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2 Nota das editoras: As memórias publicadas foram editadas para se adequarem com maior clareza ao tema. Buscou-se preservar o estilo pessoal das narrativas, avaliando a cada caso a necessidade de alguma padronização ou ajuste. O conteúdo das memórias aqui publicadas é de inteira responsabilidade de seus autores. Venda proibida Copyright 2008 São Paulo Turismo São Paulo (Cidade). Prefeitura São Paulo minha cidade.com : mais de mil memórias. São Paulo : Prefeitura da cidade de São Paulo, São Paulo Turismo, p. : il. Inclui CD com declamações e músicas. Vários colaboradores. Vários depoimentos de moradores da cidade de São Paulo. 1. São Paulo (cidade) Historia 2. São Paulo(cidade) Turismo. Índice para catálogo sistemático: 1.São Paulo : Cidade : História CDD São Paulo Turismo S/A Avenida Olavo Fontoura, 1209 Parque Anhembi - Santana CEP São Paulo - SP Todos os direitos reservados

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4 Idealização e projeto Caio Luiz de Carvalho Clara Azevedo Coordenação editorial e preparação de texto Clara Azevedo Patrícia Schleuner Tatiana Beltrão Direção de arte e diagramação Kiki Millan Luciana Jabur Capa Luciana Jabur Revisão de texto Sandra Rehder Fotografia Rolê Carlos Pereira Júnior, Cauê Ito, Charlie Oliveira, Eduardo Castello, Fábio José, João Sal, Lucas Pupo, Maíra Acayaba, Marcos Cimardi, Paulo Batalha, Pedro Ianhez, Ronaldo Franco, Renato Missé, Zé Pedro Russo. Concepção CD - São Paulo, esquina do mundo Assis Ângelo CTP, Impressão e Acabamento

5 AgRADECIMENTOS José Serra, governador do Estado de São Paulo, que quando prefeito apoiou este projeto. gilberto Kassab, Prefeito da Cidade de São Paulo. Carlos Maranhão, diretor de redação da Veja São Paulo, que nos estimulou a criar o site Ana Paula Sandoval, Antonio Carlos Carneiro, Felipe Andery, Hubert Alquéres, Jony Favaro, Luiz Sales, Maria Cristina Masagão e Sandra Rehder. Rolê e suas incríveis fotos. Assis Ângelo e Andrea Lago pelas preciosas memórias musicais. Toda a equipe da São Paulo Turismo. E, acima de tudo, a todos os leitores e colaboradores do site.

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7 Sumário Apresentação... 9 Primeiras impressões Do bonde ao metrô O trabalho é o Padre Nosso Vamos à cidade Primeiros tempos Batendo bola Onde vivemos Anos difíceis Personagens Cines e matinês Teatros, festivais, rádio e tv Sabores e pratos Bares, bailes e folia Cidade dos amores Causos urbanos e outras estórias CD São Paulo esquina do mundo

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9 Apresentação Lembranças da chegada, da primeira casa, das brincadeiras de rua, das peladas, da escola, do vizinho amigo, do fim de tarde no parque, das lutas políticas, dos empregos, dos passeios, dos medos, dos primeiros grandes amores, do beijo no cinema, do dançar agarradinho, de lugares que ficam... Falar de São Paulo dá pano pra manga! Dizem que quem conta um conto aumenta um ponto, mas o importante é lembrar, não só aos ventos, que a memória de cada um tem peso de ouro, é jóia rara. Cantar a nossa cidade e rememorá-la é fundamental! Pois é com esses punhados de memórias que podemos lembrar quem somos, de onde viemos, o que desejamos. Esses bocados de lembranças tornam possível reconstituir um pouco do que foi e é essa cidade, do que foram e são seus habitantes. As histórias reunidas neste livro foram originariamente publicadas no site São Paulo Minha Cidade que recebe e divulga contos desde 2005, sejam estes memórias mais longas, comentários, poesias ou declarações. O crescimento de leitores e colaboradores do site nesses dois anos comprovou que o paulistano adora narrar suas memórias! Chegamos, neste mês em que a cidade completa 454 anos, a mais de histórias recebidas e publicadas e a outros mais de mil comentários. Por isso, a Prefeitura da Cidade e a São Paulo Turismo resolveram aproveitar a oportunidade e ampliar a circulação dessas lembranças, colorindo com mais tintas a história da nossa cidade e as histórias deliciosas que hospedamos em nosso site. Reunir memórias do cotidiano em um livro sem pretensões literárias como este é uma forma divertida de confirmar, relembrar, voltar no tempo ou obter novos dados da cidade de São Paulo. Informações que podem contribuir para uma melhor compreensão do espírito da nossa cidade e de nossa gente. A reunião de memórias pessoais traz elementos, por vezes inesperados, preciosos para a construção de nossa história recente, em toda sua complexidade e riqueza de detalhes. Umas longas, outras curtas, às vezes apenas um comentário, mas todas memórias que contribuem, se não para uma reconstituição exata, para revelar outros ângulos e maravilhas de São Paulo. De certa forma são elas que nos revelam muitos dos tesouros que aqui se escondem. As memórias aqui apresentadas foram selecionadas e organizadas em temas. São contos de moradores até então anônimos ou de outros já conhecidos. Histórias e relatos de habitantes, ex-moradores e visitantes que, de forma pessoal, criativa e não convencional, revivem momentos vividos, reconstituem passagens históricas, descrevem marcos arquitetônicos, formas inusitadas de trabalho, tipos variados de transporte, paisagens inesquecíveis, amores perdidos ou descobertos, entre outros, tendo sempre como pano de fundo a cidade de São Paulo. São escritores do cotidiano de todos os tempos e cenários que atenderam ao nosso convite. Toda essa publicação, assim como a coordenação e gestão das mais de memórias enviadas ao site foi conduzida, produzida e materializada pelo talento e sensibilidade de Clara Azevedo com toda uma equipe da São Paulo Turismo. Escritos originalmente para o site, todos os textos apresentam características da oralidade. A opção, aqui, foi manter a espontaneidade das lembranças, os diversos estilos, o tom coloquial, o improviso. É importante destacar que, na edição, não se procurou corrigir as possíveis imprecisões dos narradores, mas, ao contrário, ressaltar que tais fragmentos representam a própria construção da memória, tanto quanto constituem a própria cidade. Evitou-se também a 9

