Mercado imobiliário saturado de casas por vender

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1 O SEMANÁRIO DA REGIÃO E DO DISTRITO Semanário Regional Director Interino João Nazário Ano XXV Edição de Julho de 2009 Preço 1 Euro IVA incluído JORLIS-Edições e Publicações, Lda. Rua Comandante João Belo, nº 31 Apt Leiria Tel Fax SUPLEMENTO NESTA EDIÇÃO Preço da habitação mais barato do que nunca Mercado imobiliário saturado de casas por vender O mercado continua saturado de habitação para venda, tanto nova como usada. As dificuldades em escoar as casas continuam a sentir-se e nem baixando os preços se consegue vender. Esta é, no entanto, uma excelente oportunidade para quem tiver dinheiro, porque os preços nunca estiveram tão baixos. O problema, dizem os mediadores ouvidos, é que ninguém arrisca investir em imobiliário, que já não é visto como algo que valorize e garanta retorno. PÁGINA 21 RICARDO GRAÇA Albino Aroso, pai do planeamento familiar O homem é o único animal capaz de maltratar a fêmea PÁGS 16 E 17 Namoros da adolescência podem deixar marcas para a vida ABERTURA PÁGS. 4 E 5 ABERTURA PÁGS. 4 E 5 RICARDO GRAÇA Inserida nas comemorações dos 25 Anos do JORNAL DE LEIRIA, o a9)))) apresenta a Terceira Maratona de Pintura, este sábado, na Praça Rodrigues Lobo, entre as 11 e a 1 hora. REGIÃO Politica PSD candidata apenas uma mulher aos 16 concelhos do distrito PÁGINA 15 Porto de Mós Tourada cancelada já com o público nas bancadas PÁGINA 9 Ourém/Fátima Igreja da Santíssima Trindade recebe prémio de engenharia PÁGINA 9 Distrito Municípios recuperam centros urbanos com fundos comunitários PÁGINA 10 PUB

2 2 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA LHO CLÍNICO C a r t o o n FILIPE DA SILVA Membro da direcção da Fundação da Caixa Agrícola de Leiria, Filipe da Silva, esteve desde logo ao lado do director da instituição, Mário Matias, para ajudar financeiramente o director do Arquivo Distrital de Leiria, Acácio de Sousa, para apoiar o restauro do espólio técnico do arquitecto Ernesto Korrodi. Tanto mais que foi Narciso Costa (seu professor na antiga Escola Comercial e Industrial de Leiria) que convidou o então jovem arquitecto suiço a vir trabalhar para Portugal. PEO MARTINS O vereador das Novas Tecnologias e Qualificação da Administração da Câmara de Pombal, Pedro Martins, está de parabéns pelo trabalho desenvolvido online. A Associação dos Técnicos Administrativos Municipais atribuiu à Câmara de Pombal o primeiro prémio na categoria website, no âmbito do XX Encontro de Comunicação Autárquica. JOSÉ MOTA FREITAS A Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, ganhou mais um prémio de engenharia. Depois do Prémio Secil 2007, o trabalho da equipa coordenada por José Mota Freitas foi agora distinguido pela Associação Internacional para a Ponte e Engenharia Estrutural (IABSE). ANTÓNIO VIEIRA ROIGUES Continua a ser alma do Grupo Lena, embora a gestão esteja agora sobretudo nas mãos dos filhos e de outros quadros. Grupo que Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, considerou ser um exemplo para o empresariado nacional, devido à capacidade de intervenção e à relação pouco tradicional com o Estado, já que não terá por hábito pedir constantemente apoios. A Igreja diz que o ser começa no momento da fecundação. Ao dizer isto nega o nascimento de Cristo e a existência de Adão e Eva. É que a Igreja também diz que José nunca pôs a mão na Maria Albino Aroso, ginecologista, pai do planeamento familiar, JORNAL DE LEIRIA As mulheres têm de ensinar os homens a tratá-las bem Idem Não fazemos folclore político Neusa Magalhães, vereadora da Acção Social da Câmara de Leiria, JORNAL DE LEIRIA Os tubarões da nossa costa têm medo dos humanos Élio Vicente, biólogo marinho, Diário de Notícias I m p r e s s õ e s O meu gesto vai para Será um castigo? Será para meter medo? Será um hábito? O que será? Refiro-me à reprovação de alunos a que agora se chama retenção, apesar do significado dos dois termos continuar a ser equivalente. Tal como acontecia no século passado a mim, ou até já em tempos mais recuados à minha mãe, no liceu, na actual escola básica, um aluno que tiver um número determinado de negativas fica retido no mesmo ano de escolaridade sendo obrigado a repetir todas as disciplinas desse ano. Eu, não acho isso bem, não compreendo o sentido de tal coisa! Numa escola com currículos pluridisciplinares, porque há-de um aluno ser obrigado a repetir, por exemplo, a Matemática se a essa disciplina teve nota positiva ou, como se diz hoje, um nível igual ou superior a três? Ou então, como pode um aluno transitar ao ano seguinte permitindose-lhe que leve consigo, um ou dois níveis negativos, tradutores de aprendizagem essenciais que não efectuou? Não percebo porque não poderão os alunos, simplesmente, ficar retidos (transitoriamente, apoiados até à superação das dificuldades) nas disciplinas em que tiveram insucesso deixando que nas outras aconteça a natural evolução! Sem querer, na procura de uma causa justificativa para a eternização deste procedimento, chega-me um pensamento que tive quando já aflita, em trabalho de parto, tentava ajudar um dos meus filhos a nascer cumprindo as ordens que o obstetra me gritava: Puxe, puxe, puxe com força. Lembro- -me que nessa altura detestei o médico. Apeteceu-me também gritar-lhe: Ok, eu puxo porque é isso que naturalmente me apetece fazer! Mas, de cócoras, sem contrariar a gravidade! O Senhor Doutor algum dia viu uma fêmea de um mamífero a ter um filho nesta posição?. Felizmente, consegui controlar-me mas fiquei para mim com uma certeza: a posição em que as mulheres são colocadas quando dão à luz serve o médico e não as parturientes. E, aqui está o motivo da minha involuntária associação: em ambas as situações, a antinaturalidade dos procedimentos é eternizada porque dá jeito e facilita o trabalho a um dos actores envolvidos. E, se este estado da coisa é compreensível quando se trata de cuidar, da melhor maneira possível, do nascimento de uma criança, já na escola se torna obsoleto e sem sentido. Na instituição escolar, a quem servem as deficientes retenções ou transições de ano e a quem dá jeito que assim se mantenham? Ao longo dos anos tenho observado muitos percursos escolares mal sucedidos: uns, em que o insucesso generalizado se torna uma constante de tão repetido, injusta e artificialmente, num sem número de disciplinas, outros, considerados como de sucesso normal apesar de incluírem um grave insucesso a Matemática ou numa outra qualquer disciplina! E foi por isso que, num dia destes, quando me dirigia à escola para entregar a minha autoavaliação não resisti a fazer, ao Ministério da Educação que imaginei à minha frente, aquele gesto que o ex-ministro também fez! Tantas energias mal gastas, tanto tempo perdido, com tanto ainda por fazer: na minha pasta ia o documento que actualmente suporta a avaliação docente, produto de uma reflexão infimamente mais pequena do que a que produzi nos relatórios críticos obrigatórios na, dita inexistente, avaliação anterior; numa turma, dois dos seus melhores alunos a Matemática ficaram retidos no 5º ano e não vou poder contar com eles no 6º ano; nessa mesma turma, três passaram para o 6º ano mas sem saberem a Matemática do 5º Ano. E, por isso... N a p o n t a d a l í n g u a Madoff foi condenado a 150 anos. Em Portugal, o julgamento duraria 150 anos. As semelhanças são óbvias Ricardo Araújo Pereira, humorista, Visão Tráfico de favores, pressões ilegítimas, chantagens várias. As zangas servem, pelo menos, para vermos onde estamos metidos Paulo Ferreia, director-adjunto do Público Marinho quer transformar a Ordem dos Advogados numa monarquia absoluta Rogério Alves, ex-bastonário da Ordem, sobre o actual, idem A democracia não ensinou nada aos portugueses. Os pobres são felizes na pobreza e os chicoespertos prosperam por conta de habilidades João Paulo Guerra, jornalista, idem Amélia do Vale Professora Nada do que tivesse sido dito por qualquer deputado justifica o acto do ministro da Economia José Sócrates, Primeiro Ministro, Expresso Estou a pensar ir-me embora para o Brasil. É um país optimista, não está cansado, não está desiludiso, sem esperança Miguel Sousa Tavares, Escritor, idem Nós não congelámos nem adiámos nada. O nosso objectivo é ter a linha do TGV Lisboa-Madrid concluída em 2013 e o aeroporto construído e a funcionar em 2017 Mário Lino, ministro das Obras Públicas, idem Foram os banqueiros que causaram esta falta de confiança no sistema Ricardo Salgado, presidente do BES, i Alguns deles [signatários do documento dos 30] também votaram contra a primeira ponte do Tejo Idem Trocava os 150 anos de prisão aplicados a Madoff por 10 anos de prisão aplicados a 15 Madoff Pedro Camacho, director da Visão

3 Forum j o r n a l d e l e i r i a Facto da semana Manuel Pinho afastado do Governo Depoimentos Francisco Maria Balsemão, presidente da ANJE Eduardo Louro, economista, Leiria Pontos de vista O desempenho do ministro e da sua equipa é globalmente positivo. Tinha poder negocial e conseguiu vencer algumas batalhas. Independentemente do estilo, houve um esforço real para ajudar as empresas, com a criação de medidas de apoio, algumas das quais ainda não tiveram efeitos práticos. A demissão foi uma saída inglória, mas não havia outra solução. Ana Maria Pacheco, presidente da Associação dos Industriais da Região Oeste Lamento a demissão de Manuel Pinho, mas as circunstâncias, embora negativas, que resultaram nessa demissão não apagam os aspectos positivos da sua acção. A dinamização das energias alternativas e de todo o sector energético, a criação de pólos de competitividade e tecnologia, a promoção da internacionalização do tecido empresarial, o esforço de captação de investimento directo estrangeiro, os planos de apoio sectoriais, os programas InovJovem e Inov- Contacto, a Plataforma INOVAR, o fomento do capital de risco, as medidas do Simplex, entre outras, são políticas válidas que devem prosseguir até ao final da legislatura. Não foi um ministro muito feliz na imagem que passou para o exterior. Diria que, neste aspecto, foi mesmo um desastre, com uma sucessão de gaffes absolutamente demolidoras, que culminaram com aquele gesto que merece repúdio, cujas consequências demonstram que os gestos são muito mais importantes que as palavras. Já foram pronunciadas na Assembleia da República palavras muito mais ofensivas. No geral, o ministro teve um desempenho positivo, que não corresponde à imagem que transmitiu. Fica também para a histórias como um dos ministros que mais tempo esteve em actividade. Manuel Pinho fez algumas coisas interessantes, mas a sua actuação ficou um bocado aquém do esperado. Na Assembleia da República precipitou-se, devia estar enervado, e saiulhe aquele gesto. Devido à sua gravidade, era de esperar que saísse do Governo. Mas acho que Sócrates aproveitou o pretexto para mandar embora um ministro que era contestado. Carlos Lagoa, empresário, Pombal Manuel Pinho foi durante quatro anos ministro da Economia do Governo do País vendo-se confrontado nos últimos meses com as consequências da crise internacional projectadas na economia nacional. Se alguns tinham menos apreço pelo desempenho de Manuel Pinho, em particular por algumas facetas do seu comportamento, outros havia, mais afastados e distantes do partido do Governo, que o consideravam dotado de uma capacidade de trabalho e de um optimismo invejáveis, bem como por algumas iniciativas de grande alcance para o futuro do País. Estarão nestes casos, o esforço para reduzir a dependência energética de Portugal dos combustíveis fósseis (petróleo) e o esforço em manter o investimento estrangeiro e também evitar o encerramento de empresas, algumas delas emblemáticas da economia do País. Um acto mais insólito na Assembleia da Republica em relação aos ditos do presidente do Grupo Parlamentar do PCP forçaram o seu afastamento do Governo a partir de um pedido de demissão que Sócrates aceitou. Que comentários lhe merecem o desempenho deste ex-ministro, a sua ausência do governo e a razão pela qual acabou por ser dispensado de a ele pertencer? Jorge Martins, empresário, Marinha Grande Susana Rodrigues, docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria Na matéria das energias renováveis foi incisivo e inovador e no turismo mexeu com o sector. Lamento que saia a três meses do fim da legislatura por causa de um gesto irreflectido. No entanto, esta foi a última de uma sucessão de gaffes. Não me parece que faça diferença, visto que os secretários de Estado se mantém. Não vem mal nenhum ao Mundo por causa disso. Pedro Pereira, presidente da Associação Empresarial Ourém/Fátima A actuação do senhor ministro foi pontuada por muitas gaffes e incorrecções, como o anúncio do fim da crise quando ela nem sequer tinha começado. Compreendo que se tenha exasperado com as acusações que lhe foram feitas pelo deputado do PCP. Manuel Pinho saiu do Governo sem deixar grande saudade, mas na segunda fase do mandato procurou ir a todo o lado, inteirando-se dos problemas das empresas e tentando ajudar a desbloquear situações. É também o homem do Plano Tecnológico. Manuel Pinho tentou desempenhar bem o seu papel como ministro, tentou fazer o melhor que sabia. A sua reacção foi de cansaço, desespero e indignação perante a falta de reconhecimento pelo seu trabalho. Apesar de tudo, foi uma atitude condenável e a única saída que lhe restava era a demissão. Há muito que Manuel Pinho deveria ter saído pois não dava credibilidade à pasta. Vamos ter dois meses sem um ministro apenas para a Economia, mas a minha questão é que Finanças e Economia são pastas não complementares: um ministro tira dinheiro aos cidadãos e outro dá-o aos amigos. Manuel Rodrigues Marques, presidente da Associação dos Industriais do Concelho de Pombal 9 de Julho de EDITORIAL Ânsia de poder Os períodos de eleições são sempre tempos interessantes em que, com o poder em disputa, as pessoas mostram mais aquilo que são. Sempre foi assim na história. Para atingir o topo, os valores auto-proclamados são muitas vezes esquecidos e substituídos pelas piores características de que a natureza humana é dotada, como se tudo valesse para se ser eleito para o que quer que seja, evocando-se sempre o elevado espírito de missão e sentido de serviço público. Num ápice, as mais respeitáveis figuras da nossa sociedade, que durante anos vão trabalhando uma imagem de credibilidade e elevação moral e intelectual, deixam cair a máscara e baixam para o nível da ofensa, da calúnia e da mentira, correndo no sentido do vento mais favorável para os seus interesses pessoais. Também por cá, depois de passada a fase em que, internamente, os militantes de cada partido se movimentaram num complexo jogo de alianças, pressões e influências no sentido de ocuparem as melhores posições nas diversas listas, se começa a perceber que, com a possível eleição para um qualquer cargo à distância de alguns votos, a lucidez esmorece, passando as acções a serem comandadas pela ambição, a coberto das desvirtudes do carácter. Essa forma de fazer política será, eventualmente, sentida por muitos cidadãos, aumentando de intensidade na proporção da maior notoriedade, intervenção cívica ou potencial de influenciar a comunidade. O Jornal de Leiria, pela parte que lhe toca, também tem sentido que é uma altura em que aumentam as pressões, as tentativas de manipulação e a informação envenenada. Mais ainda, porque o director deste jornal, que entretanto auto-suspendeu as suas funções, tornou publico o seu apoio quer para as autárquicas quer para as legislativas, levando a que alguns actores políticos tentem tirar partido desse facto, esquecendo que neste jornal trabalham dez jornalistas, cada um com as suas ideias e convicções, mas que têm no rigor e isenção dois valores inestimáveis. Não pensem, portanto, os apoiantes da candidatura da drª. Isabel Damasceno que terão no Jornal de Leiria um aliado, nem contem as outras candidaturas com nenhuma concessão sob a forma de compensação que não tem razão alguma de ser reclamada. O Jornal de Leiria continuará a fazer o seu trabalho, alheio ao que se diz ou possam pensar os mais pobres de espírito, que só poderão fazer algumas leituras ou considerações menos abonatórias para os profissionais que aqui trabalham por terem o olhar enviesado, ou vendo-os à sua própria imagem. JN Nota: A ânsia de poder não é originada da força, mas da fraqueza Erich Fromm PUB

