MEMORANDO TURÍSTICO DO ALGARVE PROPOSTAS PARA UMA REGIÃO SUSTENTÁVEL

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2 Uma visão para o turismo algarvio No ano passado ficou bem claro que o Algarve é destino de topo quando se fala em férias: a região ainda é a eleita pela maioria dos portugueses e estrangeiros para passar um período de descanso em família ou entre amigos. Mas em 2012 tornou-se também evidente no setor do turismo algarvio o reflexo da quebra no consumo em Portugal e da crise na Europa. Daqui há uma ilação muito simples a tirar, que é a de que nenhum destino (por mais consolidado que esteja) pode dar o sucesso turístico por garantido. Por outras palavras, o destino tem de saber avaliar-se a si próprio e de se reinventar perante a conjuntura de maior ou menor adversidade que enfrenta. E esse trabalho de revisão deverá ser feito com sentido prático e construtivo, com medidas que interessem a todos e que por todos sejam aplicadas. Este é, sem margem de dúvidas, o intuito do Memorando Turístico do Algarve Propostas para uma Região Sustentável, que agora se apresenta. O documento nasceu da constatação de que podemos ter um Algarve melhor. De que a região pode ter uma capacidade de intervenção mais forte junto da tutela. De que os problemas que afetam a região não são mais importantes do que as suas soluções e é nestas últimas que devemos (e estamos a) concentrar-nos. Conscientes de que o memorando é um ponto de partida para a região que queremos, agora é o momento de o abrirmos à sociedade, na esperança de que sirva de guia de conduta aos que têm o turismo por atividade. E que fique claro que só com o envolvimento de todos os players será possível pôr em prática o que se propõe: a repetição desta ideia é propositadamente enfática tendo em conta a importância da cooperação entre parceiros públicos e privados. Diz-se que a necessidade aguça o engenho. Invoquemo-lo então para o tempo presente e coloquemo-lo ao serviço do Algarve. Todos juntos, com determinação. Desidério Silva Presidente do Turismo do Algarve 1

3 Sumário executivo O Memorando Turístico do Algarve Propostas para uma Região Sustentável é uma iniciativa do Turismo do Algarve lançada em colaboração com diversas entidades e personalidades do setor para orientar a atividade turística no que continua a ser o principal destino de férias do país: em 2012, o Algarve registou o maior número de dormidas de estrangeiros do país (10,8 milhões, numa subida de 6 por cento face a 2011) e manteve-se como a região preferida dos portugueses (os 3,5 milhões de dormidas contabilizadas posicionaram-no em primeiro lugar) 1. O documento que agora se expõe a público resulta das ideias debatidas em sede privada com agentes do setor do turismo no Algarve, com o objetivo de engrandecer a região e com a ambição de promover o seu crescimento sustentado. Depois da apresentação do Plano Estratégico Nacional do Turismo em 2007 e de uma revisão ao mesmo já na atual legislatura, e tendo em linha de conta a retração do consumo interno provocada pela instabilidade económica que os portugueses vivem no seu próprio território, foram identificados cinco pilares de atuação para o desenvolvimento futuro do turismo no Algarve, consubstanciados em mais de 30 ideias concretas. As acessibilidades aéreas, assunto amplamente discutido em tempos recentes, a promoção, a competitividade fiscal perante destinos concorrentes, a definição clara dos produtos turísticos de aposta, a modernização e a eficácia da região são os eixos que deverão nortear a atenção do Turismo do Algarve e dos seus parceiros públicos e privados no horizonte Entre as conclusões que constam do memorando setorial, e que merecem a mobilização geral para que passem de simples ideia a solução aplicada, sintetiza-se o seguinte:. O Algarve deverá fazer-se ouvir junto dos novos gestores da ANA Aeroportos no sentido de assegurar os interesses da região, traduzidos na redução das taxas aeroportuárias, no reforço das rotas existentes (low cost incluídas), na angariação de novas ligações aéreas regulares de e para o destino e no estabelecimento de acordos que diversifiquem a rede de transportes que serve o aeroporto.. A promoção turística da região terá de 1) expandir-se para o canal online, 2) ser direcionada para mercados emissores que aliviem o destino da sazonalidade fora da época de sol e mar, com enfoque no Canadá, na Escandinávia e na França (não descurando os estratégicos e com quota elevada para o turismo algarvio Reino Unido, Alemanha, Holanda, Irlanda, Espanha e Portugal), e 3) ser encaminhada para a interação do Turismo do Algarve com as empresas, 1 Dados retirados do documento «Os Resultados do Turismo» (2013), do Turismo de Portugal, publicado no Proturismo (http://www.turismodeportugal.pt/português/proturismo). 2

4 associações de promoção regional e entidades públicas com as quais possa estabelecer parcerias (caso da ERT Alentejo).. No atual contexto de abrandamento económico, é primordial dotar o Algarve de mecanismos que deem novo fôlego ao investimento e ao setor do turismo, em particular a redução do IVA no golfe e na restauração, a isenção do imposto sobre veículos (rent-a-car e afins) e o fim da cobrança de portagens na A22.. Aos produtos turísticos prioritários (Sol e Mar e Golfe) e aos classificados como «em fase de desenvolvimento» (Negócios, Residencial, Náutico e Natureza) na região pelo PENT, é forçoso adicionar outros que favoreçam uma oferta multiproduto diferenciadora: Turismo Desportivo, Acessível, de Saúde e Bem-estar, Gastronomia e Vinhos e Caravanismo.. É tempo de introduzir um novo vocabulário turístico e uma proposta de valor associada aos atributos tradicionais da marca «Algarve» (clima, hospitalidade, segurança) e aos predicados de destino competitivo, com burocracia simplificada, boa rede de transportes públicos, EN125 requalificada, programa regional de eventos equilibrado em termos regionais e sazonais, elevada qualidade de serviço e de recursos humanos, preservação ambiental e paisagística e com oferta multimotivacional de grande autenticidade, todo o ano. O programa de ação proposto representa um desafio e exige maior autonomia para o Algarve. Marca o início de um novo território turístico onde terão de se inscrever todos os agentes regionais, unidos em torno da confiança quanto ao futuro da região e em torno de um rumo diretor comum que galvanize o setor e todos os que para ele trabalham. 3

