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2 HOMEM, ANIMAL DE DUAS CABEÇAS GALENO PROCÓPIO M. ALVARENGA Esse livro faz parte do acervo de publicações do Psiquiatra e Psicólogo Galeno Alvarenga. Disponibilizamos também a versão impressa, que pode ser adquirida através do site do autor. Visite e saiba mais sobre: Publicações do Autor Transtornos Mentais Testes Psicológicos Medicamentos Galeria de Pinturas de Pacientes Vídeos / Programas de TV com participação de Galeno Alvarenga Tags: Cérebro e Mente, Comportamento / Condutas, Desenvolvimento Cognitivo / Cognição, Educação e Conhecimento, Emoções Sentimentos Controle, Informação Linguagem e comunicação, Livros Neurociência, Livros Online Grátis, Livros Psicologia, Livros Psiquiatria, Memória e Indivíduo, Neurotransmissores, Percepção Estímulo, Sinapses, Sistema Neural Neurônio, Sistema Sensorial 2

3 Índice Introdução Introdução Explicações das explicações Compreendendo os fatos e as pessoas: Nosso Processador de informações O Homem em Ação Organismo e início da vida Estudando cientificamente o cérebro As explicações das ciências O aparecimento dos seres vivos Organismo: O Homem Nascimento do Bebê: Primeiros contatos O Cérebro antigo e a evolução Interocepção: Constância do Organismo Ser vivo e Meio Ambiente Ser vivo: Ruídos e desorganizações Duas faces: mecanismo interno x externo Organismo: Evolução e genes Evolução Seleção e Evolução: Modos de reagirao Meio Evolução: Início e Datas Os grandes primatas africanos: Nasce o homem A notável mudança Genética: Genoma, Genes, Transcrição O Genoma e Genes Genes: informações e conduta Gene e conduta: Psicobiologia 3

4 Sistema neural Informação Neural: unidade do SNC O organismo após o nascimento A viagem dos neurônios iniciais Por que envelhecemos? Sistema sensorial Sistema sensorial Operação, diversidade e tipos dos receptores Os Sentidos químicos Sinapse e plasticidade Plasticidade: O papel das sinapses neuronais Instalação de sinapses Remodelação do sistema nervoso Modificações de circuitos encefálicos: neuroplasticidade Períodos críticos Plasticidade de sinapses e circuitos maduros Percepção, estímulo e cognição Um pouco acerca da percepção Especulações acerca da percepção Filtros da mente: A censura interna Recepção de estímulos Processos mentais x rotina mental: (Cerebelo, Gânglios Basais e Hipocampo) Memória Introdução à memória Classificação: Tipos e subtipos de memória Duas grandes classes de memórias: Origem do conhecimento memorizado Categorias qualitativas da memória humana: Declarativa e procedimento Categorias temporais de memória A memória de trabalho Acerca da memória autobiográfica 4

5 Memória autobiográfica e outras Objetivos e Memória Memória e Esquecimento: doenças e envelhecimento Cognição Conhecimento adquirido: Aprendido, secundário Cognição e Córtices Associativos Um espaço especial para os cortices pré-frontrais: Dorsais e Laterais Adendo Uma síntese dos sistemas neurais Estruturas básicas: funções essenciais (regiões cerebrais importantes) Algumas subdivisões do Sistema Nervoso Central (snc): A MELHOR, VOCÊ ESCOLHE 5

6 Introdução Quando estudava Medicina já era um curioso acerca do funcionamento do cérebro. Assim, ao me formar em Medicina e, posteriormente, em Filosofia, trabalhei nos primeiros anos de minha vida profissional na área de psiquiatria e neurologia. Estudei como um burro, mas, aos poucos, notei que pouco ou nada compreendia a respeito do funcionamento de meu cérebro. Às vezes, deixava, por algum tempo, meus estudos, pois continuava um ignorante quase-perfeito a respeito dessa área. Teimoso, retornava à procura desse conhecimento que me atraía. Sempre, depois de esforços prolongados, eu continuava ignorante quanto ao meu (meu principal objetivo) e o seu cérebro. Muitas vezes pensei em desistir do estudo, mas o desânimo era seguido por impulsos para aprender. Eu insistia. Lia e lia; quase nada era compreendido acerca do funcionamento de meu cérebro e, evidentemente, do dos meus amigos, familiares e, por que não, de meus inimigos que começavam a aparecer e, aos poucos, foram aumentando. Depois de muitos anos de idas e vindas interrompi meu estudo desiludido. Entretanto, sem querer e sem notar, a partir da Década do Cérebro, retornei minhas leituras. Li alguns artigos, ocasionalmente, sérios e compreensíveis. Esses textos realmente forneciam alguma luz ao desejado. Mais animado, voltei à caça. A partir da nova safra de conhecimentos notei que todos os que escreviam anteriormente sobre o cérebro pouco ou nada conheciam; davam palpites, especulavam, pois as opiniões dadas não se assentavam em pesquisas bem elaboradas. Percebi, ainda, com alguma alegria, que eu não era o único a não entender nada acerca desse maravilhoso órgão que nos comanda. Somente há mais ou menos vinte anos que as principais revistas de 6

