Mergulhar nas berlengas por José Alberto

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1 nº4 Março/abril outdoor Torna-te fã Revista Mergulhar nas berlengas por José Alberto fotografia com Nuno Sá Banco de Arguim, o paraíso desconhecido! por Aurélio Faria descobrir o oeste Atividades em família BRUNO PAIS Triatlo uma paixão! GEOPARQUE AÇORES 9 ilhas, 1 geoparque

2 Desfruta de uma actividade fantástica e divertida com o teu grupo de amigos Para além de sermos das poucas empresas licenciadas para fazer Rafting no Rio Paiva, garantindo assim a melhor segurança, possuimos também características únicas que fazem a aventura do Rafting um excelente dia de animação, com uma qualidade inigualável do serviço. Com 16 anos de experiência conseguimos o serviço com mais qualidade e animação do mercado!

3 Passatempo A tua foto vale prémios! envia uma foto tua que se enquadre com actividades de Desporto Aventura e Natureza... para com o assunto Passatempo revista Outdoor e ganha uma actividade grátis! As 4 fotos mais votadas ganham prémios! 1º lugar: Rafting 2º lugar: Hidrospeed 3º lugar: Bungee Jumping 4º lugar: Bridge Jumping Notas: - passatempo válido até 31 de Março - o prémio é individual.

4 chegou o número 4! Editorial Ficha técnica O calor já se faz sentir, assim como a vontade de sair e partir à descoberta com este mote vem o novo número da Outdoor! A palavra crise está na ordem do dia mas, num país fabuloso como o nosso, ao nível de recursos naturais, ficar em casa não é a melhor opção! Temos uma costa magnífica, um interior repleto de pequenos paraísos inexplorados e é isso que queremos desvendar. Venha daí viver e experienciar aqueles pequenos prazeres que fazem de uma aventura, uma recordação para a vida. Nesta edição, para além das habituais sugestões de atividades outdoor, partimos à descoberta do Oeste mergulhámos nas Berlengas e explorámos a região. Lá fora, encontrámos um paraíso desconhecido: o Banco de Arguim. Voltando ao nosso país, estivemos à conversa com grandes atletas e aventureiros portugueses, aprendemos novas técnicas para conseguir boas fotografias e deixámo-nos fascinar pelo mundo subaquático. São mais de 110 páginas de partilha de experiências, sugestões, dicas e conhecimentos... Aventure-se! E, porque a Revista Outdoor é construída para os nossos leitores, convidamo-lo a participar de forma ativa e a partilhar connosco as suas aventuras e sugestões já para o próximo número, em Maio! Deixe-se contagiar pelo espírito Outdoor e continue a acompanhar todas as novidades no Portal Aventuras. Até Maio e BOAS AVENTURAS! Nuno Neves Edição nº4 WPG Web Portals Lda NPC: Capital Social: ,00 Rua Melvin Jones Nº5 Bc Alfragide Telefone: Fax: Site internet: Registo ERC n.º Editor e Diretor Nuno Neves Marketing, Comunicação e Eventos Isa Helena Sofia Carvalho Revisão Cláudia Caetano Colaboraram neste número: ana lima, Aurélio Faria, bruno pais, Carla Viveiros,cláudio silva, Eva Almeida Lima, João Carlos Nunes, joão melo, josé alberto, josé antónio fernandes, josé saleiro, josé xavier, luís dias, Manuel Paulino Costa, nuno pereira, nuno sá, paulo quintans, pedro alves, ricardo mendes, susana muchacho. Design Editorial Inês Rosado Fotografia de capa nuno sá Desenvolvimento Ângelo Santos 4 Março_Abril 2012 OUTDOOR

5 Diretrizes EDITORIAL 04 GRANDE REPORTAGEM Mergulhar nas Berlengas 06 EM FAMÍLIA ATIVIDADE- Rota do Fresco em Guimarães 14 AVENTURA - Buggy off road & Kartcross 18 aventura DESAFIO Preparação de uma viagem em autonomia 22 RELATO Banco de Arguim, o paraíso desconhecido! 28 EVENTO Triatlo Internacional de Lisboa 34 entrevista Bruno Pais - Triatlo Uma paixão! nº4 Março_Abril 2012 POR TERRA INDOOR Preparaçao Indoor para Triatlo 42 CRÓNICA Pico Açores Portugal 44 ATIVIDADE Bridge Jumping 50 RELATO Um dia na Natureza 52 POR ÁGUA ENTREVISTA Volta Ibérica 58 ar ATIVIDADE Paramotor 62 FOTOGRAFIA TRUQUES E DICAS Fotografar Ondas - Por João Melo 66 FOTO DO MÊS Baía de Entre Montes, Faial, Açores 72 PORTFOLIO DO MÊS Nuno Sá 74 Aplicação para iphone e ipad Camera + 82 SOS Como fazer Fogo 86 DESCOBRIR GEOPARQUE AÇORES, 9 ilhas, 1 geoparque 90 EVENTO - Milenio Titan Desert By Gaes REGIÃO OESTE - Um paraíso aqui tão perto 98 Pousada de Juventude da Areia Branca 104 LIVRO AVENTURA - Açores Whale Watching 106 receita outdoor - Banana caramelizada e batata recheada 107 kids Férias da Páscoa com Aventura! 108 ATIVIDADES OUTDOOR 112 A ilha da Berlenga e o mergulho apresentma-se como tema principal desta grande reportagem. No meio do Atlântico, José Alberto dá-nos a conhecer um paraíso aqui tão perto, onde o Oeste se pinta de laranja e todos os segredos de uma saída de mergulho. 28 Nesta viagem, vamos descobrir os encantos deste paraíso desconhecido na Mauritânia. Aurélio Faria desvenda-nos algumas das curiosidades do Parque Nacional do Banco de Arguim. 74 DESPORTO ADAPTADO Salvador aprova Lord Nelson 118 ESPAÇO APECATE 122 Turismo Náutico A fechar 126 Nuno Sá, fotógrafo profissional, especialista em fotografia de vida selvagem de temas marinhos, mostra-nos o seu portfólio de vida marinha. Entre chachalotes, tubarões e tartarugas é incrível o poder do detalhe de cada uma das fotografias. Os textos e imagens presentes na Revista Outdoor são da responsabilidade dos seus autores. Não é premitido editar, reproduzir, duplicar, copiar, vender ou revender, qualquer informação presente na revista.

6 Grande Reportagem Por José Alberto mergulhar nas berlengas... 6 Setembro_Outubro Março_Abril 2012 OUTDOOR 2011 OUTDOOR

7 Fotos: José Alberto O sol brilha em Peniche, um dia calmo de outono. As tão faladas alterações climáticas também já aqui marcam a sua posição, os nevoeiros matinais típicos da Costa de Prata são cada vez mais raros. Check-in no centro de mergulho, vestimos o fato e preparamos um saco com o material necessário para os mergulhos, dizem- -nos que as garrafas estão no cais de embarque e será lá que vamos montar o nosso equipamento. Tomamos um lugar numa das carrinhas do centro e lá vamos nós para o porto de Peniche, um instante. No cais a azáfama é grande, 3 barcos só do nosso centro estão encostados e a cada um está destinado um programa diferente. Curioso o facto de o nosso centro ter tudo da mesma côr para não haver confusões com o equipamento de outros centros. Há garrafas separadas por barco e dentro de cada barco há diferentes tamanhos e misturas, tudo já preparado na véspera consoante as reservas que cada cliente fez, sistema eficiente. Agarramos nas garrafas que nos foram atribuídas e montamos o nosso equipamento de mergulho. Tudo verificado, tudo OK. Grande Reportagem Mergulhar nas Berlengas Seguimos então viagem a caminho da Reserva Natural das Berlengas A embarcação Coris desliza calmamente nas águas do porto, respeitando a velocidade limitada até à saída da Barra e é aí que a aventura propriamente dita começa. O motor de 300 cavalos faz-se ouvir e o barco dispara. Curva à direita no fim do molhe e lá vamos a caminho. Com o mar calmo, rapidamente atingimos a velocidade de cruzeiro de 22 nós e em poucos minutos chegamos ao Cabo Carvoeiro. As Berlengas têm o mais antigo estatuto de proteção integral existente em Portugal, já em 15 de novembro de 1465, uma carta d el Rei D. Afonso V mandatava que nas Berlengas do mar pessoa alguma vá caçar. A Reserva Natural da Berlenga propriamente dita foi criada em 3 de setembro de 1981, inicialmente com uma área de 1063 ha. Atualmente está classificada como Reserva da Biosfera da UNESCO, compreende todo o arquipélago das Berlengas, Estelas e Farilhões e tem uma área total de 9560 hectares. A vista aqui é deslumbrante, o cabo moldado por milénios de ventos e tempestades e o rochedo Nau dos Corvos, resistente ainda, até que um temporal maior se encarregue de finalmente um dia o vencer e derrubar. Com uma imagem tão forte nem nos lembrámos de olhar em frente. A Berlenga já se nos apresenta com a sua silhueta tão característica e marcante. Agora é navegar, navegar, mas como já tinhamos sido informados o nosso destino para já não é a Berlenga. Nós vamos passar ao lado dela e seguimos diretos para os Farilhões. OUTDOOR Março_Abril

8 Grande Reportagem Ao passar próximos da Berlenga conseguimos perceber a sua cor rosa-alaranjado, o tão famoso maciço granítico que aqui se formou há já 280 milhões de anos na mesma altura em que intensos movimentos geológicos deram origem ao Supercontinente Pangea. Curiosamente não há mais deste tipo de rocha em milhares de Kms em redor, só mesmo a Berlenga e os ilhéus das Estelas têm esta composição. Já os Farilhões têm uma história mais recente, 180 milhões de anos, tendo ficado como resultado da deriva dos continentes, quando da divisão da Pangea se formaram a Laurásia e Gonduana. São compostos por Gneisse e xistos sendo a sua côr predominante o cinzento. A água que começou por ser verde junto ao cabo Carvoeiro foi-se tornando azul-turquesa à medida que nos aproximámos da Berlenga está agora a tornar-se azul-chumbo, um azul mais intenso que se deve à maior profundidade e às características das águas já oceânicas em que nos encontramos. De repente, o barco faz uma mudança rápida de rumo e há alguma agitação a bordo. O que se passa, interrogamo-nos? Foi o Skipper que avistou Golfinhos ( Delphinus delphis) e se dirige para eles. Nem tem que ter muito trabalho, imediatamente o grupo se acerca da embarcação para brincar na sua proa e saltar nas ondas da sua esteira. Os Golfinhos adoram acompanhar as embarcações. É a histeria total dentro do barco. Grita-se, assobia-se, acena-se, olha ali, e ali, e há uma cria, olha olha! Há lágrimas de emoção em algumas caras e eu não consigo evitar um nó na garganta. Não preciso de mais nada por hoje, o meu dia já está ganho... Mas há mais, muito mais, vamos continuar. Não estamos a ir bem na direção dos Farilhões, seguimos um pouco mais para a direita destes, Estibordo, dizem nas linguagens de marinheiros. Há lágrimas de emoção em algumas caras e eu não consigo evitar um nó na garganta. Não preciso de mais nada por hoje, o meu dia já está ganho... Corvo marinho de crista Água-Viva Peixe-Lua Mais 10 minutos e estamos a chegar ao nosso spot de mergulho, 3 Picos, diz-nos o guia. Faz- -nos um breafing, verificamos parceiros, tudo bem, caímos na água, e nadamos para a frente do barco para descermos pelo cabo do ferro, como combinado. É quando estamos aí, agarrados ao cabo que temos o primeiro assombro. Conseguimos ver o fundo! Está a 20 metros de profundidade e nós conseguimos ver o fundo, a água tem uma cor linda mas ao mesmo 8 Março_Abril 2012 OUTDOOR

9 Vista sobre o carreiro do mosteiro Vista sobre o carreiro do mosteiro Tromba do elefante tempo qualquer coisa está estranha, parece haver movimento junto ao fundo... Já estamos todos e o guia dá ordem de descida. Vamos, então, sempre agarrados ao cabo, como combinado e é à medida que vamos descendo que percebemos o que se movia. São cardumes de Carapaus, milhares de carapaus que circulam à volta destes cabeços, num espetáculo azul e prata, dança sincronizada conduzida pela mão de Neptuno, incrível! Seguimos então o Guia que se desloca calmamente. O espetáculo é incrível! A parede está coberta de Gorgóneas Azuis, que se tornam roxas e depois avermelhadas à medida que nos aproximamos e as iluminamos com as nossas lanternas de mergulho; misturadas com estas há também Gorgóneas brancas, um espetáculo que só me faz lembrar das fotos que sempre vemos de mares tropicais, só que nós estamos no centro de Portugal, na Europa,Paralelo 39. Avançamos então até a um canyon e aqui apresenta-se-nos o espetáculo mais impressionante de todos. Nós estamos a subir, ligeiramente, a olhar para cima e o número de peixes é absolutamente incrível, descem pelo canyon e cruzam-se connosco, calmamente, continuamente, de onde virá tanto peixe? Fazemos sinais uns aos outros, tentamos inventar sinais para fantástico, assombroso, fazemos simplesmente muitos OK. Agora o cardume ganhou vida, parece uma chuvada intensa, 10 pequenos atuns fizeram um ataque e alteraram a harmonia natural dos carapaus, novamente olhamos uns para os outros, OK, OK, OK. Nunca tinha visto nada assim, não resisto a apertar a mão da minha parceira, estamos felizes. Vamos então seguir para o cabo para subirmos. Grande Reportagem Mergulhar nas Berlengas O ambiente em cima do barco é de completo assombro e satisfação, todos queremos contar o que vimos, como se não tivéssemos todos visto... Mas queremos contar na mesma. Vamos agora seguir para a Berlenga para almoçar, a pequena aragem que corria de manhã parou de todo e agora o mar está absolutamente parado, espelhado. Cruzamos mais uma vez a água azul, agora todos com os olhos no horizonte, à procura dos Golfinhos, mas estes não aparecem... Já perto da Berlenga, junto ao Cerro da Velha o Coris imobiliza-se de novo e o skipper grita Luas! Somos então presenteados com mais um dos espetáculos das Berlengas, os cardumes de Peixes-lua que saltam fora de água ninguém sabe exatamente porquê, talvez porque como têm muitos parasitas na pele OUTDOOR Março_Abril

10 Grande Reportagem queiram atrair as Gaivotas para os limparem ou talvez porque simplesmente se divirtam com isso. É fantástico como estes peixes tão pouco ortodoxos, quase anti-naturais conseguem atingir uma velocidade que lhes permite saltar tão fácilmente fora de água, é também marcante o brilho da sua pele refletindo a luz solar parecendo assim uns círculos brilhantes. Encostamos então ao cais da Berlenga, na pequena e acolhedora praia descansam os já poucos turistas de outono, nós ficamos pelo cais enquanto calmamente deglutimos o piquenique que o Centro de Mergulho nos preparou. Aproveitamos para conversar com os mergulhadores que seguiram nas outras embarcações e partilhar as experiências que tivemos no primeiro mergulho do dia. Vamos então dar um passeio pela ilha. Mal saímos do Bairro dos pescadores as Lagartixas tornam-se o elemento predominante. Típico dos répteis insulares, as Lagartixas de Bocage, aqui com uma subespécie endémica (Podarcis bocagei berlelengensis) são intrinsecamente confiantes. Já avisado não deixo de levar um bocadinho de maçã que faz as delícias destes pequenos répteis pois tendo poucos lugares onde beber deliciam- -se com o suco açucarado e fresco da fruta. Continuamos a subir, vamos contornando a encosta A Berlenga chama o Homem desde que há registos de civilização. Ainda antes de Cristo a então chamada ilha de Saturno era um lugar sagrado onde se celebrava o culto da Deusa Baal- -Mekart. De marinheiros há vestígios e relatos de Romanos e Vikings, depois de piratas e corsários ingleses e mouros. Em 1513 fundou-se o Mosteiro da Misericórdia que serviu de retiro aos monges da Ordem de São Jerónimo durante 35 anos mas os corsários não lhes davam trégua, inclusive capturando-os para o mercado de escravos do norte de África e o Mosteiro acabou por ser abandonado. Dele nada ficou estando agora o Restaurante Mar e Sol construído sob as suas ruínas. No reinado de D. João IV erigiu-se a fortaleza de S.João Batista, palco de inúmeras batalhas sendo a mais famosa a do ataque, em 1666, da Esquadra castelhana composta por 14 Naus e 1 Caravela, comandada por D. Diogo Ibarra, a que a guarnição de menos de 20 homens, comandada pelo Cabo Avelar Pessoa resistiu durante dois dias, provocando grande número de mortes aos invasores inclusive afundando 1 Nau e danificando sériamente várias outras, antes de se render. Depois a estabilidade das alianças marítimas tirou-lhe protagonismo até que acabou por ser abandonada de presença militar em Já no sec. XX foi ainda usada como Pousada mas a crescente exigência do turismo tornou- -a obsoleta sendo agora usada como abrigo de férias para a Associação dos amigos da Berlenga e encontrando-se num estado muito degradado. Golfinhos 10 Setembro_Outubro 2011 OUTDOOR

11 no caminho para o farol. De um lado vemos o vale do carreiro dos Cações e a pujante vista para os Farilhões. Quanto mais subimos mais grandiosa é a vista, todo um mar azul que nos conduz agora o olhar para o Cabo Carvoeiro, Peniche, a imponente serra de Montejunto e seguindo a linha do horizonte continuamos até à Serra de Sintra e ao Cabo da Roca. A ilha está já bastante seca, reclama as primeiras chuvas do outono que lhe trarão um novo manto verde vivo de Urtigas. Por agora são as espécies endémicas mais rústicas e adaptadas como a Armeria berlenguensis e a Herniaria berlengiana que lhe mantém algum verde fora da encosta dos invasores Chorões. As gaivotas são omnipresentes, tornaram-se o grande problema da reserva. Pressionam as outras aves, os aparentemente já extintos Sardões da Berlenga terão sido uma das suas vítimas. A situação tornou-se de tal modo preocupante que agora os vigilantes da Natureza tem de partir anualmente grande parte dos seus ovos. Nós seguimos para o Forte. Disseram-nos que a vista da descida para o Forte é deslumbrante, objeto de inúmeras fotografias e quadros. E é, de facto, uma aproximação fantástica, sempre a serpentear até chegar à escadaria final, duzentos e não sei quantos degraus, até às pontes com arcos que nos dão acesso ao maciço sobre o qual foi erigido o Forte, obra impressionante de engenharia se nos lembrarmos da época em que foi feito. O atual aspeto degradado não deixa de ter uma certa magia e é fácil imaginar o ambiente de outros tempos, o grito de alerta e a correria para as ameias e bocas de fogo para repelir qualquer invasor. Voltamos para o cais de embarque. Quando chegamos já o barco se encontra completo, só faltamos nós. Pedimos desculpa aos demais mas não parece haver quaisquer incómodos, isto é para ser levado com calma, estamos cá para nos divertirmos... Constatamos que nos Grande Reportagem Mergulhar nas Berlengas Lírios Garoupa Nudibrânquios Quanto mais subimos mais grandiosa é a vista, todo um mar azul que nos conduz agora o olhar (...) Polvo OUTDOOR Março_Abril

12 Grande Reportagem subtituiram as garrafas, mais um bom serviço do centro. O grupo decidiu, pela usual maioria, ir fazer o segundo mergulho num local emblemático, a Cova-do-Sono. É supostamente uma baía muito calma, onde se faz um mergulho muito relaxante. OK, emoções fortes já tivemos muitas por hoje, vamos lá. No entanto só a simples e pequena viagem para chegar ao spot de mergulho é toda ela um sobressalto. Afastamo-nos um pouco do cais o que nos permite ter uma visão privilegiada da costa sul da Ilha, toda a rocha reflete o calor colorido da luz solar. A fortaleza, vista de fora, é uma verdadeira joia, qual Topázio laranja forte. Corvos-marinhos de Crista observam-nos dos seus pontos de repouso, silhuetas de Totem a secar as asas ao sol. Avançamos de encontro à ilha, parece que vamos mesmo bater nela mas afinal não, entramos por uma gruta dentro, manobra arriscada, pensamos, mas não, o skipper governa o Coris graciosamente através do que afinal é uma passagem, o Furado Grande, passagem secreta que, qual portal, nos faz aparecer noutra dimensão, noutra maravilha da Berlenga, a baía da Cova-do-Sono. Uma baía mágica com a sua meia-cúpula, de 60 metros de altura. Tão grandiosa é esta abóboda que um casal de Falcões-peregrinos não resistiu É supostamente uma baía muito calma, onde se faz um mergulho muito relaxante. OK, emoções fortes já tivemos muitas por hoje, vamos lá. a elegê-lo como local de nidificação, fortaleza inatingível com vista privilegiada para o pôr do sol. Mas estamos aqui para mergulhar, a água tem aqui uma côr totalmente diferente de hoje de manhã, azul-turquesa, lindo, qual postal das Caraíbas. É-nos dado o breafing, podemos mergulhar sózinhos se quisermos, vamos fazer isso mesmo. Caímos na água, aquário multicôr, peixes, peixes, peixes por todo o lado. Circulam à nossa volta, cardumes infindáveis de Salemas e Sargos, Safias que se entretêm em composições visuais, como se nos apontássem o caminho a seguir, todos os buraquinhos nas rochas, tudo está tapado de vida, esponjas, anémonas, Camarões... Vermelho, laranja, amarelo, se Paul Gauguin alguma vez tivésse mergulhado o que não teria pintado. Acercamo-nos de um polvo, testamos a sua curiosidade, nunca falha, de pronto lá vem um tentáculo que nos agarra a mão e nos tenta puxar para o seu buraco. Por ali ficamos um bocado, nem todos os dias se faz um amigo... Mas lá nos resolvemos a seguir, entramos numa pequena gruta, como indicado, para visitar as enormes Abróteas, que vão e vêm, curiosas com as nossas luzes. Voltamos a sair, mais um passe de má- 12 Março_Abril 2012 OUTDOOR

13 Islândia gica, a incrível luz azul a sair do furado, milhares de peixinhos juvenis que cintilam à nossa frente, já são estímulos demais num só dia, parte destas memórias vão ser perdidas de certeza. Agora é um Choco que se vem meter com a minha companheira, tentáculos levantados em desafio, um mosaico de cores iridescentes que não param de mudar no seu corpo, o que estará a tentar dizer, ele lá sabe. Mais uma vez voltam as Salemas, qual Zebras douradas, lantejoulas a cintilar ao sol. Estamos cercados, somos nós que estamos no aquário a ser observados... A minha companheira já tem frio, vamos ter de subir, acabaram-se os mergulhos por hoje, também já estou satisfeito. Mais uma vez no barco as vozes elevam-se, todos a contar as suas aventuras, viram o Polvo, e o Choco?... Mas agora é hora de ir embora. Vamos ainda passar junto à Tromba do Elefante, mais um local emblemático da ilha, sempre com o seu grupo de Corvos-Marinhos a apanhar sol. Pena que já não hajam Airos, as alterações climáticas levaram-nos mais para norte, já não fazem da Berlenga a sua base de nidificação. Fica a história dos milhares de casais existentes nos anos 30, fica também o símbolo para a reserva. Regressamos a terra, o mar é agora um espelho, só recortado pelas esteiras dos barcos que retornam a Peniche, o farol e a Nau dos Corvos cada vez mais próximos, a calma tomou conta do barco, há quem durma. É Morfeu que vem roubar os adoradores de Neptuno. Só acordam com a curva mais apertada com que o skipper costuma presentear os mergulhadores ao fim do dia, ao entrar no porto... Conduzo já de volta a Lisboa, mil e uma imagens e sensações degladiam-se na minha cabeça. Eu e a companheira revivemos todas as emoções, todas as experiências. Fantásticas as Berlengas, fantástico o centro de mergulho, e afinal aqui tão perto. O sol cai já sobre o Atlântico, toda a paisagem do Oeste se pinta de laranja, como a Berlenga, a mágica Berlenga, onde nós já só pensamos em voltar. ø José Alberto OUTDOOR Março_Abril