4 4 9 de Julho de 2009 Sociedade Pais devem informar sem interferir na intimidade dos filhos Desgostos e devaneios de um amor adolescente Chega o Verão, as férias da escola, os longos dias de sol de toalha estendida na areia e as noitadas na discoteca, o ambiente mais propício ao convívio com os amigos e às primeiras paixões da adolescência. Nesta idade, os amores são intensos, quase sempre passageiros, deixando marcas para a vida. Os pais devem dialogar com os filhos, esclarecer as suas dúvidas, mas evitar intromissões. Afinal, na viagem pelo amor só há lugar para dois. Textos: Daniela Franco Sousa Fotos: Ricardo Graça A adolescência, escreveu Francesco Alberoni, é o período de passagem da infância e da família infantil ao estado adulto em toda a sua complexidade. Para o sociólogo italiano, ser adolescente é separar-se da família, do mundo dos valores, das emoções e das crenças infantis, e unir-se a outras pessoas para amar. É nesta fase de grande instabilidade emocional e física, de descoberta do corpo, onde pudor e orgulho se misturam, que os adolescentes despertam para uma nova sensação, o enamoramento, explica Maria do Céu Santo, especialista em medicina sexual. A paixão é arrebatadora e pode alterar a rotina dos jovens, desde os hábitos de estudo e as notas da escola, passando pela alimentação e pelo sono. E apesar de resultar em relações amorosas passageiras, a ruptura está frequentemente associada a sofrimento e frustração. Ana Silva, de 13 anos, rompeu recentemente o namoro de Dicas úteis para pais preocupados O que devem fazer: Tentar dar sempre as respostas que as crianças procuram; Responder apenas ao que elas perguntam recorrendo a uma linguagem simples, directa e acessível; Tentar não alimentar fantasias nem histórias ficcionadas; Responder sempre com a verdade; Dar aos filhos mais independência, acompanhada de sentido de responsabilidade; Falar abertamente a alertar os filhos sobre os perigos do sexo desprotegido, cigarros, álcool e drogas; Negociar com os filhos regras e limites; Evitar entrar em confronto com os filhos, pois o diálogo é sempre a melhor via; Mostrar aos filhos que confiam neles; Procurar conhecer os seus amigos e ter um bom relacionamento com eles. Aproveitar quando eles pedem boleia para ir ou voltar da discoteca, pois têm uma boa desculpa para conhecer o grupo de amigos e o ambiente em que estão inseridos. O que nunca devem fazer: Fugir às perguntas sobre sexo; Mentir nas respostas; Criar tabus; Negar-se ao diálogo, mesmo que haja algum constrangimento; Desrespeitar a intimidade e a individualidade dos filhos. Fonte: Amor sem limites, de Maria do Céu Santo pouco mais de três meses, com um rapaz de 15. Gostei mesmo dele. Foi o namoro mais longo e mais sério que já tive, explica a adolescente. Durante o namoro, as tecnologias ajudaram a manter o contacto todo o dia, quase todas as horas. Estávamos sempre ao telemóvel e ao fim-de- -semana conversávamos na internet, recorda. Eu era melhor aluna do que ele. Era a santinha e ele já tinha repetido um ano. Mas a paixão teve reflexo directo nos estudos. Piorei as notas no segundo período e tive negativas pela primeira vez. Ele melhorou, conta a adolescente. Preocupei-me tanto com ele, que acho que me esqueci de mim. Apesar dos impulsos típicos da idade, a jovem diz atender aos conselhos da mãe, em relação à escola e também à sexualidade. Ana Silva diz-se informada sobre todos os perigos associados ao namoro, desde a gravidez não desejada à transmissão de doenças. A minha mãe sempre me alertou para ter juizinho. Sempre me informou dos cuidados a ter, mas ainda não senti necessidade disso. A adolescente relata um namoro intenso, com mensagens gravadas no pavilhão da escola, cartas e declarações públicas de amor, feitas aos gritos e à vista de todos os alunos. Mas a chama esmoreceu e uma mensagem de telemóvel bastou para o rapaz pôr fim ao relacionamento. A jovem confessa que os primeiros dias depois da ruptura foram complicados, pois tinha a sensação de que faltava qualquer coisa. A angústia e a impulsividade marcam quase todos os namoros nesta fase. Ana Silva conta a historia de um colega que tatuou a primeira letra do nome de uma rapariga por quem se apaixonou, apesar de nunca ter namorado com ela. Agora, que a paixão se esfumou, a letra continua no braço. Conta também o caso de dois namorados adolescentes que, por

5 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 9 de Julho de Abertura é palavra de ordem Doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas são os maiores medos dos pais em relação à vida amorosa dos filhos. Ajudá-los passa por manter o diálogo desde sempre e não fazer do sexo um bicho de sete cabeças. Dulce Campos é mãe de três rapazes, de 17, 15 e 13 anos e conhece bem a personalidade de cada um deles: o reservado, o pinga-amor e o brincalhão, mais imaturo, que trocou uma namorada pelos jogos de futebol. Com qualquer um deles, explica, a melhor maneira de conversar sobre amor e sexualidade é abordar o tema com naturalidade, aproveitando uma notícia do jornal ou uma situação do quotidiano. Se acaso os amores ou desamores os deixam mais inquietos, é importante continuar a dialogar com os professores para garantir que os estudos não saem prejudicados. Se tivesse tido uma filha, Dulce Campos acredita que a abordagem do tema seria diferente. As raparigas são mais maduras e são hoje mais atrevidas, pelo que teria de estar mais atenta desde mais cedo. Rosa Pedrosa tem um filho de 19 e uma filha de 16 anos e defende que os esclarecimentos sobre amor e sexo não podem ter início na adolescência. O trabalho deve ser continuado desde a infância, para criar à vontade para falar sobre o tema. Há que tratar da situação com normalidade, sem dramas e esclarecer sobre contracepção, podendo até recorrer à experiência pessoal dos pais. Rosa Pedrosa observa que tanto os rapazes como as raparigas têm mais à vontade para falar deste tema com a mãe. O rapaz, mais preocupado com o aspecto romântico do namoro, aproxima-se da mãe para decifrar como pode agradar ao sexo feminino. A rapariga aborda a mãe sobre aspectos mais práticos da relação. Casei com a namorada do liceu Tinha apenas 14 anos quando começou a namorar com a mulher com quem viria a casar e de quem tem um filho. Gonçalo Lopes, 33 anos, adjunto do governador civil de Leiria, explica que manter uma relação passa pela capacidade de conseguir abdicar de algumas coisas e defende que as relações terminam hoje por tudo e por nada precisamente porque as pessoas se tornaram muitos individualistas. Conheceram-se em Leiria, na Escola Comercial, iniciaram o namoro, e seguiram ambos estudos superiores na mesma faculdade em Lisboa. Sempre fomos bons alunos e seguimos economia e gestão, os dois, na mesma universidade. Também partilhávamos a mesma casa, explica Gonçalo Lopes. Ela é uma filha protegida, mas é muito responsável, pelo que os pais tinham grande confiança nela. O casal de estudantes definiu à partida que, independentemente das propostas profissionais que pudessem surgir em Lisboa, regressariam a Leiria. Hoje, casados e com um filho de 3 anos, continuam a fazer cedências para manter a família unida. Há muita gente com uma vida profissional intensa, que não tem muito tempo para a família. Mas há que encontrar meios termos. Temos, por exemplo, hora para jantar, com todos junto à mesa, e mantemos contacto regular com os pais. Gonçalo Lopes reconhece que todos os relacionamentos têm altos e baixos, mas o sucesso de uma relação passa por ter capacidade para perdoar e fazer auto-crítica, colocando-nos na posição do outro. PUB viverem a muitos quilómetros de distância, raramente se encontravam. Certo dia, o rapaz disse ao pai que dormiria em casa da mãe e foi ter com a namorada, para lhe fazer uma surpresa. Na impossibilidade de ficarem juntos e sem lugar para dormir, o rapaz permaneceu em frente a casa dela, sentado no passeio. Só que uma vizinha, suspeitando das intenções do rapaz, decidiu chamar a polícia. A jovem teve de contar à mãe quem era o sujeito, para interceder por ele junto das autoridades. Graça Milheiro, pedopsiquiatra no Hosiptal de Santo André, Leiria, explica que a paixão na adolescência é despertada pelas alterações hormonais e neuro-químicas do organismo, e que acontece de forma repentina. Faz parte do próprio comportamento do adolescente, marcado pela impulsividade, pelo agir antes do pensar. Trata-se de um processo importante, pois ajuda a desenvolver competências para estar com o outro. O drama associado ao final destas relações deve-se ao facto dos adolescentes terem menos capacidade, até cognitiva, para encarar a frustração, quando os adultos já aprenderam a lidar com isso. Há casos de depressão que têm origem nas rupturas amorosas e pode acontecer que os adolescentes mais susceptíveis, perante a crítica do parceiro, possam desenvolver distúrbios alimentares. Mas não é causa-efeito, desdramatiza a pedopsiquiatra. Os pais devem estar atentos e saber distinguir se o isolamento, as alterações no apetite ou no sono são comportamentos passageiros ou não. No contexto de uma ruptura recente, o isolamento é normal e é preferível que os pais não interfiram. A nutricionista Alexandra Xavier tem a mesma opinião. Geralmente, quando as coisas não correm bem, os adolescentes fecham-se no quarto, comem doces, porque há frustração. Quando tudo corre bem pode dar-se o inverso. A pessoa está eufórica, apaixonada, e não come. Tudo isto é normal e passageiro, mas se se mantiver durante algum tempo é preciso conversar, tentar saber o que se passa ou até procurar ajuda de um psicólogo, indica a especialista. Maria do Céu Santo defende que é preciso orientar e informar o adolescente. O objectivo não é incentivá-lo a experimentar o sexo, mas prevenir sobre gravidezes indesejadas, doenças venéreas e sexualmente transmissíveis. É importante informar os pais que a sexualidade é um aspecto natural e agradável da vida, porque os progenitores portugueses ainda enterram a cabeça na areia. Nem os pais aceitam a sexualidade dos filhos, nem os filhos aceitam a sexualidade dos pais. Dora Ferreira, 25 anos, rompeu recentemente o namoro que mantinha desde os 14 anos. Apesar de permanecerem amigos, a jovem confessa que há sempre alguma dificuldade em prosseguir, o que em parte se deve ao facto de se terem quebrado algumas rotinas. Maria do Céu Santo diz que não são muitos os namoros iniciados na adolescência que duram até à fase adulta. Quando acontece, as pessoas crescem juntas e constroem uma memória comum, o que torna a ruptura mais difícil.