7 Medicina e Biologia do mundo começaram a despejar sobre os leitores curiosos textos acerca de pesquisas mostrando a anatomia e as funções de diversas regiões do encéfalo. Os estudos mais bem elaborados só começaram a aparecer há quinze anos, a partir do aparecimento de técnicas bastante diferentes dos chamados testes psicológicos e, também, dos estudos usando pacientes neurológicos, bem como as observações feitas em animais portadores de lesões cerebrais propositadamente provocadas. Foi aí então que surgiram as primeiras pesquisas fazendo uso da TEP (Tomografia por Emissão de Pósitrons), da TFRM (Tomografia Funcional por Ressonância Magnética), do exame do fluxo sanguíneo em regiões específicas do cérebro e, ao mesmo tempo, tarefas para provocar medo, alegria, raiva, previsões, felicidade, etc., nos sujeitos examinados. Esse livro nada mais é que um livro que eu, como leitor, gostaria de ter encontrado para comprar. Escrevi, para mim, uma série de idéias lidas, resumidas, reunidas e organizadas de certo modo peculiar. É claro que dei uma melhorada para publicá-lo. Li, cuidadosamente, reli e resumi textos diversos sobre esse assunto durante alguns anos. Foram lidos e relidos algumas dezenas de livros sobre o assunto e, principalmente, centenas de artigos modernos escritos pelos grandes pesquisadores desse assunto no vasto mundo de Deus. 7

8 Explicações das explicações 8

9 Compreendendo os fatos e as pessoas: Nosso Processador de informações Muitos imaginam o ser humano (modelo antigo) como dotado de diversos compartimentos psíquicos isolados ou em comunicação: mente, alma, razão, sentimento, consciência, instinto, ego, id, superego e muitos outros nomes. Isso não foi dado pela natureza. Cada um desses conceitos mostra uma acentuada tendência explicativa nossa e, ao mesmo tempo, esconde o caráter especificamente funcional do que chamamos psique, razão, alma, mente ou qualquer outro nome semelhante. Esses termos nos levam a pensar em algo em repouso, uma idéia de substâncias. Não é bem assim; há uma interação constante das partes do organismo e desse com o meio ambiente (outras pessoas e coisas). Portanto, a conceituação da informação depende da maneira pela qual organizamos o universo em nossa mente, do princípio (paradigma) que usamos ao formular nosso modo de adquirir o conhecimento. Há várias maneiras de olhar e organizar os fatos do universo e o princípio da organização deste varia, portanto, do intérprete e, muitas vezes, do momento. A organização do universo realizada por intermédio de nossas abstrações (nosso conhecimento) varia de cultura para cultura e de pessoa para pessoa; o mundo do psiquiatra é diferente do mundo do matemático. O modo com que organizamos os fatos torna-se, portanto, o modo como nós o compreendemos. Nossas construções mentais, nossas teorias, baseia-se em fatos, pois são eles que nós desejamos explicar. Entretanto as construções apresentam uma independência da realidade, isto é, elas têm uma vida própria; ao propor inter-relações entre pessoas ou objetos, as teorias vão muito além dos fatos. A maneira usada 9

