Gabriel Coimbra e Timóteo Figueiró

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Gabriel Coimbra e Timóteo Figueiró"

Transcrição

1 E S T U D O IDC Q u a i s a s P e r s p e c t i v a s p a r a a I n d ú s t r i a d a s T I C e m P o r t u g a l IDC Portugal: Centro Empresarial Torres de Lisboa - Rua Tomás da Fonseca, Torre G, Piso Lisboa, Portugal Tel www.idc.pt Gabriel Coimbra e Timóteo Figueiró O P I N I Ã O IDC A crise económica mundial tem vindo a colocar pressão sobre todos os mercados, e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) não são excepção. Não obstante o cenário económico adverso a IDC prevê que, até 2012, haverá um aumento acumulado de 10% da procura de recursos humanos de TI, o crescimento do número de servidores (físicos e virtuais) será de quase 100%, juntamente com o aumento da complexidade de gestão e da virtualização. Haverá também um aumento de 3 vezes no número de utilizadores móveis, de 3,6 vezes no uso de dispositivos não-tradicionais e a quantidade de informação vai crescer 5,1 vezes, forçando as organizações à níveis mais altos de segurança, privacidade, pesquisa e armazenamento de informação. Além disso, o número de interacções entre as pessoas e dispositivos na rede irá crescer 8,4 vezes, devido ao aumento das mensagens de texto, mensagens instantâneas e s. Neste contexto a IDC definiu várias áreas de grande crescimento no mercado das TIC, das quais podemos citar aqui alguns exemplos, como o Cloud Computing, a gestão de segurança, a mobilidade, os social media, LBS, smartphones e dispositivos inovadores de acesso à informação (ex. tablets), informação analítica, outsourcing de TI (ITO) e de processos de negócio (BPO), virtualização, e motores de pesquisa e detecção. Neste contexto os fornecedores terão de identificar as áreas de oportunidades em cada segmento, ter fortes parcerias, e posicionarem-se como principais fornecedores em áreas de grande valor acrescentado ou de grande volume, de modo a capitalizar o crescimento localizado em cada uma destas áreas. Novembro de 2010

2 I N T R O D U Ç Ã O Este estudo tem como objectivo analisar as perspectivas de evolução do mercado nacional de TIC. Baseando-nos numa visão global e integrada dos mercados das TIC em Portugal e do seu enquadramento no espaço europeu, o estudo que agora apresentamos apresenta uma análise de um inquérito lançado aos principais gestores da indústria de TIC em Portugal. Para além da análise quantitativa, o estudo faz uma análise qualitativa dos principais inibidores, drivers e soluções e mercados verticais com maior potencial de crescimento. Adicionalmente a IDC analisa a estratégia de marketing das empresas de TIC em Portugal. O estudo assenta num trabalho de pesquisa efectuado pela IDC nos últimos 2 meses, o qual obedeceu a duas linhas fundamentais: Framework metodológico da IDC, que congrega diversas fontes de informação de forma a possibilitar uma visão integrada e consistente do mercado de TIC em Portugal. Inquérito à 399 gestores de empresas fornecedoras de TIC a actuarem no mercado nacional. Para além da opinião, desta Introdução e da Metodologia, o documento é composto pelos capítulos: Considerações Gerais identificação dos principais aspectos relacionados com a evolução económica e do mercado de TIC em Portugal. Análise de um inquérito lançado aos principais gestores da indústria de TIC em Portugal, onde abordamos: o Evolução do volume de negócios das empresas de TIC o o o Inibidores e drivers do mercado nacional de TIC Soluções e mercados verticais com maior potencial de crescimento em Portugal Tendências do marketing no sector nacional de TIC

3 C O N S I D E R A Ç Õ E S GERAIS ECONOMIA PORTUGUESA Em 2009, o alastramento da crise financeira, o aumento da incerteza, a deterioração das perspectivas de crescimento da procura global e as limitações do acesso ao crédito contribuíram para a recessão da actividade económica na nacional em -2,6%. Para 2010 estima-se, uma ligeira recuperação da actividade económica portuguesa com o PIB a registar uma variação homóloga real de 1,2%. Para este resultado contribui comportamento das despesas de consumo final (consumo privado e consumo público). Em sentido contrário, quer a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), quer a procura externa líquida apresentaram um contributo negativo, não obstante o bom desempenho obtido pelas exportações. O mercado de trabalho foi significativamente afectado pela crise económica, tendo a taxa de desemprego atingido valores historicamente elevados - 10,6%. Depois de, em 2009, o Índice de Preços do Consumidor (IPC) ter diminuído 0,9%, fortemente influenciado pela redução do preço das matérias-primas e dos produtos energéticos nos mercados internacionais, em 2010 prevê-se um crescimento constante e crescente, em termos homólogos na ordem dos 1,4%. T A B E L A 1 E C O N O M I A P O R T U G U E S A Q U A D R O E V O L U T I V O, P_BP P_BP Despesa e PIB (variação do volume, em %) Consumo Privado 2,5 1,8-1,0 1,8-0,8 Consumo Público 0,5 0,6 3,0 1,5-1,0 Investimento (FBCF) 2,6-1,8-11,9-4,2-3,2 Exportações 7,6-0,3-11,8 7,9 4,5 Importações 5,5 2,8-10,8 4,2 0,4 PIB 2,4 0,0-2,6 1,2 0,0 2 - Preços (taxa de variação, em %) Taxa de Inflação (a) 2,4 2,7-0,9 1,4 1,8 3 Desemprego Taxa de desemprego (%) 8,0 7,6 9,5 10,6 10,8 Fonte: Banco de Portugal (Outubro de 2010) e Ministério das Finanças e da Administração Pública constante no Orçamento de Estado para 2011(Novembro de 2010) para os indicadores de 2007 a Notas: (a) Variação Média Anual do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) ; (P) projecção IDC

4 Esta evolução está, obviamente, associada à inversão da tendência verificada em 2009, com a subida, em 2010, nos preços das matériasprimas e dos produtos energéticos nos mercados internacionais, bem como o crescimento verificado na procura interna. Num contexto de forte integração dos mercados, o ano de 2011, será influenciado pelo aumento do custo de financiamento, não apenas do Estado Português, como também das instituições financeiras e, consequentemente, das famílias e empresas. A muito recente subida dos prémios de risco da dívida soberana na sequência da divulgação das fragilidades que actualmente caracterizam a Economia Nacional, demonstra bem a volatilidade que caracteriza actualmente os mercados financeiros. A proposta de Orçamento de Estado assente na contenção da despesa em 3,5 p.p. do PIB (de 48,9% do PIB em 2010 para 45,4% do PIB em 2011), e no aumento de taxa de IVA, pretende equilibrar as contas públicas, aumentar a competitividade, devolver a confiança aos mercados e promover a estabilidade financeira. Ainda assim, insuficiente para retrair a dívida pública do Estado, que em 2011 deverá ser de 86,6% do PIB. Ainda para 2011, o Banco de Portugal, estima um crescimento zero da economia nacional, sendo apenas de realçar positivamente o crescimento esperado de 4,5% das exportações. F I G U R A 1 T A X A D E C R E S C I M E N T O D O P I B P O R T U G A L, E U R O P A E E U A 5% 4% 3% 2% 1% 0% -1% % -3% -4% -5% Zona Euro Portugal EUA Fonte: Eurostat, 2010 Real GDP growth rate. Notas: As taxas de 2010 e 2011 correspondem a previsões