14 Em Família Atividade rota do fresco especial guimarães 14 Janeiro_Fevereiro 2012 OUTDOOR

15 Há uma história por contar, por refazer, de forma inesperada, em monumentos recuados do nosso país: na Rota do Fresco Especial Guimarães, convidamo-lo a ser o protagonista da descoberta de património românico e gótico da região vimaranense; um património outrora preenchido de frescos quinhentistas e que circunstâncias inimagináveis alteraram por completo. Duvide do que vê, do que visita e aprenda a reconhecer e utilizar as pistas de uma história por contar. Em Família Atividade Aproveitando não somente a circunstância especialíssima de Guimarães ser, este ano, uma Capital Europeia da Cultura, mas também as Festas únicas de Serzedelo e os seus longos, cheios e coloridos tapetes de flores, propomos uma incursão minhota da Rota do Fresco, deixando, por uma vez, o nosso território de eleição o Alentejo. A Rota do Fresco Especial Guimarães conta a história, num programa de 4 dias, de um conjunto significativo de edifícios religiosos do período Românico ou no advento do Gótico que, por circunstâncias diversas, viram as suas paredes, originalmente forradas de pintura mural a fresco, despedidas deste seu manto colorido. O que porpomos assim é uma verdadeira reconstituição da história original de há 500 anos atrás mas, também, daquela que, entre os anos 30 e 70 do século XX, alterou por completo o panorama visual e a imagem que ainda temos destes edícios, levando-nos a tomar a sua atual aparência como um dado adquirido. No primeiro dia do nosso programa, chegados a Guimarães ao final da manhã, poisamos as malas no nosso Hotel e vamos merecidamente almoçar um belíssimo Bacalhau com broa, para inaugurarmos a preceito Fazemos a digestão a pé, até à Igreja do Convento de S. Francisco onde começamos esta história do património que "afinal não é o que aparentava ser" No final da tarde, liberdade total para desvendar o Centro Histórico e as suas múltiplas lojas de artesanato, gourmet, e outras coisas boas À noite, espera- -nos um Espectáculo Guimarães 2012 "Il Mestiere dele Armi" e, por fim, descansamos No segundo dia, começamos cedo, com altares amovíveis na Igreja de S. Salvador do Pinheiro e, de lanterna em punho, descobrimos o que se esconde lá por detrás Continuamos no interior OUTDOOR Março_Abril

16 Em Família rural do concelho com a semi-perdida Igreja de Santa Maria de Corvite e paredes repletas de frescos quinhentistas; avançamos para a Igreja de S. Romão de Arões e refazemos a história da intervenção neste edifício. Almoçamos já em Fafe, e descansamos no regresso até Guimarães. Ao início da tarde, agora sempre a pé, visitamos o novecentista Paço dos Duques de Guimarães e terminamos com uma "late visit" ao Museu Alberto Sampaio e à sua absolutamente única Sala dos Frescos. Ao cair da noite, subimos à Penha no Teleférico, vemos as vistas, respiramos ar puríssimo, e jantamos repousadamente uns filetes afamados. Ao terceiro dia, incorremos noutros territórios que não apenas vimaranenses e descobrimos igrejas pintadas por completo no século XVI mas com diferentes vicissitudes subsequentes: Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso (Vila Nova de Famalicão) e Igreja de S. Paio de Midões (Barcelos) ocupam-nos a manhã. Almoçamos em Braga e seguimos para a sempre fechada (mas não para nós ) Capela da Glória da Sé. Terminamos com a belíssima e imponente 16 Março_Abril 2012 OUTDOOR

17 Igreja românica de Fonte da Arcada (Póvoa do Lanhoso) com pinturas a cobrir todo uma capela-mor, vendo miraculosamente quer as que ainda lá estão, quer as que já não estão lá E, em jeito de despedida, damos um pé de dança tradicional com o Rancho Folclórico da Corredoura, em espaço aberto no largo do Santuário de S. Torcato. A noite é ocupada com uns bem leves rojões com papas de serrabulho. Antes de partir, durante a manhã, andamos por Serzedelo, onde há uma festa única que celebra a dedicação, a partilha e a comunidade: assistimos à Festa das Cruzes e ao seu infindável tapete de flores, terminando da melhor forma esta rota de descoberta por um património desconhecido pertença de todos nós. A visita à Igreja de Santa Cristina permite-nos juntar todas as peças do puzzle da nossa história "Rota do Fresco Especial Guimarães". E por fim, um último almoço minhoto com um perfeito cozido à portuguesa. Em Família Atividade No final deste caminho, terá sido cada um dos visitantes o verdadeiro reconstrutor da história perdida dos frescos da região de Guimarães. ø Catarina Valença Rota do Fresco ficha técnica Datas: 3 a 6 de Maio de 2012 pela Festa das Cruzes de Serzedelo Promotor: Rota do Fresco Parceiros: Associação A Muralha, Guimarães Turismo Contactos: OUTDOOR Março_Abrill

18 Em Família Aventura Buggy off road & Kartcross Um passeio que à partida parece ser apenas indicado para os mais audazes e experientes, releva-se uma grande surpresa para muitos. A versatilidade das viaturas de 2 lugares permitem oferecer diferentes tours adequados a diferentes grupos. No entanto, são as famílias com crianças que esboçam os maiores sorrisos ao experimentar! Esta atividade é, sem dúvida, muito direcionada para este público. Quantas vezes ouvimos os pais e encarregados de educação, a confessarem o quão difícil é encontrar o tempo e a atividade certa que divirta igualmente um adulto e uma criança de forma segura, pedagógica e em contato com a natureza e os seus elemen- 18 Março_Abril 2012 OUTDOOR

19 Em Família Aventura Localizado no Parque Natural de Sintra Cascais, a zona do Praia do Guincho e da Serra de Sintra está recheada de pontos de interesse e de distração para todos. Desde os percursos sinuosos em terra e seus variados obstáculos (...) tos? Muitas! E, sem dúvida, as famílias procuram divertimento sem dar cabo do orçamento. Pois bem, o local onde são realizadas estas aventuras é reconhecidamente uma jóia da natureza. Localizado no Parque Natural de Sintra Cascais, a zona da Praia do Guincho e da Serra de Sintra está recheada de pontos de interesse e de distração para todos. Desde os percursos sinuosos em terra e seus variados obstáculos, às perspetivas sobre o Mar e a Serra de Sintra. Nestes percursos, os mais pequenos, têm a já rara oportunidade de ver formas tradicionais de vida como o pastoreio ou a agricultura. Frequentemente irão cruzar-se com rebanhos de OUTDOOR Março_Abril

20 Em Família ovelhas e cavalos montados por simpáticos cavaleiros que os cumprimentam à sua passagem. Se tudo isto não fosse por si só suficiente, surge a alegria de se sentarem numa divertida viatura, descapotável, rodas largas e conduzida pelo pai ou mãe, numa mistura de sensações difíceis de descrever. A segurança dos participantes é uma óbvia preocupação, e o facto de até ao dia de hoje não ter sido contabilizado um único incidente, permite assegurar que pode divertir-se com toda a segurança em família. O material aconselhado para esta atividade baseia-se na utilização de capacetes, óculos, cinto de segurança e cadeirinha que permite transportar crianças a partir dos 4 anos de idade. A caravana é acompanhada por guias, que comandam o ritmo e fazem alusão a todos os pontos de interesse parando sempre para a sessão de fotografias para mais tarde recordar e partilhar no mural das redes sociais. É sem dúvida um passeio em família a não perder. ø 20 Março_Abril 2012 OUTDOOR

21 Em Família Aventura ficha técnica Dificuldade do Percurso: Baixa Duração: Cerca de 1 hora - meio dia Tipo de percurso: Circular Sugestões: Roupa e calçado adequados à aventura (poderá envolver lama e pó) protetor solar no verão ou agasalho no inverno. Promotor: Guincho Adventours OUTDOOR Novembro_Dezembro

22 Aventura preparação de uma viagem em autonomia 22 Março_Abril 2012 OUTDOOR

23 Fotos: Ricardo Mendes Aventura Preparação Viagem Ricardo Mendes e Filomena Gomes realizaram no passado mês de dezembro uma expedição em bicicleta à Patagónia. Após esta experiência, Ricardo dá-nos alguns conselhos fundamentais para preparar uma expedição em autonomia. Preparação a) Enquadrar o destino à nossa experiência Os sonhos existem para serem concretizados e são eles que nos deviam fazer sair da cama para ir em busca daqueles destinos que muita gente apenas vê no mapa-mundo de papel. Mas uma viagem não se mede em distâncias nem em duração, mas sim na intensidade com que se vive e nem é preciso ir para muito longe. Tudo começou com pequenos passeios que foram evoluindo naturalmente, porque quando se começa a pedalar com entusiasmo e perseverança, vive-se uma paixão capaz de nos levar até ao fim do mundo. Foi assim que percebi que quando temos uma bicicleta, estamos apenas a duas rodas de distância de qualquer lugar. Percorrer a estrada Pan Americana desde o Alaska até Ushuaia pode demorar algum tempo a ser concretizado, especialmente porque os seus quilómetros são uma das variáveis a ter em conta dependendo dos dias de que dispomos. b) Converter pedalada em energia positiva Pedalar na Patagónia com alguns dias de férias era a realidade à medida de alguém que tem um sonho e o procura cumprir. No entanto, a Patagónia é um mundo à parte. Lá tudo é desafio que exige muita experiência, audácia e capacidade de adaptação. O outro desafio era conseguir mudanças positivas através do envolvimento que a bicicleta promove junto das pessoas, dando um sentido solidário a esta viagem. Estas foram as premissas que nos fizeram escolher a Patagónia como destino e associar esta nossa expedição à Operação Nariz Vermelho OUTDOOR Março_Abril

24 Aventura para angariar 1 por cada quilómetro através do financiamento coletivo que a plataforma on-line Crowdfunding proporcionou. c) Entender a região O mundo é muito diverso e fascinante e com a televisão desligada é muito mais seguro. Em todo o lado há pessoas dispostas a partilhar, a ensinar e a confiar em alguém que conheceram minutos antes. Nesta latitude, as marcas humanas são pouco visíveis e a área dispersamente povoada conjuntamente com os famosos ventos e frios glaciares são fatores a ter em conta quando se prepara uma viagem em autonomia com mais de 2000 quilómetros pelas inóspitas regiões da Patagónia e Terra do Fogo, de forma sustentável e ecológica com o auxílio da bicicleta e do GPS. Execução a) Estruturar e planear o itinerário Importa saber que é preciso muito pouco para se viajar em bicicleta: não necessita de ser caro, não obriga a ser um atleta e também não exige cessar de trabalhar. Quando temos limitação de tempo ou orçamento, aí sim o planeamento tem de ser mais rigoroso porque a bicicleta só nos leva ao destino enquanto os pedais não pararem de girar. Ela não tem paredes, nem portas nem janelas mas se levarmos a tenda e o fogão podemos ainda ir mais longe, porque há quem diga que quanto mais gastas, menos viajas. Quem organiza e planeia o seu destino já está a viajar desde que começou a delinear o trajeto recolhendo relatos, histórias e locais para alojamento. Depois só tem de o ajustar às suas preferências e ambições tendo a flexibilidade como palavra-chave de um bom planeamento. Alguns dias de descanso intercalados no meio do itinerário são sempre uma salvaguarda para situações não previstas, e não planear ocupar mais do que 6 a 8horas do dia a pedalar. (...) foi o reviver de varias emoções e sensações, desta vez num grupo diferente e com objectivos distintos, mas com um espírito de coesão e de companheirismo excelentes Durante a nossa viagem, vários episódios alheios ao planeamento podiam ter comprometido o sucesso da mesma: Enquanto o vento e o rípio (quantidades bíblicas de pedras, areia e terra) das estradas nos prendiam ao solo e por vezes nos fazia andar a 4km/h, o isolamento e o frio obrigava-nos a ir buscar conforto a longas distâncias do nosso ponto inicial. O resultado foi diariamente mais de 10h em cima do selim e o dobro das quilometragens conjeturadas. Quando o barco que faz a travessia do Lago O Higgins apenas o faz a um dia da semana e se descobre que estamos a mais de 600 quilómetros, tudo tem de ser revisto e alterado. Depois de 3 dias na Terra do Fogo, no momento em que nos é revelado que a fronteira por onde íamos passar estava destruída pela chuva e que tínhamos de voltar para trás pelo mesmo caminho, não bastava ter de sair dali. Era preciso tempo. b) A condição física e psíquica Ter bons hábitos desportivos é essencial para uma boa resistência cardiovascular. Pedalar vá- 24

25 rios dias seguidos com alforges, as várias estações do ano a acontecer numa manhã ou tarde e por vezes não se saber quando o dia vai acabar, requerem também uma boa preparação psicológica porque nos é exigida uma determinação mental para continuar. A combinação destes dois fatores foi preponderante para suportar o que a natureza nos impôs, fazendo-nos, por força das necessidades, encurtar o planeamento em 7dias relativamente ao previsto. c) Organizar e escolher o equipamento Quando viajamos com a nossa casa às costas é fundamental dispensar o luxo sobretudo quando temos de transportar tudo na bicicleta. Há material obrigatório e existe todo aquele que Sobre a bicicleta e respetivos componentes, resta dizer que o peso não deve ser o principal fator de escolha. A fiabilidade e robustez do material estão na sua maioria presentes em componentes de gama média. Convém sempre considerar levar algum material sobressalente como extra (desviador, raios, pneu e câmaras ar). Na tenda e saco-cama devemos investir o melhor que podemos, esta pode ser a nossa casa durante várias etapas da aventura e onde podemos ser mais independentes e poupar mais dinheiro. Em suma, nos dias de hoje a variedade para escolher é quase infinita e não devemos pensar que a escolha acertada passa pela melhor marca ou pelo produto mais caro. Para isso, bastar estar mais atento ao feedback de outros aventureiros sobre aquilo que utilizam do que ao marketing. O peso e volume são medidas que se devem manter no mínimo, sem nunca descurar o conforto e a Aventura Preparação Viagem Como regra de ouro, devemos pensar na nossa anterior aventura e naquilo que levámos. Houve algo que só usámos 2 ou 3 vezes? Então podemos prescindir desse material. Seguir uma check-list de equipamento ajuda a não dispersar e a não esquecer de nada. temos de equacionar muito bem se nos vai fazer falta, porque na altura de encher os alforges, aparece sempre mais uma justificação. Como regra de ouro, devemos pensar na nossa anterior aventura e naquilo que levámos. Houve algo que só usámos 2 ou 3 vezes? Então podemos prescindir desse material. Seguir uma check-list de equipamento ajuda a não dispersar e a não esquecer de nada. Quem tem roupa para 2 dias, para todas as condições e para qualquer parte do planeta, tem roupa para o tempo que decidir viajar. Importa que seja confortável, prática e muito versátil, que não ocupe espaço e se possível que pese pouco. As chamadas roupas técnicas conseguem atingir todos estes patamares, e usadas com sabedoria permitem muitas combinações que estão acima das questões estéticas. segurança. d) Transporte e acondicionamento Existem inúmeras caixas estanques praticamente inquebráveis onde o material pode ser transportado em segurança para todo o lado. O problema reside quando o fim da nossa viagem é diferente do ponto onde aterramos. Nesta situação há que considerar as caixas de cartão para bicicleta que a maioria das companhias aéreas facilita ou então pedir numa loja local. Em último recurso embrulhar a bicicleta em pelicula aderente. Em qualquer dos cenários há que minimizar as partes salientes da bicicleta e retirar os pequenos componentes para evitar que sejam danificados (ex. desviador, discos) e onde por vezes é difícil arranjar para substituir. É comum haver um limite de peso para a bagagem do porão (25kg) e também é habitual que caso haja várias ligações entre voos, a caixa nunca pese o mesmo nos vários check-in. A grande ginástica aqui é saber o que colocar OUTDOOR Março_Abril

26 Aventura No caso de viajarmos em grupo, toda a logística fica facilitada. Nem todos precisam de levar ferramenta ou pasta de dentes, se distribuirmos o peso e o material entre elementos, no final a média é que vai interessar para a companhia aérea. nessa caixa e naquela que nos é permitida levar como bagagem de mão e onde devemos esgotar o peso permitido entre os 8 e 10kg porque qualquer quilo extra é extraordinariamente dispendioso. Por exemplo, os artigos higiénicos e as barras energéticas podem bem chegar a um quilo, mas se equacionarmos comprar esse material no destino, ainda nos sobra dinheiro. Com a bicicleta, a caixa de cartão, os artigos para cozinhar, tenda e pouco mais atingimos rapidamente a primeira fasquia do peso e por isso resta-nos encaixar aquilo que decidimos dias antes ser essencial para a nossa viagem. O nosso corpo pode funcionar como cabide e desta forma carregar toda a roupa que conseguirmos vestir. No caso de viajarmos em grupo, toda a logística fica facilitada. Nem todos precisam de levar ferramenta ou pasta de dentes, se distribuirmos o peso e o material entre elementos, no final a média é que vai interessar para a companhia aérea. Desde o dia em que planeamos para depois executamos algo, a única verdade que sabemos é que um dia a viagem chegará ao fim. As poucas combinações da roupa de lycra vão acabar, o saco-cama e a tenda vão ficar arrumados até ao dia em que abrirmos uma porta para estarmos em casa, e quando acharmos que estamos a ter uma vida normal e que estamos num local de passagem, aí surge o desejo de voltar para viver aquele pequeno mundo que é preparar a próxima viagem. Até lá, continuamos a pedalar e a acumular experiência. ø Ricardo Mendes A viagem teve o apoio de: APP IPHONE portugal by Portugal By é a mais recente aplicação que nos mostra uma visão sobre Portugal através de fotografias tiradas por grandes fotografos portugueses. Pode descarregar gratuitamente: 26 Março_Abril 2012 OUTDOOR

27 OUTDOOR Setembro_Outubro

28 Aventura BANCO DE ARGUIM, PARAÍSO DESCONHECIDO 28 Setembro_Outubro 2011 OUTDOOR

29 Barek é um dos cem habitantes de Agadir, a povoação construída à sombra das ruínas do forte de Arguim que já nada possui do esplendor de outrora e das sucessivas ocupações de portugueses, holandeses, ingleses, prussianos e franceses. O pescador de tubarões Barek, o primeiro pescador de tubarões de Arguim, abre um sorriso rasgado quando percebe que somos portugueses. Num francês macarrónico, saúda-nos efusivamente quando desembarcamos da Lancha na ilha onde Portugal erigiu em meados do século XV a primeira feitoria da costa ocidental africana. Expo, escudo e Tejo são palavras repetidas aos visitantes para recordar as semanas bem passadas na Expo 98 de Lisboa, onde Barek integrou a delegação da Mauritânia à Exposição Universal organizada pelos portugueses em Barek é um dos cem habitantes de Agadir, a povoação construída à sombra das ruínas do forte de Arguim que já nada possui do esplendor de outrora e das sucessivas ocupações de portugueses, holandeses, ingleses, prussianos e franceses. Em pleno século XXI, o cinquentenário pescador mantém ainda algumas das tradições ancestrais dos Imraguen. Entre a comunidade de dois mil pescadores-recoletores que habita as nove povoações do Banco de Arguim, a pesca ao tubarão nas límpidas águas do Atlântico que banha as costas desérticas mauritanas é uma das tradições que teoricamente faz já parte do passado. Barek e os outros pescadores aprovaram a interdição deste tipo de pesca em 2003, e votaram a medida de proteção ambiental, uma das muitas que vigora atualmente no Parque Nacional do Banco de Arguim. O português António «Este é um ecossistema de uma produtividade absolutamente extraordinária: tem as maiores densidades de aves limícolas no mundo, em maré baixa, ocupando extensas zonas de vaza e areia vasosa, e tem das maiores densidades no mundo de peixes e organismos marinhos que se alimentam nessas mesmas zonas. São áreas de alimentação extremamente importantes, águas calmas com muita disponibilidade alimentar; entram também aqui fêmeas da maior parte das espécies para as posturas porque é Aventura Banco de Arguim OUTDOOR Março_Abril

30 Aventura a única zona estuarina com estas características entre o Mediterrâneo e a África tropical.» O português António Araújo é atualmente um dos mais profundos conhecedores desta região costeira da Mauritânia. O ornitólogo é há 10 anos coordenador do programa da Fundação Internacional do Banco de Arguim. Fundada pelo patrão do laboratório farmacêutico Hofmman- -La Roche, a FIBA financia parcialmente a conservação da primeira área protegida de África, classificada desde 1989 como património natural da humanidade pela UNESCO. O PNBA foi criado em 1976, ocupa um terço da costa mauritana e espraia-se por 12 mil quilómetros quadrados, equivalentes à área do Baixo Alentejo. A capital das Limícolas No Banco de Arguim, a ilha de Ner ou Nair é justamente considerada pelos ornitólogos como a capital mundial das aves limícolas - do latim limus, que vivem no limo, lodo ou lama. Muitas destas aves da Europa, Sibéria e Gronelândia são conhecidas pelas migrações de milhares de quilómetros, em alguns casos desde o Ártico até às paragens austrais. Alfaiates e pernilongos, ostraceiros, abibes, tarambolas, maçaricos, pilritos, mas também pelicanos e flamingos são facilmente avistados em numerosos bandos nesta estreita faixa de areia, assim como nas ilhas de Niroumi, Kijji e Arguim. «Este é um dos sítios do mundo onde existe a maior concentração de espécies limícolas do planeta. Dois milhões destas aves migratórias que frequentam lagunas e estuários passam o inverno no Banco de Arguim. Só aqui na ilha de Ner, temos um dormitório que, na maré alta tem 500 mil aves, o dobro do que alberga todo o estuário do Tejo, - e o estuário do Tejo está entre os 10 estuários mais importantes da Europa para invernada de limícolas!» explica António Araújo, que enquadra regularmente as missões internacionais de ornitólogos que se deslocam à Mauritânia para estudar as migrações destas aves. «Este é um dos sítios do mundo onde existe a maior concentração de espécies limícolas do planeta. 30 Janeiro_Fevereiro 2012 OUTDOOR

31 Os Imraguen Longe da observação das aves, nas nove aldeias do Parque, os imperativos ambientais estão relacionados com o respeito e conservação dos ricos recursos pesqueiros. Na costa onde o deserto encontra o mar, os Imraguen - aqueles que escolhem a vida -, mantêm técnicas de pesca encontradas pelos portugueses em Arguim em meados do século XV. A pesca é apenas permitida à linha, e com motores proibidos, é à vela que navegam as Lanchas, as velhas embarcações reconvertidas dos pescadores das Canárias que frequentaram a região até ao século passado. Aventura Banco de Arguim Ao largo de Arkeiss, Samba pratica ainda a pesca de cerco, e a técnica documentada pela equipa de Costeau na década de 70. Atualmente, e sem a ajuda de golfinhos, Samba orienta os 2 ajudantes que, num baixio, vão batendo com um pau na água e orientando os peixes para a rede vertical estendida ao largo da Lancha. A captura é de apenas alguns peixes, mas dá para o jantar desse dia As mulheres Imraguen Em Rgueiba, uma das aldeias mais ativas do Parque, as mulheres recebem em festa os raros estrangeiros que por aqui passam Apesar da batucada que anima a manhã, as mulheres de Rgueiba estão preocupadas com o desvio dos homens para a pesca da corvina, e com a paragem da embarcação destinada à captura da tainha e das ovas, essenciais para a sobrevivência do projeto que a FIBA montou na aldeia. Entre as regras e as pressões ambientais num dos países mais pobres de África, o PNBA tenta incentivar uma economia sustentável que passa também por atrair turistas interessados na beleza natural da região. OUTDOOR Março_Abril

