DÚVIDAS DO DIA A DIA EM CASOS DO MUNDO REAL

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DÚVIDAS DO DIA A DIA EM CASOS DO MUNDO REAL"

Transcrição

1 DÚVIDAS DO DIA A DIA EM CASOS DO MUNDO REAL 1 de Novembro 2013 Francia Ferraz Interna do 3º ano MGF Orientadora: Rosa Maria Feliciano

2 Caso clínico 68 anos Natural e residente em Santarém Casado Reformado Independente para as AVD s Família nuclear Fase VIII do Ciclo de vida de Duvall

3 Antecedentes Antecedentes pessoais: DM tipo 2 HTA Obesidade Fumador 50 UMA Doença arterial periférica (DAP) Medicado com: Metformina 1000mg (1-0-1), Candesartan 16mg (1-0-0) Sem antecedentes familiares de relevo

4 S O Glicemia capilar jejum > 300mg/dL Erros alimentares. Fumador 1 maço/dia Peso: 85 kg IMC: 30,5 PAb:109cm TA: 151/67mmHg FC: 78 bpm AC: s1 + s2 rítmicos, SS II/VI mais audível no foco aórtico. Pulsos periféricos MIs diminuídos HbA1c: 10.2% glicemia jj. 248mg/dL A P DM 2, HTA, DAP, Obesidade, Tabagismo - Metformina 1000mg + Vildagliptina 50mg (1+0+1) Alt. estilo de vida - Metformina 500 mg (0-1-0) Proposta insulina lenta, -Candesartan que recusa 16mg (1-0-0) Monitorização de glicemias - AAS 150mg capilares (0-1-0) e TA Análises sangue e urina + ECG

5 S Glicemias jejum ( mg/dL) e pós-prandiais 2h ( mg/dL). Não trouxe registos de TA. O A P CT 213mg/dL chdl 37mg/dL TG 178 mg/dl LDL 140 mg/dl F. renal e hepática: normal ECG: RS a 76bpm. Alt. da repolarização sugerindo isquemia anterolateral Isquemia do miocardio?, - Metformina DM 2, HTA, 1000 Dislipidemia, mg + Vildagliptina DAP, Obesidade, 50mg (1+0+1) Tabagismo - Metformina 500 mg (0-1-0) - Candesartan 16 mg (1-0-0) Solicita-se prova de - esforço AAS 150 e ecocardiograma mg (0-1-0) Reforço alt. do estilo - de Sinvastatina vida 20 mg (0-0-1)

6 S Registos de TAS < 138mmHg e TAD <86mmHg. Mantém glicemias Peso: 83 (-2kg) IMC 29.8 O PE: % stop por claudicação intermitente. Positiva para isquemia do miocárdio. Risco intermédio. Ecocardio: Doença valvular aórtica de etiologia degenerativa. Boa FSG A P Isquemia do miocárdio, DM tipo 2, HTA, DAP, Dça valvular aórtica, Dislipidemia, Excesso de peso, Tabagismo Referenciação a cardiologia Reforço alt. do estilo de vida Nova consulta em 3 meses com reavaliação de ficha lipídica

7 S O A P Foi a C. Cardiologia cateterismo. Bisoprolol 5mg (0-1-0). Substituiu sinvastatina por atorvastatina 20mg. Glicemias pós-prandiais elevadas. Peso 85 (+2kg) IMC 30.5 HbA1c 8.5% CT 141mg/dL chdl 36mg/dL TG 139mg/dL LDL 77mg/dL Exame físico sobreponível - Metformina 1000mg + Vildagliptina 50mg (1+0+1) Isquemia do miocárdio, - Metformina Diabetes tipo 5002, mg HTA, (0-1-0) DAP, Dça. valvular aórtica, Dislipidemia, Obesidade, - Candesartan Tabagismo 16mg (3 cigarros) (1-0-0) - AAS 150mg (0-1-0) Reforço alterações do - Bisoprolol estilo de vida 5mg (0-1-0) Recusa insulina - Atorvastatina 20 (0-0-1) - Acarbose 100 (0-1-1)

8 S Aguarda cateterismo, refere dificuldades económicas para ir a Lisboa. Glicemias elevados. Suspendeu acarbose por intolerância. Tem feito caminhadas. Nega angor. O A P P 82 kg (-3) IMC 29.4 HbA1c 7.4%; Exame físico sobreponível - Metformina 1000mg + Vildagliptina 50mg (1+0+1) Isquemia do miocárdio, - Metformina Diabetes tipo 5002, mg HTA, (0-1-0) DAP, Dça. valvular aórtica, Dislipidemia, Excesso - Candesartan peso, Tabagismo 16mg (1-0-0) (3 cigarros) - AAS 150mg (0-1-0) - Bisoprolol 5mg (0-1-0) Reforço alterações do - Atorvastatina estilo de vida 20mg (0-0-1) Explico a importância de realizar o cateterismo -Glimepiride 2mg (0-1-0)

9 S Sem queixas. O Peso 80 (-2kg) IMC 28.7 PAbd 108cm TA 127/54mmHg HbA1c 6.3% CT102mg/dL; chdl 30mg/dL; TG 150mg/dL; LDL 42mg/dL Exame físico sobreponível. A Isquemia do miocárdio, Diabetes tipo 2, HTA, DAP, Dça. valvular aórtica, Dislipidemia, Excesso de peso, Tabagismo (1-2 cigarros) P Mantém medicação

10 S Recusa cateterismo, foi convocado 2 vezes. Nega angor. Caminhadas 1h/dia. Não fuma. O A P P 81kg IMC 29 TA 139/62 mmhg HbA1c 6,8 % Glic. Jj. 137 mg/dl Exame físico sobreponível. - Metformina 1000mg + Vildagliptina 50mg (1+0+1) Isquemia do miocárdio, - Metformina DM tipo 2, 500mg HTA, DAP, (0-1-0) Dça. valvular aórtica, Excesso de peso, Dislipidemia. - Candesartan 16mg (1-0-0) Peço ecodoppler dos - vasos AAS 150mg do pescoço (0-1-0) Análises - Bisoprolol 5mg (0-1-0) Saliento importância - de Atorvastatina cateterismo 20mg (0-0-1) Reforço alterações do - Glimepiride estilo vida 2mg (0-1-0)

