Microcrédito e Comércio Justo

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Microcrédito e Comércio Justo"

Transcrição

1 Microcrédito e Comércio Justo

2 Antiga DIT

3 Antiga DIT

4 A Antiga DIT A Antiga DIT baseava-se no princípio da especialização. Os países do Sul especializavam-se em produtos de baixo valor acrescentado. Quando o Princípio da Especialização foi substituído pelo Princípio da Concorrência, os países do Sul continuaram muito dependentes da antiga DIT o que agravou as desigualdades a nível mundial.

5 A Pobreza no mundo Quase metade do mundo - mais de 3 mil milhões de pessoas - vivem com menos de US $ 2,50 por dia. O PIB (Produto Interno Bruto) dos 41 Países Pobres Altamente Endividados (567 milhões de pessoas) é menor do que a riqueza do mundo das 7 pessoas mais ricas combinadas. Quase um milhar de milhão de pessoas entrou no século XXI sem conseguir ler um livro ou assinar o seu nome.

6 A Pobreza no mundo 1 milhar de milhão de crianças vive na pobreza ( 1 em cada 2 crianças no mundo) 640 Milhões vivem sem habitação adequada 270 milhões não tem acesso aos serviços de saúde 400 milhões não tem acesso a agua potável 10,6 Milhões morreram em 2003 antes de chegar aos 5 anos de idade (ou cerca de crianças por dia, que equivale a uma criança morta de 4 em 4 segundos devido á fome).

7 Desenvolvimento como liberdade A riqueza não é manifestamente o bem que buscamos; pois ela é meramente utilitária Aristóteles.

8 "Vivemos num mundo de opulência sem precedentes, mas também de privação e opressão extraordinárias. O desenvolvimento consiste na eliminação de privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de cidadão" - Amartya Sen

9 Eu fiz uma lista de pessoas que precisavam de um pouco de dinheiro. E quando a lista estava completa, havia 42 nomes. A quantidade total de dinheiro que eles precisavam era de US $ 27. Eu fiquei chocado. - Muhammad Yunus Aqui estávamos nós a discutir o desenvolvimento económico, sobre como investir milhões de dólares em diversos programas, e pude ver que não eram milhões de dólares que as pessoas precisavam imediatamente. - Muhammad Yunus.

10 Grameen Bank Mercado Financeiro Formal Cliente no centro Lucro no centro Metodologias opostas

11 Características do microcrédito

12 O que é o Capital Social? O capital social surge assente na ideia de que as conexões e a relação entre as pessoas tem valor económico, que podem aumentar a produtividade e podem realizar as potencialidades individuais. O capital social refere-se as relações horizontais entre pessoas, em conexões voluntárias baseadas em reciprocidade, cooperação e solidariedade com o fim de resolver problemas colectivos que afectam o bem-estar geral.

13 O que é o Capital Social? A confiança promove as boas relações entre os indivíduos o que aumenta o capital social e a capacidade das populações conseguirem resolver problemas comuns. Os laços que unem as pessoas para formar capital social estão assegurados por interesses em comum, história comum, ou cultura comum.

14 Desenvolvimento

15 Consequências do microcrédito Redução da pobreza Melhoria do nível de bem estar dos trabalhadores Financiamento de projectos de empreendorismo de jovens Decréscimo da exclusão social Combate ao comodismo social Criação de auto-estima individual e colectiva Promoção da igualdade de géneros Aumento da solidariedade social

16 Comércio Justo O comércio justo é um movimento social que busca o estabelecimento de preços justos nas cadeias produtivas. O comércio justo procura criar meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores.

17 O Comércio Justo garante : Um salário digno e melhores condições de trabalho para os pequenos produtores. A obtenção de produtos de qualidade com a garantia de que foram respeitados os direitos dos produtores e o meio ambiente. Melhores condições de vida.

18 Os Princípios do Comércio Justo O respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro O estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores e produtoras A disponibilização de pré-financiamento ou acesso a outras formas de crédito

19 Os Princípios do Comércio Justo A transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e a informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial A promoção de actividades de sensibilização e campanhas, quer junto dos/as consumidores/as,quer junto das organizações O fornecimento de informação ao consumidor sobre os objectivos do CJ, a origem dos produtos ou serviços, os produtores e a estrutura do preço

20 Os Princípios do Comércio Justo O reforço das capacidades organizativas, produtivas e comerciais das produtoras e dos produtores O envolvimento de todas as pessoas nas tomadas de decisão que os afectam no seio das suas respectivas organizações A protecção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas, bem como a igualdade de oportunidades entre os sexos

21 Os Princípios do Comércio Justo A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem O estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo A protecção do ambiente e a promoção de um desenvolvimento sustentável, subjacente a todas as actividades

22 Porque falamos de um preço justo? São os produtores quem fixa o preço na origem. Este preço reflecte os custos reais da produção e para além disso deve permitir aos produtores manter uma vida digna e obter uma margem para investimentos futuros.

23 Comércio injusto

24 Comércio injusto

25 Starbucks e o Comércio Justo A Starbucks compra café certificado de Comércio Justo há mais de 11 anos e é o maior comprador, torrefactor e distribuidor de café de Comércio Justo do mundo. Em 2009 duplicou as compras de café de Comércio Justo. A Starbucks partilha de objectivos comuns, apoiando sempre os pequenos produtores de café, as suas comunidades e o meio ambiente.