5 1. ACESSIBILIDADES AÉREAS 1.1 Reduzir as taxas aeroportuárias As taxas aeroportuárias aplicadas nos aeroportos portugueses são muito elevadas, facto que tem vindo a afastar do país, e neste caso do Algarve, a operação de inúmeras companhias aéreas. É crucial conseguir-se não só uma redução das taxas, bem como evitar a sua eventual subida num futuro próximo. 1.2 Assegurar os interesses regionais perante a nova gestão da ANA O processo de concessão da ANA Aeroportos foi finalmente fechado e é necessário assegurar os interesses da região. O aeroporto de Faro serve o maior destino turístico do país e deverá merecer por isso a especial atenção do grupo francês vencedor na operação da ANA, sobretudo numa altura em que o Algarve perdeu cerca de 70 por cento da capacidade aérea no período compreendido entre 31 de outubro de 2012 e março de Diversificar a rede de transportes que cobre o aeroporto O aeroporto de Faro é neste momento o único do território continental a não estar coberto por via ferroviária, apesar de esta estar instalada a uns escassos dois quilómetros da sede da infraestrutura aeroportuária. A ativação de um traçado ferroviário que faça a ligação entre o aeroporto, o terminal de comboios de Faro e as restantes estações regionais tem um custo reduzido e garantiria ao aeroporto uma vantagem competitiva em termos funcionais de acessibilidade e uma melhoria da mobilidade dos turistas. Para este efeito, muito contribuiria também a construção de um metro ligeiro com uma linha que servisse o aeroporto, projeto que já foi, de resto, avaliado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e pelo Ministério da Economia. Há ainda que destacar a imperiosa ligação rodoviária direta que falta estabelecer entre a capital algarvia e a infraestrutura aeroportuária. 1.4 Angariar novas rotas e reforçar as existentes Em 2012, 62 companhias aéreas 11 das quais de baixo custo (low cost) voaram para o Algarve, região que mantém ligações regulares com 52 cidades. As acessibilidades aéreas de interesse turístico para o Algarve devem, no entanto, ser alargadas ao ano inteiro e a mercados como Escandinávia, Canadá e Áustria (através de incentivos da ANA e da redução das taxas aeroportuárias). Em simultâneo, há que reinventar as ligações entre o aeroporto de Lisboa e o de Faro numa prática de preços suportáveis que abranja também as negociações com as low cost e há que implementar voos diretos da Europa para Faro pela TAP. Estratégico 2 Informação do Aeroporto Internacional de Faro relativa ao verão IATA de 2012 e ao inverno de 2012/13. 4

6 seria ainda que a Air Berlin, a German Wings, a Luftansa, a Fly Niki, a Austrian Airlines, a Swiss Airlines, a Brussels Airlines e a Transavia tivessem hubs (local de onde parte a maioria dos voos da companhia) em Faro, de modo a aumentar o número de turistas oriundos da Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica e Holanda. Nota especial para o mercado da Escandinávia: as entidades oficiais poderiam equacionar a atribuição de um apoio à TAP, semelhante ao das companhias low cost, para a transportadora aérea portuguesa desenvolver um voo direto semanal destes mercados para o Algarve. Ou, em alternativa, poderia ser proposto aos operadores turísticos que os aviões que fazem rota direta das Canárias para a Escandinávia fizessem escala técnica em Faro e que, desta forma, pudessem comercializar o Algarve adicionalmente ao «produto Canárias» (saliente-se que as ilhas Canárias são um dos principais destinos turísticos dos escandinavos). 1.5 Maximizar a operação das low cost O apoio às companhias aéreas de tarifas reduzidas surgiu devido à ausência de resposta das companhias charter que voavam para o Algarve no período do inverno. É agora momento de apurar o resultado da operação das low cost que receberam apoios estatais, em concreto o seu contributo económico para a região algarvia desde que abriram uma base no aeroporto de Faro (através do acesso ao número de passageiros transportados e ao montante da despesa média diária dos turistas durante a sua estada, por exemplo). Certo é, todavia, o peso destas companhias no aumento da afluência de turistas para a região, em particular na altura que os operadores internacionais cancelaram o Algarve nas épocas média e baixa. Para maximizar a presença das low cost na região é assim fundamental que a sua operação incida precisamente no período de menor fluxo turístico e que se otimize a rota Faro-Porto sob a responsabilidade da Ryanair. 2. PROMOÇÃO TURÍSTICA 2.1 Auscultar os operadores turísticos e apoiar a sua atividade Os modelos de negócio sofreram uma alteração nos últimos dez anos e os players do turismo europeu também (veja-se a «ameaça» dos operadores de last minute, o crescimento das low cost e o início da desagregação do pacote para a oferta individualizada ou a consolidação das tecnologias de comunicação e as suas consequências para os operadores offline). O operador e o agente de viagens que antes comandavam a distribuição dos produtos turísticos veem-se forçados a adaptar, então, a sua atuação à nova realidade de comercialização. Neste sentido, é essencial auscultar os operadores para perceber o que lhes falta para alargar franjas das épocas média e alta e apoiar aqueles que a médio prazo queiram fazer operações na temporada baixa, correndo maiores riscos operacionais do que os operadores exclusivos online. É ainda fundamental modificar o método de comunicação com o consumidor final e 5