11

12 Discussão Insistir com o doente para realizar cateterismo ou apresentar uma alternativa? Vigilância do doente: ECD e frequência IECA vs. ARA Colaboração entre especialidades Cardiologia-MGF

13 Obrigada pela vossa atenção

14 Objetivos Fatores de risco modificáveis: Aumento HDL, Melhor controlo da TA, Perda de peso. RCV 53% 16%

15 DAC + DM IECA ou ARA para reduzir o risco de eventos CV Estatinas Reduzir o risco de eventos CV IECA e BB se IC Sistólica e DM Reduzir a mortalidade e os internamentos. As tiazolidinedionas não devem ser utilizados em doentes com IC e DM tipo 2 devido a que podem provocar retenção de líquidos e agravar a IC. DM + FA* Anticoagulação oral com antagonistas da vit. K ou novos anticoagulantes orais. * FA parosística e persistente. Se nao houver contraindicada.

16 Cardiopatia isquémica Desequilíbrio entre o aporte do fluxo sanguíneo coronário e as necessidades metabólicas do miocárdio. Desequilíbrio pode manifestações clínicas de isquemia

Coração Outono/Inverno

Coração Outono/Inverno Coração Outono/Inverno O que posso fazer pelo doente idoso com: Risco Cardiovascular Elevado Maria João Vieira Interna de Formação Específica em Cardiologia 1ª Ano Hospital Distrital de Santarém Cátia

Leia mais

XXXV Congresso Português de Cardiologia Abril ú ç

XXXV Congresso Português de Cardiologia Abril ú ç XXXV Congresso Português de Cardiologia Abril 2014 é í é A Diabetes em Portugal Prevalência elevada - 39,2% (20-79 anos) Diabetes ou Pré-Diabetes Aumento de 80% na incidência na última década Uma das principais

Leia mais

Avaliação do Risco Cardiovascular

Avaliação do Risco Cardiovascular NUNO CORTEZ-DIAS, SUSANA MARTINS, ADRIANA BELO, MANUELA FIUZA 20 Abril 2009 Objectivos Avaliação do Risco Cardiovascular Padrões de Tratamento Impacto Clínico Síndrome Metabólica HTA Diabetes Mellitus

Leia mais

O paradoxo dos fumadores revisitado

O paradoxo dos fumadores revisitado O paradoxo dos fumadores revisitado António Gaspar, Sérgio Nabais, Márcia Torres, Sérgia Rocha, Aida Brandão, Pedro Azevedo, Miguel Alvares Pereira, Adelino Correia Cardiologia Hospital São Marcos, Braga

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes. Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira

Sessão Televoter Diabetes. Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira 2010 Sessão Televoter Diabetes Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira Indivíduos com risco elevado para diabetes (Pré-diabetes) Alteração da glicémia em jejum (AGJ): Glicémia em jejum: entre 110

Leia mais

PERFIL LIPÍDICO E FATORES BIOLÓGICOS E AMBIENTAIS

PERFIL LIPÍDICO E FATORES BIOLÓGICOS E AMBIENTAIS PERFIL LIPÍDICO E FATORES BIOLÓGICOS E AMBIENTAIS hjhjh O papel da atividade física Margarida Amorim Fernandes Rodrigues Siopa Orientador: Professor Pedro Manuel Vargues Aguiar Coorientadora: Doutora Mafalda

Leia mais

A Pessoa com alterações nos valores da Tensão Arterial

A Pessoa com alterações nos valores da Tensão Arterial A Pessoa com alterações nos valores da Tensão Arterial Fisiologia da TA Tensão arterial é a força exercida pelo sangue, devido à pressão do coração, sobre as paredes de uma artéria. Tensão sistólica: pressão

Leia mais

II Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Centro-Oeste. Dr. Maurício Milani

II Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Centro-Oeste. Dr. Maurício Milani Teste ergométrico II Curso Nacional de Reciclagem em Cardiologia da Região Centro-Oeste Dr. Maurício Milani 15/08/2009 Teste ergométrico Método para avaliar a resposta cardiovascular ao esforço físico

Leia mais

69º Congresso Brasileiro de Cardiologia Brasília - DF. Avaliação Especiais DEPARTAMENTO DE CARDIOGERIATRIA 13:30 16:30

69º Congresso Brasileiro de Cardiologia Brasília - DF. Avaliação Especiais DEPARTAMENTO DE CARDIOGERIATRIA 13:30 16:30 69º Congresso Brasileiro de Cardiologia Brasília - DF Avaliação Especiais DEPARTAMENTO DE CARDIOGERIATRIA 13:30 16:30 69º Congresso Brasileiro de Cardiologia Brasília - DF Abertura Josmar de Castro Alves

Leia mais

DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM. Paula Bogalho. S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo

DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM. Paula Bogalho. S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM Paula Bogalho S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo Hosp. Curry Cabral, Lisboa, 20.2.2010 Diabetes Crescimento nos países em desenvolvimento Diabetes

Leia mais

Relevância Clínica da Síndrome Metabólica nos Indivíduos Não Obesos

Relevância Clínica da Síndrome Metabólica nos Indivíduos Não Obesos CONGRESSO PORTUGUÊS DE CARDIOLOGIA Relevância Clínica da Síndrome Metabólica nos Indivíduos Não Obesos Susana Martins, Nuno Cortez-Dias, Adriana Belo*, Manuela Fiuza Serviço de Cardiologia - Hospital de

Leia mais

11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes. Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento

11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes. Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento 11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento Zulmira Jorge Serviço Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. H. Santa Maria NEDO - Núcleo

Leia mais

Conhecer os doentes hipertensos de uma lista de utentes Que risco cardiovascular?

