ESTUDO DE MERCADO DAS PRINCIPAIS INDÚSTRIAS CLIENTES DO SECTOR DE ENGINEERING AND TOOLING- -INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

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1 ESTUDO DE MERCADO DAS PRINCIPAIS INDÚSTRIAS CLIENTES DO SECTOR DE ENGINEERING AND TOOLING- -INDÚSTRIA AUTOMÓVEL Oportunidades e estratégias para o sector da mobilidade Bernardo Sousa Ribeiro

2 ÍNDICE Enquadramento. Principais oportunidades de desenvolvimento Previsões de produção Novos modelos Novas motorizações Green cars. Política de compras de tooling Processo de desenvolvimento Fabrico de componentes por OEMs Fornecimento de componentes em plástico Outros sectores da mobilidade.. Recomendações Consolidação Mobilidade eléctrica Aeronáutica e ferrovia

3 ESTRATÉGIA DE INVESTIGAÇÃO Identificar mercados com potencial CONSOLIDAÇÃO Identificar construtores com maior capacidade de fornecer esses mercados Identificar decisores na compra de tooling OBJECTIVO Identificar oportunidades para a indústria do tooling no sector da mobilidade DIVERSIFICAÇÃO Estudar metodologias de compra/fornecimento de tooling Identificar oportunidades de substituição de materiais actuais Identificar tendências de inovação e diversificação na indústria da mobilidade 24.Janeiro.2010

4 OPORTUNIDADES ANÁLISE E IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES DE DESENVOLVIMENTO

5 Volume de Produção [milhares de unidades] PREVISÕES DE PRODUÇÃO China deve atingir um nível de produção de 18 milhões em Em 2011 o volume de produção deverá ser semelhante a 2010, prevendo-se um crescimento generalizado a partir de O Japão deverá perder uma posição prevalecente como país produtor distanciando-se significativamente da Europa e da China A China deverá distanciarse dos EUA e aproximar-se da Europa Europa China Japão/Korea Médio Oriente/Africa América do Norte América do Sul Sudeste Asiático Fonte: IHS Inc./ CSM Worldwide

6 NOVOS MODELOS Estratégia de lançamento de novos modelos adequada a cada região... Aproveitamento de economias de escala através da partilha de plataformas e motorização... Em alianças ou acordos de cooperação existe partilha de plataformas, partilha de motorizações, partilha de instalações de produção e partilha de componentes 24.Janeiro.2010

7 PARTILHA DE PLATAFORMAS De 2003 a 2007 aumentou em cerca de 50% a utilização de uma mesma plataforma em mais do que um modelo de automóvel Esta estratégia pode conduzir a uma partilha de componentes não apenas da plataforma, mas igualmente de interiores ou componentes técnicos 2003 Top five de plataformas partilhadas (Volume produzido em milhões de unidades) GM T800 (Silverado, Tahoe, 1,67 Escalade, etc.) VW PQ35 (Golf, Bora, Beetle, 1,42 A3, etc.) Toyota NCV (Corolla) 1,31 Honda CYR (Accord, Odyssey) Toyota TMP (Camry) 1,18 1, Top five de plataformas partilhadas (Volume produzido em milhões de unidades) VW A5 (Golf, Passat, A3, TT, etc.) 2,58 Toyota MC (Camry, Avalon, ES) Renault/Nissan X85/B (Clio, Micra, Logan) Ford C1/P1 (Focus, 3 & 5, S40, V50, C70) Toyota NBC (Vitz/Yaris, Ayao, etc.) 1,87 1,86 1,66 1,53 Total 2003 Top Five 6,66 Total 2007 Top Five 9,50 Fonte: Automotive News, Data Center 24.Janeiro.2010

