Pérola Mourão de Souza Sardo de Abreu Pereira Instituto Pandiá Calógeras Ministério da Defesa. VIII CEDN, Belém do Pará, 08/04/2014

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1 A POLÍTICA NACIONAL DE DEFESA, A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA E O LIVRO BRANCO DE DEFESA NACIONAL COMO INSTRUMENTOS GERADORES DE CONFIANÇA MÚTUA NA AMÉRICA DO SUL Pérola Mourão de Souza Sardo de Abreu Pereira Instituto Pandiá Calógeras Ministério da Defesa VIII CEDN, Belém do Pará, 08/04/2014

2 SUMÁRIO 1. A racionalidade teórica por trás dos White Papers 2. O Brasil e seu ambiente regional: integração e confiança na América do Sul 3. A Política Nacional de Defesa (PND) 4. A Estratégia Nacional de Defesa (END) 5. O Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) 6. Considerações Finais

3 1 A racionalidade teórica dos white papers DIAGNÓSTICO REALISTA ANARQUIA INCERTEZA INSEGURANÇA DILEMA DA SEGURANÇA PARA OS REALISTAS, UM DILEMA SEM SOLUÇÃO: Não-armamentismo vulnerabilidade Armamentismo conflito

4 O dilema da segurança pode ter consequências dramáticas... I Guerra Mundial: a guerra acidental Não houve potência agressora ou expansionista Europa vivia momento de armamentismo e construção de alianças secretas Fato isolado acabou desencadeando uma guerra sistêmica

5 ... E mostrar a necessidade de medidas O caso dos HMS dreadnoughts de construção de confiança Programas Navais de 1904 e 1906: reaparelhamento da Armada Brasil anunciou aquisição de 3 encouraçados britânicos (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) Reação regional, chilena, peruana e principalmente argentina, com Zeballos. Brasil imperialista. No final, vieram apenas o Minas Gerais e o São Paulo

6 PERSPECTIVA LIBERAL-INSTITUCIONALISTA ANARQUIA INCERTEZA INTERDEPENDÊNCIA E SOFT POWER OU PAZ DEMOCRÁTICA POSSIBILIDADE DE MITIGAÇÃO PORÉM Interpendência assimétrica Zona cinzenta hard vs. soft power Democracias vão à guerra

7 PERSPECTIVA CONSTRUTIVISTA REALIDADE SOCIALMENTE CONSTRUÍDA ANARQUIA É PERCEBIDA A PARTIR DE CULTURAS DIFERENTES ESTADOS PODEM SE PERCEBER COMO INIMIGOS, RIVAIS OU AMIGOS A TENDÊNCIA É UMA MOVIMENTAÇÃO PARA CULTURAS MAIS PACÍFICAS IMPORTÂNCIA DA CONSTRUÇÃO DA CONFIANÇA PARA IMAGEM DE AMIZADE

8 O PAPEL DOS WHITE PAPERS Na prática, todas as premissas e tendências preconizadas pelas teorias se misturam e têm consequências para o mundo real. São, hoje, condição documental para a consolidação de regiões de paz e de concertação para alcançar objetivos externos comuns; Compartilham e dão publicidade a informações sobre defesa, fortalecendo a percepção de condomínio comum, cuja defesa e regramento são tarefas compartilhadas, assim como a identidade comum de defesa. No âmbito interno, sensibilizam e envolvem a sociedade civil em relação à importância da defesa nacional; São chancelados pelo Congresso Nacional, o que promove um nível normativo de envolvimento da sociedade.

9 2 O Brasil e seu ambiente regional: integração e confiança na América do Sul Teoria do Regionalismo Tipologia da Integração Regional (Béla Balassa) Zona de Livre Comércio: redução de barreiras comerciais (NAFTA); União Aduaneira: política comercial comum, tarifa comum extrabloco (MERCOSUL); Mercado Comum: 4 liberdades de circulação (pessoas, serviços, mercadorias e capitais); União Monetária: competência monetária supranacional (UE).

10 2 O Brasil e seu ambiente regional: integração e confiança na América do Sul Teoria do Desenvolvimento Econômico Estrutural Relativização da perspectiva da integração econômica entre países em desenvolvimento (Paul Krugman, CEPAL, entre outros) Padrões semelhantes de especialização produtiva grau insuficiente de complementaridade econômica; Instituições políticas heterogêneas maiores custos para convergência de estruturas normativas; Déficits de infraestrutura elevados custos de transporte e comunicações também mais elevados para os fluxos intrarregionais.

