MyMiB: Desenvolvimento de um software para implantação de microblogs

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1 MyMiB: Desenvolvimento de um software para implantação de microblogs André Fonseca, Felipe Ribas Forbeck, Julio César Araújo Galvão Filho, Murilo Tosatti, Tiago Gerke Departamento de Ciência da Computação Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) {andrebritofonseca, Resumo. A Internet passa por diversas tendências desde o seu surgimento. Pode-se citar que, em diferentes épocas, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e redes sociais atingiram seus auges, sendo considerados grandes novidades quando foram lançados. Atualmente, o conceito de microblog é o que mais se destaca neste contexto. O objetivo deste artigo é expor o desenvolvimento de um software para implantação de microblogs, facilitando a criação de sites de mensagens curtas de temas específicos, através de simples configurações, utilizando conceitos de Web 2.0. Palavras-chave: Microblog, Web 2.0, AJAX, RIA. Abstract. The Internet passes through several trends since its inception. It may be mentioned that at different times, chat rooms, instant messengers and social networks reached their peaks, being considered big news when were released. Nowadays, the concept of microblogging is what stands out as the most popular in this context. The present paper aims to describe the development of a software to release microblogs, facilitating the creation of short messages sites, of specific themes, through simple configuration, using the concepts of Web 2.0. Key-words: Microblog, Web 2.0, AJAX, RIA. 1. Introdução Segundo Povoa (2006) a expressão Web 2.0 foi criada pela empresa O Reilly Media, gerando com isso uma série de conferências e livros, atingindo grande popularidade nas comunidades de desenvolvimento Web. Depois disso, com a observação de padrões em comum em uma variedade de projetos Web levou a classificação como Web 2.0. Conforme artigo publicado no jornal Folha de São Paulo (2006), a Web 2.0 é a segunda geração da World Wide Web, que vem com o intuito de reforçar a colaboração

2 dos usuários com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo. Um exemplo desse contexto é o site Wikipedia 1, onde são os próprios usuários que disponibilizam e editam as informações presentes no site. Ainda segundo o jornal Folha de São Paulo (2006), muitos consideram toda a divulgação em torno da Web 2.0 um golpe de marketing. Como o universo digital sempre apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento natural e, por isso, não daria à tendência o título de "a segunda geração". Polêmicas à parte, o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos. Fanara (2008), ao se referir aos blogs, cita que há quem diga que a queda da indústria fonográfica se deu mais pela troca de informações sobre faixas ruins nos CDs do que pela chamada pirataria em si. O fato é que o blog deixa a gente comentar e isso significa dar a cara a tapa. Alguns jornais, uma década depois da dos primeiros sites na internet, resolveram abrir as portas aos comentários e participação do leitor. O mesmo autor também afirma que, logo após o surgimento dos blogs, surgiram os microblogs, onde a idéia principal não era escrever comentários longos, e sim pequenas dicas e principalmente colocar a questão geográfica em cena. Por só aceitar pequenas frases, ele tem um apelo enorme ao uso por dispositivos móveis. Segundo [INFO, 2008] a principal ferramenta do gênero microblog é o Twitter 2, criado na Califórnia por um grupo de amigos interessados em compartilhar suas rotinas. Evan Williams, um dos amigos, foi o criador do Blogger 3, maior serviço de publicação de blogs do mundo, hoje parte do Google. Os microblogs têm uma característica em comum com as redes sociais, como Orkut 4 e Facebook 5. No Twitter, cada usuário tem uma rede de amigos e que recebem automaticamente as postagens de seus contatos. Os primeiros a se entusiasmar com esse novo sistema de publicação foram empresas do Vale do Silício, sempre dispostos a tentar a última novidade digital. Depois, o Twitter conquistou adolescentes em busca de diversão. Hoje, quase dois anos depois de lançado, o serviço já conta com quase meio milhão de adeptos e o número não pára de crescer. Um levantamento recente da empresa de pesquisas Forrester Research 6 indicou que 6% dos internautas americanos adultos acessam o Twitter. "A chave dessa tecnologia é conectar a tela do computador a outra tela, a do celular", diz Peter Kim, analista da Forrester. "O lado social da computação é uma das chaves do sucesso desse tipo de serviço" Disponível em 3 Disponível em 4 Disponível em 5 Disponível em 6 Disponível em