Conhecer os doentes hipertensos de uma lista de utentes Que risco cardiovascular? Conhecer os doentes hipertensos de uma lista de utentes Que risco cardiovascular? Sandra Soares Interna do 2º ano de Medicina Geral e Familiar Carla Mendes Interna do 3º ano de Medicina Geral e Familiar

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes

Sessão Televoter Diabetes 2013 Norte 24 de Outubro Quinta-feira Sessão Televoter Diabetes António Pedro Machado Simões Pereira Critérios para o diagnóstico de Diabetes A1C 6.5% Gl jj 126 mg/dl ou ou PTGO - Glicémia à 2ª hora 200

Leia mais

Dra Solange Bricola. Coordenadora da Farmácia Clinica Serviço de Clinica Geral do Hospital das Clinicas da FMUSP

Dra Solange Bricola. Coordenadora da Farmácia Clinica Serviço de Clinica Geral do Hospital das Clinicas da FMUSP Dra Solange Bricola Coordenadora da Farmácia Clinica Serviço de Clinica Geral do Hospital das Clinicas da FMUSP Consultório Farmacêutico Desafios e oportunidades para a correta implementação do consultório

Leia mais

Síndrome Metabólica: doença multicausal, multigenética e multiinfluenciada requisita novas atitudes dos profissionais de saúde

Síndrome Metabólica: doença multicausal, multigenética e multiinfluenciada requisita novas atitudes dos profissionais de saúde Síndrome Metabólica: doença multicausal, multigenética e multiinfluenciada requisita novas atitudes dos profissionais de saúde Prof. MSc Claudia Boscheco Moretoni 04/2009 Caso clínico 1 Paciente feminina

Leia mais

Manejo do Diabetes Mellitus na Atenção Básica

Manejo do Diabetes Mellitus na Atenção Básica Manejo do Diabetes Mellitus na Atenção Básica Daiani de Bem Borges Farmacêutica (NASF/PMF) Preceptora da Residência Multiprofissional em Saúde/UFSC/PMF Doutoranda - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/UFSC

Leia mais

1. As derivações DI, DII e DIII representam que parede do coração? a) Inferior b) Lateral c) Infero-basal d) Anterior

1. As derivações DI, DII e DIII representam que parede do coração? a) Inferior b) Lateral c) Infero-basal d) Anterior 1. As derivações DI, DII e DIII representam que parede do coração? a) Inferior b) Lateral c) Infero-basal d) Anterior 2. Das seguintes, qual é uma causa comum de desvio direito do eixo? a) hipertrofia

Leia mais

Administração dos riscos cardiovasculares Resumo de diretriz NHG M84 (segunda revisão, janeiro 2012)

Administração dos riscos cardiovasculares Resumo de diretriz NHG M84 (segunda revisão, janeiro 2012) Administração dos riscos cardiovasculares Resumo de diretriz NHG M84 (segunda revisão, janeiro 2012) traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para uso e divulgação sem

Leia mais

OBESIDADE E DISLIPIDEMIA NA INFANCIA E ADOLESCENCIA

OBESIDADE E DISLIPIDEMIA NA INFANCIA E ADOLESCENCIA I CONGRESSO MÉDICO DA CIDADE DE GUARULHOS OBESIDADE E DISLIPIDEMIA NA INFANCIA E ADOLESCENCIA Ana Margarida B. Moreira Pediatra e Endocrinologia Pediátrica. H.M.C.A Hospital Municipal da Criança e do Adolescente.

Leia mais

REGISTO BIOGRÁFICO CLÍNICO - PROJETOS SAÚDE EM DIA

REGISTO BIOGRÁFICO CLÍNICO - PROJETOS SAÚDE EM DIA REGISTO BIOGRÁFICO CLÍNICO - PROJETOS SAÚDE EM DIA Projeto: Data da : Professor Responsável: Enfermeiras Técnicos: Ana Cardoso; Daniela Santos Data da : 15-04-2014 Data da : 15-04-2014 IMC /m2 IMC /m2

Leia mais

IMPLICAÇÕES DA CLASSE DE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E OBESIDADE ABDOMINAL NO RISCO E GRAVIDADE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM PORTUGAL

IMPLICAÇÕES DA CLASSE DE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E OBESIDADE ABDOMINAL NO RISCO E GRAVIDADE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM PORTUGAL CONGRESSO PORTUGUÊS DE CARDIOLOGIA IMPLICAÇÕES DA CLASSE DE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E OBESIDADE ABDOMINAL NO RISCO E GRAVIDADE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM PORTUGAL Susana Martins, Nuno Cortez-Dias, Adriana

Leia mais

Mais Complicações no Enfarte com Supradesnivelamento de ST na População Diabética: Porquê?

Mais Complicações no Enfarte com Supradesnivelamento de ST na População Diabética: Porquê? Mais Complicações no Enfarte com Supradesnivelamento de ST na População Diabética: Porquê? Maria João Correia, Margarida Resende, Maria Judite Oliveira, Luís Mourão em nome dos Investigadores do Registo

Leia mais

Hipertensão Diabetes Dislipidemias

Hipertensão Diabetes Dislipidemias Hipertensão Diabetes Dislipidemias Hipertensão A pressão alta atinge 24,3% da população adulta brasileira e é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como

Leia mais

URGÊNCIAS EM MGF. Ivo Reis Academia Médica 06/2017

URGÊNCIAS EM MGF. Ivo Reis Academia Médica 06/2017 URGÊNCIAS EM MGF Ivo Reis Academia Médica 06/2017 Sumário I PARTE Estrutura dos cuidados de saúde em Portugal Algoritmo de decisão Avaliação do Doente Emergente II PARTE Casos Clínicos Estrutura de Cuidados

Leia mais

Registro Brasileiros Cardiovasculares. REgistro do pacientes de Alto risco Cardiovascular na prática clínica

Registro Brasileiros Cardiovasculares. REgistro do pacientes de Alto risco Cardiovascular na prática clínica Registro Brasileiros Cardiovasculares REgistro do pacientes de Alto risco Cardiovascular na prática clínica Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Julho de 2011 Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Agosto

Leia mais

PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES MELLITUS

PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES MELLITUS PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA PORTADORES DE DIABETES MELLITUS Acadêmica de medicina: Jéssica Stacciarini Liga de diabetes 15/04/2015 Benefícios do exercício físico em relação ao diabetes mellitus:

Leia mais

ESPECTRO. ALTERAÇÕES METABÓLICAS DA OBESIDADE e DMT2 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diabetes Tipo 2 em Crianças. Classificação de Diabetes em Jovens

