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1 DESTAQUE REFORMA DO ESTADO Tiragem: Pág: 4 Área: 27,59 x 38,25 cm² Corte: 1 de 8 Privatizaçõespodem financiardespedimentos nafunçãopública Das propostas avançadas pelo FMI para a reforma do Estado, o Executivo está inclinado a avançar com os despedimentos no Estado e rever valor das PPP. Mónica Silvares O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que a reforma do Estado se deve concentrar na redução da factura com salários na Função Pública e com as pensões, que representam 58% da despesa primária, para conseguir atingir as metas de redução de despesa. O Diário Económico sabe que o Executivo está, desde já, inclinado a avançar com o despedimento de funcionários públicos, mesmo que isso implique um aumento, no curto prazo da despesa pública. As receitas das privatizações poderão ser a resposta para financiar as indemnizações. OrelatóriodoFMI,queontem foidivulgado,éaversãofinalde um trabalho da missão técnica do Fundo e de outras organizações internacionais, como o Banco Mundial, que visava alimentar o debate sobre o Estado e as suas funções.opanodefundoéanecessidade de cortar em quatro mil milhões a despesa do Estado. Como explicou ontem o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, o relatório não faz parte do memorando de entendimento, nem da troika, e foi realizado por uma equipa diferente, explicou Carlos Moedas, numa conferência de imprensa, na qual anunciou que este contributo para a reforma do Estado é apenasumequeoexecutivoespera outros da sociedade civil e de outras organizações internacionais, como a OCDE. O próprio Executivo está a preparar o seu próprio plano de reforma do Estado que deverá estar pronto para ir a Conselho de Ministros no final de Janeiro, sabe o Diário Económico. Este trabalho resulta de um pedido há muito feito aos vários ministérios para que elencassem as medidas que poderiam levar à poupança de quatro mil milhões. Cada pasta tem já traçados os objectivos macro, cabendoagoradefinirovalordoscorteseoscaminhosaseguir. Tal como o Diário Económico avançou em Dezembro, a Segurança Social e Educação são as funções sociais do Estado que vão suportaramaiorfatiadocortede 4,4 mil milhões de euros que o Governotemdefazernoâmbito CALENDÁRIO 9deJaneiro Ficouaserconhecidaaversão finaldorelatóriodofmiquesugere diversas medidas para reformar as funções do Estado. 15e16deJaneiro Conferência Pensar o futuro um Estado para a sociedade, no Palácio Foz, organizada por SofiaGalvão,nasequênciadeum apelo do primeiro-ministro, para envolver a sociedade civil na discussão da reforma do Estado. 21 de Janeiro Secretário de Estado da Administração Pública reúne com os sindicatos da área. Final de Janeiro Conselho de Ministros onde será discutida a proposta do Governo para a reforma do Estado. Entre final de Janeiro e meados de Fevereiro MissãodaOCDEvemaLisboa para elaborar a sua proposta para a reforma do Estado. 27 de Fevereiro Regresso da troika a Lisboa para a sétima avaliação da aplicação do programa de assistência financeira. da reforma do Estado. Só nestas duas áreas, o Ministério das Finanças definiu uma redução de cerca de 3,7 mil milhões, o que corresponde a 85% do total do cortenadespesa.jáasaúdetambém será chamada a contribuir, com um corte de cerca de 180 milhões. Justiça, Defesa e Administração Interna caberá uma fatiade500milhõesdeeuros. O relatório do FMI sugere medidas tão duras como cortar 20%aovalordaspensõesouum corteentrecincoa7%nosalário base da Função Pública. O própriofundoreconhecequeorelatório é apenas um menu, com várias sugestões à escolha, e que provavelmente as melhores opções para o corte de despesa muitas vezes podem não ser politicamente exequíveis. Carlos Moedas recusou, na conferência de imprensa, avançar quais as medidas sugeridas no relatório do FMI que serão adoptadas pelo Executivo, mas o DiárioEconómicosabeque,nodocumento que está a ser preparado consta a redução do número de funcionários públicos. Uma redução que passará não só por via da aposentação, mas também pelo despedimento. O Fundo reconhece que as rescisões amigáveis são a opção menos adversa para reduzir o peso da factura com os salários da Função, mas também a opçãomaisonerosa equepodelevar à saída dos mais qualificados. E o Governo não se pode dar ao luxo de seguir essa opção. No entanto, o Diário EconómicosabequeoExecutivoestáa estudar a possibilidade de usar verbas obtidas com as privatizações para pagar as indemnizações. As rescisões amigáveis vão ter de acontecer, porque é necessária uma forma sustentável para chegar aos quatro mil milhões,algoquesejafeitoetenha efeito sustentável, disse uma fonte ao Diário Económico. No menu do Governo que admite que as propostas do Fundo não deixam de ter um fundo de verdade, sabe o Diário Económico constam ainda outras hipóteses em estudo como agir ao nível do Sector Empresarial do Estado, através da concessão de serviços a privados, a redução do valor das Parcerias Público Privadas, fundir o regime de SegurançaSocialcomodaCaixaGeral de Aposentações(ver pág. 10). Mas as posições finais só serão conhecidas em Fevereiro, depois daconferênciaqueestáaserorganizada pela advogada e ex-dirigente do PSD, Sofia Galvão, na próxima semana. A conferência Pensar o futuro um Estado para a sociedade resulta de um apelo de Pedro Passos Coelho paraqueodebatedareformado Estado não fique circunscrito ao Governo, ao Parlamento e aos partidos políticos e envolva a sociedade civil. Por outro lado, o Governo ainda deverá esperar pelos contributos da OCDE e da próprio troika que regressa a Lisboa no início de Fevereiro para a sétima avaliação do programa de ajustamento. FRASES DO RELATÓRIO Parece impossível atingir as metas de redução de despesa pública sem mudanças nestas duas áreas [salários públicos epensões]. [Rescisões amigáveis na Função Pública] são a opção menos adversa, mastambémamais onerosa.