OS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS NA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR

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1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL OS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS NA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR CLAUDIA FERNANDES COSTA ZANINI PORTO ALEGRE 1999

2 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL OS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS NA DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR Monografia de conclusão do curso de especialização em Motricidade Oral Orientadora: Mirian Goldenberg CLAUDIA FERNANDES COSTA ZANINI PORTO ALEGRE

3 RESUMO O presente estudo teve como objetivo observar o que as pesquisas existentes comentam sobre a presença de hábitos parafuncionais em indivíduos que possuem disfunção na articulação têmporo-mandibular (DTM). Foram analisados a anatomia e fisiologia da articulação têmporomandibular, a etiologia da disfunção nestas estruturas, a incidência e os hábitos parafuncionais através de pesquisas realizadas sobre esta patologia, no Brasil e no exterior. Com este estudo, pode-se perceber a importância de conhecer os malefícios que os hábitos parafuncionais trazem às estruturas anatômicas do sistema estomatognático e a necessidade de se fazer um trabalho de conscientização para a população sobre estes hábitos orais viciosos, tão comuns no nosso dia-a-dia. 2

4 ABSTRACT The present study has reviewed recent articles in international literature on the relation of parafunctional habits and temporo mandibular joint dysfunction. There are still many controversies on the subject, specially on the causative or perpetuating effects of those on this joint. Based on today s conceptions, the following subjects were described: temporo mandibular joint anatomy and physiology, the etiology of the dysfunction in that structures, incidence of the pathology, and parafunctional habits influences. This study pretends to call attention to the importance of knowing the hazardous effects of parafunctional habits to the anatomic structures of the stomatognathic system and the necessity of one conscientious work with population about this vicious oral habits, so common nowadays. 3

5 Dedico este trabalho a meus pais, Célia e Sergio, que sempre me incentivaram muito e auxiliaram a alcançar os meus objetivos. 4

6 AGRADECIMENTOS Agradeço principalmente ao Mario, por ser uma constante fonte de inspiração para mim. Ao Tony, pela auxílio na revisão do trabalho. Ao professor Mauro Soibelman por a ajuda no projeto da monografia. Aos meus amigos, em especial Vanessa, pela compreensão da dedicação quase que exclusiva para este trabalho. 5

7 SUMÁRIO 1 Introdução... 2 Anatomia da ATM Fisiologia da ATM Disfunção da ATM Definição Sinais e sintomas Etiologia Incidência... 5 Os hábitos parafuncionais e a DTM Considerações Finais Referências Bibliográficas

8 1. INTRODUÇÃO Atualmente, cresce muito o interesse de vários profissionais em conhecer a sofisticada articulação têmporo-mandibular. Felício (1994), Okeson (1992), Steenks e Wijer (1996) e Mohl (1991) citam que ela é a mais complexa do corpo humano, por suas estruturas anatômicas, por sua capacidade de movimentação, como também por serem duas articulações em um osso único. As pesquisas sobre a ATM vêm se multiplicando devido a vários indivíduos apresentarem alguns sinais e sintomas, tais como dor nos músculos mastigatórios e/ou na ATM, ruídos articulares, limitações nos movimentos mandibulares e sensações auditivas como zumbido, dores e vertigem. Essa sintomatologia caracteriza a disfunção na articulação têmporomandibular (DTM), que acredita-se ser proveniente de alterações oclusais, neuromusculares e psicológicas (de Boever e colaboradores, 1996). Além disso, a ATM é uma estrutura anatômica e funcional muito importante para a Fonoaudiologia, pois a realização das funções estomatognáticas como a deglutição, mastigação e fonação, dependem da integridade física da mesma (Figueiredo, Bianchini e Crivello Jr., 1998). Para verificar as funções neurovegetativas em indivíduos com DTM, Panhoca, Silverio, Borin, Feres, Fusch e Ramos (1998) realizaram um a pesquisa 7