32 Aventura O futuro Para chegar ao Banco de Arguim a partir da capital mauritana Nouakchott, é preciso espírito aventureiro para umas férias espartanas e uma viatura 4x4 capaz de percorrer as pistas de areia frequentadas à noite pelos coiotes e que desembocam nas aldeias do Banco de Arguim. Em Techkott, Beni Hamdin, que foi pescador da Companhia Portuguesa de pesca durante 4 anos, resolveu mudar de vida aos 50 anos, e inscreveu-se na formação de guia turístico. Nas aulas, Beni e outras duas dezenas de alunos e alunas aprendem francês, regras da conservação da Natureza e as peculiaridades de pelicanos, caranguejos violinistas, peixes do mangal e outras espécies com habitat no Banco de Arguim. Nas imediações, na escola de ensino básico o futuro começou já a ser trabalhado nas salas de aula. Os alunos mantêm uma geminação com uma escola francesa e trocam regularmente correspondência sobre as preocupações quotidianas. À pergunta de adulto «Que queres ser quando fores grande?», Said responde: «Político!» E porquê? «Para não ser pescador, e poder melhorar a minha vida e da minha família!» - responde o miúdo de 10 anos, habitante do Banco de Arguim, onde a sobrevivência tradicional tem ainda origem no mar e na riqueza proporcionada por um dos maiores parques marinhos do mundo. ø Aurélio Faria 32 Março_Abril 2012 OUTDOOR

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34 Aventura Ainda vai a tempo de participar, inspire-se! Triatlo Internacional de Lisboa A prova de Lisboa é única no mundo do triatlo e em particular, na distância Half Ironman. Além de se desenrolar num local único, a altura do ano é ideal para começar a temporada e preparar provas e desafios mais longos. A temperatura média nos últimos seis anos tem sido de 26 graus exterior e 19 graus na água, Doca dos Olivais (Lago Artificial do Oceanário). Outro ponto forte do Triatlo de Lisboa é a altimetria do percurso, quase totalmente plano, fazendo com que a prova seja muito rápida, pode esperar bater aqui o seu recorde pessoal! O percurso é num formato em circuito fechado único nesta distância e 100% fechado ao trânsito. Na natação são duas voltas, quatro no ciclismo e quatro na corrida, fazendo com que os participantes passem pelos familiares, público e amigos 10 vezes, criando assim diversas oportunidades para excelentes fotos e palavras de incentivo, ao mesmo tempo que o evento se transforma num espetáculo constante durante toda a competição. Em 2012 a organização lançou novos compromissos e desafios. Responsabilidade ambiental A organização procura minimizar o impacto associado ao evento, criando para isso o TARGET PRACTICE. Os atletas podem assim ajudar o ambiente e transmitir ao público uma imagem adequada da modalidade, atirando o seu lixo para os vários 34 Março_Abril 2012 OUTDOOR

35 Avemtura Lisboa Triathlon pontos do percurso sinalizado com TARGET PRACTICE. Se vier assistir ao evento contribua, não passando simplesmente por algum objeto que encontre no chão, mas antes praticado a sua pontaria nos muitos alvos que vamos dispor para o efeito. Responsabilidade social Temos o prazer de anunciar a parceria com a Operação Nariz Vermelho para alcançar o compromisso a que nos propomos. Como Envolver-se Ao inscrever-se na corrida comprometa-se também angariar fundos para esta causa! Envolva os seus amigos nesta missão, use as redes sociais, mobilize os amigos e família e participe na competição do Prémio Doutor Palhaço. Este prémio será entregue à pessoa ou equipa que conseguir angariar mais fundos para a Este prémio será entregue à pessoa ou equipa que conseguir angariar mais fundos para a Operação Nariz Vermelho. Operação Nariz Vermelho. Você ou a sua equipa têm até ao fim da prova de Sábado para entregar na feira do evento, diretamente à instituição, o valor angariado. A todas as doações é entregue um recibo ao abrigo da Lei do Mecenato no valor doado. O vencedor (s) será anunciado na cerimónia de entrega de prémios no Casino Lisboa onde receberá o prémio surpresa. OU AINDA Compre um nariz Vermelho e demonstre o seu apoio usando o nariz quando os atletas que vão competir pela instituição chegarem à meta. Como Nós Vamos Ajudar O Lisboa Triathlon criou o RELAY DIVISION CELEBRITY CHALLENGE com o objetivo de angariar fundos para a Nariz Vermelho. Esta é uma divisão onde as celebridades convidadas irão participar na prova, mas em formato de estafeta, ou seja, cada equipa de celebridades OUTDOOR Março_Abril

36 Aventura é composta por três elementos, um faz o percurso da natação, o outro faz o percurso do ciclismo e o terceiro fará o percurso da corrida. O valor correspondente à inscrição nesta divisão (300 p/equipa - a suportar pelo evento) será entregue inteiramente à Operação Nariz Vermelho, no dia da prova, na festa de encerramento que se segue no Casino Lisboa (programa no site). inscrição, caso deseje, escolha a opção CEO DI- VISION. No ato da inscrição deve indicar o nome da sua empresa e o seu cargo. Os participantes serão premiados com troféus do 1º ao 3º lugar. Todos os que terminarem a prova, recebem, como qualquer participante, uma medalha de finisher desde que terminem a prova dentro do tempo limite. Em 2012, foram criadas novas divisões para facilitar a todos a primeira experiência na modalidade através da participação nesta prova. As grandes novidades são a aposta no setor empresarial, com a criação das seguintes divisões: CEO Division Lisboa Triathlon O CEO DIVISION é uma divisão especial dedicada a CEO S, CFO S, donos de empresas, Diretores Gerais e outros altos cargos que desejem participar numa divisão própria. Esta divisão tem o mesmo valor e regras da divisão individual, por isso, quando efetuar a sua O CORPORA- TE CHALLENGE é uma divisão especial dedicada às empresas dentro do Lisboa International Triathlon. Corporate Challenge Lisboa Triathlon Ponha a sua empresa no pódio! O CORPORATE CHALLENGE é uma divisão especial dedicada às empresas dentro do Lisboa International Triathlon. Esta divisão está apenas aberta na categoria de estafetas e tem as mesmas regras desta, por isso, quando efetuar a sua inscrição, caso deseje, escolha a opção CORPORATE CHALLENGE. No ato da inscrição deve indicar a empresa que irá representar na prova e que irá com- 36 Março_Abril 2012 OUTDOOR

37 Avemtura Lisboa Triathlon petir pelo Corporate Challenge Awards. Ainda vai a tempo de participar, quer na divisão individual, nas várias opções, quer nas divisões de estafetas. As estafetas podem ter um número máximo de três elementos, um por segmento, e um número mínimo de dois elementos, neste caso, um dos participantes teria que completar dois segmentos. Para mais informações consulte o site da prova, Junte dois amigos e participe!! You know you can!! ø APP trail Trail é uma aplicação gratuita baseada num mapa GPS em que pela primeira vez vai permitir gravar, exportar, e importar trails diretamente para o seu iphone! Com esta aplicação pode preparar e planear as suas aventuras ao ar livre. Toda a informação irá estar disponível no seu smartphone. Preço: $3.99 Para fazer o download da aplicação basta aceder a OUTDOOR Março_Abril

38 Entrevista Bruno Pais triatlo... uma paixão! 38 Março_Abril 2012 OUTDOOR

39 Só fui para a Aldeia Olímpica depois da minha competição e aí é que me apercebi mais da grandeza que é estar numa competição destas. É muito bom depois de 4 anos de luta pela presença. (...) Bruno Pais dispensa apresentações! O Triatleta português esteve à conversa com a Outdoor e contou-nos a sua história Um exemplo para os já muitos fãs da modalidade no nosso País! por Isa Helena Outdoor: sabemos que desde novo, o seu meio de transporte era a bicicleta Foi desta forma que surgiu a paixão pelo desporto? Bruno Pais: A paixão foi aos poucos, as voltas de bicicleta com os amigos e mais tarde a entrar em provas de BTT Em que modalidade se iniciou na competição? Que idade tinha? Iniciei-me no BTT, em que cheguei a competir em provas da Taça de Portugal de XC e Campeonato Nacional. Tinha os meus 14 anos. Depois do Ciclismo, passou para competições de Duatlo. Como foi a transição para o Triatlo? Comecei a nadar num estágio da Seleção Nacional (em que fui como Triatleta) e depois a ir nadar 3x por semana para a Covilhã (porque no Fundão ainda não havia piscina). Foi assim que comecei a competir no triatlo. Qual foi, para si, a maior dificuldade que encontrou no Triatlo? Foi mesmo a natação, já que só nadava no verão e era muito pouco (antes de ir para o Duatlo). Enquanto triatleta, quais as características que mais valoriza numa bicicleta? Bem, eu valorizo toda a bicicleta, mas o quadro, grupo e rodas é o mais importante de todos A sua carreira é recheada de sucessos para si, qual foi o ponto alto da carreira? Foi a ida aos Jogos Olímpicos, mas também o 4ºlugar na Taça do Mundo em Madrid em que estavam todos os melhores Triatletas do Mundo. Consegue descrever-nos a sensação de estar presente nos Jogos Olímpicos? Eu já estava habituado a competir com os atletas que competiram nos Jogos Olímpicos, e eu quis Entrevista Bruno Pais OUTDOOR Março_Abril

40 Entrevista pensar que era mais uma competição de Taça do Mundo. Penso que é mais stressante a qualificação para os Jogos Olímpicos. Só fui para a Aldeia Olímpica depois da minha competição e aí é que me apercebi mais da grandeza que é estar numa competição destas. É muito bom depois de 4 anos de luta pela presença. Como é o dia a dia de um triatleta? O meu dia é de 2 a 4 treinos diários. Começa por volta das 7h30 e acaba por volta das 19h ou 20h. Onde inclui os treinos, descanso e refeições (Costumo dizer que 1dia devia ter mais de 24h). Treino natação todos os dias, menos ao Domingo, e há dias que é Bidiário. Ando de bicicleta 4 a 5x por semana e corrida praticamente todos os dias. Ginásio 2 vezes por semana. Na altura de provas,como é feita a preparação? Os treinos baixam o volume e sobe a intensidade, começo andar mais rápido para habituar o corpo andar a velocidades de prova. Treino menos horas. A modalidade acarreta muito esforço e treinos intensivos a utilização de roupa de compressão tem impacto na recuperação das provas? Sim, claro. É muito importante recuperar após os treinos e competições, para estar o melhor possível para o treino ou competição seguinte. Para este ano, quais são os seus objetivos? O objetivo é a qualificação para os Jogos Olímpicos... O principal objetivo são mesmo os J.O. O Triatlo é uma modalidade em expansão no nosso país, adquirindo cada vez mais adeptos. Tem alguma sugestão para os jovens que se pretendem iniciar na modalidade? Se quiserem começar a praticar, procurem na vossa zona um clube em que tenha Triatlo, assim vão ser muito melhor acompanhados e terão todos os apoios necessários para a prática da modalidade. Se não houver nenhum clube, contactem a Federação de Triatlo que encontram a solução. ø Saiba mais sobre Bruno Pais em: semana tipo de treino de bruno pais NATAÇÃO Sessões - 6 Horas/Km - 8h/35 Km Locais - Estádio Nacional, Jamor CICLISMO Sessões - 4 Horas/Km - 7h/250 Km Locais - Cascais, Sintra, Monsanto CORRIDA Sessões - 6 Horas/Km - 7h/70 Km Locais - Estádio Nacional, Jamor

41 Momentos altos da carreira: - 17º NOS JOGOS OLÍMPICOS DE BEIJING CAMPEÃO DA EUROPA DE TRIATLO OLÍM- PICO SUB-23 (Tiszouvarus, Hungria 2004) - MEDALHADO NUMA TAÇA DO MUNDO DE TRIATLO (Corner Book 2005; Aqaba 2006; Huatulco 2011) - HEXACAMPEÃO NACIONAL ABSOLUTO DE TRIATLO OLÍMPICO (2004 a 2009) - CAMPEÃO NACIONAL DE TRIATLO LON- GO ABSOLUTO (2009) - CAMPEÃO NACIONAL DE DUATLO (2009) Entrevista Bruno Pais OUTDOOR Março_Abril

42 Por Terra Indoor PREPARAÇÃO Indoor para Triatlo Por Cláudio Silva Coordenador de treino personalizado Aquafitness Clube Tejo Triatlo é uma palavra grega que designa 3 modalidades desportivas praticadas sem interrupção. Atualmente esta palavra está intimamente ligada às modalidades de natação, ciclismo e corrida. O triatlo moderno surgiu na década de 1970 no San Diego Trek Club, nos EUA e popularizou-se ainda mais através da mítica prova Ironman. A modalidade torna-se olímpica a partir de 2000, em Sidney, e regulamentada pela ITU ( international Triathlon Association ), fundada em Elevação dos joelhos com TRX- Ajuda na corrida e no ciclismo- 3 semana 3x 20 repetições 1 Treinar triatlo exige, tempo, dedicação, esforço, amor e muito, muito empenho. São 3 modalidades e normalmente 2 treinos por dia durante a semana e 3 ao sábado. São longas horas em cima da bicicleta, dentro de água e a correr. Se há disponibilidade, vontade ou curiosidade, vale mesmo a pena experimentar. Mas nem só de treino específico deverá viver um triatleta, neste sentido, o treino complementar de ginásio é fundamental. TRX, Kettlebell, TRX RIP, bolas suíças, pesos, alongamentos, como pilates e yoga, deverá fazer parte da rotina de treino de um triatleta. ø Agachamentos em Knesis. 3 x semana 3x 25 repetiçõess 2 42 Março_Abril 2012 OUTDOOR

43 Por Terra Indoor Trabalho peitoral com halteres. 3X Semana 3 séries de 15 repetições 3 Corrida na passadeira 4 x semana 1h por dia 6 Pracha lateral com TRX. 3X semana 4 Agradecimento: Professor Bruno Brito e modelo Pedro Lourenço. 5 Trabalho para membros superiores e trabalho de força e resistencia muscular. 3xsemana 3 series 15 repetições

44 Por terra Crónica pico açores Portugal Eu e os meus amigos encontrávamo- -nos no arquipélago dos Açores, na famosa ilha do Pico. Ao quarto dia de estada surgiu a tão esperada janela de tempo para podermos fazer em segurança a ascensão, a dormida na cratera e a descida na manhã seguinte. Hoje podem subir a qualquer hora. Está previsto o tempo piorar, mas é só a partir das 13h00 de amanhã. Afirmou o responsável de serviço na Casa da Montanha. Com uma declaração tão categórica, vinda de um homem com um rosto tão firme e decidido, ficámos convencidos. Regressámos à vila, fizemos umas compras rápidas de víveres para complementar os mantimentos que tínhamos e voltámos ao apartamento para preparar as mochilas. A Casa da Montanha é um edifício moderno, bem integrado na envolvente natural da ilha. Inclui uma receção aos visitantes e aos caminheiros, uma sala com painéis explicativos da evolução geológica da ilha e a lista das boas práticas a ter no Parque, uma cafetaria, um espaço com cacifos e no piso inferior uma sala polivalente e instalações sanitárias. A melhor parte do edifício quando se inicia a ascensão é o lanço de escadas que nos transporta do mundo civilizado, rasga a terra num golpe a direito e nos envia para o mundo de pedra e de vegetação rasteira da montanha. Só dois do grupo iam fazer a ascensão. A subida principiou suave, por um trilho de terra preta bem delineado. Flores pequeninas acom- 44 Março_Abril 2012 OUTDOOR

45 Fotos: Susana Muchacho Entre o mar e o céu, uma névoa encobria a linha do horizonte. Voltei-me para a frente e continuei a subir. Não têm como se enganar; é sempre a subir e é só seguir os postes numerados. Outra declaração peremptória do mesmo funcionário, na parte da manhã. Segundo ele, existiam quarenta e cinco postes de madeira, pintados com tinta fluorescente, até ao topo da cratera. A certa altura, voltei a virar-me para o mar em busca das outras ilhas e sobressaltei-me. Estava literalmente nas nuvens! Aos meus pés estendia-se um manto de nuvens brancas e fofas até ao infinito. O edredão mais leve e suave do mundo inteiro, só para mim. Que vertigem. As nuvens cobriam as outras ilhas, é verdade, não sendo possível apreciá-las ali de cima, mas aquela visão quase aeronáutica era maravilhosa. Por terra Ascensão ao Pico Só dois do grupo iam fazer a ascensão. A subida principiou suave, por um trilho de terra preta bem delineado. panhavam o caminho. O Sol estava no auge, a temperatura estava morna, o objetivo era muito claro, enfim, a vida era simples e eu sentia-me feliz. Caminhava devagar, sem pressas, observando a paisagem e olhando para trás uma vez por outra, na tentativa de avistar as outras ilhas do grupo central do arquipélago. Lá em baixo, a Casa da Montanha tornava-se demasiado pequena para ser apreciada. No entanto, os carros estacionados sem coerência à sua direita eram o espinho encravado na integração do projeto arquitetónico, pelos menos daquela vista superior. Deveriam ter encontrado uma melhor solução para o estacionamento. Em frente, o Atlântico em todo o seu esplendor. Respirei fundo e voltei a subir com energia redobrada. Os postes numerados estavam agora mais próximos uns dos outros. O trilho de terra preta tinha desaparecido e dado lugar a um caminho rochoso menos visível, mas ainda assim fácil de seguir. A inclinação tornou-se maior, a tarde foi-se adiantando, um casal estrangeiro ultrapassou-nos com passadas de pernas de girafa (porque é que tenho de ter um metro e sessenta de altura!), mas a vida continuava simples e eu permanecia feliz apesar da vicissitude das minhas pernas curtas. Pouco depois do poste número trinta e seis levantou-se nevoeiro. Nada sério, mas é preciso estar vigilante em ambientes de montanha, pois o nevoeiro aparece sem pré-aviso e pode provocar acidentes graves. Nesta fase da ascensão os postes estavam mais perto uns dos outros. Além do mais, a inclinação era bastante acentuada, o que indicava que deveríamos encontrar-nos perto da parede exterior da cratera. Calculei que não demoraria muito mais tempo a chegar ao poste quarenta e cinco, ainda a tempo de montar a tenda antes do nevoeiro fechar por completo. Assim aconteceu. Chegados ao topo da parede da cratera a vista era bonita, mas limitada. Uma taça enorme de rocha negra informe prolongava-se sob os nossos olhos. A meia distância, o Piquinho envolto em nevoeiro do topo à base. Ao fundo, a continuação da cratera só imaginada, escondida pela neblina que aqui era muito mais cerrada que na encosta. Principiámos a descida da parede interior da cratera, abandonando o poste quarenta e cinco. Havia um pequeno trilho que seguia para a es- OUTDOOR Março_Abril

46 Por terra querda onde se via um breve clarão vermelho. Era o Sol que descia para o mar, espetáculo que fazia parte dos nossos objetivos do dia, mas que teve de ser adiado para nova oportunidade. Vi outro clarão vermelho, mais pequeno e trémulo e uma mancha cor de vinho naquela taça gigante de rocha negra. Dirigimo-nos para lá. A mancha cor de vinho era a tenda do casal estrangeiro. Após uma breve troca de palavras, descobrimos que eram o Stefan e a Miriam, um alemão, outro austríaco, não percebemos qual era qual. Seguimos pelo meio das pedras, até ao foco de luz trémula. Uma fogueira de lenha ardia confortável e calorosamente no seio de um grupo de cinco portugueses que bebiam cervejas minis. Voltámos a dar dois dedos de conversa, alargando os temas corriqueiros não tanto por simpatia, mas para aproveitar aquele calor que nos aquecia os corpos suados do esforço físico e gelados do frio do nevoeiro. Além do mais, estava boquiaberta com a dupla infração cometida naquele Parque Natural: primeira infração: fazer lume; segunda infração: usar embalagens de vidro. Resignámo-nos em abdicar do calor proibido e fomos montar a tenda. Enquanto comíamos as sanduíches de alface e tomate e os sumos que tínhamos para o jantar, ouvíamos as risotas e as conversas dos Cinco à roda da fogueira. Na nossa tenda o ambiente podia ser menos alegre, ou pelo menos não tão efusivo, mas pulsava da energia, da emoção mais básica ao Ser Humano: sonhar, querer, acreditar, conseguir. Como explicar? A vida é simples nas caminhadas. Como na vida, na caminhada temos de traçar objetivos. Iniciei-me com objetivos do tipo hoje vou andar 10km. Agora estava a subir ao ponto mais alto de Portugal. É fácil nesta área aumentar a dificuldade dos objetivos e ter sucesso. É natural que encontremos obstáculos: subidas íngremes, descidas escorregadias, ribeiros, encostas rochosas, os elementos agrestes, uma árvore caída que tapa o caminho. Dependemos apenas da nossa coragem, da nossa persistência, da nossa resistência física e mental e dos nossos conhecimentos e técnica para transformar esses obstáculos em desafios conquistados. O que não controlamos é a meteorologia e a vida selvagem; só nos podemos prevenir delas. Nesta equação não há terceiros a desequilibrar o esquema. A partir daqui, da compreensão, da aceitação e da vivência plena destas premissas, o mundo torna-se um local mais aprazível, onde tudo parece ser mais puro e despretensioso. Prestamos atenção a pequenas coisas, como a uma flor que 46 Março_Abril 2012 OUTDOOR