8 PARTILHA DE PLATAFORMAS Plataforma Unidades produzidas em 2010 Produção estimada em 2016 Até 2016 a quantidade de veículos produzidos em plataformas partilhadas deverá duplicar representando um aumento de 20 para 28% do total de veículos produzidos A Aliança Renault Nissan deverá liderar com um aumento significativo do papel da VW e uma diminuição da importância da Toyota Renault-Nissan X VW MQB Toyota MC Ford C Fiat Hyundai HD Toyota NBC GMGlobal Gamma GMGlobal Delta PSA PF Fonte: PricewaterhouseCoopers 24.Janeiro.2010

9 PARTILHA DE PLATAFORMAS PRINCIPAIS SEGMENTOS Renault-Nissan X85 VW MQB Toyota MC 24.Janeiro.2010

10 NOVAS MOTORIZAÇÕES Aumento da motorização eléctrica Baterias Flex-Fuel Híbrido (Paralelo) Range Extended Fuel Cells Motor de combustão interna Puro eléctrico

11 FLEX-FUEL. Motores de combustão interna com combustíveis alternativos. Têm capacidade para a queima de vários combustíveis por regulação dos parâmetros do motor Combustíveis produzidos a partir de produtos da actividade agrícola como a cana-de-açúcar, o milho, a mandioca e a batata Forte expansão deste tipo de motorizações fruto do aumento do preço do petróleo e da necessidade de diversificar fontes de abastecimento de energia

12 HIBRIDOS (Paralelo). Motorização em que é usado em simultâneo o motor de combustão e o motor eléctrico. Dispõe normalmente de uma bateria de pequena dimensão para alimentação do motor eléctrico Carregamento da bateria é realizado pela energia excedente do motor de combustão Fonte: Toyota Toyota e Honda são os principais produtores de veículos com este tipo de motorização

13 EXTENDED RANGE. Motorização em que é usado o motor eléctrico e cujas baterias podem ser carregadas por motor de combustão. Dispõe de uma bateria que normalmente possibilita uma autonomia na ordem dos 50 a 80 km Carregamento da bateria é realizado por carregamento externo ou através do motor/gerador existente a bordo Chevrolet Volt é o principal exemplo deste tipo de motorização Fonte: GM

14 VEÍCULOS ELÉCTRICOS FUEL-CELLS. Motorização em que é usado apenas o motor eléctrico e a energia é proveniente do hidrogénio. Dispõe de um tanque a bordo para armazenamento de hidrogénio a elevada pressão O hidrogénio é convertido em energia eléctrica através de uma célula de combustível, vulgarmente através de uma membrana de troca de protões Fonte: Mercedes-Benz Difusão reduzida devido aos custos da célula de combustível e inexistência de infra-estrutura de produção e distribuição de hidrogénio

15 PRODUÇÃO VEÍCULOS ELÉCTRICOS

16 MERCADO DE GREEN CARS Veículos eléctricos têm como mercados principais a Europa, os EUA e o Japão... Penetração lenta no mercado fruto de: Custo de aquisição dos veículos Reduzida autonomia permitida pelas baterias Ausência de infra-estrutura de carregamento Falta de incentivos governamentais e subsídios... Os veículos híbridos são uma solução enquanto estas questões não forem ultrapassadas Os veículos flex-fuel são principalmente adoptados em países com forte dependência de importações de petróleo e com recursos de base biológica disponível

17 VEÍCULOS HIBRIDOS A cota de mercado dos veículos híbridos deverá representar em 2010 cerca de 2% com uma subida até 5,5% em Toyota e Honda deverão manter-se na liderança dos produtores deste tipo de veículos Fisker 1,7 Renault-Nissan 2,6 Daimler 3,1 Ford 5,5 PSA 1,6 BMW 2,1 Fiat-Chrysler 1,3 Outros 7,0 Toyota 37,7 GM 7,1 Volkswagen 7,1 Hyundai 8,7 Honda 14,5 Fonte: J.D. Power & Associates

18 VEÍCULOS ELÉCTRICOS Para 2020 prevê-se um volume de vendas de 1,31 milhões de unidades representando cerca de 1,8 da cota de mercado A Europa deverá ser a região com maior implantação deste tipo de veículos Japão 5% EUA 8% Resto do Mundo 6% Europa 56% China 25% Fonte: J.D. Power & Associates