9 e concluíram que a maioria dos sujeitos apresentavam respiração de tipo bucal e de modo superior, a mastigação era unilateral com predominância de movimentos verticais da mandíbula e na deglutição apareceram movimentos compensatórios de cabeça, assim como interposição lingual, demonstrando haver uma estreita relação entre a presença de DTM e inadequação das funções neurovegetativas. Os indivíduos que apresentam disfunção na ATM ou na musculatura, acabam limitando a abertura bucal alterando a articulação da fala, que fica mais travada, modificando também a mastigação, que tornando-se menos eficiente, acaba interferindo na deglutição. Então, alguns pacientes que possuem alteração nos músculos mastigatórios ou na ATM são encaminhados para os fonoaudiólogos com o objetivo de restabelecer as funções estomatognáticas. A retirada dos hábitos nocivos também faz parte deste tratamento e auxilia no alívio das tensões, reduzindo o ciclo espasmo-dor e facilitando a evolução do processo terapêutico. Schiffman, Fricton e Haley (1992), Egermark-Eriksson e Carlsson (1985) e Figueiredo, Bianchini e Crivello Jr. (1998) estudaram os hábitos parafuncionais por acreditarem ser importante o papel destes nos problemas dos músculos mastigatórios e na ATM. Alguns dos hábitos nocivos mais citados na literatura são: bruxismo, apertamento dentário, roer unhas, mastigação unilateral, mastigação de chicletes, 8

10 má postura corporal, dormir com as mãos apoiando a cabeça, morder o lábio, as bochechas ou outros objetos (canetas, lápis...) e eles prejudicariam ainda mais aqueles indivíduos que são propensos a desenvolverem uma DTM. O objetivo deste estudo é analisar o que já foi descrito na literatura sobre os hábitos parafuncionais nos indivíduos que possuem disfunção na articulação têmporo-mandibular. 9

11 2. ANATOMIA DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR A articulação têmporo-mandibular (ATM) se localiza entre o osso temporal (parte escamosa) e o côndilo mandibular. Douglas (1988) classifica a ATM como diartrose sinovial bicondílea complexa, pois ela é dupla bilateral móvel em um osso único (a mandíbula), o que possibilita seu deslocamento amplo e sinérgico. Já Okeson (1992) define a ATM como a região onde ocorre a união da mandíbula com o osso temporal (crânio) e acredita que esta é a articulação mais complexa do corpo humano, permitindo movimentos de rotação (dobradiça em um só plano) e de translação (deslizamentos). A ATM possui como estruturas anatômicas a superfície articular do osso temporal, o côndilo mandibular, o disco articular, a membrana sinovial, a cápsula articular e ligamentos. A superfície articular do osso temporal é formada pela fossa mandibular (área posterior côncava, onde o côndilo deve permanecer) e pela eminência articular (área anterior e convexa, que projeta-se do fundo da fossa mandibular e também mantém relação com o côndilo quando a mandíbula se direciona para a frente). Estas estruturas são revestidas por tecido conjuntivo fibroso e entre o osso temporal e o côndilo mandibular está interposto um disco. 10

12 A mandíbula é um osso único, em forma de arco, que apóia os dentes inferiores e é sustentada por músculos, ligamentos e outros tecidos moles que também auxiliam a sua movimentação em vários planos do espaço. Ela pode ser dividida em corpo e ramo mandibular, sendo que no primeiro, encontra-se a base da mandíbula e o processo alveolar. Já o ramo é constituído pelo côndilo, processo coronóide e ângulo da mandíbula. O côndilo é a parte mais superior do ramo ascendente da mandíbula e tem uma dimensão látero-mediana total de 15 a 20 centímetros e ântero-posterior de aproximadamente 8 a 10 milímetros (Okeson, 1992). Ele possui dois pólos, um lateral e outro medial - este geralmente é mais proeminente. Ambos têm uma forma elíptica e são recobertos por uma capa fibrocartilaginosa. As superfícies articulares do osso temporal (fossa mandibular) e do côndilo são revestidas por tecido conjuntivo denso fibroso que, devido a sua composição, sofre menos desgaste com o envelhecimento e possui maior capacidade de regeneração. Quando há solicitação exagerada da ATM podem ocorrer modificações em sua forma. Por estas superfícies serem incongruentes, há entre elas um disco articular que possibilita a sua adaptação, distribui a pressão, aumenta a superfície efetiva - permitindo a mobilidade da ATM - e separa os espaços articulares em compartimentos isolados (o superior e o inferior). 11

