IMPORTÂNCIA DA MATA CILIAR (LEGISLAÇÃO) NA PROTEÇÃO DOS CURSOS HÍDRICOS, ALTERNATIVAS PARA SUA VIABILIZAÇÃO EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS

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1 UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO FACULDADE DE AGRONOMIA E MEDICINA VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA IMPORTÂNCIA DA MATA CILIAR (LEGISLAÇÃO) NA PROTEÇÃO DOS CURSOS HÍDRICOS, ALTERNATIVAS PARA SUA VIABILIZAÇÃO EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS SEMINÁRIO APRESENTADO NA DISCIPLINA MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA PROFESSOR: Dr. Vilson Antônio Klein DOUTORANDO: Prof. Ms. Adilar Chaves Passo Fundo, novembro de 2009

2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO E IMPORTÃNCIA DA MATA CILIAR HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO PERTINENTE CARACTERIZAÇÃO DA PEQUENA PROPRIEDADE PROPOSTA PARA VIABILIZAÇÃO DA MATA CILIAR NA PEQUENA PROPRIEDADE TÉCNICAS PASSÍVEIS DE USO NA RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES REGENERAÇÃO NATURAL NUCLEAÇÃO Técnicas de nucleação ) SISTEMAS AGROFLORESTAIS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 17

3 3 IMPORTÂNCIA DA MATA CILIAR (LEGISLAÇÃO) NA PROTEÇÃO DOS CURSOS HÍDRICOS, ALTERNATIVAS PARA SUA VIABILIZAÇÃO EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS DOUTORANDO: Prof. Ms. Adilar Chaves 1 1 INTRODUÇÃO A água é a base fundamental sobre a qual desenvolvem-se todos os processos bioquímicos e fisiológicos que garantem a manutenção da vida. Segundo dados levantados pela UNESCO no âmbito do Decênio Hidrológico Internacional ( ), as águas doces representam apenas 2,7% (cerca de 38 milhões de km 3 ) da disponibilidade hídrica total do planeta (1.380 milhões de km 3 ). Destas águas, a maior parte (77,2%) se encontra em estado sólido nas geleiras, icebergs e calotas polares, sendo o restante distribuído da seguinte maneira: 22,4% armazenadas em aqüíferos e lençóis subterrâneos (dos quais cerca da metade se encontra a mais de 800 metros de profundidade); 0,36% em rios, lagos e pântanos; e 0,04% na atmosfera. Estes dados mostram que a quantidade de água doce disponível para o consumo humano (presente nos lagos, rios e aqüíferos de menor profundidade) representa menos de 1% da disponibilidade hídrica mundial (VARGAS, 1999). Apesar da intensa divulgação dos conceitos de essencialidade e de finitude, e conseqüente dependência de preservação deste recurso, a sociedade tem caminhado em direção oposta e, muitas vezes levada por conceitos de progresso, adotado práticas com alto poder de impacto sobre o meio ambiente e a natureza, que se refletem sobre o volume e a qualidade da água disponível para ser usada nos processos biológicos. Um estudo recente do Banco Mundial, apud Santos (2008), indica que a vida útil de grandes 1 Professor do Curso Superior de Tecnologia em Agronegócio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Campus Sertão (IFRS Campus Sertão); Aluno do Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo (PPGAgro-UPF)