6 6 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA PUB Medida contestada Denúncia de situações irregulares obriga a identificação do queixoso Além das críticas à complexidade do documento e ao facto de conter alguns pontos dúbios, a obrigação de o queixoso se identificar e ceder diversos elementos pessoais para denunciar obras irregulares foi o ponto do Regulamento de Operações Urbanísticas do Município de Leiria que suscitou mais críticas da parte do PS e do CDS-PP. O regulamento exige que os denunciantes preencham um documento com a sua identificação completa, morada e estado civil, o que levou José Manuel Silva (PS) a lamentar que se ponha o ónus do lado do queixoso. A pessoa que se atreva a queixar, mete-se num emaranhado de situações que faz com que impeça que faça qualquer denúncia. Infelizmente, os processos de denúncia começam a ser de mais. Toda a gente denuncia o vizinho, com situações muito complicadas e difíceis de resolver. Denunciam a casota do cão, o anexo para pôr a lenha, a botija do gás cá fora. As pessoas têm de se identificar, dar determinados elementos e dizer porque estão a denunciar, sublinhou Isabel Gonçalves, vereadora das Obras Particulares. A explicação da autarca, a quem o CDS-PP retirou a confiança política, conduziu a uma intervenção de Domingos Carvalho (CDS-PP). Não entendi se se pretende, ao pedir a identificação das pessoas, que deixem de fazer denúncias ou deixem de denunciar as coisas que denunciam. O que me parece é que o mais importante é a matéria, observou. A resposta acabou por ser dada por Isabel Damasceno, presidente do município, que lembrou que as leis autárquicas não são feitas pelas câmaras. Face às críticas levantadas por José Manuel Silva e Pedro Biscaia (PS), Vitorino Vieira Pereira (BE) e José Guedes (Junta de Freguesia da Boa Vista - PS) em relação à complexidade e falta de clareza do regulamento, Damasceno admitiu que alguns aspectos podem ser melhorados, pelo que o documento foi aprovado por unanimidade, com o compromisso de voltar a ser analisado do ponto de vista técnico. AB CALÇADO E CARTEIRAS P/ SENHORA CALÇADO AEROSOLES ARTIGOS EM CORTIÇA Rua João Cabral, loja 19 (por trás do Tribunal) LEIRIA Vereador do PS diz que a sua intervenção ajudou a resolver problemas antigos Damasceno acusa Castro de garantir aprovação de projectos O que parecia um simples requerimento dos vereadores socialistas, a solicitar informações sobre apoios do município à construção do quartel da secção Sul dos Bombeiros Voluntários de Leiria, acabou numa troca acesa de palavras entre Isabel Damasceno e Raul Castro. A presidente da câmara acusou o vereador do PS de ter indicado um gabinete privado a duas instituições do concelho para a elaboração de projectos, com a garantia absoluta de aprovação. Em resposta, o socialista afirmou não perceber como é que a resolução de problemas, que se arrastavam há dez e 11 anos, afrontam tanto a autarca do PSD. Em causa está a construção de instalações para a Associação de Desenvolvimento e Bem- -Estar da Barreira (Adesba) e Samvipaz, na Ortigosa. No caso da instituição da Barreira e, segundo informações de Isabel Damasceno, depois da demora na escolha do local, o projecto feito a custo zero pelo antigo Gabinete de Apoio Técnico (GAT), mas, na mesma semana em que o trabalho deu entrada na câmara, apareceu o senhor vereador, armado em salvador, a dizer que tinha um projecto com garantias de aprovação, pelo qual RICARDO GRAÇA Damasceno acha intervenção do socialista muito estranha As medidas de apoio social apresentadas por Neusa Magalhães, vereadora da Acção Social, em reunião de Assembleia Municipal de Leiria, foram consideradas insuficientes pela oposição. A autarca respondeu às críticas com a ausência de apresentação de propostas alternativas e com um acréscimo nos apoios concedidos. Pedro Biscaia (PS) deixou, contudo, várias propostas. Sugerimos que os serviços de acção social ousem implementar um programa específico visando o apoio à familias monoparentais, cujo número inscrito no último Censo revela uma elevada percentagem, nomeadamente nas freguesias de Marrazes e Leiria. Lamentou, por outro lado, que o documento não faça qualquer referência ao Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) de Leiria, que é um terrível barómetro do aumento de carência e de novas formas de pobreza. O deputado propôs ainda que a câmara estabeleça parcerias com empresas do ramo alimentar para colaborar com o BACF e a criação de uma loja solidária. Além disso, defendeu o alargamento das Comissões Sociais de Freguesia e de Interfreguesias a todo o território a Adesba foi pagar 50 mil euros. Em relação à Samvipaz, Isabel Damasceno lamenta que, depois da instituição ter gasto quase 90 mil euros em projectos, que nunca acertaram com as exigências da Segurança Social, tenha custeado mais um trabalho, que tinha um carimbo à cabeça a dizer aprovado. Como é que a Segurança Social garante a aprovação de projectos fabricados por privados e não aprova o que foi feito pelo GAT? Há negócio estranho por trás, acusa Isabel Damasceno. Raul Castro explica que, perante as queixas de dificuldades de aprovação dos projectos, indicou um gabinete especializado nessa área e que conhece as regras e que, por isso, oferecia garantias de aprovação. O vereador do PS esclarece ainda que, se as candituras de financiamento foram aprovadas, os projectos serão a custo zero. Quantas vezes não foi bater à porta de A, B ou C para ajudar a resolver problemas?, perguntou Raul Castro a Isabel Damasceno, afirmando que o importante é que o problema está finalmente ultrapassado. O que me preocupa é perceber que estas coisas só são resolvidas com redes de influências, respondeu a presidente. Maria Anabela Silva Apoios concedidos pela Câmara de Leiria em 2009 ultrapassaram valores de 2008 Medidas de apoio social consideradas insuficientes pela oposição concelhio, tendo em conta as vantagens da proximidade dos problemas que as juntas de freguesia possuem. José Cunha, presidente da Junta de Freguesia da Barreira, manifestou estranheza por o registo de pedidos de habitação social não ter aumentado em É bom lembrar que os potenciais candidatos têm carências e dificuldades tão grandes que nem a capacidade para recorrer ao município têm. E, quando o fazem, vêem-se envolvidos em tanta burocracia, que desistem. Em relação à atribuição de habitação social, sugere que seja acompanhada com apoio na ocupação profissional e na educação, para evitar o ócio e a exclusão. Todo o documento parece ter a sua centralidade na intervenção no Bairro Sá Carneiro, nos Marrazes, não sendo dado grande enfoque a áreas que também são notório cenário de exclusão social, como o Bairro Cova das Faias (que é pertença do município), o Bairro das Almoínhas, a Quinta do Alçada e mesmo o centro histórico, ficando a dúvida se essas zonas não foram tidas em conta na intervenção ou se não são apenas aqui apresentadas, observou, por seu turno, Vitorino Vieira Pereira. Em resposta às críticas da oposição, João Cunha (PSD) afirmou que o município não tem de se substituir à Segurança Social ou a outras instituições. Há respostas que estão a ser dadas e que importa sublinhar. Neusa Magalhães disse que as intervenções revelavam algum desconhecimento das medidas apresentadas e sublinhou que, no primeiro semestre de 2009, já foram ultrapassados os apoios concedidos em 2008: euros e euros, respectivamente. Alexandra Barata

7 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 9 de Julho de Câmara de Leiria consegue evitar pagamento de contrapartidas a particulares Plano de Pormenor de S. Romão espera três anos por parecer Depois de mais de três anos à espera de parecer de várias entidades oficiais, o Plano de Pormenor (PP) de S. Romão deverá ir brevemente para discussão pública. Entretanto, a Câmara de Leiria acordou com os proprietários dos terrenos onde foram construídos os campos de ténis o alargamento do prazo de vigência do protocolo que permitiu edificar os courts, por mais um ano. Com essa negociação, a autarquia evita o pagamento de cerca de 750 mil euros aos particulares, uma contrapartida que estava prevista no caso do PP não estar aprovado três anos após a celebração do protocolo, assinado em meados de Em Abril desse ano, e em resposta a uma preocupação levantada pelo deputado RICARDO GRAÇA Domingos Carvalho (CDS- PP) na Assembleia Municipal, a presidente da câmara dizia que havia 99% de probabilidade do plano ser aprovado dentro do prazo previsto. A minha perfeita convicção é que os três anos dão e sobram para nós termos o plano aprovado, afirmava Isabel Damasceno. A verdade é que o pior dos cenários confirmou-se e o plano continua por aprovar. Fernando Carvalho, vereador do Planeamento e Ordenamento do Território, aponta responsabilidades aos atrasos das entidades que tiveram de dar paracer. A câmara aprovou o PP em Abril de 2006, mas o parecer da comissão técnica de acompanhamento só entrou nos serviços da autarquia em Maio último, frisa o autarca, que culpabiliza também a alteração da legislação, que entra em vigor sem período de transição, o que obriga muitas vezes a refazer o trabalho já efetctuado ou a realizar novos estudos. O autarca acredita que os entraves estão agora ultrapassados e que, muito em breve é possível colocar a proposta final em discussão pública. Relativamente às contrapartidas que seriam devidas aos particulares, Fernando Carvalho diz que a câmara tem já em seu poder uma declaração, segundo a qual os privados aceitam alargar o prazo previsto no protocolo. Maria Anabela Silva PUB Junto ao parque radical de Leiria Peixes mortos no Rio Lis Dezenas de peixes apareceram mortos, na tarde de segunda-feira, no Rio Lis, junto ao parque radical de Leiria. Uma equipa do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR esteve no local, tendo, segundo Carlos Ramos, responsável pelo serviço de relacções públicas da GNR de Leiria, recolhido água e peixes para análise. Até ao fecho de edição não eram conhecidos os resultados desses exames. Para matar os peixes desta forma e deixar outros a agonizar, tem de ser um foco de poluição assinalável, afirma Paulo Santos, que segunda-feira se encontrava na zona do parque radical, quando se apercebeu que havia peixes a boir e outros aflitos a tentar vir ao cimo da água respirar. RICARDO GRAÇA

8 8 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA BREVES Pombal Website do município premiado A Associação dos Técnicos Administrativos Municipais atribuiu à Câmara de Pombal o primeiro prémio na categoria website, no âmbito do XX Encontro de Comunicação Autárquica. Neste encontro foram abordadas temáticas como a rede para o conhecimento, marca cidade, o protocolo como factor de sucesso, protocolo como comunicação e imagem, as novas tecnologias ao serviço do marketing e comunicação institucional e ainda comunicação de produtos culturais nos municípios. Castanheira de Pera Desfile de moda A Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados Cercicaper, organiza amanhã, pelas 21 horas, a iniciativa Moda Castanheira de Pera 2009, onde o céu dá o mote para a noite de glamour. O evento terá lugar na Praça da Notabilidade e conta com a presença das apresentadoras Fernanda Freitas e Mafalda Ribeiro e com a participação do Oásis de Leiria, CEERDL de Caldas da Rainha, Cercipom de Pombal, Cerci de Peniche, Cercina da Nazaré, Cercilei de Leiria, APPACDM de Soure e Ceeria de Alcobaça. Figueiró dos Vinhos Julgado de Paz Figueiró dos Vinhos apresentou uma candidatura para a criação de um Julgado de Paz que, apesar de não estar ainda em fase de candidatura co-financiada, nos termos do Plano de Desenvolvimento da Rede dos Julgados de Paz, foi aprovada pelo Ministério da Justiça, adiantou o portal do Governo. Caldas da Rainha Reserva natural Foi oficialmente criada a Reserva Natural do Paul da Tornada, importante zona húmida do Oeste, junto a Caldas da Rainha. De acordo com a associação ambientalista Quercus, trata-se de um importante passo, que vem fortalecer a anterior classificação como parte integrante da Lista de Zonas Húmidas da Convenção de Ramsar. Recusado perdão de juros a sociedades prejudicadas pela Contibatalha Contabilista trabalha para empresa que terá lesado Rui Trovão, gerente da Contibatalha, que alegadamente terá lesado dezenas de empresas da Batalha e Porto de Mós em quase dois milhões de euros, estará a trabalhar para a Madiver, uma das empresas que no final de Abril, quando a situação se tornou conhecida, foi referida como tendo sido prejudicada, com uma dívida de 160 mil euros à Segurança Social. Contactado pelo JORNAL DE LEIRIA, António Bastos, responsável da Madiver, começou por lembrar que Rui Trovão tem de comer, admitindo que lhe é pedido que faça alguns trabalhos, falando em contrapartidas de valor irrisório. Sou humano e sensível, ele trabalhou comigo 20 anos. O gerente da Madiver frisou que Rui Trovão não é empregado da empresa e não recebe pagamentos dela, mas admitiu que o contabilista está a fechar a escrita, como amigo, resolvendo assuntos que vinham do passado. Entreguei a carteira profissional, não estou a fazer nada de contabilidade, assegura Rui Trovão, que se escusou a comentar a possibilidade de estar a colaborar com a Madiver noutras áreas. Entretanto, o advogado de um grupo de empresas que se dizem lesadas pela Contibatalha reuniu segunda-feira com assessores do ministro do Trabalho e da Solidariedade, a quem tinha sido enviada uma petição alertando para a situação das empresas e solicitando o perdão de juros e coimas. Pedido que foi recusado. O Governo não está aberto a qualquer negociação. Não sabe o que se passa no tecido empresarial e esquece-se que se não proteger as empresas não consegue proteger os postos de trabalho, lamenta Carlos Crespo, administrador de várias empresas prejudicadas. A única saída das empresas com dívidas à Segurança Social, devido à alegada burla da Contibatalha, é recorrer ao Procedimento Extrajudicial de Conciliação (PEC), diz aquele administrador, adiantando que muitas empresas não irão fazê-lo por ser um processo complicado. No caso da Telba, uma das sociedades que administra, justifica-se recorrer porque a empresa está entre a espada e a parede, com dívidas de 130 mil euros à Segurança Social. Carlos Crespo lembra que um grupo de cerca de 50 empresas avançou com uma queixa-crime e estranha que nada tenha sido feito e que as pessoas responsáveis [pela alegada burla] continuem a andar por aí. Mas nem todas as empresas lesadas apresentaram queixa, situação que segundo aquele administrador se deve ao facto de algumas pessoas terem medo porque houve ameaças. As empresas fugiam aqui e ali [aos impostos e contribuições]. O processo de burla com receitas médicas, que está a ser julgado no Tribunal de Leiria e que terá lesado o Estado em cerca de 200 mil euros, não passa de uma construção da Polícia Judiciária (PJ), que foi tirando ilações perigosas. A acusação foi feita, segunda-feira, por Maria de Fátima Gonçalves, advogada de um dos arguidos, durante a sessão revervada às alegações finais apresentadas pela defesa dos três suspeitos, que ficou marcada pelas críticas à investigação do processo. RICARDO GRAÇA/ARQUIVO Advogados de defesa criticam investigação de caso em julgamento no Tribunal de Leiria Processo de burla com receituário foi construção da Polícia Judiciária Maria de Fátima Gonçalves, que defende um professor acusado de falsificação de documentos e de burla qualificada, diz que em sede de julgamento ninguém conseguiu provar que algumas receitas foram forjadas. A jurista acusa a PJ de apenas ter apresentado indícios e de não ter feito o trabalho de casa, referindo, a título de exemplo, o facto da invetigação não ter verificado toda a entrada e saída de medicamentos. Também José Carlos Morna, que defende o proprietário de uma farmácia no concelho sobre quem recai a suspeita da prática de crimes de burla qualificada e de falsificação de documentos, criticou o trabalho que sustentou a tese da acusação. A investigação foi muito pouco ineficiente ou mesmo inexistente, afirma o advogado, para quem o processo resulta de uma soma de coincidências que fundamenta as conclusões da Inspecção- Geral de Finanças, cujo relatório deu origem ao processo em julgamento. Impunha-se que os inspectores fizessem a conformidade Nova travessia pedonal custará cerca de 500 mil euros Ponte em forma de Y vai ligar margens do Lis Ponte será executada em 2010 das aparências com a realidade, defende. Sobre este processo, posso dizer que foi muita parra e pouca uva e que a montanha pariu um rato, afirma Vítor Faria, advogado de um antigo funcionário de outra farmácia, suspeito dos crimes de falsificação de documentos, corrupção activa e burla qualificada, este último acusação retirada porque o arguido já pagou perto de 30 mil euros ao Estado. MAS O Rio Lis vai ter uma nova ponte pedonal, que fará a ligação entre a Rua Tenente Valadim, junto à Fonte das três bicas, e a zona localizada atrás da sede da Junta de Freguesia de Leiria. Em forma de Y, a ponte permitirá unir o todo o corredor ribeirinho, entre S. Romão e o estádio, completando as intervenções do Polis. A obra, cujo projecto foi aprovado terçafeira em reunião de câmara, custará cerca de 500 mil euros, fazendo parte de uma candidatura já aprovada ao programa Parcerias para a Regeneração Urbana, que contempla também o arranjo da margem do rio, entre as traseiras da Junta de Freguesia e a zona de Santo Agostinho. No total, as duas intervenções custarão 1.2 milhões de euros e contarão com uma comparticipação de 74%, prevendo-se que sejam executadas em Fernando Carvalho, vereador das Obras Municipais, acredita que a nova ponte, da autoria dos arquitectos que fizeram as restantes travessias pedonais existentes ao longo do rio, será mais um ex-libris da cidade. O autarca realça a engenheria da obra, feita maioritariamente em metal e com materiais reciclados, e sua localização, que permitirá uma visão muito interessante da cidade, observando o castelo e as quedas de água existentes junto à EDP e à ponte Hintze Ribeiro.