11 CONTEXTO SISTÊMICO Maior complexidade da agenda internacional pós-guerra Fria: novos temas e atores ganham relevância; Emergência de conflitos na periferia do sistema, às vezes com intervenção de potências (DI); Período de prosperidade e diminuição dos gastos com defesa, seguido por uma retomada dos investimentos depois dos ataques de 11 de setembro; A partir de 2008, são retomados esforços de redução desses gastos, principalmente nos países que mais vêm sofrendo as consequências da crise. Apesar disso, ainda não se pode comparar os valores das potências com os gastos sul-americanos; Os conflitos internacionais, na atualidade, podem ser causados por diversas razões (étnicas, religiosas, recursos naturais, etc.). A emergência de crises pode levar à maximização dos confrontos. Quanto mais causas possíveis, mais difícil será prevê-los.

12 CONTEXTO SISTÊMICO

13 CONTEXTO REGIONAL Estabilidade como importante característica do último século, apesar da permanência de algumas divergências; Recente processo de institucionalização: Mercosul, Unasul, CDS, etc.; As democracias da região estão em fase de consolidação; Brasil aparece como liderança natural, apesar de optar por não exercer tal papel abertamente. Essa opção não significa que o exercício da liderança não seja esperado por outros países. A coordenação político-econômica passa por um processo de avanços e retrocessos. Necessidade de construção de uma identidade comum de defesa.

14 Integração da América do Sul

15 Integração da América do Sul em matéria de defesa Destaque para a progressiva institucionalização da UNASUL que, apesar dos vários desafios que tem pela frente, tem no CDS um mecanismo efetivo de concertação sul-americana para questões de defesa: Cooperação com avião de treinamento de pilotos das forças aéreas da UNASUL (UNASUL-I) Plano de Ação 2013 Realização de Seminários Criação de Grupos de Trabalho Projeto de desenvolvimento e produção de um sistema regional de aeronaves não tripuladas (VANT REGIONAL) Plano de Ação 2014 Realização de cursos e de capacitações técnicas O CADSUL, por exemplo, está em sua terceira edição. Outros indícios de que começa a se fortalecer o processo de integração sul-americana em defesa: Compra de 4 lanchas patrulheiras de rio da Colômbia pelo Brasil; Compartilhamento de inteligência do SIVAM para combate ao narcotráfico no âmbito da Organização do Tratado de Cooperação Amazônico (OTCA).

16

17 CONTEXTO DOMÉSTICO Democracia recente, o que influencia a relação entre civis e militares; Apesar de termos diminuído a desigualdade social, ainda há um longo caminho a seguir em termos de políticas sociais; Política Externa pacífica e baseada em princípios do Direito Internacional; Bons resultados econômicos, mas manutenção de problemas de infraestrutura e dificuldade de planejamento no longo prazo; O Brasil ainda é um país que está compreendendo o significado de seu recente processo de emergência. Os limites de nossas capacidades estão sendo conhecidos; A criação do Ministério da Defesa é recente e a sociedade tem pouco interesse na temática.

18 BRASIL UM PAÍS DE DIMENSÕES CONTINENTAIS -4 h -3 h -2 h Km Km Km Km

19 1.000,00 943,40 bi R$ 757,10 bi R$ 840,00 bi (LOA) R$ 943,40 bi (PLOA) 900,00 800,00 700,00 600,00 500,00 400,00 Despesa Primária União (R$ bi de reais) Desp Primária MD (R$ bi de reais) 300,00 102,95 bi 200,00 100,00 12,66 bi 12,3% 2012 = R$ 61,8 bi 2013 = R$ 69,4 bi 7,36% -

20 A grande estratégia: cooperação e dissuasão Ênfase: manutenção da paz Solução pacífica de diferenças Zonas de paz e cooperação Estabilidade econômica, inclusão social: liderança pelo exemplo; o Brasil como modelo Enfrentamento concertado de desafios comuns: crimes transfronteiriços e outros Ênfase: defesa e desenvolvimento Vizinhos vs atores extrarregionais Capacidades Autonomia tecnológica e industrial

