Jornal. Empregam e exportam mas não têm saneamento. Um novo altar do mundo DE LEIRIA. Tragédia florestal

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1 Jornal DE LEIRIA Empregam e exportam mas não têm saneamento Semanário Regional Director de Mérito José Ribeiro Vieira Director João Nazário Ano XXVIII Edição 1602 Quinta-feira, 26 de Março de ,00 PUBLICIDADE Marinha Grande Enquanto esperam pelo investimento público em saneamento, fossa ainda é solução para várias indústrias de topo da Marinha Pequena Pág. 27 RICARDO GRAÇA Perdidos 263 mil hectares de pinheiro Tragédia florestal Fustigado pelos fogos, pelo nemátodo e pela massificação do eucalipto, o pinheiro está hoje, fora das matas nacionais, confinado a pequenas manchas. Há mesmo quem receie pelo seu desaparecimento Págs. 4/6 Nesta edição Revista da Saúde destaca inovações nos cuidados aos doentes Entrevista Henrique Neto, de operário a candidato a Belém Pág. 18 Um novo altar do mundo Já começaram as obras de construção do novo presbitério do Santuário de Fátima, que irá alterar significativamente o recinto de oração. A obra tem a assinatura de Alexandros Tombazis, arquitecto grego autor da Basílica da Santíssima Trindade, e ficará concluída até Outubro, a tempo da peregrinação internacional desse mês. A cobertura do presbitério foi um dos grandes quebra-cabeças da equipa técnica, que optou por uma placa em fibra de vidro com cerca de 600 metros quadrados. Págs. 10/11 PUBLICIDADE

2 2 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Radar Pedir desculpa é pior do que não ter razão Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, Observador Sempre fui muito apaixonadiça, mas agora estou sossegadita com o meu marido há 25 anos Lídia Franco, actriz, Vidas CM Comentário enigmático João dos Santos Olho clínico Gonçalo Cardoso O director do Consolata Museu - Arte Sacra e Etnologia, dos Missionários de Fátima, viu este espaço ser distinguido há dias como Top Choice 2015, no âmbito da categoria Atracções Turísticas, do portal chinês Lianorg. Segundo Gonçalo Cardoso, este portal é uma referência no sector turístico, que elabora um ranking anual das melhores atracções da Europa. Avelino Gaspar É o fundador e presidente da Lusiaves, grupo que integra a Racentro, situada em Monte Redondo e que produz alimentos compostos para animais. Junto à fábrica está a ser construída uma nova unidade, um investimento de seis milhões de euros que vai criar 50 novos empregos e permitir a produção de um produto inovador. Álvaro Pereira É certo que falta rever o Plano Director Municipal na Marinha Grande e que existem regulamentos que constrangem a construção de indústrias em zonas onde não existam infra-estruturas. Apesar de tudo isso, arquitectos e empresários acreditam que, a bem do ordenamento do território e da criação de emprego, a câmara liderada por Álvaro Pereira já devia ter tomado previdências e cobrir a Marinha Pequena de saneamento. Passado e Futuro Mudar de Rumo Reforma do Estado Há muitos anos que sucessivos governos falam da reforma do Estado, alguns tiveram mesmo ministérios para tratar do assunto, sem que a reforma tenha sido feita e, pior do que isso, têm sido introduzidas alterações ocasionais no funcionamento do Estado sem nenhuma visão de conjunto, alterações que apenas têm destruído coisas boas que herdámos do passado. As principais e piores alterações que foram praticadas têm a ver com a decadência qualitativa do sistema político, comprometendo a sua democraticidade e transparência, a partidarização dos altos cargos da administração e da direcção das empresas do Estado e o crescimento de uma certa indisciplina organizativa. Os resultados destas e de outras alterações disfuncionais foram a ausência de continuidade e de memória no Estado, a irresponsabilidade dos agentes políticos e administrativos e a perda de muitas componentes técnicas e cientificas que existiam anteriormente, com a consequência de funções essenciais do Estado passarem a ser executadas por privados, que usam esse poder delegado a seu favor. Acresce que quando se fala de reforma do Estado, verdadeiramente ninguém sabe exactamente do que se trata, o que ficou claramente visível no documento apresentado recentemente pelo vice-primeiro ministro Paulo Portas. Por isso é conveniente começar por dividir a reforma nas suas principais componentes, que podem ser: (1) reforma política do Estado; (2) reforma da administração pública; (3) reforma do Estado paralelo; (4) reforma das participações do Estado; (5) reforma autárquica. Tratar todas estas dimensões da reforma como sendo só uma gera uma enorme confusão, além de que para definir soluções em cada uma destas reformas há que recorrer a especialistas muito diferentes. Por exemplo, enquanto a reforma política deve ser desenhada pelos partidos e pela Assembleia da República, a reforma da Henrique Neto administração pública insere-se na teoria das organizações, tema mais do que estudado e para o qual não faltam especialistas. Quanto às três restantes áreas da reforma, só podem ser realizadas com a participação de quem conhece por dentro o actual funcionamento destes sectores, com a previsível ajuda de especialistas. Claro que as diferentes reformas devem obedecer a objectivos políticos, tais como a transparência de todos os actos da administração e a existência de independência e de meios adequados nas instituições de regulação e controlo. Nestas, é essencial que a direcção recaia em pessoas com comprovada seriedade e independência e com a obrigatoriedade de passarem o crivo da Assembleia da República em sessão pública, tal como acontece, por exemplo, nos Estados Unidos. Neste contexto, a continuidade das políticas e da permanência nos cargos dos colaboradores do Estado é essencial, além da existência de uma grande e qualificada escola de administração pública que forme verdadeiros profissionais, terminando com a nomeação de dirigentes por razões partidárias e restringindo ao máximo os gabinetes ministeriais. No caso concreto da administração pública, a regra deve ser voltar a uma estrutura hierarquizada, com base em directores gerais, bem como reduzir drasticamente a existência de empresas autárquicas e de instituições paralelas de gestão do Estado. Muitos dos problemas que hoje existem na organização do Estado resultam da vontade dos partidos da área do poder em controlar partidariamente as funções do Estado, não hesitando para isso em criar uma burocracia insustentável e limitar de todas as formas a necessária e insubstituível transparência das actividades do Estado, condição de qualquer regime democrático digno do nome. Empresário

3 Jornal de Leiria 26 de Março de A União Europeia é uma prisão. E Durão era o chefe dos guardas Marine Le Pen, líder da Frente Nacional [França], E O fado sempre foi o meu suporte António Chainho, guitarrista, E Não tenho empregada, sou eu que limpo a casa, que faço a cama, que cozinho as minhas marmitas para trazer no dia seguinte Cristina Ferreira, apresentadora, E Há muito urbano sofisticado que transporta em si um paroquiano reaccionário João Bonifácio, jornalista, E Fórumdasemana Homossexualidade é doença que pode ser curada? A homossexualidade ainda é considerada por alguns médicos uma doença que pode ser curada, revela um estudo da ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero). Realizado entre Junho e Novembro do ano passado e agora citado pelo jornal Público, o estudo Saúde em Igualdade - Pelo acesso a cuidados de saúde adequados e competentes para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais inquiriu um total de 600 pessoas, das quais 249 estão a ser seguidas ao nível da saúde mental ou psicoterapia. Entre estas, 11% disseram que já houve profissionais de diversas áreas Francisco Allen Gomes, sexólogo Patrícia António, psicóloga clínica Elísio Estanque, sociólogo Este estudo não tem qualquer tipo de credibilidade científica. Há uns anos levantou-se esta questão e a pessoa responsável por esse estudo acabou a pedir desculpas à comunidade gay. Continuar a falar sobre isto e a dar visibilidade a esta questão é descabido e só faz com que se prolongue o preconceito. De facto é um tema em que, do ponto de vista histórico, as mudanças de paradigma são muito recentes. É importante acabar com este estigma. A homossexualidade é uma orientação sexual e, do ponto de vista amoroso, é uma opção tão válida como qualquer outra. Esta notícia só prova que ainda há muitos técnicos de saúde com preconceitos e estes espelham-se nas suas práticas a nível profissional, o que é lamentável. Tem havido mudança de mentalidades e atitudes moralistas e conservadoras evoluíram e deram lugar a um novo olhar sobre alguns fenómenos. É suposto haver tolerância e aceitação de diferentes orientações sexuais, até porque a legislação tem vindo a reconhecer direitos a essas pessoas. Se há médicos a pensar e agir assim é preocupante e o assunto devia merecer atenção por parte dos responsáveis da área médica, até porque a lei não permite discriminações de minorias, seja no tratamento médico seja noutras áreas. Que comentários lhe merece este assunto? António Serzedelo, presidente da Opus Gay José Murta Cadima, médico Duarte Vilar, director executivo da Associação de Planeamento Familiar que lhe sugeriram que a homossexualidade é uma doença que pode ser curada. Nuno Pinto, coordenador do estudo, disse à Lusa ter ficado surpreendido com este dado, mas lembra que, apenas em 1972, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais e só nos anos 1980 é que a Organização Mundial de Saúde deixou de a considerar uma doença. O estudo revela ainda que dois em cada dez inquiridos afirmaram sentir-se discriminados nos serviços de saúde e obrigados a mentir sobre a sua orientação sexual. A questão médico-científica está a voltar outra vez à baila. E isso vem de entidades religiosas e conservadoras que querem reverter esta situação. A questão é que já muitas pessoas que se submeteram a este tipo de terapias se arrependeram ou chegaram mesmo a cometer suicídio. Se gastassem estas energias a lutar contra a sida, por exemplo, seria mais proveitoso. A homofobia e o preconceito é que deveriam ser tratados. No fundo, essa pseudo-terapia parte do princípio da superioridade da heterossexualidade. As pessoas querem transformar os homossexuais à sua imagem e fazem-nos sentir mal com a sua condição. Não será isso que se deve tentar reverter? Há situações do foro psiquiátrico que podem levar a comportamentos desse tipo, mas uma verdadeira homossexualidade não tem conotação patológica. Há indivíduos que têm comportamentos homossexuais fruto das circunstâncias, porque estavam carentes por algum motivo e se sentem acarinhados. Nesses casos, há tratamento, porque há uma explicação por trás. No entanto, se um individuo homossexual assume a sua identidade sexual e se é feliz, com que direito é que devemos tentar mudar isso? Geralmente as pessoas só procuram tratamento para a homossexualidade porque não se sentem aceites pela sociedade. A mim não me surpreende que haja médicos com essa crença. Porque é apenas uma crença, neste momento. Há uns anos acompanhei um estudo que revelou que muitos psiquiatras ainda viam a homossexualidade como uma doença. As evidências científicas actuais são muito claras, a homossexualidade não é uma doença e as tentativas de mudança de orientação sexual são votadas ao insucesso. A homossexualidade adquiriu muita exposição pública a partir dos anos 80, também com a emergência da sida. Quanto mais pública é a exposição dos homossexuais, mais absurdo é chamar-lhe doença. É um atentado aos direitos dos homossexuais continuar a insistir nesta questão e quererem tratar-lhes da saúde. Editorial Deus quer, o homem sonha e a obra nasce Quando os cidadãos se juntam para erguer um projecto, com entusiasmo e dedicação, o sucesso está garantido. E se as entidades oficiais se puserem ao lado dos empreendedores, se as empresas colaborarem e não precisa de ser com dinheiro se as burocracias não fizerem esmorecer quem quer trabalhar, a obra vai nascer. A pista de cross country olímpico que nasceu na Mata dos Marrazes é só mais um exemplo de que, todos juntos, conseguimos fazer verdadeiros milagres. E num espaço que muitos consideram estar ao abandono, nasceu uma pequena maravilha. É verdade que a estrutura nasceu num cantinho daquela infinidade de hectares de pinhal, contudo é motivo de orgulho para a União de Freguesias de Marrazes e Barosa, enquanto proprietária do espaço, mas acima de tudo para quem mais meteu as mãos à obra e fez um projecto como há poucos na Europa: a Federação Portuguesa de Ciclismo e o Sport Clube Leiria e Marrazes. Hoje, já se fala que os melhores do cross country mundial poderão marcar presença na edição do próximo ano. David Rosa, o representante português da modalidade nos Jogos Olímpicos de Londres, realçou o facto de, numa mata como as outras, se ter feito algo de uma qualidade excepcional. Lá está: os portugueses, quando se empenham, estão ao nível dos melhores, seja de lápis numa mão a desenhar o percurso, seja de enxada na outra a preparar o terreno. A Câmara de Leiria também tem o seu mérito. Tanto no Desporto como na Cultura, Leiria tem sido uma cidade activa. Porquê? O poder autárquico tem estado atento e se não tem capacidade financeira para apoiar estes projectos de cidadãos, tem pelo menos o mérito de tirar da frente tudo o que possa fazer emperrar as obras. Nesta edição do JORNAL DE LEIRIA, as boas notícias continuam com mais uma obra. Esta assinada por um nome de referência da arquitectura mundial e que vem enriquecer o património religioso de Fátima. O grego Alexandros Tombazis, autor da Basílica da Santíssima Trindade, foi o escolhido para coordenar a construção do novo presbitério. Esta decisão do Santuário só pode trazer mais coerência e harmonia ao espaço, ainda para mais tendo em conta que a anterior estrutura, inaugurada em 1982, sempre foi tida como provisória. E todos sabemos como a escolha acertada dos arquitectos pode dar credibilidade e até aceitação aos projectos... Obra é algo que Henrique Neto tem para apresentar. Partiu do nada, na Marinha Grande, e tornou-se num dos mais respeitados empresários portugueses. Na política, não deixou que a ligação ao PS lhe toldasse o pensamento. Critica quem acha que merece ser criticado, diz o que pensa e a contínua degradação da vida política, económica, social e ética do País levaram-no a avançar com uma candidatura à Presidência da República. A sua independência, competência e seriedade são uma boa notícia para Portugal. Miguel Sampaio