47 nasce entre as pedras; damos mais importância a coisas que temos por garantidas, como um duche, uma cama ou uma refeição quente. Vivemos em pleno os sentimentos e os acontecimentos do dia a dia: chegámos ao cume de Portugal? Dá cá um abraço, suado e malcheiroso sim, mas emocionado; com a alma, com o coração, com as tripas, com tudo. Conseguimos juntos! No interior da tenda, montada na cratera do vulcão extinto da montanha do Pico, as sanduíches podiam não ser grande refeição, mas sabiam a vitória. Fomos persistentes, mas apesar de algumas dúvidas conseguimos conquistar os desafios. Estávamos cansados, molhados e suados, mas mais que felizes. Superámo-nos. A nossa mente estava límpida, os pensamentos eram articulados com facilidade. Um trocar de olhares bastava para nos entendermos. Um abraço apertado era tudo o que conseguíamos dizer, mas era tudo o que bastava. Vestimos roupa seca, enfiámo- -nos nos sacos cama, programei o despertador para antes do nascer do Sol e enroscámo-nos o melhor possível para dormir. Tínhamos perdido o pôr do Sol por razões fora do nosso controlo, mas não iríamos desistir de tentar ver o segundo momento chave do astro rei. A meio do negrume da noite acordei estremunhada com safanões na tenda. Mas o que é isto!? Um bando de rinocerontes está a atravessar a cratera do Pico? Passados uns segundos reconheci os safanões típicos de rajadas de vento. Espreitei o relógio: passavam pouco mais de trinta minutos das três da manhã. Mas que raio Então o não-sei-quantos não disse que havia uma janela até às 13h00? Que o mau tempo só vinha hoje de tarde? Tentei abstrair- -me dos safanões da tenda e enrosquei-me para o outro lado, tapando a cabeça com o topo do saco cama. Na montanha o vento tem outra dimensão. Percorre as superfícies com mais rispidez, com mais sofreguidão. Ao mesmo tempo, geme desesperado como quem procura algo à pressa, mas sem sucesso. Com frequência empurra, arrasta, destrói nessa sua procura infrutífera. O vento urrava sem parar, os safanões na tenda eram cada vez mais fortes e seguidos. Um deles levantou parte do chão da tenda, após o qual Na montanha o vento tem outra dimensão. Percorre as superfícies com mais rispidez, com mais sofreguidão. Ao mesmo tempo, geme desesperado como quem procura algo à pressa, mas sem sucesso. ouvi dois tilintares. Desconfiei que se tivessem soltado algumas espias da tenda. Sem coragem para sair do saco cama e enfrentar a tempestade, enrosquei-me ainda mais, de olhos fechados, parecendo um ouriço-cacheiro. Tentei ignorar os elementos em fúria, culpando em silêncio o funcionário da Casa da Montanha pela previsão meteorológica errada. Evitava a todo o custo a realidade, dizendo para mim própria Isto já passa; quando o Sol nascer, isto amaina. Queria ficar ali dentro até o Sol nascer e afastar a tempestade com o seu calor, no entanto, fui forçada a sair do saco cama e da tenda a cem à hora e ir descalça até onde não me vissem (e não me veriam mesmo que estivesse a cinquenta centímetros de alguém) e baixar as calças à pressa para urinar. Voltei para a tenda, mas antes confirmei que as espias tinham saltado. No interior da tenda sentei-me sobre o saco cama. Sentia-me aliviada, mas tinha os pés encharcados, para não falar das nádegas que tinham estado à chuva. Tentei ouvir movimentos nas tendas vizinhas, mas sem sucesso. Lá fora a escuridão dava lugar a um cinzento fantasmagórico que diluía formas e absorvia sons. Depois de outra tentativa infrutífera de ouvir movimentações nas duas tendas pensei com algum desânimo que o nascer do Sol seria outro espetáculo adiado. Suspirei. Com parcimónia, vesti-me e iniciei a arrumação da mochila. O nevoeiro, o vento e a chuva trabalhavam em conjunto para atrapalhar qualquer tipo de atividade humana na cratera. Farta de esperar, resolvi ir ter à tenda dos portugueses. Afinal estavam levantados e a bichanar. O vento e a chuva não deixavam ouvi-los. Perguntei se podíamos fazer a descida na sua companhia. Após uns breves olhares entre os Cinco, anuíram. O casal germânico aproveitou a boleia e também seguiria connosco. Voltei para a tenda a trote. Acabámos de arrumar as coisas e desfizemos a tenda o mais depressa que o vento nos deixava. A pressa, o nevoeiro e duas rajadas mais fortes obrigaram-nos a ser menos ecologistas do que o normal. A tenda ia voando em direção ao Atlântico, o que felizmente não aconteceu, mas um Por terra Ascensão ao Pico OUTDOOR Março_Abril

48 Por terra chapéu e três espias perderam-se na imensidão parda daquela neblina cerradíssima. Os hóspedes da cratera juntaram-se perto do líder do grupo português e esperaram pela sua iniciativa. Havia uma ténue claridade cinzenta, mas muito densa, quase palpável. Em fila indiana seguiam os Cinco, nós e o casal estrangeiro. Encostados à parede interior da cratera, o líder português informou para termos cuidado quando passássemos para o outro lado da parede, pois a tempestade estaria mais forte. Aqui estávamos protegidos no interior da cratera. Protegidos?! Pensei para os meus botões. Se aqui está o vento que está, a chuva que está e o nevoeiro que está e ele diz que do outro lado está pior, então nem consigo imaginar. Num tempo inferior a três minutos encontrei-me do outro lado da parede e, melhor do que imaginar, experienciei a tempestade. O líder tinha razão; o interior da cratera protegera-nos da verdadeira intensidade da tempestade. As rajadas de vento faziam-nos desequilibrar e a chuva fustigava-nos o rosto. Em conjunto com o nevoeiro, todos os elementos jogavam contra nós. A descida principiou com dificuldade, pois as rochas estavam molhadas e escorregadias e todos se desequilibravam pelo trilho abaixo. O líder dos Cinco imprimia mesmo assim uma velocidade ferina; os outros hóspedes, melhor ou pior, seguiam-no em silêncio. Progressivamente o grupo foi alongando-se até se dividir em dois. Os Cinco à frente, autóctones experienciados na montanha, que conheciam o trilho como a palma da mão; nós e o casal germânico atrás. Desde que ultrapassei a parede da cratera, que principiei com dificuldades técnicas. Esta dificuldade técnica prendia-se única e exclusivamente com os meus óculos graduados para a miopia e o astigmatismo. Por um lado, a chuva e o nevoeiro criavam gotas de água no lado de fora das lentes. Por outro, o meu corpo gerava calor e este embaciava o lado de dentro das lentes. Ora isto quer dizer que, não bastando o nevoeiro cerrado, não via nada com os óculos naquele estado. De início, tentei resolver a situação limpando as lentes com os dedos das mãos. Só resultou duas vezes. No meio daquele temporal, foi num ápice que ficámos molhados até aos ossos; mãos, pés, pernas, tronco, tudo! Todos os materiais têm um limite. O líder tinha razão; o interior da cratera protegera-nos da verdadeira intensidade da tempestade. São estas ocasiões de dificuldades técnicas que me levam a pensar nas pessoas que teimam em discutir solas Vibram, películas Gore Tex, tecidos Cordura e mais não sei quê durante horas a fio enquanto caminham. Não sei o que pretendem, mas acredito que nem aproveitam a caminhada. É claro que toda esta evolução tecnológica é uma mais valia para quem faz da caminhada um modo de vida. No entanto, Amudsen não tinha botas com solas Vibram nem casaco impermeável com Gore Tex, mas não foi isso que o impediu de chegar ao Pólo Sul. Eu tinha botas com película Gore Tex, mas naquele dia, nem com Gore Tex ou Renex, ou com Pirex me iria safar. Cheguei à mesma à Casa da Montanha tão encharcada como todos os outros. Só quem tem astigmatismo é que percebe a dificuldade de ter as lentes dos óculos molhadas. A perceção das distâncias fica distorcida, não se sabendo se aquela pedra está perto ou longe; ao alcance da amplitude da perna ou não. Em consequência, para além do piso molhado e das rajadas de vento que desequilibravam, estava sempre a colocar os pés em cima de pedras soltas e a escorregar; ou então o chão era mais baixo/alto do que eu percepcionava e tropeçava. Passado pouco mais de uma hora neste ritmo, estava exausta de tanto cair e levantar-me. Além do mais começava a ficar ansiosa por ver que estava a atrasar as outras pessoas. Era imperioso descer o mais depressa possível, pois aquela tempestade não iria amainar tão cedo, pelo menos àquelas altitudes. 48 Março_Abril 2012 OUTDOOR

49 E se eu tirasse os óculos? É uma pergunta legítima. Ora bem, se eu tirasse os óculos, o mundo desaparecia por detrás de uma bruma impenetrável, mais densa do que a que protege os gorilas de montanha no Congo ou a entrada secreta para Avalon. O meu mundo sem óculos corresponde a borrões de cores acinzentadas, onde literalmente só vejo (focado) a um palmo do nariz. Como tal, o nevoeiro da montanha era menor do que o das minhas dioptrias. Em esforço e em stress, descia a montanha aos tropeções, caindo e levantando-me ao ritmo das batidas do coração. Os outros seguiam, olhando para trás confirmando que eu os seguia. Passaram três grupos por nós, em direção ao cume. Trocámos umas palavras rápidas, por cima do vento, recomendando a descida imediata. Eram perfeitos inconscientes tentarem subir! Metro após metro fomos deixando a tempestade para trás, até que atingimos a parte inferior da massa de nuvens e conseguimos ver o mar e sentir o calor nas faces enregeladas. Nesta fase, a descida foi mais rápida, apesar de todos estarmos cansados. O trilho era mais amigo do caminheiro, em terra batida, de inclinação suave. Em breve avistámos o parque de estacionamento e a cobertura da Casa da Montanha. Já falávamos e riamos, gracejando da tempestade na montanha. Saltitávamos pelo trilho, tentando chegar mais depressa à Casa, mas sem correr. Estávamos cansados, molhados e esfomeados; não tivéramos tempo de tomar o pequeno-almoço. Descemos aquelas escadas com a mesma alegria que as subimos no dia anterior. Contudo, a expetativa, a antecipação eram diferentes. Entrei na Casa. Consegui! Conseguimos ambos! Mais um objetivo atingido! Mesmo sem Vibram e míope como uma toupeira, sou a pessoa mais feliz do mundo! Fui corajosa e persistente e consegui. Vi mais caminheiros encharcados até aos ossos. Caminheiros que tentaram a subida, mas foram sensatos em a cancelar. Os Cinco lá estavam, sentados na cafetaria em amena cavaqueira. Cumprimentámo-nos. Familiares e amigos que tinham vindo esperar caminheiros circulavam pouco à vontade. Não compreendiam as emoções que sentíamos naquele momento. Os rostos cansados, mas de olhos brilhantes e sorrisos de orelha a orelha. Por terra Ascensão ao Pico Era uma energia coletiva, impossível de controlar, que pairava entre a cafetaria e a sala principal. Mochilas pelo chão com equipamento espalhado, impermeáveis que eram sacudidos da chuva, caminheiros que trocavam de roupa. Tagarelices, saltinhos, risotas. Ouviam-se no ar expressões do género é pá, não dormi nada por causa do vento, tu viste aquilo? A rajada quase que me atirou ao chão!. Mas não eram queixas, eram gritos de vitória. Todas aquelas pessoas tinham atingido o seu objetivo, ultrapassando os desafios, superando-se a si próprias. Quando a excitação foi diminuindo, dirigimo- -nos ao balcão da cafetaria e pedimos uma coisa quente. Chá ou sopa? Com a fome que tínhamos optámos pela sopa. Afinal de contas era um copo de plástico com um pó que se mistura em água a ferver e se transforma numa sopa para beber. Nem hesitámos. Depois do que passámos, soube-nos ao melhor creme de legumes gourmet. A vida é mesmo simples quando é uma caminhada. ø Susana Muchacho Geosphera OUTDOOR Março_Abril

50 Por Terra bridge jumping salto de 50m de altura O As emoções ficam ao rubro e o salto de uma ponte com cerca de 50 metros de altura, apenas com uma corda especial e um arnês, provoca uma tremenda descarga de adrenalina. Brigde Jumping é certamente uma das atividades outdoor mais radicais realizadas no nosso país. Contrariamente ao Bungee Jumping, onde a queda é totalmente livre e os elásticos fazem tudo, aqui o participante pode intervir no desenvolvimento e criatividade do seu salto. A atividade é assegurada por profissionais muito experientes. Como material de segurança é indispensável o arnês integral e as cordas Após uma ligeira queda vertical as cordas ficam tensas e iniciam o movimento de pêndulo, passando-o para o outro lado da ponte... depois só precisa de saltar. O participante fica a balançar por baixo da ponte de um lado para o outro, onde pode controlar o movimento com o corpo. O salto pode ser efetuado de diversas formas. Uns preferem de costas para o vazio, com queda de pé. Outros já se conseguem atirar de cabeça, estilo mergulho para a piscina, sentindo a emoção ao máximo. Esta experiência é realizada na Ponte Internacional de Melgaço (sobre o Rio Minho). A atividade é assegurada por profissionais muito experientes. Como material de segurança é in- 50 Março_Abril 2012 OUTDOOR

51 dispensável o arnês integral e as cordas Preparado? Está na hora de equipar e estar numa ponte a 50m de altura sobre o Rio Minho, com uma paisagem excecional sobre a região do Alto Minho. É algo que não nos deixa indiferentes O nervoso miudinho tenta apoderar-se de nós. Mas aí está o segredo! Relaxe, sinta-se confiante e sobretudo desfrute da sensação É algo que nunca vai esquecer! Cerca de 25% das pessoas não saltam. É necessário deixar os receios de lado e saltar. Sim, porque vai ver e sentir que é o salto da sua vida ø Nelson Silva Rafting Atlântico Por Terra Bridge Jumping Testemunhos: Sofia Raquel Demais!!!! Fenomenal!!! Parabéns Vladimiro Lemos Foi sem dúvida um dia para relembrar não foi nada fácil suportar os medos e receios :) Ana Serrano É brutal! Adrenalina ao rubro! Fiz há uns anos e é uma experiência espetacular e inesquecível :) Adorei!!! Luís Moutinho Brutaaaaalll!!! OUTDOOR Março_Abril

52 Por Terra Relato um dia na natureza 52 Setembro_Outubro Janeiro_Fevereiro OUTDOOR

53 O dia promete bom tempo. Para os lados do mar, chega uma brisa fresca e salgada. Alguns participantes da caminhada apressam-se nos últimos preparativos, outros conversam entre sorrisos de alegria. O Sol aquece as dunas da praia do Guincho e o céu pinta-se de azul. -Vamos ter bom tempo! - Sentencio para tranquilizar o grupo. Há vários anos que organizo passeios pedestres: curtos, longos, fáceis ou mesmo difíceis, até interpretativos e temáticos, também noturnos e com multiactividades. Posso dizer que já guiei centenas ou mesmo milhares de pessoas na natureza, já lhes mostrei lugares onde só chegamos a pé e que a imaginação nunca encontraria. Já percorri serras e florestas, montes e vales, rios e lagoas. Mas encaro o próximo passeio como o melhor que farei, como o mais espetacular. Talvez seja esse o segredo, mostrar o entusiasmo de quem faz as coisas pela primeira vez. Fotos: Helena Andrade Por Terra Um dia na Natureza Se a sorte provir do trabalho, das boas ideias, da clarividência para perceber o potencial dos espaços naturais do nosso país, aceito o elogio. O grupo que vai realizar a caminhada até ao Cabo da Roca (um sobe e desce vertiginoso de 15 quilómetros) formava um círculo de expectativa, todos sabiam que iria ser um desafio e que seriam os protagonistas dos seus passos nas próximas horas. A responsabilidade de guiar um grupo numa caminhada na natureza é tremenda, ainda para mais num troço como este. Observo os participantes. Escuto as dúvidas. Aconselho nas dificuldades. Olho o horizonte à procura de nuvens. Peso as mochilas e fiscalizo as botas. Motivo os ansiosos. Antecedo possíveis dificuldades e problemas. - Que sorte que tens em fazer algo que realmente gostas. - Dizem-me os amigos ao longo dos anos. Se a sorte provir do trabalho, das boas ideias, da clarividência para perceber o potencial dos espaços naturais do nosso país, aceito o elogio. Com efeito, o trabalho de um guia de passeios pedestres é meticuloso, envolvendo muito trabalho de campo e prospeção, estudo e investigação e sobretudo ideias para sensibilizar um público afastado da natureza, sedentário e pouco consciencioso do potencial natural e patrimonial do nosso país. Felizmente a situação atual mudou e cada vez encontramos mais pessoas a passear na natureza, no entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer. OUTDOOR Março_Abril

54 Por Terra Medimos o tempo, procuramos um passado distante para percebermos o presente. Risco com o bastão esquemas e desenhos na areia molhada para facilitar uma explicação. Uma paleta colorida de caminhantes move- -se entre passos e vistas para o mar. O areal do Guincho dança ao sabor do vento, caem as ondas em direção à costa, formam-se dunas douradas, a linha do horizonte alcança o infinito. Paramos curiosos para observar a paisagem e imaginamos antigos episódios geológicos. Medimos o tempo, procuramos um passado distante para perceber o presente. Risco com o bastão esquemas e desenhos na areia molhada para facilitar uma explicação. Tentamos captar a essência dos lugares, assimilar a sua génese. Praia do Guincho. Serra de Sintra. Erosão. Sedimentação. Seguimos em fila por trilhos escavados na rocha. O mar omnipresente. Cada vez mais lon- 54 Março_Abril 2012 OUTDOOR

55 ge estamos do ponto de partida e mais envoltos em natureza. Esta costa é lindíssima!-- Alguém desabafa de felicidade. Sigo à frente do grupo e sorrio a pensar no que ainda está para vir Portugal, apesar da sua escala, é constituído por paisagens de grande beleza, por histórias e lendas riquíssimas e por uma biodiversidade notável. Há lugares perdidos na bruma dos tempos, cuja história interessa preservar, torná-la presente, pois só podemos preservar algo se o conhecermos. Assim, dar a conhecer é uma das funções do guia. Chegar a pé por trilhos antigos a uma aldeia abandonada para os lados de Mafra que ainda mantém a traça da época. Visitar um moinho ainda vivo na Serra da Arrábida ou contemplar as vistas desde as ruínas de um castro. Percorrer uma estrada medieval até alcançar um castelo ou uma ermida. São vivências que procuro transmitir com o intuito de consciencializar as pessoas A marcha continua sinuosa até ao extremo ocidental da parte continental da Europa. Sucedem-se arribas de centenas de metros que por trilhos estreitos virados para o mar propiciam vistas deslumbrantes (...) acerca da riqueza que existe à nossa volta, muitas vezes, em meios naturais bem perto da nossa casa. A marcha continua sinuosa até ao extremo ocidental da parte continental da Europa. Sucedem-se arribas de centenas de metros que por trilhos estreitos virados para o mar propiciam vistas deslumbrantes para o azul do oceano. A costa escarpada esconde enseadas de praias inacessíveis. Ou melhor, inacessíveis para alguns, pois para este grupo o trilho ou o que resta dele, leva-nos ao nível do mar, e até molhamos os pés, enquanto almoçamos. O sol está a pique e até os mais habituados a estas aventuras começam a dar sinais de cansaço. Agora não podemos voltar para trás, respondo a um comentário de alguém que perguntou se ainda falta muito para o final. Por vezes a quebra psicológica antecede a física. Se soubermos gerir o Por Terra Um dia na Natureza OUTDOOR Março_Abril

56 Por Terra esforço físico, apreciar a paisagem e quebrar a ansiedade, chegamos mais longe do que pensamos e alcançamos objetivos que nunca pensaríamos conseguir. Quantas vezes me disseram no final de uma atividade que nunca imaginariam ter chegado ao fim e percorrido todos os quilómetros previstos. Com efeito, as coisas só são impossíveis antes de as realizarmos. O trabalho de guia num passeio pedestre visa também a observação da natureza. Compreender o meio físico em redor e saber transmitir em doses certas os seus segredos aos participantes é a chave para que se sintam em equilíbrio com a envolvência. Os passeios pedestres não teriam sentido se esse não fosse um dos seus objetivos primordiais: aproximar os participantes à natureza através da identificação dos mesmos com valores e características dessa mesma natureza. Observar uma rapina a voar em círculos, identificando uma rara águia- -de-bonelli e surpreender uma raposa a caçar ou contemplar um céu estrelado numa noite de verão podem ser experiências aparentemente Ao longo destes anos, são largos os quilómetros percorridos, os lugares visitados, as histórias contadas. Muito aprendi com a soma de passos que dei. banais, mas presenciadas diretamente no terreno transformam-se em experiências únicas. Em resumo, caso o guia consiga que o participante se sinta o protagonista das experiências vividas, consegue fidelizar a pessoa à atividade de caminhar num meio natural. Já vemos ao longe, para lá do fim de tarde, o recorte do Cabo da Roca. Paramos cada vez mais vezes para retemperar as forças, após cada subida entre tojos e carrascos voltamos a descer entre alecrins e rosmaninhos. Pelo caminho, visitamos um forte perdido nas arribas e que em tempos defendeu a costa de piratas e invasores inimigos. Escutamos o som do mar em silêncio e na imensidão da paisagem, seguimos rumo ao fim da Europa por trilhos de pescadores riscados no vértice dos promontórios. A sensação de liberdade e de conquista pessoal está estampada no rosto de cada participante. A saudação final em jeito de abraço dado por alguns membros do grupo quase faz minimizar o gesto incrédulo de tocar no obelisco do Cabo da Roca como se duma meta de tratasse. Todos chegaram bem e tenho a certeza que este 56 Janeiro_Fevereiro 2012 OUTDOOR

57 dia será inesquecível para os participantes. Agora sim descanso. Respiro. Ao longo destes anos, são largos os quilómetros percorridos, os lugares visitados, as histórias contadas. Muito aprendi com a soma de passos que dei. Agradeço a todos pela companhia, pela partilha e pela alegria. Estou grato aos momentos vividos mas mais ainda pelos que se seguirão. ø Luís Dias Por Terra Um dia na Natureza OUTDOOR Janeiro_Fevereiro

58 Por Água Volta Ibérica por Nuno Pereira Volta Ibérica, uma expedição com início marcado para 12 maio de 2012, tem como objetivo fazer toda a costa da Península Ibérica em kayak de mar. Nuno Pereira, autor e coordenador do projeto, revela-nos na primeira pessoa como irá ser esta aventura e dá-nos a conhecer alguns pormenores da viagem. Por Sofia Carvalho 58 Novembro_Dezembro 2011 OUTDOOR

59 Outdoor: Como surgiu este projeto? nuno pereira: Comecei a ser praticante de kayak de mar em 2008, e ao longo deste tempo tenho feito várias expedições. De cada vez que consigo superar um desafio, proponho-me logo enfrentar outro, subindo sempre a fasquia quer na duração, quer na exigência, e assim cheguei a este projeto! Por Água Volta Ibérica Quantos membros vão participar na Volta Ibérica? No início, o meu objetivo era fazer toda a expedição a solo. Formei uma equipa para me apoiar em toda a preparação do projeto. Passado algum tempo, José António, um amigo de longa data e também um dos membros da minha equipa, sugeriu acompanhar-me. Nada melhor do que uma companhia! Assim iremos os dois tentar concretizar com sucesso esta aventura! Quantos dias estimam que irá durar a vossa expedição? Numa expedição com esta dimensão não é fácil ter uma uma ideia clara da sua duração. Fizemos um estudo que nos dá uma indicação de 87 etapas, a cumprir em 107 dias, e uma distância que ronda os 3500km. Se conseguir concluir esta previsão já me dou por muito contente, mas acima de tudo o objetivo é terminar a Volta Ibérica independentemente do tempo que possa durar. Como está a ser feita toda a preparação antes do início do projeto? Estamos empenhados na angariação de patrocínios, sem eles seria impossível levar toda esta aventura para a frente devido ao seu alto orçamento. Eu, pessoalmente, estou mais dedicado aos treinos. Nesta equipa somos 11 elementos, embora apenas 9 estejam representados no nosso site (os outros dois preferem manter-se no anonimato), dividimos tarefas e cada um tem cumprido a sua parte como pode e da melhor maneira que sabe. A todos eles quero aqui deixar os meus agradecimentos pelo seu empenho e dedicação e peço- -lhes que continuem neste projeto pois eu preciso e vou continuar a contar com eles! Quais são as maiores dificuldades que prevêm no percurso? O pior serão os dias em que o mar se altera de repente e nós estamos lá. Embora sigamos sempre as previsões, elas por vezes falham. Depois teremos de passar em locais que poderão ser muito difíceis de navegar, como por exemplo dobrar os cabos e, a norte da península, a zona do golfo da biscaia, muito fustigada pelo vento e OUTDOOR Março_Abril