ESPECTRO. ALTERAÇÕES METABÓLICAS DA OBESIDADE e DMT2 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diabetes Tipo 2 em Crianças. Classificação de Diabetes em Jovens ALTERAÇÕES METABÓLICAS DA OBESIDADE e DMT2 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diabetes Tipo 2 em Crianças Paulo César Alves da Silva Hospital Infantil Joana de Gusmão Florianópolis-SC Florianópolis-SC Módulo de

Leia mais

Modulo 6 Discussão de casos clínicos e pontos a reter

Modulo 6 Discussão de casos clínicos e pontos a reter 18/12/16 Modulo 6 Discussão de casos clínicos e pontos a reter Luís Andrade Caso Clínico 1, 54 anos, vida sedentária e erros alimentares Sem antecedentes de HTA, DM2 ou dislipidemia Não medicado cronicamente

Leia mais

TERAPÊUTICA DA OBESIDADE NO DOENTE DIABÉTICO

TERAPÊUTICA DA OBESIDADE NO DOENTE DIABÉTICO TERAPÊUTICA DA OBESIDADE NO DOENTE DIABÉTICO Ana Tavares Ana Miranda A L I M E N T A Ç Ã O OBESIDADE Definida como um acumulação excessiva de massa gorda, que pode afectar negativamente a saúde 1.6 biliões

Leia mais

GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA LICA DIAGNÓSTICO HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA LICA DIAGNÓSTICO HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DOENÇA A HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓ DIAGNÓSTICO HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DOENÇA A HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓ ESTEATOSE ESTEATO-HEPATITE (NASH) FIBROSE

Leia mais

AS SOLUÇÕES... 1. A prevalência da diabetes na população portuguesa entre os 20-79 anos é:

AS SOLUÇÕES... 1. A prevalência da diabetes na população portuguesa entre os 20-79 anos é: RESPOSTAS OBTIDAS AS SOLUÇÕES... 1. A prevalência da diabetes na população portuguesa entre os 20-79 anos é: a) inferior a 10% b) superior a 20% c) entre 13-14% d) nenhuma das anteriores 2. Em Portugal

Leia mais

Disfunção Sexual Masculina

Disfunção Sexual Masculina VI CURSO PÓS GRADUADO NEDO A ENDOCRINOLOGIA REVISITADA Disfunção Sexual Masculina A. Galvão-Teles Auditório Alto dos Moinhos, 16 a 18 de Abril de 2009 Disfunção sexual eréctil (DSE) Incapacidade em atingir

Leia mais

SÍNDROME DE INSULINO-RESISTÊNCIA, SÍNDROME METABÓLICA: DEFINIÇÕES

SÍNDROME DE INSULINO-RESISTÊNCIA, SÍNDROME METABÓLICA: DEFINIÇÕES Síndrome de insulino-resistência, síndrome metabólica: definições 15 SÍNDROME DE INSULINO-RESISTÊNCIA, SÍNDROME METABÓLICA: DEFINIÇÕES Sandra Paiva Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo; Hospital

Leia mais

ACADEMIA MÉDICA Alargando Horizontes! 5 Urgências em MGF. Ivo Reis UCSP Soure

ACADEMIA MÉDICA Alargando Horizontes! 5 Urgências em MGF. Ivo Reis UCSP Soure ACADEMIA MÉDICA Alargando Horizontes! 5 Urgências em MGF Ivo Reis UCSP Soure ivoreismgf@gmail.com CRONOGRAMA Cronograma Apresentação CheckList: as 5 urgências Casos clínicos Discussão e Avaliação Estrutura

Leia mais

SEGUIMENTO DO DOENTE CORONÁRIO APÓS A ALTA HOSPITALAR. Uma viagem a quatro mãos

SEGUIMENTO DO DOENTE CORONÁRIO APÓS A ALTA HOSPITALAR. Uma viagem a quatro mãos SEGUIMENTO DO DOENTE CORONÁRIO APÓS A ALTA HOSPITALAR Uma viagem a quatro mãos Doença coronária Uma das principais causas de morte no mundo ocidental Responsável por 1 em cada 6 mortes nos E.U.A. 1 evento

Leia mais

Síndrome de Cushing. Fernando Baptista Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo CHLN-Hospital Santa Maria, EPE

Síndrome de Cushing. Fernando Baptista Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo CHLN-Hospital Santa Maria, EPE Síndrome de Cushing Fernando Baptista Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo CHLN-Hospital Santa Maria, EPE Síndrome de Cushing Exposição prolongada e inadequada a quantidades excessivas de glucocorticóides

Leia mais

AVALIAÇÃO PERIOPERATÓRIA Cirurgia Não Cardíaca. Nome do paciente: Registro: Cirurgia a ser realizada: Data da avaliação: / / Sugestões: Sugestões:

AVALIAÇÃO PERIOPERATÓRIA Cirurgia Não Cardíaca. Nome do paciente: Registro: Cirurgia a ser realizada: Data da avaliação: / / Sugestões: Sugestões: AVALIAÇÃO PERIOPERATÓRIA Cirurgia Não Cardíaca Nome do paciente: Registro: Cirurgia a ser realizada: Data da avaliação: / / Risco intrínseco da cirurgia: ( ) Baixo ( ) Intermediário ( ) Alto Risco cardiológico:

Leia mais

OBESIDADE MAPA DE REVISÕES PROTOCOLO CLINICO. Destinatários. Data Dr. Bilhota Xavier

OBESIDADE MAPA DE REVISÕES PROTOCOLO CLINICO. Destinatários. Data Dr. Bilhota Xavier Palavras-Chave: Destinatários Médicos dos ACES da Unidade Coordenadora Funcional (UCF) de Leiria Elaboração Dr.ª Sandra Ferreira, Dr.ª Carla Loureiro, Dr. Pascoal Moleiro Aprovação Diretor do Serviço Dr.