5 Nas exportações é de salientar o aumento do peso das exportações de bens dos sectores de tecnologia média e alta e a acentuada diminuição do peso dos sectores de baixa tecnologia, significando um desvio das exportações portuguesas em direcção a sectores com maior crescimento e simultaneamente com mais incorporação de conhecimento, e em que as vantagens tecnológicas e a qualificação da mão-de-obra são mais importantes como factores competitivos do que a disponibilidade de mãode-obra pouco qualificada. A este nível evidenciaram-se, ainda, a evolução das exportações ligadas às tecnologias da informação, aos serviços de consultoria e a projectos de construção. As exportações de serviços destacam-se pelo seu contributo para o valor acrescentado e emprego. O gráfico anterior é revelador de índices de crescimento cautelosos nas economias Note Americana e Europeia, com taxas de crescimento previstas inferiores a 1,5% para a Europa e de 2,3% para os EUA. Estas performances contribuem negativamente para um crescimento mundial previsto, pelo FMI, de 4,2% para IDC

6 O MERCADO DE TIC Neste contexto económico, as repercussões desta realidade na despesa com TIC serão importantes, como é evidente, sendo expectável que o investimento seja afectado. O segmento de Hardware será certamente o mais afectado por esta realidade, seguindo-se-lhe o segmento do Software e, por último, o segmento dos Serviços. As razões para este comportamento diferenciado dos diversos segmentos têm a ver, no fundamental, com a tendência já claramente manifestada de as organizações manterem e optimizarem os activos informáticos de que dispõem. Segundo as perspectivas da IDC para 2010, a quebra da procura será de 6,5 pontos percentuais no total da despesa com TI. Apesar de registar uma melhoria relativamente a 2009, a despesa com hardware vai permanecer negativa (-14,3%) no decorrer de Por outro lado, e contrariamente ao que sucedeu no ano passado, a despesa com software e com serviços de TI vai crescer ligeiramente no decorrer deste ano. Assim, e segundo as estimativas da IDC, a despesa com software deverá registar um crescimento moderado (1,3%), enquanto a despesa com serviços de Ti deverá manter-se estagnada (0,7%). O mercado de telecomunicações têm se mantido estagnado. F I G U R A 2 CRESCIMENTO DO MERCADO NACIONAL DE TIC EM PORTUGAL Taxa de crescimento anual 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% -5,0% Hardware Software Serviços de TI Total TI Telecom -10,0% -15,0% -20,0% Fonte: IDC, Novembro de

7 Não obstante a crise económica e o seu impacto em todos os mercados, e as Tecnologias de Informação (TI) não são excepção, observarmos alguns indicadores sobre a crescente complexidade e adopção das TI, a IDC prevê que, até 2012, haverá um aumento acumulado de 10% da procura de recursos humanos de TI, o crescimento do número de servidores (físicos e virtuais) será de quase 100%, juntamente com o aumento da complexidade de gestão e da virtualização. Haverá também um aumento de 3 vezes no número de utilizadores móveis, de 3,6 vezes no uso de dispositivos nãotradicionais e a quantidade de informação vai crescer 5,1 vezes, forçando as organizações à níveis mais altos de segurança, privacidade, pesquisa e armazenamento de informação. Além disso, o número de interacções entre as pessoas e dispositivos na rede irá crescer 8,4 vezes, devido ao aumento das mensagens de texto, mensagens instantâneas e s. Neste contexto a IDC definiu várias áreas de grande crescimento no mercado de TI, das quais podemos citar aqui alguns exemplos, como o Cloud Computing, a gestão de segurança, a mobilidade, os social media, LBS, smartphones e dispositivos inovadores de acesso à informação (ex. tablets), informação analítica, outsourcing de TI (ITO) e de processos de negócio (BPO), virtualização, e motores de pesquisa e detecção IDC

8 R E S U L T A D O S D O I N Q U É R I T O À I N D Ú S T R I A D E T I C E M P O R T U G A L EVOLUÇÃO VOLUME DE NEGÓCIOS Apesar do cenário económico negativo dos últimos dois anos, os dados compilados pela IDC permitem-nos constatar que o sector das tecnologias de informação e comunicações aparenta uma resiliência superior à conjuntura negativa que os restantes sectores de actividade. Com efeito, a maioria das organizações inquiridas referiram que o volume de negócios cresceu no decorrer deste período. Por outro lado, e apesar da tendência decrescente do número de respostas positivas nos últimos dois anos, os dados compilados pela IDC permitem-nos constatar que, em 2010, mais de metade das empresas inquiridas aumentaram o seu volume de negócios, enquanto apenas cerca de 20% referiu que o seu volume de vendas caiu. De referir ainda que um número idêntico de empresas refere que o seu volume de negócios irá manter-se estável no decorrer deste ano. Os dados recolhidos pela IDC permitem-nos ainda evidenciar que as perspectivas para 2011 são animadoras. Assim, mais de 60% das empresas inquiridas referem que o volume de negócios irá crescer no decorrer do próximo ano, enquanto apenas 10% das organizações inquiridas referem que o seu volume de vendas vai diminuir no decorrer do próximo ano. Por outro lado, os dados permitem-nos ainda verificar que cerca de um terço das empresas inquiridas acredita que o volume de negócios se vai manter estável no decorrer do próximo ano. F I G U R A 3 EVOLUÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS Q. Qual foi a evolução do volume de negócios da sua empresa? Aumentou Manteve-se estável Diminuiu

9 INIBIDORES DO MERCADO DE TIC Apesar do optimismo da maioria das empresas inquiridas, os dados recolhidos pela IDC permitem-nos identificar que as empresas do sector consideram que a conjuntura económica é o principal inibidor do crescimento do mercado nacional de tecnologias de informação e comunicações. Assim, o investimento público, a procura interna e o investimento empresarial são encarados pelas empresas como os principais inibidores do crescimento no território nacional. Por outro lado, e ainda entre os factores inibidores do crescimento, as empresas inquiridas citam a dificuldade de acesso ao crédito. Factores como a ausência de visão dos CIO nacionais, a maturidade do mercado nacional, a centralização de recursos e a escassa inovação de produtos e serviços são pouco valorizados pelas empresas inquiridas. F I G U R A 4 INIBIDORES DO MERCADO DE TIC Q. Na sua perspectiva, quais os principais inibidores do mercado de TIC em Portugal? (Escala de 1 a 5) 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 Economia - Investimento público Economia - Procura interna Economia - Investimento empresarial Dificuldade de crédito Falta de visão por parte dos CIOs Maturidade do mercado nacional Centralização de recursos Pouca inovação de produtos e serviços Em resumo podemos concluir que o crescimento do mercado de TIC no próximo ano vai estar totalmente dependente da evolução da conjuntura económica IDC

10 DRIVERS DO MERCADO DE TIC Compreender quais os principais factores impulsionadores do crescimento do mercado nacional de tecnologias de informação e comunicações foi outro dos objectivos do inquérito realizado pela IDC junto das empresas do sector. Neste âmbito, a inovação de produtos e serviços é apontado como um dos principais drivers do mercado nacional, o que evidencia a importância que as empresas do sector atribuem ao desenvolvimento de produtos e soluções inovadoras. Por outro lado, as empresas do sector destacam ainda a maior utilização de TIC pela população portuguesa como outro dos factores que tem vindo a impulsionar o crescimento do mercado nacional. As empresas inquiridas colocam em pé de igualdade factores como a visão dos CIO, os programas governamentais de desenvolvimento da sociedade de informação, assim como a recuperação do atraso tecnológico nacional. As alterações regulamentares são o factor com menor expressão no desenvolvimento do negócio no território nacional. F I G U R A 5 DRIVERS DO MERCADO DE TIC Q. Na sua perspectiva, quais os principais drivers do mercado de TIC em Portugal? (Escala de 1 a 5) 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 Inovação de produtos e serviços Maior utilização das TIC pela população Visão por parte dos CIOs nacionais Programas governamentais Necessidade de recuperar o atraso tecnológico nacional Regulamentação