26

27

28

29

30

A REESTRUTURAÇÃO DE EMPRESAS VIA CAPITAL DE RISCO

A REESTRUTURAÇÃO DE EMPRESAS VIA CAPITAL DE RISCO A REESTRUTURAÇÃO DE EMPRESAS VIA CAPITAL DE RISCO I- INTRODUÇÃO Como uma onda que escava a falésia sem descanso, a globalização fustiga a sociedade e as empresas portuguesas, obrigando-as a ter de inovar

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Paraguai. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Paraguai. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Paraguai Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios No Paraguai, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) podem ser classificadas

Leia mais

Capítulo IV A Programação Matemática -------------------------------------------- 93

Capítulo IV A Programação Matemática -------------------------------------------- 93 ÍNDICE Índice de Quadros -------------------------------------------------------------------------- iii Índice de Figuras ---------------------------------------------------------------------------- ix

Leia mais

Escola ES/3 Dos Carvalhos Março 2007 Geografia A - 10

Escola ES/3 Dos Carvalhos Março 2007 Geografia A - 10 Análise da notícia Lisboa mais pobre Trabalho Realizado por: Ana Luísa nº2 Maria Elisa nº16 Mariana nº18 Marta Daniela nº19 10ºD 1 Título da Notícia Lisboa mais pobre Data de edição da notícia Setembro

Leia mais

Conteúdos sobre segurança e saúde no trabalho Organismos e instituições

Conteúdos sobre segurança e saúde no trabalho Organismos e instituições ISHST - Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Criado em 2004, pelo Decreto-lei n.º 171, de 17 de Julho, o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST), I. P., é o organismo

Leia mais

DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E AGRICULTURA FAMILIAR

DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E AGRICULTURA FAMILIAR UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA CURSO DE ZOOTECNIA DISCIPLINA SOCIOLOGIA E ÉTICA DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E AGRICULTURA FAMILIAR Prof. Antonio Lázaro Sant

Leia mais

Apresentação de Angola na XII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais Os Desafios na Protecção Social para alcançar a Segurança

Apresentação de Angola na XII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais Os Desafios na Protecção Social para alcançar a Segurança Apresentação de Angola na XII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais Os Desafios na Protecção Social para alcançar a Segurança Alimentar e Nutricional Maputo, 25 de Abril de 2013 Constituição

Leia mais

Resultados do Serviço Preparação para o Primeiro Emprego

Resultados do Serviço Preparação para o Primeiro Emprego Resultados do Serviço Preparação para o Primeiro Emprego Ano 2014 Administração: Rodrigo Antônio de Agostinho Mendonça Secretária do Bem Estar Social: Darlene Martin Tendolo Diretora de Departamento: Silmaire

Leia mais

Innocenti Report Card 14

Innocenti Report Card 14 Innocenti Report Card 14 Os países ricos terão de fazer mais esforços para assegurar que todas as crianças recebem cuidados, nutrição e protecção como previsto pelos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável

Leia mais

Reflexões sobre emprego e redução de pobreza no PARP : Desafios para uma abordagem alternativa

Reflexões sobre emprego e redução de pobreza no PARP : Desafios para uma abordagem alternativa Reflexões sobre emprego e redução de pobreza no PARP 2011 2014: Desafios para uma abordagem alternativa Yasfir Ibraimo Seminário de divulgação do livro Desafios para Moçambique 2012 Universidade Católica

Leia mais

NOVIDADES MULHERES EM ACÇÃO - CABINDA

NOVIDADES MULHERES EM ACÇÃO - CABINDA NOVIDADES MULHERES EM ACÇÃO - CABINDA JANEIRO 2011 - DEZEMBRO 2012 GOVERNO PROVINCIAL DE CABINDA INTRODUÇAO Financiado pela União Europeia Implementado pela ADPP Angola com o apoio do Governo Provincial

Leia mais

Índice. 01. Identificação das Partes Interessadas 02. Aspectos Significativos da Responsabilidade Social 03. Objectivos da Responsabilidade Social

Índice. 01. Identificação das Partes Interessadas 02. Aspectos Significativos da Responsabilidade Social 03. Objectivos da Responsabilidade Social Índice 01. Identificação das Partes Interessadas 02. Aspectos Significativos da Responsabilidade Social 03. Objectivos da Responsabilidade Social Identificação das Partes Interessadas 01 O Sistema de Gestão

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA

APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA AGENDA AS 5 MARCAS DO POPH I EIXOS PRIORITÁRIOS II ARRANQUE DO PROGRAMA III I AS 5 MARCAS DO POPH AS 5 MARCAS DO POPH 1 O MAIOR PROGRAMA OPERACIONAL DE SEMPRE 8,8 mil M 8,8 Mil

Leia mais

CARTA DA PLENÁRIA ESTADUAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA DE PERNAMBUCO AO MOVIMENTO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, AOS MOVIMENTOS SOCIAIS E À SOCIEDADE

CARTA DA PLENÁRIA ESTADUAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA DE PERNAMBUCO AO MOVIMENTO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, AOS MOVIMENTOS SOCIAIS E À SOCIEDADE FORUM DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA DE PERNAMBUCO CARTA DA PLENÁRIA ESTADUAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA DE PERNAMBUCO AO MOVIMENTO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, AOS MOVIMENTOS SOCIAIS E À SOCIEDADE Recife,

Leia mais

PROGRAMA OPERACIONAL TEMÁTICO POTENCIAL HUMANO

PROGRAMA OPERACIONAL TEMÁTICO POTENCIAL HUMANO PROGRAMA OPERACIONAL TEMÁTICO POTENCIAL HUMANO 2007-201 Apresentação da Proposta ÍNDICE 1 O PROBLEMA 2 A ESTRATÉGIA 4 PLANO DE FINANCIAMENTO 1 1 O PROBLEMA Taxa de emprego Emprego em média e alta tecnologia

