É uma emergente área de especialidade da Psicologia

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1 O que se entende por Psicologia Jurídica? Trata-se da psicologia aplicada no âmbito do Direito. Prestação de serviços Psicológicos no âmbito de Instituições, Assuntos e Problemas Jurídicos (BERNARDI,1997,p.1)

2 É uma emergente área de especialidade da Psicologia Interesse crescente por uma série de fatores - complexidades legais - epidemia da violência urbana - questões sociais, culturais, familiares,... A demanda jurídica é grande e quase todas as questões jurídicas estão relacionadas a uma conduta humana alterações na vida social, no patrimônio, no comportamento,...

3 Objetivos da Psicologia Jurídica: Assessorar o Juiz nas decisões, evitando rupturas emocionais profundas nas partes envolvidas no conflito; Identificar e interpretar as motivações inconscientes das demandas, para mediar os interesses das partes; Participar de planejamento, seleção e análise de perfil profissional, treinamentos e atendimentos aos operadores (construtores) do Direito.

4 PSICOLOGIA COMPORTAMENTO HUMANO DIREITO

5 PSICOLOGIA JURÍDICA Colaborar no planejamento e execução de políticas de cidadania, Direitos humanos, Prevenção da violência, Desenvolver trabalhos de intervenção (apoio, mediação, aconselhamento psicológico, orientação, encaminhamento e prevenção de acordo com as ( Psicologia suas áreas de trabalho). (Conselho Federal de

6 psicologia criminal psicologia da vítima psicologia penitenciária psicologia judicial (acusado, testemunhas, réu) psicologia do trânsito psicologia a serviço da criança e do adolescente psicologia da família (SAP) psicologia das decisões judiciais, psicologia do testemunho 6

7 O sujeito humano é uma construção Sujeito do Direito Sujeito do Desejo O sujeito é uma construção sócio-histórica

8 Para entender o sujeito humano, devemos entender a construção do desejo humano e os avatares desta construção Deve-se estudar as relações e as articulações entre o Jurídico e o Psíquico

9 O nome é uma categoria histórica normativa Suas características jurídicas indisponíveis e de imutabilidade dão a criança um espaço, uma moradia institucional, simbolizando um limite e portanto, uma referência O nome confere a linhagem e não só o ser filho de X e Y, mas traz toda carga constituída ao longo do tempo pelas relações sócio-históricas representadas na árvore genealógica

10 O ser humano é submetido ao primado do simbólico,às leis genealógicas: Não é a ausência de um pai de carne e osso que gera o desamparo (neurose) ou a loucura (psicose) Não é a presença (afetuosa e atenta ao filho) que gera na criança a capacidade de viver, amar, trabalhar...

11 O ser humano é submetido ao primado do simbólico,às leis genealógicas: É o fracasso da função paterna do ofício de PAI que impede o sujeito de se constituir como tal Quando falha a função do biológico, do social, e do inconsciente, pela operação dogmática, ocorre a quebra do sujeito

12 O que é essa quebra do sujeito? O sujeito não se torna autosuficiente, não se autoriza por si só a humanizarse, a falar e desejar em seu próprio nome

13 A Psicologia Jurídica corresponde a toda aplicação do saber psicológico às questões relacionadas ao saber do Direito É uma denominação genérica das aplicações da Psicologia relacionadas às práticas jurídicas Psicologia Criminal, Psicologia Forense e Psicologia Judiciária

14 A Psicologia Criminal é um subconjunto da Psicologia Forense Estuda as condições psíquicas do criminoso e o modo pelo qual nele se origina e se processa a ação criminosa. Seu campo de atuação abrange a Psicologia do delinqüente, a Psicologia do delito e a Psicologia das testemunhas.

15 A Psicologia Forense é o subconjunto em que se incluem as práticas psicológicas relacionadas aos procedimentos forenses. (É aqui que se encontra o assistente técnico)

16 A Psicologia Forense corresponde a toda aplicação do saber psicológico realizada sobre uma situação que se sabe estar (ou estará) sob apreciação judicial, ou seja, a toda a Psicologia aplicada no âmbito de um processo ou procedimento em andamento no Foro (ou realizada vislumbrando tal objetivo).

17 À Psicologia Forense incluem as intervenções exercidas pelo psicólogo criminal, pelo psicólogo judiciário, acrescidas daquelas realizadas pelo psicólogo assistente técnico.

18 A Psicologia Judiciária é um subconjunto da Psicologia Forense e corresponde a toda prática psicológica realizada a mando e a serviço da justiça. É aqui que se exerce a função pericial.

