Guia de Abertura de um Hostel em Portugal Zeta Advisors

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2 1 The way to get started is to quit talking and begin doing. Walt Disney Company

3 ÍNDICE 1. Introdução Licenciamento e Legislação Nível de Investimento e Gastos Fixos Obrigações Fiscais Propriedade Industrial

4 1. Introdução Portugal continua a assumir-se como um importante destino turístico a nível europeu e internacional, tendo com principais pontos de atração as cidades de Lisboa e do Porto mas também a região do Algarve. Por outro lado, as cidades do Porto e de Lisboa têm uma oferta ampla de Universidades reconhecidas internacionalmente o que atrai muitos estudantes universitários de diferentes partes do globo. Este fator faz com que haja uma forte procura relativamente a quartos ou apartamentos. 3 Para os investidores existe também algum efeito de atratividade neste negócio uma vez que comparativamente aos hotéis o investimento é muito inferior. Ou seja, não existe a necessidade de deter elevados montantes para avançar com um negócio desta natureza. É importante referir que o hostel está direcionado sobretudo para um público mais jovem que no contexto atual procura cada vez mais opções de alojamento económicas. Um dos primeiros fatores a ter em consideração é a localização do hostel, esta deve ter em consideração o público-alvo. No caso de o hostel ser direcionado maioritariamente para os turistas é fundamental privilegiar uma localização perto de pontos turísticos de referência ou em alternativa no centro da cidade, próximo de zonas de restauração ou com grande oferta cultural. Para que o espaço seja definido como hostel tem de estar focado na componente de dormitório e para além disso os utentes no formato de partilha de quarto terão de ser superiores aqueles que ficam alojados em quarto individual. Os hostels têm uma estrutura muito diferente do típico hotel pois apresentam um formato semelhante ao de um apartamento. Estes deverão apresentar espaços comuns de acesso livre como cozinha e área de refeição. Todos os dormitórios deverão ter janela, no sentido de assegurar a ventilação e iluminação diretamente com o exterior. Para além disso o titular da exploração é obrigado a manter atualizados todos os dados apresentados, usando para tal o Balcão Único Eletrónico (prazo máximo de 10 dias). É também muito conveniente registar o hostel em websites especializados nomeadamente: Booking.com; Hostels.com; Trip Advisor. 2. Licenciamento e Legislação O processo de instalação de um hostel envolve normalmente as seguintes etapas: 1. Pedido de informação prévia; 2. Licenciamento ou comunicação prévia de projeto de arquitetura;

5 CAE 3. Licença ou admissão de comunicação prévia de obra; 4. Autorização de utilização para fins turísticos; 5. Comunicação de abertura (no caso do número 4 não se verificar); 6. Classificação; 7. Inclusão no RNT (Registo Nacional de Turismo). A CAE (Classificação da Atividade Económica versão 3) relativa aos hostels é normalmente uma das seguintes: Outros estabelecimentos hoteleiros sem restaurante; Alojamento mobilado para turistas. 4 Legislação - Decreto-Lei nº 128/2014 de 29 de agosto (regime jurídico da exploração dos estabelecimentos de alojamento local) - Decreto-Lei nº 15/2014 de 23 de janeiro (segunda alteração ao Decreto-Lei nº 39/2008 de 7 de março) - Decreto-Lei nº 228/2009 de 14 de setembro (primeira alteração ao Decreto-Lei nº 39/2008 de 7 de março) - Decreto-Lei nº 39/2008 de 7 de março (regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos) - Decreto-Lei nº 220/2008 de 12 de novembro (regime jurídico da segurança contra incêndios) - Portaria nº 358/2008 de 6 de abril (requisitos dos equipamentos de uso comum dos empreendimentos turísticos) - Portaria nº 896/2008 de 18 de agosto (modelo, edição, preço, fornecimento e distribuição do livro de reclamações) - Portaria nº 518/2008 de 25 de junho (instruções dos pedidos de realização de operações urbanísticas relativos a empreendimentos turísticos) - Portaria nº 327/2008 de 28 de abril (requisitos dos Estabelecimentos Hoteleiros) - Portaria nº 232/2008 de 11 de março (elementos que devem instruir os pedidos de informação prévia, de licenciamento e de autorização referentes a todos os tipos de operações urbanística) - Decreto-Lei nº 163/2006 de 8 de agosto (regime de acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público, via pública e edifícios habitacionais) 3. Nível de Investimento e Gastos Fixos De seguida são apresentados valores indicativos do que seria o investimento inicial associado à abertura de um hostel com uma ocupação máxima a rondar os 26 hóspedes.