Leia mais

Repartição dos rendimentos

Repartição dos rendimentos Repartição dos rendimentos Repartição primária do rendimento rendimentos primários Rendimentos primários e rendimentos secundários Os rendimentos do trabalho (salários) e do capital (juros, lucros e rendas)

Leia mais

Quadro Catalisador para Pôr Termo à SIDA, Tuberculose e Eliminar a Malária em África até 20130

Quadro Catalisador para Pôr Termo à SIDA, Tuberculose e Eliminar a Malária em África até 20130 Quadro Catalisador para Pôr Termo à SIDA, Tuberculose e Eliminar a Malária em África até 20130 Introdução O quadro catalisador para pôr termo à SIDA, tuberculose e eliminar a malária em África até 2030

Leia mais

Divulgação dos resultados 1º trimestre de (não auditado) 80 ANOS A investir na indústria

Divulgação dos resultados 1º trimestre de (não auditado) 80 ANOS A investir na indústria Divulgação dos resultados 1º trimestre de 2017 (não auditado) 80 ANOS A investir na indústria GRUPO RAMADA PERFIL EMPRESARIAL A F. Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas (Grupo

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 447/X

PROJECTO DE LEI N.º 447/X Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 447/X ALTERA A LEI N.º 53-B/2006, DE 29 DE DEZEMBRO, QUE CRIA O INDEXANTE DOS APOIOS SOCIAIS E NOVAS REGRAS DE ACTUALIZAÇÃO DAS PENSÕES E OUTRAS PRESTAÇÕES SOCIAIS

Leia mais

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2013

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2013 RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2013 I. Introdução O ano de 2013 foi um ano marcado por grandes investimentos na Comunidade Terapêutica, por forma a criar condições estruturais que possibilitem a formação e integração

Leia mais

O Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

O Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio O Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio O Brasil avançou muito em relação ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e pavimentou o caminho para cumprir as metas até 2015.

Leia mais

UBERABA, 13 A 15 DE FEVEREIRO DE 2017

UBERABA, 13 A 15 DE FEVEREIRO DE 2017 DISCURSO DE S.E. NELSON COSME, EMBAIXADOR DE ANGOLA NO BRASIL NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA CPLP, SOBRE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E ERRADICAÇÃO DA POBREZA POR MEIO DA AGRICULTURA UBERABA, 13 A 15 DE

Leia mais

A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais. Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015

A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais. Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015 A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015 Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Em 2000, durante a Cúpula do Milênio, líderes

Leia mais

O COMBATE À POBREZA E ÀS DESIGUALDADES É UM DESAFIO IMEDIATO PARA PORTUGAL

O COMBATE À POBREZA E ÀS DESIGUALDADES É UM DESAFIO IMEDIATO PARA PORTUGAL O COMBATE À POBREZA E ÀS DESIGUALDADES É UM DESAFIO IMEDIATO PARA PORTUGAL I. ENQUADRAMENTO A pobreza e a desigualdade na distribuição de rendimentos são problemas que persistem na sociedade portuguesa,

Leia mais

Apoio Internacional ao Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA) e Nutrição. Junho de Matthew Brooke, Delegação da UE, Moçambique

Apoio Internacional ao Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA) e Nutrição. Junho de Matthew Brooke, Delegação da UE, Moçambique Apoio Internacional ao Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA) e Nutrição Junho de 2013 Matthew Brooke, Delegação da UE, Moçambique 1 Breve Historial Mais de 70%vivem da agricultura Pequenos

Leia mais

China. A história da China é marcada por ciclos econômicos cuja crise provocava a ascensão de uma nova dinastia.

China. A história da China é marcada por ciclos econômicos cuja crise provocava a ascensão de uma nova dinastia. China à Antes de 1949 A história da China é marcada por ciclos econômicos cuja crise provocava a ascensão de uma nova dinastia. Durante a última dinastia, a Qing, a China sofreu muita pressão dos países

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO. Recomendação 193. Genebra, 20 de junho de 2002. Tradução do Texto Oficial

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO. Recomendação 193. Genebra, 20 de junho de 2002. Tradução do Texto Oficial CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO Recomendação 193 Recomendação sobre a Promoção de Cooperativas adotada pela Conferência em sua 90 ª Reunião Genebra, 20 de junho de 2002 Tradução do Texto Oficial

Leia mais

Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Programa EaSI. Antonieta Ministro

Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Programa EaSI. Antonieta Ministro Programa EaSI É um instrumento de financiamento, a nível europeu, gerido diretamente pela Comissão Europeia, para apoiar o emprego, a política social e a mobilidade profissional em toda a UE Visa contribuir

Leia mais

25/27 de jun A) O indicador de vida melhor índice para medir qualidade de vida e bem

25/27 de jun A) O indicador de vida melhor índice para medir qualidade de vida e bem Informação sobre reunião de Roma, do Parlamento italiano e a OCDE. Tema geral da Conferência: Reformas para o Crescimento 25/27 de jun. 2015. A deslocação insere-se no âmbito da actividade da OCDE em colaboração

Leia mais

ACORDO DE PARCERIA 2014-2020 PORTUGAL 2020

ACORDO DE PARCERIA 2014-2020 PORTUGAL 2020 ACORDO DE PARCERIA 2014-2020 PORTUGAL 2020 1 Portugal 2020, o Acordo de Parceria (AP) que Portugal irá submeter à Comissão Europeia estrutura as intervenções, os investimentos e as prioridades de financiamento

Leia mais

Exmo. Ministro da Agricultura, Exma. Diretora da DRAPC, Exmo. Senhor Presidente da ESAC, Exmo. Responsáveis da CNA, Exmo. Convidados e Exmos Colegas

