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1 DA CONCORRENCIA D E S L E A L

2 José Lobo d'avila Lima Doutor em Direito COIMBRA IMPRENSA DA UNIVERSIDADE 1910

3 Ao Illustríssimo e Excellentissimo Senhor Homenagem de muito respeitoso affecto e indelevel reconhecimento do AUCTOR

4 Dissertação para o concurso ao magisterio na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

5 INTRODUCÇÃO A orientação livre dos factores economicos das sociedades modernas gerou este assumpto de ambito tão impreciso e tão rude açambarcamenlo: a concorrencia desleal. Melhor deduzido e mais salientemente revelado no embate das forças de producção economica, o problema da concorrencia desleal denuncia-se outrosim em outros aspectos da actividade social, onde quer que o pleno e concorrente exercício das faculdades humanas, seja na estricta area das puras utilidades materiacs ou na elevada esphera das artes e letras, dêem margem á insidia, ao sophisma, a quaesquer perfidos manejos de sempre desleal adulteração... Assim, pois, a liberdade degenerou em licença, á medida que taes factos foram assumindo, por seu numero e importancia, uma feição claramente altentatoria das garantias individuaes. El desde esse momento e se bem que, na expressão pittorescamenle grave de EECKHOUT (1), a liberdade continuasse e continue a ser (i) EECKHOUT, La répression de la concurrence déloyale en Allemagne, 1905, pag. 1-2.

6 VIII «a base official da legislação economica moderna», surgiu a necessidade duma nova disciplina jurídica, chamada a compellir os abusos, os ímprobos e multiplicados artifícios da concorrencia desleal. Tal a apresentação do problema, cuja analyse nos propuzemos em um dos seus mais melindrosos e vastos capítulos: a propriedade industrial. Por nossa parte não alimentamos duvidas ácerca da temeridade do emprehendimento: este trabalho modestíssimo pretende ter tão sómente o benefico intuito de appellidar a allenção de outrem mais esclarecido para um ramo do saber jurídico, tão clamoroso quanto inexplorado. E já agora valha-nos, á guiza de attenuante a declaração de VIDAM (1) de que «questo delia concorrenza sleale è uno dei temi piú difficile di diritto industriale. Criteri sicuri e generali non vi sono affato, a meno di contentara di vaghe generalilà che conchiudono assai poco e nulla insegnano alla stregua dei fatti». (1) VIDARI, Corso di diritto commerciale, XIV, cot. 29.

7 IX * * * Não queremos terminar estas breves linhas sem confessar que um sincero empenho patriotico nos attrahiu á analyse do presente assumpto. Portugal, dés que perfilhou moldes ultra-proteccionistas para estimulo e defesa de suas energias industriaes, complementarmente organisou e applaudiu aquellas medidas que, nos domínios do Estado português ou no mais amplo perímetro da sociedade internacional, successivamente teem sido votadas para segurança da propriedade industrial e repressão dos expedientes da desleal-concorrencia. Desses expedientes, um particularmente nos importa: as indicações de falsa proveniencia, atlentá a sua intima e frequente incorporação com os productos vinícolas. Os vinhos são a nossa maior riqueza, o mais poderoso factor do nosso activo mercantil. A sua pro-ducção, distribuída pelas treze regiões vinícolas do continente e ilhas e que actualmente se póde compu- B

8 lar sem exaggero em 8 milhões de hectolitros, assignala-nos, no mappa da producção mundial, o sexto logar em quantidade, e em valor (24:000 contos) o quinto ou facilmente o quarto, uma vez que as cotações se mantenham no seu nivel normal(1). Os productos vinícolas constituem, pois, o artigo primeiro da nossa exportação, (1) No que toca á producção vinícola, a galhardia do solo português é immensa, opulentamente attestada por cêrca de 300 castas de videira ou postos, originando a mais exhuberante variedade de vinhos, desde as castas fidalgas e de eleição, os vinhos generosos e licorosos vinhos príncipes e os vinhos communs, genuínos, de pasto ou de consumo directo até aos de lote, com que por largos annos o commercio de Bordéus preparou os seus vinhos de exportarão, e os vinhos de caldeira, de queima ou proprios para distillação (Cf. sohre o problema vinícola: SB. CINCINNATO DA COSTA, Producção e commercio dos principaes generos agrícolas de Portugal, 11)08, pag. 7 e seg.; Sn. SERTORIO DO MONTE PEREIRA, A producção vinícola, apud Notas sobre Portugal, vol. 1, pag. 331 e seg.; SR. D. Luiz DE CASTRO, Semente lançada á terra, 1909, pag. 69 o seg.; idem La crise viticole en Portugal, separata da Recue d'économie politique, 1908; idem, Aspectos economicos do projecto vinícola, conferencia realisada a 27 de janeiro de 1907 na Sociedade de sciencias agronomicas de Portugal).