4 4 reservatórios de água do mundo está estimada em cerca de 22 anos, menos da metade da duração projetada. Dentre os fatores que interferem diretamente sobre o volume e qualidade da água disponível no Brasil, merece destaque a destruição da vegetação existente nas margens e entorno das nascentes e dos cursos de água promovida por razões e objetivos diversos. Apesar da necessidade urgente de reversão deste quadro, barreiras de ordens sociais, econômicas e culturais impedem a criação de uma consciência coletiva onde os custos sejam distribuídos para toda a sociedade que em última análise será beneficiada pelas medidas conservacionistas adotadas. Atendendo a uma proposta da Disciplina Manejo e Conservação do Solo e da Água do Programa de Pós Graduação em Agronomia da Universidade de Passo Fundo foi preparado este texto, cuja base partiu das idéias encontradas no livro intitulado Recuperação de matas ciliares. 2ª Ed. Revista e ampliada, de autoria de Sebastião Venâncio Martins (Viçosa: Editora Aprenda Fácil, p.). A partir dessas idéias foram buscadas outras informações que são apresentadas no texto que segue. 2 CARACTERIZAÇÃO E IMPORTÃNCIA DA MATA CILIAR Entende-se por vegetação ciliar ou ripária, aquela que margeia as nascentes e os cursos de água. Além destas, Martins (2007) cita entre as denominações comumente usadas em diferentes regiões do Brasil, floresta ripária, florestas ribeirinhas, matas de galeria, floresta ripícola, e floresta beiradeira. Definindo mais tecnicamente esta vegetação, o autor denomina como mata ciliar aquela vegetação remanescente nas margens dos cursos de água em uma região originalmente ocupada por mata e, como mata de galeria aquela vegetação mesofílica que margeia os cursos de água onde a vegetação natural original não era mata contínua. Independente de origem ou denominação, a vegetação que margeia as nascentes e cursos de água é fundamental para a preservação ambiental e em especial para a manutenção das fontes de água e da biodiversidade. Dentre os benefícios proporcionados ao meio ambiente por esta vegetação, tem merecido destaque o controle à erosão nas margens dos rios e córregos; a redução dos

5 5 efeitos de enchentes; manutenção da quantidade e qualidade das águas (Rosa e Irgang, 1998 e Lima, 1989, apud Araújo et al., 2004; Arcova e Cicco, 1999); filtragem de resíduos de produtos químicos como agrotóxicos e fertilizantes (Martins e Dias, 2001, apud Martins, 2007); servir de habitat para diferentes espécies animais contribuindo para a manutenção da biodiversidade da fauna local (Santos et al., 2004). A sobrevivência de muitas espécies animais depende diretamente da existência de mata ciliar. Segundo Indrusiak & Eizirik (2003), apud Santos et al., (2008), Lontra longicaudis, Monodelphis dimidiata e Nyctinomops laticaudatus, estão com sua existência ameaçada pela exploração agrícola e urbana que vem comprometendo significativamente essas áreas. Santos et al. (2008), coletando amostras mensais de mamíferos na área do campus da Universidade Federal de Santa Maria identificaram 26 espécies de mamíferos nesta área, sendo que destas, seis são classificadas como diretamente dependentes de cursos de água e mata ciliar para sua sobrevivência. Krupek e Felski (2006) destacam a importância da mata ciliar não só para a biodiversidade não aquática, como também sua interferência sobre as espécies aquáticas presentes. Segundo estes autores, a destruição da mata ciliar altera o índice de luminosidade incidente, a composição química e a temperatura da água, interferindo diretamente sobre as diferentes espécies ali encontradas. Lima e Zakia, apud Araújo et al. (2004), atribuem à floresta ripária, ainda, a função de corredor ecológico para a movimentação da fauna e dispersão dos vegetais, contribuindo para o fluxo gênico in situ e ex situ. Santos et. al. (2008), correlacionam a presença da mata ciliar com a redução da poluição difusa rural, caracterizada pela redução nos níveis de erosão e sedimentação que representam uma séria ameaça aos reservatórios de água do país e que resultam no aumento de muitas doenças de disseminação hídrica, principalmente causadas por vírus e bactérias que são carregadas adsorvidos aos sedimentos. Alguns mitos que envolvem a questão da mata ciliar, entretanto, precisam ser desfeitos. Valente (2009) concorda com a importância desta vegetação, mas destaca a possibilidade de alguns equívocos relacionados ao assunto, dentre os quais o que atribui à mata ciliar a manutenção da vazão dos córregos e que nem sempre é verdadeiro, pois em