Exmo. Ministro da Agricultura, Exma. Diretora da DRAPC, Exmo. Senhor Presidente da ESAC, Exmo. Responsáveis da CNA, Exmo. Convidados e Exmos Colegas Exmo. Ministro da Agricultura, Exma. Diretora da DRAPC, Exmo. Senhor Presidente da ESAC, Exmo. Responsáveis da CNA, Exmo. Convidados e Exmos Colegas É uma honra e uma satisfação, participar no Trigésimo

Leia mais

Programa de Doutoramento em Gestão, Liderança e Políticas no Sector Agroalimentar

Programa de Doutoramento em Gestão, Liderança e Políticas no Sector Agroalimentar Programa de Doutoramento em Gestão, Liderança e Políticas no Sector Agroalimentar Workshop Colaboração entre Moçambique e Portugal nos Sectores Agrícola, Alimentar e Florestal, Maputo, 2 de Junho 2015

Leia mais

O PACTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO SECTOR AGRÁRIO DE MOÇAMBIQUE PEDSA. Impacto esperado com a implementação do PEDSA através do CAADP

O PACTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO SECTOR AGRÁRIO DE MOÇAMBIQUE PEDSA. Impacto esperado com a implementação do PEDSA através do CAADP O PACTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO SECTOR AGRÁRIO DE MOÇAMBIQUE A SER IMPLEMENTADO ATRAVÉS DO PEDSA O PACTO A SER IMPLEMENTADO PELO PEDSA: PRIORIDADES Impacto esperado com a implementação do PEDSA através

Leia mais

FOME ZERO. VI Encontro Nacional dos Coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentaçã. ção CGPAN/MS/Brasília

FOME ZERO. VI Encontro Nacional dos Coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentaçã. ção CGPAN/MS/Brasília FOME ZERO VI Encontro Nacional dos Coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentaçã ção e Nutriçã ção CGPAN/MS/Brasília lia-df Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Abril/2006

Leia mais

POLÍTICAS SOCIAIS DE COMBATE A POBREZA, NA GARANTIA DE DIREITOS: UM BREVE RELATO

POLÍTICAS SOCIAIS DE COMBATE A POBREZA, NA GARANTIA DE DIREITOS: UM BREVE RELATO POLÍTICAS SOCIAIS DE COMBATE A POBREZA, NA GARANTIA DE DIREITOS: UM BREVE RELATO Clarice Ana Ruedieger Jaqueline Fernanda Machado Jaqueline Nadir da Silva Rosiléia Cavalli Weber INTRODUÇÃO: Com o desenvolvimento

Leia mais

RESOLUÇÃO DO SECRETARIADO NACIONAL

RESOLUÇÃO DO SECRETARIADO NACIONAL RESOLUÇÃO DO SECRETARIADO NACIONAL 1. Uma Situação Preocupante O nosso País tem tido um crescimento económico inferior à média da União Europeia desde 2002. Seis anos continuados de crise económica fizeram

Leia mais

Uma estratégia para as pessoas e para o planeta: assegurando uma transição justa para empregos verdes dignos?

Uma estratégia para as pessoas e para o planeta: assegurando uma transição justa para empregos verdes dignos? Uma estratégia para as pessoas e para o planeta: assegurando uma transição justa para empregos verdes dignos? Judith Kirton-Darling Secretária Confederal da CES A actual situação é insustentável Socialmente:

Leia mais

Crescimento Econômico, Desenvolvimento e Saúde. Patrick Dias

Crescimento Econômico, Desenvolvimento e Saúde. Patrick Dias Crescimento Econômico, Desenvolvimento e Saúde Patrick Dias Residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Vídeo 200 países, 200 anos, 4 minutos Crescimento X Desenvolvimento Crescimento Econômico Podemos definir

Leia mais

COMO AS EMPRESAS DO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS PODEM CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA VERDE.

COMO AS EMPRESAS DO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS PODEM CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA VERDE. COMO AS EMPRESAS DO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS PODEM CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA VERDE. Segundo a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (ENDS) a Sustentabilidade pressupõe

Leia mais

!"# $% A pressão para o Estado mínimo e direitos mínimos estão a marcar, na Europa e em Portugal, os caminhos sobre o futuro do modelo social.

!# $% A pressão para o Estado mínimo e direitos mínimos estão a marcar, na Europa e em Portugal, os caminhos sobre o futuro do modelo social. Grupo Parlamentar!"# $% O sistema público de segurança social, universal e solidário, está a ser fortemente questionado, pelas condições da intensa globalização neoliberal, das transformações operadas

Leia mais

Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Piracaia PIRAPREV CNPJ: 10.543.660/0001-72. Política de Responsabilidade Social

Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Piracaia PIRAPREV CNPJ: 10.543.660/0001-72. Política de Responsabilidade Social Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Piracaia PIRAPREV CNPJ: 10.543.660/0001-72 Política de Responsabilidade Social Dezembro de 2011 1 PREÂMBULO O IPSPMP-PIRAPREV, sendo uma

Leia mais

Programa para a Inclusão e Desenvolvimento - PROGRIDE. ParticipAR - Inovação para a Inclusão em Arraiolos. Acção: Banco de Recursos para a Inserção

Programa para a Inclusão e Desenvolvimento - PROGRIDE. ParticipAR - Inovação para a Inclusão em Arraiolos. Acção: Banco de Recursos para a Inserção Programa para a Inclusão e Desenvolvimento - PROGRIDE ParticipAR - Inovação para a Inclusão em Arraiolos Acção: Banco de Recursos para a Inserção Relatório de Avaliação da actividade de dia 7 de Junho