9 XI a plataforma do nosso commercio externo, merecendo como taes a attenção de todos aquelles que pretendam trazer a lume aspectos oteis da vitalidade econoomica da nossa terra. Demais, as ameaças são frequentes (1), reclamando uma constante e energica vigilancia: é ver o zelo e sobre-aviso, com que a França acompanha e assegura a marcha mercantil dos seus vinhos (2). Identico procedimento se nos impõe tanto mais que, consoante a conclusão numericamente documentada do SR. CINCINNATO DA COSTA, as quantidades ex- (1) Adiante teremos ensejo de nos referir mais largamente á importante questão do vinho da Madeira (Cf. Usage illicite du nom de Madère procédure, plaidoiries, jugements, arrêts et documents 1900), que constituiu uma das mais importantes ameaças contra o nosso patrimonio vinícola. Já, após tal litigio, houve a chancella-ria portuguesa de occupar-se de uma nova e importante tentativa de concorrencia-desleal, uma falsificação das nossas marcas vinícolas por parte de negociantes hespanhoes (Cf. Livro branco, de 1905, parte III, «apprehensão no Rio de Janeiro de vinhos hespanhoes falsamente denominados portugueses», pag. 5 e.seg.). (2) MAURICE LAIR, Le problème viticole français, apud Revue économ. int., vol. II, n. 1, pag. 34 e seg.

10 XII portadas de vinhos do Porto diminuíram no período , decrescendo bem assim os valores totaes da exportação para esta classe de vinhos generosos, sendo a causa de tal facto «a concorrencia illicita que, nos mercados de consumo, estão fazendo as imitações aos verdadeiros vinhos do Porto e da Madeira, sendo sobretudo para notar-se que é nos mercados do Brazil e da Inglaterra, que os vinhos de imitação teem tomado boa parte do logar que de direito só pertence aos vinhos genuínos de Portugal, com prejuízo dos produclores, do commercio sério, e dos consumidores» (1). Só o vinho do Porto conhece estas curiosas modalidades : Porto-Tarragona, Porto-Hamburgo, Australian- Port e Palestina-Port! Até os Logares Santos rivalisam com os maravilhosos amphithealros durienses... No dia em que os nossos agentes commerciaes lograrem exterminar, com o apoio insophismavel dos (i) SR. CINCINNATO DA COSTA, obr. cit., pag. 17; e artigo Vinhos, no Portugal Agrícola, de fevereiro de 1909, pag. 39 e seg.

11 XIII accordos internacionalistas e a resolução energica da chancellaria portuguesa, as variadas mixordias, que correm por esse mundo apregoando descaradas adulterações das mais preciosas marcas vinícolas da nossa terra, ler-se-ha marcado um grande e fecundo triumpho para a economia nacional.

12 INDICE PARTE I THEORIA DA CONCORRENCIA DESLEAL CAPITULO I Deducção e critica da livre-concorrencia Pag. 1. A evolução da troca e a livre-concorrencia. 2. Apreciação do phenomeno da livre-concorrencia: o optimismo individualista. 3. A critica socialista CAPITULO II A concorrencia desleal: essenoia e fórmas 4. A livre-concorrencia e a concorrencia desleal. Como definir aconcorrencia desleal? Opiniões de EECKHOUT, GIANNINI e POUILLET. 5. Classificação das fórmas de concorrencia desleal. O seu enunciado jurídico, consoante a opinião de LAURENT e GIANNINI. 6. So luções apresentadas sobre a natureza do direito de propriedade industrial: a) representa um elemento constitutivo da individualidade de seu sujeito; b) deve ser equiparado ao direito de auctor; c) é de natureza especial, constituindo uma creação jurí dica moderna

