IX Legislatura Número: 87 I Sessão Legislativa (2007/2008) Terça-feira, 24 de Junho de 2008 REUNIÃO PLENÁRIA DE 24 DE JUNHO

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1 Região Autónoma da Madeira Diário Assembleia Legislativa IX Legislatura Número: 87 I Sessão Legislativa (2007/2008) Terça-feira, 24 de Junho de 2008 REUNIÃO PLENÁRIA DE 24 DE JUNHO Sumário Presidente: Exmo. Sr. José Paulo Baptista Fontes Secretários: Exmos. Srs. Sidónio Baptista Fernandes Maria do Carmo Homem Costa de Almeida O Sr. Presidente declarou aberta a Sessão às 15 horas e 10 minutos. PERÍODO DA ORDEM DO DIA:- Deu-se início aos trabalhos com a apreciação e votação na generalidade, do projecto de decreto legislativo regional, da autoria do Partido Comunista Português, intitulado Criação do ECO- Parque Marinho do Funchal Participaram na discussão, a diverso título, os Srs. Deputados Leonel Nunes (PCP), Jaime Leandro (PS), José Manuel Coelho (PND), Rui Coelho (PSD) e João Isidoro (MPT), tendo o mesmo, submetido à votação, sido rejeitado. - Na discussão e votação na generalidade, do projecto de decreto legislativo regional, da autoria do Partido Comunista Português intitulado Conselho Regional de Ciência e Tecnologia, usaram da palavra, a diverso título, os Srs. Deputados Leonel Nunes (PCP), Vânia de Jesus (PSD) e Victor Freitas (PS). Este diploma, submetido à votação, foi também rejeitado. - Seguidamente, foi aprovada por maioria, após o uso da palavra pelos Srs. Deputados Vicente Pestana (PSD), José Manuel Coelho (PND), Roberto Almada (BE), Jaime Leandro (PS) e Leonel Nunes (PCP), a proposta de decreto legislativo regional que Adapta à Região Autónoma da Madeira a Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro, que aprova a lei da água, bem como o Decreto-Lei n.º 77/2006, de 30 de Março, que completa o regime jurídico consagrado na lei da água. - Foi igualmente aprovada por maioria, após terem usado da palavra os Srs. Deputados Vicente Pestana (PSD), José Manuel (CDS/PP), Roberto Almada (BE), João Isidoro (MPT) e Jaime Leandro (PS), a proposta de decreto legislativo regional que Aprova o plano regional da água na Região Autónoma da Madeira. - Procedeu-se depois à apreciação e votação na generalidade do projecto de decreto legislativo regional, da autoria do Partido Comunista Português, denominado Comissão regional para a não discriminação das pessoas com deficiência. Depois da apresentação do projecto feita pelo Sr. Deputado Leonel Nunes (PCP), passou-se ao debate tendo usado da palavra, a diverso título, os Srs. Deputados João Isidoro (MPT), Vânia de Jesus (PSD), José Manuel (CDS/PP), Roberto Almada (BE) e Bernardo Martins (PS). Submetido à votação foi rejeitado. - Por fim, na apresentação do projecto de decreto legislativo regional intitulado Criação do instituto regional para o desenvolvimento social, da autoria do Partido Comunista Português, usou da palavra o Sr. Deputado Edgar Silva (PCP). Participaram ainda no debate, a diverso título, os Srs. Deputados José Manuel (CDS/PP), José Manuel Coelho (PND), Rafaela Fernandes (PSD), e Bernardo Martins (PS). Submetido à votação, foi também rejeitado. A continuação da ordem de trabalhos ficou agendada para o dia seguinte, às 15 horas. O Sr. Presidente declarou encerrada a Sessão às 18 horas e 47 minutos.

2 O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Muito boa tarde, Sras. e Srs. Deputados. Façam o favor de ocupar os vossos lugares. Pág. 2 Estavam presentes os seguintes Srs. Deputados: PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA (PSD) Agostinho Ramos Gouveia Ana Mafalda Figueira da Costa Élvio Manuel Vasconcelos Encarnação Gabriel Paulo Drumond Esmeraldo Ivo Sousa Nunes Jaime Ernesto Nunes Vieira Ramos Jaime Filipe Gil Ramos Jaime Pereira de Lima Lucas Jorge Moreira de Sousa José António Coito Pita José Gualberto Mendonça Fernandes José Jardim Mendonça Prada José Lino Tranquada Gomes José Luís Medeiros Gaspar José Miguel Jardim Olival Mendonça José Paulo Baptista Fontes José Savino dos Santos Correia Maria do Carmo Homem da Costa de Almeida Maria Rafaela Rodrigues Fernandes Miguel José Luís de Sousa Pedro Emanuel Abreu Coelho Rubina Alexandra Pereira de Gouveia Rui Miguel Moura Coelho Rui Moisés Fernandes Ascensão Rui Ramos Gouveia Sara Aline Medeiros André Sidónio Baptista Fernandes Sónia Maria de Faria Pereira Vânia Andreia de Castro Jesus Vasco Luís Lemos Vieira Vicente Estêvão Pestana PARTIDO SOCIALISTA (PS) Jaime Manuel Simão Leandro João André Camacho Escórcio João Carlos Justino Mendes de Gouveia Lino Bernardo Calaça Martins Victor Sérgio Spínola de Freitas PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (PCP) Edgar Freitas Gomes Silva Leonel Martinho Gomes Nunes CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL/PP (CDS/PP) João Alberto Santos de Freitas José Manuel de Sousa Rodrigues BLOCO DE ESQUERDA (BE) Roberto Carlos Teixeira Almada MOVIMENTO PARTIDO DA TERRA (MPT) João Isidoro Gonçalves PARTIDO DA NOVA DEMOCRACIA (PND) José Manuel da Mata Vieira Coelho Já dispomos de quórum, vamos iniciar os nossos trabalhos. Eram 15 horas e 10 minutos. O ponto 1 é a apreciação e votação na generalidade do projecto de decreto legislativo regional, da autoria do Partido Comunista Português, intitulado Criação do Eco-Parque Marinho do Funchal. Está em discussão, Srs. Deputados.

3 Sr. Deputado Leonel Nunes, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, julgamos que todo o historial em torno do eco-parque marinho do Funchal leva-nos a pensar que não só a discussão como a aprovação deste diploma será pacífica nesta Assembleia. Tudo porque esta bancada tomou a liberdade de assumir promessas que já foram feitas quer pela Câmara, quer pelo Governo, e até consagradas em decreto regional. Aconteceu em 1997, a Câmara Municipal do Funchal, acompanhada com representantes do Governo Regional, faziam uma proposta de decreto regulamentar regional que previa a criação do parque marinho do Funchal. Este parque marinho do Funchal, que compreendia aquela zona com início na Pontinha até à Ponta da Cruz, era um passo importantíssimo no sentido de travar até certo ponto alguns atentados que se pudessem colocar naquele espaço do Funchal. É verdade que as preocupações constantes no diploma também eram assumidas, e até nos congratulamos na altura pelas mesmas, mas foram passando os anos e a concretização do constante nessa lei regulamentar tardava a ser implementada. Até que em 2005 o Sr. Secretário, Dr. Manuel António, que costuma ficar aqui nesta ponta, nesta poltrona, e quando interrogado por esta bancada em 2005, sobre a possibilidade, sobre o ponto da situação da implementação do parque marinho do Funchal (deve estar gravado, com certeza) dizia: cá estão os comunistas, eu ainda esta semana estive a mexer nisso e vou dentro de poucos dias implementar esse plano e vêm agora os comunistas aqui armados em espertos para dizerem que descobriram alguma coisa. Em 2005! Bom, mas passou-se um ano e o Sr. Secretário voltou a sentar-se no mesmo espaço, e perante este Hemiciclo pediu desculpa quando foi questionado novamente, pediu desculpa porque realmente ainda não tinha as coisas assim bem delineadas. Sras. e Srs. Deputados, estas coisas não podem ser feitas como atirar areia para os olhos dos outros quando se trata de diplomas que em termos gerais são considerados positivos. Não se trata de agradar! Ou temos capacidade, ou temos condições ou vamos implementar, ou não implementamos. A verdade é que em 2006 também o Sr. Secretário pediu desculpas mas disse que já dentro de alguns dias haveria novidades e havia o seguimento das normas relacionadas com o eco-parque marinho do Funchal. Estamos em 2008 e hoje, aqui nesta Casa, estamos a discutir então este nosso diploma, que é um projecto de decreto legislativo regional que visa a criação do eco-parque marinho do Funchal. Espero bem que V. Exas. que costumam representar, e tão bem, o Governo Regional e o Sr. Secretário tenham em atenção estas etapas: 1997, um decreto regulamentar regional que foi feito, apresentado pela Câmara e pelo Governo para que se formasse o ecoparque marinho do Funchal; em 2005 já seria logo para o outro mês a seguir e porque não andávamos a copiar e tínhamos espiões infiltrados dentro da Secretaria para nos darem estas informações, a verdade é que em 2006 nada estava concretizado; estamos em 2008 e ainda nada foi feito. Por esta razão apresentamos este projecto de decreto legislativo regional que, se houver coerência, esperamos bem que ele também tenha o seguimento dessa coerência, que é aprovar e obrigar o Governo a cumprir com aquilo que anda por aí a prometer. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Jaime Leandro, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. JAIME LEANDRO (PS):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, decorrem mais de 10 anos sobre a primeira vez em que o Governo ou as autoridades regionais de alguma forma teorizaram sobre esta matéria: 1997, que foi a data do decreto regulamentar regional que já na altura previa a implementação de um parque marinho na mesma localização que ora é proposta pelo PCP. E a verdade é que de facto é pertinente a implementação dum eco-parque com estas características e particularmente naquela zona. E é particularmente importante porquanto a pressão imobiliária, a pressão hoteleira se tem feito sentir de facto nas últimas décadas com particular acuidade para os últimos 5 ou 6 anos e portanto urge tomar medidas de protecção ambiental, medidas de protecção dos ecossistemas marinhos que são, ao fim ao cabo, na zona em crise, motivo de alguma forma de potenciar a actividade turística que é como se sabe de grande relevância para a nossa economia. E portanto, todas as medidas que tendam a proteger o mar, a proteger aquela zona serão importantes. Naturalmente que se terá que ter em consideração pequenos pormenores que têm a ver com a utilização por muito boa gente, pescadores desportivos e de mergulho, que são dali da zona e que têm que ter também um enquadramento nesta matéria, mas mais importante do que isto é definirmos o que é que queremos. O Governo há alguns anos tem vindo a falar disto, sabemos que de facto se prepara também para apresentar um diploma versando esta matéria, e mais importante do que virmos aqui com intenções é formalizá-las e aplicá-las com alguma rapidez para que se evitem males maiores. A proposta do PCP tem o mérito de neste momento também relançar o debate sobre a necessidade da implementação do eco-parque marinho, independentemente daquilo que possa vir a ser feito pelo Governo. E portanto, o Partido Socialista naturalmente que votará favoravelmente esta proposta, como também votará favorável e responsavelmente uma proposta que aqui venha, do Governo, que enquadre estas matérias, de acordo com aquilo que o Partido Socialista defende. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE ( Paulo Fontes):- Sr. Deputado José Manuel Coelho, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PND):- Exmo. Sr. Presidente, Exmas. Sras. e Srs. Deputados, este projecto de resolução do Partido Comunista Português reveste-se da maior importância e da maior actualidade para a nossa Região Autónoma, atendendo em especial a que somos uma região de turismo, uma região que vive essencialmente do turismo e dos seus recursos naturais. Pág. 3