19 VEÍCULOS ELÉCTRICOS Para 2020 prevê-se um volume de vendas de 1,31 milhões de unidades representando cerca de 1,8 da cota de mercado A Europa deverá ser a região com maior implantação deste tipo de veículos A produção deverá ser disseminada prevendo-se apenas um construtor com uma cota de mercado significativa (Aliança Renault-Nissan) Honda 2% GM 2% Ford 2% Daimler 2% Chery 3% Hyundai 2% Chang'an 2% BYD 2% BMW 3% Toyota 3% Outros 20% Fiat-Chrysler 4% Mitsubishi 5% Renault-Nissan 33% PSA 7% Volkswagen 8% Fonte: J.D. Power & Associates

20 Volume de produção Cota de mercado [%] VEÍCULOS FLEX-FUEL Em vários países foi implementada uma política de incentivos visando a redução da dependência em relação às importações de petróleo, promovendo o consumo de combustíveis de outras fontes Em 2009 os veículos com flex-fuel representaram cerca de 87% do mercado com perspectivas de subida Volume de produção Cota de mercado Fonte: ANFAVEA

21 Número de veículos VEÍCULOS FLEX-FUEL Em vários países foi implementada uma política de incentivos visando a redução da dependência em relação às importações de petróleo, promovendo o consumo de combustíveis de outras fontes O gás natural também é considerado um combustível alternativo prendo-se um aumento significativo deste tipo de motorizações até Paquistão Argentina Irão Brasil India Italia China Fonte: International Association for Natural Gas Vehicles

22 CARACTERIZAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DA POLÍTICA DE COMPRAS DE TOOLING NA CADEIA DE VALOR DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

23 POLÍTICA DE COMPRAS A caracterização da política de compras passa pela identificação do processo e dos compradores: Reconhecimento do processo de desenvolvimento e produção de automóveis e, no âmbito deste, dos intervenientes que realizam a injecção de componentes; O processo de compra de tooling obedece a um instante específico no processo de desenvolvimento de automóveis, bem como obedece a uma metodologia própria.

24 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO O desenvolvimento é feito por duas vias, que correspondem a diferentes tecnologias de produção..... Os componentes em plástico estão normalmente incluídos nos exteriores ou interiores de veículos..... Os fornecimentos aos construtores são feitos na forma de componentes ou módulos preassemblados Desenvolvimento de partes técnicas Desenvolvimento de estilo

25 Cadeia de fornecimento da indústria automóvel FABRICO DE COMPOENENTES EM PLÁSTICO Construtor Compra de tooling A produção de componentes em plástico é normalmente realizada por fornecedores Tier 1 ou Tier 2 Existem casos em que o próprio construtor ou uma empresa do grupo realiza a injecção de componentes Compra de módulos Fornecedor Tier 1 Compra de submódulos e componentes Compra de tooling Indústria de engineering & tooling Fornecedor Tier 2 Compra de tooling Compra de componentes Fornecedor Tier 3 Compra de tooling

26 FABRICO DE COMPONENTES POR OEMs O fabrico de componentes por construtores é apenas realizado em casos específicos, podendo a injecção ser feita por empresas do mesmo grupo A compra de tooling é realizada por uma central de compras do construtor.. Normalmente não são exigidas qualificações/certificações para se considerar como um fornecedor para grandes construtores O fornecedor de tooling pode ser envolvido no processo de desenvolvimento do componente (características de fabrico do componente)