13 XVI CAPITULO III O instituto da propriedade e a propriedade industrial Pag. 7. omportancia sociologica do instituto da propriedade. Elle acompanha e integra-se na evolução de toda a phenomenalidade social, diz CARLE : é a lei de orien tação mental de suas transformações. 8. As theorias sobre a origem da propriedade: concepções aprioristicas de GUMPLOWICZ, Grocio, BURLAMAQUI, PUFFENDORFF e ROUSSEAU; o racionalismo de KANT, LOCKE e AHRENS. 9. Systemas negativos: «a propriedade é um roubo» clama PROUDHON. 10. As ideias collectivistas e a reforma da proprie dade privada, segundo ANTON MENGER. 11. A propriedade é uma instituição existente e como tal deve ser apreciada. A evolução da propriedade e as suas raizes sociologicas: a necessidade, o trabalho e o interesse. 12. Estes mesmos elementos justi ficam a propriedade industrial. Caracter relativo das garantias jurídicas deste instituto CAPITULO IV A concorrenoia desleal e o abuso do direito 13. O direito de livre-concorrencia e suas limitações. 14. A theoria do abuso do direito: essencia e razões de sua acceitacão. 15. Criterio regulador da mesma theoria. 16 Integração da concorrencia desleal na theoria do abuso do direito

14 PARTE II MOVIMENTO HISTORICO-LEGISLATIVO CAPITULO V Legislações estrangeiras 17. Os mais recuados vestígios historicos da propriedade industrial: As investigações de MAILLARD DE MA- BAFY, BRAUN e KOHLER. 18. A propriedade industrial na Edade-Média: o regimen terrorista dos edictos. 19. A Revolução FrancÊsa e as suas consequencias economicas e sociaes. A physiocracia: laissez-faire e... era a plena liberdade de fraude. A moderna elaboração legislativa em França. 20. Allemanba. 21. Austria-Hungria. 22. Inglaterra. 23. Italia. 24. Belgica. Estados-Unidos. 26. Hespanha. Outros países. CAPITULO VI Legislação portuguêsa 27. Traços historicos da legislação portuguêsa sobre pro priedade industrial. 28. O codigo civil: deducção do nosso direito commum sobre concorrencia desleal: 29. Legislação especial. 30. Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria: organisação actual... CAPITULO VII Propriedade industrial internacionalista 31. A sociedade dos Estados c a propriedade industrial. 32. A mais recuada elaboração: as convenções sobre propriedade industrial accessorias dos tra-

15 XVIII Pag. tados de commercio. 33. O Regimen das Uniões: os congressos de Vienna (1873) de Paris (1878, 1880 e 1883). A convenção de 30 de março de 1883: importancia e fins. 34. A conferencia de Roma de A conferencia de Madrid de Suas resoluções: a) convenio concernente á repressão das indicações de falsa proveniencia; b) idem registo internacional de marcas; c) protocollo respeitante á dotação da repartição interna cional da união protectora da propriedade indus trial. 30. As conferencias de Bruxellas de 1897 e Actos addicionaes: resolução concernente á concorrencia desleal PARTE III LEGISLAÇÃO ESPECIAL CAPITULO VIII Objecto da concorrencia desleal 37. Enumeração legal dos casos de concorrencia desleal º Semelhança de aspecto. 38. Classificação dos casos de concorrencia desleal: as marcas SECÇÃO I Das marcas de fabrica e de commercio em geral 39. Conceito e objectivo das marcas. 40. Seus caracteres fundamentaes. 41. Collocação das marcas. 42. Especies de marcas. 43. Propriedade da marca: systemas declarativo c altributivo. 44. Ca tegorias do marcas