4 4 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Abertura Pinheiro, uma espécie cada vez mais rara na paisagem da região Ambiente Durante décadas foi uma árvore omnipresente na paisagem da região. Fustigado pelos fogos, pelo nemátodo e pela massificação do eucalipto, o pinheiro está hoje, fora do perímetro das matas nacionais, confinado a pequenas manchas. Há mesmo quem tema o seu desaparecimento Maria Anabela Silva No final da década de 80 do século passado, Leiria, Ourém e Pombal, três dos concelhos da região com maior mancha florestal, somavam cerca de 67 mil hectares de pinheiro-bravo. Trinta anos volvidos, essa área caiu para pouco mais de 47 mil hectares (menos 30%), de acordo com o último Inventário Florestal Nacional (IFN), divulgado no ano passado. Elaborado com base em dados de 2010, esse relatório deixa, no entanto, de fora a redução da mancha de pinheiro registada nos últimos anos, devido não só aos incêndios e ao nemátodo, mas também à falta de gestão florestal, que tem permitido que o eucalipto esteja, de forma galopante, a ocupar terrenos, onde, até há pouco tempo, o pinheiro era 'rei'. A nível nacional, os dados não deixam margem para dúvidas: o eucalipto é hoje a espécie que mais área ocupa na floresta portuguesa, com 812 mil hectares, que correspondem a cerca de 26% do total do espaço arborizado, revela o último IFN. O sobreiro é a segunda, com 737 mil hectares, enquanto o pinheiro- -bravo aparece apenas na terceira posição, com 713 mil hectares. Comparando estes dados com o anterior IFN, que remonta a 1995, verifica- -se uma forte redução da área de pinheiro-bravo, que cai 13%, ou seja, menos 263 mil hectares. Destes, 165 mil transformaram-se em matos e pastagens e 70 mil em eucaliptais. Na região, e de acordo com a aquele inventário, há cinco anos, o pinheiro-bravo ainda dominava, ocupando uma área com cerca de 101 mil hectares, enquanto o eucalipto totalizava perto de 65 mil hectares. No entanto, estes números estão, hoje, desactualizados, face ao processo de massificação do eucalipto em marcha, alerta Mário Oliveira, presidente da Oikos (Associação de Defesa do Património e do Ambiente da Região de Leiria). Veja-se, a título de exemplo, os primeiros dados sobre o novo regime jurídico aplicável às acções de arborização e rearborização, em vigor desde Outubro de Nos oito meses seguintes, entraram no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas 2030 pedidos de arborização no concelho de Leiria, que previam a florestação de 159 hectares de terreno, 129 dos quais com eucalipto. Percorrendo os concelhos da região facilmente se percebe que, com excepção das matas nacionais, o pinheiro-bravo é, cada vez mais raro. A zona do Pinhal Interior Norte, região que abrange vários municípios do distrito e que deve o seu nome à predominância do pinheiro, está hoje transformada num imenso eucaliptal, com as áreas de pinhal destruídas pelos incêndios, registados nos últimos anos, a serem replantadas com eucalipto, à semelhança do que aconteceu em concelhos como Leiria, Ourém ou Pombal. Tragédia florestal regional O pinheiro [bravo] está progressivamente empurrado para 'guetos' sendo substituído por eucalipto, que hoje domina a paisagem e ocupa os solos, afirma Mário Oliveira, que fala mesmo em tragédia florestal regional. O ambientalista sublinha as consequências deste processo ao nível da erosão dos solos, da perda de biodiversidade e na exiguidade dos recursos hídricos. Se não se põe travão, daqui a uns anos, com a actual liberalização da plantação de eucaliptos, teremos uma paisagem monótona e triste, com os Os números 263 mil hectares de pinheiro perderam-se no País, entre 1995 e A maior parte desta área (165 mil hectares) transformou- -se em matos e pastagens, 70 mil em eucalipto e 13 mil em espaços urbanos 101 mil hectares era a área da região (distrito e concelho de Ourém) que, em 2010, estava ocupada com pinheiro-bravo. Em 1995, eram 107 mil hectares 23 por cento foi quanto aumentou, entre 1995 e 2010, a área da região ocupada com eucalipto, passando de 50 mil para quase 65 mil hectares solos esgotados e sem produtividade, mesmo para o eucalipto, adverte. Também Octávio Ferreira, engenheiro silvicultor, teme pelo futuro do pinheiro-bravo na região. Num artigo de opinião publicado na semana passada no JORNAL DE LEIRIA, o técnico chamava a atenção para o facto de, fora da mancha litoral da região, onde se incluem as matas nacionais (Leiria, Urso e Pedrógão), restarem apenas alguns núcleos de pinheiros e árvores adultas isoladas, dispersas pela cada vez maior área de eucaliptal. A par da eucaplitização e dos incêndios, Octávio Ferreira aponta o problema do nemátodo, ainda longe de se encontrar controlado. Está à vista de todos uma enorme quantidade de pinheiros secos em pé, a apodrecer lentamente e outros a secar, a atrair insectos e a infestar cada vez mais área de pinhal envolvente, designadamente em redor de Leiria, ao longo da A1 e nos campos. Pelo que o pinhal da região tenderá, naturalmente, a desaparecer, denuncia aquele engenheiro sivicultor. No seu entender, se medidas urgentes não forem tomadas e, sobretudo, executadas, o pinheiro- -bravo adulto será, provavelmente, uma mera e bela recordação de tempos recentes. Pôr o pinheiro a render por volta dos dez anos Mais optimista é a visão de Pedro Serra Ramos, presidente da Direcção da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA). Embora admita que a possibilidade de desaparecimento do pinheiro ainda é uma preocupação, o dirigente acredita no sucesso dos esforços que começam a surgir para reverter o processo. E dá como

5 Jornal de Leiria 26 de Março de RICARDO GRAÇA Novo regime jurídico Eucalipto domina pedidos de arborização Durante os primeiros oito meses de funcionamento do novo regime jurídico aplicável às acções de arborização e rearborização, em vigor desde Outubro de 2013, o eucalipto dominou os pedidos de arborização. De acordo com dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNP), naquele período foram autorizadas acções de florestação para hectares, a maioria (5.241 hectares) a ocupar com eucalipto. Segundo o ICNF, Leiria foi o concelho do País com maior número de pedidos de arborização ao abrigo do novo regime jurídico. Nos primeiros oito meses, aquele organismo recebeu 203 processos referentes ao concelho de Leiria, que previam a arborização de 159 hectares de terreno, 129 dos quais com eucalipto. Desses pedidos, o ICNF já deu luz verde para a plantação de 88 hectares, sendo que em 83% dessa área (73 hectares) a florestação será feita com recurso a eucalipto. Estes dados, divulgados em Setembro passado, não surpreenderam a Quercus e revelaram, segundo a associação ambientalista, um aumento desenfreado das monoculturas de eucalipto. Na ocasião, Domingos Patacho, então presidente do núcleo de Ourém da Quercus, chamava a atenção para o facto de 94% das rearborizações serem feitas com aquela espécie. São valores muito elevados. Essa eucaliptização é feita à custa do pinheiro-bravo e de outras espécies e de de zonas agrícolas, que agora são ocupadas com eucalipto. A paisagem de 'mosaico', onde as áreas de floresta intercalavam com terrenos agrícolas, deu lugar à monocultura, o que facilita a propagação dos incêndios, advertia. exemplo o projecto-piloto que a associação, em parceria com várias entidades, está a desenvolver em Penela e que pretende provar que é possível tirar rentabilidade do pinheiro mais cedo e que este pode ser uma alternativa ao eucalipto. Num artigo publicado no ano passado pelo jornal Público, João Soares, ex-director-geral das Florestas, explicava que, num ecossistema com níveis de precipitação superiores a 800 milímetros por ano, um hectare de eucalipto pode render, ao fim de dez anos, quatro mil euros. Num pinhal são necessários 35 anos até que se possa aproveitar madeira de qualidade para mobiliário. Ora, é precisamente essa realidade que o projecto-piloto da ANEFA pretende contrariar. Pedro Serra Ramos explica que o objectivo é aplicar modelos de silvicultura e gestão florestal diferentes daqueles que são usados habitualmente, com recurso a regeneração natural ou sementeira. Dessa forma, gera-se um povoamento com uma grande densidade de árvores por hectare, que permitirá fazer um primeiro corte aos dez ou 12 anos, para desbaste, com o aproveitamento desse material para a produção de pellets. Segundo o presidente da ANEFA, cinco anos depois poderá fazer-se um novo desbaste, com as árvores a servirem para alimentar o sector dos postes de madeira. A partir dos 18 anos, será possível retirar A nível nacional, entre 1995 e 2010, a área do pinheiro caiu 13% perdendo 263 mil hectares madeira para aglomerados e celulose que ainda use pinheiro, ficando a último corte para madeira de qualidade, acrescenta o dirigente, que acredita que, desta forma, o pinheiro pode tornar-se mais competitivo do que o eucalipto. Também Pedro Cortes, engenheiro agrónomo de Ourém, acredita que ainda é possível travar o desaparecimento do pinheiro e inverter a eucaliptização selvagem, que já nem às próprias celuloses interessa. É que, os solos ficam de tal forma esgotados, que as segundas, terceiras e quartas gerações de árvores [eucalipto] vão perdendo interesse comercial, acrescenta o presidente da Oikos. Ora, como se consegue instalar em solos degradados e pobres, o pinheiro pode ser usado como espécie pioneira nesses solos, melhorando- -os progressivamente até que outras árvores se possam instalar, nota Pedro Cortes. Este engenheiro agrónomo enaltece também as virtualidades da resinagem, actividade que promove a presença humana na floresta durante o Verão, ajudando na vigilância e na detecção de incêndios e a combater o abandono das florestas. É importante que se aposte, a sério, na resinagem, defende o especialista, que considera o pinheiro-bravo essencial à floresta, pela questão económica, mas também como fonte de biodiversidade. Havia um conjunto de ecossistemas, associados a linhas de água existentes nos pinhais, que desapareceram por força da eucaliptização, que provocou o assoreamento desses cursos de água, lamenta Pedro Cortes. E, dessa forma, também se perdeu valor económico, porque a diversidade biológica atrai turismo, frisa Mário Oliveira.

