POR ONDE COMEÇA A QUALIDADE?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POR ONDE COMEÇA A QUALIDADE?"

Transcrição

1 ANAIS DO I EGEPE, p , out./2000 (ISSN ) POR ONDE COMEÇA A QUALIDADE? ALICE DIAS PAULINO 1 (Universidade Estadual de Maringá UEM) Resumo A Qualidade representa nos dias de hoje um sinônimo de sobrevivência econômica para muitas empresas que disputam seu espaço em um mercado produtor e consumidor altamente competitivo. Com uma história de quase cinqüenta anos, desde a sua origem no Japão, a qualidade ganhou destaque e importância nas empresas, diferenciando seus produtos ou serviços por meio da aplicação dos seus princípios, técnicas ou ferramentas. Muitos dos trabalhos ou textos sobre a qualidade abordam, quase de uma forma mágica, as possíveis mudanças e os benefícios que resultam dessa nova sistemática de trabalho; nesse cenário, as empresas investem nessa área em busca de um desempenho de alta produtividade e competitividade. Entretanto, parte dessas experiências resulta em histórias de insucessos. Com resultados comprovados, as práticas da qualidade conseguem imprimir um ritmo diferenciado na organização, tornando-a mais ágil, flexível e competitiva. O referencial de aplicação dos programas de qualidade é, ainda, prioritariamente tecnicista, sobrepondo-se às pessoas envolvidas no sistema. Essa é uma questão que requer uma cuidadosa atenção por parte dos gestores de uma política da qualidade. A discussão central desse trabalho ressalta, sob o ponto de vista psicossocial, dois dos fatores prioritários - a Educação e a Motivação -, que devem ser considerados como pilares do modelo japonês de organização industrial, promovendo um real diferencial nas novas relações de trabalho, quando utilizados estrategicamente. 1. INTRODUÇÃO Atuando e convivendo por muitos anos na área de Recursos Humanos, em organizações nacionais e multinacionais, foram muitas as oportunidades de acompanhar e de participar da implantação de programas-melhoria para a qualidade, e todas essas experiências foram essenciais para essa reflexão acerca do modelo de gestão para a qualidade, reconhecendo que, com freqüência, as empresas se deparam com grandes dificuldades para se obterem os resultados de produtividade traçados, bem como funcionários preparados e trabalhando com qualidade. Neste sentido, também se constata que ainda deixa a desejar a sensibilidade gerencial na compreensão de que a mudança organizacional implica em alterar um estado interno relacionado a valores, crenças e atitudes. A Organização se faz pelas pessoas que a representam. Portanto, estamos falando de mudanças na forma de ser, pensar e agir, onde pessoas passam a assumir novos papéis e responsabilidades na estrutura, quer administrativa, técnica ou operacional. 1 Departamento de Psicologia, Universidade Estadual de Maringá.

2 Anais do I EGEPE Maringá Paraná As novas práticas para a realização das atividades, ou tarefas, atreladas a uma nova visão, ou ao desenvolvimento de uma nova concepção gerencial, demanda um certo tempo entre o conhecer, o entender, o assimilar e o realizar, de maneira espontânea e motivada. A visão parcial com que têm sido aplicados os programas de qualidade nas empresas, na maioria, importando-se algumas técnicas de gerenciamento, vem acarretando impactos negativos nas relações trabalho-indivíduo-organização. Alguns conceitos, ainda pouco discutidos na implantação do modelo para a qualidade, são objetivo de reflexão neste texto. Qualidade, afinal, por onde se inicia? 2. A QUALIDADE NA ORGANIZAÇÃO Na relação pessoas e qualidade, muitas são as histórias de sucesso, porém, com igual ou maior intensidade, são os fracassos vividos por empresas na tentativa de implementar a Qualidade. Por dificuldades encontradas com as pessoas, pela escolha de caminhos ineficientes para a implantação de seus programas, ou por inabilidade das lideranças, nem sempre a empresa consegue um resultado harmonioso, pois existe uma forte crença de que transferindo-se alguns conhecimentos, pode-se transformar a empresa em uma organização de qualidade. Recentemente, em entrevista, Crosby (1990) afirmou que não é por mero acaso que apenas 1% dos projetos de qualidade é bem-sucedido. Segundo o autor, qualidade tem mais haver com filosofia do que com estratégias de mercado: Qualidade pressupõe estratégia de empresa, ou seja, valores da cultura da organização (as crenças), que são traduzidos por orientações precisas (as políticas), que são diretrizes ao planejamento e à ação (as estratégias). Sem uma estratégia global, as estratégias tornam-se conflitantes e episódicas e conceitos como o de qualidade tendem a tornar-se simples modismos que não resistem aos primeiros insucessos (Crosby, 1990). A historia da Qualidade tem sua origem no Japão, nos anos 50, a partir de seu movimento de produtividade. O momento econômico, social e cultural que se encontrava o país, derrotado de uma guerra mundial, explica a grande transformação política e tecnológica em busca da recuperação da economia japonesa. As empresas, fortemente encorajadas em buscar sua produtividade (sobrevivência), investiram em pesquisas na área produtiva. Nesse contexto, os estudos sobre variação de processos desenvolvidos por William E. Deming (físico e matemático americano), e as técnicas estatísticas aplicadas em processos de produção, desenvolvidas por Joseph M. Juran (engenheiro elétrico, romeno), marcaram o pioneirismo dessa nova fase industrial para o Japão. Convencionado o modelo japonês de organização industrial, a Qualidade atingiu todos os níveis da organização e, em sua evolução, fortaleceu-se como um conceito gerencial com seus métodos e ferramentas específicos para gerenciar e padronizar as atividades de trabalho, planejar os processos, solucionar problemas.