9 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 9 de Julho de Processo de averiguações decorre em Porto de Mós PUB Tourada cancelada por falta de licença Esperada como um dos momentos altos da edição deste ano das Festas de S. Pedro, em Porto de Mós, a tourada, marcada para sexta-feira passada, acabou por ser cancelada à última hora. Já com as pessoas sentadas nas bancadas, o director de prova não autorizou a sua realização por falta de licença da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC). A organização do evento, da responsabilidade do Fundo Social dos Trabalhadores da Câmara, abriu um processo de averiguações e, segundo o seu presidente, José Carlos Bártolo, já começou a reembolsar o dinheiro dos bilhetes. De acordo com o presidente da câmara, entidade que apoia a organização das festas, a licença terá sido emitida, mas o delegado concelhio da IGAC ter-se-á esquecido de a entregar. A pessoa foi contactada e comprometeu-se vir trazer o documento a Porto de Mós, mas o director não aceitou, conta João Salgueiro, que acusa o director de prova de excesso de zelo e de precipitação. Os problemas com os espectáculos marcados para a praça de touros amóvivel começaram há cerca de 15 dias, com a vistoria ao recinto, na qual participaram a delegada de saúde, elementos dos bombeiros e o representante concelhio da IGAC, entre outras entidades, que deu parecer desfavorável à sua utilização por motivos de segurança. A inspecção detectou que havia bancadas deterioradas, corrimões sem condições e uma linha de média tensão a passar a escassos metros da praça. Situações que só foram reparadas alguns dias após a primeira vistoria, já depois da realização do espectáculo El Chino Torero, que teve lugar a 28 de Junho. José Carlos Bártolo escusou-se a esclarecer o caso, dizendo apenas que havia uma licença para esse evento, mas que a IGAC pode entender que esse documento não era suficiente. Não foi por falta de condições de segurança que a tourada não teve lugar, assegura o presidente da câmara, garantindo que houve uma correcção das anomalias detectadas antes do espectáculo. Apesar de sublinhar que o executivo não tem responsabilidades na organização dos eventos, João Salgueiro lamenta o sucedido, que veio ofuscar o brilhantismo das festas. Até ao fecho de edição, não foi possível obter esclarecimentos da IGAC. Maria Anabela Silva Castanheira de Pera comemora dia do concelho Jardim de infância esperado há 24 anos inaugurado A funcionar há 24 anos em contentores, o jardim de infância de Castanheira de Pera tem novas novas instalações, inauguradas sábado, no dia do município. A obra, com capacidade para 100 crianças, custou cerca de 600 mil euros, permitindo concentrar no mesmo espaço todos os alunos do pré-escolar do concelho. Fernando Lopes, presidente da câmara, diz que se trata de um investimento importantíssimo para Castanheira de Pera, reconhecendo que as antigas instalações estavam completamente desajustadas, mesmo para o tempo em que foram criadas, há 24 anos. Agora, o concelho passa a dispor de um estabelecimento de ensino do pré-escolar dotado de condições adequadas às exigências dos tempos modernos, sublinha o autarca. Durante as comemorações do 95º aniversário do concelho foram ainda inaugurandos um mini-campo de jogos na vila, que, segundo Fernando Lopes, contribuirá para a melhoria da prática desportiva em espaço urbano, e a praceta 15 de Novembro, uma requalificação urbanística que resulta de uma parceria entre a Câmara e a Junta de Freguesia de Castanheira de Pera. Associação internacional atribui galardão Engenharia da Igreja da Santíssima Trindade recebe novo prémio Depois de ter recebido o Prémio Secil 2007, a engenharia da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, foi novamente distinguida, desta vez pela Associação Internacional para a Ponte e Engenharia Estrutural (IABSE), que atribuiu o prémio Outstanding Structur 2009 (excelente estrutura) ao trabalho desenvolvido pela equipa coordenada por José da Mota Freitas. Felicitando os responsáveis do projecto pelo galardão, o reitor do Santuário de Fátima, Virgílio Antunes, considera que o prémio reconhece aquilo que, desde o primeiro momento, a obra procura representar: uma melhoria no acolhimento aos peregrinos (...) e uma proposta de redefinição harmoniosa do conjunto de todos os espaços do santuário na Cova da Iria Em comunicado, o Comité da IABSE descreve o templo, inaugurado em Outubro de 2007, como uma espectacular igreja circular de enorme escala, suportada por duas enormes vigas de aço, que sustentam uma cobertura flutuante, mas perfeitamente estável, de impressionante beleza. Frisando que se trata do mais alto galardão a nível mundial para a Engenharia Civil, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo destaca a complexa solução estrutural da igreja.

10 10 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA Candidaturas a fundos comunitários aprovadas Concelhos do distrito recuperam centros urbanos A requalificação do património Stephens, na Marinha Grande, a criação de um museu digital, em Óbidos, ou a qualificação da Frente Ribeirinha de Peniche são exemplos de obras a realizar no distrito, com fundos comunitários. Além daqueles municípios, o programa Parcerias para a Regeneração Urbana irá apoiar a requalificação dos centros de Alvaiázere, Alcobaça, Ansião, Batalha, Caldas da Rainha, Fátima e Porto de Mós. O JORNAL DE LEIRIA apurou que foram apresentadas outras candidaturas na região, mas não foi possível obter mais elementos. Óbidos terá museu digital O município de Óbidos investirá 1.4 milhões de euros até 2010 na regeneração urbana da vila, onde imóveis devolutos serão transformados em habitações criativas. Segundo a Agência Lusa, alguns monumentos vão também albergar um museu digital, um auditório e um chocolate lounge. O presidente da câmara, Telmo Faria, explica que o município tem vindo a comprar edifícios em mau estado na Rua Nova, para os transformar em casas que irá disponibilizar à classe criativa. As casas, onde as famílias poderão habitar e desenvolver a sua actividade com o objectivo de rejuvenescer o centro histórico e diversificar as actividades económicas, irão ser disponibilizadas através de uma bolsa de arrendamento. A criação de uma livraria na Igreja de S. Tiago e de um auditório na Igreja do Mocharro são outras intervenções previstas no âmbito do programa, que vai também dotar Óbidos do primeiro chocolate lounge da região. A deslocalização do quartel da GNR dará lugar à criação do museu Óbidos Story Center. A última intervenção tem em vista a criação de um Balcão da Criatividade, que irá funcionar como espaço de acolhimento aos turistas. O projecto é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional em cerca de 980 mil euros, contando actualmente com cinco intervenções lançadas, três e fase de adjudicação, e duas com abertura de concurso prevista para o início de Marinha Grande recupera património Stephens O presidente da Câmara da Marinha Grande, Alberto Cascalho, surpreendeu segunda-feira os deputados da Assembleia Municipal com a excelente notícia, de que foi aprovada a candidatura e o respectivo financiamento para a regeneração urbana da Marinha Grande. O investimento total, próximo dos 9 milhões de euros, será financiado em 60%. No próximo ano, terão início obras de intervenção profundas em Caldas da Rainha, destinadas a promover a regeneração do centro urbano, na sequência da aprovação de uma candidatura ao QREN, no montante de cerca de 9.9 milhões de euros, cinco milhões dos quais serão financiados pela autarquia. As intervenções decorrerão em duas fases, ao longo de três anos, numa área total de 194 mil metros quadrados. Uma das obras de A obra passará pela requalificação do património Stephens, do edifício da resinagem, da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande, do Sport Operário Marinhense (SOM), desenvolvimento de circuitos turísticos, um programa de animação cultural e a revitalização do comércio, entre outros. Telmo Ferraz, deputado do PS, maior dimensão será a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Avenida da Independência Nacional, com capacidade para 300 lugares. O projecto prevê ainda trabalhos ao nível da requalificação das redes de água e saneamento e de diversas ruas e avenidas, assim como a melhoria da iluminação pública, renovação do mobiliário urbano, passeios e pavimentos. A requalificação do edifício do mercado do peixe e da manifestou preocupação em relação a alguns destes projectos, como a requalificação do SOM, uma instituição que dificilmente terá condições financeiras para prosseguir com obra, visto que parte do investimento deve ser assegurado por capitais próprios. Alcobaça projecta centro comercial Caldas cria mais estacionamento DFS O espaço ocupado pelo Estádio Municipal de Alcobaça poderá ser, no futuro, um centro comercial. Esta é uma das propostas que integra o plano de regeneração urbana da cidade, que foi aprovado pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CC) do Centro. Ainda no decorrer deste mês, a autarquia vai apresentar, publicamente, o projecto que mudará a face do espaço envolvente aos Paços do Concelho e que poderá ter início este ano. O Mercado Municipal vai sofrer, de acordo com o presidente da câmara, Gonçalves Sapinho, profundas transformações, sendo que o parque de estacionamento subterrâneo também não foi esquecido. A deslocalização do Parque de Campismo e dos Campos de Ténis é outra das alterações urbanísticas. Há a possibilidade de nascer um hotel de luxo nesse espaço, bem como aumentar os espaços verdes e de lazer. Em Fevereiro, o vice-presidente da câmara, Carlos Bonifácio, disse ao JORNAL DE LEIRIA que o projecto de regeneração da cidade está orçado em nove milhões de euros, sendo que cerca de seis milhões de euros virá de fundos comunitários. LP praça da fruta também foram incluídas na candidatura. As obras de intervenção incluem ainda a ampliação da Santa Casa da Misericórdia, onde será integrado o centro de acolhimento temporário. Com o objectivo de reforçar a competitividade dos sectores do comércio e serviços, o projecto inclui ainda uma componente de animação cultural e social, associada à qualificação de produtos regionais. AB Peniche intervém na Frente Ribeirinha Com a aprovação da candidatura ao programa Parcerias para a Regeneração Urbana, a Câmara de Peniche assegurou para o concelho um investimento global na ordem dos dez milhões de euros, que será concretizado até final de Em comunicado, o presidente da autarquia, António José Correia, referiu que, com a implantação do programa de acção proposto com a candidatura, se pretende transformar a Frente Ribeirinha e o Centro Histórico da Cidade de Peniche num espaço A requalificação da Avenida D. José Alves Correia da Silva, em Fátima, será a principal intervenção da candidatura da Câmara de Ourém ao programa Parcerias para a Regeneração Urbana, recentemente aprovada. No total, está previsto um investimento de 20.5 milhões de euros, não tendo sido possível obter informações da autarquia em relação à comparticipação. O JORNAL DE LEIRIA também não conseguiu urbano de referência. O montante global elegível para efeitos de financiamento do programa operacional foi de cerca de dez milhões de euros, a que corresponde uma comparticipação da FEDER de quase seis milhões. O conjunto dos oito parceiros investe cerca de três milhões de euros, repartidos entre a câmara (cerca de dois milhões de euros) e os restantes sete, que contribuem com um investimento de 808 mil euros, montante correspondente a 27% do esforço da parceria. Requalificação de avenida em Fátima obter um comentário do presidente da câmara, Vítor Frazão, à aprovação da candidatura, há muito reclamada pelo município. De acordo com o projecto de requalificação da avenida, está prevista a construção de um túnel, junto à nova igreja, e de uma ciclovia, a criação de passeios e o alargamento dos existentes, a repavimentação da via e a instalação de mobiliário urbano e de iluminação. OUTRAS CANDIDATURAS APROVADAS Município Investimento total * Principal intervenção Ansião 2 Requalificação da praça do município Alvaiázere 2,3 Parque de estacionamento Batalha 1,5 Requalificação do centro histórico Porto de Mós 1,4 Reconversão das antigas piscinas * milhões de euros

11 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE EDUCAÇÃO 9 de Julho de Membros do Conselho Executivo interpõem providência cautelar PUB Tomada de posse de director suspensa na D. Dinis MIGUEL SAMPAIO Foi suspensa a tomada de posse do professor Fernando Cadima, eleito director do Agrupamento e Escolas D. Dinis, em Leiria. O docente aguarda pela decisão do Tribunal Administrativo de Leiria, depois de alguns membros do Conselho Executivo terem interposto uma providência cautelar contra o Ministério da Educação, que cortou os seus mandatos. Graça Sampaio, que até à data presidia ao Conselho Executivo deste agrupamento de escolas, a outra concorrente ao cargo de director, explica que as três vicepresidentes do conselho executivo decidiram interpor uma providência cautelar contra o Ministério da Educação, uma vez que o seu mandato de três anos ficou truncado com a eleição do director. A professora recorda que, em 2003, os conselhos executivos também sofreram alterações por força da constituição dos agrupamentos de escolas. No entanto, a situação foi prevista através de um despacho que concedia gratificações aos presidentes e vice-presidentes. Este ano perguntámos à Direcção Regional de Educação do Centro como iria ser e não gostámos da resposta evasiva e brusca que nos deram, explica. Soubemos que outra escola de Coimbra tinha interposto uma providência cautelar e fizemos o mesmo. Por ter concorrido ao cargo de directora, Graça Sampaio preferiu não se juntar às vice-presidentes nessa acção. A professora nota que não tem nada de pessoal contra o director eleito e que apenas reprova os procedimentos do Ministério da Educação. Contactado pelo JORNAL DE LEIRIA, Fernando Cadima escusou-se a prestar declarações, limitando-se a dizer que já informou toda a comunidade escolar do sucedido. Na terça-feira, o Conselho Geral Transitório do Agrupamento reuniu-se para tomar uma posição acerca da instauração da providência cautelar. De acordo com a acta da reunião, à qual o JORNAL DE LEIRIA teve acesso, aquele órgão repudia quaisquer factos alegados pelas requerentes em matéria de impugnação da ilegalidade dos actos relativos ao referido procedimento administrativo. O Conselho sublinha ainda que a eleição de directores foi imposta por decreto lei e não pode deixar de lamentar os momentos de instabilidade e de insegurança que o seio do agrupamento se encontra a vivenciar, em virtude da instauração da presente providência cautelar. Daniela Franco Sousa S. Martinho do Porto, Alcobaça Aluno do 2º ciclo ganha prémio nacional de cálculo mental Nuno Crato, João Pinto e António Capucho João Pinto, aluno da Escola 2,3/Secundária de S. Martinho do Porto, Alcobaça (7º ano, turma D), ganhou o 2º lugar do Prémio Nacional do III Campeonato Escolar supertmatik Cálculo Mental, que decorreu recentemente no Centro Cultural de Cascais. Além desse prémio, o aluno regressou a casa com uma estrela em cristal (da fase internacional - on line). O referido campeonato, envolveu 90 mil participantes de todos os escalões e foi desenvolvido em três fases. A primeira decorreu ao nível de escola (com selecção do melhor aluno de cada ano de escolaridade), a segunda on line e a final, na qual participaram apenas os quatro primeiros classificados em cada escalão. Leiria António Oliveira lidera Correia Mateus António Oliveira, professor do ensino básico, é o novo director do Agrupamento de Escolas Correia Mateus, em Leiria. Depois das eleições para o cargo terem sido parcialmente repetidas dia 25 de Junho, por imposição da Direcção Regional de Educação do Centro, que não concordou com os procedimento do Conselho Geral Transitório, António Oliveira venceu na segunda volta (10 votos), contra Esperança Barcelos (sete votos). Sandra Campos, anterior presidente do Conselho Executivo, retirou a sua candidatura.