6 Investimento por tipo de equipamento Tipo Valores (euros) Remodelação do espaço Recheio do espaço Projeto de arquitetura Equipamentos de informática e softwares Outros gastos Total Surge de seguida uma estimativa do valor relativo aos gastos fixos na qual se assume a contratação de cerca de 4 a 6 funcionários (alguns deles podem ser em part-time). Gastos fixos mensais Tipo Valores mensais (euros) Renda Gastos com Pessoal Contabilidade Seguros Produtos Alimentares (avença) Outros gastos fixos Total Obrigações Fiscais As obrigações fiscais apresentam algumas nuances entre os vários meses do ano mas no geral temos o seguinte: Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) Regime Normal com Periodicidade Mensal Pagamento em cada mês do valor relativo ao penúltimo mês, por exemplo em janeiro paga-se o valor relativo a novembro. Regime Normal com Periodicidade Trimestral Pagamento até fevereiro do valor relativo ao 4º trimestre do ano anterior. E assim sucessivamente, ou seja, em maio é pago o 1º trimestre do mesmo ano. Regime Especial dos Pequenos Retalhistas - Pagamento até fevereiro do valor relativo ao 4º trimestre do ano anterior. E assim sucessivamente, ou seja, em maio é pago o 1º trimestre do mesmo ano.

7 Imposto sobre o Rendimentos das Pessoas Singulares (IRS) Entrega em cada mês das importâncias retidas no mês anterior. Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Coletivas (IRC) Pagamentos por conta: 3 prestações (julho, setembro e dezembro). Pagamentos especiais por conta: 2 prestações (março e outubro) com período de tributação coincidente com o ano civil. 6 Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) Abril: pagamento da totalidade do IMI, referente ao ano anterior, se igual ou inferior a 250 euros ou da 1ª prestação, se superior. Julho: pagamento da 2ª prestação do IMI, referente ao ano anterior, quando o seu montante seja superior a 500 euros. Novembro: pagamento da 2ª prestação do IMI, referente ao ano anterior, se superior a 250 euros e igual ou inferior a 500 euros ou da 3ª prestação, se superior a 500 euros. Derrama Estadual Julho: Primeiro pagamento adicional por conta devido por entidades cujo lucro tributável é superior a de euros com período de tributação coincidente com o ano civil. Setembro: Segundo pagamento adicional por conta devido por entidades cujo lucro tributável é superior a de euros com período de tributação coincidente com o ano civil. Dezembro: Terceiro pagamento adicional por conta devido por entidades cujo lucro tributável é superior a de euros com período de tributação coincidente com o ano civil.

8 5. Propriedade Industrial A propriedade industrial é uma ferramenta fundamental para a maioria das empresas, sendo uma segurança relativamente a terceiros no que concerne ao uso indevido de uma marca por exemplo. Os direitos relacionados com a propriedade industrial, nomeadamente patentes, marcas e design estão a cargo do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). De referir que existem diversos níveis de proteção da marca: nacional, comunitária e internacional. Existe sempre a possibilidade de registar a marca apenas nos países de interesse. 7 Relativamente aos registos realizados em Portugal no formato on-line existe uma redução em termos de custo em comparação com o pedido de registo tradicional nos serviços do INPI.

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