3 Anais do I EGEPE Maringá Paraná No Brasil, a Qualidade começou a ser difundida entre as décadas de 70/80, através da aplicação do CCQs (Círculo de Controle da Qualidades) 2, prática adotada por grandes multinacionais com suas subsidiárias no Brasil. Em sua evolução, por competitividade ou modismo, passou por diversas fases distintas controle estatístico, inspeção, garantia (referindo-se ao processo de Garantia da Qualidade), normatização dos processos produtivos. A idéia de qualidade total, como um milagre econômico japonês, cada vez mais se incorpora nas organizações e cada empresa escolheu, ou vem escolhendo, caminhos diferenciados em sua aplicação: Kambam (controle de produção), Kaisen (melhoria contínua), Just-in-Time (controle de estoques), Círculos de Controle da Qualidade (CCQs), 5 Ss (conceitos de organização e limpeza), Controle da Qualidade Total (TQC), QFD (desdobramento da qualidade), Certificação da Qualidade (Série ISO-9000), dentre as mais destacadas práticas de organização do trabalho. Mesmo com essa visão restrita de instrumental da qualidade com fins de organizar um sistema de produção, a Qualidade ganhou um crescente interesse e, até por questões da rápida mudança no mercado produtor e consumidor, as empresas brasileiras passaram a usar a qualidade como sinônimo de competitividade industrial ou de serviços: qualidade de trabalho, qualidade de serviço, de informação, de processo, de divisão, de pessoal, de sistema, de empresa, de objetivos... É a qualidade em todas as suas manifestações (Drüg & Ortiz, 1994). Recentemente, a NBR-8402 (Norma Brasileira para a qualidade) sugere, conceitualmente, que gestão da Qualidade Total é o modo de gestão de uma organização, centrado na qualidade e baseado na participação de todos os seus membros, visando sucesso a longo prazo através da satisfação do cliente e dos benefícios para os membros da organização e para a sociedade. Na prática, o modelo de gestão Qualidade Total vem promovendo gradativamente o envolvimento de toda a organização: produção, processos, todos os níveis hierárquicos, sendo considerado, nos dias de hoje, um mito que oferece todas as respostas e soluções para a empresa e seu mercado consumidor. Não se pretende, aqui, questionar sobre a importância, ou desacreditar nos resultados de suas ferramentas, que visam preparar a organização dentro dos padrões globais de modernidade e produtividade. Nessa corrida desenfreada em direção aos padrões mundiais da qualidade, é muito forte a ênfase que se faz sobre os processos, métodos, equipamentos, questões de ordem bastante tecnicista (mecanicista), e muito pouco se tem discutido em relação aos impactos desses programas sobre a vida dos trabalhadores e sua efetividade como um fator de mudança cultural para a organização. A questão é, ainda, a falta (ou ausência) de preparo das pessoas para essa modernidade, que faz com que parte das experiências não chegue ao final da implantação, 2 Processo liderado pela Fundação Christiano Ottoni (FCO), com sede na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais.

4 Anais do I EGEPE Maringá Paraná causando, às vezes, grandes prejuízos nas relações de trabalho. Nestes casos, parte das empresas que abandonam sua iniciativa perde os investimentos realizados e, por outro lado, os funcionários, sob intensa pressão, passam a ter uma visão negativa e depreciativa da qualidade e, com muita freqüência, são demitidos por não adequação ao novo sistema de trabalho. 3. RECURSOS HUMANOS: PREPARANDO PESSOAS PARA A MODERNIDADE Quando a empresa inicia a sua trajetória na conquista dos padrões da qualidade, começa, usualmente, implementando algumas das ferramentas do sistema e treinando as pessoas para as novas habilidades requeridas. Pocessos de Certificação ISO 9000 e implantação do programa 5Ss, freqüentemente adotados como os primeiros passos para a qualidade, mostram claramente a priorização em relação aos procedimentos técnicos. As dificuldades relacionadas à participação, iniciativa, envolvimento dos funcionários são detectadas pelos gestores da qualidade, como algumas carências, momento em que a empresa percebe que precisa desenvolver maior consciência dos funcionários para a qualidade. É interessante, senão curioso, notar como a alta gerência acredita que vai conseguir na prática implantar e manter suas novas políticas de qualidade, principalmente porque parte das teorias (DEMING, JURAN, CROSBY) que apontam a participação e envolvimento das pessoas como um meio para a empresa obter qualidade, produtividade e competitividade. Observando-se as diferentes formas de implantação da qualidade, é comum a programação de treinamentos internos, como primeira etapa para se capacitar os funcionários ao desempenho das novas metodologias de trabalho, confiantes de que assim procedendo estão assegurando a mudança das rotinas, a modernidade da estrutura industrial e administrativa e os resultados operacionais com qualidade e produtividade. Entretanto, um Programa de Qualidade vai além de simples ferramentas de trabalho. Destacadamente, é um modelo de gestão e um sinônimo de pessoas trabalhando sob o mesmo objetivo e em equipe, e não há como negar que sua implantação depende, em maior parte, de mudança de atitudes e, no restante, do aprendizado de novas técnicas: (...) reunir pessoas num lugar e provocar participação em tarefas grupais, através de objetivos e metas formalmente estabelecidas, e esperar que reajam corporativamente e com eficácia é uma ingenuidade habitual e uma frustração constante. As pessoas são muito menos racionais que emocionais... (Matos, 1996). A qualidade traz uma nova forma de se relacionar; e que somente através da participação ativa de cada um dos funcionários, e pela somatória desses esforços, se consegue trabalhar diferentemente uma atividade, ou um determinado conjunto de tarefas. Além do aprendizado técnico necessário quando se busca a normalização de certas atividades da empresa, os funcionários necessitam reconhecer os novos conceitos implícitos nessa nova sistemática; precisam desenvolver (adquirir) confiança nessa nova visão do trabalho (acreditar na nova maneira de se executar a mesma tarefa); estar predispostos (pró-ativos) às mudanças provenientes dessa nova visão e concepção para a realização do trabalho.

5 Anais do I EGEPE Maringá Paraná Essa visão é fundamental quando se pratica a gestão de pessoas para a qualidade. Tem que existir um comprometimento organizacional de cima para baixo no gerenciamento das pessoas, fundamentada no desenvolvimento da qualidade individual e, depois, na qualidade da empresa. Priorizando o desenvolvimento dessa forma, estamos dando um primeiro passo para gerar maior confiança nas pessoas. Estamos criando um clima satisfatório para que as pessoas entendam, assimilem e reconheçam porquê e para quê mudar. É fundamental reconhecer que pensar em gerência participativa para a qualidade, sem ter uma política interna de desenvolvimento e valorização das pessoas é, com certeza, implantar uma estrutura sem um alicerce de sustentação. Desenvolver pessoas é reconhecer que elas têm um potencial mental que pode ser desenvolvido e modificado; que podem melhorar seus níveis de desempenho e competência; que sentem satisfação com os resultados do trabalho que realizam; reconhecer, enfim, que os melhores resultados são conseguidos num ambiente de trabalho mais harmonioso, onde as pessoas são consideradas importantes e tratadas com respeito. Sob este enfoque, ressaltamos a afirmação de Matos (1996a) de que o trabalho precisa oferecer um significado, além da materialidade. Ser um meio de realização pessoal, não de obrigação por salário, para que resulte em algo positivo. O trabalho traz em si um valor agregado. Portanto, faz parte do preparar pessoas para a modernidade a prioridade na melhoria das relações da empresa com seus funcionários, modificando, sobretudo, o tratamento para com elas, nas condições básicas para o trabalho, no reconhecimento das pessoas, antes mesmo de se propor o chamado sistema da qualidade. Sob essa visão, a empresa terá maior chance de sucesso na aplicação de seus programas de qualidade como uma alternativa de melhoria do negócio. 4. DESENVOLVENDO PESSOAS: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO Um estado de melhoria total significa, sobretudo, apreender novos valores, integrar uma nova realidade que mude sua forma de pensar e agir, que promova uma nova compreensão de suas atitudes em relação à qualidade pessoal. Estamos enfatizando, portanto, que a educação é essencial para o processo de mudança organizacional, qualquer que seja ela. Mariotti (1996) afirma com muita propriedade que a empresa é o lugar onde se ensina e se aprende continuadamente. Muitas empresas vêm investindo significativamente na educação de seus funcionários; algumas já reconhecem e adotam formalmente um Centro de Educação e Desenvolvimento, com a responsabilidade de promover a mudança cultural na organização. A expressão treinamento passa a ter uma conotação mais restrita, indicando o fornecimento de conhecimentos, métodos e/ou técnicas específicas, com objetivos definidos para a realização do trabalho. Recentemente, diante das dificuldades, um membro da diretoria de uma empresa familiar fez um comentário marcante, quase num desabafo:...fiz tudo o que foi solicitado. Investi em treinamento, investi em novos equipamentos para a produção buscando melhorar os resultados da empresa, mas do que adiantou? A empresa continua apresentando