4 E a gente sabe que realmente o nosso Governo Regional, que está a governar esta terra já há 30 anos, não é o melhor exemplo na ecologia e no ambiente e no tratamento do ambiente e das florestas e dos recursos marinhos. E porque é que dizemos isto? Porque as obras que foram feitas, muitas delas que eram necessárias para o desenvolvimento da ilha, do arquipélago, não houve o cuidado das empresas que fizeram essas obras, muitas delas de figuras gradas do regime, em ter em atenção o despejo de terras; portanto, fazem-se grandes aterros e o que é que se faz? Procura-se o caminho mais fácil: é deitar o aterro nas encostas das ribeiras. Ora, como todos nós sabemos, essa terra depois é levada pelas águas, quando vêm as chuvas e desagua no mar, vai pelas ribeiras, pelo leito das ribeiras e desagua no mar, e as lamas das terras vêm destruir o ecossistema marinho, portanto vêm destruindo o sargaço, onde existem as algas e todos aqueles animais e todos aqueles peixes herbívoros que se alimentam das algas e se alimentam do sargaço. Portanto, esse ecossistema é todo destruído por incúria do Governo, que não impõe às empresas cuidados ecológicos quando fazem essas obras, estradas ou túneis, para o desenvolvimento da Madeira. Esta proposta do PCP tem actualidade, é importante e tem que ser apoiada, mesmo pelos parlamentares da maioria. Nós, o Partido da Nova Democracia, temos esta orientação: apoiar todas as propostas que sejam boas, que sejam úteis para o povo madeirense independentemente da cor dos proponentes, porque se forem propostas mesmo que feitas pela bancada da maioria, que nós consigamos descortinar que são úteis para a população, úteis para os madeirenses, não temos qualquer problema nenhum em votar. Assim como não temos problema nenhum em apoiar esta iniciativa do Partido Comunista Português que é útil, é muito atempada e se for posta em prática, ainda estamos a tempo de evitar uma maior destruição na orla marítima, porque as obras a gente sabe que são necessárias, são imprescindíveis, têm que ser feitas, a ilha tem que se modernizar, as infraestruturas têm que ser construídas. Agora, não tem havido é o devido cuidado porque se lança nas encostas das ribeiras as terras, porque é mais fácil, porque é menos caro do que levar para um aterro apropriado e depois as águas levam e desaguam no mar toda aquela terra, o que destrói o ecossistema marinho. Portanto, aqui mesmo na Madeira há muitas pessoas que vêm do estrangeiro para fazer mergulho, para ver o paraíso subaquático que nós temos. Ora, se nós não zelamos, se não temos o cuidado de preservar isso, quem perde somos todos nós. E aqui não está em causa ser da direita ou ser da esquerda! Isto é um projecto colectivo, interessa a todos os madeirenses, sejam comunistas, sejam sociais-democratas, nós vivemos aqui, isto é a nossa terra, temos que defender isto. Eu por exemplo acho que eu não me dou ao luxo de fazer projectos para apresentar porque sei que a maioria chumba sempre. Pronto! A maioria chumba sempre Pág. 4 Burburinho na bancada do PSD. e eu como não sou masoquista não vou estar a trabalhar para um projecto acabar na gaveta e ser chumbado! Tenho que apoiar os projectos dos outros. Portanto, aqui está um projecto bom, do Partido Comunista Português, dos camaradas, e portanto vou apoiá-lo, acho que é útil e acho que todos devem fazer isso! Muito obrigado pela atenção. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Rui Coelho, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. RUI COELHO (PSD):- Obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, de facto, estamos perante uma proposta de decreto legislativo apresentada pelo PCP de extrema importância para a Região e principalmente para a zona aqui do Funchal. É claro que não é uma matéria nova nesta Casa e que já se arrasta desde 95, o Sr. Deputado tem razão quando o afirma, só que, constantemente e todos os anos, obtêm sempre a mesma resposta do Governo Regional e do Sr. Secretário Regional. E relembro que no passado dia 12 de Dezembro de 2007, a questão que a vossa bancada colocou ao Sr. Secretário foi a seguinte: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Secretário, eu há 3 anos coloqueilhe uma questão concreta que tinha a ver com a criação da reserva marinha do Funchal a oeste; e há 3 anos quando foi colocada esta questão o Sr. Secretário no debate sobre o Orçamento e Plano disse lá vem agora a CDU, agora que nós tínhamos a iniciativa pronta, vem a CDU aqui dizer, fazer de conta que está a colocar a questão e avançar com a proposta, que nós tínhamos tudo pronto. O Sr. Secretário, entre outras coisas que o Sr. Deputado do PCP afirmou, o Sr. Secretário na altura respondeu-lhe que de facto tinha feito um trabalho relacionado com a secretaria e esse trabalho levado a cabo pela secretaria levou a que uma série de entidades, como a Câmara Municipal do Funchal, como os Portos da Madeira, como o Equipamento Social, como o próprio Ministério em Lisboa, não querendo deitar as culpas para um ou para outro, mas a verdade é que esse trabalho feito pela Secretaria Regional do Ambiente foi elaborado e levantou uma série de pareceres que é preciso que esses pareceres sejam esclarecidos e sejam positivos para poder avançar, e é natural que nesta matéria nós não temos que receber lições de moral de ninguém, muito menos do PCP! Nós temos reservas feitas, temos a Reserva do Garajau, temos a Reserva das Desertas e nessa matéria estamos à vontade para poder falar e levará o tempo que for necessário para vir a esta Casa para aprovar. E devo dizer, para confirmar que o Sr. Secretário não estava a mentir, quando o Sr. Secretário acabou a sua intervenção, eu disse: posso acrescentar uma boa novidade nesta matéria. O Porto Santo, em contrapartida, que na altura não estava tão adiantado, neste momento já está praticamente em condições de ser aprovado. Se o Sr. Deputado for ao ponto 9 da ordem de trabalhos, consegue verificar que existe uma proposta de decreto legislativo regional que cria a rede de áreas marinhas protegidas no Porto Santo e que consagra o respectivo regime jurídico. Ou seja, o que nós estamos aqui é diante de mais demagogia da parte do PCP e nós, o Governo Regional, o Grupo Parlamentar do PSD vai trazer a esta Casa, está a trabalhar neste momento nesta matéria e irá trazer em altura oportuna e não na altura em que o PCP pretende. Da nossa parte, esta iniciativa será chumbada. Dentro de dias teremos cá o Sr. Secretário e na altura poderá perguntar novamente como tem feito de há 10 anos para cá! Muito obrigado.

5 Burburinho. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Leonel Nunes está inscrito para um pedido de esclarecimento ao Sr. Deputado Rui Coelho, tem a palavra. O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu acredito que a juventude não só aparente como efectiva do Sr. Deputado que lhe custe entender estas situações. Sr. Deputado, estamos a falar em 97! Já lá vão 11 anos que foi apresentado, em que a Câmara estava presente, em que o Governo apresentou um decreto regulamentar, e passados 11 anos, V. Exa. aqui afirma que a razão destes 11 anos é não irem a reboque do PCP! A razão que os fez esperar 11 anos é para não irem a reboque do PCP. Santa paciência! Porque a verdade é que não foram capazes de concretizar um projecto que através dum decreto regulamentar regional em 97 apontava para as preocupações de criar esta zona ecológica entre a Pontinha e a Ponta da Cruz. V. Exa. entende que isto é só por uma questão estratégica, é só por uma questão de não ter em atenção as preocupações dos partidos da oposição, neste caso concreto do PCP, que ainda não avançou e quando achar oportuno vai avançar. Oh! Sr. Deputado, por razões dessas invocadas por V. Exa. e por essa bancada, houve projectos que apresentámos aqui que têm 10 ou 15 anos, que disseram que amanhã iam apresentar soluções e ainda hoje estamos à espera! Como V. Exa. sabe, por exemplo, os aterros municipais só servem os empreiteiros que V. Exas. defendem e a casta a que vocês pertencem, que andam a conspurcar as serras da nossa terra e andam aí a atirar para o mar as terras que deviam estar em aterros municipais, e porque apresentámos aqui há 15 anos um projecto nesse sentido, porque não querem ir a reboque do PCP, ainda não apresentaram? Não é não apresentar para não ir a reboque do PCP! Sr. Deputado, o que V. Exas. querem é deixar as mãos livres para fazerem o que quiserem na destruição da nossa costa marítima, do leito das nossas ribeiras e para destruir a nossa Região, coisa que V. Exas. vão pagar bem caro no futuro porque os turistas não perdoam, porque aqueles que nos visitam querem qualidade e não querem só ver aquilo que hoje encontram na Região Autónoma da Madeira! O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Terminou o seu tempo, Sr. Deputado. O ORADOR:- Não é por causa do PCP, há outros interesses a que V. Exas. estão amarrados! O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Rui Coelho, para responder, tem a palavra. O SR. RUI COELHO (PSD):- Obrigado, Sr. Presidente. À parte de que o Sr. Deputado não colocou nenhuma questão, vou esclarecer aqui o Sr. Deputado relativamente a algo que o Sr. Deputado aqui diz, porque um dos principais aspectos que se prende aqui é o aspecto económico, que esbarra principalmente na economia e com a atracagem dos cruzeiros que se faz aqui no Porto do Funchal, mas como o Sr. Deputado nesta matéria não está muito interessado já, eu devo-lhe que na matéria de ambiente, e mais uma vez, o Partido Social Democrata não recebe lições nem suas, nem de nenhum grupo parlamentar Comentários do Sr. Leonel Nunes (PCP). Um dos jornais que V. Exas. lêem muito, diz assim (e posso-lhe dar uma fotocópia) em matéria de ambiente: a Madeira é quem mais investe no ambiente. E diz mais: o gasto público por habitante no ambiente é três vezes superior à média nacional. Acha que o PSD está a esconder alguma coisa, Sr. Deputado? Acha que o PSD está a fugir? Oh! Sr. Deputado, isto já está cá desde 97, mas desde lá até aqui nós não mentimos e estamos a trabalhar. Veja o caso do Porto Santo que já está na ordem de trabalhos! E digo-lhe mais, Sr. Deputado: nós desde 97 que não mentimos, mas V. Exa. há 15 dias esteve em Câmara de Lobos a dizer à população que íamos fechar o Centro de Saúde do Carmo, e isso é que é mentira, isso é que é falso da parte do PCP! Burburinho geral. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado João Isidoro, para uma intervenção, tem a palavra. Neste momento, assumiu o lugar de Secretária a Sra. Ana Mafalda Figueira da Costa. O SR. JOÃO ISIDORO (MPT):- Obrigado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, apesar dos argumentos apresentados aqui pelo Sr. Deputado Rui Coelho e que têm a ver também com a demora de alguns pareceres de diversas entidades, eu queria dizer, e lembrando aqui a canção do Paulo de Carvalho que 10 anos é muito tempo! E de facto estamos perante um tempo que em princípio seria suficiente para fazer todos esses estudos, recolher essas opiniões e avançar com esta iniciativa. Eu penso que existe aqui nesta Assembleia um consenso de que é importante manter todos os ecossistemas desta zona marinha. É importante nesta zona que aqui é referida a criação dum eco-parque marinho e sobre essa matéria existe consenso. No que não existe consenso é relativamente ao espaço temporal. E julgo que é importante que de uma vez por todas estes projectos sejam levados à prática, até porque estão aqui em causa muitos ecossistemas marinhos e está aqui em causa um conjunto de valores que é fundamental defender em termos de qualidade de vida, da qualidade do ambiente e daquela que é a imagem também que vendemos enquanto região com esta importância turística, que vendemos lá fora. Pág. 5

6 Só nesta iniciativa e eu não sei qual será a proposta que o Governo trará a esta Casa há aqui uma questão que se calhar em comissão deveria merecer alguma atenção e que tem a ver com a pesca chamada desportiva, a pesca à linha. Penso que terá que haver aqui também algum cuidado porque há um conjunto de pessoas que fazem isto numa atitude de facto desportiva, não têm objectivos económicos, é mais uma parte lúdica, desportiva e há um grupo significativo de pessoas do concelho do Funchal que gosta de praticar este desporto, mais por desporto do que por razões económicas e também na especialidade acho que devia ser tido em consideração. Há aqui um outro ponto, que é a questão do despejo de detritos sólidos, que eu penso que isto deve ser uma preocupação de todos mas particularmente do Governo Regional e das câmaras municipais, porque não se trata só do despejo destes detritos nestes espaços de reserva natural, tem de haver de facto esse esforço de não despejar esses resíduos em qualquer espaço do nosso litoral em toda a Região Autónoma da Madeira. julgo que isso é fundamental, que essa cultura seja incentivada em termos da Região para evitar situações que têm acontecido. Ainda recentemente foi publicado num órgão de comunicação social aquilo que se está a passar na Ribeira dos Socorridos, é verdade que é uma ribeira mas que também acaba por ter uma relação com o mar porque tudo o que ali se faz tem depois implicações em tudo aquilo que vai para o mar e para os ecossistemas marinhos. Ainda hoje o Sr. Secretário disse: sim senhor, se aquilo é ilegal, vai tomar medidas. Quero acreditar que isso seja assim mesmo, mas que acima de tudo, e o Governo Regional tem meios para isso, é que não aja por reacção mas com iniciativas claras em termos legislativos e no cumprimento até da lei que já existe neste momento para protecção de facto dos nossos ecossistemas, da nossa orla costeira, das nossas ribeiras e de tudo aquilo que tem a ver com a qualidade do ambiente e com a qualidade da paisagem, da natureza da Região Autónoma da Madeira. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Leonel Nunes, para um pedido de esclarecimento ao Sr. Deputado João Isidoro, tem a palavra. O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado João Isidoro, com certeza, ao contrário de outros senhores deputados que julgam saber tudo e que já dão lições de moral a todos, chegou a conhecer o Sr. Secretário da Economia e Cooperação Externa, o Sr. Dr. Pereira de Gouveia. Bom, eu conheci este homem como um homem íntegro, com responsabilidades, com prestígio, embora se afirmasse que era uma pessoa independente. O Sr. Dr. Pereira de Gouveia dizia que era independente, que não era do PSD, mas foi Secretário Regional. V. Exa. lembra-se dele em 87? Se não se lembra, eu avivo-lhe a memória. Num Diário de Notícias de Março de 97, o Sr. Pereira de Gouveia dizia o seguinte: pretende-se com esta operação, ou seja, o lançamento desta infraestrutura, desta ideia que fosse desde a Pontinha até ultrapassar o Lido, uma gestão rigorosa, equilibrada e rigorosa do litoral marítimo. V. Exa. o que é que entende, quando há um Sr. Secretário que diz que pretende uma gestão rigorosa, equilibrada e rigorosa no litoral marítimo é porque tudo estava bem?! V. Exa. não acha, passados 17 anos em que nada foi feito, que é um crime que estamos a cometer? Pág. 6 O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado João Isidoro, para responder, tem a palavra. O SR. JOÃO ISIDORO (MPT):- Obrigado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não conheci essa afirmação mas comungo dela e quero dizer ao Sr. Deputado que independentemente de ter colocado aqui uma ou outra reserva nomeadamente no que toca à pesca desportiva, que estou de acordo com a globalidade do objectivo desta iniciativa do Partido Comunista Português. Vou votar favoravelmente e julgo que este voto responde exactamente à pergunta que o Sr. Deputado colocou. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Rui Coelho está inscrito para um pedido de esclarecimento ao Sr. Deputado João Isidoro, tem a palavra. O SR. RUI COELHO (PSD):- Muito obrigado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado João Isidoro, eu penso que porque nos tem acompanhado na matéria do ambiente e tem tido uma intervenção nesta matéria junto dos agricultores, junto dos pescadores, sabe muito bem, e por declarações também feitas por V. Exa., que em matéria de ambiente o Governo Regional e o Partido Social Democrata não brincam nesta matéria e são extremamente exigentes. E nós temos a prova disso, a prova de que estamos a trabalhar nesta matéria porque e volto aqui à ordem de trabalhos, vamos se calhar discutir amanhã o ponto n.º 9 da ordem de trabalhos, que o PCP se calhar ainda não teve tempo de ler, nem o Sr. Deputado João Isidoro. O que eu gostava de perguntar ao Sr. Deputado é se acha que devemos esta iniciativa sem termos todos os pareceres positivos de toda a panóplia de organismos? Se devemos trazer a esta Casa uma situação que não cumpre com determinados critérios nem com determinadas leis? É isso que V. Exa. quer? Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado João Isidoro. O SR. JOÃO ISIDORO (MPT):- Obrigado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Rui Coelho, eu quero-lhe dizer que não tenho nenhum complexo em reconhecer os aspectos positivos em matéria de ambiente, da responsabilidade da Secretaria do Ambiente e dos Recursos Naturais. Nesse particular estou à vontade porque sempre disse e volto a dizer que o meu partido reconhece aquilo que de bom tem feito o Governo, até para ter legitimidade para criticar aquilo que do nosso ponto de vista não está bem. Neste particular não me parece que seja incompatível esta iniciativa do PCP com aquilo que a Secretaria vai apresentar, até porque isto é um documento que, sendo aprovado, pode muito bem baixar à comissão e servir também para trabalhar em conjunto com a outra proposta do Governo, e termos um documento que salvaguarde todas aquelas