16 SECÇÃO II XIX Denominações e nomes Pag. 45. Denominações: conceito e especies. 46. Nomes. 47. Homonymia SECÇÃO III Emblemas, envolucros, recipientes, etc. 48. Emblemas, envolucros, recipientes, etc SECÇÃO IV Fórmas do producto 49. Fórmas do produeto º Indicações de falsa proveniencia 50. Natureza e fundamento da indicação do logar de proveniencia. 51. Alcance de tal designação. 52. Restricções ao direito de indicação do logar de proveniencia. 53. Nomes ou denominações gene ricas. 54. As indicações do logar de proveniencia e os produetos vinícolas. 55. Poder-se-ha usar, indifferentemente e com identica protecção legal, das indicações dos legares de producção ou fabrico dos produetos vinícolas? Usurpação de formulas, modelos e segredos de fabrica 56. Segredos de fabrica Formulas e modelos CAPITULO IX Procedimento judicial e penalidades 58. Competencia. 59. Processo Penalidades

17 PARTE I THEORIA DA CONCORRENCIA DESLEAL

18 CAPITULO I Deducção e critica da livre-concorrencia 1. A evolução da troca e a livre-concorrencia. 2. Apreciação do phenomeno da livre-concorrencia: o optimismo individualista. 3. A critica socialista. 1. O culminante aspecto do viver economico das sociedades modernas a concorrencia tem desafiado a analyse dos representantes do pensamento sociologico por forma tão abundante e alcance tão recuado, que facil tarefa é hoje ao estudioso reconstituir seus antecedentes. Perante o deficit natural das aptidões humanas em confronto com as suas necessidades, o individuo, ao qual exclusivamente anima o movei sociologico de interesse, começa de praticar uma rudimentar permuta (i), (1) DE GREEF, Lois sociologiques, pag. 153 e seg.; MIRAGLIA,

19 4 sob cuja inspiração egoisla (1) cada qual combate, na medida de seus recursos, a soffreguidão das exigencias economicas, gerando-se, presupposla a utilidade differencial dos produclos, a troca ou seja a presiação e conlra-prestação de utilidades ou mercadorias, incluindo a mercadoria-trabalho (2). A troca, localisada com penosa investigação nos tempos primitivos (3), assume uma significação diversa nos differentes períodos da evolução economica. Acompanhando a classificação de KARL BÜCHER, modificada por EUGEN VON Philippovich (4), patenteiam-se racio- Filosofia del Diriytto, pag. 322 e seg.; FONTANA-RUSSO, Traité de Politique Commerciale, (trad. de FÉLIX POLI), 1908, pag. 1 e seg. (1) CHARLES GIDE, Cours d'êconomie Politique, 1909, pag. 37 e seg.; YVES GUYOT, La Science Économique, 1907, pag. 74. GUYOT formula um conceito altruísta da troca, em virtude do qual cada um produz não o que lhe é precizo mas aquillo de que os outros têm necessidade. (2) SR. DR. MARNOCO E SOUZA, A troca e o seu mecanismo, pag. 98 e 99; MAHAIM, Économie politique, (prelecções, Liège, 1907), pag. 7 e seg. (3) LEROY-BEAULIEU, Traité théorique et pratique d'économie politique, tomo III, pag. 3 e seg.; BROCA, MORTILLET, QUATREFAGES E JOHN EVANS concluem da exhumação de fragmentos de remota proveniencia, coevos, em sua simples factura, das mais longinquas manifestações do engenho industrial dos homens, a existencia da troca nos tempos prehistoricos. Seja assim. (Cf. SR. DR. MARNOCO E SOUSA, ob. cit., pag ). (4) EUGEN VON PHILIPPUVICH, Grundriss der Politischen Ocko

20 5 nalmenle as phases de tal evolução, trazida desde a inicial economia domestica (Antiguidade e Edade-Média até seculo XI), caracterisada fundamentalmente pelo facto de todo o processo economico se realizar no circulo da familia, percorrendo cada producto todo o cyclo da extracção da materia prima até ao seu acabamento, e passando ao consumo sem intervenção de qualquer intermediario; seguindo-se a economia urbana, typicamente desenvolvida nas cidades da Edade-Media, e na qual a producção, accenluada a divisão do trabalho, se realiza directamente para o consumidor, apresentando o consumo dos productos um caracter local, visto não passar geralmente da cidade e immediações; e succedendo-lhe, como effeito das tendencias de concentração politica manifestadas nos fins da Edade-Media, a economia nacional, politica economica esta que encontra uma affirmação plena na pratica das ideias mercantilistas, adquirindo a troca, neste período, um caracter geral, breve, porém, suffocado pela multiplicidade de prescripções regulamentares derivadas da intervenção exaggeradamente minuciosa dum regimen cada vez mais absoluto e centralisado. Mas a tal regimen, posto á prova durante largos annos, impossível se tornava conter a expansão do nomie, pag. 22 e seg., (apud SB. DR. MARNOCO E SOUSA, ob. ctí., pag. 174 e seg.).