6 Anais do I EGEPE Maringá Paraná problemas, e não consegue trabalhar com maior produtividade.... Mas, qual será a política de valorização humana que permeia as relações funcionais nessa empresa? Essa tendência em se considerar o treinamento de novas habilidades como o ponto central para o desenvolvimento da qualidade é uma ação gerencial imediatista e freqüente para se obterem resultados por meio do treinamento operacional, reduzindo a qualidade num procedimento técnico-operacional. Treinar pessoas é, principalmente, prepará-las para executar suas funções; é fundamental que exista tecnicamente o treinamento para desenvolver novos comportamentos ou ações voltadas às práticas de realização das tarefas, ou para solucionar problemas decorrentes de seu processo de execução. Afirmar que as pessoas estão treinadas para a qualidade é verdadeiro quando a empresa investiu no treinamento operacional. O treinamento tem seu espaço e importância quando se precisa fornecer conhecimentos específicos e essenciais para a execução do trabalho. O resultado não pode ser diferente, de acordo com o paradoxo da qualidade sem qualidade, descrito por Matos (1996a). Segundo o autor, o que se vê nas empresas é uma busca ansiosa que desvia as atenções de objeto para o processo. Não há uma preocupação estratégica pelo homem de qualidade, gerador de serviços e produtor da qualidade, mas em processos e produtos considerados padrões de qualidade. Nossa reflexão aponta que as pessoas precisam mais do que fazer diferente; precisam pensar diferentemente, mudando alguns significados e conceitos adquiridos no decorrer de seu desenvolvimento pessoal e profissional. Essa mudança interior (mental, psicológica) é um processo lento; cada um de nós tem seu próprio ritmo interno diferenciado para aceitar e vivenciar novas experiências. Considerando esses aspectos, a qualidade é um processo lento. Na prática, não se consegue a qualidade vinda de fora para dentro. Não se implanta qualidade apenas definindo quais são os novos padrões de comportamento aceitáveis. Parte das experiências relatadas de empresas comprova as dificuldades e resistências que enfrentam os Programas de Qualidade. Instituir a qualidade, obter a certificação ISO, implantar métodos de controles de trabalho, certamente não desencadeia a Qualidade Total. De forma muito significativa, e com essa visão a longo prazo, a Educação é um componente da cultura, e seu surgimento e evolução implicam em mudança. Em seu sentido mais amplo, educação (do latim ex-ducere ), significa conduzir ( ducere ) para fora valores que já existem nas pessoas em forma de potencial. O comportamento das pessoas pode ser fundamentalmente orientado por esses valores. A educação é um processo de mobilização dos potenciais humanos, e não uma simples imposição de conceitos vindos de fora. Estamos falando, portanto, numa transmissão de conhecimento, ativo. Fica difícil prever resultados positivos em empresas que buscam implantar qualidade de produtos ou de serviços num contexto onde as pessoas não estão preocupadas em melhorar, em desenvolver, em gerar novos desafios, e quando nem mesmo a empresa tem uma política interna para promover esse desenvolvimento.

7 Anais do I EGEPE Maringá Paraná MOTIVAÇÃO: UM FATOR FUNDAMENTAL PARA A QUALIDADE Como se motivam pessoas? De que forma são conquistadas para se engajarem em um novo sistema de trabalho? A preocupação com a motivação funcional é antiga. Começou a partir dos estudos de Elton Mayo, em 1927: A motivação no trabalho tem raízes no indivíduo, na organização, no ambiente externo... uma pessoa motivada ou desmotivada é produto do somatório de uma gama de fatores (Aquino, 1987). Maslow, considerado o psicólogo mais influente na década de 50, coincidentemente no mesmo período em que a qualidade começa a ser difundida, desenvolve em sua teoria o conceito da hierarquia das necessidades humanas. Ele reconhece que o indivíduo tem um potencial para crescer e busca sua auto-realização através do atendimento gradativo de suas necessidades básicas (fisiológicas, de segurança, sociais, de auto-estima, de auto-realizacão). Quanto mais a pessoa avança nesse processo, aumenta seu nível de realização e, em conseqüência, de sua eficiência. Heszberg, em 1969, propõe em sua teoria que o indivíduo é influenciado por diferentes fatores externos, alguns que levam à satisfação ( fatores motivacionais ) e outros que levam à insatisfação ( fatores higiênicos e ou de insatisfação ). Portanto, existem os fatores que geram um motivo (vontade) para que a pessoa realize seu trabalho. A definição proposta por Archer pretende resolver definitivamente a dificuldade de discernir motivação de satisfação, na tentativa de ajudar as empresas a solucionar essa confusão, e até desfazer o mito de que se consegue motivar pessoas. Segundo o pesquisador, Motivação seria sinônimo de necessidade; assim sendo, os diferentes tipos das próprias necessidades humanas é que seriam os únicos fatores de real motivação para o trabalho. Os instrumentos, ou meios pelos quais estas necessidades são atendidas representam, então, fatores da satisfação ou de insatisfação caso não recebam o devido tratamento... (Coda, 1990). Os estudos nessa área cada vez mais indicam que o fator motivação vem de dentro para fora. Bergamini (1990a) relata algumas dessas pesquisas atuais, mostrando sua concordância quando afirma: recentemente, num interessante artigo, Gooch e McDowell assim se exprimem: a motivação é uma força que se encontra no interior de cada pessoa e que pode estar ligada a um desejo. Uma pessoa não pode jamais motivar a outra, o que ela pode fazer é estimular a outra. A probabilidade de que uma pessoa siga uma orientação de ação desejável está diretamente ligada à força de um desejo. Um ponto de partida, então, é reconhecer que as pessoas também podem fazer suas próprias escolhas; que podem agir, relacionarem-se e decidirem de acordo com seus sentimentos, emoções e/ou necessidades; que as pessoas são produtos de seu ambiente de trabalho à medida que encontrem situações que gerem o seu bem-estar pessoal, ou seja, podem ser mais criativas, mais comprometidas e pró-ativas quando estão em um ambiente mais harmonioso em relação às condições de trabalho, equipamentos, tratamento e reconhecimento.