7 que são as preocupações que, de acordo com o Sr. Deputado, vão ser apresentadas pelo Governo Regional e também estas que são apresentadas cá pelo PCP. Não me parece que haja incompatibilidades. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sras. e Srs. Deputados, não havendo mais intervenções, a Mesa vai colocar à votação o ponto n.º 1 da nossa ordem de trabalhos, um projecto de decreto legislativo regional da autoria do Partido Comunista Português, Criação do Eco-Parque Marinho do Funchal. Submetido à votação, foi rejeitado com 26 votos contra do PSD e 7 votos a favor, sendo 3 do PS, 1 do PCP, 1 do CDS/PP, 1 do MPT e 1 do PND. Vamos passar ao ponto n.º 2 da nossa ordem de trabalhos com a apreciação e votação na generalidade do projecto de decreto legislativo regional, da autoria do Partido Comunista Português, intitulado Conselho Regional de Ciência e Tecnologia. Está em discussão. Sr. Deputado Leonel Nunes, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Sr. Presidente, por vezes vamos também com sentido de humor e até fazemos algumas afirmações menos convenientes, mas a verdade é que não dou a razão ao Sr. Deputado Coelho quando diz que apresentar projectos aqui é perder tempo. Não é perder tempo! Não é perder tempo. A verdade é que se não fosse a oposição a apresentar projectos nesta Casa, se não fossem os quarenta e muitos ou a maioria dos projectos que são apresentados pela oposição nesta Casa, Sr. Deputado Coelho, V. Exa. então é que ia entregar o ordenado à Aldeia da Paz, é que nunca reunia a Assembleia. Se não for a oposição a apresentar projectos, esta Assembleia nunca mais reúne, especialmente para aqueles que fazem a razão da sua existência estarem aqui sentados! Portanto, vamos continuar a apresentar projectos nesta Casa, mais que não seja para obrigar a que os senhores, muitos deles a única coisa que fazem é se levantarem e sentarem, enquanto nós tivermos força e capacidade vamos obrigá-los pelo menos a estarem aqui para se levantarem e votarem os nosso projectos. Têm que ter a coragem de votar contra e depois que se expliquem a quem quiserem explicar! Burburinho geral. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Conselho Regional de Ciência e Tecnologia é mais um projecto que vem na sequência das preocupações do Governo Regional. Senão vejamos: esta é mais uma vez a possibilidade de confrontarmos o Governo Regional com aquilo que diz que vai fazer e acaba por não fazer! É preciso é que de vez em quando se avive a memória não só das promessas eleitorais que V. Exas. fazem e que são essas que vos conduzem ao poder, mas também inclusive naquelas que são aprovadas aqui aquando da discussão dos programas do Governo, em que V. Exas. acusam a oposição de votar contra e é por isso que não podem fazer, porque não temos o direito sequer de decidir. Basta ler um pequeno apontamento, que diz: o aumento das ligações e interacções aos mais diversos níveis vãome desculpar, mas não vou fazer a leitura porque não sou capaz, porque a vista já não me permite mas eu gostava que tomassem conhecimento que no PDES foram V. Exas., no ponto 7 da página 81, se não estou em erro, que assumiram a responsabilidade e façam essa leitura com atenção de criar o Conselho Regional de Ciência e Tecnologia. No PDES Estamos em 2008, e a proposta que o PCP faz, Sras. e Srs. Deputados, é que cumpram com aquilo que apresentaram no PDES. Cumpram! Porque ao fim ao cabo nesta terra também há que assumir responsabilidades. Nesta terra não basta fazer promessas, não basta apresentar no programa de Governo, porque V. Exas. têm todas as condições para executar esse programa. E este Conselho, por favor, não venham alegar que a razão é económica, que a razão é que não têm dinheiro porque o Sócrates não envia, que a razão é uma daquelas que costumam arranjar! Burburinho. É uma questão política e V. Exas. deviam assumir com toda a responsabilidade e até agora, mais uma vez, não cumprem com aquilo que apresentam nesta Assembleia. Burburinho geral. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sra. Deputada Vânia de Jesus, para uma intervenção, tem a palavra. A SRA. VÂNIA DE JESUS (PSD):- Exmo. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Leonel Nunes, a proposta apresentada pelo PCP de criação do Conselho Regional de Ciência e Tecnologia, bom, se olharmos ao corpo do diploma este é um órgão consultivo já diversas vezes apresentado e proposto neste Parlamento; vemos mudar o título e a área de intervenção, mas sempre com os mesmos objectivos, Srs. Deputados: criar estruturas com competências que já as entidades existentes e criadas na Região apresentam, e basta olhar para as competências que o Sr. Deputado apresenta aqui na proposta, grande parte já está sob a tutela do Governo Regional. E mais. Na sua composição, integrar e ter assento entidades e representantes que claramente no exercício das suas funções, para uma maior eficácia e consistência na acção, sabem que é fundamental existir a articulação e coordenação entre elas. Aliás, é um dos propósitos que o Sr. Deputado apresenta como sendo um dos objectivos deste diploma e por isso, primeiro ponto: é preciso dizer que nesta área, e nesta área concreta da proposta Ciência e Tecnologia uma melhor eficácia das entidades de investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação passa pelo trabalho conjunto e de parceria, sim senhor, destas entidades já existentes e pelo reforço da sua capacidade de intervenção e não pela criação de mais estruturas. Esta articulação e intercomunicação existe e que isso fique bem claro. Pág. 7

8 Aliás, o Governo Regional sabe que em áreas estratégicas para a Região Autónoma da Madeira, como neste caso particular que é a área da inovação, investigação e ciência, se se trabalhasse isoladamente verificaríamos a prazo, Sr. Deputado, no contexto da feroz competição que todos sabemos que existe, que estas entidades reduziriam em muito a probabilidade de obter bons resultados. E cá na Madeira temos visto muito trabalho e uma aposta nesta área, uma colaboração entre entidades do Madeira Tecnopolo, o CITMA, a Universidade da Madeira, em que o Governo Regional quer e considera que se estenda e interaja com o meio empresarial de modo a que a nossa economia possa claramente daqui a uns anos apresentar inovação e ganhos de competitividade. Basta olhar às linhas estratégicas do Programa de Governo nesta área e nós sempre dissemos que o Programa de Governo é para cumprir, em que está presente e muito bem e o Sr. Deputado falou foi no PDES , mas se olhar às linhas estratégicas do Plano de Desenvolvimento Estratégico para verificará uma aposta nesta área da investigação e ciência. Por isso, Srs. Deputados, a prioridade nesta área do Governo Regional tem sido promover projectos e dar prioridades a projectos promovidos por parcerias público-privadas. E eu gostaria de vos dar um exemplo muito concreto disso: é o Programa CMU - Madeira, um programa de formação avançada na área da interacção que foi feito com a prestigiada Universidade Carnegie Mellon, em que a Vice-presidência fez dois protocolos e onde há parceria entre as várias actividades. Por isso, Sr. Deputado, e neste projecto há vários alunos do Departamento de Matemática e Engenharia da Universidade da Madeira, que é preciso reconhecer que fizeram um bom trabalho e que foram considerados a nível internacional, que têm o mérito de permitir tal cooperação e este trabalho conjunto com as entidades regionais. Aliás, as nossas entidades cá na Região têm sido reconhecidas pela Comissão Europeia. Só os Srs. Deputados não querem ver. Obviamente que não estamos aqui a falar, e o Sr. Deputado no seu preâmbulo fala que não temos grande actividade e grande aposta na investigação e ciência. Sr. Deputado, não podemos comparar a Região com outros países como uma Finlândia ou uma Irlanda, outros países europeus. Obviamente que estamos numa primeira fase. Temos projectos em andamento. Temos estes dois projectos de que já vos falei, bem como também na área energética, em que há projectos internacionais com a AREAM, que é a agência cá na Região, e outras parcerias com empresas cá da Região. Gostaria também de dizer a este propósito, e posso referir a tal questão que é objectivo da proposta do PCP, relativamente à articulação entre as várias entidades, criar este conselho regional para que se sente os representantes para discutir as matérias, Sr. Deputado, esta articulação para que os projectos possam ser feitos claramente que tem de envolver todas estas entidades que o Sr. Deputado aqui apresenta e claramente é também preocupação do Governo Regional, olhar para o futuro, embora estejamos numa primeira fase, mas obviamente que com estes projectos que pretendem claramente ter em curso outras áreas de excelência e fazer parceria com a Madeira Tecnopolo e outras empresas outros projectos, que vos posso dizer que estão em curso, que são claramente uma aposta para que possamos ter mais competitividade para a Região. E claramente tem que haver esta reorganização do Governo, e essa é uma preocupação também do Governo Regional, que estas entidades tenham essa reorganização para podermos dar melhores respostas aos sectores estratégicos regionais. E só para terminar, dizer e lembrar, como já aqui referi, que esta área que nós sabemos ser importante para a Madeira, que são os novos paradigmas, a valorização do potencial humano, a inovação, Sr. Deputado, o empreendedorismo, a sociedade de desenvolvimento está presente no PDES e tem uma afectação de recursos na ordem dos 40%. Temos também o programa RUMOS, uma medida cujas candidaturas já estão abertas e em que se prevê cerca de 13 milhões de Euros para a promoção da formação avançada, e que vem de encontro a projectos como este projecto que foi feito com feito com a Universidade de Carnegie Mellon. Nesta lógica de formação e de bolsas, aliás uma das linhas estratégicas do PDES, prevêem-se cerca de 650 bolseiros em doutoramentos e pós-graduações e 200 bolsas na área da investigação até Será que isto não é uma aposta nos nossos alunos cá da Região, abrir a Região a investigadores para que possamos também ter uma melhor imagem e apostar nesta área e obter resultados no exterior? Eu acho que sim, Sr. Deputado. Mais! O Sr. Deputado também conhece o Programa Intervir +, que prevê um valor superior a 30 milhões de Euros para o primeiro eixo, que é o Eixo 1, que é exactamente a área da inovação, do desenvolvimento tecnológico e sociedade do conhecimento. Aliás, nós temos também na Região, no que diz respeito a técnicos de apoio a esta área de investigação, o Madeira Tecnopolo que em parceria com o CEIM tem em funcionamento o Gabinete Apoio à Propriedade Industrial que dá um apoio directo à promoção e registo de marcas e patentes com pessoal técnico especializado nesta área. Por isso, Srs. Deputados, as entidades do sistema de investigação, desenvolvimento tecnológico têm as suas definições bem definidas cá na Região e obviamente que têm que ser articuladas, têm que trabalhar em conjunto em torno da estratégia regional e de projectos comuns. Por isso, da parte do Governo Regional tem ficado bem claro e tem sido dito publicamente que está disponível para analisar e efectuar outras parcerias através das entidades que tutela e tenho a certeza de que novos projectos surgirão. Aliás, este é um desafio de cooperação, um reforço de articulação, o Governo está consciente disso, é esse caminho que tem de ser traçado. Pág. 8 O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sra. Deputada, terminou o seu tempo. A ORADORA:- Já termino, Sr. Presidente. Por isso, haja iniciativa, criatividade e mérito. Por estes motivos, a posição do Grupo Parlamentar do PSD é que não podemos estar de acordo nem com os considerandos feitos no preâmbulo, nem nos propósitos que sugerem a criação deste novo órgão porque consideramos que o reforço das estruturas existentes é mais importante do que estar a criar novas estruturas. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Leonel Nunes está inscrito para um pedido de esclarecimento à Sra. Deputada Vânia de Jesus, tem a palavra.