(...)governo nãosepoderádar ao luxo de escolher as opções de reforma que exijam despesa. [Os funcionários públicos com salários mais baixos] não estão em risco de pobreza. A política do Governo nãodeveterpor principal objectivo um Estado mais pequeno perse,massim um Estado eficiente eeficaz. OEstadonãopode reservar privilégios para si próprio, quer seja em condições de emprego ou de remuneração. Ainda falta consistência estratégica na garantia da protecção social. A melhor opção muitas vezes pode não ser exequível. A reforma do Estado é crucial para a sustentabilidade do nosso futuro, disse Carlos Moedas. Plano de Parceiros sociais e oposição unânimes na hora de rejeitar cortes na despesa. Márcia Galrão Cortar quatro mil milhões de euros na despesa do Estado aplicandoareceitaontemdivulgadanum estudo do FMI é totalmente inaceitávelparaaoposição, como PS a dizer que o Governo não tem mandato paraofazer.doladoda maioria PSD/CDS foram cautelosos, recusando colar-se a soluções preliminares e até apontadas pelos centristas como contendo sugestões técnicas inaceitáveis. Face aos ânimos exaltados nas várias reacções de parceiros sociaiseoposiçãoaorelatóriodofmi - divulgado involuntariamente antes de estar finalizado, segundo esclarecimento enviado pelo GovernoaoParlamento- oexecutivo foi rápido a vir dizer que não se

2 Tiragem: Pág: 5 Área: 27,74 x 37,06 cm² Corte: 2 de 8 EDUCAÇÃO E SAÚDE SÃO AS MAIS PENALIZADAS Tal como o Diário Económico avançou em Dezembro, a Segurança Social e Educação são as funções sociais do Estado que vãosuportaramaiorfatiadocorte de4,4milmilhõesdeeurosqueo Governotemdefazernoâmbitoda reforma do Estado. Só nestas duas áreas, o Ministério das Finanças definiu uma redução de cerca de 3,7 mil milhões, o que corresponde a85%dototaldocortena despesa. Já a Saúde também será chamada a contribuir, com um cortedecercade180milhões. Justiça, Defesa e Administração Interna caberá uma fatia de 500 milhões de euros. Paulo Alexandre Coelho REACÇÕES DOS PARTIDOS Luís Montenegro Líder parlamentar do PSD O PS que abandone esta forma mais precipitada de olhar o futuro do país, que deixe de agudizar a contestação e seja actor construtivo do futuro do país. Nuno Magalhães Líder parlamentar do CDS Chamo a atenção de que se trata de um relatório técnico com sugestões técnicas. Algumas delas obviamente não me parecem aceitáveis. António José Seguro Secretário-Geral do PS cortedofmi sobchuvadecríticas tratadeumapropostafinalequeo documento servirá de base para as opções que o Governo irá tomar. Os próprios ministros o frisaram, com Mota Soares a dizer mesmo que discorda de algumas sugestões. A reacção do ministro do CDS acabou por ter resposta de outromembrodogoverno,como secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, a garantir que o ministro da Segurança Social se estava seguramente a referir a alguma versão preliminar ou a algum ponto quenãofazpartedaversãofinal. O ministro da Defesa, Aguiar- Branco, não quis comentar relatórios de consultores e o ministro da Economia, Santos Pereira, garantiu que este contributo do FMI nãoserádecisivo. No entanto, entre os centristas há quem defenda que o contributodeveserlevadoasério.aoetv, Adolfo Mesquita Nunes desafia o Governoater emlinhadeconta todos os problemas levantados Não é aceitável que se ponha em causa a Constituição, que se destrua a vida das pessoas, disse João Proença, da UGT, apontado os cortes como cegos. Para a CGTP é preciso dizer basta [à troika e ao Governo]. É preciso acabar com o memorando, defendeu Arménio Carlos. pelofmi nodocumentoea escolher as soluções que melhor seadequem.oqueéprecisosalvaguardar é a redução da despesa estrutural para evitar futuros impostos ; ter consenso socialsobreasmedidas e terem conta a constitucionalidade, defende o deputado que representa o CDS na comissão de acompanhamento do memorando da troika, que não encara com apreensão as soluções apresentadas no estudo. Eduardo Cabrita, do PS, que manifestou a indisponibilidade do partido para estes cortes e acusou o Governo de cobardemente se esconder atrás de uma encomenda externa, responde: Não podemos ter a perspectiva de quem diz apenas não a tudo (...) e quem fez uma encomenda externa de 70 milhões de euros foi o PS quando pediu ajuda à troika. Certo é que perante as soluções avançadas, a oposição disse ontem um redondo Não. António José Seguro avisou Passos que ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza. Isto não está no memorando. Foi lá colocado pelo Governo para tapar erros da sua execução orçamental, sublinhou o líder socialista, afastando qualquer possibilidade de viabilizar estes cortes. O BlocodeEsquerdapediuaopaísque se levante contra este ataque contra o Estado, porque não ficará pedra sobre pedra. O PCP recusa propostas para continuar a roubar o povo português e o PEV apelidou de absolutamente abominável medidas que vão destruir o país. Também nas centrais sindicais o documento não foi bem recebido.augtfalouemcortes absolutamenteinaceitáveis e cegos que colocam em causa a Constituição. A CGTP considerou que a redução nas funções do Estado confirma o falhanço absoluto das políticas de implementação do memorando da troika. OPS não está disponível e quero deixar um aviso ao primeiroministro: ele não tem mandato para fazer um corte desta natureza. João Oliveira Deputado do PCP O estudo tem como base o pressuposto que o PCP recusa por completo que é o de continuar a roubar o povo português. João Semedo Líder do BE As propostas do FMI são ilegais e gravíssimas. O Governo já não tem força política e será demitido antes da concretização das medidas do FMI.