11 ÁREAS DE CRESCIMENTO O optimismo evidenciado pelas empresas nacionais relativamente à evolução dos negócios no decorrer do próximo ano está sustentado na convicção da existência de oportunidades de negócio no território nacional. Entre elas, as empresas inquiridas evidenciam as áreas da virtualização e da mobilidade como sendo áreas com forte potencial de crescimento no decorrer do próximo ano. Assim, os dados recolhidos permitem-nos salientar que, confrontadas com a necessidade de reduzir custos de funcionamento e de capital, as organizações empresariais nacionais vão prosseguir os projectos de virtualização de servidores, de armazenamento e de desktops, assim como vão iniciar os seus primeiros projectos piloto de implementação de cloud computing [computação na nuvem], nomeadamente no que diz respeito a Software-as-a-Service (SaaS), Infrastructure-as-a-Service (IaaS) ou de Plataform-as-a-Service (PaaS). Por outro lado, e na perspectiva das empresas inquiridas, a procura de produtos e serviços de suporte à mobilidade é outra das áreas com forte potencial de crescimento. Assim, não será de estranhar que soluções de mobilidade/wireless, smartphones, tablets sejam apontadas como áreas que vão crescer no decorrer do próximo ano. As empresas inquiridas destacam ainda que os produtos e serviços destinados à implementação de projectos Web 2.0 (ou Empresa 2.0) é uma das áreas com potencial de crescimento no decorrer do próximo ano. Num segundo nível, as empresas inquiridas evidenciam que áreas como o sourcing (Information Technology Outsourcing, Business Process Outsourcing e Managed Services), segurança, comunicações unificadas, open source e Customer Relationship Management são áreas com algum potencial de crescimento no decorrer do próximo ano. Por último, entre as áreas com menor potencial de crescimento, as empresas do sector inquiridas destacam os computadores desktop, os equipamentos multifuncionais, os servidores, os equipamentos destinados à infra-estrutura de rede de comunicações, as aplicações ERP e SCM e os computadores portáteis IDC

12 F I G U R A 6 MERCADOS COM MAIOR POTENCIAL DE CRESCIMENTO EM PORTUGAL Q. Independente do seu negócio, na sua perspectiva, quais as áreas de negócio que mais crescerão em 2011 em Portugal? (Escala de 1 a 5) Virtualização Servidores Cloud Computing (SaaS) Mobilidade / Wireless Smartphones Virtualização Armazenamento Cloud Computing (IaaS) Soluções Web 2.0 Cloud Computing (PaaS) Tablets ITO BI Segurança Virtualização Clientes BPM BPO MS UC Open source CRM Videoconf./ Telepresença ECM SOA Netbooks Armazenamento BD / DW Portáteis SCM ERP Infra-estr. Rede Servidores MFPs Desktop 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 A análise dos dados recolhidos pela IDC permite-nos ainda evidenciar que a maioria dos inquiridos acredita que a despesa de sectores como a energia, as telecomunicações e a saúde são irá aumentar no decorrer do próximo ano. Por outro lado, e contrariamente à tendência registada nos últimos anos em que a despesa caiu (tal como publicado no recente estudo da IDC o

13 Despesa TIC no Sector Financeiro Português, 2010: Quais as Oportunidades no Actual Ambiente Recessivo ), os dados recolhidos permitem-nos ainda salientar que as empresas inquiridas acreditam que o sector bancário irá continuar a crescer a despesa com tecnologias de informação e comunicações, assim como a despesa irá continuar a crescer nas empresas de serviços financeiros e de serviços. F I G U R A 7 SECTORES COM MAIOR POTENCIAL DE CRESCIMENTO EM PORTUGAL Q. Independente do seu negócio, na sua perspectiva, quais sectores económicos que mais crescerão em 2011 em Portugal? (Escala de 1 a 5) Energia Telecomunicações Saúde privada Saúde pública Utilities Banca (5 maiores) Serviços Outros serviços financeiros Banca (médio porte) Indústria de processos Seguros Media Indústria discreta Transporte aéreo Transporte marítimo Transporte terrestre Educação privada Saúde pública Educação pública Consumo Construção civil (20 maiores) AP central Construção civil (PMEs) AP local 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 De salientar ainda que, e tendo em conta a situação financeira do país que levou à adopção de medidas restritivas, a generalidade dos inquiridos considera que a procura da Administração Pública (local e central) irá ser reduzida no decorrer do próximo ano IDC

14 TENDÊNCIAS DO MARKETING O actual contexto económico não vai alterar os orçamentos de marketing das empresas do sector de tecnologias de informação e comunicações. Com efeito, os dados compilados permitem-nos constatar que, à semelhança do que aconteceu em 2010, cerca de um terço das empresas inquiridas prevê que o seu orçamento de marketing se mantenha inalterado. Por outro lado, cerca de um terço das empresas prevê que o seu orçamento de marketing venha a crescer entre 1 e 10 pontos percentuais no decorrer do próximo ano. E convêm ainda salientar que um número expressivo de empresas (15%) prevê aumentar o seu orçamento de marketing acima dos 10 pontos percentuais. Percentagem idêntica de empresas prevê vir a reduzir o seu orçamento de marketing entre 1 e 10 pontos percentuais. Por último, apenas uma minoria de empresas prevê reduções superiores a 10 pontos percentuais no orçamento de marketing no próximo ano. F I G U R A 8 EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EM MARKETING Q. Como irá evoluir o orçamento de marketing da sua empresa? 40% 35% 30% 25% 20% 15% Previsão 2010 Previsão % 5% 0% Variação > - 10% Variação entre -1% e -10% Sem variação Variação entre Variação > 10% 1% e 10% Os dados recolhidos pela IDC permitem-nos evidenciar que as empresas inquiridas vão reforçar a sua componente de marketing digital, o suporte à actuação das suas equipas comerciais, nomeadamente através da atribuição de incentivos às vendas, e o desenvolvimento de eventos próprios de pequena dimensão. Assim, mais de metade das empresas que vão aumentar o orçamento de marketing vão reforçar a sua componente de marketing digital. Realidade semelhante pode ser observada no que diz respeito às

15 acções de suporte às vendas e à produção de eventos próprios de pequena dimensão em que cerca de 40% das empresas prevê reforçar estas componentes. Por outro lado, e ainda segundo os dados compilados, um número mais reduzido de empresas (cerca de 30%) vai reforçar as áreas do marketing directo, do suporte ao canal, da produção de eventos de pequena dimensão com entidades externas e a actividade de relações públicas. F I G U R A 9 EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EM MARKETING POR TIPO DE ACÇÃO Q. Em relação ao orçamento de marketing previsto para 2011, qual a evolução prevista para cada uma das seguintes componentes? (% de empresas que diz pretender aumentar o orçamento na respectiva componente) 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% A produção de eventos próprios de grande dimensão, a produção de material de suporte às vendas e ao canal de comercialização e de brochuras e materiais de marketing só irão ter crescimento em apenas 20% das organizações inquiridas. Por último, é de salientar que, à semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos anos, as organizações inquiridas vão contemplar um crescimento marginal da publicidade em papel IDC