13 O disco articular é uma placa fibrosa com células cartilaginosas e fibras elásticas em seu interior. Apresenta-se como uma lente bicôncava e sua superfície superior convexa se encaixa na fossa mandibular do osso temporal, enquanto sua superfície inferior é côncava e amolda-se no côndilo da mandíbula. Autores como Rocabado (1979), Mohl (1991) e Okeson (1992) dividem este disco em três partes: borda anterior, zona intermediária (central) e borda posterior. A espessura da borda anterior é de aproximadamente 3 a 4 milímetros, ao passo que a posterior é um pouco mais espessa. Na zona central ele mede um pouco mais de 1 milímetro. A borda posterior do disco possui duas áreas, uma superior e outra inferior, constituídas por tecido conjuntivo. A primeira possui muitas fibras elásticas que se inserem na face temporal da articulação. Já a inferior é altamente vascularizada e inervada, inserindo-se na face posterior do côndilo. Como essa região é composta por duas áreas, tem sido chamada de zona bilaminar (Okeson, 1992; Wijer & Steenks, 1996) e não se destina a suportar cargas de qualquer tipo justamente por ser muito vascularizada. A zona intermediária do disco articular não tem vasos sangüíneos ou fibras nervosas e é o local de maior superfície articular do côndilo. A borda anterior do disco articular liga-se à parte anterior da cápsula e o feixe superior do músculo pterigóideo lateral, que auxilia na estabilização da ATM. 12

14 Existe uma fixação do disco articular nas porções medial e lateral do côndilo, juntamente com a cápsula articular, garantindo o movimento simultâneo da mandíbula e dos discos articulares. Na articulação têmporo-mandibular há uma cápsula articular fina e fibrosa, que define os seus limites anatômicos e funcionais. Suas faces envolvem toda a articulação e fixam-se em várias estruturas, tais como a parte temporal da articulação (porção superior), processo pós-glenóide (parte posterior), eminência articular (parte anterior), fossa mandibular (porções interna e externa) e côndilo da mandíbula (parte inferior). A cápsula é revestida por uma delgada membrana sinovial, responsável pela produção do líquido sinovial (lubrificante desta região). Existem vários receptores sensoriais nos tecidos da cápsula articular que informam sobre as mudanças de posição da ATM. O líquido sinovial possui uma consistência viscosa (alto teor de hialurônico) e lubrifica a região da articulação, auxiliando a diminuir a fricção (amortecimento), além de transportar nutrientes e catabólitos para tecidos avasculares que cobrem o côndilo, a fossa mandibular e o disco articular. A ATM possui ligamentos preeminentes para proteger as estruturas, pois são constituídos de tecido cartilaginoso, que não se esticam e limitam a amplitude dos movimentos articulares. Os ligamentos mandibulares possuem importantes receptores de dor e mecânicos, que informam sobre os movimentos e a posição das estruturas da articulação. 13

15 Não há concordância entre os autores sobre a nomenclatura e a quantidade de ligamentos existentes. Okeson (1992) descreve três ligamentos principais (colaterais, capsular e têmporo-mandibular) e dois acessórios (esfenomandibular e estilomandibular). Já Wijer e Steenks (1996) citam dois ligamentos da região da ATM: o esfenomandibular e o estilomandibular. Oliveira (1990), assim como Bianchini (1998) fazem referência aos ligamentos têmporo-mandibular, esfenomandibular e estilomandibular. O ligamento têmporo-mandibular possui duas partes, uma profunda horizontal e outra superficial oblíqua. Esta se origina no osso temporal e insere-se no colo do côndilo, agindo para impedir a queda excessiva do côndilo, limitando a extensão da abertura da boca. A parte profunda horizontal deste ligamento tem origem na eminência articular do osso temporal e insere-se na parte anterior do disco articular. Sua atuação limita o movimento posterior do côndilo e também protege o músculo pterigóideo lateral de estiramentos. O ligamento esfenomandibular origina-se do osso esfenóide e insere-se na porção interna do ramo ascendente da mandíbula. Sua função é limitar a protrusão e o abaixamento da mandíbula. O ligamento estilomandibular origina-se no processo estilóide e dirige-se para a face interna do ângulo da mandíbula, limitando os movimentos protrusivos desta. 14