6 6 alguns casos o efeito pode ser oposto, sendo a vazão reduzida pela mata ciliar, e afirma que a conseqüência real só pode ser avaliada por especialistas em hidrologia. A composição da vegetação ciliar exerce influência direta sobre os efeitos por ela proporcionados. Quanto maior a diversificação maior será a contribuição ao meio ambiente. A presença de árvores, sobretudo as frutíferas nativas funcionam como abrigo e alimento para as espécies animais que por sua vez disseminam as espécies vegetais (Lima e Zakia, 2000, apud Araújo et al., 2004). Este ciclo resulta na manutenção do equilíbrio ambiental e da biodiversidade. As espécies vegetais encontradas variam conforme as características locais, sendo fortemente influenciadas pelas diferentes condições de inundação e afloramento verificadas no lençol freático (Araújo et al., 2004). Apesar da importância para a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, muitos trabalhos têm demonstrado um alto índice de devastação das matas ciliares. Martins (2007) cita entre as principais causas para a degradação das matas ciliares, o desmatamento para expansão de áreas agrícolas e urbanas, os incêndios e a extração de areia nas áreas ribeirinhas e cita entre outras conseqüências do mesmo, as freqüentes inundações verificadas na cidade de São Paulo pelo transbordamento dos rios Tietê e Pinheiros. Ferreira e Dias (2004), avaliando as margens do Ribeirão Bartolomeu (Viçosa MG), constataram apenas 5% de mata ciliar remanescente, atribuindo a devastação ocorrida à exploração de lenha, moirões e cabos de ferramenta, além da implantação de pomares nas áreas antes por elas ocupadas. Krupek e Felski (2006), estudando a vegetação na bacia do Rio das Pedras, em Guarapuava, PR, constataram altos níveis de devastação, principalmente junto às nascentes e riachos menores. Também referem-se a problemas de assoreamento de leitos e mudança no curso de rios agravados pela falta de vegetação ciliar. Em nossa região, é freqüente observação empírica de áreas de lavoura chegando até as margens de córregos e lagos com ausência total de área de preservação e muitas vezes apresentando características de degradação avançada por processos erosivos. Estes dados de origem empírica ou científica demonstram a importância da adoção de medidas urgentes que visem a contenção do processo de degradação, a recuperação das

7 7 áreas degradadas e a preservação das áreas ainda não degradadas com o objetivo de preservar as fontes naturais de água e a biodiversidade. Estas medidas devem ser de caráter legal, atribuindo responsabilidades pela evolução do processo de desgaste e exigindo medidas efetivas e eficientes na promoção da recuperação das áreas, mas acima de tudo, de caráter educacional, criando uma consciência coletiva da importância da preservação das áreas e, na medida do possível, distribuindo os custos entre todos os beneficiados pela preservação que abrange além do proprietário da área ou posseiro, o habitante urbano também usuário da água. Neste sentido existe uma vasta legislação no Brasil, muitas vezes imprópria e desatualizada que torna impraticável sua aplicação na atualidade e resulta na continuidade do processo de degradação. 3 HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO PERTINENTE A legislação brasileira apresenta uma série de normas e regulamentos visando disciplinar a ação antrópica sobre a vegetação ripária ou mata ciliar e num âmbito mais abrangente, a questão da água como um todo. Dentre as normas e leis existentes, a Superintendência dos Recursos Hídricos de Sergipe (s/d) destaca as seguintes: * Constituição da República Federativa do Brasil/1988 em seus Artigos 5º, 20, 21, 22, 23, 26, 43, 176, 200 e 231. * Código de Águas - Decreto nº , de 10 de julho de * Política Nacional de Recursos Hídricos - Lei das Águas; Lei nº 9.433, de 08 de janeiro de * Conselho Nacional de Recursos Hídricos - Decreto nº 2.612, de 03 de junho de * Agência Nacional de Águas - ANA - Lei nº 9.984, de 17 de julho de * Política Nacional do Meio Ambiente - Lei nº 6.938, de 31 de agosto de * Classificação das Águas, segundo seus usos preponderantes - Resolução CONAMA nº 20, de 18 de junho de * Lei de Crimes Ambientais - Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