10 padronização dos textos, por se entender que a riqueza das lembranças está na multiplicidade e particularidade das diferentes vozes. A memória é plástica e imprecisa, dificilmente segue uma lógica cartesiana e, claro, é sempre somente uma versão, uma interpretação do evento. No entanto, ela é, sim, uma das importantes fontes que, confrontadas com outras, contribui sobremaneira na reconstituição de uma São Paulo. Acompanhando memórias que remetem a um passado, as fotografias escolhidas são atuais e foram tiradas pelo coletivo de fotógrafos Rolê. Esse grupo de artistas, tal como todos os autores dos textos, também tecem suas narrativas da cidade. Há cinco anos eles saem à noite e percorrem as ruas da metrópole escolhendo cada vez um trajeto. O fundamental para eles é a vivência do percurso em si, a experimentação, as diferentes visões e interpretações, os cheiros, o tato, os poros, o movimento do corpo. E é desse emaranhado de sensações que nascem as fotos, filmagens e outras manifestações apresentadas pelo Rolê, com uma pequena amostra aqui. Fugimos propositalmente dos ricos arquivos de fotos históricas antigas e tradicionais. No fim do livro, um presente. Um texto do artista, jornalista e especialista em músicas que cantam São Paulo, Assis Ângelo, e uma bela e valiosa seleta, apresentada em CD, com depoimentos inéditos de Paulo Vanzolini, Alberto Marinho Júnior, Zica Bergami e Osvaldinho da Cuíca, além de declamações e músicas contemporâneas, algumas também inéditas, que fogem de clichês. A Prefeitura da Cidade e a São Paulo Turismo reúnem com esse material mais um pouco de memórias, desta vez sonoras, compondo ao final um mosaico diversificado e despretensioso de documentações textuais e fonográficas capaz de sensibilizar os leitores para a importância do resgate da memória paulistana. E aqui não podemos deixar de lembrar e reverenciar o paraense e genial compositor Billy Blanco que dizia ser São Paulo a cidade do depressa. Como grande paulistano que se tornou, cantou e interpretou como ninguém essa cidade em sua obra Paulistana. Dela extraímos versos como... na reza do paulista o trabalho é o Padre Nosso ou... porque durante a noite paulista vai pensando nas coisas que de dia vai fazer. Bom também relembrar a frase rendição de Tom Zé em São São Paulo Meu Amor ao cantar... porém com todo o defeito te carrego no meu peito. São Paulo minha cidade. De todos os credos, de gente valente. Das ruas de terra, de pedra, artérias de asfalto. De arranha-céus, luzes, mirantes. Do superlativo. Dos mercados, das feiras, dos eventos, da agitação. Dos diferentes cheiros, dos muitos sabores. De todas as mesas. Cidade da correria. Do tá na hora. São Paulo do primeiro trabalho, do dia suado, da esperança. Dos contrastes. Do solidário. Da vizinhança amiga, das praças, bairros, das pipas no céu. Do meu São Paulo Penta mas também do Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e Juventus. Do velho, do novo, do diferente, do diverso. Da moda. Do cinema e de todos os sons e sonhos. Do conhecimento. Da Velha Academia do Largo de São Francisco. Das festas, do samba, das trovas, de choros e alegrias. Dos imigrantes, migrantes, das gentes paulistanas. Dos talentos criativos. De todos os personagens. São Paulo cidade do mundo. De todos os adjetivos. São Paulo minha cidade. Das muito mais de mil memórias. Caio Luiz de Carvalho Presidente da São Paulo Turismo 10

11 Primeiras impressões

12 O destino era a Capital. Desconhecida, sonhada e ansiosamente esperada. 12

13 primeiras impressões Pelos trilhos da São Paulo Railway Turan Bei Madrugada fria, tudo escuro, nem sinal de o dia nascer, a cabeça num turbilhão de pensamentos, tal a ansiedade pela tão esperada primeira viagem de trem com destino à Capital que iria conhecer. Parece que dormi pronto para partir. A primeira etapa da viagem foi num Ford 1929, até a Estação de Campo Largo, a paisagem era familiar e o trajeto curto, mas era na estação que o meu pensamento morava. Como seria? Durante o percurso a aurora se anunciou, uma densa neblina deixava passar por frestas os raios do sol, havia na vegetação gotículas de orvalho. Finalmente a estação, no sopé de uma serra coberta por fechada floresta de eucaliptos envolta pela serração. Era um prédio de estilo inglês, com tijolos vermelhos à vista, telhado cinza de cimento crespo, calhas e dutos de latão e as janelas de caixilhos de madeira envidraçadas eram guarnecidas por grades de ferro, assim como o guichê das passagens, onde se formou uma fila. A plataforma de concreto desempenado acompanhava por vários metros a linha que cruzava os trilhos onde eram feitas as manobras dos vagões de cargas. Ainda aceso com tanta novidade, ouvi um apito, para instantes depois ver numa curva a locomotiva resfolegando, chiando e soltando baforadas de fumaça, tal o esforço que fazia para subir a serra. Já no plano, ela soltou um suspiro de alívio e lentamente foi parando na plataforma. Houve uma breve correria para tomar os assentos. O meu pai, experiente, abriu uma janela pelo lado de fora e tomou dois lugares, estendendo sobre a poltrona uma capa de chuva. Os vagões de madeira eram na parte externa ripados na vertical. O teto era cimentado e parecia uma grossa lixa. Na parte interna, decorada com bom gosto, tinha um teto com arandelas de metal polido e abajures de vidro transparentes com filetes prateados e rebuscados. Malas, pastas, pacotes e toda a sorte de embrulhos eram colocados numa prateleira perto do teto. De tempos em tempos, vendedores de bebidas, guloseimas, jornais e revistas percorriam os vagões anunciando produtos. Com uma bandeira verde e um apito estridente e curto, o guarda-trem deu o sinal de partida; a locomotiva deu um tranco e, após outro apito, arrancou para o seu destino. Sucederam à Estação de Campo Largo outras paradas como Yara, Pau Arcado e Km 7, onde houve embarque de pessoas e animais, galinhas, cabras, bezerros e cães perdigueiros amarrados uns aos outros. A composição puxava vagões abertos carregados de lenhas, e os fechados levavam café para o Porto de Santos. A próxima parada seria Campo Limpo, onde desembarcaríamos para fazer a baldeação para a São Paulo Railway. A conexão se completaria através de uma ponte de ferro para a plataforma do Rápido a diesel. Tudo às pressas porque os horários coincidiam, mas, minutos depois, já sentado no carro de primeira classe, o destino era a Capital. Desconhecida, sonhada e ansiosamente esperada. Os solavancos da Bragantina ficaram para trás, agora a bitola da São Paulo Railway, ou inglesa como era chamada, deslizava suavemente pelos trilhos. Em poucos minutos as luzes se acenderam e o trem entrou no túnel. As placas que anunciavam as estações foram ficando para trás sem que o trem parasse: Juquery, Caieiras, Perus, Jaraguá, Pirituba. Já dava para perceber pelos núcleos de casas que a Capital estava próxima. Lapa, Água Branca, Barra Funda antecederam a principal. A silhueta da grande cidade se delineava majestosa. Quando a composição estacionou, ali estava a Estação da Luz. Por poucos instantes pude observar o trem, de cor vermelha, a locomotiva, marrom-clara e os carros que eram revestidos de chapas de aço reluzentes. Olhei para todos os lados e me senti pequeno diante da grandiosidade do recinto. No meio-fio da calçada, fileiras de automóveis esperavam os passageiros. Quando cheguei à rua, os meus olhos acostumados à penumbra se encheram da claridade do dia. Os bondes soavam nervosamente o seu sino pedindo passagem pela rua congestionada. O meu cérebro acelerava a mil, meu pescoço girava 360, meus braços doíam com os puxões do meu pai que repetia: Olhe pra frente. E, assim, guindado por um homem experiente de Capital, tomei o primeiro bonde cuja placa, Ponte Pequena, me levou até a fábrica de instrumentos musicais Weril. Depois de uma estafante maratona de compromissos, e amarelo de fome, sentei-me à mesa do Restaurante Leão e fiz as pazes com o meu estômago. Já fiz esse caminho nos dois sentidos São Paulo, Campo Limpo Paulista, Guaxinduva, sempre no período de férias escolares, em companhia de meu pai. No primeiro trecho, a máquina utilizada era elétrica, com um farol frontal bem no topo. A Estação de Campo Limpo Paulista era um mimo, com sua plataforma central bem larga onde permanecia a maria-fumaça, tão linda que a mantenho na memória com seu chiado e faíscas como se fosse hoje. Como eram bem trabalhados os beirais em madeira e a construção em tijolinhos à vista, no estilo inglês. Nessa mesma estação, sempre encontrei um cãozinho rechonchudo de tanto comer pedaços de pastel e coxinhas que os passantes lhe davam. O danado sentava-se nas patas traseiras e fazia uma carinha de fome para que todos dele se apiedassem. Já em viagem, a diversão era apreciar a subida e descida dos fios de telégrafo à margem da ferrovia, que passava por paisagens incríveis em meio às curvas onde se ouvia os apitos do trem... e tome faíscas. Matuzalem Turri Barbosa 13