9 O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sra. Deputada Vânia, as minhas felicitações pela vitória na qual V. Exa. teve algumas responsabilidades na sua freguesia, mas também julgo que Burburinho geral. essas vitórias a gente tem que voar rasteirinho porque são moralizadoras mas Relativamente ao que aqui estamos a discutir, eu gostava que V. Exa. me informasse se tem conhecimento do PDES, pág. 81, ponto 7, onde, Sra. Deputada e não foi o Partido Comunista Português que escreveu isto se diz o seguinte (com as dificuldades que eu tenho de ver): criação de um conselho regional de ciência e tecnologia, emergindo de uma iniciativa em curso nesse sentido. Sra. Deputada, o que nós estamos a fazer se calhar é cometer o crime, no bom sentido, de meter a foice num projecto que o PSD disse que ia concretizar e não concretizou, porque o que diz no PDES , pág. 81, ponto 7 é exactamente isto. V. Exa. arranjou para aqui depois uma série de argumentos para fundamentar a recusa deste diploma. Mas também estou à vontade, como V. Exa. sabe porque já tem algum tempo nesta Casa, para achar que é sempre possível alterar, emendar ou rejeitar em comissão; até podemos aprovar na generalidade neste diploma e concluir em comissão que ele não tem qualquer importância para resolver o problema aqui enumerado. Por isso, entendemos que é possível fazer alterações, não somos os únicos portadores da verdade extrema em relação a esta matéria. Simplesmente cumprimos o crime de dar seguimento a uma preocupação que o Governo apontou no PDES , foi isso que nós fizemos. Faça V. Exa. o favor de dizer se se encontra ou não também consagrado no PDES do Governo Regional? O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sra. Deputada Vânia de Jesus, para responder, tem a palavra. A SRA. VÂNIA DE JESUS (PSD):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Leonel Nunes, o Sr. Deputado diz que consta no PDES e aquilo que eu lhe disse na minha intervenção é que numa primeira fase o Governo Regional tem projectos que estão em cursos, projectos que já foram lançados e eu disse na minha intervenção que o Governo Regional poderia equacionar a reorganização destas entidades e tem sido essa a preocupação do Governo Regional, articular estas entidades que estão ligadas a esta temática com o propósito claro duma maior orientação para as necessidades da investigação, e isto também por haver a tal necessidade que nós sabemos que é premente duma maior ligação com o tecido empresarial. Que isso fique claro, Sr. Presidente O SR. LEONEL NUNES (PCP):- O Conselho não é tão aberrante como V. Exa. afirmou! A ORADORA:- Oh! Sr. Deputado, aquilo que eu lhe disse é que estamos aqui a apreciar uma proposta de criação dum conselho regional, quando nós sabemos que as instituições e as entidades que actualmente estão sob a tutela do Governo Regional e têm esta área da ciência e tecnologia fazem a articulação, têm trabalhado em conjunto, têm projectos em parceria é assim que funcionam. Neste momento, nesta primeira fase, aquilo que está a ser feito é uma coordenação a nível destas instituições de forma a dar melhores respostas e para que possamos nesta área ter as apostas certas no tempo certo e utilizando de modo eficaz os recursos. Tem sido sempre esse o objectivo do Governo Regional. Por isso, relativamente a esta matéria eu acho que o Sr. Deputado que, aliás, no seu preâmbulo fala que temos uma região pouco dada à inovação tecnológica, porque é preciso também olhar aos propósitos que o Sr. Deputado coloca aí no diploma e os considerandos que faz no preâmbulo, e aquilo que diz é que há falta de investigação, há falta de projectos, que o Governo não aposta nesta área. Desculpe! Basta olhar para o PDES, basta olhar para o Programa de Governo, nós temos programas, o Intervir +, investimento que será feito até 2015, e neste momento não é um órgão o prioritário, não é isso que está aqui que fará com que esta área tenha resultados positivos. As estruturas existem e o bom é articular aquelas que existem e haver um reforço de trabalho nesta área. Se é conselho regional ou não é conselho regional, se existe ou não órgão, julgo que essa não é a prioridade neste momento para que possamos ter resultados na área da tecnologia e na área da ciência. Só para terminar, gostaria de dizer que esta área, Sr. Deputado, se olharmos ao panorama do País, e falo em particular da Região, nós temos inovado e temos inovado ao longo destes 30 anos. Obviamente que os paradigmas actualmente são novos e nós sabemos quais são. Por isso é que temos feito esta aposta. É uma aposta ainda numa primeira fase, mas com certeza seremos grandes e faremos projectos nesta área. Por isso, considero que esta questão O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Terminou o seu tempo, Sra. Deputada. A ORADORA:- Já termino, Sr. Presidente. não é tanto saber se na Região se tem inovado ou não, mas sim a resposta é de facto que se tem inovado ao longo do tempo e quanto a isso acho que sim, basta olhar para estes 30 anos e com certeza estes novos paradigmas que estamos, hoje, aqui a discutir daqui a uns anos serão como há 30 anos em que estávamos a discutir as estradas, as acessibilidades a nível da luz e de todas as necessidades da população. Obrigada. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado Victor Freitas, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. VICTOR FREITAS (PS):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Partido Comunista Português trouxe aqui uma proposta de criação do Conselho Regional de Ciência e Tecnologia. No entendimento do Partido Socialista é uma proposta que tem valor, e também no entendimento do PSD, não sei se deste, se de PSD no Governo, teria valor noutra dimensão temporal entre 2000 e Pág. 9

10 E o que temos assistido ao longo de vários debates aqui nesta Casa, com propostas da Oposição, com propostas que estiveram e estão nos documentos do Governo ou nas intenções do Governo, é que o PSD no Governo diz uma coisa e apresenta nos seus documentos uma matéria, o PSD na Assembleia e no grupo parlamentar chumba essas propostas que o PSD no Governo tem para a Região. E estamos a falar deste caso concreto do Conselho Regional para a Ciência e Tecnologia, mas podíamos estar a falar do Provedor do Ambiente que também estava nos documentos do Governo mas o Grupo Parlamentar do PSD chumbou esses documentos do Governo quando se traduziram numa proposta da oposição nesta Casa, concretamente do Partido Socialista. A outro nível também, outro conselho, o Conselho Regional do Ambiente, que também era uma proposta do Plano Regional do Ambiente para a Região Autónoma da Madeira, mas mais uma vez aquilo que era uma proposta do PSD no Governo foi recusada pelo PSD na Assembleia Regional. E daqui podemos tirar algumas ilações. Em primeiro lugar, o PSD por um lado apresenta propostas e documentos e por outro não os quer cumprir; por outro lado é o PSD no Governo que assume determinados compromissos junto dos eleitores e depois é esse mesmo PSD, revestido ou vestido de grupo parlamentar, que chumba as propostas do PSD. E nós estamos a falar aqui duma matéria extremamente importante. O PDES, como sabem, tem um eixo estratégico que é a Ciência e a Tecnologia e as Sociedades de Informação, é um dos eixos fundamentais do PDES, a Estratégia de Lisboa da qual toda a doutrina em termos de estratégia o PDES foi beber é na lógica da Ciência e da Investigação, os fundos europeus e os programas que foram aqui abordados pela Sra. Deputada são financiados em termos europeus e no quadro europeu por fundos que irão ajudar a Região Autónoma da Madeira nesse aspecto, em termos de Ciência, Investigação e Tecnologia, mas é necessário salientar aqui que a Região Autónoma da Madeira não tem um Plano Regional para a Ciência e Tecnologia. O Partido Socialista também já trouxe a esta Casa uma proposta nesse sentido, o PSD chumbou essa proposta porque entende que em relação a esta matéria não deve existir um documento escrito, não deve existir um plano estratégico para a ciência e tecnologia na Região porque muitas vezes poderiam ser apanhados em contramão em relação àquilo que colocam nos planos por um lado, e depois executam na realidade por outro. Daí a fobia cada vez maior do PSD quer no Governo quer na Assembleia Regional a qualquer documento estratégico, porque a estratégia do PSD, e é natural que as estratégias se alterem em função das conjunturas e das realidades que vão surgindo, mas a estratégia do PSD é que vão alterando a estratégia sem assumir que a alteraram. O rumo, segundo o PSD, está traçado, está definido, mas neste momento em relação à questão da Ciência e Tecnologia não têm a coragem de criar um Plano Regional para a Ciência e Tecnologia aqui na Região Autónoma da Madeira, e não têm a coragem porque a realidade é distinta daquela realidade traçada pelo PSD nesta Casa. É falar com os investigadores e com as várias entidades, mas especialmente com os investigadores na Região Autónoma da Madeira, não é com as entidades tuteladas pelo Governo do PSD, é falar com os investigadores e saber as dificuldades. É falar com os empresários e saber as dificuldades em relação à investigação em seio empresarial. E portanto o PSD mais uma vez em relação a esta matéria não faz, nem deixa fazer. Não faz, nem deixa fazer! Devia trazer cá uma estratégia para a Região nesta matéria e não o faz. Poderia trazer cá a criação do Conselho Regional de Ciência e Tecnologia, mas não o faz. No entanto, o PSD faz uma coisa: teve um modelo de desenvolvimento adaptado à realidade regional e aos desafios do futuro, e só agora começa dar a ténues passos em relação à mudança desse modelo devido à Estratégia de Lisboa que foi imposta à Madeira, que V. Exas. não concordam; em relação à estratégia da União Europeia em relação a esta matéria e ao quadro comunitário e é por isso que quando V. Exas. ouvem falar em educação pensam logo numa escola, numa infraestrutura, quando pensam na educação, na massa cinzenta dos madeirenses, pensam em cimento! Naturalmente que se o Partido Comunista trouxesse cá uma proposta para a criação do Conselho Regional do Cimento, naturalmente que o PSD aprovaria, porque o Conselho Regional do Cimento entra em choque com o Conselho Regional da Ciência e da Tecnologia! Protestos do PSD. E o problema aqui é que determinados lobbies, determinadas forças, determinados sectores da economia prendem o Governo, amarram o Governo a determinados modelos de desenvolvimento económico, que hoje não servem o futuro da Região. E muitos dos Srs. Deputados sabem desta matéria e sabem que isto é verdade, mas estão amarrados, como está amarrado o Governo em relação a determinadas teias de interesses, determinados lobbies económicos, determinados sectores da actividade económica na Região, que abraçam todos os outros sectores com o cimento, abraçam todos os outros sectores porque têm mais força dentro e fora do Governo. E é por isso que temos uma Região Autónoma da Madeira que começa a se mostrar com as estratégias invertidas. Continuam a ter um modelo de desenvolvimento a olhar o futuro com a nuca, a aplicar uma estratégia do passado, querendo construir o futuro com uma estratégia do passado e que hoje já não dá resultados. É por isso que não é de espantar que nos poucos documentos que existem em relação a esta matéria, quer o Plano Económico e Social , que foi feito, construído, e é um bom documento do ponto de vista teórico, para apresentar em Bruxelas, para captar o dinheiro e os fundos europeus, mas a sua aplicação já é outra coisa completamente diferente, porque este PSD continua a afirmar a lógica do passado, e o problema hoje é que se começam a sentir as rupturas desse modelo de desenvolvimento económico e social do passado com base no betão. É por isso que temos a emigração que temos! Depois de 2004, milhares e milhares de madeirenses saíram da Região O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Terminou o seu tempo, Sr. Deputado. O ORADOR:- e emigraram para o exterior. É por isso que temos o nível de desemprego que temos que atingiu hoje valores idênticos a 1978, quando o Presidente do Governo Regional assumiu os destinos da Região. E outros indicadores sociais que têm sido aqui Pág. 10