3 Pág: 6 Cortes salariais permanentes de3%a7%nafunçãopública Revisão da tabela salarial única deverá incluir, a partir de 2014, reduções para todas as remunerações, incluindo os escalões mais baixos, defende o FMI. Área: 27,11 x 35,73 cm² Corte: 3 de 8 Denise Fernandes A equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) defende cortes salariais permanentes entre3%e7%paratodaafunção Pública, incluindo as remunerações mais baixas. A medida, a aplicar a partir de 2014, poderia gerar uma poupança entre325a760milhõesporano, avançam os técnicos. A organização sugere ao Governo uma revisão da tabela remuneratória única da Administração Pública que permita assim, de forma permanente, cortar as actuais remunerações. A ideia é evitar os cortes temporáriosquetêmsidofeitosatéagora (como a redução salarial média de 5% em vigor deste 2011 ou a suspensão dos subsídios de férias e de Natal em 2012) e fixar na tabela salários inferiores que permitam uma poupança idêntica à conseguida com os cortes previstos para Esta solução ajudaria ainda a reduzir o prémio salarial do sector público, em particular, nos escalões mais baixos da tabela, onde o sector privado tem tendência a ajustar-se mais rapidamente à crise, lê-se no relatório do FMI. É que, segundo a avaliação da organização internacional, o prémio salarial da Administração Pública portuguesa está entre os mais elevados da Europa, mesmo após as medidas de austeridade entretanto aplicadas pelo Governo. Esta disparidade explica-se com os salários relativamente elevados que são pagos a trabalhadores com qualificações baixas. Além disso, a progressão na tabela salarial está dependentedaantiguidadeemvezdo MEDIDAS Redução salarial OFMIdefendequearevisão da tabela única salarial da Administração Pública permita baixar salários de forma permanente, entre 3% a 7% Poupança: 325 a 760 milhões Cortes nos suplementos Se o Governo avançar com cortes entre20a30%nossuplementos remuneratórios, como sugere o FMI, a poupança será significativa, já que representam actualmente 14% da remuneração. Poupança: 200 a 300 milhões Horário de trabalho semanal de 40 horas OrelatóriodoFMIvaiaoencontro da intenção já manifestada pelo Governo de aumentar o horário semanal da Função Pública das35paraas40horas. Poupança: 150 a 300 milhões Reduzir entre 10 a 20% de funcionários públicos O Governo deverá cortar entre 10% a 20% o número de funcionários públicos (entre 70 mil a 140 mil trabalhadores), para conseguir uma poupança que poderá variar entre 795 milhões de euros e 2,7 mil milhões. O valor dependerá do tipo de medidas que serão implementadas pelo Governo. Desdelogo,oFMIadiantaqueas saídas através de processos de rescisões amigáveis configuram a solução menos conflituosa, mas também das mais caras, pelo que deverão ser adoptadas só no futuro. Outra solução será a colocação de funcionários públicos na mobilidade especial Função Pública (quadro de excedentários) apenas durante dois anos. Passado esse tempo, os trabalhadores serão recolocados nos serviços ou então despedidos. Já a remuneração dos trabalhadores excedentários deveráserreduzida-emlinha comoquejáfoianunciadopelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar- e deve ser incentivada TOTAL DE FUNCIONÁRIOS 581 mil Os últimos dados apontam para 581 mil funcionários públicos em Setembro passado. desempenho,oquefazcomque o sector privado se mantenha mais atractivo para o pessoal com mais qualificações. Os cortes salariais já aplicados têm até agora atingido as remunerações mais elevadas (acima de euros brutos), preservando assim os escalões mais baixos. Mas o FMI considera que os funcionários públicos com salários mais baixos não estão em risco de pobreza. Além disso, os cortes salariais no sector público falharam o objectivo de reduzir a clivagem com a prática do sector privado, defende o FMI. Recorde-se que o Governo comprometeu-se com a troika aapresentarumestudoaténovembro passado sobre as diferenças salariais entre os sectores público e privado. O estudo foi encomendado à consultora Mercer, mas até agora não são conhecidas as conclusões. Além dos cortes salariais, o FMI recomenda ainda reduções de 20% a 30% nos suplementos remuneratórios, que devem ser pagos apenas em circunstâncias específicas. O FMI sublinha que estes suplementos representam actualmente cerca de 14% do salário e não devem ser transformados num pagamento regular para aumentar a remuneração base, como acontece actualmente.amedidapoderialevarapoupanças da ordem dos 200 a 300 milhões por ano. O FMI considera ainda que não há qualquer razão para que a maioria dos funcionários públicos tenha o horário das 35 horas semanais, quando no privadosão40.o Governojámanifestou a intenção de aumentar o horário de trabalho da Função Pública. asuasaídaparaoprivado, comacçõesdeformação.ofmi sugere ainda uma combinação dos dois cenários anteriores: numa primeira fase, abrir um processo de rescisões com objectivos concretos e oferecer indemnizações a quem quer sair de forma voluntária e, numa segunda fase, passar aos despedimentos. A organização internacional refere ainda a possibilidade deimplementararegradeuma entrada por cada cinco saídas, como na Grécia, mas sublinha queestanãoseráamelhor