60 Por Água mar de norte. Já alguma vez tinham feito alguma expedição como esta? Já tinha feito um projeto de grandes dimensões, a par com Rui Calado - a volta a portugal. Foi um projeto que durou 26 dias, com 21 etapas e cerca de 850km. Foi uma aventura que adorei, mas esta é bem maior, onde as dificuldades serão imensas mas eu não quero deixar de tentar, e com muita sorte à mistura espero conseguir! Como tem sido o apoio que têm recebido para o projeto? Tem sido muito bom. Os nossos patrocinadores têm sido muito generosos, mas ainda assim continuamos muito abaixo do orçamento necessário para toda a expedição. Vamos continuar a trabalhar para que se consiga tudo o que for preciso para a concretização com sucesso desta aventura. Existe alguma forma de se poder acompanhar esta vossa aventura? Temos o nosso site onde iremos ter reportagens diárias sobre as etapas, com videos, fotos e o nosso dia a dia. Poderão também seguir a nossa localização em direto, via satélite, numa das páginas do site Qual o feedback que tem recebido? Excelente. Temos recebido muitas frases e e- -mails de apoio, de mais de 20 países em todo o mundo, em especial das Canárias e do México, o que nos deixa muito felizes. Durante a expedição Volta Ibérica terão algum apoio em terra? Apoio propiamente dito não, mas ao longo de toda esta aventura seremos muitas vezes visitados por familiares, amigos e até mesmo muitos seguidores, que nos acabam por trazer alimentos e água. Ao longo da viagem também vamos passando por várias localidades e fazendo novos conhecimentos, onde acabará sempre por surgir algum apoio. Qual o material indispensável que poderão levar no vosso kayak? Essencialmente equipamento de segurança, para que em alguma emergência estejamos bem equipados. Depois para além de todo o vestuá- 60 Março_Abril 2012 OUTDOOR

61 rio e material de campismo, teremos de ter sempre comida e água no mínimo para quatro dias. Nunca sabemos por quanto tempo podemos ficar parados em algum local sem abastecimento. Como foi pensada a distribuição das etapas? Para todo o mediterrâneo e costa sul de Portugal foram pensadas etapas com uma média entre os 40km a 50km diários. Depois, já na nossa costa atlântica, fazemos a ligação de porto a porto, por uma questão de maior segurança. Por essa mesma razão poderemos ter de fazer etapas que chegarão aos 70km. Quase dois meses e meio depois de começar, já a norte de Espanha, no golfo da biscaia reduzimos as distâncias para uma media de 35 km diários, devido não só ao nosso possível cansaço mas também por ser uma zona de maior dificuldade de navegação. Qual o grande objetivo desta expedição? Acima de tudo concluir um projeto (por mim idealizado) nunca antes feito por um português. Quais os critérios de decisão para o início da expedição? Gostaria de cumprir todo este projeto durante o verão. Comecei por fazer um estudo da distância e das etapas que acho necessitar para concluir toda esta aventura, depois tendo como objetivo terminar até ao final de setembro, calculei que em maio seria uma boa altura. Caso não consiga terminar até ao final de agosto, tenho mais um mês pela frente para tentar pelo menos terminar, que é o nosso principal objetivo. Quais as perspetivas futuras depois desta expedição? Em primeiro lugar, para que possa ter prespetivas relacionadas a este projeto terei de o conseguir concluir na totalidade, mas gostaria imenso de escrever um livro sobre esta aventura e possivelmente um dia voltar a pensar num outro projeto... que será sem dúvida mais difícil, ou não fosse sempre essa a minha postura. ø Saiba mais sobre avolta Ibérica em: Por Água Volta Ibérica OUTDOOR Março_Abril

62 Por ar paramotor 62 Março_Abril 2012 OUTDOOR

63 paramotor é uma aeronave em tudo parecido com o parapente, mas com um motor acoplado às costas do piloto através de um arnês próprio. Tem a valência de não necessitar de um local elevado com a saída alinhada com o vento para conseguir descolar, como no parapente. Um qualquer local plano (com um tamanho aproximado de um campo de futebol) com espaço para uma pequena corrida alinhada com o vento permite ao paramotor descolar, graças ao impulso gerado pela força do motor e do hélice. Talvez a razão que mais contribui para o grande sucesso do parapente e do paramotor será o facto de ser uma forma economicamente acessível de voar e ao mesmo tempo muito prática em termos de transporte e mobilidade, pois cabe em qualquer bagageira de automóvel. Os paramotores estão classificados em duas categorias, quanto à forma de descolagem: a pé ou em trike. Nos primeiros a estrutura é bem mais leve e simples mas exige uma breve corrida a pé para ganhar a velocidade suficiente necessária à criação de sustentação da asa e consequente descolagem. Nos paramotores em trike (pequena estrutura munida de rodas onde o piloto vai sentado) a descolagem é mais cómoda porque não carece de esforço físico mas tem como contrapartida o maior custo financeiro e a logística necessária ao seu transporte. Existem paramotores de maiores dimensões que, aliados também a motores mais potentes, permitem transportar um passageiro sem qualquer tipo de experiência ou formação de voo, sendo necessário apenas uma explicação prévia de 10 minutos. Assim, o parapente e o paramotor conseguem proporcionar batismos de voo com sensações verdadeiramente invulgares e puras, porque o passageiro olha em redor e para baixo e não tem qualquer estrutura ou carenagem entre si e o ar que o rodeia e lhe bate no rosto; é uma visão 100% limpa e ampla para onde quer que se olhe. Como diz um ditado nosso: só estas pessoas é que sabem porque é que os pássaros cantam. Talvez a razão que mais contribui para o grande sucesso do parapente e do paramotor será o facto de ser uma forma economicamente acessível de voar e ao mesmo tempo muito prática (...) Ao contrário do que se pensa, o verão e os dias quentes não são os mais indicados para voar de paramotor, com exceção de alguns locais junto ao mar. O sol intenso aquece de forma diferente as várias superfícies da terra (estradas, aglomerados de árvores, terras lavradas, espelhos de água) e estas assimetrias de temperatura provocam correntes verticais de ar ascendentes e descendentes, invisíveis a olho nu, Por aro Paramotor OUTDOOR Março_Abril

64 Por ar que tornam os voos instáveis e desagradáveis ou mesmo perigosos. O facto de a asa, responsável pela sustentação, ser bastante flexível (lembre-se que é uma aeronave de asa não rígida) representa a maior desvantagem em segurança porque poderá não conseguir manter a sua eficiente rigidez voando em camadas de ar tão instáveis como aquelas provocadas pelas turbulências térmicas. A intensidade do vento tem muita influência na determinação das condições atmosféricas ideais para o parapente e paramotor. Para conseguir descolar é necessário sustentação e esta é gerada pela passagem do ar pela asa, da mesma forma que num avião. A velocidade do ar a passar na asa é determinada pela soma da velocidade do vento (obrigatório descolar e aterrar sempre contra o vento) mais a velocidade de corrida do piloto. Assim e imaginando que necessitamos de vento frontal a 20 km/h para gerar a sustentação necessária para descolar, teremos de correr até atingir esses mesmos 20 km/h se o vento estiver nulo, ou correr apenas até aos 8 km/h se a intensidade do vento for de 12 km/h. ø Nuno Avelar de Sousa Sniper Sabia que? É importante também saber analisar e prever as condições atmosféricas e a sua possível alteração a curtíssimo prazo para evitar situações inesperadas e desagradáveis. Os pilotos têm uma máxima que diz: é preferível estar em terra com vontade de subir, do que estar lá em cima com vontade de descer. 64 Março_Abril 2012 OUTDOOR

65 ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS DESPORTIVOS percursos PEDESTRES CANYONING PAINTBALL RAPPEL ORIENTAÇÃO SLIDE FORMAÇÃO E MUITO MAIS! mostramos-te O GERÊS... ORGANIZAMOS EVENTOS À tua medida CONTATOS: OUTDOOR Setembro_Outubro RNAAT: 20/2003 RNAVT: 3007

66 Fotografia Truques&Dicas por João Melo fotografar ONDAS 66 Março_Abril 2012 OUTDOOR

67 Fotografia Truques e dicas Forte de São Julião da Barra, Praia de Carcavelos f/9 - /640 OUTDOOR Março_Abril

68 Fotografia Com uma costa tão vasta e pejada de praias, baías ou apenas lajes triangulares, é normal que Portugal seja um país rico e com uma oferta muito variada de ondas. Há-as de todos os tipos, pequenas, grandes, umas mais redondas, outras quadradas, e ainda umas que por serem tão diferentes, não as conseguimos classificar. Quem nunca foi à praia num passeio de inverno e não ficou maravilhado com aquelas paredes de água a enrolarem-se sucessivamente até à areia e ficou hipnotizado pelas suas belezas, formas e cores. De certo, todos já tiramos fotografias a ondas e por qualquer motivo, nunca conseguimos transportar para a imagem toda aquela beleza que nos fez disparar o obturador. Existem certos aspetos muito importantes a ter em conta quando queremos fotografar ondas. O local onde estamos, o enquadramento que queremos dar à imagem e as condições climáticas que estão no momento. Em relação a A melhor altura do dia para fotografar ondas será de manhã. Como temos uma costa virada principalmente a Oeste, durante o período manhã (...) material, uma lente zoom mm (as mais comuns) já chega para o que pretendemos e o uso de tripé é aconselhável para não termos surpresas e ao revermos as fotografias, não encontrarmos um céu na diagonal. A melhor altura do dia para fotografar Ondas será de manhã. Como temos uma costa virada principalmente a Oeste, durante o período manha vamos encontrar o sol nas nossas costas, o que irá fazer com que as cores variem entre os dourados do nascer do sol e comecem a ficar mais vivas à medida que vão passando as horas. Durante esta altura as sombras ainda são bastante suaves o que retira das imagens um excessivo grau de contraste entre altas luzes e sombras. Durante a hora a que o sol fica a pique e durante a tarde, as dificuldades aumentam porque deparamo-nos agora com contrastes elevados, altas luzes e brilhos constantes do reflexo do sol. Uma solução para esta situação é usarmos um pára-sol para reduzir o efeito flare nas imagens. O uso de um polarizador tam- Zicatela, Puerto Esvondido, México f/10-1/ Março_Abril 2012 OUTDOOR

69 bém ajuda a diminuir os reflexos e brilhos que encontramos. Nesta altura do dia, também podemos colocar- -nos numa zona mais lateral em relação à onda de modo a fotografa-la de outro ângulo para minimizar os efeitos da luz. Em relação ao enquadramento, e para não cairmos na banalidade de querer fotografar de muito perto a onda, a primeira fotografia que devemos fazer será sempre uma geral da onda e do local onde estamos. Por elementos em primeiro plano, sejam eles um banco, arbustos ou mesmo pessoas, acaba por ser uma boa ideia no que diz a composição de imagem. Desviar a onda do centro da fotografia também pode ser uma boa opção. Depois te termos escolhido todos os elementos a enquadrar, só precisamos de ter alguma paciência até vir a onda que queremos. É um processo que demora alguns minutos, mas é fundamental para conseguir uma boa imagem. A partir deste momento, tudo o que temos que fazer é ir brincando com as composições de imagem e com diferentes zooms até termos a imagem que queremos. Em termos técnicos de velocidade de obturação/ diafragma, se queremos uma imagem nítida e sem arrastamentos, teremos sempre que usar uma velocidade superior a 1/800. Para ajudar na focagem e não termos sempre um plano focado o valor de f/ terá que ser, preferencialmente, sempre superior a f/8. Para obtermos melhores resultados a máquina deverá estar com prioridade ao diafragma, sempre com valores superiores a f/8 e para obtermos uma velocidade superior a 1/800 devemos ir compensando com o ISO. Fotografia Truques e dicas É um processo que demora alguns minutos, mas é fundamental para conseguir uma boa imagem. Ericeira f/11-1/3200 Praia da Empa, Ericeira f/8-1/800 OUTDOOR Março_Abril

70 Fotografia Gnarallo Point. Austrália f/5.6-1/800 O ponto focal também é bastante importante e deverá estar fixo na onda, seja ao centro ou noutro ponto qualquer, dependendo sempre do enquadramento que estamos a fazer. Ao fim do dia, e quando temos pouca luz, podemos usar o sol baixo como um aliado, usando-o para fazer imagens com os tons quentes do sol por trás ou apenas imagens com silhuetas e recortes de ondas. Se nos posicionarmos também num ponto mais baixo rente ao chão e conseguirmos posicionar o sol por detrás da parede da onda, conseguimos imagens com a luz solar a passar na transparência da onda produzindo uma palete de cores diferentes com tons a variar entre o verde e azul e amarelo. Quando já trabalhamos mesmo com pouca luz, podemos usar velocidades baixas para fazer pannings ou deixar apenas o tempo passar e fazer fotografias que mais se assemelham a verdadeiros quadros pelos arrastamentos que a onda produz. Para este tipo de imagens um tripé é fundamental e um disparador pode minimizar a nossa vibração quando tiramos a foto. Boas Fotos. ø João Melo 70 Setembro_Outubro 2011 OUTDOOR

71 SÃO PEDRO DE SINTRA 1.ABRIL H30 35/75KM EM MONTANHA. Parceiro institucional: Apoios: Parceiro media: Organização:

72 Fotografia do mês Foto: Magali Tarouca baía de Entre Montes, Faial, AÇORES 72 Março_Abril 2012 OUTDOOR

73 Esta imagem foi captada numa saída de mergulho na baía de Entre- -Montes (ilha do Faial, Açores) que fica junto ao Monte da Guia por detrás da praia de Porto Pim. Este é um local de excelência para batismos de mergulho. A zona apresenta pouca corrente, não é muito profunda e está localizada muito perto da marina da Horta. Fotografia Foto do Mês Foto: Marco Medeiros Aqui, conseguimos encontrar uma enorme riqueza de fauna marinha, onde se verifica uma zona rochosa e outra de areia. Podemos observar várias espécies de peixes (como rascassos, salmonetes, vejas, sargos, moreias, solhas...), estrelas do mar, ouriços, polvos, caranguejos-eremitas, anémonas, entre outros. Para alcançarmos o local, a descida é feita junto à parede do Monte da Guia. Neste dia, a saída de mergulho foi combinada com três amigos e foi extremamente divertido. A visibilidade estava excelente e foi possível avistar muitos animais e tirar imensas fotografias. O peixe que se encontra junto a mim chama- -se rascasso. Com o nome científico Scorpaena maderensis, o rascasso é um peixe solitário e de hábitos noturnos, que passa o dia praticamente imóvel, disfarçado entre rochas e algas. Quando perturbado, ergue a barbatana dorsal, de modo a exibir os seus fortes e ameaçadores espinhos venenosos. Este por sua vez, encontrava-se muito sociável, ao aproximarmo-nos cautelosamente ele não se intimidou com a nossa presença e esteve durante muito tempo imóvel, o que nos permitiu tirar várias fotografias mesmo estando muito perto. Foram 50 minutos de mergulho que passaram num instante. A constante presença e diversidade da vida marinha deixou-me com imensa vontade de repetir brevemente! ø Ana Sofia Mendonça Bióloga Marinha OUTDOOR Março_Abril

74 Fotografia Portfólio do mês Nuno Sá 74 Novembro_Dezembro 2011 OUTDOOR Tartaruga boba, Açores

75 F oi no já longínquo ano de ano de 1997 que pela primeira vez visitei e me apaixonei pelos Açores. Quatro anos depois, desistia de uma carreira de advogado para perseguir o meu sonho de viver uma vida em contacto com o mar. No fundo da minha mente crescia uma ideia... de um dia me tornar fotografo de vida selvagem, neste Oásis no meio do vasto Oceano Atlântico e desvendar os seus segredos. Dez anos volvidos desta decisão vivo o meu sonho mas cai por terra a ilusão, os segredos do mar são tantos e tão profundos que nunca os poderei conhecer a todos. Mas o objectivo mantêm-se: mostrar a todos os portugueses o porquê de me ter apaixonado pela nossa incrível vida marinha, desde o maior peixe do mundo (o tubarão baleia), à maior população de cavalos marinhos do nosso planeta (na Ria Formosa), à foca mais rara (a Foca monge) e ao maior animal do mundo (a baleia azul). Este é o nosso património e o nosso mar, que todos temos a obrigação de preservar... e o privilégio de viver. ø Publica os seus trabalhos em: Fotografia Portfólio Cachalotes, Açores Fotos: Nuno Sá Carrasqueira Sunset, Comporta 2011 OUTDOOR Novembro_Dezembro Jamantas, 2011 Santa Maria, Açores 75

76 Fotografia Cavalo Marinho Ria Formosa Vista Aérea Ria Formosa, São Jorge, Açores 76 Março_Abril 2012 OUTDOOR

77 Fotografia Portfólio Anthia, Santa Maria, Açores Golfinhos Comuns, Path, Guincho Açores 2011 OUTDOOR Março_Abril

78 Fotografia Tubarão Frade, Açores Quem é o Nuno sá? Fotógrafo profissional desde 2004, especializou-se em fotografia de vida selvagem de temas marinhos. Conta com 6 livros editados, e é colaborador regular de várias revistas Nacionais e Internacionais, entre elas a National Geographic Portugal. Já expôs imagens em alguns dos maiores museus de história natural do mundo tais como London Natural History Museum e Smithsonian National Museum of Natural History, em Washington. Conta com cerca de uma dezena de distinções em alguns dos principais concursos internacionais de fotografia de natureza, sendo hoje o mais premiado fotógrafo de natureza a nível Nacional. Entre vários outros destacam-se duas imagens premiadas no Wildlife Photographer of the Year, o maior e mais prestigiante concurso de fotografia de vida selvagem a nível mundial, bem como uma imagem vencedora da categoria Oceanos no maior concurso de fotografia de natureza dos EUA Windland Smith Rice Internacional Awards. Membro da International Environment Photographers Association (IEPA), Nuno Sá faz presentemente parte da equipa do Wild Wonders of Europe, a maior iniciativa de fotografia de natureza alguma vez realizada a nível mundial tendo como parceiro privilegiado a National Geographic Society. 78 Março_Abril 2012 OUTDOOR

79 Fotografia Portfólio Orcas, São Miguel, Açores Ilha do Corvo, Açores Ilha do Corvo, Açores OUTDOOR Novembro_Dezembro

80 Fotografia Anémona Gigante, Madeira Tubarão Azul, Faial, Açores 80 Março_Abril 2012 OUTDOOR

81 Fotografia Portfólio Peixe Rainha, Ilhéus das Fomigas, Açores Tubarão Baleia, Santa Maria, Açores OUTDOOR Março_Abril

82 Fotografia APP IPhone CÂmera + Existem inúmeras aplicações para iphone e muitas delas oferecem-nos várias opções de edição de imagem. Este vasto leque de opções torna a escolha da melhor aplicação uma tarefa muito complicada. Por isso, vou vos falar da aplicação que, até ao momento, mostrou ser a que proporciona a melhor experiência no que diz respeito ao momento de tirar a fotografia e ao workflow de edição. Câmera + é uma aplicação da Inventive, Inc onde conseguimos guardar o momento ou local em que nos encontramos, editar a imagem para conseguirmos dar-lhe a expressividade que pretendemos e partilhar com os nossos amigos através das redes sociais e/ou por e/ou sms, tudo isto de maneira fácil e rápida. Acima de tudo, não é preciso ser um expert para se conseguir fotografias bastante interessantes. qualquer do ecrã. É uma ferramenta muito prática, principalmente em fotografias de paisagens, pois nem sempre o local onde queremos focar é onde conseguimos a melhor luz. A aplicação tem dois modos: Câmera e Lightbox Modo Câmera: O processo inicia-se, como todos sabemos, tirando a fotografia (também é possível carregar fotografias já tiradas com a aplicação do iphone). A aplicação oferece-nos várias ferramentas para conseguirmos o mais perto possível daquilo que pretendemos. O flash é uma ferramenta fundamental para se conseguir captar imagens em locais com pouca luz e a aplicação permite escolher 3 modos de flash: Auto, On e Contínuo. Temos também disponível 4 modos de disparo: Normal, Estabilizador de imagem, Temporizador e o Burst (Disparo contínuo). Também podemos usar o zoom digital que vai até 6.0x. O que distingue esta aplicação de todas as outras é a ferramenta que nos permite focar a imagem num ponto e medir a luz noutro ponto No menu da aplicação é possível desligar o som da câmera, o zoom digital, a grelha e o Geotagging. É ainda possível controlar onde são guardadas as fotografias (Lightbox, Camera Roll ou ambos), a qualidade (Full ou Optimized para maior rapidez a guardar e partilhar as imagens) e ainda inserir os dados de login para as redes socias (Facebook, Twitter e Flickr). 82 Março_Abril 2012 OUTDOOR

83 Depois de tirarmos a fotografia, esta nem sempre está exactamente como queremos. Umas vezes porque somos demasiado exigentes e a fotografia não ficou como queríamos (isto acontece-me sempre), outras porque queremos dar um expressão diferente à imagem para conseguirmos transmitir o que nos fez captar aquele momento. Para isso, a Câmera + oferecemos um leque de opções bastante rico. Fotografia APP Iphone A primeira opção é o controlo de balanço de brancos / contraste onde nos apresenta cenários pré-programados onde apenas podemos controlar a intensidade do cenário que escolhemos. Temos os seguintes cenários para escolher: Clarity, Auto, Flash, Backlit, Darken, Cloudy, Shade, Fluorescent, Sunset, Night, Portrait, Beach, Scenery, Concert, Foot e Text. Modo Lightbox: Estes cenários servem para nos ajudar a modificar o balance de brancos / contaste das fotografias que tiramos, segundo as condições em que as tiramos, mas nem sempre o cenário que a aplicação julga ser o mais indicado é aquele que consegue dar o resultado que pretendemos, por isso o meu conselho é: Experimentem os cenários todos até encontrarem o que vos agrada mais. OUTDOOR Março_Abril

84 Fotografia A quarta opção oferece-nos efeitos especiais (FX Effects) que estão agrupados em 4 categorias: Color, Retro, Special e I Analog (opção paga à parte - 0,79 ). A segunda opção permite-nos controlar a posição da fotografia (landscape ou portrait) e inverter a imagem vertical e horizontalmente. A terceira opção permite-nos fazer crop da imagem e oferece-nos 10 modos de crop. Além do modo Freeform que nos dá liberdade para recortar a imagem como bem pretendemos temos disponíveis 9 modos com medidas pré-definidas: Original (conserva as dimensões originais da imagem), Golden, Square, 3x2, 4x3, 4x6, 5x7, 8x10 e 16x9 (medida clássica de panorâmica). A quinta e última opção oferece-nos várias opções para molduras separadas em duas categorias: Simple e Styled. A Simple resume-se a opções de bordas em preto ou branco mudando apenas na grossura da moldura e cantos arredondados e ainda a opção de vinhetagem muito conhecida e usada no mundo da fotografia. A categoria Styled oferece tipos de molduras mais estilizadas dentro das quais se destaca a Film que reproduz o filme de 35 mm. Podemos ainda ver a informação da imagem no modo Lightbox onde conseguimos ver a data e hora a que foi tirada a fotografia, exif, localização geográfica, assim como as opções que foram utilizadas no processo de edição da imagem. Info sobre a aplicação: Preço: 1,59 Disponível para: iphone, ipod Touch e ipad Requisitos: ios 4.0 ou superior Site: Campl.us taptaptap.com 84 Março_Abril 2012 OUTDOOR

85 No fim, quando conseguimos iluminar e recortar a imagem, dar o efeito pretendido e colocar a moldura desejada, podemos guardar a imagem só para nós ou partilhar com o mundo através das redes sociais. Para partilhar no Facebook, além da legenda que queremos colocar, é possível escolher qual o álbum em que queremos publicar (algo que nem todas as aplicações nos permitem). ø Bons disparos! José António Fernandes Facebook Fotografia APP Iphone Antes Depois OUTDOOR Março_Abril