14 Eu fazia o caminho de volta. Saía de São Paulo, pegava o trem na Estação da Luz e, em Campo Limpo, aguardávamos o trem da Bragantina para irmos a Jarinu. Recentemente, morto de saudade, refiz o trajeto de carro. Pouca coisa estava lá. Apenas a trilha aberta onde passava a linha, a igrejinha perto de Campo Largo, que o trem contornava numa curva imensa, e eu. Fui no carro silencioso, e humildemente levando algumas lágrimas comigo. Jose Carlos Munhoz Navarro São Paulo, o Eldorado dos aventureiros Valdeni da Silva Minha história inicia-se na década de 1960, em Aricanduva, município de Arapongas, no norte do Estado do Paraná. Cresci livre, correndo entre as matas e cafezais, nadando nos límpidos riachos e me alimentando com carne fresca de porco e galinha, com frutas e legumes colhidos na horta e nos pomares de todas as propriedades rurais próximas. Cresci também ouvindo a Voz do Brasil e comentários sobre a tal ditadura. Papai nos explicava que era proibido falar mal do governo e que só havia dois partidos: o Movimeto Brasileiro Democrático, MDB, que era dos pobres, e a Arena, que era do governo e dos patrões. Papai era do MDB, mas a gente não podia dizer isso na escola. Nos dias de eleições, no Ginásio Júlio Junqueira, a gente via o medo estampado no rosto das pessoas e os eleitores não ousavam nem cochichar, pois eram vigiados o tempo todo. Ditadura à parte, a vida continuava ótima na roça, os porcenteiros e sitiantes festejavam um ano de safra recorde de café. Até que chegou o fatídico ano de Para os que viveram no norte do Paraná naquela época, aquele inverno significou uma tragédia ao mesmo tempo coletiva e particular, algo que o Brasil praticamente não percebeu. O verde dos campos foi substituído por um cinza funesto e os incêndios se alastraram pelo Estado, que teve a cafeicultura e hortaliças dizimadas pelo gelo. Foi essa geada de 1975 que quebrou a hegemonia do Estado do Paraná na produção brasileira de café, cedendo essa posição para Minas Gerais. A exemplo de muitos, esperanças congeladas, lavradores frustrados, papai resolveu que viríamos para São Paulo, o Eldorado dos aventureiros, terra onde se ganha dinheiro e sucesso; aqui compramos casa em Vila Curuçá, encontramos emprego e com muita garra e luta nos estabilizamos. Fui office boy, entregador, carteiro, metalúrgico e hoje sou um educador, profissão que amo de paixão, funcionário público com muito orgulho. Se perguntarem se fui feliz na infância e adolescência direi que sim, pois tive o prazer de lutar pelas Diretas-já, fui ao Anhangabaú onde havia mais de dois milhões de pessoas reivindicando um país democrático e eleições. Hoje sou paulistano por adoção e amo São Paulo, que tanto contribuiu para minha emancipação financeira e me deu a minha amada e querida esposa, filhos e neto. Enfim, São Paulo é de todos, de negros, de brancos, de crentes, de católicos, de sulistas, nordestinos, estrangeiros... Minha primeira viagem a São Paulo José Luiz Mosca Dezembro de 1953, fim do ano letivo e conclusão do primeiro ano primário. Após os exames finais rigorosos, tive a felicidade de obter a nota mais alta, que era 100, hoje 10. Recebi muitos elogios, mas o presente que jamais será esquecido foi o do meu irmão mais velho, que já residia em São Paulo há oito anos. Ele ficou sabendo que eu tinha recebido a melhor nota e veio me buscar para passar as primeiras férias escolares em sua casa. Após dois dias de muita preparação, cortar cabelo, comprar algumas roupinhas, terno de casimira azul-marinho, uma boina azul, camisa e meias brancas, sapatos pretos, aliás, o primeiro sapato que coloquei nos pés, porque até então não tinha nem um chinelo para usar, ia à escola descalço, com calça de saco alvejado e tingido e camisa branca alvejada. Nossa viagem se deu em 18 de dezembro de 1953, pelo trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, às 3h40 da tarde. Mas até que chegasse o momento, muitos fatos ocorreram. Naquele tempo, era tudo mais difícil em termos de comunicação, tendo eu mesmo que chamar um chofer de praça, hoje taxista; como não tínhamos telefone, voltei umas três vezes na casa do motorista só de medo que ele esquecesse de ir nos buscar e perdêssemos o trem. Ainda não se falava em carro, o nome era automóvel ou tomóve. Chegada a hora, partimos com destino ao nosso maior sonho, conhecer São Paulo. Depois de tantas surpresas, naquele trem de luxo, madeira envernizada, lustres de cristal, vendedor de empadinhas, coxinhas, guaranás, doces e amendoins, revistas e jornais, chegamos à Estação da Luz. Fiquei atordoado com aquela iluminação de neon de todas as cores, barulhos e gente que ia e vinha. Saímos pelo Jardim da Luz e tomamos um lugar em bonde aberto, que para mim era vagão de trem, e já na primeira esquina eu quis a todo custo pular de cima do bonde, quando vi um fogo azul e um estouro onde ficava o motorneiro (indivíduo que dirigia o bonde). Durante um mês passei a conhecer a cidade que tenho com muito amor e carinho como se tivesse aí nascido. Sou paulista e tenho muito orgulho. Quando morávamos em Campinas, viemos muitas vezes a São Paulo pelos ótimos trens da Paulista. Vidros bisotês com o monograma da em- 14