7 entender o seu processo de compra, desde o instante em que começa a pensar no destino de férias até à materialização efetiva da aquisição. Por fim, mostrar empenho em fazer regressar ao Algarve os grandes operadores tradicionais (ingleses, irlandeses e alemães, em especial), dando-lhes incentivos em função dos resultados alcançados (mais turistas para a região) em planos trianuais que envolvam o Turismo de Portugal, operadores turísticos e empresários. 2.2 Apostar em mercados emissores que atenuem a sazonalidade da procura A recuperação do canadiano O mercado canadiano no Algarve é atualmente pouco expressivo nas taxas de ocupação, mas já gozou de alguma relevância num passado próximo, tendo sido o «balão de oxigénio» durante o inverno para muitas unidades hoteleiras algarvias. Apesar da distância, este é um mercado de longas estadas com peso na procura de época baixa, revelando-se assim uma boa aposta para a dinamização da economia regional algarvia e para a manutenção dos postos de trabalho do setor turístico neste período. Importante seria analisar o sistema de saúde deste país da América do Norte para averiguar a possibilidade de firmar protocolos nesta área, ação que focaria um segmento seletivo o turismo sénior e que permitiria recuperar parte dos volumes perdidos nos últimos anos A dinamização do escandinavo Os mercados turísticos dos países escandinavos Dinamarca, Noruega e Suécia e de outro país nórdico, como a Finlândia, detiveram uma expressão significativa no número global de dormidas no Algarve, em particular durante os anos 80 e 90 do século XX. Contudo, durante a última década a sua emissão de turistas para a região decaiu, ainda que a marca «Algarve» continue a ter forte impacto nos operadores, agentes de viagem e consumidores do mercado. Posto isto, deverá haver um maior esforço de promoção do Algarve junto dos escandinavos, conhecidos pela elevada despesa média no destino de férias e por apreciarem o Sol, o clima, o golfe e a natureza. A par da promoção, devem realizar-se protocolos com os serviços sociais destes países para incentivar os reformados a passarem o inverno no Algarve (opção menos dispendiosa do que se o fizessem nos seus países de origem) A manutenção dos maduros ou tradicionais O mercado emissor mais importante para o Algarve continua a ser o britânico. Uma análise rápida à origem dos turistas que pernoitaram na região em 2012 revela que o Reino Unido foi responsável por uma quota de 32 por cento, aproximadamente, face ao total de dormidas no destino 3. Além do Reino Unido, também a Alemanha, a Holanda e a Irlanda são mercados core do Algarve pela receita gerada e pelo elevado número de visitantes. É precisamente 3 Instituto Nacional de Estatística (INE), dados provisórios atualizados em 14/02/

8 neles que se deverá manter o foco para incrementar a sua atual quota de mercado. E é precisamente neles que se deverá investir em campanhas promocionais que angariem mais turistas também para a temporada em que a procura pelo destino é mais reduzida A diversificação para o francês O Algarve tem ainda neste mercado (muito atrativo) uma posição marginal e uma quota reduzida de receita, razões que justificam a atenção especial que de futuro lhe deverá ser dada. Os franceses têm a tendência particular para realizar férias no Norte de África, região geograficamente próxima do Algarve e cuja instabilidade política tem vindo a retrair a sua procura turística. Crê-se que a realização de ações promocionais para fixar o interesse dos franceses numa região «perto» do Norte de África como o Algarve será de avaliar A exploração dos de proximidade Os mercados de proximidade para o Algarve o espanhol e o nacional são fundamentais para esbater a sazonalidade no destino por potenciarem os short breaks (férias de curta duração) e a calendarização de eventos ou ofertas que gerem visitas turísticas. Merecem, por isso, a atenção dos agentes privados e públicos do setor por meio da promoção. Neste campo será também de aproveitar os protocolos de colaboração com Espanha atualmente em vigor. 2.3 Aprofundar o social media marketing A presença institucional do Algarve nas redes sociais e comunitárias do tipo Web 2.0 é já uma realidade veja-se a página mas todos os players deveriam aderir a estes meios de comunicação para ajudar a aumentar a notoriedade do destino e para contribuir para a aproximação afetiva do utilizador com a marca «Algarve». Estes novos meios caracterizados pela conectividade e interatividade possibilitam o conhecimento direto do perfil e das motivações do consumidor, pelo que terá de se adequar a oferta e os processos de gestão e venda a essa informação útil. Será então incontornável valorizar o online na política de comunicação e reconhecer que reviews, posts, comments e likes são aspetos válidos para avaliar o retorno dos investimentos de comunicação. 2.4 Beneficiar das oportunidades do online A Internet é uma tendência há muito instalada no setor turístico e o peso dos meios digitais é transversal a todas as etapas do processo de seleção do destino de férias, sobretudo na fase inicial 4. Destaca-se aqui o mobile: a possibilidade de aceder à Internet em qualquer momento 4 De acordo com o «Estudo de Satisfação de Turistas» de 2012 elaborado pela GFK Metris para o Turismo de Portugal, 40 por cento dos 816 turistas inquiridos ficaram motivados a fazer férias em Portugal por 7