8 Anais do I EGEPE Maringá Paraná Segundo Bergamini (1990b), o perigo maior de se considerarem os fatores extrínsecos ao indivíduo como a força motriz de sua motivação é o de levar muitas empresas a cometer erros grosseiros,... exemplos tais como: horários flexíveis, férias adicionais, concessão de prêmios, planos de benefícios, aumentos de salários por mérito etc... porque sempre se acreditou que tais fatores teriam o condão de aumentar a motivação daqueles que trabalham. Existe um mito, afirma a autora, de que a real motivação para o trabalho está diretamente associada às políticas de salário, de treinamento, promoção, benefícios ou a critérios adequados de recrutamento e seleção. Entretanto, essa forma de atuação da empresa em relação aos seus funcionários vem sendo revista e até desmontada. Segundo Bergamini (1990b), uma nova linha de pensamento com grande repercussão na Europa e Canadá e que representa uma evolução em relação ao estágio teórico do trabalho de Herzberg lança a hipótese fundamental de que a motivação das pessoas para o trabalho não depende exclusivamente das políticas executadas e definidas pela área de Recursos Humanos das organizações. Na prática, a relação é, em grande parte, de troca ( cenoura na ponta da vara ), com a expectativa de aumento de produtividade para a empresa. Essa relação faz isso que eu dou algo em troca induz as pessoas a agirem em função de uma promessa (usualmente dinheiro), e isso freqüentemente ocorre quando a empresa tem a preocupação imediata sobre os resultados. F. Herzberg (1975) discute a idéia de que o pebun 3 é uma tentativa externamente feita pela direção das empresas para instalar um gerador no funcionário e que, segundo o autor, revelou-se um fracasso total. É comum a organização dar um pontapé para o funcionário se movimentar, porém, o pebun não é motivação. Afirma ainda o autor que... posso carregar a bateria de um funcionário, depois recarregá-la. Mas somente quando ele tiver seu próprio gerador é que poderemos falar em motivação. Não precisará, então, de estímulo externo. Ele terá vontade de executar as tarefas. Com muita freqüência as empresas se preocupam em motivar os funcionários para o trabalho. Com igual freqüência, são solicitados à área de Recursos Humanos os treinamentos motivacionais ou a criação de programas específicos com esse fim: prêmios de produtividade, por participação, cumprimento de metas, plano de benefícios diferenciados, adicionais de salário em final de ano ou outras formas de incentivos especiais. Resultante, com igual frequência, é a incompreensão dos empresários, gerentes ou chefes quando afirmam que investiram nas pessoas, que treinaram, mas não vêem mudanças significativas ou não percebem as pessoas motivadas. Na questão motivação, podemos relacionar algumas informações: a motivação é a conseqüência de necessidades não satisfeitas; somente as necessidades são os motivadores do comportamento; as necessidades são intrínsecas ao indivíduo. 3 Expressão figurativa usada pelo autor que indica um pontapé; consiste em empurrar o indivíduo para que este faça uma determinada tarefa.

9 Anais do I EGEPE Maringá Paraná Os administradores não podem motivar; os administradores só podem satisfazer ou contra-satisfazer as necessidades humanas. Crosby (1990), quando questionado sobre quais áreas na vanguarda da qualidade que sofreram as mais dramáticas mudanças, afirma que, em primeiro, é a implantação e, em segundo lugar, a atitude. Segundo o autor, as atitudes mudam quando o ambiente de trabalho ou a cultura das empresas muda; não antes. Reunir pessoas e discursar para elas, ou motivá-las, muda muito pouco... Quando trabalhar é um prazer, porque os requisitos da qualidade são levados a sério e o gerenciamento é prestativo, então as atitudes se modificam permanentemente. Implantar Gestão da Qualidade, portanto, é uma questão de envolvimento e comprometimento. As pessoas precisam entender e querer assumir um novo papel para provocar uma melhoria da qualidade. A motivação passa a ser conseqüência natural, resultante dessa relação de respeito e reconhecimento. 6. CONCLUSÃO O processo de Qualidade Total se inicia com a busca do TQC Total Quality Culture com a intenção de envolver a organização: do operário ao presidente (DRÜGG & ORTIZ, 1994) Qualidade é um novo modo de agir das organizações. Por isso está associada à idéia de filosofia, um processo cultural, não uma teoria administrativa. Essa visão é fundamental para quem pratica a gestão de pessoas para a qualidade. Tem que existir o envolvimento e comprometimento organizacional para o gerenciamento das pessoas, fundamentados no desenvolvimento da qualidade individual e, posteriormente, do negócio. Priorizando o desenvolvimento dessa forma, estamos dando um primeiro passo para gerar maior confiança nas pessoas. Estamos criando um clima satisfatório para que as pessoas entendam, assimilem e reconheçam por quê e para quê mudar. A qualidade não é um resultado mágico como a alta administração acredita que seja (empresários, diretores, gerentes). Em grande parte, o fracasso dos programas mostra estar atrelado à insensibilidade ou desconhecimento, total ou parcial, por parte dos gestores da definição da política organizacional, que consiga associar a real necessidade do processo à uma ação educativa, integrando verdadeiramente o trabalhador como o principal agente da dinâmica dos programas de qualidade. É necessário um entendimento gerencial sobre a qualidade, ou seja, o que se pretende com ela. Se o gerenciamento não puder fazer com que todos entendam a qualidade da mesma maneira e que trabalhem nela com sinceridade, então não resta mais nada a fazer (Crosby, 1990).