19 A Psicologia Judiciária está contida na Psicologia Forense, que está contida na Psicologia Jurídica. A Psicologia Judiciária corresponde à prática profissional do psicólogo judiciário, sendo que toda ela ocorre sob imediata subordinação à autoridade judiciária.

20 Psi Jurídica Psi Forense Psi Judiciária Psi Criminal Aplicações psicológicas com Toda objetivo prática de psicológica apreciação realizada judicial a mando Intervenções e a serviço exercidas da justiça pelos psicólogos Função Pericial criminal Subordinada e judiciário Psi do Delito a autoridade Assistente Psi do Delinquente Judiciária técnico Psi das Testemunhas

21 A Psicologia Jurídica abrange as seguintes áreas de atuação: Psicologia Jurídica e as Questões da Infância e Juventude (adoção, conselho tutelar, criança e adolescente em situação de risco, intervenção junto a crianças abrigadas, infração e medidas sócioeducativas); Psicologia Jurídica e o Direito de Família (separação, paternidade, disputa de guarda, acompanhamento de visitas);

22 Psicologia Jurídica e Direito Civil (interdições, indenizações, dano psíquico); Psicologia Jurídica do Trabalho (acidente de trabalho, indenizações, dano psíquico); Psicologia Jurídica e o Direito Penal (perícia, insanidade mental e crime, delinqüência); Psicologia Judicial ou do Testemunho (estudo do testemunho, falsas memórias);

23 Psicologia Penitenciária (penas alternativas, intervenção junto ao recluso, egressos, trabalho com agentes de segurança); Psicologia Policial e das Forças Armadas (seleção e formação da polícia civil e militar, atendimento psicológico); Mediação (mediador nas questões de Direito de Família e Penal); Psicologia Jurídica e Direitos Humanos (defesa e promoção dos Direitos Humanos);

24 Proteção a Testemunhas (existem no Brasil programas de Apoio e Proteção a Testemunhas); Formação e Atendimento aos Juízes e Promotores (avaliação psicológica na seleção de juízes e promotores, consultoria e atendimento psicológico aos juízes e promotores); Vitimologia (violência doméstica, atendimento a vítimas de violência e seus familiares) e Autópsia Psicológica (avaliação de características psicológicas mediante informações de terceiros).

25 Há uma grande concentração de psicólogos jurídicos atuando na Psicologia penitenciária e nas questões relacionadas à família, à infância e à juventude

26 No entanto... Há uma carência de Psicólogos jurídicos atuando na Psicologia do testemunho, na Psicologia policial e militar, na Psicologia e o Direito Civil, na proteção de testemunhas, na Psicologia e o atendimento aos juízes e promotores, na Psicologia e os Direitos Humanos e na autópsia psíquica

27 Motivos pelos quais as pessoas recorrem ao judiciário: 1.Pais que disputam a guarda de seus filhos ou que reivindicam direito de visitação, pois não conseguem fazer um acordo amigável com o pai ou a mãe de seu filho; 2.Maus-tratos e violência sexual contra criança, praticado por um dos pais ou pelo(a) companheiro(a) deste; 3.Casais que anseiam adotar uma criança por terem dificuldades de gerar filhos;

28 4. Pais que adotam e não ficam satisfeitos com o comportamento da criança e a devolvem ao Juizado; 5. Jovens que se envolvem com drogas/tráfico, ou, passam a ter outros comportamentos que transgridem a lei, e seus pais não sabem como fazer para ajudá-los uma vez que não contam com o apoio de outras instituições do Estado (de educação e de saúde, por exemplo).

29 O psicólogo jurídico deve: estar apto para atuar no âmbito da Justiça considerando a perspectiva psicológica dos fatos jurídicos; colaborar no planejamento e execução de políticas de cidadania, Direitos Humanos e prevenção da violência; fornecer subsídios ao processo judicial; além de contribuir para a formulação, revisão e interpretação das leis

30 Criticas a Psicologia Jurídica: A eficácia do psicólogo é discutível, mas não é ilusória, é mal fundada; Ramificações da psicologia (experimental X Humanista); Falta homogeneidade entre método e objetivo;

31 Cabe a partir do séc XIX: Não só PUNIR; Mas, a REFORMA PSICOLÓGICA e a CORREÇÃO MORAL dos indivíduos Porém nos enganamos quando achamos que a VERDADE VEM A LUZ, e que FAZEMOS JUSTIÇA no processo (ex: guarda de filhos) A psicologia vem auxiliar na aproximação da verdade...

32 Práticas dos Laudos, Pareceres e Relatórios Técnicos: Predominância da atuação do psicólogo no âmbito jurídico

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