11 referidos, em relação à questão da pobreza são interessantes em relação aos sinais da ruptura do modelo de desenvolvimento económico e social que V. Exas. continuam a implantar. O PSD e o seu Governo têm de começar a olhar para o futuro. O PSD e o seu Governo têm que romper com os lobbies económicos e com determinados sectores O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Terminou o seu tempo, Sr. Deputado. O ORADOR:- que influenciam e até mandam no próprio Governo Regional. O PSD e o Governo ou mudam de estratégia ou quem vai pagar a factura O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado, terá de concluir. O ORADOR:- são os madeirenses. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sras. e Srs. Deputados, não havendo mais intervenções, a Mesa vai colocar à votação o ponto n.º 2 da ordem de trabalhos, um projecto de decreto legislativo regional, da autoria do Partido Comunista Português, Conselho Regional de Ciência e Tecnologia. Submetido à votação, foi rejeitado com 21 votos contra do PSD e 6 votos a favor, sendo 3 do PS, 1 do PCP, 1 do CDS/PP e 1 do PND. Vamos passar ao ponto n.º 3 da ordem de trabalhos com a apreciação e votação na generalidade da proposta de decreto legislativo regional que Adapta à Região Autónoma da Madeira a Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro, que aprova a Lei da Água, bem como o Decreto-lei n.º 77/2006, de 30 de Março, que complementa o regime jurídico consagrada na Lei da Água. Está em discussão, Srs. Deputados. Sr. Deputado Vicente Pestana, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a presente proposta de decreto legislativo regional visa adaptar à Região Autónoma da Madeira a Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro, a qual aprovou a Lei da Água, bem como o Decreto-lei n.º 77/2006, de 30 de Março, referente ao regímen jurídico consagrado na mesma lei, ou seja, a Lei da Água, compatibilizando-a com a Directiva Quadro da Água. É criada a região hidrográfica da Madeira no desenvolvimento da Lei da Água e em coerência com a metodologia utilizada nas demais regiões hidrográficas nacionais. A proposta define também a organização institucional a vigorar na Região, tendo em vista a atribuição de competências nos diferentes organismos regionais, atribuições e competências essas consagradas nas leis já referidas. Trata-se portanto de adaptações orgânicas, mantendo-se todo o objecto da legislação adaptada. Esta proposta tem em conta as preocupações de economia de custos e maximização de meios pelo que, ao mesmo tempo que se procura adaptar a legislação às especificidades regionais, aproveitam-se os organismos públicos existentes em vez da criação de novos organismos. Assim, maximiza-se o aproveitamento das estruturas orgânicas existentes, contendo-se os custos de implementação desta legislação ao mesmo tempo que se simplifica o sistema institucional. A Direcção Regional do Ambiente passa a assumir a figura de autoridade regional da água garantindo a execução da política regional para este sector, com as atribuições no âmbito do planeamento, licenciamento e fiscalização dos recursos hídricos regionais no seguimento e em coerência com outras competências já exercidas por esta entidade, nomeadamente as atribuídas pelo Decreto Legislativo n.º 21/2000/M, de 7 de Agosto. Cria-se o Conselho Regional da Água, órgão de consulta para o sector da água, onde estão representados os principais intervenientes neste âmbito, as entidades representativas dos principais utilizadores relacionados com o uso da água, consumidores ou não da RAM, as entidades concessionárias de serviços públicos de águas e as organizações técnicas e científicas e organizações não governamentais mais representativas relacionadas com a matéria da água ao nível regional. Com a aprovação desta proposta, a Região Autónoma da Madeira ficará dotada de um importantíssimo instrumento legal que em conjunto com o Plano Regional da Água constitui a trave-mestra para a racional gestão dos recursos hídricos para as próximas décadas, numa óptica de protecção e valorização do ambiente, da paisagem e dos recursos que lhes estão associados. Para terminar, gostaria de informar a Assembleia e os Srs. Deputados em especial que o Governo Regional, ciente da importância tanto desta proposta de decreto legislativo como do ponto seguinte, do Plano Regional da Água, o Sr. Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais nos manifestou o desejo de vir à comissão especializada respectiva expor os motivos e apresentar este diploma aos Srs. Deputados, para que nenhuma dúvida paire sobre estes documentos. E é por isso que informo desde já que o PSD autorizará a vinda do Sr. Secretário à comissão e para o efeito convidamos desde já todos os Srs. Deputados pertencentes à 3.ª Comissão, ou não, que queiram inteirar-se em pormenor destes documentos, que poderão e deverão comparecer nesta comissão. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Paulo Fontes):- Sr. Deputado José Manuel Coelho, para uma intervenção, tem a palavra. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PND):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, este assunto da água é um assunto da maior importância porque é um assunto que afecta todas as populações rurais, nomeadamente os agricultores que praticam agricultura de subsistência. Pág. 11

12 Ao tentar adaptar uma lei nacional à situação real daqui da ilha, do arquipélago, claro que nós temos que fazer grandes adaptações. Porquê? Porque no Continente há os rios, onde os agricultores fazem poços nas planícies e captam a água e depois vão regando os seus terrenos agrícolas, aquelas planícies. Portanto, a agricultura no Continente não tem nada que ver com a agricultura madeirense, que se pratica nos socalcos, nos poios, que se pratica nas zonas rurais, porque eles têm muito mais água que nós, têm muito mais meios do que nós para produzir, a água é em maior abundância e portanto basta dizer que um agricultor, no Continente, numa planície, à beira dum rio, produz mais do que cem agricultores da agricultura de subsistência na Região Autónoma da Madeira. Portanto, a água é um bem essencial que desempenha um papel muito importante para os agricultores da nossa agricultura de subsistência que temos cá na ilha e também para o próprio turismo, porque os agricultores madeirenses nas últimas décadas têm sido muito maltratados, ostracizados pelo poder regional. Praticamente digamos que o poder regional virou as costas aos agricultores e às pessoas que vivem da agricultura, que foram completamente abandonados Entretanto, assumiu a Presidência o Sr. Presidente, José Miguel Jardim de Olival Mendonça. O Governo Regional só se preocupou e se preocupa em ajudar um punhado de empresários do regime, ligados ao cimento e ligados ao betão e ao alcatrão, mais nada. O resto, tudo o que é agricultura, foi relegado para segundo plano. E basta dizer que o sistema de regadio na Madeira é tão arcaico, tão antiquado que é o mesmo que se praticava há 100 anos cá na ilha! Burburinho. Foram feitas as grandes levadas pelo Governo, a Levada dos Tornos, tudo isso; depois, foi dito aos agricultores que as suas levadas privadas podiam ser incorporadas nas levadas do Estado e que eles iam ter mais água; os agricultores, como em Santa Cruz, tinham as suas levadas privadas de rega, que eram propriedade dos ilhéus, eles entregaram essas levadas, eles entregaram essas levadas ao Governo Regional para incorporar nas levadas do Estado; foi-lhes prometida mais água; nos primeiros anos eles tiveram mais água e depois os caudais foram diminuindo, diminuindo até que eles ficaram com um caudal de água reduzido. E os nossos agricultores, como não são masoquistas, pura e simplesmente deixaram de produzir e de plantar e então a que é que se assiste? A uma desertificação dos terrenos. Os terrenos onde outrora se praticava agricultura, as pessoas foram abandonando progressivamente a agricultura, até que nós temos por exemplo na zona de Santa Cruz e na zona do Caniço e em Machico praticamente uma superfície arável que está completamente ao silvado, às ervas silvestres, completamente abandonada. Porquê? Porque o Governo realmente abandonou, porque nunca praticou uma política de água verdadeiramente séria para os agricultores rurais, preocupou-se sim em criar tanques de rega e armazenar água mas para os campos de golfe, para os grandes empresários do regime. E portanto os agricultores praticamente foram abandonados. Os caudais de água, a política de água, como tem sido uma política errada, e foi abandonada, os agricultores vêem-se abandonados, vêem que não vale a pena produzir! E como não são masoquistas, são como o deputado da Nova Democracia: não estão para se chatear! Assim como nós não fazemos projectos para os senhores chumbarem, estudamos os projectos que os apresentam e apoiamos, também os agricultores como não são apoiados pelo Governo de V. Exas. deixaram pura e simplesmente de produzir, as terras ficaram ao abandono! Qual é a consequência disso? Como somos uma terra de turismo, temos uma paisagem cada vez mais árida, cada vez a aridez e a erosão vão mais tomando conta dos terrenos porque praticamente os nossos agricultores foram abandonados pelo Governo nos últimos anos. E não é por acaso que já o ano passado agricultores em Santa Cruz não tinham qualquer água para poderem regar as bananeiras e foi preciso os bombeiros de Santa Cruz irem distribuir água aos agricultores, coisa que nunca se verificou, ir distribuir água nos terrenos de bananeiras para salvar as plantas. Portanto, aqui vê-se o descalabro que atingiu a nossa agricultura de subsistência e o abandono total a que o Governo votou estes nossos agricultores rurais. Eu quando falo isto falo com conhecimento de causa, que eu sou do campo, sou uma pessoa rural e também pratico agricultura de subsistência e sei as dificuldades que os nossos agricultores sentem e sei os seus anseios e portanto eu não estou a falar de cor. Uma coisa é certa: o Governo Regional não tem uma política sobre a água que seja coerente com a realidade madeirense, e os agricultores madeirenses estão pura e simplesmente abandonados. Pratica-se uma política de água mas é para favorecer os hotéis, para encher as piscinas e para os campos de golfe, para os agricultores, estão completamente abandonados! Eu por exemplo ainda ontem fui à Aldeia da Paz, quando fui entregar aquele donativo, e o senhor padre teve a amabilidade de me mostrar um pequeno projecto agrícola que eles lá têm, moderno, e eles com pouca água conseguem ter uma plantação de feijão e de alface com água racionalizada, um sistema moderno, evoluído, muito eficaz. Se os nossos agricultores tivessem acesso àqueles conhecimentos, tínhamos uma agricultura florescente aqui na nossa Região, mas da parte do Governo não existe vontade política, nem eles disponibilizam meios técnicos para ensinar aos nossos agricultores aquelas técnicas de produção. E abandonaram completamente os agricultores. Só que os nossos agricultores infelizmente, por ignorância, continuam a votar naqueles amigos, vão-lhes dando o voto sucessivamente, são como as ovelhas: amam o tosquiador! Portanto, meus amigos, um dia isto há-de mudar! Quando acabar o analfabetismo nesta terra, então aí as pessoas vão ver que realmente este tempo todo têm sido enganados por estes amigos que apoiam o PSD e o Governo. Tenho dito. Muito obrigado. Sr. Deputado Roberto Almada, para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. Pág. 12

13 O SR. ROBERTO ALMADA (BE):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu queria fazer um pedido de esclarecimento ao Sr. Deputado José Manuel Coelho que tem a ver com o facto já que estamos a falar de água, eu espero não meter água de as câmaras municipais terem inventado uma taxa fictícia para contornar um decreto-lei que proibia a cobrança de taxas dos contadores da água. Como sabe, Sr. Deputado, o Governo da República aprovou um decreto-lei que proibia que as pessoas tivessem que pagar essa taxa, mas a verdade é que as câmaras municipais também na Região Autónoma da Madeira, e a Câmara Municipal do Funchal já anunciou que o iria fazer, criou uma taxa para ludibriar os funchalenses, para obrigar os funchalenses a pagar uma taxa que por lei não deveriam pagar. Nós já tivemos ocasião de apelar à insurreição, apelar à desobediência, apelar aos funchalenses que recorram a tribunal porque essa taxa é ilegal e não pode ser paga, não pode ser de alguma forma impingida aos funchalenses e a todos os madeirenses. Veio há dias o senhor presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira secundar o Sr. Presidente da Câmara do Funchal, dizer que não podiam prescindir dessas receitas. Não podem prescindir dessas receitas as autarquias, mas os madeirenses já podem prescindir dessas receitas! Não acha Sr. Deputado que a via para resolver esse contencioso, para acabar com esse abuso, para acabar com essa exploração é o recurso aos tribunais? O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. Deputado José Manuel Coelho, para responder, tem a palavra. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PND):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Em resposta aqui ao Sr. Deputado Roberto Almada, quando ele fala, pronto, nestas taxas, que o PSD cria através do seu Governo para onerar o fornecimento de água das câmaras e tal, claro que eles fazem como os fariseus: vão criando exigências e dízimos e mais dízimos, como no tempo de Cristo, e armam grandes fardos às costas do povo, que eles com um dedo não querem remover, mas vão armando aqueles fardos, mais impostos, mais isto, mais aquilo! Ora, aqui o nosso camarada fala na necessidade dos munícipes, dos utentes da água recorrerem aos tribunais. Agora eu pergunto: como é que eles vão recorrer aos tribunais, se os tribunais e o Ministério Público estão domesticados pelo regime, se eles estão subservientes ao regime? É, portanto, ir queixar-se de Judas a Pilatos! O sistema judicial que a gente esperava que fosse independente não é! Eles estão subservientes ao poder! Eles condenam é os democratas! Julga o camarada deputado que eles vão condenar o Governo por uma má política da água, disto ou daquilo? Não senhor! Eles vão-nos condenar é a nós! Faz-me lembrar uma vez que eu era chamado ao Ministério Público de Santa Cruz e eu na minha simplicidade achava que eles eram sérios, e então a doutora chamava-me por vários assuntos e queria saber isto e queria saber aquilo; e depois eu às vezes dizia, pensava que ela ia investigar. Quando a determinada altura dizia um funcionário de lá, escrivão, na rua, que era meu amigo: ouve, tu és tonto? Tu estás a dizer aquilo à doutora?. Ah! é para ela investigar, dizia eu. Ela vai é instruir um processo contra ti!. Risos gerais. E depois eu vi que aquilo realmente era uma batota que estava ali e nunca mais disse nada à doutora. Quando ela me chamava: olhe, eu não presto declarações nesta fase do inquérito. Portanto, aquilo que o camarada diz, de ir se queixar aos tribunais é ir se queixar de Judas a Pilatos, é a mesma coisa, que eles estão subservientes àqueles amigos. Acho que já respondi ao amigo. Obrigado. Sr. Deputado Jaime Leandro, para uma intervenção, faz favor, tem a palavra. O SR. JAIME LEANDRO (PS):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a presente proposta de decreto legislativo regional visa no essencial adaptar à Região a Lei n.º 58/2005, que de resto também já vertia na ordem jurídica nacional uma directiva comunitária. Tratando-se duma adaptação orgânica no seu essencial, há também outras normas que são de grande importância. E desde logo as consagradas no artigo 16.º, nomeadamente as medidas de protecção contra cheias e inundações. O que numa primeira análise parecer despiciendo, no entanto é de grande relevância. E é de grande relevância porque se definem as zonas de inundação, as zonas de cheia e as entidades que têm competência para intervir no licenciamento da construção de infraestruturas e portanto com este procedimento evitarmos algumas das coisas que aconteceram no passado, nomeadamente nos leitos das ribeiras e particularmente na Ribeira de São João onde, nos anos 90, ocorreu aquele desastre que trouxe umas oficinas de lá de cima de S. João para dentro da marina aqui no Funchal. E portanto se esta adaptação tem vantagens, inequivocamente, as que estão consagradas no artigo 16.º encerram de facto uma grande importância. Mas mais. No mesmo artigo, e nomeadamente no seu ponto n.º 6 também define quem no Governo Regional tem competência para licenciar essas construções, para estudar essas matérias. E depois, isto resolve à partida um problema, que é sabermos exactamente quem faz o quê para que depois quando acontecem as coisas, à semelhança daquele triste desastre da Ribeira dos Socorridos, em que uns vão chutando para os outros, é do domínio hídrico, é do domínio da Câmara do Funchal, é do Governo, é da Secretaria não sei quantos e de ninguém, a culpa morre solteira. Neste caso, a Secretaria Regional do Equipamento Social é responsável, na ausência de planos, pelo licenciamento de operações de urbanização e de edificação nestes leitos, e portanto há aqui um contributo que é importante. Não basta ler o preâmbulo desta adaptação, pensar que isto é uma coisa de somenos importância e portanto o resto não interessa. É bom que atentemos de facto ao seu articulado na íntegra, para que entendamos a verdadeira importância desta adaptação. Pág. 13