16 Os músculos são responsáveis pela precisa direção dos movimentos da articulação, dentro dos limites impostos pelos ligamentos, e os mesmos dependem do estímulo do Sistema Nervoso Central para iniciarem o seu trabalho (contração). Rocabado (1979) ressalta que dependendo da fibra que o músculo possui o tipo e a velocidade da ação serão diferentes. As fibras musculares que apresentam ação rápida são longas, se orientam longitudinalmente e têm a capacidade de encurtar-se em um grau máximo (como exemplo de músculos compostos por este tipo de fibra cita-se o temporal, o pterigóideo lateral e o digástrico, que dão a mandíbula os movimentos rápidos e precisos). Existem músculos mais curtos e grossos, que apresentam maior força e resistência, sendo que suas fibras se direcionam mais transversalmente (como exemplo tem-se os músculos masseter e pterigóideo medial - mais potentes, lentos e resistentes à fadiga). Okeson (1998) comenta que cada movimento é coordenado para aperfeiçoar a função e ao mesmo tempo minimizar o dano à estrutura e para haver movimentos na ATM é necessário a ação dos músculos mastigatórios, auxiliados por outros da cabeça e pescoço. As funções estomatognáticas como a fala, deglutição e mastigação dependem também de comportamentos funcionais destes músculos e da ATM. 15

17 Existem alguns músculos que permitem a movimentação da mandíbula, de forma contínua e sincrônica, tais como o temporal, masseter, pterigóideos medial e lateral, além dos supra-hióideos. Os músculos envolvidos no levantamento da mandíbula são o masseter, o temporal e o pterigóideo lateral. Eles possuem um maior número de unidades motoras de baixo limiar e resistentes à fadiga. O masseter possui dois feixes: superficial (maior) e profundo (menor). Este músculo origina-se no arco zigomático e se insere no ângulo da mandíbula e no ramo mandibular. Seus dois feixes são inervados pelo trigêmio (V par encefálico) e ativados no levantamento e protrusão mandibular. No superficial (irrigado pela artéria masseterina inferior), as fibras dirigem-se para trás e para baixo, enquanto que no profundo - irrigado pela artéria masseterina superior - as fibras direcionamse verticalmente e auxiliam a estabilizar o côndilo contra a eminência articular, quando há protrusão da mandíbula e são aplicadas forças de mastigação. O músculo temporal apresenta-se em forma de leque e tem origem na fossa temporal e na superfície lateral do crânio, passando pelo arco zigomático e inserindo-se no processo coronóide e na borda anterior do ramo ascendente da mandíbula. Ele é grande e possui três áreas: anterior (fibras se dirigem quase verticalmente), média (fibras correm obliquamente) e posterior (fibras se alinham quase horizontalmente). A função do músculo temporal é elevar a mandíbula, que se move na direção das fibras contraídas, isto é, quando o ventre anterior se 16

18 contrai, a mandíbula é elevada verticalmente e se há contração na parte média e posterior ocorre a retração mandibular. O músculo temporal é importante para o posicionamento da mandíbula, sendo inervado pelo V par encefálico (trigêmio) e vascularizado pelas artérias temporais (ramos da maxilar). O pterigóideo medial origina-se na fossa pterigóide do osso esfenóide e se insere na superfície interna do ângulo mandibular, auxiliando na elevação da mandíbula e na protrusão mandibular, quando contraído de ambos os lados. Assim como os outros músculos elevadores da mandíbula, o pterigóideo medial também é inervado pelo trigêmio. Sua vascularização é realizada pela artéria pterigóidea inferior. Os músculos envolvidos na abertura mandibular são o pterigóideo lateral e a musculatura supra-hióidea. O primeiro apresenta dois feixes, superior e inferior, que possuem funções diferentes: o superior é bem menor que o inferior e originase na asa do osso esfenóide, inserindo-se no disco articular e no côndilo, atuando na elevação ou no apertamento dos dentes, juntamente com o masseter, temporal e pterigóideo medial. O feixe inferior origina-se na superfície externa da placa lateral pterigóide e se insere anteriormente ao colo da mandíbula. Quando os pterigóideos laterais inferiores direito e esquerdo se contraem os côndilos são puxados para baixo e a mandíbula se protrui. Entretanto, se a contração é unilateral ocorre um movimento lateral da mandíbula para o lado oposto da ação muscular. Os dois feixes do 17