3 Sendo assim, o objetivo desse artigo é detalhar o desenvolvimento um software para implantação de microblogs em Web 2.0, denominado MyMiB (My Micro Blog). Utilizou-se algumas conceitos tecnológicos como RIA (Rich Internet Application), AJAX (Asynchronous Javascript And XML) e JSF (JavaServer Faces), que serão detalhadas na seção 2. A seção 3 mostra como o software foi propriamente construído. A seção 4 apresenta alguns resultados obtidos. A seção 5 traz algumas propostas para trabalhos e futuros, e por fim, na seção 6, são mostradas as conclusões. 2. Conceitos tecnológicos 2.1 RIA O termo Aplicação de Internet Rica foi introduzido pela Macromedia em março de 2002 [RIA, 2009], embora o seu conceito já possuira outras denominações anteriores, tais como: Remote Scripting, pela Microsoft, em 1998; X Internet, pela Forrester Research em Outubro de 2000; Cliente (Web) Rico; Aplicação Web Rica. Aplicações Web tradicionais centralizam todo seu código em torno de uma arquitetura de cliente-servidor, ou seja, todo o processamento é realizado no servidor, e o cliente apenas utiliza uma interface estática (neste caso em HTML). A grande desvantagem deste sistema é que a interação com a aplicação deve ser feita através do servidor, onde os dados são enviados para o servidor, são respondidos e a página é recarregada no cliente como resposta. Utilizando uma tecnologia aplicação-cliente, que possa executar instruções no computador do usuário podem reduzir significativamente o número de sincronizações e aumentar a interatividade com o cliente, sendo o caso das RIAs. Ainda, segundo [RIA, 2009] Aplicações de Internet Rica são aplicações web que tem características e funcionalidades de softwares tradicionais do tipo aplicativo. Essas aplicações transferem todo o processamento da interface para o navegador da internet, porém mantém a maior parte dos dados (como por exemplo, o estado do programa, dados do banco) no servidor de aplicação, sendo assim, o que pode ser feito em uma RIA é limitado pela robustez do sistema utilizado no cliente. 2.2 AJAX Segundo Ajax (2009), o AJAX (Asynchronous JavaScript And XML) foi criado por Jesse James Garret, e basicamente significa carregar e renderizar uma página, utilizando recursos de scripts rodando pelo lado cliente, buscando e carregando dados em background sem a necessidade de atualizar a página. Ressalta-se que o AJAX não é uma única tecnologia, mas sim um conjunto de tecnologias. O AJAX trabalha da seguinte maneira: enquanto em uma aplicação web clássica o navegador busca informações no servidor e as retorna para o cliente, no AJAX ocorre de

4 forma diferente. No carregamento da página, toda a lógica de processamento de dados é passada ao cliente. Quando o usuário faz uma requisição, quem busca e retorna as informações é o JavaScript, de forma assíncrona, não necessitando atualizar a página. O encarregado do tratamento dos dados é o script que foi carregado inicialmente quando se acessou a página. O processo inicial de carregamento é mais lento que de uma aplicação comum, pois muitas informações são pré-carregadas. Mas depois, somente os dados são carregados, tornando assim o site mais rápido. 2.3 JSF Segundo Pitanga (2004), o JSF (JavaServer Faces) é uma tecnologia que incorpora características de um framework MVC para WEB e de um modelo de interfaces gráficas baseado em eventos. Por basear-se no padrão de projeto MVC, uma de suas melhores vantagens é a clara separação entre a visualização e regras de negócio (modelo). A idéia do padrão MVC é dividir uma aplicação em três camadas: modelo, visualização e controle. O modelo é responsável por representar os objetos de negócio, manter o estado da aplicação e fornecer ao controlador o acesso aos dados. A visualização representa a interface com o usuário, sendo responsável por definir a forma como os dados serão apresentados e encaminhar as ações dos usuários para o controlador. Por outro lado, a camada de controle é responsável por fazer a ligação entre o modelo e a visualização, além de interpretar as ações do usuário e as traduzir para uma operação sobre o modelo, onde são realizadas mudanças e, então, gerar uma visualização apropriada. No JSF, o controle é composto por um servlet denominado FacesServlet, por arquivos de configuração e por um conjunto de manipuladores de ações e observadores de eventos. O FacesServlet é responsável por receber requisições da web, redirecioná-las para o modelo e então remeter uma resposta. Os arquivos de configuração são responsáveis por realizar associações e mapeamentos de ações e pela definição de regras de navegação. Os manipuladores de eventos são responsáveis por receber os dados vindos da camada de visualização, acessar o modelo, e então devolver o resultado para o FacesServlet. Ainda, o modelo representa os objetos de negócio e executa uma lógica de negócio ao receber os dados vindos da camada de visualização. Finalmente, a visualização é composta por component trees (hierarquia de componentes), tornando possível unir um componente ao outro para formar interfaces mais complexas. 3. Metodologia Nesta seção demonstra-se como o software foi desenvolvido. Aplicou-se um processo de software de protótipo evolutivo, onde a partir de um sistema simples são agregadas novas funcionalidades. Os testes foram informais, desconsiderando a aplicação de alguma metodologia específica. Primeiramente, cita-se as tecnologias utilizadas. Em seguida, demonstra-se as modelagens realizadas antes do desenvolvimento, para então abordar a implementação em três camadas, conforme o modelo MVC proposto pela tecnologia JSF, adicionando a