6 PUBLICIDADE 6 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Abertura Empresários falam em ameaça séria ao futuro do sector da madeira e mobiliário Falta de pinho obriga indústria a importar matéria-prima Para fazer floresta, é preciso plantar árvores e não queimar as que existem, diz Vítor Poças Maria Anabela Silva com RSS A floresta de pinheiro é manifestamente insuficiente para as necessidades da indústria de serração e mobiliário, o que faz com que o País esteja já a importar madeira ou a substituir o pinho por outras espécies, como o carvalho, a cerejeira ou o eucalipto, que não têm a mesma versatilidade de uso. Quem o diz é Vítor Poças, presidente da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), que considera que a redução da área de pinheiro registada nos últimos anos, é uma ameaça à sobrevivência das empresas do sector. O pessimismo de Vítor Poças é partilhado por Paulo Verdasca, administrador da Madeca, empresa de Ourém que se dedica ao fabrico de paletes. O industrial lembra que, desde o final dos anos 80, Portugal perdeu cerca de 50% da área de pinho, o que é muito significativo. Paulo Verdasca nota que o problema afecta todas as regiões e ameaça seriamente o futuro do sector da transformação de madeiras e a economia nacional. No fascículo sobre madeira e derivados da colecção História da Indústria na Região de Leiria, publicado recentemente pelo JORNAL DE LEIRIA, Rui Oliveira, administrador do Grupo Valco, sublinhava que a falta de matéria-prima penaliza as empresas, com o aumento dos custos do pinho, levando mesmo à paralisação de algumas serrações. Até porque, esse acréscimo não se reflecte no preço de venda, pois começam a surgir no mercado madeiras alternativas e mais baratas. Com a insuficiência deste recurso natural, as empresas perdem competitividade, acrescenta Vítor Poças, para quem uma das principais causas do problema são os fogos florestais. Esta realidade acontece porque se decidiu incendiar o País e as florestas. Cerca de 65% dos incêndios têm origem criminosa. E desses 65%, quase 90% são por dolo, acusa, frisando que para fazer floresta, é preciso plantar árvores e não queimar as que existem. O presidente da AIMMP aponta RICARDO GRAÇA também o dedo ao sector da produção de pellets, que, em vez de usar desperdícios, estar a utilizar madeira de qualidade retirada directamente da floresta. Se temos um recurso escasso, devemos fazer um uso equilibrado. Não o podemos usar para queimar, com a produção de pellets, afirma. Por seu lado, Paulo Verdasca, que preside também à Associação Portuguesa da Indústria de Reciclagem de Madeira, lamenta a falta de incentivos à plantação de pinheiro e de divulgação dos apoios existentes. O empresário lembra que uma das desvantagens do pinheiro é a questão da remuneração, uma vez leva muito tempo [cerca de 35 anos] a atingir o estado adulto, em que dá rendimento. Mas, nota, o sobreiro tem esse problema, mas ninguém deixa de investir em montado por causa disso, porque continua a ser árvore mais rentável. Além do uso eficiente da floresta, Vítor Poças defende também a apostar na investigação, com soluções que ajudem a controlar pragas e doenças. Criados em Fevereiro Pinheiro 'ganha' centros de competência Inverter a tendência de declínio da floresta de pinheiro, valorizar a produção de lenhosas e de outros sub-produtos e agregar competências e conhecimentos de natureza científica e técnica são alguns dos objectivos dos recém-criados Centros de Competência do Pinheiro-Bravo e do Pinheiro-Manso e do Pinhão. Integram esses centros, como parceiros, dezenas de entidades, entre serviços da administração pública, associações do sector, câmaras municipais (Proença-a-Nova e Vouzela) e instituições de ensino (Universidades de Trás-os- -Montes e Alto Douro, de Évora, de Coimbra e Nova de Lisboa e a Escola Superior Agrária de Coimbra). No seu site, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas explica que esses centros serão um espaço de partilha e articulação de conhecimentos, capacidades, competências e recursos, centrado no desenvolvimento de uma agenda de investigação para as sub-fileiras em questão. A sua missão é promover a cooperação dos agentes económicos com as entidades do sistema científico nacional e com a administração pública para o desenvolvimento e a sustentabilidade das sub- fileiras florestais. O Centro de Competências do Pinheiro- -Manso e Pinhão ficará sediado na Mata Nacional de Alcácer do Sal e o Centro de Competências do Pinheiro-Bravo reunirá rotativamente em Proença-a- -Nova, Vouzela, Coimbra e Sertã, até definição e decisão do respectivo Conselho Geral.

7 GRANDE ABERTURA 26 DE MARÇO Venha visitar-nos!!! OLHALVAS PARK Rua das Olhalvas, Loja 2 (Edifício Intermarché) LEIRIA. Tel Horário: Das 09:00 às 21:00 horas

8 8 Jornal de Leiria 26 Março de 2015 Entrevista Álvaro Carvalho O coordenador nacional para a Saúde Mental considera que se medica em demasia idosos, crianças e deficientes e alerta para o perigo das chamadas drogas leves. A cannabis é das substâncias mais desorganizadoras da mente Elisabete Cruz De génios e loucos, todos temos um pouco? Felizmente que sim, na medida em que todos nós gostamos de ser apreciados pela originalidade e, em vários momentos da vida, temos necessidade de fazer aquilo que nos apetece, mesmo que isso vá contrariar quem está à nossa volta. Isso é um sinal de estar vivo e que se consegue procurar ser saudável. E quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga? Isso é muito verdade. Toda a evidência científica conhecida considera que os seres humanos são um sistema biopsicossocial e a componente biológica, e física em particular, é aquela que em regra é a mais evidente ao nível das repercussões, na medida em que se não há uma harmonia entre o psicológico, o biológico e o social há inevitavelmente um desequilíbrio nos restantes sistemas. Esse aforismo popular não tem esta profundidade da evidência científica, mas sucede, por exemplo, quando não estamos suficientemente descansados, já para não falar em estados específicos em que há uma estimulação através de drogas ou de substâncias químicas. Isto é um exemplo de quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga. Há outras situações em que quando a cabeça não tem juízo a própria cabeça é que paga, como nos consumos de substâncias psicoactivas, quer lícitas ou ilícitas. Por exemplo, o álcool é uma das drogas mais potentes, que causa danos muito lentamente ao nível físico (excepto para intoxicações maciças que podem provocar uma hepatite alcoólica aguda em poucas horas), por isso é que as pessoas não têm consciência dos seus problemas orgânicos, porque as lesões são muito lentas e de estabelecimento ao longo de anos. Mas, a nível psíquico, o álcool provoca uma redução do controlo que dá origem a dificuldades na manobra de máquinas, na condução, comportamentos sexuais de risco ou gravidezes indesejáveis. Ao nível das drogas ilícitas há uma que é fundamental sublinhar, a cannabis que inicialmente foi apresentado como uma droga leve, porque não dava dependência física, mas dá uma enorme dependência psicológica. A cannabis é das substâncias mais desorganizadoras da mente. Nos últimos anos, em que os charros começaram a ser comuns, houve alguma banalização e falsa mensagem de que tinham pouco risco. Os serviços de psiquiatria e as urgências passaram a ter cada vez mais jovens, às vezes menores, com quadros psicóticos, como esquizofrenias que são precipitadas pelo consumo de canabinóides. Outras vezes são psicoses mistas. O que pensa da revisão da lei do álcool, que prevê só permitir o consumo a partir dos 18 anos? Desde que a actual lei se encontra em vigor que a critico. Há muitos anos que a Organização Mundial de Saúde chama a atenção que não há álcool bom e mau. O álcool é sempre o mesmo. A concentração é que é variável consoante as bebidas. Obviamente que quando se bebe uma substância mais concentrada o efeito é mais rápido. Depois, há factores biológicos que as pessoas, em regra, não conhecem. Até aos 18 anos, senão até aos 21 anos, a capacidade de metabolização (queimar o álcool no organismo) está limitada por razões que se prendem com o facto do nosso organismo ainda não estar suficientemente maduro. Esta limitação mantém-se até à menopausa no sexo feminino, por motivos que se prendem quer com os estrogénios, quer porque são tendencialmente mais pequenas e têm mais massa adiposa e o álcool não é miscível com a gordura. Isto não são questões ideológicas, são questões científicas inquestionáveis em todo o mundo. Por isso, quando não há uma supremacia do poder económico, as legislações que têm vindo a ser aprovadas na maioria dos países desenvolvidos vão no sentido de autorizar o consumo e a venda de bebidas alcoólicas só a partir dos 18 anos ou dos 21 anos, como sucede nos EUA e no Canadá. Foi divulgado um estudo epidemiológico nacional. Como está a saúde mental dos portugueses? Não está muito agradável. Não podemos fazer comparações porque é o primeiro estudo em Portugal, mas imaginávamos que o nosso panorama seria muito próximo de Espanha e Itália, com quem temos grande afinidade cultural e geográfica. No entanto, Portugal teve a segunda taxa mais alta de prevalência anual de perturbações mentais (22,9), enquanto a Espanha (9,2) e a Itália (8,2) tiveram das taxas mais baixas. Felizmente, nem tudo é mau. A maioria são perturbações de ansiedade, sobretudo, fobias sociais e psíquicas. Mas, este mesmo estudo mostrou uma coisa muito dramática, que é o facto da maioria das pessoas em Portugal ter um intervalo muito grande entre o aparecimento dos sintomas e o seu tratamento. Concretamente em relação à depressão major, que é aquela que em todo o mundo leva mais pessoas ao suicídio, há um intervalo de quatro anos entre o início dos sintomas e o início do tratamento. No aparecimento de uma depressão major em Portugal só 37,2% das pessoas é que tem tratamento adequado. Em destaque Portugal além de ter um elevado índice de perturbações de ansiedade tem também um elevado índice de perturbações de controlo dos impulsos: aquelas pessoas que têm dificuldade em esperar (...) Porquê? O último Eurobarómetro da União Europeia sobre saúde mental mostrou que Portugal é dos países da UE em que as pessoas espontaneamente mais recorrem ao clínico geral para problemas emocionais. Este estudo epidemiológico nacional mostra exactamente o mesmo. O que podemos concluir é que nos cuidados de saúde primários é comum haver uma dificuldade dos clínicos gerais em identificar o que são causas emocionais que levam a pessoa à consulta. Muitas vezes, as pessoas em vez de se queixarem do seu sofrimento emocional queixam-se de sintomas físicos. Um médico de clínica geral ou um enfermeiro que faça uma entrevista de avaliação, se não tiver consciência disso, pode encaminhar a pessoa para uma investigação ao nível orgânico e não emocional. Havendo esta tendência espontânea e muito positiva é muito importante que se implemente com mais profundidade uma articulação regular e estreita entre as equipas comunitárias de saúde mental (psiquiatra, psicólogo, enfermeiro e assistente social) e os profissionais equivalentes nos centros de saúde. Como se explica que haja maior prevalência das doenças mentais em