19 músculo pterigóideo lateral são inervados pelo V par encefálico e vascularizados pela artéria pterigóidea (ramo maxilar). A musculatura supra-hióidea é constituída pelos músculos digástrico, milohióideo, geniohióideo e estilohihóideo, atuantes na depressão da mandíbula e na protrusão mandibular, quando estabilizam o osso hióide. O digástrico possui dois ventres: posterior e inferior. O posterior origina-se na mastóide e insere-se no tendão intermediário preso no osso hióide, sendo que o anterior tem origem na fossa da superfície lingual da mandíbula e sua inserção se dá no mesmo tendão. A função deste músculo é abaixar a mandíbula e elevar o osso hióide. É inervado pelo trigêmio e pelo nervo milohióideo e vascularizado por ramos da carótida externa e pela artéria lingual (ventre anterior). O músculo geniohióideo origina-se das espinhas mentais inferiores do processo geniano da mandíbula e está inserido anteriormente ao corpo do osso hióide. Ele é inervado pelo hipoglosso (XII par encefálico), sendo sua vascularização realizada pela artéria lingual. O milohióideo origina-se na superfície medial do corpo da mandíbula e insere-se no corpo do osso hióide, formando o assoalho da boca. A inervação deste músculo se faz pelo trigêmio e pelo nervo milohióideo e sua vascularização é realizada pela artéria lingual. 18

20 Por fim, o estilohióideo é um músculo delgado que se origina atrás do processo estilóide e insere-se no osso hióide, sendo inervado pelo nervo facial e vascularizado por ramos da carótida externa. Douglas (1988) cita a importância da musculatura para o funcionamento adequado do sistema estomatognático, agindo na mobilização das estruturas passivas - como a mandíbula e o osso hióide. Os músculos mastigatórios agem sobre a mandíbula, os supra e infra-hióideos atuam sobre o hióide, já os cervicais sustentam e mantêm a posição cervical e cefálica, enquanto que os faciais auxiliam nas funções estomatognáticas e, finalmente, os lingüais são necessários em qualquer função bucal. É imprescindível conhecermos anatomicamente os músculos que movimentam a ATM para podermos compreender a fisiologia da articulação. 19

21 3. FISIOLOGIA DA ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR A ATM possui um sistema articular muito complexo, pois existem duas articulações presas no mesmo osso, a mandíbula, que podem trabalhar separadamente, embora a ação de uma influencie na outra. Okeson (1992) ressalta que elas dificilmente apresentam movimentos iguais e conjuntos. Para Shillinburg, Hobo e Whitsett (1986) os movimentos mandibulares podem ocorrer ao redor de três eixos: horizontal, vertical e sagital. O deslocamento horizontal ocorre quando a mandíbula retraída realiza a abertura e o fechamento, girando ao redor do eixo que passa pelos côndilos. O vertical ocorre quando a mandíbula se lateraliza e o centro desta rotação está num eixo que passa através do côndilo do lado de trabalho. O deslocamento sagital ocorre quando a mandíbula vai para um lado e o côndilo do lado oposto ao da direção do movimento se desloca anteriormente, indo em direção à eminência articular e movendo-se simultaneamente para baixo. Os deslocamentos mandibulares ocorrem a partir da combinação de rotações ao redor de vários eixos. Douglas (1988) comenta que a ATM pode realizar movimentos de rotação (côndilos girando em torno de seu próprio eixo) e de translação (o côndilo deslizando na cavidade articular). 20

22 Okeson (1998) cita que é raro haver movimentos mandibulares puros, pois a rotação e a translação ocorrem ao mesmo tempo, isto quer dizer que enquanto o côndilo rotaciona sobre um ou mais eixos, cada um destes está transladando. A mandíbula pode se abrir com um movimento de rotação puro, mas para isso acontecer os côndilos devem estar estabilizados, para não transladarem. O movimento de rotação acontece no momento em que a boca se abre e fecha, sem haver mudança no posicionamento dos côndilos. A contração dos músculos supra-hióideos para a abertura bucal provoca a rotação do côndilo, enquanto que no fechamento da boca, a rotação é provocada pelos musculatura elevadora da mandíbula. A rotação ocorre no compartimento articular inferior da ATM (entre a parte superior do côndilo e a parte inferior do disco articular) e pode ocorrer nos planos horizontal, vertical e sagital. A translação ocorre quando os ligamentos posteriores da articulação se esticam, terminando a rotação entre o côndilo e o disco e iniciando um deslizamento anterior e inferior do complexo côndilo-discal em direção à eminência articular do osso temporal. Este movimento acontece no compartimento articular superior da ATM (entre a parte superior do disco articular e a superfície inferior da fossa mandibular) e é produzida pela contração do músculo pterigóideo lateral na depressão mandibular e pelo músculo temporal no levantamento da mandíbula. 21