8 8 Na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, o artigo 171 estabelece o Sistema Estadual de Gerenciamento dos Recursos Hídricos que foi posteriormente regulamentado pelo capítulo III da lei estadual nº /94 que estabelece o Plano Estadual de Recursos Hídricos que tem como função, definir os princípios da política estadual e os planos da bacia hidrográfica. Esta lei prevê ainda a participação da sociedade nas decisões, através da instalação de comitês com poder de decisão sobre as ações previstas no plano, cabendo à sociedade o suporte político e financeiro a estas ações (GOVERNO DO ESTADO DO RS, 2000). A maioria destas leis e normas, entretanto, derivam do Código Florestal Brasileiro, instituído pela Lei de que estabelece os limites para as faixas de vegetação a serem mantidas como áreas de preservação permanente (APPs) no entorno das nascentes e margens dos cursos de água. De acordo com essa lei, a largura dessa faixa está relacionada com a largura do curso de água, e é apresentada na tabela 1. TABELA 1: Largura mínima da faixa de vegetação ciliar a ser mantida no entorno das nascentes e margens dos cursos de água segundo a Lei de LARGURA MÍNIMA DA FAIXA SITUAÇÃO 30 m em cada margem Rios com menos de 10m de largura 50 m em cada margem Rios com 10 a 50m de largura 100 m em cada margem Rios com 50 a 200m de largura 200 m em cada margem Rios com 200 a 600m de largura 500 m em cada margem Rios com mais de 600m de largura Raio de 50m FONTE: Martins (2007). Nascentes Além dessa determinação, o artigo 3 o da resolução CONAMA, n o 303 de 20 de março de 2002, define os limites mínimos de APPs no entorno dos reservatórios artificiais (represas) medidos a partir do nível máximo da água em: I 30m para reservatórios artificiais situados em áreas urbanas consolidadas e 100m para reservatórios situados em áreas rurais; II 15m para reservatórios artificiais de geração de energia elétrica com até 10 ha, sem prejuízo da compensação ambiental;

9 9 III 15m para reservatórios artificiais não utilizados para abastecimento público ou geração de energia elétrica, com até 20 ha de superfície e localizado em área rural. Em muitos estados, foram editadas outras leis estabelecendo critérios diferenciados para as questões relativas à água em seus limites territoriais. No estado do Mato Grosso, a lei complementar nº. 038 de , entre outras alterações, aumentou para 50m o limite mínimo da faixa de vegetação natural a ser mantida em cada margem dos cursos de água com até 50m de largura e 100m de raio em torno das nascentes. A exemplo desta lei editada no Mato Grosso, muitas outras medidas foram adotadas em diferentes regiões visando aperfeiçoar o processo de preservação ambiental no entorno das fontes e cursos de água. A implementação plena destas determinações legais, entretanto, muitas vezes esbarra em questões sociais, principalmente quando nascentes e cursos de água se localizam em pequenas propriedades. Em muitos casos, as propriedades estão localizadas em áreas de solos pobres e com alto risco de degradação, e os proprietários não tem condições financeiras para implementar um processo de recuperação da mata ciliar (Santos et. al., 2008). Nestes casos, muitas vezes, o cumprimento pleno da lei inviabilizaria a sobrevivência das pessoas que encontram nesta área sua única fonte de renda. No sentido de minimizar o problema social gerado, um grande avanço foi proporcionado pela resolução 369 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), de março de 2006, que abriu a possibilidade de, mediante autorização do órgão ambiental competente, uma vez caracterizada a utilidade pública ou interesse social, praticar o manejo agro florestal sustentável da área, desde que não descaracterize a cobertura vegetal nativa e nem impeça sua recuperação ou prejudique a função ecológica da área. Implementada de forma racional e em bases científicas, esta resolução poderá proporcionar um avanço na recuperação de áreas degradadas sem agravar os problemas sociais frequentemente encontrados entre as pequenas propriedades rurais.