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes

Sessão Televoter Diabetes 2013 26 de Abril Sexta-feira Sessão Televoter Diabetes António Pedro Machado Francisco Azevedo Simões Pereira Critérios para o diagnóstico de Diabetes A1C 6.5% Gl jj 126 mg/dl ou ou PTGO - Glicémia à 2ª

Leia mais

Síndrome Metabólica e Risco Cardiovascular

Síndrome Metabólica e Risco Cardiovascular Síndrome Metabólica e Risco Cardiovascular Farmacoterapia Ano lectivo 2012-2013 Dias 19 e 26 de Novembro Isabel Vitória Figueiredo 1990 50 milhões de mortes em todo o mundo 28% 2030 [8 mil milhões] 32%

Leia mais

Coração Outono/Inverno: casos clínicos. O que posso fazer pelo meu doente idoso com: Fibrilhação auricular

Coração Outono/Inverno: casos clínicos. O que posso fazer pelo meu doente idoso com: Fibrilhação auricular Coração Outono/Inverno: casos clínicos. O que posso fazer pelo meu doente idoso com: Fibrilhação auricular Homem; 79 anos FRCV: Antecedentes: 1. HTA 1. Úlcera duodenal 2. Diabetes mellitus Medicação habitual:

Leia mais

Thiers R Chagas SOCEBA/2017

Thiers R Chagas SOCEBA/2017 TRIGLICERIDES Thiers R Chagas SOCEBA/2017 Conflito de Interesse De acordo com a Norma 1595/2000 do Conselho Federal de Medicina e a Resolução RDC 102/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária declaro:

Leia mais

FORXIGA (dapagliflozina)

FORXIGA (dapagliflozina) FORXIGA (dapagliflozina) Comprimidos revestidos 5mg e 10mg FORXIGA dapagliflozina I. IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO FORXIGA dapagliflozina APRESENTAÇÕES FORXIGA (dapagliflozina) é apresentado na forma farmacêutica

Leia mais

TEMA INTEGRADO (TI) / TEMA TRANSVERSAL (TT) 4ª. SÉRIE MÉDICA. Prof. Dr. Paulo Roberto Nogueira. Prof. Dr. Jose Fernando Vilela Martin

TEMA INTEGRADO (TI) / TEMA TRANSVERSAL (TT) 4ª. SÉRIE MÉDICA. Prof. Dr. Paulo Roberto Nogueira. Prof. Dr. Jose Fernando Vilela Martin FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO DIRETORIA ADJUNTA DE ENSINO MEDICINA (DAEM) COORDENAÇÃO GERAL DO CURSO DE MEDICINA (CGCM) NÚCLEO PEDAGÓGICO EDUCACIONAL (NuPE) TEMA INTEGRADO (TI) / TEMA

Leia mais

NOVASInterações com os Serviços de Saúde 26 de junho de 2015

NOVASInterações com os Serviços de Saúde 26 de junho de 2015 Seminário NOVASInterações com os Serviços de Saúde 26 de junho de 2015..Resultados em Saúde.. O Programa do XVII Governo reconheceu os Cuidados de Saúde Primários como o pilar central do sistema de saúde.

Leia mais

Atividade Física e Cardiopatia

Atividade Física e Cardiopatia AF e GR ESPECIAIS Cardiopatia Atividade Física e Cardiopatia Prof. Ivan Wallan Tertuliano E-mail: ivantertuliano@anhanguera.com Cardiopatias Anormalidade da estrutura ou função do coração. Exemplos de

Leia mais

HIPERGLICEMIA INTERMÉDIA

HIPERGLICEMIA INTERMÉDIA HIPERGLICEMIA INTERMÉDIA Claudia Matta Coelho Selma B. Souto Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga HIPERGLICEMIA INTERMÉDIA A HIPERGLICEMIA INTERMÉDIA (HI) afecta 27,2% da população com idades compreendidas

Leia mais

EM DISCUSSÃO PÚBLICA NÚMERO: 037/2012 DATA: 30/12/2012 ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS:

EM DISCUSSÃO PÚBLICA NÚMERO: 037/2012 DATA: 30/12/2012 ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS: EM DISCUSSÃO PÚBLICA NÚMERO: 037/2012 DATA: 30/12/2012 ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS: Revascularização miocárdica: acompanhamento hospitalar e em cuidados de saúde primários Revascularização

Leia mais

Insulinoterapia no pré per e pós operatório. Profa. Fernanda Oliveira Magalhães

Insulinoterapia no pré per e pós operatório. Profa. Fernanda Oliveira Magalhães Insulinoterapia no pré per e pós operatório Profa. Fernanda Oliveira Magalhães Mais de 50% dos pacientes diabéticos têm chance de serem submetidos a alguma cirurgia pelo menos uma vez na vida. O diagnóstico

Leia mais

CASO CLÍNICO Nº 15 XII CURSO DE DOENÇAS HEREDITÁRIAS DO METABOLISMO 1 de Outubro de 2014

CASO CLÍNICO Nº 15 XII CURSO DE DOENÇAS HEREDITÁRIAS DO METABOLISMO 1 de Outubro de 2014 CASO CLÍNICO Nº 15 XII CURSO DE DOENÇAS HEREDITÁRIAS DO METABOLISMO 1 de Outubro de 2014 Identificação Nascimento em 2010 Sexo feminino Caucasiana Antecedentes Pessoais Pré e perinatais Gesta I, vigiada

Leia mais

A insulinoterapia ao alcance de todos Curso Prático Televoter

A insulinoterapia ao alcance de todos Curso Prático Televoter 2012 Norte 16 de Novembro 6ª feira A insulinoterapia ao alcance de todos Curso Prático Televoter António Pedro Machado Simões-Pereira Indicações para insulinoterapia na Diabetes tipo 2 Hiperglicémias em

Leia mais

Adesão a um Programa de Reabilitação Cardíaca: quais os benefícios e impacto no prognóstico?