23 Rocabado (1983) relata que a rotação do côndilo, acompanhada pelo disco, ocorre até uns 25 milímetros de abertura bucal e a partir desta distância ocorre a translação, que acontece por cerca de 15 milímetros. Quando a atividade muscular aumenta, o côndilo é pressionado com maior intensidade contra o disco e, esse último, contra a fossa mandibular, aumentando a pressão interarticular dessas estruturas, fazendo com que as superfícies articulares separem-se e desloquem a articulação anteriormente. A direção em que o disco irá realizar rotação é determinada pelas estruturas que se fixam em suas bordas. Os tecidos retrodiscais, presos na borda posterior do disco, retraem-no posteriormente e o músculo pterigóideo lateral superior, fixo na borda anterior, puxa o disco anterior e medianamente. O côndilo da ATM, não pode permanecer na região posterior da articulação, pois existem estruturas localizadas na mesma que quando pressionadas podem produzir dor. O local ideal para ele estar posicionado é entre a eminência articular e a fossa mandibular do osso temporal. Em repouso, com a boca fechada, o côndilo se mantém em contato com as zonas intermediária e posterior do disco. Serra e Ferreira (1981) concordam que da combinação dos movimentos de rotação e translação da ATM, a mandíbula pode realizar a abertura e o fechamento, a lateralidade e a protrusão e retração mandibular. 22

24 No início do movimento de abertura bucal, os côndilos realizam uma rotação no interior do compartimento inferior da ATM, avançando até a parte delgada do disco articular. O músculo pterigóideo lateral superior relaxa, o pterigóideo lateral inferior contrai e os ligamentos permanecem em estado de repouso funcional. Com um abertura maior ocorre um deslizamento (amplitude de 7 a 8 milímetros) do complexo côndilo-disco sobre a eminência articular do osso temporal, a zona central do disco se interpõe entre o côndilo e a eminência articular e os feixes superior e inferior do pterigóideo lateral se contraem e levam essas estruturas para a frente, fazendo com que os ligamentos se alonguem dentro dos limites normais. Rocabado (1983) sugere que a abertura mandibular máxima é aproximadamente 50 milímetros e neste movimento depressor da mandíbula ocorre um estiramento completo dos ligamentos e da cápsula, não sendo uma posição funcional. Estes tecidos conjuntivos não devem ultrapassar 70 a 80 por cento de seu comprimento normal em um movimento articular funcional, sendo que a abertura bucal funcional é de aproximadamente 40 milímetros. Felício (1994) acredita que em um indivíduo normal a abertura bucal varia de 40 a 45 milímetros e se essa medida é menor do que 30 milímetros pode-se suspeitar de uma alteração muscular ou na articulação. 23

25 No fechamento mandibular, os músculos depressores se relaxam e os elevadores e o feixe superior do pterigóideo lateral se contraem fazendo com que o côndilo retorne para sua posição habitual de repouso. O feixe superior do pterigóideo lateral contrai-se para monitorar o retorno do côndilo e do disco, juntos, para a posição de repouso. Yung, Pagoni e Carpentier (1987) acreditam que no fechamento bucal, o retorno do complexo côndilo-discal para a fossa mandibular depende da forma do disco articular e das superfícies articulares ósseas, das inserções do disco nos pólos do côndilo, assim como da contração do feixe superior do músculo pterigóideo lateral. Okeson (1998) comenta que o movimento de fechamento bucal é exatamente o contrário do movimento realizado na abertura da boca. Steenks e Wijer (1996) relatam que na laterotrusão, movimento lateral da mandíbula, os côndilos executam padrões motores distintos. Quando há movimento da mandíbula para o lado direito, o côndilo direito se move discretamente para fora e há um pequeno deslocamento posterior e superior do mesmo, enquanto que o côndilo esquerdo desliza-se anterior e inferiormente se movendo em direção a linha média. Durante os movimentos de lateralidade ocorre uma contração muscular do mesmo lado do movimento das fibras médias e posteriores do músculo temporal e a contração muscular do lado oposto ao movimento dos pterigóideos lateral e medial e fibras anteriores do temporal. Frasca e Mezzomo (1994) citam que os movimentos laterais da mandíbula podem ser para o lado de trabalho ou para o lado de balanceio. O lado de trabalho é aquele para o qual a mandíbula está se deslocando e o de balanceio é o 24