21 6 progresso industrial e commercial das sociedades. Um generoso individualismo doutrinario, apregoando as beneficencias dum regimen natural e livre, acalentava uma forte reacção na ordem economica e politica, pela acceitação dos postulados francamente naturalistas da physiocracia. A liberdade economica, consagrada na orientação doutrinal, obtem seu complemento pratico; a troca revigora-se pelo desapparecimento de todos os obstaculos que se oppunham ao seu desenvolvimento, bem como o credito, a industria, o commercio e os mercados, que assumem definitivamente um caracter internacionalista, pelo nivelamento da producção e do consumo nos diversos paizes (1); e, na verdade, desde então se regista na historia economica da humanidade um novo e rasgadissimo período de evolução a troca mundial em que a troca Iransmille ao phenomeno da concorrencia a sua maxima intensidade e a sua expressão mais ampla e verdadeiramente moderna. 2. Assim claramente deduzida duma transformação livre da estructura economica e social, a concorrencia é originariamente a grande lei sob a qual se realiza a producção e a troca ou seja, no melhor con- (1) Sr. DR. MARNOCO E SOUSA, ob. cit., pag. 177 e seg., e 186 e seg.; GHINO VALENTI, Principii di Scienza Economica, pag. 224 e seg.; Loria, La Sintesi Economica, 1909, pag. 1 a 3.

22 7 ceito de MOLINARI, BULLOCK, BEAUREGARD, RAYNAUD E SR. DR. MARNOCO E SOUSA, a competencia que se estabelece entre os indivíduos, que aspiram ás mesmas vantagens e porfiam em as obter. Como resultante, pois, do livre estadio do commercio e da industria, a concorrencia, com um caracter de necessidade que levou o individualista LEROY-BEAU- LIEU a dizer que ella representa para o mundo organico o que a gravitação é para o mundo inorganico, seguiu seu curso natural, garantido e ampliado pela proclamação da liberdade dogmatica do trabalho, pelos progressos incessantes da grande industria e pelas conquistas do engenho do homem em lodos os ramos da actividade economica. As consequencias da applicação natural da livreconcorrencia, a cuja sombra se têm suscitado os mais clamorosos conflictos que agitam o capital e o trabalho, têm desafiado apaixonadamente a apreciação de todos as escolas economicas. Merece as hosannas e a calorosa defeza dos individualistas, desde a feição moderada dos eclecticos-liberaes até as radicaes exigencias de ÀMMON, HAEKEL e SPENCER unanime e fervorosamente convictos da efficaz constituição dum meio livre, como diz MOLINARI (1), em que as leis naturaes da (i) MOLINARI, ob. cif., pag. 23 e seg., e Journal des Économistes

23 8 concorrencia, poderoso fermento social, prestigiosa e fecunda força do mundo economico, cuja descoberta, na opinião de LEROY-BEAULIEU (1) foi a suprema gloria da escola scientifica do seculo XIX exerçam seguramente e sem sophismas as beneficas consequencias da sua acção reguladora. D'onde, taes considerarem o regimen da concorrencia como o mais perfeito de lodos os que se podem conceber, assegurando a cada productor a melhor remuneração do seu trabalho, garantindo aos consumidores o justo preço do producto, estabelecendo o equilíbrio constante entre a producção e o consumo, constituindo o estimulo mais energico que pode existir na humanidade, tornando possível a applicação á industria da lei do mínimo esforço e promovendo no mais alto grau o progresso technico da producção (2). Assim faliam os individualistas, cujos mais avançados espíritos emittem sobre a concorrencia uma extranha apreciação: o darwinismo social. A analyse biologica (novembro de 1907), artigo Le monopole-la concurrence productive et économique. (1) LEROY-BEAULIEU, ob. cit., pag. 624 e seg.; LÉON SAY e Chailley, Nouveau Dictionnaire d'economie Politique, tomo II, artigo Liberté Economique de ANDRÉ LIESSE, pag. 166 e seg. (2) SR. DR. MARNOCO E SOUSA, ob. cit., 193 e seg.; GIDE, Cours d'economie Politique, cit., pag. 146 e seg.; SUPUNO, Economia Politica, pag. 159 e seg.