Adesão a um Programa de Reabilitação Cardíaca: quais os benefícios e impacto no prognóstico? REUNIÃO CONJUNTA DOS GRUPOS DE ESTUDO DE CUIDADOS INTENSIVOS CARDÍACOS E DE FISIOPATOLOGIA DO ESFORÇO E REABILITAÇÃO CARDÍACA Compliance to a Cardiac Rehabilitation Program: what are the benefits and impact

Leia mais

Clínica médica e Geriatria

Clínica médica e Geriatria Sérgio Murilo Clínica médica e Geriatria O que é? Qual o foco? Quero todos os exames. Mais benefício ou prejuízo? Como decidir que condições serão avaliadas e como serão avaliadas? Condições (não o teste)

Leia mais

A Doença Cardiovascular e a Evidência da Consulta de Enfermagem

A Doença Cardiovascular e a Evidência da Consulta de Enfermagem A Doença Cardiovascular e a Evidência da Consulta de Enfermagem XXXII Congresso Português de Cardiologia Enf.ª Patrícia Alves UCIC CHVNGaia/Espinho,Epe Abril 2011 PATOLOGIA CARDIOVASCULAR Principal causa

Leia mais

Relação entre a Ingestão de Café e a Saúde

Relação entre a Ingestão de Café e a Saúde Licenciatura em Ciências da Nutrição Relação entre a Ingestão de Café e a Saúde Volume II Anexos Elaborado por Gilda Maria Pimentel Brandão Aluna nº 201092225 Orientador Interno: Prof. Doutora Suzana Paz

Leia mais

IMPORTANCIA DA ACTIVIDADE FÍSICA EM DOENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE RENAL E HEPÁTICO

IMPORTANCIA DA ACTIVIDADE FÍSICA EM DOENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE RENAL E HEPÁTICO IMPORTANCIA DA ACTIVIDADE FÍSICA EM DOENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE RENAL E HEPÁTICO Pereira, V.; Branco, E.; Menezes, M.D.; Silva, C.A.; Silveira, A.; Ventura, F.; Tomás, T. Novembro 2003 FUNDAMENTAÇÃO

Leia mais

OS 5 PASSOS QUE MELHORAM ATÉ 80% OS RESULTADOS NO CONTROLE DO DIABETES. Mônica Amaral Lenzi Farmacêutica Educadora em Diabetes

OS 5 PASSOS QUE MELHORAM ATÉ 80% OS RESULTADOS NO CONTROLE DO DIABETES. Mônica Amaral Lenzi Farmacêutica Educadora em Diabetes OS 5 PASSOS QUE MELHORAM ATÉ 80% OS RESULTADOS NO CONTROLE DO DIABETES Mônica Amaral Lenzi Farmacêutica Educadora em Diabetes TER DIABETES NÃO É O FIM... É o início de uma vida mais saudável, com alimentação

Leia mais

Relações entre fase cefálica da digestão e reatividade microvascular de indivíduos saudáveis

Relações entre fase cefálica da digestão e reatividade microvascular de indivíduos saudáveis Relações entre fase cefálica da digestão e reatividade microvascular de indivíduos saudáveis Dr a. Caroline Buss Nutricionista caroline.buss@uerj.br Orientadores: Prof. Dr. Luiz Guilherme Kraemer de Aguiar

Leia mais

Apelido do Paciente Iniciais Título. Primeiro(s) nome(s) Género: masculino Feminino Data de Nascimento. Código de dependentes

Apelido do Paciente Iniciais Título. Primeiro(s) nome(s) Género: masculino Feminino Data de Nascimento. Código de dependentes Doenças Cardiovasculares e Diabetes 19 West Street, Houghton, 2198 Postnet Suite 411 Private Bag X1 Melrose Arch 2076 Tel +27 11 715 3000 Fax +27 (11) 715 3001 africa Instruções 1. Preencher este formulário

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA INSUFICIÊNCIA CORONARIANA Paula Schmidt Azevedo Gaiolla Disciplina de Clínica Médica e Emergência Clínica Depto Clínica Médica FMB - Unesp Definição Síndrome coronariana aporte insuficiente de sangue ao

Leia mais

ORLISTATE SINTÉTICO. Agente antiobesidade de ação periférica

ORLISTATE SINTÉTICO. Agente antiobesidade de ação periférica Informações Técnicas ORLISTATE SINTÉTICO Agente antiobesidade de ação periférica FÓRMULA MOLECULAR: C 23 H 53 NO 5. PESO MOLECULAR: 495,73. CAS N : 96829-58-2. DCB: 06635. NOME QUÍMICO: N-Formyl-L-leucine

Leia mais

Anexo 1. Determinação do Índice de Massa Corporal* Estatuto de peso corporal <18.5 Falta de peso Normal

Anexo 1. Determinação do Índice de Massa Corporal* Estatuto de peso corporal <18.5 Falta de peso Normal Anexo 1 Determinação do Índice de Massa Corporal* O índice de massa corporal (BMI) é um instrumento utilizado para determinar o estatuto de peso corporal nos seres humanos. Os seus valores variam em função

Leia mais

Doença com grande impacto no sistema de saúde

Doença com grande impacto no sistema de saúde Por quê abordar a Doença Renal Crônica Cô? PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA Doença com grande impacto no sistema de saúde Acomete muitas pessoas Vem aumentando nos últimos anos Provavelmente continuará a aumentar

Leia mais

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP OBJETIVOS DE TRATAMENTO: Alvos glicêmicos: -Pré prandial: entre 100 e 140mg/dL -Pós prandial: < 180mg/dL -Evitar hipoglicemia Este protocolo

Leia mais

Enfarte agudo do miocárdio

Enfarte agudo do miocárdio Coração Outono/Inverno: casos clínicos. O que posso fazer pelo meu doente idoso com Enfarte agudo do miocárdio Kevin Domingues; Beatriz Santos 20:57 Sr. Evaristo 82 anos Autónomo Reformado Banqueiro Antecedentes

Leia mais

COLESTEROL LDL LDL COLESTEROL

COLESTEROL LDL LDL COLESTEROL COLESTEROL LDL LDL COLESTEROL CBHPM 4.03.01.59-1 AMB 28.01.151-1 Sinonímia: LDL-Colesterol. beta-colesterol. ß-Colesterol. Fisiologia: Colesterol ligado a lipoproteínas de baixa densidade (1,010 a 1,063).