opção porque é indiferenciada (não tem um alvo específico). D.F. Ofimdasregalias militares Os militares, tal como os polícias, estão entre as classes profissionais mais visadas pelos cortes sugeridos pelo FMI. São demasiados efectivos, com regalias em excesso, têm um sub-sistema de saúde desnecessário e um sistema de pensões demasiado generoso que acumula mais do que um ano de descontos por cada ano de serviço e ainda lhes é permitido um esquema de reformas antecipadas através da passagem à reserva. O quadro traçado não é simpático e, em face disso, as propostas do relatório também não. Em concreto, fala-se na abertura das instalações de saúde que hoje são utilizadas apenas pelos militares à generalidade dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na transferência dos beneficiários familiares para o SNS e, até, na integração total do seu sub-sistema de saúde no SNS. Mas a alteração radical das regras do regime de reformas e pensões fica também claramente sugerida. Conhecidas as propostas, as reacções não se fizeram esperar. O presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, coronel Manuel Cracel, considerou que o relatório revela ignorância e está desfasado da realidade. António Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, afinou pelo mesmo diapasão, considerando que o relatório suscita as maiores interrogações, é uma peça para incendiar os ânimos, e defendendo que o Governo deve rapidamente clarificar a sua posição sobre estas propostas. Nos Açores, o ministro da Defesa recusou debater relatórios de consultores, lembrando que em Fevereiro o Governo apresentará as suas propostas. Paulo Macedo pretende conseguir uma poupança com medicamentos através do acordo com a indústria farmacêutica para cortar na despesa.

4 Pág: 7 Paulo Alexandre Coelho O Governo vai reunir com sindicatos da Função Pública no dia 21 para discutir as propostas do FMI. Área: 27,59 x 35,51 cm² Corte: 4 de 8 Macedo afasta alterações na comparticipação dos medicamentos Suhaib Salem/ Reuters FMI diz que há margem para voltar a aumentar taxas moderadoras. Catarina Duarte A despesa pública com medicamentos volta a ser apontada como uma área onde o Estado ainda pode conseguir poupanças. No capítulo dedicado à Saúde, o relatório do Fundo Monetário Internacional(FMI) sugere uma alteração ao sistema de comparticipação de medicamentos, aumentando o valor que o utente paga do seu bolso e diminuindo a comparticipação estatal. O relatório lembra que existem hoje quatro categorias de comparticipação de medicamentos(90%, 69% 37% e 15%) sendo que a maior parte dos remédios estão incluídos nas últimas duas categorias. Contudo, esta é uma sugestão que o Governo não deverá acatar para já. O Diário Económico sabe que Paulo Macedo não tem intenção de cortar nas comparticipações dos medicamentos numa altura em que os portugueses vêem os seus rendimentos reduzidos devido ao corte dos salários e ao aumento dos impostos. A poupança com medicamentos está a ser trabalhada noutra frente, através do acordo com a indústria farmacêutica para cortar na despesa, sobretudo em meio hospitalar. ParaissooGovernojáalteroua lista de países de referência (com os quais Portugal compara preços) para descer o preço de venda ao público. As contas preliminares do Executivo estimamumadescidamédiade8% no preço dos medicamentos este ano. Paulo Macedo também pretende manter inalteradas as taxas moderadoras, apesar do FMI defender que há margem para voltar a aumentar preços sem ferir a Constituição. A lei fundamental prevê que o utente paguedoseubolsoatéumterço do custo para o Estado do acto/exame médico. Há um ano, para cumprir o memorando da troika, o valor das taxas moderadoras duplicou na generalidade dos serviços de saúde. A troika impunha ainda que as taxas fossem actualizadas anualmente ao valor da inflação, mas o Ministério da Saúde decidiu manter os preços inalterados em 2013 nos MEDIDAS Redução das horas extra pagas aos médicos Apesar do recente acordo assinado com os sindicatos dos médicos que veio baixar o valor das horas extraordinárias, o FMI acredita que não será suficiente paraalinharovalordashoras extracomamédiadeoutros países. Fusão dos subsistemas de saúde no SNS OFundodizqueosistema de saúde público está fragmentado e aconselha a fusão dos subsistemas públicos de saúde(adse e subsistemas dos militares) no SNS. Saúde cuidados de saúde primários. AssugestõesdoFMIparagarantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde estão em linha com as medidas já inscritas no memorando da troika, e muitas delas são consensuais entre os especialistas do sector: colmatar ineficiências, diminuir o recurso a horas extraordinárias, reforçar a aposta nos cuidados primários e continuados reduzindo visitas desnecessárias aos hospitais (com custos muito superiores), ou reforçar o papel dos enfermeiros. A instituição liderada por Christine Lagarde garante que as medidas sugeridas podem gerar poupanças orçamentais ao mesmo tempo que promovem maior equidade e eficiência, sem afectar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde. Contudo, o FMI recupera um conceito já inscrito no programa eleitoraldopsd-masque,entretanto, Passos Coelho decidiu