24 9 denunciou a constante porfia das especies, debatendose em sua diversa vitalidade, no triumpho das unidades mais fortes, adaptaveis e uteis. E, transpostos os limites do mundo sociologico, as preoccupações naturalistas atlenlam na mesma selecção, apontando no viver social uma identica conflagração de elementos existentes, qual o mais forte, mais bem dotado ou mais são, animados das mesmas tendencias selectoras, traduzindo-se desta forma e desapiedadamente as sociedades numa formula de destruição sob a regencia imperiosa duma lei negativa. A concorrencia, encarada pelos naturalistas sob uma forma optimista, será o pleno triumpho dos melhor adaptados, o rigido preceito á sombra do qual não terá medida nem termo a onda da desgraça, da anniquilação e da dôr! (1). (i) GRAZIANI, Istituzioni di Economia Politica, 1908, pag. 526 e seg.; VARRI, Lezioni de Filosofia del Diritto, pag. 390 e seg.; VAC- CARO, La lotta per 1'esistenza, pag. 30 e seg.; ALFRED FOUILLBE, Le socialisme et la sociologie réformiste, 1909, pag. 283 e seg.; HERBERT SPENCER, Príncipes de Sociologie, tomo II, pag. 261 e seg.; SCHATZ, L'individualisme économique et social, pag. 7 e seg.; La Grande Encyclopédie, vbo concurrence, tomo XII, pag. 324; FELIX LE DANTEC, La lutte universelle, pag. 282 e seg.; PIETRO CHIMIENTI, II diritto di proprietá, pag. 19 e seg.; CESAREO CONSOLO, Lavoro e Capitale, Socialismo e Democrazia, pag. 423 e seg., e 494 e seg.; G. SERGI, La Sociologia di Herbert Spencer, apud Rivista Italiana di Sociologia de setembro - dezembro de 1903, pag. 479 e seg.

25 10 3. Mas a livre-concorrencia tem sido, por egual, o alvo de todos os ataques socialistas, que nella apontam um dos mais nefastos vehiculos da oppressão das classes proletarias, flagelladas pelo triumpho da grande industria, pelo exito crescente das mais fortes e exclusivistas formulas monopolisadoras do capitalismo, pela diminuição uniforme do custo da producção, pela baixa progressiva dos salarios e consequente depreciação da mercadoria-trabalho. E estas palavras de dura accusação repetem-se pertinazmente no texto dos generosos theoricos collectivistas, num supremo appello á pratica da funcção regulamentadora do Estado, escorrendo sinceramente e com límpida fluencia da bocca dos tribunos da plebe, a quem compele a missão prestigiosa de conduzir as legiões do trabalho por essa larga estrada da vicloria, na esperança remota duma egualitaria e bem remunerada democracia... Para esses a concorrencia apresenta (1) não menos inconvenientes que vantagens, attento que ella exige um (1) SUPINO, ob. ct., pag. 165 e seg.; SR. DR. MARNOCO E SOUSA, ob. cit., pag. 195 e seg.; GIDE, ob. cit., pag. 147 e seg. Em nossos dias a concorrencia atravessa uma interessantissima phase negativa, denominada pelos economistas o suicidio da concorrencia, visto que tal elemento do dynamismo economico se