5 camada de segurança. Por fim, trata-se de aspectos da utilização do Google Code 7 em todo o processo. 3.1 Tecnologias Antes do desenvolvimento do MyMiB foram definidas quais as tecnologias utilizadas no processo. Primeiramente, optou-se pela linguagem de programação Java, para utilização do framework MVC Icefaces, que implementa a especificação JSF. Para o banco de dados decidiu-se pelo MySQL, um banco de dados gratuito e de fácil utilização. Para o mapeamento objeto-relacional, que realiza a interligação entre as classes Java e as tabelas do banco de dados, utilizou-se o Hibernate. A implantação do aplicativo é realizada no servidor web Apache Tomcat, e o ambiente de programação é o Eclipse. Estes possuem uma boa integração, o que facilita tanto o desenvolvimento como o deploy e testes. 3.2 Diagramas UML Dois diagramas UML foram feitos para guiar o desenvolvimento do software. O primeiro é o diagrama de casos de uso, que segundo Guedes (2008) visa à compreensão do comportamento externo do sistema, apresentando o sistema na perspectiva do usuário. Desse modo, procurou-se modelar quem são utilizadores do sistema (atores) e o quais as funcionalidades providas para os mesmos. A Figura 1 apresenta o diagrama desenvolvido. Figura 1. Diagrama de casos de uso do MyMiB Conforme se observa, o usuário pode se cadastrar, e, sendo cadastrado, pode postar, listar todos os posts que já realizou e excluir qualquer um deles, além das demais 7

6 funcionalidades providas para usuário anônimo. Como anônimo pode-se comentar um post e também realizar busca de posts por filtros específicos: data, tags e usuário. O administrador do sistema pode configurar o microblog, indicando informações como tema abordado, título, palavras-chave e cor de fundo, e também gerenciar o conteúdo. O administrador pode excluir um usuário ou post, caso considere que esteja em desacordo com a política do microblog. O segundo diagrama desenvolvido foi o diagrama de classes. Guedes (2008) afirma que este é o mais utilizado e mais importante diagrama da UML, permitindo a visualização das classes que compõem o sistema. Dessa maneira, foi utilizado como guia para a implementação, prevendo a representação dos objetos de domínio da aplicação. Na Figura 2 demonstra-se este diagrama. Figura 2. Diagrama de classes do MyMiB 3.3 Arquitetura MVC Conforme a proposta do JSF definiu-se uma arquitetura em três camadas, compreendida por modelo de dados, controladores e visualização. Uma camada adicional foi incluída, que se refere às funcionalidades de segurança a aplicação Modelo de dados Nesta camada buscou-se representar os objetos de domínio da aplicação através da criação de classes conforme o diagrama, e realizou-se o mapeamento objeto-relacional para as operações de persistência em banco de dados. A comunicação com o banco de dados MySQL é configurada através de um arquivo denominado persistence.xml. Neste arquivo descreve-se a localização e algumas propriedades do banco de dados utilizado (usuário, senha, nome do banco), bem como o driver associado. Ressalta-se que também por este arquivo pode-se delegar ao