nãoincluirnoprogramadogoverno-decriarumplanouniversal de Benefícios. As medidas enumeradas devem ser complementadas com outras reformas, aconselha o FMI, sugerindo, por exemplo, definir mais claramente o âmbito e as prioridadesdepacotesdesaúdecomfinanciamento público (ou seja, estabelecendo restrições claras àofertaquetenhamemcontaas limitações orçamentais). Contactado, o Ministério da Saúde não se quis pronunciar sobreaadopçãoounãodasmedidas sugeridas pelo FMI, lembrando que este documento será uma peça para a discussão pública. Os dois sindicatos dos médicos, SIM e FNAM, condenaram as medidas do FMI, argumentando que as pessoas que não têm dinheiro para pagar os cuidados de saúde vão morrer abandonadas. A Ordem dos Médicos também se manifestou contra um novo aumento das taxas moderadoras. Crise financeira tornou SNS insustentável De entre as economias avançadas, Portugal foi um dos países onde a despesa pública em Saúde mais cresceu nas últimas três décadas, lembra o FMI. Em 2000, a despesa pública em Saúde correspondia a 6,2% do PIB, um valor que subiu para 7% em 2010, concretiza o relatório. Mas o aumento da despesa ocorreu de mãos dadas com o aumento dos indicadores de saúde da população, frisa o documento. Hoje, os indicadores de saúde da população portuguesa não diferem muito dos indicadores DESPESA PÚBLICA 7% Na década de 1980, a despesa pública em Saúde era de 4% do PIB. Em 2010 esse valor alcançou os 7% do Produto, lembra o FMI. registados noutra economias avançadas. Esta foi a maior conquista e coloco grandes expectativas na qualidade dos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, elogia a instituição. O problema, continua a análise feita pelo FMI, é que em 2008 veio a crise financeira e tornou-se claro que o sistema de saúde português tornou-se insustentável e era urgente reformá-lo. C.D.

5 Pág: 8 Área: 26,96 x 35,19 cm² Corte: 5 de 8 FMIquerreduzirentre50e60mil professores e pessoal não docente Fundo defende aumento da carga lectiva e aplicação da mobilidade especial aos professores. Ana Petronilho O Fundo Monetário Internacional sugere que o Governo reduza entre 50 e 60 mil professores e funcionários do ensino básico e secundário, corte no investimentodoestadoporalunoeque aumente o valor das propinas para o Superior. Medidas que estão inscritas no documento final assinado por técnicos do FMI, ontem entregue aogoverno,equetêmcomoobjectivo atingir uma redução da despesa pública de quatro mil milhões de euros, tendo a Educação uma fatia de mil milhões de euros, como avançou o Diário Económico. A organização chefiada por Christine Lagarde aponta algumas críticas ao sector, considerando que existem professores a mais na escola pública, sendo estes um grupo privilegiado com salários mais elevados em relação ao sector privado e que estão isentos do regime da mobilidade especial, aplicado a toda a Função Pública. Críticas e sugestões que já geraram a contestação dos sindicatos que as classificam como demolidoras e um desastre absoluto e total para a Educação. Confrontado com o relatório, o ministro da Educação classifica o documento como sendo uma base de trabalho sublinhando que a discussão sobre a reforma do Estado está a decorrer e que nada está decidido, garantindo que não tomará atitudes irresponsáveis. Sem confirmar se vai adoptar as sugestões, Nuno Crato, frisa que O dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, considera que as medidas do FMI são impossíveis de levar por diante sem demolir o sistema educativo que temos. Nuno Crato frisa que uma coisa é o relatório do FMI, outra é o que se diz que é o relatório e outra ainda é o que o Governo vai fazer. São coisas diferentes. Educação umacoisaéorelatóriodofmi, outraéoquesedizqueéorelatório do FMI e outra ainda é o queogovernovaifazer.tudoo que posso dizer aos professores é que são coisas diferentes. SegundoascontasdoFMI,os salários dos 160 mil professores em funções pesam 70% da despesanaeducaçãoeaopassar30a 50 mil docentes para a mobilidade especial os cofres do Estado iriam encaixar entre 430 a 710 milhões de euros. Ainda para aliviar a despesa do Estado com a Educação, o FMI aponta uma receita que passa por aumentar o horário de trabalho dos docentes das 35 para as 40 horas semanais, à semelhança de todaafunçãopública.umamedida que iria permitir ao Estado umapoupançade150milhõesde eurosanuaisequeogovernoestá jáapreparar.emcausaestáoaumento da carga lectiva dos professores(actualmente nas 21 horas semanais), tal como avançou o Diário Económico, em Dezembro.OFMIsugereaindaqueatutela poupe mais 150 milhões de euros anuais com o aumento da duração de cada aula, passando de45para60minutos. No financiamento por aluno, o FMI recomenda ao Governo que não ultrapasse os euros por turma. Valor em vigor para os colégios com contrato de associação e que permite uma poupançade400eurosporaluno, atingindo no total uma redução de 580 milhões de euros, ouseja0,3%dopib,noinvestimento por aluno. ParaoSuperior,oFMIaconselha o Governo a aumentar as propinas das licenciaturas, tendoemcontaataxadeempregabilidade dos cursos e as despesas dos alunos. O relatório revela que, em 2012, a despesa com o Ensino Superior público atingiu cerca de 1,6 mil milhões de euros dos quais