9 Jornal de Leiria 26 de Março de ENTREVISTA COM O APOIO DE: Portugal do que em Espanha e Itália? Não sou epidemiologista, no entanto, chamo a atenção que Portugal, além de ter um elevado índice de perturbações de ansiedade, tem também um elevado índice de perturbações de controlo dos impulsos: aquelas pessoas que têm dificuldade em esperar, rapidamente se zangam e batem noutras, passam à frente numa fila ou buzinam muito quando estão numa fila de trânsito. Sublinho que, neste estudo epidemiológico, Portugal foi o País com a prevalência mais alta nas perturbações de ansiedade e impulsividade, embora nesta última apenas com uma taxa de pouco mais de três por cento.uma das razões será o consumo muito grande de bebidas alcoólicas em Portugal. Estamos em sétimo lugar, mas já fomos os primeiros consumidores mundiais. Por outro lado, Portugal mantém um crescimento muito grande do consumo de benzodiapezinas, os chamados calmantes, - enquanto todos os outros países da Europa têm vindo a reduzir -, o que me faz pensar que haverá características do povo português. Não sei se tem que ver com o fado ou com os 40 anos de ditadura, alguma coisa tem que ser estudada não só pelos epidemiologistas como por sociólogos e Leiria Estudante no Liceu Álvaro Carvalho é natural da Lourinhã, mas o seu percurso académico tem também a marca de Leiria. Há 50 anos, na Lourinhã as escolas só tinham até ao antigo 5.º ano do liceu [9.º ano]. Com apenas 15 anos, os meus pais receavam que me pudesse desorganizar se fosse para Lisboa, pelo que escolheram Leiria que era uma cidade mais pacata e mais pequena. De facto, era muito pacata e muito entediante, lembra. Estudou no Liceu Nacional de Leiria (actual Escola Secundária Rodrigues Lobo), onde fez amizades. Ainda hoje mantenho laços com as pessoas de quem fui colega e, de vez em quando, encontramo-nos. O coordenador nacional para a Saúde Mental e director do Programa Nacional Saúde Mental licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa e especializou-se em psiquiatria. Foi coordenador do I Plano Nacional contra o Alcoolismo e da equipa de Projecto para os Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental. antropólogos para se poder intervir na prevenção. Há dificuldade no acesso às consultas de psicologia e psiquiatria no Serviço Nacional de Saúde? Por isso, defendo o modelo comunitário da saúde mental em Portugal, num trabalho multidisciplinar. Um dos problemas que acho que merece reflexão é a existência de psicólogos nos centros de saúde sem estarem articulados hierarquicamente, nem sequer do ponto de vista da carreira. Trabalham isolados. Fazem o melhor possível, mas, muitas vezes, sem uma articulação adequada, sem supervisão e sem conferir quer com psicólogos mais diferenciados quer com outros profissionais de saúde mental. A colocação dos psicólogos nos cuidados primários de saúde deve acontecer, mas de forma integrada. Se der um medicamento incorrecto a uma pessoa isso pode ser avaliado por sintomas físicos ou por análises, enquanto ao nível da saúde mental não temos padrões biológicos para saber se a nossa intervenção terapêutica está a ser correcta ou não. Há quem defenda que se medica em demasiado os deficientes apenas para os controlar. Porquê dar antidepressivos se não têm depressão? RICARDO GRAÇA Infelizmente concordo, não só em relação às pessoas com deficiência intelectual, como também às crianças e aos idosos. Aliás, são três preocupações que temos no Programa Nacional de Saúde Mental. Neste momento, há um excesso de medicação. Falei disso no congresso da Cercilei a propósito das declarações do ex-director [Allen Frances] da revisão do DSM4 [Manual Diagnóstico e Estatístico de doenças mentais] em que ele mostra com números situações dramáticas. Em relação às pessoas com défice intelectual há excesso de medicação, por medo e receio, porque as perturbações mentais são associadas a uma perspectiva negativa, o que leva os conviventes a terem receios de alterações súbitas de comportamento, que são raras. Sou psiquiatra desde 1980 e nunca fui agredido por nenhum doente. Também nas crianças há um excesso de diagnóstico de hiperactividade em Portugal, e em sociedades avançadas como os EUA ou a Holanda, e há dados que mostram isso. Como há excesso de medicação nas pessoas idosas, numa tentativa de as pôr calmas e a dormir, a pretexto de não caírem e fazerem fracturas. Depois as pessoas ficam apáticas, muito tempo deitadas e com patologias associadas ao facto de estarem muito tempo paradas, o que é desumano. Há falta de cuidados continuados Integrados de Saúde Mental? Há uma quase inexistência. Começámos a falar deles em 2010 e ainda não estão implementados. O pouco que há abrange cerca de duas mil pessoas, que estão em residências e as restantes em unidades socio-ocupacionais e isso é um problema. Sabe-se que estas situações não devem ser geridas com o internamento prolongado e com respostas asilares. Estas pessoas, desde que integradas em programas de habitação psico-social, sentem-se mais autónomas, mais responsáveis e mais iguais aos outros. As pessoas com doenças mentais graves, que em regra são psicoses esquizofrénicas, não têm consciência que estão doentes. Se não formos até elas e tivermos um técnico que estabelece habitualmente relação com elas, que as convence a fazer a medicação, estão em maior risco e têm maior probabilidade de descompensar, de serem internadas e de arranjarem conflitos com quem está à volta. Portanto, a descentralização dos cuidados de proximidade são a solução que fica mais económica. Há hoje muita pressão sobre as crianças, o que, por vezes, acaba por originar problemas combatidos depois com recurso a fármacos. Que repercussões pode ter a medicalização precoce das crianças? Já há alguma evidência que isso traz problemas muito sérios. O médico Allen Frances está a fazer um estudo para avaliar as repercussões da medicalização muito precoce. Essas crianças ficam formatadas e sem capacidade para gerir as contrariedades da vida. Perante uma frustração ou contrariedade têm comportamentos disruptivos quer em relação a elas quer em relação a terceiros. As auto-mutilações, tentativas de suicídio, recursos a psicotrópicos, quer drogas quer álcool, há muito tempo que se sabe que são mais frequentes em crianças ou em pessoas que desde criança os pais as habituaram a não saber gerir os conflitos e as dificuldades. Estar vivo é sempre um desafio. Não há vidas perfeitas. Muitos dos pais e avós da actualidade tiveram dificuldades e depois tentam proporcionar aos filhos e aos netos aquilo que não tiveram. Acabam por dar uma falsa segurança e uma falsa tranquilidade como se os problemas da vida se resolvessem de modo mágico, o que é um engano. O aumento da lista no Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM5) não banaliza as doenças mentais? A quinta revisão do manual da Associação Americana de Psiquiatria criou mais de 40 novas perturbações mentais, o que é um disparate. Por exemplo, se uma criança tiver mais de X birras num intervalo de dois meses já é considerada uma criança com problemas; se alguém sofre uma situação de luto e se a sua tristeza dura mais que X semanas, então tem uma depressão grave. O Allen France denunciou que isto é estritamente resultado de pressões da indústria farmacêutica, que procura ganhar dinheiro. Isto é uma fraude monstruosa.

10 10 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Sociedade Alexandros Tombazis desenha novo altar em Fátima Arquitectura O autor da Basílica da Santíssima Trindade vai coordenar a equipa responsável pelo novo presbitério do Santuário de Fátima, que irá nascer no topo do recinto Maria Anabela Silva O arquitecto grego Alexandros Tombazis, autor da Basílica da Santíssima Trindade, foi o nome escolhido pelo Santuário de Fátima para coordenar a equipa responsável pela construção do novo presbitério, que irá alterar significativamente a imagem do recinto. A apresentação do projecto teve lugar na passada sexta-feira, já com os trabalhos a decorrer e com a promessa do reitor do Santuário de que, apesar dos constrangimentos, nenhuma grande celebração será cancelada. A obra deverá ficar concluída até 11 de Outubro deste ano, a tempo da peregrinação internacional desse mês. Paula Santos, que integra a equipa coordenada por Alexandros Tombazis, explica que o principal desafio do projecto foi o de criar uma peça que tivesse a menor expressão possível no conjunto constituído pela Basílica de Nossa Senhora do Rosário e pelas colunatas. Ao longo do tempo, fomos retirando pilares e elementos de suporte, com o apoio do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), conta a arquitecta, revelando a preocupação na escolha de materiais simples, como o calcário, da região e a fibra de vidro. O novo presbitério avançará cerca de 25 metros em relação ao actual, com o objectivo de aproximar a cabeça da celebração da assembleia, explica Marco Daniel Duarte, director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário. No seguimento dessa estratégia, também o lugar de pregação, onde são feitas as homilias, avança, com a criação de uma plataforma que rompe com a escadaria. Do outro lado do presbitério, será instalado um suporte para a colocação do andor com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que, durante as grandes peregrinações, é usada nas procissões das velas e do 'adeus'. Atrás desse suporte, ficará uma parede, preparada para recolher quando a imagem não estiver no local. A cobertura foi um dos grandes quebra-cabeças da equipa técnica, que tinha a missão de procurar uma solução com o menor impacto pos- Alexandros Tombazis Autor de mais de 800 projectos Nascido em Nova Deli em 1939, Alexandros Tombazis passou a infância entre a Índia e Inglaterra até se mudar se mudar definitivamente para a Grécia. Formou-se em arquitectura pela National Technical Univesity of Athens em 1962 e, no ano seguinte, funda a empresa Alexandros N. Tombazis and Associates Architects, que actualmente emprega cerca de 60 pessoas. Ao longo da sua carreira fez aproximadamente 800 projectos, 300 dos quais executados e ganhou mais de 100 concursos nacionais e internacionais. Por exemplo, são da sua autoria os projectos da catedral ortodoxa de Tirana, na Albânia, a mesquita Bin Madiya, no Dubai, o New Acropolis Museum, o pavilhão da Grécia na Exposição Mundial de 2010, em Xangai (China), ou o Cyprus sível. Optou-se pela fibra de vidro, pela leveza do material, explica Paula Santos. Com 600 metros quadrados, a cobertura terá uma espessura entre 20 centímetros e um metro e servirá também para 'esconder' as componentes técnicas, como o som, área eléctrica e iluminação. A cobertura ficará assente numa estrutura em betão, que será depois forrada com calcário da região. Este será, aliás, um dos materiais dominantes na obra, a par da fibra de vidro, usada na cobertura e na criação de uma protecção lateral Cultural Centre, em Chipre. Em 1998 Tombazis venceu o concurso internacional para a Igreja da Santíssima Trindade em Fátima, inaugurada em Outubro de Em 1991 foi eleito sócio honorário do American Institute of Architects e em 2006 foi agraciado com o doutoramento Honoris Causa da Universidade de Aristóteles em Tessalónica.