86 S.O.S.... como fazer fogo E se estiver perdido no meio do mato, e sem fósforos ou isqueiros à mão? Assim como a água, também o lume é essencial para se conseguir sobreviver em terras inabitáveis. O fogo permite: Aquecer e mantê-lo seco; Purificar a água pela fervura; Secar as roupas; Confecionar alimentos: Assegurar segurança e conforto; Sinalizar as equipas de resgate; Derreter o gelo e a neve e obter água potável; Espantar animais perigosos; Fornecer iluminação; Em casos extremos, o tempo de sobrevivência aumenta ou diminui em função da sua capaci- dade para fazer uma fogueira quando e onde necessária. Acompanhe as nossas sugestões e parta à aventura em segurança. Como e onde posso fazer uma fogueira? A escolha de um bom local é imprescindível no momento de se fazer uma fogueira. O primeiro passo para uma boa fogueira é estudar o terreno para escolher o melhor local. Conheça algumas das características que deve ter em conta: Solo seco; Superfície lisa; Ter em conta a direção do vento; 86 Março_Abril 2012 OUTDOOR

87 Foto: José Luís Santos Acesso à lenha; Estar próximo a uma fonte de água. Como combustível pode utilizar madeira morta em pé, ou seja, ainda agarrada ao tronco (sem partes verdes e com um snap característico quando parte) ou pendurada de modo a não ter contato com o chão. Quase todas as madeiras podem ser utilizadas para fazer fogueiras, no entanto, tenha cuidado para não queimar nenhuma planta venenosa, pois os seus fumos podem ser tóxicos. Para atear o lume, use acendalhas produzam uma boa chama inicial e corte a madeira seca em aparas antes de tentar pegar-lhe fogo. Controle a combustão, adequadamente, e mantenha as brasas protegidas do vento. E não se esqueça, dá menos trabalho manter uma fogueira do que fazer outra. FAZER LUME SEM FÓSFOROS? Existem vários métodos para se fazer uma fogueira sem utilizar fósforos ou isqueiro. Alguns são mais fáceis do que outros, mas todos requerem alguma prática. Estas ideias podem-no ajudar a sobreviver na natureza e pode experimentá-las por mero lazer, é divertido! Comece por preparar um pouco de mecha seca e proteja-a do vento e da humidade, criando uma base ou plataforma elevada e virando as costas ao vento Para uso futuro, não se esqueça de a guardar num recipiente à prova de água. Aqui ficam algumas das técnicas: COM SOL E UMA LENTE Foto: Escola do Mato Foto: Equinócio PEDERNEIRA DE AÇO Este é o método mais eficaz de fazer lume, sem o auxílio de fósforos, uma vez que funciona mesmo encharcado. Use a pederneira que em certos equipamentos vem fixada ao fundo da caixa de fósforos impermeável. Segure a pederneira perto da mecha e raspe com a lâmina de uma navalha ou outra pequena peça de aço. Quando a mecha começar a arder, abane-a e sopre até fazer chama. Gradualmente, acrescente combustível à mecha. Se não conseguir uma faísca com a primeira pedra, experimente com outra. POR FRICÇÃO DE MADEIRA S.O.S. Como Fazer Fogo Uma lente de uma máquina fotográfica, uma lente convexa de um binóculo ou uma lente de um óculo ou foco luminoso podem ser usadas, para concentrar os raios solares sobre a mecha. Este é um método difícil e por isso, se não tem muita prática, não é aconselhável que o guarde como recurso e tenha sempre alternativa. São vários os métodos de produzir fogo pelo atrito (com arco de pua, com uma correia, por fricção de dois paus. No entanto, todos estes métodos requerem prática e se os conhece bem, não deixe de usá-los, mas não se esqueça que a pederneira (pedra dura) e o aço lhe vão dar os mesmos bons resultados, com menos trabalho. Nos dias de hoje, saber fazer uma fogueira com OUTDOOR Março_Abril

88 S.O.S. Fotos: Equinócio ou sem fósforos é uma condição indispensável para os mais aventureiros! KIT DE EMERGÊNCIA Se é adepto de aventuras deve ter sempre consigo um kit de emergência na sua mochila. Vai precisar de algo que crie a primeira chama, como acendalhas químicas (daquelas de acender o churrasco lá de casa), acendalhas caseiras de algodão, parafina, resina, vaselina ou outro material inflamável. São materiais que são facilmente acesos por uma faísca ou uma pequena chama. Um pedaço de câmara de ar de bicicleta também é leve e arde durante um período de tempo considerável, mesmo quando molhado. CONSELHOS ÚTEIS Não desperdice fósforos ao tentar acender uma fogueira mal preparada; Economize combustível e utilize apenas o que for necessário para manter a fogueira acesa; Proteja a fogueira do vento com um para-vento ou refletor que estes vão orientar o calor para a direção desejada; Faça a fogueira num local apropriado para evitar a propagação do fogo às matas; Quando abandonar o local do acampamento, apague cuidadosamente a fogueira. ø Revista Outdoor 88 Março_Abril 2012 OUTDOOR

89 S.O.S. Como Fazer Fogo sabia que... Foto: José Luís Santos Os fósforos podem ser postos à prova de água cobrindo-os com parafina líquida ou com verniz das unhas? A melhor acendalha é qualquer tipo de erva seca? No gelo polar ou nas áreas onde não há outros combustíveis, a gordura animal é uma fonte de combustível? OUTDOOR Março_Abril

90 Descobrir GEOPARQUE AÇORES 9 ilhas, 1 geoparque Porque se formou o arquipélago dos Açores em pleno Oceano Atlântico? Porque são as 9 ilhas açorianas tão diferentes se são todas de origem vulcânica? Porque é que desde o povoamento das ilhas, no século XV, a sua beleza natural tem cativado a atenção de diversos visitantes, naturalistas e estudiosos? Aventure-se e venha descobrir bonitas geopaisagens, com grandes vulcões, lagoas, fumarolas, cordilheiras vulcânicas, águas termais, cavidades vulcânicas e fajãs, que fazem parte do património geológico açoriano e desfrute das diversas atividades de natureza que estas ilhas têm para oferecer. Desde o povoamento, os açorianos aprenderam a viver com os seus vulcões e sismos, tirando partido dos solos férteis, recursos geológicos disponíveis (como as rochas, geotermia e água) e suas bonitas paisagens para promoção do seu desenvolvimento socioeconómico. Como tal, os vulcões açorianos marcam o quotidiano da sua sociedade, condicionando a arquitetura regional (popular, religiosa e militar), a cultura (arte e gastronomia), a etnografia (costumes e tradições) e o próprio património imaterial (histórias e lendas), para além da grande influência na biodiversidade das ilhas. No arquipélago existem diversas ofertas ao nível do Turismo de Natureza, Ecoturismo e Turismo de Aventura, que incluem o pedestrianismo, rotas motorizadas (todo o terreno, moto-quatro), ciclismo, geocaching atividades náuticas (pesca, mergulho e observação de cetáceos), observação de aves, escalada e montanhismo, entre outras. O geoturismo é um produto turístico recente nos Açores, encarado como um turismo de natureza ativo, pois envolve aprendizagem, exploração e descoberta e lida com experiências, emoções e sensações. A este nível existem alguns produtos e serviços, como percursos pedestres que passam por geopaisagens ou geossítios, visitas a cavidades vulcânicas, onde se pode aventurar no interior de antigos vulcões e percorrer mundos 90 Março_Abril 2012 OUTDOOR

91 Lagoa do Fogo, São Miguel Foto: Paulo Garcia Um geoparque é uma área com expressão territorial e limites bem definidos, onde a existência de um Património Geológico de exceção é a base de uma estratégia que promove o bem estar das populações, mantendo o máximo respeito pelo ambiente. Um geoparque promove: a geoconservação (preservação da geodiversidade e dos geossítios); a educação e sensibilização ambiental; e o desenvolvimento sustentável (estimulando a socioeconomia através do geoturismo). O arquipélago dos Açores apresenta uma grande variedade de formas, rochas e estruturas geológicas, na sua maioria de origem vulcânica, correspondendo alguns a importantes geossítios com relevância internacional e com interesse turístico, pedagógico e científico. Dado o caráter arquipelágico da Região, o Geoparque Açores assenta numa rede de cerca de 120 geossítios, dispersos pelas nove ilhas e zona marinha envolvente. Atualmente a candidatura do Geoparque Açores para integrar as Redes Europeia e Global de Geoparques está em apreciação. Descobrir Geoparque Açores subterrâneos (Gruta do Carvão na ilha de São Miguel, Algar do Carvão e Gruta do Natal na ilha Terceira, Furna do Enxofre na ilha Graciosa e Gruta das Torres na ilha do Pico), roteiros geoturísticos motorizados (geotours ou geosafaris) e a utilização de alguns geossítios como agradáveis zonas balneares (como por exemplo o Ilhéu de Vila Franca do Campo, ao largo da costa Sul da ilha de São Miguel ou a Praia Formosa na ilha de Santa Maria). A tudo isto acrescenta-se um vasto mundo geológico submerso por descobrir, com vulcões submarinos, zonas hidrotermais, grutas e arcos submarinos. Existem, ainda, diversas infraestruturas e equipamentos que, dadas as suas características, constituem um importante apoio à prática do geoturismo. É o caso da rede regional de percursos pedestres homologados, dos centros de interpretação geológica e ambiental e dos observatórios de ciência (nas áreas do ambiente, do mar, astronomia, vulcanologia e geotermia). Estão enraizadas entre a população açoriana diversas práticas de usufruto das manifestações de vulcanismo secundário, igualmente aproveitadas na perspetiva da Saúde e Bem-estar, como: banhos em piscinas de águas termais; talassoterapia em zonas termais litorais, ingestão de águas mineralizadas e gasocarbónicas de reconhecidas propriedades terapêuticas; utilização de lamas como pelóides; degustação da gastronomia cozinhada no vapor das fumarolas do vulcão das Furnas. Em algumas paisagens açorianas coexistem aspetos geológicos e culturais com elevado valor patrimonial, entre os quais se incluem os lajidos (extensos campos de lava), com as suas "rilheiras" (marcas na superfície da rocha basáltica deixadas pelas rodas de veículos de animais de tração), as paisagens vinícolas e vitivinícolas (com os currais de vinha e de figueira feitos em muros de pedra), os "maroiços" (pirâmides de rochas basálticas efetuadas para limpeza dos terrenos agrícolas), campos agrícolas com rendilhado de muros de pedra seca, fortificações OUTDOOR Março_Abril

92 Descobrir Cordilheira Vulcânica Central, São Jorge Os arpões foram trocados por máquinas fotográficas e os cetáceos, maravilhas dos nossos mares, são agora protegidos com agressividade tanto pelos visitantes, mas, quase enigmaticamente, pelos outrora caçadores. Foto: Eva Lima militares construídas com rochas locais e diverso património imóvel (antigos solares, mosteiros e igrejas) ornamentado com rochas vulcânicas de cantaria (ignimbrito, basalto, traquito e piroclastos ou bagacina soldada). Alguns destes elementos geológico-culturais potenciam a exploração de itinerários geoturísticos em centros urbanos. Montanha, Pico O turismo de natureza nos Açores assenta, ainda, em várias rotas geoturísticas: Rota das Cavidades Vulcânicas, para descobrir o mundo subterrâneo das ilhas ; Rota dos Miradouros, para descobrir, de carro, as geopaisagens dos Açores ; Rota dos Trilhos Pedestres, para descobrir, a pé, os geossítios dos Açores ; Rota do Termalismo, para descobrir a força do vulcanismo dos Açores ; Rota dos Centros de Interpretação e de Ciência, para melhor conhecer e interpretar os fenómenos vulcânicos dos Açores. O Geoparque Açores permite criar uma nova marca para o turismo dos Açores e contribui para a valorização do artesanato, dos produtos genuínos e de qualidade e das atividades tradicionais espalhadas por todas as ilhas. Alguns destes produtos, bem conhecidos pela população açoriana e visitantes, podem ser considerados "geo-produtos. Barreira da Faneca, Santa Maria Foto: Eva Lima É o caso dos "geo-vinhos" açorianos rotulados com designações vulcânicas como "Terras de Lava, Magma, Basalto, Lajido, Pedras Brancas"; ou o "geo-cozido" conhecido como "cozido das Furnas", cozinhado nos solos do campo fumarólico do vulcão das Furnas; ou do "geo-banho" termal açoriano que é possível desfrutar em diversas instalações termais existentes nas ilhas Foto: Diogo Caetano 92 Março_Abril 2012 OUTDOOR

93 Caldeira Velha, São Miguel Foto: Eva Lima Descobrir Geoparque Açores Foto: Eva Lima Foto: Eva Lima Levada, São Miguel Lagoa do Fogo, São Miguel de São Miguel ou Graciosa, uma boa oportunidade para sentir a força e o calor do vulcanismo açoriano.também a toponímia das ilhas dos Açores tem a marca da génese vulcânica, com "geo-nomes" como lajido, lajes, lajedo, furnas, caldeirão, barro branco, etc. Os vulcões dos Açores marcaram, sem dúvida, o Homem açoriano, como está bem expresso no "geo-poema" que acompanha a música regional Ilhas de Bruma (de José Ferreira): "( ) É que nas veias corre-me basalto negro No coração a ardência das caldeiras O mar imenso me enche a alma E tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança. Percorrer trilhos por vulcões e lagoas, aventurar-se no interior de grutas e algares vulcânicos, conhecer as únicas plantações de chá da Europa, observar cetáceos, mergulhar no oceano azul, degustar o cozido das Furnas, a doçaria regional e os vinhos regionais e apreciar o artesanato açoriano, são algumas sugestões para desfrutar no arquipélago. Venha, pois, conhecer os vulcões dos Açores e desfrute de uma Erupção de Sabores, Aromas e Experiências! ø Associação Geoparque Açores Centro de Empresas da Horta Rua do Pasteleiro s/n Angústias Horta Eva Almeida Lima, João Carlos Nunes, Manuel Paulino Costa e Carla Viveiros OUTDOOR Março_Abril

94 Descobrir Evento MILENIO TITAN DESERT by gaes Julho_Agosto 2011 OUTDOOR

95 Descobrir Titan Desert OUTDOOR Julho_Agosto Fotos: Orgaização Titan Desert e Tiago Tomás

96 Descobrir No dia 2 de março de 2012, Granada foi novamente o palco da grande apresentação daquela que é já considerada uma das melhores provas de BTT do mundo, e sem dúvida a melhor prova de BTT no Deserto. Em Granada estiveram presentes alguns dos nomes sonantes que irão integrar um pelotão com mais de 500 bttistas, entre eles Roberto Heras, Milton Ramos, Israel Nuñes, Igor Murgoitio, Antonio Ortiz e Marc Coma que transita das 2 rodas com motor para as 2 rodas a pedal. De Portugal temos a presença do campeão Luís Leão Pinto agora a representar as cores da Esteve, entre outros ilustres bttistas Lusitanos. A Titan Desert 2012 vai voltar às suas origens e levar-nos a todos para os locais mais inóspitos, mas ao mesmo tempo fantásticos. Fiel ao lema do Milénio Titan Desert by Gaes 2012 A lenda volta ao deserto, a organização anunciou oficialmente que a próxima edição será realizada totalmente no deserto e inteira- mente em Marrocos. As seis etapas da prova irão passar por uma das zonas mais áridas, ásperas e difíceis do deserto, representando assim um desafio ainda maior para todos os participantes. Falámos com Manu Tajada que no fecho desta edição se encontra em Marrocos a fazer o reconhecimento final desta edição de 2012, para poder terminar os Road books e as coordenadas de GPS que nos guiarão a todos pelas dunas, oásis e montanhas do Sahara. Milénio Titan Desert Gaes, que se realizará de 29 de abril a 4 de maio terá um percurso de mais de 600 km de deserto marroquino em seis etapas difíceis onde o calor, areia e pedras testará os inscritos nesta sétima edição da prova. As inscrições para a Titan Desert 2012 vão estar abertas até 16 de março. A Outdoor estará presente nesta aventura para vos contar detalhadamente etapa a etapa as dificuldades, as alegrias e as aventuras dos participantes Portugueses ø Paulo Quintans As inscrições para a Titan Desert 2012 estarão abertas até 16 de março. Fotos: Olivier Blanchet 96 Março_Abril 2012 OUTDOOR

97 OUTDOOR Setembro_Outubro

98 Descobrir Região OESTE Aproveite para passar nas excelentes praias e relaxar um pouco ao som das ondas. Recuperada a energia, pode praticar os diversos desporum paraíso aqui tão perto A zona Oeste é uma das mais belas de Portugal com paisagens magníficas e diversificadas. É uma região de luminosidade intensa e com um clima muito ameno na qual o campo e a costa marítima se fundem de forma harmoniosa. Percorrer o Oeste é descobrir a cada passo um Percorrer o Oeste é descobrir a cada passo um ponto de interesse. Rica em recursos naturais, esta região tem muito para oferecer. ponto de interesse. Rica em recursos naturais, esta região tem muito para oferecer. Recantos não faltam para descansar a vista e renovar o espírito, e as paisagens deslumbrantes conseguem arrancar suspiros a qualquer um. 98 Março_Abril 2012 OUTDOOR

99 tos ou, se preferir, deixe-se enfeitiçar com o verde de um dos muitos campos de golfe prontos a recebê-lo. A diversidade da oferta cultural, a vivência rural bem preservada e a maravilhosa paisagem, deslumbram o visitante, fazendo-o ansiar por um regresso. A herança gastronómica do Oeste é rica e variada e passa por pratos como caldeiradas e mariscos de excelente qualidade, que conquistam os paladares mais exigentes. A proximidade a Lisboa permite um acesso ao Oeste extremamente fácil e rápido e transformam qualquer deslocação à região num passeio cómodo e agradável. Se escolher o fim do dia para abandonar este paraíso e voltar à realidade, espera- -o, certamente, uma paisagem única para mais tarde recordar. Descubra o Oeste com a Revista Outdoor. ø Descobrir Região Oeste Foto: Haliotis OUTDOOR Março_Abril

100 Descobrir área protegida berlengas O pequeno arquipélago das Berlengas, situado a cerca de 10km a oeste de Peniche, é constituído pela ilha da Berlenga Grande e recifes adjacentes, as Estelas e os Farilhões-Forcados, estando classificado como Reserva Natural desde 3 de Setembro de A Reserva Natural da Berlenga é um local único devido à transparência das suas águas e espólio sub-aquático. É uma reserva marinha e está classificada como Reserva da Biosfera pelo Conselho da Europa e desde 2011 Reserva Mundial da Biosfera, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O arquipélago é constituído por uma ilha, Berlenga Grande e por alguns ilhéus graníticos e rochedos (Estelas e Farilhões) e fica a 7 milhas do Cabo Carvoeiro a noroeste de Peniche. A Ber- lenga Grande avista-se do território continental quando não há neblina. Podemos encontrar aqui espécies endémicas de flora, além de ser local de eleição para a nidificação de aves marinhas. Na Berlenga sobre o ilhéu, ergue-se o Forte de São João Baptista, fortaleza militar manuelina, datada de 1502 e ligada à ilha por uma pequena ponte.as pequenas praias de águas transparentes são muito bonitas e ideais para uns bons mergulhos. O acesso à ilha é feito por barco, o Cabo Avelar Pessoa, que se pode apanhar no porto de Peniche. Demora cerca de 30 minutos a chegar à Berlenga Grande. Poderá regressar ao final da tarde ou pernoitar na fortaleza, existindo também um restaurante na ilha. 100 Março_Abril 2012 OUTDOOR

101 Alojamento Baleal Surf Camp O alojamento em Hostel é a opção mais Cool. É a oportunidade de conhecer e interagir com hóspedes de toda a Europa e resto do mundo. O alojamento em apartamentos ou vivenda é a nossa opção mais privada, sendo ideal para casais, famílias e grupos de amigos. A poucos metros da praia, de vários surf spots do Baleal e da zona comercial, os nossos alojamentos são uma excelente escolha para umas férias tranquilas junto das ondas de Peniche, na praia do Baleal. Dispõe: 32 camas - Apartamentos e Vivendas desde T1 a T4. Serviços: Wi-Fi, cacifos individuais, self-catering com cozinha totalmente equipada, TV Meo com DVD, Suporte para pranchas, fatos de surf e outros equipamentos, e terraços amplos com muita exposição solar. Concessionário de praia com praia vigiada, bar/ discoteca, escola de surf, aluguer de equipamento, Wi-Fi, WC, Vestiários, Duche, surf shop. Descobrir Região Oeste forte são joão baptista Rua Amigos do Baleal nº Ferrel Peniche Portugal Telefone: ( +351 ) Fax: ( +351 ) Site: Baleal SurfCamp O Forte de São João Baptista está localizado numa das mais belas regiões de Portugal, a ilha da Berlenga. A poucos quilómetros de Peniche encontra um local calmo para pernoitar e onde impera a paz, a calma e a tranquilidade. O forte dispõe de 20 quartos com capacidade total de 50 pessoas funcionando como casa abrigo. Se pretende ficar alojado no forte, não se esqueça de levar roupa de cama e fique desde já informado que é possível cozinhar nas próprias instalações. A entidade responsável por este alojamento é a Associação dos Amigos das Berlengas. Todos os contatos para reservas e visitas terão de ser préviamente agendadas com a mesma. Já se imaginou acordar em pleno Oceano Atlântico, numa noite de lua cheia e poder desfrutar de uma paisagem de cortar a respiração? Este é o local ideal. A sua estadia poderá se complementada com atividades subaquáticas, passeios de barco em torno da ilha, caminhadas, e muito mais! Forte São João Baptista Reservas: Associação Amigos da Berlenga Tel: (351) Venha desfrutar Natureza no seu máximo esplendor! OUTDOOR Março_Abril

102 Descobrir Atividades outdoor Foto: Time Travellers Passeios Arqueológicos Viaje no tempo e descubra a vida dos nossos antepassados com passeios arqueológicos feitos à medida dos amantes do outdoor e da melhor gastronomia regional! Sinta-se um verdadeiro guerreiro lusitano e descubra os castros da Região Oeste, com uma visita a locais emblemáticos da Pré-História, como o Castro do Zambujal ou a Vila Nova de São Pedro. Se preferir, junte-se a D. João I e Nuno Álvares Pereira e venha descobrir as paisagens e as personagens da grande Batalha de Aljubarrota! Preço: 74 (desde 3 pax) Dificuldade: Fácil-médio. Inclui: transporte, seguros, almoço Mais Informações: Time Travellers 1808 Cultural Bike Tour. Vimeiro O Vimeiro é uma aldeia situada no coração do Oeste e reconhecida pela sua ligação à história das Invasões Francesas em O 1808 Cultural Bike Tour é um passeio de bicicleta guiado pelos caminhos da Batalha do Vimeiro, com visita ao centro de interpretação da Batalha do Vimeiro, ao Campo de Batalha no Vimeiro, com passagem pelas rotas das tropas Anglo Saxónicas e vista à Praia de Porto Novo, local de desembarque das tropas aliadas. Passeio ideal para famílias e pequenos grupos. Foto: Experience Sport Preço: Desde 20 /pessoa (mínimo 4 pessoas) Inclui: Passeio guiado com a duração de 2h30, Guia, bicicleta, capacete e seguro de responsabilidade civil e de acidentes pessoais. Extra: Prova de Licor Batalha do Vimeiro + 3 por pessoa Dificuldade: Fácil-médio. Duração: 2h30 horas Mais Informações: Experience Sport paddleboarding na lagoa de óbidos A calma Lagoa de Óbidos é o local ideal para se aventurar pela primeira vez no Stand Up Paddleboarding. Nesta experiência começamos com o básico em terra, onde daremos informações de segurança e técnicas básicas de remo. Quando o participante se sentir confortável, partimos para aventura na lagoa. A aprendizagem é feita gradualmente, de acordo com as capacidades do participante. Foto: SupXcape Preço: 35 por pessoa. Dificuldade: Fácil-médio. Inclui: transporte, seguros, material. Mais Informações: SupXcape 102 Março_Abril 2012 OUTDOOR