10 Anais do I EGEPE Maringá Paraná É fundamental que a liderança assuma a importância da educação de seus funcionários. De igual importância, a estratégia da empresa com relação à qualidade tem que estar claramente definida, tornando-se, dessa forma, uma missão da qualidade para todos. A aquisição de novos significados através de um processo educativo, amplo, em todos os níveis da organização, é imprescindível para o caminho da qualidade. Esse processo educativo é amplo porque se inicia com a definição da estratégia da empresa, envolvendo, principalmente, sua filosofia e políticas, ou seja, o seu entendimento para a qualidade. Implantar qualidade é uma tarefa de carreira longa, que provém de uma política e de que a empresa esteja preparada para estimular seus profissionais para um projeto de qualidade, numa visão ampla. As pessoas têm que embarcar na missão da qualidade porque assim o desejam, não porque o chefe as obriga. O sucesso da empresa nessa trajetória da qualidade decorre da conscientização de olhar o mundo organizacional como parte da vida, e dessa forma gerar uma política voltada à qualidade pessoal, qualidade de vida, qualidade da empresa, que integre o trabalhador enquanto pessoa e não enquanto um recurso. Como assegurar um ambiente de qualidade se a alta gerência não demonstra qualidade em suas próprias atitudes?; se a liderança que diz trabalhar com gestão participativa para a qualidade, na realidade se comporta no estilo cada um seja livre para fazer o que eu mando ; se tudo o que se espera é o imediatismo e não se consegue falar uma linguagem comum na organização; se os gestores de recursos humanos não praticam a valorização pelas pessoas ou implantam controles excessivos sobre o comportamento das pessoas sob o pretexto de disciplina para a qualidade ; ou ainda, de maneira equivocada e permissiva, usar o 10º princípio da Qualidade - a não aceitação de erros, de forma punitiva contra seus funcionários. Acreditando em uma via de acesso que promova o desenvolvimento individual e dos grupos, um dos alicerce para a qualidade, a alta gerência deve estar compromissada em educar e envolver as pessoas: mantendo-as bem informadas sobre os assuntos relativos à empresa, ou ao desenvolvimento do trabalho; proporcionando-lhes mais espaço para participação (idéias, decisões); atribuindo maior nível de autoridade e responsabilidade para que as pessoas consigam maior autonomia para a realização do trabalho; descentralizando o poder de decisão e fazendo com que as pessoas participem mais ativamente das soluções; reconhecendo e valorizando suas contribuições; promovendo oportunidades (reais) de crescimento profissional. Sob essa visão, a empresa terá maior possibilidade de obter resultados satisfatórios na aplicação de seus programas de qualidade. O caminho da Qualidade, mais do que um controle de processos, depende fundamentalmente das pessoas (trabalhadores) envolvidas; depende, sobretudo, da educação que promova um clima de comprometimento e de motivação entre os funcionários, em todos os níveis da organização. Nesta breve discussão, buscamos alertar que a Educação e Motivação são os pilares de sustentação para o modelo japonês da qualidade. Toda essa filosofia só se aplica quando o

Deming (William Edwards Deming)

Deming (William Edwards Deming) Abordagens dos principais autores relativas ao Gerenciamento da Qualidade. Objetivo: Estabelecer base teórica para o estudo da Gestão da Qualidade Procura-se descrever, a seguir, as principais contribuições

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

Empresa como Sistema e seus Subsistemas. Professora Cintia Caetano

Empresa como Sistema e seus Subsistemas. Professora Cintia Caetano Empresa como Sistema e seus Subsistemas Professora Cintia Caetano A empresa como um Sistema Aberto As organizações empresariais interagem com o ambiente e a sociedade de maneira completa. Uma empresa é

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA

A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA A RELAÇÃO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA Elaine Schweitzer Graduanda do Curso de Hotelaria Faculdades Integradas ASSESC RESUMO Em tempos de globalização, a troca de informações

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

Conceitos. Conceitos. Histórico. Histórico. Disciplina: Gestão de Qualidade ISSO FATEC - IPATINGA

Conceitos. Conceitos. Histórico. Histórico. Disciplina: Gestão de Qualidade ISSO FATEC - IPATINGA Disciplina: FATEC - IPATINGA Gestão de ISSO TQC - Controle da Total Vicente Falconi Campos ISO 9001 ISO 14001 OHSAS 18001 Prof.: Marcelo Gomes Franco Conceitos TQC - Total Quality Control Controle da Total

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

CONSULTORIA DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL

CONSULTORIA DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL CONSULTORIA DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL Somos especializados na identificação e facilitação de soluções na medida em que você e sua empresa necessitam para o desenvolvimento pessoal, profissional,

Leia mais

OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING

OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING OS 14 PONTOS DA FILOSOFIA DE DEMING 1. Estabelecer a constância de propósitos para a melhoria dos bens e serviços A alta administração deve demonstrar constantemente seu comprometimento com os objetivos

Leia mais

MOTIVAÇÃO UM NOVO COMBUSTÍVEL EMPRESARIAL

MOTIVAÇÃO UM NOVO COMBUSTÍVEL EMPRESARIAL MOTIVAÇÃO UM NOVO COMBUSTÍVEL EMPRESARIAL Daniele Cristine Viana da Silva 1 Maria José Vencerlau 2 Regiane da Silva Rodrigues 3 André Rodrigues da Silva 4 Fábio Fernandes 5 RESUMO O Artigo Científico tem

Leia mais

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO 1 LÍDERES DO SECULO XXI André Oliveira Angela Brasil (Docente Esp. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Flávio Lopes Halex Mercante Kleber Alcantara Thiago Souza RESUMO A liderança é um processo

Leia mais

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 12

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 12 Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 12 Questões sobre o tópico Desenvolvimento e treinamento de pessoal: levantamento de necessidades, programação, execução e avaliação. Olá Pessoal, hoje veremos outro

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão

Leia mais

FTAD. Formação Técnica em Administração de Empresas. Gestão da Qualidade

FTAD. Formação Técnica em Administração de Empresas. Gestão da Qualidade FTAD Formação Técnica em Administração de Empresas Gestão da Qualidade Aula 5 O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO Objetivo: Compreender os requisitos para obtenção de Certificados no Sistema Brasileiro de Certificação

Leia mais

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ÍNDICE em ordem alfabética: Artigo 1 - ENDOMARKETING: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA DESENVOLVER O COMPROMETIMENTO... pág. 2 Artigo 2 - MOTIVANDO-SE... pág. 4 Artigo 3 - RECURSOS

Leia mais

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS Nadia Al-Bdywoui (nadia_alb@hotmail.com) Cássia Ribeiro Sola (cassiaribs@yahoo.com.br) Resumo: Com a constante