26 11 perfeito conhecimento do estado do mercado, o que é quasi impossivel; suppõe nos concorrentes um proce estagna e condensa nas mais exorbitantes e accrescidas formulas do monopolio e da socialisação. A concorrencia, cuja essencia a alguns economistas se affigurava de perenne combatividade eterna conservação de deseguaes energias, diz GIDDINGS provoca nos limites da producção um verdadeiro estado de equilíbrio pela confluencia das forças productoras, polarisadas em colligações de producção trusts, carteis, pools e comptoirs ; colligações de especulação corners; e ainda syndicatos financeiros de maior ou menor extensão e varia organisação interna. A concorrencia determinando o armistício da producção, a sua propria paralysia-eis um extranho phenomeno, mas em summa, pbenomeno claramente incluído nos tramites da evolução economica, originado na grande empreza e na consequente concentração capitalista, perante a qual e Estado deve desempenhar um papel de preventiva e rigorosa vigilancia. A monopolisação das industrias, na sua feição característica e norte-americana do trust, seguirá seu curso; e, a não ser que novas e repetidas borrascas financeiras as ameacem subverter num formidavel crak, as grandes potencias argentarias continuarão seu prestigioso mando, e já agora ROCKEFELLER, se Deus lhe dér vida e saude, não terá de alterar o seu primeiro cuidado matutino de fixar o preço do petroleo em toda a parte do mundo.... (Cf. SR. Da. MARNOCO E SOUSA, ob. cit., pag. 202 e seg.; GIDE, ob. cit., pag. 200 e seg.; RIPLEY, Trusts, pools and corporations, pag. 21 e seg.; MONTEMARTINI, Municipalizzazione dei publici servigi, pag. 172 e seg.; MARTIN SAINT-LÉON, Cartells et trusts, pag. 14 e seg.; MAU-RICE BOURGUIN, La concentration industrielle et commerciale, apud Révue Économique Internationale, anno 1, vol. I, n. 2., pag. 404 e seg.).

27 12 dimento leal e correclamente moralista, bem como a eguialdade de condições entre os mesmos; estabelece feroz contenda entre as grandes e pequenas emprezas, nem sempre assegura o melhor preço dos productos, inconvenientes estes que se aggravam com o progresso industrial.

28 desleal: essencia e fórmas CAPITULO II A concorrencia 4. A livre-concorrencia e a concorrencia desleal. Como definir a concorrençia desleal? Opiniões de EECKHOUT, GIANNINI E Pouillet. 5. Classificação das fórmas de concorrencia desleal. O seu enun ciado juridico, consoante a opinião de LAURENT e GIANNINI. 6. Soluções apresentadas sobre a natureza do direito de proprie dade industrial: a) representa um elemento constitutivo da individuali dade de seu sujeito; b) deve ser equiparado ao direito de auctor; c) é de natureza especial, constituindo uma creação jurídica moderna. 4. As transformações do regimen da troca até ao esladio contemporaneo da livre-concorrencia melhor, porém, se comprehendcm pela evolução dos factores commercio e industria, sem que tal implique a confusão dum e outro phenomeno (1). (1) Tal confusão existia manifesta no animo e nos escriptos da economia classica, dos plhysiocratas, emquanto consideravam a concorrencia como a liberdade do trabalho e do commercio, a ausencia

29 14 O absorvente rigorismo, que foi a essencia das condições do trabalho no período da meia-edade e nos primeiros seculos da epoca moderna, eslava naturalmente condemnado, pela força de factores historicos de varia monta, cujo impulso demolidor successivamenle se patentearia na esphera economica como no mundo politico, mercê da intensa propaganda individualista. Ensejo teremos de apreciar mais documentadamente 'as vastas transformações, que o ultimo quartel do seculo XVIII assignalou na historia do trabalho e da pessoa humana. Para a apresentação sociologico-juridica do phenomeno da concorrencia desleal, basta-nos por ora e tão sómente registar que essa evolução se realisou num sentido plenamente livre, provocando os largos limites adentro dos quaes se agita a concorrencia desleal em seus multiplos aspectos (1). de restricções e a suppressão do toda e qualquer regulamentação imposta á livre actividade do homem. «A liberdade do commercio c da industria, conclue o SR. Dr. MARNOCO E SOUSA, é uma condição para que se possa dar este phenomeno na ordem economica, mas o phenomeno não se póde confundir com ella. Ainda assim, Schmoller na Allemanha, MARSHALL na Inglaterra e LEROY-BEAULIEU em França continuam a considerar a concorrencia como a liberdade economica, em harmonia com o criterio da theoria classica» (Cf. SR. DR. MARNOCO E SOUSA, A troca e o seu mecanismo, pag. 191 e segg.). (1) «Qu'est-ce que la concurrence déloyale? pergunta EECKHOUT. II est assez témeraire d'en hasarder une définition. Affranchie des