15 primeiras impressões presa, lustres florais de cristal, toalhinhas de renda no encosto de cabeça e o famoso carro-restaurante, onde comíamos finos mistos frios de presunto e queijo, além de boa manteiga. No final, o espetáculo da Estação da Luz, com o jardim, então magnífico, à frente. Luiz Saidenberg Admirável mundo novo Marilda Vieira Rodrigues Aqui chegamos em fevereiro de 1971, descemos na Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, vindos de Presidente Prudente, trem de segunda classe. Viemos mamãe, Julia, Eliana, Glaciano, Lurdinha e Regiane, irmãs e irmão, sendo as duas últimas primas, e eu. Admirável mundo novo! Tomamos um táxi preto Ford antigo e fomos ao encontro de meu irmão Pedrinho, o mais velho. Ele viera na frente para arrumar emprego e acomodação, mas que nada, só arrumou bicos e estava em fase de alistamento militar. Quanta luta e coragem! Dona Olinda, minha mãe, viúva de meu pai aos 36 anos, só com o primário, sem profissão ou especialização alguma, com a cara e a coragem, empregou-se como cozinheira na própria pensão em que estávamos. As filhas e primas como arrumadeiras e eu como garçonete. Constituímos família aqui e, depois de uma vida inteira, estou muito feliz por ter adotado São Paulo como a minha cidade e da minha família. Obrigada São Paulo, obrigada dona Olinda Valério Rodrigues. Minha primeira vez José Aparecido Barbosa Calma. Não se enganem com o título. O assunto é sobre minha primeira viagem a São Paulo. Eu devia ter uns 10 anos quando minha mãe resolveu tentar a sorte na capital paulista. Morávamos em Arco Íris, e o lugar mais distante que a gente conhecia era Tupã. Dos cincos irmãos solteiros, dois ficariam, porque a casa do meu irmão mais velho, para onde iríamos, era pequena e não dava para acomodar todo mundo. Numa tarde fria de junho, quatro horas antes da partida, já estávamos plantados na estação ferroviária à espera do trem que saía de Tupã às dez pra sete da noite. Quando a velha locomotiva apitou pelos lados do trevo da Camap, o coração só faltou sair pela boca, tamanha era a ansiedade e o medo de enfrentar a primeira viagem de trem e a metrópole paulista. Havia muitas histórias sobre São Paulo, diziam que as crianças eram roubadas das mães ao chegar à Estação da Luz e que trombadinhas com navalhas afiadas assaltavam as pessoas à luz do dia. Com medo de ser assaltada ao chegar a São Paulo, minha mãe costurou no bolso da minha calça todo o dinheiro que a gente levaria. Sempre brinco com meus irmãos a respeito desse assunto. Se eles fossem raptados na época não fariam muita falta, pois não valiam nada, eu sim, era o mais valioso dos três. Após uma longa noite e muitos sanduíches de mortadela e farofa de frango, o trem chegou à Estação da Luz. Aquilo tudo era assustador pra gente, aquele cheiro forte de óleo das locomotivas, a enormidade da estação toda feita de ferro e aquela gente subindo e descendo escadas nos deixavam apavorados. Meu irmão mais novo abriu a boca no mundo querendo voltar para nossa pacata Arco Íris. O medo só se dissipou quando meu outro irmão nos acenou lá do alto da escada, pedindo que a gente fosse até ele. Finalmente um rosto conhecido entre aquela assustadora multidão. Após arrumar a bagagem no porta-malas do carro, um DKV verde-limão meu irmão ganhava a vida como motorista de táxi, minha mãe sentou-se na frente, enquanto no banco de trás a gente disputava na cotovelada quem ficaria próximo à janela para admirar as passagens da São Paulo da década de Como as mulheres não tinham a voz ativa dos dias de hoje, sobrou pra minha irmã ir sentada no meio do banco. Meu irmão fez um tour pela cidade, antes de pegar o caminho da Vila Brasilândia, nosso destino final. Para caipiras nascidos e criados em meio aos cafezais e sem nunca ter saído de Tupã, aquilo tudo era deslumbrante, Avenida Paulista, Largo Santo Bento, Avenida São João, Anhangabaú, Campo de Marte, em cada local que a gente passava meu irmão ia explicando os detalhes sobre as ruas, prédios ou bairros. Todos aqueles edifícios a perder de vista. Como pode morar gente numa altura dessas? Como fazem para secar as roupas? Queríamos saber tudo. Eu cada vez mais encantado com São Paulo, e com meu irmão Juvenal. Nossa, como ele sabe tudo isso, eu pensava. Minha mãe fez o sinal da cruz quando passamos em frente ao Edifício Andraus. Dois anos antes, no dia 24 de fevereiro de 1972, uma tragédia que durou 7 horas e 35 minutos deixou 16 mortos e 345 pessoas feridas. Meu irmão contava com tanta riqueza de detalhes o incêndio, que eu parecia estar vendo as chamas lambendo as paredes do edifício. O nosso encanto pela cidade grande ia se dissipando à medida que o carro se afastava do Centro e adentrava os bairros mais distantes. Quando chegamos à Vila Brasilândia, nossas fisionomias eram outras, além de tudo ainda chegamos em baixo de chuva. O colorido dos prédios, as ruas asfaltadas, as alamedas com painéis alegres, tudo isso tinha ficado para trás, como um sonho de uma noite de verão. O lugar onde iríamos morar era horrível, sem asfalto, sem luz nas ruas e longe de tudo. Nossa estadia na capital paulista não durou muito tempo, seis meses depois estávamos desembarcando de volta na Estação Ferroviária de Tupã. 15