10 para organizar e explicar os dados acabam por criar uma nova realidade, e fazer esses modos descritivos tão convincentes que torna, muitas vezes, difícil refutá-los, mesmo quando claramente verificamos que estamos diante de informações contraditórias; muitas inexistentes. O homem e suas relações com outros: o meio ambiente já interpretado Uma das condições fundamentais da existência humana é a presença simultânea de diversas pessoas inter-relacionadas. Isoladamente uma pessoa seria, na melhor das hipóteses, um animal humano selvagem, pois poderia crescer fisicamente, mas em sua composição mental e ou psicológica permaneceria como uma criança de poucos anos de idade. Nós, os gerados no século XX ou XXI, ao nascer, somos atirados, sem a nossa escolha, num ambiente social interpretado de certo modo. Uma vez fazendo parte desse ambiente, o indivíduo começa a se relacionar com as coisas e pessoas que encontra conforme certos princípios ou normas ali plantadas há muito tempo. Portanto, querendo ou não, as interpretações existentes acerca do mundo e relações, com seus princípios implícitos, são impressas em nossa mente, para sempre, segundo as regras usadas por uma determinada cultura ou comunidade. Nascida sem nenhum conceito, sem nenhuma regra cultural ou educacional, a criança vai se habituando com as crenças vigentes e, sem outras para comparar, passa a achá-las corretas. Às vezes, mas nem sempre, pode acontecer que a crença, antes aceita sem crítica, se torna problemática; nesse caso aparece a dúvida, a partir da entrada de crenças antagônicas. A vida: a crença e o pensar Considerando a crença como uma convicção profunda e que nos fornece grande segurança (sem justificativas racionais), podemos deduzir 10

11 que, enquanto crê, o homem não precisa pensar, pois ele não tem dúvida acerca do que crê. O surgimento da incerteza irá obrigá-lo a isso. Por conseguinte, quando o homem perde suas crenças, pois elas não mais conseguem explicar o encontrado, o homem pensa, medita, especula. Nesse momento, diante da incerteza e falta de compreensão dos fatos, o indivíduo procura, através de nova explicação (novo princípio, paradigma, modelo), colocar ordem ao ambiente causador do problema surgido. Desprovida da crença, ao promover um novo arranjo ou ordem na sua arrumação do ambiente, e ainda, caso a nova composição ou organização dos fatos seja inteligível para a pessoa, esta se acalma; sua mente retorna ao estado anterior de segurança ou tranquilidade, agora apoiada em novo modelo. Assim vivemos: dançamos de um estado estável e seguro (organização e equilíbrio) para um instável (desorganização e desequilíbrio) e retornamos à tranquilidade. Isso ocorre sem parar; caso a pessoa pense mais e tenha menos fé. O pensar (bem como a fé) seria então um método que o homem usa para tornar efetivo o seu ajuste intelectual com o meio ambiente externo, ou mesmo interno. Esse processo é, muitas vezes, não uma arrumação concreta do ambiente, mas sim, uma reorganização mental, cognitiva, isto é, do novo modo de organizar as coisas. O uso de um modelo pode nos acalmar e nos estacionar; um outro pode nos excitar e progredir. Esta adaptação mental (boa ou má, certa ou errada) ao meio é uma necessidade imperiosa para se poder viver. Desde cedo o homem se preocupa com o saber quem ele é, como ele deve se situar no meio das coisas e, principalmente, das pessoas. Na vida da humanidade e de cada homem em particular, assistimos períodos de relativa calma, estagnação, com aceitação do modo de conceber a realidade, e outras fases carregadas de questionamentos. Portanto, as certezas que adquirimos quanto ao arranjo do mundo va- 11

12 cilam, variando de indivíduo para indivíduo, de época para época. O modo comum de representar a ligação entre as noções teóricas (nosso mapa mental criado) aos procedimentos observáveis (o território focalizado) consiste no uso de modelos ou interpretações. O vocábulo modelo tem sido usado nas ciências conforme a idéia de configuração, idealizada para representar, de forma simplificada, algo que tenha uma estrutura complexa, conservando os aspectos selecionados importantes do que se busca representar. Os modelos simplificam a teoria configurada, reduzindo-a a seus traços mais notáveis, conforme o desejado. Os modelos podem, mais facilmente, ser submetidos aos testes empíricos (pesquisas) que a teoria global. As explicações Ao explicarmos algo, deixamos de lado vários aspectos do objeto a ser explicado e, ao mesmo tempo, selecionamos outros por nós escolhidos; jamais daremos uma explicação plena. Portanto, nunca teremos uma explicação da conduta correta e para sempre. O sonho, ou fé, de uma descrição correta não existe nas ciências. A ciência é um projeto em constante desenvolvimento sem jamais atingir a plenitude do conhecimento. Um trabalho científico sempre critica o outro e, fatalmente, será criticado por outros e outros; não haverá nenhum certo para todo o sempre. Apesar desse conhecimento básico nós continuamos a explicar, pois esse é um dos objetivos da ciência; assim as explicações proliferam e morrem. Sendo função, ela (a alma, a consciência ou outro nome qualquer) se dirige constantemente para outras pessoas e coisas, pois tudo que fazemos (nossa conduta) visa a alguma coisa. De outro modo, os processos no interior do nosso organismo buscam modos de se auto-regular, isto é, a função básica de todas as partes do organismo sempre inclui a pessoa (ela mesma, a que atua) em relação a outras pessoas e a outras coisas. Do mesmo semelhante, o estômago age em relação ao organismo, bem como o coração, pulmão, rins, etc., isto é, todos os órgãos 12