21 Histórico dos documentos de defesa Escola Superior de Guerra Estado-Maior das Forças Armadas Estado-Maior Geral Política Militar Brasileira Estrutura Militar de Guerra Política Militar Brasileira Estratégia Militar Brasileira Política de Defesa Nacional Doutrina Militar de Defesa Criação do Ministério da Defesa Nova PDN SPEM Nova PMD Política Militar de Defesa/ Estratégia Militar de Defesa Nova EMiD Nova DMD Atualização da END Estratégia Nacional de Defesa LBDN PND END Avaliação Estratégica de Defesa

22 Principais documentos de defesa brasileiros Política Nacional de Defesa

23 A Política Nacional de Defesa IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO, DA INTEGRAÇÃO REGIONAL E DA COOPERAÇÃO Criada em 2005 e atualizada em 2012, a Política Nacional de Defesa (PND) é o documento condicionante de mais alto nível do planejamento de ações destinadas à defesa nacional. Ela apresenta o que fazer, principalmente em casos de ameaças externas. O documento divide-se em sete partes: a primeira, introdutória, apresenta a PND e seus principais objetivos. As demais apresentam os conceitos de Estado, Segurança e Defesa (seção 2); a visão do ambiente internacional (seção 3); o ambiente regional e o entorno estratégico (seção ); o Brasil (seção 5); os objetivos nacionais de defesa (seção 6); e as orientações (seção 7). A PND pressupo e que a defesa do Pai s e insepara vel do seu desenvolvimento, fornecendo-lhe o indispensa vel escudo. A PND interessa a todos os segmentos da sociedade brasileira. Baseada nos fundamentos, objetivos e princi pios constitucionais, alinha-se a s aspirac o es nacionais e a s orientac o es governamentais, em particular a poli tica externa brasileira, que propugna, em uma visa o ampla e atual, a soluc a o paci fica das controve rsias, o fortalecimento da paz e da seguranc a internacionais, o reforc o do multilateralismo e a integrac a o sul-americana. Um dos objetivos da PND é conscientizar todos os segmentos da sociedade brasileira da importância da defesa do país, mesmo em um contexto em que a percepção de ameaças ao território nacional está desvanecida para muitos brasileiros.

24 A Política Nacional de Defesa Estado, Segurança e Defesa O Estado tem como pressupostos básicos território, povo, leis e governo próprios e independência nas relações externas. Ele detém o monopólio legítimo dos meios de coerção para fazer valer a lei e a ordem, estabelecidas democraticamente, provendo, também, a segurança. A defesa externa é a destinação precípua das Forças Armadas. SEGURANÇA - condição que permite ao País a preservação da soberania e da integridade territorial, a realização dos seus interesses nacionais, livre de pressões e ameaças de qualquer natureza, e a garantia aos cidadãos do exercício dos direitos e deveres constitucionais DEFESA NACIONAL - conjunto de medidas e ações do Estado, com ênfase na expressão militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou manifestas

25 A Política Nacional de Defesa O ambiente internacional O mundo vive hoje desafios complexos à segurança, que têm que ver com a multipolaridade do contexto pós Guerra Fria, com a globalização e com a interdependência. É pouco provável que haja conflito generalizado entre as nações, mas devem ser consideradas as possibilidades de exacerbação de conflitos étnicos e religiosos e de conflitos por recursos, como água e fontes de energia, além de disputas por áreas marítimas e aeroespaciais. Com a ocupação dos últimos espaços terrestres, as fronteiras continuarão a ser motivos de litígios internacionais. A integração entre países em desenvolvimento, como na América do Sul, contribui para que mais países alcancem seus objetivos de inserção e crescimento. Prevalência do multilateralismo e de princípios consagrados pelo DI, como soberania, não-intervenção e igualdade entre as nações. Questões ambientais, mudanças climáticas e biodiversidade. Avanços tecnológicos mais eficiência vs maior vulnerabilidade.