Leia mais

FACULDADE ARQUIDIOCESANA DE CURVELO

FACULDADE ARQUIDIOCESANA DE CURVELO BEATRIZ APARECIDADE MOURA JOYCE SOARES RIBAS JUCIELE OTTONE MALAQUIAS MARTINS LUANA PÉRSIA DINIZ MÍRIAN DUARTE MACHADO GONZAGA DA SILVA O PAPEL DO GESTOR E A AUTO-ESTIMA DOS FUNCIONÁRIOS UMA ANÁLISE DA

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

7 CONCLUSÕES A presente dissertação teve como objetivo identificar e compreender o processo de concepção, implantação e a dinâmica de funcionamento do trabalho em grupos na produção, utilizando, para isso,

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares Rotinas de DP- Professor: Robson Soares Capítulo 2 Conceitos de Gestão de Pessoas - Conceitos de Gestão de Pessoas e seus objetivos Neste capítulo serão apresentados os conceitos básicos sobre a Gestão

Leia mais

Gestor-líder: processo dinâmico de criação, habilidade, competência para perceber das limitações do sistema e propor solução rápida;

Gestor-líder: processo dinâmico de criação, habilidade, competência para perceber das limitações do sistema e propor solução rápida; AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Administração Escolar DISCIPLINA: Gestão de Políticas Participativas ALUNO(A):Mª da Conceição V. da MATRÍCULA: Silva NÚCLEO REGIONAL:Recife DATA:17/09/2013 QUESTÃO

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

FERRAMENTAS DA QUALIDADE NO GERENCIAMENTO DE PROCESSOS

FERRAMENTAS DA QUALIDADE NO GERENCIAMENTO DE PROCESSOS 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 FERRAMENTAS DA QUALIDADE NO GERENCIAMENTO DE PROCESSOS Priscila Pasti Barbosa 1, Sheila Luz 2, Fernando Cesar Penteado 3, Generoso De Angelis Neto 4, Carlos

Leia mais

A importância da Educação para competitividade da Indústria

A importância da Educação para competitividade da Indústria A importância da Educação para competitividade da Indústria Educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocado na pauta da sociedade brasileira, mas hoje é essencial; Ênfase no Direito à Educação

Leia mais

Remuneração e Avaliação de Desempenho

Remuneração e Avaliação de Desempenho Remuneração e Avaliação de Desempenho Objetivo Apresentar estratégias e etapas para implantação de um Modelo de Avaliação de Desempenho e sua correlação com os programas de remuneração fixa. Programação

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO * César Raeder Este artigo é uma revisão de literatura que aborda questões relativas ao papel do administrador frente à tecnologia da informação (TI) e sua

Leia mais

O que é Benchmarking?

O que é Benchmarking? BENCHMARKING Sumário Introdução Conhecer os tipos de benchmarking Aprender os princípios do bechmarking Formar a equipe Implementar as ações Coletar os benefícios Exemplos Introdução O que é Benchmarking?

Leia mais

COMO FAZER A TRANSIÇÃO

COMO FAZER A TRANSIÇÃO ISO 9001:2015 COMO FAZER A TRANSIÇÃO Um guia para empresas certificadas Antes de começar A ISO 9001 mudou! A versão brasileira da norma foi publicada no dia 30/09/2015 e a partir desse dia, as empresas

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Projeto Saber Contábil O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Alessandra Mercante Programa Apresentar a relação da Gestão de pessoas com as estratégias organizacionais,

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

Motivação para o Desempenho. Carlos Fracetti carlosfracetti@yahoo.com.br. Carlos Felipe carlito204@hotmail.com

Motivação para o Desempenho. Carlos Fracetti carlosfracetti@yahoo.com.br. Carlos Felipe carlito204@hotmail.com Motivação para o Desempenho Carlos Fracetti carlosfracetti@yahoo.com.br Carlos Felipe carlito204@hotmail.com Heitor Duarte asbornyduarte@hotmail.com Márcio Almeida marciobalmeid@yahoo.com.br Paulo F Mascarenhas

Leia mais

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng.

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng. 01. O QUE SIGNIFICA A SIGLA ISO? É a federação mundial dos organismos de normalização, fundada em 1947 e contanto atualmente com 156 países membros. A ABNT é representante oficial da ISO no Brasil e participou

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica por Camila Hatsumi Minamide* Vivemos em um ambiente com transformações constantes: a humanidade sofre diariamente mudanças nos aspectos

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009 Gestão da Qualidade Políticas Manutenção (corretiva, preventiva, preditiva). Elementos chaves da Qualidade Total satisfação do cliente Priorizar a qualidade Melhoria contínua Participação e comprometimento

Leia mais

TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES

TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: O SUCESSO DAS ORGANIZAÇÕES Cassia Uhler FOLTRAN 1 RGM: 079313 Helen C. Alves LOURENÇO¹ RGM: 085342 Jêissi Sabta GAVIOLLI¹ RGM: 079312 Rogério Bueno ROSA¹ RGM:

Leia mais

A importância da Liderança no sucesso da implementação Lean

A importância da Liderança no sucesso da implementação Lean A importância da Liderança no sucesso da implementação Lean Paulo Cesar Brito Lauria Muitas empresas têm se lançado na jornada de implementar a filosofia lean nas últimas décadas. No entanto, parece que

Leia mais

ERP SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL. Guia Prático de Compra O QUE SABER E COMO FAZER PARA ADQUIRIR CERTO. Edição de julho.2014

ERP SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL. Guia Prático de Compra O QUE SABER E COMO FAZER PARA ADQUIRIR CERTO. Edição de julho.2014 ERP SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL Guia Prático de Compra Edição de julho.2014 O QUE SABER E COMO FAZER PARA ADQUIRIR CERTO Í n d i c e 6 perguntas antes de adquirir um sistema 4 6 dúvidas de quem vai adquirir

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE

COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE DESCRIÇÕES DOS NÍVEIS APRENDIZ SABER Aprende para adquirir conhecimento básico. É capaz de pôr este conhecimento em prática sob circunstâncias normais, buscando assistência

Leia mais

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Ultrapassando barreiras e superando adversidades. Ser um gestor de pessoas não é tarefa fácil. Existem vários perfis de gestores espalhados pelas organizações,

Leia mais

GABARITO OFICIAL(preliminar)

GABARITO OFICIAL(preliminar) QUESTÃO RESPOSTA COMENTÁRIO E(OU) REMISSÃO LEGAL 051 A 052 A 053 A RECURSO Recrutar faz parte do processo de AGREGAR OU SUPRIR PESSOAS e é o ato de atrair candidatos para uma vaga (provisão). Treinar faz

Leia mais

Gerência da Qualidade

Gerência da Qualidade Gerência da Qualidade Curso de Engenharia de Produção e Transportes PPGEP / UFRGS ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Temas Abordados Qualidade Ferramentas da Qualidade 5 Sensos PDCA/MASP Os Recursos Humanos e o TQM