Leia mais

Estatuto dos Beneficios Fiscais

Estatuto dos Beneficios Fiscais Dedução ao rendimento Majoração à criação emprego para Jovens e empregados de longa duração Artº19º 14 x retribuição minima mensal garantida Valor = 14 x 485 eur = 6.790 eur 150% Este beneficio passa a

Leia mais

O Regime Fiscal dos Residentes Não Habituais Questões actuais. Ricardo da Palma Borges

O Regime Fiscal dos Residentes Não Habituais Questões actuais. Ricardo da Palma Borges O Regime Fiscal dos Residentes Não Habituais Questões actuais Ricardo da Palma Borges 8 de Junho de 2011 1 O regime e os objectivos subjacentes a aplicação do método de isenção como método de eliminação

Leia mais

Comissão avalia o impacto do financiamento para as regiões e lança um debate sobre a próxima ronda da política de coesão

Comissão avalia o impacto do financiamento para as regiões e lança um debate sobre a próxima ronda da política de coesão IP/07/721 Bruxelas, 30 de Maio de 2007 Comissão avalia o impacto do financiamento para as regiões e lança um debate sobre a próxima ronda da política de coesão A política de coesão teve um efeito comprovado

Leia mais

Metodologia para adoção de Comércio Justo no setor têxtil e vestuário. By Citeve

Metodologia para adoção de Comércio Justo no setor têxtil e vestuário. By Citeve Metodologia para adoção de Comércio Justo no setor têxtil e vestuário Índice Enquadramento... 3 O que é o Comércio Justo... 3 Adoção do Comércio Justo... 5 Página 2 de 9 Enquadramento Este trabalho foi

Leia mais

Investimentos em Infraestrutura e Crescimento Econômico Brasileiro

Investimentos em Infraestrutura e Crescimento Econômico Brasileiro Investimentos em Infraestrutura e Crescimento Econômico Brasileiro Márcio Holland Secretário de Política Econômica Comissão de Infraestrutura do Senado Federal Brasília, 19 de maio de 2014 2 Por que investimentos

Leia mais

CARTA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO DA UNESCO. Preâmbulo

CARTA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO DA UNESCO. Preâmbulo CARTA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO DA UNESCO Preâmbulo A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reunida em Paris, na sua 20ª sessão,

Leia mais

CURSO LIVRE DE ECONOMIA

CURSO LIVRE DE ECONOMIA UNIVERSIDADE DA MADEIRA Departamento de Gestão e Economia CURSO LIVRE DE ECONOMIA A actividade económica e a Ciência Económica Exercícios 1. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas,

Leia mais

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio República de Moçambique Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Ponto de Situação, Progressos e Metas Conferência Cumprir Bissau Desafios e Contribuições da CPLP para o cumprimento dos ODMS 5 de Junho

Leia mais

Desenvolvimento Industrial em. Moçambique. African Iron&Steel Conference, de 23 de Juhno de 2015, Hotel Avenida, Maputo, Moçambique

Desenvolvimento Industrial em. Moçambique. African Iron&Steel Conference, de 23 de Juhno de 2015, Hotel Avenida, Maputo, Moçambique República de Moçambique African Iron&Steel Conference, de 23 de Juhno de 2015, Hotel Avenida, Maputo, Moçambique Direcção Nacional da Industria Desenvolvimento Industrial em Moçambique Eng. Mateus Matusse

Leia mais

PROPOSTA DE PILARES PARA O PRÓXIMO PROGRAMA DE APOIO AS POLÍTICAS (PSI) APRESENTAÇÃO AO SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DO FMI E PERSPECTIVAS

PROPOSTA DE PILARES PARA O PRÓXIMO PROGRAMA DE APOIO AS POLÍTICAS (PSI) APRESENTAÇÃO AO SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DO FMI E PERSPECTIVAS PROPOSTA DE PILARES PARA O PRÓXIMO PROGRAMA DE APOIO AS POLÍTICAS (PSI) APRESENTAÇÃO AO SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DO FMI E PERSPECTIVAS MAPUTO, 11 DE MARÇO DE 2013 ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO

Leia mais

Educador Ambiental. Curso de Formação. Eng.ª Mariana Cruz Mariana.cruz@biorumo.com

Educador Ambiental. Curso de Formação. Eng.ª Mariana Cruz Mariana.cruz@biorumo.com 1 Curso de Formação Educador Ambiental 2009 Eng.ª Mariana Cruz Mariana.cruz@biorumo.com 2 Curso de Formação: Educador Ambiental Índice: 1 Apresentação da entidade formadora e de Coordenação do Curso 2

Leia mais

Segurança Social e Economia. Palestrante: João de Almeida Neto

Segurança Social e Economia. Palestrante: João de Almeida Neto Segurança Social e Economia Palestrante: João de Almeida Neto Definições Genéricas Segurança Social Segurança Social é um sistema de protecção social propiciada pelo Estado aos cidadãos, mediante medidas

Leia mais

GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL (TQM)

GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL (TQM) GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL (TQM) TOTAL QUALITY MANAGEMENT (TQM) Evolução da Qualidade 2 1 1ª Etapa -Inspecção Surge com a Revolução Industrial, com a passagem de uma economia predominante agrícola para

Leia mais

Divulgação dos resultados. 30 de Junho de ( não auditado ) 80 ANOS A investir na indústria

Divulgação dos resultados. 30 de Junho de ( não auditado ) 80 ANOS A investir na indústria Divulgação dos resultados 30 de Junho de 2017 ( não auditado ) 80 ANOS A investir na indústria GRUPO RAMADA PERFIL EMPRESARIAL A F. Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas (Grupo