16 M E T O D O L O G I A Baseando-nos numa visão global e integrada dos mercados das TIC em Portugal e do seu enquadramento no espaço europeu, o estudo que agora publicamos apresenta uma análise de um inquérito lançado aos principais gestores da indústria de TIC em Portugal. Mais concretamente o inquérito foi enviado por para directores gerais, directores de marketing, directores comerciais e responsáveis de negócio das 400 maiores organizações de TIC em Portugal. O período de recolha foi do dia 1 ao dia 19 de Novembro de 2010 e foram recolhidas 399 respostas. F I G U R A 1 0 CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA Função dos Inquiridos Volume de Negócios Outros 24% Director de Marketing 9% Director Comercial 10% Business Unit Manager 14% Director Geral 43% 50 e 100 milhões 6% > 100 milhões 26% 10 e 50 milhões 19% < 1 milhão de euros 16% 5 e 10 milhões 11% 1 e 5 milhões 22% Presença Geográfica 70% Áreas de Actividade 60% Empresa com foco exclusivo em Portugal 41% Multinacional com sede fora 27% 50% 40% 30% Multinacional com sede em Portugal 32% 20% 10% 0% Fabricante Hardware ISV Serviços de TI Operador de Telecom. Revendedor Distribuidor Outros

17 C I T A Ç Ã O D E I N F O R M A Ç Õ E S E D A D O S D A I D C Documentos Internos e Apresentações A citação de algumas frases ou parágrafos em comunicações internas da sua empresa não necessitam de autorização da IDC. A utilização de grandes extractos de texto ou de um documento da IDC na sua totalidade pressupõe uma autorização prévia por escrito e pode envolver custos. Publicações externas Qualquer informação IDC que se destine a ser utilizada em publicidade, press-releases e materiais de tipo promocional requerem uma aprovação escrita do Director Geral da IDC Portugal. O pedido de autorização deve ser acompanhado do texto que se pretende divulgar. Este relatório é confidencial e apenas deverá ser utilizado pelo destinatário, salvo autorização da IDC. Todos os direitos reservados. A informação contida neste relatório não pode ser reproduzida, no todo ou em parte, qualquer que seja o método utilizado, salvo autorização expressa da IDC IDC

E S T U D O L O C A L O p o r t u n i d a d e s p a r a a s T I C n o N o v o C o n t e x t o E c o n ó m i c o e S o c i a l e m P o r t u g a l

E S T U D O L O C A L O p o r t u n i d a d e s p a r a a s T I C n o N o v o C o n t e x t o E c o n ó m i c o e S o c i a l e m P o r t u g a l E S T U D O L O C A L O p o r t u n i d a d e s p a r a a s T I C n o N o v o C o n t e x t o E c o n ó m i c o e S o c i a l e m P o r t u g a l Novembro de 2011 S U M Á R I O E X E C U T I V O IDC Portugal:

Leia mais

S U M Á R I O E X E C U T I V O. Desenvolvido para a 12ª Edição do Forum TI Novembro 2013

S U M Á R I O E X E C U T I V O. Desenvolvido para a 12ª Edição do Forum TI Novembro 2013 IDC Portugal: Centro Empresarial Torres de Lisboa, Rua Tomas da Fonseca, Torre G, 1600-209 Lisboa www.idc.pt W H I T E P A P E R I D C A s P r i n c i p a i s T e n d ê n c i a s n o S e c t o r d a D

Leia mais

ESTUDO IDC O papel das tecnologias de informação na produtividade e redução de custos nas organizações nacionais

ESTUDO IDC O papel das tecnologias de informação na produtividade e redução de custos nas organizações nacionais ESTUDO IDC O papel das tecnologias de informação na produtividade e redução de custos nas organizações nacionais Patrocinado por: Microsoft Versão Preliminar - Março 2013 SUMÁRIO EXECUTIVO IDC Portugal:

Leia mais

Agilidade organizacional e competitividade das empresas em Portugal. www.quidgest.com quidgest@quidgest.com

Agilidade organizacional e competitividade das empresas em Portugal. www.quidgest.com quidgest@quidgest.com Agilidade organizacional e competitividade das empresas em Portugal www.quidgest.com quidgest@quidgest.com 1. Introdução Novo contexto económico e tecnológico Metodologia 2. Agilidade Organizacional das

Leia mais

Estado da Nação das TIC em Angola

Estado da Nação das TIC em Angola Estado da Nação das TIC em Angola CIO AGENDA ANGOLA 2013 AS TI TI COMO ALAVANCA DE CRESCIMENTO DO NEGÓCIO 21 de Maio, Hotel Sana Epic, Luanda Gabriel Coimbra General Manager, IDC Angola gcoimbra@idc.com

Leia mais

Oportunidades para as TIC no Novo Contexto Económico e Social

Oportunidades para as TIC no Novo Contexto Económico e Social Oportunidades para as TIC no Novo Contexto Económico e Social 10ª Edição Forum TI TechData 15 de Novembro Centro de Congressos de Lisboa 17 de Novembro Casa da Música, Porto Gabriel Coimbra Manging Director,

Leia mais

IDC Portugal: Av. António Serpa, 36 9º Andar, 1050-027 Lisboa, Portugal Tel. 21 796 5487 www.idc.com

IDC Portugal: Av. António Serpa, 36 9º Andar, 1050-027 Lisboa, Portugal Tel. 21 796 5487 www.idc.com CADERNO IDC Nº 53 IDC Portugal: Av. António Serpa, 36 9º Andar, 1050-027 Lisboa, Portugal Tel. 21 796 5487 www.idc.com ROI - Retorno do Investimento OPINIÃO IDC Os anos 90 permitiram a inclusão das tecnologias

Leia mais

O Mercado americano de Tecnologia 2014/2015

O Mercado americano de Tecnologia 2014/2015 O Mercado americano de Tecnologia 2014/2015 1. Considerações Gerais Os Estados Unidos, maior potência mundial e tecnológica, apresenta projeções cada vez mais otimistas. Desde 2008, no estouro da crise

Leia mais

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009)

DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) Conferência de Imprensa em 14 de Abril de 2009 DECLARAÇÃO INICIAL DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL NA APRESENTAÇÃO DO BOLETIM ECONÓMICO DA PRIMAVERA (2009) No contexto da maior crise económica mundial

Leia mais

O crescimento estará concentrado em alguns mercados e segmentos-chave.

O crescimento estará concentrado em alguns mercados e segmentos-chave. R E L A T Ó R I O L O C A L A s 1 0 P r i n c i p a i s T e n d ê n c i a s p a r a o M e r c a d o I b é r i c o d a s T I C e m 2 0 1 0 IDC PORTUGAL: Rua Tomás da Fonseca, Torre G 1º 1600-209 Lisboa

Leia mais

Nota sobre as alterações do contexto socioeconómico e do mercado de trabalho

Nota sobre as alterações do contexto socioeconómico e do mercado de trabalho Nota sobre as alterações do contexto socioeconómico e do mercado de trabalho Mudanças recentes na situação socioeconómica portuguesa A evolução recente da economia portuguesa têm-se caracterizado por um

Leia mais

CUSTO TOTAL DE PROPRIEDADE DO PANDA MANAGED OFFICE PROTECTION. 1. Resumo Executivo

CUSTO TOTAL DE PROPRIEDADE DO PANDA MANAGED OFFICE PROTECTION. 1. Resumo Executivo 1. Resumo Executivo As empresas de todas as dimensões estão cada vez mais dependentes dos seus sistemas de TI para fazerem o seu trabalho. Consequentemente, são também mais sensíveis às vulnerabilidades

Leia mais

Tendências Tecnológicas: Como monetizar em oportunidades emergentes?

Tendências Tecnológicas: Como monetizar em oportunidades emergentes? : Como monetizar em oportunidades emergentes? 23 de Julho 2013 Confidencial Mercados emergentes têm previsão de crescimento de 2-3 vezes maiores do que mercados maduros em tecnologia nos próximos 2 anos.