12 12 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE SEGURANÇA JORNAL DE LEIRIA Bombeiros podem ser criminalizados se agirem sem autorização Novas regras para uso do contra-fogo geram polémica RICARDO GRAÇA Contra-fogo pode, em certos casos, travar a progressão das chamas Considerado uma arma importante para travar a progressão das chamas, o uso do contra-fogo tem novas regras, que estão a dividir os vários intervenientes no teatro de operações. A legislação impõe agora que a prática só seja efectuada na presença, sempre que possível, de um técnico da Autoridade Florestal Nacional, e prevê a criminalização dos bombeiros que agirem de imediato, mesmo que tenham formação específica. É uma norma estúpida e sem sentido, que revela a incompetência de quem a fez, afirma José Almeida Lopes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, para quem as novas regras demonstram a falta de confiança nos comandantes. Em declarações recentes ao Correio da Manhã, José Campos, coordenador do Conselho Nacional Operacional da Liga de Bombeiros Portugueses, também considera que não faz sentido que esta prática não seja reconhecida aos bombeiros, uma vez que ninguém usa o contra-fogo sem avaliação prévia das condições no terreno. Por seu lado, José Manuel Moura, comandate Distrital de Operações e Socorro de Leiria, concorda com a definição de regras, frisando que se trata de uma técnica com riscos, como a mudança repentinda da orientação do vento, que, se for usada de forma desordenada, em vez de combater o incêndio poderá provocar outro foco de chamas. Não havia nada regulamentado. Agora há regras definidas, afirma José Manuel Moura, que não acredita que as alterações prejudiquem o combate aos incêndios, pois está previsto que, sempre que o comandante que se encontra no terreno considerar que a técnica é a mais ajustada, a possa colocar em prática, desde que tenha autorização do comandate operacional distrital. Como as comunicações são rápidas, não haverá interferência no combate. Apesar de defender que as regras são bem-vindas, Júlio Henriques, comandante dos bombeiros de Ourém, considera contra- -producente querer criminalizar os comandantes e pôr autoridades a vigiá-los, referindo-se aos membros do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, que estão no terreno para ajudar a combater as chamas, mas que integram uma força policial, com a obrigação de fazer cumprir a lei. O contra-fogo é uma medida com muitas restrições e nós, enquanto órgão de polícia criminal, temos de as fazer cumprir, afirmou o capitão Marco Cruz, da Unidade de Intervenção da GNR ao Correio da Manhã. Maria Anabela Silva Uso do contra-fogo 1. O fogo é ateado, por norma, numa estrada ou travessia florestal para travar a progressão das chamas 2. É definida a orientação das chamas e ateado fogo no sentido oposto para que os dois focos se encontrem 3. Ao iniciarem o contra-fogo os bombeiros posicionam os meios de combate para ir fazendo o rescaldo no local onde atearam o incêndio Jovem suspeito de atear nove incêndios A Polícia Judiciária deteve um jovem, de 21 anos, supeito de ter ateado, pelo menos, nove crimes de incêndio. Os fogos tiveram lugar no início deste ano e, segundo um comunicado da PJ, queimaram extensas áreas de floresta na zona do Juncal, em Porto de Mós. De acordo com informações da PJ, o jovem não tem antecedentes criminais. PUB Ourém GNR com pena suspensa O Tribunal de Ourém condenou, na semana passada, um militar da GNR a dois anos de prisão, com pena suspensa por igual período, pelo crime de corrupção passiva para acto ilícito. De acordo com a Agência Lusa, o colectivo de juizes deu como provado que o guarda aceitou cem euros de uma condutora, que passou um sinal vermelho do semáforo, para não elaborar o auto de contraordenação. O militar foi ainda condenado à proibição do exercício de funções durante dois anos. Bombarral Despiste fez cinco feridos graves Cinco pessoas ficaram feridas com gravidade na sequência do despiste de um automóvel no Bombarral. De acordo com a Agência Lusa, o acidente ocorreu, segunda-feira à noite, na EN8, entre as localidades de Delgada e São Mamede. Os feridos foram transportados ao hospital de Caldas da Rainha e o trânsito no local esteve cortado durante cerca de duas horas.

13 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE POLÍTICA 9 de Julho de JORNAL DE LERIIA/ARQUIVO Vítor Esgaio e António Trindade são os dois primeiros da lista à câmara PS e Independentes unidos para derrotar PSD na Nazaré O cenário que há muito se perspectivava confirmou-se. PS e Grupo de Cidadãos Independentes vão juntos às eleições autárquicas na Nazaré, com o objectivo de desalojar Jorge Barroso (PSD) do poder. Vítor Esgaio e António Trindade são os dois primeiros nomes da lista socialista à câmara e estão confiantes numa vitória eleitoral a 11 de Outubro. Na apresentação da candidatura, o cabeça de lista do PS preconizou a existência de uma união da Nazaré em prol desta vontade de mudança, personificada por gente com as mais variadas sensibilidades. O líder da concelhia recordou ser um socialista de cartão, mas que a candidatura vai englobar socialistas sem cartão, mas do coração. Numa sala repleta de apoiantes, Vítor Esgaio referiu-se, várias vezes, a António Trindade como camarada, indiciando que o ex-presidente da junta, expulso do PS nos anos 80, possa voltar à militância. O próprio admitiu esse cenário, João Paulo Pedrosa, presidente da Federação Distrital do PS de Leiria, emitiu um comunicado a desafiar os autarcas do Norte do distrito a confrontar a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, que esteve em Leiria, no domingo passado, com o facto de se ter referido à construção do IC3 e do IC8 como um luxo, durante a apresentação de Isabel Damasceno como candidata à Câmara de Leiria, no domingo passado. A observação da presidente do JOAQUIM PAULO Vítor Esgaio e António Trindade querem ganhar a autarquia Manuela Ferreira Leite refere-se a IC3 como um luxo Federação Distrital do PS provoca autarcas do PSD João Paulo Pedrosa Críticas a Damasceno dizendo que ninguém se admire se tal vier a acontecer. No entender de António Trindade, a candidatura do PS tem como propósito unir a família socialista e de independentes que se retratam neste projecto, por forma a concretizar uma viragem no concelho. João Paulo Pedrosa, presidente da Federação Distrital do PS, mostrou-se muito satisfeito com o desenrolar do processo de escolha dos candidatos na Nazaré, que considerou a primeira vitória do partido. O PS decidiu abrir-se ao exterior, chamando pessoas que têm notoriedade, muitos deles socialistas e que, por circunstâncias do passado, andaram afastadas do PS, explicou o dirigente, para quem não restam dúvidas de que o concelho precisa de uma mudança política. Uma questão por clarificar é a verdadeira união do PS na Nazaré. A apresentação da candidatura mostrou isso mesmo. António Trindade falou da necessidade de limar algumas arestas internamente, aludindo às várias tendências na concelhia, palavras que seriam desmentidas por Vítor Esgaio. Não há quaisquer arestas por limar, garantiu o líder do PS/Nazaré, que revelou, ainda, que a deputada Isabel Vigia não fará parte das listas e que espera que Walter Chicharro esteja disponível para ajudar a candidatura socialista. Joaquim Paulo PSD já tinha suscitado, contudo, a indignação dos presidentes dos municípios afectados. Recentemente, a líder do PSD, dra. Manuela Ferreira Leite, para espanto de todos, veio dizer, reiteradas vezes, que a construção desta via [IC3] é um luxo, chegando mesmo a apelidá-la de auto-estrada rosa. Se esta via tão importante e há tanto tempo reclamada por estas populações e respectivos autarcas, viesse a ser travada, isso significaria o abandono total e definitivo de populações que já sofrem tanto as agruras do isolamento e da interioridade. Não podemos permitir que isso aconteça, afirma João Paulo Pedrosa. Paulo Tito Morgado, presidente da Câmara de Alvaiázere, esclarece que contactou o presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, Fernando Marques, há cerca de dois meses, para lhe pedir para transmitir o seu desagrado aos órgãos nacionais do partido e explicar o que realmente estava em causa. Face à resposta que lhe foi transmitida de que Ferreira Leite contestava, na realidade, o investimento entre Coimbra e Viseu, pediu uma audiência à líder do partido. Não fiquei satisfeito com a resposta. Tenho de lhe explicar um bocado de geografia de Portugal e de geografia política. Não se pode confundir a estrada da Beira com a beira da estrada. Não se deve confundir um IC com uma autoestrada. O autarca refere ainda que voltou a manifestar o seu desacordo em relação a esta matéria há cerca de 15 dias, durante uma reunião da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, na Lousã, posição em que terá sido unânime entre todos os presentes. Paulo Tito Morgado sublinha que a construção do IC3 irá permitir aos cinco municípios do distrito encarcerados no interior dar um salto qualitativo assinalável. AB No documento, o PS desafia também Damasceno a confrontar a líder do seu partido com as críticas ao investimento público, designadamente à construção do IC 36, do IC 9 e do TGV, que vai ter uma estação em Leiria. É preciso, pois, que a presidente da câmara o diga também ao PSD, é fundamental que fale a uma só voz e que diga o mesmo ao seu partido, o PSD, e à sua líder Manuela Ferreira Leite, o que diz às populações que representa. Não pode ser a favor do TGV às segunda, quarta e sexta-feiras e contra à terça, quinta e sábados. Isabel Damasceno não comenta. BREVES CDU quer aumentar votos Ana Carvalhais concorre à AR Ana Rita Carvalhais, professora, dirigente sindical e membro da Direcção Regional de Leiria (Dorlei) do PCP, vai ser a cabeça de lista do partido do distrito de Leiria nas eleições legislativas, informa um comunicado de imprensa da Dorlei. Os restantes quatro candidatos do distrito serão apresentados durante um almoço, que decorrerá no domingo, dia 12, no Restaurante Miramar, em Peniche, que contará com a presença de Jerónimo de Sousa. Além do secretário-geral do PCP, usarão da palavra Ana Rita Carvalhais e Jorge Amador, mandatário regional da CDU, vice-presidente da Câmara de Peniche e membro da Dorlei do PCP. A Dorlei acredita que o largo envolvimento e participação de muitos independentes nas listas da CDU aumentará as possibilidades de crescer no número de votos e de eleitos. Ourém PS contesta novo edifício da câmara O PS de Ourém lamenta que o novo edifício da câmara, cujo valor total dizem ser de 7.2 milhões de euros, não possua no seu salão nobre, onde se realizam as Assembleias Municipais, lugares destinados ao público, à comunicação social e aos elementos da vereação. É inconcebível, que um edifício recente, desta dimensão e com este custo apresente falhas profundas, que mais são do que o resultado da má gestão, da falta de planeamento e do sentido prático e objectivo que as obras e intervenções efectuadas com dinheiros públicos exigem, denuncia em comunicado. Manifesta ainda satisfação pela atribuição de 11.5 milhões para regularizar as dívidas do município a fornecedores e a empresas. Este valor a contratar com a banca, só foi concedido à Câmara de Ourém, por a mesma se encontrar em falência técnica, agravada por uma gestão danosa e comprometedora para as grandes obras e necessidades reais do nosso concelho.

14 14 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE POLÍTICA JORNAL DE LEIRIA Marques Mendes presente Narciso Mota quer fechar ciclo histórico em Pombal Há 16 anos à frente da Câmara de Pombal, Narciso Mota diz-se motivado para mais um mandato, durante o qual pretende concluir um conjunto de obras já lançadas ou preparadas, que permitam fechar um ciclo histórico no concelho. Durante o jantar de apresentação da candidatura, realizado no sábado, o autarca do PSD prometeu dar prioridade ao saneamento, construir um pólo de ciência e de tecnologia e mobilizar os pombalenses em torno de ideais de excelência e de inovação. A ocasião serviu também para Narciso Mota fazer um balanço do presente mandato. Confessando-se verdadeiramente realizado pelo trabalho feito, o edil destacou os 51 milhões de euros de investimentos em todas as freguesias, os 11 milhões de euros em subsídios atribuídos a instituições e os cerca de 200 quilómetros de alcatroamentos efectuados. Realçou ainda a situação financeira do município, que está entre os 50 melhores do País, com uma dívida que é hoje inferior àquela que herdou em 1993, quando ganhou a câmara pela primeira vez. Mais do que um grande militante do PSD, [Narciso Mota] é um grande militante do poder local e de Pombal, afirmou Marques Mendes, antigo presidente do PSD, que marcou presença no jantar pela consideração ao amigo e ao autarca, que pode não ser politicamente correcto, mas que é um político genuíno e um homem de grande fibra e coragem. Um conjunto de qualidades que o levam a considerar Narciso Mota como um dos melhores presidentes de câmara do País. Para Fernando Marques, presidente da Distrital de Leiria do PSD, o autarca de Pombal é o exemplo de um político que fala verdade, porque tem cumprido o que promete e que se mais não foi feito, é culpa do actual Governo, o mais incompetente desde o 25 de Abril, que atacou o poder local como nunca tinha acontecido, após Maria Anabela Silva Manuel Isaac, candidato do CDS-PP em Caldas da Rainha Todos se calam perante o deus Fernando Costa O presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP, 49 anos, acredita que o partido conseguirá eleger um vereador na câmara ao fim de 20 anos. Acusa Fernando Costa de ser o quero, posso e mando e promete não se calar. Confessa que está com dificuldades em fazer as listas nas freguesias, porque as pessoas têm medo de represálias, e acusa Isabel Gonçalves de se ter servido do CDS-PP Caldas da Rainha foi a primeira concelhia do distrito a escolher o cabeça de lista do CDS-PP. O que é que o levou a candidatar-se? Achar que é a altura certa. Tenho 12 anos de Assembleia Municipal e, a nível político, já adquiri experiência para ser candidato à câmara. Há 20 anos que o CDS-PP não consegue eleger nenhum vereador. Tem expectativa que isso aconteça este ano? Todas as batalhas são difíceis, mas temos de encará-las de peito aberto. Penso que vamos eleger um vereador. Temos uma sondagem que nos dá essa indicação. Quais são os pontos fortes da sua candidatura? Há coisas em Caldas da Rainha que são essenciais mudar. Continua a haver uma falta de planeamento gritante. Caldas está uma cidade suja, desorganizada, sem brilho. É preciso revitalizá-la. Além disso, temos as termas mais antigas, mas não temos condições para dar as quem as procura. Outra prioridade é o parque empresarial. Nunca se cativaram os empresários para virem para cá. Deviase descer a derrama e ter terrenos baratos. E foram prometidos parques empresariais, que não foram feitos, e isso é essencial. Dentro de quatro anos, existirão mais condições para haver alternância política, tendo em conta que, caso seja reeleito, Fernando Costa cumprirá o último mandato? Assim espero. Não tenho dúvidas que Fernando Costa fez algum bom trabalho na Câmara das Caldas, mas também não tenho dúvidas nenhumas que é ele que controla os vereadores e tudo o que é PSD. Fernando Costa é o quero, posso e mando. Com a saída dele, as coisas vão voltar ao normal. Vai haver grandes guerras no PSD, porque muita gente lhe quer suceder. Fernando Costa pensa muito em si, e muito pouco nos problemas da cidade. Há muita gente dependente da política na Câmara das Caldas e isso é muito mau. Todos se calam perante o deus Fernando Costa. Coisa que nunca fiz nem farei. Daqui a quatro anos, vai haver muitos candidatos. Agora, toda a gente tem um certo receio de enfrentar Fernando Costa. Receio de perder? Sim e também de represálias. Há muita gente que gravita à volta dos presidentes de câmara e se dão a cara por alguém têm medo de retaliações. Muita gente não aceita ir nas listas por causa disso. Nas juntas de freguesia, então, é gritante. As pessoas nem querem pensar. Dizem que dão o voto, porque é secreto, mas recusam integrar a lista porque podem vir a precisar de alguma coisa do presidente da junta ou da câmara e não lhe fazem. Tem sentido então dificuldades em fazer as listas? Texto e foto: Alexandra Barata Sem dúvida. As pessoas têm medo de dar a cara. Há presidentes de junta que acompanham Fernando Costa há 20 anos. Dou o exemplo de uma pessoa de um lugar, que foi na minha lista há quatro anos, e o vizinho deixou de lhe falar e chamou-lhe traidor por ir numa lista diferente, porque ia prejudicar a terra e já não havia subsídios para o centro social. Isto passa-se mais nas freguesias rurais. O CDS-PP não tem distrital. Que contributo está disposto a dar para a reactivar? Eu e o Domingos Carvalho estamos a trabalhar juntos nesse processo. Temos condições para fazer uma distrital, mas reunimos na semana passada e entendemos que não devíamos perder tempo com isso agora. Temos mais dois actos eleitorais e é preciso que as pessoas estejam unidas. Como avalia o desempenho da última presidente da Distrital, Isabel Gonçalves? Isabel Gonçalves veio para o partido para se servir dele, não para o servir. Lamento a saída da Maria Espadinha, porque, essa sim, era do partido, mas a influência que Isabel Gonçalves exerce sobre ela é muito grande. Conseguiu fazer a cabeça dela. Fico muito contente com a saída de Isabel Gonçalves e da Solange Caçador, porque sempre se serviram do partido. Fórum 94 RÁDIO 94 FM/JORNAL DE LEIRIA Isabel Damasceno, cabeça de lista do partido à Câmara de Leiria José António Silva era um candidato perdedor para o PSD O actual presidente da Concelhia de Leiria era um candidato perdedor para o PSD, porque não é um homem com estratégia para o concelho, afirmou Isabel Damasceno, na última edição do Fórum da Rádio 94 FM, onde a presidente da câmara criticou José António Silva por não ter demonstrado ao longo dos anos competência, perfil, qualidades e valores que considera fundamentais para o desempenho das funções de presidente da autarquia. Durante o programa, emitido no domingo, Isabel Damasceno explicou que as divergência com o líder da concelhia começaram quando o partido tentou tutelar a sua acção dentro do município, no tempo em que José António Silva presidia à Assembleia Municipal. Apesar disso, a cabeça de lista do PSD afirma que a sua candidatura não é um ajuste de contas, manifestando-se convicta que será possível colocar uma campanha eleitoral no terreno sem o apoio da concelhia. Há muitos militantes activos que me têm manifestado o seu apoio, revela a autarca. O presidente da Federação Distrital do PS defende ser necessário um escrutínio sério e exigente à eventual utilização da estrutura da câmara na campanha do PSD, considerando que, para conseguir apoios, Isabel Damasceno não se pode comprometer com obras em nome da câmara. O presidente da Junta da Maceira, António Febra, diz que só aceitou ser candidato [pelo PSD], porque Isabel Damasceno lhe prometeu um conjunto de obras, acusa João Paulo Pedrosa. Em resposta ao socialista, a cabeça de lista do PSD garante que não há nenhuma estrutura pública ao serviço da candidatura e que as obras que estão a ser feitas na Maceira encontram-se prevista no plano e orçamento municipais. O vosso candidato é que anda a prometer coisas estranhas aos presidentes de junta e a servir-se de membros do Governo, retorquiu Isabel Damasceno, sem revelar pormenores. MAS