9 ou local aliada à oferta de novos equipamentos móveis e à hipótese real de conceber aplicações específicas aumenta o potencial de negócio turístico realizado via comunicações eletrónicas. Pesquisa de informação, comparação de propostas, pagamentos, reservas, checkin, localização GPS, partilha e socialização através das redes sociais, sistema de alertas tudo isto pode ser feito numa ligação permanente. O futuro é mobile 5 e o Algarve terá de constar nele. Em paralelo, dever-se-á apostar em campanhas nos motores de busca dos principais sítios de reservas online, caso da Booking.com, em atualizações constantes aos sítios oficiais e e em postais eletrónicos enviados a partir do e associados à caixa de dos utilizadores (visitantes), que dariam assim notícias do seu local de férias (Algarve) aos amigos e familiares que ficaram no seu país de origem. 2.5 Garantir a visibilidade da região em feiras de turismo As principais feiras de turismo registam a presença do destino Portugal é ponto assente. O que não acontece com o mesmo grau de certeza é a representação de todas as regiões nessas mesmas feiras em que o Turismo de Portugal (entidade pública central do setor) participa, em especial nas que decorrem no mercado da Escandinávia, onde é comum ver Portugal apenas retratado pela Madeira e pelos Açores. Há deste modo que alterar esta realidade, garantindo a todas as áreas promocionais do país neste caso concreto ao Algarve a mesma visibilidade. Por outro lado, será de rever o modelo de stand que o destino nacional leva às feiras: deveria ser mais dinâmico e direcionado para o trade nos dias reservados aos profissionais e para o público nos restantes dias (nestes, faria falta agendar momentos de animação no módulo para cativar a atenção dos visitantes). 2.6 Estreitar o relacionamento com o Turismo do Alentejo As regiões do Algarve e do Alentejo, pela proximidade geográfica e pela complementaridade da oferta turística, só têm a ganhar com uma estratégia de promoção conjunta. Aproveitar o potencial dos dois territórios e canalizá-lo para iniciativas parceiras de produção de materiais de comunicação (Guia de Ecoturismo, Guia de Birdwatching, Guia de Natureza e de BTT no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina ou no Parque Natural do Guadiana) e de divulgação da oferta turística de ambos nos postos de turismo é um caminho possível. Fazer subir no mapa a Festa das Gastronomias Mediterrânicas, levando-a até Lisboa, e abri-la causa de informações que encontraram na Internet, facto que atesta o peso que este meio tem enquanto impulsionador de viagem, isto é, no momento inicial do planeamento das férias. 5 A empresa GuestCentric Portugal, referenciando como fonte o Google, revela que o mobile representa já 33 por cento das procuras de último minuto (last minute), indicador que demonstra a importância atual das reservas online por esta via. 8

10 também ao Algarve seria outro ponto a considerar, tal como o Algarve constar nos principais eventos do Alentejo com stand próprio (e vice-versa). 2.7 Incluir a região no pacote «Portugal» O Algarve conseguiria captar mais turistas fora da época alta caso fosse vendido como destino pouco distante da capital do país (dista de Lisboa somente duas horas e meia de carro, cerca de 30 minutos de avião e de três horas de Alfa Pendular). A região poderia ser assim visada nos pacotes que os operadores e as agências de viagem criam para Lisboa e Évora, facto que exigiria do Turismo do Algarve um trabalho de estreita articulação com o Turismo do Centro, o Turismo de Lisboa e Vale do Tejo e com o Turismo do Alentejo. Da mesma forma, outros filões aguardam uma oportunidade de exploração, caso da «ligação» do Algarve a Fátima pela criação de um pacote alicerçado no Turismo Religioso. Apesar de o destino algarvio não ter forte apetência para este produto, a excursão a Fátima é uma das mais vendidas nas unidades hoteleiras. Seria então interessante promover um pacote com estada no Algarve e itinerário experiencial de um ou dois dias em Fátima. 2.8 Melhorar a imagem e a notoriedade do destino nos media A imprensa, na sua função social plena de informar e de mediar os acontecimentos do mundo para os cidadãos, é um conjunto de meios que poderão ajudar a produzir opinião positiva sobre o Algarve no mercado nacional (assim saiba a região comunicar a marca). Transmitir uma imagem afirmativa do destino turístico, que saliente os seus bons exemplos e práticas através dos media, é fundamental para estabelecer a confiança na marca «Algarve». 3. COMPETITIVIDADE FISCAL 3.1 Reduzir a taxa de IVA no golfe e na restauração Em 2012, o número de voltas nos 40 campos de golfe do Algarve manteve-se perto de um milhão. Este é um produto estratégico para a região por ter como principal atributo o atenuar da sazonalidade no destino, além de movimentar milhões de euros por ano. Perante isto, é de extrema importância regressar à taxa reduzida de IVA de 6 por cento aplicada até 2011 nos green fees e annual fees (valores pagos pelos jogadores para a prática desportiva nos campos comerciais), sob pena de uma absoluta perda de competitividade face ao principal concorrente de Portugal, a Espanha, que aplica uma taxa de 8 por cento na modalidade. No setor da restauração também urge uma nova alteração à fiscalidade existente. Este setor funciona em cadeia, i.e., envolve produtores agrícolas e agroindustriais, a distribuição e toda uma indústria de transformação de produtos agrícolas em serviços de restauração. Segundo 9

11 um estudo 6 encomendado pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a manter-se o IVA nos 23 por cento, será de prever uma redução do volume de negócios do setor na ordem dos 1750 milhões de euros já em 2013, o encerramento de 39 mil empresas e a extinção de 99 mil postos de trabalho. A revisão desta taxa é assim inadiável (registe-se, p. ex., que o IVA na restauração em Espanha é de 10 por cento). 3.2 Equacionar a isenção do imposto sobre veículos O aluguer de automóveis sem condutor enfrenta atualmente graves problemas conjunturais derivados do aumento do IVA e que exigem uma atuação efetiva que permita a retoma do setor. Há que dotá-lo das mesmas armas concorrenciais dos parceiros europeus, em particular Espanha, que está isenta do imposto equivalente ao aplicado em Portugal o Imposto sobre Veículos (ISV). Semelhante medida deverá ser introduzida no país em benefício das empresas de aluguer de automóveis sem condutor. 3.3 Terminar com a cobrança de portagens na via do Infante O início de cobrança de portagens na via do Infante (A22), desde 8 de dezembro de 2011, e a dificuldade de pagamento de portagens eletrónicas pelos turistas estrangeiros nesta ex-scut do Algarve resultaram num desequilíbrio competitivo do destino Algarve, em especial junto do mercado espanhol, e num desvio do tráfego para a EN125. A via do Infante é a principal porta de entrada da região para os espanhóis e o principal eixo de comunicação rodoviário na região pelo que a cobrança de portagens dissuade a vinda desses turistas e também de portugueses. Recorde-se ainda que a autoestrada A49 de Espanha não tem portagens e que os espanhóis desconhecem, em geral, a exigência de pagamento pela utilização da A PRODUTOS TURÍSTICOS 4.1 Consolidar os produtos prioritários para a região especificados no PENT O Plano Nacional Estratégico do Turismo (PENT), aprovado pelo Governo em 2007, definiu dez produtos turísticos e distribuiu-os pelas regiões do país em função dos seus recursos e do seu potencial de crescimento em cada uma delas. De acordo com o documento, o Algarve deverá direcionar o investimento para o Sol e Mar e Golfe (prioritários) e para o Turismo de Negócios, Resorts Integrados e Turismo Residencial, Turismo Náutico e Turismo de Natureza (produtos em desenvolvimento) Sol e Mar 6 Estudo independente elaborado pela PricewaterhouseCoopers e Espanha & Associados, in AHRESP [em linha], disponível em 10