13 do organismo. Também, o que chamamos de instintos ou inconsciente constituem uma forma específica de auto-regulação em relação a outras pessoas e coisas; existem órgãos e funções que servem para manter e reproduzir (através do acasalamento) o próprio organismo. O ser humano nasceu de elementos do mundo exterior e é organizado como parte de um mundo exterior maior; relaciona-se com esse mundo de várias formas, seja diretamente na conduta, como todos os outros animais, seja de forma simbólica (sua diferenciação mais fundamental das outras espécies). Diferente dos outros animais, ele tem maior flexibilidade devido ao maior aprendizado armazenado, pronto para ser usado e, também, passado para outras pessoas, como faço aqui. As funções psíquicas do homem são construídas, em grande parte, pelo alimento social bem ou mal assimilado. O homem está mais liberto do controle rígido dos mecanismos dos genes, isto é, dos caminhos organicamente prescritos. Não devemos depreciar nem exagerar o poder dos genes (o pangeneticismo) e, também, não dar crédito ou ter fé exagerada no culturalismo (o antigeneticismo). As duas posturas são correntes antagônicas levando à mesma atitude simplista, exprimindo a realidade de modo singularmente superficial e inadequado. Pode-se imaginar a mente (geneticamente humana) através das relações entre os indivíduos e os fatos ou situações, entre cada um e seu ecossistema. Neste, como é bem conhecido, alguns grupos, ou pessoas, conquistam o monopólio da violência; outros da intelectualidade; outros ainda do poder; da arte; da força física; das armas; da alienação; das drogas; do show (cantores, comediantes, esportes); dos bens e valores sociais. Vivemos nesse meio complexo; dependemos dele. Afirma-se que todos os nossos pensamentos e conceitos são evocados por experiências sensoriais e só têm significado com referência a elas. Por outro lado, no entanto, os pensamentos ou conceitos são produtos de atividade espontânea de nossas mentes, isto é, não são sensoriais. 13

14 Assim, nossa fala não mantém relação lógica criteriosa com os conteúdos das experiências sensoriais. Portanto, se quisermos apreender a essência de um complexo de noções abstratas, nós devemos, por um lado, investigar as relações mútuas entre os conceitos e as afirmações feitas a seu respeito e, por outro lado, investigar como essas noções abstratas se relacionam com as experiências vivenciadas (reais ou sensoriais). De acordo com essa idéia, percebe-se que os sem-terra, aqui no Brasil, também têm suas explicações do seu movimento; no século XXI invadem terras e destroem plantações, matam gado; rápidos e felizes por cumprirem um desígno ou vontade (propósito, intenção) mais alta. Depois de expulsos de um lugar invadem outros: o INCRA, o Banco de Brasil, os laboratórios de genética. Eles agem sonhando com o Nirvana: um mundo utópico onde só existem homens bons, naturais, sem distinção de classes, puros, ainda não corrompidos pela sujeira do homem das grandes cidades. Suas ações no campo e na cidade são muito mais simbólicas que reais. Chegam, quebram e preparam a terra para o plantio; eles sabem que sairão de lá antes de colher qualquer cereal plantado de mentirinha. Subjacente à realidade agressiva, entre eles habita a paz, a irmandade unida que sabe o que deseja. São todos bons para os irmãos da luta; vivem para um sonho: salvar os homens desse planeta do pecado da desigualdade, da injustiça, das contaminações desse mundo de doentes. Tornaram-se os novos deuses. Os sem-terra imaginam realizar um movimento que mudará o mundo para um outro melhor. Tudo parece simbólico: a pregação da missão celestial através dos discursos inflamados e os rituais que lembram Jesus no templo investindo bravamente contra os negociantes. Eles, como Cristo, imaginam poder salvar o homem perdido no inferno e no pecado. Unidos a outros homens santificados como eles, salvarão a humanidade. Dentro do cosmo geral as pessoas, com seus genes específicos, criam seu cosmo particular que molda os que aí nascem e crescem. Toda 14