Leia mais

IDC Portugal aumenta produtividade e reduz custos operacionais com Microsoft Dynamics CRM em modelo hosted

IDC Portugal aumenta produtividade e reduz custos operacionais com Microsoft Dynamics CRM em modelo hosted Microsoft Dynamics CRM Online Customer Solution Case Study IDC Portugal IDC Portugal aumenta produtividade e reduz custos operacionais com Microsoft Dynamics CRM em modelo hosted Sumário País Portugal

Leia mais

Os Desafios do Novo Paradigma Tecnológico Mobilidade, Consumerização das TI, Cloud, Social Business e Big Data

Os Desafios do Novo Paradigma Tecnológico Mobilidade, Consumerização das TI, Cloud, Social Business e Big Data Os Desafios do Novo Paradigma Tecnológico Mobilidade, Consumerização das TI, Cloud, Social Business e Big Data Gabriel Coimbra Country Manager, IDC Portugal Copyright 2011 IDC. Reproduction is forbidden

Leia mais

INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO. Janeiro de 2009. Resultados para Portugal

INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO. Janeiro de 2009. Resultados para Portugal INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO Janeiro de 2009 Resultados para Portugal I. Apreciação Geral De acordo com os resultados do inquérito realizado em Janeiro de 2009, os cinco grupos bancários

Leia mais

Síntese da Conjuntura do Sector Elétrico e Eletrónico

Síntese da Conjuntura do Sector Elétrico e Eletrónico Síntese da Conjuntura do Sector Elétrico e Eletrónico 2º Trimestre de 2015 Recuperação sustentada do crescimento 1. Conjuntura Sectorial Nota: Os índices que se seguem resultam da média aritmética das

Leia mais

Paulo César Especialista de Soluções da ATM informática paulo.cesar@atminformatica.pt

Paulo César Especialista de Soluções da ATM informática paulo.cesar@atminformatica.pt Desktop Virtual Paulo César Especialista de Soluções da ATM informática paulo.cesar@atminformatica.pt Tendo em conta que a Virtualização será um dos principais alvos de investimento para o ano 2009 (dados

Leia mais

ESTUDO IDC/ACEPI. Economia Digital em Portugal 2009-2017

ESTUDO IDC/ACEPI. Economia Digital em Portugal 2009-2017 ESTUDO IDC/ACEPI Economia Digital em Portugal 2009-2017 ECONOMIA DIGITAL NO MUNDO (2012) 2.5 mil milhões de internautas no mundo 850 mil milhões de euros 300 mil milhões de euros Europa maior mercado de

Leia mais

Com esta tecnologia Microsoft, a PHC desenvolveu toda a parte de regras de negócio, acesso a dados e manutenção do sistema.

Com esta tecnologia Microsoft, a PHC desenvolveu toda a parte de regras de negócio, acesso a dados e manutenção do sistema. Caso de Sucesso Microsoft Canal de Compras Online da PHC sustenta Aumento de 40% de Utilizadores Registados na Área de Retalho Sumário País: Portugal Industria: Software Perfil do Cliente A PHC Software

Leia mais

1 Descrição sumária. Varajão, Santana, Cunha e Castro, Adopção de sistemas CRM nas grandes empresas portuguesas, Computerworld, 2011 1

1 Descrição sumária. Varajão, Santana, Cunha e Castro, Adopção de sistemas CRM nas grandes empresas portuguesas, Computerworld, 2011 1 Adopção de sistemas CRM nas grandes empresas portuguesas João Varajão 1, Daniela Santana 2, Manuela Cunha 3, Sandra Castro 4 1 Escola de Ciências e Tecnologia, Departamento de Engenharias, Universidade

Leia mais

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 PORTUGAL Economic Outlook Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 Portugal: Adaptação a um novo ambiente económico global A economia portuguesa enfrenta o impacto de um ambiente externo difícil,

Leia mais

Tendências de Investimentos em TI em 2013

Tendências de Investimentos em TI em 2013 Tendências de Investimentos em TI em 2013 Ivair Rodrigues Diretor de Estudos de Mercado Tatiane Ramos Coordenadora de Pesquisas Índice Direitos Autorais Objetivos deste estudo Metodologia Definição dos

Leia mais

Índice de Risco de 2011 PORTUGAL

Índice de Risco de 2011 PORTUGAL Índice de Risco de PORTUGAL Índice de Pagamentos Índice de Risco Explicação dos valores do Índice de Risco 190 180 170 160 150 140 130 120 110 100 2004 2005 2006 2007 2008 100 Nenhuns riscos de pagamento,

Leia mais

1 Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial Os Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial da SAP incluem:

1 Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial Os Serviços de Planeamento e Transformação Empresarial da SAP incluem: Descrição de Serviços Serviços de Planeamento e Empresarial Os Serviços de Planeamento e Empresarial fornecem serviços de consultoria e prototipagem para facilitar a agenda do Licenciado relativa à inovação

Leia mais

O incumprimento entre empresas aumenta, em comparação com 2011

O incumprimento entre empresas aumenta, em comparação com 2011 Lisboa, 29 de Maio de 2013 Estudo revela que os atrasos nos pagamentos entre empresas na região da Ásia - Pacífico se agravaram em 2012 - As empresas estão menos optimistas relativamente à recuperação

Leia mais

Produto Interno Bruto 100.0 0.3 1.2 1.5 0.3 0.8 1.0

Produto Interno Bruto 100.0 0.3 1.2 1.5 0.3 0.8 1.0 Textos de Política e Situação Económica Verão 26 PERSPECTIVAS PARA A ECONOMIA PORTUGUESA: 26-27 1. INTRODUÇÃO Neste artigo apresenta-se o cenário macroeconómico para a economia portuguesa projectado pelo

Leia mais

01 _ Enquadramento macroeconómico

01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS I. INTRODUÇÃO O Governo apresentou ao Conselho Económico e Social o Projecto de Grandes Opções do Plano 2008 (GOP 2008) para que este Órgão, de acordo com

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO GRUPO INCENTEA

APRESENTAÇÃO DO GRUPO INCENTEA APRESENTAÇÃO DO GRUPO INCENTEA Quem Somos Somos um grupo de empresas de prestação de serviços profissionais nas áreas das Tecnologias de Informação, Comunicação e Gestão. Estamos presente em Portugal,

Leia mais

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA CABO VERDE. INQUÉRITO DE CONJUNTURA Folha de Informação Rápida. CONSTRUÇÃO 3º Trimestre 2013

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA CABO VERDE. INQUÉRITO DE CONJUNTURA Folha de Informação Rápida. CONSTRUÇÃO 3º Trimestre 2013 INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA CABO VERDE CABO VERDE CABO VERDE INSTITUTO NACIONAL DE ESTATISTICA CABO VERDE INQUÉRITO DE CONJUNTURA

Leia mais

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO?