11 Jornal de Leiria 26 de Março de FOTOS: 1 3 Santuário Estabilização nas ofertas dos peregrinos 2 1. e 2. O novo presbitério (foto 1) avançará cerca de 25 metros face ao actual (foto 2), estando previsto o aumento da escadaria 3. O futuro presbitério terá uma cobertura em fibra de vidro com 600 metros quadrados 4. A parte traseira do presbitério terá uma instalação da autoria da artista plástica Fernanda Fragateiro Os números 600 metros quadrados é a área da cobertura do novo presbitério, que será feita em fibra de vidro e que terá uma espessura entre os 20 centímetros e um metro 3 obras de arte irão enriquecer o presbitério e serão da autoria de Fernanda Fragateiro, Filip Moroder Doss e João Mendes Ribeiro do presbitério. No piso inferior, ficarão as áreas técnicas, os serviços de apoio litúrgico (capela de reserva eucarística e sacristia), espaços de arrumo, sanitários e um acesso para pessoas com mobilidade condicionada. Pretendeu-se uma solução funcional, mas com expressividade simbólica e qualidade artística, afirma o reitor do santuário, que se escusou a divulgar o valor do investimento. Todas as obras são sempre feitas com as ofertas deixadas pelos peregrinos e visam beneficiar as condições de acolhimento dos peregrinos, diz Carlos Cabecinhas, frisando a necessidade da obra. O sacerdote lembra que o actual presbitério, inaugurado em 1982, foi sempre assumido como uma estrutura provisória, que hoje mostra sinais do natural desgaste e envelhecimento, mas também deixa manifestas claras insuficiências técnicas e litúrgicas. A empreitada foi adjudicada à Mota-Engil e, de acordo com o contrato assinado em Fevereiro, terá de ficar concluída até 11 de Outubro. Até lá, o reitor pede compreensão pelo enorme incómodo que a intervenção trará aos peregrinos, não só por causa dos condicionalismos no uso dos espaços, mas também pelo inevitável ruído que uma obra deste género provoca e que compromete o ambiente de oração e silêncio, tão característico de Fátima. Até Outubro, haverá um altar provisório, de menor dimensão, que vai estar ao serviço das grandes celebrações e que foi utilizado pela primeira vez no domingo, por ocasião da peregrinação da Diocese de Leiria-Fátima ao santuário. 4 Em 2014, o Santuário de Fátima registou uma "estabilização nas ofertas dos peregrinos" face ao ano anterior, segundo revelou à Agência Lusa o reitor da instituição, que, no entanto, não especificou o valor das ofertas. O padre Carlos Cabecinha nota que essa estabilização não impediu o santuário, que não divulga as suas contas desde 2006, "de aumentar as ajudas em âmbito social, tendo em conta as acrescidas dificuldades económicas do contexto" actual. Além disso, a instituição continua a promover as obras e intervenções necessárias para proporcionar condições aos peregrinos que visitam o Santuário de Fátima", reforçou o responsável. As declarações de Carlos Cabecinhas surgem no âmbito de trabalho feito pela Agência Lusa sobre o impacto da crise nas esmolas dos fiéis em dez dioceses do País, onde não se inclui a de Leiria-Fátima, que alega não ter esses dados. De acordos com o retrato traçado, a crise económica chegou às caixas de esmolas e peditórios nas igrejas portuguesas, que adoptaram medidas de "contenção" e "redução de despesas", havendo até párocos a "congelar" os seus salários nos Açores e no Alentejo. As contas do Santuário de Fátima começaram a ser divulgadas no ano 2000, por iniciativa do bispo emérito de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva. A apresentação foi suspensa em 2006, depois de revelados os dados financeiros de 2005, que evidenciaram um prejuízo de 3.7 milhões de euros, justificado com a construção da nova basílica. A falta de regulamentação de alguns aspectos, nomeadamente de ordem fiscal, da Concordata entre a Santa Sé e o Estado português tem sido o argumento apresentado para a não divulgação das contas do santuário. Contas do Santuário não são divulgadas desde 2006

12 PUBLICIDADE 12 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Sociedade Bairro da Cova das Faias, Leiria Projecto promove integração da comunidade cigana através da música Inês de Almeida Il Trovatore: Os Roma do Lis é o novo projecto de intervenção comunitária que vai ter início a 8 de Abril, fruto de uma parceria entre a Sociedade Musical Artística dos Pousos (SAMP) e a Câmara Municipal de Leiria. A iniciativa destina- -se à integração da comunidade cigana do bairro da Cova das Faias e vem na sequência do projecto Giro ó Bairro, que teve início em 2013, pela mão da InPulsar e da autarquia. Ao todo são 38 famílias residentes no bairro, as quais integram 35 crianças e jovens. Este projecto tem o objectivo de envolver toda a família no processo, não apenas os jovens, explica Paulo Lameiro, director artístico da SAMP. Para a comunidade cigana, a família é muito importante, vivem em clã. Queremos envolver famílias, conhecer- -nos melhor através da música e da dança. O projecto consiste em sessões semanais que, numa primeira fase, se destinam à partilha de experiências, com a comunidade cigana a dar a conhecer a sua música e, depois, a tomar contacto com a música tradicional portuguesa. Numa fase final, o objectivo é desenvolver as práticas artísticas partilhadas por ambos os grupos. Para Ana Valentim, vereadora da Acção Social, este projecto faz todo o sentido, porque se adequa O número 109 fogos de habitação social em Leiria e 38 famílias residentes no bairro da Cova das Faias aos interesses desta comunidade. A autarca considera que somos nós que temos de ir ao encontro das afinidades das pessoas, a integração não pode ser imposta. Como a comunidade cigana tem uma grande afinidade pela música e pela dança, julgamos que a iniciativa vai ser bem aceite, antevê. Ana Valentim sublinha, ainda, que é fundamental possibilitar o acesso destas crianças a actividades como a música para ocuparem os tempos livres. As artes em geral, mas a música em particular, é uma plataforma de relação entre culturas, afirma Paulo Lameiro. No caso da cultura cigana, isso ainda tem um significado maior, na opinião do maestro. As crianças ciganas dançam desde cedo e os rapazes tocam guitarra. Para o director artístico, a integração não pode passar por colocar as pessoas em bairros sociais, afastando-as da restante comunidade. Somos nós que os apartamos da cidade, é normal que a comunidade se sinta desajustada. Julgamento de seguranças acusados de homicídio Inspector diz que nunca viu um corpo tão agredido Os cinco vigilantes de uma empresa de segurança privada de Leiria, acusados de homicídio qualificado de um cidadão romeno nas imediações de uma discoteca da cidade, optaram pelo silêncio na primeira sessão do julgamento, que começou na segunda-feira. Segundo a Agência Lusa, a primeira audiência contou com o testemunho de um inspector da Polícia Judiciária, que está há 16 anos na brigada dos homicídios e que assistiu à autópsia da vítima. Em tribunal, o investigador afirmou que "até hoje nunca" viu "um corpo tão agredido e com tantas lesões traumáticas", considerando que "muito dificilmente" as agressões não terão sido "coadjuvadas pelos arguidos". Os factos remontam a 2 de Janeiro de 2012, quando a vítima saía da discoteca Alibi e foi agredida com socos e pontapés no abdómen, no peito, na cabeça e nos membros superiores e inferiores", acabando por falecer na sequência das lesões traumáticas.

13 Sociedade Jornal de Leiria 26 de Março de Quatro serão construídas em Leiria, duas em Pombal e uma na Batalha IC2 ganha sete rotundas no troço que atravessa o distrito Maria Anabela Silva O troço do IC2 que atravessa o distrito vai ter sete novas rotundas: quatro no concelho de Leiria (cruzamentos da Ferrus, Boa Vista, Figueiras e Barracão), uma na Batalha (Jardoeira) e duas em Pombal (Meirinhas e Alto do Cabaço). As construções fazem parte do projecto de intervenção para reforçar a segurança na via, que contempla também, como já foi anunciado pela Estradas de Portugal (EP), a instalação de um separador central, em Leiria. A primeira rotunda a avançar será na Jardoeira, no cruzamento do IC2 com a EN356, onde têm ocorrido vários acidentes graves. A obra acaba de ser adjudicada pela EP, prevendo-se que fique concluída em três meses. Trata-se de um investimento de 416 mil euros que pretende melhorar as condições de segurança da zona, com a reformulação do cruzamento. Além da rotunda, haverá pavimentação, reforço da iluminação, melhoria do sistema de drenagem da via e a construção de um abrigo para autocarros. Em paralelo com esta intervenção, está a decorrer o concurso para a primeira fase da beneficiação do tro- Primeira fase das obras, que inclui separador, avança em Junho ELISABETE CRUZ O número 1,4 milhões de euros é quanto custará a rotunda em Alto do Cabaço e a intervenção nas Meirinhas, a suportar pela Câmara de Pombal ço entre Leiria e Pombal, que abrange a zona entre o cruzamento da EN109 (junto ao restaurante A Grelha) e o Barracão. Em informação enviada esta semana aos deputados do PSD Pedro Pimpão e Laura Esperança, o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, explica que será executado um separador central rígido, com duas passagens de emergência entre os cruzamentos da EN109 e da EN113 (Ferrus). Para o restante troço, até ao Barracão, está prevista a existência de separador central nas zonas onde se revelar necessário. O projecto para a segunda fase da intervenção, que abrange o traçado entre o Barracão e o limite do distrito de Coimbra, encontra-se em execução, prevendo-se que o lançamento da empreitada ocorra durante o segundo trimestre deste ano. Em causa está a construção das referidas quatro rotundas em Leiria, a reabilitação do pavimento e a melhoria do sistema de drenagem e da sinalização. No concelho de Pombal, nascerão duas meias rotundas nas Meirinhas - uma no acesso à zona industrial e outra no cruzamento onde estão empresas como a Artebel e uma rotunda em Alto do Cabaço (junto ao posto de combustível da Repsol na cidade). Estas intervenções totalizarão quase 1,4 milhões de euros e serão custeadas pela câmara. O município considera que são obras de grande importância, mas a EP não as entende como prioritárias. Pelo que a câmara entendeu substituir-se à EP, explica Pedro Murtinho, vice-presidente da autarquia. O vereador adianta que os projectos estão concluídos, aguardando agora pelo parecer da EP para que possa ser aberto o concurso público. Dentro de cinco ou seis meses haverá condições para iniciar as obras, diz. Cruz da Areia Corte de trânsito junto à rotunda PUBLICIDADE O troço da rua D. José Alves Correia da Silva entre a rotunda da Cruz da Areia e a rua Francisco Pereira da Silva (Seminário Diocesano) estará cortado ao trânsito entre hoje e o dia 4 de Abril. A Câmara de Leiria explica a interdição com as obras de substituição do colector de águas pluviais. Região Municípios aderem à Hora do Planeta Alvaiázere, Ansião, Caldas da Rainha, Leiria, Ourém e Pombal são os municípios da região que no sábado, dia 28, se irão associar à Hora do Planeta. Promovida pela World Wide Fund for Nature, a iniciativa passa por, simbolicamente, as luzes durante uma hora (entre as 20:30 e as 21:30 horas).