26 contrário ao qual a mandíbula se movimentou. No lado de trabalho o côndilo rota e translada sobre a parede posterior e superior da fossa mandibular e, no de balanceio o côndilo translada para baixo, para frente e para dentro em relação a um plano sagital. Felício (1994) relata que a lateralidade de um indivíduo sem desordens musculares ou na ATM varia entre 10 a 12 milímetros. Na protrusão mandibular há uma ação simultânea dos pterigóideos lateral e medial e a mesma ocorre quando se realiza uma abertura bucal superior a 20 ou 30 milímetros e os côndilos se movimentam para fora da fossa mandibular, se dirigindo até as eminências articulares e a mandíbula se desloca para frente. Quando há excessivos movimentos protrusivos da mandíbula, a articulação pode ficar hipermóvel e o indivíduo apresentar um grande movimento de translação anterior no início da abertura bucal, quando deveria estar ocorrendo a rotação. Na retração há contração das fibras médias e posteriores do temporal (quando a mandíbula está bem anteriorizada) e dos músculos supra-hióideos (principalmente o digástrico) e a mandíbula desloca-se posteriormente,sendo que a distância deste movimento é limitada pelas estruturas da ATM em 1 ou 2 milímetros. Rugh e Johnson (1991) citam que os movimentos mandibulares ocorrem dentro de certos limites tridimensionais e descrevem os limites de movimentos mandibulares propostos por Posselt em 1952, que são: lateralidade é de 25

27 aproximadamente 10 milímetros, abertura pode acontecer até uns 50 ou 60 milímetros, a protrusão pode ser de uns 9 milímetros e a retração é de aproximadamente 1 milímetro. Esses são os chamados movimentos bordejantes da mandíbula, que são as posições mais extremas que a mandíbula é capaz de se mover. Os movimentos da mandíbula sofrem influência das estruturas do aparelho mastigatório (ATM, dentes, músculos) e de suas propriedades biomecânicas específicas, assim como da forma e da posição dessas estruturas entre si que irão determinar os possíveis movimentos dos côndilos dentro da fossa mandibular. A variação da anatomia da parede interna da fossa mandibular determina uma trajetória específica para o côndilo. Quanto maior for a inclinação da parede interna da fossa, maior será a trajetória descendente do côndilo e da mandíbula. Entretanto, se houver uma inclinação menor, mais lateral será o deslocamento condilar. Quanto mais anterior for a localização desta parede, mais para frente se deslocará a mandíbula em seu movimento lateral. Autores como Serra e Ferreira (1981), Douglas (1988) e Miller (1991) descreveram a relação íntima existente entre a morfologia dental, o gênero de alimentação e a morfologia funcional da ATM e fizeram referência sobre a cavidade articular de diferentes espécies para exemplificar esta relação. 26

28 Os animais carnívoros possuem as superfícies articulares em forma de dobradiça o que os possibilita realizar somente movimentos de abertura e fechamento bucal, essenciais para cortar e despedaçar os alimentos. Nos animais roedores, o côndilo se aloja em uma cavidade disposta no sentido ântero-posterior, o que permite a eles realizar apenas os movimentos de protrusão e retração mandibular. Nos herbívoros, a fossa mandibular é ampla e achatada o que habilita a mandíbula a executar quase que somente deslocamentos laterais, suficientes para coletar e moer o seu alimento. No homem (omnívoro) o côndilo possui uma forma que permite ampla excursão da mandíbula em todos os planos do espaço, possibilitando os movimentos de lateralidade, abertura e fechamento, protrusão e retração, capacitando-o de se alimentar com uma grande variedade de alimentos e consistências e possibilitando-o a se adaptar facilmente aos diferentes ambientes em que vive. Na posição de repouso mandibular a articulação, a cápsula e os ligamentos estão relaxados, assim como o feixe superior do músculo pterigóideo lateral. A posição postural ideal da mandíbula é aquela em que há um maior nível de contato oclusal e um mínimo de pressão na ATM. 27

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