7 Hibernate a criação das tabelas. Desta forma, esta opção foi utilizada para simplificar a criação do modelo. O mapeamento foi realizado por meio do Hibernate, utilizando anotações. Desta forma, cada classe é associada a uma tabela, e cada instância (objeto) é uma tupla Cada atributo do objeto é relacionado a uma coluna através da Outras funcionalidades providas pelas anotações são e operações em cascata. As operações CRUD são realizadas através de um objeto chamado EntityManager. Para as operações de inserção, deleção e atualização criou-se um gerenciador centralizado que administra o EntityManager, realizando as operações de modo comum para qualquer tipo de objeto. Para as buscas especializadas foram criados métodos estáticos nas classes específicas, que também administram as named queries. Estas são consultas escritas em linguagem própria da API Java Persistence (JPQL), onde são denominadas. Assim, são chamadas pelo nome definido, aplicando-se os parâmetros necessários para o EntityManager. Um exemplo de utilização da maneira de busca implementada é Usuario.buscarPor ( ); Controladores O controle da aplicação é realizado pelos Managed Beans (MBeans) da implementação JSF. Estes são objetos que controlam as telas do sistema, onde cada MBean trata de uma tela, configuração que é realizada no arquivo faces-config.xml. Entretanto, podem ser utilizados para controle da aplicação como um todo, já que tratam das requisições realizada via interface gráfica. Dessa forma, a cada requisição realizada o MBean recebe os parâmetros enviados, e pode executar a lógica do sistema, interligando-se com o modelo de dados Visualização Para o desenvolvimento da camada de apresentação da aplicação apresentada foi utilizado o framework Java Server Faces (JSF) Icefaces (ICESOFT, 2009). A ferramenta é uma implementação de uma especificação da Sun (SUN, 2009) utilizada para a criação de interfaces web ricas por meio de componentes visuais para aplicações JEE (JEE, 2009). O framework sendo open source oferece um conjunto vasto de componentes para desenvolvimento. Sendo que tais componentes podem ser encontrados em (ICESOFT, 2009). E, além de abordar o conceito RIA, apresenta um novo conceito de navegação de páginas, a navegação orientada a estados onde uma mesma tela pode ter diferentes estados / comportamentos, dependente do contexto. O desenvolvimento das interfaces gráficas aconteceu de forma evolutiva e incremental, sendo que teve início com telas protótipos, e a medida que novas funcionalidades eram implementadas, novas interfaces eram produzidas. O sistema contém cinco telas principais, sendo que as figuras de 3 à 7 as ilustram. Em linhas gerais, a figura 3 apresenta a tela de login; a figura 4 a tela de cadastro de usuário do microblog; a figura 5 apresenta a tela inicial do microblog que permite visualizar os posts, bem como acessar outras funcionalidades do aplicativo; a figura 6 exibe as configurações de

8 customização do MyMiB; a figura 7 ilustra a pesquisa de posts por meio de alguns filtros, como data, tag e usuário. Figura 3 - Tela de Login Figura 4 - Tela de Cadastro de Usuário Vale ressaltar sobre a utilização de Facelets para a construção das telas e páginas permite e facilita a criação de templates e oferece dinamismo nas mesmas Segurança Para a camada de segurança optou-se pela implementação de um módulo de login, seguindo a especificação do JAAS (Java Authentication and Authorization Service). Basicamente, o JAAS prevê que os usuários autenticados deverão ser etiquetados, podendo receber um ou mais papéis (roles) dentro do sistema. O processo de autorização se dá conforme os papéis recebidos pelo usuário. No arquivo web.xml descreve-se quais roles estão associadas a quais recursos. Dessa forma, a cada requisição de recurso o JAAS verifica se o usuário possui o papel necessário para o acesso. Se

9 houver autorização o recurso é liberado; caso contrário, o usuário é redirecionado a uma página de erro. Figura 5 - Tela Inicial do MyMiB Figura 6 - Tela de Configuração do Microblog Em caso de solicitação de um recurso protegido por um usuário que ainda não esteja autenticado no sistema, este é automaticamente redirecionado à página de login. 3.4 Utilização do Google Code Utilizou-se o Google Code no gerenciamento do projeto. Este ambiente fornece uma série de recursos para a hospedagem e gerência de projetos, e a única exigência é a disponibilização sob uma licença de software livre. Portanto, o MyMiB é disponibilizado sob a GNU General Public License v3. Dentre os recursos utilizados destaca-se a hospedagem e controle de versões através de um servidor SVN, a criação de wikis e a abertura e gerenciamento de problemas e bugs relacionados ao desenvolvimento. O MyMiB pode ser acessado em