15 sociedade, como cada organismo individual, é muito firme e muito elástica; no seu interior se abre um espaço para as decisões individuais (ordem e desordem). Quando os poderes são muito desiguais, grupos fracos no meio dos fortes, os sem-poder passam a ter uma margem reduzidíssima de mudança no todo social por absoluta falta de oportunidade e, assim, não podem se desenvolver, ou só podem através de ações anti-sociais do ponto de vista da estrutura vigente (bandidos ou chefe deles), se consegue agir significativamente. O resultado indivíduo x sociedade depende do que vem de fora e do que vem de dentro. Somente assim esse grupo consegue agir significativamente.. O novo mundo imaginado será governado pelos mais fracos, os injustiçados, os pobres e iletrados, isto é, pelos homens simples. Segundo suas concepções, são esses puros, os que ainda não foram maculados (poluídos) pela ambição, desonestidade, falsidade e outras mazelas dos impuros e ricos. Coitados! Não sabem o que dizem; uma vez no poder todos eles serão picados pela mosca azul. Em pouco tempo, irão apresentar os mesmos sintomas, as mesmas doenças que tanto combatem. 15

16 O Homem em Ação Enquanto vivo o organismo dos animais está sempre ativado; pronto para receber estímulos e para dar respostas a essas informações. Nós nos movimentamos continuadamente, caminhando numa ou noutra direção. Portanto, um animal encontra-se, enquanto estiver vivo e sem doenças graves, alerta e atuando em alguma coisa e de algum modo. No homem, sistemas cerebrais, situados na região subcortical do encéfalo (abaixo do córtex), trabalhando em parceria com substâncias chamadas de neurotransmissores e peptídeos (serotonina, dopamina, oxitocina, endorfina, etc.), têm um importante papel nesse estado corporal de vigilância constante. Durante as doenças mais graves geralmente há uma diminuição desse estado tido como ótimo; todo animal busca aproximar-se do padrão conhecido. O homem, quando caminha para seus objetivos (aproximar ou fugir), automaticamente, visa a atingir um retorno ao estado corporal de equilíbrio, de bem-estar, de sossego possuído por ligeira excitação. Portanto, nossas ações (condutas, inclusive as especulativas) visam a reduzir desarmonias ocorridas no organismo, isto é, eliminar as perturbações corporais provocadas por problemas externos (uma briga ou um encontro muito esperado) e ou internos (uma dor, a fome, um problema a resolver). Assim é que uma pessoa, uma vez ativada pela fome, age procurando, ao se alimentar, retornar ao estado anterior de saciedade (calmaria). Os eventos provocadores de desarmonias corporais, internos e externos, são causados por diversos motivos. Entre esses fatores desequilibradores encontram-se os aspectos fisiológicos como o sono, a sede, sexo, o mal-estar devido ao cansaço físico e os determinantes mentais e emocionais, por exemplo, problemas para resolver (estresses variados). 16