14 14 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Sociedade Marinha assinala Dia Nacional dos Centros Históricos A Câmara da Marinha Grande e a Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande assinalam o Dia Nacional dos Centros Históricos, no próximo dia 28, com vários estabelecimentos comerciais aderentes abertos no centro da cidade das 10 às 22 horas. Música, dança e representação são algumas das actividades previstas. Município anula licenciamento de obra, mas arrisca-se a pagar indemnização Construção aprovada pela Câmara da Marinha Grande viola PDM Daniela Franco Sousa A Câmara da Marinha Grande aprovou em 2010 o licenciamento de uma habitação, em São Pedro de Moel, que viola o Plano Director Municipal (PDM). Na semana semana, o executivo arrepiou caminho, votou pela nulidade do processo, mas, uma vez que a obra está em curso, alguns vereadores alertam que os investidores ingleses vão pedir indemnização. António Santos, do PSD, defendeu que na época os vereadores aprovaram o projecto, não só porque o acharam interessante, mas porque tinham um parecer favorável dos serviços, onde sustentaram a sua decisão. Paulo Vicente, vereador das Obras Públicas, explicou que a deliberação tomada à data foi ilegal, porque assentou num parecer técnico de uma coisa que não veio a concretizar-se. Ou seja, o parecer era para reconstrução de um imóvel de 1959, mas como foi tudo abaixo, já não é reconstrução, explicou o autarca, justificando assim que o melhor seria votar pela nulidade do licenciamento. O que na altura veio à câmara foi um projecto de alteração da moradia unifamiliar existente, um projecto que era bom do ponto de vista estético, e que foi aprovado por todos nós com base na informação que vinha dos serviços, recordou Vítor Pereira, da CDU. Mais tarde levantaram- -se dúvidas quanto à legalidade da nossa aprovação e do que estava a ser Concurso com patrocínio do Jornal de Leiria e Trigénius ABEP de Leiria ganha nova imagem A ABEP Associação Bem Estar de Parceiros, Leiria, Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) foi a vencedora do concurso distrital A sua IPSS merece ganhar um website?, lançado em Maio do ano passado, através de uma parceria entre o JORNAL DE LEIRIA e a empresa Trigénius, sediada em Fátima e com filial em Lisboa, e ainda com o apoio do Instituto Politécnico de Leiria. O júri foi composto por: Filipe Guerra, (Trigénius), Cristóvão Margarido, (IPL), Maria do Céu Mendes (Segurança Social de Leiria) e Rui Pereira, (Jornal de Leiria). A entrega simbólica do prémio decorreu segunda-feira, na presença de Ernesto Bernardo, secretário da direcção da ABEP, dos representantes das empresas, respectivamente Rui Pereira e Filipe Guerra e ainda de dois utentes: Imóvel de 1959 foi demolido e deu lugar a nova construção A entrega simbólica do prémio decorreu segunda-feira na instituição Legenda da foto DANIELA FRANCO SOUSA o mais velho (quase com 100 anos) e um dos 41 utentes residentes no Lar) e dois dos mais novos (Creche e Préescolar, valências que totalizam 86 crianças). A instituição, que emprega 700 pessoas, é apoiada pela Segurança Social e tem ainda as valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário (num total de 110 utentes). Dispõe também de Cantina Social (distribui diariamente 100 refeições) e ainda cerca de 800 refeições, também diárias, pelas escolas da freguesia. Quando o novo Centro Escolar de Parceiros estiver a funcionar, estas refeições escolares serão perdidas, já que o Ministério da Educação deverá fazer um concurso nacional para conseguir o melhor preço, o que, na opinião de Ernesto Bernardo, é uma pena. Teremos que redimensionar a nossa feito e foi pedido a outros técnicos que verificassem se o projecto licenciado se adequa ao PDM. Ao contrário do primeiro técnico, os outros entendem que não houve reconstrução, mas demolição total e construção de um novo edifício, expôs Vítor Pereira. O vereador reconheceu que a situação pode ter implicações extremamente gravosas para os autarcas e para os técnicos mas que também foram feridas as expectativas do requerente, pelo que podem existir prejuízos para todas as partes. Sinto-me extremamente desconfortável com esta situação, disse Vítor Pereira. Para António Santos ficava por esclarecer se a violação do PDM decorre de mudanças que o investidor tenha feito em obra, à revelia do projecto licenciado, ou se a nova habitação corresponde ao projecto aprovado pela autarquia. Mas depois de analisar o processo, Aurélio Ferreira, do MpM, concluiu que o que está a ser feito está rigorosamente de acordo com o que foi licenciado. Agora está lá a obra, vamos dizer que está tudo nulo e lá vamos nós ter de pagar indemnização, notou o líder do movimento. É complicado, mas não vamos esconder o lixo debaixo do tapete, defendeu Paulo Vicente. Se assumissem a ilegalidade, o Tribunal de Contas diria que há perda de mandato. Ao considerarem o processo nulo vamos ter de pagar aos ingleses por gorar as suas expectativas e pelo investimento que já lá está, esclareceu Aurélio Ferreira, à margem da reunião. cozinha, o que implica sempre algum prejuízo para a economia local, diz. Criada em 1993 a funcionar então numa casa cedida pela Igreja local, a ABEP inaugurou em 2008 as actuais instalações mas, tal como na maioria dos casos, a sua lista de espera não pára de aumentar. A feitura de um novo site, é assim vista como uma mais valia na modernização da sua imagem, fazendo jus a um dos seus valores: Confiança. Promovemos relações entre todos os intervenientes na instituição, baseadas em partilha de informação relevante, feita de forma clara e adequada a cada receptor, lê-se no site da instituição. Com a actualização do mesmo, é caso para dizer que a ABEP não tem nada a esconder. Marinha Grande Museu da Floresta avançam O projecto de criação do Museu da Floresta no Parque do Engenho, na Marinha Grande, assim como de um Centro de Interpretação, a nascer numa antiga casa das matas, mereceu o interesse do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que manifestou à Câmara da Marinha Grande estar na disposição de ser parceiro na sua implementação. O anúncio foi feito pela vereadora do Turismo, após a reunião com dirigentes do instituto. Praia da Vieira Novo percurso pedestre nasce na foz do Lis A Câmara da Marinha Grande está a ultimar a construção de um novo percurso pedestre a nascer na foz do Rio Lis, na Praia da Vieira. Além da criação de infra-estruturas ao longo de cerca de 11 quilómetros, esta iniciativa, que conta com a parceria da Universidade de Aveiro, inclui a criação de desdobráveis e brochuras que documentam a fauna, a flora e antologia histórica do local. O percurso aguarda homologação e vistoria. São Pedro de Moel Praça requalificada antes da Páscoa A praça de São Pedro de Moel estará requalificada antes das férias da Páscoa, anunciou o vereador das Obras Públicas da Câmara da Marinha Grande. Recorde-se que a subida do mar, que se fez no ano passado, causou vários estragos em São Pedro de Moel, entre eles a destruição de pilares de madeira daquela praça. A reposição dos pilares está em curso e as pinturas dependem apenas do estado do tempo, notou o autarca. Óbidos Mega-aula de zumba ajuda crianças O salão do Sport Clube Bairro, colectividade do Bairro da Senhora da Luz, em Óbidos, será o palco para uma mega-aula de zumba, a realizar no próximo sábado. Com início às 18 horas, o evento pretende angariar fundos para a Fundação Realizar Um Desejo, afiliada portuguesa da Make-A- Wish Internacional, que tem como missão a concretização de sonhos de crianças e jovens, entre os três e os 18 anos, com doenças graves, progressivas, degenerativas ou malignas.

15 Sociedade Jornal de Leiria 26 de Março de Projecto pretende promover prática de agricultura biológica Hortas urbanas: Leiria duplica área e Batalha cria novo espaço O número 59 é o número de talhões que a Câmara de Leiria disponibiliza actualmente para hortas biológicas, em dois espaços na cidade: encosta do castelo e Quinta da Gordalina As hortas biológicas urbanas na região parece que vieram para ficar. Em Leiria, a câmara prepara-se para duplicar a área actual, enquanto na Batalha está a ser ultimada a preparação de um terreno para esse fim, no âmbito do projecto Hortas da vila, desenvolvido pelo município em parceria com a ADAE (Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura). Paulo Batista dos Santos, presidente da Câmara da Batalha, assegura que, apesar de o município ser maioritariamente rural, o projecto justifica-se claramente. A prova disso, diz, é que existem já muitos interessados, sobretudo jovens. As Hortas da vila terão cerca de 30 talhões, num terreno cedido para esse fim pelos Bombeiros Voluntários da Batalha ao município. A autarquia está a ultimar o regulamento, prevendo-se que as inscrições possam começar dentro de dias. O autarca da Batalha explica que o projecto pretende ser um laboratório, onde se possam aprender algumas técnicas mais amigas do ambiente e se estimule o cultivo de produtos biológicos. Acreditamos que o projecto será uma referência em termos de sustentabilidade e pelo seu carácter pedagógico, acrescenta Paulo Batista dos Santos, adiantado que o espaço está também equipado com painéis solares para a produção de energia. Em Leiria, aos 23 talhões que, desde há um ano, estavam a ser utilizados na encosta do castelo, juntam-se agora mais 36 'lotes', com cerca de 35 metros quadrados, que a câmara irá disponibilizar junto à Quinta da Gordalina (estrada da Estação). Perto do castelo está cheio, aqui [Quinta da Gordalina] está quase. Tencionamos semear mais talhões pela cidade, de forma a potenciar o que conseguimos fazer aqui: dar condições para trabalhar na agricultura biológica, aproveitando a proximidade de centenas de habitações, refere Lino Pereira, vereador dos Espaços Verdes, citado por um comunicado da autarquia. MAS Primeira fase custará 3,5 milhões de euros Dragagens na Lagoa de Óbidos avançam em Abril PUBLICIDADE A primeira fase das dragagens na Lagoa de Óbidos deverá avançar já em Abril e ficar concluída até ao final do ano. A informação foi avançada, na segunda-feira, pelo secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, durante uma visita à lagoa promovida pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Leiria. Segundo a Agência Lusa, Paulo Lemos referiu que a empreitada aguarda visto do Tribunal de Contas, mas manifestou-se convicto que haverá condições para os trabalhos começarem no próximo mês. Adjudicada por cerca de 3,5 milhões de euros, a intervenção irá proceder ao aprofundamento dos canais da zona inferior da lagoa, através da retirada de areia. Na ocasião, Manuela Matos, da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste, assegurou que a execução dos trabalhos está a ser discutida com as Câmaras de Caldas da Rainha e Óbidos, para que as dragagens não interfiram com a época de veraneio na praia da Foz do Arelho. Segundo Paulo Lemos, o concurso da segunda fase das dragagens, para retirada de 700 mil metros cúbicos de areia, pode ser lançado este ano. Está previsto que no Verão abra um aviso do novo PO SEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos - para as lagoas costeiras, de cerca de 12 milhões [de euros], e que inclui, obviamente, a Lagoa de Óbidos, afirmou. A visita coincidiu com o início dos trabalhos de retirada de areia da zona da aberta (canal que liga a lagoa ao mar), que voltou a fechar nas últimas semanas devido ao assoreamento. Na terça-feira, o canal estava outra vez aberto. Investimento de 140 mil euros Novo acesso ao castelo de Porto de Mós O castelo de Porto de Mós vai ter um novo acesso, com o alargamento e melhoramento do arruamento em terra batida que liga as traseiras do monumento à localidade de Fonte dos Marcos. Rui Marto, vereador das Obras Municipais, adianta que o projecto já está concluído e que a intenção do município é que a obra seja executada este ano. Segundo o autarca, trata-se de um investimento na ordem dos 140 mil euros, que consiste no alargamento da rua, de forma a permitir a sua utilização por autocarros, na pavimentação do piso e no reforço da iluminação pública. A autarquia aproveitará a intervenção para a instalação de rede de saneamento, que ainda não existe naquela zona da vila. Rui Marto adianta ainda que está prevista a criação de passeios, mas a sua execução poderá não avançar nesta fase, o mesmo acontecendo com uma bolsa de estacionamento prevista para aquela zona. De fora do projecto, fica a requalificação da área envolvente à fonte do castelo.