15 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE POLÍTICA 9 de Julho de Apresentação da candidata do PSD no Castelo de Leiria Isabel Damasceno abre a porta a independentes A candidata do PSD à Câmara de Leiria, Isabel Damasceno, integrou pela primeira vez independentes na sua lista às juntas de freguesia, com a convicção de que dessa forma servirá melhor Leiria, o País e a democracia. Durante a sessão de apresentação da sua candidatura, que decorreu no domingo no Castelo de Leiria, foram ainda anunciados os nomes dos candidatos às 16 autarquias do distrito. Manuela Ferreira Leite, presidente do PSD, e Marques Guedes, secretáriogeral do partido, marcaram presença no encontro. É uma verdade incontestável que é necessário e imperioso manter os partidos abertos à sociedade civil, pois só assim haverá uma renovação vivificadora dos seus ideais e dos seus militantes, justificou Isabel Damasceno. A candidata explicou que as pessoas em causa estão preocupadas com a sua terra e disponíveis para ajudar a melhorá-la, outros concorrem integrados no Movimento Independente por Leiria (Milei) que, após quatro anos de colaboração leal e profícua, partilham connosco este projecto de engrandecimento das terras do Lis. Apesar de considerar ser cedo para falar de objectivos, propostas e equipas, Isabel Damasceno estabeleceu como prioridades combater os problemas sociais, dar a contribuição possível para a resolução dos problemas ambientais, dialogar com todas as instituições e todos os presidentes de junta de freguesia, e aproveitar os fundos do QREN. Coube a Fernando Marques, presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, fazer a apresentação dos candidatos do partido na capital de distrito mais laranja de Portugal, num discurso que ficou marcado pelos elogios a Isabel Damasceno e pelas duras críticas ao Governo, que acusou de ter asfixiado as autarquias e retardado o seu desenvolvimento. O nosso objectivo primeiro é ganhar as eleições e a Isabel é, no momento, a pessoa mais bem preparada e em melhores condições para cumprir esse desígnio. (...) O que está em causa no dia 11 de Outubro é a escolha entre uma pessoa com provas dadas, com obra feita, com um projecto para Leiria e um RICARDO GRAÇA Isabel Damasceno e Manuela Ferreira Leite, de capa, após a actuação das tunas Por fim, vamos ter que cuidar do futuro. (...) Se queremos manter Leiria na posição cimeira que ocupa, se queremos melhorar essa mesma posição, temos que nos preparar para o futuro. E esta preparação tem que começar já, envolvendo a câmara e a sociedade civil. RESPOSTA A JOSÉ ANTÓNIO SILVA Isabel Damasceno dedicou algumas linhas do seu discurso ao presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Leiria, José António Silva, sem contudo referir o seu nome, por ter manifestado oposição à sua candidatura, ao recusar a visão Fernando Marques anuncia candidatos às câmaras no distrito Uma mulher entre 15 homens REPETENTES Alvaiázere Paulo Tito Morgado, presidente da câmara e economista Batalha António Lucas, presidente da câmara e gerente bancário (independente) Caldas da Rainha Fernando Costa, presidente da câmara e advogado Figueiró dos Vinhos Rui Silva, presidente da câmara e engenheiro civil Leiria Isabel Damasceno, presidente da câmara e economista Nazaré Jorge Barroso, presidente da câmara e engenheiro electrotécnico Óbidos Telmo Faria, presidente da câmara e professor universitário Pedrógão Grande João Marques, presidente da câmara e professor do ensino secundário Pombal Narciso Mota, presidente da câmara e engenheiro electrotécnico candidato repetente, perdedor, que prova que o PS continua a não ser alternativa a nada, afirmou, em alusão a Raul Castro. Contestou ainda o facto de os responsáveis políticos locais do NOVOS estreita de quem não é por nós é contra nós. O PSD só será verdadeiramente grande se se abrir à sociedade, se entender que o eleitorado é muitíssimo maior que a sua grande massa de militantes, se evitar a lógica de cliques e sindicatos de voto. A cabeça de lista do PSD aproveitou ainda para esclarecer que só aceitou recandidatar-se na sequência do pedido de Manuela Ferreira Leite, que afirmou que o PSD luta pela defesa dos interesses das populações, mas sem abdicar das orientações e valores do partido. Enquanto presidente do partido, prefiro perder votos a perder princípios. Não tenho dúvidas que estou perante cidadãos vencedores, mas, se não fossem, não queria dizer que não tivessem prestado um bom serviço aos seus concelhos e ao País. Alexandra Barata AS ESCOLHAS DE DAMASCENO José Ribeiro Vieira mandatário Carlos Luso - mandatário financeiro João Pedro Rodrigues - mandatário para a juventude Teófilo Santos - director de campanha PS nada terem feito contra a discriminação negativa do distrito. Alcobaça Paulo Inácio, advogado Ansião Rui Rocha, vice-presidente da câmara e economista Bombarral José Gonçalves Vieira, presidente da Junta de Freguesia do Bombarral e gerente bancário Castanheira de Pera Pedro Graça, presidente da Junta de Freguesia de Coentral e director técnico e comercial Marinha Grande António Santos, jurista e técnico das finanças Peniche Luís Ganhão, empresário Porto de Mós Júlio Vieira, director de seguros e presidente da Associação de Futebol de Leiria CANDIDATOS DE LEIRIA ASSEMBLEIA MUNICIPAL Manuel Antunes, cirurgião cardiotorácico e actual presidente da Mesa da Assembleia Municipal JUNTAS DE FREGUESIA Amor: Adelino Esperança, empresário Arrabal: Arlindo Pereira, técnico de vendas e actual presidente da junta Azoia: Manuel Carvalho, professor de História e actual presidente da junta Bajouca: Hilário Estrada, empresário e actual presidente da junta Barosa: Daniel Carvalho, bancário aposentado e o actual presidente da junta Barreira: Sérgio Ferreira, funcionário público Bidoeira: António Carlos Passadouro, empresário e actual presidente da junta Boa Vista: Mário Rodrigues, empresário Caranguejeira: Adriano Francisco, empresário e actual presidente da junta Carreira: Manuel Leal, empresário agrícola Carvide: Rafael Armindo, empresário Chainça: Arménio Rito Vieira, desenhador da construção civil Coimbrão: Branca Meireles de Matos, licenciada em Psicologia Colmeias: Fátima Sismeiro, licenciada em Direito e actual presidente da junta Cortes: José Alves, empresário agrícola e actual presidente da junta Leiria: Laura Esperança, empresária e actual presidente da junta Maceira: António Febra, empresário e actual presidente da junta Marrazes: Sofia Carreira, funcionária pública e actual presidente da junta Memória: José Rodrigues, empresário e actual presidente da junta Milagres: Fernando Sousa, comerciante e actual presidente da junta Monte Real: Maria da Graça Simões, professora do ensino básico Monte Redondo: Maria Espadinha Azinheira, empresária, dirigente associativa e actual presidente da junta (Indicada pelo Movimento Independente por Leiria) Ortigosa: Maria Ascensão Simplício, empresária Parceiros: José Manuel Lemos, técnico de vendas e presidente da Associação de Pais de Parceiros Pousos: Aníbal Carvalho, técnico industrial e presidente da Direcção da Associação de Atletismo de Leiria Regueira de Pontes: João Martins Pereira, licenciado em Design Industrial e actual presidente da junta (Indicado pelo Movimento Independente por Leiria) Santa Catarina da Serra: Fátima Neves, licenciada em Geografia e empresária Santa Eufémia: Adelino Gaspar, empresário e actual presidente da junta Souto da Carpalhosa: José Carlos Gomes, técnico oficial de contas e actual presidente da junta

16 16 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE ENTREVISTA JORNAL DE LEIRIA Albino Aroso, pai do planeamento familiar O homem é o único animal capaz de maltratar a fêmea A clareza de ideias e o vigor com que se move e conversa não deixam antever os 86 anos que já festejou. Defensor da eutanásia e da Interrupção Voluntária da Gravidez, Albino Aroso desde cedo lutou contra a discriminação das mulheres. Considera que os homens devem tratá-las melhor e que falta ensinar aos jovens afectividade e amor. A prostituição não necessita de legalização, mas apela para que os profissionais de saúde respeitem estas mulheres Textos: Elisabete Cruz Fotos: Ricardo Graça Como foi recebida a consulta de planeamento familiar em 1969? Num congresso mundial de ginecologia, em Paris, no ano de1958, apercebi-me da mudança que se estava a operar na Europa, que consistia na entrada da mulher no mercado de trabalho e nas universidades. As mulheres limitavam-se a estar em casa, a ter os filhos que os maridos quisessem e a fazer a sopa. Na minha aldeia, quando morria uma criança, as beatas agradeciam ao Senhor, porque era mais um anjinho que ia para o céu. Tínhamos uma frequência enorme de complicações de aborto. As mulheres não tinham outra hipótese senão abortar de qualquer maneira, mas os médicos e as enfermeiras tratavam-nas mal no hospital. O que se passava na Europa já era diferente. As mulheres chegavam eram atendidas, faziam raspagens, muitas vezes com anestesia geral, e iam embora no mesmo dia. Procurei fazer isso, o que chamou a atenção e teve consequências. Tive uma espécie de processo disciplinar, porque o director do serviço de Obstetrícia, que era muito conservador, condenava as mulheres que faziam abortos. Em 1969, não era permitido receitar contraceptivos. Havia drogas que eram usadas para regularizar o ciclo menstrual das raparigas, por isso nunca tivemos aqui tantas mulher com alteração de ciclo. E os laboratórios deram uma ajuda extraordinária, porque forneciam os contraceptivos. Abrimos a consulta de planeamento uma vez por semana, depois passámos a tê-las todos os dias e mais tarde duas vezes por dia. Ainda criámos uma consulta psicossomática (não se podia chamar outra coisa) que apoiava as mulheres com problemas na vida sexual. Esta consulta contribuiu para a emancipação da mulher em termos sexuais? Sem dúvida. Foi um salto enorme. Foi o salto da mulher para a sociedade civil, para os lugares Mãe levou-o a ser ginecologista Tem um fascínio extraordinário pela mãe, que tinha uma visão fora do normal para a época. Com 7 anos perdeu o pai e foi a mãe que o alertou para as desigualdades que existiam e para a forma como a mulher era tratada. Contribuiu um pouco para a minha evolução no sentido da ginecologia e para que tentasse melhorar o estatuto da mulher na sociedade, admite. Albino Aroso introduziu o planeamento familiar em Portugal, em 1969, depois de muitas viagens pela Europa. Tem sete filhos e apenas uma filha médica ginecologista. Casado em segundas núpcias, dedica-se diariamente à agricultura. Vive no Porto, mas é em Vila do Conde, onde nasceu, que tem os seus cultivos: flores, fruta, legumes... É ainda o presidente da Associação Portuguesa de Osteoporose e pertence à Mesa da Assembleia da Misericórdia do Porto. O ex-secretário de Estado da Saúde, é o único português presente num livro lançado pela Associação Médica Mundial sobre os 65 médicos mais dedicados do Mundo. Tem ainda várias condecorações, entre elas três atribuídas por Presidentes da República. A mais importante de todas é a dos 65 médicos do Mundo, pois são distinguidos os que mais contribuíram para melhorar a saúde do seu povo. Adepto do FC Porto, é pelo Rio Ave que torce ao fim-de-semana. Não sou doente por nenhum clube. Quando os portugueses defrontam o estrangeiro sou deles públicos e para as universidades, copiando o que se assistia na Europa. O que se passava no Norte do País tinha como apoio importantíssimo a posição da Igreja, especialmente do bispo António Ferreira Gomes, que era 100% favorável ao planeamento familiar. Um dia disse-me que era melhor evitar crianças do que vê-las famintos e esfarrapados como as via no terreiro da Sé. A minha mãe tinha uma visão das coisas diferente e chamava-me atenção para a desigualdades entre os sexos. Quando as mulheres sentiram que era possível terem os filhos que quisessem e quando quisessem foi um avanço muito grande. As mulheres tinham também grandes problemas sexuais, pois eram autênticas escravas das relações sexuais, que tinham sem prazer nenhum. Só abriam as pernas para ter mais um filho e era sempre contra vontade. As nossas sessões eram de planeamento familiar, educação sexual e rastreio do cancro genital e mamário. A úni-