14 E sendo uma adaptação e correspondendo exactamente àquelas que são as necessidades regionais, porque é disso que se trata, de adaptar um diploma nacional às especificidades regionais, não temos desculpa depois para virmos dizer que não temos instrumentos legais, que os instrumentos legais não responsabilizam quem de direito, que os instrumentos legais não dizem exactamente quem deve fazer o quê, quem deve licenciar o quê e a culpa morre solteira. Esperamos assim que com esta adaptação tenhamos um quadro legal que nos permita identificar em cada momento em que ocorrer aquilo que é suposto não ocorrer, quem é responsável, quem licenciou. E portanto, esperamos que seja um contributo para que a culpa não morra solteira. Muito obrigado. Sr. Deputado Leonel Nunes, para uma intervenção, faz favor. O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Obrigado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é uma intervenção quase que poderíamos dizer, uma declaração de intenções, porque como não é possível, após a votação, fazer a declaração de voto, como o Sr. Deputado que em nome do PSD interveio e também deu algumas indicações de que o Sr. Secretário irá estar presente na comissão para prestar melhores esclarecimentos sobre esta matéria, a posição deste grupo parlamentar, até porque precisamos de mais algumas informações, é de abstenção em relação a este diploma e vamos com certeza estar presentes na reunião onde o Sr. Secretário irá com certeza também prestar os esclarecimentos que acharmos necessários. Srs. Deputados, vou colocar à votação na generalidade o ponto 3. Submetido à votação, foi aprovado com 26 votos a favor, sendo 21 do PSD, 3 do PS, 1 do CDS/PP e 1 do MPT, e 3 abstenções, sendo 1 do PCP, 1 do BE e 1 do PND. Passamos ao ponto n.º 4 da ordem de trabalhos, com a apreciação e votação na generalidade da proposta de decreto legislativo regional que Aprova o Plano Regional da Água da Região Autónoma da Madeira. Está em discussão. Sr. Deputado Vicente Pestana, tem a palavra, para uma intervenção. O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o recurso natural importantíssimo água na Região Autónoma da Madeira tem merecido da parte dos sucessivos governos sociais democratas uma atenção especial ao longo dos anos, tendo sido objecto de fortes investimentos públicos tendo em vista o aproveitamento integral e integrado dos recursos hídricos, tanto para o consumo doméstico, como para a agricultura e a indústria, bem como no que concerne à dotação da Região dos meios necessários para enfrentar os desafios decorrentes das alterações climáticas. A transposição para a ordem jurídica interna da Directiva do Parlamento Europeu e do Conselho n.º 2000/60/CEE, de 22 de Dezembro, pela Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro, complementada pelo Decreto-lei n.º 77/2006, de 30 de Março, vem estabelecer um quadro de acção comunitária no domínio da política da água, estipulando a necessidade de implementação dos planos hidrográficos que apoiam os princípios e os objectivos específicos constantes da Directiva Quadro de Água. Com a aprovação desta proposta a RAM ficará dotada de um instrumento legal importantíssimo para a gestão sustentada dos seus recursos hídricos em linha com as disposições legais nacionais e comunitárias vigentes sobre esta matéria, dando também cumprimento à política definida pelo Governo Regional para a valorização dos recursos hídricos da Região, como aliás eram constantes do Programa do Governo. Este plano concretiza detalhadamente o estado actual dos recursos hídricos nas várias vertentes consideradas relevantes, identifica os principais aspectos associados e estabelece os objectivos e políticas a implementar tendo em vista uma correcta e eficiente gestão deste importante recurso no horizonte temporal dos próximos 20 anos. Estabelece também os objectivos de política de planeamento e gestão dos recursos hídricos, em convergência com as normas nacionais e comunitárias vigentes conducentes à valorização, protecção e gestão equilibrada deste recurso endógeno fundamental, conjugando estes objectivos com o desenvolvimento regional e a sustentabilidade ambiental em que o uso correcto da água assume um papel fulcral em consonância com os princípios do utilizador/pagador e do poluidor/pagador em sintonia com a Lei da Água. Ao nível da gestão, o plano reconhece a necessidade da implementação de um novo modelo organizacional, assente na concentração da gestão ao nível da integração dos sistemas em alta e em baixa, bem como dos diversos fins, nomeadamente água potável e águas residuais, assim como a integração territorial de forma a diminuir as disfunções e a aumentar a eficácia dos investimentos públicos em proveito do cidadão. Resta referir que o plano foi elaborado com base num relatório técnico que foi objecto de consulta pública, tendo sido acolhidas e analisadas todas as contribuições que tenham sido endossadas. Foi acompanhado por uma comissão representante das diversas entidades da administração pública regional, representantes de organizações não governamentais e associações ambientalistas e também um representante da Universidade da Madeira e da Associação de Agricultores. Para terminar, eu diria que este plano é um plano ambicioso, que vem na linha da política que o Governo Regional tem implementado neste sector e que, como toda a gente sabe embora nem toda a gente conheça, tem sido objecto de grandes e vultuosos investimentos que muitas vezes passam despercebidos à maioria da população porque estão em zonas pouco visitadas e pouco frequentadas pelos madeirenses, mas que os números assim o indicam e os resultados estão à vista. Outros desses investimentos também estão em implementação e podem ser visitados e apreciados por quem estiver interessado. Pág. 14

15 Também, ainda no âmbito do plano, este plano aponta para vultuosos investimentos nos próximos anos, em que se aponta para um investimento total de 450 milhões de Euros, o que fará com que a Região fique dotada das infraestruturas e dos serviços fundamentais para que todo o recurso natural água seja devidamente aproveitado e seja gerido de uma forma sustentada e sustentável. Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Deputado José Manuel Rodrigues, para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. JOSÉ MANUEL (CDS/PP):- Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sr. Deputado Vicente Pestana, ao contrário de outras ocasiões, devo elogiar este Plano Regional da Água, sobretudo a forma como ele está elaborado, com uma sustentação técnica assinalável e isso é positivo para a Região Autónoma da Madeira. Mas gostaria de centrar a questão num aspecto que poderá ser menor para a nossa discussão, mas que para os consumidores não será, que é questão da uniformização do preço da água na Região Autónoma da Madeira em todos os concelhos, incluindo o Porto Santo que paga uma água substancialmente mais cara que a Madeira e este é um objectivo político que o Governo Regional nunca conseguiu atingir, a uniformização dos preços da água em todos os concelhos. E a pergunta é, Sr. Deputado, porque é que o Governo Regional nunca conseguiu atingir este objectivo da uniformização do preço da água aos consumidores, havendo claramente injustiças de concelhos que pagam o preço da água muito cara e outros muito barata? Há sempre aqui uma argumentação que me parece um pouco falaciosa, e vou ser responsável nesta matéria como noutras, que é o facto de haver muita água nuns concelhos e pouca noutros. Eu acho que a Região, sendo uma região onde até as distâncias hoje estão esbatidas pela rede de comunicações, a Região tem que ser vista no seu todo e não concelho a concelho. Mas no caso de Santa Cruz, onde mora o Sr. Deputado e onde eu moro, se considera admissível que por motivos eleitorais as vereações de Santa Cruz do PSD, durante anos, não actualizaram o preço da água O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Terminou o tempo, Sr. Deputado. O ORADOR:- e agora, no ano 2008, actualizaram o preço da água entre 75 e 85%? Se isto faz algum sentido, sobretudo num momento de crise económica como aquele que atravessamos? O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. Deputado Vicente Pestana, para responder, faz favor. O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado José Manuel Rodrigues, quanto aos elogios que faz ao plano também concordo consigo: realmente está muito bem elaborado e é uma prova que o Governo trabalha bem e quando apresenta os documentos, apresenta-os para durar. Burburinho nas bancadas da Oposição. Ou seja, daqui a 5, 6 ou 10 anos este plano se calhar ainda serve muito bem à Região Autónoma da Madeira e com certeza que irá contribuir para aumentar ainda mais a eficácia do aproveitamento e da gestão dos nossos recursos hídricos. Quanto à questão dos preços da água, Sr. Deputado, o Governo não tem competência no estipular do preço da água ao consumidor. Como sabe, isso é da competência das autarquias e mais especificamente das assembleias municipais. E já agora, eu lamento e informo o Sr. Deputado que os seus companheiros, se assim se pode dizer, de assembleias municipais, têm as mais díspares opiniões a esse propósito. Convinha também que os partidos se organizassem e que falassem numa só voz em termos de políticas regionais, na medida em que eu já ouvi em duas assembleias municipais que frequentava e que ainda frequento quando posso opiniões completamente diferentes do próprio partido a que o Sr. Deputado pertence. Ou seja, essa questão que o Sr. Deputado menciona, de que nos concelhos onde a água existe em abundância O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Terminou o tempo, Sr. Deputado. O ORADOR:- ser mais barata, pois pode ter a certeza que há colegas partidários seus que defendem essa posição. Muto obrigado, Sr. Presidente. Sr. Deputado Roberto Almada, para um pedido de esclarecimento, faz favor. O SR. ROBERTO ALMADA (BE):- Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sr. Deputado Vicente Pestana, eu dirijo-me a V. Exa. para lhe colocar duas questões. A primeira é se este Plano da Água é tão importante, e de facto é, porque é que não está aqui o Sr. Secretário para vir defender este diploma e se furta a vir ao Plenário e apenas vai à comissão? Porquê? Tem medo de explicar perante o Plenário, perante todos os deputados e de vir prestar os esclarecimentos devidos? Sr. Deputado, o Sr. Deputado vive no concelho de Santa Cruz e certamente tem conhecimento que a Câmara Municipal de Santa Cruz procedeu a um aumento estrondoso no preço da água que é distribuída aos consumidores, que foi da ordem dos 70 a 80%. O Sr. Deputado acha que é aceitável que uma câmara municipal aumente quase 80% Pág. 15