16 Liberdade em solo paulista Clésio de Luca Lembro-me dos conselhos que meus conterrâneos me davam quando resolvi viajar para São Paulo. Diziam-me que ao chegar à rodoviária, a primeira coisa que me ocorreria seria ser assaltado e ter minha mala carregada pelos ladrões. Fiquei apavorado, mas viajei assim mesmo. Nada do que me disseram aconteceu. Para resguardar-me do perigo de ser preso, levava sempre comigo minha carteira profissional, para mostrar que não era um vagabundo. Durante o tempo em que morei em São Paulo, ninguém me solicitou os documentos. A carteira, em função do uso contínuo, ficou surrada, mas aumentou em grau de importância, porque representava um testemunho da minha honestidade e da liberdade que tinha conquistado em solo paulista. O real pelo imaginário Luiz Ramos Perto da Cachoeira do Stella, nas redondezas de Poços de Caldas, corria um fiozinho d água que já teve muitos nomes, mas o mais especial e o único que sei é Riachinho dos Trocates. Meu riozinho! Era a água mais purinha e gostosa que já tomei. Sombreado por touceiras de inhames, taiobas, aquela agüinha fresca que balançava na folha e escorria brilhando ao sol e outras plantinhas ribeirinhas, meu riachinho fugia sempre em direção à cidade e levava consigo meus barquinhos de bananeira, meus moinhos de palito de sorvete, meus brinquedinhos de palha de milho, minha bolinha de borracha que uma noite, sonhei que rodou. Lá ia ele, descendo, descendo sempre e lavando minha alma, levando minha vida. Acho que fui com ele. Não sei bem o que aconteceu, mas um dia me falaram que íamos embora para São Paulo. E as coisas aconteceram rápido, o caminhão, a Via Anhangüera e de repente, me vi sozinho. O que tinha sido tão bom ficou na memória esse lugar triste e belo que tanto nos faz sofrer. Creio que tinha que ser assim. O destino já está escrito, ou dizem que está, e tinha que ser assim. Mas arrancar um menininho do lugar em que nasceu, um lugar lindo, desproporcionalmente encantador, e jogá-lo no meio da voragem, não é uma coisa boa. E assim, as cores claras fugiram; o cinza passou a dar o tom. Claro que tudo tem suas compensações porque se assim não fosse, seríamos aniquilados a cada minuto e então, nesse mundo novo, busquei essas compensações nos livros, nos estudos, na televisão até. Substituí o real pelo imaginário e, se antes eu vivia numa espécie de paraíso, trouxe esse paraíso pra dentro de mim. Se já não tinha a Bainha, nossa égua, ou a Bestinha, nossa mula, tinha o Silver, o Escoteiro, o Tornado, o Herói meninos antigos sabem do que estou falando: Silver era o cavalo do Lone Ranger, Escoteiro era o cavalo do Tonto, Tornado era o cavalo do Zorro e Herói o cavalo do Fantasma. Se não tinha o cachorrinho Peri, a TV me dava a Lassie, o lobo do Vigilante rodoviário e o Rin-tin-tin. Se já não tinha mais os velhos Trocates reunidos no banco longo da cozinha da madrinha e suas histórias de tempos antigos, histórias de assombração, de escravos fugidos, eu tinha agora os gibis do Flecha Ligeira e do Cavaleiro Negro. Com o tempo, veio a escola, fui deixando de lado os gibis, me atirando por inteiro nos livros e foi um nunca acabar de ler lia, relia e a cada releitura, descobria coisas novas, belas Monteiro Lobato, Robinson Crusoé, Dom Quixote, Fogo Morto, O Leopardo, Os três mosqueteiros, folhetins, Sinclair das ilhas e tantos outros. E os filmes, aqueles filmes de então? Bonanza, O marcado, Caravana, O paladino do Oeste, A árvore mais alta, Álamo, Rastros de ódio, James Dean. Um eterno suceder-se de sensações. Dentre tantas novas descobertas, tinha o futebol. Em minha cidade víamos jogos do Rio Branco hoje time profissional, mas que na época era amador e achávamos o máximo. Aqui em São Paulo conheci o Santos. O incrível Santos de Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Foi um amor de criança, destes que dura uma vida inteira e mais um pouco. Agora, quando meu filho João Victor chora ao ver o Santos perder, fico brabo com ele, não posso confessar ou será que posso? que já chorei também e que, se hoje não choro, vontade não falta. A vida acontece todo dia e lembranças não podem ser amargas. Talvez este seja o único segredo da felicidade. Visitando a Capital Marçal Acafori Que saudades do meu tempo de criança quando, morando na vizinha Santos, vinha mensalmente a São Paulo ver meus avós que residiam na Lapa. A alegria já começava quando embarcava naquele trem luxuoso, que tinha até garçon, chamado Cometa; ele fazia o percurso de Santos a São Paulo em exatas 2 horas, no tempo que os ônibus para o litoral não passavam de jardineiras. Depois, passeávamos no bonde 35 Lapa-Correio e, aos domingos, íamos de lotação ao Pacaembu ver jogos memoráveis, quando lá ainda havia a concha acústica. Também lembro das festas juninas no Campo do Lapeaninho Futebol Clube, onde agora está a Avenida Marquês de São Vicente, com muitos balões naquelas noites de garoa de junho! Sempre achei fascinante aquela garoa de todas as tardes na cidade. 16