Leia mais

Natália de Oliveira Fontoura. Diretoria de Estudos e Políticas Sociais Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília, março de 2014

Natália de Oliveira Fontoura. Diretoria de Estudos e Políticas Sociais Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília, março de 2014 Natália de Oliveira Fontoura Diretoria de Estudos e Políticas Sociais Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Brasília, março de 2014 Apesar das conquistas das mulheres, são ainda observadas muitas desigualdades

Leia mais

Matriz estratégica do PEE

Matriz estratégica do PEE MEC02-000 MEC02-001 MEC02-002 MEC02-003 Matriz estratégica do PEE Ensino (Pré-) Primário MEC02 Ensino Primário Objectivo Geral Assegurar que todas as crianças tenham oportunidade de concluir uma educação

Leia mais

DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO. Painel de Indicadores Sociais. que acompanha o documento

DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO. Painel de Indicadores Sociais. que acompanha o documento COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 26.4.2017 SWD(2017) 200 final DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO Painel de Indicadores Sociais que acompanha o documento COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU,

Leia mais

DECLARAÇÃO CONSTITUTIVA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

DECLARAÇÃO CONSTITUTIVA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA DECLARAÇÃO CONSTITUTIVA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Os Chefes de Estado e de Governo de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, reunidos

Leia mais

Para o economista francês Thomas Piketty, o Brasil precisa ampliar os impostos sobre

Para o economista francês Thomas Piketty, o Brasil precisa ampliar os impostos sobre \'Brasil precisa taxar ricos para investir no ensino público\', diz Piketty Para crítico-sensação do capitalismo, políticas para combater desigualdade são essenciais para impulsionar crescimento do país

Leia mais

UNESP AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE EXTENSÃO RURAL. Antonio Lázaro Sant Ana (Prof. Unesp Ilha Solteira)

UNESP AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE EXTENSÃO RURAL. Antonio Lázaro Sant Ana (Prof. Unesp Ilha Solteira) UNESP UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO CÂMPUS DE ILHA SOLTEIRA Disciplina Comunicação e Extensão Rural Curso de Graduação em Agronomia e Zootecnia AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE EXTENSÃO

Leia mais

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO Organização Sonae MC Diretor(a) Nádia Reis Setor de Atividade Retalho Alimentar Número de Efetivos 22100 NIF 502 011 475 Morada Rua João Mendonça, 529-6º Esq. 4464-501 Senhora da

Leia mais

LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA

LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA LEMARX CURSO DE ECONOMIA POLÍTICA 18 de setembro de 2010 CAPÍTULO 3: PRODUÇÃO DE MERCADORIAS E MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA CAPÍTULO 4: O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA: A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO O QUE ESTUDAMOS

Leia mais

Cotas raciais nas universidades, a contradição do Brasil!

Cotas raciais nas universidades, a contradição do Brasil! Cotas raciais nas universidades, a contradição do Brasil! Nathália Norgi Weller 1 RESUMO: A partir do ano de 2001, entra em vigor a lei 3.708, que assegura a negros e pardos 20% das vagas nas universidades

Leia mais

Title of Power Point presentation DATE

Title of Power Point presentation DATE Title of Power Point presentation DATE Campanha para um Subsídio de Rendimento Básico (SRB) na SADC Altos níveis de pobreza e desigualdade dentro da SADC. Suazilândia: 78.59% do pop. vive abaixo da linha

Leia mais

O conceito de Trabalho Decente

O conceito de Trabalho Decente O Trabalho Decente O conceito de Trabalho Decente Atualmente a metade dos trabalhadores de todo o mundo (1,4 bilhão de pessoas) vive com menos de 2 dólares ao dia e portanto, é pobre quase 20% é extremamente

Leia mais

Desenvolvimento como liberdade

Desenvolvimento como liberdade Desenvolvimento como Liberdade PET - Economia - UnB 02 de julho de 2013 Amartya Kumar Sen Amartya Sen 03 de novembro de 1933: nasceu em Santiniketan, atual Bangladesh. 1959: PhD Trinity College, Cambridge

Leia mais

Caro Paulo Lopes Lourenço, Consul Geral de Portugal em São Paulo. Estimado Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto

Caro Paulo Lopes Lourenço, Consul Geral de Portugal em São Paulo. Estimado Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto Caro Paulo Lopes Lourenço, Consul Geral de Portugal em São Paulo Estimado Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto Caros empresários e empreendedores aqui presentes, Minhas senhoras e meus

Leia mais

DOS MAIORES DE 23 ANOS NOME:

DOS MAIORES DE 23 ANOS NOME: Notas: Apresente o seu documento de identificação. Coloque o nome em todas as folhas. Leia atentamente cada questão antes de iniciar a sua resposta. Grupo 1 [10 VALORES] Relativamente a cada questão, assinale

Leia mais

sugestões para planos de sessão e exercícios

sugestões para planos de sessão e exercícios Parte II sugestões para planos de sessão e exercícios 315 316 317 318 319 320 Tema: Papéis sociais, paradigmas e estereótipos em Igualdade de oportunidades Exercício 1 Objectivo: Identificar estereótipos

Leia mais

Os dois lados da proposta de reforma da previdência

Os dois lados da proposta de reforma da previdência Rede Brasil Atual, 19 de dezembro de 2016 Os dois lados da proposta de reforma da previdência O ministro Meirelles ignora desigualdades sociais e regionais do país ao afirmar que o ponto central da proposta