27 COMPRA DE COMPOENENTES EM PLÁSTICO OEM A compra de componentes em plástico por fornecedores Tier 1 inicia-se sempre com um convite do construtor para a apresentação de propostas O pedido de propostas ocorre entre 12 a 30 meses antes de SoP (start of production), dependendo se a compra é de um componente desenvolvido ou se ainda inclui o desenvolvimento do componente por parte do fornecedor.. As propostas devem incluir normalmente os custos com o desenvolvimento/compra de tooling O fornecedor Tier 1 é responsável pela compra de tooling, não existindo requisitos tipificados exigíveis aos fabricantes de tooling RFP (30 meses bsop) Desenvolvimento do componente Desenvolvimento de tooling RFP (12 meses bsop) Desenvolvimento de tooling Fornecimento do componente

28 OUTROS SECTORES DA MOBILIDADE No sector aeronáutico e ferroviário o fornecimento de componentes injectados é reduzido e quase sempre limitado aos componentes de interiores A compra de tooling é realizada normalmente por fornecedores Tier2, ou seja fornecedores de componentes para integração em módulos a serem fornecidos aos construtores.. Normalmente não são exigidas qualificações/certificações para se considerar como um fornecedor de moldes para estes sectores

29 RECOMENDAÇÃO RECOMENDAÇÃO DE ACÇÕES A REALIZAR PELA INDÚSTRIA PORTUGUESA DE ENGINEERING & TOOLING

30 RECOMENDAÇÃO DE ACÇÕES Recomendação de acções a realizar pela industria portuguesa de engineering & tooling passa por: Recomendações para consolidação da posição junto da industria automóvel actual; Recomendações para o aproveitamento de oportunidades de diversificação associadas quer às estratégias da indústria automóvel quer junto de outras industrias do sector da mobilidade (aeronáutica e ferroviária).

31 RESUMO DO ESTUDO Caracterização da situação actual da Indústria Automóvel Evolução da posição da Indústria Automóvel no comércio mundial Levantamento de oportunidades de diversificação Análise e identificação das principais oportunidades de desenvolvimento Caracterização da política de compras de tooling Recomendação de acções a realizar pela Indústria Portuguesa de Engineering & Tooling

32 CONSOLIDAÇÃO DA POSIÇÃO ACTUAL A consolidação da posição actual do sector de engineering & tooling passa pela identificação de: Mercados com vantagem competitiva Mercados com potencial de crescimento Investimentos na área da produção Na Europa, bem como nos mercados de proximidade (Rússia, médio oriente e norte de África), as principais oportunidades de crescimento surgem associadas à VW, Aliança Renault-Nissan e PSA; Na América latina as principais oportunidades surgem a partir do México (construção de veículos e produção de componentes para o mercado Norte Americano), mas sobretudo do Brasil, associadas às marcas VW, grupo FIAT, GM, Ford, bem como marcas japonesas. No bloco EUA/Canadá as principais oportunidades surgem quer ligadas a marcas locais, mas ainda à VW, a Mercedes-Benz e ao grupo FIAT-Chrysler.

33 MOBILIDADE ELÉCTRICA Fornecimento de moldes a construtores e fornecedores de vários níveis Acompanhamento da actividade dos principais construtores nesta área (Aliança Renault-Nissan, VW, PSA) e respectivos fornecedores Tier 1 e 2 Fornecimento de componentes injectados Oportunidade associada às pequenas e médias séries fabricadas Investimento em tecnologia de injecção Investimento em organização interna e planeamento de negócio Sistemas de suporte (periféricos) Fornecimento de moldes e componentes para elementos customizaveis Fornecimento de moldes produtos injectados para componentes eléctricos críticos e com novos requisitos de segurança Principais produtores localizam-se na Europa, EUA e Japão

34 AERONÁUTICA E FERROVIA Fornecimento de moldes e componentes injectados Em ambas as indústrias as possibilidades de fornecimento referem-se sempre a componentes para interiores, sobretudo integrados em módulos aplicados em grande número (assentos e consolas de tecto) Fornecimento de moldes a fornecedores tier 1 ou tier 2 Fornecimento de componentes injectados a fornecedores tier 1 (evitar certificações complexas e onerosas) Projectos de aviões civis Boeing, Airbus e Embraer Projecto ferroviário de alta velocidade nos EUA

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