17 primeiras impressões Achava interessante que os trabalhadores daqui de São Paulo andavam diferente do pessoal da minha Santos, com pesados ternos azuis-marinhos, chapéus e aquelas inseparáveis pastas! E no dia em que um primo paulista convidou-me para ir a uma matinê no Art Palácio, fomos todos felizes, até sermos barrados por um sisudo porteiro por não estarmos de gravata! Quem diria que o Art Palácio iria virar o que virou hoje? Tenho saudades das reentrâncias do Tietê onde pescávamos guarus com peneiras, em época de enchentes, e do dia em que meu avô me levou para uma travessia sobre o Tietê em precária ponte feita com cordas e tábuas amarradas em cima de tambores! Por tudo isso tenho muitas saudades daquele tempo. Baiana paulista Maria Honória de Sousa Assumpção Nasci em 24 de abril de 1959, no povoado de Jaramataia, sertão de Juazeiro da Bahia. Meus tios foram crescendo e de um em um indo embora para São Paulo. A cada ano que passavam na cidade, tiravam férias para nos visitar; toda vez que voltavam traziam sempre um irmão e assim, sucessivamente, vieram todos os mais velhos ficando apenas eu, meu irmão e meu tio caçula. A minha avó vinha todos os anos a São Paulo para visitar os filhos e conhecer os netos paulistas. Quando voltava, ela nos contava como era a cidade, dizia que tinha uma rua onde só se via as cabeças das pessoas. Ah, também lembro que ela dizia que aqui em São Paulo as pessoas não viam o céu, e isso era o que mais me impressionava: como não ver o céu? Eram tantas as histórias que ela contava que hoje eu sei que conheci um pouco de São Paulo muito antes de chegar. Em 1972, os meus tios mandaram nos buscar e assim deixamos toda nossa vida para trás, com muita dor no coração. Viajamos três dias até que chegamos à famosa São Paulo. Meu Deus, quanta coisa que eu nunca tinha visto! Que medo tive de tudo por aqui, foi difícil demais a vida para mim, eu me sentia uma formiguinha. Mas passaram-se os anos e fui me moldando aos costumes da cidade grande, escola, ruas, carros, faróis, nossa... Agora, 35 anos depois, posso dizer que amo São Paulo, mas nunca esqueci minha Jaramataia e sempre que posso viajo e, lá, digo que sou uma baiana paulista. Acostumando com São Paulo Mariza Leone Pereira Nasci no interior de Minas, em Uberlândia, Triângulo Mineiro. Quando completei 12 anos, meu pai comunicou à família que mudaríamos para São Paulo naquela semana. Foi um choque para mim, pois eu já estava acostumada ao colégio, às amigas, enfim, ao meu pequeno mundo. No dia 30 de outubro de 1957, chegávamos à Estação da Luz. Habituada a uma cidade interiorana de pouco movimento, fiquei abismada com o que encontramos ali. Fomos para o bairro do Ipiranga, onde morava a família de meu pai, e ali permanecemos por uns quinze dias até encontrarmos uma casa para alugar. Meu pai achou melhor que fôssemos morar no bairro de Santana, pois ficava próximo ao Colégio Santana, de freiras, onde ele queria que eu continuasse meus estudos, e de seu ponto de táxi, na Avenida Tiradentes. Colégio novo, professores muito diferentes, colegas estranhas, vizinhos, gente nova, tudo muito diverso. Logo no primeiro dia de colégio, imaginem que eu nem sabia onde era, encontrei com uma menina que vestia um uniforme igual ao meu, então criei coragem e perguntei a ela se estava indo para o Colégio Santana. Ela me respondeu que sim, disse se chamar Violeta e ofereceu-me sua companhia. Foi muito gentil e atenciosa. Na hora pensei: Como o pessoal daqui é bacana! Com o passar do tempo fui me acostumando e formando um círculo pequeno de amigos. Em 1958, passei a estudar no colégio Salete, pois era bem mais perto de casa. Aí aumentou ainda mais o número de meus conhecidos e amigos. O comércio da Rua Voluntários da Pátria era muito bom, lembro-me da Padaria do Comércio, da Estrela Polar, das Lojas Garbo, da Santana Chic, das Pernambucanas, da Loja Mantovani, da loja de calçados do Carlos Kherlakian, entre outras lojas e armazéns próximos, onde comprávamos alimentos, roupas e calçados da moda. Na Rua Doutor César, quase esquina com a Rua Salete, havia a adega de um italiano onde comprávamos massa fresca, era tudo muito bom e meu pai amava o vinho deles. Comecei a gostar de São Paulo. Já não sentia tanta saudade de Uberlândia, não dava tempo, tantos eram os afazeres escolares. Os dias foram passando devagar e conheci o José Luiz, que morava no Imirim. Ele era lindo! Começamos a flertar, isso durou quase um ano, afinal, antigamente as coisas andavam lentamente, depois virou namoro mesmo. Foi um tempo maravilhoso. Ê Saudade! Amo essa cidade com paixão. 17

18 E também tem isso, é? Hermes Carreira Vindo da cidade de Teresina, cheguei a São Paulo em 28 de junho de Era inverno. Muito do que via era novidade para mim: o frio, a garoa, a fumaça que escurecia o ar, os edifícios que pareciam ir até o céu, o corre-corre das pessoas nas ruas, o trânsito engarrafado; o aglomerado de pessoas que pareciam caminhar juntas e ir ao mesmo lugar. Mas o que me incomodava mesmo era o fato de não poder ver o azul do céu. Tudo era cinza. Tudo era frio, até o olhar das pessoas que me observavam enquanto eu ficava ali parado com uma mala em uma das mãos. Na outra mão eu carregava um violão. O motivo da minha vinda a São Paulo foi a vontade de ser artista. Meu primeiro desencanto já me espreitava a poucos metros dali, o taxista. Percebendo que eu acabara de chegar, logo tratou de tirar vantagens de minha ignorância. Quando perguntei se poderia me levar à Avenida São João, no número 1474, ele foi logo me dizendo que só levaria se fosse contratado por viagem, e não pelo taxímetro, pois eu tinha bagagem. Assim, entendi eu que aquela maneira seria uma regra e não poderia ser diferente com outros taxistas, então, aceitei o acordo. Entrei no carro e acomodei a minha bagagem: o violão, a mala e um saco de pano, onde eu trazia alguns apetrechos de nordestino, como queijo, rapadura, cachaça e umas lembrancinhas típicas do nordeste. Lá estava eu em frente ao prédio onde moraria por pelo menos dois meses. Era a casa da minha irmã, por parte de pai, que por sinal nem sabia que eu estava chegando. Ao chegar, outro desencanto: um moço bem vestido com aparência de alemão e muito gentil veio ao meu encontro e perguntou-me o que eu desejava. Expliquei que procurava por minha irmã Neide que morava no apartamento 94, segundo o papel que eu tinha nas mãos. Ele abriu a porta do elevador e fez sinal para eu entrar. Entrei e fiquei lá parado, esperando que o elevador me levasse a algum lugar; nada aconteceu até a porta abrir-se novamente e ele aparecer sorrindo da minha ignorância, pois eu não sabia que tinha que apertar o botão no painel para que o elevador subisse ao andar desejado. Por fim, eu imaginava que o tal homem era o dono do prédio, e só descobri que ele não era depois de uma semana, quando minha irmã me disse que era apenas o zelador. Então eu perguntei: E também tem isso é? Trinta e quatro invernos se passaram. Fui office boy, auxiliar de escritório, técnico de manutenção de máquinas de escrever, técnico eletrônico, motorista e serralheiro; menos artista como eu imaginava ser. Nosso primeiro Natal em São Paulo Johannes Luyten Chegamos ao Brasil vindos da Holanda em final de outubro de 1952: pai, mãe e oito filhos, o mais velho com 17 e o mais novo com 5 anos. Após breve estadia em Recife, em meados de dezembro, aportamos em Santos. A viagem de trem do Valongo até a Estação da Luz foi inesquecível: a natureza, a Serra do Mar, a chegada a São Paulo. No banco ao lado viajava uma família, e no meio da viagem a mãe distribuiu bananas para os seus. Aquela fruta era o máximo para nós europeus e lá custava muito caro. Uma das filhas virou para mim e, mostrando a fruta, deve ter dito: Você está servido? Não entendia nada, mas o gesto de partir um pedaço e insistir para que eu o pegasse dizia tudo. Agradeci da melhor maneira que pude e notei que riam de satisfação quando tive que dividir o pedaço com meu irmão caçula.. A nossa primeira casa alugada foi quase ao lado do rio Tietê, na Vila Maria Baixa. Na primeira noite de Natal em São Paulo, sem presentes e em cima de um caixote de viagem que tinha a função de mesa, repartimos um bolo Pullman e, com certeza, muitos sonhos. Viajei muitas vezes de trem pela Europa, anos mais tarde, em viagens de negócios, e cada vez que alguém comia algo ao meu lado sem oferecer, pois não é costume na Europa, lembro-me daquele gesto tão significativo na minha vida e bem brasileiro: Você está servido? Primeiras impressões de um apartamento Doris Day Nasci e me criei no interior. Meus irmãos mais velhos se mudaram para São Paulo em busca de melhores trabalhos. Assim que minha irmã mudou para um apartamento, nos convidou para conhecer o local. Era por volta de 1957, eu tinha uns 7 anos mais ou menos e nunca havia entrado em um apartamento. Quando fiquei sabendo da novidade, perdi o sono, imaginando como seria um apartamento. Já sabia, pelo que me contavam, que era pequeno e ficava perto da Santa Casa. Então, um dia, papai falou: Vamos a São Paulo visitar a sua irmã. Aquilo me deixou aturdida, uma viagem não acontecia sempre. Conhecer São Paulo e um apartamento, então, era o máximo pra uma garotinha ingênua e caipira. Fomos de trem, e eu adorava andar de trem. Depois, pegamos um ônibus e tudo aquilo que via era demais para mim: o barulho dos carros, os edifícios altíssimos e as pessoas elegantes que circulavam a pé pelas ruas. Estava louquinha pra chegar ao apartamento de minha irmã. 18