Leia mais

2010 ENDOCRINOLOGIA CLÍNICA ASPECTOS PRÁTICOS EM ENDOCRINOLOGIA O

2010 ENDOCRINOLOGIA CLÍNICA ASPECTOS PRÁTICOS EM ENDOCRINOLOGIA O 11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 ENDOCRINOLOGIA CLÍNICA ASPECTOS PRÁTICOS EM ENDOCRINOLOGIA O que fazer perante: Hipoglicemia TERESA DIAS Serviço de Endocrinologia do HSM. Lisboa Luso, Junho de 2010 Hipoglicemia

Leia mais

Principais sintomas: - Poliúria (urinar muitas vezes ao dia e em grandes quantidades); - Polidipsia (sede exagerada); - Polifagia (comer muito);

Principais sintomas: - Poliúria (urinar muitas vezes ao dia e em grandes quantidades); - Polidipsia (sede exagerada); - Polifagia (comer muito); O diabetes mellitus é uma doença crônica que se caracteriza por uma elevada taxa de glicose (açúcar) no sangue. Essa elevação ocorre, na maioria das vezes, por uma deficiência do organismo em produzir

Leia mais

Complicações cardiovasculares na diabetes Prevenções Primária e Secundária nos CSP

Complicações cardiovasculares na diabetes Prevenções Primária e Secundária nos CSP Complicações cardiovasculares na diabetes Prevenções Primária e Secundária nos CSP ALDA GISELA MONTEIRO,* FREDERICO ROSÁRIO,** JAIME BRITO DA TORRE*** RESUMO Introdução: A Diabetes é uma doença cada vez

Leia mais

Anexo III Resumo das características do medicamento, rotulagem e folheto informativo

Anexo III Resumo das características do medicamento, rotulagem e folheto informativo Anexo III Resumo das características do medicamento, rotulagem e folheto informativo Nota: Estas alterações ao Resumo das Características do Medicamento e ao Folheto Informativo são válidas no momento

Leia mais

Leia estas instruções:

Leia estas instruções: Leia estas instruções: 1 2 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. Caso se identifique em qualquer outro local deste

Leia mais

Impacto de um Programa de Reabilitação na Qualidade de Vida dos Indivíduos com Patologia Cardíaca Fátima Marques Carlos Albuquerque

Impacto de um Programa de Reabilitação na Qualidade de Vida dos Indivíduos com Patologia Cardíaca Fátima Marques Carlos Albuquerque INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE VISEU Impacto de um Programa de Reabilitação na Qualidade de Vida dos Indivíduos com Patologia Cardíaca Fátima Marques Carlos Albuquerque INTRODUÇÃO

Leia mais

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Leonardo A M Zornoff Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP Definição Foco de necrose do tecido cardíaco em consequência de baixa perfusão tecidual

Leia mais

TÍTULO: HIPERTRIGLICERIDEMIA PÓS-PRANDIAL EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 E O RISCO CARDIOVASCULAR

TÍTULO: HIPERTRIGLICERIDEMIA PÓS-PRANDIAL EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 E O RISCO CARDIOVASCULAR TÍTULO: HIPERTRIGLICERIDEMIA PÓS-PRANDIAL EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 E O RISCO CARDIOVASCULAR CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FARMÁCIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE

Leia mais

Nome: D.N. / / Sexo: Feminino Masculino Tel 1: ( ) Tel 2: ( ) ANAMNESE GERAL. 1) Objetivos a serem atingidos 2) Condicionamento Físico atual

Nome: D.N. / / Sexo: Feminino Masculino Tel 1: ( ) Tel 2: ( ) ANAMNESE GERAL. 1) Objetivos a serem atingidos 2) Condicionamento Físico atual Nome: D.N. / / 1 Sexo: Feminino Masculino Tel 1: ( ) Tel 2: ( ) e-mail 1: e-mail 2: ANAMNESE GERAL 1) Objetivos a serem atingidos 2) Condicionamento Físico atual Emagrecimento Hipertrofia muscular Inativo

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Jejum mínimo. de 8h. Tolerância à glicose diminuída 100 a a 199 -

DIABETES MELLITUS. Jejum mínimo. de 8h. Tolerância à glicose diminuída 100 a a 199 - DIABETES MELLITUS 3.3 - Diagnóstico Glicemias (mg/dl) Categorias Jejum mínimo de 8h 2hs após 75g de glicose Casual Normal 70 a 99 até 139 - Tolerância à glicose diminuída 100 a 125 140 a 199 - Diabetes

Leia mais

Avaliar para melhorar

Avaliar para melhorar Avaliar para melhorar Tipos de Indicadores Produtividade Acessibilidade Técnico-Científicos Efectividade Análise Global Indicadores de actividade Acessibilidade Taxa de cobertura (ver quem não nos visita)

Leia mais

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. INSTRUÇÕES 1 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. 2 3 4 Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno,

Leia mais

ESTUDO DO PERFIL LIPÍDICO DE INDIVÍDUOS DO MUNICÍPIO DE MIRANDOPOLIS/SP

ESTUDO DO PERFIL LIPÍDICO DE INDIVÍDUOS DO MUNICÍPIO DE MIRANDOPOLIS/SP PALAVRAS-CHAVE Lipídios, Dislipidemias, Lipidograma CONEXÃO ESTUDO DO PERFIL LIPÍDICO DE INDIVÍDUOS DO MUNICÍPIO DE MIRANDOPOLIS/SP Alyne Maia Silva 1 Jéssica Fontoura Junqueira 1 Tatiane Kelly Correa

Leia mais

O QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE DOENÇA METABÓLICA

O QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE DOENÇA METABÓLICA O QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE DOENÇA METABÓLICA ENTENDENDO a doença metabólica A doença metabólica, também chamada de síndrome metabólica ou ainda de plurimetabólica, em geral faz parte de um conjunto de

Leia mais

Dúvidas do dia-a-dia em casos do mundo real. Arritmia. Raquel Landeiro Dra. Teresa Vale USF Vale do Sorraia- Coruche

Dúvidas do dia-a-dia em casos do mundo real. Arritmia. Raquel Landeiro Dra. Teresa Vale USF Vale do Sorraia- Coruche Dúvidas do dia-a-dia em casos do mundo real Arritmia Raquel Landeiro Dra. Teresa Vale USF Vale do Sorraia- Coruche IDENTIFICAÇÃO F.M.C.N.B Sexo feminino 43 anos Caucasiana 9ºano Casada Fajarda Empregada

Leia mais

Utilização de diretrizes clínicas e resultados na atenção básica b

Utilização de diretrizes clínicas e resultados na atenção básica b Utilização de diretrizes clínicas e resultados na atenção básica b à hipertensão arterial Construindo Estratégias e Avaliando a Implementação de Diretrizes Clínicas no SUS Edital 37/2004 CNPq ENSP/FIOCRUZ

Leia mais

FEIRA DE SAÚDE TESTE DE ACUIDADE VISUAL ESCALA OPTOMÉTRICA DE SNELLEN LIONS CLUBE: LOCAL: DATA: HORÁRIO: Resultado. Nº Nome Legível Telefone

FEIRA DE SAÚDE TESTE DE ACUIDADE VISUAL ESCALA OPTOMÉTRICA DE SNELLEN LIONS CLUBE: LOCAL: DATA: HORÁRIO: Resultado. Nº Nome Legível Telefone TESTE DE ACUIDADE VISUAL ESCALA OPTOMÉTRICA DE SNELLEN Idade Sexo (anos) (M/F) Resultado Olho Direito Olho Esquerdo Observações FAF MODELO / TESTE DE GLICOSE Idade (anos) Sexo (M/F) Antecedentes na família?