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Desde a crise económica e financeira mundial, a UE sofre de um baixo nível de investimento. São necessários esforços coletivos

Leia mais

As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas

As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas 30 11 2012 As Estatísticas do Banco de Portugal, a Economia e as Empresas Teodora Cardoso 1ª Conferência da Central de Balanços Porto, 13 Dezembro 2010 O Banco de Portugal e as Estatísticas O Banco de

Leia mais

MERCADO BRASILEIRO DE SOFTWARE PANORAMA E TENDÊNCIAS

MERCADO BRASILEIRO DE SOFTWARE PANORAMA E TENDÊNCIAS MERCADO BRASILEIRO DE SOFTWARE PANORAMA E TENDÊNCIAS 2009 Introdução Resumo Executivo Apesar das turbulências que marcaram o ano de 2008, com grandes variações nos indicadores econômicos internacionais,

Leia mais

BANCO ESPIRITO SANTO RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2001

BANCO ESPIRITO SANTO RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2001 BANCO ESPIRITO SANTO RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2001 2 RESULTADOS DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2001 ASPECTOS MAIS RELEVANTES: SIGNIFICATIVO CRESCIMENTO DA ACTIVIDADE DESIGNADAMENTE A CAPTAÇÃO DE RECURSOS

Leia mais

Versão Pública. DECISÃO DE INAPLICABILIDADE DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent.22/2007 Dendrite / Cegedim

Versão Pública. DECISÃO DE INAPLICABILIDADE DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent.22/2007 Dendrite / Cegedim DECISÃO DE INAPLICABILIDADE DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent.22/2007 Dendrite / Cegedim I. INTRODUÇÃO 1. Em 19 de Março de 2007, foi notificada à Autoridade da Concorrência, nos termos dos

Leia mais

Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva

Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva centro tecnológico da cerâmica e do vidro coimbra portugal Mecanismos e modelos de apoio à Comunidade Associativa e Empresarial da Indústria Extractiva Victor Francisco CTCV Responsável Unidade Gestão

Leia mais

A MOBILIDADE NAS EMPRESAS E A TRANSFORMAÇÃO DOS ERP

A MOBILIDADE NAS EMPRESAS E A TRANSFORMAÇÃO DOS ERP A MOBILIDADE NAS EMPRESAS E A TRANSFORMAÇÃO DOS ERP Conteúdos A MOBILIDADE NAS EMPRESAS E A TRANSFORMAÇÃO DOS ERP... 3 PREPARA-SE PARA UMA MAIOR MOBILIDADE... 4 O IMPACTO DOS ERP NO MOBILE... 5 CONCLUSÕES...

Leia mais

IDC FutureScape - Sumário Executivo

IDC FutureScape - Sumário Executivo IDC FutureScape - Sumário Executivo Cloud no Centro ª Plataforma TI Capacidade de Inovação Pipelines de Dados Intimidade com clientes @ escala Tudo Fonte: IDC, 0 Transformação Digital Em Finais de 0, Dois

Leia mais

Predictions Brasil 2015 Acelerando a Inovação na 3 a Plataforma

Predictions Brasil 2015 Acelerando a Inovação na 3 a Plataforma Predictions Brasil 2015 Acelerando a Inovação na 3 a Plataforma 1 IDC - Equipe Pietro Delai Reinaldo Sakis João Paulo Bruder Luciano Ramos Gerente de Pesquisa e Consultoria -Enterprise Gerente de Pesquisa

Leia mais

Nota introdutória. PME em Números 1 IAPMEI ICEP

Nota introdutória. PME em Números 1 IAPMEI ICEP PME em Números PME em Números 1 Nota introdutória De acordo com o disposto na definição europeia 1, são classificadas como PME as empresas com menos de 250 trabalhadores cujo volume de negócios anual não

Leia mais

C A D E R N O I D C N º 1 4 8 T e n d ê n c i a s d e I n v e s t i m e n t o e m S e g u r a n ç a d a I n f o r m a ç ã o

C A D E R N O I D C N º 1 4 8 T e n d ê n c i a s d e I n v e s t i m e n t o e m S e g u r a n ç a d a I n f o r m a ç ã o C A D E R N O I D C N º 1 4 8 T e n d ê n c i a s d e I n v e s t i m e n t o e m S e g u r a n ç a d a I n f o r m a ç ã o Timóteo Figueiró Janeiro de 2011 IDC Portugal: Centro Empresarial Torres de Lisboa,

Leia mais

Relatório de evolução da atividade seguradora

Relatório de evolução da atividade seguradora Relatório de evolução da atividade seguradora 1.º Semestre 214 I. Produção e custos com sinistros 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros

SUMÁRIO. 3º Trimestre 2009 RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA. Produção de seguro directo. Custos com sinistros SUMÁRIO Produção de seguro directo No terceiro trimestre de, seguindo a tendência evidenciada ao longo do ano, assistiu-se a uma contracção na produção de seguro directo das empresas de seguros sob a supervisão

Leia mais

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda.

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. RELATÓRIO DE GESTÃO Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. 2012 ÍNDICE DESTAQUES... 3 MENSAGEM DO GERENTE... 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO... 5 Economia internacional... 5 Economia Nacional... 5

Leia mais

Convergência TIC e Projetos TIC

Convergência TIC e Projetos TIC TLCne-051027-P1 Convergência TIC e Projetos TIC 1 Introdução Você responde essas perguntas com facilidade? Quais os Projetos TIC mais frequentes? Qual a importância de BI para a venda de soluções TIC (TI

Leia mais

Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017

Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017 Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017 As projeções para a economia portuguesa em 2015-2017 apontam para uma recuperação gradual da atividade ao longo do horizonte de projeção. Após um crescimento

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros Danos d. Automóvel II PROVISÕES TÉCNICAS E ATIVOS REPRESENTATIVOS

Leia mais

Contexto e objetivos do estudo... 3 Metodologia, definições e âmbito da análise... 4

Contexto e objetivos do estudo... 3 Metodologia, definições e âmbito da análise... 4 Índice Contexto e objetivos do estudo... 3 Metodologia, definições e âmbito da análise... 4 População alvo...4 Unidade amostral...4 Dimensão da população...4 Metodologia...4 Caracterização da amostra...4

Leia mais

SOCIAL BUSINESS: COMO CRIAR VALOR PARA O SEU NEGÓCIO? PORTUGAL TECH INSIGHTS 2020 Estudo sobre as principais tendências tecnológicas em Portugal

SOCIAL BUSINESS: COMO CRIAR VALOR PARA O SEU NEGÓCIO? PORTUGAL TECH INSIGHTS 2020 Estudo sobre as principais tendências tecnológicas em Portugal SOCIAL BUSINESS: COMO CRIAR VALOR PARA O SEU NEGÓCIO? PORTUGAL TECH INSIGHTS 2020 Estudo sobre as principais tendências tecnológicas em Portugal SUMÁRIO EXECUTIVO Este estudo, desenvolvido pela IDC com

Leia mais

Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA

Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA Dezembro de 2013 Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA Relatório Gestão Sumário Executivo 2 Síntese Financeira O Fundo de Pensões BESA OPÇÕES REFORMA apresenta em 31 de Dezembro de 2013, o valor de 402

Leia mais

No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada

No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada Angola Setembro 2009 No rescaldo da crise, fase mais difícil parece ultrapassada I.- Evolução recente das reservas cambiais 1. O dado mais relevante a assinalar na evolução da conjuntura económica e financeira

Leia mais

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração

no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do Orçamento Estado 2010 no Sistema Financeiro Carlos David Duarte de Almeida Vice-Presidente do Conselho de Administração As consequências do OE 2010 no Sistema Financeiro Indice 1. O

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro semestre de 20, foi a subida das taxas do

Leia mais

Gestão Total da Manutenção: Sistema GTM

Gestão Total da Manutenção: Sistema GTM Gestão Total da Manutenção: Sistema GTM por Engº João Barata (jbarata@ctcv.pt), CTCV Inovação Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro 1. - INTRODUÇÃO Os sub-sistemas de gestão, qualquer que seja o seu

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Portugal Forte crescimento no início do ano

Portugal Forte crescimento no início do ano 8 Abr ANÁLISE ECONÓMICA Portugal Forte crescimento no início do ano Miguel Jiménez / Agustín García / Diego Torres / Massimo Trento Nos primeiros meses do ano, a retoma do consumo privado teria impulsionado

