA, CIDADE BONITA. Modelo de Projeto para Leopoldina Minas Gerais. Projeto de Atividades. 1º Edição GENTE EDUCADA, CIDADE BONITA Projeto de Atividades 1º Edição Modelo de Projeto para Leopoldina Minas Gerais 1. INTRODUÇÃO A educação atualmente não pode se restringir apenas ao ambiente escolar, o estudante

Leia mais

Tipo de atividade: Passeio/visita e redação. Objetivo: Conhecer alguns centros e templos religiosos existentes no bairro/cidade e desenvolver

Tipo de atividade: Passeio/visita e redação. Objetivo: Conhecer alguns centros e templos religiosos existentes no bairro/cidade e desenvolver A série Sagrado é composta por programas que, através de um recorte históricocultural, destacam diferentes pontos de vista das tradições religiosas. Dez representantes religiosos respondem aos questionamentos

Leia mais

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR.

SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. ISSN 2316-7785 SOBRE A PRODUÇÃO DE PESQUISAS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COM VIÉS FINANCEIRO ESCOLAR. Rodrigo Martins de Almeida Instituo Estadual de Educação de Juiz de Fora (IEE/JF) rodrigomartinsdealmeida@yahoo.com.br

Leia mais

História da Probabilidade. Série Cultura. Objetivos 1. Apresentar alguns fatos históricos que levaram ao desenvolvimento da teoria da probabilidade.

História da Probabilidade. Série Cultura. Objetivos 1. Apresentar alguns fatos históricos que levaram ao desenvolvimento da teoria da probabilidade. História da Probabilidade Série Cultura Objetivos 1. Apresentar alguns fatos históricos que levaram ao desenvolvimento da teoria da probabilidade. História da Probabilidade Série Cultura Conteúdos História

Leia mais

O olho que pensa, a mão que faz, o corpo que inventa

O olho que pensa, a mão que faz, o corpo que inventa Nelson Ram os Alert a, 199 2, s er igr af i a F ot o: Fau st o F leur y O olho que pensa, a mão que faz, o corpo que inventa Com as proposições didáticas sugeridas, espera-se que os alunos possam se aproximar,

Leia mais

Tutorial - Vetorizando uma fotografia

Tutorial - Vetorizando uma fotografia Tutorial - Vetorizando uma fotografia Thiago Santos 02-2013 Vetorizando uma fotografia Meu nome é Thiago Santos e vou mostrar a vocês como vetorizar uma fotografia. O processo não é muito complicado, mas

Leia mais

Windowns Live Movie Maker

Windowns Live Movie Maker Windowns Live Movie Maker PROGRAMA CONECTIVIDADE AMBIENTE VIRTUAL PARA APRENDIZAGEM COLABORATIVA CURSO DE TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO Diretoria de Educação Assessoria de Tecnologias Educacionais Gerência de

Leia mais

10º ENCONTRO NACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DOS SERTÕES Realização ESCALET Produções Cinematográficas Patrocínio PETROBRAS. De 04 a 08 de novembro de 2015

10º ENCONTRO NACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DOS SERTÕES Realização ESCALET Produções Cinematográficas Patrocínio PETROBRAS. De 04 a 08 de novembro de 2015 10º ENCONTRO NACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DOS SERTÕES Realização ESCALET Produções Cinematográficas Patrocínio PETROBRAS De 04 a 08 de novembro de 2015 REGULAMENTO I DA DATA E LOCAL Art. 1º: O 10º ENCONTRO

Leia mais

DESENVOVIMENTO DE GAMES APRESENTAÇÃO. MARCELO HENRIQUE DOS SANTOS http://www.marcelohsantos.com marcelosantos@outlook.com

DESENVOVIMENTO DE GAMES APRESENTAÇÃO. MARCELO HENRIQUE DOS SANTOS http://www.marcelohsantos.com marcelosantos@outlook.com JOGOS DIGITAIS DESENVOVIMENTO DE GAMES APRESENTAÇÃO MARCELO HENRIQUE DOS SANTOS http://www.marcelohsantos.com marcelosantos@outlook.com Bacharel em Sistema de Informação Pós Graduado em Games : Produção