17 Mas interna e profundamente há ainda outros fatores que podem desarmonizar o organismo, como, por exemplo, as pressões para que nosso eu dever ( eu obrigação ; tenho que fazer isso ou aquilo) aja de modo a ficar de acordo com as regras sociais (preciso ir ao velório; ao casamento). Por último, existem também as pressões internas (intenções) para se chegar a um ponto ou outro determinado (vou escrever um livro; farei o vestibular). O organismo irá restabelecer o equilíbrio (bem-estar) caso ele inicie uma atividade em direção à meta imaginada e comece a perceber que tudo indica que o pretendido vai ser alcançado. Assim, uma vez iniciada a caminhada, mesmo antes de conseguir o desejado, como, por exemplo, passar no vestibular, ou falar com a vizinha adorada, a tranquilidade vai retornando. De outro modo, as pessoas, periodicamente, percebem ou sentem consciente ou inconscientemente -, num certo momento, sinais corporais brandos ou intensos, com respeito ao funcionamento do organismo (intestinos, respiração, batimentos cardíacos, contrações musculares, etc.). Estas pistas aparecem devido a estímulos internos como sede, sono, frio etc., e, também, emoções como a raiva, o medo, a alegria, diante de frustrações, perigos, atrações. São esses fatos, monitorizados pelo organismo, que levam o indivíduo a agir; faz parte desse processo a produção de emoções, positivas ou negativas. Estamos, a todo o momento, empurrados pelas desarmonias caminhando na direção de uma ou outra meta. Os desequilíbrios iniciais provocam primeiramente mudanças corporais físicas, químicas e biológicas e, posteriormente, quase instantâneas, no homem, surgem as desarmonias psicológicas e cognitivas. As emoções produzidas durante as desarmonias, boas ou ruins, funcionam como controladores de qualidade do sistema individual, isto é, como sinais indicadores da tomada da decisão. A qualidade avaliada do estado corporal (somática e mental) nos orienta que caminho deverá 17

18 ser escolhido para conseguirmos o desejado (as motivações), isto é, nada mais que um ponto mais próximo possível do padrão fornecido pelo sistema de referência do indivíduo. Por exemplo, após agir e retornar a calmaria: Comi o que queria ; Falei com ele tudo que necessitava ; Estudei como imaginei ; Arrumei a namorada ideal. Todas as nossas ações, sejam puramente instintivas e/ou biológicas, bem como as de níveis mais elevados, como as cognições sofisticadas, são construídas para minimizar ou, se possível, eliminar as discrepâncias e o mal-estar que as acompanham, conforme o modelo preferido eu ideal da pessoa e das regras do seu eu dever. Mesmo quando procuramos, por exemplo, assistir um filme ou ler um livro que nos assusta, carregado de cenas tristes, chocantes, de fato estamos nos desequilibrando em uma área, as cenas do filme ou livro e nos re-equilibrando em outra, induzidos por impulsos internos biológicos de exploração, de esperança, de pequenas auto-excitações, de identificação com um ou mais personagens. Nesse caso podemos sentir as emoções vividas pelos personagens (chamadas de emoções vicariantes), ficarmos mais animados e alertas; em resumo, somos levados a um estado mais agradável que o tédio antes existente. Além disso, ao assistirmos o filme, acalmamos ao ficarmos ligados a algum personagem com o qual formamos laços afetivos, também com outras pessoas que também assistiram ao filme e, talvez, com as quais talvez discutamos o visto ou lido. Podemos afirmar que uma pessoa age movimenta-se para ser o que ela necessita ser conforme seu organismo biológico e os padrões do seu eu ideal e do eu dever : como estou agora, como gostaria de estar e como devo me comportar. Resumindo, citando uma frase já transcrita em diversos lugares, de Kierkgaard a Mac Luhman: Nós caminhamos para o futuro, orientados pelo nosso espelho retrovisor. A mente ajuda o organismo biológico a alcançar o estado desejado. A escolha da conduta deriva do desenvolvimento da pessoa, principal- 18

19 mente, com a assimilação da cultura e de pressões psicológicas, além das forças biológicas. Geralmente denominamos de homem civilizado aquele que consegue exercer um poderoso domínio sobre seus impulsos biológicos conforme os padrões culturais. No início da vida o ser humano recém-nascido funciona munido apenas da memória genética (inata). Aos poucos ele adquire novos conhecimentos através de experiências singulares vividas no mundo exterior. Assim, lentamente, vamos aprendendo novos fatos e muitos desses são armazenados e formam novas memórias, muito diferentes das iniciais. Desse modo, o cérebro inicial da criança ao nascer vai se transformando num outro diferente do anterior (plasticidade neural). O aprendido é transferido e armazenado para nosso sistema de memória (autobiográfica; que diz respeito a nossa história de vida) e aí permanece disponível para ser ativada (usada) e, assim, ajudar o eu em ação da pessoa para analisar, avaliar, julgar e comparar as situações vividas com as experimentadas no momento. Durante esse aprendizado armazenamos fatos, eventos e teorias acerca de valores, isto é, o que é importante para a pessoa: profissão, dinheiro, religião, droga, sexo, etc. Esses objetivos possíveis passam a ser buscados e, naturalmente, deixa-se de lado outros objetivos que se tornam de menor importância. Os valores cognitiva e culturalmente aprendidos, uma vez buscados e ou alcançados, geralmente produzem também emoções. A execução da meta cognitiva (relacionada ao pensar), anatomicamente, encontra- -se ligada às antigas regiões encefálicas produtoras das emoções (subcorticais). As emoções, subjacentes às cognições, sendo geradas pelas estruturas e circuitos biológicos do organismo, geram energias necessárias às ações. Se anestesiarmos, ou também no caso de lesões graves em certas estruturas cerebrais encarregadas de determinadas emoções, o organismo, sem senti-las, não agirá. Nesses casos o organismo não re- 19