19 primeiras impressões Não foi nada daquilo que eu esperava. Acho que na minha cabeça passava alguma coisa meio futurista, sei lá. Era um prédio pequeno, comparado aos outros que havia em São Paulo, e isso me deixou decepcionada. O prédio tinha três andares e o apartamento era composto de um hall de entrada, uma sala pequena, dois quartos minúsculos perto do meu parecia um cubículo, uma cozinha, que mal dava pra duas pessoas e um banheiro escuro. Os móveis eram lindos! Tinha uma vitrola da Telefunken Hi-Fi e lindos discos. Voltamos no mesmo dia e, depois, vim várias vezes a São Paulo visitar minha irmã e, mais tarde, minhas sobrinhas. Vencendo na terra da garoa Tereza Pereira Xavier Morava em um vilarejo de mil habitantes, um mundinho que eu achava que era todo meu; ruas sem endereço, casas sem número, na verdade nem precisava, todo mundo era conhecido por ali. Imaginem vocês qual foi meu espanto quando conheci a terra da garoa. Meu principal motivo era fazer uma plástica em uma enorme cicatriz abaixo do meu pescoço. Cheguei em São Paulo, em 1963, com 15 anos de idade, trazida por meu pai, homem simples, de mãos calejadas pelas labutas nas roças, cuja pobreza era de dar dó. Pegamos uma carona até a cidade de Londrina para embarcar para São Paulo. Foram 16 horas de viagem em um trem de segunda classe; felizmente, depois das curvas, subidas e descidas, balanços e barulho, descemos famintos e cansados na Estação da Luz. Era um sábado ensolarado do mês de dezembro. Qual foi meu espanto quando vi um pedacinho de São Paulo pela primeira vez. Gente e carros por todos os lados, parecia um formigueiro, seus gigantescos arranha-céus, mal podia acreditar como se podia fazer algo assim tão alto. Uma loucura ou um sonho meu? Não entendia a realidade das coisas, quantas novidades em poucos minutos. Agarrei fortemente os braços de meu pai, morrendo de medo de me perder no meio daquela multidão e pegamos do fundo do seu bolso um pedaço de papel amarrotado e mal escrito, na ânsia de encontrar o endereço de um conterrâneo, para que pudéssemos ficar hospedados em sua casa por alguns dias ou enquanto estivéssemos em Sampa. E por aqui fiquei por oito meses, sem a companhia de meu pai, pois esse tinha além de mim mais nove filhos e a roça não podia esperar, havia colheita para fazer. Antes de retornar à minha minúscula cidadezinha do norte do Paraná, conheci por aqui um rapaz muito simpático, namoramos por alguns meses e depois que fui embora continuamos a nos corresponder. Nos casamos em 1966, voltei para Sampa, desta vez em definitivo. Tivemos cincos filhos, uma vida muito simples. Mesmo assim, proporcionamos aos nossos filhos umas das melhores escolas da zona norte. Tudo parecia estar sob controle, até que um dia meu marido foi acometido por um tumor maligno, vindo a falecer um ano depois. Fiquei sozinha com cinco filhos, alguns deles menores de idade. Tive que trabalhar para manter o mesmo padrão de vida, digo, para não tirar meus filhos da escola particular. Minhas economias não deram para sustentar por completo minha filha no curso de Medicina. Mas graças a orientação do diretor da faculdade conseguimos crédito educativo para ela não interromper seu curso. Hoje é uma grande médica do Hospital São Paulo e da Maternidade Santa Joana. Além dela, meus outros quatro filhos se formaram em Publicidade, Jornalismo, Direito e Educação Física. Desde que perdi meu marido continuo no mesmo emprego, há vinte anos. Com o tempo que me sobra resolvi pensar em mim e no meu sonho. Tentarei vestibular ainda este ano para Direito, apesar dos meus quase 60 anos de idade. Esta é minha história, dou graças a Deus por não poder terminá-la, por me encontrar viva. Quem sabe um dia alguém termine por mim, dizendo assim: Tereza, uma cidadã interiorana do Brasil, foi grande mulher, formou-se em Direito depois de criar sozinha seus cinco filhos. Seu lema era aproveitar ao máximo a vida e as oportunidades que São Paulo lhe oferecia. Dizia sempre que era mineira de nascimento, paranaense por amor e paulista por paixão. Uma brecha na muralha Luiz Saidenberg Quando pequenos, nossos pais traziam-nos a São Paulo nos ônibus da Viação Cometa, de Campinas. A Via Anhangüera ainda não existia. O que havia era a Estrada Velha de Campinas, que subsiste ainda em alguns dos seus trechos como Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Estranhíssima via, pois vem de longe, e chegando ao Tietê se interrompe, continuando sem ponte na margem de cá. Então foi inaugurada a Anhangüera, na época uma estrada modelo, com um enorme busto de Adhemar de Barros e tudo. Por essa época meu pai já tinha carro. Não importa, pois a chegada a São Paulo continuava da mesma estranha forma: cruzando o rio, chegava-se à Lapa de Baixo. Ali, no final da Raimundo Magalhães, geralmente pegávamos um grande congestionamento. Vocês acham que era fácil entrar na grande cidade, mesmo nessa época? É que deparávamos com um absurdo: a entrada de todo o tráfego, mesmo o mais pesado, era feita através de um estreitíssimo e baixo pontilhão, sob os trilhos da via férrea. E com um semáforo, para fazer passar uma mão por vez. Mais não dava. Lembrava-me a muralha de uma cidade medieval, onde os invasores se esgueiravam por uma estreita e insuspeitada brecha, único meio de abordar a cidade. Era muito estranho penetrar 19