12 Continua a ser a maior motivação de viagem dos turistas nacionais e estrangeiros no Algarve. Impõe-se contudo a sua requalificação, reforçando a aposta em oferta complementar, como o Turismo Desportivo, o Turismo de Saúde, entre outros Golfe Importa fortalecer o posicionamento do Algarve enquanto destino de golfe de classe mundial: é sabido que a região tem os melhores golfes do mundo e que já conquistou diversos prémios internacionais (o Algarve foi reeleito em janeiro de 2013 o «Melhor Destino de Golfe Europeu» na relação preço/benefício, pela revista britânica «Today s Golfer») Turismo de negócios Assume grande importância pelas receitas que gera e por atenuar a sazonalidade. O Algarve reúne as infraestruturas de suporte necessárias e há indicadores que sustentam o crescimento significativo na procura deste segmento, embora requeira um maior esforço na promoção e no apoio à captação de eventos Resorts Integrados e Turismo Residencial Produto que não deverá ser descurado já que é gerador de riqueza para a região e cria fluxos aéreos de base doméstica. O Algarve reúne elevados padrões de qualidade nos novos projetos direcionados para este segmento e para impulsionar a sua venda poderia existir um regime especial de tributação para quem tenha segunda residência no país, em concreto no Algarve Turismo Náutico O mar e as suas ondas não se esgotam, nem têm épocas. Convém assim explorar o produto criando uma regulamentação, uma estratégia, equipamentos e infraestruturas de apoio além das existentes (e que contemplam já quatro marinas, diversos portos de recreio ao longo de toda a costa e estaleiros de reparação naval). Neste campo, o segmento de cruzeiros tem-se tornado num dos mais dinâmicos, revelando grandes crescimentos anuais (p. ex. em 2010, o porto de Portimão cresceu 37 por cento no número de escalas e 44 por cento no de passageiros, face a 2009) 7. Mas os clusters do surf, bodyboard, mergulho e da vela são também cada vez mais influentes na economia do mar e estão a emergir como áreas de negócio com potencial de desenvolvimento numa região cujas características meteorológicas e de mar, aliadas à qualidade dos apoios e preços praticados, são fatores críticos de sucesso para o crescimento do produto. 7 Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos in «Porto de Portimão a Importância do Investimento» (2012), de Luís Monteiro, pág

13 4.1.6 Turismo de Natureza O produto contempla dois mercados: o de natureza soft (experiências baseadas na interação com o meio ambiente e no exercício de atividades de ar livre de baixa densidade excursões, observação de fauna e flora, passeios pedestres) e o de natureza hard (prática de desportos de natureza BTT, escalada ou de atividades singulares que exigem conhecimento especializado, caso do birdwatching). Sobressai aqui a necessidade de aproveitar estes dois mercados e os diversos ambientes naturais da região. 4.2 Atender a segmentos alternativos de oferta Além dos produtos do PENT acima mencionados, e que refletem as linhas mestras da procura dos principais mercados emissores, outros podem ser explorados ou aprofundados numa ótica de diversificar a oferta turística regional. São eles o Turismo Desportivo, o Turismo Cultural Touring, o Turismo Acessível, o Turismo de Saúde e Bem-estar, a Gastronomia e Vinhos e o Caravanismo Turismo Desportivo As férias ativas e desportivas são cada vez mais uma opção para aqueles que utilizam os seus tempos de lazer para a recuperação física e anímica dos períodos de maior stress. O Algarve está dotado de excelentes infraestruturas municipais e de excelentes facilidades desportivas em muitas unidades hoteleiras, fatores que associados às boas condições climatéricas durante a época baixa tornam a região uma séria candidata a figurar nos guias da especialidade. Falta incrementar a vinda de equipas/atletas para estágios desportivos na época baixa (fase do ano que coincide com a paragem das equipas de futebol do Norte da Europa) e comercializar as facilidades da região como um produto desportivo integrado Turismo Cultural Touring O touring, enquanto procura primária, não representa muitas viagens turísticas no Algarve. Os turistas estrangeiros que chegam ao país ambicionam, todavia, cada vez mais programas diversificados que extravasem o Sol e Mar (mesmo que este se mantenha como a principal causa da visita) 8. É então preciso implementar itinerários e rotas temáticas pelos parques naturais, monumentos e cidades com passado histórico relevante da região, de forma a 8 «Independentemente da motivação primária, 50% dos turistas [estrangeiros de férias em Portugal] executam atividades de lazer relacionadas com passeios pedestres, experiências gastronómicas e visitas a monumentos», in «Determinação da representatividade das motivações primárias e estádio de satisfação dos turistas em Portugal» (2007), elaborado pelo IMR Instituto de Marketing Research para o Turismo de Portugal, pág