30 15 Defini-la com rigor, confessam-no os tratadistas, é uma verdadeira e temeraria dificuldade. Dados os numerosíssimos alvitres (1) a que recorre em sua colos- règies que trace la probité, ia concurrenee a suscité une variété iufinie de procédés indélicats; elle recourt aux artífices les plus divers, et couvre la fraude d'apparences toujours changeantes. Tantôt le concurrent peu scrupuleux attribuc à ses produits des qualités purement imaginaires. tantôt it trompe le consommaleur sur la quantité des marchandises vendues, ou bien il sollicite l'acheleur par 1'apparence avantageuse de prix artificieux; un tel offre des produits frclatés; un autre denigre perfidement son rival; tons, pour s'attirer la faveur du public, suscitem les confnsions et provoquent les méprises» (EECKHOUT, La répression de la concurrence déloyale en Allemagne, pag. 2). (1) Taes alvitres assim os expõe GIANNINI: «Industriali e commercianti corrono il palio per allargare la cerchia dei committenti o dei compratori, e si afffretano a cogliere ogni occasione e a profittare di ogni mezzo per attirare gli aguardi del pubblico sovra se stessi e i loro prodotti e per alletarlo aaa'aquisto. Le Esposizioni diventate ogni di piú frequenti e speciali, offrono modo per mettersi in evidenza; i commessi viaggiatori percorrono le Pro-vincie e gli Stati, e battono a tutte le porte; i negozi, le succursale degli. stabilimenti o degli empori si aprono com vere solemnità inaugurali. Non anno altro scopo che quello di cattivari l'attenzione e la benevolenza del pubblico, le elargizioni benefiche e le somministrazione gratuite fatte dei commercianti. Nessun mezzo rimane intentato; dagli annunzi e dagli articoli abilmente laudativi sopra i giornali, ai manifesti grandi e piccoli distribuiti per le vie e portati in giro per la città, affissi al impalcature deite costruzioni, ai muri, alle vetture pubbiche, alle tele dei teatri, dalle circolari, dà cataloghi disseminati ai migliaia, ai regali di oggetti di uso quotidiano,

31 16 sal expansão o industrialismo moderno, claramente se comprehende uma larga area de deslealdade commercial, feita das praticas e artifícios mais ou menos adulterados, de que a má fé dura concorrente lança mão, já para lesar o patrimonio industrial doutrem já para illudir e mystificar o consumidor o publico. Por isso observa com justiça EECKHOUT que a concorrencia desleal é essencialmente movele variavel, emquanto o seu exilo está na razão directa da multiplicidade e rapidez de suas transformações. Os vícios da concorrencia são, pois, innumeros; tão bastos que o jurisconsulto POUILLET se permittiu um elegante arrojo litterario, denominando-a ura Proteu de fórmas illimitadamente variaveis (1), phrase que GIAN- che sotto variatissime forme, rammentano il nome di un fabbricanto, dei suo prodotto o del suo stabilimento. Questa invazione dei giornali, del pareti cittadine, delle orecchie del pubblico constituisce quello che con parola espressiva, e senza equivalente in italiano, si dice réclame «la tromba di raimé che senza cessa soffia ai quattro venti per attirare 1'attenzione universale». Questi mezzi, accanto al credito, al buon nome, alla modicità relativa dei costo, sono i fattori odierni della prosperità commerciale: essi constituiscono da ieri le armi e gli strumenti di una lotta ignota ad epoche, nelle quali neppure essi erano conosciuti» (Cf. GIANNINI, Concorrenza Sleale, pag ). (1) «La concurrence déloyale, escreve POUILLBT, esl un véritable Protée. Ses armos sont innombrables, souvent ingénieuses, toujours

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