20 na grande São Paulo por um buraquinho no muro. Muita água passou sob as pontes do Tietê, mas jamais esqueci essa incrível entrada, nada triunfal. E sempre pensei se ela ainda existiria. Pois bem, senhores, existe. Dirigindose à Lapa de Baixo, nas proximidades do Mercado, é só seguir a indicação Vila Anastácio. Sigamo-la, e lá está o pontilhão, tão estreito e escuro, como nos velhos tempos. Ainda se tem que aguardar o semáforo abrir, pois mais que um carro não passa. E raspando no teto, se for alto. É verdade que se foram seus tempos de glória, e pouco trânsito passa por ali. Mas ainda é de arrepiar ver os ônibus para Anastácio tirando fininha na arcada. Uma coisa não passou, nunca, nesse lugar. Foi o tempo, ali congelado há tantos anos, ou séculos atrás. E creio que assim continuará, até o final dos tempos. Vovó Rosalina Manoel Antonio da Silva Neto Morávamos em Graúna, por onde passava uma linha da Companhia Paulista da Estrada de Ferro, e íamos de trem para São Paulo. Quando chegávamos à Estação da Luz, íamos até a Praça da Sé e de lá tomávamos o bonde com destino ao bairro do Ipiranga, descíamos na Avenida Nazaré e a pé seguíamos pelas ruas de terra vermelha bastante barrenta até a Rua Doutor Mário Vicente, onde morava minha avó Rosalina. Era uma festa chegar na casa de minha avó, que fazia de tudo para nos agradar. Ainda me lembro muito do fogão a carvão, da carroça que trazia o leite em litros de vidro e do carroção de lixo. São Paulo, minha vida Antonio Fernandes Lembro-me, ainda, daquela manhã fria e chuvosa de quase quarenta anos atrás. Minha família e eu, todos numa Kombi alugada que rasgava a cidade com destino ao bairro de Santo Amaro, final de uma viagem que começara no dia anterior, na nossa terra natal, lá no sul de Minas Gerais. Vínhamos com a cara e a coragem, mais alguns cacarecos que couberam na tal Kombi. Fugíamos da fome, da miséria e de um futuro opaco que já começava a rondar nossa casa. A cidade de São Paulo representava a promessa e a esperança de uma vida melhor para aquela família de lavradores que, não tendo mais condições de permanecer no campo, aceitara a oferta de uma pequena casa de fundos, por parte de parentes que já estavam há algum tempo por aqui. A Kombi ia atravessando a metrópole e eu, com 8 anos de idade, ia ficando admirado com a quantidade de ruas, casas, carros e pessoas; tudo novidade para mim, que só conhecia a roça e a sede do município em que nasci, de menos de mil habitantes. De repente, passamos próximo a um pilar de grandes proporções, em cuja base superior havia um enorme cavalo negro, montado por um grande cavaleiro. Dei um grito de susto e isso foi motivo de riso para todos. Meu pai, minha mãe, minhas três irmãs, minha avó e até mesmo o motorista riram a valer. Anos depois, fiquei sabendo ser a estátua de Duque de Caxias, o único duque brasileiro. Para mim, até hoje, representa o marco de meu encontro com a cidade. Nossa família instalou-se, então, na casa cedida pelos parentes e passou a lutar pela sobrevivência na metrópole. Poucos meses depois, meu pai que sofria do coração, veio a falecer; minha mãe e a irmã caçula mudaram para a casa de outros parentes no interior do Estado. As irmãs mais velhas, que já andavam de namoro, vieram a se casar quase que simultaneamente. Eu, então, fiquei a cargo delas. Como uma passou a morar na zona norte e a outra na zona sul, eu passava temporadas na casa de uma e de outra. Em decorrência dessa minha situação particular, aprendi logo cedo a conhecer a cidade, pois estava sempre em trânsito, da Vila Maria ao Jabaquara, ou vice e versa. Quando eu estava na zona norte, freqüentava com meus amigos o clube da prefeitura, na Praça Cianorte, com suas ótimas piscinas. Já quando estava na zona sul, aproveitava ao máximo o Parque do Ibirapuera. No começo, ia com meus amigos e o pessoal da escola jogar bola e brincar na beira do lago, visitar o Planetário ou observar um dos mais famosos postais de São Paulo, o Monumento às Bandeiras. Depois, já mais crescido, ia ao parque para namorar... Para conseguir algum dinheiro, já com 12 ou 13 anos de idade, nunca tive vergonha de fazer os mais variados tipos de trabalho. Se o tempo estivesse bom, eu saía pelas ruas vendendo picolés em uma caixa de isopor. Outras vezes, com um desses carrinhos de pedreiro, eu saía recolhendo papéis, vidros e metais para vender nos depósitos de ferro-velho. Sempre ganhava algum dinheiro, que depois gastava com prazer na cantina do colégio, em cinemas e gibis. Dessa forma, eu me igualava aos amigos que viviam com pai e mãe que lhes davam mesadas. Naqueles tempos existiam bons cinemas nos bairros e no Centro. Hoje, só nos shoppings. Foi mais ou menos em 1968 ou 1969 que comecei a perceber a construção da primeira linha do metrô, com início no Jabaquara, quando demoliram casas, prédios e interditaram ruas. Naquela época não havia máquinas modernas e a primeira dessas máquinas foi batizada pelos brasileiros de Tatuzão. Em 1972 foi aberto um enorme poço na Avenida Prestes Maia, tornando-se um novo ponto de partida do Tatuzão; vários moradores, padres do Mosteiro de São Bento e freqüentadores da região central começaram a criar inúmeros obstáculos. Era o medo e a desconfiança: não conseguiam sequer imaginar que logo ali, alguns metros abaixo de seus pés, Tatuzões gigantescos estavam supostamente devorando o solo, abaixo dos monumentos históricos, prédios de escritórios e caixas-fortes nos subsolos dos bancos. 20

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