14 contrariar a forte concentração de motivações primárias que estão na origem da vinda para o Algarve Turismo Acessível O turismo acessível ou inclusivo tem como objetivo alargar a oferta turística às pessoas com necessidades especiais, incluindo as que viajam com crianças e a população sénior. Estima-se que em 2020 haja 1,2 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. E em 2011, a taxa de prevalência média de deficiência na população adulta de 59 países foi de 15,6 por cento (cerca de 650 milhões de adultos) 9. Dar realce às acessibilidades é assim primordial para o desenvolvimento da região: aumentará a sua capacidade de atração, melhorará a sua imagem (que passará a estar associada a uma causa socialmente justa) e fortalecerá a sua capacidade competitiva (os seniores procuram o Algarve essencialmente fora da temporada de sol e mar). A marca «Algarve Acessível» terá de ser trabalhada de futuro e em conjunto pelas entidades e pelos municípios algarvios Turismo de Saúde e Bem-estar O Algarve pode ser líder no produto por apresentar spas em estabelecimentos hoteleiros, um espaço termal em Monchique e uma boa oferta hospitalar que aproveita as facilidades que os hospitais privados HPP Algarve e HPA, com quatro unidades no terreno (Alvor, Faro, Portimão e Albufeira), trouxeram à região. Estas valências médicas e turísticas ao serviço do turismo de saúde e bem-estar poderão impulsionar o setor na região, uma vez que também o turista de saúde prefere as épocas média e baixa para a sua deslocação Gastronomia e Vinhos A identidade gastronómica da região é forte e pode complementar a experiência turística de quem procura o Algarve como destino de férias. É necessário promover mais e melhor este produto numa região que tem pescado, marisco, vinhos e produtos certificados (a laranja, a batata-doce e a flor de sal, p. ex.) e de qualidade (o mel e o medronho, p. ex.) Caravanismo Milhares de pessoas visitam o Algarve anualmente de autocaravana e a ponte internacional do Guadiana representa o ponto de entrada de quase 60 por cento desses turistas 10. Apesar de 9 Organização Mundial de Saúde in «Guia de Boas Práticas de Acessibilidade na Hotelaria» (2012), do Turismo de Portugal, págs In «Caracterização do autocaravanismo na região do Algarve e proposta para definição de uma estratégia de acolhimento» (2008), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, pág

15 não terem relevo para o setor hoteleiro tradicional, são todavia importantes para o comércio e restauração locais, para a visita aos monumentos, para os postos de abastecimento e para a economia da região em geral: de acordo com um estudo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve 11, o segmento poderia gerar 8 milhões de euros por ano na época baixa, caso a prática do autocaravanismo ocorresse nos locais apropriados, como os parques de campismo da região. Como tal, o segmento não deverá ser negligenciado e para isso será de frisar o papel de articulação que o Turismo do Algarve deve assumir com a CCDR Algarve e com a Comunidade Intermunicipal do Algarve com o fim de criar condições que satisfaçam esta procura. Salienta-se ainda a possibilidade de os privados investirem em infraestruturas que permitam receber as autocaravanas. 5. MODERNIZAÇÃO E EFICÁCIA DO DESTINO 5.1 Rejuvenescer o produto e a marca «Algarve» O momento atual exige que se reveja a marca «Algarve», dissociando-a do reconhecimento apenas enquanto destino de praia: este é um território multimotivacional aberto todo o ano. Inscreve-se aqui a hipótese de lançar uma iniciativa subordinada à ideia «Algarve 365 the biggest resort in the world open all year round», que conjugaria a oferta turística regional como um atrativo integrado (um aeroporto, mais de 100 praias, dois parques naturais, três casinos, 40 campos de golfe, mais de 250 espécies de aves, uma reserva natural e duas áreas de paisagem protegida local, 214 quilómetros de ecovia, 300 quilómetros de Via Algarviana, mais de 340 quilómetros de rota pedestre entre Santiago do Cacém e o cabo de São Vicente, etc.). Adicionalmente, o facto de o destino continuar a ser o mesmo, ainda que a perceção da região pelos clientes e o paradigma da distribuição tenham mudado, não deixa margem para a réplica sistemática da fórmula promocional que havia sido aplicada até há pouco tempo atrás. Deverá o Algarve regressar assim à divulgação do que é «autêntico» e «original» na região. O turista tem de viver a genuína experiência algarvia através de uma incursão na história do destino (nos vestígios da ocupação moura, árabe e romana na região, na passagem do infante D. Henrique por Sagres, na curiosa edificação da capela da Nossa Senhora de Guadalupe pelos templários, etc.) e do contacto com a tradição mais pura (não há que temer a promoção da tasca localizada no interior algarvio, das sardinhas no pão ou da imagem do «homem do chapéu de palha com o burro»). A última campanha de marketing para promover a região em Portugal e no estrangeiro, lançada em 2010 sob o mote «Algarve. O Segredo mais Famoso da Europa», recupera em parte este conceito. A comunicação do destino passou a «depender» dos habitantes da região (intitulados secret spreaders) que têm, segundo a campanha, de partilhar as suas histórias, 11 Ver documento supracitado. 14