mil milhões foram suportados pelo Estado e as propinas geraram uma receita de 300 milhões de euros. Por isso, recomenda o FMI, também o superior deve contribuir para apoupançadadespesadoestado,masdeformaanãotravaro acesso à universidade por parte de alunos com dificuldades económicas. Recorde-se que a propina máxima em vigor, para as licenciaturas, é de euros anuais. O valor é actualizado todos os anosdeacordocomataxadeinflação anual. Para os mestrados e doutoramentos, as universidades sãolivresdefixarumvalorsendo que actualmente, em média, as instituições de ensino superior cobram euros anuais para os mestrados e euros para os doutoramentos. O FMI considera que os professores são uma classe privilegiada. SUGESTÕES FMI Fundo diz que Portugal tem professores a mais O sistema educativo português temprofessoresamaise é relativamente ineficiente, segundo os padrões internacionais, defende o relatório do FMI. O ano passado, um em cada 25 trabalhadores em idade activa era professor. Contas feitas, em 2012 havia um rácio de um professor para oito alunos. O relatório revela ainda que existiam, o ano passado, 160 mil professores em funções, cujos salários atingem um peso decercade70%dadespesana Educação, somando aos salários do pessoal não docente. Além disso, o Fundo aponta o dedo aos salários dos docentes sublinhando que um professor tem uma remuneração superior aos trabalhadores do sector privado e que, no topo de SALÁRIO 70% Os salários dos professores e do pessoal não docente pesam 70% da despesa na Educação. Paulo Alexandre Coelho Aplicar o regime de mobilidade especial aos professores OFMIdefendeapassagemde30a 50 mil professores para a mobilidade especial. Para estender este regime aos professores é necessária a alteração da lei(estatuto da Carreira Docente). Poupança: 430 a 710 milhões Aumentar o valor das propinas no Superior O aumento das propinas das licenciaturas, actualmente indexado à taxadeinflação,éoutradassugestõesdofundo.noentanto,ofmi defende que esta aumento deve ter em atenção a taxa de empregabilidadedoscursoseadespesados alunos. As contas apresentadas no relatório revelam que a despesa totaldosuperiorascendeaos1,6mil milhõesdeeurosdosquaismilmilhões são suportados pelo Estado. carreira, trabalham menos horas, através da redução da componente lectiva. Com cerca de 1,5 milhões de alunos a frequentar o ensino básico e secundário, o investimento por aluno (em função do PIB per capita), em Portugal, é 16% acima da média da UE 15. O FMI refere ainda a elevada taxa de retenção dos alunos e sugere a divisão de três ciclos para a escolaridade obrigatória, em vez dos quatro existentes, agrupando o 1º e 2º ciclo do ensino básico. A.P.

6 Tiragem: Pág: 10 Área: 27,04 x 35,27 cm² Corte: 6 de 8 Pensões Cenário um Cenário dois Corte temporário de 10% nas pensões, com reduções progressivas. Não resolve problemas de equidade. Subsídios de férias e Natal seriam pagos só em anos em que o PIB nominal crescesse mais de 3%, por exemplo. É o cenário menos apetecível para o FMI, até porque exigiria medidas adicionais na próxima década. Fundir CGA e Segurança Social. Fórmula de cálculo igual para todos, com base na do sector privado. Eliminar todos os regimes especiais da CGA, como é o caso de militares, polícias e juízes. Pensões mínimas definidas em estrita relação com o número de anos de descontos efectuados. Governoconsideraprioritáriafusão entreacgaeasegurançasocial ÉumadasmedidassugeridaspeloFMInoâmbitodeumareforma radical dosistemadepensõeseeliminar António Costa e Luís Reis Pires O Governo está a trabalhar na fusão entre o sistema de pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) que abrange os pensionistasdosectorpúblico eoregime geral da Segurança Socialque abrange os do privado, sabe o Diário Económico. Esta é uma das medidas sugeridas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para reformar o sistema de pensões em Portugal, que o Executivo considera essencial para aumentar a equidade entre os dois regimes. Na versão final do documento sobre a reforma do Estado, entregue ontem no Parlamento, o FMI sugere igualar as fórmulas de cálculo das pensões para todos, adoptando-se a fórmula existente no sector privado. Até mesmo para os funcionários públicos admitidos antes de 1993,quehojetêmumafórmulamaisgenerosa(apensãoécalculada tendo por base o último salário de 2005). Neste cenário, seriam também harmonizadas as condições de acesso à reforma para todos os candidatos à pensãoapartirde2014:idadeobrigatória de 65 anos sem excepções, com reforma antecipada apenas para aqueles que tiverem 40 anos de descontos. Seriam ainda eliminados todos os regimes especiais da CGA, comoéocasodosmilitares,polícias ou juízes. Ao que o Diário Económico apurou, esta fusão entre os dois regimeséamedidaqueoministério da Solidariedade e SegurançaSocialconsideraprioritáriaimplementar. No entanto, o Governonãosecomprometecomdatas para a sua aplicação. Amedidavisaresponderàfalta de equidade entre o sistema público e privado. É que, segundo o FMI, a pensão de reforma da CGAé,emmédia,trêsvezessuperior à que é paga pelo regime geral da Segurança Social. Além disso, os pensionistas do Estado, durante a sua vida activa, trabalham menos