Leia mais

Função Gerencial. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

Função Gerencial. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua Função Gerencial Autor: Ader Fernando Alves de Pádua 1. INTRODUÇÃO Este artigo tem por objetivo levar aos seus leitores à uma aproximação teórica dos estudos da administração empresarial, enfocando a importância

Leia mais

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO As Empresas e os Sistemas Problemas locais - impacto no sistema total. Empresas como subsistemas de um sistema maior. Uma empresa excede a soma de

Leia mais

Nisto poderemos perguntar, por que pensar em liderança: Vejamos alguns pontos de vital importância:

Nisto poderemos perguntar, por que pensar em liderança: Vejamos alguns pontos de vital importância: LIDERANÇA EMPRESARIAL EVIDÊNCIAS DO COACHING COMO ESTRATÉGIA DE SUCESSO Prof. Dr. Edson Marques Oliveira, Doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP, mestre em Serviço Social pela PUC-SP e bacharel

Leia mais

NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS

NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS Concurso para agente administrativo da Polícia Federal Profa. Renata Ferretti Central de Concursos NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS 1. Organizações como

Leia mais

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA Prof. Gustavo Nascimento Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA A liderança e seus conceitos Liderança é a capacidade de influenciar um grupo para que as metas sejam alcançadas Stephen Robbins A definição de liderança

Leia mais

PLANO DE CARREIRA. Rosangela Ferreira Leal Fernandes *

PLANO DE CARREIRA. Rosangela Ferreira Leal Fernandes * PLANO DE CARREIRA Rosangela Ferreira Leal Fernandes * As mudanças no cenário político, econômico, social e ambiental das últimas décadas vêm exigindo uma mudança de postura das organizações e dos profissionais

Leia mais

estão de Pessoas e Inovação

estão de Pessoas e Inovação estão de Pessoas e Inovação Luiz Ildebrando Pierry Secretário Executivo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade Prosperidade e Qualidade de vida são nossos principais objetivos Qualidade de Vida (dicas)

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FEA USP ARTIGO

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FEA USP ARTIGO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FEA USP ARTIGO COMO AS MUDANÇAS NAS ORGANIZAÇÕES ESTÃO IMPACTANDO A ÁREA DE RECURSOS HUMANOS Paola Moreno Giglioti Administração

Leia mais

Os Sistema de Administração de Gestão de Pessoas

Os Sistema de Administração de Gestão de Pessoas Os Sistema de Administração de Gestão de Pessoas As pessoas devem ser tratadas como parceiros da organização. ( Como é isso?) Reconhecer o mais importante aporte para as organizações: A INTELIGÊNCIA. Pessoas:

Leia mais

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade Tema Sistemas de Gestão da Qualidade Projeto Curso Disciplina Tema Professor Pós-graduação Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade Sistemas de Gestão da Qualidade Elton Ivan Schneider Introdução

Leia mais

TEOREMA CONSULTORIA Rua Roma, 620 Sala 81-B,Lapa Capital- SP CEP: 05050-090 www.teoremaconsult.com.br

TEOREMA CONSULTORIA Rua Roma, 620 Sala 81-B,Lapa Capital- SP CEP: 05050-090 www.teoremaconsult.com.br Cursos para Melhoria do desempenho & Gestão de RH TEOREMA CONSULTORIA Rua Roma, 620 Sala 81-B,Lapa Capital- SP CEP: 05050-090 www.teoremaconsult.com.br Administração do Tempo Ampliar a compreensão da importância

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

Política de Recursos Humanos do Grupo Schindler

Política de Recursos Humanos do Grupo Schindler Política de Recursos Humanos do Grupo Schindler 2 Introdução A política corporativa de RH da Schindler define as estratégias relacionadas às ações para com seus colaboradores; baseia-se na Missão e nos

Leia mais

NOSSA MISSÃO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES

NOSSA MISSÃO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES Desde 1999 NOSSA MISSÃO AÇÕES DE TREINAMENTO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES MISSÃO Inspirar nossos clientes para a expansão de ideias e formação de relacionamentos saudáveis e duradouros no ambiente

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Elisa Maçãs IDÉIAS & SOLUÇÕES Educacionais e Culturais Ltda www.ideiasesolucoes.com 1

Leia mais

VISÃO. Nossa visão é agregar valor sustentável ao cliente, desenvolvendo controles e estratégias que façam com que o crescimento seja contínuo.

VISÃO. Nossa visão é agregar valor sustentável ao cliente, desenvolvendo controles e estratégias que façam com que o crescimento seja contínuo. QUEM É A OMELTECH? VISÃO Nossa visão é agregar valor sustentável ao cliente, desenvolvendo controles e estratégias que façam com que o crescimento seja contínuo. missão A Omeltech Desenvolvimento atua

Leia mais

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM É COM GRANDE PRAZER QUE GOSTARÍAMOS DE OFICIALIZAR A PARTICIPAÇÃO DE PAUL HARMON NO 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BPM!! No ano passado discutimos Gestão

Leia mais

RESUMO DE CONCLUSÃO DE CURSO

RESUMO DE CONCLUSÃO DE CURSO RESUMO DE CONCLUSÃO DE CURSO CONCEITO Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem

Leia mais

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade Evolução da Gestão da Qualidade Grau de Incerteza Grau de complexidade Adm Científica Inspeção 100% CEQ Evolução da Gestão CEP CQ IA PQN PQN PQN TQM PQN MSC GEQ PQN PQN Negócio Sistema

Leia mais

Business & Executive Coaching - BEC

Business & Executive Coaching - BEC IAC International Association of Coaching Empresas são Resultados de Pessoas José Roberto Marques - JRM O Atual Cenário no Mundo dos Negócios O mundo dos negócios está cada vez mais competitivo, nesse

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br

GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br Guia de Estudo Vamos utilizar para a nossa disciplina de Modelagem de Processos com BPM o guia

Leia mais

Qualidade de Vida no Trabalho

Qualidade de Vida no Trabalho 1 Qualidade de Vida no Trabalho Alessandra Cristina Rubio¹ Thiago Silva Guimarães² Simone Cristina Fernandes Naves³ RESUMO O presente artigo tem como tema central a Qualidade de Vida no Trabalho, com um

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp

Leia mais

Liderança Estratégica

Liderança Estratégica Liderança Estratégica A título de preparação individual e antecipada para a palestra sobre o tema de Liderança Estratégica, sugere-se a leitura dos textos indicados a seguir. O PAPEL DE COACHING NA AUTO-RENOVAÇÃO

Leia mais

DSI é o processo cujo objetivo é introduzir mudanças num sistema de informação, com objetivo de melhorar o seu desempenho.