17 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE ENTREVISTA 9 de Julho de ca consulta que abriu em 1969 foi no Porto, por ter o apoio do bispo. Mas rapidamente se expandiu para o todo o País, embora contrariado por algumas igrejas. Como encara a decisão tardia da legalização do aborto em Portugal? É uma expressão da cultura e da nossa evolução: estamos na cauda da Europa. A Holanda já regulamentou a eutanásia e em Portugal e Espanha nem pensar nisso. Ainda há muitas mulheres que controlam a sua fertilidade e são contra o aborto, mas se for nelas vão fazê-lo. Falou na eutanásia. É a favor? Porque haveria de ser contra se é uma coisa voluntária da parte de cada indivíduo? Os cidadãos sabem o que querem e são livres e responsáveis pelo que fazem. Mas ainda vai demorar alguns anos até ser legalizado. Quando foi a liberalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) havia os do contra que diziam que as mulheres que fazem interrupções depois ficam com depressões. As depressões são muito mais características das mulheres que têm gravidezes contra a vontade. Vamos andando um pouco atrás dos outros e lá caminharemos para a eutanásia. Os defensores do Não da IVG diziam que iria servir como método de contracepção. Mas as estatísticas não mostram isso. Isso é perfeitamente inconcebível. Hoje uma mulher vai ao centro de saúde e pede uma receita para um contraceptivo. Se fizer um aborto tem de abrir as pernas, tem de se mostrar, dizer o que se fez. É muitíssimo mais complicado. Quando na Holanda a IVG foi legalizada, o seu número desceu. Há vida antes das dez semanas? O nosso cardeal diz que a vida começa no momento da fecundação. Que vida? O espermatozóide e o óvulo são vivos. A Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia defende que a vida é um processo contínuo e, do ponto de vista científico não é possível dizer- -se quando se inicia a vida humana. Nenhum cientista pode dizer A coisa mais importante para a realização sexual da mulher é a afectividade. Sem afecto nenhuma mulher está interessada em ter relações quando começa a vida humana. Quando as crianças são abandonadas pelos pais, quem é que decide entregá-las? São elas? Então são seres humanos e não podem decidir? Quem vai decidir é o juiz. Quando uma mulher mata o filho ao nascer apanha dois anos de cadeia. Se o matar quando tem 10 anos vai mais tempo para a cadeia. Se o matar quando tem 20, apanha pena máxima. Então quando começa a vida humana? São coisas muito complicadas. Só quem não pensa é que encontra logo a solução como o Cardeal que disse que a vida começa no momento da fecundação. Ao dizer isto nega o nascimento de Cristo e a existência de Adão e Eva, que não nasceram de uma fecundação. Diz a igreja que José nunca pôs a mão em Maria. O viagra veio revolucionar a vida sexual dos homens? Com certeza. Por que falou no viagra para os homens e não para as mulheres? Nos Estados Unidos, a percentagem de mulheres com problemas sexuais é de 43%. É por falta de viagra? As prostitutas não têm prazer ao ter relações. Porquê? O que é importante na vida sexual da mulher? Com o planeamento familiar dizíamos que tínhamos modificado substancialmente os direitos da mulher na sociedade, mas elas não conseguiram mudar a atitude dos homens para com elas. A coisa mais importante para a realização sexual da mulher é a afectividade. Sem afecto nenhuma mulher está interessada em ter relações. Se dois namorados começam a namorar e ele vai ter com outra, ela não consegue ter relações com ele e parece muito simples: é só abrir as pernas e já está. Sem que ele lhe diga que está muito bonita, que é muito jeitosinha... Mesmo que esteja a mentir ela gosta de ouvir. Isto é fundamental para que as coisas corram bem. A mulher é a única fêmea que é morta e maltratada pelo macho. O homem é o único animal capaz de maltratar a fêmea. Porquê? As senhoras é que são mães. A coisa mais importante é que cada homem pudesse ver em cada mulher a sua mãe ou a sua irmã. Se assim fosse deixavam de lhes fazer mal. As mulheres têm de educar melhor os filhos? Têm de ensinar os homens a tratá-las bem. Como é que as mulheres podem educar os filhos se eles não ficam com as mães? Hoje, a mulher tem um filho e está a trabalhar. Quem os educa são raparigas solteiras, mal casadas ou casadas sem filhos. Este é um problema complicado. Todos temos de evoluir no sentido da afectividade, do carinho, do bom tratamento. O encerramento de maternidades baixou a mortalidade infantil Como analisa a educação sexual nas escolas? Fala-se de muita coisa, mas não se fala do carinho, do afecto, das meiguices, que os homens devem fazer às mulheres. Deveria existir uma disciplina própria? Mas quem é que vai dá-la? Não podem ser os professores que são divorciados ou mal casados. E não percebem nada disso. Temos de reeducar a sociedade. Concorda com a distribuição de preservativos nas escolas e com a realização de testes HIV? Não, porque a coisa mais importante é a informação e a educação. Sou a favor da distribuição gratuita de preservativos, mas com informação prévia sobre como e porque se usa, no sentido da afectividade. Os testes de HIV são como outra coisa qualquer. Não podemos esquecer as outras doenças sexualmente transmissíveis. Na consulta que tinha no Porto recebíamos prostitutas, que eram examinadas para averiguar se tinham alguma doença. O que é fundamental é não discriminar em relação à sida, tratar bem e evitar a transmissão. Seria importante legalizar a prostituição? É indiferente. O que é preciso é tratá-las humanamente. Os centros de saúde estão abertos para toda a gente. O problema é a discriminação. Se não forem discriminadas não é preciso legalizar. É o problema dos homossexuais. Nenhum governo impede que dois homossexuais vivam juntos. Mas os padres opõem-se ao casamento. Discordo que os separem da sociedade perante leis. Esteve no encerramento de maternidades e agora fecharam-se mais algumas. Concorda? Qual é a finalidade de uma maternidade? Sabedoria em igualdade com qualquer país da Europa. Para isso é fundamental que haja, no mínimo, 1500 partos por ano para manter os obstetras tecnicamente capazes a resolver todas as situações. A nossa ideia foi dizer a toda a gente que as maternidades que não tivessem um número suficiente, a não ser excepcionalmente em terras distantes, seriam encerradas. Fechámos 150. Ninguém protestou. Melhorou-se o sistema de transporte e com tudo isto conseguiu-se que a taxa de mortalidade infantil, que era das piores da Europa, passasse a ser das três melhores do mundo. Sócrates é mais esperto do que os outros Que análise faz do desempenho de Manuela Ferreira Leite? É uma mulher com muita dignidade, muita seriedade e com algum conservantismo em relação à evolução política que caminha rapidamente. Discordo dela por dizer mal dos outros e não em dizer o que faria se fosse Governo. A evolução que a Europa e o mundo estão a sofrer exigem muito do Governo, sobretudo na área económica. No PSD, Manuel Ferreira Leite, é das pessoas que mais está por dentro dos problemas. Se tem capacidade para se rodear das pessoas ideais para ocupar os lugares ministeriais não sei. O primeiro-ministro tem condições para ser reeleito? Sócrates é mais esperto que todos os outros que estão à sua volta. Que leitura faz dos resultados das eleições europeias? A evolução foi no sentido de dessocializar um pouco a sociedade, atribuindo mais funções ao Governo em determinadas áreas, como a económica, a banca e a saúde, e menos às empresas.

18 18 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE OPINIÃO JORNAL DE LEIRIA D o s l e i t o r e s Protesto contra lombas em Santa Catarina da Serra (Carta ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia) Como moradora desta freguesia, venho por este meio transmitir o meu protesto ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra. Sr. Presidente, já não bastava estarmos há vários meses sujeitos a termos de transitar diariamente na nossa freguesia com estradas em terrível estado, com imensos buracos, lombas e excessivas irregularidades, que afectam a nossa saúde pessoal e danificam os nossos veículos, acarretando os consequentes prejuízos financeiros. Como se tal não chegasse fomos premiados pela construção de gigantescas lombas em calçada num tão curto espaço de estrada, no centro da nossa Freguesia. Deve saber que as lombas trazem inúmeras desvantagens: aumento do ruído, aumento da poluição atmosférica e consumo de combustível, danos em viaturas: (com desgaste de pneus, suspensões, travões; perda do alinhamento de direcção); danos estruturais em veículos pesados; atrasos e danos em veículos de socorro (ambulância e bombeiros) e perigo para acidentados e doentes, entre outros. Gostaria de saber porquê? Qual a razão da sua existência? O seu uso é legal? A sinistralidade é frequente e preocupante? Não será a lei do menor esforço? Será que é assim que os condutores se civilizam? Não se preocupa com a imagem da nossa terra? Num ano que se fala tanto de crise e contenção de custos e sabendo que muitas coisas que não são realizadas em prol da freguesia porque o Sr. Presidente alega falta de verbas, é necessário tal desperdício de dinheiro? Parece incompreensível que se cometam gastos desta forma inútil e que em nada contribuem para o bem-estar das pessoas desta freguesia. Será que não sabe onde empregar o dinheiro? Aqui deixo algumas sugestões: edificação de um novo centro de saúde, manutenção e limpeza do cemitério, construção de um parque infantil, jardim ou outro espaço de lazer, estruturação e arranjo de passeios, limpeza de valetas, manutenção da sinalização de trânsito, contribuição para o novo quartel de bombeiros, alcatroamento de estradas, etc. Haja paciência para tal situação, no mínimo revoltante! A única solução seria a remoção de tais lombas que nunca deveriam ter existido. M.S. Humberto Delgado e Olivença O nome do General Humberto Delgado foi proposto, por várias entidades regionais e nacionais, para a nova Ponte da Ajuda, entre Elvas e Olivença, aquando da sua inauguração em Dezembro de Porém, face à oposição do Estado que administra Olivença, as autoridades portuguesas conformaram- -se, como lhes é habitual, e não deram seguimento à proposta. Passados nove anos é altura, sem tibiezas que nos envergonhem, de retomar a iniciativa e dar o nome do «General Sem Medo» à ponte que reaproximou as duas parcelas de território alentejano e português. A ligação de Humberto Delgado ao Alentejo era das mais profundas, tal como o era à alentejaníssima Terra das Oliveiras, ele que foi co-fundador do Grupo dos Amigos de Olivença e seu dirigente nos anos 50 e que, por amor à Liberdade e com o desassombro que lhe era conhecido, se levantou contra o regime de Salazar. Atraído à cilada de Badajoz, foi morto já no termo de Olivença - onde decerto aceitara deslocar-se por acreditar que ali obteria apoio dos portugueses oliventinos - e, já cadáver, a caminho de Vila Nova do Fresno, cruzou todo o território oliventino que tanto amava. Havendo grandes alentejanos e regionalistas que muito têm contribuído para o restabelecimento da ligação de Olivença a Portugal, não haverá outro português que mais dignifique, com o seu nome, a nova ponte e a especialíssima relação histórica e cultural entre aquelas duas margens do Guadiana: a de Elvas, sentinela sempre viva da Portugalidade e a de Olivença, terra alentejana e portuguesa roubada ao nosso convívio. Tendo presente a especial delicadeza de tudo o que se reporta à relação de Olivença com Portugal, as manifestas implicações políticodiplomáticas que rodeiam o caso não podem ser impedimento eterno à atribuição de nome à nova Ponte. Que se pronunciem as instituições locais e que se ouçam as populações de ambos os lados do Guadiana. Enfim, escutando-se a cultura, a história e as vozes dos antepassados de todos, sustente-se um nome, o do General Humberto Delgado, para a Ponte que reabriu a Olivença as portas de Portugal. António Marques, Almada Portugal não é um pequeno País Por que será que neste belo e secular País, chamado Portugal presentemente, gente amadurecida e principalmente os novos sábios, Doutores, Professores, Doutores Professores (uns com canudo, outros sem ele), se encolhem envergonhadamente, para dizer: a minha Pátria (Mátria) a minha Nação? Por que será que tendo este Lusitano País uma dimensão geográfica média, ilustres se refiram a ele dizendo pequeno País com termos redutores, informes e nevoentos? Será assim tão exíguo que não comporte um pouco mais de massa cinzenta diferente de pensar e ar suficiente para respirarmos? Será que não vêem que temos de crescer, principalmente como patriotas, para sermos do tamanho de muitas nações muito mais pequenas que a nossa? Por exemplo, a Suiça! Com estas mentalidades, o cidadão ignorante, eu incluso, não percebe, quais são as reais vantagens de não se estar a viver no regime autoritário de Salazar, Tomás e Caetano. Eis só um pouco da confusão: nesse tempo, autoritário e opressor para alguns, as crianças iam à escola aprender e levar tareia de algumas professoras (e até do Prior). Hoje, são os pais que vão à escola insultar e dar surra irracional nalgumas profes! Tenho conhecimento que nesse tempo algumas autoridades (polícia) iletradas, ou quase, antes de reprimir, ou passar coima, conversavam com saber e indicavam futuras boas normas. Actualmente, alguns, com a quarta classe o nono, 12.º ano ou com a licenciatura de agora, não falam, são arrogantes e escrevem rápido, com a caneta apontada a um qualquer peito que não é o deles. Nesse tempo, não se falava de certa política. Hoje fala-se, mas nada se diz. Ou seja: os vencedores de nada (um grandote e os outros pequenotes), até dizem disparates arrogantes, mesmo na hora da vitória para o Parlamento Europeu. Cuidado com as canas dos foguetes! Na próxima, presumivelmente não os deitarão! Se estas eleições representam e valem por outras que já estão à porta, como nos fazem crer, porque gastar mais dinheiro? Carmindo Pereira Bento, Monte Real Quando haverá quem se preocupe de facto com Leiria? Chocou-me o artigo de opinião de Patrícia Ervilha no JORNALDE LEIRIA de 2 de Julho de 2009, pag 20, pela verdade que encerra. No fundo o que ela diz é que Leiria não é amada pelos seus habitantes, Quando terá Leiria quem se preocupe de facto com Leiria? Quando será que haja quem pense, quem defenda, quem sinta orgulho, quem queira ser melhor e maior. Pois Leiria é uma força económica, mas sem capacidade política. Não culpemos os nosso políticos. Culpemo-nos a nós mesmos. Se mostrarmos que gostamos de nós próprios, veremos que outros nos respeitarão e gostarão de trabalhar connosco. Agora, se não nos mostrarmos unidos, mostramos que estamos descrentes da nossa região, e só nos lamentamos, não vamos a parte alguma. Se só lutamos quando sabemos que outras regiões obtêm mais do que nós... não vamos longe... Deveríamos reflectir sobre o que se construiu nos últimos anos em Leiria, reflectindo sobre o que temos de diferente nesta região. Todos sabemos que devemos colocar lado a lado, tradição com prosperidade, e a conservação com progresso. Teremos de passar a mensagem que Leiria e a sua região é uma terra que tem uma sociedade equilibrada, que aposta nos habitantes, que investe nas pessoas e na sua cultura, e na sua identidade e bem estar. Leiria deverá ser apresentada como uma região que aspira a que os seus cidadãos sejam envolvidos e participantes no seu presente e futuro e que se possam reconhecer e conhecer o melhor da sua região e das suas potencialidades. Mas isso deveria ser verdade, e quem se candidata agora às autárquicas deveria explicar o que pretende fazer neste campo. Ricardo Charters d Azevedo A Direcção do JORNAL DE LEIRIA recebe com agrado para publicação a correspondência dos leitores que tratem questões de interesse público O JORNAL DE LEIRIA reserva-se o direito de seleccionar os trechos mais importantes das Cartas ao Director devidamente identificadas, publicadas nesta secção