20 ceberá informações (sinais corporais) para provocar a conduta exigida. Também, o mesmo acontece, em grau menor, caso a pessoa use, exageradamente, ansiolíticos, álcool, etc. O uso dessas drogas, bem como de outras, pode provocar modificações nas sensações e sentimentos e, portanto, menos variedade de ações mais sofisticadas. Parece que a produção de dopamina, que geralmente facilita a liberação de endorfinas, bem como de outros peptídeos e neurotransmissores, nos leva a ficar tranquilos (bem-estar corporal), como, por exemplo, após o término de uma ação esperada (o fim da prova, o término da ginástica). Pois bem. Relatos mostram que o viciado em heroína ou morfina, que tem ações semelhantes às endorfinas existentes em nosso organismo, após o uso dessas substâncias, praticamente não se movimenta. Ele passa a não dar respostas aos eventos desorganizadores do meio interno (isolamento, frio, fome). Sob o efeito dessas drogas, o indivíduo entra num estado de calma absoluta (Nirvana), sem desejos, sem ações; ele se torna imune aos eventos possíveis de criarem desarmonias internas. Pesquisas mostram que a estimulação elétrica de algumas regiões cerebrais desperta o organismo à ação, fazendo com que ele fique eufórico; a mesma estimulação, feita em outra região cerebral, leva o animal a tentar fugir das estimulações por serem elas desagradáveis. Para terminar, procuro nesse livro mostrar como diversos setores anatômicos do cérebro (gânglios, circuitos, neurotransmissores, hormônios, neurônios, etc.), em conjunto, trabalham para movimentar o organismo, fugindo do trombadinha, indo ao encontro da amada, realizando a prova do concurso, frequentando a Igreja, vibrando com uma partida de futebol, chorando a perda do ente querido, bem como tudo o mais que fazemos até que a morte nos leve. 20

21 Organismo e início da vida 21

22 Estudando cientificamente o cérebro Felizmente, apesar dos pesares, a história sinistra do cérebro, com respeito à explicação de seu funcionamento, mudou para melhor. O campo da neurociência, após um longo período de quase-estagnação, novamente abraçou a emoção, entre outras áreas, como uma importante região para pesquisa. O progresso desse campo foi gerado, em parte, na área das emoções, após estudos sobre o medo e, especialmente, do medo condicionado. Essas pesquisas colocaram a amígdala (região do cérebro relacionado ao medo) como um componente importante; tudo faz crer que sua importância foi até exagerada. Outros progressos surgiram a partir do conhecimento dos mecanismos celulares e moleculares que estão subjacentes ao condicionamento do medo. As pesquisas cerebrais As pesquisas no cérebro, mais recentes, especificamente, de quinze anos para cá, quando elas se tornaram muito mais ativas e sérias, agora têm sido referidas como parte da neuropsicologia, da ciência cognitiva, da psicobiologia e, principalmente, da neurociência. Os estudos do cérebro se tornaram muito mais bem elaborados nos últimos anos em virtude do avanço de novas técnicas de neuro-imagens, tais como a ressonância magnética (IRM) ou (MRI) em inglês, e a tomografia por emissão de pósitrons (TEP) ou (PET) como sigla inglesa. Desse modo, os neurocientistas têm sido mais capazes de localizar funções específicas envolvendo pensamento, percepção, linguagem, imagem mental, memória e outras habilidades. Muito mais tem sido aprendido, por outro lado, acerca do papel dos neurotransmissores em nossa vida. A cada ano, novas técnicas dessas derivadas surgem e melhoram as 22

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