16 16 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Sociedade Debate sobre o mar na Nazaré Mar e Desenvolvimento Económico oportunidades e desafios é o tema de um jantar-conferência a realizar, amanhã, dia 27, na Nazaré, com a presença do secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu (na foto). A iniciativa é promovida pela concelhia do PSD. Reviravolta nas eleições para a direcção Rodrigues Marques recandidata-se nos bombeiros de Pombal Paula Sofia Luz Rodrigues Marques ARQUIVO/JL O presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal vai recandidatar-se ao cargo, nas eleições marcadas para amanhã, dia 27, ao contrário do que anunciara. A notícia foi confirmada pelo próprio ao JORNAL DE LEIRIA, ao final da tarte de terça- -feira, numa altura em que conseguiu uma resposta positiva por parte da maioria dos elementos da actual direcção. Andámos à procura de uma pessoa que fosse capaz de fazer a ponte entre a direcção e os problemas laborais dos bombeiros, mas não encontrámos. Resta-me dar o peito às balas, disse, numa altura em que continuam extremadas as posições entre parte do corpo activo e a direcção daquela Associação Humanitária. Os Bombeiros voluntários de Pombal vivem uma crise directiva no comando desde Fevereiro último, quando os adjuntos apresentaram a demissão, secundados pelo próprio comandante do corpo activo, José Costa. Em causa estão divergências com a direcção, por incumprimento do Acordo Colectivo de Trabalho celebrado em Num comunicado publicado na imprensa local na passada semana, o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais e a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais declararam que, ao longo de quatro anos, os bombeiros profissionais não viram nenhuma das suas reivindicações satisfeitas, mesmo aquelas que a lei assim o prevê. Em causa está o acréscimo de 4% nos vencimentos dos bombeiros profissionais (a média é de 600 euros), que já tinham visto reduzido o subsídio de turno, em Durante as conversações com a direcção, nas últimas semanas, o comando e respectivos adjuntos aceitaram manter-se em funções até à assembleia geral da AHBVP, marcada para a amanhã, na expectativa de que dali sairia uma nova direcção. Como não foi possível encontrá-la, estamos condenados a entendermo-nos, disse Rodrigues Marques, que continua a responsabilizar o Sindicato pelas divergências no seio da AHBVP: Foi um corpo estranho que ali entrou. Nunca mais houve paz naquela casa. Fonte do comando em funções (que prefere o anonimato) quando confrontada com esta reviravolta de Rodrigues Marques, disse ao JORNAL DE LEIRIA que, a confirmar-se, dando esta direcção o dito por não dito, os bombeiros terão de tomar posição. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal é composta por mais de cinco mil associados. Conta com 180 voluntários e 42 bombeiros profissionais, distribuídos pelas cinco companhias (Pombal, Albergaria dos Doze, Guia, Louriçal e Carriço). PUBLICIDADE Veja anúncios de Emprego na página 30 Cuidados Continuados Misericórdia de Alvaiázere inaugurou nova unidade Sábado em Fátima Simulação de incêndio em unidade hoteleira A Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Santa Casa da Misericórdia de Alvaiázere foi oficialmente inaugurada, no passado dia 20, por Fernando Leal da Costa, secretário de estado adjunto do Ministro da Saúde. Esta unidade (tipologia de cuidados de longa duração) entrou em funcionamento a 1 de Dezembro de 2014, tem capacidade para 21 utentes, mas já tem lotação esgotada, sendo contudo metade dos utentes oriundos do concelho de Alvaiázere. A actual oferta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados na Região Centro é de 2055 de camas, distribuídas pelas diferentes tipologias, sendo a selecção dos restantes doentes feita através de uma plataforma nacional. Segundo Adelaide Santos, provedora desta misericórdia desde Janeiro de 2014, o projecto da UCCI de Alvaiázere representou um investimento superior a 1,5 milhões de euros, dos quais 677 mil euros comparticipados pela Administração Regional de Saúde do Centro. Ao montante custeado pela Misericórdia acresce o equipamento, no valor de 90 mil euros. Esta Casa da Misericórdia tem mais cinco valências: creche (35 crianças), serviço de apoio domiciliário (70 utentes), lar de idosos (60) e centro de dia (15), dispondo ainda do Hospital de Santa Cecília, com um total de 22 camas. Dispõe ainda de cantina social que serve diariamente 36 refeições. Para saber como anunciar na secção de classificados do Jornal de Leiria ligue Um simulacro de incêndio à escala real vai acontecer pela primeira vez em Fátima, no âmbito das comemorações municipais do mês da Protecção Civil. A iniciativa está marcada para o próximo sábado, dia 28. O objectivo deste exercício, fruto da parceria entre o Serviço Municipal de Protecção Civil de Ourém e o departamento de formação dos Bombeiros Voluntários de Fátima, é testar a capacidade de intervenção e cooperação entre as entidades e, também, responsabilizar o cidadão, de forma a que este aposte na prevenção. A realizar numa unidade hoteleira devoluta, às 15 horas, o simulacro envolverá cerca de 75 bombeiros e 31 veículos de nove corporação e perto de 40 pessoas farão de vítimas do incêndio.

17 Sociedade Educação Jornal de Leiria 26 de Março de Alunos do IPL não precisam de emigrar para encontrar trabalho Mestrado em Engenharia Civil com mais de 80% de empregabilidade Daniela Franco Sousa Mais de 80% dos alunos que concluíram no ano passado o mestrado em Engenharia Civil, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), já estão empregados e a trabalhar na sua área de formação. Segundo os dados disponibilizados pelo Departamento de Engenharia Civil daquela escola do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), 33,3% dos alunos finalistas ainda nem tinha concluído o mestrado e já tinha conseguido emprego. E mais, para o conseguir não tinham de deixar o País. De acordo com os inquéritos realizados aos 21 alunos que terminaram o mestrado em Engenharia Civil no IPL em 2014, 83% dos inquiridos disse ter encontrado emprego na sua área de formação; e 5,6% referiu ter mantido outra actividade principal que já exercia antes de fazer mestrado, mas que passou a conciliar com o desenvolvimento de projectos de engenharia. Só 5,6% disseram estar em situação de desemprego, mas depois de já terem passado por uma primeira experiência profissional. A maioria dos alunos (38,9%) não demorou mais de seis meses até conseguir emprego, sendo que 33,3% dos inquiridos nem precisou de terminar o mestrado para encontrar trabalho. De acordo com Luísa Gonçalves, Coordenadora do Departamento de Engenharia Civil da ESTG, as oportunidades de emprego foram procuradas pelos alunos, mas houve casos em que foram as próprias empresas a pro- Mais de 30% dos alunos encontrou emprego antes de concluir mestrado curar alunos com teses que davam resposta às suas necessidades. Apenas 16,7% dos alunos disseram ter demorado entre seis a 12 meses a obter emprego, e só 5,6% afirmou tê-lo encontrado ao fim de mais de um ano, refere o mesmo inquérito. Um dos dados mais interessantes apurados através deste estudo, salienta a coordenadora do curso, é que os estudantes não precisaram de emigrar para encontrar emprego. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, a Marinha de Guerra Portuguesa, a Câmara Municipal de Pombal e a Blocotelha, de Porto de Mós, foram algumas das empresas e instituições onde os alunos encon- traram trabalho. Os estudantes que frequentam a licenciatura em Engenharia Civil na ESTG estão a optar cada vez mais por desenvolver logo os seus mestrados, sem fazerem compasso de espera. Quanto às teses de mestrado, servem cada vez mais as necessidades do mercado. Por vezes são os alunos que propõem dar resposta a uma empresa através do seu mestrado, outras vezes são as próprias empresas que solicitam teses capazes de dar resposta às sua necessidades. Desta interacção tem resultado maior empregabilidade, salienta a coordenadora. As empresas percebem que os alunos de mestrado Concurso Intermunicipal de Ideias 2015 Alunos de Leiria obtêm vitória com o projecto Urban Box Mestrado em Engenharia Civil Universo: 21 alunos finalistas Quanto tempo demorou a obter emprego? Mais de 12 meses % Entre seis a 12 meses % Até seis meses % Desempregados % Durante o curso % Fonte: Departamento de Engenharia Civil da ESTG/ IPL saem com competências e uma desenvoltura que lhes permite responder melhor às suas necessidades observa a professora. No que respeita à licenciatura de Engenharia Civil, o inquérito realizado junto de 42 alunos finalistas em 2013/2014 revelou que 57% dos estudantes optaram por seguir directamente para o curso de mestrado; 18% disseram estar empregados em actividades relacionadas com Engenharia Civil; 9% disseram estar a trabalhar mas noutra área; e 14% declararam estar desempregados. O momento é incerto para 2% dos inquiridos, que declararam não saber o que dizer quanto ao assunto. Caldas ESAD.CR é uma das 100 melhores escolas de design A Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR), do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), voltou a ser distinguida como uma das 100 melhores escolas de Design da Europa, pela revista Domus. Pelo segundo ano consecutivo, a publicação destaca as licenciaturas em Design Industrial e o mestrado em Design de Produto como dos graus de formação mais reputados a nível europeu, na categoria de Product Design. Inovação Docente da ESTG testa tecnologia em Hollywood Nuno Fonseca, docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), do Instituto Politécnico de Leiria, desenvolveu uma nova tecnologia áudio que está a ser testada em seis estúdios de Hollywood. O novo software utiliza sistemas de partículas, uma técnica bastante usada em imagem, sobretudo efeitos visuais e computação gráfica, mas agora aplicada à área do som. Estratégia Nazaré quer travar êxodo de alunos O Conselho Municipal da Educação está preocupado com o êxodo de alunos da Nazaré e está a traçar um conjunto de actividades para inverter essa tendência. Com o objectivo de colocar as escolas a trabalhar em rede, vão ser lançadas várias iniciativas, tais como um logótipo e o slogan Da nossa Escola vê-se o mar [da autoria de Liliana Zarro Balau], assim como um folheto onde estará reunida toda a oferta educativa da Nazaré. Evento Segunda Semana da Indústria decorre em Julho Os alunos da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, de Leiria, venceram o Concurso Intermunicipal de Ideias 2015, na passada sexta- -feira, em Pombal. O projecto vencedor, Urban Box, consiste numa peça de mobiliário urbano com cacifos, para utlização dos cidadãos que necessitem de guardar os seus pertences, como uma bicicleta, por exemplo, num sítio seguro e prático. Da equipa vencedora fazem parte Alexandre Tomás, Francisco Matias e Demien Carvalho, alunos do 11.º ano, que foram granjeados com uma viagem Missão Lisboa para quatro pessoas, durante três dias. A viagem inclui uma visita à Startup Lisboa Comércio, à Fundação Champalimaud, à DNA Cascais e ao Tagusparque, contemplando, também, um programa cultural e de lazer. Esta iniciativa tem como objectivo incutir competências-chave de empreendedorismo nos alunos, fomentando o espírito de iniciativa e dinamismo. Desta forma, pretende-se estimular práticas empreendedoras que possam beneficiar a região de Leiria, com negócios exequíveis e adequados às especificidades do território, refere a organização em comunicado. À final deste concurso foram dez equipas, que venceram as pré-eliminatórias municipais dos dez concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. A fase final teve lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Pombal. A segunda edição da Semana da Indústria irá decorrer de 6 a 11 de Julho na região de Leiria, e oferece a 50 jovens um conjunto diversificado de actividades em torno da indústria e das suas potencialidades. Visitas a empresas locais e regionais, workshops, oficinas e experiências culturais são algumas das iniciativas que integram o evento, gratuito, dinamizado pelo Instituto Politécnico de Leiria.