horas por semana que os do privado e menos anos até se reformarem. Mas o FMI quer mais. Quer MÉDIDAS Harmonizar regime da CGA e da Segurança Social É uma medida que o Governo considera crucial. O FMI sugere igualar as fórmulas de cálculo das pensões dos regimes privado e público, adoptando-se a fórmula do sector privado. Harmonizar condições de acesso nos dois regimes. Cortar 20% nas pensões do Estado É uma medida muito difícil de explicar e aplicar em termos políticos. Poupança: 600 milhões (ano) Factor de sustentabilidade para todas as pensões FMI sugere aplicar um factor de sustentabilidade(esperança média devida)atodasaspensões, relativo ao período de 2000 a2007. Poupança: 800 milhões uma reforma radical dos sistemasdepensões,comoutrasmedidas duras: cortar 20% nas pensões do Estado e proibir reformas acima de cinco mil euros, por exemplo. Só o corte de 20% nas pensõesdosectorpúblico-asda CGA - poderia gerar poupanças anuais de 600 milhões de euros, defende o Fundo no relatório. Um documento que o ministro da Solidariedade e da Segurança Social considerou ter pressupostos errados. Não é um documentofinalneméumdocumento oficial do FMI, por isso mesmo, nãofoisujeitoaumaavaliaçãopor parte do Governo, disse Pedro Mota Soares aos jornalistas, acrescentando que o relatório tem sugestões, não decisões, e que algumas dessas sugestões partem de pressupostos errados. Além do corte de 20% nas pensões públicas, os técnicos de Washington defendem a aplicação de um factor de sustentabilidade(esperança média de vida) a todas as pensões, relativo ao períodode2000a2007,quepoderia gerar poupanças na ordem dos 800 milhões de euros. A medida poderia ser suavizada, defende o FMI, sendo aplicada apenas às pensões acima de 419 euros - a poupança seria de 500 milhões. OFMIsugeretambémaimposição de um tecto máximo de 12 Indexantes de Apoios Sociais, ou seja, a proibição de reformas acimade5.030euros.amedidasignificaria uma poupança anual de 200 milhões de euros. Ese,porumlado,esteéapenas um dos três cenários sugeridos para reformar o sistema de pensões em Portugal, por outro, é também o que merece a preferência do FMI, por resolver problemas de equidade. Mas há outras opções como, por exemplo, o aumento da idade dereformados65paraos66anos. Eháaindaumaterceiravia a menos apetecível para o FMI, que passaria por medidas como a aplicação de um corte temporário de10%emtodasaspensõesefazercomqueossubsídiosdeférias e de Natal fiquem dependentes do crescimento económico. Por exemplo, só seriam pagos caso o PIB registasse um crescimento nominalde3%. comd.f.

7 Pág: 11 Paulo Alexandre Coelho Área: 27,59 x 35,03 cm² Corte: 7 de 8 Fundo propõe tecto máximo para subsídios às famílias Corte de 20% em todas as pensões da CGA. Gera poupança anual de 600 milhões de euros. Cenário três Aplicar factor de sustentabilidade a todas as pensões, relativo ao período entre 2000 e divergências entre o público e o privado. Um sistema caro e sem equidade A despesa pública com pensões é muito grande, ainda mais quando comparada com asuaeficiência,dizofmi.o Fundo lembra que a despesa aumentoude9%dopib em2000para14,5%dopib em2012.umaumentode5,5 pontos percentuais que é explicado apenas parcialmente (1,5 pontos) pelo o envelhecimento da população. Orestotemavercomo aumento excessivo das pensõesfaceaopibper capita; ao aumento do número de reformas antecipadas e a factores macroeconómicos, como a quebra do emprego, sobretudo em trabalhadores mais velhos. Mas o principal problema, considera o Fundo, é a inequidade entre o regime público e privado: os pensionistas da CGA recebem, em média, três vezes mais do que os da Segurança Social. Imposição de tecto máximo nas reformas, ou seja, proibir pensões acima de cinco mil euros. E trabalham menos horas e descontaram menos até se reformarem. Washington lembra ainda que as reformas feitas até agora para reduzir a despesa com pensões colocam o fardo nas gerações mais novas, que hoje pagam mais impostos para sustentar as reformas dos seus pais e avós e, no futuro, irão receber pensões substancialmente mais baixas do que as que vigoram hoje. L.R.P. DESPESA COM PENSÕES 14,5% do PIB É o valor da despesa pública com pensões: cerca de 24 mil milhões de euros. Governo já está a criar sistema de monitorização dos subsídios. Margarida Peixoto SeasugestãodoFMIforseguida pelo Governo, passará a existir um limite máximo para o total de subsídios que cada família recebe. O Executivo já está a preparar um sistema para controlar todos os apoios estatais entregues a cada família. A ideia do FMI é aproveitar esta iniciativa para introduzir um tecto global às ajudas. Depois de uma análise a todas as prestações sociais que estão disponíveis, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ficou alerta para os casos em que a mesma família acumula diversos subsídios. Por exemplo, poderá estar a receber o Rendimento Social de Inserção(RSI) e ao mesmo tempo ter direito a abonos de família e a apoios à habitação. Para evitar que o nível de subsídios provoque um desincentivo ao trabalho, a informação sobre o beneficiário destas prestações pode fornecer a base para colocar um tecto total para os agregados familiares em idade activa ou um tecto para os