16 as suas praias de eleição, os petiscos e os seus espaços prediletos com os turistas. Tudo para rechear de profundidade e realidade a experiência de turismo dos visitantes. Para aumentar os níveis de satisfação dos que escolhem o destino Algarve e para revigorar o produto, considera-se ainda importante acautelar a preservação ambiental, o ordenamento paisagístico e o embelezamento do território as autarquias têm aqui função determinante. 5.2 Reforçar a imagem de destino seguro O Algarve é um destino seguro. Comprova-o o último Relatório Anual de Segurança Interna (2012), segundo o qual houve uma redução da criminalidade na região (uma variação de -4,4 por cento em comparação com 2011). Este documento mostra ainda outro dado curioso no âmbito nacional: numa lista de 14 países europeus analisados, Portugal apresenta a segunda menor taxa de criminalidade por cada mil habitantes, atesta o relatório com base em informações do gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat). Estes fatores ajudam a fortalecer a imagem da região e do país como destinos seguros para fazer férias e contribuem certamente para uma avaliação mais positiva pelo turista que nos visita. Não obstante estes indicadores, será sempre de salvaguardar o reforço das forças de segurança nos meses de verão, altura em que a população aumenta exponencialmente na região. Este ano o Algarve terá patrulhas de apoio aos turistas nas zonas mais movimentadas, através de seis unidades «Tourist Support Patrol» criadas para o efeito, e um maior controlo sazonal (sobretudo em julho e agosto) das fronteiras marítimas, terrestre e aérea, garantido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. A Polícia de Segurança Pública também ativou um projeto especial neste contexto o «Algarve destino seguro» para garantir que o período de descanso de milhares de turistas decorre com normalidade. Entende-se que todas estas medidas deverão ser prolongadas aos próximos anos. 5.3 Simplificar a burocracia O Algarve poderia aumentar os investimentos na região se a simplificação dos procedimentos administrativos e financeiros fosse uma realidade. A roda-viva de institutos, pareceres, ofícios e reuniões imposta aos possíveis empreendedores demove-os de aplicar capitais na região. Para que o Algarve se mantenha na mira de investidores internacionais, será preciso agilizar o quadro legislativo 12. De igual modo, o Turismo do Algarve também deverá intervir no sentido de tornar a região numa «facilitadora de negócios», cabendo à entidade pública estabelecer o 12 O excesso de burocracia encontra um bom exemplo na Quinta da Ombria, projeto de 200 milhões de euros a 1,5 quilómetros de Querença que demorou mais de quinze anos a ser aprovado. A implantação de um novo empreendimento é um processo que pode levar anos até chegar à fase de licenciamento das obras. 15

17 rumo e as prioridades do desenvolvimento regional, em parceria com as autarquias, empresas e associações do setor, a universidade e demais organizações. Carece ainda de maior simplificação a prática de concessão de vistos de turismo seguida pelas Secções Consulares da Embaixada de Portugal (a dificuldade no acesso ao visto mantém-se como barreira a qualquer candidato a passar férias no país) e o combate às camas paralelas (bastaria criar legislação uniforme para o alojamento local, os hostels e o turismo residencial de forma a que pudessem ser quantificados em dormidas e camas na altura de distribuição de receitas para as Entidades Regionais de Turismo). Para a boa saúde do investimento no Algarve, não se poderá ignorar também o financiamento às Pequenas e Médias Empresas que precisam de linhas de apoio com prazos de amortização e de carência mais longos dos que os vigentes, nem uma alteração legislativa que permita a adaptação de unidades hoteleiras tradicionais a espaços de saúde e cuidados continuados, aproveitando as infraestruturas existentes como piscinas de água do mar e spas. 5.4 Aperfeiçoar a informação turística Uma estada no Algarve tem de ser uma experiência que ultrapasse a dormida no hotel. E isto terá de traduzir-se em aspetos simples mas indispensáveis ao turista: disponibilizar em inglês e espanhol informação inerente a um conjunto de equipamentos de interesse turístico (postos de turismo, museus, teatros, galerias) e estender estes ou outros idiomas a serviços com um grande potencial de utilização, como as portagens (nas quais o atendimento automático não contempla este detalhe), os estacionamentos e transportes públicos ou a sinalética turística. Seria de prever paralelamente a distribuição de flyers nas entradas da região com informação útil aos viajantes estrangeiros que chegam ao Algarve para passar férias, a fixação de drop boxes nas fronteiras, no aeroporto de Faro e nos check-outs dos hotéis para que os turistas possam deixar críticas ou sugestões sobre o destino ou a criação de novos mapas e guias que orientem o contacto do visitante com a região no terreno. 5.5 Estabelecer parcerias públicas e privadas Começa a ser altura de formar um «lobby do Algarve» com uma liderança forte composta por parceiros públicos e privados e que preferencialmente agregue os vários interesses do turismo da região. É igualmente tempo de colaborar com (e apoiar) os privados que tenham estratégia alinhada com o desenvolvimento regional e de dialogar com as próprias autarquias locais para que se uniformizem materiais de comunicação, dinamizem eventos e atualizem equipamentos de sinalética. 5.6 Rever o Plano de Ordenamento da Orla Costeira 16