10 Ressalta-se que o Google code não possui um canal de comunicação para os desenvolvedores, como fórum ou lista de s do projeto. Dessa forma, a comunicação foi realizada em reuniões presenciais e troca de s pessoais, por tratar-se de um projeto ainda incipiente. 4. Resultados Obtidos Pode-se considerar que os resultados obtidos no desenvolvimento do MyMiB estão de acordo com o esperado e, portanto, afirma-se que houve êxito na implementação. O objetivo principal de se disponibilizar uma aplicação para facilitar a implantação de um microblog foi atingido, permitindo também a configuração de maneira simplificada. Considera-se que os microblogs criados através do MyMiB serão seguros, devido à implementação da camada de segurança conforme o JAAS. Dessa forma, temse um software não apenas funcional, mas também que atende a um dos requisitos básicos de uma aplicação web. 5. Trabalhos Futuros Algumas das limitações conhecidas do MyMiB e passíves de implementação são: Moderação de posts: um post realizado não é diretamente exibido na página principal do microblog, mas deve passar pela aprovação dos demais usuários. Dessa forma, ganha-se em interatividade e também qualidade de conteúdo; Templates customizáveis: pode ocorrer a criação de diversos templates para que o administrador escolha ao mais adequado, trazendo maior riqueza visual ao microblog. Pode-se, também, permitir que o próprio administrador crie seu template e configure através de uma ferramenta de customização; Evolução para uma engine: hoje o sistema disponibilizado permite a criação de apenas um microblog. Pode-se incrementar o software para que permita a criação de múltiplos microblogs dentro da mesma aplicação, permitindo que todo usuário crie seu microblog. Desta forma, a criação estaria acessível a qualquer usuário que desejar, sem a necessidade de implantar o software em um servidor; Mecanismo de recuperar informações do usuário, como senha e para login; Implementação da funcionalidade de avaliação de posts. Esta não foi implementada devido à certa complexidade de controle, para não permitir que um mesmo usuário avalie o mesmo post mais de uma vez. Sugere-se que a avaliação seja realizada somente em conjunto com o comentário. Dessa forma, evita-se que usuários anônimos possam realizar avaliações consecutivas vezes; Melhoria no estilo (CSS) da página, que atualmente tem seu comportamento homologado apenas para o navegador Internet Explorer. Ressalta-se que, dada a disponibilidade do MyMiB como software livre, não necessariamente os autores do projeto irão implementar estas funcionalidades, estando aberta esta possibilidade a qualquer pessoa que desejar fazê-lo.

11 6. Conclusão O uso da tecnologia JSF no projeto MyMiB permite concluir que esta tem como um de seus principais atributos a facilidade de desenvolvimento de sistemas web. A comunicação entre as páginas e os MBeans facilita tanto a renderização do conteúdo que se deseja como o controle das operações de background a serem realizadas pelo servidor. Além disto, o JSF traz qualidade não somente em termos de projeto, mas também em relação ao desempenho e ao visual do sistema. Isto ocorre devido à aplicação dos conceitos de Ajax e RIA, trazendo ao navegador um visual um pouco mais próximo àquilo que se encontra no desktop. Por fim, ressalta-se que o Google Code é um importante ambiente para a gerência do projeto, por permitir a sincronização do código entre múltiplos desenvolvedores e a criação de documentos para transmissão de informações, como wikis explicativas (que foram utilizadas para relatar o processo de configuração do JAAS) e também informações sobre bugs e o processo realizado para resolução, através de issues. 7. Referências AJAX, CodigoFonte O que é o AJAX e como ele funciona? Disponível em: <http://codigofonte.uol.com.br/artigo/javascript-dhtml/o-que-e-o-ajax-e-como-elefunciona >. Acesso em 5 dez FANARA, João MICROBLOG Uma pincelada sobre o tema. Disponível em: <http://www.joaofanara.com/content/microblog-uma-pincelada-sobre-o-tema>. Acesso em 5 dez FOLHA, Folha de São Paulo , Entenda o que é a WEB 2.0. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml>. Acesso em 5 dez GUEDES, Gilleanes T. A.. UML: Uma abordagem Prática. 3. ed. São Paulo: Novatec Editora, INFO, Plantão Info O enigma dos microblogs. Disponível em: <http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012008/ shl>. Acesso em 5 dez

12 PITANGA, Talita JavaServer Faces: A mais nova tecnologia Java para desenvolvimento WEB. Disponível em: <http://www.guj.com.br/content/articles/jsf/jsf.pdf>. Acesso em 5 dez POVOA, Marcelo O que é WEB 2.0?. Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/10/30/o-que-e-web-20/>. Acesso em 5 dez RIA, Oficina da Net Ria Rich Internet Application. Disponível em: <http://www.oficinadanet.com.br/artigo/1374/ria_-_rich_internet_application>. Acesso em 5 dez

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