Leia mais

DESTAQUE. Informação à Comunicação Social. Inquéritos de Conjuntura às Empresas Abril de 2013. 11 Abril de 2013

DESTAQUE. Informação à Comunicação Social. Inquéritos de Conjuntura às Empresas Abril de 2013. 11 Abril de 2013 Inquéritos de Conjuntura às Empresas Abril de 2013 11 Abril de 2013 No 1º trimestre de 2013, constata-se que o indicador de clima 1 manteve a tendência descendente dos últimos trimestres, ou seja, o ritmo

Leia mais

PORTUGAL 2009. Sumário Legislação Associação e Intervenientes Mercado EEE 2009 Recolha de REEE

PORTUGAL 2009. Sumário Legislação Associação e Intervenientes Mercado EEE 2009 Recolha de REEE PORTUGAL 2009 DADOS DE MERCADO DE EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS E ELECTRÓNICOS Sumário Legislação Associação e Intervenientes Mercado EEE 2009 Recolha de REEE Pg. 1 Sumário Uma política adequada de gestão de

Leia mais

Tendências da 3ª Plataforma de Tecnologia e Big Data

Tendências da 3ª Plataforma de Tecnologia e Big Data Tendências da 3ª Plataforma de Tecnologia e Big Data GUGST Maio 2014 Alexandre Campos Silva IDC Brazil Consulting Director (11) 5508 3434 - ( (11) 9-9292-2414 Skype: AlexandreCamposSilva Twitter: @xandecampos

Leia mais

1 Descrição sumária. Varajão, Pereira, Amaral e Castro, Outsourcing de serviços de sistemas de informação na banca em Portugal, Computerworld, 2011 1

1 Descrição sumária. Varajão, Pereira, Amaral e Castro, Outsourcing de serviços de sistemas de informação na banca em Portugal, Computerworld, 2011 1 Outsourcing de serviços de sistemas de informação na banca em Portugal João Varajão 1, Cidália Pereira 2, Luís Amaral 3, Sandra Castro 2 1 Escola de Ciências e Tecnologia, Departamento de Engenharias,

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

> outsourcing > > consulting > > training > > engineering & systems integration > > business solutions > > payment solutions > Portugal

> outsourcing > > consulting > > training > > engineering & systems integration > > business solutions > > payment solutions > Portugal > outsourcing > > consulting > > training > > business solutions > > engineering & systems integration > > payment solutions > Portugal Há sempre um melhor caminho para cada empresa. Competências Outsourcing

Leia mais

RELATÓRIO O SECTOR DA CONSTRUÇÃO EM PORTUGAL EM 2010

RELATÓRIO O SECTOR DA CONSTRUÇÃO EM PORTUGAL EM 2010 RELATÓRIO O Sector da Construção em Portugal em 2010 Setembro de 2011 Ficha Técnica Título: Relatório O Sector da Construção em Portugal em 2010 Autoria: Catarina Gil Coordenação Geral: Pedro Ministro

Leia mais

Soluções em Mobilidade

Soluções em Mobilidade Soluções em Mobilidade Soluções em Mobilidade Desafios das empresas no que se refere a mobilidade em TI Acesso aos dados e recursos de TI da empresa estando fora do escritório, em qualquer lugar conectado

Leia mais

O Setor da Construção em Portugal 2011

O Setor da Construção em Portugal 2011 O Setor da Construção em Portugal 2011 1º semestre FEVEREIRO 2012 Ficha Técnica Título: Relatório Semestral do Setor da Construção em Portugal 1º Sem. 2011 Autoria: Catarina Gil Coordenação Geral: Pedro

Leia mais

Maturidade da Impressão e Gestão Documental nas Organizações Nacionais

Maturidade da Impressão e Gestão Documental nas Organizações Nacionais Maturidade da Impressão e Gestão Documental nas Organizações Nacionais 1. Tendências na impressão e gestão documental 2. Modelo de maturidade da impressão e gestão documental 3. Q&A 2 Uma nova plataforma

Leia mais

INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO. Janeiro de 2014 RESULTADOS PARA PORTUGAL

INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO. Janeiro de 2014 RESULTADOS PARA PORTUGAL INQUÉRITO AOS BANCOS SOBRE O MERCADO DE CRÉDITO Janeiro de 4 RESULTADOS PARA PORTUGAL I. Apreciação Geral De um modo geral, no último trimestre de 3, os critérios e condições de aprovação de crédito a

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO 2012

RELATÓRIO DE GESTÃO 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO 2012 NATURTEJO EMPRESA DE TURISMO - EIM MARÇO, CASTELO BRANCO 2013 Nos termos legais e estatutários, vimos submeter a apreciação da assembleia Geral o Relatório de Gestão, as contas,

Leia mais

Cloud Computing Visão PT Cisco Roadshow 2010. Bruno Berrones Funchal, 27 de Maio de 2010

Cloud Computing Visão PT Cisco Roadshow 2010. Bruno Berrones Funchal, 27 de Maio de 2010 Cloud Computing Visão PT Cisco Roadshow 2010 Bruno Berrones Funchal, 27 de Maio de 2010 Agenda Desafios para as Empresas Extrair valor do Cloud Computing O papel da PT 1 Inovação é a resposta para garantir

Leia mais

Como se preparar para o fenômeno da Consumerização

Como se preparar para o fenômeno da Consumerização Como se preparar para o fenômeno da Consumerização Anderson B. Figueiredo Gerente Pesquisa & Consultoria IDC Brasil Agosto/2013 2 Presença em mais de 110 países ao redor do mundo; Mais de 1.000 analistas

Leia mais

Na minha opinião como estão as empresas a atravessar a crise?

Na minha opinião como estão as empresas a atravessar a crise? Na minha opinião como estão as empresas a atravessar a crise? O sector empresarial sente a crise como está a sentir a restante sociedade. A elevada taxa de desemprego de 12,3% traduz bem o drama social

Leia mais

Boletim Económico - 3º Trimestre de 2010

Boletim Económico - 3º Trimestre de 2010 Economia Angolana Boletim Económico - 3º Trimestre de 2010 I. Nota Prévia Nesta edição do Boletim Económico do BAIE foi decidido inserir, para além da habitual informação e comentário sobre a evolução

Leia mais

METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA

METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA 1. Indicadores e Variáveis das Empresas A indústria metalomecânica engloba os sectores de fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamento (CAE )

Leia mais

07/01/2009 OJE Economia contrai 0,8% este ano e terá entrado em recessão em 2008 A crise financeira e a recessão mundial vão provocar este ano uma contracção de 0,8% na economia nacional, penalizada pela

Leia mais

Proveitos Operacionais da Reditus aumentam 12% no primeiro semestre de 2011

Proveitos Operacionais da Reditus aumentam 12% no primeiro semestre de 2011 Proveitos Operacionais da Reditus aumentam 12% no primeiro semestre de 2011 Proveitos Operacionais de 55,8 milhões EBITDA de 3,1 milhões Margem EBITDA de 5,6% EBIT de 0,54 milhões Resultado Líquido negativo

Leia mais

O Contributo do Cluster da Electrónica e Telecomunicações para o Desenvolvimento Económico Espanhol

O Contributo do Cluster da Electrónica e Telecomunicações para o Desenvolvimento Económico Espanhol O Contributo do Cluster da Electrónica e Telecomunicações para o Desenvolvimento Económico Espanhol O presente estudo visa caracterizar o cluster da electrónica, informática e telecomunicações (ICT), emergente

Leia mais

1 Descrição sumária. Varajão, Trigo e Barroso, O Gestor de Sistemas de Informação nas grandes empresas portuguesas, Computerworld, 2011.