18 18 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Sociedade Política Henrique Neto Numa entrevista por escrito, o candidato à Presidência da República diz que avançou para demonstrar que há alternativas às políticas de empobrecimento Cargo de Presidente exige muita coragem, clareza e transparência RICARDO GRAÇA Percurso De operário a candidato a Belém Maria Anabela Silva O que o levou a avançar com a candidatura à Presidência da República? A continua degradação da vida política, económica, social e ética do País e o bloqueio político em que mergulhámos obrigaram-me a assumir a candidatura. Acresce que recuso a ideia de que não há alternativa às políticas de empobrecimento do País que têm sido seguidas. Espero demonstrar que há alternativas e a minha candidatura é para isso mesmo. No convite para a apresentação da candidatura é referida a necessidade de introduzir alterações profundas no sistema político. No seu entender, qual é a mudança mais premente? A mudança mais urgente é a alteração das leis eleitorais no sentido do voto nominal. Isto é, de forma a permitir que os eleitores possam escolher os seus deputados, um a um, em vez de votarem em listas fechadas de pessoas que conhecem mal ou que não conhecem de todo. Defendo também como premente a possibilidade de grupos de cidadãos se poderem candidatar à Assembleia da República. Apesar de afirmar que esta é uma candidatura fora da representação partidária, não teme estar a dividir votos, já que o PS deverá apresentar um candidato próprio? A democracia implica a existência de uma escolha ampla e não, como agora, o voto em candidatos escolhidos pelas direcções partidárias. Por outro lado, os candidatos que se apresentarão no futuro também dividirão votos. As críticas ferozes que fez a José Sócrates, ao longo dos seus mandatos, poderão valer-lhe votos dos eleitores do PS que não se reviam no antigo primeiro-ministro? Não faço ideia. Todavia, as minhas críticas dirigidas aos governos do engenheiro Sócrates resultavam de erros concretos da governação que hoje são evidentes para toda a gente. Ou seja, o facto de eu ter razão e de os erros terem comprometido o futuro do País é que pode levar os portugueses a votarem em mim. No prefácio do livro Roteiros IX Cavaco Silva defende que o seu sucessor deve ter "domínio da política ex- Em destaque A democracia implica a existência de uma escolha ampla e não, como agora, o voto em candidatos escolhidos pelas direcções partidárias. terna" mas com uma "sintonia na defesa dos interesses nacionais". Sente que encaixa nesse perfil? Claro que ter experiência, nomeadamente depois de uma longa vida profissional a viajar e a negociar por todo o mundo, como é o meu caso, representa um valor adicional de competência muito útil no cargo de Presidente da República. Mas, claro está, que existem outras competências tão ou mais importantes, para desempenhar com sucesso o cargo. Que tipo de competências? Na minha opinião é precisa muita coragem, clareza e transparência, no pensamento e na acção, além de grande seriedade política. O presidente da República deve ser ainda um exemplo para todos os portugueses. Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, António Vitorino, António Guterres, Carvalho da Silva... Como vê os avanços e recuos destes candidatos a candidatos e quem pensa que vai efectivamente avançar? Não sei o que lhes passa pela cabeça, mas indica, em qualquer caso, um excesso de tácita política, que não é boa conselheira na função presidencial. Oriundo de uma família de operários, Henrique Neto começou a trabalhar aos 13 anos, como aprendiz na Aníbal H. Abrantes, fábrica de moldes onde seria director-geral e, mais tarde, proprietário, quando o Grupo Iberomoldes adquiriu a empresa. Como trabalhador-estudante, fez os cursos Industrial e Comercial. O interesse pela política surgiu ainda na juventude. Pertenceu ao MUD (Movimento de Unidade Democrática) Juvenil e, em 1958, participou na campanha à presidência de Humberto Delgado. Passou pelo PCP, de onde saiu em 1975, fazendo depois um interregno na política para se dedicar à Iberomoldes, empresa que fundou com Joaquim Menezes e que viria a ser a holding do Grupo Iberomoldes, que agrega nove empresas e que Henrique Neto deixaria em 2009, aos 73 anos, para dar lugar aos mais novos. Voltando à política, em 1993, aderiu ao PS, convidado por Jorge Sampaio e, dois anos depois, foi eleito deputado à Assembleia da República por Leiria. Cumpriu apenas um mandato e voltou a afastar-se da política activa. Foi um acérrimo crítico de José Sócrates, sobretudo, no final do seu último mandato, e nas directas para a escolha do secretário-geral do PS esteve ao lado de António José Seguro. A sua candidatura surpreendeu os socialistas. Parco em comentários, António Costa disse-se indiferente ao avanço do antigo empresário, de 78 anos. Já João Soares afirmou na SIC-Notícias que a candidatura de Henrique Neto é um contributo para desempoeirar isto, apesar de não lhe garantir o voto, por ainda esperar que apareça António Guterres. Quem já expressou apoio à candidatura do antigo administrador da Iberomoldes foi Medina Carreira. Ao jornal i, o exministro das Finanças frisou que Henrique Neto tem uma larga experiência profissional, conhece o mundo. Tem uma grande visão e capacidade de análise da situação actual do País. Dificilmente aparecerá outra candidatura com estas qualidades, acrescentou.

19 Jornal de Leiria 26 de Março de PUBLICIDADE Logrado aproxima-se do PS na Marinha Grande O cinzento, o colorido e o vereador que quer casar Daniela Franco Sousa Já tinha sido alcunhado de vereador dos negócios estrangeiros por Vítor Santos, vereador da CDU. Mas na última reunião da Câmara da Marinha Grande, o próprio Carlos Logrado, líder do +Concelho, admitiu ser vereador intermitente, já que, devido a compromissos profissionais, nem sempre está presente nas reuniões do executivo. Foi de resto neste tom humorístico que o cabeça de lista do +Concelho decidiu fazer um balanço do desempenho de cada elemento da coligação PS e CDU. No entanto, os elogios aos socialistas e as críticas aos comunistas soaram à CDU como pedido de casamento do +Concelho aos PS. A acção governativa deste mandato tem sido melhor do que a dos anteriores. Nem tudo está feito, mas há grandes progressos, introduzia Carlos Logrado. A actuação de Paulo Vicente (PS) tem sido de continuidade, com obras feitas, que continue assim. Já Álvaro Pereira (PS) fez um golpe de mestre nos últimos meses. Os vereadores do PCP estavam a ter mais destaque, em termos de comunicação, e o PS fê-los ajoelhar-se e deu indicações claras de que tem capacidade de liderar, apontou Logrado. Os vereadores do PCP são os que têm produzido menos e pior, apesar de terem passado imagem contrária, acrescentou o líder do movimento, que criticou, entre outras situações, o facto de o programa cultural do município ser todo comprado a entidades externas, ao invés de ser organizado pelos autarcas com esses pelouros. Mais, declarou, o presidente revelou ter capacidade de encaixe ao ir buscar quem muito lhe bateu antes das eleições. A figura do adjunto é o que faltava ao presidente. O presidente é cinzento e o adjunto é colorido. O presidente tem alguma dificuldade em relacionar-se com desconhecidos, já o adjunto é de abraços e beijinhos, como se viu nas comemorações do Dia da Cidade, observou Logrado. Havia dificuldade de comunicação por parte do presidente e do executivo e o adjunto veio colmatar, elogiou o líder do +Concelho. Só o facto de ser intermitente pode explicar a intervenção de Logrado, considerou Alexandra Dengucho (CDU). A vereadora recordou que, entre outros eventos, o Encontro da Saúde, o Concurso de Ideias Municipal, e outras iniciativas que estão na forja, contam com a organização da autarquia, muitas delas com participação activa dos vereadores da CDU. RICARDO GRAÇA Carlos Logrado critica CDU PSD Marcelo Rebelo de Sousa em Porto de Mós O antigo líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, vai estar, amanhã, dia 27, em Porto de Mós para participar numa sessão comemorativa dos 40 anos do partido, organizada pela concelhia local. A iniciativa realiza-se no cine-teatro da vila, a partir das 21 horas, e contempla também a homenagem a vários militantes do PSD. Sábado Caldas da Rainha PS promove conferência Um Estado moderno, acessível e sustentável é o tema da conferência que vai ter lugar no auditório da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, este sábado, dia 28, das 15 às 17 horas. A Federação Distrital do Partido Socialista de Leiria convida a assistir à sessão em que se vai debater temas como políticas sociais e saúde.

20 20 Jornal de Leiria 26 de Março de 2015 Leitores A direcção do Jornal de Leiria recebe com agrado para publicação a correspondência dos leitores que tratem de questões do interesse público. Reserva-se o direito de seleccionar os trechos mais importantes das Cartas ao Director devidamente identificadas, publicadas nesta secção. Cinco hipóteses para o parque verde por que Leiria (des) espera Tomo a liberdade de fazer uma ilustração Tonekiana, sobre o artigo mencionado na capa do jornal da passada semana, Cinco hipóteses para o parque verde por que Leiria (des) espera. O crescimento urbanístico não foi devidamente acompanhado em espaços verdes! Por essa razão, Toneko decidiu-se resolver esse problema, pintando todos os edifícios de cor verde. No entanto, falta a aprovação para pintar o castelo. António Sérgio Elias HELP! (como suplicavam os saudosos rapazes de Liverpool) Temos vindo a assistir, através da caixinha mágica, a debates, palestras, conversas da treta sobre a retenção dos alunos (em especial do 1.º ciclo), dos custos económicos que a mesma acarreta, das comparações com outros países da OCDE, etc. Porventura, os comentadores, economistas, antigos e novos ministros e jornalistas ter-se-ão, previamente, debruçado sobre os actuais programas, metas, conteúdos e sei lá mais o quê, que vigoram no nosso sistema educativo? Ter-se-ão informado da gravíssima doença que grassa no referido sistema, a boyzice, a qual provoca, a cada ano escolar que passa, a introdução de metas curriculares mais e mais complexas, imensamente desajustadas da faixa etária das nossas crianças? É que os boys dos gabinetes têm de justificar os seus ordenados, não será? Terão os pedagogos e os psicólogos do desenvolvimento cognitivo infantil sido auscultados sobre estes Viva Salazar Um dos meus filhos, por sinal residente no distrito de Leiria, deixou em minha casa, no último fim-de- -semana, o Jornal de Leiria com um assunto para o qual passei a minha atenção. Vamos aos argumentos: - A guerra que vós baptizais de colonial não existiu, a não ser nas cabecinhas bem pensantes - politicamente correctas, dos que, atraiçoando a nossa Mãe-Pátria, defendiam a entrega das Nossas Províncias Ultramarinas à sua, deles, mãe-pátria, a URSS, não olhando a meios, quais sejam a deserção, traição, calunia, etc.! Eles continuam por aí, impantes e falaciosos, sem vergonha de terem conduzido esta velha Nação - que eles não conhecem...nem reconhecem esta assuntos? Voltando aos Beatles e como professora, só posso gritar bem alto HELP!!! Maria Paula (Leiria) A Lagoa da Ervedeira Venho por este meio apresentar um sítio que, tanto eu como algumas centenas, arriscando dizer uns milhares de amantes da natureza, adoramos. Trata-se da Lagoa da Ervedeira. Como é de conhecimento geral, esta lagoa faz parte de um dos vários ecossistemas singulares existentes no nosso litoral português. Lagoa esta diferente na sua génese e na sua característica física, sendo um ambiente natural que constitui um habitat muito importante do ponto de vista biológico e ecológico. Um retiro perfeito para miséria actual, de que ainda não vimos tudo o que nos espera! De país colonizador - que não colonialista, que não é a mesma coisa - passaremos a país colonizado! De Nação soberana, com mais de 8 séculos, que deu novos mundos ao Mundo, passámos a ser este país como está no léxico politicamente correcto dos que destruíram a minha pátria!. E porque este desabafo já vai longo, conquanto tivesse ainda muito pano para mangas para desabafar, termino com um repto: - atreva-se, Sr. Director, a publicar este grito de alma dolorida, na vossa secção dos Leitores. Viva Salazar, Viva Portugal! Acácio Augusto Lopes Ferreira quem quer passar uns dias no meio da natureza com todo o conforto e harmonia que esta nos transmite. Em relação à Lagoa da Ervedeira, sabendo que não é um exclusivo, no correr dos anos, tem sido esquecida. Sendo esta considerada património natural e classificada como Biótipo CORINE Programa da Comunidade Europeia para sítios de interesse científico e conservação da natureza. Como se tem constatado, pouco ou nada por esta tem sido feito por quem de direito, que deveria ter assumido alguns compromissos e assinado protocolos. (...) V.F.C Ampliação do cemitério de Marrazes Vivo em Lisboa mas cresci em Marrazes, Leiria, onde os meus pais ainda residem. Enquanto vos escrevo este , confesso que me encontro ainda um pouco em choque ao confrontar-me com o que sucedeu durante a minha ausência de cerca de dois meses, já que verifiquei que uma extensa área de mata foi abatida com o plano de ampliar o cemitério e construir uma capela (segundo me foi dito pelos meus pais). Ora, sucede que este cemitério, caso o conheçam, encontra-se há vários anos (bem mais de 20) localizado no extremo da zona residencial onde se insere. Aliás, essa localização terá sido condição para a aquisição, pelos então, muitos deles actuais, proprietários, dos lotes de terreno nos quais foram construídos os respectivos imóveis. Ao longo do tempo, o cemitério tem vindo a sofrer alterações - inclusive, na sua extensão - que, por alcançarem os terrenos situados nas suas traseiras (continuação da mata), não têm afectado nem prejudicado os proprietários. Porém, assim já não se passou nesta última intervenção, uma vez que a área de terreno abrangida pelo projecto de ampliação se estende, lateralmente, na direcção dos imóveis aí construídos. Veja-se que, em relação a uma das vivendas, a área do cemitério passará a estar à distância de poucos metros. Os residentes subscreveram um abaixo assinado e estão bastante revoltados com esta decisão. Maria João Faísca Rectificação, Na última edição, na notícia Hotel de S. Pedro à venda por dois milhões de euros, por lapso foi referido que a família que detinha o hotel era de Cancelas. Na verdade o casal era originário de Caldelas, Braga. Aproveitamos para precisar que o hotel ainda funcionou alguns anos após a morte de um dos cônjuges, tendo encerrado em Novembro de 2008.

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