103 batismo mergulho no mar Programa que permite de forma supervisionada e descontraída, experimentar o mergulho com escafandro autónomo. Explicação resumida dos conceitos básicos do mergulho, equipamentos e técnicas de mergulho. Uma sessão teórico-prática onde são introduzidos alguns conceitos teóricos seguida de dois mergulhos no mar. Também tem a opção de realizar apenas um mergulho e depois fazer um passeio pelas Berlengas. As aulas de mar são feitas nas Berlengas. Descobrir Região Oeste Preço: 100 Duração: Um dia, podendo ser durante o fim se semana ou durante a semana. Inclui: Todo o equipamento necessário e refeição ligeira entre mergulhos, seguro. Mais Informações: Haliotis PR1 Rota dos Dinossauros O PR1 Rota dos Dinossauros inicia-se junto ao Museu da Lourinhã, que integra umapr1 - Rota dos Dinossauros valiosa ala de paleontologia, terminando no Forte Paimogo. Ao longo de metros, o caminhante pode visitar outros pontos de interesse histórico, como o Convento de Santo António, a Igreja da Misericórdia e a Igreja do Castelo e deslumbrar-se com belas paisagens naturais, com especial destaque para as praias de Areia Branca, Vale Frades, Caniçal e Paimogo. Tipo de percurso: Rota por caminha rurais. Duração: Cerca de 3 horas. Nível de Dificuldade: Fácil. Época aconselhada: Todo o ano. Mais Informações: CM Lourinhã Passeio de Canoa Lagoa de Óbidos Passeio de canoa pela Lagoa de Óbidos, o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa Portuguesa. A sua fauna é constituída por espécies piscícolas. A comunidade avifaunística é o grupo que, ao nível da fauna, representa o papel ecológico mais relevante no ecossistema. Passeio ideal para famílias e pequenos grupos. Preço: Desde 25 /pessoa (mínimo 4 pessoas) Inclui: Passeio guiado com a duração de 2h30, Canoa, colete, pagaia e seguro de responsabilidade civil e de acidentes pessoais. Dificuldade: Fácil-médio. Duração: 2h30 horas Local: Lagoa de Óbidos Mais Informações: Experience Sport Foto: Experience Sport Foto: CM Lourinhã Foto: Haliotis OUTDOOR Março_Abril

104 Descobrir Pousada de Juventude da AREIA BRANCA Um destino de férias pouco divulgado, onde tens praia, campo e dinossauros à mistura! Um spot que promete fazer as delícias dos mais exigentes: surf, bodyboard, pesca, mergulho e um sem número de atividades podem ser aqui praticadas nas melhores condições. Se a temperatura descer, nada como uma espreitadela ao Museu da Lourinhã que nos conta como tem evoluído a vida na região desde há milhões de anos. Situada no litoral da Região Oeste, a cerca de 65 quilómetros de Lisboa, a Praia da Areia Branca é um ponto de referência no turismo da região. As suas condições naturais convidam à aprendizagem e prática de diversos desportos náuticos, pesca desportiva, caça submarina, fotografia subaquática, surf ou bodyboard. A Pousada de Juventude é do melhor que há, esta situa-se em plena Praia da Areia Branca com uma vista para o mar de cortar a respiração! Sendo a mais conhecida do concelho da Lourinhã, esta é também a praia mais animada devido aos numerosos bares e restaurantes situados no passeio marítimo existente ao longo do extenso areal, sendo, por tal, o local ideal para quem procura animação e diversão. Se o tempo não ajudar, aproveita para passear a pé ou de BTT à beira mar, ou então, pelos campos que encontras ao longo da costa. Se gostas de acelerar, lembra-te que os karts do Bombarral só estão a 20 quilómetros de distância! Outra alternativa é dares um passeio pela vila da 104 Março_Abril 2012 OUTDOOR

105 Lourinhã, muito próximo da Areia Branca e detentora de algum património religioso interessante que merece a pena a visita. Os moinhos de vento têm especial representação no concelho da Lourinhã que, apesar de já não constituírem a atividade económica de outros tempos, são, sem dúvida, um importante testemunho das tradições centenárias do nosso povo. Por último, reservamos uma surpresa Sabias que a região da Lourinhã é das mais ricas de todo o mundo em vestígios arqueológicos de dinossauros? muito antiga. Sabias que a região da Lourinhã é das mais ricas de todo o mundo em vestígios arqueológicos de dinossauros? Se este tema te interessa, então tens que visitar o Museu da Lourinhã, que possui uma secção muito especial onde é exibida a maior coleção ibérica de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior. Agora, tem é cuidado quando andares pelo campo, pois podes tropeçar... numa pegada! ø Descobrir Pousadas Características Preços Época Baixa (01/01 a 15/02, 01/10 a 27/12) Quarto Múltiplo (p/ pessoa) - 11,00 Quarto Duplo c/ WC (p/ quarto) - 32,00 Quarto Duplo s/ WC (p/ quarto) - 26,00 Apartamento 60,00 Época Média (16/02 a 04/04, 09/04 a 28/06, 02/09 a 30/09) Quarto Múltiplo (p/ pessoa) - 13,00 Quarto Duplo c/ WC (p/ quarto) - 35,00 Quarto Duplo s/ WC (p/ quarto) - 29,00 Apartamento 64,00 Época Alta (05/04 a 08/04, 29/06 a 01/09, 28/12 a 31/12) Quarto Múltiplo (p/ pessoa) 16,00 Quarto Duplo c/ WC (p/ quarto) 45,00 Quarto Duplo s/ WC (p/ quarto) - 38,00 Apartamento 85,00 Com Cartão Jovem ou Cartão LD<30 tens desconto nas Pousadas de Juventude em Portugal Continental. Mas, se quiseres dormir numa pousada, e não tiveres nenhum destes cartões, tens de possuir o Cartão Pousadas de Juventude, que te dá acesso às Pousadas de Juventude em todo o mundo e é válido por um ano (www.hihostels.com). Podes obter o Cartão Pousadas de Juventude numa Pousada de Juventude ou nas lojas Ponto Já (Delegações Regionais do Instituto Português da Juventude). 79 camas distribuídas por : - 8 Quartos Duplos c/ WC (um adaptado a pessoas com mobilidade condicionada); - 6 Quartos Duplos s/ WC; - 1 Quarto Múltiplo c/ 3 camas; - 5 Quartos Múltiplos c/ 4 camas; - 4 Quartos Múltiplos c/ 6 camas; - 1 Apartamento c/ camas e Kitchenette. Horário: das 8h00 às 24h00 (recepção) 24 horas (funcionamento) Serviços: Refeitório; Bar; Esplanada; Sala de Convívio; Jogos de Entretenimento; Sala de Reunião; Internet; Parque de Estacionamento. Contatos Pousada de Juventude da Areia Branca Praia da Areia Branca Largo João Soldado Lourinhã Tel / Fax Site: Como efetuar a reserva Podes reservar alojamento em qualquer Pousada de Juventude, ou através da Internet em Para tal, basta escolheres a Pousada, indicar o número de pessoas, o tipo de quarto, datas de entrada e saída depois é só pagar. Se preferires, telefona para o ou envia um para Também podes efetuar a tua reserva nas lojas Ponto Já ou diretamente na Pousada que escolheres. OUTDOOR Março_Abril

106 Descobrir Livro Aventura por Nuno Sá SINOPSE Os Açores, nove pontos verdes na imensidão do Oceano Atlântico, são hoje considerados um dos melhores destinos para a observação de cetáceos a nível mundial. As límpidas águas dos seus mares, abundância de alimento, ausência de poluição à larga escala e a proteção legal dada aos cetáceos, tornam os Açores num verdadeiro santuário para 24 diferentes espécies. Da autoria do fotógrafo de vida selvagem Nuno Sá, uma edição da editora Ver Açor - editores, este livro conta com 166 fotografias, várias ilustrações científicas e a descrição detalhada das principais espécies de cetáceos avistadas nos Açores. ø ISNB: Editor: Editora VeraÇor Número de Páginas: Março_Abril 2012 OUTDOOR

107 Receitas Outdoor Uma rubrica destinada à partilha de receitas e sugestões de Cozinha Outdoor. Partilha as tuas receitas Outdoor preferidas! Envia-nos um para e poderás ver a tua receita na próxima edição da Revista Outdoor e no Portal Aventuras. Nesta edição da Revista Outdoor desafiámos os nossos leitores a partilharem as suas receitas. José Xavier aceitou o nosso desafio e revelou-nos duas receitas deliciosas e energéticas que podem ser realizadas em pleno campo. Nós experimentámos e adorámos... batata recheada Ingredientes para 1 pessoa: Batatas médias/grandes Ovos Queijo Fiambre Sal q.b Salsa Outro Material: Papel de alumínio Palitos Receitas Outdoor banana caramelizada Ingredientes para 1 pessoa: Bananas Açúcar Outro Material: Papel de alumínio Palitos Como Preparar: Passar as bananas em açúcar, enrolar em papel de alumínio e levar ás brasas de uma fogueira por poucos minutos pois num instante o caramelo fica feito. Bom apetite! Como Preparar: Preparar o recheio da batata batendo os ovos e misturar o fiambre ou o queijo. Nas batatas cortar um dos cantos como se fosse uma tampa e guardar, com a ajuda de uma colher e ou uma faca retirar o miolo da batata (cuidado para não deixar a casca da batata muito fina). Encher a batata com o recheio mas não até cima pois o ovo vai crescer. Colocar a tampa e prender com palitos. Embrulhar em papel de alumínio e colocar as mesmas nas brasas de uma fogueira e retirar quando a batata estiver assada. ø Bom apetite! Fotos: Sofia Carvalho OUTDOOR Março_Abril

108 Kids Para os mais novos as tão esperadas férias da páscoa estão a chegar! Reunimos neste espaço algumas sugestões de Campos de Férias recheados de animação, desporto e aventura! Já escolhes-te as tuas férias de sonho? PROGRAMA formação bodyboard equinócio Uma forma ativa e divertida de aproveitares as tuas férias a treinar as técnicas deste desporto! Formação Intensiva em Bodyboard para jovens com mais de 8 anos que pretendem iniciar a modalidade ou que pretendam melhorar a sua performance. O material está todo incluído. A formação é dada por um professor federado, tendo uma componente teórica e prática. Esta ação de formação decorrerá de forma contínua, com base no reconhecimento da evolução individual de cada formando. Onde: Lisboa e arredores Idade mínima: 6 anos Datas: de 26 a 30 de março. Duração: Uma semana Preços: 5 manhãs: 196,80 p/ Criança - 4 manhãs: 170,00 p/ Criança Preços especiais para irmãos. Sujeito a inscrição. Um Programa: Equinócio Contactos website: Telef: Março_Abril 2012 OUTDOOR

109 PROGRAMA clínica intensiva de surf pocean surf academy A Escola de Surf - Pocean Surf Academy todos os anos organiza durante os períodos de férias escolares (Natal, Páscoa e Verão) clínicas intensivas de Surf. Kids Campos de Férias A revista Outdoor não se responsabiliza por eventuais alterações de preços e informações das atividades divulgadas. As mesmas são da responsabilidade das empresas que as organizam. O local de realização das mesmas será na praia de Ribeira d Ilhas na Ericeira, praia onde nos encontramos o ano inteiro. Estas clínicas destinam-se essencialmente a crianças e adolescentes que já façam Surf, ou que ainda não tenham tido qualquer contacto com a modalidade e que normalmente nesta altura do ano estão de férias, as quais nem sempre coincidem com as férias dos pais. Assim, durante uma ou mais semanas, poderá proporcionar aos seus miúdos umas férias diferentes na praia, com um contacto directo com a natureza que eles jamais irão esquecer. No final de cada semana, será entregue um Diploma e uma foto de grupo, para mais tarde recordar com os amigos e familiares. De salientar que estas aulas de surf incluem toda a parte de treino teórico, treino físico e técnico, regras de segurança, bem como a adaptação ao meio aquático em crianças que não saibam nadar. Todo o material está incluído na realização das aulas, e as mesmas são dadas sob a orientação de treinadores experientes e credenciados pela Federação Portuguesa de Surf. Onde: Ericeira, Praia de Ribeira d Ilhas Idade mínima: 6 anos Duração: Uma semana Preços: Sob consulta. Um Programa: Pocean Surf Academy Contactos website: Telef: / OUTDOOR Março_Abril

110 Kids PROGRAMA Campo de Férias Rota do Fresco Depois do Natal, do madeiro e do Cante ao Deus Menino, eis-nos prontos para a Páscoa. Neste campo de férias, pretende-se levar as crianças a descobrirem outra forma de estar - a forma de estar rural e alentejana, a relacionarem-se com o património existente, a experimentarem tradições rurais, a conhecerem as atividades económicas (comércio, agricultura), a participarem em jogos tradicionais, a interagir com crianças do campo. Tudo num ambiente saudável, seguro, divertido, instrutivo e personalizado. Atividades: Ateliers de folares e de lagartos; peddy-paper de ovos da Páscoa; borrego, pois está claro, e a aprendizagem, a diversão e o bom ambiente do costume: todo o campo, toda a luz, todo o sol do Alentejo, agora em dois locais em simultâneo, adicionando Beja ao campo de Alvito. Ateliers de poesia, visitas a montes agrícolas, geocaching no montado, pic-nic, rota do fresco ao luar com caça-ao-tesouro, movie & popcorn night... E ainda muito mais! Alimentação: Inclui Pequeno Almoço, Bucha a meio da manhã, Almoço, Lanche, Jantar e Ceia. A ementa é cuidadosamente elaborada, procurando conciliar os gostos das crianças com os pratos típicos do Alentejor, correspondendo sempre a uma alimentação equilibrada e saudável. Onde: Vila de Alvito, Baixo Alentejo Quando: 25 a 30 de março de 2012 Destinatários:Todas as crianças com vontade de ter experiências novas, entre os 6 e 12 anos. Preço: 245 por participante Temos condições especiais para irmãos e grupo de amigos. Sujeito a inscrição. Um Programa: Rota do Fresco Contactos website. Telef: / Julho_Agosto 2011 OUTDOOR

111 PROGRAMA Campo de Férias Roda viva Desafiamos os Participantes a fazerem a mochila e partirem à aventura com a Roda Viva para passarem umas Férias ativas e divertidas numa verdadeira Roda Viva de atividades! Kids Campos de Férias A revista Outdoor não se responsabiliza por eventuais alterações de preços e informações das actividades divulgadas. As mesmas são da responsabilidade das empresas que as organizam. O leque das atividades que dinamizam os Campos de Férias incluem Jogos tradicionais, de coesão, de destreza, de orientação, de pista, aquáticos, noturnos; percurso de obstáculos; gincanas; caça ao tesouro; assalto ao Castelo; variantes de paint- -ball ( Fisg ó-paint e Sering ó-paint ); torneios de futebol e de outros jogos de equipa; idas à praia; caminhadas; foot-papers na Praia das Maçãs ou Cascais; cluedo; mini-disco; noite de acampamento; ateliers Rapa Tacho, Pinceladas, Eco-Viva e Viv a Terra ; actividades radicais de arborismo. Opcionais: surf ou body-board e equitação. Todas as actividades radicais são orientadas por profissionais especializados, contratados para esse efeito. Os participantes são incentivados a colaborar em algumas tarefas do Campo, com o intuito de cultivar a entreajuda, a responsabilidade, a persistência e o respeito pelos outros. Local: A 45 minutos de Lisboa, a escassos minutos, a pé, da Praia Grande, muito perto da serra de Sintra, rodeada por um anel de vilas riquíssimas em património e curiosidades, inserida num hectare de pinhal, a Casa da Praia Grande tem uma situação privilegiada, que permite um leque variadíssimo de atividades ao ar livre. Propriedade da Repsol Portuguesa, foi concebida de raiz para receber crianças em férias, com espaços amplos que a redecoração da Roda Viva tornou muito alegre e acolhedora, transmitindo um saudável clima de vivacidade e descontração. Destinatários: 6-10 / / Datas: 1º Turno: 25 a 31/março 2º Turno: 01 a 05 /Abril Valor: Participantes Particulares /1º Turno; 170 /2º Turno - Inclui alojameto, alimentação, atividades, acompanhamento 24h e seguro. Iva não incluído. Realizado por marcação. Contactos website. Telef: OUTDOOR Março_Abril

112 Atividades Outdoor OUTDOOR Até 25 crista do risco Passeio que sobe à Serra do Risco, a escarpa calcária mais alta da Europa Continental.Realizado por marcação. Preço: 15 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Vertente Natural escalada e rappel Venha conhecer a Serra de Sintra por ângulos únicos. Realizado por marcação. Onde: Serra de Sintra Preço: Desde 25 / pax Dificuldade: Fácil/Médio Um Programa: Equinócio costa flores O passeio percorre sinuosos carreiros atlânticos, que nos levam ao ponto mais ocidental da Europa. Preço: 12,50 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Papa-Léguas slackline Iniciação à modalidade de Slackline. Nunca experimentou? Não perca esta oportunidade! Preço: 25 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Trilhos paintball E que tal um jogo entre os seus amigos de paintball? Onde: Parque Aventura Sniper; Preço: 17,50 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Sniper canoagem albufeira Canoagem na Lagoa onde se observa inúmeras espécies de aves limícolas. Onde: Lagoa de Albufeira Preço: 20 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Vertente Natural sintra fantasmagórica Esta caminhada pretende desafiá-lo a superar possíveis superstições. O encontro será fantasmagórico! Preço: 20,30 / pax Um Programa: Equinócio redescobrir monsanto Verá que há, em Monsanto, locais extremamente aprazíveis para se caminhar e merendar. Preço: 20 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Papa-Léguas gps paper Venha conhecer a Serra de Sintra através de um GPS. Realizado por marcação. Preço: 10 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: MuitAventura Bobcat Quantas vezes já se imaginou a conduzir uma destas máquinas? Onde: Parque Aventura Sniper; Preço: 12,50 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Sniper A revista Outdoor não se responsabiliza por eventuais alterações de preços e informações das atividades divulgadas. As mesmas são da responsabilidade das empresas que as organizam. cultural bike tour Venha conhecer a zona do Oeste duma forma diferente. Através de um bike tour levamo-lo a conhecer esta zona lindíssima! Preço: Desde 20 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Experience Sport trekking sintra cascais Conheça o Parque Natural Sintra Cascais num trekking fabuloso. Preço: Sintra/Cascais Preço: 20 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Guincho Adventours 112 Março_Abril 2012 OUTDOOR

113 bridge jumping Saltar de uma ponte com cerca de 50 metros de altura, apenas com uma corda especial e um arnês. Onde: Minho Preço: 25 / pax Um Programa: Rafting Atlântico bike tour Venha desfrutar de um passeio de btt pelas mais bonitas paisagens de Sintra. Onde: Guincho Preço: 20 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Guincho Adventours Bungee jumping Pouco ou nada eleva a adrenalina como um salto de bungee jumping. Realizado por marcação. Local: Minho. Preço: 20 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Rafting Atlântico Batismo surf E que tal um batismo de surf na praia da Ericeira. Realizado por marcação. Preço: 25 / pax Dificuldade: Iniciação Um Programa: Pocean Surf Academy Atividades Outdoor caminho do abade Caminhada em Ribeira de Pena, com a presença de um guia interprete. Onde: Ribeira de Pena Preço: 20 / pax Dificuldade: Fácil/Média Um Programa: Nicho Verde btt lagoa são joão Passeio de BTT numa das cotas mais elevadas da Serra de Montemuro, São Cristóvão. Onde: Serra Montemuro Preço: 12,50 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Nicho Verde Canoagem no Rio Alva Venha conhecer esta modalidade no Rio Alva e emocione-se com esta descida! Realizado por marcação. Preço: 21,50 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Transserrano invasões francesas A zona das Linhas de Torres, marcadamente rural, mantém vivas as memórias de há duzentos anos. Preço: 10 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Geosphera OUTDOOR Novembro_Dezembro

114 Atividades Outdoor OUTDOOR Até 25 rota aldeias xisto Percurso com cerca de 10 Km, circular, com alguns declives acentuados e de médio grau de dificuldade Onde: Lousã Preço: 10 / pax Um Programa: Transerrano kayak aventura Em kayak com início em Vilar de Mouros e chegada junto a plataforma de embarque do rio Coura. Onde: Rio Coura Preço: 20 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Minha Aventura passeio aldeias xisto Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro são aldeias cravadas na serra da Lousã. Onde: Lousã Preço: Sob consulta Dificuldade: Fácil/Média Um Programa: Javsport carros elétricos Venha conhecer a cidade de Évora de uma forma diferente. Aventure-se nos carros eléctricos. Realizado por marcação. Preço: Sob consulta. Dificuldade: Fácil Um Programa: Rota do Fresco soft rafting O percurso que vai realizar possui uma bela paisagem num vale protegido do vento, descendo por umas águas tranquilas e limpidas. Preço: 20 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Rafting Atlântico canoagem óbidos Um passeio em plena Lagoa de Óbidos onde desfrutará de paisagens magníficas. Preço: Lagoa de Óbidos Preço: Desde 25 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Experience Sport percurso ajuda grande O percurso pretende associar ao local de interesse histórico, ou seja, o forte da Ajuda Grande Preço: 12,50 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Sniper canoagem no zêzere A beleza natural, a água translúcida ou a proximidade de Lisboa são fatores que o levarão a descer este Rio..Preço: Sob consulta. Dificuldade: Fácil/Médio Um Programa: Aventur A revista Outdoor não se responsabiliza por eventuais alterações de preços e informações das atividades divulgadas. As mesmas são da responsabilidade das empresas que as organizam. Janeiro_Fevereiro 2012 OUTDOOR

115 OUTDOOR Até 75 canyoning rio poio Situado em Ribeira de Pena (Cerva), o Rio Poio é o rio mais extenso e técnico de Portugal continental. Preço: Rio Poio Preço: A partir de 40 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Nicho Verde Confronto Laser + Aventura 3 Tenha um fim de semana em cheio! Onde: Parque Aventura Sniper Preço: Desde 35 / pax Dificuldade: Fácil/Médio Um Programa: Sniper kayak tour O percurso disponível em Cascais, o kayak tour leva-te a conhecer a baía de Cascais de uma perspectiva totalmente diferente. Preço: 35 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Guincho Adventours canyoning rio bestança Considerado um dos rios mais limpos da Europa, o Rio Bestança apresenta-se com uma envolvente única. Preço: A partir de 40 / pax Um Programa: Nicho Verde Passeio a cavalo por terras do Vez Venha e divirta-se! Onde: Serra de Sintra Preço:75 / pax Dificuldade: Fácil/médio Um Programa: Oficina da Natureza fim de semana aventura Reúna um grupo de amigos e venha experimentar um fim de semana repleto de aventura. Onde: Parque Aventura Sniper Preço: A partir de 48 / pax Um Programa: Sniper Atividades Outdoor rafting no minho Este é um rio para um contato inicial para a modalidade de Rafting. Onde: Rio Minho Preço: Desde 37,5 / pax Dificuldade: Fácil/Médio Um Programa: Rafting Atlântico workshop de licores Venha aprender como se confecionam os licores e as compotas de forma tradicional. Local: Ponte de Lima Preço: 48 / pax Dificuldade: Fácil Um Programa: Oficina da Natureza rafting rio paiva Venha sentir a adrenalina do Rio Paiva e desfrutar de um momento de aventura Onde: Castelo de Paiva Preço: 62,50 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Equinócio lapa da furada A gruta da Lapa da Furada situa- -se em pleno Parque Natural da Arrábida e apresenta vestígios de ocupação humana. Preço: 28 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Vertente Natural coasteering mula O Coasteering é uma atividade onde se percorre a linha de costa, através de vários desportos. Onde: Sesimbra Preço: 30 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Vertente Natural buggy ou moto4 Desafiamos-te à diversão num dos nossos automáticos Moto 4 ou Buggy todo o terreno. Onde: Sintra Preço: 75 /para duas pessoas. Dificuldade: Fácil Um Programa: Guincho Adventours OUTDOOR Março_Abril