10 10 4 CARACTERIZAÇÃO DA PEQUENA PROPRIEDADE Segundo dados da FETAG/RS (2009), o estado do Rio Grande do Sul tem estabelecimentos de agricultura familiar, que segundo o IBGE representavam 92% do total de propriedades e 33% da área agrícola do RS em 95/96, produzindo, segundo o MDA, 45% do milho, 85% do leite, 67% do feijão, 70% do setor de aves e ovos, 60% dos suínos e 72% das frutas e hortaliças e contribuindo com cerca de 23% do PIB do estado. Enquanto isso a agricultura patronal contribuía com 27% do PIB e representava cerca de 8% das propriedades. Os 50% do PIB restantes eram originários dos demais setores da economia. Segundo esta mesma fonte, a agricultura familiar contribui com 10% enquanto a patronal, com 21% do PIB nacional. Na região da fronteira nordeste do Rio Grande do Sul a participação das pequenas propriedades no setor produtivo é ainda mais evidente. O setor agropecuário desta região se caracteriza por propriedades rurais de pequeno porte, com mais de 70% delas possuindo área inferior a 20 hectares e aproximadamente 45% menos de 10 hectares. Apenas 1,29% das propriedades agrícolas possuem área superior a 100 hectares, segundo dados do IBGE (2001), apud Evangelista (2009). Neste contexto social, qualquer medida que resulte em redução de área usada para fins de produção deve estar associada a alternativas compensatórias que impeçam o agravamento da situação de degradação social dos envolvidos. 5 PROPOSTA PARA VIABILIZAÇÃO DA MATA CILIAR NA PEQUENA PROPRIEDADE Antes da proposição de uma alternativa de viabilização para a manutenção de matas ciliares, convém definir alguns termos relativos a este tema. Martins (2007) define como perturbação, pequenos danos provocados à mata original por retirada ou morte espontânea de árvores isoladas, cujo repovoamento natural seja possível em um espaço de tempo relativamente curto. Para este mesmo autor, o termo degradação corresponde a danos relativamente sérios provocados à vegetação natural e que dificultem seriamente ou impeçam a recuperação da fisionomia original da mesma. A capacidade de recuperação de

11 11 uma mata perturbada por ação antrópica ou por fenômenos naturais é chamada de resiliência. A área que perdeu sua resiliência é chamada de degradada. De acordo com o nível de dano verificado, podem ser adotadas diferentes ações para a recuperação das matas ciliares. Em áreas com baixos níveis de perturbação podem ser adotadas medidas simples de restauração que consistem basicamente na implantação de exemplares isolados de espécies nativas de ocorrência comum na área e que promoveriam o retorno à fisionomia original. Quando o nível de perturbação é elevado, este processo torna-se de difícil execução, devendo então ser adotadas práticas de recuperação, que muitas vezes exigem a recuperação da fertilidade do solo e uso de espécies diferentes das originais existentes na área. As tentativas de recuperação freqüentemente fracassam por diferentes razões. Barbosa (2007) apud Martins (2007), atribui o insucesso nas tentativas de recuperação de matas ciliares no estado de São Paulo, à baixa diversidade de espécies utilizadas e ao predomínio do uso de espécies pioneiras de vida curta. Visando contornar este problema, a SMA editou a resolução 47 de , que amplia a resolução 21 de , determinando que a recuperação de áreas degradadas contemple espécies diversificadas, não podendo nenhuma das espécies usadas representar mais de 20% do total de indivíduos plantados e que a restauração de áreas degradadas deve ser efetivada com o plantio de, no mínimo 80 espécies arbóreas das formações florestais de ocorrência regional. Para um eficiente trabalho de recuperação, entretanto, é necessário um estudo aprofundado e multidisciplinar da área a ser recuperada. Martins (2007) afirma que a vegetação presente na mata ciliar depende das características do curso de água, sendo influenciada pela profundidade da calha, amplitude de variação no nível de água, freqüência de inundações e pelo nível de encharcamento do solo, podendo em casos raros, a vegetação original ser pouco diversificada. As características dos cursos de água determinam, portanto, as espécies potenciais a serem implantadas nestas áreas, devendo a escolha ser feita com base em um estudo detalhado da área. Paula Lima e Zakia (2000), apud Martins (2007), propõe como unidade mínima para este estudo, a microbacia hidrográfica, definida como aquela área tão pequena