Leia mais

1.Percepção e atitudes

1.Percepção e atitudes 1.Percepção e atitudes > Um conceito complexo A questão da responsabilidade social das empresas é de grande complexidade e riqueza. Envolve múltiplas variáveis e o consumidor expressa-as ao ver as empresas:

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 59 abril de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 59 abril de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 59 abril de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Economia informal e transição para a economia formal e as ferramentas da OIT 1 Perfil da economia

Leia mais

PLANO DE ACTIVIDADES 2009 CAO SÃO VICENTE - ÂNGELA MILHO 1.5 - FICHA DE ACTIVIDADE INSERIDA EM PROGRAMAS E PROJECTOS DESIGNAÇÃO DA ACTIVIDADE: DINAMIZAÇÃO DE ACÇÕES DE FORMAÇÃO /SENSIBILIZAÇÃO CÓDIGO:

Leia mais

ENSINO SECUNDÁRIO / PROFISSIONAL VIABILIDADE FINANCEIRA

ENSINO SECUNDÁRIO / PROFISSIONAL VIABILIDADE FINANCEIRA ENSINO SECUNDÁRIO / PROFISSIONAL VIABILIDADE FINANCEIRA VIABILIDADE Esta folha da Matriz Financeira é calculada automaticamente com base nos pressupostos que preencheram. Vários indicadores são calculados

Leia mais

CRIAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DE ADMINISTRADORES DE INSOLVÊNCIA FUNDAMENTAÇÃO

CRIAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DE ADMINISTRADORES DE INSOLVÊNCIA FUNDAMENTAÇÃO CRIAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DE ADMINISTRADORES DE INSOLVÊNCIA FUNDAMENTAÇÃO 1. Introdução O Estado Moçambicano encetou um processo de reformas legislativas e administrativas, visando dotar o País de leis

Leia mais

Melhoria da eficácia da triagem de resíduos

Melhoria da eficácia da triagem de resíduos 1966-2011 45 anos Melhoria da eficácia da triagem de resíduos hospitalares ao nível do produtor Fátima Gonçalves 15 de Abril de 2011 1 SUCH Associação de natureza privada sem fins lucrativos Mais de 40

Leia mais

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. Erebu Escola Secundária Engenheiro Acácio Calazans Duarte

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. Erebu Escola Secundária Engenheiro Acácio Calazans Duarte NOS@EUROPE O Desafio da Recuperação Económica e Financeira Prova de Texto Erebu Escola Secundária Engenheiro Acácio Calazans Duarte João Bonifácio João Carvalho Filipa Rodrigues Beatriz Rodrigues Dezembro

Leia mais

Hildizina Norberto Dias

Hildizina Norberto Dias Hildizina Norberto Dias Objectivo Reflectir sobre a relevância da língua portuguesa na economia no mundo da Lusofonia. Partes da reflexão 1. Mundo da Lusofonia; 2. Mercado linguístico; 3. A língua portuguesa

Leia mais

Certificação de Sistemas (Seminário Lipor)

Certificação de Sistemas (Seminário Lipor) Certificação de Sistemas (Seminário Lipor) Outubro 2006 Direcção Comercial e Gestão de Clientes www.apcer.pt Gonçalo Pires Índice: Certificação de S.G.: Qualidade (NP EN ISO 9001:2000); Ambiente (NP EN

Leia mais

Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique

Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique . REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE AUTORIDADE TRIBUTÁRIA DE MOÇAMBIQUE Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique Seminário: Fiscalidade e Desenvolvimento: A relevância da Experiência

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DO TRABALHO, EMPREGO E SEGURANÇA SOCIAL

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DO TRABALHO, EMPREGO E SEGURANÇA SOCIAL l REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DO TRABALHO, EMPREGO E SEGURANÇA SOCIAL INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA A MINISTRA DO TRABALHO, EMPREGO E SEGURANÇA SOCIAL NA 105ª CONFERÊNCIA DA OIT, EM GENEBRA, SUÍÇA

Leia mais

Standard Bank, SARL Relatório do Conselho de Administração sobre os Resultados Financeiros à data de 31 de Dezembro de 2006

Standard Bank, SARL Relatório do Conselho de Administração sobre os Resultados Financeiros à data de 31 de Dezembro de 2006 Gestão do capital Adequação dos capitais próprios Dez-06 Dez-05 Tier I 9,3% 13,5% Tier II 0,1% 0,1% Tier III - - Total 9,4% 13,6% O mínimo exigido pelo Banco de Moçambique é 8% O rácio de adequação dos

Leia mais

A partir de nossas análises e estudos, preencha adequadamente as lacunas da sentença abaixo, na respectiva ordem:

A partir de nossas análises e estudos, preencha adequadamente as lacunas da sentença abaixo, na respectiva ordem: Questão 1 A partir de nossas análises e estudos, preencha adequadamente as lacunas da sentença abaixo, na respectiva ordem: O desconhecimento das condições histórico-sociais concretas em que vivemos, produzidas

Leia mais

CAPÍTULO 7 INVESTIMENTO DIRECTO 7.1 TIPOLOGIA BÁSICA DE INVESTIMENTOS DIRECTOS

CAPÍTULO 7 INVESTIMENTO DIRECTO 7.1 TIPOLOGIA BÁSICA DE INVESTIMENTOS DIRECTOS CAPÍTULO 7 INVESTIMENTO DIRECTO 7.1 TIPOLOGIA BÁSICA DE INVESTIMENTOS DIRECTOS 1 CARACTERÍSTICAS DOS INVESTIMENTOS DIRECTOS TOTAL PROPRIEDADE MODO DE INVESTIMENTO PARCIAL GREENFIELD (Inv. de raíz) AQUISIÇÃO