benefícios recebidos individualmente, lê-se no relatório. Este limite englobaria todas as prestações sociais, tanto as que são dadas pelo Governo central, como as que são prestadas pelos governos locais. A introdução deste tecto teria também de prever consequências comportamentais possíveis, comoocasoemque oscasaisse separam como forma de contornar a medida, alerta ainda o FMI. Esta é das poucas propostas em que o relatório não adianta uma estimativa de poupança. Pedro Adão e Silva, sociólogo, duvida que esta medida tenha grande alcance. Não concordo com o pressuposto. Para receber o RSI são consideradas as outras prestações, disse ao Diário Económico. Aofimdedezmeses,subsídiode desemprego cai para 400 euros ApesardeoGovernojátercortadotantoovalordosubsídiode desemprego, como o período de concessão do mesmo, o FMI continua a achar que esta prestação social é demasiado generosa.apropostaéqueaofimde dez meses a receber este subsídio, todos os desempregados passem a receber a média do subsídio social de desemprego, que será em torno dos 400 euros. Recorde-se que este apoio oscila entre os 419,22 euros para desempregados que tenham família, 335,38 euros para quem vive sozinho, ou menos ainda para quem tinha um salário mais baixo do que este valor SUGESTÕES DO FMI Melhorar eficácia dos apoios e reduzir algumas prestações Direccionar melhor as prestações sociais e cortar alguns apoios. Poupança: 665 milhões Cortar mais uma vez o valor do subsídio de desemprego Aofimdedezmeses,cortar o subsídio de desemprego para a média do subsídio social de desemprego, que será emtornode400euros. Poupança: 300 a 600 milhões Cortar abono de família a partir do terceiro escalão Quem recebe pelo menos eurosporanojánãotemdireito a abono de família. Poupança: 89 milhões Cortar abono aos jovens entre os 19 e os 24 anos Este grupo deixaria de ter direito ao abono de família. Poupança: 10 milhões Benefícios Sociais Falta equidade e eficácia As prestações sociais garantidaspeloestadopecamporfaltadeequidadeeeficácia.anúmerosde2010,maisdemetade da despesa com assistência social(56,4%)eradadaapessoasnãopobres.estaéaprincipal conclusão da radiografia queofmifezaosistemadebenefícios sociais português, excluindo as pensões. Os gastos comestesprogramas queincluem subsídio de desemprego, abono de família e rendimento social de inserção, entre outros - mantiveram-se praticamente estáveis ao longo da última década, e deverão atingir os 2,9% dopibem2012,dizorelatório.amaiorpartedadespesa é com apoios ao desemprego (1,5%doPIB)eàfamília.Estes gastos não são particularmente elevados em comparação comosparceirosdauniãoeuropeia, mas alguns programas quando estava a trabalhar (o caso, por exemplo, dos empregos a tempo parcial). Aplicar esta medida permitiria poupar entre300e600milhõesdeeuros por ano. A alteração afectaria mais de metade dos actuais beneficiários do subsídio de desemprego, frisa o relatório. As poupanças conseguidas com uma alteração deste tipo poderiam não ser canalizadas para a redução da despesa. É queofmiachaqueestesubsídio édemasiado longo ecomum montante relativamente alto, mas considera que a cobertura ébaixaparaosjovens.aspoupanças poderiam assim ser utilizadas para abranger mais desempregados, dando um subsídiomaisbaixoedurantemenos tempoacadaumdeles. Estatemsido,aliás,umacrítica recorrente da troika, que na última revisão do memorando,emoutubro,defendeuqueo Governo não foi suficientemente longenareformaquejáfez.pedromotasoarestem,noentanto,mantidofirmeasuaopção. Outra sugestão do FMI é cortar no abono de família. A proposta é retirar o apoio aos agregados do terceiro escalão de rendimentos (quem recebe acimade5.869eurosporano)e comissopoupar89milhõesde euros. Para os outros apoios a ideia será sobretudo racionalizar. Por exemplo, o relatório destaca a sobreposição dos subsídios de funeral, morte e a pensão de sobrevivência. Dada a quantidade e a fragmentação de subsídios, poderiam ser identificados mais exemplos como estes e consolidar programas específicos, lêsenorelatório. são mal direccionados e dão subsídios relativamente elevados, expõe o documento. No caso do subsídio de desemprego, mesmo depois da redução do limite máximo(para euros) este continua mais do dobro do salário mínimo(485 euros)queporsisójáéalto face à média dos salários praticados, argumenta o Fundo. Não se promove a actividade ea coberturaébaixaparaos jovens[8,5% para menores de 25anos]ealtaparaostrabalhadores mais velhos[71,4% paraquemtemmaisde45 anos], conclui o FMI. M.P. PRESTAÇÕES SOCIAIS 2,9% do PIB Este é o peso estimado das prestações sociais excluindo as pensões, em 2012.

8 Pág: 1 Privatizações podem financiar despedimentos na Função Pública Das propostas avançadas pelo FMI para a reforma do Estado, o Governo está inclinado a avançar com os despedimentos, queserãofinanciadoscomreceitasdasprivatizações.. P4 A 11 Área: 19,12 x 14,27 cm² Corte: 8 de 8 Carlos Moedas disse que o relatório do FMI é apenas um contributo para a reforma do Estado. Governo considera prioritária fusão entreacgaeasegurançasocial FMIquerreduzirentre50a60mil professores e pessoal não docente Reforma no Estado pode levar acortedesaláriosde3%a7%

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