12 12 que a sensibilidade às chuvas de alta intensidade e as diferenças de uso do solo não sejam suprimidas pelas características das redes de drenagem. O sucesso na implantação de projetos de recuperação de matas ciliares, entretanto depende acima de tudo de atividades de conscientização da comunidade, onde cada cidadão tome consciência de seu papel no processo e da importância de ações integradas pelos diferentes setores da sociedade. Um estudo apresentado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul (2000), relata uma série de projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento visando a preservação e recuperação de recursos hídricos em diferentes regiões do estado. Outras iniciativas de caráter mais localizado tem sido registradas no Rio Grande do Sul. Nunes et al (s/d), desenvolveram projeto de conscientização conjunto com atividades efetivas de recuperação de matas ciliares no Rio Mormaço localizado no município de Ibiraiaras, RS. Evangelista (2009) apresenta outro projeto relacionado com a recuperação de matas ciliares na região do município de Dr. Maurício Cardoso, RS e que alcançaram resultados significativos na recuperação ambiental nesses locais. Em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, a necessidade de preservação e recuperação das matas ciliares e outras áreas de preservação permanente tem levado a iniciativas de caráter mais complexo e avançado que visa a sustentabilidade ambiental e minimiza os efeitos sociais negativos provocados no meio rural por estas iniciativas. Dentre essas iniciativas, cabe destacar o programa Produtor/conservador de águas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e gerido por organizações locais como os comitês de bacias hidrográficas e que prevê a indenização aos produtores que adotem técnicas e práticas que visam preservar ou melhorar as nascentes e cursos de águas em locais estratégicos para o abastecimento de mananciais importantes (Santos et al., 2008). Os recursos destinados a este pagamento são oriundos de taxas cobradas dos usuários abastecidos pela água provinda da referida bacia hidrográfica (AGÊNCIA NACIONAL DAS ÁGUAS, s/d), com características semelhantes aos protocolos internacionais que preveem a indenização por serviços ambientais prestados aos países que adotem tecnologias para o seqüestro de carbono (Santos et. al., 2008). Gonçalves (2006) apresenta outra proposta de origem de recursos para a indenização de áreas usadas para a manutenção de reservas legais provindas do ICMS e do

13 13 uso do ITR como ferramenta para viabilizar políticas de preservação ambiental, e exemplo do que é feito no município de São Pedro do Ivaí, no estado do Parará que destina recursos municipais para a manutenção da Reserva Barbacena, de origem privada. Iniciativas como esta tendem a se tornar mais freqüentes e viáveis com a evolução da conscientização e dos estudos realizados pelos comitês das microbacias instalados nas diferentes regiões geográficas do Brasil, o que associado com o crescimento da consciência ambiental deve levar à resultados mais efetivos e abrangentes no que tange a preservação das nascentes e cursos de água. 6 - TÉCNICAS PASSÍVEIS DE USO NA RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES Regeneração natural É uma técnica de resultados a longo prazo que ocorre de forma gradual com pouca ou nenhuma intervenção do homem após a eliminação do fator promotor da degradação. A recuperação ocorre em etapas sucessivas começando pela presença de espécies pioneiras cujas principais características são uma maior rusticidade e ciclo relativamente curto. Estas espécies criam as condições iniciais de sombreamento a partir do qual se instalam outras que as vão sucedendo e aumentando a diversidade ecológica (Kageyama et al, 1989: Barbosa et al, 1992; Macedo et al, 1993, apud Martins, 2007). Esta técnica pode levar a resultados satisfatórios se a degradação não estiver em estágios muito avançados. Sua principal vantagem é o baixo custo e a adequação das espécies ao ambiente já que a seleção das espécies é feita pelo próprio ambiente. Em casos especiais podem ser necessárias pequenas intervenções antrópicas, principalmente em regiões de grande ocorrência de espécies trepadeiras ou gramíneas invasoras muito agressivas. Neste caso a intervenção seria apenas no sentido de controlar o excesso destas espécies limitando seu potencial de impedir o desenvolvimento de outras espécies arbustivas e arbóreas naturalmente encontradas no local. A maior desvantagem deste método é o longo tempo necessário para que ocorra a recuperação. Além disso, há necessidade de uma condição de degradação limitada já que estágios muito avançados de degradação podem impedir o repovoamento da área.