26 A Política Nacional de Defesa O ambiente regional e o entorno estratégico

27 A Política Nacional de Defesa O Brasil Dimensões continental, marítima e aeroespacial são de suma importância. A PND confere destaque para a terceira, e menciona o desenvolvimento da capacitação aeroespacial brasileira como objetivo setorial prioritário. Democracia, multilateralismo e cooperação; proscrição de armas químicas, biológicas e nucleares. Repúdio ao terrorismo princípio constitucional de relações internacionais. Prioridade aos países da América do Sul e da África, em especial os da África ocidental e de língua portuguesa. Operações de paz participação sob a égide da ONU, sempre de acordo com os interesses nacionais e para contribuir para a paz e segurança internacionais. Ameaças reaparelhamento das Forças Armadas com ênfase no apoio à ciência e à tecnologia para o desenvolvimento da indústria nacional de defesa. Signatário do TNP negociação para eliminação total das armas nucleares por parte das potências (VI) + direito de todos os países ao uso da tecnologia nuclear para fins pacíficos (IV).

28 A Política Nacional de Defesa Objetivos nacionais de Defesa I garantir a soberania, o patrimônio nacional e a integridade territorial; II defender os interesses nacionais e as pessoas, os bens e os recursos brasileiros no exterior; III contribuir para a preservação da coesão e da unidade nacionais; IV contribuir para a estabilidade regional; V contribuir para a manutenção da paz e da segurança internacionais; VI intensificar a projeção do Brasil no concerto das nações e sua maior inserção em processos decisórios internacionais; VII manter Forças Armadas modernas, integradas, adestradas e balanceadas, e com crescente profissionalização, operando de forma conjunta e adequadamente desdobradas no território nacional; VIII conscientizar a sociedade brasileira da importância dos assuntos de defesa do País; IX desenvolver a indústria nacional de defesa, orientada para a obtenção da autonomia em tecnologias indispensáveis; X estruturar as Forças Armadas em torno de capacidades, dotando-as de pessoal e material compatíveis com os planejamentos estratégicos e operacionais; XI desenvolver o potencial de logística de defesa e de mobilização nacional.

29 A Política Nacional de Defesa Orientações Contém série de orientações práticas sobre o quais devem ser as respostas e prioridades do país ao gerenciar crises internacionais e ameaças ou agressões. Medidas vão desde a promoção do desenvolvimento mútuo na América do Sul até o aumento da presença militar no território brasileiro, e destacam a necessidade de capacitação e autonomia tecnológica para que o país disponha de meios para exercer vigilância, controle e defesa. Setores espacial, cibernético e nuclear são estratégicos para a Defesa Nacional e devem ser fortalecidos. O que é defesa nacional: Nos termos da Constituição, as Forças Armadas poderão ser empregadas pela União contra ameaças ao exercício da soberania do Estado e à indissolubilidade da unidade federativa. O emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem é regido por legislação específica.

30 A Estratégia Nacional de Defesa Composto por parte introdutória em que se contextualiza a concepção e a formulação do documento; Diretrizes da END 25 Diretrizes gerais Marinha, Exército, Aeronáutica Os setores estratégicos Espacial Cibernético Nuclear Reorganização da indústria nacional de defesa O serviço militar obrigatório Medidas de implementação Ações estratégicas

31 A PND e a END: cadeia lógica do processo decisório e estratégico: Objetivo (PND): V - contribuir para a manutenção da paz e da segurança internacionais. Orientação (PND): 7.14 O Brasil deverá dispor de capacidade de projeção de poder, visando à eventual participação em operações estabelecidas ou autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU. Diretriz (END): 19. Preparar as Forças Armadas para desempenharem responsabilidades crescentes em operações internacionais de apoio à política exterior do Brasil. Ação Estratégica (END): Operações Internacionais - Promover o incremento do adestramento e da participação das Forças Armadas em operações internacionais em apoio à política exterior, com ênfase nas operações de paz...

32 A Estratégia Nacional de Defesa Estrate gia nacional de Defesa é inseparável da estratégia nacional de desenvolvimento. Esta motiva aquela. Aquela fornece escudo para esta. Cada uma reforça as razões da outra. Em amas, se desperta para a nacionalidade e constrói-se a Nação. Difi cil e necessário é para um País que pouco trato teve com guerras convencer-se da necessidade de defender-se para poder construir-se. Os recursos demandados pela defesa exigem uma transformação de consciências para que se constitua uma estratégia de defesa para o Brasil. Capacidade de negação capacidade de construção de um modelo próprio de desenvolvimento.