Leia mais

UMA CÂMERA OU CELULAR NA MÃO E UMA IDEIA NA CABEÇA: TRABALHANDO O GÊNERO DOCUMENTÁRIO EM SALA DE AULA

UMA CÂMERA OU CELULAR NA MÃO E UMA IDEIA NA CABEÇA: TRABALHANDO O GÊNERO DOCUMENTÁRIO EM SALA DE AULA UMA CÂMERA OU CELULAR NA MÃO E UMA IDEIA NA CABEÇA: TRABALHANDO O GÊNERO DOCUMENTÁRIO EM SALA DE AULA Wanda Patrícia de Sousa Gaudêncio (UFPB/PROFLETRAS) wandapatricia@evl.com.br Sandra Regina Pereira

Leia mais

6 Considerações finais

6 Considerações finais 6 Considerações finais A pesquisa deste mestrado se iniciou a partir de diversos questionamentos quanto ao uso e aplicabilidade da tecnologia de Realidade Aumentada em celulares. Não houve uma questão

Leia mais

O Alma é um projeto educacional que busca olhar e cuidar da sua fotografia como um todo, do clique ao post: técnica, fluxo de trabalho, estilo,

O Alma é um projeto educacional que busca olhar e cuidar da sua fotografia como um todo, do clique ao post: técnica, fluxo de trabalho, estilo, O Alma é um projeto educacional que busca olhar e cuidar da sua fotografia como um todo, do clique ao post: técnica, fluxo de trabalho, estilo, pós-produção, referências, precificação, atendimento ao cliente,

Leia mais

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; INFANTIL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com a confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações:

Leia mais

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental

Pedro Bandeira. Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental Pedro Bandeira Pequeno pode tudo Leitor em processo 2 o e 3 o anos do Ensino Fundamental PROJETO DE LEITURA Coordenação: Maria José Nóbrega Elaboração: Rosane Pamplona De Leitores e Asas MARIA JOSÉ NÓBREGA

Leia mais

Conhecendo uma Agência de Publicidade¹

Conhecendo uma Agência de Publicidade¹ Conhecendo uma Agência de Publicidade¹ Anthony Andrade NOBRE² Edmilson da Silva GUSMÃO³ Marla Eglaea da Silva FREIRE 4 Rakel de Araripe Bastos CAMINHA 5 Rodolfo Carlos MARQUES 6 Claúdia Adriane SOUZA 7

Leia mais

É possível conjugar uma sessão de cinema com uma oficina.

É possível conjugar uma sessão de cinema com uma oficina. 12 18 Anos ESTAS IMAGENS SÃO UM RODOPIO!/////////////////////////////////////// 3 CINEMA EM CASA!////////////////////////////////////////////////////////////////////// 4 BRINQUEDOS ÓPTICOS///////////////////////////////////////////////////////////////

Leia mais

EDITAL 02/2013 CONCURSO FOTOGRÁFICO DAMÁRIO DA CRUZ II FÓRUM INTERNACIONAL VINTE DE NOVEMBRO

EDITAL 02/2013 CONCURSO FOTOGRÁFICO DAMÁRIO DA CRUZ II FÓRUM INTERNACIONAL VINTE DE NOVEMBRO EDITAL 02/2013 CONCURSO FOTOGRÁFICO DAMÁRIO DA CRUZ II FÓRUM INTERNACIONAL VINTE DE NOVEMBRO VII FÓRUM PRÓ-IGUALDADE RACIAL E INCLUSÃO SOCIAL DO RECÔNCAVO A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA,

Leia mais

Regulamento das oficinas

Regulamento das oficinas Regulamento das oficinas As oficinas oferecidas pelo Cine Festival Inconfidentes Festival Nacional de Cinema e Vídeo de Mariana são gratuitas e abertas à participação da comunidade; Cada pessoa poderá

Leia mais

Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados

Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Não Era uma Vez... Contos clássicos recontados escrito por Vários autores Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

Coordenadoras: Enalva de Santana Santos e Márcia Soares Ramos Alves

Coordenadoras: Enalva de Santana Santos e Márcia Soares Ramos Alves TEMA : BRINCANDO E APRENDENDO NA ESCOLA Coordenadoras: Enalva de Santana Santos e Márcia Soares Ramos Alves Autora: Prof a Cássia de Fátima da S. Souza PÚBLICO ALVO Alunos de 04 anos TEMA: BRINCANDO E

Leia mais

Palavras-chave: mídia, sociedade de cultura, meios de comunicação de massa.

Palavras-chave: mídia, sociedade de cultura, meios de comunicação de massa. MÍDIA, IDENTIDADE CULTURAL E SOCIEDADE Viviane L Martins Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP Resumo Este artigo visa uma breve análise sobre o modo como a mídia interage com a sociedade de cultura.

Leia mais