14 Nucleação Técnica que consiste em recuperar a mata ciliar a partir de ilhas formadas por pequenos blocos de matas remanescentes ou por árvores isoladas que irão se expandindo para áreas onde cesse o processo de degradação (Reis et al., 1999, apud Martins, 2007). Aplica-se a áreas de maior extensão onde ainda restem pequenos blocos de mata preservada a partir dos quais a regeneração acontece. Pode também ser obtida a partir blocos de vegetação implantados artificialmente. Em geral apresenta características semelhantes à regeneração natural, porém com tendência a promover uma recuperação mais rápida que a espontânea devido ao banco de sementes disponível a partir desses blocos. Tanto na nucleação como na regeneração natural, pode-se adotar práticas auxiliares que visam apressar a regeneração da área degradada. Um exemplo destas práticas é a distribuição ao acaso de sementes de espécies arbóreas ou arbustivas encontradas nos núcleos remanescentes ou outras áreas de microbacia com características semelhantes. Em áreas de degradação mais recente, onde ainda haja banco de sementes disponível a abertura de pequenos sulcos pode facilitar a germinação das sementes existentes Técnicas de nucleação A evolução florística em uma área degradada obedece a uma sucessão de espécies com características particulares. Inicialmente desenvolvem-se as espécies pioneiras, em geral mais rústicas, altamente tolerantes a insolação e com ciclo de vida mais curto; a seguir desenvolvem-se espécies de características intermediárias e por fim as chamadas espécies clímax, que requerem sombra na fase inicial de desenvolvimento e depois adquirem tolerância a insolação e desenvolvem grandes copas na fase adulta (Meyer et. al., 2004). Na implantação de núcleos de regeneração é imprescindível que este fator seja considerado: no núcleo inicial devem predominar as espécies pioneiras. As espécies intermediárias e clímax podem ser implantadas mais tarde ou distribuídas entre as pioneiras. A escolha de uma ou outra forma vai depender da praticidade na execução e das características das espécies escolhidas. Também é indispensável a instalação de núcleos que atendam as diferentes características da área: se há variações nos níveis de encharcamento do solo, os núcleos devem ser distribuídos nos diferentes níveis, sendo usadas espécies apropriadas a cada situação (Carvalho et. al., 2005; Batista e Shepherd, S/d).

15 15 a) Seleção de espécies para nucleação ou formação de mata ciliar Esta é uma etapa decisiva no processo de recuperação de mata ciliar. Martins (2007, p.71-78) apresenta uma extensa tabela com as características das principais espécies nativas encontradas nas matas ciliares brasileiras. Além das características anteriormente descritas, outros fatores podem contribuir para o alcance dos objetivos propostos na implantação de matas ciliares. Além da necessidade da diversidade de espécies já destacada, é importante que as escolhidas sejam atrativas à fauna, encontrando-se no conjunto delas, frutíferas nativas que atrairão e darão condições de sobrevivência à fauna nativa que por sua vez auxilia na disseminação da flora (Benedito-Cecílio et. al.). 6.3) Sistemas agroflorestais Compõe certamente o meio mais racional e fácil de ser adotado na recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) nas pequenas propriedades, onde a exploração agrícola da área é o principal meio de sobrevivência do proprietário. De acordo com a resolução 369 do CONAMA de março de 2006, estes sistemas são permitidos em Áreas de Preservação Permanente, inclusive matas ciliares localizadas em pequenas propriedades ou posses rurais caracterizadas como familiares, desde que sejam ambientalmente sustentáveis e apresentem licença especial concedida por órgãos ambientais mediante apresentação de projeto específico que atenda aos critérios constantes do Anexo II desta resolução. Estes sistemas contemplam diferentes alternativas de manejo da área, dentre os quais destacam-se o Sistema Silviagrícola, o Silvipastoril e o Agrosilvipastoril. O sistema silviagrícola pressupõe a exploração de culturas agrícolas intercaladas nas entrelinhas das espécies florestais cujas linhas devem ser ocupadas por espécies diversificadas pertencentes aos grupos das pioneiras, intermediárias e clímax. O Sistema Silvipastoril consiste na exploração pecuária nas áreas de APP e o Agrosilvipastoril visa integrar a recuperação florestal, a agricultura e a pecuária numa mesma área. Ambos os sistemas podem ser adotados em caráter temporário em toda a APP ou em caráter permanente em parte da APP.