33 A Estratégia Nacional de Defesa OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DA MARINHA 1. TAREFAS: NEGAÇÃO DO USO DO MAR; CONTROLE DAS ÁREAS MARÍTIMAS E PROJEÇÃO DE PODER: Defesa das PLATAFORMAS PETROLÍFERAS. Defesa das instalações navais e portuárias, arquipélagos e ilhas das águas jurisdicionais. Prontidão para responder a ameaças de Estado ou forças nãoconvencionais. Participar de operações internacionais de paz. 2. TRABALHAR A BASE INDUSTRIAL PARA DESENVOLVER UM AVIÃO VERSÁTIL QUE AUMENTE O PODER AERONAVAL. 3. ACELERAR OS TRABALHOS DE INSTALAÇÃO DE SUAS BASES DE SUBMARINOS CONVENCIONAIS E DE PROPULSÃO NUCLEAR.

34 A Estratégia Nacional de Defesa OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO EXÉRCITO 1 CONCEITOS ESTRATÉGICOS DE FLEXIBILIDADE E DE ELASTICIDADE 2 DOTAR O EXÉRCITO COM MEIOS MODERNOS E EFETIVOS BEM ADESTRADOS 3 - TRANSFORMAR-SE COM BASE NO MÓDULO BRIGADA 4 - MANTER RESERVAS REGIONAIS E ESTRATÉGICAS EM EXPECTATIVA

35 A Estratégia Nacional de Defesa OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DA FORÇA AÉREA 1 PRIORIDADE NA VIGILÂNCIA AÉREA. 2 RECURSOS TÉCNICOS PARA OPERAR NA AMAZÔNIA. 3 INVESTIR NO COMPLEXO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO. 4 RENOVAÇÃO DA FROTA AÉREA E MODERNIZAÇÃO DOS SISTEMA DE ARMAS.

36 A Estratégia Nacional de Defesa

37 O Livro Branco de Defesa Nacional O LBDN é documento síntese da tendência de envolvimento da sociedade civil nas questões de Defesa Nacional 6 seminários temáticos em 2011 contemplaram todas as regiões do país Confecção do documento: Grupo de Trabalho Interministerial composto por representantes de outros sete Ministérios e três Secretarias Site interativo e recursos audiovisuais envolvimento da sociedade civil Aprovação pelo Congresso (26/09/2013), juntamente com as versões atualizadas da PND e da END.

38 O Livro Branco de Defesa Nacional

39 O Livro Branco de Defesa Nacional Capítulos: O Estado brasileiro e a Defesa Nacional O ambiente estratégico do século XXI A defesa e o instrumento militar Descrição organizacional da defesa brasileira (MD e FFAA) Descrição dos setores estratégicos, sistemas de monitoramento e controle, mobilização nacional, sistemas de inteligência, principais escolas militares. Defesa e sociedade Programas sociais da Defesa, ações subsidiárias

40 O Livro Branco de Defesa Nacional A transformação da Defesa Plano de Articulação e Equipamentos da Defesa (PAED) Projetos de gestão, recuperação e capacitação das três Forças e da Administração central. Elevado nível de detalhamento. Efeitos positivos transbordamento Base Industrial de Defesa (BID) Economia da Defesa Anexos Pessoal, equipamentos, orçamento (dotações, gastos e arrecadação) Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (PAED) Projetos e subprojetos prioritários da Administração Central; da Marinha; do Exército e da Aeronáutica Apêndice Instituições envolvidas e colaboradores

41 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os recursos potenciais, um possível cenário de agravada escassez e o atual nível de crescimento do Brasil demandam a construção de uma importante capacidade de defesa; Apesar de não termos ameaças claras, a construção de capacidades é fundamental para o país; Os investimentos vêm sendo realizados, mas ainda há a necessidade de aumento do orçamento de defesa a consolidação dos projetos do PAED depende de valores correspondentes a 2,4% do PIB ao ano; O processo de transformação e rearticulação da defesa deve se dar de modo aberto e transparente, com olhos atentos às demandas da sociedade e procurando minimizar as incertezas dos vizinhos; Os três documentos de defesa brasileiros são fundamentais para esse processo, e exercem importante papel para ambas as condições: envolvem a sociedade e minimizam incertezas dos vizinhos.

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