Leia mais

O ESTILO DE VIDA E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA DOS FUNCIONÁRIOS DA REITORIA / UFAL PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL

O ESTILO DE VIDA E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA DOS FUNCIONÁRIOS DA REITORIA / UFAL PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL O ESTILO DE VIDA E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA DOS FUNCIONÁRIOS DA REITORIA / UFAL PARTICIPANTES DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL ANDRÉA BENTO DOS SANTOS¹ CASSIO HARTMANN² (1)GRADUADA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

Leia mais

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2 DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS INDICE 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2 3.1. Operações conjuntamente controladas 3 3.2. Activos conjuntamente

Leia mais

MICROCRÉDITO. De onde vem o Microcrédito? ANO INTERNACIONAL DO MICROCRÉDITO OBJECTIVO DO DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO

MICROCRÉDITO. De onde vem o Microcrédito? ANO INTERNACIONAL DO MICROCRÉDITO OBJECTIVO DO DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO O A L O A L C RÉ O A L C RÉ O A L C RÉ C RÉ MCROCRÉTO e onde vem o Microcrédito? Um conceito inovador irigido aos excluídos do crédito Com base na confiança a e responsabilidade Para integrar e fomentar

Leia mais

SI INOVAÇÃO INOVAÇÃO PRODUTIVA

SI INOVAÇÃO INOVAÇÃO PRODUTIVA SI INOVAÇÃO INOVAÇÃO PRODUTIVA AVISO N.º 33 / SI/ 2009 REFERENCIAL DE ENQUADRAMENTO E ANÁLISE DO MÉRITO DO PROJECTO 1. ENQUADRAMENTO Justificação do enquadramento do pr nos objectivos e prioridades previstas

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, ENSINO SUPERIOR E TÉCNICO PROFISSIONAL

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, ENSINO SUPERIOR E TÉCNICO PROFISSIONAL REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, ENSINO SUPERIOR E TÉCNICO PROFISSIONAL Síntese do Workshop Nacional sobre o Projecto de Centros de Excelência do Ensino Superior para África

Leia mais

(Atos não legislativos) REGULAMENTOS

(Atos não legislativos) REGULAMENTOS 1.8.2014 L 230/1 II (Atos não legislativos) REGULAMENTOS REGULAMENTO DE EXECUÇÃO (UE) N. o 834/2014 DA COMISSÃO de 22 de julho de 2014 que estabelece regras para a aplicação do quadro comum de acompanhamento

Leia mais

Ciclo de Aulas do Riso na ASAS

Ciclo de Aulas do Riso na ASAS Ciclo de Aulas do Riso na ASAS As Aulas do Riso são uma criação original da Escola de Yoga do Riso, elaboradas ao longo de três anos de pesquisa sobre a essência poderosa e transformadora do riso. Rir

Leia mais

03/05/2010 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO CLIENTE FABRICANTE FOR RNECEDOR. Fluxo Reverso Devolução ou Reciclagem. FLUXO DOMINANTE DE PRODUTOS E SERVIÇOS

03/05/2010 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO CLIENTE FABRICANTE FOR RNECEDOR. Fluxo Reverso Devolução ou Reciclagem. FLUXO DOMINANTE DE PRODUTOS E SERVIÇOS FOR RNECEDOR FABRICANTE SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO CLIENTE Fornecimento físico Planejamento e controle de produção Distribuição física FLUXO DOMINANTE DE PRODUTOS E SERVIÇOS FLUXO DOMINANTE DE DEMANDA E DE

Leia mais

ESPECIALISTAS EM PEQUENOS NEGÓCIOS

ESPECIALISTAS EM PEQUENOS NEGÓCIOS ESPECIALISTAS EM PEQUENOS NEGÓCIOS 98,5% do total de empresas no País MICRO E PEQUENAS NA ECONOMIA BRASILEIRA O QUE É CONSIDERADO PEQUENO NEGÓCIO NO BRASIL MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI) Receita bruta

Leia mais

SAÚDE PARA TODOS Mudando o paradigma de prestação dos Cuidados de Saúde em São Tomé e Príncipe IMVF

SAÚDE PARA TODOS Mudando o paradigma de prestação dos Cuidados de Saúde em São Tomé e Príncipe IMVF SAÚDE PARA TODOS Mudando o paradigma de prestação dos Cuidados de Saúde em São Tomé e Príncipe IMVF 1988-2011 CLÁUDIA COSTA; RITA SANTOS; ADRIANA LOUREIRO; PAULA SANTANA Intervenção do IMVF Perfil Instituto

Leia mais

Mercados. informação de negócios. Brasil Oportunidades e Dificuldades do Mercado

Mercados. informação de negócios. Brasil Oportunidades e Dificuldades do Mercado Mercados informação de negócios Brasil Oportunidades e Dificuldades do Mercado Novembro 2014 Brasil Oportunidades e Dificuldades do Mercado (novembro 2014) Índice 1. Oportunidades 3 1.1. Comércio 3 1.1.1

Leia mais

Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) Percepção sobre pobreza: causas e soluções Assistência Social

Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) Percepção sobre pobreza: causas e soluções Assistência Social Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) Percepção sobre pobreza: causas e soluções Assistência Social SIPS O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), elaborado pelo IPEA, é uma pesquisa

Leia mais

A formação e a diversidade cultural da população brasileira; Aspectos demográficos e estrutura da população brasileira.

A formação e a diversidade cultural da população brasileira; Aspectos demográficos e estrutura da população brasileira. A formação e a diversidade cultural da população brasileira; Aspectos demográficos e estrutura da população brasileira. A formação e a diversidade cultural da população brasileira Os primeiros habitantes

Leia mais