16 16 Quando em caráter temporário em área total, o sistema visa diluir os custos da recuperação da área, racionalizando o manejo e consiste basicamente no plantio de culturas agrícolas nas entrelinhas das espécies florestais nos estágios iniciais do desenvolvimento destas. Este sistema racionaliza o manejo da mata ciliar, reduzindo custos de limpeza da área e com controle de formigas indispensável nos primeiros anos. Este sistema é viável por até 2 a 3 anos após a implantação de floresta nas áreas ciliares. O sistema em caráter permanente é permitido em até 2/3 da faixa de mata ciliar e geralmente é destinado à exploração de culturas permanentes não madeireiras como a seringueira, cacau, palmito, frutíferas nativas, etc. Neste sistema, em caso de cursos de água com até 10 m de largura, nos quais a faixa de mata ciliar obrigatória é de 30 m, os primeiros 10 m da faixa próxima ao córrego deve ser mantido obrigatoriamente com mata ciliar diversificada e não manejada. Nos 20 m restantes utiliza-se uma dessas culturas de ciclo perene com fins de exploração comercial não madeireiro. Pode, ainda, na entrelinha dessa cultura, ser explorada alguma planta medicinal ou com fins apícolas ou, ainda, com fins forrageiros. Convém ressaltar que os sistemas Agroflorestais visam oportunizar a diversificação da produção na pequena propriedade permitindo uma melhoria de vida ao produtor, mas devem priorizar a restauração da mata ciliar e o alcance de seus objetivos ecológicos. A busca constante por atingir estes objetivos deve se tornar cada vez mais uma meta de todos os cidadãos conscientes mesmo que isto implique em custo financeiro, pois somente a partir destas medidas poderemos garantir o abastecimento de água e a sobrevivência futura da humanidade. 7- CONSIDERAÇÕES FINAIS A questão das matas ciliares é de extrema importância para a preservação das nascentes e cursos de água e por conseqüência para todo o ambiente. Apesar disso o estágio de degradação que se encontram é crítico, requerendo medidas urgentes de reversão. As soluções possíveis são de natureza complexa não podendo serem atribuídas apenas aos proprietários das áreas do entorno dos cursos de água. É indispensável o envolvimento de toda a sociedade na busca e adoção de medidas que viabilizem a

17 17 recuperação sem gerar ou agravar os problemas sociais freqüentemente verificados nestas áreas. As medidas isoladas são pouco eficientes na recuperação, sendo que melhorias significativas só serão obtidas mediante estudos aprofundados e que exigem alto nível investimento, cujos custos não têm como ser suportados somente pelos produtores, devendo serem de alguma forma distribuídos também aos beneficiários das melhorias obtidas. A legislação permite alternativas capazes de minimizar os custos sociais envolvidos na recuperação das áreas, desde que haja uma estrutura de apoio formada por Técnicos capazes de identificar as características, riscos e potenciais existentes em cada área e a contribuição de cada uma dessas áreas para o conjunto do ambiente em questão. Existem exemplos de sucesso já implantados no Brasil e que podem servir de referência para outras iniciativas semelhantes capazes de garantir a melhoria das condições atualmente verificadas. Por fim, pode-se assegurar que a situação atual é crítica e requer que técnicos e pesquisadores assumam uma posição corajosa diante da realidade. Posição esta que possivelmente enfrentará oposições de caráter político, social e econômico, mas que precisarão ser enfrentados com segurança, justificada com argumentos técnicos e científicos capazes de convencer e conduzir a uma consciência social que entenda e colabore com a preservação da água, do ambiente e da vida. 8 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGENCIA NACIONAL DAS ÁGUAS/ PROGRAMA PRODUTOR DE ÁGUA. Primeiro Seminário internacional do programa produtor de água. s/d. disponível em: aspx?fileticket=uraujitwed8%3d&tabid=740&mid=1578. Acesso em 21/11/2009. ARAUJO, M. M.; LONGHI, S. J.; BARROS, P. L. C.; BRNA, D. A.: Caracterização Da chuva de sementes, banco de sementes do solo e banco de plântulas em Floresta Estacional Decidual Ripária Cachoeira do Sul, RS, Brasil. Scientia Florestalis. N.66, P , Dez.2004 ARCOVA, F. C. S.; CICCO, V.: Qualidade da água de microbacias com diferentes usos do solo na região de Cunha, Estado de São Paulo. SCIENTIA FORESTALIS n. 56, p , dez BATISTA, F.; SHEPHERD, G. J: Análise temporal da heterogeneidade florística e estrutural em uma floresta ribeirinha BENEDITO-CECILIO, E., LOPES, C. A., DOURADO, E. C. S., MANETTA, G. I., GIMENES, M. F., FARIA, A. E. A., PINHEIRO, R. P. & MARTINELLI, L. A.: Estrutura Trófica das Assembléias de Peixes

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