DSI é o processo cujo objetivo é introduzir mudanças num sistema de informação, com objetivo de melhorar o seu desempenho. - DSI DSI é o processo cujo objetivo é introduzir mudanças num sistema de informação, com objetivo de melhorar o seu desempenho. Preocupação: Problema técnicos Mudança na natureza e conteúdo do trabalho

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO Indicadores e Diagnóstico para a Inovação Primeiro passo para implantar um sistema de gestão nas empresas é fazer um diagnóstico da organização; Diagnóstico mapa n-dimensional

Leia mais

Perfil Caliper SUPER de Vendas The Inner Seller Report

Perfil Caliper SUPER de Vendas The Inner Seller Report Perfil Caliper SUPER de Vendas The Inner Seller Report Avaliação de: Sr. João Vendedor Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Copyright 2012 Caliper & Tekoare. Todos os direitos

Leia mais

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa.

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa. A Liderança Faz a Diferença Guia de Gerenciamento de Riscos Fatais Introdução 2 A prevenção de doenças e acidentes ocupacionais ocorre em duas esferas de controle distintas, mas concomitantes: uma que

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Inteligência. Emocional

Inteligência. Emocional Inteligência Emocional Inteligência Emocional O que querem os empregadores?? Atualmente, as habilitações técnicas específicas são menos importantes do que a capacidade implícita de aprender no trabalho

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios

Leia mais

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS Cesar Aparecido Silva 1 Patrícia Santos Fonseca 1 Samira Gama Silva 2 RESUMO O presente artigo trata da importância do capital

Leia mais

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES t COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES Joaquim Domingos Maciel Faculdade Sumaré joaquim.mackim@gmail.com RESUMO: Este artigo pretende alertar estudantes e profissionais para a compreensão

Leia mais

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO ESPÍRITO SANTO FACASTELO Faculdade De Castelo Curso de Administração Disciplina: Qualidade e Produtividade PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO 1 Profa.: Sharinna

Leia mais

TEORIAS DE CONTÉUDO DA MOTIVAÇÃO:

TEORIAS DE CONTÉUDO DA MOTIVAÇÃO: Fichamento / /2011 MOTIVAÇÃO Carga horária 2 HORAS CONCEITO: É o desejo de exercer um alto nível de esforço direcionado a objetivos organizacionais, condicionados pela habilidade do esforço em satisfazer

Leia mais

Capacitando Profissionais

Capacitando Profissionais Capacitando Profissionais 2014 Setup Treinamentos & Soluções em TI www.setuptreinamentos.com APRE SENTA ÇÃ O A atual realidade do mercado de trabalho, que cada dia intensifica a busca por mão-de-obra qualificada,

Leia mais

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008

Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Seção: Entrevista Pág.: www.catho.com.br SABIN: A MELHOR EMPRESA DO BRASIL PARA MULHERES Viviane Macedo Uma empresa feita sob medida para mulheres. Assim

Leia mais

MANUAL DA QUALIDADE Viva Vida Produtos de Lazer Ltda. Manual da Qualidade - MQ V. 1 Sistema de Gestão da Qualidade Viva Vida - SGQVV

MANUAL DA QUALIDADE Viva Vida Produtos de Lazer Ltda. Manual da Qualidade - MQ V. 1 Sistema de Gestão da Qualidade Viva Vida - SGQVV MANUAL DA QUALIDADE Manual da Qualidade - MQ Página 1 de 15 ÍNDICE MANUAL DA QUALIDADE 1 INTRODUÇÃO...3 1.1 EMPRESA...3 1.2 HISTÓRICO...3 1.3 MISSÃO...4 1.4 VISÃO...4 1.5 FILOSOFIA...4 1.6 VALORES...5

Leia mais

O Processo De Melhoria Contínua

O Processo De Melhoria Contínua O Processo De Melhoria Contínua Não existe mais dúvida para ninguém que a abertura dos mercados e a consciência da importância da preservação do meio ambiente e a se transformaram em competitividade para

Leia mais

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações Prof Rodrigo Legrazie Escola Neoclássica Conceitua o trabalho como atividade social. Os trabalhadores precisam muito mais de ambiente adequado e

Leia mais

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade Eficácia e Liderança de Performance O Administrador na Gestão de Pessoas Grupo de Estudos em Administração de Pessoas - GEAPE 27 de novembro

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Existem três níveis distintos de planejamento: Planejamento Estratégico Planejamento Tático Planejamento Operacional Alcance

Leia mais

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Miriam Regina Xavier de Barros, PMP mxbarros@uol.com.br Agenda Bibliografia e Avaliação 1. Visão Geral sobre o PMI e o PMBOK 2. Introdução

Leia mais

Informações sobre o Curso de Administração

Informações sobre o Curso de Administração Objetivo Geral do Curso: Informações sobre o Curso de Administração Prover a sociedade de profissional dotado de senso crítico e comportamento ético-profissional qualificado. Um Administrador criativo,

Leia mais

O desafio da liderança: Avaliação, Desenvolvimento e Sucessão

O desafio da liderança: Avaliação, Desenvolvimento e Sucessão O desafio da liderança: Avaliação, Desenvolvimento e Sucessão Esse artigo tem como objetivo apresentar estratégias para assegurar uma equipe eficiente em cargos de liderança, mantendo um ciclo virtuoso

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.3 Curso: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Disciplina: Qualidade de Software Profa. : Kátia Lopes Silva 1 QUALIDADE DE SOFTWARE Objetivos: Introduzir os três modelos para implementar

Leia mais

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Um jeito Diferente, Inovador e Prático de fazer Educação Corporativa Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Objetivo: Auxiliar o desenvolvimento

Leia mais

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento;

o planejamento, como instrumento de ação permanente; a organização do trabalho, como produto efetivo do planejamento; FRANCISCO BITTENCOURT Consultor Sênior do MVC VISÃO, AÇÃO, RESULTADOS Visão sem ação é um sonho, sonho sem visão é um passatempo. Fred Polak INTRODUÇÃO No conhecido diálogo entre Alice e o gato Ceeshire,

Leia mais

Premissas para implantação do Gerenciamento pelas Diretrizes GPD - em uma instituição de ensino superior: uma análise bibliográfica

Premissas para implantação do Gerenciamento pelas Diretrizes GPD - em uma instituição de ensino superior: uma análise bibliográfica Premissas para implantação do Gerenciamento pelas Diretrizes GPD - em uma instituição de ensino superior: uma análise bibliográfica Marcos Tadeu Moraes de Castro Mestre em Administração de Produção administração@asmec.br

Leia mais