19 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE OPINIÃO 9 de Julho de Já não falta muito tempo para as eleições autárquicas, sendo que os candidatos estão escolhidos, mas o seu nível geral é confrangedor para a nossa democracia. Não é que não haja candidatos com qualidade, mas a esmagadora maioria é apenas mais do mesmo. Quero dizer que sendo em geral o panorama autárquico actual medíocre, não podemos espera no futuro próximo qualquer melhoria. E Portugal precisa urgentemente de melhorar o seu panorama politico e de fazer uma verdadeira revolução a favor da qualidade. Ora, por aquilo de que me apercebo, isso vai ser adiado novamente por mais quatro anos e nenhuma democracia pode resistir indefinidamente ao seu continuado aviltamento. No essencial, não vamos ter autarcas que apresentem e debatam verdadeiros programas de Crónicas sobre o futuro A crise democrática A ocupação de um lugar politico é o objectivo universal dos dirigentes distritais e dos militantes no poder e para isso quanto menos actividade, debate e menos pessoas qualificadas surgirem no partido, tanto melhor HENRIQUE NETO, empresário governo para os seus concelhos, mas listas de obra pública, como é habitual. É pouco provável que os futuros eleitos do povo possuam ideias próprias para o desenvolvimento económico das suas regiões, mas estou certo que construirão mais pracetas e fazer obra continuará a ser a sua vocação principal. Ou seja, Portugal não terá ainda desta vez autarcas que contribuam para uma mudança de paradigma na gestão pública, em que a competitividade possa ser a preocupação central da autarquia e a interacção com as empresas e com a economia, um objectivo natural. para o desenvolvimento. O problema principal reside nos partidos políticos e, naturalmente, nos seus dirigentes dos diferentes distritos. A ausência de debate politico e a preocupação dominante em evitar a concorrência interna entre os militantes para os lugares existentes, reduz não apenas a quantidade dos cidadãos disponíveis para a actividade politica, mas também a sua qualidade. É aliás interessante verificar a presente polémica em curso no Partido Socialista, pelo facto de ter sido proibida a participação simultânea nas duas próximas eleições. Muitos dos concorrentes habituais viram frustrada a sua intenção de garantia de lugar e, por esse facto, apenas por esse facto, pela primeira vez, fazem criticas à direcção do partido. Isto é, a ocupação de um lugar politico é o objectivo universal dos dirigentes distritais e dos militantes no poder e para isso quanto menos actividade, debate e menos pessoas qualificadas surgirem no partido, tanto melhor. A pobreza do debate de ideias e de alternativas no processo de desenvolvimento das regiões e do País é geral. As lutas entre personalidades, as frustrações pessoais e a permanente obsessão pelo poder dominam a vida politica. A formação politica não existe, ou é evitada a todo o custo, porque no panorama politico português, quem tiver um olho é rei. Os dirigentes políticos procuram anular toda a possível concorrência para se apresentarem como os únicos disponíveis para as difíceis batalhas que se avizinham, dizem. A forma como o conseguem, as permanentes tricas que originam e os argumentos utilizados para dominar as escolhas a fazer roçam o ridículo, mas é assim em todos os partidos políticos portugueses. Todas as tentativas para alterar as leis eleitorais ficaram nas gavetas dos dois maiores partidos, por força da pressão de dirigentes aflitos pela manutenção dos seus lugares mais ou menos vitalícios. A possível existência de eleições primárias destinadas a identificar novos rostos e a escolher os deputados e os autarcas, é vista com terror pela generalidade dos actores políticos, apesar da maioria não o assumir publicamente. As candidaturas independentes para a Assembleia da República são ostracizadas e a possibilidade dos círculos uninominais é sempre excluída, para o que são utilizados os argumentos mais patéticos. Em Portugal, a verdadeira questão já não é o poder excessivo dos partidos políticos na vida politica nacional, como até aqui, para passar a ser o poder excessivo, para não dizer total, de um pequeno grupo no interior de cada partido. Isto é, o processo de concentração do poder politico nos partidos subiu mais um degrau, acentuando o carácter leninista de controlo do poder. A conclusão final só pode ser a de que não há verdadeira democracia quando os cidadãos, por mais qualificados que sejam, não têm as condições mínimas para participar na vida politica nacional. Não pode haver democracia verdadeira quando os cidadãos, em número crescente, se recusam a votar, ou votam em branco, ou declaram a sua repugnância pelo que se passa nos diferentes palcos políticos, em particular na Assembleia da República. Não pode haver democracia moderna e eficaz quando os melhores são sistematicamente preteridos a favor de cliques que dominam a vida interna dos partidos. Em resumo, não pode haver democracia para um desenvolvimento harmonioso e sustentável de Portugal, quando a mediocridade e os interesses dominam o panorama politico nacional.

20 20 9 de Julho de 2009 SOCIEDADE OPINIÃO JORNAL DE LEIRIA Na última sessão do Café das Quintas, que juntou três putativos candidatos à CML, a Dr.ª Isabel Damasceno terá confessado ter pavor às cobras. Conhecendo-a praticamente desde a sua meninice fiquei surpreendido porque pensava que a Dr.ª Isabel Damasceno não tinha medo de nada. Mas, por outro lado, fiquei satisfeito com a confirmação da sua coragem. É que, conhecida a proliferação de cobras (e de lagartos!) que pululam na política, inclusivamente a nível local, acho que é de homem a sua determinação de prosseguir à frente dos destinos do concelho. Mas o maior valor acrescentado da tertúlia referida (a que não assisti) terá sido o conceito quase unânime quanto à posição de Coimbra no contexto regional, nomeadamente no confronto com Leiria. Isabel Damasceno terá afirmado, muito acertadamente, que Coimbra é uma aristocracia arruinada, enquanto que Leiria é a pujança, afirmação que terá merecido também a concordância dos outros interlocutores. A unanimidade foi parcialmente quebrada T r i b u n a L i v r e Leiria, Coimbra e as cobras apenas por um deles quando afirmou que, apesar disso, Coimbra tem coisas que Leiria nunca há- -de ter. Se o putativo candidato se referia a basófias, à presunção e água benta, ou até mesmo à Universidade da Beira Litoral que é aquilo em que a antiga universidade do Império se transformou, até posso concordar com ele. Mas como não explicou de que coisas se trata, deixa-me dúvidas sobre o seu amor à camisola leiriense. E questiono-me se afinal não se tratará de um agente infiltrado da coimbrafilia, devendo por isso esclarecer desde já que dificilmente votaria nele, se porventura eu votasse em Leiria. Já não é a primeira vez que assumo publicamente a minha posição crítica face à (in)capacidade de Coimbra ser capital regional, pelo menos da não existente região centro. A última vez que o fiz foi aqui no JL a propósito do centenário de Miguel Torga que, sendo um homem que viveu grande parte da sua vida em Coimbra, tinha daquela cidade uma ideia parecida com o que o Marquês de Pombal dizia de Setúbal, quando afirmava que era melhor o cortiço do que as abelhas. De facto, Conhecida a proliferação de cobras (e de lagartos!) que pululam na política, inclusivamente a nível local, acho que é de homem a sua determinação de prosseguir à frente dos destinos do concelho FRANCISCO J. MAFRA Economista Torga, pouco tempo depois de ter deixado de viver em Leiria e regressado a Coimbra, traduz o que sente relativamente a ambas as cidades nos seguintes termos: «Em certos momentos [revivia] nostalgicamente os bons tempos de Leiria. Bem vistas as coisas, fora uma tolice rematada ter renunciado ao aconchego do seu regaço. Mas dava conta disso tardiamente, quando o mal estava feito e já não havia volta a dar-lhe. Deixara-me seduzir por uma miragem. Profissionalmente, não precisaria nela [Leiria] de lutar tanto; a abalada distanciara-me de afectos inestimáveis que sabiam enternecer um coração de poeta ( ) Coimbra, em si, em vez de morada dilecta do espírito, era um sepulcro dele. Um sepulcro caiado de preconceitos, onde a liberdade criadora ofendia os vivos amortalhados. A sua Universidade negava-se todos os dias como tal. Há muito que sofria da irremediável anquilose de todas as instituições seculares. Conservadora e reaccionária, nenhuma reforma a reformava. Mantinha-se de pé à custa do seu próprio imobilismo. ( ) Era preciso reconhecê-lo: fizera de Coimbra um espaço físico de eleição; mas não encontrara pé no seu espaço humano. Sentia nele a falta de não sei que firmeza. No fundo, todos os habitantes da cidade viviam de olhos postos na Acrópole que a coroava. E, com não recebiam do alto qualquer sopro transfigurador, pareciam anemiados nos actos e nos sentimentos. Havia um bacharel frustrado em cada industrial, em cada comerciante, em cada funcionário. Para não dizer no mais humilde servente. Vítimas da aura sábia que os envolvia, arremedavam os atributos da cultura. E tinha diariamente a sensação de lidar com seres condenados a um perpétuo equívoco.» (citação de A Criação do Mundo, o sexto dia). Voltando às cobras, não tenha medo Dr.ª Isabel Damasceno. Elas apenas ameaçam (por vezes nem isso!) mas não mordem. Como dizia o outro, é só fumaça. Agora candidata assumida, siga em frente e prossiga no bom trabalho que, globalmente, tem feito. Ah, e já agora, não hesite em emendar ou reorientar uma ou outra coisita menos bem conseguida. Sei que é uma pessoa inteligente. E só os burros é que não mudam. O p i n i ã o Índice de Desenvolvimento Regional: a posição de Leiria No final do mês de Maio pp. o INE (Instituto Nacional de Estatística) e o DPP (Departamento de Prospectiva e Planeamento do MAOT) apresentaram em Lisboa o seu Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (IS) reportado aos anos de 2004 e de As unidades de análise retidas foram as NUTs III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatísticos de nível III), resultando daí um retrato da situação do país em matéria de desenvolvimento regional bastante desagregado e elucidativo das diferenças existentes. Tal análise retrata de forma muito mais fidedigna a realidade socioeconómica de cada município que diagnósticos que procuram atingir esse objectivo partindo da posição do país ou de unidades estatísticas de nível II, espaços genericamente coincidentes com as áreas de intervenção das CCs (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional). Leiria integra-se na NUT III denominada Pinhal Litoral e, para minha surpresa, este território era o que, no ano de 2006, apresentava melhor desempenho no índice identificado logo a seguir a Lisboa e à frente do Baixo Vouga (Aveiro). Para o referido ano, reduziam-se a 4 as NUTs III que apresentavam um IS superior à média do país. Como se entenderá, esta média é fortemente condicionada pelos resultados de Lisboa. A outra NUT III que integrava este pelotão da frente era a Beira Interior Sul, porventura uma situação ainda mais surpreendente se tivermos em conta a sua posição geográfica no interior do país, junto à fronteira. Neste caso, os dados só muito ligeiramente a distinguiam da média nacional. Por contrapartida, na base da escala encontravam-se o Tâmega, em último lugar, logo seguido pelos Açores, pelo Alto Trás-os-Montes e pelo Douro. O IS foi construído a partir da consideração de 3 componentes; a saber: a competitividade, aproximada por uma carteira de indicadores que supostamente contribuem para ela ou a retratam; a coesão territorial, construída de idêntico modo; e a qualidade ambiental, que tenta captar a qualidade do crescimento urbano, a produção de resíduos diversos, a qualidade da água disponível para consumo humano, entre outros indicadores ambientais. Destes índices parciais, aquele em que o Pinhal Litoral apa- Importaria que tomássemos consciência do potencial de oportunidade que, neste território [Pinhal Litoral], tem ficado por aproveitar em razão da incapacidade que tem persistido de pensar colectivamente a respectiva estratégia e de prosseguir caminhos concertados entre os seus principais actores económicos e políticos CADIMA RIBEIRO Professor universitário rece melhor classificado é o da coesão, onde surge na 3ª posição, e no que regista pior desempenho, talvez esperado, é o da qualidade ambiental, onde não vai além da 21ª posição entre as 30 unidades de análise retidas. Não sendo brilhante, na componente competitividade situa-se numa posição relativa melhor, a 10ª. Esta posição, até por configurar um desempenho abaixo da média nacional, denuncia alguns dos problemas com que se confronta o seu tecido produtivo. Mais uma vez, este dado é em grande medida marcado pelo desempenho de Lisboa, que se distingue de forma bem evidente do restante país. Disso fala o crescimento que a Área Metropolitana de Lisboa beneficiou no período pósadesão à Comunidade Europeia, que a levou a ter tratamento diferenciado das restantes parcelas do território nacional em matéria de acesso a fundos estruturais já no QCA III. Estes índices são medidas relativas; valem o que valem. A carteira de indicadores usada é uma peça essencial da qualidade do índice. Sendo um dado relativo, permite no entanto que nos situemos por referência aos demais e, a partir dessa comparação, inferir algumas das dimensões do que são os nossos pontes fortes e fracos, e partir daí para a definição de trajectórias de correcção de debilidades. O bom desempenho global apresentado pelo Pinhal de Litoral, e, portanto, de Leiria, definida num sentido alargado, pode fazer-nos pensar que pouco há que corrigir. Não mantenho essa perspectiva, conhecido que é o mau desempenho global do país ao longo da presente década. Sabidos que são os défices existentes de concertação estratégica e de liderança, para os quais tenho chamado a atenção em variadas ocasiões, os dados do IS aqui reportados dizem-nos, pelo menos, que a prestação de Leiria e do território envolvente podiam ser significativamente melhores se tais lacunas fossem olhadas de outro maneira. Quero dizer, longe de olharmos com regozijo para os dados que o Pinhal Litoral apresenta neste índice, importaria que tomássemos consciência do potencial de oportunidade que, neste território, tem ficado por aproveitar em razão da incapacidade que tem persistido de pensar colectivamente a respectiva estratégia e de prosseguir caminhos concertados entre os seus principais actores económicos e políticos.

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