16 o preço da água num concelho onde as pessoas estavam habituadas a pagar menos e agora têm que ter um aumento de 80%? Que me venha dizer que a água era muito barata nesse concelho e que era preciso aproximá-la dos valores médios dos outros concelhos, eu até consigo perceber! Não consigo perceber é que se deite a bomba sobre a cabeça dos santacruzenses e que se aumente 80% o preço da água. Isto é inaceitável, isto não é aceitável e por isso mesmo fica aqui o nosso claro repúdio. Sr. Deputado Vicente Pestana, para concluir, a questão que lhe quero colocar tem a ver com a questão da taxa fictícia que foi criada na Região Autónoma da Madeira pelas autarquias, para contornar a lei que proibiu o pagamento da taxa dos alugueres de contadores. Acha que isso é eticamente aceitável, que se contorne a lei, que se crie uma taxa ilegal para ludibriar os madeirenses? Pág. 16 O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. Deputado Vicente Pestana, faz favor, tem a palavra para responder. O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Roberto Almada, eu começo pelo fim. Realmente o Bloco de Esquerda pode prometer tudo, e até pode prometer tudo de borla, nunca será governo, portanto aí pode até dizer que se fosse governo, era tudo de borla! Protestos do Sr. Roberto Almada (BE). Até o bagaço e o vinho seco se calhar era de borla! De qualquer forma, o Sr. Deputado pode fazer a demagogia que quiser que a mim não me impressiona. Protestos do Sr. Roberto Almada (BE). Aliás, nesta questão das borlas e do facilitismo que o Bloco de Esquerda demagogicamente propõe para tudo e mais alguma coisa, qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que ao fim ao cabo quem vai pagar isso tudo é o cidadão na mesma! Portanto não venha com essa demagogia, isso não pega! Quanto à questão da vinda do Sr. Secretário aqui ao Plenário, o Sr. Deputado há-de concordar comigo pode não dizer, mas concorda que em comissão há mais serenidade, não se fala para a câmara, para a tal câmara que o Sr. Deputado sabe qual é, e com serenidade, com todo o tempo do mundo e duma maneira mais aberta e mais franca se pode esclarecer todas as dúvidas e dar todas as informações que os Srs. Deputados queiram tirar. Comentários do Sr. Roberto Almada (BE). O que o Sr. Deputado quer é fazer a sua demagogia habitual, e portanto quer esse folclore que lhe é habitual. Quanto à questão do preço da água, Sr. Deputado, o Sr. Deputado acabou por dizer que durante 3 ou 4 anos os munícipes de Santa Cruz pagaram menos, o que Sr. Deputado está a querer dizer é que queria que eles pagassem mais! O SR. ROBERTO ALMADA (BE):- Não, não, não! O ORADOR:- Oh! Sr. Deputado, é lógico! Se o Sr. Deputado diz que só passado 3 ou 4 anos é que actualizou o preço da água, então significa que queria que já há 3 ou 4 anos atrás eles estivessem a pagar o preço que estão a pagar hoje! Burburinho geral. Isto é lógico! Muito obrigado. Sr. Deputado João Isidoro, para uma intervenção, faz favor, tem a palavra. O SR. JOÃO ISIDORO (MPT):- Obrigado. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, estamos aqui a discutir dois documentos que são, do nosso ponto de vista, da máxima importância em termos dos recursos hídricos, quer no presente mas quer particularmente no futuro. No que se refere ao Plano Regional da Água, e estamos aqui a falar da água potável e da água de rega, eu gostaria de chamar aqui a atenção para uma situação que já foi inclusive abordada pela própria Investimentos e Gestão da Água, a IGA, e que tem a ver com as redes concelhias. Foi dito há muito tempo que cerca de 50% da água que a IGA distribuir nalguns concelhos acaba por se perder na rede, dado o seu envelhecimento e portanto a água não chega ao destino final. Eu próprio já apresentei nesta Assembleia uma iniciativa nesse sentido, que era que o Governo Regional, em parceria com as câmaras municipais, nomeadamente os contratos-programa, em virtude destas terem dificuldades de recursos financeiros, pudesse fazer planos de recuperação de todas as redes concelhias, sobretudo aquelas que estão mais degradadas, no sentido de fazer o aproveitamento deste bem precioso que é a água. Nessa altura a proposta foi chumbada, mas continuo a considerar importante que haja este investimento de recuperação das redes, até porque se este investimento for feito, também tem um significado se calhar grande no preço final, ou seja, no preço ao consumidor. Fica também aqui este alerta nesse sentido, porque há uma outra questão, que já foi aqui abordada e que tem a ver com os custos de manutenção das redes e também com os custos da água pelas câmaras municipais, e que estas câmaras viram-se obrigadas a recorrer a essa taxa, a chamada taxa de disponibilidade, que de facto representa uma

17 disponibilidade para os orçamentos das câmaras municipais, mais que vai onerar, e de que maneira, o orçamento das famílias, uma vez que são os munícipes que vão pagar essa taxa, nuns concelhos mais, noutros menos, mas é um custo bastante elevado. Por outro lado, queria também deixar aqui um alerta: eu acho que era importante, devido a um conjunto de obras que entretanto se fizeram e bem, não é isso que está em causa, em termos de rede viária, e estou a falar por exemplo em muitos túneis que se construíram, mas há determinadas zonas e isso também já foi chamado à atenção até por pessoas que têm muito conhecimento dessas áreas em que há contaminação de algumas nascentes que estavam enquadradas nesses espaços e que hoje continuam a ir para as redes concelhias e que é necessário, neste plano regional, na gestão das águas também ter em atenção estas situações, porque está em causa a saúde pública do consumidor, está em causa a qualidade da água. Nesta altura em que se discutem dois documentos desta importância, nós consideramos que é de ter em conta estas realidades e tomar medidas no sentido de também se resolver estas questões. Só para terminar, e relativamente à questão das águas de rega, é verdade que tem havido em termos regionais um grande investimento nestas áreas, mas ainda existe hoje um défice nalguns concelhos. Estou a falar particularmente no concelho de Câmara de Lobos e no concelho de Santa Cruz, onde a água de rega é ainda um problema que os agricultores enfrentam, mais um problema que os agricultores têm de enfrentar e é necessário duma vez por todas que o Governo Regional cumpra aquilo que está nos seus programas de governo, que é a construção de tanques de água para preservar águas do Inverno para o Verão, para fazer face às necessidades dos agricultores, que em todo este plano seja também tido isso em consideração. Vamos aguardar. Globalmente, este projecto de decreto legislativo regional é positivo. Faço parte da comissão especializada e vou naturalmente estar presente. Neste momento o meu voto será de abstenção, até porque isto ainda vai a comissão, vou também aguardar explicações do Sr. Secretário e eu próprio vou colocar questões ao Sr. Secretário do Ambiente e Recursos Naturais e aí, face às respostas, eu darei o meu voto final, que espero bem que seja um voto positivo e isso vai depender também das questões que forem colocadas e da garantia que for dada pelo responsável do Governo nessa comissão às questões que aí forem levantadas. Vamos fazer um intervalo. Eram 16 horas e 56 minutos. INTERVALO O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Srs. Deputados, já temos quórum, vamos dar reinício aos nossos trabalhos. Eram 17 horas e 21 minutos. Sr. Deputado Jaime Leandro para uma intervenção, tem a palavra. O SR. JAIME LEANDRO (PS):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, já alguém aqui disse hoje que este Plano Regional da Água está de facto muito bem feito. Eu devo reconhecer que sim. E está de tal forma bem feito, que aquela problemática que aqui há pouco se colocava que tinha a ver com os preços da água, e particularmente os preços praticados em Santa Cruz, tem aqui previsão. E tem previsão no ponto 6, princípios gerais e linhas de orientação estratégica, e particularmente na alínea p), que diz: Princípio da solidariedade e coesão regional, por força do qual na gestão dos recursos hídricos deverão ser respeitados os princípios da solidariedade e da coesão regional, não devendo a gestão integrada dos recursos hídricos contribuir para criar ou agravar assimetrias sociais ou administrativas, repito, assimetrias sociais. Portanto, está aqui previsto que de facto o Governo e as câmaras municipais, por maioria de razão, até pelo facto de terem a mesma cor política, têm o dever de harmonizar os preços da água. E, portanto, o Governo Regional e as próprias autarquias estão vinculadas ao documento que aqui aprovaremos e, portanto, esbater-se-á esta questão. Parece-me que esta é da maior relevância. E esta também uma meia culpa do Partido Social-Democrata, que depois de alguns dizerem que essa matéria é do foro autárquico e, portanto, o Governo não tem nada a ver, o Governo dá aqui uma lição daquela que é a solidariedade e coesão regional, de resto outra coisa não seria de esperar, porque de facto, quem tanto fala dos custos de insularidade e quem tanto fala do princípio da continuidade territorial, tem que naturalmente aplicar aqui o princípio da solidariedade e da coesão regional. Muito bem! Eu louvo de facto o Governo Regional. Estarei cá para ver se de facto isto é implementado, mas como isto reveste a força de lei, eu quero acreditar, quero crer que sim. E, portanto, estejam os madeirenses descansados que o Partido Social-Democrata resolveu o preço, os problemas relacionados com o preço da água. Noutra vertente, dizia o Sr. Deputado do PSD que apresentou esta proposta, que o Governo tem uma atenção especial para esta questão dos recursos da água, da questão da água. E é verdade, isso ficou bem patente quando foram feitas as grandes infraestruturas viárias, nomeadamente os túneis, em que o Governo fez estudos para saber exactamente as linhas de água onde é que andavam e se essa edificação, se a construção desses túneis cortava os lençóis de água, ou não, e isso é verdade, nós temos provas disso, nós sabemos muito bem o que é que está a acontecer no Seixal, com um caudal imenso de água que reverte O SR. JAIME LUCAS (PSD):- Já acontecia! Pág. 17

18 O ORADOR:- Já acontecia, mas que acontecia com menos quantidade e, portanto, isto são de facto os estudos que o Governo Regional faz e tem feito muito bem. Mas continua a fazer ainda mais. Repare-se que aquilo que está a ser feito agora, a canalização do Ribeiro Seco, lá em cima, mesmo ao pé da fábrica de mel, que tem a ver com a obra, com a estrada que vai terminar ali na Pontinha, foi também objecto de um estudo aprofundado e todos nós temos conhecimento dele, canaliza-se o Ribeiro Seco, talvez por ele se chamar seco, não era preciso, mas também para isso não era preciso canalizar, bastava atupir e, portanto, tínhamos o problema resolvido Burburinho. ou seja, nós podemos estar descansados que vamos ter o problema dos custos da água domiciliária resolvido, o problema dos túneis nunca existiu, a água do Seixal é uma miragem, a questão da gestão dos caudais e das ribeiras também é um facto e, mais!, a gestão sustentável dos recursos hídricos, convenhamos que de facto algum trabalho tem sido feito, nomeadamente aquelas lagoas para retenção e distribuição posterior dos recursos hídricos, mas convenhamos que todos os anos dizemos ai, que este ano está a chover menos do que o ano anterior e, portanto, vamos ter problemas no verão, mas é conhecido de todos que há sítios por esta ilha fora que felizmente vertem água por todos os lados, agora, o problema está na captação dessa água e esse é que é o verdadeiro problema e não me digam que ninguém vê. O Véu da Noiva é conhecido internacionalmente; aquela questão que vos falei do Seixal é conhecida há anos, até antes dos túneis estarem feitos e, como estes, há mais, pela Ribeira dos Socorridos acima temos imensa, por esta ilha, água é coisa que não falta, fora aquela que o Governo mete Protestos do PSD. Burburinho. e, portanto, o problema está em saber aproveitar os recursos hídricos. E quando se diz que o Governo tem dado atenção especial a esta matéria, nós compreendemos, eu não sei é em que sentido é que é esse especial, se é no sentido positivo, se é no sentido negativo, mas reconheçamos, de facto, que este diploma até nem está mal feito e vamos acreditar que seja bem implementado, que de facto corresponda àquilo que se pretende e que, pelo facto de ter esta epígrafe, plano, não seja uma contingência que o obrigue a ir para a gaveta, como os planos de ordenamento do território, como os planos de ordenamento da orla costeira e tudo aquilo que são planos de gestão territorial, porque infelizmente essa é a história, é a experiência que nós temos, é que os planos serem para emoldurar, servem para dizer que existem, mas não serem para planificar coisa nenhuma, porque são sucessivamente ultrapassados, são sucessivamente esquecidos e, portanto, essa é a nossa história. Não quero planos bem feitos para não servirem para nada, quero planos que sejam executados, planos que sejam implementados, planos que estejam ao serviço da Madeira e dos madeirenses. É isso que nós queremos. Srs. Deputados, vou colocar à votação o ponto 4 da nossa ordem de trabalhos. Submetido à votação, foi aprovado com 23 votos a favor, sendo 21 do PSD e 2 do CDS/PP e 6 abstenções, sendo 3 do PS, 1 do PCP, 1 do BE e 1 do MPT. O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Srs. Deputados, vamos passar agora ao ponto 5, com a apreciação e votação na generalidade do projecto de decreto legislativo regional denominado Comissão regional para a não discriminação das pessoas com deficiência, da autoria do Partido Comunista. Está à discussão. Sr. Deputado Leonel Nunes para uma intervenção, tem a palavra. O SR. LEONEL NUNES (PCP):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, caminhamos para o fim de um dia longo de trabalhos e podemos considerar que não é por falta de chumbos que esta Assembleia irá marcar a sua persistência na apresentação de projectos. Sras. e Srs. Deputados, quando se pretende, com este decreto legislativo regional, a formação de uma comissão regional para a não discriminação das pessoas com deficiência, julgamos estar a dar um contributo para minimizar as dificuldades daqueles que, embora sendo diferentes, têm o direito a um tratamento igual. Infelizmente na nossa sociedade a deficiência é mais uma dificuldade que os cidadãos têm para ultrapassar as dificuldades que os outros normalmente encontram no seu dia a dia. Hoje é fácil encontrar aí pelas ruas, em qualquer família, um desempregado, mas um desempregado com deficiência tem mais dificuldades de conseguir trabalho. Também, por vezes, na formação profissional que se faz para muitos dos deficientes, não têm em atenção a sua integração no mundo do trabalho e na sociedade. Todos conhecemos as dificuldades que existem também na ultrapassagem dalguns obstáculos que a nossa cidade está cheia dos mesmos. Não é por falta de discussão aqui na Assembleia, proposta pelos mais variados partidos da oposição, a verdade é que afirmação por parte da maioria é sempre a mesma, que estão a estudar, que estão a cumprir a lei, mas a verdade é que nos quer parecer cada vez mais que os estudos não são feitos e a lei não é cumprida, continuam a surgir todos os dias edifícios públicos que não respeitam minimamente as normas estipuladas para o acesso dos deficientes, os nossos passeios, até, inclusive, os semáforos, alguns que estavam equipados com sinais sonoros para os deficientes, é uma questão de somenos importância e não é preocupação de quem nos governa, não é preocupação de quem comemora os 500 anos desta cidades, estes 500 anos que estamos a comemorar e que estamos a esquecer parte também daqueles que fazem esta cidade palpitar, andar, viver, que são os deficientes motores, visuais e muitos outros que na nossa terra circulam. Pág. 18