18 O plano de ordenamento da orla costeira dos troços Burgau-Vilamoura e Vilamoura-Vila Real de Santo António é uma ferramenta de gestão de território pensada para melhorar e valorizar os recursos do litoral algarvio. A zona terrestre de proteção abrangida neste plano fica assim submetida a um conjunto de regras que visam, em traços breves, regulamentar os diferentes usos desta faixa costeira e defender a conservação da natureza. Apesar de se reconhecer que esta atuação é essencial, não menos o será a revisão de alguns pontos deste documento que se pensa estarem desajustados das necessidades da costa algarvia, nomeadamente os que se referem aos de uso balnear. 5.7 Fomentar a formação profissional A qualificação dos recursos humanos e das empresas e a qualidade dos serviços turísticos são fatores-chave para a competitividade de destinos maduros como o Algarve. Um exemplo de boa prática nesta área, em teoria, foi o «Programa Formação-Algarve» enquanto instrumento de apoio público de combate ao desemprego sazonal. A sua aplicação revelou-se no entanto burocrática e desadaptada face à realidade algarvia. Caso o programa, em vigor durante um período inicial de um ano, venha a ser alargado no tempo, será conveniente aperfeiçoá-lo em vários aspetos. Senão veja-se: o programa considerava aptos para formação ex-trabalhadores das entidades empregadoras candidatas cujos contratos tivessem cessado entre 31 de julho e 28 de setembro de 2012 ou trabalhadores com contratos a termo certo cujo prazo terminasse até 31 de outubro do mesmo ano. A maior necessidade da região surge precisamente de maio a novembro, atendendo às carências resultantes do aumento da procura na estação alta, pelo que esse calendário deveria ser revisto. Por outro lado, a imposição de um número mínimo de formandos (20) para a concretização da ação e de um período de 350 a 600 horas de formação é vista como um desincentivo à sua implementação. Em relação à contrapartida financeira prevista para a empresa que tenha a sua candidatura ao programa aprovada, e partindo do pressuposto de que esse «apoio não pode ultrapassar o montante de 1,1 indexantes dos apoios sociais (IAS) por mês, durante seis meses» 13, realça-se que ela não é compensatória, tendo em conta os níveis de remuneração e os custos com segurança social em pelo menos quatro meses, durante os quais os colaboradores não têm qualquer vínculo à empresa. 5.8 Requalificar a EN125 A requalificação da EN125, estrada que atravessa todo o Algarve, já deveria estar totalmente terminada por esta altura (o prazo de conclusão da obra sofreu uma derrapagem de três anos perante o inicialmente previsto). Enquanto existem atualmente troços com obras estagnadas, outros há que já solicitam nova reparação devido ao aumento geral do tráfego de camiões na via. Além do mais, a recuperação em causa, que abrange 273 quilómetros de extensão, devia ter avançado e finalizado antes da introdução de portagens na A22 para que os condutores 13 Número 3, do artigo 11.º, do capítulo III da Portaria n.º 297/2012, de 28 de setembro. 17

19 tivessem alternativa viária sem custos para o utilizador, tal foi o compromisso assumido pelo Governo de então. De notar que o objetivo da recuperação da EN125 visou sempre a redução dos níveis de sinistralidade aí registados, motivo que acentua a urgência do fim desta obra. 5.9 Dinamizar uma agenda de eventos nas épocas média e baixa Vivências únicas e experiências marcantes é que o Algarve tem de propor aos turistas que o elegem para revigorarem a sua energia e relaxarem em tempo de férias. Na fileira dos fatores mais atraentes para o visitante, e que atuam como rastilho na hora da decisão por um destino turístico em detrimento de outro, pontuam de imediato o clima, o preço, a hospitalidade e as atrações que se podem encontrar 14. O entretenimento é uma delas. Daí a inevitabilidade de se agendar no calendário uma série de eventos mediáticos estendidos às épocas média e baixa no Algarve. Esta agenda deveria centrar-se em cinco ou seis eventos-âncora de visibilidade internacional que conferissem maior notoriedade à região. Pensar num evento de topo que siga fórmula similar à do célebre «Rock in Rio» (a realizar em cada dois anos), preparar uma candidatura do Autódromo Internacional de Portimão para atrair uma prova de F1 em 2015 ou 2016, receber jogos de futebol da seleção portuguesa no Estádio Algarve durante a qualificação para os próximos europeus, manter a passagem pela região do Rally de Portugal e do Portugal Masters, realizar cimeiras no Centro de Congressos do Arade com personalidades políticas estrangeiras de renome (como um encontro ibérico que trouxesse espanhóis à região gerando mais hóspedes deste mercado, atualmente em quebra no território algarvio) e organizar provas de atletismo e náutica desportiva são apenas algumas hipóteses. A estes eventos soma-se ainda a defesa de uma programação regional pelos 16 concelhos que aproxime os turistas das tradições e cultura locais. E por fim, a medida que poderá bem servir de espinha dorsal neste domínio: atribuir temas aos meses entre outubro e maio, sujeitando a oferta de animação mensal a um único mote. Novembro passaria ao mês do surf, p. ex., janeiro ao do pedestrianismo e fevereiro ao da gastronomia. E os principais eventos propostos pelos concelhos seriam encaixados nestes temas, num objetivo final de transmitir o conceito de um Algarve em constante época alta (outubro significaria high season para a família, maio high season para a observação de aves, em diante) Melhorar a rede de transportes públicos O sistema de transportes públicos do Algarve funciona de forma desarticulada e não supre as necessidades de deslocação dos passageiros (turistas e residentes) dentro da região. A rede rodoviária é ainda deficitária horários pouco flexíveis, carreiras interurbanas escassas e uma cobertura geográfica focada nos principais centros urbanos e a linha ferroviária regional do 14 Veja-se novamente, e a propósito, as conclusões do «Estudo de Satisfação de Turistas». 18

20 Algarve requer um maior investimento. É preciso encontrar soluções de planeamento da rede que aumentem a mobilidade dos passageiros, que terminem com as assimetrias regionais e que apostem na complementaridade do serviço prestado pelos operadores públicos (através da interligação das redes e dos diferentes modos de transporte) Criar grupos de trabalho entre os players O Algarve tem de caminhar para a integração. O apelo à formação de grupos de trabalho que cruzem empresas e organismos públicos na mesma mesa é forte e deverá manifestar-se, pelo menos, na criação de um que feche protocolos institucionais entre o Algarve e as principais organizações estrangeiras de potenciais clientes por segmento (o Reino Unido tem na «Royal Society for the Protection of Birds» um milhão de associados com interesses no birdwatching e a Holanda tem duas associações nacionais de Hiking que importaria explorar) e na criação de outro que ajude a organizar uma agenda de motivações anual no Algarve e a implementar algumas medidas apresentadas neste documento Dar continuidade ao memorando O memorando turístico do Algarve reflete a visão do setor para o território e assume o papel orientador para a sustentabilidade económica da região. Entende-se todavia que o documento não é estático nem deverá permanecer imóvel após a sua apresentação: ele será, espera-se, objeto de novas propostas que visem melhorá-lo; ele estará aberto aos contributos práticos de outras entidades que ajudem a fazer do Algarve uma região de sucesso com futuro, mais economia e bem-estar. 19

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