1 Descrição sumária. Varajão, Trigo e Barroso, O Gestor de Sistemas de Informação nas grandes empresas portuguesas, Computerworld, 2011. O Gestor de Sistemas de Informação nas grandes empresas portuguesas João Varajão 1, António Trigo 2, João Barroso 1 1 Escola de Ciências e Tecnologia, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro 2 Instituto

Leia mais

Cloud Computing O novo paradigma de Custeio. Anderson Baldin Figueiredo Consultor

Cloud Computing O novo paradigma de Custeio. Anderson Baldin Figueiredo Consultor Cloud Computing O novo paradigma de Custeio Anderson Baldin Figueiredo Consultor O momento da 3ª. Plataforma $$$$$ $ Conceituando Cloud Computing Mas o que significa cloud computing mesmo? Cloud = Evolução

Leia mais

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO PORTUGAL PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO Actualização para o período 2005-2007 Dezembro 2004 Programa de Estabilidade e Crescimento 2005-2007 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO...1 II. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO...2

Leia mais

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014)

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) 1. Taxa de Desemprego O desemprego desceu para 14,3% em maio, o que representa um recuo de 2,6% em relação a maio de 2013. Esta é a segunda maior variação

Leia mais

RESUMO DO EVENTO. CLOUD COMPUTING & SaaS O Papel do Cloud Computing nos Negócios 29 MARÇO 2012 HOTEL SANA LISBOA

RESUMO DO EVENTO. CLOUD COMPUTING & SaaS O Papel do Cloud Computing nos Negócios 29 MARÇO 2012 HOTEL SANA LISBOA RESUMO DO EVENTO O Papel do Cloud Computing nos Negócios 29 MARÇO 2012 HOTEL SANA LISBOA PATROCINADORES PLATINUM GOLD + GOLD SILVER MEDIA PARTNER PARCEIRO TECNOLÓGICO AGENDA 08:30 Recepção dos participantes

Leia mais

Soluções e Tecnologias

Soluções e Tecnologias Soluções e Tecnologias 100% Fundada em 1986 Milão (Itália). Seu desenvolvimento registra crescimento de faturamento e recursos humanos. Reinversão total do lucro no negócio ao longo de todos os anos. Os

Leia mais

Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.º 11 Novembro 2014. Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia

Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.º 11 Novembro 2014. Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia Boletim Mensal de Economia Portuguesa N.º 11 Novembro Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia GPEARI Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais Ministério

Leia mais

DESENVOLVER A ECONOMIA DIGITAL EM PORTUGAL Alexandre Nilo Fonseca ACEPI Associação do Comércio Electrónico e Publicidade InteraGva

DESENVOLVER A ECONOMIA DIGITAL EM PORTUGAL Alexandre Nilo Fonseca ACEPI Associação do Comércio Electrónico e Publicidade InteraGva DESENVOLVER A ECONOMIA DIGITAL EM PORTUGAL Alexandre Nilo Fonseca ACEPI Associação do Comércio Electrónico e Publicidade InteraGva Workshop PME Digital Ordem dos Economistas 14 de Janeiro de 2014 ACEPI:

Leia mais

Adoção e Tendências dos Serviços de Cloud na América Latina: Rumo a um modelo de TI baseado em eficiência

Adoção e Tendências dos Serviços de Cloud na América Latina: Rumo a um modelo de TI baseado em eficiência Adoção e Tendências dos Serviços de Cloud na América Latina: Rumo a um modelo de TI baseado em eficiência Luciano Ramos Coordenador de Pesquisa de Software IDC Brasil A América Latina enfrenta o desafio

Leia mais

Visão de Futuro 2010. F3M Information Systems, S.A.

Visão de Futuro 2010. F3M Information Systems, S.A. 1 Reunir várias entidades do sector óptico nacional e discutir o futuro do sector bem como os temas cruciais para os empresários e intervenientes da área foram os objectivos do evento Visão de Futuro 2010,

Leia mais

Categorias em análise: Hardware, Software, Serviços TI e Serviços Telecomunicações.

Categorias em análise: Hardware, Software, Serviços TI e Serviços Telecomunicações. RELATÓRIO LOCAL Despesa TIC no Sector Financeiro Oportunidades num Sector em Reestruturação INTRODUÇÃO IDC Portugal: Centro Empresarial Torres de Lisboa, Rua Tomas da Fonseca, Torre G, 1600-209 Lisboa

Leia mais

Vale Projecto - Simplificado

Vale Projecto - Simplificado IDIT Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica Vale Projecto - Simplificado VALES Empreendedorismo e Inovação Associados Parceiros / Protocolos IDIT Enquadramento Vale Projecto - Simplificado

Leia mais

Em Janeiro de 2014, o indicador de sentimento económico aumentou +0.9 pontos na UE e +0.5 pontos na Área Euro 1.

Em Janeiro de 2014, o indicador de sentimento económico aumentou +0.9 pontos na UE e +0.5 pontos na Área Euro 1. Jan-04 Jan-05 Jan-06 Jan-07 Jan-08 Jan-09 Jan-10 Jan-11 Jan-12 Análise de Conjuntura Fevereiro 2014 Indicador de Sentimento Económico Em Janeiro de 2014, o indicador de sentimento económico aumentou +0.9

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

Competitividade e Inovação

Competitividade e Inovação Competitividade e Inovação Evento SIAP 8 de Outubro de 2010 Um mundo em profunda mudança Vivemos um momento de transformação global que não podemos ignorar. Nos últimos anos crise nos mercados financeiros,

Leia mais

Indicador de confiança dos Consumidores aumenta e indicador de clima económico suspende trajetória de crescimento

Indicador de confiança dos Consumidores aumenta e indicador de clima económico suspende trajetória de crescimento 29 de setembro de 2014 INQUÉRITOS DE CONJUNTURA ÀS EMPRESAS E AOS CONSUMIDORES Setembro de 2014 Indicador de confiança dos Consumidores aumenta e indicador de clima económico suspende trajetória de crescimento

Leia mais

Apresentação de Resultados 2009. 10 Março 2010

Apresentação de Resultados 2009. 10 Março 2010 Apresentação de Resultados 2009 10 Março 2010 Principais acontecimentos de 2009 Conclusão da integração das empresas adquiridas no final de 2008, Tecnidata e Roff Abertura de Centros de Serviços dedicados

Leia mais

IDC CLOUD LEADERSHIP FORUM

IDC CLOUD LEADERSHIP FORUM IDC CLOUD LEADERSHIP FORUM 12 de Março 2013 Reitoria da Universidade Nova de Lisboa RESUMO DO EVENTO PATROCINADORES O EVENTO FOI ORGANIZADO PELA E PATROCINADO PELAS SEGUINTES EMPRESAS: PLATINUM KEYNOTE

Leia mais

DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE

DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE DIÁLOGO NACIONAL SOBRE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE CRIAÇÃO DE EMPREGO NUM NOVO CONTEXTO ECONÓMICO 27-28 demarço de 2014, Maputo, Moçambique A conferência de dois dias dedicada ao tema Diálogo Nacional Sobre

Leia mais

Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses 15 Julho 2011

Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses 15 Julho 2011 Exercício de stress test Europeu: Resultados principais dos bancos portugueses Julho Esta nota resume as principais características e resultados do exercício de stress test realizado ao nível da União

Leia mais

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões:

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 7.1 Conclusões De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 1 - Descrever os instrumentos/modelos de gestão e marketing estratégicos

Leia mais