19 Em relação àqueles deficientes que não o eram, o que poderá acontecer com qualquer um de nós, e que passam a ser, as dificuldades são tremendas. Para aqueles que conhecem o mundo do trabalho, quantos e quantos cidadãos que iniciaram as suas profissões, ou porque o próprio trabalhador não respeitou as normas da segurança, ou a própria empresa não tinham, nem cumpria com as normas de segurança no trabalho, ficaram diminuídos fisicamente? E pergunta-se: quanta dificuldade tem este trabalhador ao retomar o seu trabalho? Passa a ser perseguido, passa a ser não bem-vindo à empresa. Conhecemos dezenas e, se for necessário, darei alguns exemplos, mas penso que os Srs. Deputados conhecem perfeitamente essa situação. À seguradora é fácil constatar que o trabalhador ficou com uma deficiência de 20, 30% e que inclusive a primeira coisa que se calhar, quando o trabalhador volta à empresa, o patrão lembra-o atenção, tu tens uma incapacidade de 20, 30%, não sou obrigado a te pagar o salário por inteiro. E é verdade, não paga o salário por inteiro, mas lá o trabalho que ele fazia, muitas das vezes é obrigado a continuar a fazer o mesmo trabalho, mesmo que tenha alguma incapacidade. E pergunta-se: quem é que fiscaliza, quem são aquelas entidades que deveriam ter a responsabilidade de investigar e obrigar as empresas a terem outros comportamentos? Sras. e Srs. Deputados, não é só obrigar as empresas a terem outros comportamentos, é também informar os acidentados, aqueles que sofrem os acidentes de trabalho, de que têm direitos, que muitos deles são desconhecidos. Há trabalhadores que vendem uma mão por um prato de lentilhas; há trabalhadores que, quantos e quantos, infelizmente, ou felizmente, na nossa terra não se conhecem situações dessas, mas que, para depois terem acesso a algum pequeno subsídio, provocam acidentes. Conheço alguns filhos da nossa terra que, ao emigrarem para o estrangeiro, viram-se aliciados pelos prémios dos seguros quando tinham um acidente, ou com problemas de coluna, ou que partiam um pé, ou ficavam aleijados, e alguns simulavam o acidente, outros eram acidentados mesmo. Conheço muitos, conheço muitos que depois recorreram ao seguro para resolverem esses problemas. Nós aqui na Região Autónoma da Madeira deixamos as pessoas, e deixamos isso quase única e exclusivamente à responsabilidade dos sindicatos para resolver e que não deve ser. E quantos e quantos cidadãos estão inválidos em casa e estão há anos à espera que o seguro lhes resolva o problema? Porque ainda caíram naquela ilusão de que os seguros estão aqui para resolver os problemas. Sras. e Srs. Deputados, as seguradoras não estão para resolver os problemas, as seguradoras estão para ganhar dinheiro à custa dos problemas, estão para ganhar dinheiro à custa dos acidentes e levam anos, e há aqui Srs. Deputados que também, simultaneamente, são juristas, levam anos e anos muitas vezes para resolver o problema dum acidente de trabalho. E quantas e quantas das vezes esses acidentes são mal resolvidos, porque entre esperar e desesperar fica-se muito próximo de ceder perante as ofertas miseráveis das seguradoras? Por esta e muitas outras razões, para além daquilo que aqui já fiz referência, as dificuldades arquitectónicas e outras, nós propomos a formação desta comissão regional para a não discriminação das pessoas com deficiência, porque também, ao contrário do que aqui às vezes se afirma, atenção, que não podemos suportar mais despesas, Sras. e Srs. Deputados, basta vontade política, porque é sempre possível, é sempre possível formar uma comissão com esta capacidade interventiva, sem que isso acarrete mais despesas para o orçamento da Região, antes pelo contrário, o que irá minimizar é a dor, é a insegurança, é, ao fim e ao cabo, também, transformar trabalhadores que hoje têm muitos problemas, minimizando-os para que eles amanhã também possam aguardar e pensar que o futuro é também para eles! Sr. Deputado João Isidoro para uma intervenção, tem a palavra. O SR. JOÃO ISIDORO (MPT):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta é uma matéria recorrente, no que se refere aos direitos dos cidadãos portadores de deficiência, no que se refere a um conjunto de iniciativas que têm sido apresentadas nesta Casa para melhorar a qualidade de vida destes cidadãos. Estamos a falar de cidadãos com mobilidade condicionada e têm sido diversas as iniciativas que têm sido aqui apresentadas com o objectivo de melhorar e fazer cumprir a lei que já existe hoje das acessibilidades. Eu não quero na minha intervenção pôr em causa, nem dizer também que nada foi feito nesta área. É verdade que, se formos comparar a situação de hoje com alguns anos a esta parte, houve efectivamente uma evolução, quer em termos de infraestruturas de apoio, estamos a falar nomeadamente na área do ensino, em termos de acessibilidades, é verdade, muitas coisas foram feitas, houve uma evolução positiva, tem havido câmaras, estamos a falar por exemplo das câmaras, umas com maior sensibilidade que outras, mas todas elas têm procurado ir ao encontro das necessidades destes cidadãos, mas isto não significa que tudo esteja resolvido, aliás, quem ainda recentemente participou no II Parlamento do Cidadão Portador de Deficiência, pôde verificar nesta mesma sala aquilo que foram os problemas levantados pelos próprios cidadãos, e estamos a falar de vários tipos de deficiência, uns com maior gravidade do que outros, mas existe aliás um caderno que deve estar julgo que próximo a sair com as conclusões desse parlamento, onde se pode verificar que ainda são imensas as barreiras que estes cidadãos enfrentam diariamente. E uma das primeiras discriminações que estes cidadãos têm que enfrentar é exactamente o não cumprimento das leis já existentes neste momento no que se refere ao fim das barreiras arquitectónicas. Essa é uma das primeiras dificuldades, é uma das primeiras discriminações. Ainda hoje, na parte da manhã, e quando se discutiu uma proposta do CDS/PP sobre os passes gratuitos para os idosos e para os cidadãos portadores de deficiência, uma das questões que foram colocadas foi exactamente aqueles cidadãos deficientes que têm que utilizar cadeira de rodas não têm acesso a transporte público fora do concelho do Funchal. É claro que poderão dizer mas existem as carrinhas da educação especial, da Secretaria da Educação, que podem dar esse apoio. Mas esse apoio é no âmbito do ensino, daqueles que estão a frequentar a escola até os 18 anos, agora, o cidadão comum que tem uma deficiência e que precisa de utilizar uma cadeira de rodas, não tem neste momento um transporte público adaptado no plano regional, com a excepção do concelho do Funchal. Cá está aqui mais uma grande discriminação em relação a estes cidadãos. É claro que esta comissão não vai resolver estes problemas, não me parece também que o objectivo do PCP com esta proposta seja que a comissão resolva estes problemas, agora, esta comissão pode sempre ter um papel importante no sentido de alertar, no sentido de chamar a atenção, no sentido de alertar consciências em termos de opinião pública e em termos, sobretudo, daqueles que têm que decidir. Pág. 19

20 O Partido da Terra pediu um conjunto de audiências a várias instituições, entre elas a Ordem Regional dos Engenheiros e a Ordem Regional dos Arquitectos, e uma das questões que nós colocámos a essas duas instituições foi que eles poderiam e deviam ter um papel importante, um papel pedagógico junto dos promotores no sentido do cumprimento da lei das acessibilidades. Muitas vezes há promotores que, ao fazer uma obra, não estou a dizer que sejam todos, mas há de facto alguns que não respeitam a lei das acessibilidades, às vezes por desconhecimento e às vezes é também um arquitecto, ou engenheiro responsável da obra que não chama a atenção, que não alerta esse mesmo promotor. E nós chamamos a atenção, porque eles também têm este papel de alertar, de chamar a atenção para o cumprimento da lei das acessibilidades, tendo em conta que estes cidadãos, que já são de mobilidade condicionada, são um sector da população com muitas fragilidades e faz todo o sentido que se promovam também essas campanhas de sensibilização junto da opinião pública para o cumprimento das leis existentes. Por isso, não sendo um organismo que vá resolver todos estes problemas que aqui referi e também aquilo que eu acabei por dizer que se passou aqui no Parlamento do Cidadão Portador de Deficiência, mas por ser um meio também de chamar a atenção de quem tem a competência de resolver e fazer cumprir a lei, e por isso tem um aspecto positivo, vamos votar favoravelmente. Sra. Deputada Vânia Jesus para uma intervenção, tem a palavra. A SRA. VÂNIA JESUS (PSD):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Leonel Nunes, relativamente àquilo que é proposto neste diploma, a criação de uma comissão regional, eu recordo que também o Partido do Bloco de Esquerda, ainda na altura do Sr. Deputado Paulo Martins, apresentou também um decreto legislativo regional que proponha criar uma comissão regional pelos direitos da pessoa portadora de deficiência. E como sou coerente naquilo que digo e naquilo que é a argumentação do Grupo Parlamentar do PSD e do Governo Regional, obviamente que vou dizer-lhe aquilo que disse na altura ao Sr. Deputado Paulo Martins, que obviamente nós reconhecemos que ainda há trabalho a fazer nesta matéria, que sabemos que há barreiras que têm que ser colmatadas, que quando falamos na pessoa portadora de deficiência obviamente estamos a falar no combate à discriminação e prevenção, que obviamente se faz através da prossecução de políticas e de legislação que sabemos que já existe, de forma a promover o seu acesso às várias áreas, como sejam a educação, a habitação, o emprego e outros serviços que sabemos ser essenciais ao seu bem-estar, mas olhando ao conteúdo daquilo que é a proposta da criação da comissão, se olhar à composição, independente do mérito, ou não, da representatividade que pretende abranger, nós sabemos que, pela composição que apresenta neste diploma, se olharmos já aos poderes desta comissão, eu gostaria de dizer que aquilo que o Sr. Deputado propõe, aqueles que são os poderes desta comissão, há vários serviços do Governo Regional que já o fazem relativamente à pessoa portadora de deficiência. E temos, relativamente à Direcção Regional de Educação Especial, que já presta pareceres jurídicos aos órgãos e entidades competentes no âmbito daquilo que possa ser e possa estar em causa matérias relativas às acessibilidades. Aliás, existe um gabinete jurídico, através da divisão de adaptação às novas tecnologias de informação e comunicação, e aqui, se for necessário emitir pareceres face às adaptações de espaços ou em novas construções, segundo as orientações normativas em vigor, isso é feito e existe o gabinete jurídico para tal, bem como nós sabemos que temos legislação, aliás existe uma legislação a nível regional e existe a nível nacional e aquilo que apresenta no seu artigo 3.º, que são conceitos da discriminação positiva, da discriminação directa, isso é um decreto-lei a nível nacional, que é a Lei n.º 46/2006, que aliás é uma lei nacional que prevê claramente vários considerandos no sentido de haver as condições de igualdade para as pessoas portadoras de deficiência. E por isso, dizer também, e aqui o Sr. Deputado João Isidoro falou nestas questões e é importante referir, que é, na área do emprego, na área da habitação, na área da educação, o Governo Regional tem procurado dar respostas ao nível das pessoas portadoras de deficiência. Nós sabemos que a nível do emprego nós temos um decreto legislativo regional que estabelece o sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiência, com grau de incapacidade funcional igual ou superior a 60%, aliás, na Câmara Municipal do Funchal, a quota estabelecida é de 5% e a Câmara Municipal do Funchal é um exemplo que algumas das câmaras deveriam seguir, que tem empregado pessoas portadoras de deficiência e que tem reduzido a mobilidade. Tal como já foi falado aqui hoje neste Parlamento, também na questão dos transportes, nós sabemos que existem ainda carências, mas também foi referido aqui que é preciso sensibilizar e o Governo tem feito esse trabalho, nomeadamente a Horários do Funchal tem 20 autocarros e todos eles com as adaptações necessárias para as pessoas portadoras de deficiência. Obviamente que não dará neste momento resposta àquela dificuldade que nós sentimos, que é a de haver este serviço fora da centralidade do Funchal, mas obviamente que nos outros concelhos tem havido a preocupação das autarquias de serviços da própria Direcção Regional de Educação Especial. E aqui, eu digo ao Deputado João Isidoro que não são só serviços a nível educativo, mas a Direcção Regional de Educação Especial, se alguma pessoa portadora de deficiência pedir este transporte, não é negado, é feito o transporte à pessoa portadora de deficiência e é feito a qualquer pessoa, independentemente de se estar a dirigir aos alunos que se encontram nas escolas. Por isso, são nestes objectivos de olhar aos direitos da pessoa portadora com deficiência que nós consideramos que esta comissão, apesar do mérito das preocupações, que eu julgo serem comuns a todos nós, aqui, não vem resolver aquelas matérias que foram colocadas aqui pelo Sr. Deputado relativamente às acessibilidades, nomeadamente às acessibilidades, porque nesta matéria realmente existe a fiscalização, e nós sabemos que existe a nível dos serviços públicos prioridade no atendimento às pessoas portadoras de deficiência, qualquer pessoa, relativamente aos idosos, grávidas e pessoas portadoras de deficiência, desde que acompanhadas e tenham necessidade de se dirigir a qualquer serviço, tem esse atendimento prioritário. Obviamente que isto passa por uma mudança de mentalidades e passa por todos nós sabermos e termos essa sensibilidade de que estes direitos estão previstos na lei e é preciso salvaguardá-los e é preciso fazer valer estes direitos da pessoa portadora de deficiência. Dizer também que existem ajudas técnicas, aliás, relativamente ao emprego, existe financiamento de ajudas técnicas. Aqui falamos já relativamente às empresas, ou seja, se alguma empresa tiver um funcionário que é pessoa portadora de deficiência, existem estas ajudas técnicas para a adaptação dos serviços necessários para tal. Pág. 20

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