Leia mais

EDUCAÇÃO REVISÃO 2 REVISÃO 3

EDUCAÇÃO REVISÃO 2 REVISÃO 3 FÍSICA REVISÃO 1 REVISÃO 2 REVISÃO 3 UNIDADE II - CULTURA: A pluralidade na expressão humana Aula 4.1 Lazer: conceitos Aula 4.2 Atividade física e exercício físico: uma questão cultural? Aula 5.1 Doenças

Leia mais

Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Pacientes com Hipertensão Arterial PREVER 2 SEGUIMENTO 15 MESES

Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Pacientes com Hipertensão Arterial PREVER 2 SEGUIMENTO 15 MESES Prevenção de Eventos Cardiovasculares em Pacientes com Hipertensão Arterial PREVER 2 Número do Centro l ID do Participante l Data do Atendimento l l l / l l l / 201l l Iniciais do Participante SEGUIMENTO

Leia mais

História Clínica. Fatores de Risco e Fisiopatologia Parte 1. Dislipidemia e Hipertensão. Annie Bello PhD

História Clínica. Fatores de Risco e Fisiopatologia Parte 1. Dislipidemia e Hipertensão. Annie Bello PhD História Clínica Fatores de Risco e Fisiopatologia Parte 1. Dislipidemia e Hipertensão Annie Bello PhD Doutora em Fisiopatologia - UERJ Prof. Adjunto Nutrição clínica - UERJ Nutricionista Ensino e Pesquisa

Leia mais

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas Modelo de Atenção às Condições Crônicas Seminário II Laboratório de Atenção às Condições Crônicas A Estratificação de Risco na SMS de Curitiba HAS Diabete melito + Laboratório de Inovações na Atenção às

Leia mais

Obesidade Mórbida Protocolos

Obesidade Mórbida Protocolos Obesidade Mórbida Protocolos Para análise da solicitação de cirurgia de Obesidade Mórbida, é imprescindível o envio à CABESP da relação completa dos documentos descritos abaixo: 1- Protocolo 01 - solicitação

Leia mais

Recomendações do NUCDEM para diagnóstico e acompanhamento do diabetes mellitus

Recomendações do NUCDEM para diagnóstico e acompanhamento do diabetes mellitus Recomendações do NUCDEM para diagnóstico e acompanhamento do diabetes mellitus Há um desafio imposto a nós cooperados, de mantermos a anamnese e o exame físico como os pilares da avaliação médica, evitando

Leia mais

CARTÃO DA GESTANTE AGENDAMENTO. Nome. Endereço. Município. Bairro. Telefone. Nome da Operadora. Registro ANS. ANS- nº

CARTÃO DA GESTANTE AGENDAMENTO. Nome. Endereço. Município. Bairro. Telefone. Nome da Operadora. Registro ANS. ANS- nº CARTÃO DA GESTANTE Nome ANS- nº 0004 Endereço Município Bairro Telefone Nome da Operadora Registro ANS AGENDAMENTO Hora Nome do profissional Sala ANS- nº 0004 1 Idade Estado Civil Peso anterior Altura (cm)

Leia mais

Serviço de Cardiologia, Hospital do Espírito Santo de Évora. Serviço de Cardiologia, Hospital Distrital de Santarém

Serviço de Cardiologia, Hospital do Espírito Santo de Évora. Serviço de Cardiologia, Hospital Distrital de Santarém PREDITORES DE DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA SIGNIFICATIVA DO TRONCO COMUM E/OU DE 3 VASOS EM DOENTES COM ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO SEM ELEVAÇÃO DO SEGMENTO ST E SCORE GRACEDE BAIXO RISCO João Filipe Carvalho

Leia mais

GRUPO COPPA: ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR NO PATOLOGIAS ASSOCIADAS BRIGITTE OLICHON LUMENA MOTTA REGINA BOSIO

GRUPO COPPA: ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR NO PATOLOGIAS ASSOCIADAS BRIGITTE OLICHON LUMENA MOTTA REGINA BOSIO GRUPO COPPA: ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR NO CONTROLE DA OBESIDADE E PATOLOGIAS ASSOCIADAS BRIGITTE OLICHON LUMENA MOTTA REGINA BOSIO Introdução Obesidade Brasil EPIDEMIA 40% em sobrepeso 12,7% adultos obesos

Leia mais

Relatório de Estágio Mestrado Integrado em Medicina OBESIDADE NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS. Marta Alexandra Araújo Oliveira da Silva

Relatório de Estágio Mestrado Integrado em Medicina OBESIDADE NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS. Marta Alexandra Araújo Oliveira da Silva Relatório de Estágio Mestrado Integrado em Medicina OBESIDADE NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS Marta Alexandra Araújo Oliveira da Silva Orientador Maria Helena Cardoso Pereira da Silva Co-Orientador Cecília

Leia mais

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Projecto Mexa-se em Bragança Organização: Pedro Miguel Queirós Pimenta Magalhães E-mail: mexaseembraganca@ipb.pt Web: http://www.mexaseembraganca.ipb.pt

Leia mais

Aspectos Atuais das Doenças Cardiovasculares da População Masculina Brasileira

Aspectos Atuais das Doenças Cardiovasculares da População Masculina Brasileira VIII Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem Brasília, 17 de novembro de 2015 Aspectos Atuais das Doenças Cardiovasculares da População Masculina Brasileira Prof. Dr. Luiz César Nazário Scala Diretor

Leia mais