116 Atividades Outdoor OUTDOOR Até 75 batismo surf praia sta rita Situado em Ribeira de Pena (Cerva), o Rio Poio é o rio mais extenso e técnico de Portugal continental. Preço: Desde 30,70 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Experience Sport canyoning ribeira de quelhas Atividade que envolve a descida a pé da Ribeira das Quelhas. Onde: Ribeira de Quelhas, Lousã Preço: 40 / pax Dificuldade: Fácil/Médio Um Programa: Transerrano OUTDOOR mais de 75 passeio pelos trilhos do lobo Uma forma diferente de conhecer o Parque Nacional da Peneda-Gerês tem para oferecer é descobri- -lo a cavalo. Preço: Sob Consulta. Um Programa: Oficina da Natureza canyoning rio arado Venha sentir a adrenalina do Rio Paiva e desfrutar de um momento de aventura Onde: Terras de Bouro Preço: Sob consulta Dificuldade: Médio Um Programa: Equinócio batismo de parapente Desfrute de voos de Parapente nas bonitas praias de Sintra. Preço: Arribas das praias Grande, Aguda ou S. Julião. Preço: Sob consulta Dificuldade: Fácil/médio Um Programa: Muitaventura golfinhos do sado Viagem de barco à descoberta dos golfinhos do Sado, partilhando as belezas do estuário e da costa da Arrábida. Venha e divirta-se! Preço:Sob Consulta. Dificuldade: Fácil/médio Um Programa: Muitaventura travessia pedestre Venha descobrir a espetacular linha de costa de Lagos a Sagres, com as suas falésias, enseadas de agua cristalina... Preço: Sob Consulta Um Programa: Caminhos da Natureza tour aéreo Saboreie a maravilhosa perspectiva de uma ave, através de uma inovadora forma de turismo, realizada em passeios aéreos, sobre o concelho de Sintra e Cascais. Preço: Sob consulta Um Programa: Guincho Adventours A revista Outdoor não se responsabiliza por eventuais alterações de preços e informações das atividades divulgadas. As mesmas são da responsabilidade das empresas que as organizam. lisboa madrid btt Uma fantástica travessia em BTT de Lisboa a Sagres em 4 dias bem cheios do mais puro BTT. Preço: Desde 230 / pax Dificuldade: Médio/Alto Um Programa: Caminhos da Natureza trekking com burros Venha burricar na Costa Vicentina... vamos descobrir belas paisagens campestres e falésias fantásticas! Preço: Sob consulta. Um Programa: Caminhos da Natureza 116 Março_Abril 2012 OUTDOOR

117 OUTDOOR mais de 75 workshop trekking em autonomia Situado em Ribeira de Pena (Cerva), o Rio Poio é o rio mais extenso e técnico de Portugal continental. Preço: Desde 80 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Rafting Atlântico Rota dos antepassados em Buggy Conheça Cascais e Sintra em buggy Preço: 105 (inclui entrada e vista ao Convento dos Capuchos) Um Programa: Guincho Adventours curso essencial de bushcraft Bushcraft é a arte de prosperar no mato, ou uma extensão a longo prazo das técnicas de sobrevivência. Preço: 116,85 / pax Um Programa: Equinócio a fóia marafada Não fique aí, venha à descoberta do Algarve verdadeiro! Atividade não recomendada a principiantes. Locais: Sagres a Monchique. Preço: A partir de 40 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Geosphera paramotor Alguma vez experimentou essa sensação (voos comerciais não contam...)? Locais: Local a definir Preço: 79,90 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Sniper sob e sobre o montado alentejano A aldeia do Lousal funcionou como uma aldeia mineira até aos anos 80 do século XX. Dificuldade: Médio/Alto. Preço: Sob consulta. Um Programa: Geosphera Atividades Outdoor workshop espeleo Este Workshop desenvolve-se inteiramente no maciço calcário da serra da Arrábida e é destinado a quem pretende iniciar-se na prática da espeleologia. Preço: Desde 170 / pax Um Programa: Vertente Natural caminho del rey El Caminito del Rey é uma passagem na garganta do El Chorro e Gaitanejo, a norte de Málaga, na Espanha. Preço:140 / pax Dificuldade: Alto Um Programa: Vertente Natural léguas douro internacional Sob um céu azul, o Planalto Mirandês pinta-se de tons de ocre quente e a rama o seu ondulado em miradas a perder de vista. Preço: 200 / pax Um Programa: Papa-Léguas léguas em marvão A gruta da Lapa da Furada situa- -se em pleno Parque Natural da Arrábida e apresenta vestígios de ocupação humana. Preço: 170 / pax Dificuldade: Médio Um Programa: Papa-Léguas aulas surf Venha aprender a modalidade na praia da reserva de surf portuguesa Onde: Praia de Ribeira d Ilhas Preço: 100 /pack de 10 aulas Um Programa: Pocean Surf Academy formação bodyboard 5 manhãs de aprendizagem que o leverão a aprender a modalidade. Não perca esta atividade. Onde: Praia de Carcavelos Preço: 196,80 /pax. Dificuldade: Iniciação. Um Programa: Equinócio OUTDOOR Março_Abril

118 Desporto Adaptado salvador aprova lord nelson Veleiro britânico esteve em Portugal antes das The Tall Ships Races Lisboa 2012 O Grande Veleiro Lord Nelson esteve no último mês de dezembro em Lisboa. A embarcação vai estar presente este ano nas The Tall Ships Races Lisboa 2012 e esta incursão pelas águas lusas foi uma forma de divulgação do evento e das características especiais do veleiro. O Lord Nelson é uma embarcação desenhada propositadamente para facilitar o acesso a pessoas com limitações físicas e foi por isso que a APORVELA Associação Portuguesa de Treino de Vela decidiu convidar a Associação Salvador a embarcar. Salvador Mendes de Almeida, fundador da instituição, atestou todas as especificidades do veleiro que tem como grande destaque o convés. Aquele espaço da embarcação tem uma barra mais saliente para os deficientes visuais saberem onde estão e assim se poderem orientar. Toda a mastreação está também colocada a um nível mais baixo para os tripulantes de cadeira de rodas terem acesso a todo o equipamento. Para uma maior segurança a bordo cada pessoa portadora de deficiência é acompanhada por outro velejador mais experiente. Podemos receber até oito pessoas em cadeira de rodas, para além de pessoas portadoras de outras deficiências, porque o veleiro é totalmente adaptado. Foi um grande desafio adaptar este veleiro de modo a satisfazer qualquer necessidade para qualquer pessoa. Até 1996 não havia nenhum veleiro para pessoas com deficiência. Foi muito 118 Março_Abril 2012 OUTDOOR

119 Fotos: Aporvela Desporto Adpatado Associação Salvador desafiante conseguir adaptar todos os pormenores necessários. Colin Mudie, o designer do veleiro, teve que pensar em todos os pormenores. Temos que ter um sistema de evacuação adaptado para os vários tipos de deficiência que recebemos a bordo, por exemplo, quando o alarme dispara, algumas das camas também vibram, para o caso de termos pessoas surdas entre a tripulação, explica John Ethridge, Capitão do Lord Nelson. Salvador Mendes de Almeida foi o grande protagonista de uma visita ao grande veleiro. Emocionado, o fundador da associação com o seu nome, atestou todas as condições que a embarcação proporciona: Há uma grande preocupação a bordo do Lord Nelson que é poder incluir na tripulação pessoas portadores de deficiência, independentemente da deficiência. É perfeitamente adaptado para cadeiras de rodas, que pode ser considerada a deficiência mais limitadora, mas é igualmente adaptado para pessoas cegas. Este veleiro devia ser exemplo para tantas outras áreas onde este tipo de inclusão e adaptação falha. É um ótimo exemplo para outras coisas que podem estar em falta no nosso país, explica. Salvador adianta que um dos objetivos do capitão da embarcação é que todas as pessoas que Foi um grande desafio adaptar este veleiro de modo a satisfazer qualquer necessidade para qualquer pessoa. Até 1996 não havia nenhum veleiro para pessoas com deficiência. venham passar uns dias a bordo ou visitar o barco que consigam fazer tudo, independentemente de serem ou não portadoras de deficiência, resumiu ao mesmo tempo que se mostrava marcado pela experiência vivida na Doca de Alcântara. A Associação Salvador tem como missão promover a integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e melhorar a sua qualidade de vida. Os projetos desenvolvidos baseiam-se na promoção da inclusão social das pessoas com mobilidade limitada e desenvolvem-se em quatro áreas de atuação: Integração Social, Acessibilidades, Prevenção Rodoviária e Investigação e Tecnologia. Marta Lobato, manager do projeto Tall Ships Races Lisboa 2012, revelou na vinda do Lord Nelson à capital portuguesa que este será um dos Grandes Veleiros que vai voltar a velejar em águas portuguesas aquando da realização do evento: Este veleiro já está inscrito para as Tall Ships Races 2012 e está aqui para nos mostrar as suas características muito raras e também para nos dar força para conseguirmos embarcar mais jovens em veleiros como este. O Lord Nelson vai estar presente em Lisboa, outra vez, em julho de 2012 e esperamos que toda a gente acompanhe OUTDOOR Março_Abril

120 Desporto Adaptado o evento. Apesar de já termos vários barcos inscritos nas Tall Ships Races, termos também um barco com estas características fantásticas é ótimo porque é uma realidade haver pessoas portadoras de deficiência que se vêem mais limitadas por não conseguirem fazer parte de uma tripulação. Isto dá-nos força para trabalharmos mais, para conseguirmos mais jovens a bordo. A responsável da APORVELA disse ainda ter sido muito gratificante receber o Salvador. Temos, em teoria, todas as informações do veleiro, todas as suas características e adaptações, mas foi fundamental ter cá vindo uma pessoa portadora de deficiência, como o Salvador que pôs as coisas em perspetiva e confirmou que, na prática, o veleiro está realmente bem adaptado, concluiu. A bordo do Lord Nelson, de Inglaterra até Portugal, de Southamptom a Lisboa, viajou António Rodrigues. Foi o único tripulante luso numa aventura marcante. O convite surgiu e o instrutor de vela não hesitou em aceitar: Esta viagem foi uma aventura total, devido ao trabalho que faço em Inglaterra, onde sou instrutor de vela, e surgiu a oportunidade de embarcar no grande veleiro Lord Nelson. Nunca tinha feito uma viagem marítima mas foi interessante, uma experiência diferente, dar-me com pessoas diferentes e trabalhar no barco, aprender algumas coisas como: leftside, rightside, portside. A viagem não foi muito tranquila, apanhámos ventos muito fortes, nos primeiros dias estive de cama, mas logo me fui habituando e integrando. Foi muito giro entrarmos no porto de Leixões e seguir até Lisboa sempre pela costa. Nós saímos no dia 1 de dezembro de Southamptom, é uma viagem um bocado demorada, mas muito interessante, sublinhou. ø Ana Lima, Comunicação Grande veleiro lord nelson É um dos Veleiros de Classe A confirmados nas The Tall Ships Races Lisboa 2012 e é a primeira embarcação desenhada propositadamente para acolher no seio da tripulação pessoas portadoras de deficiências motoras. Colin Mudie, designer do veleiro, projetou esta ideia e colocou como condição que metade da tripulação pudesse ser portadora de deficiências físicas, razão por que a embarcação tem acessos variados para cadeiras de rodas em todos os espaços. As características do Lord Nelson são únicas com todos os pormenores da embarcação pensados e desenhados com o objetivo de proporcionar a quem tem deficiências físicas a possibilidade de embarcar. Todas as divisões do Grande Veleiro estão acessíveis a quem, por infortúnio, está preso a uma cadeira de rodas. No verão de 1984 foram angariados fundos suficientes para dar início à construção nº 342 do design de Colin Mudie. Dois anos depois, no dia 17 de outubro, Lord Nelson rumou a Southamptom com o desafio de mudar a vida de todos aqueles que entrassem a bordo. Propriedade da Associação Jubilee Sailing Trust, o Lord Nelson, tem metros. Com capacidade para navegar em qualquer mar do mundo, o veleiro já levou mais de 30 mil pessoas para o mar, incluindo 12 mil com deficiências físicas e cinco mil em cadeiras de rodas. O Grande Veleiro é uma homenagem ao famoso almirante e herói britânico Lord Horatio Nelson, conhecido pelas suas vitórias contra os franceses durante as Guerras Napoleónicas. 120 Março_Abril 2012 OUTDOOR

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122 Espaço APECATE Portugal encerra no seu território um potencial único, quer no que concerne a águas interiores, quer no que diz respeito ao mar. Este potencial permite que as empresas de animação turística e os operadores marítimo-turísticos construam uma oferta de produtos de Turismo Náutico variada e de grande qualidade e avancem para o mercado turístico europeu com um posicionamento competitivo relativamente a outros desturismo náutico O Turismo Náutico é um tema cada vez mais falado, enquadrado numa macro visão do desenvolvimento da economia de mar. Mas será que tem a capacidade necessária para se desenvolver? tinos de Turismo Náutico, como é o caso de Espanha. Atualmente a oferta existe, cresceu muito para além do que existia há uns anos atrás e foram atingidos os pressupostos de maturidade destas empresas, que permitem apresentar um elevado nível de profissionalismo e qualidade nos serviços prestados. Algumas atividades de Turismo Náutico Canoagem Hoje em dia a canoagem já não se limita a simples descidas de rio. Atualmente fazem-se expedições de rio com dois ou mais dias de duração e canoagem de mar ao longo de costas únicas e abrigadas descobrindo grutas e praias selva- Foto: Filomena Sá Pinto 122 Março_Abril 2012 OUTDOOR

123 gens. Podemos dar a volta a uma ilha (Madeira e Açores) ou navegar ao longo da costa de Portugal continental. Canyoning O Canyoning é uma atividade que nos últimos anos tem centrando grande parte da sua oferta em alguns rios do Norte de Portugal, como é o caso do Teixeira, do Poio ou do Frades, que são já bastante conhecidos. Mas existe mais a explorar em Portugal continental, como é o caso das várias ribeiras do Parque Nacional da Peneda Gerês. Nas ilhas, a Madeira tem vários locais de grande qualidade para esta atividade e, nos Açores, corremos o risco de ser um dos melhores lugares do mundo para a prática do Canyoning. Na verdade já o somos, mas poucos sabem. Coasteering O Coasteering é o primo marítimo do Canyoning: recorre a técnicas muito similares, mas adaptadas ao ambiente marítimo. Permite percorrer uma linha de costa (normalmente escarpada) onde o participante pode efetuar rappel, slide, escalada (psicobloc), saltos para água, natação e caminhada. Nasceu em 1999 no Reino Unido, onde já tem milhares de adeptos e até uma federação própria, praticando-se inclusive no inverno. Em Portugal tem mais expressão na costa da Arrábida/Sesimbra, dadas as excelentes condições que a região apresenta, mas existem outros locais possíveis como a costa do Cabo Roca, a costa algarvia, entre outros. Mergulho O Mergulho é um dos principais motivos de viagem para quem procura Turismo Náutico. Em Portugal existem excelentes condições para a prática de mergulho e para se criar uma operação contínua e fora da época balnear, quebrando a sazonalidade. Temos um dos melhores climas na Europa, costas atlânticas voltadas a sul (águas calmas), como é o caso da Arrábida e todo o Algarve, e uma grande biodiversidade marinha como é exemplo o Parque Marinho Professor Luis Saldanha. Nas ilhas temos mergulhos com excelentes visibilidades, em naufrágios, com focas ou em locais arqueológicos. A oferta nesta área é feita por operadores muito profissionais, tendo alguns cerca de 20 anos de experiência. Vela Sempre fomos um povo de navegadores e esta modalidade do Turismo Náutico ocupa o 1º lugar na atratividade de turistas náuticos a nível europeu. Temos já alguma oferta nesta área, Foto: Pocean Surf Academy centrada principalmente em Cascais e Oeiras e, sem sombra de dúvida, excelentes condições para a atividade. Mas há ainda muito para fazer nesta área e temos de olhar para os países que já o fizeram, como é o caso da Croácia, Grécia e Espanha, que trabalham o charter náutico de forma eficaz. Observação de Cetáceos Nesta modalidade, todos pensamos de imediato nos Açores! Sem qualquer sombra de dúvida, os operadores marítimo-turísticos dos Açores souberam colocar as suas ilhas no mapa-mundo do turismo com este produto. Em Portugal Continental já existe alguma oferta como é o caso dos Roazes Corvineiros do Estuário do Sado ou algumas saídas feitas no Algarve. Surf Este é sem dúvida um muito recente e bom exemplo da capacidade de desenvolvimento de Turismo Náutico. O trabalho levado a cabo na área de Peniche e Nazaré tem-se revelado num desenvolvimento exponencial. De um momento para o outro, aquilo que todos os surfistas nacionais conheciam foi organizado como produto turístico e dado a conhecer a todo o mundo. Hoje, esta é uma das operações turísticas para a qual se olha com mais alegria. É um pouco este reflexo dinâmico que gostaríamos de ver em muitos setores económicos no nosso país. E parece que este sentimento se está a espalhar para outras zonas, pois toda a costa vicentina parece já ter embarcado nesta nova viagem de descobrimentos. Temos um país inteiro banhado por costa atlântica e, ao que parece, os melhores locais para prática de surf na Europa. Bom para iniciados e, logo na praia ao lado, excelente para bater records mundiais. Temos capacidade? Poderia continuar a descrever outras atividades de Turismo Náutico como, por exemplo, o rafting ou o windsurf e todos os seus potenciais, mas não posso deixar de voltar à questão inicial: a capacidade para desenvolver o potencial reconhecido. Espaço APECATE Turismo Náutico OUTDOOR Março_Abril

124 Espaço APECATE Este espaço é seu Envie-nos as suas dúvidas e questões sobre temáticas de Animação Turística, Congressos e Eventos e a APECATE responderá. Fotos: Vertente Natural E aqui a alegria é bem menor, pois está quase tudo por fazer. Para percebermos um pouco isto, basta olhar para a nossa vizinha Espanha que, em 1998, se lançou na implementação do conceito de Estação Náutica. Estação Náutica é um conceito em tudo similar a uma estação de ski, onde os serviços se agregam e se padronizam. Trata-se da criação de uma identidade clara posicionando no mercado turístico um determinado destino. Espanha tem hoje cerca de 30 Estações Náuticas e o volume de negócios cresceu 30% em 2011 (ano de crise!?). Em 2004 houve 2 milhões e 800 mil viagens na Europa cuja principal motivação foi o Turismo Náutico. O crescimento deste produto turístico é de cerca de 10% ao ano. E poderíamos continuar a olhar para um rol de números que nos aguçam o gosto económico. O que nos falta então para transformarmos o nosso potencial em realidade? Falta-nos infraestruturas. Temos marinas e temos portos de Norte a Sul do país! Sem dúvida que sim. Mas não temos lugar para os barcos dos operadores marítimo-turísticos e, em muitos casos, não temos lugar para veleiros em trânsito. Será que os portugueses têm assim tantos barcos que provoquem uma sobrelotação dos portos e marinas? Na verdade temos um dos rácios de barcos per capita mais baixos da Europa, 1 para cada 285 habitantes. O rácio da Alemanha é 1:111 e da Noruega é 1:7. Falta-nos legislação e fiscalização adequada. A atual lei da atividade marítimo-turística foi criada há cerca de 10 anos e obrigava as empresas a terem um cais de embarque e desembarque, caso contrário não se podiam licenciar. Cais este, relembre-se, que estava e está dependente de decisão das administrações portuárias e que ainda hoje, em grande parte dos casos, não existe. Esta obrigação levou a um deserto de investidores na área do Turismo Náutico, pelo simples facto de lhes ser negado o licenciamento. Com o novo enquadramento jurídico dos agentes de Animação Turística, publicado em 2009, 124 Março_Abril 2012 OUTDOOR

125 pôs-se fim a este requisito de licenciamento (estávamos perante uma pescadinha de rabo na boca: as administrações portuárias não criavam os cais de embarque porque não havia operadores, os operadores não se licenciavam porque não havia cais). Em 2010, assistimos a um boom de licenciamentos e de oferta de produtos turísticos nesta área. Mas o decreto-lei 108/2009 não conseguiu resolver todos os problemas decorrentes do RAMT (Regulamento da Atividade Marítimo-Turística). Quando todos pensavam que finalmente se ia conseguir dinamizar este setor, bate-se de frente com normas desajustadas que novamente impedem o seu desenvolvimento. A APECATE, conjuntamente com a ACOMTS, apresentou recentemente ao governo uma proposta de revisão urgente da atual lei (RAMT) que, a ser aceite pelas partes envolvidas, poderá resolver os problemas base da atividade. No entanto, as dificuldades deste setor não se fecham aqui: na área da fiscalização, o mar precisa de ser revisto. Verificam-se situações muito graves e é do conhecimento geral no seio dos operadores marítimo-turísticos que, se este tema não for abordado pelo governo num futuro breve, as alterações legislativas terão pouco efeito na dinamização dum setor com potencial único no país. Temos então a capacidade? A resposta a esta pergunta é muito mais complexa do que parece. Tem que ser respondida por todas as entidades envolvidas, privadas e públicas, porque o Turismo em geral - e a atividade marítimo- -turística em particular -, é uma atividade transversal que exige o encontro de muitas vontades e estas vontades são, sem dúvida, a coesão de que Portugal precisa. Na APECATE respondemos que sim. Os agentes de Animação Turística têm capacidade para afirmar o Turismo Náutico e basta-lhes olhar para a sua própria história para saberem que o caminho para a estruturação de um setor de atividade económica promissor nunca é deixar cair os braços ou chover no molhado: é identificar problemas e propor soluções. ø José Saleiro, Vertente Natural Espaço APECATE Turismo Náutico OUTDOOR Março_Abril

126 A fechar Fórum Fotografia O Fórum Fotografia teve início no dia 5 de outubro de 2004 e tem como objetivo principal o convívio, a partilha, a troca de ideias e de conhecimentos sobre tudo o que está relacionado com fotografia e imagem. Mais Informações Red Bull Kart Fight Para uns é a grande escola da velocidade. Para outros é diversão pura e dura. Uma coisa é certa - o karting não escolhe idades e continua a seduzir um vasto público. Foi a pensar nos amadores anónimos dos 13 aos 35 anos que nasceu o Red Bull Kart Fight, com etapas em todo o país e uma Final que vai projetar o nosso melhor talento para os palcos internacionais! Jovem cego surfa no Havai Mais Informações Derek Rabelo tomou o gosto pela modalidade de surf há dois anos e meio. O facto de ser invisual nunca o impediu de lutar para se tornar num surfista. Vê o vídeo ASICS Trail Aventura Conheça zonas históricas, trilhos escondidos e as belas paisagens de Portugal em 2012 através do circuito ASICS Trail Aventura. Mais Informações quem está desse lado? Olá a todos! Chegou a altura de sabermos quem está desse lado... Só vos pedimos 3 minutos do vosso tempo! Quem são, o que mais gostam na Revista Outdoor e Portal Aventuras, como nos conheceram, entre outras perguntas. Participar Aplicação iflipviewer 126 Setembro_Outubro 2011 OUTDOOR Bem-vindo ao FlipViewer Xpress (i-edition), uma experiência de leitura agradável Flipbook para o IPAD. Esta é a aplicação aconselhada para poderes ler a tua Revista Outdoor no teu IPAD. Descarrega gratuitamente aqui: itunes

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